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1 julho, 2016

Deo gratias: mais dois padres brasileiros pelo IBP!

Por Manoel Gonzaga Castro* | FratresInUnum.com

No último sábado, 25 de junho, ocorreu a maior cerimônia de ordenações do Instituto do Bom Pastor, que, em setembro deste ano, completa dez anos de existência. Foram ordenados cinco novos padres e cinco novos diáconos pelo arcebispo Dom François Bacqué, núncio apostólico na França, e que já fora núncio junto aos Países Baixos de 2001 a 2011 e é bem conhecido pelas ordenações realizadas nas comunidades Ecclesia Dei, como a Fraternidade Sacerdotal de São Pedro e o Instituto Cristo Rei Soberano Pontífice.

Entre os sacerdotes, destacam-se os nomes dos neossacerdotes José Luiz Zucchi e Thiago Bonifácio da Silva, brasileiros oriundos de São Paulo e de Belo Horizonte, respectivamente. Entre os diáconos, os também brasileiros Ivan Chudzik e Marcos Mattke, ambos do Paraná.

Embora todos os quatro sejam ligados, em maior ou menor grau, à Associação Cultural Montfort, desta vez, seu atual presente, o Sr. Alberto Zucchi, tem um de seus filhos entre os ordenados, Pe. José Luiz. Ele ingressou no seminário em 2009, junto com seus colegas provenientes do Colégio São Mauro (escola da Montfort em São Paulo), os Pe. Pedro Gubitoso e Tomás Parra, mas, muito jovem, teve de aguardar mais um ano para ser ordenado, devido às restrições canônicas.

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Os neossacerdotes Thiago Bonifácio e José Luiz em meio a seus familiares e amigos após a ordenação

Com essas ordenações, o grupo de brasileiros oriundos da Associação Montfort já conta com sete sacerdotes, caminhando para o número de nove, em 2017, o que tem inspirado certa preocupação em algumas lideranças do Instituto do Bom Pastor — e pode-se inferir que, também, nas autoridades de Roma, que há alguns anos pediram “bom discernimento para vocações provenientes do Brasil”.

Atritos internos

Do ponto de vista da Montfort, a ordenação de José Luiz Zucchi confere novo alento à influência da associação junto ao IBP, que já não é mais a mesma de pouco tempo atrás. Espera-se que Pe. José Luiz seja a referência do grupo junto ao instituto, especialmente por conta do distanciamento que se sente, nos círculos do grupo em São Paulo, por parte do superior do Bom Pastor no Brasil, Pe. Daniel Pinheiro, de Brasília. Com efeito, os fiéis têm cada vez mais a impressão de que, para o Pe. Daniel, a conquista de autonomia e de afastamento da Montfort não deve sofrer retrocessos, mas avançar. Diante dessa postura, Pe. Daniel tem sido reprovado, pela cúpula da Montfort, por suposta ingratidão.

Fiéis pelo Brasil anseiam por essa independência, haja vista as interferências das lideranças do grupo paulistano no atendimento de católicos ligados à Missa tradicional em Americana e Presidente Prudente, devido a divergências com suas linhas de ação e suas percepções. 

Primeira Missa no Brasil

O desejo inicial em relação a essas ordenações era de que ocorressem no Brasil, como em 2015, quando se tornaram sacerdotes Pedro Henrique Gubitoso e Tomás Parra, ambos presentes agora na França para o grande evento, acompanhados também do Pe. Luiz Fernando Pasquotto.

Parte do clero conservador brasileiro crê que isso se deveu, em parte, à necessidade da Montfort de evitar Dom Athanasius Schneider, graças à sua amizade com a TFP e sua admiração por seu fundador, considerados inimigos mortais pela associação. Alguns ressaltam, todavia, que a primeira aproximação do atual líder da Montfort com Dom Athanasius, segundo o próprio bispo, foi via conhecidos da TFP. Dom Athanasius inclusive teria pedido à liderança da Montfort uma “trégua” aos ataques contra a TFP.

