Archive for ‘Atualidades’

12 dezembro, 2019

O ‘dilema Sheen’: Igreja Católica enfrenta um dilema na avaliação dos santos.

IHU – Agora que sabemos que a cerimônia de beatificação programada para o dia 21 de dezembro de Dom Fulton Sheen foi adiada, podemos levantar questões mais amplas sobre como avaliamos não só os candidatos potenciais à santidade, mas aqueles que já cruzaram a linha final, tendo em mente os escândalos de abuso sexual.

O artigo é de John L. Allen Jr., publicado por Crux, 08-12-2019. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Depois de inicialmente informar que o Vaticano havia adiado a beatificação a pedido de alguns bispos americanos, a Diocese de Rochester, onde Sheen trabalhou como bispo auxiliar de 1959 a 1966 e como bispo até se aposentar em 1969, reconheceu em nota que solicitou o adiamento para “permitir uma análise mais aprofundada [do papel de Sheen] nas nomeações dos padres”.

Claro deve ficar que não existe nenhuma indicação de má conduta por parte de Sheen. Alguém ligado à Diocese de PeoriaIllinois, que liderou a causa de beatificação, disse a jornalistas que as preocupações elencadas no pedido focalizam um padre de Rochester acusado de conduta sexual imprópria durante os anos em que Sheen atuava como bispo, mas insistiu que o caso havia sido investigado plenamente e nenhuma conduta imprópria fora descoberta.

Esta precaução em Rochester é compreensível, visto que ela, em setembro, se tornou a primeira do estado de Nova York a buscar proteção contra falência em meio a uma nova onda de ações judiciais relacionada a abusos sexuais, onda impulsionada por uma suspensão, de um ano no estado, para que se possam ajuizar casos antes impedidos pelo estatuto de limitações. Algumas das acusações remontam à década de 1960 e, obviamente, a diocese não quer o espetáculo de ver um ex-bispo seu proclamado beato com uma história que pode ser arriscada.

Ainda temos de aguardar para ver o que o histórico de Sheen vai mostrar, mas em si o caso atual ilustra um novo fato a respeito da santidade na Igreja Católica: para dar sequência a fim de ser proclamado santo, qualquer candidato que esteve em cargo de liderança na Igreja – isto é, bispo ou superior religioso – precisará mostrar que não “sujou as mãos” nos escândalos de abuso sexual.

O que este novo padrão deixa em aberto, no entanto, é o que fazer no caso de alguém que já foi proclamado santo, mas cujo histórico mais tarde mostrou ser suspeito de não ter lidado corretamente com as acusações de abuso.

Provavelmente o melhor – e mais delicado – exemplo é São João Paulo II, beatificado em 2011, apenas seis anos depois de sua morte, pelo Papa Bento XVI, e canonizado três anos mais tarde, em 2014, pelo Papa Francisco.

Na época, alguns críticos alertaram que um processo acelerado de santificação corria o risco de errar, dependendo daquilo que uma análise posterior desenterre sobre como os casos de abuso sexual foram lidados sob o comando do falecido papa.

Na ocasião, a maioria dos analistas tinha em mente o falecido padre mexicano Marcial Maciel Degollado, fundador da Legião de Cristo, que enfrentou acusações em meados da década de 1990, mas que só sofreu sanções depois da transição ao pontificado de Bento XVIMaciel Degollado fora claramente favorecido por autoridades do papado de João Paulo.

Hoje, com facilidade podemos acrescentar o caso do ex-cardeal e ex-padre Theodore McCarrick. Quando (e se) o Vaticano publicar finalmente o seu aguardado relatório sobre o conteúdo dos seus arquivos relativos a McCarrick, é possível que os registros deem a entender que certas autoridades próximas a João Paulo II tiveram conhecimento das preocupações em torno de McCarrick, mas que, por algum motivo, não reagiram conforme os padrões atuais sugerem.

Em nota do dia 06-10-2018, o Vaticano insinuou essa possibilidade.

“A Santa Sé está ciente de que, a partir do exame dos fatos e das circunstâncias, poderão surgir escolhas que não foram coerentes com a abordagem atual a tais questões”, lê-se no texto divulgado.

Teologicamente falando, uma vez que um papa canoniza um santo o julgamento é considerado definitivo, portanto nenhum santo teria a santidade revogada. Além disso: santidade nunca equivaleu a uma declaração de perfeição pessoal. Ela se assemelha mais a um reconhecimento de que a santidade é alcançável, mesmo em meio a falhas e dificuldades.

A questão em aberto ilustrada pelo exemplo de João Paulo II – embora dificilmente exclusiva a ele – é sobre se, após a crise de abusos, a santidade de certas figuras deveria vir com um asterisco, algo como a Calçada da Fama dos jogadores de baseball que jogaram durante os anos em que usavam esteroides.

Claro que há defesas legítimas a serem feitas do histórico de João Paulo. Poderíamos dizer, por exemplo, que, na época em que os casos de Maciel ou McCarrick haviam chegado ao seu conhecimento, o falecido pontífice já se encontrava debilitado pela idade e doença e que, portando, ele dependia de seus assessores para lidar com casos assim.

Ou poderíamos dizer que é injusto projetar no passado compreensões e protocolos que só foram criados depois de 2002 – embora, se for este o caso, será difícil explicar por que é justo no caso de Sheen.

A questão maior aqui é que os escândalos de abuso clerical nos dão, hoje, um novo olhar através do qual os santos, futuros ou que já foram declarados, serão vistos.

E se, por exemplo, ficarmos sabendo que Dom Oscar Romero, de El Salvador, o herói martirizado da Teologia da Libertação, errou na forma como lidou em uma acusação de abuso contra um padre? E se ficarmos sabendo que São Paulo VI também errou enquanto era arcebispo de Milão? E se, de fato, pudermos mostrar que São Carlos Borromeu acobertou uma acusação de abuso, ou Santo Inácio de Loyola, ou qualquer outra figura referenciada que alguma vez esteve responsável pelo clero?

Se as respostas não parecem intuitivamente óbvias, é porque provavelmente elas não o são – e é isso, em uma palavra, o que podemos chamar, de agora em diante, de o “dilema Sheen” da Igreja Católica.

8 dezembro, 2019

Foto da semana.

Viena, Áustria, 30 de novembro de 2019 – O Cardeal Christoph Schonborn cede, pela terceira vez, a histórica Catedral de Santo Estevão para um concerto blasfemo pro-LGBT, a fim de angariar fundos para portadores da AIDS. A atração principal deste ano foi o cantor transgênero barbudo Conchita Wurst.

4 dezembro, 2019

A Carta de São Judas: uma resposta à atual crise da Igreja.

A clamorosa atualidade da Carta de São Judas. O que faremos diante da crise atual da Igreja? São Judas nos responde. 

Por Eric Sammons, OnePeterFive.com, 19 de novembro de 2019 | Tradução: FratresInUnum.com* Nos dias atuais, muitos católicos estão desesperados para ouvir palavras de encorajamento e orientação por parte dos bispos, sucessores dos Apóstolos. Mas, e se eu lhe disser que essas palavras já nos foram dirigidas por um dos doze Apóstolos?

A Carta de São Judas é escrita pelo mais desconhecido dos autores do Novo Testamento. A carta em si também é pouco conhecida, escondida no Novo Testamento entre as três cartas do apóstolo João e seu livro do Apocalipse. Ela nunca é incluída nas leituras de domingo nos calendários da Forma Ordinária ou da Extraordinária, e é incluída apenas uma vez a cada dois anos nas leituras dos dias da semana na Forma Ordinária (mais precisamente, no sábado da 8.a Semana do Tempo Comum, no ano par). Portanto, você está perdoado se não estiver familiarizado com essa epístola.

