Archive for ‘Atualidades’

20 janeiro, 2020

Em queda livre.

Uma queda irreversível na popularidade de Bergoglio entre os católicos.

Por FratresInUnum.com, 20 de janeiro de 2020 – A polêmica do livro de Ratzinger-Sarah, com a consequente explosão de vendas, teve um episódio pouco comentado: a entrevista de Papa Francisco ao seu velho amigo, o ateu Scalfari, comentando o ocorrido. De passagem, vale observar como Francisco insiste em dar entrevistas ao infeliz editor do La Repubblica, mesmo este último já tendo colocado diversas heresias na boca do bispo de Roma, nunca rechaçadas por ele, para embaraço do jornalismo chapa-branca.

Sempre segundo Scalfari, Francisco teria dito que “em uma organização que abraça centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, sempre há alguém contra”, tirando importância da intervenção do Cardeal Sarah.

Ora, equivoca-se grandemente Francisco ao pensar que a resistência ao seu pontificado seja um fenômeno controlado, isolado. Muito pelo contrário, não se vê nenhum entusiasmo em lugar algum entre os católicos e os temas que ele suscita não despertam apelo nenhum ao coração dos fiéis.

Mas, alguns poderiam objetar: Francisco é aclamado! Perguntamos: por quem? Pela imprensa anti-católica, pelos hereges infiltrados e ocupantes dos cargos mais importantes, pelos que estão nas igrejas, mas que há muito perderam a Fé? Sim, concedemos.

Porém, entre os Católicos reais, o desprezo pelo que diz o Pontífice é patente e clamoroso.

O vídeo em que ele estapeia a mão de uma mulher causou um choque ainda maior do que aquele em que retira sua própria mão para que os fiéis não beijem. Mas não basta isso! Francisco escandaliza os fiéis pelo seu esquerdismo declarado, pelo seu ecologismo psicótico, pelo seu progressismo fanático, pela secura do seu caráter. Aquela abordagem populista que teria causado o que então se chamava “efeito Francisco” chegou ao ponto terminal de saturação e já não engana mais ninguém.

O fato de que Bergoglio rebaixe o protesto de Sarah a uma mera discordância pouco representativa só mostra o quanto ele mesmo está alienado da realidade. Já nos tempos dos Sínodos da Família foram reunidas quase um milhão de assinaturas pela chamada “Súplica filial” e, agora, com toda a fúria popular contra o Sínodo da Pachamama, aqueles Católicos que ainda dormiam no sono da inconsciência começam a ser despertados pelos fatos.

É muito difícil, praticamente impossível, reverter uma queda acentuada de popularidade entre os fiéis como esta que enfrenta Francisco.

Alguém pode objetar que, no caso da monarquia papal, isso não significa quase nada, pois os seus eleitores não são o povo e tampouco ele pode ser removido do trono. Contudo, mesmo o poder soberano que ele exerce não se pode destacar demais do corpo dos fiéis, sob pena de ele ficar isolado na completa irrelevância.

De certo modo, o ambiente já é esse. Os católicos sentem-se desconfortáveis com o seu pontificado e, por diversos motivos, embora lhe devotem alguma reverência devida ao seu cargo, já começam a se preocupar com a revolução que está em curso, vendo que a desordem anda longe demais.

Como a prioridade de Deus é a salvação das almas e a Providência divina dirige todas as coisas para esta finalidade, este pontificado decadente está sendo conduzido para um final pouco honroso. Só uma renúncia poderia salvar Francisco, pois isso conferiria certa legitimidade retroativa e até alguma vitimização e margem de manobra para ele. Rezemos para que aos poucos o teatro vá acabando, até que ninguém mais referende a “revolução da ternura” bergogliana.

14 janeiro, 2020

Sarah se pronuncia.

