Search Results for “walmor”

7 fevereiro, 2014

Apelo a Dom Walmor pela suspensão de Frei Cláudio Van Balen.

Por Hermes Rodrigues Nery

Caríssimo Dom Walmor Oliveira de Azevedo,

Rogamos a sua atenção e providências quanto a situação que aflige a igreja em Belo Horizonte, com o triste episódio envolvendo o rebelde frei Cláudio Van Balen.

Mais uma vez os fiéis católicos de Belo Horizonte vivem a angústia da omissão da autoridade eclesiástica em relação a providências cabíveis para fazer valer o que está no Catecismo da Igreja Católica, e como autoridade eclesiástica zelar pela sã doutrina. Trata-se do caso de frei Cláudio Van Balen, herege explícito, contumaz, rebelde, que já defende outra igreja que não a católica da qual ele foi ordenado e teria o dever, por juramento da Ordem, de preservar. Mas é de vosso conhecimento que o luciferino frei Cláudio Van Balen, causa de desordem e cisão na Igreja local belohorizontina, da qual Vossa Reverendísisma é o pastor, resiste a aceitar a autoridade de seu pároco, frei Evaldo Xavier, e, recalcitrante, está a mover seus apaniguados a uma vergonhosa ação de desobediência e de infidelidade, a proferir ofensas e heresias contundentes. Até quando, Dom Walmor, haverá omissão? A hora exige a vossa tomada de posição, a vossa decisão, em defesa da Igreja.

Até quando permitirá que tais acontecimentos continuem a causar dor à Igreja Católica de Belo Horizonte? Urge que a autoridade eclesiástica tome providências e suspenda frei Cláudio de suas atividades, para que a harmonia seja restabelecida, e que frei Evaldo Xavier, dentro das suas prerrogativas, inteiramente legítimas, possa conduzir a sua paróquia, de acordo com as diretrizes do Catecismo e do Magistério da Igreja: “Os presbíteros, embora não possuam o pontificado supremo e dependam do bispo no exercício do próprio poder, todavia estão-lhes unidos na honra do sacerdócio” (CIC 1564), e e esta honra justamente se confirma com a caridade na verdade, com ações em fidelidade à sã doutrina.

Se as providências não forem tomadas, o povo católico poderá as tomar, agudizando ainda mais a crise, pois a angústia é grande, especialmente dos que tem amor à Igreja. Até quando nossos bispos ficarão reféns dos lobos progressistas, que estão minando, por dentro, a sã doutrina católica? Rogamos então, encarecidamente, a Vossa Reverendíssima, urgente providência pela suspensão de frei Cláudio Van Balen e total apoio a frei Evaldo Xavier.

Que Nossa Senhora interceda para que haja discernimento e coragem para a solução desta grave questão, pelo bem da Igreja.

Prof. Hermes Rodrigues Nery

* * *

Leia também:

Frei Cláudio Van Balen quebra o silêncio, fala sobre celibato, casamento gay e outras polêmicas

Archidiócesis brasileña cede a las presiones y un sacerdote heterodoxo impide su remoción

2 outubro, 2013

Apelo a Dom Walmor, Arcebispo de Belo Horizonte, para evitar evento pró-aborto em faculdade Jesuíta.

Prof. Hermes Rodrigues Nery (da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB) exorta os fiéis leigos e religiosos a cobrarem das autoridades eclesiásticas a identidade católica das instituições ditas católicas:

 

Veja do que se trata nesta reportagem feita por Pedro Canísio de Alcântara:

read more »

7 dezembro, 2017

A agenda gayzista promovida a todo vapor na Arquidiocese de Belo Horizonte. Um fiel escreve.

Escreve o leitor Pedro, de Belo Horizonte:

Olá, me chamo Pedro e venho, através desta carta, expor publicamente a minha indignação em relação a alguns fatos que vivenciei. Por amar a Santa Mãe Igreja e me comprometer com a mesma, tenho o dever de expor os dados abaixo, apenas com o intuito de que providências sejam tomadas. Escrevo esse texto, pois as possibilidades de resolver diretamente com a comunidade católica local não existem ou são mínimas.

Como já é de conhecimento de muitos, a Arquidiocese a qual pertenço (Belo Horizonte) não é exemplo para nenhuma outra no Brasil. Não obstante, ela ultrapassou todos os limites. Alguns casos famosos tomaram as redes sociais em um passado não muito distante, como por exemplo o “Episódio Frei Cláudio´´, “Nome social na PUC- MG´´, dentre outros. Não obstante, as coisas por aqui recentemente passaram ainda mais dos limites do tolerável. Ouso dizer que se estivessemos em outros e saudosos tempos, estaríamos sob intervenção da Sé Apostólica ou, na ausência desta, haveria uma correção fraterna direta dos leigos sobre seu clero.

Há mais ou menos 1 ano, em um SANTUÁRIO de Belo Horizonte – São Judas Tadeu -, foi criada uma pastoral que se intitula “Pastoral da Diversidade sexual”. Segue Link do site do Santuário http://saojudasbh.org.br/noticias/pastoral-da-diversidade-sexual-e-apresentada-na-puc-minas/. Reparem em algumas pessoas e locais onde estão sendo feita essas apresentações.

Resolvi então me atentar a esse fato e tentar entender o que essa “pastoral” poderia oferecer aos membros da Arquidiocese de Belo Horizonte. Nessa busca me deparo com este cartaz:

bh1

Percebam a “realização” e o “Apoio”:
.Pastoral da diversidade sexual (São Judas).
.Grupo de Pesquisa Diversidade Afetivo-sexual e Teologia (do Programa de Pós-graduação em Teologia da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE).
.Centro Loyola de Belo Horizonte.
.Filhos de Maria Imaculada (Pavonianos).
.Santuário Arquidiocesano São Judas.

