Francisco bloqueou a excomunhão de um jesuíta abusivo?

Matéria recebida de leitor, sem identificação do tradutor — a quem agradecemos desde já e nos colocamos à disposição para dar os devidos créditos.

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Trata-se de um dos mais famosos arquitetos de mosaicos, responsável, inclusive, pelos novos e horrendos mosaicos de Aparecida. Era considerado um homem místico e há dias recebeu um doutorado honoris causa na PUCPR.

Por Carlos Esteban, InfoVaticana, 05 de dezembro de 2022 – O padre jesuíta esloveno Marko Iván Rupnik foi acusado “com credibilidade” de absolver seu cúmplice em um caso de abuso sexual, o que corresponde à excomunhão. Mas o Messa in Latino tem informações de que o Papa poderia ter bloqueado o processo.

O Papa bloqueou a excomunhão latae sententiae de um de seus irmãos jesuítas, o famoso padre e pintor padre Rupnik, segundo o blog Messa in Latino. O blog refere-se à publicação em Left.it de que o conhecido teólogo e artista jesuíta Pe. Marko Ivan Rupnik SJ foi acusado de violência sexual e abuso psicológico por algumas freiras.

As fontes do blog confirmam a informação, especificando que houve uma sentença canônica no início deste ano. A sentença, segundo a nossa fonte, refere-se a um processo de absolvição do cúmplice na confissão, crime canónico gravíssimo reservado aos Tribunais da Congregação para a Doutrina da Fé. A sentença, proferida por unanimidade pelo Tribunal Eclesiástico, relata como o jesuíta teria absolvido uma mulher (maior de idade e consentida) com quem mantinha relações de “sexta classe” em confissão. Este delito canônico está estipulado no cânon 977 do Código de Direito Canônico. O crime é punível com excomunhão latae sententiae. O Tribunal, tendo verificado o fato, reconheceu que o Pe. Rupnik foi excomungado de acordo com os cânones 977 e 1378, primeiro parágrafo.

Porém, poucas horas após a notificação da sentença, por pressão do Pe. Rupnik, o Santo Padre levantou a excomunhão, em contraste com as decisões judiciais.

Os abusos de Rupnik datariam de mais de 30 anos, porém, embora prescritos (as vítimas eram maiores de idade), o procurador-geral jesuíta ainda teria pedido que o encaminhasse a julgamento por terem sido definidos como “terríveis”. Apesar disso, parece que, por intervenção do Santo Padre, o processo não foi realizado justamente porque foi “prescrito”.

5 comentários sobre “Francisco bloqueou a excomunhão de um jesuíta abusivo?

  1. Pelo que se lê, Bergoglio se utiliza dos métodos em praxe no Supremo Tribunal Federal do Brasil. quando monocraticamente anula condenações de facínoras em tribunais regulares e diversas instâncias judiciais do país.
    O STF fazendo escola mundo a fora.

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  2. O sistema está pretendendo acelerar a Revolução tal qual aconteceu nos anos 60 e 70. Porém, diferente daquela época em que a humanidade estava eufórica com as mudanças, hoje existe uma letargia muito grande frente às ousadas mudanças. Parece que os homens se acomodaram no espírito hedonista e capitalista. Então, o sistema decidiu neste aceleramento de mudanças fazer uso da força, até por medidas arbitrárias. Estamos nos tempos do “perdeu Mané”, em que para enfrentar supostos atos antidemocrática usa-se inescrupolosamamente medidas patentemente antidemocráticas. As duas últimas notícias que o Frates nos dá revela isto. Roma está agindo tal qual o STF, em que sobreleva a autoridade sem contrafortes. É “assim e está acabado”. Curioso que os adeptos da igualdade estão conseguindo terreno com uso da deformação da autoridade.

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  3. Com Francisco/Bergoglio aprendemos que nada está ruim que não possa piorar.
    Estou aguardando pacientemente o dia da canonização de Lutero e da reabilitação de Satã. O estilo deste pontificado me permite esperar por isso.

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  4. >>>Os abusos de Rupnik datariam de mais de 30 anos…
    Pelo amor de Jesus Cristo, eu nem sei quem é esse sujeito de nome estranho, mas TRINTA ANOS DE ATRASO não é nem um pouco suspeito?
    As freiras que me desculpem, mas isso tem cheiro esrranho, e são elas que estão fedendo.

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  5. Na verdade é CVII fazendo escola… Sessenta anos passados do trágico Concílio Vaticano II persiste os erros,heresias, “anulação de Pecados” como o deixa disso, quem sou eu para julgar, interpretação de tolerância, liberdade religiosa, liberdade sexual, etc. e etc. A fumaça de Satanás já empregnou nas paredes, cortinas, e até roupas dos clérigos e fiéis. Basta vermos que o Inferno até existe, mas está vazio. Perdeu-se toda noção do sobrenatural, do Divino, da trasncedência para Deus, reduzindo ao naturalismo antropocentrista. Com isso, a Religião Católica se tornou mera agremiação de “convivência de diferentes”, mas que devem viverem juntos nesta Terra. Na maior cara de pau usam das características da Santa Igreja, para sustentarem seus “sacerdotes do povo”. E o Verdadeiro Pastor é deixando de lado, seus Mandamentos caíram em desuso, os Sacramentos meros sinais de pertença ao grupo. A autoridade dos “líderes religiosos’ só para calar, perseguir, condenar os “dragões do tradicionalismos”, os que vivem do passado, de rendas, de barretes…

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