Apesar disso, a breve Carta de São Judas parece ter sido escrita hoje por um bispo preocupado, abordando a crise atual da Igreja. E, em certo sentido, podemos dizer que é sim, pois toda a Escritura é atemporal, e o Espírito Santo a inspira de tal maneira que é sempre aplicável aos nossos tempos. Podemos ver que esse mistério é abundantemente claro no caso da Carta de São Judas.

Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos bem-amados em Deus Pai e reservados para Jesus Cristo. Que a misericórdia, a paz e o amor se realizem em vós copiosamente. Caríssimos, estando eu muito preocupado em vos escrever a res­peito da nossa comum salvação, senti a necessidade de dirigir-vos esta carta para exortar-vos a lutar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos. Pois certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor (1, 1-4).

Nessa breve carta, São Judas não perde tempo, vai logo ao que interessa. Parece que ele originalmente queria escrever uma carta mais teológica, porém, em vez disso, as circunstâncias exigiam que ele exortasse seu público a “lutar pela fé” contra os “homens ímpios”. Essa fé não é fruto de uma invenção; antes, foi “confiada” à Igreja. Em outras palavras, não podemos mudar ou moldar a fé à nossa própria imagem, mas devemos lutar para proteger o depósito revelado da fé.

Essa também é a luta de hoje. Certas forças estão oprimindo a Igreja, exigindo a rejeição dos ensinamentos que nos foram revelados, e somos chamados a lutar pela fé contra elas.

É importante ressaltar que o perigo contra o qual São Judas está advertindo não vem de fora da Igreja, mas de seu interior. São os membros da Igreja que obtiveram a admissão “furtivamente” (mas que estão “destinados para… julgamento”) que representam o evidente perigo dos dias atuais. Como eles se tornaram perigosos? Transformando “a graça de nosso Deus em libertinagem”. Em outras palavras, eles ostentam a misericórdia de Deus a fim de justificar todas as formas de imoralidade (isso lhe soa familiar?). Ao fazer isso, eles “negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor”.

Quisera trazer-vos à memória, embora saibais todas estas coisas: o Senhor, depois de ter salvo o povo da terra do Egito, fez em seguida perecer os incrédulos. Os anjos que não tinham guardado a digni­dade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, Ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia. Da mesma forma, Sodoma, Gomor­ra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno (Jd 1, 5-7).

Como nos diz o Eclesiastes, “não há nada de novo sob o sol” (Ecl 1, 9). Ao longo da história da salvação, até que o Senhor volte, haverá aqueles que o negam e procuram enfraquecer o seu povo. No entanto, o que São Judas quer deixar claro aos seus leitores é que Deus irá intervir. E a intervenção divina será contundente: aqueles que se opõem a Ele enfrentarão a “pena do fogo eterno”.

Embora, em nossos dias, muitas pessoas recuem diante dessa linguagem, deve ser um conforto, para aqueles que são fiéis a Deus, saber que a justiça chegará, no devido tempo, àqueles que o rejeitaram.

Assim também estes homens, em seu louco desvario, contaminam igualmente a carne, rejeitam a autoridade divina e maldizem os que estão na glória (Jd 1, 8).

Os homens ímpios que se infiltraram na Igreja “contaminam a carne”. Essa é uma referência clara à imoralidade sexual, que está sempre em voga, embora haja momentos — como o de São Judas e o nosso — em que ela está difundida na cultura. Hoje, tal imoralidade se manifesta na homossexualidade generalizada entre o clero, incluindo crimes horríveis de abuso cometidos por muitos padres e até bispos.

Da mesma forma, os ímpios “rejeitam a autoridade”. Outra tradução pode ser “escarnecer” ou “desprezar” a autoridade. Ou seja, eles não respeitam a autoridade de Deus ou de seus ministros. E nos casos em que são os próprios ministros, eles desprezam a autoridade que lhes foi confiada por Deus e abusam de seus desígnios — assim como também abusam da autoridade divina. Os bispos atuais que falham em seu dever de defender e promover a fé estão rejeitando a própria autoridade, e serão cobrados por isso.

Esses homens ímpios também “maldizem os que estão na glória”. Não se contentam apenas em apoiar a imoralidade; mas também zombam e insultam aqueles que são fiéis a Deus. Talvez eles os chamem de “rígidos” por aderir aos mandamentos de Deus?

Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: “Que o próprio Senhor te repreenda” (Jd 1, 9).

Como podemos resistir a esses ímpios? Voltando-se para o Senhor. São Miguel Arcanjo, que lutou contra o diabo, não confiou em seu próprio poder — por mais considerável que fosse — para derrotar Satanás, mas primeiro pediu ao Senhor que o repreendesse. Da mesma forma, ao enfrentar os homens ímpios na Igreja, nosso primeiro passo não deve ser recorrer às redes sociais para discutir com eles, mas apelar à oração e à mortificação, pedindo o auxílio do Senhor. Porém, lembre-se de que, no final, São Miguel lutou contra Satanás; então, a oração e a mortificação não são o último passo, mas o primeiro, na luta contra nossos inimigos.

Estes, porém, falam mal do que ignoram. Encontram eles a sua perdição naquilo que não conhecem, senão de um modo natural, à maneira dos animais destituídos de razão. Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré (Jd 1, 10-11).

Os ímpios “falam mal do que ignoram”. Eles desconhecem a beleza de mortificar a carne; e não entendem a liberdade que resulta da submissão à autoridade espiritual legítima; por isso, criticam. Hoje, vemos isso nos constantes insultos e condenações contra práticas e devoções mantidas pelos católicos há séculos, como se essas coisas que antes eram enaltecidas pela Igreja agora pudessem ser rejeitadas por eles.

Qual é o erro de Balaão referido por São Judas? No Apocalipse, São João nos diz que Balaão instigou os filhos de Israel a “comer alimentos sacrificados a ídolos e praticar a imoralidade” (Ap 2, 14). Tais ações continuam a ser feitas hoje, com a tolerância e, talvez, até com a participação de membros da alta hierarquia da Igreja, como, por exemplo, na idolatria pagã realizada no Sínodo da Amazônia e na imoralidade sexual desenfreada entre os clérigos. Tais erros não se limitaram a Balaão. São Judas diz ainda que os ímpios serão como Coré, que se rebelou contra Moisés e foi consumido pelo fogo divino (Cf. Nm 16, 1–40).

Esses fazem escândalos nos vossos ágapes. Banqueteiam-se convosco despudorada­mente e se saciam a si mesmos. São nuvens sem água, que os ventos levam! Árvores de fim de outono, sem fruto, duas vezes mortas, desarrai­gadas! (Jd 1, 12-13).

Quando esta carta foi escrita, o “ágape” era uma refeição comunitária entre os cristãos, que provavelmente ocorria ao final da celebração da Eucaristia. São Judas está justamente condenando aqueles que eram altamente despudorados durante os Mistérios Sagrados. Infelizmente, o despudor é comum na liturgia de hoje, com o sacrifício da Missa tornando-se um momento em que se contam piadas, tratando as rubricas com desinteresse e até hostilidade, ou seja, um desrespeito geral pelos mistérios celebrados.

Também Henoc, que foi o oitavo patriarca depois de Adão, profetizou a respeito deles, dizendo: Eis que veio o Senhor entre milhares de seus santos, para julgar a todos e confundir a todos os ímpios por causa das obras de impiedade que praticaram, e por causa de todas as palavras injuriosas que eles, ímpios, têm proferido contra Deus. Estes são murmuradores descontentes, homens que vivem segundo as suas paixões, cuja boca profere palavras soberbas e que admiram os demais por interesse (Jd 1, 14-16).