Outros falam também de uma possível rejeição por parte dos superiores do IBP em ter a ordenação no Brasil, sobretudo depois da crítica proferida por Pe. Renato Coelho, superior do IBP em São Paulo, a Dom Athanasius no blog oficial do instituto. Tal hipótese parece plausível, sobretudo porque, mesmo evitando Dom Athanasius, haveria outras opções para a celebração no Brasil, entre elas, Dom Fernando Guimarães, Arcebispo Militar do Brasil, que há pouco tempo administrou crisma a fiéis do IBP em São Paulo.

Seja como for, o grande evento relacionado ao neossacerdote José Luiz Zucchi no Brasil será sua primeira missa celebrada em sua terra natal. Ela há de acontecer amanhã, sábado, 2 de julho de 2016, na Igreja Nossa Senhora do Carmo, em São Paulo.

Nessa mesma Igreja, há quase 60 anos, era ordenado outro José Luiz — Cônego José Luiz Villac, discípulo de Plínio Correa de Oliveira. Décadas mais tarde, enquanto o primeiro José Luiz chega ao ocaso de sua vida, dedicada inteiramente à luta contra-revolucionária, um novo José Luiz — José Luiz Zucchi — subirá ao altar de Deus dedicado a Nossa Senhora do Carmo. É a Igreja que se renova. Trata-se, portanto, de mais um jovem sacerdote da estirpe, embora distante, de Plínio Correa de Oliveira, cuja seiva, mesmo que hoje renegada, formou o pensamento de seus outrora discípulos Orlando Fedeli e Alberto Zucchi.

A busca de pacificação com a Administração Apostólica São João Maria Vianney

Convites para essa primeira missa foram enviados para significativa parte do clero conservador brasileiro, incluindo o Padre Jonas Lisboa, da Administração Apostólica São João Maria Vianney, que atua em São Paulo como Capelão da Capela Santa Luzia, na rua Tabatinguera, no centro de São Paulo.

A conciliação com a Administração é estratégica para o IBP no país. Embora seus membros brasileiros, a exemplo do seu grupo de origem, sempre tenham reprovado energicamente a mudança de orientação de Dom Fernando Rifan e de seus padres, a ponto de desaconselhar a frequência em suas missas, agora o momento é de conciliação para não haja grande resistência para a instalação dos novos padres do instituto nas dioceses pelo Brasil. 

Os fiéis anseiam que se chegue a uma pacificação entre os promotores da Missa Tradicional no Brasil e que as guerras partidárias dêem lugar às obras de apostolado para expansão da Tradição na Terra de Santa Cruz. Que os jovens sacerdotes sejam instrumentos da Providência Divina para isso!

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

21 março, 2016

Novos brasileiros ordenados no IBP por Dom Athanasius Schneider.

Por Manoel Gonzaga Castro* | FratresInUnum.com

No último dia 12 de março, Dom Athanasius Schneider ordenou 5 subdiáconos para o Instituto do Bom Pastor e 1 para a Fraternidade São Vicente Ferrer. A cerimônia se deu na Igreja de São João Batista, em Courtalain, França, que fica localizada nas cercanias do Seminário São Vicente de Paula, casa de formação do Bom Pastor.

Na ocasião, foram ordenados mais dois brasileiros, ambos oriundos do estado do Paraná e ligados à Associação Cultural Montfort: Ivan Chudzik e Marcos Mattke. Os dois também contribuíram com artigos para o Fratres in Unum no passado e devem receber o diaconato no meio deste ano e a ordenação sacerdotal em meados de 2017.

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Ivan Chudzik e Marcos Mattke, ao centro, respectivamente.

Com a ordenação do diácono José Luiz Zucchi ainda em 2016, é de se esperar novos reforços para o apostolado do IBP no Brasil. Atualmente, Pe. Renato Coelho tem se deslocado de São Paulo para atender os fiéis de Curitiba, ao passo que o Pe. Tomás Parra atualmente tem exercido seu apostolado em Belém do Pará, deixando o Pe. Daniel Pinheiro sem adjutório em Brasília.

A constante presença e importância de Dom Schneider para o IBP confirma o constrangimento causado pelo sermão-ataque proferido pelo Pe. Renato Coelho contra a TFP e Plínio Corrêa de Oliveira, a quem Dom Scheneider havia louvado poucas semanas antes. Acrescente-se que, no mesmo mês em que veio a ordem para a retirada desse sermão, Dom Athanasius visitou a casa do Bom Pastor em Roma, ocasião em que conversou longamente com o superior do instituto na América Latina, o Pe. Matthieu Raffray.

