Archive for ‘Atualidades’

22 abril, 2018

Foto da semana.

Boff

Curitiba, 19 de abril de 2018: Leonardo Boff é impedido de visitar Lula. E chora.

Fonte: O Estado de Minas

2 março, 2018

Novo apelo do Padre Weinandy ao Papa: com esta falsa misericórdia, a Igreja é destruída.

Por Sandro Magister, Settimo Cielo, 24 de fevereiro de 2018 | Tradução: Marcos Fleurer – FratresInUnum.com:  Todos se recordam do Padre Thomas G. Weinandy e de sua carta aberta que enviou ao Papa Francisco no verão passado, divulgada por ele no dia 1 de novembro em Settimo Cielo.

weinandy3Hoje, sábado 24 de fevereiro, ele retorna à batalha com a palestra que proferiu esta manhã em Sydney, promovida pela Universidade Notre Dame da Austrália.

Nela, o Padre Weinandy descreve e denuncia o ataque e a gravidade sem precedentes que algumas teorias e práticas “pastorais” encorajadas pelo Papa Francisco, que estão sendo realizadas contra a Igreja (na suas dimensões) “Una, Santa, Católica e Apostólica” e, em particular, contra a Eucaristia. , que é o “cume e a fonte” da vida da própria Igreja.

O padre Weinandy, de 72 anos, é um teólogo entre os mais conhecidos e os mais estimados. Mora em Washington, no Colégio dos Capuchinhos, a ordem franciscana a que ele pertence. Até agora, é membro da Comissão Teológica Internacional que ajuda a Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, nomeado em 2014 pelo Papa Francisco.

Ele ensinou nos Estados Unidos em várias universidades, em Oxford por doze anos e em Roma na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Durante nove anos, de 2005 a 2013, foi diretor executivo da Comissão Doutrinal da Conferência Episcopal dos Estados Unidos. E continuou fazendo  parte como “conselheiro” até o dia da publicação de sua carta aberta ao Papa Francisco, quando foi forçado a renunciar.

Nós lhe damos a palavra.

*

O DESAFIO CONTEMPORÂNEO PARA A IGREJA E A EUCARISTIA

por Thomas G. Weinandy

É verdade que a Igreja após o Concílio Vaticano II estava cheia de divisões, com disputas sobre doutrina, moral e liturgia. Essas divergências ainda continuam. No entanto, em nenhum momento durante os pontificados de João Paulo II e Bento XVI, houve dúvidas sobre o que a Igreja ensina em relação à sua doutrina, sua moral e a prática litúrgica. […] Esse não é o caso, de muitas maneiras significativas, no atual pontificado do Papa Francisco.

Desafio à unidade da Igreja

[…] Às vezes, parece que o Papa Francisco se identifica não como o promotor da unidade, mas como o agente da divisão. Sua filosofia prática, se é uma filosofia deliberada, parece ser a crença de que um bem maior unificador emergirá da atual “gritaria” de pontos de vista divergentes e da confusão das divisões resultantes.

Minha preocupação aqui é que essa abordagem, mesmo que não fosse intencional, ataca a verdadeira essência do ministério petrino, como Jesus entendeu e como continuamente foi entendido pela Igreja. O sucessor de São Pedro, por causa da verdadeira natureza do cargo, deve ser, literalmente, a personificação pessoal e, consequentemente, o sinal consumado da comunhão eclesial, e desta forma o principal defensor e promotor da comunhão eclesial da Igreja. […] Aparentemente, incentivando a divisão doutrinal e a discórdia moral dentro da Igreja, o atual pontificado transgrediu o marco fundamental da Igreja: sua unidade. Mas como essa ofensa se manifesta contra a unidade da Igreja? Faz isso desestabilizando os outros três atributos da Igreja.

Desafio à apostolicidade da Igreja

Em primeiro lugar, a natureza apostólica da Igreja está sendo prejudicada. Como tem sido avisado por teólogos e bispos, e mais freqüentemente pelos leigos (que possuem o “sensus fidelium”), o ensinamento do atual pontífice não se destaca por sua clareza. […] Como se vê em “Amoris Laetitia”, ele “reconcebe” e exprime de forma nova o ensino apostólico anterior e claro da tradição magistral, com uma forma aparentemente ambígua, além de semear a confusão e a perplexidade dentro da comunidade eclesial, contrariando suas próprias tarefas como sucessor de Pedro e transgredindo a confiança de seus colegas bispos, bem como dos sacerdotes e de todos os fiéis.

