Archive for ‘Atualidades’

7 outubro, 2019

A cumplicidade culposa dos cleaners bergoglianos.

Por FratresInUnum.com, 7 de outubro de 2019 – Começou ontem o Sínodo da Amazônia, antecedido na manhã de sexta-feira por um ritual indígena na presença do próprio Papa Francisco — coitado, certamente se dirigiu até lá na melhor das intenções e, oh, quem poderia imaginar!?, viu-se enganado em uma cerimônia pagã!

Imediatamente, começou a euforia dos cleaners, tentando criar a narrativa de um papa inocente, sequestrado por conspiradores ecoteólogos da libertação maus ou, no máximo, enganado por sua própria bondade “franciscana”.

Pajelança também após a Missa de abertura do Sínodo.

“Francisco chorou no consistório, ao impor o barrete num Cardeal torturado por comunistas”. “Bento XVI recebe Francisco, com os treze novos cardeais”. “Francisco adota um tom mais moderado e conciliador, trazendo a Cruz para o centro do Sínodo”.

Anestesias! Anestesias em doses dinossáuricas, calculadas para produzir um efeito meticulosamente planejado: paralisar a opinião pública católica para neutralizar a única resistência que tem conseguido fazer frente à apostasia aberta desse Sínodo, ao esquerdismo declarado, à absoluta sujeição da Igreja à agenda anticristã da ONU.

Nós, aqui, reafirmamos: Francisco é a causa e o cérebro por trás de toda esta balbúrdia que estamos para presenciar.  O Sínodo forma um todo coerente com tudo aquilo que ele diariamente implementa em seu pontificado. Faz parte de um programa minuciosamente elaborado! Só não o vê quem deliberadamente prefere ignorar os fatos acachapantes que se impõem todo santo dia deste infelizmente pontificado.

Ele está desfigurando a Igreja Católica e, diante disso, é a fé dos nossos filhos que não pode ser colocada em risco. É hora de lutar e se opor com todas as forças. O nosso, é um chamado à resistência.

O bom-mocismo dos cleaners é apenas uma tentativa irresponsável de conservarem a sua própria imagem de “católicos” e “papistas”, a despeito do verdadeiro bem da Igreja e das almas. É o bom-mocismo de sempre, tingido com o falso verniz da ingenuidade crédula, mas que consiste no puro e simples negacionismo dos fatos: Bergoglio não é um coadjuvante, ele é o protagonista do desmonte. Digamo-lo claramente!

A manobra de mídia, orquestrada por Vatican News e outros órgãos oficiosos da intelligentsia vaticana, visa apenas causar a impressão de que Francisco recuou e de que está levantando a “bandeira branca da paz”, proclamando uma anistia para todos os católicos de bem!

Ora, qualquer pessoa minimamente esclarecida sobre a psicologia dos ideólogos sabe que eles nunca agem movidos por princípios racionais, mas são cegos pelas suas próprias fixações e fanatismos. A cúpula do Sínodo toda se enquadra nisso.

Afinal, quem convocou o Sínodo? Quem nomeou seus cabeças? Quem lançou o debate em entrevistas a jornalistas ateus, ou em cartinhas desaforadas a hereges silenciados por um Papa emérito que vive ali, a alguns metros de Francisco?

Então, por que o resultado seria diferente?

6 outubro, 2019

Foto da semana.

Vaticano, 4 de outubro de 2019 – Papa Francisco consagrada Sínodo da Amazônia a São Francisco de Assis.

Segundo a ACI Digital, “o ritual não foi explicado pelos organizadores, porém se assemelhava ao ritual indígena da retribuição à terra, o que não foi confirmado nem desmentido pela Sala de Imprensa do Vaticano até o fechamento desta edição. O pagamento ou retribuição à terra é uma cerimônia indígena realizada em alguns países da América Latina, em que se agradece à “mãe terra” por seus frutos ou se faz a ela algum pedido. Durante o ritual, alguns participantes presentearam três objetos ao Santo Padre: um colar, uma imagem de uma mulher grávida descrita pelo canal de Vatican News em português como “Nossa Senhora da Amazônia”; e um anel negro que parece ser o conhecido anel de tucum”.

