Archive for ‘Atualidades’

21 março, 2017

Cardeal Raymond Burke: “Quando o pastor se torna lobo, o primeiro dever do rebanho é se defender”.

Cardeal Burke exalta santo que condenou bispo herético. 

Por George Goss, 17 de fevereiro de 2017 – National Catholic Reporter | Tradução: FratresInUnum.com:  Como parte de sua visita à região metropolitana de Kansas City, o cardeal Raymond Burke celebrou, no dia 9 de fevereiro, uma missa pontifical no rito tradicional para uma congregação de cerca de 400 pessoas, incluindo famílias numerosas, frades Agostinianos, 15 sacerdotes – inclusive um protopresbítero Copta –  e membros da tradicionalista Fraternidade São Pio X.

Para a realização do evento foi necessário a remoção temporária do altar-mesa da paróquia de St. Mary-St Anthony, a fim de que os participantes pudessem ter uma visão do altar-mor sem nenhum obstáculo.

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Fiel beija o anel do Cardeal Raymond Burke, enquanto ele distribuía cumprimentos fora da Paróquia de St. Mary-St. Anthony em Kansas City, após a missa de 9 de fevereiro (NCR photo/George Goss)

A celebração marcou a festa de São Cirilo de Alexandria, o santo do dia segundo o calendário litúrgico pré-Vaticano II, e Burke aproveitou a oportunidade para exaltar a virtude heróica do santo na defesa da fé contra o conselho de “muitos dos seus colegas bispos que o instaram a permanecer em silêncio, de modo a manter uma fachada de unidade na Igreja“.

Burke disse que, diante da falsidade – mesmo daqueles em elevada posição eclesial – a resposta necessária de “São Cirilo e de todos os fiéis em cada tempo e lugar” é resistir.

Burke na maior parte do tempo leu um sermão de várias páginas, baseado fortemente em citações de uma fonte do século XIX: Dom Prosper Guéranger, um beneditino francês e purista litúrgico que restabeleceu a Regra Beneditina depois de ela ter sido praticamente aniquilada em sua terra natal após a Revolução Francesa.

Quando o pastor se torna um lobo, o primeiro dever do rebanho é se defender“, disse Burke, citando Dom Gueranger. “A traição como a de Nestório é rara na Igreja, mas pode acontecer que alguns pastores resolvam manter silêncio por uma razão ou outra em circunstâncias em que a própria religião está em jogo“.

Nestório, arcebispo de Constantinopla, recusou-se a usar o termo “Mãe de Deus” ao se referir à Virgem Maria. No ano 431, São Cirilo levou o Primeiro Concílio de Éfeso a condenar Nestório como um herege e removê-lo à força de sua sede.

São Cirilo teve que ter a honestidade e a coragem para combater uma falsidade, ainda que ela fosse propagada por um colega bispo apoiado por outros bispos e ainda tolerada em silêncio por outros“, disse Burke.

Graças a Deus pela sua honestidade e coragem, que foram os instrumentos pelos quais nos foi transmitida a fé verdadeira e salvífica“.

Na conclusão de sua homilia, Burke seguiu com várias orações, incluindo esta: “Rezemos hoje pelos nossos pastores, pelo Santo Padre e pelos bispos, para que tenham a sabedoria e a coragem de defender a fé em todos os tempos, para que o rebanho possa permanecer um com Cristo e assim obter a salvação eterna“.

Além da oração, Burke não fez referência direta a nenhum bispo atual ou qualquer controvérsia atual na igreja, mas isso não impediu alguns na congregação de fazê-lo.

Louis Tofari, da São Vicente de Paulo, uma igreja da Fraternidade São Pio X, disse que percebeu uma semelhança entre a incomum posição de São Cirilo ao confrontar  Nestório e a situação em que se encontra o próprio Burke diante do Papa Francisco e a Santa Sé.

Fiquei muito impressionado com a semelhança, à luz do que o Cardeal Burke está tendo que suportar nas mãos do Santo Padre e ter que defender um princípio muito básico da moralidade católica e do sacramento do matrimônio com toda esta questão do dubia“, disse Tofari. (Dubia são as questões formais que Burke e outros três cardeais submeteram a Francisco, pedindo-lhe que esclarecesse seus ensinamentos na exortação apostólica Amoris Laetitia) “Como São Cirilo, ele está tentando defender a fé, mas foi excluído de qualquer posição influente em Roma“.

