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31 março, 2016

Dom Joaquim Mol lamenta pedido de impeachment por OAB.

Dom Mol teve sua candidatura à secretário-geral da CNBB, no ano passado, minada por ação de católicos na internet. A razão principal era seu empenho, ao fim ridiculamente fracassado, para coleta de assinaturas em paróquias em favor da “reforma política” — projeto que, embora negado veementemente por ele, ulteriormente geraria um fatal resultado: perpetuar o PT no poder.

Por Murilo Ramos | Época – Bispo auxiliar de Belo Horizonte, reitor da PUC-MG e membro da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Mol redigiu carta afirmando estar decepcionado com o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff protocolado pela OAB Nacional na segunda-feira (28). O religioso desfere críticas contra o que chama de “conservadorismo” do presidente  da instituição Cláudio Lamachia. Dom Mol diz que a justificativa de Lamachia para apoiar o impeachment, baseada no respaldo das seccionais da OAB, é “insuficiente para esmaecer a tomada de posição de um lado, quando o país está radical e agressivamente dividido, mostrando-se violento, nada cordial, virulento porque as pessoas pensam diferentemente das outras”.

O religioso completa: “esperava não um pedaço de lenha a mais nestas chamas que têm queimado pessoas e conquistas”.

No desabafo, Dom Mol diz que é a opinião pessoal dele – e não da PUC, da CNBB ou da Arquidiocese de Belo Horizonte, da qual é bispo.

Mol também é presidente da comissão de acompanhamento da Reforma Política pela CNBB.

Bispo auxiliar de Belo Horizonte critica pedido de impeachment da presidente Dilma (Foto: Reprodução)

Bispo auxiliar de Belo Horizonte critica pedido de impeachment da presidente Dilma (Foto: Reprodução)

13 abril, 2016

#EndireitaCNBB – Mais Doutrina Social da Igreja, menos Dom Mol, consultor do governo Dilma.

Como dissemos, a “dupla Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário-geral, e Dom Joaquim Mol, candidato fracassado do ano passado, tenta consolidar, junto à Assembléia Geral, a tendência esquerdista que impera na cúpula da CNBB”.

Não é de se estranhar, afinal, Dom Mol é consultor oficial do governo federal.

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E não se venha dizer que o posto é meramente decorativo, por se tratar apenas de um órgão consultivo. A virulência com que Dilma tem atacado seus adversários nos últimos dias só confirma ainda mais o que já se sabe há muito: não há a mínima possibilidade de ser parceiro do PT se não houver um alinhamento ideológico (não queremos aqui levantar a hipótese de alinhamento econômico…). Divergências não são toleradas por partidos totalitários. Eles pedem conselho somente àqueles que darão o conselho que querem.

Ontem, foi discutido na Assembléia dos bispos, em Aparecida, o texto sobre o momento atual, para a coleção “Pensando o Brasil”. E, adivinhe? O texto foi escrito por Dom Mol!

Mas, diga-nos, presidência da CNBB, por quê? Não há mais ninguém aí? Qual a predileção? Afinal, por que são sempre os mesmos a tudo dirigir e coordenar? Por que tanto poder nas mãos de Steiner e Mol?

Portanto, refazemos o apelo o tuitaço de hoje, às 21 horas!

Façamos ouvir a nossa voz nas redes sociais, usando a hashtag

#EndireitaCNBB.

Marque a página da CNBB e de seu bispo diocesano no Facebook ou no Twitter.

Que os bons bispos presentes na Assembléia Geral da CNBB não se deixem levar por conselhos iníquos.

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Participe, compartilhe, divulgue!

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15 abril, 2015

Novo Secretário Geral da CNBB, Dom Mol?

Por Fratres in Unum.com – Fontes murmurantes dão como certa a eleição de D. Joaquim Mol como Secretário Geral da CNBB. A 53ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, iniciada hoje, em Aparecida, SP, elegerá a nova presidência da CNBB.

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Bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, MG, Reitor da PUC-MG e atual Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB, Dom Mol destacou-se pela promoção do Projeto de Reforma Eleitoral e do Plebiscito Constituinte, que atendem diretamente aos interesses do Partido dos Trabalhadores (embora confusa e desarticuladamente Dom Raymundo Damasceno diga que não), e, como afirmou em recente entrevista o arcebispo primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, “não tiveram a participação de todos os bispos”.

Esta eleição representaria uma guinada ainda maior para a esquerda. Afastando-se do clamor do povo, escandalizado com a corrupção petista e com o controle estatal que torna o partido cada vez mais inatingível, a CNBB confessaria sua subserviência ao governo, subscrevendo totalmente a agenda bolivariana no Brasil.

Para a presidência da entidade, fala-se em Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, e mesmo em Dom Leonardo Ulrich Steiner, atual secretário geral. No entanto, quem desempenha papel de maior relevância sempre é o Secretário Geral, que se dedica quase que integralmente às atividades da Conferência Episcopal, cabendo ao presidente um papel mais protocolar e honorífico.

Domingo, 12 de abril de 2015 - Manifestantes penduram cartazes contrários à atuação da CNBB em frente à sede da arquidiocese de Belo Horizonte.

Domingo, 12 de abril de 2015 – Manifestantes penduram cartazes contrários à atuação da CNBB em frente à sede da arquidiocese de Belo Horizonte.

Que a Mãe Aparecida ilumine nossos bispos para que, enquanto ainda há tempo, possam rever suas posições e abrir seu coração ao grito de socorro do povo e aos interesses de Deus e da própria Igreja!

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8 abril, 2016

CNBB em chamas – #EndireitaCNBB hoje, às 21h!

Dupla Mol-Steiner articula. Bispos rejeitam agenda esquerdista, mas sem oposição organizada. Por detrás das aparências de colegialidade e fraternidade, uma verdadeira guerra toma conta da Assembléia dos Bispos em Aparecida.

Por Catarina Maria B. de Almeida | FratresInUnum.com – Colegialidade, fraternidade, sorrisos mil, companheirismo, tapinha nas costas. Tudo isso vemos nas fotos, nas entrevistas e nas manifestações externas dos bispos brasileiros, reunidos mais uma vez em Aparecida para a 54ª Assembléia Geral da CNBB. Mas, é ao fechar das portas que a realidade se manifesta, nua e crua.

A dupla Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário-geral, e Dom Joaquim Mol, candidato fracassado do ano passado, tenta consolidar, junto à Assembléia Geral, a tendência esquerdista que impera na cúpula da CNBB – a despeito da eleição dos moderados Dom Sérgio da Rocha e Dom Murilo Krieger para a presidência da entidade, no ano passado.

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Dom Joaquim Mol: a mente que articula a esquerda da CNBB.

É essa ala esquerdista, que se manifesta moderadamente nas notas oficiais da CNBB, mas se apresenta desavergonhadamente nas suas subsidiárias (CPTCBJP, etc), que organiza os trabalhos e estabelece que sempre as mesmas figuras tenham protagonismo nas assembleias gerais. Somente a predileção ideológica explica como bispos sem nenhum brilho especial como Erwin Krautler, Guilherme Welang, Roberto Ferrería Paz, Dimas Lara Barbosa, etc, tenham sempre espaço assegurado nas entrevistas coletivas diárias. Mesma “opção preferencial pela esquerda” que impõe, ano após ano, “intelectuais” alinhados ao establishment com suas chatérrimas análises de conjuntura nauseantes.

