Archive for ‘Atualidades’

12 dezembro, 2018

Rezemos por Campinas.

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10 dezembro, 2018

O Papa não compreende a China.

O cardeal Joseph Zen, antigo titular da Sé de Hong Kong, profundo conhecedor das dificuldades de Igreja na China, escreveu com exclusividade ao famoso jornal The New York Times a respeito do recente acordo firmado entre o Vaticano e o Governo Chinês.  Reproduzimos a seguir a tradução na íntegra feita pelo Salve Maria.

Por Cardeal Joseph Zen-Kiun, The New York Times, 24 de outubro de 2018 | Tradução: Instituto Semper Idem – No mês passado o Vaticano anunciou ter chegado a um acordo provisório com o governo chinês a respeito da nomeação de bispos católicos.

O combativo Cardeal Zen.

O combativo Cardeal Zen.

Apoiadores do acordo dizem que ele finalmente traz união depois de longa divisão – entre a Igreja clandestina fiel ao Papa e a igreja oficial aprovada pelas autoridades chinesas – e que com isso, o governo chinês reconheceu pela primeira vez a autoridade do Papa. Na verdade, o acordo é um grande passo em direção à aniquilação da verdadeira Igreja na China.

Eu conheço a Igreja na China, eu conheço os comunistas e eu conheço a Santa Sé. Sou chinês de Xangai. Vivi muitos anos na China Continental e muitos anos em Hong Kong. Ensinei em seminários pela China – em Xangai, Xian, Pequim, Wuhan, Shenyang – entre 1989 e 1996.

O Papa Francisco, um argentino, não parece entender os comunistas. Ele é muito pastoral e vem da América do Sul, onde historicamente os governos militares e os ricos juntos oprimiram a população mais pobre. E quem aí viria para defender os pobres? Os comunistas. Talvez até alguns jesuítas, e o governo consideraria esses jesuítas como comunistas.

Francisco pode ter uma verdadeira simpatia pelos comunistas porque, para ele, os comunistas são os perseguidos. Ele não os conhece como os perseguidores nos quais se tornam, uma vez que estão no poder, como os comunistas na China.

A Santa Sé e Pequim romperam relações na década de 1950. Católicos e pessoas de outras crenças foram presos e enviados para campos de trabalho forçado. Eu voltei para a China em 1974, durante a Revolução Cultural; a situação era terrível além da imaginação. Uma nação inteira sob escravidão. Nós nos esquecemos muito facilmente destas coisas. Nós também nos esquecemos que nunca é possível ter um acordo verdadeiramente bom com um regime autoritário.

A China se abriu, sim, desde a década de 1980, mas mesmo hoje tudo ainda está sob controle do Partido Comunista Chinês. A igreja oficial na China é controlada pela, assim chamada, associação patriótica e pela conferência episcopal, ambos sob jugo do partido.

De 1985 a 2002 o Cardeal Jozef Tomko foi o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, que inspeciona o trabalho missionário da Igreja. Ele era eslovaco, alguém que entendia o comunismo, e era sensato.

A posição do Cardeal Tomko era de que a Igreja clandestina era a única Igreja fiel na China e que a igreja oficial era ilegítima. Mas ele também entendia que havia muitas pessoas boas na igreja oficial. Como o bispo de Xian, que por algum tempo foi o vice-presidente da conferência episcopal. Ou como o bispo de Xangai, Jin Luxian, um jesuíta e linguista brilhante, que foi preso na década de 1950.

Naquela época a Santa Sé tinha uma política cautelosa que foi generosamente implementada. Era passível de um compromisso razoável, mas tinha um ponto principal.

As coisas mudaram em 2002, quando o Cardeal Tomko chegou à idade de se aposentar. Um jovem italiano sem qualquer experiência no exterior o substituiu e começou a legitimar os bispos oficiais chineses de forma muito rápida e facilmente, criando a impressão de que agora o Vaticano iria automaticamente assegurar as escolhas de Pequim.