Além de São Cirilo, Burke também mencionou Santo Atanásio como defensor da fé contra a heresia do arianismo, que negava que Jesus era consubstancial a Deus Pai.

São Atanásio é altamente reverenciado pela Fraternidade São Pio X, e um outro paroquiano de São Vicente de Paulo constatou um paralelo aí também:

Burke poderia muito bem ser o próximo Santo Atanásio“, disse Becky Gilligan. “Eu certamente espero que ele seja uma ponte para todos nós“.

20 março, 2017

Continua a zona em Itaquera.

Imagem do folheto do “Memorial do Senhor” celebrado ontem na paróquia Nossa Senhora do Carmo, onde Padre Paulo Sérgio Bezerra continua firme e forte como pároco, sob o olhar complacente do bispo diocesano, Dom Manuel Parrado Carral.

Já que as autoridades se omitem vergonhosamente, e a informação do contato é pública, envie seu repúdio diretamente à paróquia e ao padre Paulo Bezerra:

Whatsapp: 11 – 987352207 e 11 – 947162931

17 março, 2017

Cerimônia anglicana na Basílica de São Pedro causa perplexidade.

Por FratresInUnum.com: O anúncio feito há poucas semanas, pouquíssimo divulgado, de que um grupo de anglicanos teria o uso do altar da cátedra, na Basílica de São Pedro, não foi levado a sério. Não havia confirmação oficial da Santa Sé, nem divulgação nos meios de comunicação considerados confiáveis.

No entanto, na segunda-feira, 13 março, como noticia o site Magnificat Media, “um grupo de Anglicanos fez uma apresentação da Evensong (o equivalente às Vésperas Católicas), na Basílica de São Pedro. David Moxon, o equivalente a um arcebispo anglicano que dirige o Centro Anglicano de Roma, presidiu o evento sacrílego. Papa Francisco não estava presente”.

Continua, atônito, o site tradicionalista: “Que esta cerimônia blasfema tenha sido realizada na Basílica de São Pedro, a sede do Bispo de Roma, o coração da Cidade Eterna, torna tudo ainda mais ímpio. É de se perguntar a que religião exatamente pertencem os Bispos e Cardeais que participaram dessa liturgia. Certamente não é a mesma religião de São Paulo que na Grécia disputou com não católicos. Certamente não é a religião de Santo Agostinho, que debateu com os Donatistas. E mais definitivamente não é a religião do Concílio de Trento, que anatematizou aqueles que rejeitam o Ofício Petrino”.

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Tweet do Centro Anglicano de Roma anuncia celebração.

A realização da cerimônia deixou perplexos muitos católicos, considerando ainda que, segundo testemunhas, houve participação de membros do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos e do Secretário da Congregação para o Culto Divino. “Parece verdade”, reagiu à publicação do Centro Anglicano de Roma, no Twitter, um fiel resignado. O tweet (imagem acima) que dizia “Uma Igreja! Uma fé! Um Senhor! Evensong no coração da Igreja Católica”, assim foi respondido na rede social por nossa colaboradora Gercione Lima: “O que você quer dizer? Tem a intenção de renunciar à heresia anglicana e aderir à Fé Católica?”.

Rezemos para que assim seja!

Também o importante vaticanista Marco Tosatti repercutiu o acontecimento. “Ontem à tarde, pouco depois do momento em que, na Basílica de São Pedro foram celebradas as Vésperas com os expoentes da Igreja Anglicana, algumas dezenas de pessoas recitavam um rosário de reparação pela unidade da Igreja na Praça de São Pedro. Ao mesmo tempo, através de compartilhamento em redes, muito mais gente se unia em oração, cada um de onde se encontrava”.

Relata o vaticanista que um grupo que rezava em reparação na Praça de São Pedro era “bastante heterogêneo”, “composto por pessoas que circulam nos ambientes Ecclesia Dei, na Fraternidade São Pio X, bem como pessoas de inspirações diferentes. A Fraternidade São Pio X oficialmente aderiu ao evento através da organização de uma missa e depois pela recitação do rosário liderada por um de seus sacerdotes. É interessante essa participação, se considerarmos o que tem sido dito sobre um possível acordo entre a Fraternidade e a Santa Sé, o qual seria iminente”.

15 março, 2017

Cardeal Orani Tempesta responde à proposta de Dom Demétrio Valentini.