Embora possa não parecer, o Senhor irá “julgar” todos os que se opõem a Ele. Nenhum ato de impiedade será esquecido, e todos receberão sua justa recompensa. Quando vemos corrupção e imoralidade em todos os níveis da Igreja, tenhamos presente que Deus não está cego para isso.

A descrição de São Judas sobre os vícios nos quais estão afundados os inimigos de seu tempo parece-nos bastante familiar:

  • “murmuradores descontentes”: aqueles que se queixam dos ensinamentos “difíceis” da Igreja, querendo relativizar os mandamentos divinos a fim de satisfazer os prazeres terrenos.
  • “homens que vivem segundo as suas paixões”: basta olharmos para a homossexualidade predominante no clero.
  • “cuja boca profere palavras soberbas”: embora rejeitem a lei natural e a revelação divina, eles falam em linguagem teológica de forma fluente e sem escrúpulos.
  • “admiram os demais por interesse”: são favoráveis aos poderosos deste mundo, ansiosos para serem aceitos por eles. Em quantos coquetéis um bispo comum atende a políticos pró-aborto sem dizer uma palavra de repreensão?

Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: “No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo as suas ímpias paixões (Jd 1, 17-18);

Em tempos de crise, pode parecer que o Senhor esqueceu-se de seu povo. No entanto, Jesus Cristo advertiu que esses tempos de provação chegariam. Quando vemos clérigos e prelados zombando do catolicismo tradicional e abraçando os costumes mundanos, podemos saber que este não é um caso de Deus nos abandonando, mas um tempo de provações e tribulações.

[…] homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito (Jd 1, 19).

Se há uma coisa verdadeira sobre a situação atual da Igreja, é que ela está dividida. Ao zombar das verdades de fé e práticas tradicionais, os inimigos de Deus estabelecem divisões na “unidade” da Igreja. Eles tratam aqueles que são fiéis ao depósito da fé como marginais, indignos de serem ouvidos, dividindo, pois, profundamente a Igreja.

 

Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutua­mente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo. Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna (Jd 1, 20-21).

 

Novamente, São Judas volta a tratar sobre o que podemos fazer diante da heresia e da corrupção na Igreja: “edificai-vos mutua­mente sobre o fundamento da vossa santíssima fé” através da oração e do amor de Deus. A situação pode parecer desesperadora, porém, com Deus ao nosso lado, sempre há esperança.

Para com uns exercei a vossa misericórdia, repreendendo-os, e salvai-os, arrebatando-os do fogo. Dos demais tende compaixão, repassada de temor, detestando até a túnica manchada pela carne (Jd 1, 22-23).

Embora existam os “homens ímpios” que rejeitam os ensinamentos da Igreja, há também muitas pessoas que são influenciadas por eles e acabam questionando a própria fé. Junto a essas pobres pessoas, precisamos agir para amenizar suas dúvidas a fim de que possam ser salvas. Os católicos comuns não são os “homens ímpios” sobre os quais São Judas está advertindo — mas são aqueles que precisamos salvar da miséria causada pelos ímpios.

 

Àquele que é poderoso para nos preservar de toda queda e nos apresentar diante de sua glória, imaculados e cheios de alegria, ao Deus único, Salvador nosso, por Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam dadas glória, magni­ficência, império e poder desde antes de todos os tempos, agora e para sempre. Amém. (Jd 1, 24-25).

 

Por fim, em todas as coisas — incluindo as provações — devemos dar glória a Deus. Na crise atual da Igreja, Deus permitiu, com sua vontade condescendente, que a corrupção e a heresia ocorressem de forma desenfreada. Mas devemos lembrar-nos de duas coisas: i) essa não é uma situação nova, pois os fiéis sempre estiveram em prontidão contra os lobos que estão dentro do rebanho; ii) mesmo nessa situação, Deus deve ser glorificado, por termos a oportunidade de amadurecer a nossa fé através de provações e tribulações.

 

Nos tempos difíceis de hoje, podemos encontrar, na Carta de São Judas, conselhos que nos guiarão enquanto lutamos pela fé contra os homens ímpios, regozijando-nos porque, através dessas provações e pela graça de Deus, podemos crescer em santidade.

 

São Judas, rogai por nós!

* Nosso agradecimento a um caro amigo pela gentileza de nos fornecer sua tradução.

3 dezembro, 2019

O sentido da política para Joseph Ratzinger.

Por Hermes Rodrigues Nery

Joseph Ratzinger tem um pensamento político muito claro, muito preciso, que ele expressou em vários documentos, em vários escritos, principalmente no tempo em que foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, de 1981 a 2005. Basicamente, destacaria aqui quatro documentos do então Cardeal Ratzinger, que, enquanto católicos, a gente precisa ler, entender, para que possa compreender o que está acontecendo hoje no mundo, no campo político.

São quatro documentos:

1º) “Cristianismo e Democracia Pluralista”, que Ratzinger apresentou em abril de 1984, em um congresso, em Munique; 2º) “Igreja, Ecumenismo e Política” (1987), 3º) “Política e Salvação”; 4º) “Europa, Política e Religião”, documento este apresentando em uma conferência em Berlim, em 2000, publicada na revista Communio, em 2001.

O que eu quero chamar a atenção aqui, desses quatro documentos, que tem muito a ver com o que a gente está vivendo hoje, é a visão que o Ratzinger tem sobre a crise das democracias, principalmente depois das duas grandes guerras mundiais, e as consequências dessa crise no campo político, em todas as instâncias, envolvendo aí política e cultura, comportamento, sociedade e tudo mais.

A questão é: qual é a causa, qual é a raiz da crise das democracias, que vai resultar no que nós estamos vivendo hoje, da debilidade das instituições, dos partidos políticos, em todos os níveis, da fragilização e banalização da vida humana, da crise mesmo do sentido da vida, das nossas relações, da falta da representatividade, de expectativas não correspondidas, dos poderes públicos, etc., etc., etc., que ele tão bem delineou as características do que estava por emergir no começo do século 21, mesmo ainda quando as tecnologias da comunicação não estavam influindo tanto como hoje, para dar no que estamos vendo: a demagogia, da intransigência o sentimentalismo e até mesmo o cerceamento da liberdade que campeia hoje nas redes sociais, aonde não é mais possível você manifestar o que realmente pensa, sem se expor assim ao linchamento virtual, aos sentenciamentos precipitados, onde todos querem ter opinião de tudo e ninguém admite o menor contraditório, agindo com as vísceras e não mais com a razão, e por aí afora. Como fica a questão da representatividade nisso tudo, como agregar as pessoas em torno de ideias, princípios e valores, sem manipular, principalmente as emoções humanas? Como entender esse fenômeno?

Ratzinger vai dizer então, nesses quatro documentos, que o que acontece é o seguinte: o que ocorreu depois das duas grandes guerras mundiais foi uma espécie de dissolução das bases morais do cristianismo, e a falta dessas bases morais acaba criando o ambiente político propício para a barbárie, agravada hoje ainda mais em suas novas expressões, intensificadas pelas tecnologias de comunicação, barbárie esta que tende a ser agravar se as bases morais do cristianismo forem solapadas de vez, que é o que ele estava vendo lá pelos anos 80, e que hoje aí estamos vendo os resultados, e de como tais bases morais estão sendo derruídas, de diversas formas, e com muito mais celeridade, por ação das tecnologias de comunicação. Com isso as pessoas perdem o chão da realidade, e optam por todos os escapismos e evasões.