Sobre o anel de tucum, leia aqui.

5 outubro, 2019

Líderes leigos advertem sobre o Sínodo da Amazônia: “Papa Francisco prejudicou gravemente a Fé. É hora de dizê-lo claramente”.

Importante pronunciamento de leigos em Roma, quando proeminentes brasileiros ainda consideram que Francisco se sente “desconfortável” com o que ocorre em torno do Sínodo.

Por LifeSiteNews, Roma, 4 de outubro de 2019 | Tradução: FratresInUnum.com – Líderes leigos de todo o mundo, cada vez mais alarmados quanto ao próximo Sínodo da Amazônia e sobre como ele desfigura e “protestantiza” a Igreja, reuniram-se hoje, próximos ao Vaticano, para discutir suas graves preocupações.

A mesa redonda intitulada “Nossa Igreja – reformada ou deformada?” foi apresentada pela associação internacional pró-vida Voice of the Family. Cerca de 5 mil pessoas de todos os continentes acompanharam pelos meios de comunicação.

Às vésperas do sínodo, eles descreveram a ameaça multifacetada que ele presssagia para a Igreja Católica. A escolha de uma linguagem dura reflete o perigo que eles percebem: de que, após o Sínodo, o que emergirá não será mais a Igreja Católica.

“Nós chegamos. Nesta semana, o Sínodo da Amazônia estará em andamento”, afirmou John-Henry Westen, co-fundador e editor-chefe do LifeSiteNews. “Espera-se que seja a maior severa calamidade que a fé da Igreja jamais conheceu, e vamos rezar para que não seja tão extrema como ameaça”.

“Poucos cardeais advertiram sobre a apostasia e heresia no documento de trabalho preparado para o Sínodo, porém, a maioria permaneceu em silêncio”, prosseguiu Westen. “Nós, fiéis, não podemos permanecer em silêncio, porque é a fé de nossos filhos que está sendo ameaçada. É nosso direito, enquanto Católicos, ter a fé em Jesus Cristo transmitida fielmente por nossos padres e bispos, e, especialmente, pelo Papa”.

“Há, neste momento, duas religiões dentro da Igreja Católica”, declarou o Professor Roberto de Mattei.

“A primeira é o Catolicismo tradicional, a religião daqueles que, na atual confusão, permanecem fiéis ao Magistério imutável da Igreja”, disse de Mattei.

“A segunda, até há poucos meses sem nome, agora possui: é a religião Amazônica, porque, como declarado pela pessoa que atualmente governa a Igreja, há um projeto de dar à Igreja uma ‘face Amazônica'”, explicou de Mattei.

“No Sínodo Pan-Amazônico, veremos a Igreja abandonar o Divino Mandado de converter e batizar todas as nações?”, questionou Michael Matt, editor de The Remnant, que falou sobre o desaparecimento de missionários e ordens religiosas tradicionais.

Ele perguntou: “O Vaticano abençoará e aprovará certa teologia indigenista, cujos princípios são essencialmente pagãos? A Igreja ensinará que as culturas pagãs são de Deus, porque sugerir o contrário seria cair em uma espécie de supremacismo religioso que sustenta o cristianismo como única religião verdadeira?”

“Agora, estamos diante de um sínodo dos bispos que promete abraçar uma teologia indígena que essencialmente abandonaria o esforço missionário da Igreja, bem como abraçaria uma eco-teologia que enviaria messionários das mudanças climáticas para ensinar todas as nações a ouvir o choro da Mãe Terra”, declarou Matt.

“Queira Deus que isso não prospere, pois se prosperar certamente representará a rendição formal da Igreja Católica ao mundo e ao espírito, não só dos tempos, mas também da selva”, afirmou.