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Dom Schneider visita a casa do IBP em Roma, dezembro de 2015

Com isso, a Montfort deixa de ter a companhia, ao menos explícita, dos padres do IBP Brasil em seus ataques à TFP e a Plínio Corrêa de Oliveira.

Um belo gesto de “reconciliação interna no seio da Igreja” (nas palavras de Bento XVI) seria ver, quem sabe, Dom Athanasius, grande admirador de Dr. Plínio, elevar ao sacerdócio o jovem diácono José Luiz, filho de Alberto Zucchi.

Mais um gesto de pacificação a desarmar os espíritos belicosos.

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4 julho, 2011

Estatísticas.

Rorate-Caeli | Com a ordenação de 4 novos padres nesta manhã [2 de julho], em Zaitskofen, Bavaria, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX/SSPX) alcançou agora 550 padres membros.

Em comparação com sociedades de Vida Apostólica mundiais similares com um espirito missionário, e com uma história muito mais longa, isso significa que a FSSPX agora tem quase uma centena a mais de padres do que o  P.I.M.E. [Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras], mais do dobro de padres da outrora gloriosa Sociedade para as Missões Estrangeiras de Paris, e quase duas vezes o número de padres dos também outrora gloriosos e supremamente influentes Sulpicianos — ou em torno de dois terços mais padres do que a Ordem Basiliana de São Josafá, que fornece cuidado pastoral em todo o mundo para muitos fiéis da Igreja Católica Greco-Ucraniana, pouco mais de um quarto do número de padres da Prelazia Pessoal da Santa Cruz e Opus Dei (fundação original em 1928), ou, de uma perspectiva diferente, em torno de 7% do declínio no número de padres da Sociedade de Jesus nos últmos 40 anos…

Pedimos a nossos leitores para gentilmente acrescentarem números atuais de padres das sociedades e institutos Ecclesia Dei, assim como daquelas sociedades religiosas “amigas” da FSSPX nos comentários abaixo.

(Source: Ennemond – Fecit-Forum)

Fraternidade Sacerdotal São Pedro: 230 padres.

Instituto do Bom Pastor – IBP: 28 padres.

Mosteiro da Santa Cruz, Nova Friburgo – RJ: 2 padres

Familia Beata Mariae Virginis (FBMV): 2 padres (informação de Bruno L. Santana)

Instituto Cristo Rei: 57 padres e 80 seminaristas (informação de Marcos Mattke)

Administração Apostólica Pessoal S. J. Maria Vianney: 33 padres (informação de Marcos Mattke).

19 fevereiro, 2011

Santa Catarina de Sena – carta 16: A sede de almas nos pastores.

Para um importante prelado

1. Saudação e objetivo

Em nome de Jesus Cristo crucificado e da amável Maria, reverendo e caríssimo pai [1] no Cristo Jesus, eu Catarina, serva e escrava dos servos de Jesus Cristo crucificado, vos escrevo no seu precioso sangue, desejosa de vos ver sedento da salvação das almas para a glória de Deus.

2. A sede das almas em Jesus

O primeiro mestre neste assunto é Jesus Cristo, que por sua sede da nossa salvação morreu na cruz. Nisto, o Cordeiro imaculado parece insaciável. Saturado de dores, clamou na cruz: “Tenho sede” (Jo. 19,28). Sem dúvida ele estava com sede corporalmente, mas bem maior era sua sede da salvação das almas. Ó inestimável caridade! Embora sofrendo muito, até parece que não sofres o suficiente; parece que não esgotas o desejo que tens de padecer. E de tudo, o impulso vem do amor! Já não me maravilho disso, pois teu amor era infinito, ao passo que a dor era finita. Eis por que o desejo de sofrer superava o martírio do corpo.

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15 fevereiro, 2011

Nosso Senhor Jesus Cristo a São Pio de Pietrelcina: “Minha casa tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos”.