As esperanças retornaram quando Joseph Ratzinger, um alemão que viveu sob o nazismo e o comunismo, se tornou o Papa Bento XVI. Ele trouxe o Cardeal Ivan Dias, um indiano que viveu certo tempo no oeste da África e na Coréia do Sul, para a direção da congregação para a evangelização e isto internacionalizou o Vaticano. Foi criada uma comissão especial para a Igreja na China. Eu fui nomeado para esta comissão.

Infelizmente, o Cardeal Dias acreditava na Ostpolitik e nos ensinamentos de um secretário de estado da década de 1980 que havia sido um defensor da détente para com os governos controlados pelos soviéticos. E ele aplicou esta política para com a China.

Quando Bento XVI dirigiu sua famosa carta para a Igreja da China em 2007, pedindo pela reconciliação entre os católicos chineses, uma coisa incrível aconteceu. A tradução chinesa foi lançada com erros, incluindo um tão importante que não poderia ter sido deliberado. Em uma passagem delicada sobre como os padres clandestinos deveriam aceitar o reconhecimento das autoridades chinesas sem necessariamente trair a fé, uma ressalva crítica foi deixada de fora sobre como “quase sempre”, entretanto, as autoridades chinesas impuseram exigências “contrárias aos ditames” da consciência dos católicos.

Alguns de nós levantaram a questão e o texto foi eventualmente corrigido no site do Vaticano. Mas até então o erro original já circulava amplamente pela China e alguns bispos, então, compreenderam a carta do Papa como um encorajamento para se unirem à igreja sancionada pelo estado.

Hoje nós temos o Papa Francisco. Naturalmente otimista a respeito do comunismo, ele está sendo encorajado a ser otimista em relação aos comunistas na China por cínicos ao seu redor que conhecem melhor a situação.

A comissão para a Igreja na China não mais convém, mesmo ainda que ela nunca tenha sido dissolvida. Aqueles de nós que vieram da periferia, das linhas de frente, estão sendo marginalizados.

Eu estava entre aqueles que aplaudiram a decisão do Papa Francisco de apontar Pietro Parolin como secretário de estado em 2013. Mas hoje eu penso que o Cardeal Parolin se importa menos com a Igreja do que com o sucesso diplomático. Seu objetivo final é a restauração das relações formais entre Pequim e o Vaticano.

Francisco deseja ir à China – todos os Papas desejaram ir até a China, a começar por João Paulo II. Mas o que a visita de Francisco a Cuba em 2015 trouxe à Igreja? Ao povo cubano? Praticamente nada. Ele converteu os irmãos Castro?

Os fiéis na China estão sofrendo e estão agora entrando em crescente pressão. Mais cedo neste ano o governo endureceu as regulamentações sobre a prática da religião. Os padres clandestinos na China Continental me dizem que estão desencorajando os paroquianos a irem às Missas para que não sejam presos.

Francisco mesmo disse que ainda que o recente acordo – cujos termos não foram divulgados – preveja um “diálogo sobre eventuais candidatos”, é o Papa quem “aponta” os bispos. Mas qual o bem em se ter a última palavra enquanto a China terá todas as palavras antes disso? Na teoria, o Papa poderia vetar a nomeação de qualquer bispo que possa parecer indigno. Mas quantas vezes ele poderá fazer isso realmente?

Pouco depois de o acordo ter sido anunciado, dois bispos chineses da igreja oficial foram enviados à Cidade do Vaticano para o sínodo, uma reunião regular de bispos de todo o mundo. Quem os escolheu? Ambos os homens são conhecidos por serem próximos do governo chinês. Como tenho dito, sua presença no sínodo foi uma ofensa aos bons bispos da China.

Sua presença também levanta a dolorosa questão de se o Vaticano irá agora regularizar os sete bispos oficiais que permanecem ilegítimos. O Papa já levantou sua excomunhão, pavimentando o caminho para que dioceses sejam formalmente garantidas a eles.

A igreja oficial tem cerca de 70 bispos; a Igreja clandestina tem apenas cerca de 30. As autoridades chinesas dizem: vocês reconhecem os nossos 7 e nós iremos reconhecer os seus 30. Isto parece uma boa troca. Mas será se os 30 bispos serão autorizados a atuar como bispos clandestinos? Certamente não.

