Archive for ‘Atualidades’

14 outubro, 2018

Diocese de Campo Limpo: “Padre agiu à revelia do bispo”.

Por FratresInUnum.com — A Diocese de Campo Limpo divulgou nota pública em que deplora a instrumentalização política-partidária da Missa de Nossa Senhora Aparecida, em que Fernando Haddad (com esposa) e Manuela d’Ávila participaram e receberam sacrilegamente — dada a defesa obstinada, por ambos, de princípios frontalmente contrários à Lei de Deus — a Santa Comunhão, e depois da qual fizeram um comício na frente da Igreja.

Segundo a assessoria de comunicação da Diocese, o Padre irlandês Jaime Crowe agiu à revelia do bispo e recebeu uma advertência canônica pelo delito eclesiástico (embora o sacerdote tenha, também, cometido um ilícito eleitoral, pelo qual a diocese e os candidatos poderiam perfeitamente ser autuados e multados, por propaganda política ilegal).

Caberia, de passagem, a reflexão sobre a aptidão para o governo de bispos, que, uma vez confrontados justamente por fiéis, refugiam-se em seus palácios, acostumados com o bajulador corporativismo de seu clero, alegando simplesmente não ter tomado conhecimento do fato — quando este era divulgado amplamente, causando alvoroço, na internet dois dias antes de sua realização.

A nota reafirma a orientação de que os fieis devem aproximar-se da Comunhão apenas em estado de graça e também salienta que a Igreja não apoia nenhum candidato.

A Diocese, porém, não faz nenhuma menção a um ato público de desagravo à Santíssima Eucaristia. Lembramos aos nossos leitores que o pecado público de sacrilégio atrai as maldições e os castigos divinos sobre todo o povo.

Santo Afonso, quando escreve sobre a Missa Sacrílega, conta que a religiosa Maria Crucificada (Palma, Sicília, Itália, 1668) certa vez presenciou o pecado de sacrilégio de um clérigo que celebrava. Após ter terríveis visões, “permaneceu a serva de Deus de tal modo aterrada e abatida pela dor, que não pôde fazer outra coisa senão chorar. O autor da sua Vida nota que foi precisamente no mesmo ano de 1688 que se deu o grande terremoto, que tantos estragos fez na cidade de Nápoles e seus contornos, donde se pode concluir que *tal castigo foi efeito da celebração desta missa sacrílega*” (S. Afonso Maria de Ligório, A Selva, Parte I, VIII – A Missa sacrílega).

A Diocese de Campo Limpo poderia, em reparação à santidade de Deus, ofendida por este tão grave sacrilégio, — a comunhão recebida por ateus e abortistas, bem como pelo escândalo ocasionado à alma dos fieis — realizar um dia de desagravo ao Coração Eucarístico de Jesus, na esperança, também, de afastar de nosso país o castigo merecido pelo gravíssimo pecado de um clérigo. Mas quem, no catolicismo evoluído e “adulto” da CNBB, acredita nisso?

4 outubro, 2018

Carta a Jair Bolsonaro.

04 de outubro de 2018.

Memória de São Francisco de Assis.

Deputado Jair Bolsonaro,

Somos um grupo de bispos e padres católicos que lhe escreve esta nota na tentativa de esclarecer, ao deputado e aos seus eleitores, que tipo de atuação política deve-se esperar da hierarquia da Igreja Católica.

1 – Fatos: Nota-se com frequência a manifestação de apoio explícito de ministros evangélicos em campanhas eleitorais. Deve-se, porém, notar, sem detrimento do papel cívico importante dessas pessoas, que as igrejas evangélicas não são organizadas hierarquicamente e que seus pastores gozam de maior liberdade de engajamento político.

O deputado deve ter notado, em sua longa atuação parlamentar, que inúmeros pastores evangélicos exercem o mandato de deputado e de senador, por exemplo, e com isso prestam um excelente serviço à sociedade brasileira.

Já do lado católico, em regra geral, quando algum padre é eleito como parlamentar: 1) ele não possui o apoio da hierarquia católica; 2) e geralmente defende mais os programas da esquerda do que os valores inegociáveis do magistério católico.