Neste ano, a assembléia iniciou com Dom Joaquim Mol defendendo de modo acalorado o governo Dilma. Ele, Mol, foi o garoto propaganda da ridiculamente fracassada campanha de assinaturas pela reforma política e há pouco se envolveu em um escândalo internacional por chefiar uma universidade dita católica que promove a ideologia de gênero.

Seu discurso foi o mesmo de qualquer agente do governo: a corrupção é endêmica, não foi o PT quem a descobriu; a oposição não aceita o resultado das urnas e impede que Dilma governe; há uma suposta intolerância na sociedade — quando atos de violência quase sempre se dão somente por um do lados, inclusive por “pacifistas” CNBBistas –, que estaria dividida.

A cantilena esquerdista já nos primeiros dias de encontro prosseguiu com Dom Roberto Ferrería Paz, bispo de Campos, RJ, cidadão planetário e notório petista, que, em entrevista coletiva na solenidade de abertura da Assembléia, criticou a operação Lava Jato e relativizou o carácter inigualável dos níveis de corrupção petista,  afirmando que todos os partidos fazem as mesmas coisas. Poucos dias antes, no Domingo de Ramos, o mesmo Dom Roberto, em homilia, insinuou um ultrajante paralelo entre Lula e Cristo, que fora condenado sem provas, enquanto Judas seria o primeiro traidor a fazer uma delação premiada.

Oposição generalizada

Mas, tal qual a sociedade civil, os bispos da CNBB não suportam mais essa instrumentalização por parte da cúpula.

O primeiro a dar vazão pública a isso foi Dom Anuar Battisti, arcebispo de Maringá, que teceu duríssimas críticas à análise de conjuntura sociorreligiosa apresentada por Silvia Fernandes, do CERIS, órgão da CNBB – que minimizou a gravidade da corrupção petista simplesmente a ignorando:

“Uma das falhas – estou falando pessoalmente – na apresentação da conjuntura nacional do Brasil, que foi muito bem feita, realmente uma análise profunda, foi que, porém, nenhuma vez nesta análise apareceu a palavra corrupção. Isso é muito sério. Falar de uma conjuntura nacional sem apontar a corrupção é uma falha tremenda. É o que está sangrando hoje o Brasil. De todos os mais de 60 políticos que já foram presos, foram todos por causa de roubo, realmente roubo”.

Fontes murmurantes atestam que é claríssimo o constrangimento da grande maioria dos bispos com a abordagem pró-governo proveniente da cúpula da CNBB. O próprio discurso de Mol causou um desconforto geral, inclusive de membros das altas esferas.

A grande dificuldade dos bispos moderados e conservadores é que não há uma liderança entre eles. Mais de uma vez, dizem-nos nossas fontes, quando nas discussões de grupos na Assembléia um bispo ousa destoar da ladainha petista, diversos o acompanham imediatamente. No entanto, por não haver de um verdadeiro líder que encabece essa oposição, todos se acabrunham e se escondem atrás da bandeira da “prudência”. Assim, as rédeas permanecem nas mãos de quem hoje as detêm. Como repetia Dom Manoel Pestana, “há uma prudência que nos mata”.

É importante que nós, católicos, manifestemos aos bons bispos nosso desejo de que eles ousem sair da zona de segurança – ¡Hagan lío! – e falem o que é necessário falar, sem nenhum respeito humano.

Assim, façamos ouvir a nossa voz hoje, às 21h, nas redes sociais, usando a hashtag #EndireitaCNBB. Marque a página da CNBB e de seu bispo diocesano no Facebook ou no Twitter. Que a CNBB mantenha coerência com seu passado e não se faça de surda aos apelos dos brasileiros.

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6 abril, 2016

Escândalo internacional: PUC Minas promove ideologia de gênero em evento.

Agências de notícias internacionais repercutem escândalo de PUC-MG. A seguir, nossa tradução de matéria da InfoCatólica.

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A maior Universidade Católica do mundo organiza um evento que promove a ideologia de gênero.

Uma Universidade Pontifícia do Brasil, considerada a maior Universidade Católica do mundo pelo Vaticano, organiza um evento que promove uma das versões mais radicais do feminismo, a qual defende que para “descolonizar”  nossas sociedades é indispensável impor a “perspectiva de gênero”. Exatamente o contrário do que o Papa Francisco expôs a esse respeito.

infocatolicaBelo Horizonte, 5 de abril de 2016 | A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMG) realiza nessa cidade um ciclo de debates que promovem abertamente a ideologia de gênero em uma de suas versões mais radicais. A instituição brasileira é considerada pela Congregação para a Educação Católica da Santa Sé como a maior universidade católica do mundo. 

O III Ciclo de Debates do Grupo Interdisciplinar de Pesquisas Feministas da PUCMG aborda o tema “Feminismo Descolonial” e a conferência de abertura está a cargo de Rita Laura Segato, Doutora em Antropologia pela Universidade de Brasília (UNB), uma militante de renome a favor do aborto e contra o que ela denomina “heterossexualidade forçada”.

A Doutora Segato participou em 2010 de um seminário internacional no Senado brasileiro alegando que a criminalização do aborto é uma forma de “violação dos direitos humanos das mulheres”, e isso num momento em que o governo socialista do Partido dos Trabalhadores procurava, por todos os meios, descriminalizar o aborto no país. A tentativa falhou e custou-lhes o primeiro turno da eleição de Dilma Rousseff.

Ela também é promotora e signatária de um manifesto que defende a aprovação do projeto de lei 882/15 que legaliza o assasinato de nascituros, porque, segundo ela, “é necessário o direito ao aborto para garantir a integridade física e mental das mulheres […] e que como cidadãs de pleno direito, decidem autonomamente o que fazer com seus próprios corpos”.

A professora da UNB, como antropóloga, é uma das expoentes de maior destaque em todo o Brasil em “feminismo descolonial”, que entre outras coisas, considera que valorizar a heterossexualidade como um fato natural e universal é uma forma de ‘colonização’ contra a qual devemos lutar já que gera “violência”.

O “feminismo descolonial” é uma das versões mais radicais do feminismo, pois incorpora toda a bagagem dos estudos marxistas latino-americanos desde a “colonização Ibérica” ao feminismo “de gênero”. O resultado é um feminismo “vermelho”, que considera a família natural, a complementaridade do homem e da mulher e a acolhida dos filhos, por exemplo, como instrumentos de poder a serviço do sistema capitalista moderno.

A principal ideóloga dessa vertente é a feminista argentina Maria Lugones, que cunhou o termo. Para ela, a luta contra o atual sistema de colonialismo capitalista, patriarcal e opressor, herdado da conquista ibérica da América Latina, deve começar pela “desconstrução da heteronormatividade”, tecendo novas formas de convívio e de estrutura social (leia-se novas formas de família) seguido por revalidar a sabedoria  pré-moderna dos povos “originários” da região.