José Antonio Ureta, líder do movimento internacional Tradição, Família e Propriedade (TFP) na França, advertiu que, se os padres sinodais e o Papa Francisco aprovarem a proposta do Instrumentum laboris (documento de trabalho) de ordenar homens idosos como padres, o “neo-luteranismo terá vencido o Concílio de Trento”.

“Mas, ai de nós! Essa nova estrutura eclesiástica baseada em um sacerdócio não ministerial e não hierárquico não será mais a Igreja Católica”, disse Ureta.

“O Papa Francisco e seus clérigos aliados estão criando uma organização globalista com uma face que aparenta ser Católica”, disse Michael Voris, da Church Militant. “O que está surgindo não é Católico. A fachada deve ser derrubada e, de uma vez por todas, deve-se permitir que a verdade prevaleça”.

Voris explicou que o Papa Francisco moveu a Igreja a “se alinhar com um falso tipo de teologia inspirado no ateísmo e, na pressa por colocar isso adiante, ele se cercou de numerosos clérigos canalhas — alguns, envolvidos em atos de acobertamento de abusos de menores e jovens, majoritariamente homens”.

“A Igreja Católica foi infiltrada desde dentro e esta infiltração data ao menos do pontificado do Papa Pio IX”, disse o autor católico Dr. Taylor Marshal. “É um ataque à fé sobrenatural, aos milagres, à revelação divina, e à origem de nossa criação: a identidade de Deus do homem e da mulher, a instituição do matrimônio, e o preceito da lei natural de ser fértil e de se mulplicar com o casamento. Ademais, é uma ressurreição do paganismo ‘de que sereis como deus'”.

“O Papa Francisco assinou um documento em Abu Dhabi que contém uma afirmação que possui consequências explosivas para a fé Católica”, declarou o italiano Marco Tosatti. “Ei-la: o pluralismo e a diversidade de religiões, cores, sexos, raça e línguas são desejadas pela sabedoria de Deus’. As implicações de uma expressão como esta são evidentes: se Deus desejou… que diversas religiões devam coexistir, pode-se inferir que todas as religiões são vontade divina e, portanto, qualquer pessoa é livre para escolher a religião que mais lhe agradar”.

“A frase é profundamente errada de um ponto de vista cristão – e católico”, disse Tosatti.

“Pessoalmente, creio que esta declaração é uma das afirmações mais devastadoras para o Católicos já pronunciadas por um Papa, e trata-se de uma substancial afirmação do relatismo”, acrescentou.

“Dentre as mais claramente ameaçadoras inovações que estão sendo introduzidas pelo próximo Sínodo da Amazônia está a promoção de alguma forma de ordenação ministerial para mulheres”, afirmou a jornalista francesa Jeanne Smits.

Ela advertiu que a teologia indígena que o sínodo promoverá exige a ordenação de mulheres como ministras. “Está dentro da lógica da espiritualidade tradicional indígena, isto é, do paganismo. Ou, se quiser ir um pouco além: idolatria”.

“O Sínodo da Amazonia debatará sobre o papel da mulher na Igreja, quando a Igreja já possui a mais bela resposta a isso: a Virgem Maria”, declarou Smits. “Quando Deus fez o cosmos — que significa beleza — Ele estava casa terrena apropriada e herança para Sua Filha, Mãe e Esposa. Ela é nossa Rainha, a Rainha do universo e mesmo Rainha dos Anjos, para ódio de Satanás, dado que ele deve se submeter e ser vencido por uma simples mulher, por uma mãe que podem nos comunicar a vida eterna pelo sacrifício de Seu Amado Filho”.

“Nossa visão de mulher é definida por isso. O que mais podemos querer?”, questionou Smits.

Acusação, fervorosa intercessão e um ‘tempo para heróis e santos’. 