2 – Explicação dos fatos: Para compreender porque as coisas são assim, poderíamos fazer uma comparação com a estrutura do Estado Brasileiro, tão bem conhecida pelo deputado.

Assim como nenhum general da ativa irá declarar seu apoio institucional ao Deputado Jair Bolsonaro, também nenhum bispo da hierarquia católica irá declarar este apoio.

Por que isso? É porque a função institucional e suprapartidária das Forças Armadas é garantir o cumprimento da Constituição, não importe quem ganhar! Isso dá segurança ao pais. Ganhe quem ganhar, o brasileiro deveria poder dormir tranquilo sabendo que a Constituição será respeitada.

E a Hierarquia Católica? A Hierarquia também possui uma função suprapartidária de garantir aos fieis católicos a defesa dos chamados “valores inegociáveis”: a vida, a família, a educação dos filhos pelos pais, etc. Ganhe quem ganhar, este deveria ser o papel da hierarquia.

3 – Lamentamos que, em tempos recentes, o projeto comunista-socialista tenha manipulado estruturas da Igreja Católica para obter seus fins diabólicos. Temos visto ultimamente um processo de purificação e denúncia desta miséria dentro da Igreja.

Mesmo assim, pedimos a compreensão do deputado: temos a firme convicção de que a estrutura hierárquica da Igreja católica não deve entrar explicitamente na disputa eleitoral, sob pena de estarmos realizando o que nós mesmo denunciamos e condenamos no projeto da esquerda revolucionária.

Mas, saiba, deputado, assim como milhares de oficiais e soldados apoiam e votarão em sua candidatura, apesar de não haver apoio explícito das FFAA, enquanto instituição; também na Igreja Católica, milhões de fieis (sobretudo jovens! Mas, também milhares de bispos, padres e seminaristas!) olham com esperança para sua candidatura como uma possível abertura para a defesa dos valores inegociáveis da vida, da família, da educação das crianças pelos pais, etc.

Rezamos para que a Virgem Maria, Auxiliadora dos Cristãos, nos conceda a vitória das forças cristãs contra as forças materialistas e ateias.

Deus o abençoe!

* * *

Agradecemos aos senhores bispos e padres a deferência de escolher o Fratres para divulgação de sua carta.

2 outubro, 2018

A dialética de Francisco (III). O tiro no pé.

Por FratresInUnum.com, 2 de outubro de 2018 — Em nosso último editorial, salientávamos como Francisco incorporou na Igreja uma política da divisão, colocando em confronto dialético progressistas e conservadores, em intencional benefício dos primeiros. O medo, a suspeita, a vigilância são como que a música de fundo deste pontificado. Tal como nos tempos de Robespierre, o “terror de Bergoglio” assassina reputações e destrói ministérios, mas acoberta amigos criminosos e silencia vítimas inertes.

tiroA crise americana é apenas sintoma de um problema muito mais profundo que se estabeleceu na Igreja, uma certa psicopatologia eclesial, uma esquizofrenia eclesiológica: o mesmo papa que se imuniza contra os críticos mediante lacaios treinados para fiscalizar os eventuais opositores, que se esconde por trás da mídia, alvo principal do seu dito magistério, e que se eleva, deste modo, à encarnação de único dogma do catolicismo, é o papa que dissolve o poder papal numa falsa sinodalidade, isto é, na sinodalidade das máfias promovidas por seu séquito, detentoras de uma agenda corrosiva de qualquer coisa que se pareça minimamente com a fé católica.

Acontece, porém, que, contrariamente à política de “equilíbrio de forças e coalizão” dos pontificados anteriores, que produziu um culto à neutralidade e ao centrismo e fez até os mais progressistas adotarem, ao menos, a camuflagem como modus vivendi, o pontificado atual produziu, também pessoalmente contra si, verdadeiras oposições.

Quem já imaginou que um ex-núncio apostólico, como Mons. Viganó, treinado na academia diplomática da Santa Sé para falar sempre de modo ameno e por insinuações, viria à público denunciar contundentemente a leniência do papa com predadores sexuais por serem seus amigos e parceiros naquilo que ele chama de “reforma da Igreja”, obtendo como resposta o silêncio papal e um pedido desesperado de orações contra Satanás?… — Quem cogitou que alguns cardeais que, nos pontificados anteriores eram eclesiásticos medianos e inexpressivos, politicamente comedidos e eclesialmente corretos, ocupariam o protagonismo na resistência católica contra um pontificado comprometido em assumir a liderança mundial da esquerda e em pisotear impiedosamente tradições do cristianismo?