Tem voltado à tona alguns debates sobre a questão do sacerdócio ministerial. Falou-se sobre a possibilidade de haver a consagração do pão e do vinho por parte de leigos, especialmente onde faltam sacerdotes válida e licitamente ordenados. Aqui não estaria se tratando dos assim chamados “viri probati”, ou seja, da ordenação de homens casados, mas sim de cristãos leigos sem ordenação sacerdotal. Na última Assembleia da CNBB emitimos um documento muito importante sobre os cristãos leigos e sua missão na Igreja. A presença do laicato na Igreja e, como Igreja, no mundo tem uma grande área de atuação, mas o sacerdócio comum dos fiéis não se confunde com o sacerdócio ministerial.
Mas, quais são os documentos da Tradição da Igreja nessa área? Essa ideia que parece, à primeira vista, simpática e solucionadora do problema da falta de vocações sacerdotais não é nova nem tão simples. As fontes utilizadas foram, de um modo especial a Carta Sacerdotium Ministeriale (citada aqui como SM), da Congregação para a Doutrina da Fé, de 6 de agosto de 1983, e o Curso de Eclesiologia, de D. Estêvão Bettencourt, OSB. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 1996, p. 181-197.

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13 março, 2017

São João Eudes: “O maior sinal da ira de Deus é quando permite que, como punição por seus crimes, o povo caia nas mãos de pastores que o são mais de nome do que de fato”.

As qualidades e as excelências

de um bom pastor e de um sacerdote santo.

O maior sinal da ira de Deus sobre o seu povo, e o pior castigo que ele pode infligir sobre ele, neste mundo, é quando permite que, como punição por seus crimes, o povo caia nas mãos de pastores que o são mais de nome do que de fato, que mais exercem contra o povo a crueldade dos lobos famintos, do que a caridade dos pastores carinhosos, e que, em vez de cuidadosamente lhes oferecerem um repasto, despedaçam-no e o devoram cruelmente; em vez de levar o povo para Deus, vende-o para Satanás; em vez de dirigi-lo para o céu, arrasta-o consigo para o inferno; e, em vez de ser o sal da terra e luz do mundo, são o veneno e escuridão.

Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. (Evangelho segundo S. Mateus 7,15-20)Porque nós, pastores e sacerdotes, diz São Gregório Magno, seremos condenados diante de Deus como assassinos de todas as almas que todos os dias são entregues à morte eterna pelo nosso silêncio e pela nossa negligência: Tot occidimus, quot ad mortem ire tepidi et tacentes videmus [1]. Como também, diz o mesmo santo[2], não há nada que mais ofenda a Deus (e, portanto, que mais provoque a sua ira, e atraia mais maldições, seja sobre os pastores e sobre o rebanho, sobre os sacerdotes e sobre o povo), que quando Deus vê aqueles que ele estabeleceu para a correção dos outros, darem exemplo de uma vida depravada, e em vez de evitar que ele seja ofendido, somos os primeiros a persegui-lo, já que não temos o mínimo cuidado pela salvação das almas; que sonhamos senão apenas em satisfazer nossas inclinações; que todos os nossos afetos terminam nas coisas da terra; que estamos alimentando vorazmente a vã estima dos homens, fazendo com que o mistérios da bênção sirvam à nossa ambição; que abandonamos os negócios de Deus para atender aos do mundo; e que, ocupando um lugar de santidade, tratamos apenas dos trabalhos terrestres e profanos. Quando Deus permite que as coisas sejam assim, temos com certeza uma prova de que está extremamente irado contra o seu povo, e este é o rigor mais terrível que possa exercer sobre ele, ainda neste mundo. É por isso que ele grita incessantemente a todos os cristãos: Convertimini ad me, et dabo vobis pastores juxta cor meum [3]: “Convertei-vos a mim, e eu vos darei pastores segundo o meu coração”. Isso mostra claramente que o desregramento da vida dos pastores é um castigo pelos pecados do povo; e que, por outro lado, o maior resultado da misericórdia de Deus para com o povo, e a graça mais preciosa que ele possa conceder, é quando ele dá pastores e sacerdotes segundo o seu coração, que só buscam sua glória e a salvação das almas. Este é o dom mais precioso e o favor mais insigne que a bondade de Deus pode conceder à Igreja, a dádiva de um bom pastor, seja bispo ou padre. Pois é a graça das graças e o dom dos dons, que carrega consigo todos os outros dons e todas as outras graças.