“Com todo respeito que devemos às autoridades eclesiásticas, eu acuso a todos aqueles que aprovaram, ou aprovarão, o Instrumento laboris sobre a Amazônia, o politeísmo e, mais especificamente, o polidemonismo, pois, citando o Salmo 95, ‘Todos os deus dos gentios são demônios; Nosso Senhor, por sua vez, criou o céu'”, afirmou de Mattei.

“Faço um apelo aos cardeais e bispos que ainda são católicos, que levantem suas vozes contra este escândalo. Se seu silêncio continuar, continuaremos a buscar a intervenção dos Anjos e de Maria Rainha dos Anjos, para salvar a Santa Igreja de toda forma de reivinção, distorção e reinterpretação”, acrescentou de Mattei.

John-Henry Westen observou que, apesar de todas as graves preocupações levantadas pelos debatedores, não significa que “não amamos o Papa Francisco. De fato, absolutamente não seria amor maquiar todos essas grandes preocupações e silenciar a respeito delas, pois elas o prejudicam, mais do que qualquer outro. Ele terá de responder a Cristo no juízo, assim como todos nós”.

“Devemos continuar rezando pelo Papa todos os dias, rezando por sua conversão”, disse Westen.

“Não é necessário um teólogo para reconhecer quando a fé está sendo distorcida”, acrescentou. “Nós não deixaremos a Igreja; é a única e verdadeira Igreja e não há outra. Devemos lutar pela verdade de Cristo na Igreja, pois estamos prontos a morrer por esta fé”.

Durante o momento de perguntas e respostas, quando as perguntas inevitáveis sobre um possível cisma foram levantadas, Professor de Mattei declarou que devemos rezar por uma “verdadeira contra-forma, uma contra-revolução, uma restauração do verdadeiro cristianismo”.

Embora estejamos empreendendo uma guerra contra as forças do caos na Igreja, “a divisão de nosso inimigo é a nossa força”, afirmou de Mattei.

“É um momento alarmante”, disse Michael Matt. “Se esse sínodo ocorrer como previsto por diversos cardeais, é a maior manchete na história do mundo com exceção da crucifixão de Deus. Nada é maior que a Esposa de Cristo levantando a bandeira da rendição”.

“Se isso acontecer, é um fato grandioso e muitas pessoas virão em defesa da Igreja — heróis e santos”, proclamou Matt. “Preparemos e inspiremos nossos filhos para a cruzada”.

4 outubro, 2019

A ditadura da opinião, segundo o Cardeal Siri.

Entrevista do Cardeal Siri, feita pela revista Renovatio VI, em 1970, e traduzida por Gederson Falcometa. É antiga, mas nela encontramos uma grande consciência dos problemas que agora estão sendo revelados em toda a sua destrutividade mortal.

RENOVATIO – Existe, segundo V. E. R,, uma relação entre a presente situação da sociedade humana no seu complexo e aquela da Igreja? Existe uma relação entre as dificuldades presentes da religião e aquelas da humanidade?

Cardeal Giuseppe Siri.

Cardeal Giuseppe Siri, Arcebispo de Genova, falecido em 1989.

SIRI – Como seria possível ser diferente? A Igreja não vive separada do seu tempo e do seu mundo. As dificuldades que o homem experimenta hoje em viver como homem repercutem na dificuldade que o cristão encontra em viver como cristão.

O mundo hodierno vive da conquista da matéria: mesmo se a ciência lhe revela que a sapiência e a potência da ordem criada superam em qualquer parte a capacidade de previsão da razão, o homem se encontra, porém, fechado na estrutura mundana que ele construiu. O homem descobriu poder conquistar a matéria, poder torná-la instrumento da sua vontade: isto lhe tirou o senso de uma prudência superior e fez da conquista do mundo o seu saque , a perda da realidade humana mais profunda: o espírito.