Francisco flagrou o que os papas anteriores tentaram maquiar: os progressistas saíram do armário e estão completamente descontrolados, crentes de que este pontificado é eterno e que eles podem fazer e dizer tudo que sempre fizeram e disseram na surdina, apenas para os seus círculos íntimos — aliás, muy íntimos.

O Cardeal Hummes, por exemplo, nos tempos de Santo André, ufanava-se por passeatas e protestos protagonizados por seu amigo pessoal, o ex-presidente e atual presidiário Lula, mas, nos últimos anos do pontificado de João Paulo II, assumiu ares conservadores, de tal modo que, nomeado arcebispo de São Paulo, foi elevado posteriormente por Bento XVI à Prefeito da Congregação para o Clero, exatamente por sua fama de linha dura na formação dos seminaristas. Obviamente, apenas quem não está habituado com a mentalidade dialética enganou-se com a fingida “conversão” conservadora do prestigiado purpurado. Antes de chegar em Roma, ele já tinha dado uma entrevista favorável à ordenação dos homens casados, opinião mantida cautelosamente em stand-by em seus tempos romanos, mas atualmente desfraldada com orgulho, a ponto de ser ele o líder dessa agenda no já concluído, apesar de nem começado, Sínodo da Amazônia. Aquilo que estava escondido, pôs-se à luz.

Mesmo o Cardeal Schönborn, que não é, digamos, suspeito de ortodoxia, acaba de publicar e, ato seguido, deletar um Tweet em que auspicia poder “ordenar mulheres como diaconisas”.

Atitudes como estas têm sido frequentíssimas, para não dizer cotidianas, por todos os lados na Igreja. Citamos apenas dois exemplares de uma plêiade tão numerosa de exemplos tais como dois grãos de areia na praia de Copacabana.

A autoconfiança progressista é a forca na qual eles mesmos serão enforcados. O efeito da dialética de Francisco é que ele mesmo está produzindo a superdose do antídoto que anulará tudo aquilo que ele está fazendo, haja vista a tendência hegemônica no clero mundial. O único benefício dos bajuladores de Bergoglio é o respaldo que recebem dele, mas, incapazes de reprodução, suas vozes caem incessantemente no vazio e eles, desprezados porque ridículos, fomentam apenas o odium plebis, cujas consequências serão devidamente colhidas por eles no tempo certo. Tudo é uma questão de espera…

Incapaz de superar a própria psicologia dialética por uma percepção integradora mais abrangente, o papa argentino tornou-se a vítima mais irredimível de si mesmo, condenado a produzir reversos de si indefinidamente. E isso não terá fim! Não se trata de uma falta de lealdade ou de uma disputa intestina. É um defeito intrínseco da eclesiologia dialética, que é, ao fim e ao cabo, uma eclesiologia do tiro no pé!

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30 setembro, 2018

Foto da semana.

Ex-governador geral australiano e célebre ateu se converte a fé católica aos 85 anos.

Brisbane – Austrália (Quinta-feira, 20-09-2018, Gaudium Press) Bill Hayden, ex-governador geral da Austrália, que liderou o Partido Trabalhista Australiano, converteu-se à fé católica e recebeu o sacramento do batismo aos 85 anos de idade, após uma vida inteira de ateísmo público. O político pertencia a uma família católica, mas nunca havia sido batizado e sua falta de crenças religiosas o levou a renunciar a títulos honoríficos que representavam um apoio à religião. Um ataque cardíaco sofrido pelo político em 2014 e o exemplo de uma freira foram fundamentais para sua conversão, consumada no último dia 9 de setembro, na Igreja de Santa Maria de Ipswich, em Brisbane, Austrália.