[282] Ouça, caro padre, os justos lamentos de nosso dulcíssimo Jesus: deixam-me sozinho de noite, sozinho de dia nas igrejas. Não cuidam mais do sacramento do altar; nunca se fala desse sacramento de amor; e mesmo os que falam, infelizmente, com que indiferença, com que frieza! (342)

[283] “O meu coração”, diz Jesus, está esquecido. Já ninguém se preocupa com o meu amor. Estou sempre triste. Minha casa tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos; mesmo os meus ministros, que sempre considerei com predileção, que amei como a pupila de meus olhos, deveriam consolar o meu Coração cheio de amargura, deveriam ajudar-me na redenção das almas. Em vez disso, quem o acreditaria?, devo receber deles ingratidão e falta de reconhecimento. Vejo, meu filho, muitos desses que… (aí se calou, os soluços lhe apertaram a garganta, chorou em segredo), sob aparências hipócritas, me traem com comunhões sacrílegas, esmagando as luzes e as forças que continuamente lhes dou…”. Jesus continuou ainda a lamentar-se. Padre, como me faz mal ver Jesus chorar! Também o senhor passou por isso? (342)

[284] Sexta-feira de manhã (28-03-1913) eu ainda estava na cama quando me apareceu Jesus, totalmente maltratado e desfigurado. Mostrou-me um grande número de sacerdotes regulares e seculares, entre os quais diversos dignatários eclesiásticos; destes, alguns estavam celebrando, outros se paramentando, e outros retirando as sagradas vestes. Ver Jesus angustiado causava-me grande sofrimento, por isso quis perguntar-lhe por que sofria tanto. Não obtive nenhuma resposta. Porém, o seu olhar voltou-se para aqueles sacerdotes. Mas, pouco depois, quase horrorizado e como se estivesse cansado de observar, desviou o olhar e quando o ergueu para mim, com grande temor, verifiquei que duas lágrimas lhe sulcavam as faces. Afastou-se daquela turba de sacerdotes, tendo no rosto, uma expressão de profundo pesar, gritando: Carniceiros! E voltando para mim disse: “Meu filho, não creias que a minha agonia tenha sido de três horas, não. Por causa das almas por mim mais beneficiadas, estarei em agonia até o fim do mundo. Durante o tempo da minha agonia, meu filho, não convém dormir. Minha alma vai a procura de algumas gotas de piedade humana; mas ai de mim! Deixam-me sozinho sob o peso da indiferença. A ingratidão e os meus ministros supremos tornam opressiva minha agonia. Ai de mim! Como correspondem mal ao meu amor! O que mais me aflige é que, à sua indiferença, esses homens acrescentam o desprezo, a incredulidade. Quantas vezes eu estive a ponto de fulminá-los, se não tivesse sido detido pelos anjos e pelas almas enamoradas de mim… Escreve ao teu padre narrando o que viste e ouviste de mim esta manhã. Diz a ele que mostre a tua carta ao padre provincial…”. Jesus ainda continuou mas o que disse não poderei revelar a criatura alguma deste mundo. Essa aparição me causou tal dor no corpo, porém ainda mais na alma, que durante o dia todo fiquei prostrado e acreditaria estar morrendo, se o dulcíssimo Jesus já não me tivesse revelado… Infelizmente, Jesus tem razão de nossa ingratidão! (350)

Padre Pio. Florilégio do Epistolário. Ps. 182-184.

Nosso agradecimento ao amigo Marcos Mattke pelo envio

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27 setembro, 2010

Flores para o lobo, veneno para os fiéis.

Dilma Roussef é recebida com flores por Dom Moacyr José Vitti, seu bispo auxiliar Dom Rafael Biernaski e o arcebispo emérito, Dom Pedro Fedalto, na Cúria de Curitiba. Agradecimento ao leitor Marcos Mattke pelo envio da foto.

Dilma Roussef é recebida com flores por Dom Moacyr José Vitti, seu bispo auxiliar Dom Rafael Biernaski e o arcebispo emérito, Dom Pedro Fedalto, na Cúria de Curitiba. Agradecimento ao leitor Marcos Mattke pelo envio da foto.

Embora alguns bispos e padres, diferentemente do que ocorria em campanhas eleitorais passadas,  tenham levantado suas vozes abertamente contra a candidatura da abortista Dilma Roussef, do socialista Partido dos Trabalhadores, alguns epíscopos continuam fiéis à tradição “libertadora”, que há décadas caracteriza os prelados brasileiros,  de acariciar o lobo e condenar as ovelhas.