O espírito é a pedra angular do homem e do mundo: todavia, essa é a pedra que os construtores da nossa presente sociedade quiseram esquecer e rejeitar. Chegamos assim a um mundo em que a pessoa humana não tem valor porque o homem não tem mais significado, e não é mais considerado a imagem de Deus.

read more »

3 outubro, 2019

Frei Tiago de São José resiste.

Nosso amigo Paulo Frade entrevistou, com exclusividade para FratresInUnum.com, o carmelita Frei Tiago de São José.

Reverendíssimo Frei Tiago de São José, primeiramente, muito obrigado por nos conceder essa entrevista. 

Muitas pessoas se recordam que em 2012, o Bispo de Braganca Paulista expulsou a sua comunidade daquela diocese.  Por que motivo ele chegou a essa decisão? 

image1.jpegEm 2012, nós fomos expulsos por desobediência.  Havia na ocasião uma ordem expressa do Bispo de celebrarmos, pelo menos, a Missa dominical no rito de Paulo VI e nós recusamos. Entretanto, a instrução que regulamentava o motu proprio de 2007 dava direito aos Institutos de Vida Religiosa de celebrarem, exclusivamente, a Missa Tradicional. Portanto, não podemos ser acusados de desobediência.

E, hoje, 7 anos depois, o senhor continua achando que fez a coisa certa?

Sim, sem dúvida.  Nós saimos de uma situação de conflito e procuramos uma Diocese aberta ao nosso projeto de vida religiosa. No Paraguai, tivemos uma experiência muito rica, nos dando a certeza de que quem procura ser fiel a Deus, mesmo que tenha que passar por sofrimentos e perdas, sai ganhando.

E o que aconteceu, na sua experiência pessoal de sacerdote, que o levou a buscar a Tradição e resolver deixar a missa nova?

Durante 10 anos eu celebrei segundo o novus ordo e convivi normalmente nos ambientes da Igreja Moderna. Entretanto, quando eu comecei a celebrar o Rito Tradicional em 2007, após o motu proprio, fui percebendo que havia uma grande contradição entre o chamado “rito ordinário” e o “rito extraordinário”. A partir daí, comecei a estudar o tema e fui chegando a uma conclusão de que a Missa criada em 1970 não se baseia na lex orandi da Igreja, como foi estabelecida pelos anteriores decretos, e, por isso, me recusei a celebrá-la.

E os outros membros do Mosteiro, acompanharam esta mesma postura?

Sim. Todos estávamos muito convencidos da riqueza da Missa Tradicional e éramos unanimes neste desejo de dar o melhor para Deus e adorá-lo de forma digna e sacral.

E o que aconteceu com os senhores nestes últimos 7 anos?

Bem, realmente não foi muito fácil. Em 2013, chegamos no Paraguai e fomos muito bem recebidos pelo Bispo Monsenhor Livieres. Entretanto, não tínhamos casa e dormíamos num galinheiro. Aos poucos, fomos nos erguendo e construímos nossa casa. Infelizmente, em 2015, o Bispo foi injustamente afastado pelo Papa Francisco e ficamos novamente sem apoio. Há dois anos, viemos para a Europa, e assim vamos indo, procurando simplesmente fazer o que podemos hoje, porque amanhã, já não sabemos o que vai ser…

E depois de terem sido mais uma fez expulsos de uma diocese, por que os senhores não desistiram dessa luta ou deixaram a Igreja Católica? 

Ser católico é uma obrigação de quem deseja seguir Jesus Cristo.  E, para permanecer católico, precisamos, sobretudo, professar a verdadeira Fé. Portanto, ninguém pode nos tirar da Igreja Católica, uma vez que temos a convicção da Fé. No Credo dizemos: Creio na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. Essa é a verdadeira Igreja e a verdadeira Fé. Por outro lado, se alguém pensa que é católico e não crê em tudo o que ensina a Fé Católica, já está fora da Igreja. Isso nos leva a entender que não podemos desanimar quando vemos o abandono da Fé, mesmo pela hierarquia da Igreja Institucional, pois a Igreja não é simplesmente uma instituição, mas um Mistério, um corpo místico, cuja cabeça é o próprio Cristo. Hoje em dia, as pessoas perderam essa noção. Considero que o melhor documento do Magistério para se entender isso é a encíclica Satis Cognitum de Leão XIII.

