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11 julho, 2018

Padre Davide Pagliarani, novo Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

pagliaraniO italiano padre Davide Pagliarani, de 47 anos, foi eleito hoje o novo Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, por um mandato de 12 anos. Padre Pagliarani substitui Dom Bernard Fellay, superior desde 1994.

Vale a pena a leitura dos posts dos arquivos do Fratres em que o novo superior é mencionado.

28 julho, 2011

Colóquios, Instrução Universae Ecclesiae, Tradição e Mons. Lefebvre. Uma entrevista com o Padre Davide Pagliarani.

Publicamos uma interessante entrevista concedida a Marco Bongi pelo Superior do Distrito italiano da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, sobre os colóquios teológicos da Fraternidade com Roma, o estado cultural e atual do mundo católico da Tradição e um comentário preciso sobre a Instrução Universae Ecclesiae.

Os colóquios teológicos entre a FSSPX e as Autoridades Romanas chegam ao fim. Mesmo não tendo sido emitido ainda nenhum comunicado oficial, não faltam comentadores que, baseando-se em indiscrições, julguem os colóquios fracassados. Pode nos dizer algo a mais sobre esse assunto?

Penso que seja um erro prejudicial considerar fracassados os colóquios. Esta conclusão foi tirada, talvez, por quem esperava algum resultado estranho à finalidade dos colóquios em si.

O objetivo dos colóquios nunca foi o de chegar a um acordo concreto; mas, sim, o de elaborar um dossiê claro e completo, que evidenciasse as respectivas posições doutrinárias, para ser enviado ao Papa e ao Superior Geral da Fraternidade. Visto que as duas comissões trabalharam pacientemente, abordando substancialmente todos os assuntos em pauta, não vejo por que os colóquios deveriam ser tidos por fracassados.

Os colóquios teriam fracassado se – absurdamente – os representantes da Fraternidade tivessem redigido relatórios que não correspondessem exatamente ao que a Fraternidade sustenta; por exemplo, se tivessem dito que, afinal, a colegialidade ou a liberdade religiosa representam adaptações ao mundo moderno perfeitamente conciliáveis com a Tradição. Por mais que tenha sido mantida certa discrição, penso que posso dizer que não houve risco de se chegar a este resultado de fracasso.

Quem não compreende suficientemente a importância de um tal testemunho por parte de Fraternidade e do que está em jogo, pelo bem da Igreja e da Tradição, inevitavelmente formula juízos que se enquadram em outras perspectivas.

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12 julho, 2018

Como a imprensa católica ‘mainstream’ recebeu a eleição do novo superior da FSSPX.

Assim o representante maior da imprensa católica alinhada ao establishment (isto é, que se inclina ao vento do momento; conservador com Ratzinger, progressista com Francisco), Andrea Tornielli, interpreta a eleição de Padre Davide Pagliarani como novo superior da FSSPX:

A nomeação de Pagliarini [sic] é surpreendente porque até hoje nunca tinha emergido como uma figura proeminente e também porque o percentual de italianos na Sociedade de São Pio X é muito baixa. Próximo de De Gallareta, foi provavelmente escolhido graças ao apoio deste último. E se for confirmada a designação do próprio De Gallareta como assistente [ndr: o que já aconteceu], o vínculo e a dependência serão ainda mais fortes e mais evidentes.

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Os novos superiores eleitos pelo capítulo geral da FSSPX – da esquerda para a direita: Dom Alfonso de Galarreta, primeiro assistente; Padre Davide Pagliarani, superior geral; Padre Christian Bouchacourt, segundo assistente.

De Gallareta nos últimos anos, desde que começou o longo e árduo caminho do diálogo com a Santa Sé, sempre representou uma linha mais intransigente, menos propensa ao acordo com Roma. Será preciso aguardar as declarações oficiais para verificar qual será a atitude da nova liderança lefebvriana, mas já se pode supor um resfriamento dos contatos para chegar a resolver a posição irregular dos bispos e dos padres da Fraternidade.

A possível eleição como assistente de Dom Bouchacourt, figura mais conhecida e em evidência, inclusive representaria um sinal: ele também não deve ser incluído na corrente mais aberta ao diálogo da Fraternidade, embora em 2017 tenha reagido de maneira muito dura nos confrontos de alguns padres lefebvrianos na França, que se recusavam a aceitar a decisão de Francisco de regularizar – para o bem dos fiéis tradicionalistas – os casamentos celebrados pelos padres da Fraternidade. Bouchacourt conhece bastante bem o Papa Bergoglio, por ter sido por muito tempo superior na Argentina e por ter tido várias conversas com o então cardeal arcebispo de Buenos Aires.