Inácio [de Antioquia] ficaria assustado com tal situação. Se, para ele, o ensino herético exposto por aqueles que só estão associados com a Igreja é destrutivo para a unidade da Igreja, muito mais devastador é o ensino ambíguo quando é formulado por um bispo que tem o encargo divino para assegurar a unidade. eclesial […]

Além disso, […] se sanciona dando a aparência que uma interpretação doutrinária ou moral que contradiz o que foi recebido pelo ensinamento apostólico e a tradição magisterial da Igreja – como foi definido dogmaticamente pelos Concílios e ensinado doutrinariamente pelos papas e bispos anteriores em comunhão com ele, como foi aceito e acreditado pelos fiéis, não pode ser proposto como um ensinamento magisterial. […] Em matéria de fé e moral, o ensino de um Papa vivo não tem precedência absoluta sobre o ensino magisterial dos pontífices anteriores ou a doutrina docente estabelecida. […] Que o ensino ambíguo do Papa Francisco às vezes parece cair fora do ensinamento da comunidade eclesial apostólica histórica, então suscita grande preocupação, porque, como já foi dito antes, promove a divisão e a desarmonia em vez da unidade e da paz dentro da única Igreja apostólica. […]

Desafio à catolicidade da Igreja

Em segundo lugar, a universalidade da Igreja manifesta-se claramente no fato de que todas as Igrejas particulares estão mutuamente ligadas, através do Colégio dos Bispos em comunhão com o Papa, através da profissão da mesma fé apostólica e através da pregação do único Evangelho universal para toda a humanidade. […] Este atributo da unidade católica também é desafiado atualmente.

A adesão do papa Francisco ao conceito de sinodalidade tem sido altamente promovida: a concessão às Igrejas locais de uma liberdade mais autodeterminada. […] Mas, como é visualizado pelo Papa Francisco e promovido por outros, essa noção de sinodalidade, ao invés de garantir a unidade universal da Igreja Católica – uma comunhão eclesial composta por múltiplas Igrejas particulares – é usada agora para minar e assim sancionar divisões dentro da Igreja. […]

Atualmente, estamos testemunhando a desintegração da catolicidade da Igreja, pelas Igrejas locais, tanto a nível diocesano quanto a nível nacional, que muitas vezes interpretam as normas doutrinais e os preceitos morais de várias formas conflitivas e contraditórias. […] O atributo da unidade da Igreja, uma unidade que o papa é divinamente mandado para proteger e despertar, está perdendo sua integridade porque seus atributos de catolicidade e apostolicidade caíram em uma desordem doutrinal e moral, uma anarquia teológica que o Papa mesmo, talvez inconscientemente, começou a defender devido a uma defeituosa concepção da sinodalidade. […]

Desafio à santidade da Igreja

Em terceiro lugar, isso nos leva ao quarto atributo da Igreja: a sua santidade. Este atributo está igualmente sob cerco, mais especialmente, mas não surpreendentemente, em relação à Eucaristia. […]

Para participar plenamente da Eucaristia de Cristo, […] são necessários os quatro atributos da Igreja que devem ser personalizados, porque apenas agindo dessa maneira se está em plena comunhão com a Igreja para receber a Comunhão – o corpo elevado e o sangue de Jesus, a fonte e culminação de um com o Pai no Espírito Santo. […]

A primeira questão […] pertence especificamente à santidade. Embora a única fé apostólica da Igreja seja professada, a própria fé é insuficiente para receber Cristo na Eucaristia. Referindo-se ao [Concílio] Vaticano II, João Paulo II afirma que “é necessário perseverar na graça santificante e na caridade, permanecendo no seio da Igreja com o” corpo “e com o” coração “(Ecclesia de Eucharistia , n.36). No início do século II d. C. Inácio [de Antioquia] levantou o mesmo ponto: a comunhão só pode ser recebida “em estado de graça” (Ad.Eph., N.20). Assim, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica e o Concílio de Trento, João Paulo II confirma: “Desejo, portanto, reiterar que está em vigor e sempre estará na Igreja, a norma pela qual o Concílio de Trento concretizou a severa exortação do apóstolo Paulo, ao afirmar que, para receber a Eucaristia com dignidade, “a confissão dos pecados deve preceder, quando alguém tem consciência do pecado mortal” (ibid.) . De acordo com a doutrina tradicional da Igreja, João Paulo II insiste então que o sacramento da Reconciliação é “necessário para a plena participação no sacrifício eucarístico”, quando o cristão tem consciência de um pecado grave. Enquanto ele reconhece que somente a pessoa pode julgar em consciência seu estado de graça, ele afirma que “nos casos de um comportamento externo sério, abertamente e de forma estável, contrariamente à norma moral, a Igreja, em sua pastoral para a boa ordem comunitária e pelo respeito ao sacramento, não pode se mostrar indiferente “(ibid.). João Paulo II intensifica sua admoestação citando o direito canônico. Onde existe “uma indisposição moral manifesta”, isto é, de acordo com o Direito canônico, quando as pessoas “obstinadamente persistem em um pecado grave manifesto”, então “a admissão na comunhão eucarística não é permitida” (ibid.).

Aqui vemos o desafio atual para a santidade da Igreja e, especificamente, para a santidade da Eucaristia. A questão de saber se os casais católicos divorciados e “recasados”, envolvidos em ações conjugais, podem receber a comunhão, gira em torno da questão real do “comportamento externo sério, aberto e estável contrário à norma moral” e, consequentemente, se eles possuem “uma manifesta indisposição moral” para receber a comunhão.

O Papa Francisco insiste com razão que tais casais devem ser acompanhados e depois ajudados a formar adequadamente suas consciências. Concedendo que existem casos matrimoniais extraordinários em que se pode discernir corretamente que um casamento anterior era sacramentalmente inválido, mesmo que não se pudesse obter evidência por nulidade, então um casal pode receber a Comunhão. No entanto, a maneira ambígua em que o Papa Francisco propõe este acompanhamento pastoral permite o desenvolvimento de uma situação pastoral em que a prática comum permitirá que quase todos os casais divorciados e recasados se julguem livres para receber a Sagrada Comunhão.