Ratzinger diz: “onde o húmus cristão desaparece completamente, mais nada permanece em pé”. E quando faltam essas bases morais, quando não há mais vigência na sociedade, o que vai acontecer, concretamente? Uma parte importante, expressiva, significativa da população, principalmente os jovens, vai ficar vulnerável a todos os escapismos, e vão adotar posturas anárquicas, daí o libertarianismo, o anarquismo, e também com simpatias a regimes fechados e totalitários, e a barbárie, em suas diversas e novas formas de expressão.

A Política então – para Ratzinger – só terá sentido e será garantia da liberdade (no conceito cristão de liberdade) se for capaz de deter a barbárie, se for capaz de evitar justamente o solapamento dessas bases morais.

Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida. Email: prof.hermesnery@gmail.com

28 novembro, 2019

Argentina. Cai o número de católicos.

IHU – Segundo estudo recentemente publicado, o número de católicos na Argentina caiu mais de 13 pontos nos últimos 11 anos, enquanto o número de evangélicos e de “pessoas sem religião” aumentou.

Igreja Católica argentina não experimentou o “efeito Francisco” como alguns esperavam. A eleição do ex-arcebispo de Buenos Aires, em março de 2013, não conseguiu deter o declínio no número de fiéis na Argentina.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas de la República Argentina – CONICET, com uma amostra representativa de 2.421 pessoas, a proporção de católicos na população do país caiu de 76,5% em 2008 para 62,9% em 2019.

A reportagem é de Arnaud Bevilacqua, publicada por La Croix International, 26-11-2019. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Como em outros lugares, este declínio explica-se pelo efeito da secularização em um país que passou pela separação entre Igreja e Estado. Ao mesmo tempo, o número de participantes que informaram não ter religião subiu de 11,3% para 18,9%, com os evangélicos aumentando de 9 para 15,3%.

Os participantes do estudo responderam a uma pergunta direta sobre a eleição do papa argentino: 82% disseram que ela não teve impacto algum sobre a sua religiosidade e somente 8% disseram que ela fortaleceu as suas crenças religiosas.

Até mesmo o próprio papa acabou se tornando uma figura divisora no país: 27,4% dos respondentes o consideram um “líder mundial” a denunciar situações de injustiça no mundo, mas um número quase idêntico (27%) acredita que o religioso tem se envolvido demais na política e que isso tem atrapalhado a sua função espiritual.

Fratura geracional

O estudo, publicado em 19 de outubro, é a segunda parte de uma pesquisa nacional sobre crenças e atitudes religiosas na Argentina.

Desde a década de 1960, quando o censo nacional deixou de operar, a presente pesquisa serve como ponto de referência, focando-se na questão da afiliação religiosa. Em sua primeira edição, mais de 90% dos argentinos se declaravam católicos.

O estudo publicado este ano ilustra, sobretudo, uma grande ruptura geracional.

Entre os argentinos com idade de 65 anos ou mais, a proporção de católicos ainda é bastante alta (81,5%), mas é apenas 52,5% entre os jovens de 18 a 29 anos e 57,4% entre os adultos de 30 a 44 anos.

Por outro lado, a parcela dos “sem religião” aumentou quase 25% entre os jovens de 19 a 29 anos, em comparação com os menos de 8% entre os argentinos com 65 anos ou mais.

A distribuição é a mesma para os evangélicos: 20% entre os mais jovens, em comparação com 9,5% entre os mais velhos.

A pesquisa também revelou algumas disparidades regionais. Há uma maior presença dos que se identificam como “sem religião” na região de Buenos Aires, onde a parcela de católicos é uma das mais baixas no país (56,8%), número aproximado ao da Patagônia (51%).

De forma semelhante, as mulheres parecem mais religiosas: 65,3% declararam-se católicas e 16,9% declararam-se evangélicas, em comparação com os 14,5% das que disseram não ter religião.

Por outro lado, quase 1/4 dos homens (23,8%) definem-se como não tendo religião, em comparação com os 60% dos que se identificam como católicos e 13,6% entre os que se consideram evangélicos.

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25 novembro, 2019

Imagens de santos enterradas há quase 60 anos são encontradas por pedreiros embaixo de igreja.

As imagens foram enterradas após o Concílio Vaticano II, na década de 1960, quando, segundo o historiador Antônio José, foi acertado que os santos deveriam ser retirados dos altares.

Por G1 Piauí, 22 de novembro de 2019 –  Imagens de Santa Teresa D’Ávila e de Santo Antônio foram encontradas por pedreiros nessa quinta-feira (21) enterradas sob o altar da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó e Conceição, localizada em Valença do Piauí, município distante 216 km ao Sul de Teresina. Em entrevista ao G1, o historiador Antônio José contou que as imagens foram enterradas na década de 1960, após o Concílio Vaticano II, com o objetivo de atualizar a Igreja Católica. 

Santo Antônio — Foto: Sérgio Alves/ Portal V1

“Durante o concílio foi acertado que as imagens deveriam ser retiradas dos altares. Só que não tinham como jogar tudo fora. O padre Marques, que era bastante tradicionalista, teve ideia de colocar sob o altar do Santíssimo Sacramento”, comentou. 

Com o passar do tempo, as imagens foram esquecidas. Porém, ainda existia na cidade boatos de que haveriam imagens enterradas sob a Igreja Matriz. “Na década de 80, lembro que as senhoras contavam que existiam imagens enterradas, mas não sabiam onde estavam exatamente”, contou o historiador. 

“A gente ficava em dúvida se havia ou não. Nós contávamos para os padres, mas eles não davam importância. Até que o padre de agora, que tem uma visão diferenciada, conversou com o padre Marques que confirmou”, acrescentou. 

Por conta da idade do padre, a história foi esquecida. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) foi comunicado, mas, segundo Antônio José, os arqueólogos nunca foram na cidade. 

“Durante a reforma, os pedreiros se depararam com as imagens sob o Santíssimo Sacramento. Será verificado ainda se existem outras imagens”, afirmou o historiador. 

Antônio José informou que o padre não tomará a decisão só e que será formado um conselho para que seja decidido o destino das imagens.

21 novembro, 2019

A “Igreja dos pobres” derrama toda a sua misericórdia sobre o Centro Dom Bosco.

21 novembro, 2019

Relativismo moral e ecologismo gestados pela UNESCO: “o engano com astúcia que tende levar ao erro”.

Por Hermes Rodrigues Nery
 
Em 1989, estava em Paris, pouco antes da queda do muro de Berlim, quando alguém me dissera: “Está começando o século 21”. Na ocasião, eu havia estado com o então presidente da UNESCO, Jean d’Ormesson,  na sede da UNESCO, em Paris, com os amigos Daniel Mèrigoux e Marcelo Yamamoto. Tomei conhecimento então de um projeto da UNESCO, no campo educacional, que visava uma radical reengenharia social anticristã e gestar para isso uma nova política global para o século 21. Não tinha como compreender, na época, do que se tratava, porque optou-se por uma revolução semântica para isso, alterando o significado das palavras para enganar os desinformados. Nesse sentido foram concebidas as grandes conferências internacionais promovidas pela ONU, nos anos 90. O primeiro passo para esse projeto totalitário de poder global foi dado pouco depois, em fevereiro de 1991, cujas premissas ideológicas e diretrizes para um novo ordenamento global emergiu no documento “Diez Problemas Prospectivos de Población – Documento de Trabajo, Caracas, Febrero,1991″, mencionado por Juan Cláudio Sanahuja, em seu livro “Poder Global e Religião Universal”: “Para realizar o projeto de poder global com um pensamento único, modificando a cultura e a religião dos povos e colonizando as consciências para formar cidadãos dóceis à Nova Ordem Mundial, em 1991, a UNESCO trabalhava com dois projetos: o de uma ética universal de valores relativos (…) e o de uma ética universal de desenvolvimento sustentável“. 