Jean Eudes, Mémorial de la vie ecclésiastique. In Œuvres complètes, Tome III, p. 22-23.

[1] Homil. 12 super Ezech.

[2] Nullum, puto, fratres charissimi, majus praejudicium ab aliis quam a Sacerdotibus tolerat Deus: quando eos quos ad aliorum correctionem posuit, dare de se exempla pravitatis cernit; quando ipsi peccamus qui compescere peccata debuimus: officium quidem sacerdotale suscipimus, sed opus officii non implemus.» Homil. 27 in Evang.

[3] Jer 3, 5.

* * *

Nosso mais profundo agradecimento a um bom sacerdote pela tradução realizada a partir do original.

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13 março, 2017

‘Viri probati’. O Celibato na mira.

Por FratresInUnum.com – 13 de março de 2017: Em Roma, fortalece-se o rumor de que a Santa Sé deveria permitir, até o fim deste ano, a ordenação de homens casados — os chamados viri probati — para a região da Amazônia. Vale buscar os arquivos de FratresInUnum.com, que tratou pela primeira vez da questão em abril de 2014, antes de qualquer outro meio de comunicação, quando o pontificado de Francisco apenas acabara de completar um ano.

Mais tarde, em abril de 2016, escrevíamos: “Estamos em condições de afirmar que o assunto [celibato] foi pauta de reunião privativa dos bispos na Assembléia da CNBB de 2015, sendo capitaneado por Dom Cláudio Hummes. Então, o arcebispo emérito pediu que os bispos do Brasil fizessem uma ‘proposta concreta’ a Francisco sobre o tema. A recém-eleita presidência da CNBB não demonstrou nenhum empenho especial pela causa, por conta divisão do episcopado brasileiro a respeito”.

Em entrevista concedida ao jornal alemão Die Zeit, publicada na semana passada, o pontífice não disse que estudaria a proposta de extinguir o celibato, mas que estudaria a possibilidade de que alguns homens casados pudessem exercer algumas funções sacerdotais, os chamados viri probati.

Afirmou o Papa:

“A vocação dos padres representa um problema enorme e a Igreja deverá resolvê-lo. No entanto, o celibato opcional, ou seja, facultativo, não é a solução, nem mesmo abrir as portas dos seminários a pessoas que não apresentam uma autêntica vocação. Já a questão dos viri probati é uma possibilidade, todavia, se deve precisar quais as tarefas que essas pessoas poderiam assumir nas comunidades “isoladas”. O Senhor disse: rezem. É isso que falta, a oração. E falta o trabalho com os jovens que procuram orientação”.

Frenesi generalizado em sites católicos pró-establishment [exemplos aqui e aqui], que se desdobram apressadamente: não é o celibato que está em jogo, mas, apenas uma exceção para casos extremos! Como se na Igreja pós-conciliar todas as excepcionalíssimas exceções — vide comunhão na mão, mulheres acólitas, etc — não se tornassem, em pouco tempo, regra absoluta inquebrantável.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e intervenha.

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12 março, 2017

Foto da semana.

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A aristocracia pode não gostar dele, mas os fiéis comuns simplesmente amam o Cardeal Burke.

Kansas City, Kansas, EUA, 10 de fevereiro de 2017 – LifeSiteNews | Tradução: FratresInUnum.com: Nas atribuições de seu papel como Patrono da Soberana Ordem de Malta, o Cardeal Raymond Burke abençoou a doação de equipamentos médicos, na quinta-feira, realizada pelos Cavaleiros de Malta a uma clínica médica que atende pobres e pessoas sem plano de saúde.

O cardeal abençoou uma mesa cirúrgica recentemente doada à Clínica Duchesne com a entrega feita pela mais antiga missão médica do mundo, uma ordem religiosa leiga fundada em 1113 que atua em 120 países.

Apesar da controvérsia em torno do Cardeal Burke, em Roma, com a aristocracia dos Cavaleiros de Malta, os Cavaleiros locais e, especialmente, os simples fiéis encontraram nele um humilde servo de Cristo e representante de Sua Igreja.

Povo comovido com a visita do cardeal

A visita do Cardeal à clínica ocorreu durante uma de suas viagens aos Estados Unidos para vários compromissos, incluindo a celebração de uma Missa Pontifical simples na Forma Extraordinária [do Rito Romano] na igreja vizinha de Saint Mary-Saint Anthony.