Esta situação pastoral se desenvolverá porque mandamentos morais negativos, como “não cometerás adultério”, não são mais reconhecidos como normas morais absolutas que nunca podem ser violadas, mas como ideais morais, como objetivos que podem ser alcançados ao longo de um período de tempo ou que eles nunca podem ser alcançados na vida de alguém. Neste período intermediário e indefinido, com a benção da Igreja, as pessoas podem continuar a lutar por tudo o que são capazes de fazer, viver vidas “santas” e assim receber comunhão. Esta prática pastoral tem múltiplas consequências doutrinais e morais prejudiciais.

Primeiro, permitir que aqueles que estão objetivamente em pecado grave manifesto recebam a comunhão é um ataque público aberto à santidade do que João Paulo II chama de “Santíssimo Sacramento”. O pecado grave, por sua verdadeira natureza, atestado por Inácio de Antioquia, o Concílio Vaticano II e João Paulo II, priva um de santidade, porque o Espírito Santo não habita mais em uma pessoa, logo, torna a pessoa incapaz de receber a Sagrada Comunhão. Para receber a Comunhão naquele estado literalmente infeliz é uma mentira, porque ao receber o sacramento está sendo afirmado que alguém está em comunhão com Cristo, quando na realidade não é assim.

Do mesmo modo, essa prática também é uma ofensa contra a santidade da Igreja. Sim, a Igreja é composta de santos e pecadores, mas aqueles que pecam, todos são, devem ser pecadores – arrependidos, especificamente do pecado grave, se quiserem participar plenamente da liturgia eucarística e assim receber o santíssimo corpo e o sangue de Jesus exaltado. Uma pessoa que está em pecado grave ainda pode ser um membro da Igreja, mas como um pecador, essa pessoa já não participa da santidade da Igreja, como um dos santos. Receber a Comunhão naquele estado profano é, novamente, representar uma mentira porque nessa recepção se tenta declarar publicamente que um fiel é membro em estado de graça e vivo da comunidade eclesial quando não é.

Em segundo lugar, e pode ser mais importante, permitir receber a comunhão para aqueles que persistem em pecado grave manifesto, aparentemente como um ato de misericórdia, é menosprezar o mal inerente do pecado grave e difama a magnitude e o poder do Espírito Santo. Essa prática pastoral está implicitamente reconhecendo que o pecado continua a governar a humanidade, apesar da obra redentora de Jesus e sua unção do Espírito Santo sobre todos os que creem e são batizados. Jesus não é realmente o Salvador e o Senhor, mas sim Satanás, que continua a reinar.

Além disso, aprovar as pessoas no pecado grave não é de modo algum um ato benevolente ou amoroso, porque está endossando um estado no qual eles poderiam ser eternamente condenados, ou seja, sua salvação seria ameaçada. Da mesma forma, por sua vez, esses pecadores também estão sendo insultados, pois sutilmente se está dizendo que são tão pecaminosos que mesmo o Espírito Santo não é suficientemente poderoso para ajudá-los a mudar seus caminhos pecaminosos e torná-los santos. Essencialmente, eles  são “salváveis”. Embora na realidade, o que finalmente é oferecido é a admissão de que a Igreja de Jesus Cristo não é realmente santa e por isso é incapaz de realmente santificar seus membros.

Por fim, o escândalo é a consequência pastoral pública de permitir que a Sagrada Comunhão seja recebida por pessoas em pecado grave e impenitentes. Não é simplesmente que fiéis da comunidade eucarística estarão consternados e possivelmente desagradados, mas, mais importante ainda, ficarão tentados a pensar que eles também podem pecar gravemente e continuar em boa situação com a Igreja. Por que tentar viver uma vida santa, até uma vida heroica e virtuosa, quando a própria Igreja parece não exigir esse tipo de vida, nem mesmo encorajar essa vida? Assim, a Igreja se torna uma paródia de si mesma e essa farsa não gera senão desprezo e desdém no mundo, e a zombaria e o cinismo entre os fiéis, ou no máximo, uma esperança contra a esperança entre os mais pequeninos.

1 março, 2018

IPCO escreve carta de apoio ao Cardeal Zen.

Fonte: ABIM

Eminentíssimo Senhor

Cardeal Joseph Zen Ze-kiun

Hong Kong – China

Eminência Reverendíssima

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, associação cívica continuadora da obra do insigne professor cujo nome ostenta, e associações autônomas e coirmãs nos cinco continentes, dedicam-se a defender os valores fundamentais da Civilização Cristã. Seus diretores, membros e simpatizantes são católicos apostólicos romanos que combatem as investidas do comunismo e do socialismo.

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A posição fundamentalmente anticomunista que resulta das convicções católicas dos membros de nossas organizações ficou revigorada pela heroica resistência da “Igreja clandestina” chinesa fiel a Roma. Seus bispos, sacerdotes e milhões de católicos recusam a se submeter à assim chamada Igreja Patriótica, cismática em relação a Roma e inteiramente submissa ao poder central de Pequim.