Resolvi ainda ir ao evento a fim de entender com mais clareza do que se tratava. Irei colocar aqui algumas imagens na qual vocês mesmos poderão tirar as próprias conclusões:

bh2

bh3

bh4

bh5

E quem apresentava tudo isso era o Padre Marcus, já bem conhecido na arquidiocese, vigário paroquial do Santuário São Judas.

O que nos é ensinado através dessas iniciativas não tem NADA a ver com o que verdadeiramente é a Doutrina da Igreja Católica Romana! E tudo isso tudo ocorreu, e continua ocorrendo, como vou mostrar a seguir, dentro da própria Arquidiocese de Belo Horizonte. É um absurdo que isso continue ocorrendo bem debaixo dos olhos de Dom Walmor e seus bispos auxiliares e ainda com participação fervorosa de Dom Joaquim Giovani Mol.

Mas os absurdos não param por aí: neste final de semana (02), fui participar do seguinte evento, amplamente divulgado pela arquidiocese por email:

bh6

bh7

Reparem no panfleto que o evento se deu na PUC Minas e teve ampla divulgação por parte da própria Arquidiocese de Belo Horizonte. Me espantei ao chegar ao evento e me deparar com a composição da mesa:

bh8

Da esquerda para Direita: Um casal que estava representando um trabalho feito com “Casais em nova União” ( ECENU), Dom Joaquim Giovani Mol, indivíduo cujo nome não registrei, Isabella Tymburibá Elian (da pastoral da diversidade sexual do Santuário São Judas Tadeu), Margareth e Pe. Aureo Nogueira de Freitas.

Como podem ver foi um evento de grande relevância, marcado pela presença de nosso bispo auxiliar e representantes da Arquidiocese que coordenam as ditas pastorais. Fica aqui o registro de uma fala de Dom Mol:

“Eu fico pensando assim na família com suas diversas configurações, fiquei imaginando um fórum sobre família e suas diversas configurações. Mas que coisa antiga! As configurações, que são diversas, da família, não são de hoje – só que agora estamos nos permitindo, de olhos abertos, para tentar registrar e nos deixarmos tocar por essa diversidade. Isso é Graça!

Contudo, olhos abertos querem exercer uma outra função, que é a de exteriorizar, colocar para fora e revelar (…) as realidades que vivemos. (…) Peço para que todos deste fórum mantenham os olhos abertos. Precisamos ter isso.

Não vamos brigar por causa das realidades; não vamos fazer condenação, mas iremos interagir. Inteirar.´´

“Temos que estar aqui com o coração aberto e mente aberta, sem restrições para reconhecer todos os tipos de família.´´

Agora uma do Padre Aureo:

“Queria fazer só um comentário rápido (…) (sobre) o assunto, (que é) quando a pessoa coloca com relação ao catecismo da igreja que deixa explicitamente essa questão… da homoafetivi(dade)… dos homossexuais, (e que ele) aceita mas não aprova as ações, a.. as relações homossexuais. É… eu penso que isso aqui a gente tem que ter um cuidado muito grande porque as pessoas acham que a fonte primeira da nossa fé é o catecismo, e não é. A fonte primeira da nossa fé é o Evangelho, a Sagrada Escritura. O Catecismo é importante como tentativa de síntese da nossa fé e o aspecto mais importante ali não é o moral, é a vivência cristã. A moral, ela… nós sabemos que ela com o tempo evolui. Hoje nós temos a maioria das mulheres com a calça comprida, antigamente nós sabemos que mulher usar calça comprida era um escândalo, um absurdo. O Catecismo da Igreja Católica já chegou a justificar a escravidão do negro, dizendo que o negro não tinha alma, portanto ele podia ser escravizado. Então a gente também tem que compreender as hermenêuticas também com crítica a Sagrada Escritura, que ilumina nossa fé e evolui nesse sentido também para não contribuir com essa violência (…) que existe com essas pessoas que são concretas, são reais. (…) Sempre há drama porque a experiência mostra uma coisa e a fé diz outra´´

“A experiência cristã (…) se dá a partir de um encontro com Jesus Cristo, e não com a moral, e não com a norma.´´

Isabella, da pastoral da diversidade, nos apresentou e falou mais sobre o seu trabalho no qual participa juntamente ao Padre Aureo…

bh9

bh10

O link para conseguirem escutar um pouco das explanações do evento segue abaixo: https://soundcloud.com/user-183344379/sets/arquidiocese

Nele está contido o áudio da palestra inteira da Isabella (da pastoral da diversidade), em uma playlist, juntamente aos outros áudios citados acima.

Já neste link, há a parte de perguntas e respostas para a mesa: https://soundcloud.com/user-183344379/perguntas-na-integra-aquidiocese.

Escutem e constatem o óbvio:  a Arquidiocese de Belo Horizonte acaba de passar de todos os limites!

Que as coisas sejam esclarecidas por aqui, e que a verdade prevaleça.

Obrigado.

Pedro, 04 de Dezembro de 2017

Outros feitos envolvendo a cúria de Belo Horizonte podem ser encontrados aqui e aqui.

13 dezembro, 2016

Se nós somos ultraconservadores, quem são vocês?

Por Luis Fernando Pérez Bustamante, InfoCatólica | Tradução: FratresInUnum.comÀs vezes, ocorre de publicarmos em InfoCatólica uma notícia que nos parece escandalosa e, como gosta de dizer o Pe. Jorge González, não acontece nada. Por exemplo, que um bispo católico peça ceremônias religiosas para abençoar uniões homossexuais, adúlteras e fornicadoras,  e continue sendo bispo como se nada ocorresse. Agora, se então quatro cardeais ousam perguntar ao Papa sobre o capítulo oitavo de Amoris Laetitia, cai sobre eles uma avalanche de críticas, acusações, impropérios e ameaças.