Eles serão obrigados a ingressar na assim chamada conferência episcopal. Eles serão forçados a se juntar aos outros nessa gaiola e se tornarão uma minoria entre eles. O acordo do Vaticano, em nome da unificação da Igreja na China, significa a aniquilação da verdadeira Igreja na China.

Se eu fosse um cartunista, desenharia o Santo Padre de joelhos oferecendo as chaves do Reino dos Céus ao presidente Xi Jinping e dizendo “Por favor, reconheça-me como Papa”.

E ainda, aos padres e bispos da Igreja clandestina, eu posso apenas dizer isto: Por favor, não iniciem uma revolução. Eles tomam as suas igrejas? Você não podem mais exercer suas funções? Vão para casa e rezem com a sua família. Preparem o solo. Esperem por tempos melhores. Retornem às catacumbas. O comunismo não é eterno.

7 dezembro, 2018

Obras Católicas – nova campanha de digitalização.

Nossos amigos do site Obras Católicas informam:

Lançamos a nova campanha de digitalização onde vamos digitalizar todos os 60 cadernos da Coleção Vozes em Defesa da Fé, uma iniciativa feita pelo Frei Boaventura Kloppenburg que visava combater o indiferentismo e sincretismo religioso.

obrascatolicas

Quem quiser colaborar poderá ver os planos de recompensa que oferecemos nesse link: http://obrascatolicas.com/site/index.php/produto/campanha-de-digitalizacao-2018/

4 dezembro, 2018

Francisco homofóbico?

Por FratresInUnum.com, 4 de dezembro de 2018 – Não parece estranho que, de repente, o Papa Francisco dispare contra os padres e seminaristas gays? A declaração foi feita no livro entrevista que o pontífice concedeu ao padre espanhol Fernando Prado, “O poder da vocação”, em que aborda os desafios de ser padre e religioso nos dias atuais.

Quinta-feira Santa de 2015: Papa Francisco lava pés de transexual.

Segundo Francisco, homens com tendências homossexuais não deveriam ser admitidos ao sacerdócio e os padres que praticam a homossexualidade deveriam abandonar o sacerdócio e a vida consagrada, pois não há espaço para a homossexualidade na vida de sacerdotes e religiosos.

A afirmação é a mais enfática do papa argentino a respeito e não deixa de causar impressão, sobretudo diante do respaldo que ele mesmo dá a clérigos que defendem abertamente a homossexualidade, como o jesuíta Padre Martin, que, apesar de inúmeros protestos e pedidos de cancelamento por parte de Católicos, fez uma conferência a respeito no Encontro Mundial das Famílias na Irlanda, ou o Mons. Vicenzo Paglia, presidente da Pontifícia Academia para a Vida, que encomendou para a sua catedral blasfemos afrescos homoeróticos, nos quais ele mesmo aparece representando.

Quando perguntado sobre o escandaloso caso de homossexualidade de Mons. Ricca, Francisco não hesitou em dar aquela famosa e chocante resposta: “Se uma pessoa é gay e procura o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para a julgar?”. Não é estranha essa mudança repentina?

Não, não é estranha. E isso nós explicamos num editorial publicado há algumas semanas: “A dialética de Francisco”.

Em plena crise americana, Francisco aproveita a onde de protestos contra o clero homossexual para emplacar a onda de ataque ao celibato sacerdotal e favorecer o lobby pela ordenação dos homens casados, enquanto alivia a onda de críticas contra ele. Notem que, ontem mesmo, a presidência da CNBB esteve em reunião privada com Bergoglio, tendo como um dos temas de pauta o Sínodo da Amazônia, em que querem implantar a ordenação dos viri probati.