Enquanto Dom Moacyr Vitti, arcebispo de Curitiba, recebe Dilma Roussef com flores e afagos, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, por meio de nota, “desautoriza todos os que, no exercício do ministério ordenado ou mesmo em nome da Igreja Católica, apóiem, indiquem ou rejeitem candidatos ou partidos políticos”.

Já o bispo caótico Dom Demétrio Valentini, o verdadeiro papa da pastorais sociais, pontifica: “Os candidatos têm todo o direito de tentar convencer os eleitores a apoiarem suas propostas e a votarem nos seus nomes. Por sua vez, os eleitores têm todo o direito de votar, livremente, em quem eles querem. […] ninguém tem o direito de proibir que se vote em determinado candidato, seja por que motivo for. […] é pior ainda para a religião, seja qual for, pressionar seus adeptos para que votem em determinados candidatos, ou proibir que votem em determinados outros, em nome de convicções religiosas. A religião que não é capaz de incentivar a liberdade de consciência dos seus seguidores, que se retire de campo. Pois a religião não pode se tornar aliada da dominação das consciências.”

Triste Brasil! Tristes católicos! Seus pastores libertam os fiéis do jugo suave de Cristo e de sua Lei para, veladamente, fazer campanha eleitoral e aprisioná-los nas correntes vermelhas do socialismo.

Nós, católicos, ficamos com o ensinamento bi-milenar da Santa Igreja: o erro não tem direito à existência, e, portanto, não pode ser propagado, devendo vigorosamente ser repreendido por aqueles que foram incumbidos por Nosso Senhor deste múnus!

Nossa Senhora Aparecida, livrai o Brasil da maldição do aborto! Livrai o Brasil do flagelo do comunismo! Mas, antes e acima de tudo, livrai nossa Pátria daqueles que não matam o corpo, mas a alma dos brasileiros!

Agradecimento ao leitor Marcos Mattke pelo envio da foto.

28 julho, 2010

O Cacique, o Padre e a Missa.

Introibo ad altare Dei

Havia um Padre, ordenado há cerca de 3 meses na Congregação Missionária dos Xaverianos, que foi designado para trabalhar como missionário na Amazônia brasileira, onde há tribos que ficam muito tempo sem Missa, às vezes até três anos sem nem mesmo ver um Padre; só Deus sabe mesmo de quanto em quanto tempo essas tribos indígenas têm Missa.

Este Padre recém-ordenado foi rezar a Missa Nova em uma tribo no meio da selva que havia sido evangelizada pelos Missionários Montfortinos franceses, há muito tempo atrás. Depois que o Padre rezou a Missa Nova dele, todo contente, um velho Cacique da tribo veio até ele e disse-lhe:

Padre Pinzon e Padre Navas.

Padre Pinzon e Padre Navas.

– “Não tem mistério nenhum nisso que você acabou de fazer”.

E o Padre disse:

– “Como não tem mistério? Isso aqui é Missa! Como você pode dizer que não tem mistério?”

– “Isso não é a Missa”, respondeu o Cacique.

– “E qual que é a Missa?”, indagou o Padre.

– “É aquela que o Padre diz: Introibo ad altare Dei”, falou o Cacique.

Esse Padre nunca tinha ouvido falar dessa Missa onde se dizia “introibo ad altare Dei”. No entanto, essa era a Missa da qual esses índios ficaram privados durante tanto tempo e na qual aquele velho Cacique havia sido acólito e coroinha do missionário, já falecido, que evangelizou aquela tribo há tantos anos atrás.

O Padre, ao retornar à sua casa, foi falar sobre a Missa com seu Superior, que lhe disse:

– “Esses índios ignorantes não sabem nada, por que é que você está indo atrás deles? Eles não conhecem nada”.

Porém, o Padre foi à biblioteca e encontrou uma foto do seu Superior rezando a Missa de São Pio V, usando uma casula e na posição versus Deum. Então ele começou a querer saber sobre isso e acabou entrando numa crise espiritual. Perdeu tudo o que tinha (carro, celular, rádio, etc.) e ficou 6 meses sem conseguir rezar a Missa Nova, aliás, nenhuma Missa, porque ele não conhecia mais a Missa.