Porém, muito de vez em quanto acontece que publiquemos algo que provoca uma resposta quase imediata dos envolvidos. É o que ocorreu com a notícia de que a arquidiocese de Belo Horizonte, a segunda [sic] mais importante do Brasil, assumiu a ideologia de gênero em suas diretrizes pastorais. Falamos de uma ideologia qualificada pelo Papa como “expressão de uma frustração que busca eliminar a diferença sexual” e algo “terrível” que se usa para perverter as crianças.

No dia seguinte à publicação da notícia, a arquidiocese brasileira nos enviou uma nota em que se negava nossa informação e nos ofereceria uma série de links com textos do arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, acerca precisamente da ideologia de gênero. Apesar de termos publicado imagens com o texto das diretrizes pastorais da arquidiocese que justificam nossa manchete, decidimos incluir na notícia a nota da arquidiocese para que a mesma exercesse seu direito de resposta. E fizemos mais. A saber, enviamos uma série de perguntas ao arcebispo para que esclareça o que considerar oportuno. Esperamos sua resposta.

Assim estávamos, quando ontem Religión Digital decidiu publicar uma informação de um tal Mauro Lopes, correspondente no Rio. Ela se intitulava: “Los ultraconservadores lanzan una campaña contra el arzobispo de Belo Horizonte”

Pois bem, um bom amigo brasileiro me informou sobre Mauro Lopes. Pelo jeito, é um antigo militante do Partido Comunista do Brasil (PCB) e depois “cristão engajado com a Igreja Libertadora”. Escreve na revista de esquerda Carta Capital. Não vive no Rio, mas em São Paulo. Tem como diretor espiritual o padre Beto Mayer.

Se em InfoCatólica, por dizer exatamente o mesmo que o Papa Francisco sobre a ideologia de gênero, somos ultraconservadores, quem são os garotos de Religión Digital para ter um correspondente com semelhante curriculum vitae? Ultra-hereges?

Luis Fernando Pérez Bustamante

 

9 dezembro, 2016

Nota de esclarecimento da Arquidiocese de Belo Horizonte.

Nota enviada à redação de FratresInUnum.com pela Arquidiocese de Belo Horizonte, acerca de matéria do site espanhol InfoCatólica, por nós traduzida e comentada.

A Arquidiocese de Belo Horizonte esclarece que as informações publicadas na reportagem não condizem com as orientações do Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra. Os trechos destacados estão descontextualizados, interpretados de modo a não traduzir o que realmente estabelece o Projeto de Evangelização.

Em comunhão com a Igreja, a Arquidiocese de Belo Horizonte partilha a convicção de que o Matrimônio é a união entre homem e mulher, a exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Ao mesmo tempo, conforme orienta o Papa Francisco, busca acolher e acompanhar, sem exclusões e julgamentos, dando testemunho da misericórdia de Deus, que a todos alcança.

Nesse sentido, a Arquidiocese de Belo Horizonte lamenta não ter sido procurada pelos responsáveis pela elaboração dessa reportagem para os devidos esclarecimentos. Coloca-se à disposição para apresentar, de modo devidamente contextualizado, o Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra, fruto de atenta escuta das muitas comunidades de fé, em sintonia com os desafios do mundo contemporâneo.

Alguns artigos de dom Walmor que contestam a chamada ideologia de gênero:

Educação em pauta

 http://www.arquidiocesebh.org.br/site/artigoArcebispo.php?id_artigoArcebispo=10884

Família, tocha acesa

http://www.arquidiocesebh.org.br/site/artigoArcebispo.php?id_artigoArcebispo=11773

Princípios e ideologias

http://www.arquidiocesebh.org.br/site/artigoArcebispo.php?id_artigoArcebispo=10834

8 dezembro, 2016

Escândalo Internacional: Arquidiocese de Belo Horizonte professa a Ideologia de Gênero.

Por FratresInUnum.com: Publicamos abaixo a tradução da estarrecedora notícia veiculada pelo site espanhol InfoCatólica: a Arquidiocese de Belo Horizonte assume a ideologia de gênero em suas diretrizes pastorais.

Diz o texto do documento, encontrado no próprio site da arquidiocese:

O Matrimônio, no qual mulher e homem procuram, segundo a graça de Deus, corresponder ao mais profundo de sua vocação, tem valor para a Igreja e para a sociedade, e não restringe a compreensão da existência de outras configurações familiares, oriundas de situações sociais, culturais, econômicas e religiosas diversas. Compreende-se, então, que a família é a união das pessoas na consciência do amor, ‘cuja força […] reside essencialmente na sua capacidade de amar e ensinar a amar’, constituindo um núcleo fundamental das sociedades. Como Igreja doméstica, a família precisa ser, constantemente, valorizada nas suas particularidades e pluralidades, que enriquecem a Igreja. Por isso, devemos:

“Promover ações pastorais capazes de dialogar e de acolher todas as famílias, em suas mais diversas configurações, com respeito e zelo, a fim de que elas se sintam pertencentes, de fato, à comunidade que edificam com seu testemunho de amor. Cuide-se para que essa perspectiva inclua, também, os casais de novas uniões, os casais de não casados na Igreja, os divorciados, ofertando a todas essas famílias qualificado serviço de acolhimento. Atente-se para que, nesse mesmo horizonte, sejam acompanhadas as pessoas em suas diferentes IDENTIDADES SEXUAIS (gays, transexuais, lésbicas, travestis, transgêneros e bissexuais)”.