Em uma entrevista, há sete anos, Dom Pagliarini dizia: “A situação canônica em que atualmente se encontra a fraternidade é consequência da sua resistência aos erros que infestam a Igreja; portanto, a possibilidade da Fraternidade de chegar a uma situação canônica regular não depende de nós, mas da aceitação por parte da hierarquia da contribuição que a Tradição pode fornecer para a restauração da Igreja. Se não chegar a nenhuma regularização canônica, simplesmente significa que a hierarquia ainda não está suficientemente convencida da necessidade e da urgência dessa contribuição. Neste caso, será preciso aguardar mais alguns anos, esperando um aumento de tal consciência, o que poderia ser co-extensivo e paralelo à aceleração do processo de autodestruição da Igreja”.

Era 2011, o Papa era Bento XVI, que havia retirado a excomunhão e permitido a missa pré-conciliar duas condições prévias para o diálogo, insistentemente solicitadas pelos lefebvrianos. Apesar disso, desde então, os encontros continuaram sem chegar (ainda) a nenhum resultado.

 

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7 novembro, 2011

O Concílio Vaticano II: mito e realidade.

Síntese do XIX Congresso dos Estudos Católicos – Rimini 28, 29 e 30 de Outubro de 2011

O XIX Congresso de Estudos Católicos foi realizado, como de costume, em Rimini[1], de 28 a 30 de outubro 2011. Foram três dias de trabalhos intensos, nos quais se enfrentou, a partir de várias perspectivas, o problema do Concílio Vaticano II, da sua interpretação e das consequências factuais produzidas em quase cinquenta anos passados desde a sua abertura. O nível dos palestrantes e a amplitude de cada intervenção individual tornam simples a obra de quem é chamado a sintetizar um material tão ingente.

Os trabalhos foram abertos na noite de sexta-feira, 28, com a exposição histórica da Dr.ª Elena Bianchini Braglia[2] (Dal Risorgimento rivoluzionario all’aggiornamento conciliare), uma sólida dissertação retrospectiva que evidenciou como muitas das raízes da crise pós-conciliar possam ser facilmente encontradas a partir da Revolução Francesa e, no que respeita a Itália, a partir do Ressurgimento. A Tomada de Roma[3], ocorrida em 20 de setembro de 1870, ao contrário do que sustenta a maioria dos historiadores católicos contemporâneos, tornou objetivamente mais fraco e inseguro o papado, facilitou as infiltrações maçônicas e, sem dúvida, favoreceu indubitavelmente a obra dos chamados ‘católicos liberais’. A apresentação, portanto, percorreu, desde a contraposição oitocentista entre ‘católicos intransigentes’ e ‘transigentes’, a luta, sempre mais fraca por causa, provavelmente, do irromper do socialismo na cena europeia, contra o catolicismo liberal; o choque terrível, ganho apenas por algumas décadas, graças a São Pio X, com os teólogos modernistas e, finalmente, a aniquilação da doutrina social da Igreja pela Democracia Cristã[4], fundada por Romolo Murri[4], e pelo Partido Popular[6] de Dom Sturzo[7]. No início dos anos 60, portanto, a orientação cultural prevalente entre os católicos, após um processo de desagregação que durou mais de um século, estava efetivamente pronta para receber o ‘aggiornamento’ que trará o Concílio Vaticano II.

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23 janeiro, 2009

‹‹ Nós reconhecemos a autoridade do Papa ›› .

Por Andrea Tornielli

Link para o original

Roma.  ‹‹ Se o Papa decidir retirar o decreto de excomunhão contra os quatro bispos da Fraternidade São Pio X, para nós será uma grande alegria …».  Don David Pagliarani, desde 2006 superior do distrito italiano da Fraternidade fundada por Monsenhor Lefebvre, da qual dependem cerca de 25 celebrações dominicais segundo o rito antigo em nosso país, salienta com particular ênfase o ‹‹ se ›› . E ao telefone com Il Giornale insiste que não sabe nada sobre a notícia publicada ontem pelo nosso quotidiano. O levantamento da excomunhão pelo Papa Ratzinger será publicado já no sábado ou no máximo na próxima semana, na conclusão da semana de oração pela Unidade dos Cristãos. Os quatro bispos nessa hora esperam em silêncio, ainda que estejam rodando o mundo as declarações desprovidas e embaraçantes, próximas às teses negacionistas sobre o Holocausto, lançadas no último mês de Novembro por um deles, Richard Williamson, numa entrevista televisiva.