O ciclo de debates, organizado pela Universidade Católica, não tem nenhum convidado que possa fazer um contraponto à “perspectiva de género” que será apresentada. Os 22 expositores anunciados na divulgação do evento desenvolvem, em sua atividade acadêmica, linhas de estudo que abraçam e promovem a ideologia de gênero.

De fato, pelo menos dois dos conferencistas já aplicam e implementam a ideologia de gênero no sistema público de educação da cidade de Belo Horizonte, destinado especialmente a crianças de 0 a 14 anos de idade.

Cláudia Caldeira Soares e Magner Miranda de Souza, por exemplo, coordenam o Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual da Secretaria de Educação do Municipio de Belo Horizonte, muito ativo na formação de professores da rede municipal e de propostas de ‘intervenção pedagógica’. Ambos estarão na mesa de ‘debates’ denominada ‘Cruzamento de gênero na literatura infantil’.

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais é administrada pela Arquidiocese de Belo Horizonte, seu reitor é o Bispo Auxiliar Dom Joaquim Mol. O prelado era até recentemente presidente da Comissão Episcopal para a Educação e Cultura da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB, sigla em Português), membro do Conselho Pontifício para a Cultura desde 2014 e também membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e social (CDES) do governo federal. A presidente socialista Dilma Rousseff nomeou-o pessoalmente.

De acordo com informações divulgadas pela própria universidade, a PUCMG é reconhecida pela Congregação para a Educação Católica da Santa Sé como a maior universidade católica do mundo. Ela possui mais de 63.000 estudantes, um corpo administrativo de 4.000 pessoas, das quais a metade são professores, e oferece 105 cursos de graduação e 286 de pós-graduação lato sensu; e 27 mestrados e doutorados.

O Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Feministas foi fundado em 2013 dentro do programa de pós-graduação em Ciências da Religião e funciona dentro do Departamento de filosofia da Universidade, que tem como objetivo explícito investigar os fenômenos sociais a partir das perspectivas ‘feminista e de gênero’.

O Papa Francisco condenou de forma clara a ideologia de gênero várias vezes durante o seu Pontificado, considerando-a  “um erro que provoca muita confusão” e um instrumento da “colonização ideológica” que sofrem as familias. Exatamente o contrário do que defende o “feminismo descolonial”.

A existência de um núcleo de estudos como este, com esses objetivos, parece entrar em conflito com a perspectiva do Papa e, especialmente, com a Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesiae, que regula o funcionamento das universidades que são denominadas Católicas, especialmente se elas são pontifícias.

De acordo com o documento, publicado pelo Papa João Paulo II em 1990, essas instituições de ensino devem possuir algumas características essenciais, entre as quais o desenvolvimento de “uma reflexão contínua à luz da fé católica, sobre o crescente tesouro do conhecimento humano, contribuindo com sua própria investigação” e mantendo “a fidelidade à mensagem cristã tal como é apresentada pela Igreja. “

21 maio, 2015

Fracasso total: Coalizão para Reforma Política, encabeçada por CNBB, não consegue nem metade das assinaturas pretendidas.

Por CNBB: No dia Nacional de Mobilização contra a Constitucionalização da Corrupção, mais de duas mil pessoas participaram de ato cultural e caminhada em favor da Reforma Política Democrática. O evento, organizado pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, ocorreu nesta quarta-feira, 20,  em Brasília, às 9h. 

A caminhada iniciou em frente à catedral metropolitana e seguiu até o Congresso Nacional, para a entrega das assinaturas já coletadas, em favor da Reforma Política Democrática. Ao todo, foram entregues 630.089 assinaturas (entre físicas e eletrônicas). A coleta continua, com a meta de alcançar 1,5 milhão de assinaturas.

Jamais perderemos a esperança”, afirma o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão para Acompanhamento da Reforma Política da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joaquim Mol. “Que este Congresso Nacional veja que as mais de 600 mil assinaturas representam a vontade do povo brasileiro em mudar. A democracia brasileira só tem como avançar se as empresas forem extirpadas de vez da política”, pontua dom Joaquim.

Iniciativa popular

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular proposto pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas foi lançado em setembro de 2013. Trata-se de uma iniciativa popular em prol do fortalecimento dos mecanismos de democracia direta, com a participação de mais de 100 entidades da sociedade civil, entre elas a CNBB e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O Projeto de Reforma Política cobra medidas urgentes, como: 1) afastar a influência do poder econômico das eleições, proibindo a doação de empresas; (2) reformular o sistema político, incluindo a questão de gênero, e estimular a participação dos grupos sub-representados; (3) viabilizar a regulamentação do artigo 14 da Constituição, em favor da democracia direta; (4) melhorar o sistema político partidário, aumentando a participação de militantes e filiados em torno de um programa político; (5) promover a fidelidade partidária programática.

Com informações e foto da assessoria de imprensa da Coalizão.

6 maio, 2015

CNBB deve levar milhares a Brasília em apoio à reforma política.

Nota do Fratres: se, com todo o aparato e o patrulhamento ideológico montado, a CNBB não conseguir colher 1,5 milhão de assinaturas (como diz a matéria, hoje são cerca de 800 mil assinaturas), pode receber um belíssimo atestado de incompetência!

* * *

Conferência Nacional dos Bispos, junto com outras entidades, vai entregar assinaturas pelo Projeto de Lei de Iniciativa Popular

Por José Maria Mayrink – Estadão, 24 de abril de 2015:  ­ A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pretende levar milhares de pessoas à Praça dos Três Poderes, em Brasília, no dia 11 de maio, para acompanhar a entrega ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, das assinaturas em apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular: Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, que entrará em pauta duas semanas depois.

Formada pela CNBB, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e mais de 100 outras entidades [nota do Fratres: entre elas, as isentíssimas CUT, LBL – Liga Brasileira de Lésbicas e UJS – União da Juventude Socialista) a coalizão responsável pela redação do projeto recolheu, até agora, cerca de 800 mil assinaturas. “Poderemos alcançar o total de 1,5 milhão de assinaturas necessárias para a apresentação de projetos de iniciativa popular, com o esforço dos bispos, que prometem intensificar a coleta de adesões em suas dioceses“, disse o coordenador do projeto, d. Joaquim Mol, após uma exposição no plenário da 53ª Assembleia Geral do episcopado, em Aparecida.

Embora já tenha sido protocolado na Câmara dos Deputados e não possa mais ser alterado, o projeto de lei ainda vinha sendo questionado por vários bispos, sobretudo por causa de ataques e críticas nas redes sociais. “É uma reação injusta, porque estamos defendendo o interesse público e não fazendo política partidária“, afirmou d. Mol. A CNBB tem sido chamada de comunista e de estar agindo em favor do PT, por estar liderando a iniciativa, ao lado do Conselho Federal da OAB.

Um dos bispos que criticaram inicialmente o projeto de lei foi d. Murilo Krieger, arcebispo de Salvador, primaz do Brasil e, a partir de hoje, vice­presidente da CNBB. Em artigo publicado na imprensa baiana, ele questionou a formação da coalizão, perguntando se não teria sido melhor a CNBB agir sozinha, como fez no caso do projeto da Ficha Limpa.