Comunicado do Cardeal Robert Sarah publicado há pouco em seu Twitter. Abaixo, tradução de FratresInUnum.com:

No último dia 5 de setembro, após uma visita ao mosteiro Mater Ecclesiae, onde vive Bento XVI, escrevi ao Papa emérito para lhe pedir se possível que escrevesse um texto sobre o sacerdócio católico, com uma atenção particular a respeito do celibato. Expliquei-lhe que eu mesmo havia começado uma reflexão, em oração. E adicionei: “Imagino que o senhor pensaria que as suas reflexões poderiam não ser oportunas por conta das polêmicas que elas provocariam, talvez nos jornais, mas estou convencido que toda a Igreja tem necessidade deste dom, que poderia ser publicado no Natal ou no início do ano de 2020”

Em 20 de setembro, o Papa emérito me agradeceu, ao me escrever que ele também, por sua vez, antes mesmos de ter recebido a minha carta, havia começado a escrever um texto a este respeito, mas que suas forças não lhe permitiriam mais redigir um texto teológico. Não obstante, minha carta o encorajava a retomar esse longo trabalho. Ele acrescentou que transmitiria o texto a mim assim que a tradução em língua italiana estivesse pronta.

Em 12 de outubro, durante o sínodo dos bispos sobre a Amazônia, o Papa emérito me enviou sob confidencialidade um longo texto, fruto de seu trabalho meses. Ao constatar a amplitude deste escrito, tanto sobre o conteúdo quanto à forma, eu imediatamente considerei que ele não seria de se propor a um jornal ou a uma revista, tanto por seu volume como por sua qualidade. Então, imediatamente propus ao Papa emérito a publicação de um livro que seria um imenso bem para a Igreja, integrando o seu próprio texto e o meu. APós diversos intercâmbios em vista da elaboração do livro, eu, finalmente, enviei, em 19 de novembro, um manuscrito completo ao Papa emérito contendo, como havíamos decidido em comum acordo, a capa, uma introdução e uma conclusão comuns, o texto de Bento XVI e o meu próprio texto. Em 25 de novembro, o Papa emérito exprimiu sua grande satisfação a respeito dos textos redigidos em comum e adicionou isto: “De minha parte, estou de acordo de que o texto seja publicado na forma que o senhor previu”.

Em 3 de dezembro, dirigi-me ao Mosteiro Mater Ecclesiae para agradecer mais uma vez o Papa emérito de me conceder tão grande confiança. Eu lhe expliquei que nosso livro seria impresso durante as férias de Natal, que seria lançado na quarta-feira, 15 de janeiro, e que, consequentemente, eu viria lhe trazer a obra no início de janeiro, após retornar de uma viagem ao meu país natal.

A polêmica que visa há várias horas me manchar, ao insinuar que Bento XVI não fora informado da publicação do livro “Do mais profundo de nossos corações”, é profundamente abjeta. Eu perdoo sinceramente a todos que me caluniam ou que querem me opor ao Papa Francisco. Minha ligação com Bento XVI permanece intacta e minha obediência filial ao Papa Francisco absoluta.

Comunicado Sarah

14 janeiro, 2020

Esmagado pela pressão da Misericórdia.

FratresInUnum.com, 14 de janeiro de 2020 – Depois de comprovar, por documentos, a co-autoria de Bento XVI do novo livro sobre o celibato sacerdotal, o Cardeal Robert Sarah foi misericordiosamente movido a retirar o nome de Ratzinger da publicação.

Ele tweetou há cerca de 30 minutos: “Considerando as polêmicas que provocaram o aparecimento da obra “Do mais profundo de nossos corações”, decidiu-se que o autor do livro será para as próximas publicações: Card. Sarah, com a contribuição de Bento XVI. No entanto, o texto completo permanece absolutamente sem mudanças. + RS“.

13 janeiro, 2020

Bento XVI defende que celibato dos padres na Igreja Católica tem um “grande significado”.

Por Expresso – Papa emérito Bento XVI defende o celibato dos padres na Igreja Católica num livro que é publicado esta semana e que foi antecipado em parte pelo jornal francês “Le Figaro”. O seu sucessor, o Papa Francisco, está a considerar um pedido para que homens casados possam ser ordenados padres na Amazónia.

No livro, assinado em coautoria com o cardeal Robert Sarah, Bento XVI escreve que não poderia permanecer calado sobre o assunto, sublinhando que o celibato tem um “grande significado” porque permite aos padres concentrarem-se nos seus deveres.

Com 92 anos, o Papa emérito defende que “não parece possível concretizar ambas as vocações [o sacerdócio e o matrimónio] simultaneamente”.

“É urgente e necessário que todos – bispos, padres e leigos – parem de se deixar intimidar pelos apelos mal direcionados, pelas produções teatrais, pelas mentiras diabólicas e pelos erros da moda que tentam derrubar o celibato sacerdotal”, escreveu.