O relativismo moral (com termos e conceitos cada vez mais ambíguos nos documentos de OnGs e instituições governamentais) e o desenvolvimento sustentável (fomentado pelo alarmismo dos ativistas ecológicos) servirão de base ideológica para moldar uma nova cultura, que em nome da tolerância religiosa e da preservação da natureza, buscou dissolver as convicções e identidades culturais e religiosas, especialmente a identidade católica. Uma década e meia depois do intenso trabalho de disseminação dessas duas éticas universais e artificiais, já se sentiam os efeitos devastadores principalmente dentro da Igreja Católica. Foi o que levou o então Cardeal Joseph Ratzinger, em 18 de abril de 2005, na missa Pro Eligendo Romano Pontífice, a afirmar sua clássica constatação do fenômeno: 
 
 
“Quantos ventos de doutrina conhecemos nestes últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantas modas do pensamento… A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi muitas vezes agitada por estas ondas lançada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até à libertinagem, ao coletivismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo e por aí adiante. Cada dia surgem novas seitas e realiza-se quanto diz São Paulo acerca do engano dos homens, da astúcia que tende a levar ao erro (cf. Ef 4, 14). Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar “aqui e além por qualquer vento de doutrina”, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades.” [http://www.vatican.va/gpII/documents/homily-pro-eligendo-pontifice_20050418_po.html]
 
Além da ética universal dos valores relativos, a UNESCO se empenhou mais intensamente para a difusão da ética do desenvolvimento sustentável, tanto uma quanto outra com premissas equivocadas: o engano com astúcia “que tende levar ao erro”. O ecologismo onusiano, bastante sedutor, em muitos aspectos, contradiz o ensinamento da Igreja sobre a “ordem da Criação”, que deve ser respeitada a partir do “cuidado da natureza humana”, pois a ordem da Criação não supõe o equívoco do igualitarismo (erro esse já manifestado nas utopias políticas revolucionárias dos tempos modernos).
 
Afirmou Bento XVI, em dezembro de 2008, que a Igreja tem também responsabilidade pela criação, dizendo: “deve defender não só a terra, a água e o ar como dons da criação que pertencem a todos. Deve proteger também o homem contra a destruição de si mesmo (…) Quando a Igreja fala da natureza do ser humano como homem e mulher e pede que se respeite esta ordem da criação, não está expondo uma metafísica superada”. Por isso, faz parte do projeto de poder global da ONU esvaziar a fé católica de seu real significado, para introduzir com eufemismos uma outra concepção de natureza (que visa, sim, superar a metafísica católica), daí a estratégia de aliar ecologismo e sincretismo panteísta, para alcançar os fins de manipulação das consciências. Isso sim, uma “colonização ideológica” das consciências, para que também os católicos (desinformados desse processo de engano e astúcia) sejam levados a aceitar docilmente o novo paradigma cultural relativista da Nova Ordem Mundial. Daí a decisão chocante de se buscar introduzir o conceito de “pecado ecológico” no Catecismo da Igreja Católica, tendo em vista esse contexto.
 
Até o pontificado de Bento XVI, a agenda gestada nas conferências internacionais da ONU, foi criticada e rejeitada pela Igreja Católica. Mas após a sua renúncia, e com a ascensão de Francisco, o Vaticano, através da Pontifícia Academia das Ciências, abriu escancaradamente as portas para tal projeto, causando indignação e perplexidade entre os católicos, e também confusão no seio da Igreja. Os bispos, em massa, acataram tal engano (“a astúcia que tende a levar ao erro”), e em vez de defenderem a fé católica de tão grande ameaça, instrumentalizam a Igreja para tais fins, deixando os católicos atônitos, sem saber o que fazer e como lidar com essa situação. Infelizmente, é preciso reconhecer que “o engano com astúcia que tende a levar ao erro” foi introduzido não apenas na encíclica ecológica Laudato Si (a ética universal do desenvolvimento sustentável), como também em outros documentos, como em Amoris Laetitia (com aspectos da ética universal dos valores relativos). Com o Sínodo da Amazônia ficou evidente a determinação de colocar em execução tal projeto, com um desvio de propósito da missão da Igreja, sem precedentes na História, com esta proporção.
 
Francisco afirmou que pretende introduzir o conceito de “pecado ecológico” no Catecismo da Igreja Católica. Tudo isso tem causado angústia e aflição entre os católicos. É um erro isso, alguém tem que dizer isso: é um erro. Muitos bispos e cardeais deixam assim de serem baluartes da defesa da fé católica e se tornam reféns da agenda da ONU, gestada pela UNESCO, nos anos 90. A pergunta que se faz: o que fazer? Como dizer alto e em bom som que trata-se de um erro? Essas duas éticas impregnadas nos documentos do atual pontificado, agem como dissolvedoras da são doutrina católica. Em maio de 2020, Francisco anunciou um encontro de líderes mundiais por um “Pacto Global pela Educação”, com as premissas ideológicas alinhadas com a UNESCO.  Os Cardeais que acompanham tudo isso, sem requererem a correção de rota, pecam gravemente por omissão e conivência, por não defenderem a fé católica de ameaças tão graves. Enquanto católico apostólico romano, indagamos: a quem recorrer se o próprio papa Francisco é o primeiro a abraçar com entusiasmo tal equívoco?
Sim, pela fé temos a resposta: somente Deus, Todo Poderoso – como professamos no Credo – poderá agir pela nossa salvação, pois Nosso Senhor Jesus Cristo nos prometeu: “As portas do inferno não irão prevalecer” (Mt 16,18).
 
Hermes Rodrigues Nery é Coordenador do Movimento Legislação e Vida. Email: prof.hermesnery@gmail.com
15 novembro, 2019

Protesto contra os actos sacrílegos do Papa Francisco.

Por Contra Recentia Sacrilegia – Nós, os abaixo-assinados investigadores e académicos clérigos e leigos católicos, protestamos contra e condenamos os actos sacrílegos e supersticiosos cometidos pelo Papa Francisco, Sucessor de São Pedro, no âmbito do recente Sínodo que teve lugar em Roma.

Tais actos sacrílegos foram os seguintes:

  • A 4 de Outubro, o Papa assistiu a um acto de culto idólatra da deia

    pagã Pachamama.

  • O Papa permitiu que tal acto de culto fosse praticado nos Jardins Vaticanos, profanando deste modo as áreas vizinhas das sepulturas dos mártires e da igreja de São Pedro Apóstolo.
  • O Papa participou deste acto de culto idólatra abençoando a imagem de madeira da Pachamama.
  • A 7 de Outubro, o ídolo da Pachamama foi posto diante do altar-mor de São Pedro e foi depois levado em procissão até à Sala do Sínodo. O Papa Francisco recitou orações numa cerimónia envolvendo esta imagem e juntou-se depois à dita procissão.
  • Depois que várias imagens desta deia pagã foram removidas da igreja de Santa Maria in Traspontina, onde haviam sido postas sacrilegamente, e tendo sido em seguida arrojadas ao Tibre por católicos indignados com essa profanação daquela igreja, o Papa, a 25 de Outubro, ofereceu desculpas pela remoção das imagens, e outra imagem de madeira da Pachamamafoi de novo posta na igreja.  Deu-se, assim, início a uma ulterior profanação.
  • A 27 de Outubro, por ocasião da Missa de encerramento do Sínodo, o Papa aceitou uma taça que fora usada no culto idólatra da Pachamama e pô-la sobre o altar.