Bingo Dickerson, residente em Leavenworth, dirige mais de 100 quilômetros, uma vez ao mês, para tratamento de diabetes na clínica, e aconteceu de ter um encontro com o Cardeal Burke em sua passagem para abençoar a mesa cirúrgica recebida dos Cavaleiros.

Dickerson, [protestante] batista, pediu a um dos padres que acompanhavam o Cardeal Burke para encontrá-lo. Não importava a Dickerson o fato de não ser Católico.

“Nunca encontrei um cardeal antes”, afirmou Dickerson. “Embora eu seja um batista, todo lado tem pessoas boas”.

Ele ficou muito impressionado com o Cardeal e sua visita para abençoar o equipamento médico.

“O Espírito Santo estava lá enquanto ele abençoava a mesa”, disse Dickerson, que ficou comovido também com a pausa feita pelo Cardeal para encontrá-lo pessoalmente.

“Ele sorriu e foi muito simático”, continou. “Ele não menosprezou as pessoas”.

Dickerson queria ter sabido que o Cardeal estava celebrando Missa por perto, na igreja de St. Anthony, pouco antes da benção em Duchesne. Ele disse que teria chegado antes para assistir a Missa.

“Para ele, dedicar esse tempo, ele não é muito ocupado para dizer algo ao um homem simples”, continou. “Para um cardeal, encontrar tempo… quando eu o cumprimentei, percebi um senso de humildade… e isso está no Bom Livro”.

Os fiéis que assistiram à Missa na paróquia de origem alemã, infundida com culturas irlandesas e hispânicas, fizeram fila para cumprimentá-lo após a liturgia, antes de ele partir para a clínica.

A benção do Cardeal ao equipamento médico para a Clínica Duchesne deu um impulso a seus esforços. O pessoal da clínica preparou uma recepção de boas vindas ao Cardeal que incluía bolos hispânicos.

“É belo”, disse Dominico Nguyen sobre a visita do cardeal à clínica.

Sua mãe, Tu Nguyen, concordou, dizendo a LifeSiteNews: “É uma benção”.

Os Nguyens moram em Kansas City, Missouri, e frequentam a Paróquia Our Lady of Perpetual Help. Eles conheceram o cardeal de seu tempo como arcebispo de St. Louis.

“Ele é realmente simpático”, Dominico Nguyen afirmou a LifeSiteNews

Nguyen louvou o Cardeal Burke por sua persistente defesa da santidade da vida humana e seus esforços em defender o sacramento do matrimônio.

“Tenho certeza de que há muita gente apoiando ele”, continuou Nguyen.

10 março, 2017

Dom Negri fala: “Bento XVI sofreu uma pressão enorme. Responsabilidades graves, tanto dentro como fora do Vaticano, pela renúncia”.

“Eu estou me aproximando do meu próprio ‘fim do mundo’ e a primeira pergunta que farei a São Pedro será exatamente sobre esta questão”.

“Bento XVI sofreu uma pressão enorme”, explica o bispo que iniciou o seu ministério episcopal na Diocese de San Marino e Montefeltro e está terminando em Ferrara. Com ele, “eu me sentia em minha casa.” Essa Igreja atual é marcada por “um monte de confusão em toda estrutura eclesiástica” e os antipapistas de outrora tornaram-se superpapistas em proveito próprio. Mas Negri também fala sobre família, do risco que corre a democracia na Itália por causa da criminalização de opiniões não “politicamente corretas” do Movimento Comunhão e Libertação, e muito mais.

Por Franco Fregni, Rimini 2.0 | Tradução: FratresInUnum.com: O encontro com Monsenhor Luigi Negri ocorreu na sede da Arquidiocese de Ferrara e Comacchio, no dia em que se comemoram quatro anos desde a sua nomeação como arcebispo. “Quatro anos maravilhosos e desgastantes”, explica Dom Negri que depois de ter atingido a idade de 75 anos, no próximo dia 03 de junho, passará o comando da Diocese de Ferrara para Monsenhor Giancarlo Perego.

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Dom Luigi Negri.

Uma cerimônia de despedida que seria até um exagero definir como simples: um copo de água, uma velinha em cima de uma torta salgada e um bate-papo com seus mais próximos colaboradores.