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25 fevereiro, 2018

Foto da semana.

Terremoto. Hóstias encontradas intactas no tabernáculo. «Jesus sob os escombros» de Arquata.

Por Alessia Guerrieri, 21 de fevereiro de 2018 – Avvenire | Tradução: FratresInUnum.com: Aconteceu numa igreja desabada. No interior do tabernáculo, a âmbula estava caída, mas não se abriu. E as partículas, apesar dos muitos meses decorridos, se mantiveram intactas: sem nenhum mofo ou alteração.

Quase que imediatamente nos traz à mente o milagre eucarístico de Siena, ocorrido em 1730. Um tabernáculo do século XVI soterrado durante meses sob os escombros da igreja de Santa Maria Assunta di Arquata, destruída pelo terremoto de 2016. A dúvida então era se essa obra tão cara aos paroquianos estava perdida de vez.

Finalmente, a sua descoberta em um cômodo onde há algumas semanas os carabinieri (policiais) do Núcleo de Tutela do Patrimônio Cultural o haviam colocado com todo cuidado e a salvo das intempéries. E, finalmente a sua abertura e, no seu interior, a âmbula que bem fechada guardava intactas quarenta hóstias perfeitamente conservadas. “Se sentia ainda a fragrância, é algo que nos comove – foram as primeiras palavras do bispo de Ascoli Piceno, Monsenhor Giovanni D’Ercole – é um sinal de esperança para todos. Nos diz que Jesus também é uma vítima do terremoto como todos nós, mas que ele saiu vivo dos escombros”.

Outro que não conseguiu conter as lágrimas foi padre Angelo Ciancotti, cura da catedral de Ascoli Piceno, que foi o primeiro a ter em suas mãos o achado. Sua mãe é natural de Pescara del Tronto e seu pai de Arquata del Tronto. Logo após o terremoto na Itália central, o pároco se comprometeu a recuperar “aqueles pedaços da minha história e da história de muitos, aos quais as pessoas estão muito ligadas” diz ele. Algumas semanas atrás, ele conseguiu trazê-lo de volta, empoeirado e gasto, para a sacristia da igreja principal de Ascoli. “O problema foi abri-lo – diz ele — mas minha paixão pelas chaves dos tabernáculos me ajudou”.

Em uma gaveta onde ele guarda sua coleção, havia uma única chave e ele começou por ela. “Já na primeira tentativa o tabernáculo se abriu – prosseguiu com entusiasmo – dentro a âmbula se encontrava em posição horizontal, mas fechada, e no seu interior o corpo de Cristo, depois de mais de um ano e meio intacto, tanto na cor quanto na forma e cheiro. Nenhuma bactéria ou mofo, como acontece com toda as hóstias depois de algumas semanas. E ainda assim, há um ano e meio de distância, pareciam ter sido confeccionadas no dia anterior”.

Então se ouviu falar como João Paulo II que, diante do milagre eucarístico de Siena, exclamou: «Aqui está a Presença». A mesma frase que agora Pe. Angelo continua a repetir para aqueles que junto com ele testemunharam a “descoberta prodigiosa e inexplicável”. Para aqueles que têm fé, “e para mim é um milagre – diz ele -, mas acima de tudo é uma mensagem para todos: é um sinal que nos chama à centralidade da Eucaristia”. Além disso, de acordo com ele, é um hino de esperança para os jovens: “Jesus nos diz eu estou aqui, eu estou entre vocês. Confiem em mim”.

20 fevereiro, 2018

‘O Vaticano está nos vendendo’: por que a aproximação entre o papa e Pequim desagrada os católicos da China.

Por BBC Brasil, 17 de fevereiro de 2018 – De um lado, o menor Estado do mundo, que diz estar baseado no poder de Deus. De outro, a superpotência mais populosa do mundo e um Estado oficialmente ateu. O Vaticano e a República Popular da China têm uma relação difícil há muito tempo.

O vínculo entre os países se rompeu em 1951, após a vitória da Revolução Cultural de Mao Tsé Tung, que não reconheceu a autoridade do papa.

A China de Mao, desconfiada da presença de poderes estrangeiros, dediciu nomear seus próprios bispos e expulsar missionários forasteiros, vistos como agentes “do imperialismo ocidental”.

Desde então, convivem no país duas igrejas: a Associação Católica Patriótica, controlada pelo governo, e vertente leal ao Vaticano – que funciona na clandestinidade, porque o governo não a reconhece.

O conflito faz com que o Vaticano e Pequim disputem há anos a prerrogativa de nomear os bispos do país. Agora, no entanto, as coisas parecem estar a ponto de mudar.

Uma fonte do Vaticano disse recentemente à agência de notícias Reuters que um acordo sobre a designação dos bispos deve ser assinado nos próximos meses.

Será um passo no caminho do reestabelecimento das relações diplomáticas nas quais o Vaticano vem apostando há anos. Mas não é o fim da polêmica.

Alguns católicos estão protestando, porque, com sua nova política, o papa “corre o risco de trair a memória de quem sofreu e morreu por lealdade a Roma”, segundo análise da jornalista Carrie Gracie, que atuou como editora da BBC na China até o início deste ano.