“Outras configurações familiares”? “Identidade sexual”? “Transgêneros”? Conceitos forjados pelos autores da conhecidíssima “ideologia de gênero”.

Como assim?… A Arquidiocese de Belo Horizonte está jogando no lixo todo o trabalho do laicato católico contra a “ideologia de gênero” e a favor da família natural realizado heroicamente no último ano? Está se colocando ao lado de todos os inimigos da Igreja e da família, subscrevendo a sua ideologia?

walmoroliveira

Dom Walmor, Arcebispo de Belo Horizonte: portas escancaradas ao lobby gay.

Pois bem, a Arquidiocese de Belo Horizonte, pelo jeito, parece que resolveu aderir abertamente à ideologia de gênero. Mera ignorância ou pura malícia? Parece que a última alternativa é a verdadeira, por que isso não é de hoje, nem por acaso, mas com todo conhecimento de causa.

Como já noticiamos anteriormente, a própria PUC-BH realizou um evento para promover a ideologia de gênero, e em suas versões mais radicais, em que se fala, inclusive, de “heterossexualidade forçada” (sic!).

Ademais, através de uma portaria assinada por seu reitor, o bispo Dom Joaquim Mól (ele mesmo, aquele que fez o “grito da menina-moça”, num trio-elétrico da CUT), a PUC-BH aderiu à política do “nome social” para os alunos trans (sic!), como efusivamente noticiou o site GuiaGay.

Algumas perguntas inquietantes:


– Por que o Sr. Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo é, assim, tão complacente com o lobby gay, a ponto de colocar explicitamente no Plano de Pastoral de sua Arquidiocese algo tão escandalizante e clamoroso?

(Se algum leitor tiver alguma resposta para essa nossa intrigante dúvida, por favor, não deixe de nos enviá-la).

– Onde está o Sr. Núncio Apostólico, Dom Giovanni D’Aniello, que não tem tempo de ver essas coisas, mas teve tempo para perseguir Dom Aldo Pagotto, obrigado-o a renunciar por razões que ele mesmo desconhece? As acusações contra Dom Aldo foram bastante desacreditadas, mas, mesmo que fossem verdadeiras, nem chegam perto desse abuso: usar a Igreja para a difusão dessa ideologia!

O Sr. Núncio vai agir ou vai esperar que as acusações cheguem à Santa Sé? O Sr. concorda com isso, Sr. Núncio?

Não deixe de expressar sua perplexidade às autoridades competentes:

NUNCIATURA APOSTÓLICA

Excelência Reverendíssima Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico
Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
Fones: (61) 3223 – 0794 ou 3223-0916
Fax: (61) 3224 – 9365
E-mail: nunapost@solar.com.br

* * *

SECRETARIA DE ESTADO DA SANTA SÉ:

Eminência Reverendíssima Dom Pietro Parolin
Palazzo Apostolico Vaticano
00120 Città Del Vaticano – ROMA
Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088
1ª Seção Tel. 06.6988-3014
2ª Seção Tel. 06.6988-5364
e-mail: vati026@relstat-segstat.vavati023@genaff-segstat.va ; vati032@relstat-segstat.va

* * *

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

Eminência Reverendíssima Dom Gerhard Ludwig Müller
Palazzo del Sant’Uffizio, 00120 Città del Vaticano
E-mail: cdf@cfaith.va – Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088

* * *

 

CONGREGAÇÃO PARA O CLERO

Eminência Reverendíssima Dom Beniamino Stella
Piazza Pio XII, 3 00193 – Città del Vaticano – ROMA
Tel: (003906) 69884151, fax: (003906) 69884845
Email: clero@cclergy.va (Secretário)

* * *

SUPREMO TRIBUNAL DA ASSINATURA APOSTÓLICA

Excelência Reverendíssima Dom Dominique Mamberti
Piazza della Cancelleria, 1 – 00186 ROMA
Tel. 06.6988-7520 Fax: 06.6988-7553

* * *

A Arquidiocese de Belo Horizonte adota a ideologia de gênero em suas diretrizes pastorais

A Arquidiocese de Belo Horizonte recorreu, em suas diretrizes pastorais para os próximos cinco anos, à tese da ideologia de gênero ao abordar seus compromissos de atenção à família.

Por InfoCatolica Brasil | Tradução: FratresInUnum.com: O livreto “Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra” relativiza a compreensão da instituição familiar, abrindo-a à configurações diferentes da configuração natural, e sugere que as pessoas possam ter “identidades sexuais” que não correspondam com aquelas às quais nasceram.

O texto, de 31 páginas, apresenta dez prioridades pastorais e especifica as diretrizes que serão desenvolvidas pelas diversas instâncias eclesiais da arquidiocese. Quatro parágrafos abordam o compromisso pastoral com a família e neles estão presentes afirmações que adotam a perspectiva da chamada ideologia de gênero.

Um dos parágrafos explica que “O Matrimônio, no qual mulher e homem procuram, segundo a graça de Deus, corresponder ao mais profundo de sua vocação, tem valor para a Igreja e para a sociedade, e não restringe a compreensão da existência de outras configurações familiares, oriundas de situações sociais, culturais, econômicas e religiosas diversas”.

Em seguida afirma que “Compreende-se, então, que a família é a união das pessoas na consciência do amor, ‘cuja força […] reside essencialmente na sua capacidade de amar e ensinar a amar'”

Ao definir a família como simples união de pessoas no amor e omitir que esta surge da união conjugal de um homem e uma mulher o documento aponta para uma interpretação muito mais ampla da instituição familiar e a relativiza, no mesmo sentido que propõe Judith Butler.