E o que o senhor acha de todas essas criticas que se levantam contra Francisco?

O que acontece nesse nosso tempo só pode ser entendido à luz desta pergunta do evangelho: “Quando o Filho do Homem voltar, encontrareis fé sobre a terra?” (Lc, 18,8).  Ora, Nosso Senhor está prevendo um tempo onde a Fé estaria praticamente extinta, ou seja, que a manifestação externa e oficial da Fé Católica estaria silenciada. De fato, a raiz do problema não é a pessoa do Papa Francisco, mas a propria declaração da liberdade religiosa que foi assinada no Vaticano II.  A partir dali, estamos, in potentia, rompidos com a verdadeira religião. E, se as pessoas aceitam todas essas rupturas, não são capazes de discernir a que ponto chegamos. Mesmo os Bispos de hoje, já formados na mentalidade do Concílio são coniventes com a apostasia que o Papa Francisco implementa, e a oposição é quase nula. Esse processo é inexorável… No mês que vem,  o sínodo da Amazônia vai se apresentar como o ápice desse fluxo revolucionário. Saímos do catolicismo e agora vamos voltar ao paganismo…

E na sua opinião, qual é o objetivo desse movimento revolucionário na Igreja?

A maioria das pessoas são ingênuas e pensam que estamos, simplesmente, renovando conceitos, ou se abrindo para o diálogo e para a paz, para o respeito das outras culturas e religiões.  No entanto, estamos diante de uma verdadeira agenda que visa abolir o catolicismo verdadeiro e estabelecer uma religião universal subordinada ao judaísmo.   Nesse contexto, vamos assistir à entronização do homem no lugar de Deus e o advento de uma personalidade que será apoida por toda a mídia, e que no entanto, para a Bíblia, será o Anticristo.

Por fim, Frei Tiago, o que o senhor acha que Deus pede para nós nesses tempos difíceis?

Apego à verdade, amor sincero à nossa Religião, conforme foi transmitida pelos Apóstolos e os Papas de todos os tempos. Desapego ao dinheiro e ao poder e mesmo da própria vida, porque, se não estivermos prontos para o martírio, não seremos capazes de permanecer fiéis nessa prova final.

1 outubro, 2019

Arquidiocese de São Paulo – Nota de Esclarecimento sobre o ato inter-religioso na Catedral da Sé.

Dom Odilo Pedro Scherer emite nota de esclarecimento sobre o ocorrido na Catedral da Sé na tarde de ontem, 30 de setembro

ESCLARECIMENTO
A quem interessar possa, desejo dirigir uma palavra esclarecedora a respeito da manifestação inter-religiosa realizada no dia 30 de setembro na Catedral metropolitana de São Paulo.

Antes de tudo, peço muita calma! Estejamos muito atentos àquilo que ouvimos e lemos e de quem recebemos mensagens. Checagem das informações e discernimento são coisas indispensáveis, para não sermos arrastados por informações de todo tipo. É necessário ver, se as fontes das informações são confiáveis. Há muita fonte poluída por aí e quem bebe de fontes envenenadas, fica envenenado também e pode até morrer…

A manifestação na Catedral de São Paulo partiu de uma organização inter-religiosa, que queria dar o seu apoio ao sínodo da pan-Amazônia, que o Papa Francisco vai abrir em Roma no próximo domingo, dia 06 de outubro. Estiveram presentes numerosos representantes de religiões não-cristãs mas falaram apenas representantes de oito religiões, além da minha fala e do cardeal Dom Cláudio Hummes. Não foi uma celebração ecumênica, mas um ato inter-religioso, o que é diferente. Nem estávamos vestidos para uma celebração.