Yang Fenggang, diretor do Centro para Religião e Sociedade Chinesas da Universidade Perdue de Indiana, nos Estados Unidos, diz que “há alguns sacerdotes e bispos leais ao Vaticano que estão em prisão domiciliar”.

Organizações como a Anistia Internacional acusam as autoridades chinesas de “intimidar e até aprisionar” os católicos e classifica como “perseguição” a atitude das autoridades.

Um dos que se sentem traídos é o cardeal Joseph Zen, de 86 anos, arcebispo de Hong Kong. “Se acredito que o Vaticano está vendendo a comunidade católica na China? Definitivamente sim”, escreveu em seu perfil do Facebook.

Não é a primeira vez de Zen levanta a voz contra a política da Santa Sé – e ele não é o único a fazer isso. O padre Dong Guanhua, diretor espiritual de uma comunidade de fiéis em Hebei, se nega a ir aos templos tolerados pelo Estado.

“Não apoio o acordo. O governo não vai mudar sua política de controle das igrejas, porque essas negociações não significam nada”, disse à BBC.

Questionado sobre o que diria ao papa se pudesse encontrá-lo pessoalmente, respondeu: “Que tenha cuidado.”

O arcebispo Guo Xijin, a quem o Vaticano pediu que se submeta à autoridade do Estado chinês, afirma que respeitará o acordo, mas alerta que Pequim não deverá respeitar a liberdade dos católicos.

Em um comunicado, o Vaticano lamenta que haja vozes dentro da Igreja “fomentando a confusão e a controvérsia”.

Segundo Gracie, o papa está fazendo todo o possível para que o diálogo tenha êxito. “Também está tendo muito cuidado para evitar criticar a China sobre a questão de liberdade religiosa e dos direitos humanos”, diz ela.

O governo chinês diz que promove e respeita a liberdade de culto.

Negociação

Os acenos do papado à China recentemente começaram a gerar um eco cordial de Pequim

Um editorial do jornal Global Post, de propriedade do Partido Comunista Chinês, elogiou a sabedoria do papa Francisco como uma qualidade que ajudaria a superar os diferenças entre os países.

Depois disso, Peter Shao Zhumin, arcebispo nomeado pelo papa, foi libertado pelas autoridades chinesas após ter ficado sete meses preso.

Outro sinal da aproximação são as duas exposições simultâneas que estão planejadas na Cidade Proibida de Pequim e no Museu do Vaticano – os dois países trocaram obras para esse projeto.

A televisão estatal chinesa destacou o papel da “diplomacia da arte”.

Ficaram para trás os tempos em que o governo chinês impedia o avião do pontífice de atravessar seu espaço aéreo em suas viagens, como aconteceu com João Paulo 2º em 1995.

Mas os entraves ainda são muitos. Segundo Yang, “o Partido Comunista está particularmente preocupado com o catolicismo, porque ele tem uma estrutura hierárquica e é percebido como uma organização forte que poderia ter um impacto na China”.

“Outro grande obstáculo é Taiwan”, diz Yang Fenggang.

Depois do triunfo do comunismo maoísta, muitos dos católicos chineses partidários do exército nacionalista derrotado de Chiang Kai-Shek se refugiaram em Taiwan.

O Vaticano é o único Estado europeu que mantém relações diplomáticas oficiais com Taiwan, que Pequim reivindica como parte da China.

Fiel ao lema da “China Unida”, Pequim não aceita ter relações diplomáticas com países que as mantenham com Taiwan.

É um limite que o papa terá dificuldade de ultrapassar. O Sumo Pontífice tem o desafio de explicar um acordo com a China comunista à comunidade católica taiwanesa.

Desde Bento 16

As atitudes da Igreja para se reaproximar da China começaram na época do papa Bento 16, mas Francisco acelerou o processo. Por que ele faz isso diante de tantos problemas?

“A China é muito importante na visão do papa sobre a Ásia”, destaca Francesco Sisci, pesquisador da Universidade de Renmin, na China.

“A Igreja Católica é uma exígua minoria em quase todos os países asiáticos, menos de 1% da população na China. Mas a Ásia concentra cerca de 60% da população global e é também a parte do mundo que cresce mais rápido economicamente.”

Segundo Sisci, a Igreja está diante de um desafio crucial. “Ou conquista uma presença na Ásia ou estará falhando em sua missão de ser uma igreja universal.”

As várias viagens do Papa à região atendem a esse interesse.

O conteúdo do acordo para a designação dos arcebispos não foi divulgado, mas é certo de que se trata de um ponto importante na tentativa de aproximação.

Segundo a Reuters, o Vaticano estaria disposto a reconhecer a autoridade da Igreja oficial chinesa em troca de ter a voz ouvida no processo de nomeação de novos bispos no país.

O cardeal Zen afirma que o que o Vaticano está fazendo com os católicos da China é “empurrá-los para uma gaiola de pássaros”.

A alta fonte do Vaticano citada pela Reuters vê de outra forma: “Continuaremos sendo um pássaro em uma gaiola, mas ela será maior.”

15 fevereiro, 2018

Georg Ratzinger fala das condições de saúde de Bento XVI.

