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14 abril, 2011

Caso ‘YouCath’ e mais uma trapalhada do Cardeal Schönborn. Contraceptivo não é o único problema. Congregação para Doutrina da Fé revisará texto.

Rorate-Caeli – Tradução: Fratres in Unum.com | Depois do “desastre dos contraceptivos”, uma confusão ainda maior no “Youcat” – e o que mais poderia se esperar do Cardeal de Viena? Ele é tão ruim em defender a fé que acaba fazendo com que fiquemos ao lado do Totò Rino Fisichella…

Catholic Culture informou hoje cedo:

A edição italiana continha um outro erro de tradução em sua abordagem do tratamento para casos terminais. Enquanto a original em alemão dizia que a família pode aceitar a inevitabilidade da morte de um ente querido, a tradução italiana utilizou um termo com o significado de “eutanásia passiva”, aparentando, assim, oferecer uma justificativa para a retirada de alimento e água do paciente terminal – uma prática que a Igreja condena.

Conforme observações de Sandro Magister , não se trata simplesmente de um outro problema de tradução italiana:

A resposta [da versão italiana do] Youth Catechism para a pergunta 382 – “A eutanásia é permitida?”:

“Provocar uma morte ativa é sempre uma violação do mandamento: ‘Não matarás’ (Êxodo 20, 13), ao contrário, assistir a pessoa durante o processo de morte é até mesmo um dever humano.”

Até aí, tudo bem. Mas logo em seguida, no parágrafo que deveria desenvolver e explicar a resposta inicialmente breve, lemos o seguinte:

“… Quem ajuda uma pessoa a morrer no sentido de eutanásia ativa viola o quinto mandamento, aqueles que ajudam uma pessoa durante a morte no sentido de eutanásia passiva, pelo contrário, obedecem ao mandamento de amor ao próximo. … . “

Indagado como se poderia argumentar que a “eutanásia passiva obedece ao mandamento do amor,” o Cardeal Christoph Schönborn, o primeiro supervisor da edição original alemã do livro, argumentou que, em alemão a palavra “eutanásia” não é  a desejada, mas sim “Sterbehilfe”, [o que significa] ajuda para a morte, [que está sujeita a significados mais amplos], mesmo em uma luz positiva.

Porém, o monsenhor Rino Fisichella rejeitou totalmente – mesmo em sua formulação em alemão – as expressões “eutanásia ativa” e “eutanásia passiva”, uma vez que elas se emprestam a mal entendidos e “não deveriam ser utilizadas.”

Na realidade, nos documentos da Igreja sobre o assunto, incluindo a encíclica “Evangelium Vitae”, do Papa João Paulo II, nunca ouvimos falar em “eutanásia passiva”, mas sim de “eutanásia por omissão”, ou seja, aquela causada pela falha no oferecimento de tratamento médico ou suporte de vida necessário para a pessoa e proporcional a sua condição, levando deliberadamente ao óbito.

E nos mesmos documentos magisteriais a eutanásia por omissão também é gravemente condenada. Enquanto a tal abstenção de tratamento agressivo é aceita, ou seja, [abstenção de] tratamentos cujo único efeito é agravar e prolongar o sofrimento.

O Cardeal Schönborn anunciou que a Congregação para a Doutrina da Fé constituirá um grupo de trabalho para rever todo o texto do novo Catecismo, o original e as traduções, e recolherá todas as correções que serão feitas nas edições subseqüentes. …

Ao final da conferência de imprensa, Schönborn atribuiu friamente a responsabilidade pelos erros no Cardeal italiano Angelo Scola, que deveria ser o “avalista” [da tradução] e, de fato, ele consta no título do livro como homem “responsável” pelo conteúdo da tradução em italiano.

O paradoxo é que Schönborn e Scola são, dentro do Colégio de Cardeais, as estrelas mais brilhantes da “escola” de Ratzinger. Eu fico pensando o que pensa, desta vez, o mestre deles.

Supomos que isso seja um bom motivo para que os conceitos teológicos nos documentos oficiais da Igreja tenham de ser trabalhados em latim. E é difícil imaginar que o conceito de Passive Sterbehilfe tenha sido introduzido ingenuamente por aqueles que decidiram fazê-lo nesse Catecismo – agora que os Catecismos Católicos estão sendo escritos “originalmente” no idioma do Livro de Concórdia! Podemos apenas imaginar que outras pérolas da teologia e moral do Norte da Europa estejam escondidas no Youcat.

12 abril, 2011

Versão italiana de ‘YouCat’ “suspensa temporariamente”.