O próprio Papa confirmou que estas imagens de madeira eram ídolos pagãos. No curso do seu pedido de desculpas pela remoção destes ídolos do interior de uma igreja católica, o Papa usou especificamente para eles o nome de Pachamama,  nome que, de acordo com uma crença religiosa da América do Sul, corresponde à falsa divindade mãe da terra.

Diferentes actos desta cadeia de eventos foram já condenados como idólatras ou sacrílegos pelo Cardeal Walter Brandmüller, Cardeal Gerhard Müller, Cardeal Jorge Urosa Savino, Arcebispo Carlo Maria Viganò, Bispo Athanasius Schneider, Bispo José Luis Azcona Hermoso,  Bispo Rudolf Voderholzer e Bispo Marian Eleganti. Por fim, no curso deuma entrevista, também o Cardeal Raymond Burke fez igual apreciação do culto que foi prestado.

Esta participação em idolatria foi antecipada pela declaração intitulada “Documento sobre a Fraternidade Humana”, assinada pelo Papa Francisco e Ahmad Al-Tayyeb, o Grande Imã da mesquita de Al-Azhar, a 4 de Fevereiro de 2019.  Esta declaração afirmou que:

«O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos. Esta Sabedoria divina é a origem donde deriva o direito à liberdade de credo e à liberdade de ser diferente.»

O envolvimento do Papa Francisco em cerimónias idólatras é uma indicação de que quis dar a esta declaração um sentido heterodoxo, que permite que o culto pagão de ídolos seja considerado um bem positivamente querido por Deus.

Além disso, não obstante ter comunicado privadamente ao Bispo Athanasius Schneider que «[o Bispo] pode dizer que a frase em questão acerca da diversidade das religiões se refere à vontade permissiva de Deus …» , o Papa jamais procedeu à correcção da declaração de Abu Dhabi nesses sentido.Num pronunciamento subsequente durante a audiência de 3 de Abril de 2019, o Papa, respondendo à questão “Porque é que Deus permite que haja muitas religiões?”, referiu-se de passagem à “vontade permissiva de Deus” tal como a mesma é entendida pela teologia escolástica, mas deu ao conceito um sentido positivo, declarando que «Deus quis permitir isto» porque, sendo embora certo que «há muitas religiões», elas «olham sempre para o céu, olham para Deus» (ênfase acrescentada). Não se nota aí sequer a mais mínima sugestão de que Deus permite a existência de religiões da mesma maneira que Ele permite, em geral, a existência do mal. Ao invés, a implicação que daí resulta claramente é a de que Deus permite a existência de «muitas religiões» porque elas são boas enquanto «olham sempre para o céu, olham para Deus».

Mais grave ainda: desde então, o Papa Francisco já reafirmou a declaração não corrigida de Abu Dhabi, ao estabelecer um “comité inter-religioso” , que veio mais tarde a receber a designação de “Comité Superior”,  com sede nos Emiratos Árabes Unidos, paradar seguimentoaos “objectivos” do documento, e ao promover uma directivaemitida pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-reliogioso dirigida aos dirigentes de todos os institutos católicos romanos de estudos superiores, e indirectamente aos professores universitários católicos, pedindo-lhes que dêem ao documento a «maior difusão possível», aí se incluindo a asserção não corrigida de que Deus quer a «diversidade religiões» do mesmo modo que quer a diversidade de cores, sexos, raças e línguas.

Prestar culto a alguém ou algo além do único Deus verdadeiro, a Santíssima Trindade, é uma violação do Primeiro Mandamento. A participação em qualquer forma de veneração de ídolos é absolutamente condenada por este mandamento e constitui um pecado grave, independentemente da culpabilidade subjectiva, que só Deus pode julgar.

São Paulo ensinava à Igreja dos primeiros tempos que o sacrifício oferecido a ídolos pagãos não era dirigido a Deus mas antes aos demónios, como se lê na sua Primeira Epístola aos Coríntios:

«Que vos hei-de dizer, pois? Que a carne imolada aos ídolos tem algum valor, ou que o próprio ídolo é alguma coisa? 20Não! Mas aquilo que os pagãos sacrificam, sacrificam-no aos demónios e não a Deus. E eu não quero que estejais em comunhão com os demónios. 21Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demónios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demónios
(1 Cor 10, 19-21)

Com tais acções, o Papa Francisco incorreu na condenação proferida pelo Segundo Concílio de Niceia:

«Muitos pastores destruíram a minha vinha, profanaram a minha porção. Por isso que seguiram homens ímpios e acreditando nos seus próprios desvarios, caluniaram a Santa Igreja, que Cristo tomou para Si por esposa, e não distinguiram o sagrado do profano, asserindo que os ícones de Nosso Senhor e dos santos não eram diferentes das imagens de madeira dos ídolos satânicos

É com imensa dor e profundo amor pela Cátedra de Pedro que suplicamos a Deus Todo-Poderoso que poupe os membros culpados da Sua Igreja sobre a terra da punição que merecem pelos seus terríveis pecados.

Pedimos respeitosamente ao Papa Francisco que se arrependa publicamente e sem ambiguidades destes pecados e de todas as ofensas que cometeu contra Deus e a verdadeira religião, e que faça reparação por estas ofensas.

Pedimos respeitosamente a todos os bispos da Igreja Católica que ofereçam ao Papa Francisco uma correcção fraterna por estes escândalos, e que advirtam os seus rebanhos de que, de acordo com o ensinamento divinamente revelado da fé católica, eles arriscam a condenação eterna se seguirem o seu exemplo nas ofensas contra o Primeiro Mandamento.

9 de Novembro de 2019

In Festo Dedicationis Basilicae Lateranensis
“Terribilis est locus iste: hic domus Dei est et porta cæli; et vocabitur aula Dei” 

 

Assinam:

Dr Gerard J.M. van den Aardweg, The Netherlands

Dr Robert Adams, medical physician in Emergency & Family Medicine

Donna F. Bethell, J.D.

Tom Bethell, senior editor of The American Spectator and book author

Dr Biagio Buonomo, PhD in Ancient Christianity History and former culture columnist (1990-2013) for L’Osservatore Romano

François Billot de Lochner, President of Liberté politique, France

Rev. Deacon Andrew Carter B.Sc. (Hons.) ARCS DipPFS Leader, Marriage & Family Life Commission, Diocese of Portsmouth, England

Mr. Robert Cassidy, STL

Dr Michael Cawley, PhD, Psychologist, Former University Instructor, Pennsylvania, USA

Dr Erick Chastain, PhD, Postdoctoral Research Associate, Department of Psychiatry, University of Wisconsin-Madison

Fr Linus F Clovis

Lynn Colgan Cohen, M.A., O.F.S.

Dr Colin H. Jory, MA, PhD, Historian, Canberra, Australia

Rev Edward B. Connolly, Pastor Emeritus, St. Joseph Parish St. Vincent de Paul Parish, Girardville PA

Prof. Roberto de Mattei, Former Professor of the History of Christianity, European University of Rome, former Vice President of the National Research Council (CNR)

José Florencio Domínguez, philologist and translator

Deacon Nick Donnelly, MA Catholic Pastoral & Educational Studies (Spiritual Formation), England

Fr Thomas Edward Dorn, pastor of Holy Redeemer Parish in New Bremen OH in the Archdiocese of Cincinnati

Fr Stefan Dreher FSSP, Stuttgart, Germany

Dr Michael B. Ewbank, PhD in Philosophy, Loras College, retired, USA

Fr Jerome Fasano, Pastor, St John the Baptist Church, Front Royal, Virginia, USA

Dr James Fennessy, MA, MSW, JD, LCSW, Matawan, New Jersey, USA

Christopher A. Ferrara, J.D., Founding President of the American Catholic Lawyers’ Association

Fr Jay Finelli, Tiverton, RI, USA

Prof. Michele Gaslini, Professor of Public Law, University of Udine, Italy

Dr Linda M. Gourash, M.D.