Apesar do desmentido oficial por parte da Santa Sé, cremos ser de interesse de nossos leitores a divulgação da matéria abaixo.

* * *

“Meu irmão Joseph tem uma doença paralisante”.

Georg Ratzinger, entrevistado pelo “Neue Post”, afirmou que o papa emérito está doente: “O que preocupa é que a paralisia possa chegar ao coração”

Por Andrea Tornielli, Vatican Insider, 14 de fevereiro de 2017 |  Tradução: Marcos Fleurer -: Georg Ratzinger, de 94 anos é irmão do “nonagenário” Papa Emérito; entrevistado recentemente, afirmou que uma “doença paralisante” estaria afetando Bento XVI. Não é a primeira vez que o monsenhor bávaro, diretor emérito do coro dos Domspatzen, faz afirmações um pouco alarmistas sobre seu familiar, como aquela entrevista, um dia após a eleição do pontífice alemão, treze anos atrás, quando ele disse que Joseph era “Muito velho” e que ele estava “muito doente” para ser Papa.

As palavras de Georg Ratzinger foram publicadas na revista “Neue Post”, e também apareceu nas páginas alemãs do site oficial da Santa Sé “Vatican News”. O irmão do Pontífice referiu-se a uma doença paralisante que obriga Joseph a “recorrer a uma cadeira de rodas”. O que mais preocupa é que a paralisia pode atingir seu coração, e então ele poderia terminar tudo subitamente “. Ele acrescentou: “Rezo todos os dias para pedir a Deus a graça de uma boa morte, em um bom tempo, para mim e para o meu irmão. Nós dois temos esse grande desejo ».

Georg Ratzinger também disse que ele fala diariamente pelo telefone com seu irmão e, como de costume, planeja visitá-lo no Vaticano para o próximo aniversário (91 primaveras), no dia 16 de abril. Mas, acrescentou, “falta muito tempo. Quem sabe o que acontecerá até então … ».

Como se recordará, há poucos dias o papa emérito escreveu uma carta ao jornalista Massimo Franco, no qual ele disse que era “um peregrino a caminho de Casa” e referiu-se ao cansaço de “este último trecho da estrada”.

Nos últimos dois anos, a fragilidade física do papa emérito tem sido evidente para todos, inclusive como pode ser visto com as fotos e “selfies” que os que o visitam costumam tirar. No entanto, Bento XVI continua lúcido, ainda sai do mosteiro onde vive, ainda se encontra com pessoas, apesar de ter algumas dificuldades locomotoras.

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11 fevereiro, 2018

Foto da semana.

rifan

Vaticano, Sala Paulo VI, 7 de fevereiro de 2018 – Dom Fernando Arêas Rifan e seminaristas da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney se encontram com o Papa Francisco, após audiência de quarta-feira.

9 fevereiro, 2018

Dom Víctor “Tucho” Manuel Fernández, inspirador de Amoris Laetitia, lança um ataque contra os cardeais Müller e Sarah.

Por Jeanne Smits[1], Réinformation TV, 17 de janeiro de 2018. Tradução: André Sampaio | FratresInUnum.com[2] Muito próximo do soberano pontífice, Dom Víctor Manuel Fernández publicou, há poucos dias [em 14/01/2018, n.d.t.], um artigo no jornal argentino La Nacion[3], com o fim de denunciar a atitude dos cardeais Sarah e Müller, que agem, segundo ele, como se Francisco não fosse papa. Reitor da Pontifícia Universidade Católica Argentina, arcebispo ad personam por graça do papa reinante, autor de um livro intitulado Cura-me com tua boca: a arte de beijar[4], chamado familiarmente de “Tucho”, Fernández influenciou de maneira altamente significativa a elaboração de Amoris laetitia[5], como demonstra a correspondência entre escritos seus do passado e os trechos mais controversos da exortação apostólica[6] [arcebispo ad personam: título honorífico pessoal, não implicativo de jurisdição de uma arquidiocese]. Ele se encontra 100% alinhado com as novidades do papa Francisco. Ao atacar dois cardeais que são conhecidos por suas visões tradicionais, mas que nunca tacharam de inaceitáveis os ensinamentos em causa – nem mesmo por meio dos dubia[7] [cujos signatários foram outros cardeais] –, o prelado argentino deixa entrever uma escalada na obra de desestabilização.

Víctor Manuel Fernández com o então cardeal Bergoglio

Víctor Manuel Fernández com o então cardeal Bergoglio.

Um verdadeiro ataque contra os dois cardeais

O artigo leva este título: “As errôneas interpretações da mensagem do papa”. “Tucho” Fernández escreve: “Muitas vezes se supõe que todos os que exercem alguma tarefa em instituições católicas estejam executando ordens do papa toda vez que se pronunciam. Contudo, isso sequer ocorre com os cardeais do Vaticano, visto que seguem pensando e falando como desejam, como se Francisco não fosse papa”. Acusação gravíssima, posta nesses termos.

São especificamente citados os cardeais Gerhard Müller[8], prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, organismo do qual ele foi demitido sem deferências pelo papa, e Robert Sarah[9], ainda prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, mas cercado de pessoas que tomam decisões que destoam das suas diretrizes. Müller deveria ter sido demitido antes, sugere o arcebispo Fernández: “Acaso não nos perguntamos, muitas vezes, por que não era afastado o cardeal Müller, que não ocultava uma linha de pensamento bastante diferente [da do papa] e inclusive o criticava? E olhemos para o cardeal Sarah, que segue propondo que se volte a celebrar a missa de costas para o povo”.