Dom Negri, só uma curiosidade para um completo leigo: mas pode um padre se aposentar? Se é uma missão e não um trabalho, como é possível dizer a uma pessoa “agora basta”? 

“Não se pode dizer, e, de fato, vou continuar a trabalhar. No máximo, podem me dizer que não tenho mais o comando operativo da arquidiocese de Ferrara e Comacchio, o qual aceitei com humildade e espírito de serviço a pedido de Bento XVI. Mas eu permaneço como arcebispo emérito, não excluído da  responsabilidade de guiar os Católicos, algo que eu certamente farei, embora de outras maneiras. Vou concentrar-me principalmente no lado cultural. Vou tentar levar adiante uma política de sensibilização alinhada com a tradição Católica. Vou tentar implementar plenamente esse compromisso com grande liberdade, confortado por muitos amigos influentes”.

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9 março, 2017

Esse desastroso pontificado.

Phil Lawler é jornalista católico há mais de 30 anos. Editor de várias revistas católicas, escreveu oito livros. Fundador da Catholic World News, ele é o diretor de notícias e analista principal da CatholicCulture.org.

Por Phil Lawler, 1º de março de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com: Algo aconteceu na última sexta-feira, quando o Papa Francisco usou novamente a leitura do Evangelho do dia como mais uma oportunidade para promover sua visão pessoal sobre o divórcio e o segundo  casamento. Condenando a hipocrisia e a “lógica da casuística”, o Pontífice disse que Jesus rejeita a abordagem dos legalistas.

É verdade. Mas, em sua repreensão aos Fariseus, o que Jesus diz mesmo sobre o casamento?

“Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, não o separe o homem”.

…e…

“Quem se divorcia de sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra ela; e se ela se divorcia de seu marido e se casa com outro, também comete adultério.”

Dia após dia, em suas homilias na missa matinal na Casa Santa Marta, o Papa Francisco denuncia os “doutores da lei” e a aplicação “rígida” da doutrina moral Católica. Às vezes, sua interpretação das leituras da Bíblia do dia é forçada. Frequentemente, a sua caracterização dos Católicos tradicionais é insultante. Mas, neste caso, o Papa virou a leitura do Evangelho completamente de cabeça para baixo. Lendo o relato dessa assombrosa homilia feito pela Rádio Vaticano, não pude mais fingir que o Papa Francisco está apenas oferecendo uma nova interpretação da doutrina Católica. Não; é mais do que isso. Ele está empenhado em um esforço deliberado para mudar tudo o que a Igreja ensina.

Por mais de 20 anos, escrevendo diariamente sobre notícias do Vaticano, tentei ser honesto em minha avaliação das declarações e gestos papais. Às vezes, eu criticava São João Paulo II e o Papa Bento XVI, quando achava que suas ações eram imprudentes. Mas, nunca me passou pela cabeça que algum desses papas pudesse representar um perigo para a integridade da fé católica. Olhando para trás, para muito além, em toda a história da Igreja, eu percebo que existiram Papas ruins, homens cujas ações pessoais foram motivadas pela ganância, inveja, sede de poder ou simplesmente luxúria. Mas, nunca houve um Romano Pontífice que demonstrasse tanto desdém pelo que a Igreja sempre ensinou, acreditou e praticou – no que diz respeito a questões como a natureza do casamento e da Eucaristia.

O Papa Francisco gerou controvérsia desde o dia em que foi eleito como sucessor de São Pedro. Mas, nos últimos meses, a controvérsia tornou-se tão intensa, a confusão entre os fiéis tão difusa, a administração no Vaticano tão arbitrária – e as diatribes do Papa contra seus inimigos (reais ou imaginários) tão cheias de velhacaria – que hoje a Igreja universal está se jogando em direção a uma crise.

Numa grande família, como um filho deve se comportar quando percebe que o comportamento patológico de seu pai ameaça o bem estar de toda a família? Ele certamente deve continuar a demonstrar respeito por seu pai, mas ele não pode indefinidamente negar o perigo. Eventualmente, até uma família disfuncional precisa de uma intervenção.

Na família mundial que é a Igreja Católica, o melhor meio de intervenção é sempre a oração. A oração intensa pelo Santo Padre seria um projeto particularmente ideal para a época da Quaresma. Porém, a intervenção também requer honestidade: um reconhecimento sincero de que temos um problema sério.