Dr Maria Guarini STB, Pontificia Università Seraphicum, Rome; editor of the website Chiesa e postconcilio

Fr Brian W. Harrison, OS, STD, associate professor of theology of the Pontifical Catholic University of Puerto Rico (retired), Scholar-in-Residence, Oblates of Wisdom Study Center, St. Louis, Missouri, USA

Sarah Henderson DCHS MA (RE & Catechetics) BA (Mus)

Prof. Robert Hickson PhD, Retired Professor of Literature and of Strategic-Cultural Studies

Dr Maike Hickson PhD, Writer and Journalist

Prof., Dr.rer.pol., Dr.rer.nat. Rudolf Hilfer, Professor of Theoretical Physics at Universität Stuttgart

Fr John Hunwicke, Former Senior Research Fellow, Pusey House, Oxford

Fr Edward J. Kelty, OS, JCD, Defensor Vinculi, SRNC rota romana 2001-19, Former Judicial Vicar,  Archdiocese of Ferrara, Judge, Archdiocese of Ferrara

Dr Ivo Kerže, prof. phil.

Dr Thomas Klibengajtis, former Assistant Professor of Catholic Systematic Theology, Institute of Catholic Theology, Technical University Dresden, Germany

Dr Peter A. Kwasniewski, PhD, USA

Dr John Lamont, DPhil (Oxon.)

Dr Dorotea Lancellotti, catechist, co-founder of the website: https://cooperatores-veritatis.org/

Dr Ester Ledda, consecrated laywoman, co-founder of the website https://cooperatores-veritatis.org/

Fr Patrick Magee, FLHF a Franciscan of Our Lady of the Holy Family, canonical hermit in the Diocese of Fall River, Massachusetts

Dr Carlo Manetti, jurist and lecturer, Italy

Dr Christopher Manion, PhD, KM, Humanae Vitae Coalition, Front Royal, Virginia, USA

Antonio Marcantonio, MA

Michael J. Matt, Editor, The Remnant, USA

Jean-Pierre Maugendre, general delegate, Renaissance catholique, France

Msgr John F. McCarthy, JCD, STD, retired professor of moral theology, Pontifical Lateran University

Prof. Brian M. McCall, Orpha and Maurice Merrill Professor in Law, Editor-in-Chief Catholic Family News

Patricia McKeever, B.Ed. M.Th., Editor, Catholic Truth, Scotland

Mary Angela McMenamin, MA in Biblical Theology from John Paul the Great Catholic University

Fr Cor Mennen, lecturer canon law at the diocesan Seminary of ‘s-Hertogenbosch and member of the cathedral chapter

Rev Michael Menner, Pastor

Dr Stéphane Mercier, Ph.D., S.T.B., former research fellow and lecturer at the University of Louvain

Dr Claude E Newbury, M.B. B.Ch., D.T.M & H., D.P.H., D.O.H., M.F.G.P., D.C.H., D.A., M. Prax Med.

Prof. Giorgio Nicolini, writer, Director of “Tele Maria”

Fr John O’Neill, STB, Dip TST, Priest of the Diocese of Parramatta, member of Australian Society of Authors

Fr Guy Pagès, Archdiocese of Paris, France

Prof. Paolo Pasqualucci, Professor of Philosophy (retired), University of Perugia, Italy

Fr Dean P. Perri, Diocese of Providence, Our Lady of Loreto Church

Dr Brian Charles Phillips, MD

Dr Mary Elizabeth Phillips, MD

Dr Robert Phillips, Professor (emeritus) Philosophy: Oxford University, Wesleyan University, University of Connecticut

Prof. Claudio Pierantoni, Professor of Medieval Philosophy, University of Chile; former Professor of Church History and Patrology at the Pontifical Catholic University of Chile

Prof. Enrico Maria Radaelli, Professor of Aesthetic Philosophy and Director of the Department of  Aesthetic Philosophy of the International Science and Commonsense Association (ISCA), Rome, Italy

Dr Carlo Regazzoni, Philosopher of Culture, Therwill, Switzerland

Prof. John Rist, Professor emeritus of Classics and Philosophy, University of Toronto

Dr Ivan M. Rodriguez, PhD

Fr Luis Eduardo Rodrìguez Rodríguez, Pastor, Diocesan Catholic Priest, Caracas, Venezuela.

John F. Salza, Esq.

Fr Timothy Sauppé, S.T.L., pastor of St. Mary’s (Westville, IL.) and St. Isaac Jogues (Georgetown, IL.)

Fr John Saward, Priest of the Archdiocese of Birmingham, England

Prof. Dr Josef Seifert, Director of the Dietrich von Hildebrand Institute of Philosophy, at the Gustav Siewerth Akademie, Bierbronnen, Germany

Mary Shivanandan, Author and consultant

Dr Cristina Siccardi, Church Historian and author

Dr Anna M. Silvas, senior research adjunct, University of New England NSW Australia.

Jeanne Smits, journalist, writer, France

Dr Stephen Sniegoski, PhD, historian and book author

Dr Zlatko Šram, PhD, Croatian Center for Applied Social Research

Henry Sire, Church historian and book author, England

Robert J. Siscoe, author

Abbé Guillaume de Tanoüarn, Doctor of Literature

Rev Glen Tattersall, Parish Priest, Parish of St. John Henry Newman, Australia

Prof. Giovanni Turco, associate professor of Philosophy of Public Law, University of Udine, Italy

Fr Frank Unterhalt, Pastor, Archdiocese of Paderborn, Germany

José Antonio Ureta, author

Adrie A.M. van der Hoeven, MSc, physicist

Dr Gerd J. Weisensee, Msc, Switzerland

John-Henry Westen, MA, Co-Founder and Editor-in-Chief LifeSiteNews.com

Dr Elizabeth C. Wilhelmsen, Ph.D. in Hispanic Literature, University of Nebraska-Lincoln, retired

Willy Wimmer, Secretary of State, Ministry of Defense, (ret.), Germany

Prof. em. Dr Hubert Windisch, priest and theologian, Germany

Mo Woltering, MTS, Headmaster, Holy Family Academy, Manassas, Virginia, USA

Miguel Ángel Yáñez, editor of Adelante la Fe

List of Signatories

Archbishop Carlo Maria Viganò

Prof. Dr. Heinz Sproll – University of Augsburg

Edgardo J. Cruz Ramos, President Una Voce Puerto Rico

Rev. Fr. Felice Prosperi

Prof.Growuo Guys PhD

Rev. Nicholas Fleming STL

Drs. N.A.L. van der Sluis pr., Pastoorparochie Maria, Moeder van de Kerk Bisdom ‘s-Hertogenbosch

Rev. Fr Alfredo Maria Morselli

Marco Paganelli, Journalist and writer

Deacon Eugene G. McGuirk, B.A, M.A., M.B.A.

Dr. Lee Fratantuono, AB, AM, PhD

Rev. Fr. Paolo D’Angona, Diocese of Roermond, Netherlands

12th November 2019

Bishop Robert Mutsaerts, auxiliary bishop of ‘s-Hertogenbosch, Netherlands

Marco Tosatti, Stilum Curiae

Enza Pasquali

Don Michiele Chimienti

Rev. Patrick Fenton

Fr Peter Klos

Paul King, Esq.Fr. Palblo Ormazabal Albistur

Prof. Dr. Felix Fulders

Fr Richard McNally ss.cc

Sac. Bernardo M. Trelle

Dr. Quintilio Paolozzi Ph.D.