O inspirador de Amoris laetitia teria afastado bem antes o cardeal Müller

Curiosamente, o artigo, em seu conjunto, parece constituir uma defesa do direito de toda pessoa a falar livremente e do entendimento de que um dirigente católico, em algumas de suas ações, não se vincula necessariamente ao papa. Assim, explica Fernández, o arcebispo Sánchez Sorondo[10] – outro argentino próximo de Francisco – age sozinho e sem requerer a permissão de ninguém quando convida figuras controversas – favoráveis a certas formas de eutanásia, ao aborto, ao controle da população – para reuniões da Pontifícia Academia das Ciências, da qual é chanceler, no Vaticano…

“Hoje, com Francisco, a Igreja usufrui de uma liberdade de expressão sem precedentes, e, para poder-se opinar, não é necessário estar pensando o que diria o papa. Agora, muitos católicos podem, irresponsavelmente, tratar Francisco como herege ou cismático, sem que lhes chegue sequer um pedido de esclarecimento da parte do Vaticano. Poucos anos atrás, receberíamos sanções graves por muito menos”, escreve Fernández.

Que arte de inverter os papéis, e de modo incoerente, além do mais! Como se pode justificar a ideia de que o papa, que efetivamente se mostrou “grato” ao cardeal Müller, deveria tê-lo afastado antes, se a liberdade é, nesse campo, a regra? Como se ousa dizer que aqueles que se preocupam com a integridade da doutrina católica gozam de uma (culpável?) indulgência da parte do pontífice, enquanto se revelam abundantes os casos de demissão, destituição, aposentadoria desses “perturbadores da ordem”, isso sem falar nas mostras de irritação extremada que familiares da Casa Santa Marta atribuem a Francisco?

Todo mundo fala livremente, mas acabamos por nos indagar, e com certo gracejo, se “Tucho” não estaria um tanto se pronunciando sob ordens.

[1] http://reinformation.tv/mgr-victor-manuel-fernandez-attaque-cardinal-muller-amoris-laetitia-smits-79347-2/

[2] https://fratresinunum.com/

[3] http://www.lanacion.com.ar/2100513-las-erroneas-interpretaciones-del-mensaje-del-papa

[4] https://fratresinunum.com/2015/01/12/arcebispo-reitor-e-beijoqueiro/

[5] http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia.html

[6] https://fratresinunum.com/2016/05/25/amoris-laetitia-tem-um-escritor-fantasma-chama-se-victor-manuel-fernandez/

[7] https://fratresinunum.com/2016/11/14/bombastico-cardeais-divulgam-carta-e-questionamentos-sobre-amoris-laetitia-que-francisco-se-negou-a-responder/

[8] https://fratresinunum.com/tag/dom-gerhard-ludwig-muller/

[9] https://fratresinunum.com/tag/cardeal-robert-sarah/

[10] https://infovaticana.com/2017/08/08/sanchez-sorondo-arzobispo-amigo-los-poderosos-antinatalistas-jamas-celebra-misa-reza-breviario/

8 fevereiro, 2018

Bispos ignoram danos do Lulopetismo e da Teologia da Libertação no corpo da Igreja do Brasil.

Por Hermes Rodrigues Nery

FratresInUnum.com – 8 de fevereiro de 2018: Depois do escandaloso 14° Encontro Intereclesial de CEBs, ocorrido em Londrina, PR, com atos e cenas bizarras que chocaram a tantos católicos em diversas partes do País, o Arcebispo de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, em pronunciamento gravado e divulgado nas redes sociais, adotou o tom “politicamente correto” para rechaçar as abundantes críticas (especialmente de leigos) ao evento escancaradamente ideologizado e partidarizado. As palavras de Dom Peruzzo, eivadas de retórica, não convenceram, ignorando o sentimento de milhares de católicos que já não sabem mais o que fazer para estancar o lulopetismo dentro das paróquias e movimentos, que através da nefasta teologia da libertação, vem ainda causando graves danos ao corpo da Igreja.

lula missaEm março de 2016, estive pessoalmente conversando com vários bispos (inclusive na Assembléia da CNBB), sobre o modo como setores progressistas instrumentalizam a Igreja para fins políticos contrários ao ensinamento da sã doutrina moral e social católica. Na ocasião, o Cardeal de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer foi enfático em dizer que a Igreja não toma posições partidárias (o mesmo tom adotado por Dom Peruzzo), também ignorando os efeitos danosos do lulopetismo nas paróquias e dioceses. Escrevi uma “Carta aos Bispos do Brasil”, fazendo um apelo “a cada membro do episcopado brasileiro, para que em cada Diocese haja uma posição clara e firme em relação aos graves danos que o Partido dos Trabalhadores (PT) causou à Igreja Católica e à nação brasileira nestas últimas décadas, especialmente nos últimos treze anos à frente do governo. Um partido que chegou aonde chegou com a conivência, a cumplicidade, a omissão (e até o favorecimento) de muitos bispos, seduzidos pela retórica do populismo e pela demagogia.” Dizendo ainda que “era preciso ter havido coragem para denunciar o PT como um partido revolucionário, de ideário socialista, aliado de governos comunistas e ditatoriais (especialmente Cuba), que emergiu com a bandeira da ética para chegar ao poder e depois dilapidar o estado brasileiro, aparelhando as instituições e implementando a agenda anti-vida e anti-família das fundações internacionais, a agenda abortista, etc. E tudo isso com a complacência do clero progressista da CNBB, e através de ONGs e pastorais atuando no seio da igreja, dos teólogos da libertação, e de toda sorte de infiltrados.”