BENTO XVI NÃO TEM ANDADO “ESCONDIDO DO MUNDO”

Em 2013, Bento XVI tornou-se o primeiro pontífice a renunciar em quase seis séculos, invocando problemas de saúde.

Na altura, prometeu ficar “escondido do mundo” mas, desde então, tem manifestado as suas posições em artigos, livros e entrevistas, advogando uma abordagem diferente da do Papa Francisco, visto como mais progressista.

Bento XVI ainda vive dentro dos muros do Vaticano num antigo mosteiro.

O Vaticano ainda não se pronunciou sobre o livro.

BISPOS PEDIRAM A ORDENAÇÃO DE HOMENS CASADOS

Em outubro do ano passado, bispos católicos, reunidos no Sínodo da Amazónia, pediram a ordenação de homens casados como sacerdotes, uma solução apresentada para enfrentar a escassez de clérigos naquela região. Trata-se de uma proposta histórica que pode pôr fim a séculos de tradição católica romana.

A maioria dos 180 bispos de nove países da Amazónia pediu também ao Vaticano para reabrir um debate sobre a ordenação de mulheres como diáconos, sustentando que “é urgente que a Igreja promova e confira na Amazónia ministérios para homens e mulheres de maneira equitativa”, de acordo com o documento final.

A Igreja Católica, que abarca quase duas dezenas de diferentes ritos, já permite sacerdotes casados nas igrejas de rito oriental e em casos em que os sacerdotes anglicanos previamente casados se convertem à Igreja. No entanto, se o Papa Francisco aceitar a proposta deste sínodo, será o início de uma nova era para a Igreja Católica de rito latino após mais de um milénio.

Alguns porta-vozes mais conservadores e tradicionalistas da Igreja têm advertido que qualquer abertura papal a sacerdotes casados ou mulheres diáconos conduzirá a Igreja à ruína, acusando os organizadores do sínodo e o próprio Papa de heresia por considerarem a flexibilidade no celibato sacerdotal obrigatório.

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7 janeiro, 2020

Sim, o hábito faz o monge, mostra pequisa.

Matéria de 2012, enviada por um leitor, mas que mantém sua atualidade.

Extra – RIO – O antigo ditado que nos orienta sobre não julgar as pessoas pela aparência acaba de ser contrariado por um estudo americano, pelo menos no que diz repeito às roupas. Cientistas descobriram que a forma como interpretamos o valor simbólico da vestimenta pode afetar nossos processos cognitivos. E o estudo, realizado por pesquisadores da Northwestern University, em Illinois, mostra que não basta olhar uma peça para que esta influência ocorra, é preciso vesti-la.

Os pesquisadores, liderados por Adam Galinsky, realizaram três experiências usando jalecos brancos idênticos de médicos e pintores. Em todos os casos, as pessoas que vestiram as peças que seriam dos profissionais de saúde — a quem costuma ser atribuído um comportamento cuidadoso, rigoroso e atento — apresentaram melhores resultados em testes de atenção e percepção visual de erros. Houve quem apenas olhasse a roupa, mas quem a vestiu se saiu melhor.

A descoberta, que foi relatada em reportagem do jornal “New York Times”, é significativa para uma área de estudos em crescimento, chamada de cognição incorporada.

— Pensamos não apenas com nossos cérebros, mas com nossos corpos, e nossos processos de pensamento estão baseados em experiências físicas que provocam conceitos associados abstratos. Agora, parece que estas experiências incluem as roupas que vestimos — explicou Galinsky ao NYT. — A experiência de lavar as mãos, por exemplo, está associada à pureza moral e a julgamento éticos.

Para os cientistas, um dos pontos mais interessante do estudo é a possibilidade de compreender se o significado da roupa que vestimos afeta nossos processos psicológicos: ele altera a forma como nos aproximamos e interagimos com o mundo? Na opinião do psicólogo e autor do livro “Homens invisíveis” (Editora Globo), Fernando Braga da Costa, a resposta é sim:

— Tudo o que é intelectual é guiado também pelo nosso equilíbrio emocional. Além disso, o que controla nossas vias neurológicas está relacionado com nossas emoções, cuja construção passa pelos relacionamentos e a concepção de valores sociais.