A professora do departamento de retórica e literatura comparada da Universidade da Califórnia, em Berkeley, aponta em uma entrevista ao periódico argentino Página 12 que “deve-se distinguir família de parentesco […] estas instituições devem abrir-se a mundos mais amplos, não é necessário estarem unidos por sangue ou pelo matrimônio para que sejam essenciais uns para os outros”

Manipulação do ponto 53 de Amoris Laetitia

Na definição de família oferecida no documento da arquidiocese faz-se referência, como se fosse fundamento, ao número 53 da exortação apostólica Amoris Laetitia.

Entretanto, ao recorrer ao texto pode-se constatar que há uma evidente tegiversação das palavras do Pontífice. O número 53 afirma que “Avança, em muitos países, uma desconstrução jurídica da família, que tende a adoptar formas baseadas quase exclusivamente no paradigma da autonomia da vontade.”

Também indica a necessidade de não depreciar o verdadeiro sentido do matrimônio, pois “A força da família «reside essencialmente na sua capacidade de amar e ensinar a amar”. Portanto, as palavras citadas entre aspas nas diretrizes diocesanas estão claramente fora do contexto em que foram originalmente apresentadas.

Outro parágrafo aborda a necessidade de acolher todas as famílias “em suas mais diversas configurações, com respeito e zelo, a fim de que elas se sintam pertencentes, de fato, à comunidade”

Orienta-se que nesta perspectiva incluam-se os divorciados em uma nova união civil, os que não estão casados na Igreja e os divorciados oferecendo-lhes um “qualificado serviço de acolhimento”. Até aqui as orientações de acolhida estão em consonância com a atitude solicitada pelo Papa Francisco de acolher e acompanhar aqueles que estão feridos.

Porém, a última linha do parágrafo afirma “Atente-se para que, nesse mesmo horizonte, sejam acompanhadas as pessoas em suas diferentes identidades sexuais (gays, transexuais, lésbicas, travestis, transgêneros e bissexuais)”.

Esta frase adota de forma plena, sem utilizar o termo gênero, a perspectiva ideológica da “gender theory” ao utilizar o conceito de “identidade sexual” como passível de diversas variantes das entidades feminina e masculina.

Também não utiliza o termo “tendência sexual” ou “orientação sexual”, que possibilita entender que não devem ser excluídos de acompanhamento pastoral as pessoas que experimentam atração por pessoas do mesmo sexo.

Fala-se de “identidades sexuais” elencando, entre as possibilidades, o “transgênero”. Como é sabido, isto se refere a pessoas que afirmam ter uma identidade que não corresponde ao sexo biológico. Exatamente um dos aspectos essenciais da ideologia de gênero, que até leva à reivindicação do reconhecimento de um “nome social”.

Apesar disso, na carta de apresentação do documento, o arcebispo de Belo Horizonte, Mons. Walmos Oliveira de Azevedo, afirma que o foco, eixo e ponto de partida para a evangelização em sua diocese é “proclamar a Palavra de Deus”.

Nas primeiras páginas do documento adverte que se assumiu um novo paradigma pastoral desenhado sobre os pilares da eclesiologia “resgatada” pelo Concílio Vaticano II:

“O Concílio elaborou a compreensão da Igreja como Povo de Deus, que dialoga com a sociedade […], distanciando-se do eclesiocentrismo medieval, do clericalismo e da romanização do catolicismo tridentino, assumindo, assim, uma eclesiologia de comunhão”

O “Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra”, aprovado pelo Arcebispo de Belo Horizonte e que leva como data de publicação a 8 de Dezembro, pode ser lido na página da web da arquidiocese.

Os parágrafos destacados que abordam o compromisso com a família estão nas páginas 18 e 19.

De acordo com o arcebispado, o documento em questão é a síntese das contribuições oferecidas pelo clero aos fiéis em um amplo processo de consulta denominado 5a Assembléia do Povo de Deus.

31115498620_ab0330f5bb_z

13 julho, 2015

“O meu Reino não é deste mundo”.

“O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo.” (Jo 18, 36)

Por Teresa Maria Freixinho | FratresInUnum.com – Confirmado: O crucifixo comunista que Evo Morales deu de presente ao Papa Francisco foi realmente inspirado em outro idêntico, criado por um padre jesuíta chamado Luis Espinal Camps. Padre Espinal, espanhol de origem, chegou à Bolívia em 1968 para atuar como missionário. Nesse país ele trabalhou ativamente como jornalista, cineasta e escritor, engajando-se em causas sociais e na defesa da liberdade de expressão. Em 1980, ele foi sequestrado e assassinado por paramilitares incomodados com suas pregações.

BOLIVIA-POPE-MORALES

A revelação foi feita por outro jesuíta, o padre Xavier Albó, que contou que o crucifixo foi criado nos anos 70. Segundo ele, o padre Espinal teria recebido uma cruz por ocasião de seus votos religiosos e resolveu colocá-la sobre uma foice e um martelo para “refletir a necessidade de dialogar dos cristãos com o movimento operário e, em geral, com todos os setores da sociedade, incluindo os marxistas”. No entanto, padre Albó afirma que seu confrade espanhol não era comunista de modo algum.

Revelações à parte, o que pensar do episódio?

Será que o fato do Papa Francisco ter elogiado “o trabalho de evangelização” do padre Espinal em seu trajeto entre o aeroporto de El Alto e a capital La Paz muda alguma coisa em nossa apreciação do horrendo crucifixo ou do gesto de Evo Morales, que, em 2009, chegou a afirmar: “A Igreja Católica é um símbolo do colonialismo europeu e, portanto, deve desaparecer da Bolívia”?