Não falou nenhum político. O nome de nenhum político sequer foi mencionado! Tudo transcorreu na melhor serenidade e sem nenhum inconveniente. Está longe da verdade quem divulga que foi um uma “balbúrdia” e uma “profanação”. Quem fala isso mente.

Não houve nenhuma menção a “Lula livre”. Depois que deixei a Catedral, vi imagens nas mídias sociais, que mostravam flâmulas, penduradas como se fosse num varal num espaço lateral da catedral, e que tinham a inscrição “Lula livre”. Foi obra de alguém que instrumentalizou o momento, infelizmente. Mas nada disso fez parte da organização do ato inter-religioso, nem teve influência no ato.

Vi também imagens pelas mídias sociais, só depois que deixei a Catedral da Sé, sobre um início de tumulto provocado por alguns pouquíssimos jovens, na entrada da Catedral (não foi durante o ato-inter-religioso), os quais queriam se opor ao ato porque viram as flâmulas “Lula livre”. Foi algo que não interferiu na manifestação inter-religiosa em si. Pelas imagens e falas, percebi que algumas pessoas tentaram impedir que os jovens entrassem na Catedral para fazerem seu protesto. Mas ninguém “expulsou” os jovens da Catedral, menos ainda por iniciativa da própria Catedral, ou do Arcebispo. Mente quem afirma o contrário e traz para o centro da questão, de maneira equivocada ou malévola,  algo que foi apenas marginal e nem foi percebido durante a manifestação inter-religiosa.

Essa manifestação foi digna, respeitosa e não houve nada de ofensivo ou contrário à fé católica ou ao decoro da igreja-catedral. Nem foi um ato sincrético, nem “balbúrdia”,  nem “profanação”, nem “palhaçada”, nem foi uma manifestação “política”, como alguns estão divulgando e querem fazer crer. Quem fala isso mente.

Na Catedral havia a presença ou a representação de mais de 100 instituições e organizações religiosas e civis de diversas expressões, que assim manifestaram seu apoio à iniciativa do sínodo. Também havia políticos de vários partidos. Ninguém, a não ser os oito líderes religiosos, teve a palavra. As falas foram breves e respeitosas.

Os representantes das diversas religiões não cristãs e um representante evangélico, que tomaram a palavra, manifestaram apreço pelo Papa Francisco e pela iniciativa do sínodo, convocado por ele. E manifestaram sua confiança e os desejos de bons frutos dessa assembleia sinodal da Igreja Católica.

Eventuais posturas ou manifestações individuais e não programadas pelo ato inter-religioso não podem ser confundidas com o ato, em si, nem com o propósito de quem organizou o mesmo, cujo objetivo foi o de manifestar o apreço pela realização da assembleia do sínodo para a grande Amazônia.

Convido todos a serenarem os ânimos, a se informarem bem antes de quaisquer manifestações contundente ou ofensivas e, em vez de polarizações excludentes e de manifestações condenatórias, busquemos o diálogo com todos, no respeito pelas convicções diferentes, sem esconder as próprias. Em vez de voltarmos nossas energias uns contra os outros, demo-nos as mãos, dialoguemos e colaboremos na busca de solução para tantos problemas concretos ao nosso redor e para aquilo que é importante para o mundo, “casa comum” de todos nós, confiada aos nossos cuidados.

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
30 setembro, 2019

O Circo da Amazônia passa pela catedral de Paulo VII.

Por FratresInUnum.com, 30 de setembro de 2019: Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, não hesitou em realizar mais um pajelança na já tão profanada catedral da Sé de São Paulo, na noite de hoje (30). O frustrado Paulo VII, tão menosprezado por Francisco, parece já estar em campanha para o próximo conclave.

Parabéns aos jovens que se levantaram contra esta afronta à Nosso Senhor, em Seu templo, diante de nossas faces. Créditos a Guilherme de Maria.