Reconhecer o problema também pode proporcionar uma espécie de alívio, um relaxamento no acúmulo de tensões. Quando digo aos amigos que considero esse papado um desastre, percebo que, na maioria das vezes, eles se sentem estranhamente mais reconfortados. Eles podem até relaxar um pouco, sabendo que suas desconfianças não são assim tão irracionais, que outros compartilham de seus receios sobre o futuro da fé e que não precisam continuar numa busca infrutífera tentando conciliar o irreconciliável. Além disso, ao dar ao problema um nome próprio, eles podem reconhecer que esta crise não é o Catolicismo. O Papa Francisco não é um antipapa, muito menos o Anticristo. A Sé de Pedro não está vacante, e Bento XVI não é o “verdadeiro” Pontífice.

Para o bem ou para o mal, Francisco é o nosso papa. E se é para pior – como infelizmente sou levado a concluir, só posso dizer que a Igreja sobreviveu a maus papas no passado. Nós, Católicos, ficamos acostumados por décadas a desfrutar de uma sucessão de líderes de destaque no Vaticano: pontífices que eram mestres talentosos e homens santos. Nós crescemos acostumados a olhar em direção a Roma para orientação. Agora já não podemos mais.

(Eu não quero dizer com isso que o Papa Francisco perdeu o carisma da infalibilidade. Se ele decidir emitir uma declaração ex cathedra, em união com os bispos do mundo, podemos estar certos de que ele estará cumprindo seu dever de transmitir o que o Senhor confiou a São Pedro: o depósito da fé. Mas este Papa escolheu não falar com autoridade, pelo contrário, recusou-se teimosamente a esclarecer o seu mais provocador documento de Magistério.)

Mas, se não podemos contar com direções claras de Roma, para onde poderemos nos dirigir? Primeiramente, os Católicos podem confiar no constante Magistério da Igreja, nas doutrinas que agora estão sendo questionadas. Se o Papa é confuso, o Catecismo da Igreja Católica não é. Em segundo lugar, podemos e devemos pedir aos nossos próprios bispos diocesanos para dar um passo à frente e assumir as suas próprias responsabilidades. Os bispos, esses também passaram anos transferindo o ônus das questões difíceis para Roma, e agora por necessidade, eles devem providenciar suas próprias afirmações claras e decisivas da doutrina Católica.

Talvez o Papa Francisco resolva provar que eu estou errado, e quem sabe ainda pode emergir daí um grande mestre Católico. Eu espero e rezo pra que assim seja. Talvez todo o meu argumento se prove equivocado. Eu já cometi erros antes, e sem dúvida, poderia estar errado novamente; mas uma minha visão equivocada não tem grandes conseqüências. Mas, se eu estiver certo, e a atual liderança do Papa se tornar um perigo para a fé, então outros católicos, e especialmente os ministros ordenados da Igreja, devem decidir como responder. E se eu estiver certo – como claramente estou – em relação ao fato de que a confusão sobre os ensinamentos fundamentais da Igreja se tornou generalizada, então os bispos, como primeiros mestres da fé, não podem negligenciar seu dever de intervir.

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8 março, 2017

Por que em 2017 vamos a Fátima.

Por Roberto de Mattei, “Il Tempo”, Roma, 7-3-2017 | Tradução: Hélio Dias Viana – FratresInUnum.com: Quem vai em peregrinação a Lourdes o faz para imergir-se na atmosfera sobrenatural de um lugar. A Gruta onde a Virgem Maria apareceu a Santa Bernadete em 1858 e as piscinas em cuja água milagrosa os doentes continuam a banhar-se são enclaves abençoados em uma sociedade dessacralizada. Pelo contrário, quem vai a Fátima o faz para obter refrigério espiritual não de um lugar, mas de uma Mensagem celeste: o chamado “segredo”, que Nossa Senhora confiou a três pastorinhos há cem anos, entre maio e outubro de 1917. Lourdes cura especialmente corpos, Fátima oferece orientação espiritual às almas desorientadas.