Seu stop a homossexuais no clero é tão verídico quanto são suas declarações de que o problema da crise de abusos sexuais é culpa do clericalismo, enquanto bons católicos apontam, justamente, a disseminação do homossexualismo como causa principal do problema. Sua tolerância zero para com criminosos sexuais não dura até um veto escandaloso de Roma à iniciativa da Assembleia dos Bispos Americanos, encerrada há poucas semanas, de implementar normas claras contra os pederastas. A Santa Sé interveio, dizendo que os bispos deveriam esperar o Sínodo que tratará do assunto no ano que vem. Quem Francisco coloca para encabeçar o Sínodo entre os americanos? O Cardeal Cupich, de Chicago, conhecidíssimo por sua postura pró-gay e rechaçado pelos bispos americanos em sua última eleição para a presidência da Conferência Episcopal.

A ideia de que a ordenação de homens casados é a melhor estratégia para combater a homossexualidade no clero é um dos refrões empregados pelo Cardeal Hummes desde há tempos, uma ideia fixa. Nas reuniões privativas das Assembleias dos Bispos dos últimos anos, Dom Cláudio nunca deixou de inculcar a importância da ordenação dos homens casados.

Não importa qual dos termos da contradição devem ser salientados. Ora à direita, ora à esquerda, tudo coopera apenas para o avanço da demolição do catolicismo tradicional. No caso presente, Francisco dá a impressão de ser moralmente correto, mas, na prática, “cria dificuldades para vender facilidades”, apresenta o problema com a resposta devidamente pré-fabricada.

Vale ressaltar que a Congregação para a Educação Católica deu orientações muito claras acerca dos critérios para a não admissão de homossexuais ao sacerdócio. A Instrução foi ostensivamente ignorada pelos bispos, os quais, sempre alegando que a sexualidade de cada pessoa é um mistério absolutamente insondável e abscôndito, ordenaram plêiades de homossexuais para o sacerdócio, tomando o clero católico de cima a baixo.

A mentalidade dialética adota a incoerência como forma mentis, o que significa que ninguém levará à sério a declaração “rigorista” de Francisco – e ele sabe disso –, aliás, como não levaram a sério a mencionada Instrução,  utilizar-se-ão dela apenas como recurso para avançar com a destruição do celibato e, por fim, não terão incoerência alguma em autorizar não apenas a ordenação de homossexuais, mas inclusive o matrimônio entre os mesmos.

Francisco não é homofóbico, é catolicofóbico!

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3 dezembro, 2018

“Francisco está errado”, afirma Mons. Nicola Bux.

Por Gloria.tv, 16 de novembro de 2018 – Papa Francisco está gerando “heresias, cismas e  controvérsias”, disse o prelado italiano Nicola Bux, amigo de Bento XVI e conselheiro da Congregação para as Causas dos Santos, ao jornalista italiano Aldo Maria Valli em 13 de outubro.

D. Nicola Bux.Bux mencionou as “declarações heréticas” de Francisco sobre o casamento, a vida moral e a recepção dos sacramentos, e que ele vê a Igreja como uma federação de comunidades eclesiais” – “um pouco como as comunidades protestantes”.

Segundo Bux, a origem da confusão doutrinária causada por Francisco é Amoris Laetitia(2016), mas desde então a situação tornou-se “consideravelmente pior” e “mais complicada”.

Bux refere-se à tentativa de Francisco de mudar a doutrina sobre a pena de morte. Se Francisco está certo sobre isso – ressalta Bux – então devemos concluir que a Igreja contradiz o Evangelho há dois mil anos ou tem que admitir que o Papa Bergoglio está se equivocando.

* * *

A matéria original a respeito das declarações de Mons. Nicola Bux ainda afirma::

Para abordar a atual crise, ele sugeriu que é necessário examinar a “validez jurídica” da renúncia do Papa Bento XVI para “superar problemas que hoje nos parecem insolúveis”. O teólogo, consultor da Congregação para a Causa dos Santos, implicou que o futuro estudo dessa situação poderia revelar que Francisco não foi eleito como um papa válido, mas seria, de fato, um anti-papa que poderia ser deposto do papado, anulando, assim, seus erros “insolúveis”.

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28 novembro, 2018

Summorum Pontificum no Brasil: uma Igreja dedicada à Missa Tradicional no Rio de Janeiro.