O Padre voltou para sua terra, a Colômbia, onde encontrou o Pe. Rafael Navas, que naquela época pertencia à FSSPX (Fraternidade Sacerdotal São Pio X), e foi quem lhe explicou qual era o problema do Concílio Vaticano II e da Missa Nova. Pe. Navas conseguiu que ele fosse para La Reja, na Argentina, no seminário São Pio X. Lá, esse Padre ficou 4 ou 5 anos, onde aprendeu a rezar a Missa de São Pio V. (Atualmente, Pe. Rafael Navas é o superior do IBP do Chile e de toda a América Latina)

Voltando para a Colômbia, este Padre não foi aceito por bispo algum e se tornou padre vago. Por causa disso, ele não tinha onde dormir, nem onde comer, mas ele tinha a Missa do “introibo ad altare Dei”, e por isso não desanimou. Durante aproximadamente 8 anos ele ficou nessa situação: morava com pessoas que queriam a Missa Gregoriana, rezava a Missa na casa delas, suas coisas ficavam guardadas na rodoviária, com chave alugada, num armário e por muitas vezes ele não tinha o que comer.

Quando o IBP (Instituto Bom Pastor) foi fundado, o Pe. Navas, que já estava lá incardinado, chamou esse Padre para que ele também se incardinasse no IBP. Este Padre, convertido pelo índio, é o Pe. José Luiz Pinzón, atual Superior do IBP em Bogotá, na Colômbia.

Vejam que ele teve a graça da conversão pelas palavras saídas da boca de um índio que nada sabia sobre fenomenologia e nem sobre filosofia escolástica para saber a diferença entre elas. O que é o sensus fidei! Deus dá a graça, mesmo a um índio no meio da selva. Às vezes, um índio que está no meio da selva consegue entender melhor um problema do que a gente aqui, na “civilização”. Notem como a sabedoria de Deus foi proferida pela boca de um índio: “a Missa é aquela que o Padre diz introibo ad altare Dei, não é isso aí que você fez”.

Como dizia São Pio de Pietrelcina: “É mais fácil o mundo ficar sem o sol do que ficar sem a Missa”. O mundo está de pé porque a Missa Gregoriana nunca deixou de ser rezada. Mesmo quando Paulo VI “proibiu-a”, houve padres idosos, em comunhão com Roma, para os quais Paulo VI deu a dispensa para rezá-la e, além disso, em outros locais continuou-se também rezando a Missa Gregoriana, como em Campos e na FSSPX. Portanto, a Missa de São Gregório Magno nunca foi interrompida, desde Nosso Senhor até hoje, e assim ela irá até o final dos tempos.

História relatada pelo Subdiácono Rafael Scolaro, do Instituto Bom Pastor, no dia 21 de Julho de 2010, em aula/palestra para o Grupo São Pio V de Curitiba.

Fonte: Mulher Católica – agradecimento ao amigo Marcos Mattke pela indicação

16 julho, 2017

Foto da semana.

IBP novos padres

Bordeaux, França, 1º de julho de 2017: Cinco diáconos são ordenados sacerdotes para o Instituto do Bom Pastor, dentre eles dois brasileiros, Marcos Vinicius Mattke e Ivan Chudzik, respectivamente, os dois primeiros da esquerda para a direita. Ambos, antigos leitores que colaboraram com publicações de FratresInUnum.com (ver aqui, aqui,  aquiaquiaquiaquiaqui, aqui

 

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12 fevereiro, 2012

Foto da semana.

Courtalain, França, 2 de fevereiro de 2012, festa da Purificação da Santíssima Virgem: os jovens brasileiros Ivan Chudzik (centro) e Marcos Vinicius Mattke (o primeiro da foto, à esquerda do Ivan), respectivamente de Guarapuava e Curitiba, Paraná, recebem a batina no Instituto do Bom Pastor. Ambos eventualmente comentavam e colaboravam com artigos neste blog [aqui e aqui].

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27 novembro, 2010

Vídeo com imagens raras de São Pio de Pietrelcina.

Nossos agradecimentos ao amigo Marcos V. Mattke pelo envio.

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