Convencido de que a aliança com outras entidades era razoável, d. Murilo retirou a objeção e mandou coletar assinaturas na Bahia. Na tarde de quinta-­feira, d. Mol passou mais de uma hora no plenário explicando detalhes do projeto aos participantes da assembleia, mais de 350 bispos, incluindo os eméritos ou aposentados. Saiu satisfeito e convencido de que se chegou perto de uma unanimidade.

“Como o arcebispo de Brasília, d. Sérgio da Rocha, que está assumindo a presidência da CNBB, dará força à coleta de mais assinaturas e à convocação de pessoas que possam acompanhar a entrega do abaixo ­assinado no Congresso”, observou d. Mol.

Bispo auxiliar de Belo Horizonte e reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC­Minas), d. Mol deixou outras funções em segundo plano, para se concentrar no encaminhamento do projeto. Sua preocupação atual é obter o apoio de parlamentares para discussão do texto. “Mesmo que haja emendas e alterações, esse apoio é importante”, disse o bispo. Outros projetos, incluindo um do PT, serão colocados em pauta, dia 26 de maio, pelo deputado Eduardo Cunha.

A proposição apresentada pela CNBB, OAB e mais de 100 outras entidades tem quatro pontos básicos:

1. Exclusão de empresas do financiamento de campanhas eleitorais. Os partidos receberiam recursos públicos (60%) e doações de pessoas físicas (40%), estas até o limite de R$ 700, valor a ser corrigido em cada eleição. Os recursos seriam repassados aos seus candidatos, cujo número corresponderia ao dobro das vagas obtidas pelo partido. Os candidatos seriam indicados pelos filiados e não pelo partido.

2. Votação em dois turnos em eleições legislativas em nível federal, estadual e municipal. No primeiro turno, seria votado o programa do partido. No segundo, seriam votados os candidatos apresentados pelo partido. Os eleitores poderiam escolher qualquer nome da lista.

3. Representação das mulheres e de minorias. A lista de candidatos deveria incluir homens e mulheres em número igual ­ por exemplo, cinco homens e cinco mulheres em uma lista dez candidatos. Argumenta­-se que, embora correspondam a mais de 50% da população, as mulheres têm apenas 8% de representantes no Legislativo.

4. Referendos e plebiscitos para facilitar a consulta popular. D. Joaquim Mol acredita que a aprovação do projeto de lei ajudaria a diminuir a corrupção eleitoral no Brasil. “A começar pela proibição de doação de empresas para campanhas de partidos e de candidatos, porque elas dão contribuições na expectativa de obter facilidades e não por generosidade. Quanto a referendos e plebiscitos, o bispo afirma que o povo deve ser ouvido em questões de grande importância nacional, como seria, por exemplo, uma eventual venda da Petrobrás.

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4 maio, 2015

DITADURA BOLIVARIANA PATROCINADA PELOS BISPOS? Reforma Política, CNBB e Teologia da Libertação.

Por Pe. Genésio – Fratres in Unum.com 

Pedimos aos leitores do FratresinUnum,
que leiam o presente texto com a máxima atenção.
A gravidade do assunto o exige.
 

O Futuro do PT depende da CNBB

Completamente desmoralizado por causa dos escândalos vultuosos de corrupção, repudiado veementemente nas ruas, o Partido dos Trabalhadores (PT) não conseguirá se reeleger em 2018. Nem uma eventual fraude nas urnas poderá salvá-los; ante uma eleição esmagadoramente desfavorável, uma “vitória” fraudada causaria um levante sem igual. Eles são conscientes disso.

A única alternativa que lhes resta é dar um Golpe de Estado, ou seja, suspender as instituições democráticas que caracterizam um Estado de Direito.

Para fazê-lo, porém, estão bastante desguarnecidos. Sem o favor do exército nacional e com uma militância de guerrilha insuficiente para tanto, um golpe lhes seria muito difícil e, além disso, viria em desencontro com a fachada democrática que falsamente exibem.

A saída para o impasse seria a Reforma Política, que consta de dois momentos: uma reforma eleitoral, e uma nova constituinte exclusiva e soberana. Em outras palavras, o sistema político brasileiro passaria por uma alteração completa.

Contudo, das propostas existentes, a mais expressiva é a da chamada Coalizão pela Reforma Política, que agrega entidades como CNBB, OAB, Liga Lésbica Brasileira, CUT, MST, União da Juventude Socialista, entre outras.

Não adianta a Dom Joaquim Mol diferenciar este Projeto da proposta homônima do PT. De fato, os grupos que o propõem juntamente com a Conferência dos Bispos são aqueles mesmos que apoiam todo o projeto de hegemonia política do partido governante.

Evidentemente, pela força popular que possui, a CNBB é a responsável principal pela coleta de assinaturas que será entregue à Presidência da Câmara dos Deputados, e está convocando uma imensa multidão para fazê-lo em conjunto, na Praça dos Três Poderes, no próximo dia 11 de maio.

O PT está objetivamente perdido se esta proposta de Reforma Política não prosperar.

A CNBB é a única esperança de salvação para o PT.

Os bispos enganados

Como recentemente reconheceu Dom Murilo Krieger, atual vice-presidente da CNBB, as propostas deste projeto de Reforma Política “não tiveram a participação de todos os Bispos; são fruto, sim, de uma reflexão que envolveu principalmente algumas comissões episcopais”.

A maior parte dos bispos, desacostumados a temas dessa natureza, totalmente empenhados em sua pastoral diocesana, foi literalmente enganada por um pequeno grupo que, sorrateiramente, levou a cabo o tal projeto.

Num recente vídeo, Daniel Seidel, representante da CNBB num evento sobre a Reforma Política na PUC de Goiás, afirmou que

“nós temos que tomar juízo, vergonha na cara, e nos dedicarmos a esta coleta de assinaturas. Por que que eu digo isso? Porque, na verdade, nós não estamos querendo só a reforma política. A reforma política vai dar margem para a reforma tributária, vai dar margem para outras reformas necessárias para repartir. Porque, até então, nestes doze primeiros anos de governo popular no Brasil, nós tivemos avanços importantes acontecendo, mas só que nós chegamos ao limite, e hoje nós temos que distribuir a riqueza que a classe trabalhadora produz nesse nosso país. Agora, a gente só distribui a riqueza com reforma tributária. Não dá mais pra ficar apenas com os importantíssimos programas sociais que existem: o povo quer mais, e quer avançar para uma economia mais igualitária. Agora, para isso, precisa reformar o sistema político brasileiro”.

O representante da CNBB foi bastante contundente na defesa do governo atual, qualificado por ele de “doze primeiros anos de governo popular”.

O Projeto de Lei da Reforma Política não foi votado na Assembleia dos bispos e a maior parte dos mesmos não concorda com este. O tema tampouco foi submetido a votação nesta última 53a. Assembleia da CNBB, onde apenas deu-se lugar para um “esclarecimento” de Dom Joaquim Mol.

Isso não foi por acaso! Os bispos queriam que o tema fosse votado e, se tivesse sido, teria sofrido uma derrota esmagadora, pois todos estavam em peso contra a tal reforma.

No fim das contas, o Projeto vai adiante sob a falsa aprovação da CNBB, e os bispos não reagem, quer porque não entendem direito o assunto, quer porque não conseguem enxergar que se trata de um golpe.