 Ex-governador geral australiano e célebre ateu se converte a fé católica aos 85 anos
Foto: Catholic Leader

“A Irmã Angela Mary Doyle serviu por 22 anos como administradora dos hospitais Mater, em Brisbane, uma cidadela de cuidado da saúde para os mais pobres em South Brisbane, onde cresci no final da Grande Depressão”, escreveu o político em uma carta dirigida a seus amigos antes do Batismo e divulgada pelo portal Aleteia. “Dallas (sua esposa), nossa filha Ingrid e eu visitamos recentemente a Irmã Angela Maria no hospital Mater, onde ela era paciente. Na manhã seguinte, acordei com a forte sensação de que eu estava na presença de uma mulher santa. Então, depois de refletir sobre essas coisas, encontrei meu caminho de volta ao centro dessas crenças: a Igreja”, declarou.

Durante o tempo de preparação para o Sacramento do Batismo, o político enfrentou as dores de uma queda recente que ocasionou na ruptura de um ombro. O padre que o preparou, Peter Dillon, celebrou o evento como um grande encontro para o líder e “um ato de submissão ao fato de que, para ele ,não havia razão para negar que Deus é real e que ele veio descobri-lo”. Esta aceitação pública da fé é notável após gestos como a sua recusa em assumir o papel honorário de “Explorador em Chefe” tradicionalmente dado ao Governador Geral da Austrália pelos Escoteiros. O ateísmo que ele professou era incompatível com a promessa dos exploradores, pelo qual ele pediu para ser considerado em seu lugar como “Patrono Nacional da Associação Escoteira” durante seu governo.

Um aspecto significativo de seu recente Batismo é o fato de que os recentes escândalos da Igreja não influenciaram negativamente em sua declaração pública de fé. “Os problemas são causados por agentes humanos da Igreja, mas não devemos permitir que nossa fé seja prejudicada por agentes que não são tão bons quanto deveriam ser”, explicou Hayden. (LMI)

Da redação Gaudium Press, com informações da Aleteia

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27 setembro, 2018

A dialética de Francisco (II). A destruição da Igreja pela divisão.

Por FratresInUnum.com, 27 de setembro de 2018 — Apresentamos na semana passada um editorial sobre a “Dialética de Francisco”, mostrando o abismo que existe entre a mente de um homem comum e a de um revolucionário, na qual a contradição forma parte da estrutura mesma de sua psicologia. Nada de coerência, nada de ação linear… A unidade do processo, em si, determina o significado das ações pontuais que, via de regra, se contradizem, garantindo a vitória do movimento.

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Nossa abordagem estaria incompleta sem entendermos que, a esta psicologia nefasta, Hegel introduziu outro elemento que lhe é absolutamente essencial: aquilo que ele chamava de “trabalho do negativo”. Em poucas palavras, o processo, em sua dinâmica de autoafirmação subjetiva, destrói toda a objetividade. Obviamente, essa mesma estrutura lógica foi assumida e desenvolvida por Marx e, sobretudo, pelos filósofos da Escola de Frankfurt, que entendiam ser sua missão não apenas incutir a subjetiva psicologia dialética, mas também destruir toda a ordem objetiva.

Os frakfurtianos inventaram, para isso, duas táticas simples: primeiro, convencer a todos de que toda a sabedoria humana existente não passava de vigarice e trapaça, ou seja, de proceder a uma impiedosa desmoralização intelectual de toda a história do pensamento; para, depois, substituir tudo o que é bom por tudo que há de pior, na estética, na ética e em todos os âmbitos da cultura humana. No fundo, este último passo consistia também numa deformação sociológica: o homem honesto tem de ser considerado uma fraude, e os únicos realmente bons são os bandidos, os depravados etc.

Ora, compreendendo essas coisas fica muito fácil entender o modus procedendi do papa argentino. Não basta pensar de modo dialético e manipular as contradições sobredeterminando-as em vista de um fim, que é o advento do socialismo, do qual a Igreja está sendo feita escrava; é necessário desmontar a estrutura mesma da Igreja em todos os âmbitos, desmoralizando suas doutrinas como vigarices farisaicas e impondo de todos os lados a imoralidade como imperativo moral, anistiando o adultério, a fornicação, o homossexualismo e promovendo ao mais alto escalão da hierarquia eclesiástica os mais escandalosos dentre os efeminados e prevaricadores.