Claro que não! Um crucifixo comunista será sempre um acinte à Fé Católica. A imagem do crucifixo que reverenciamos e respeitosamente osculamos serve para nos levar à contemplação do Sacrifício Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo por amor a cada um de nós e da resposta que Lhe devemos dar em vista de tão grande amor. A explicação do padre Albó de que esse crucifixo expressaria a necessidade de “dialogar com os marxistas” não apaga a infâmia do que os seguidores da foice e do martelo fizeram à humanidade, sem falar do que fizeram à Fé Católica propriamente. Em todos os lugares onde foi implantado, o regime comunista – e suas inúmeras variantes, seja qual for o matiz — só trouxe desgraças à humanidade, além de uma tremenda perseguição ao cristianismo. Não bastasse o genocídio de milhões de pessoas na Rússia, na China, na Albânia, no Vietnam e na Coreia do Norte, em alguns países, como a Romênia, esse regime nefasto foi particularmente cruel para com os sacerdotes. Como esquecer os inúmeros padres sadicamente torturados por soldados comunistas nas prisões de Pitesti e Jilava? Como esquecer as inúmeras perseguições aos cristãos da Albânia, muitos dos quais passaram anos sem os sacramentos e tiveram que restringir a prática da fé ao interior dos lares ou ainda enterrar todos os objetos litúrgicos que possuíssem para que não fossem destruídos pelos comunistas? Como esquecer a memória dos trinta mártires Franciscanos de Široki Brijeg, na Bósnia, que morreram fuzilados por soldados comunistas por terem se recusado a cuspir no crucifixo que lhes fora apresentado por seus implacáveis algozes como condição para salvar a própria pele?

Luis Espinal (à direita), dirigindo um filme, com sua equipe. Foto: Espinal Agazzi

Luis Espinal (à direita), dirigindo um filme, com sua equipe. Foto: Espinal Agazzi

Na América Latina a ideologia comunista infiltrou-se nas fileiras eclesiásticas sob a forma da Teologia da Libertação, pregando uma suposta justiça social, igualdade e fraternidade, mas minimizando grandemente o aspecto sobrenatural da Fé Católica e menosprezando conteúdos essenciais, como a liturgia, a moral e a doutrina. Esse vírus nefasto afetou grande parte do clero, dos leigos e das instituições católicas.

De acordo com a Teologia da Libertação, os pobres, ao invés de objeto de caridade e solicitude cristãs, como sempre foram, tornaram-se praticamente objeto de veneração e “protagonistas da História”. Não somente os pobres tornam-se o centro das preocupações cristãs, mas também “a natureza” como um todo – daí a ênfase na ecologia e antropologia -, invertendo-se assim a ordem natural do culto cristão, que deve ser direcionado ao Criador. A moral cristã foi reduzida a códigos de conduta humanistas e ecológicos. A luta contra o pecado individual foi minimizada em prol dos “pecados sociais”.  Em vista disso, muito raramente se ouvia algum sermão sólido sobre o aborto, o matrimônio e a castidade nas paróquias mais afetadas pela Teologia da Libertação. O Inferno seria invenção de um passado medieval ou, caso  existisse, estaria vazio, pois não combinava com a misericórdia Divina.

Para piorar o quadro, diversos seminários foram profundamente contaminados e se transformaram em verdadeiras sementeiras de padres e bispos avermelhados. Alguns deles, como Leonardo Boff e Gustavo Gutierrez, tornaram-se gurus das novas gerações. Editoras católicas venderam (e ainda vendem) milhares de publicações dos novos ditadores de paradigmas. Poucos católicos escapariam ilesos entre os anos 70 e 80. Não tínhamos mais nenhuma referência do catolicismo tradicional, que, naquela época, era considerado arcaico e, portanto, rejeitado em larga escala. Consumíamos e disseminávamos essa ideologia em nossas famílias e grupos de amigos. Até mesmo a arquitetura das igrejas foi afetada pela mentalidade revolucionária. A ordem do dia era dizer um sonoro “não aos excessos burgueses” e acolher o “despojamento” (mesmo que despojando-se, para citar um só exemplo, de 100 milhões de reais!). O minimalismo nos traços e elementos foi grandemente levado em conta na construção das igrejas e mosteiros. Em nome de uma suposta solidariedade aos “pobres da América Latina”, alguns padres chegavam a substituir seus belos paramentos – ricos em significado teológico – por vestes desleixadas quando não escandalosas. Orações e cantos foram adaptados para satisfazer a mentalidade marxista e chegamos ao ponto de substituir as veneráveis devoções quaresmais por reflexões sobre a poluição dos rios, dos mares e da atmosfera ou então sobre a ganância dos ricos e a opressão dos pobres. Consequentemente, o número de apostasias foi enorme nesse período. Muitos católicos já não mais conheciam a Fé que professavam. Outros passaram a ter uma postura relativista da religião – “o importante era tão somente buscar a paz, a justiça social e a fraternidade”.

Porém, como nos diz as Escrituras, “onde o pecado abundou, a graça de Deus superabundou”. Mesmo em meio ao caos litúrgico e doutrinal desse período conturbado, Deus suscitou bispos verdadeiramente sábios e corajosos, que denunciaram com todas as letras esse veneno mortal infiltrado na Igreja Católica. Estes, por sua vez, tornaram-se mártires da mídia secular e alvo do escárnio de seus próprios pares, que os descreviam como fascistas, retrógrados e integristas. Como faróis em mares tempestuosos esses pastores ergueram suas vozes e nos conduziram para o caminho seguro da Tradição, denunciando o perigo ao redor da Barca de Pedro.

Não, comunistas não dialogam! Qualquer tentativa nesse sentido será mero monólogo de ingênuos. A Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo não existe para “dialogar” com quem não quer diálogo, muito menos para instituir um mero Paraíso terrestre de “igualdade e fraternidade”. Sua função precípua é salvar almas e, para isso, deve apontar o Caminho do Céu. A busca da justiça social é algo muito bom e desejável, mas não pode se sobrepor à finalidade principal da Igreja.