A pergunta que nos fazemos é: por que eles não conseguem enxergar? Como se explica essa incapacidade analítica diante de fatos tão clamorosos?

Ainda viva, a Teologia da Libertação

Não há como entendermos o que está acontecendo sem compreendermos bem em que consiste a Teologia da Libertação (TL). Contrariamente ao que se pensa, esta não morreu; antes, vive, e vive operante.

Engana-se quem imagina que a TL seja uma corrente teológica inspirada no marxismo.

A TL é uma metodologia destinada a transformar a Igreja numa organização integralmente marxista. Para entendê-lo melhor, valhamo-nos da reflexão do fundador da TL, o Padre Gustavo Gutiérrez.

Em seu livro “Teologia da Libertação” (Loyola, São Paulo: 2000, conforme a 9ª. edição original de 1996), Gutiérrez afirma que a história da teologia poderia ser dividida em três fases: no primeiro milênio, a teologia era uma reflexão sapiencial; no segundo milênio, uma reflexão racional; e agora, no terceiro milênio, seria uma “reflexão crítica sobre a práxis, uma teologia crítica” (cf. pp. 61-71).

Ele assume que “entre os antecedentes desta teologia estão o pensamento marxista centrado na práxis, dirigido para a transformação do mundo, cuja gravitação se acentuou no clima cultural dos últimos tempos, e constitui-se em marco formal de todo o pensamento filosófico de hoje, não superável” (pg. 65).

Ademais, admite que todos esses fatores “levaram igualmente à redescoberta ou à explicitação da função da teologia como reflexão crítica”, explicando que, “reflexão crítica” significa que “a teologia deve ser um pensamento crítico de si mesmo, de seus próprios fundamentos[…] Referimo-nos também a uma atitude lúcida e crítica com relação aos condicionamentos econômicos e socioculturais da vida e reflexão da comunidade cristã […] A reflexão teológica seria então, necessariamente, uma crítica da sociedade e da Igreja…, indissoluvelmente unida à práxis histórica” (pp. 67-68).

Gutiérrez não titubeia, e afirma que “se, porém, parte a teologia dessa leitura e contribui para descobrir a significação dos acontecimentos históricos, é para fazer que seja mais radical e lúcido o compromisso libertador dos cristãos. Só o exercício da função profética, assim entendida, fará do teólogo o que, usando a expressão de A. Gramsci, pode chamar-se um novo tipo de ‘intelectual orgânico’” (pp. 70-71).

“Estamos, pois”, conclui Gutierrez, “diante de uma hermenêutica política do Evangelho” (p. 71), que não se limita apenas a justapor-se a toda a tradição, mas “leva necessariamente a uma redefinição” daqueles dois modelos anteriores, de modo que “sabedoria e saber racional terão, daí em diante, mais explicitamente, como ponto de partida e como contexto, a práxis histórica” (p. 72). Portanto, o que “a teologia da libertação nos propõe não é tanto um novo tema para a reflexão quanto um novo modo de fazer teologia” (pp. 72-73).

Converter-se ao mundo

Para Gutiérrez, do ponto de vista prático, a relação entre Igreja e mundo foi se deslocando ao longo da história. O problema é apresentado através de uma afirmação de Johan Babptist Metz: “Apesar das numerosas discussões sobre a Igreja e o mundo, nada há de menos claro do que a natureza de sua relação mútua”(p. 100).

Um primeiro modelo é denominado por ele de “agostinianismo político”, e consiste na convicção de que “as realidades terrenas carecem de autonomia própria”, e são utilizadas pela Igreja apenas para chegar aos “seus próprios fins” (p. 108).

Depois da Revolução Francesa, porém, “a tarefa de construção da cidade temporal será, antes de tudo, busca de uma sociedade baseada na justiça, no respeito aos direitos de todos e na fraternidade humana” e, “em consequência, a autonomia do temporal é sobretudo afirmada perante a jerarquia eclesiástica”, querendo-se, porém, “edificar uma ‘cristandade profana’, a saber, uma sociedade inspirada em princípios cristãos” (pp. 109-110).

E, por fim, atingimos o ponto de chegada desse processo: “mais do que definir o mundo em relação ao fato religioso, parece que este deveria ser definido em face do profano” e, na perspectiva eclesial, “se dantes se tendia a ver o mundo a partir da Igreja, hoje quase se observa o fenômeno inverso: a Igreja é vista a partir do mundo. No passado, a Igreja usava o mundo para seus fins; hoje, muitos cristãos – e não cristãos – se perguntam se devem, por exemplo, usar o peso social da Igreja para acelerar o processo de transformação das estruturas sociais”.“A mundaneidade aparece assim como exigência e condição de uma autêntica relação das pessoas entre si e destas com Deus”  (p. 121).

Citando Metz, ele indaga: “será a Igreja realmente algo distinto do mundo?… A Igreja é do mundo; em certo sentido, a Igreja é o mundo: a Igreja não é um não mundo” (p. 128).

Como se vê, para ele, a relação Igreja-Mundo se dá em chave claramente dialética: uma identidade em que prevalece a Igreja, a distinção entre o plano temporal e o plano espiritual, e, por fim, uma nova síntese, a identidade entre Igreja e mundo, na qual prevalece o mundo, numa reinterpretação secularista da Igreja e de sua missão. Para ele, a Igreja serve à transformação do mundo.

Falta-nos entender, porém, como isto se dá.

A Igreja como instrumento para a luta de classes

A teoria de Gutiérrez foi planificadamente exposta na formulação pastoral de Leonardo Boff.

Em seu livro, “E a Igreja se fez povo. Eclesiogênese: a Igreja que nasce da fé do povo” (3a. Edição, Vozes, Petrópolis: 1986 – este título, interpretado à luz do que já foi dito, pode ser traduzido com uma linguagem mais clara da seguinte maneira: “E, finalmente, a Igreja se converteu ao mundo”), ele explica como se devem formar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

Primeiramente, define uma CEB como “constituída de um grupo de 15 a 20 famílias, ou mais, que se reúnem em torno da Palavra de Deus para expressar e alimentar sua fé, discutir à luz desta Palavra seus problemas, e ajudar-se mutuamente” (p. 94).

Um pouco mais abaixo, Boff passa a explicar como as CEBs usam a Bíblia apenas como instrumento para levar o povo a uma percepção materialista da vida, à revolta, à luta de classes. Dividirei o texto para facilitar a compreensão:

“O nível de consciência das comunidades abrange comumente três etapas.

1) Inicialmente, os membros descobrem a Igreja, ou melhor, descobrem que são Igreja: preparam as liturgias, apropriam-se da palavra, comentando os textos escriturísticos e formulando orações, inventam dramatizações e celebrações.

2) Num segundo momento, descobrem a vida, os problemas domésticos, profissionais, a pobreza do grupo; tudo isto não é indiferente para a fé e para o Evangelho. Sob a inspiração religiosa, passam eles à prática da ajuda mútua.

3) No terceiro momento, descobrem a sociedade e seus mecanismos de dominação. Dão-se conta de que sua situação de marginalizados é produzida por certo tipo de sociedade elitista e concentrada nas mãos de poucos.