Agora, Francisco acaba de transferir ao Sínodo dos Bispos faculdades do poder papal, permitindo que, após ampla consulta popular, os representantes das conferências episcopais escrevam um documento que será submetido apenas à formal aprovação do Bispo de Roma, sendo considerado ipso facto magistério ordinário do Romano Pontífice. É a substituição da monarquia papal pelo sindicalismo eclesiástico, é a adulteração da Igreja como sempre a conhecemos feita propositalmente para a inserção de uma arquitetura que permitirá simultaneamente eximir o papa de sua responsabilidade, de um lado, deixando-o completamente amarrado, de outro, caso queira cumprir o seu encargo de defensor da fé a despeito de qualquer desvio entre a maioria do episcopado. Com este sistema em vigor, Santo Atanásio ou Santo Agostinho de nada teriam valido, e a Igreja seria hoje ariana ou pelagiana.

Com vistas à aprovação da ordenação sacerdotal dos homens casados na Amazônia (que será apenas o pontapé inicial para todo o resto do mundo), essa estrutura é adequada para preservar o Papa Francisco de críticas e, ao mesmo tempo, fazer avançar a sua agenda revolucionária, pois ele mesmo pode conferir às assembleias sinodais poder deliberativo (Cf. Constituição Episcopalis Communio, art. 18 § 2). A questão transcende, contudo, a ordenação dos viri bropati. É uma verdadeira mudança na arquitetura da Igreja, que permitirá a introdução de todas as mudanças revolucionárias controladas nas últimas décadas, a despeito do papa ou, caso ele as queira promover, sem lhe produzir algum deficit junto à opinião pública. Um golpe de mestre!

Obviamente, Papa Bergoglio é muito consciente do mal-estar que está produzindo por todos os lados. Mas este não é um efeito colateral indesejado, ao contrário, faz parte de todo o seu modo de atuar.

Os pontificados anteriores se notabilizaram por uma espécie de “governo de equilíbrio de forças e coalização”, harmonizando progressistas e conservadores através de uma constelação de centristas insípidos e apáticos. Isto é muito diferente do que fizeram os melhores e mais santos Papas, que não equilibravam forças, mas defendiam a verdade mesmo às custas de toda e qualquer intranquilidade.

Francisco radicaliza e encarna na Igreja o imperativo de Maquiavel, sistematizado por Marx et caterva: dividir para conquistar! Ele está acirrando a divisão na Igreja. Com efeito, segundo o jornal Der Spiegel, ele mesmo teria confessado a um círculo muito íntimo de amigos: “passarei para a história como o papa que dividiu a Igreja Católica”.

De fato, a dialética de Jorge Bergoglio não é apenas psicológica, é uma forma de governo e uma estratégia desconstrutivista. Ele é a versão eclesial do “trabalho do negativo” de Hegel e está muito imbuído dessa consciência.

Quem quiser permanecer fiel terá de ser muito, realmente muito, virtuoso. Caso contrário, sucumbirá ao caos. Como dizia Nosso Senhor: “de todos sereis odiados por causa do meu nome, mas não perecerá um único cabelo da vossa cabeça. É pela perseverança que salvareis as vossas almas” (Luc. XXI,17-19).

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26 setembro, 2018

Francisco brinca: “Eu sou o diabo”.

Por Gloria.tv, 25 de setembro de 2018 – Antes de iniciar a sua jornada apostólica para a Lituânia, em 22 de setembro, o Papa Francisco, cumprimentando jornalistas, foi apresentado a um livro sobre João Paulo II (+2005).

Francisco admitiu que a sua reputação está esmaecendo, em comparação à de João Paulo II, brincando: “João Paulo II era um santo, eu sou o diabo.”

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20 setembro, 2018

Igreja e homens de Igreja.

Por Roberto de Mattei, Corrispondenza Romana, 12 de setembro de 2018 | Tradução: FratresInUnum.com:  A corajosa denúncia dos escândalos eclesiásticos feita pelo arcebispo Carlo Maria Viganò suscitou a aprovação de muitos, mas também a desaprovação de alguns, convencidos de que se deve cobrir de silêncio tudo aquilo que desacredite os representantes da Igreja.

Esse desejo de proteger a Igreja é compreensível quando o escândalo é uma exceção. Pois em tal caso há o risco de generalizar, atribuindo a todos o comportamento de alguns. Diferente é quando a imoralidade constitui a regra, ou pelo menos um modo de vida generalizado e aceito como normal.