Nossa Igreja não é e nunca foi a Igreja Dialogante. Aqui na Terra somos Igreja Militante!

Que Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus e pai dos jesuítas, e São Bento, cujo dia hoje celebramos, intercedam por todos nós!

12 junho, 2015

Novidades dos tradicionalistas no Brasil.

Por Manoel Gonzaga Castro* – FratresInUnum.com: O mês de maio foi prenhe de boas notícias para os católicos ligados à liturgia tradicional do sistema Ecclesia Dei/Summorum Pontificum.

Conforme noticiado, 3 de maio foi de fato o último dia da Santa Missa em sua forma extraordinária na Capela do Colégio Monte Calvário em Belo Horizonte, porém Dom Fernando Rifan conseguiu obter do arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo um novo local para essas celebrações na capital mineira. Dessa forma, sem interrupção, já em 10 de maio, domingo, o excelso sacrifício foi oferecido na Capela do Colégio Santa Maria. Mais informações sobre o local e os horários das missas em: http://missatridentinabh.blogspot.com.br/

Essa é, sem dúvida, uma excelente notícia para todos os fiéis frequentadores da forma extraordinária em Belo Horizonte, ainda mais considerando a intensificação das visitas dos padres da Administração Apostólica São João Maria Vianney a essa cidade.

Proibido de atuar na capital mineira por Dom Walmor, também como  noticiado, o IBP tem estudado uma expansão para o Nordeste, em locais não atendidos pela Administração. Como palestrante do 1º Congresso Montfort do Nordeste, o Pe. Luiz Fernando Pasquotto esteve recentemente em Recife, onde pôde travar contato com algumas dezenas de fiéis interessados na liturgia tradicional.

Para o maior bem da Santa Igreja, tomara que o IBP consiga se expandir para o Nordeste, dado seu relativo insucesso no Sudeste, muitas vezes motivado por questões não eclesiais.

Bem articulado em todos os seguimentos de tradicionalistas regulares, finalmente, o Pe. Jefferson Pimenta foi nomeado pároco pela Diocese de Santo André. Sua via crucis foi longa. Em um período de cerca de um ano, Pe. Jefferson – que celebra obedientemente as duas formas do rito romano – foi removido duas vezes de posto. Primeiro, da Paróquia Nossa Senhora da Prosperidade, onde empreendia uma grande reforma arquitetônica, e depois da Paróquia São Francisco de Assis. Isso afetou o apostolado do Pe. Jefferson com a forma extraordinária, porque ele acabou afastado de sua base de fiéis desejosos dessa missa, quando foi finalmente transferido para a Paróquia São Judas Tadeu, que fica em Ribeirão Pires – distante cerca de 30Km.

Apesar das dificuldades, Pe. Jefferson iniciou corajosamente o apostolado da forma extraordinária na Paróquia São Judas e agora,  conforme noticiado por Fratres in Unum, terá um novo bispo que, esperamos e rezamos, apoiará suas iniciativas.

Por fim, surgem rumores fortíssimos de que o Pe. Edivaldo Oliveira, considerado filho do falecido e polêmico Professor Orlando Fedeli, está começando uma nova obra, a Fraternidade São Mauro. Segundo os rumores, a nova fraternidade gozará do privilégio de uso exclusivo do chamado Rito Tridentino e receberá vocações masculinas e femininas. A vida religiosa feminina seria comandada pela viúva Ivone Fedeli, segundo informações ainda não oficialmente confirmadas desta que seria uma grande notícia!

Por ora, não há nenhum comunicado público do Reverendíssimo Pe. Edivaldo Oliveira a respeito de qual bispo autorizaria a existência da Fraternidade São Mauro, quais seriam suas prerrogativas e sobre como ela funcionaria.

O Pe. Edivaldo permanece incardinado na Diocese de Ciudad del Este, onde foi ordenado, em em 17 de agosto de 2013, por Dom Rogelio Livieres, que foi vítima de uma dramática deposição em setembro de 2014. Apesar de diocesano de Ciudad del Este, Pe. Edivaldo tem intensa atuação no Brasil, onde permanece boa parte de seu tempo junto ao Colégio São Mauro, em São Paulo, e em Fortaleza.

No final de maio, Pe. Edivaldo celebrou a Santa Missa na Festa Anual da Montfort em Itapetininga, SP, e, com pompa e circunstância, liderou a peregrinação do Colégio São Mauro a Aparecida:

Padre Edivaldo com o Colégio São Mauro em Peregrinação à Aparecida, maio de 2015

Padre Edivaldo com o Colégio São Mauro em Peregrinação a Aparecida, maio de 2015

Rezemos para que a Santa Missa no rito tradicional, juntamente com uma sólida formação doutrinal e moral, seja sempre e cada dia mais difundida no Brasil!

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

17 abril, 2015

Católicos tradicionalistas sofrem novo revés em Minas Gerais.

20140831_100024

Missa Tridentina celebrada na capela do Colégio Monte Calvário, em Belo Horizonte.

Por Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com: No dia 29 de janeiro, noticiamos que os católicos tradicionalistas de Minas Gerais haviam sofrido revezes em sua atuação.

Nesta semana, porém, houve novas notícias ruins para a Tradição em Minas. Até o momento, dia 3 de maio será o último domingo em que a liturgia tradicional será celebrada na capela do Colégio Monte Calvário. Para tanto, foi alegado um motivo prático – a falta de irmãs para cuidarem da capela daqui para frente.