Missa RioPor FratresInUnum.com, 28 de novembro de 2018 – Informações que nos chegam do Rio de Janeiro dão conta de um acordo entre a Arquidiocese do Rio e a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, em que a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e da Boa Morte, em uma movimentada região do centro da capital fluminense, será dedicada ao apostolado dos padres de Campos, com Missas e atividades de apostolado diárias.
26 novembro, 2018

O ano que nunca existiu.

Por FratresInUnum.com, 26 de novembro de 2018 –  Era uma vez… o ano do laicato! Mais uma mentira, mais uma das ficções pastorais inventadas pela CNBB.

Assim como os marxistas se autoproclamaram representantes do povo, porém, de um povo que não existe na realidade, mas tão somente em suas mentes, a nossa conferência episcopal intencionou conclamar os leigos, mas os leigos honorários que eles mesmos clericalizaram com o seu dialeto, com os seus maneirismos, com os seus trejeitos, com os seus cacoetes, em suma, a sua meia-dúzia de moleques de recado, os bons moços cuja inteligência foi prostituída pela repetição histérica da linguagem eclesialmente correta, a velha macacagem que não convence mais ninguém. Mas o tiro saiu pela culatra…

Nunca como neste ano os leigos se levantaram, nunca tão eloquente e fortemente protestaram e nunca foram tão ostensivamente ignorados! Vídeos por todos os lados, denúncias, pedidos de explicações e, sobretudo, a manifestação das urnas, que tornou incontornável o completo descolamento dos bispos em relação ao laicato brasileiro.

Um pensador reconhecia não existir o povo que os marxistas queriam representar, apresentando, ato seguido, a necessidade de inventá-lo através do despertar de uma “consciência possível” (a unificação da consciência da massa dispersa contra a burguesia mediante o discurso de ódio), a teologia da libertação tentou inventar o que eles chamam de “Povo de Deus”: leigos de todas as proveniências possíveis que, fazendo uma leitura revolucionária da Bíblia nas comunidades eclesiais de base, acabariam por se tornar os militantes “conscientizados” para formar a oposição contra toda e qualquer elite, política e até mesmo eclesiástica.

Como levar adiante o intento de “conscientizar” o laicato em termos libertadores numa Igreja estruturalmente hierarquica? Leonardo Boff jogou a dialética para dentro da eclesiologia, contrapondo, na Igreja, “carisma” e “poder”. A contradição poderia até fazer sentido na Igreja atual, em que os místicos verdadeiros serão tudo, menos bispos, mas, obviamente, nunca faria sentido nos tempos de Atanásio, Agostinho, Gregório Magno ou Isidoro de Sevilha, em tempos nos quais o carisma era a verdadeira fonte do autêntico poder espiritual sobre as almas.

Acontece, porém, que os “libertadores” não ficaram na base. Aos poucos, eles se foram favorecendo mutuamente em seus jogos de influência, atingiram seus objetivos de dominação para a imposição de uma nova eclesiologia, de cima para baixo, alcançaram os mais altos postos de poder, deste mesmo poder ante o qual eles contrapuseram o seu “carisma” libertador. Em resumo, uniram o povo contra a elite que eles mesmos se tornaram!

Hoje, a crise não para de se agudizar. Os bispos censuram os seus leigos ultrapassando o limite do razoável. Em outras palavras, o leigo é bom, desde que não comungue de joelhos e na boca, desde que não use véu, desde que não goste da missa tridentina, desde que não use cadeias da consagração a Nossa Senhora, desde que não pregue a doutrina tradicional, desde que não seja contra o petismo, desde que não faça apostolado organizado e autônomo, desde que não se oponha às aberrações sacrílegas do clero, desde que fique quietinho e conivente diante de padres predadores homossexuais…

Enquanto isso, boa parte dos bispos desfilam e fazem pose, comportam-se como fazendeiros, como “os reis do gado”, e vão angariando contra si a raiva de um povo descontente, de um clero oprimido, de uma Igreja que eles não cansam de tratar como a esposa rejeitada.