Neste caso, a denúncia pública é o primeiro passo para a necessária reforma dos costumes. Quebrar o silêncio faz parte dos deveres do pastor, como adverte São Gregório Magno: “O que representa, com efeito, para um pastor o ter medo de dizer a verdade senão virar as costas ao inimigo com o seu silêncio? Se em vez disso ele luta pela defesa do rebanho, ele constrói um baluarte contra os inimigos para a casa de Israel. É por isso que o Senhor adverte pelos lábios de Isaías: ‘Clama em alta voz, sem constrangimento; faze soar a tua voz como o trompete’ (Is 58, 1).”

Nas origens de um silêncio culposo há muitas vezes uma falha em distinguir entre a Igreja e os homens da Igreja, sejam estes simples fiéis, bispos, cardeais ou papas. Uma das razões para essa confusão é precisamente a eminência das autoridades envolvidas nos escândalos.

Quanto maior a sua dignidade, mais se tende a identificá-los com a Igreja, atribuindo o bem e o mal indiferentemente a eles e a Ela. Na realidade, o bem pertence somente à Igreja, enquanto todo o mal se deve apenas aos homens que a representam.

É por isso que a Igreja não pode ser chamada de pecadora.  “Ela – escreve o padre Roger T. Calmel O.P. (1920-1998) – pede perdão ao Senhor não por pecados que Ela teria cometido, mas pelos pecados que cometemos seus filhos, na medida em que não a ouvimos como Mãe” (Breve apologia da Igreja de sempre, Editora Ichtys, Albano Laziale 2007, p. 91).

Todos os membros da Igreja, tanto os da esfera docente como os da discente, são homens cuja natureza foi ferida pelo pecado original. Nem o batismo torna os fiéis impecáveis, nem a Ordem sagrada torna tais os membros da Hierarquia. Até mesmo o Sumo Pontífice pode pecar e errar, exceto quando faz uso do carisma da infalibilidade.

Devemos também lembrar que não foram os fiéis que constituíram a Igreja, como acontece nas sociedades humanas, criadas pelos membros que as compõem, e que se dissolvem quando esses se separam.

Dizer “Nós somos Igreja” [n.d.t.: nome de um movimento internacional que visa democratizar a Igreja] é falso, porque a pertencença dos batizados à Igreja não deriva de sua vontade: é o próprio Cristo que convida a fazer parte do seu rebanho, repetindo a todos: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi” (Jo 15, 16). A Igreja fundada por Jesus Cristo tem uma constituição humano-divina: humana, porque possui um componente natural e receptivo, composto por todos os fiéis, sejam eles membros do clero ou do laicato; e outro sobrenatural e divino, por sua alma.

Jesus Cristo, sua Cabeça, é o seu fundamento, enquanto o Espírito Santo é o seu propulsor sobrenatural. Assim, a Igreja não é santa por causa da santidade de seus membros, mas seus membros é que são santificados por Jesus Cristo, que A dirige, e pelo Espírito Santo, que lhe dá vida. Portanto, atribuir alguma culpa à Igreja é o mesmo que atribuí-la a Jesus Cristo e ao Espírito Santo. Deles procede todo o bem, ou seja, “tudo que é verdadeiro, tudo que é nobre, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, tudo que é virtuoso e louvável” (Fil.4, 8), e dos homens da Igreja procede todo o mal: desordens, escândalos, abusos, violência, torpezas, sacrilégios.

 “Portanto – escreve o teólogo passionista Enrico Zoffoli (1915-1996), que dedicou algumas belas páginas a este tema –, não temos nenhum interesse em encobrir as faltas dos maus cristãos, padres indignos, pastores covardes, ineptos, desonestos e arrogantes. Ingênua e inútil seria a intenção de defender sua causa, atenuar sua responsabilidade, reduzir as consequências de seus erros, recorrer a contextos históricos e situações singulares para depois tudo explicar e tudo absolver” (Igreja e homens de Igreja, Edições Segno, Udine 1994, p.41).