Com isso, os fiéis tradicionais de BH ficarão sem local para serem atendidos pelo Padre Iris Mesquita, sacerdote diocesano, e pelos padres da Administração Apostólica São João Maria Vianney. Circula entre os fiéis a informação de que Dom Fernando Arêas Rifan, bispo responsável pela Administração, irá solicitar um novo local a Dom Walmor, arcebispo de Belo Horizonte, durante a Assembléia dos Bispos da CNBB que está ocorrendo em Aparecida.

Fratres in Unum pede orações a seus leitores para que a Missa Tridentina não seja interrompida na capital mineira. Que continue a ser oferecida em local apropriado e acessível e que ela se multiplique, apesar de tantas dificuldades.

 

27 março, 2015

Novidades sobre o Instituto do Bom Pastor no Brasil.

Tocam os sinos na Capela Nossa Senhora das Dores

Por Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com: No dia 15 de março, domingo, foram inaugurados, em Brasília, os sinos da Capela Nossa Senhora das Dores, que pertence ao Padre Daniel Pinheiro (IBP). Com esse passo, estão praticamente concluídos os trabalhos de construção dessa capela, que foi abençoada por Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida, Bispo Auxiliar de Brasília, em 13 de julho de 2014.

Os sinos recém inaugurados foram abençoados, no ano passado, pelo bispo auxiliar de Brasília.

Os sinos recém inaugurados foram abençoados em fevereiro passado, por Dom Fernando Guimarães, arcebispo do Ordinariato Militar.

Mais informações sobre o apostolado do IBP em Brasília podem ser obtidas no site http://missatridentinaembrasilia.org/, em que são periodicamente publicados os sermões do Pe. Daniel.

Além da Capela Nossa Senhora das Dores, os fiéis brasilienses podem assistir à Missa Tradicional por meio da Capelania Divino Mestre, com Pe. Sérgio David de Araújo.

A capelania, reconhecida oficialmente pela Arquidiocese de Brasília, continua o trabalho de aplicação do Summorum Pontificum que teve origem, com o Pe. Sérgio, no Instituto Bíblico de Brasília, sob a proteção de Dom Terra, bispo auxiliar emérito de Brasília e conhecido ratzingeriano.

Dessa forma, o Pe. Sérgio foi um dos pioneiros na difusão da Missa Tridentina na capital federal e o Instituto Bíblico de Brasília foi, por muitos anos, o único local a oferecê-la regularmente. Mais informações em: http://missatridentinaembrasilia.com/.

Ordenações sub-diaconais

No último 21 de março, sábado, ocorreram as ordenações sub-diaconais de mais dois brasileiros, o mineiro Thiago Bonifácio e o paulistano José Luiz Zucchi, pelas mãos de Dom Raymond Séguy, bispo emérito de Autun.

Próximas ordenações e avanço do IBP no Brasil

Ainda em 2015, no meio do ano, serão ordenados sacerdotes mais dois brasileiros, os diáconos Pedro Gubitoso e Tomás Parra. Todas essas vocações são fruto do apostolado do Prof. Orlando Fedeli e fazem parte da Associação Cultural Montfort.

Em relação a essas ordenações, ainda não se sabe qual será a estratégia adotada pelo IBP no Brasil, isto é, se esses novos sacerdotes engrossarão as fileiras do instituto em São Paulo e em Brasília ou se haverá expansão para novas cidades.

Provavelmente, um deles será enviado para Brasília, para auxiliar o Pe. Daniel Pinheiro, pois São Paulo já conta com dois sacerdotes, os Padres Renato Coelho e Luiz Fernando Pasquotto, que basicamente têm se dedicado ao atendimento dos membros do grupo Montfort. Já o público do Pe. Daniel, em Brasília, é mais diversificado.

Por enquanto, não há novas informações sobre a situação em Belo Horizonte, onde o IBP foi momentaneamente proibido de atuar por Dom Walmor Oliveira de Azevedo. A diocese de Osasco permanece bloqueada ao Bom Pastor também, como informado. Belém do Pará, visitada pelo Pe. Philippe Laguérie em dezembro de 2014, também parece ser uma possibilidade. Especula-se, ainda, nova tentativa no Rio de Janeiro, onde o Cardeal Dom Orani Tempesta preferiu não receber o instituto em 2012.

Em tempo

Aproveitando sua viagem à Europa para acompanhar a ordenação sub-diaconal de seu filho, José Luiz, o Sr. Alberto Zucchi, dissidente da TFP e atual presidente da Associação Cultural Montfort, encontrou-se com o Cardeal Raymond Burke.

Levando em consideração o prestígio do purpurado em meios conservadores, tal encontro pode ser importante para a  expansão do apostolado do IBP no Brasil, haja vista a estreita relação que esse instituto possui com a Montfort.

Essa visita chama atenção, pois – após a publicação dos recentes elogios que Dom Burke e Dom Athanasius Schneider proferiram sobre Plínio Corrêa de Oliveira e que foram divulgados por Fratres in Unum (aqui e aqui) – o Sr. Zucchi reagiu da seguinte forma em seu site: “Sejam eles quem forem, aqueles que apoiam Plínio Corrêa de Oliveira ou estão enganados ou são traidores da Igreja; aqueles que se omitem são covardes”.

Nessas circunstâncias, é de se esperar que ele não tenha se omitido sobre essa questão em seu encontro com o Cardeal Burke e que tenha corrigido fraternalmente o eminente prelado.

De nossa parte, fazemos votos de que tudo tenha concorrido para o mais alto bem da Santa Igreja e – como mero noticiador de fatos e fiel a nosso compromisso de fornecer informações completas sobre os assuntos veiculados – comprometemo-nos a divulgar também os resultados desses diálogos, sejam eles quais forem.