Giacomo Galeazzi, La Stampa – Tradução: Fratres in Unum.com | Foi “suspensa temporariamente” a versão italiana de ‘Youcat’, o catecismo para os jovens da Jornada Mundial da Juventude de agosto, em Madri, sob os cuidados do Cardeal Christoph Schonborn, arcebispo de Viena, e introduzido por um prefácio do Papa. A edição será apresentada amanhã no Vaticano. “A edição italiana foi suspensa temporariamente para verificar a exatidão e integridade”, disse a assessoria de imprensa da editora ‘Città nuova’. O texto, nas livrarias desde 30 de março, já vendeu 14 mil cópias. No volume, que explica a doutrina católica em forma de perguntas e respostas, questões controversas como a contracepção, a eutanásia passiva, o celibato, o homossexualismo e o divórcio são tratadas de modo “soft”.

11 janeiro, 2013

Ser padre (modernista) em Viena é uma moleza.

Na arquidiocese do atrapalhado Cardeal Schönborn, pai do controverso Youcat [leia 1, 2 e 3]  e cujo antigo braço direito é o idealizador do movimento rebelde “Apelo à desobediência”, o cura da catedral faz o que bem entende e permanece tranquilamente em seu posto. Primeiro, acolhe uma exposição de quadros blasfemos de um artista ateu e comunista em sua catedral; mais tarde, celebra uma escandalosa pantomima, cancelada no ano seguinte por protesto de sites católicos, e que dizem ser uma missa — à base de cerveja, churrasco e cigarro: na comunhão, cantaram a música “We are the world”, de Michael Jackson; pouco depois, recebe os supostos videntes de Medjugorje… O que mais faltaria?

Bem, o vídeo a seguir, do dia 31 de dezembro de 2012, nos responde:

18 outubro, 2012

Um centenário memorável e nossa sugestão para o Ano da Fé: Catecismo de São Pio X.

Na efervescência das comemorações dos cinquenta anos do Concílio Vaticano II e dos vinte anos do Catecismo da Igreja Católica, caiu no completo esquecimento o centésimo aniversário do Catecismo de São Pio X comemorado hoje.

Nada impede, declarou em 2003 o então Cardeal Joseph Ratzinger, que em nossos dias “possa haver pessoas ou grupos de pessoas que se sintam mais à vontade com o Catecismo de São Pio X”. Não só mais à vontade, mas convictas de que a segurança, clareza e eficiência, cujos resultados falam por si, do Catecismo da Doutrina Cristã é um santo remédio para a “auto-demolição da Igreja” e para a perda de Fé generalizada — ainda mais em tempos de “catecismos” joviais de conteúdo duvidoso e questionável.

Eis, portanto, a nossa sugestão para o Ano da Fé: baixe-a aqui.

* * *

O Papa do Catecismo

Em 1909, o Papa [São Pio X] criou a Comissão Catequética com a função de preparar um novo catecismo segundo as suas orientações. Esta comissão era composta por três membros (incluindo o Pe. Pietro Benedetti e Mons. Faberi). O Papa afirmou que este catecismo deveria ser “mais curto e mais adaptado às necessidades de hoje” [1].

Cinco versões foram elaboradas entre 1909 e 1911. Em novembro de 1911, a última delas foi submetida a 50 cardeais, bispos e prelados italianos, para suas observações. A Comissão levou em consideração as sugestões feitas. Vale notar que foi solicitado a um poeta, Guido Salvadori, que lesse e aperfeiçoasse a obra do ponto de vista estilístico [2]. Finalmente, em outubro de 1912, o Catechismo della dottrina cristiana foi publicado.

Em sua carta de aprovação a este novo catecismo, Pio X claramente indicava as melhorias que foram introduzidas:

“Temos confiança de que, com a benção do Senhor, este novo texto será mais útil. Ele oferecerá tantas vantagens quanto o antigo, ou até mais. O menor volume do livro e o menor número de questões a aprender serão menos desencorajadores para os jovens, que já estão sobrecarregados com seus afazeres escolares; com a ajuda de seus professores e catequistas, eles poderão aprendê-lo todo. Apesar de sua brevidade, ele contém melhores explicações e lança mais luzes sobre as verdades que hoje, para grande prejuízo das almas e da sociedade, são mais atacadas, mais incompreendidas ou mais esquecidas. Ademais, Nós confiamos que ele encontrará utilidade mesmo entre adultos que desejam, ou que — por conta de suas responsabilidades para ter uma vida mais digna e para melhorar a eduçacão em suas famílias — são obrigados a reviver em suas almas aquele conhecimento fundamental sobre o qual se baseiam a vida espiritual e a moral Cristã” [3].