Os pesquisadores americanos agora querem entender o que acontece quando alguém veste uma batina de padre ou um uniforme de policial todos os dias, por exemplo. A ideia é desvendar se os indivíduos se acostumam e as alterações cognitivas não ocorrem, fazendo os efeitos desaparecerem. Para isso, no entanto, mais estudos ainda serão conduzidos.

2 janeiro, 2020

Retrospectiva 2019 – Nº 8: Encaminhado pedido para que Senado Federal exija explicações do Vaticano sobre proposta de Martín Von Hildebrand.

Prosseguimos com nossa retrospectiva com os posts mais lidos de 2019. A seguir, matéria de 07 de agosto de 2019:

Caberá a D. Cláudio Hummes e a D. Marcelo Sánchez Sorondo dar explicações ao povo brasileiro sobre até que ponto o Vaticano está ou não comprometido em apoiar o projeto de Martín von Hildebrand.

Por Hermes Rodrigues Nery, 7 de agosto de 2019

Em 17 de setembro de 2017, Helena Calle publicou uma reportagem no El Espectador com a foto do globalista Martín von Hildebrand (fundador da OnG Gaia Amazonas e membro da Gaia Foudation, com sede no Reino Unido) apresentando o seu projeto de integração do oceano Atlântico, da Amazônia e dos Andes, o chamado “Corredor Triplo A” ou “Caminho da Anaconda”, ao chanceler da Pontifícia Academia de Ciências, o argentino D. Marcelo Sánchez Sorondo.

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2 janeiro, 2020

Dois Papas: a ira de Bergoglio contra a mansidão de Ratzinger.

De onde vem a raiva de Francisco?

Por FratresInUnum.com, 2 de janeiro de 2020 – Agressão física. Este é o ponto ao qual chegamos! Já não bastasse a agressão moral aos fiéis católicos, o Papa Francisco parte para a pública agressão física.

Aconteceu na terça-feira, após a recitação do Te Deum na basílica Vaticana. Francisco quis visitar o presépio da Praça de São Pedro e, no trajeto, enquanto ele se aproximava saudando os fiéis, uma senhora asiática fez o sinal da cruz, agarrou-lhe bruscamente a mão e tentou dizer-lhe algumas palavras em seu desespero.

Do que pôde se escutar, segundo Miguel Aguilera Neira, que traduziu as palavras da senhora, ela teria dito ao papa: “Espere! Espere! Cuide do povo chinês, eles estão perdendo a fé”.

Francisco ficou completamente furioso, como demonstra bem o seu rosto, e estapeou a mão da pobre mulher, que ficou visivelmente terrificada, em estado de choque. Ela esperava encontrar aquele que Santa Catarina de Sena chamava de “o doce Cristo na terra”, e encontrou a ira de um homem violento e furioso, uma agressão indigna daquele que leva a batina branca como sinal da pureza da fé e da paz.

Porém, esta cena não é um fato isolado. Meses atrás, em Loreto, os fiéis vinham cumprimentar e beijar as mãos de Francisco, enquanto ele violentamente as retirava. O escândalo dos católicos pelo mundo não foi suficiente para causar algum constrangimento no papa argentino.

Francisco também já tinha perdido a compostura gritando com fiéis no México, enquanto alguns puxaram-lhe a mão. “Não sejam egoístas”, gritou, com a cara de raiva.

Na Missa do dia seguinte, dia 1º, Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, Francisco afirmou sem hesitações que “as mulheres são fontes de vida; e, no entanto, são continuamente ofendidas, espancadas, violentadas, induzidas a prostituir-se e a suprimir a vida que trazem no seio. Toda a violência infligida à mulher é profanação de Deus, nascido de uma mulher” (Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus (1º de janeiro de 2020). Em seguida, porém, na oração de Angelus, disse que “o amor nos faz pacientes. Tantas vezes perdemos a paciência; também eu, e peço desculpa pelo mau exemplo de ontem” e completa o redator do texto publicado pelo Vaticano: “provavelmente ele se refere à reação para com uma pessoa que, na Praça, o tinha puxado” (Angelus, 1° gennaio 2020, Solennità di Maria SS.ma Madre di Dio).