Geralmente, o povo parte de uma perspectiva religiosa: a pobreza que sofre é opressão que significa pecado e contradição do desígnio de Deus; depois, ele passa para uma visão moral: trata-se de injustiça social, de ganância, de desejo desordenado de lucro; em seguida, chega ele a uma expressão política: há interesses de classe, exploração, violação de direitos básicos, e desemboca, finalmente, numa interpretação econômica: dominação de uma classe sobre a outra, desigualdade de condições e opressão” (p. 95).

Notem que esta é a metodologia utilizada para ir levando pouco-a-pouco todo um grupo de pessoas à psicologia da luta de classes, com escopo revolucionário.

A conclusão de Boff, no fundo, é o pressuposto do qual ele parte. Para ele, o substrato de todos os problemas humanos é de natureza econômica.

Esta convicção, porém, é a própria essência da cosmologia marxista. O próprio Friedrich Engels, discípulo e parceiro de Karl Marx, escreveu que

“as forças motrizes que – consciente ou inconscientemente e, há que o dizer, na maior parte das vezes inconscientemente – se encontram por detrás dos móbeis das ações históricas dos homens e que, de fato, constituem as forças motrizes últimas da história, os móbeis dos indivíduos, por muito eminentes que sejam, não serão tão importantes como os móbeis que põem em movimento as grandes massas, povos inteiros e em cada povo, por seu turno, classes inteiras” e que “todas as lutas políticas são lutas de classe e que todas as lutas que no seu tempo emancipam classes, apesar da sua forma necessariamente política – porque qualquer luta de classes é uma luta política –, giram, em última análise, em torno de uma emancipação econômica” (Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia clássica alemã, Biblioteca do Socialismo Científico, 3a. Edição, Editorial Estampa, Lisboa: 1975, pp. 136-139).

Vejam a semelhança absurda da lógica deste texto de Engels com aquele texto de Boff.

Na perspectiva “libertadora” das CEBs, até mesmo a Escritura pode ser utilizada como instrumento transitório para se chegar a este mesmo resultado.

Para Boff, a Bíblia serve unicamente para isso!

Numa entrevista do ano passado, durante o período eleitoral, Boff criticou durante a candidata Marina Silva, exatamente por causa de suas convicções bíblicas. Reparem bem em suas palavras:

“O que mudou em Marina Silva? Primeiro ela mudou de religião.De um cristianismo de libertação, ligado aos povos da floresta e aos pobres, passou para um cristianismo pietista e fundamentalista que tira o vigor do engajamento e se basta com orações e leituras literalistas da Bíblia. Isso transformou a Marina numa fundamentalista com a mentalidade de alguns líderes muçulmanos: ler a vontade de Deus não na história e no povo, mas nas páginas da Bíblia de 3-4 mil anos atrás. Isso enrijece a mente e a torna ingênua face à realidade política. Ela viverá permanentemente em crise de consciência entre a lógica da realidade e a lógica religiosa, fundada numa leitura velhista, errônea e anti-histórica da Bíblia”.

Concluindo…

A TL não é uma teologia inspirada no marxismo. É o próprio marxismo, enquanto sistema, desde os seus primeiros pressupostos epistemológicos, disfarçado de teologia. É por causa desta identidade entre marxismo e TL que os teólogos e clérigos que a ela aderem passam a ver o programa do PT e, dentro dele, da reforma constitucional, que o projeto do partido exige, como um programa também da Igreja.

Engana-se quem pensa que a TL tenha sido construída com o propósito essencial de levar a Igreja a uma maior sensibilidade para com os pobres.

Durante os meses de julho e agosto de 1988, mais de cinquenta expoentes mundiais da TL reuniram-se em Maryknoll, Nova York, em um congresso para celebrar o sexagégimo aniversário de Gustavo Gutiérrez. Johan Babptist Metz, o sacerdote fundador da Teologia Política na Europa e um dos principais mentores de Gutiérrez, assim declarou sobre o seu aluno:

“Meu amigo Gustavo Gutiérrez, em suas publicações recentes, sempre tem sublinhado que a Teologia da Libertação não diz respeito a uma nova ética para a Igreja, mas à própria Teologia. É este caráter fundamental da Teologia da Libertação que desejamos discutir agora” (Theology in theStruggle for HistoryandSociety; in The Future ofLiberationTheology, Essays in honor of Gustavo Gutierrez, edited by Marc Ellis and Otto Maduro, Orbis Books, Maryknoll, 1989,pp. 165-171. Tradução minha).

Para os bons entendedores, porém, isto já deveria ter estado claro desde o início do primeiro livro de Gutiérrez, quando este afirma que a nova Teologia Crítica não somente deverá suceder a Teologia Sapiencial do primeiro milênio e a Teologia Racional do segundo milênio, mas deverá, futuramente, absorvê-las em si mesma: “Não se trata de simples justaposição. A Teologia Crítica leva necessariamente a uma redefinição das duas primeiras tarefas da Teologia. A Teologia Sapiencial e a Racional terão, daí em diante, como ponto de partida, a práxis histórica. Não é um novo tema para reflexão, mas uma nova maneira de fazer teologia” (Teologia da Libertação, pp. 71-73).

Como o leitor terá percebido, a verdadeira função da TL é parasitar a Igreja, mantendo uma aparência externa, para metamorfoseá-la em um organismo integrante do projeto revolucionário marxista. Para estes “intelectuais orgânicos”, a função da Igreja é ser usada como instrumento para a transformação da sociedade na perspectivada cosmologia marxista, obrigando-a a ressignificar-se de acordo com a nova “teologia crítica”, essencialmente baseada no materialismo econômico e na luta de classes.

São os que já foram conquistados por esta nova cosmologia que nos estão querendo submeter ao engodo deste Projeto de Reforma Política, usurpando o nome da nossa Conferência Episcopal, a despeito da maioria ignorada dos bispos, ameaçando fazer os fiéis da nossa geração passarem a vergonha histórica de serem cúmplices da introdução de uma ditadura bolivariana em nossa nação.

O maior inimigo da Igreja Católica no Brasil é a TL. E é dever de todo católico combatê-la energicamente, pois não podemos permitir que a Igreja seja interceptada por uma ideologia materialista e mundana.

Por isso, convido o caro leitor a divulgar este texto, escrever outros e expor com toda a clareza o modus operandi da TL em nossas igrejas. Peçam a padres e bispos que se manifestem claramente sobre sua própria adesão à TL e sobre o seu verdadeiro conteúdo. Antes que o cupim destroce toda a mobília, peçam que tragam à luz do dia o que é e o que faz a TL.

O Projeto de Reforma Política apresentado pela CNBB é apenas uma decorrência última desta infiltração. Se for bem sucedido, pode ser que a Igreja tenha cumprido sua função e, depois de ter propiciado a completa Revolução socialista no Brasil, possa ser devidamente destruída por aqueles que a interceptaram por dentro.

O papel do Brasil no cenário da revolução continental que o Foro de São Paulo visa criar, gerando a “grande pátria latino-americana”, é decisivo. Se perder o governo do Brasil, não apenas o PT estará perdido, mas todas as décadas de revolução latino-americana irão por água abaixo. O Foro de São Paulo sofrerá uma grande hemorragia.