Existe hoje uma grande sujeira na Igreja, como disse o então cardeal Ratzinger na Via Crucis da Sexta-feira Santa de 2005, que precedeu a sua ascensão ao pontificado. “Quão pouca fé existe em tantas teorias, quantas palavras vazias! Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! (Jesus)”

O testemunho de Mons. Carlo Maria Viganò é meritório porque, trazendo à luz essa sujeira, torna mais urgente o trabalho de purificação da Igreja. Deve ficar claro que a conduta de bispos ou padres indignos não se inspira nos dogmas ou na moral da Igreja, antes ela trai uns e outra, porque representa uma negação da lei do Evangelho.

O mundo que atribui à Igreja as culpas desses clérigos acusa-a de transgredir a ordem moral. Mas em nome de que lei e de que doutrina pretende o mundo colocar a Igreja no banco dos réus? A filosofia de vida professada pelo mundo moderno é o relativismo, que não reconhece verdades absolutas e sustenta que a única lei do homem é ser isento de leis. A consequência prática é o hedonismo, segundo o qual a única forma possível de felicidade é a fruição do próprio prazer e a satisfação dos instintos. Como pode um mundo desprovido assim de princípios, pretender julgar e condenar a Igreja? A Igreja é que tem o direito e o dever de julgar o mundo, porque possui uma doutrina absoluta e imutável.

O mundo moderno, filho dos princípios da Revolução Francesa, desenvolve com coerência as ideias do famoso libertino, o Marquês de Sade (1740-1814): amor livre, blasfêmia livre, liberdade para negar e destruir qualquer bastião da fé e da moral como nos dias da Revolução Francesa foi destruída a Bastilha onde Sade tinha estado preso. O resultado de tudo isso foi a dissolução da moral, que destruiu os fundamentos da convivência civil e tornou os últimos dois séculos a época mais sombria da História.

A vida da Igreja é também a história de traições, de deserções, de apostasias, de falta de correspondência à graça divina. Mas esta trágica fraqueza vai sempre acompanhada de uma extraordinária fidelidade: as quedas, mesmo as mais assustadoras, de muitos membros da Igreja, estão entrelaçadas com o heroísmo da virtude de muitos outros de seus filhos.

Um rio de santidade flui do lado de Cristo e corre luxuriante ao longo dos séculos: são os mártires que enfrentam as feras do Coliseu; são os eremitas que deixam o mundo para levar uma vida de penitência; são os missionários que vão até os confins da terra; são os intrépidos confessores da fé que combatem cismas e heresias; são os religiosos contemplativos que sustentam com sua oração os defensores da Igreja e da Civilização Cristã; são todos aqueles que, de diferentes maneiras, conformaram as suas vidas à vida divina. Santa Teresa do Menino Jesus queria reunir todas essas vocações em um único e supremo ato de amor a Deus.

Os santos são diferentes uns dos outros, mas o que há de comum em todos eles é a união com Deus: e essa união, que nunca diminui no Corpo Místico de Cristo, faz com que a Igreja, antes mesmo de ser una, católica e apostólica, seja acima de tudo perfeitamente santa. A santidade da Igreja não depende da santidade de seus filhos: é ontológica, porque está ligada à sua própria natureza. Para que a Igreja possa ser chamada de santa, não é necessário que todos os seus filhos vivam santamente: basta que, graças ao fluxo vital do Espírito Santo, uma parte deles, ainda que pequena, permaneça heroicamente fiel à lei do Evangelho em tempos de provação.

13 setembro, 2018

Até os “franciscólatras” reconhecem.

Papa Francisco precisa dar uma resposta melhor às duvidosas acusações de Viganò

IHU – É difícil saber o que pensar sobre a bomba lançada pelo arcebispo Carlo Maria Viganò, a carta de domingo (26 de agosto) pedindo que o papa Francisco renunciasseViganò, ex-núncio do Vaticano nos Estados Unidos, afirma na carta que o papa Francisco sabia que o cardeal Theodore McCarrick havia abusado seminaristas quando este último era bispo em Nova Jersey, mas não puniu o cardeal.

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11 setembro, 2018

O Arcebispo Viganò será punido por ter dito a verdade?

