[Vídeo] Mons. Gänswein chora diante das câmeras ao falar sobre as consequências da renúncia de Bento XVI

FratresInUnum.com, 20 de junho de 2022 – Com informações de GlóriaTV – O arcebispo Georg Gänswein fez um discurso em uma jornada da Fundação Joseph Ratzinger/Papa Bento XVI no Palácio Nymphenburg, em Munique, em 18 de junho, para marcar o 95º aniversário de Bento XVI.

Ele foi precedido por um discurso do núncio apostólico na Alemanha, Nikola Eterovic. Significativamente, o cardeal Marx, de Munique, estava ausente. A fala de Gänswein foi conforme o planejado, até que ele começou a falar sobre a renúncia de Bento XVI e as sua consequências, dizendo o seguinte:

“Eu nunca teria acreditado que o último trecho da estrada, do Monastério Mater Ecclesiæ até a porta do céu de São Pedro…” – Ele não conseguiu terminar a frase, porque de repente começou a chorar e teve que interromper sua fala por 22 segundos.

Então ele retomou: “até a porta celestial de São Pedro fosse tão longo” – e chorou novamente por 20 segundos. “Isso é o que Bento XVI me confiou com seu bom humor”, acrescentou. Tendo novamente que interromper por 22 segundos. Isso tudo foi logo seguido por outra interrupção de 15 segundos, até que Gänswein pudesse terminar seu discurso.

[Realmente: a situação da Igreja é triste, depois da renúncia de Bento XVI. Como diz o profeta Jeremias: “Chora e chora de noite, e as suas lágrimas lhe correm pelas faces; não tem quem a console entre todos os que a amavam; todos os seus amigos procederam perfidamente contra ela, tornaram-se seus inimigos” (Lm 1,2)].

Gänswein chora!

9 comentários sobre “[Vídeo] Mons. Gänswein chora diante das câmeras ao falar sobre as consequências da renúncia de Bento XVI

  1. As razões exatas dessa renúncia estranha só saberemos daqui a anos, talvez décadas. Já ouvi também que o Ratzinger quis renunciar pois foi exigido dele mais reformas progressistas/eclesiáticas, como a diminuição total do poder papal para a Igreja se adequar aos tempos, e isso ele não suportou. Preferiu renunciar do que se tornar um papa meramente simbólico (“manda mas não governa”)

    Certamente pesou a questão da saúde, ele ficou com medo de se tornar esclerosado, senil, cego e ser manipulado totalmente pelos lobos. Mas particularmente não acredito que apenas isso tenha pesado.

    Que surpresas Deus tem reservado para o inimigos da Santa religião que acreditam que vencerão?

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  2. O “bom humor” de Ratzinger demonstra uma gélida indiferença à situação da Igreja, precipitada por sua renúncia (ele pôs a mão no arado e olhou para trás ).

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    1. A paz de Cristo.

      Sim, cara irmã Maria, concordo contigo. “ele colocou a mão no arado e olhou para trás”, esse olhar, essa renúncia, para mim, sempre será estranha. Para quem estava doente, cansado de viagens, etc., e continua vivo ( graças a Deus!), fica muito estranho e sem explicação a renúncia dele.

      Francisco está em cadeira de rodas. Renunciou? Não.

      Ah, mas as viagens deixavam o Papa Bento XVI muito cansado, pela idade, saúde dele. Ok, eu concordo, logo, ele não deveria pegar mais os aviões e ir para os outros países, continentes. Quem disse que papa tem que ir em todos os continentes porque o avião foi inventado? Oras, hoje, com a TV, internet, um papa pode falar com o seu rebanho da mesma forma, se ele está impossibilitado de viajar.

      Por acaso, o Papa Francisco continuará viajando como antes?

      Repito: sempre achei estranha a renúncia de Bento XVI, mas, por outro lado, acho estranho tantas coisas no mundo, logo, esse meu estranhamento pode ser falta de orações.

      Melhor eu ir rezar!

      PS: eu tb. gosto do Papa Bento XVI, mas sigo nessa dúvida, porém, sou confiante nos desígnios de Deus.

      Salve Maria.

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  3. Salva Maria!

    Logo, logo estaremos fazendo como o Monsenhor Georg Gänswein; da forma como a Igreja esta sendo conduzida, não nos restará mais nada a não ser rezar e chorar.

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  4. Muito oportuna a citação de Jeremias aplicada à Sé Apostólica.

    Bento XVI foi um bom Papa, segundo meu juízo. Sinto saudades, especialmente porque da época da minha juventude e ápice espiritual. Ele não conseguiu fazer tudo que desejava, e de fato não fez tudo que precisava. Porém, nos cerca de sete anos de seu Pontificado fez muito mais que João XXIII, Paulo VI e João Paulo II juntos, para benefício da Igreja. Fez o que pôde, tanto no seu próprio Pontificado, quanto quando ainda era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

    Mesmo depois de sua renúncia, e até hoje, é brutalmente perseguido pelos seus inimigos, e inimigos da Igreja; perseguido principalmente pela Mídia Diabólica, além dos inimigos internos.

    Para mim, é um homem santo e prudente. Um grande exemplo de Pastor e Líder. Ao longo de sua vida, buscou a santificação e também penitência. Um homem de Igreja.

    O melhor que teve, de João XXIII para cá.

    Na época do Pontificado dele – lembro-me como se fosse hoje, mas já faz muito tempo – nunca imaginei que a situação no mundo e na Igreja se degradaria tanto a tal ponto que chegamos. Ao contrário, eu achava que o sucessor dele ainda seria melhor do que ele. Mas, infelizmente, veio a desgraça arrasadora.

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  5. Papa Bento XVI fugiu por medo dos lobos. Ele, que tanto pediu para não fazer isso, acabou fazendo. Nós, os fieis, também não fizemos sacrifícios e rezamos o suficiente como ele havia pedido.
    Mas, apesar de gostar dele, não podemos deixar de dizer, sem meias-palavras: correu da raia e nos deixou um péssimo sucessor.

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    1. Não acho que ele correu da raia, de forma alguma. Tem situações que são mais complexas do que a gente imagina. Além disso, ele quis se santificar mais e fazer penitência; é um direito dele, já que ele não era somente Cabeça Visível da Igreja, mas também servo de Cristo. Ele também tem o direito de querer salvar a sua alma.

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  6. Com relação ao sucessor de Bento XVI. É de responsabilidade do Conclave que o elegeu, pois os cardeais é que têm a responsabilidade de eleger o novo Papa. Isso não tem nada a ver com Bento XVI.

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  7. Não haveria melhor oportunidade para fazer MUITA penitência do que suportar os desafios do seu mandato. Com a idade que tinha, conhecia suficientemente os pontos fracos e fortes de sua personalidade palra saber se aguentaria as pressões que viu outros papas sofrerem; bastaria não aceitar a nomeação. A principal característica de um líder é prever ou reverter a possibilidade de ser encurralado. Bento XVI se mostrou menos disposto a dar sua vida em defesa do Evangelho do que o presidente em defesa do Brasil.

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