Por isso, não podemos nos deixar enganar. Faça um grupo, procure seu bispo, fale sobre esta situação dramática. Você vai perceber que a maioria dos bispos já está compreendendo a situação e precisa deste apoio para poder agir. Não vá sozinho; o grupo proporciona um ambiente de diálogo, dentro do qual é mais fácil chegar a um discernimento.

O futuro do Brasil está nas mãos da Igreja. Não podemos cruzar os braços diante dAquele que no-los abriu na cruz!

Deus salve a Igreja!

Deus salve o Brasil!

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21 abril, 2015

Pitacos da Assembléia.

Por Fratres in Unum.com: Foi eleita ontem, 21, a nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Os escrutínios continuam até o fim da Assembléia, que está ocorrendo em Aparecida, para eleger os presidentes das Comissões Episcopais, bem como os representantes da CNBB junto ao CELAM e ao próximo Sínodo sobre a família, a ocorrer em outubro próximo, em Roma.

Novo presidente

Como era esperado, Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, foi eleito presidente da CNBB. A campanha parece ter sido intensa, com direito, inclusive, a photoshop em imagem comprometedora.

Che-NBB

A “operação maquiagem” ocorreu às vésperas das eleições, logo após Fratres in Unum divulgar a imagem como “Foto da semana”. É importante notar que a foto permaneceu por semanas, intocada, na página do Regional Centro Oeste da CNBB, fonte original da imagem. Esqueceram-se apenas de atualizá-la na página da CNBB Nacional – lá, o bezerro de ouro da TL, Che Guevara, permanece incólume na fotografia em que figura também o novo presidente de nossa Conferência Episcopal.

O vice

O dehoniano Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, foi eleito vice-presidente da CNBB. Poucas semanas antes da Assembléia, ele expôs o racha entre os bispos quanto à reforma política apadrinhada pela gestão Damasceno-Steiner.

Vitória moderada

É fato que a eleição de Dom Sérgio da Rocha e Dom Murilo Krieger representa uma clamorosa derrota da esquerda-petista para a ala mais moderada da CNBB. Além das reservas expressadas por Dom Murilo, o próprio Dom Sérgio não se mostra acrítico ao projeto e declarou ao Prof. Hermes Rodrigues Nery “que discordava de pontos da ‘reforma política’ e que não havia distribuído o formulário na Arquidiocese de Brasília”.

A renúncia de Mol

O grande concorrente à Secretaria-Geral, praticamente dado como eleito, Dom Joaquim Mol, cérebro do Projeto de Reforma Eleitoral e do Plebiscito Constituinte patrocinado pela CNBB, renunciou às pretensões durante o pleito. Atribui-se a renúncia justamente à controvérsia do projeto, que expôs Dom Mol negativamente às vésperas da Assembléia.

Steiner

Steiner e Pedro Casaldáliga.

Steiner e Pedro Casaldáliga.

Com a renúncia de Dom Mol, restou à Assembléia dos Bispos reeleger Dom Leonardo Steiner, bispo-auxiliar de Brasília. Não deixa de ser, todavia, o representante da esquerda-petista na cúpula da CNBB. Pode-se prever que, tudo correndo dentro da normalidade, Steiner não deixará de ser bispo-auxiliar de Brasília pelos próximos 4 anos, prazo de duração de seu mandato. Uma grande Sé brasileira seria, assim, poupada.

Abre-se a sucessão em Aparecida

Com a saída de Dom Raymundo Damasceno da presidência da CNBB, é natural que, agora, o Papa Francisco aceite a renúncia do purpurado. Abre-se, assim, a sucessão em Aparecida. O nome mais cotado, por ora, é o de Dom Darci José Nicioli, bispo-auxiliar da mesma arquidiocese.

Perdeu, perdeu, perdeu

Dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, ganhou projeção nacional ao ser secretário-geral da CNBB de 2003 a 2007, quando ainda era bispo-auxiliar da capital paulista. Após aquele mandato, considerado como forte candidato, Dom Odilo perdeu a eleição à presidência para Dom Raymundo Damasceno. Mais tarde, papável, jurou fidelidade à Cúria Romana, sendo considerado o candidato do status quo. Tinha até nome escolhido, segundo a família. Perdeu. Desta vez, fez juras de fidelidade à reforma política. Perdeu.

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18 abril, 2015

“Reforma Política” encabeçada pela CNBB não passou por deliberação da Assembléia dos Bispos.

Comissão de leigos ouviu os bispos e constatou que, de fato, a “reforma política” da Coalizão encabeçada pela CNBB (reforma esta de interesse do PT) não é consenso entre os bispos.

Por Prof. Hermes Rodrigues Nery | Fratres in Unum.com: Estivemos em Aparecida (SP), na sexta-feira, 17 de abril, onde pudemos ouvir, conversar e dialogar com vários bispos que participam da 53ª assembleia da CNBB.

Explicamos aos bispos que a "reforma política" proposta pela Coalizão encabeçada pela CNBB visa consolidar o projeto de poder do PT, com a implantação do socialismo no Brasil, em conformidade com as diretrizes do PT e do Foro de São Paulo.

Explicamos aos bispos que a “reforma política” proposta pela Coalizão encabeçada pela CNBB visa consolidar o projeto de poder do PT, com a implantação do socialismo no Brasil, em conformidade com as diretrizes do PT e do Foro de São Paulo.

Primeiramente fomos ouvir dos bispos o que pensam realmente da adesão da CNBB à Coalizão de 103 entidades, encabeçando uma reforma política que defende os mesmos pontos de interesse do PT, conforme atesta o recente documento o 5º Congresso Nacional do partido, a ser realizado em Salvador, de 11 a 13 de junho próximo.

Explicamos aos bispos que a reforma política proposta pela Coalizão encabeçada pela CNBB visa a implantação do socialismo no Brasil, em conformidade com as diretrizes do PT e do Foro de São Paulo, no contexto de um processo em curso já avançado de consolidação da chamada “Patría Grande” socialista, com o que o governo do PT está bastante comprometido, e usando a capilaridade da Igreja, via CNBB e segmentos da Igreja (Pastoral da Juventude outras pastorais sociais) para esses fins. Tal objetivo político conflita com a doutrina moral e social da Igreja, daí o questionamento ao posicionamento da CNBB quanto a esta reforma política.

Depois de conversar com vários bispos, constatamos que:

  1. O tema da “reforma política” não é consenso entre os bispos.
  2. O Projeto de iniciativa popular da Coalizão encabeçada pela CNBB não foi deliberado em assembleia, mas apenas decisão do Conselho Permanente.
  3. Há muitos bispos desinformados do assunto e que se interessaram em obter mais dados sobre o tema.
  4. Conseguimos o apoio de vários bispos que irão aprofundar o tema com os demais ainda durante a assembleia.