Em 13 de maio de 1917, na Cova de Iria – um lugar remoto, todo de pedra e oliveiras, perto da aldeia de Fátima, em Portugal  – a três crianças que estavam cuidando de suas ovelhas, Francisco e Jacinta Marto e a prima Lúcia dos Santos, apareceu, de acordo com as suas palavras, “uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, irradiando luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente”. Essa Senhora se revelou  a Mãe de Deus, encarregada de trazer uma mensagem aos homens, e disse aos três pastores que voltassem ali no dia 13 do mês seguinte, e assim por diante, até 13 de outubro. A última aparição terminou com um grandioso milagre atmosférico, denominado a “dança do sol”, visto  por dezenas de milhares de testemunhas, até mesmo a mais de 40 quilômetros de distância.

O segredo revelado por Nossa Senhora em Fátima é composto de três partes que formam um todo orgânico e coerente. A primeira é a visão aterradora do inferno, onde as almas dos pecadores caem; a este castigo opõe-se a misericórdia do Imaculado Coração de Maria, remédio supremo oferecido por Deus à humanidade para a salvação das almas.

A segunda parte se refere a uma alternativa histórica dramática: a paz, fruto da conversão do mundo e do cumprimento dos pedidos de Nossa Senhora, ou um terrível castigo que aguarda a humanidade se esta se obstinar na via do pecado. A Rússia seria o instrumento desse castigo.

A terceira parte, divulgada pela Santa Sé em junho de 2000, amplia a tragédia à vida da Igreja, oferecendo a visão de um Papa e de bispos, religiosos e leigos mortos a tiros pelos perseguidores. As discussões que se abriram nos últimos anos sobre esse “Terceiro Segredo” podem,  no entanto, ofuscar a força profética da parte central da Mensagem, resumida por duas frases decisivas: “A Rússia espalhará seus erros pelo mundo” e “Por fim, o meu Imaculado coração triunfará”.

Em 13 de julho de 1917, quando Nossa Senhora dirigiu às crianças de Fátima essas palavras, a minoria bolchevique não havia ainda tomado o poder na Rússia. Isso acontecerá alguns meses depois com a “Revolução de Outubro”, que marca o início da expansão mundial de uma filosofia política que visa minar os fundamentos da ordem natural e cristã. “Pela primeira vez na história – disse Pio XI na encíclica Divini Redemptoris de 19 de março 1937 – estamos assistindo a uma insurreição, cuidadosamente preparada e calculadamente dirigida contra ‘tudo o que se chama Deus’ (cfr. 2 Tess 1, 4)”. Não houve no século XX crime análogo ao do comunismo, por sua duração, pelos territórios que abraçou, pela veemência do ódio que foi capaz de insuflar. Após o colapso da União Soviética, esses erros como que se libertaram do invólucro que os continha, para se propagarem como miasmas ideológicos em todo o Ocidente, sob a forma de relativismo cultural e moral.

Os erros do comunismo parecem ter penetrado no interior da própria Igreja Católica. O Papa Bergoglio recebeu recentemente no Vaticano os representantes dos chamados “movimentos populares”, representantes da nova esquerda  ecolo-marxista e, desde o início de seu pontificado, expressou sua simpatia para com os regimes pró-comunistas dos irmãos Castro em Cuba, de Chávez e Maduro na Venezuela, de Morales na Bolívia, de Rafael Correa no Equador, de José Mujica no Uruguai, esquecendo as palavras de Pio XI que, na aludida encíclica Divini Redemptoris, definiu o socialocomunismo como “intrinsecamente perverso”.

A Mensagem de Fátima é um antídoto à penetração desses erros. Seis papas reconheceram e honraram as aparições da Cova da Iria. Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI visitaram o Santuário de Fátima,  enquanto João XXIII e João Paulo I lá estiveram quando ainda eram os cardeais Roncalli e Luciani. Pio XII enviou o seu delegado, o cardeal Aloisi Masella.

Quem nunca foi a Fátima, não perca a ocasião de ir, no centenário deste acontecimento. Quem já esteve uma ou mais vezes, faça como eu: retorne. Não vai encontrar, pelo menos até a Páscoa, uma grande massa de peregrinos. Ignore o novo santuário, cuja feiúra lembra aquele de São Pio de Pietrelcina em San Giovanni Rotondo, e restrinja sua visita à capela das aparições, ao antigo santuário, que abriga os restos mortais de Jacinta e Francisco, e à loca  do Cabeço, onde em 1916 o Anjo de Portugal antecipou as aparições aos três pastorinhos. Fátima revela a seus devotos a gravidade da tragédia do nosso tempo, mas também abre o coração para uma esperança invencível no futuro da Igreja e de toda a sociedade.