Dr. Stefano Gizzi, Comm. S.Gregorio Magno

Fr Bernward Van der Linden FSSP

Mag, Philipp Erdinc, MA

De Christian Behrendt

Rev. Peter John Dang

Leo Kronberger, MD, MSC

José Narciso Barbosa Soares

Joao Luiz da Costa Carvalho Vidigal

Fr Iouis Guardiola

Fr Roberto J.Perez, O. Carm.

Fr Jason Charron

Rev. Fr Edwin Wagner FSO

Fr Fabian Adindu

Fr Frank Watts

Fr David M. Chiantella

Fr Daniel Becker

Fr Fidelis Moscinski

Fr John Boughton

Fr Kenneth Bolin

Fr Matthew DeGance, SDB

Fr Vince Huber

Fr Arnis Suleimanovs

Fr James Mawdsley

Fr John Osman, M.A., S.T.L.

Fr Scott Lemaster, M.A., M.Div.

Fr Mark Desser

Fr Vincenzo Fiore

Fr Michael Magiera

Fr John Fongemie, FSSP

Fr Alex Anderson

Fr Pablo Ormazabal Albistur

Fr Brian Geary

Fr James Gordon

Fr David Kemna

Fr Steven Scherrer, MM, Th. D Scherrer

Fr Andrew Szymakowski, JCL

Fr Terence Mary Naughtin, OFM Conv

Christine de Marcellus Vollmer

Mag. Wolfram Schrems

Tammy Layton, ASA,BA, MA

Prof. Mag. Manfred Weindl

Dr Piotr Wolochowicz Ph.D. in Pastoral Theologie

Fr Grzegorz Asniadoch IBP

Grzegorz Korwin-Szymanowski, Journalist

Maristela Neves de Mesquita Rodiriguez Santos

Fr. Albert P. Marcello, III, JCL, defensor vinculi, Diocese of Providence

Dr Michael Sirilla

Fr Jason Vidrine

Dr John Jay Conlon

Matt Gaspers, Managing Editor, Catholic Family News

Dr Taylor R.Marshall

David Moss St. Louis, Missouri, U.S.A

Mag. César Félix Sánchez Martínez, professor of Philosophy of Nature and History of Modern and Contemporary Philosophy

13th November 2019

Fr Tullio Rotondo, doctor of Sacred Theology and Jurisprudence

Philippe Pichot Bravard, Maître de conférences HDR, écrivain

Dr. James P. Lucier, PhD, former Staff Director, U.S. Senate Foreign Relations Committee

Fr Aleksandrs Stepanovs

Fr Andrew Benton

Fr Tim Meares

Fr Vaughn Treco

Fr Edmund Castronovo

Fr Pat Scanlan Cloyne, diocesan priest

Br Johannes Elisa of the Cross OCDS ter Veer

14th November 2019

Fr Luis Marja de la SS. Trinidad y de la Santa Cruz

Fr Kazimierz Stefek, Parish Priest

William Melichar, OCDS, JD, MA

Mirella Sacilotto Sharkey, Ph. D.

Fr Peter Masik

Pichot Bravard Philippe

4 novembro, 2019

Revelado jovem que atirou ídolo Pachamama no Tibre.

Por LifeSiteNews, 4 de novembro de 2019 | Tradução: FratresInUnum.com — O homem que atirou a infame estátua de Pachamama no Rio Tibre revelou sua identidade hoje. Em vídeo ele explica sua motivação para ter retirado o “ídolo pagão” da igreja de Santa Maria em Transpontina, perto do Vaticano, no mês passado. 

Alexander Tschugguel, 26, de Viena, Áustria, conversou com o co-fundador do LifeSite, John-Henry Westen, dizendo-lhe: “para mim, foi algo realmente ruim, porque vi naquelas estátuas e naqueles ídolos… uma violação ao Primeiro Mandamento.” Ele diz que foi motivado simplesmente pelo desejo de “retirar objetos pagãos de uma igreja católica.”

Tschugguel converteu-se do luteranismo há 10 anos e estava em Roma cobrindo o Sínodo da Amazônia. Ele contou à LifeSite que consultara um sacerdote e rezara muitos rosários junto com sua esposa antes de levar a cabo seu plano. Ele disse que “a preparação espiritual foi fundamental”.

Ao chegar à igreja, percebeu que ela ainda estava fechada. Decidiu rezar o rosário do lado de fora e a porta foi destrancada pouco tempo depois; entrou assim que abriram. Ele afirmou que não estava preocupado com as consequências ou com a possibilidade de as coisas não saírem conforme planejado.

“Se ficarmos sempre pensando sobre o que acontecerá depois, e se ficarmos sempre pensando dessa maneira, nunca faremos nada.” Se alguma coisa ruim estiver acontecendo em uma igreja católica, “precisamos agir,” ele disse. “Seja lá o que acontecer, não poderá ser tão ruim assim.” A “pior coisa” que pode acontecer é não irmos para o Céu.

Assista abaixo ao vídeo com a declaração dele sobre a razão de ter retirado a estátua:

Tschugguel, que é ativo no Twitter, fundou o Instituto São Bonifácio, uma organização de leigos católicos que deseja que a Igreja viva sua doutrina tradicional. “Não vamos mais ficar calados,” ele disse. São Bonifácio foi um monge do século VIII, talvez mais conhecido por cortar um carvalho venerado pelos pagãos alemães.

Tschugguel diz que retirou a estátua não por um desejo de ofender alguém, mas porque deseja que os próprios povos da Amazônia “tenham a verdade de Cristo” e não algum tipo de “escárnio da religião cristã.” Ele negou estar tentando chamar a atenção para si de alguma maneira, mas admitiu que “é fantástico ver” as muitas vozes de apoio que surgiram desde que seu vídeo foi publicado, especialmente por parte do clero. No momento, mais de 20.000 assinaturas foram acrescentadas à petição da LifeSite apoiando a retirada de símbolos pagãos de propriedades do Vaticano.

Tschugguel disse à LifeSite que todos os católicos têm o dever de respeitar as pessoas e que de maneira alguma ele odeia o Papa Francisco, como alguns alegaram. “É nosso dever rezar pelo papa, apoiá-lo e respeitar a sua autoridade,” ele disse. “Por que rezaríamos por ele se o odiássemos?”

“Por favor, Santo Padre,” ele prosseguiu, “entenda o seguinte: como católicos, não queremos objetos pagãos na Igreja Católica. Queremos que as nossas igrejas sejam limpas e puras no que tange a fé e queremos que a Igreja siga Jesus Cristo, simples assim.”

Tschugguel disse que rejeita a ideia de ter cometido um furto, uma vez que os objetos eram “ídolos pagãos” que não pertenciam a uma igreja católica. “Eu enfrentarei quaisquer desafios judiciais da mesma maneira, calmo… Não estou amedrontado. Realmente não estou com medo.” Ele também disse ter outros vídeos e fotos que comprovam sua autoria da ação.

Tschugguel disse que o Sínodo fez com que se sentisse “muito decepcionado.” Foi “uma grande amálgama de ideais erradas… justiça social… teologia da libertação”. O Sínodo também “anda de mãos dadas com a agenda globalista.”

Ao ser indagado sobre o tipo de conselho que ele daria aos jovens católicos, Tschugguel disse que estes devem frequentar a igreja católica tradicional local, rezar “toneladas” de rosários, e depois estudar a fé, para que sejam capazes de defendê-la em público. Ele também recomendou que se se dirigissem às suas famílias, amigos, grupos pró-vidas próximos, e que fizessem suas vozes serem ouvidas. Se alguma coisa “não for católica, falem claramente!…Somos parte da batalha entre o Reino de Deus e o reinado de Satanás.”