O superior geral da Fraternidade, Monsenhor Bernard Fellay, primeiro signatário da carta na qual é requisitado ao Pontífice retirar a excomunhão, nos últimos dias esteve em Roma e encontrou ainda o Cardeal Antonio Cañizares, novo prefeito da Congregação do Culto Divino. Vale lembrar que a retirada da excomunhão (imposta em 1988 pelo Papa João Paulo II depois que Monsenhor Lefebvre ter consagrado bispos ilicitamente quatro de  seus sacerdotes) é um ato de generosidade de Bento XVI, ainda que não signifique a solução de todos os problemas entre a Santa Sé e Fraternidade.

Don David, como reagiu à notícia? ‹‹ Não tenho nenhuma notícia, não sei se o que ela diz é verdade… ».  Perguntamos o seguinte: Se o Papa remover a excomunhão, como irão reagir? ‹‹ É claro que se trata de um ato que envolve toda a Fraternidade, mesmo se do ponto de vista canônico se refira apenas aos quatro bispos. Seria acolhido com grande alegria pelos sacerdotes e todos os nossos fiéis ›› .

Poderia explicar o que é a ‹‹ cruzada do rosário ›› que Monsenhor Fellay lançou nos últimos meses? ‹‹ A iniciativa foi proposta pelo superior da Fraternidade no último domingo de outubro, no qual segundo o calendário litúrgico do antigo rito romano se celebra a Festa de Cristo Rei. Naqueles dias houve uma peregrinação a Lourdes, na qual participaram, com os quatro bispos, cerca de vinte mil fiéis. Naquela ocasião, Monsenhor Fellay lançou a ‹‹ cruzada do rosário ›› , convidando os fiéis a recitar rosários à Virgem por uma intenção precisa: fazer com que o Pontífice acolhesse o pedido de retirada das excomunhões.

Se falou em mais de um milhão de rosários. É verdade? ‹‹ Graças a Deus, no final foram muito mais, um milhão e setecentos mil ››.  Com o levantamento da excomunhão se sentirá ainda mais unido ao Papa … ‹‹ Se a excomunhão for revogada, repito, será uma grande alegria para todos nós. Mas recordo que nunca a Fraternidade teve a intenção de se separar do Papa. Nós reconhecemos o Papa, rezamos por ele todos os dias. O próprio fato de pedir a retirada da excomunhão atesta essa vontade. A Fraternidade não rejeita a autoridade do Papa, nem daqueles que se sucederam antes do Concílio, nem daqueles que se sucederam depois do Concílio ›› .

Mas tanto Monsenhor Lefebvre quanto seus sucessores têm criticado asperamente tanto os Pontífices como alguns documentos conciliares.

« Sobre isso, a posição da Fraternidade é sempre deixada clara e não mudou. Desde 2001 pedimos que fosse devolvida a plena cidadania à Missa antiga e manifestamos a vontade de discutir algumas questões doutrinárias que surgiram com a reforma litúrgica e com alguns dos textos conciliares. Mas isso não significa rejeitar a autoridade do Papa. ››

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23 setembro, 2008

Superior do Distrito da Itália da FSSPX: “Os dois ritos estão em guerra”.

Excertos da matéria publicada em Petrus, com declarações de Don Davide Pagliarani, superior do Distrito Italiano da Fraternidade Sacerdotal São Pio X:

CIDADE DO VATICANO – Bento XVI no seu discurso na França em favor do rito de São Pio V não agradou os lefebvrianos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.  “É grave e contraditório. […] O motu proprio diz de fato que a Missa tridentina ‘nunca foi ab-rogada’. Agora reconhecê-la não é um ato de tolerância, mas de justiça, porque esse rito é legítimo. Declarar o motu proprio um ato de tolerância significa retornar ao indulto de João Paulo II de 1984. Mas agora devemos dizer que na França, Bento XVI deu um passo atrás com relação ao seu motu proprio que corrigia Paulo VI”. […] “Sobre o ponto da Missa Tridentina, é claro que não podemos estar de acordo com a afirmação do Papa de que os dois ritos se enriquecerão mutuamente. É impossível. Os dois ritos estão em guerra, pressupõem duas eclesiologias incompatíveis entre eles sob muitos pontos, desde o conceito de sacerdócio até o de sacrifício. É por isso que os Bispos têm reagido contra o Motu Proprio de Bento XVI. Nenhuma pessoa de bom senso pode crer na palavra do Papa sobre este ponto e eu duvido que em seu coração o Papa possa pensar realmente assim.” “Esta – diz Don Davide Pagliarani – é a posição de toda a Fraternidade. De resto, nós não nos limitamos a pretender o rito tradicional em latim, mas queremos discutir os erros da reforma litúrgica. A liberdade da Missa tridentina não basta”.