Entregamos aos bispos uma carta expondo o conteúdo da petição pública pedindo a retirada da CNBB ao apoio a esta reforma política da Coalizão, com o seguinte teor:

“Nós, CATÓLICOS, pertencentes ao Movimento LEGISLAÇÃO E VIDA, e membros de pastorais em nossas respectivas paróquias, vimos a presença de Vossas Excelências Reverendíssimas para solicitar que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) imediatamente RETIRE o seu apoio da proposta de reforma política apresentada pela “Coalizão pela Reforma Política Democrática” na forma de um projeto de lei de iniciativa popular (Cf. [http://www.reformapoliticademocratica.org.br/conheca-o-projeto/]). Exigência fundamentada nos motivos aqui resumidamente expostos.

A CNBB está empenhada em recolher assinaturas de católicos para legitimar uma proposta de reforma política com ítens absolutamente contestáveis. (1) A proibição do financiamento de campanha por empresas, termo que apresenta um componente ideológico escandaloso, excluindo as empresas – representadas por seus proprietários – de se posicionarem em um plano da vida pública que é determinante para o exercício de suas atividades. (2) Eleições proporcionais em dois turnos, processo que, ao contrário da economia advogada no projeto, geraria um gasto mostruoso de recursos públicos. (3) Paridade de gênero, com o estabelecimento descabido do sexo – e não da competência e qualificação – como critério para pleitear o exercício de um mandato político.

Mas o elemento que definitivamente compromete o apoio da CNBB à proposta de reforma política é (4) o fortalecimento dos mecanismos de “democracia direta”. Trata-se de uma forma de inserir a “sociedade civil” nas decisões que envolvem “questões de grande relevância nacional”, colocando-a na elaboração e na condução de plebiscitos e referendos (Cf. Art. 3A e 3B, 8A, p. 18). Acontece que a “sociedade civil” será representada – não pelo cidadão comum -, mas por uma série de organizações e “movimentos sociais” como MST, CUT, UNE, CTB, UBM, CONTAG, ABONG, etc. Estes grupos – que assinam a proposta de reforma política com a CNBB – serão inseridos nas instâncias decisórias da vida pública e eles irão definir quais são as “questões de grande relevância nacional”. Grupos que contrariam frontalmente os princípios e orientações da Igreja Católica: disseminam a luta de classes; promovem atividades criminosas contra o patrimônio público e privado; estão comprometidos com a ideologia de gênero; exigem a legalização das drogas e a implantação definitiva do ABORTO – do ASSASSINATO DE CRIANÇAS – no Brasil.

Nota-se, claramente, que o projeto maquia um consórcio para administrar as “questões de grande relevância nacional” e realizá-las. Não só no âmbito político, mas social e comportamental. Um esquema de concentração de poder que se mostra ainda mais pernicioso quando se traça a ligação dos grupos e “movimentos sociais” envolvidos, que são controlados e financiados sobretudo pelo PT e por seus aliados, por sua vez comprometidos com a promoção do totalitarismo ditado pelo Foro de São Paulo – organização fundada por Lula e por Fidel Castro para fomentar o socialismo-comunismo na América Latina.

Por isso o entusiasmo e engajamento do ex-Presidente Luiz Inácio, que tratou de convocar a militância petista para trabalhar em favor da referida proposta de reforma política (Cf. [http://youtu.be/q1X66PR3KZc]). Contudo, é lamentável o pacto que a CNBB firmou com a presidente Dilma Rousseff para impulsionar a proposta (Cf. [http://www.saladeimprensadilma.com.br/2014/08/25/dilma-sobre-campanha-vou-me-dedicar-a-esclarecer-os-mitos-e-a-discutir-propostas/]), uma vez que se trata de promover um esquema de poder de natureza expressamente condenada pela Igreja Católica:

“O comunismo é doutrina nefanda totalmente contrária ao direito natural” (Pio IX, “Qui pluribus”);

“O comunismo é intrinsecamente mau” (Pio XI, “Divini Redemptoris”);

[…] “[o socialismo] é incompatível com os dogmas da Igreja Católica, pois concebe a própria sociedade como alheia à verdade cristã” […] “Católico e socialista são termos antitéticos” […] “Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios. Ninguém pode ser, ao mesmo tempo, bom católico e verdadeiro socialista” (Pio XI, “Quadragesimo Anno”).

Congregação do Santo Ofício, 1949. (1) É permitido aderir ao partido comunista ou favorecê-lo de alguma maneira? Não. O comunismo é de fato materialista e anticristão; embora declarem às vezes em palavras que não atacam a religião, os comunistas demonstram de fato, quer pela doutrina, quer pelas ações, que são hostis a Deus, à verdadeira religião e à Igreja de Cristo […] (4) Fiéis cristãos que professam a doutrina materialista e anticristã do comunismo, e sobretudo os que as defendem e propagam, incorrem pelo próprio fato, como apóstatas da fé católica, na excomunhão reservada de modo especial à Sé Apostólica? Sim. – II. Congregação do Santo Ofício, 1959. É permitido aos cidadãos católicos, ao elegerem os representantes do povo, darem seu voto a partidos ou a candidatos que, mesmo se não proclamam princípios contrários à doutrina católica e até reivindicam o nome de cristãos, apesar disto se unem de fato aos comunistas e os apoiam por sua ação? Não, segundo a diretiva do Decreto do Santo Ofício de 1o. de Julho de 1949, n.1 [3865].

Nestes termos, nós, CATÓLICOS , cientes da fidelidade que a CNBB  tem à doutrina, aos princípios e às orientações da Igreja Católica Apostólica Romana; apresentamos nossa reivindicação para que a CNBB imediatamente RETIRE o seu apoio da proposta de reforma política apresentada pela “Coalizão pela Reforma Política Democrática” e com ele TODAS AS ASSINATURAS dos fiéis católicos que recolheu para legitimar essa iniciativa.

Pelos motivos expostos, solicitamos ainda que a Conferência dos Bispos abandone a campanha por um “Plebiscito Constituinte”. Trata-se de uma iniciativa do PT que foi inclusive incorporada à campanha de Dilma Rousseff, com as assinaturas entregues nas mãos da candidata (Cf. “Dilma recebe 7,5 mi de assinaturas por plebiscito para reforma política”, G1, 13 de Outubro de 2014 [http://g1.globo.com/distrito-federal/eleicoes/2014/noticia/2014/10/dilma-recebe-75-mi-de-assinaturas-por-plebiscito-para-reforma-politica.html]). Ela tem basicamente os mesmos agentes promotores do projeto de reforma política, e em essência o mesmo objetivo: fortalecer um vasto esquema de poder que contraria integralmente os princípios e orientações da Igreja Católica.

Sendo o que se apresenta para o momento, agradecemos pela atenção e esperamos que tal documento seja considerado pelos senhores durante essa assembleia e que possam ser reavaliados os passos já dados pela CNBB no que diz respeito a reforma política em curso.

Movimento Legislação e Vida 

Manifestamos ainda aos bispos a nossa preocupação com a possível eleição de Dom Joaquim Mol a Secretário-Geral da CNBB. Alguns bispos nos deram seus contatos pessoais e ficamos de apresentar material, documentos, dados e mais informações para eles, que se interessaram em aprofundar a questão.

Agradecemos de modo especial à Missão Tarso (Cláudio e Kátia) e à Meri Angélica Harakava, que estiveram conosco nesta importante missão. E à Flavia Camargo que xerocou a documentação entregue aos bispos. Que Deus os abençoe sempre, com a família.

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