Por Roberto de Mattei, Corrispondenza Romana, 05 de setembro 2018 | Tradução: FratresInUnum.com – O arcebispo Carlo Maria Viganò, que revelou a existência de uma rede de corrupção no Vaticano, pondo em dúvida os responsáveis, a começar pelas autoridades eclesiásticas supremas, será punido por dizer a verdade? O Papa Francisco está examinando tal possibilidade – a ser verdade, conforme confirmaram várias fontes –, tendo consultado o cardeal Francesco Coccopalmerio e alguns outros canonistas, para estudar as possíveis sanções canônicas a serem infligidas contra o arcebispo, começando por sua suspensão a divinis.

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Cardeal Coccopalmerio

Se a notícia for confirmada, seria de extrema gravidade e até um pouco surreal, porquanto o “expert” convocado para sancionar Mons. Viganò seria o cardeal Coccopalmerio, acusado pelo ex-núncio nos Estados Unidos de fazer parte do “lobby homossexual” que domina o Vaticano.

Não podemos nos esquecer, além disso, que o secretário do referido cardeal, Mons. Luigi Capozzi, está envolvido em um caso de orgias homossexuais, no qual a posição de seu superior ainda precisa ser esclarecida. Mas o problema de fundo naturalmente é outro. A Igreja Católica, como uma sociedade visível, tem um Direito penal, que é o direito que Ela possui para punir os fiéis que violarem a sua lei.

A este respeito, cumpre distinguir entre pecado e crime. O pecado diz respeito a uma violação da ordem moral, enquanto o crime é uma transgressão da lei canônica da Igreja, que é naturalmente diferente da lei civil dos Estados.

Todos os crimes são habitualmente pecados, mas nem todos os pecados são crimes. Há crimes comuns à legislação civil e canônica, como o crime de pedofilia, mas outros crimes são atinentes apenas ao Direito canônico, e não ao Direito penal dos Estados.

A homossexualidade e o concubinato, por exemplo, não são considerados crimes pela maioria dos Estados contemporâneos, mas permanecem crimes graves para os membros do clero que neles incorrem, os quais são, como tais, sancionados pelo Direito canônico. De fato, o crime não é toda ação externa que viola uma lei, mas apenas aquelas violações da lei para as quais é prevista uma sanção, segundo o princípio da nullum crimen, nulla pena sine lege.

O Código de Direito Canônico – como recordou recentemente o padre Giovanni Scalese em seu blog Antiquo Robore – considera crime não somente o abuso contra os menores, mas também outros pecados contra o sexto mandamento, como o concubinato e situações escandalosas, que incluem a homossexualidade (Cânone 395 do Novo Código).

Essas distinções não parecem claras ao Papa Francisco, que proclama “tolerância zero” para os crimes da legislação civil, como a pedofilia, mas invoca o “perdão” e a misericórdia para os “pecados da juventude”, como a prática homossexual, esquecendo que este crime está incluído na legislação penal da Igreja. Além de, logo após, ele cair em contradição: as leis da Igreja são invocadas não para punir o clero imoral, mas quem denuncia a imoralidade do clero, como corre o risco de contecer no caso de Mons. Carlo Maria Viganò, que em seu testemunho nada fez senão agir na linha dos reformadores da Igreja, de São Pedro Damião a São Bernardino de Sena, grandes fustigadores da sodomia.

Qual é a razão da punição canônica que se desejaria aplicar ao corajoso arcebispo? Como na fábula de Fedro, o Papa Francisco poderia responder: “Não preciso dar razões; eu o castigo quia nominor leo, porque sou o mais forte.”

Mas quando a autoridade não é exercida para servir à verdade, ela se torna abuso de poder, e a vítima desse abuso ganha um poder moral que ninguém lhe pode arrebatar: o poder da Verdade. Neste momento trágico da vida da Igreja, a primeira coisa que não apenas os católicos, mas a opinião pública de todo o mundo pedem aos clérigos, é de “viver sem mentiras”, para usar o famoso dito de Soljenítsin. O tempo das ditaduras socialistas acabou e a verdade está destinada a prevalecer.

9 setembro, 2018

Foto da semana.

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Após uma série de atos públicos de apostasia, os Católicos argentinos realizaram no dia de ontem, festa na Natividade da Santíssima Virgem Maria, diversos atos públicos de renovação das promessas do batismo.