30 setembro, 2019

Por que o Papa Francisco se sente tão desconfortável quando alguém se converte ao Catolicismo?

Por Phil Lawler, LifeSiteNews, 27 de setembro de 2019 | Tradução: FratresInUnum.com: Aqui está o que o Papa Francisco NÃO disse, ao falar com um grupo de jesuítas em Moçambique:

francisco 1Hoje, senti certa amargura ao concluir o encontro com os jovens. Uma senhora se aproximou de mim com um jovem e uma jovem. Indicou-me que faziam parte de um movimento um pouco esquerdista. Ela me disse, em espanhol perfeito: ‘Santidade, venho da África do Sul. Esse garoto era um executivo da indústria do petróleo e se converteu ao ambientalismo. Essa garota era uma bolsonarista conservadora e agora é contra a pena de morte. Mas, disse-me isso de maneira triunfante, como se tivesse feito uma caça, com o troféu. Senti-me incomodado e lhe disse: ‘Senhora, evangelização sim, proselitismo não’.

(As palavras destacadas foram alteradas e “abrasileiradas”, em relação à adaptação de LifeSitenews – o diálogo original segue abaixo).

Quando o Papa fala sobre questões políticas, eu duvido que ele faça qualquer objeção a quem imediatamente aceita a sua orientação. Por que, então, ele desconfia tanto de conversões religiosas, quando almas famintas se apressam para o banquete de Cristo?

* * *

Abaixo, o inacreditável, mas real, trecho do diálogo:

Hoje, senti certa amargura ao concluir o encontro com os jovens. Uma senhora se aproximou de mim com um jovem e uma jovem. Indicou-me que faziam parte de um movimento um pouco fundamentalista. Ela me disse, em espanhol perfeito: ‘Santidade, venho da África do Sul. Esse garoto era hindu e se converteu ao catolicismo. Essa garota era anglicana e se converteu ao catolicismo’. Mas, disse-me isso de maneira triunfante, como se tivesse feito uma caça, com o troféu. Senti-me incomodado e lhe disse: ‘Senhora, evangelização sim, proselitismo não’.

Tags:
28 setembro, 2019

Foto da semana.

Os Frades Capuchinhos (ligados à FSSPX) de Morgon, França, têm uma maneira bastante peculiar de produzir suas sandálias. Diferentemente dos franciscanos que caem nas graças do Papa Francisco, como Hummes e Boff, eles, os considerados “rígidos”, esforçam-se para seguir de fato, e não só com palavras, a radicalidade do pobrezinho de Assis. Créditos das imagens: Armando Bernardes.

Tags:
24 setembro, 2019

Cardeal Burke e Dom Athanasius: Um esclarecimento sobre o significado da fidelidade ao Sumo Pontífice.

Agradecemos aos reverendíssimos Cardeal Burke e Dom Athanasius a honra da publicação em FratresInUnum.com, com exclusividade em língua portuguesa.

Por Cardeal Raymond Leo Burke e Dom Athanasius Schneider

FratresInUnum.com, 24 de setembro de 2019 – Nenhuma pessoa honesta pode mais negar a confusão doutrinária quase geral que reina hoje em dia na vida da Igreja em nossos dias. Isto deve-se, em particular, às ambiguidades acerca da indissolubilidade do matrimónio, que tem vindo a ser  relativizada pela prática da admissão à Santa Comunhão de pessoas que coabitam em uniões irregulares, deve-se à crescente aprovação de atos homossexuais, intrinsecamente contrários à natureza e à vontade revelada de Deus, deve-se a erros a respeito do caráter único de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Sua obra redentora, que vem sendo relativizado através de afirmações errôneas sobre a diversidade das religiões, e, em especial,  deve-se ao reconhecimento de diversas formas de paganismo e das respetivas práticas rituais em virtude do Instrumentum Laboris para a próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica.

Cardinal Raymond Burke and Bishop Athanasius Schneider.

read more »