Em certo sentido, a desgraça do clero progressista foi chegar ao poder, pois a sua cobiça incontrolável, a sua ganância voluptuosa, não pode mais ser disfarçada e está flagrantemente contraposta à fé e devoção da gente simples, tão distante deles quanto a luz das trevas.

Francisco, o peronista papa latino-americano, grande populista demagogo, não foge à regra. Quando estourou o caso dos abusos sexuais do Cardeal McCarrick, ele escreveu uma carta condenando o clericalismo, o qual, segundo ele, seria o grande culpado da desgraça estadunidense. Quando, logo em seguida, Mons. Viganò escreveu sua carta-bomba colocando o pontífice argentino no centro da responsabilidade pela ocultação destes casos, Bergoglio incorreu no mesmo clericalismo que denunciara e fingiu que não era com ele, fingiu não ouvir os protestos do povo americano que não param de crescer, fingiu até que as manifestações populares contra os escândalos era coisa do “Grande acusador”… Por fim, desconversou. Mais uma vez, as vítimas desprezadas, a verdade desprezada, os leigos desprezados.

Nem Ano do laicato, nem laicato nenhum. É a velha esquerda se valendo do mais vergonhoso clericalismo para proteger suas delinquências e silenciar o povo, que, desorientado e abatido, jaz abandonado e oprimido, como ovelha sem pastor.

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25 novembro, 2018

Foto da semana.

boulos

Mais uma vez, Dom Leonardo Steiner se reúne — com toda isenção e neutralidade, claro! — com estrelas da esquerda nacional. Vale a pena assistir ao vídeo de Bernardo Kuster a respeito.

PS.: No vídeo, Bernardo diz que se inscreveu no “prêmio” (!?) de comunicação da CNBB. Esperamos que a conferência episcopal, em respeito ao pluralismo, ao diálogo, mas, sobretudo, à democracia, aceite a inscrição e permita que o premiado seja escolhido por eleição popular, respeitando a voz do povo. Seria terrível se ela se utilizasse de meios anti-democráticos, definindo o vencedor por meio da elite de seus assessores, burocratas que vivem — muito bem, obrigado — a mamar nas tetas da Igreja do Brasil…

22 novembro, 2018

O novo livro de Antonio Socci, “O Segredo de Bento”, já é um sucesso editorial.

Por Campari e de Maistre, 22 de novembro de 2018 | Tradução: FratresInUnum.com: Não tem o que dizer! Antonio Socci, mais uma vez, soube captar a tendência. Bastou que se publicasse um link na sua página, relativo ao seu novo livro “O segredo de Bento XVI – Porque ele ainda é Papa”, para acabar no topo dos mais vendidos da Amazon, onde, no momento em que escrevo, está como o 20º livro mais vendido e obviamente o 1º na da sub-categoria dos livros religiosos. Isso quer dizer que, em pouco mais de 24h, foram compradas dezenas de milhares de cópias.

O problema é que o livro ainda nem foi publicado. Estará disponível em 27 de novembro. Portanto, foi comprado “na confiança”.

Mais uma vez, o grande público está bastante interessado pela hipótese de que Bento XVI seja ainda o Papa e os fiéis continuam a se perguntar o porquê da renúncia e quais seriam as consequências teológicas daquela escolha. Dificilmente, dizemo-lo a quem já está sugestionado, torcendo o nariz e gritando contra as “viúvas ratzingerianas”, ninguém aqui está querendo recolocar no trono o papa emérito… Mas entender o que aconteceu há cinco anos, isso queremos sim.

Veremos se o livro é apenas um blockbuster bem sucedido ou se explicará algo de novo.

Reportamos, neste meio tempo, a sinopse e o link:

O segredo de Bento XVI – Porque ainda é Papa. 