Não somente a “Carta aos Bispos”, como o corpo-a-corpo feito com bispos durante a Assembléia da CNBB, daquele ano, foram totalmente ignorados, desprezados. Foi então que percebi que não adiantava denunciar o que ocorria de grave em tantas paróquias cúmplices da teologia da libertação e do lulopetismo. As denúncias eram feitas e ignoradas. Os apelos eram feitos e desprezados. Como, por exemplo, quando solicitamos providências a Dom Walmor de Oliveira em relação ao caso Van Balen, quando exigimos o cancelamento de palestra feita por abortista em uma faculdade católica, quando requeremos de Dom Manoel Carral Parrado providências para afastar o Padre Paulo Bezerra, etc.

Pareciam inúteis os esforços, os apelos, as denúncias, etc. O que recebíamos? Em vez de palavras de ânimo e apoio, na defesa da sã doutrina católica (o pastoreio firme na defesa da fé e da vida), eram o riso, o escárnio, o desprezo, pois que muitos bispos continuavam confortavelmente coniventes em ver espalhada a cizânia da teologia da libertação (sob diversas formas e aspectos), principalmente nos conselhos paroquiais e diocesanos.

Durante muito tempo questionamos os motivos pelos quais tantos padres e bispos se silenciavam diante do aparelhamento ideológico, deixando que paróquias e movimentos (Pastorais sociais, da juventude, etc.) fossem utilizados como espaços de propagação da teologia da libertação, que não havia sido minada, pelo contrário, era disseminada por outros meios (inculturação, ecumenismo, ecologismo e tudo mais), com padres e até bispos agindo como intelectuais orgânicos, gramscianos. E o que vimos, ao longo de décadas, foram paróquias e movimentos se descaracterizarem, perderem sua identidade católica, para servir a um projeto de poder que visa destruir a verdadeira fé. Com o relativismo, o discurso de muitos foi ficando cada vez mais ambíguo, justificando assim uma subversão inimaginável.

Mas, o mais grave nisso tudo, ainda não foi desvendado. Quem banca esse processo? O que pensar da Caritas, por exemplo, financiada pela Fundação Ford? Pois o lulopetismo  ainda se mantém, apesar de tudo o que a Operação Lava Jato expôs ao País, porque padres e bispos são beneficiados financeiramente. Uma Lava Jato em muitas paróquias e movimentos revelaria muita coisa. Certamente, muitos padres intelectuais orgânicos também terminariam seus dias na cadeia. O fato é: o que fazer diante de tudo isso? Como desaparelhar a Igreja, se bispos tomam à frente em defesa, muitas vezes, do indefensável. Enquanto tais setores da Igreja, no Brasil, estiverem reféns do lulopetismo e da teologia da libertação, o corpo da Igreja, no Brasil, estará padecendo tão grave enfermidade, a requerer remédios amargos, que os bispos procrastinam, para angústia dos católicos.

Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida

6 fevereiro, 2018

Continua a pajelança da seita petista infiltrada na Igreja.

Uma amiga escreve:

A foto foi divulgada pela página Caia a Farsa do Facebook. Segundo eles, o celebrante é o Frei Altamiro. Não me causa estranheza, porque ele é um dos mais esquerdistas do Convento. Já tive a oportunidade de ouvi-lo em uma missa falando “contra o golpe (Temer)”. É um frei sabidamente esquerdista. O mais preocupante é que ele é sempre escalado para ouvir confissões. É bastante modernista e obviamente tem um discurso lamentável.

A missa foi por ocasião de primeiro ano de falecimento de Dona Marisa.

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Pesquisando o assunto encontrei esse site , que mostra um vídeo em que o próprio Frei Altamiro aparece pregando na missa. Lindberg Farias está na primeira fila. Veja o vídeo!

http://www.pt.org.br/dona-marisa-e-homenageada-por-liderancas-de-todo-o-brasil/

Após falar por alguns minutos, o frei dá a palavra a uma deputada. Em seguida, ele propõe uma greve de fome em frente ao tribunal (provavelmente se referindo ao tribunal onde Lula está sendo julgado). Jejum é uma palavra religiosa demais. Depois, ele mostra um cartaz com Mahatma Ghandi e propõe a construção de uma tenda na praça de mesmo nome, perto do Convento, onde pessoas de várias religiões possam fazer suas orações. Ghandi é exaltado como santo em uma igreja católica.

Após a enorme repercussão nas redes sociais, a Província Franciscana emitiu uma nota de esclarecimento, cuja íntegra publicamos:

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