Embora a mídia tenha antipatizado a figura do papa Bento XVI junto aos fiéis, é inegável a diferença entre a sua mansidão e a sua humildade com a arrogância autoritária e furiosa de Francisco. Ratzinger, sim, além de ser inteligente e refinado, era um homem doce e respeitador, incapaz de agredir qualquer pessoa, mesmo quando violentamente agredido, como ocorreu em 2009.

Aos poucos, a máscara vai caindo, e os fiéis começam a perceber a verdadeira face daquele que Henry Sire muito bem definiu como “o Papa ditador”, aquele que agride uma mulher e, no dia seguinte, faz uma sermão contra a agressão de mulheres, dizendo que isto é uma profanação a Deus. Ele se coloca acima da lei e, portanto, há muito pouco a se fazer em relação a ele.

Obviamente, os cleaners, mal começada a divulgação do fato, já se dão ao trabalho de criar a narrativa que inverte a posição entre agressor e vítima: a culpa é da mulher, que puxou o papa ancião bruscamente; ele é humano, assustou-se, sentiu dor, quase caiu. Enfim, os mesmos argumentos que todo canalha utiliza para justificar a violência e a covardia, imputando à vítima a culpa pela ação.

As palavras da mulher deixam muito claro o fato de que a violência de Bergoglio pode não estar relacionada somente ao gesto físico que ela realizou, mas também ao conteúdo das suas palavras: ficou ele irado quando ela falou sobre a defesa dos chineses que estão perdendo a fé? O Cardeal Zen tem acusado formalmente a política Vaticana de cumplicidade com a ditadura comunista na China como uma traição à Igreja perseguida, aos milhares de mártires e confessores da fé que não cederam à cumplicidade da seita chamada “Igreja Patriótica”.

Na verdade, Jorge Mario Bergoglio está profundamente irritado com os fiéis católicos que não estão nem um pouco entusiasmados com o seu pontificado. Para além da corte de bajuladores de que ele se cercou, não existe apoio. Ele está com raiva porque está perdendo! A cada dia fica mais clara a sua verdadeira posição. Não é mais possível disfarçar.

Um dos nossos erros pode ser subestimar fatos como esse. Contudo, assim como o final da Idade Média começou com um tapa — o atentado de Anagni, o final deste pontificado pode começar pelo tapa de Francisco nas mãos daquela mulher asiática. Ele não estapeou apenas as mãos dela. Naquele gesto, ele estapeou a devoção — exasperada pela dificuldade de ser católico hoje, que seja! — dos católicos pelo papado e mostrou que não está à altura dessa sublime posição.

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28 dezembro, 2019

Retrospectiva 2019: Nº 10 – O erro fatal de Francisco, o Papa que foi longe demais.

Nos próximos dias, publicaremos os dez posts de 2019 mais lidos durante o ano. 

O erro fatal de Francisco, o Papa que foi longe demais.

Por FratresInUnum.com, 24 de junho de 2019 — Foi por causa de um avanço imprudente que se deu a derrota do exército de Napoleão Bonaparte, em Waterloo, em 1815. Um dos maiores gênios da arte da guerra foi vencido por causa de um aparente progresso.

Nestes dias, o Papa Francisco deu um passo importantíssimo para a sua tentativa de reformar (ou deformar) a Igreja Católica. Como noticiamos, a Secretaria Geral do Sínodo dos bispos publicou o Instrumentum laboris, o texto fundamental de trabalho, construído mediante consultas cuidadosamente pilotadas pelo cardeal brasileiro Claudio Hummes.

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23 dezembro, 2019

Receba o troco. Com juros e correção monetária.

Por FratresInUnum.com, 23 de dezembro de 2019: No último sábado, o papa Francisco fez o seu tradicional discurso de “Feliz Natal” para a Cúria Romana, com aqueles mesmos recados provocativos com que ele habitualmente brinda os seus colaboradores. Mas, desta vez, houve algo mais sério.

Com informações de Sandro Magister, sabemos que o Cardeal Angelo Sodano, até o último sábado decano do colégio cardinalício, quis ter para com o papa argentino um sinal de afeto e consideração: propôs-lhe celebrar uma missa em companhia dos cardeais residentes em Roma para comemorar o seu jubileu de ouro sacerdotal. Francisco não quis. Sodano insistiu. Resultado: houve a concelebração, mas o papa recusou-se fazer homilia e também não permitiu que fotografassem o momento. Agora, veio o troco: Francisco “aceitou” a renúncia “voluntariamente feita” por Sodano como decano do Colégio cardinalício. E mais: também modificou a lei eclesiástica com um “Motu proprio”, estabelecendo que a função de decano, até hoje vitalícia, é de duração quinquenal, renovável ou não.