A Igreja atravessa a mais grave crise da sua história, segundo tantos observadores. Colocam-se sempre mais perguntas sobre aquilo que teria acontecido em 2013, com a surpreendente “renúncia” de Bento XVI, a sua decisão de se tornar “papa emérito” e a convivência de dois papas. Por que Bento XVI se tornou um sinal de contradição? O que estava acontecendo em nível geopolítico? Quem propunha uma revolução dentro da Igreja Católica? O papa realmente “se demitiu”? São as perguntas que Antonio Socci tenta responder através dos fatos, os gestos e as palavras de Bento XVI nestes seis anos, descobrindo, como em um apaixonante suspense, que ele ainda continua sendo o papa, e isto tem consequências ainda inexploradas. Nesta fascinante e documentada investigação, procura-se entender o que está acontecendo no Vaticano, mas sobretudo se indaga sobre a misteriosa renúncia à qual Bento XVI sentiu-se chamado, por causa da Igreja e do mundo. O autor ainda lança a hipótese de que tenham existido acontecimentos sobrenaturais na origem dessa escolha. Há que se decifrar, também, uma antiga profecia que diz respeito à Bento XVI, além de uma nova revelação que chega de Fátima, a qual não diz respeito apenas à Igreja, mas ao mundo inteiro.

21 novembro, 2018

O grito dos crentes na Catedral da Sé.

Por FratresInUnum.com, 21 de novembro de 2018 – A cena tem algo de paradigmático e, por isso, merece ser comentada.

Viralizou pelas redes sociais o vídeo em que o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, sobe a um palanque de evangélicos para protestar contra o barulho que os mesmos faziam e que teria atrapalhado horrivelmente a missa que ele acabara de celebrar na Catedral de São Paulo em comemoração ao “dia do pobre”, uma dessas invenções tão cansativas do engenho de Francisco.

Porém, na realidade cotidiana, os pobres que não sucumbiram ao protestantismo suportam a berradeira pentecostal dia-após-dia, esquina por esquina, em cada viela, em cada rua de seus bairros. Nada de extraordinário para quem vive nas cidades brasileiras.

O povo católico vibrou com a atitude de enfrentamento do cardeal, que pareceu romper com o bom-mocismo ecumenista vigente na Igreja desde o Vaticano II. De fato, a ideologia ecumênica acabará aí: numa briga de foice.

Criado com o único objetivo de anestesiar a apologética católica, o ecumenismo enfraqueceu a Igreja de tal modo que, aliado à teologia da libertação, tornou-a simplesmente inexpressiva, nua do sobrenatural, indefesa aos assédios dos charlatães da crença. Enquanto o cardeal grita “viva os pobres”, o pastor grita “glória a Deus”, este é o contraste! E, como os pobres querem a Deus, correm atrás do senhorzinho analfabeto que, em sua ignorância, ao menos lhes infunde uma pontinha de fervor religioso, fervor inexistente em seus padres de paróquia.

Lá em cima, o cardeal reclama como um desvalido, falta pouco chorar. Os protestantes o ouvem quase como quem atira uma esmola, mas logo se dispensam de lhe dar qualquer tipo de atenção… Aos pés do palco, uma senhora dá-lhe as costas, sacudindo os ombros e fazendo cara de deboche. Basta o cardeal devolver o microfone ao condutor do evento, em um instante se esquecem daquilo tudo, como se tudo jamais tivesse acontecido. É lógico! O vocabulário do bispo padece de cacoetes catequéticos que pouco ou nada dizem àqueles ouvidos pouco habituados com o catolicismo, desse mesmo catolicismo que os padres insistiram em expulsar a pontapés de suas mentes.

Os gritos protestantes invadem o santuário, o ruído atrapalha a missa até o ponto de que o bispo precisa ver com os próprios olhos, sentir em sua própria pele, que ele não é mais ninguém para o seu povo. Este é um retrato da Igreja no Brasil, que deixou de pregar a fé e, por isso, jaz em completa insignificância.

As gentes começam a acordar, uma graça desperta o povo, há uma saudade de catolicismo nas almas… Que pena os bispos quererem-na sufocar! Que triste quererem afogar o brado católico que se começa a erguer para sobrepor-se àqueles grito insanos, mundanos, blasfemos.

Sim, há uma esperança para a Igreja: o povo precisa gritar mais alto e tão alto que, sobrepujando o escarcéu dos protestantes, consiga assustar ainda mais os corações endurecidos dos seus bispos obstinados.