Duas versões do catecismo foram publicadas. Havia uma mais curta, intitulada Primeiro Catecismo da Doutrina Cristã, que seria chamada, mais simplesmente, de Pequeno Catecismo; era destinada a crianças em preparação para a confissão e primeira comunhão. Ela consistia em um texto de orações e conceitos básicos da Fé Cristã, seguido de 188 perguntas e respostas. A versão mais longa, intitulada O Catecismo da Doutrina Cristã, consistia em 814 perguntas e respostas, seguindo a mesma estrutura do Catecismo do Concílio de Trento: I. A Fé (o Credo); II. A Lei (os Mandamentos de Deus, os preceitos da Igreja, as Virtudes); III. Graça (os sacramentos, oração) [4].

Ao aprovar este catecismo, Pio X o fez obrigatório apenas para a Diocese de Roma e sua província eclesiástica. Porém, a exemplo de seu predecessor, expressou o desejo de que as outras dioceses da Itália também o adotassem. Foi o que ocorreu. Sua clareza, assim como sua organização coerente, encontrou admiradores além das fronteiras. Em 1913, foram feitas traduções para o Espanhol, Alemão, Francês (uma em Paris e outra em Annecy) e Inglês.

[1] Carta Fin dai Primordi, 18 de outubro de 1912, Documents pontificaux, vol. II, p. 477

[2] Guglielmoni, “Il pionieri della catechesi”, in L’ultimo papa santo Pio X, p. 157

[3] Carta Fin dai Primordi, p. 478

[4] Referimo-nos à última edição italiana: Catechismo di San Pio X (Salpan Editore, Matino, 1991).

Saint Pius X, Restorer of the Church, Yves Chiron, Angelus Press, 2002, pp. 287-288 – Tradução: Fratres in Unum.com

11 abril, 2011

Catecismo da Jornada Mundial da Juventude sugere endosso a ‘métodos contraceptivos’.

Cardeal Schonborn e o catecismo 'YouCat'.

Schonborn e o catecismo 'YouCat'.

Cidade do Vaticano, 11 de abril de 2011 / 10:41 am (CNA/EWTN NewsTradução: Fratres in Unum.com)- Um novo catecismo patrocinado pelo Vaticano sugere que casais “podem e devem” usar “métodos contraceptivos” ao decidirem quantos filhos ter.

A revelação vem dois dias antes da véspera do lançamento oficial do chamado “YouCat”, produzido especialmente para o evento da Igreja Dia Mundial da Juventude, a ser realizados em Madri no próximo mês de agosto.

O porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi, SJ, disse à CNA, em 11 de abril: “Eu ainda não vi o texto do YouCat e, portanto, não estou apto a tecer maiores comentários”.

O Vaticano agendou uma conferência de imprensa para, em 13 de abril, publicar oficialmente o texto.

Os organizadores do Dia Mundial da Juventude já encomendaram 700 mil cópias do YouCat para distribuir aos jovens peregrinos, juntamente com um saco de dormir, mapa e outros acessórios.

O catecismo é estruturado no modo de perguntas e respostas. A questão 420 na edição italiana afirma:

“Q. Puo una coppia christiana fare ricorso ai metodi anticoncezionali?” (Pode um casal cristão recorrer aos métodos anticoncepcionais?)

“A. Si, una coppia cristiana puo e deve essere responsabile nella sua facolta di poter donare la vita.” (Sim, um casal cristão pode e deve ser responsável em sua faculdade de poder dar a vida)

Fontes do Vaticano que falaram a CNA em 11 de abril sob condição de anonimato especulam que o problema estava no texto original em alemão, fato posteriormente confirmado por CNA.

“YouCat” deve ser publicado em outros 12 idiomas. A edição inglesa, publicada pela Ignatius Press, não contém a passagem problemática. Ainda não se sabe se versões de outros idiomas também contêm a mesma declaração controversa sobre a contracepção.

A Igreja Católica sempre se opôs ao uso da contracepção. No Catecismo da Igreja Católica oficial, seu uso é descrito como “intrinsecamente mau”.

A elaboração do YouCat, de 300 páginas, foi supervisionada pelo Cardeal Christoph Schonborn, arcebispo de Viena. Foi-lhe concedido o selo de aprovação dos Bispos da Áustria em março de 2010. O Cardeal Schonborn também foi editor do universal Catecismo da Igreja Católica, publicado em 1992.

Espera-se que ele assista à conferência de imprensa de lançamento na quarta-feira.

São também esperados o Cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos e o Arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.