Bem feito para Sodano, que sempre seguiu a linha isentista durante os últimos pontificados, deixando Bento XVI na mão, e que pensou poder comprar a simpatia de Bergoglio mediante a adulação. A sua diplomacia não lhe serviu de nada e, aos 92 anos de idade, tomou um belo chute, sem ter mais o tempo de poder recuperar a sua força. Mas os trocos não param por aí.

Na última sexta-feira, a Netflix lançou o filme “Os dois papas”, que apresenta Bento XVI como um autoritário intelectualista e incapaz, arrogante e pretensioso, apaixonado pelo fausto e dono de uma ambição desmedida. O antagonista seria o seu amigo e conselheiro (só este dado faz com que o filme não seja sequer uma obra de ficção: é uma falsificação completa da realidade) Jorge Mario Bergoglio, um homem humilde e de visão aberta, protetor de mendigos e adepto da pedagogia do oprimido, o sucessor ideal para o qual o fracassado papa teria voluntariamente “passado o bastão”. A série termina com a conversão completa de Ratzinger ao bergoglianismo e com os dois pontífices amigos assistindo a Dilma Rousseff entregando a taça da copa do mundo para a seleção alemã!

Eis o troco bergogliano a Bento XVI, que passará para a história como um incompetente acadêmico excêntrico, apaixonado por livros e indiferente às pessoas. E com direito a poster do filme em um prédio do próprio Vaticano! Pois, quem mandou ele fazer a linha “esposa de César”, sempre calado, complacente, colaborativo, dócil, ao invés de se unir aos católicos na resistência à destruição voluntária da Igreja promovida por seu sucessor? Ratzinger pensava que o seu inimigo se compareceria diante de sua passividade… Não se compadeceu! E tem mais troco ainda!

Em seu mencionado discurso, Francisco citou a sua iminente reforma da Cúria Romana, dizendo que a situação do mundo mudou, que a evangelização agora não está reservada apenas ao oriente e que a Igreja já está atrasada 200 anos, citando textualmente o seu mentor “intelectual”, o diabólico jesuíta Cardeal Martini.

Passando por alto o fato de que ele mesmo, Francisco, está mentalmente estacionado na década de 80 e que todas as múmias que lhe estão associadas são decrépitos zumbis gestados nas revoltas eclesiásticas de então, ele se apresenta como baluarte do arrojamento, enquanto não percebe que o seu magistério já não significa mais nada para praticamente ninguém. Parece que a Pachamama engoliu o seu pontificado! Entretanto, com um só golpe, ele chuta toda a Cúria Romana, reduzindo-a a um grupelho de secretários cuja importância real está abaixo de zero.

Bem feito para a Cúria Romana, que sempre fez a defesa incondicional de Francisco como se ele fosse uma instituição e não um radical que está apenas a serviço de sua própria ideologia e que demole o papado e todos os organismos que o articulam com a delicadeza de um javali furioso. Vão todos ficar exatamente como estão os católicos do mundo inteiro, à deriva, dando, no máximo, um adeus para o trem que segue a viagem.

Os bispos já tinham recebido o seu presente de Natal nos dias anteriores: uma mudança da lei eclesiástica que os torna inteiramente culpados diante da justiça civil. Bem feito para eles também!

Pois é, parece que o pontificado de Francisco avança rumo à total destruição com uma velocidade cada dia mais crescente. Não é de hoje que nós alertamos, mas sempre há os otimistas, os cleaners, os histéricos devotos, que defendem Francisco às custas da fé e até da razão. E ele nem se importa com eles. Este papa avança como um trem, é totalmente imparável, obstinado. Os cardeais demoraram muito para reagir. Agora, é tarde demais: ninguém ficará ileso. Os conservadores bom-mocistas não escaparão, ninguém escapará!

A consolação é que temos Nosso Senhor a nosso lado.

E, desde Santa Marta, um belo sorriso e um Feliz Natal a todos.

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19 dezembro, 2019

Vaticano abre as portas para Fundação Rockefeller.

Por Hermes Rodrigues Nery

Depois de abrir as portas para vários agentes e organismos globalistas, especialmente a ONU, a Pontifícia Academia das Ciências (PAC) acolheu oficialmente pela primeira vez na história do Vaticano a Fundação Rockefeller, em uma parceria para um evento ocorrido entre 11 e 12 de novembro de 2019, nas dependências da PAC, para tratar do tema “Perda de Alimentos e Redução de Resíduos”.

Roy Steiner 3

Roy Steiner vice-presidente sênior da Food Initiative da Fundação Rockefeller e diretor de desenvolvimento internacional da Fundação Bill & Melinda Gates, durante palestra feito na Pontifícia Academia das Ciências.

O representante da Fundação Rockefeller, Roy Steiner fez uso da palavra na 18ª sessão. Roy Steiner é vice-presidente sênior da Food Initiative da Fundação Rockefeller, comprometido em viabilizar a chamada “revolução verde” sustentável na África. Steiner também ocupou por quase uma década posições-chaves na Fundação Bill & Melinda Gates.

Faz parte da segunda “revolução verde”, a expansão das culturas geneticamente modificadas (GM), que Bill Gates vem há anos investindo, como também o Banco de Sementes construído no Polo Ártico (o Svalbard Global Seed Vault), que a Fundação Gates ajudou a financiar, em parceria com o governo norueguês e outros. “As culturas GM serão uma parte ‘essencial ‘ do aumento da produção na África, diz Calestous Juma, professor de Desenvolvimento Internacional da Universidade de Harvard e diretor do Projeto Inovação Agrícola na África, financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates. ‘A médio e longo prazo, a engenharia genética se tornará inevitável’, diz ele”.

O tema de debate na Pontifícia Academia das Ciências “perda de alimentos e redução de resíduos” mais uma vez funciona como eufemismo, ou embalagem bonita, para ocultar ações para um projeto de poder global. Sabemos também que a filantropia destas grandes fundações (exigência legal para isenção de impostos) foi responsável, em muitos casos, para liquidar pequenos e médios produtores rurais.

O neomalthusianismo e o alarmismo do ambientalismo global justificam as ações da Fundação Gates e da Fundação Rockefeller, para o projeto de poder global, mutação cultural e reengenharia social que vem trabalhando há décadas. O controle da produção e distribuição de alimentos (com a justificativa de combater a pobreza e a fome no mundo) é parte também da conhecida estratégia de tais fundações, por um maior e efetivo controle populacional. Controle este – como sabemos – que inclui o aborto como meio. Por isso, o estranhamento e a perplexidade dos católicos, com a presença de Roy Steiner palestrando na Pontifícia Academia das Ciências. O Chanceler da referida Academia, Marcelo Sánchez Sorondo parece mesmo não se importar em escancarar as portas do Vaticano para os inimigos da Igreja, nem temer pelas conseqüências do “pacto faustiano” feito com aqueles que há muito tempo planejam e executam sombrias perspectivas para a humanidade, engendrando uma cultura global transhumana. Para quem conhece o histórico destas fundações, fica chocado como o Vaticano simplesmente parece ter capitulado, no atual pontificado, àquelas forças que até pouco tempo a Igreja Católica foi um dos maiores obstáculos, em que estas forças não conseguiam transpor. Mas agora, os tempos mudaram: Jeffrey Sachs, Ban Ki-moon, Paul Ehrlich, Roy Steiner e tantos outros transitam alegremente pelos corredores do Vaticano, trabalhando intensamente para acelerar a agenda 2030, que, em muitos aspectos, prepara um admirável mundo novo anticristão e desumano. Cardeais recebem com tapete vermelho esses senhores endinheirados, encantados com os elogios que eles fazem da Laudato Si. Endinheirados estes que não tem compromisso nenhum com a fé católica, pelo contrário, agem para corroê-la por dentro da instituição, em que os cardeais deveriam ser os primeiros guardiães da sã doutrina. Mas o que interessa aos endinheirados das fundações internacionais, é debilitar a fé católica, favorecendo uma agenda de controle mundial, com um novo paradigma ético e cultural, de relativismo moral, para fazer expandir o projeto de um paraíso artificial feito de frankensteins vegetais e humanos.

Hermes Rodrigues Nery é Coordenador do Movimento Legislação e Vida. Email: prof.hermesnery@gmail.com