Archive for ‘Cismáticos e hereges’

6 outubro, 2010

Não, não és franciscano!

Publicamos, a pedido do Frei Ângelo Bernardo, o artigo em que refuta o ex-franciscano e atual herege mais vendido do Brasil, Leonardo Boff.

Por Frei Ângelo Bernardo, OMin.

* Questões devem ser enviadas diretamente ao email do autor.

Estas são considerações indignadas de um filho do poverello de Assis. Desde a leitura, releitura, apreciação da fala do “Doutor Leonardo Boff”, procurei ler suas obras com afinco, sobretudo a que o ‘condenou’: “Igreja: Carisma e Poder – Ensaios de Eclesiologia Militante”, editado pela Vozes em 1981, bem como outras obras há anos publicadas, como “Jesus Cristo Libertador”, tendo sua primeira edição em 1972 e outras mais recentes. Para não incorrer em erros e contradições, busquei entender o seu pensamento, o modo como, o a partir donde ele escrevia e escreve.

read more »

20 outubro, 2009

Nota da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os Ordinariatos Pessoais para Anglicanos que ingressam na Igreja Católica.

Congregação para a Doutrina da Fé anuncia nova Constituição Apostólica com disposições sobre o ingresso de Anglicanos na Igreja Católica. Abaixo, a íntegra da declaração [tradução não-oficial]:

Com a preparação de uma Constituição Apostólica, a Igreja Católica responde a muitos pedidos que foram submetidos à Santa Sé de grupos de clérigos e fiéis Anglicanos em diferentes partes do mundo que desejam entrar em plena comunhão visível.

Nesta Constituição Apostólica, o Santo Padre introduziu uma estrutura canônica que provê tal reunião corporativa ao estabelecer Ordinariatos Pessoais, que permitirão aos antigos Anglicanos entrar em plena comunhão com a Igreja Católica enquanto preservam elementos do distintivo patrimônio espiritual e litúrgico Anglicano. Conforme os termos da Constituição Apostólica, a vigilância e o governo pastoral para tais grupos de fiéis já Anglicanos serão asseguradas através de um Ordinariato Pessoal, cujo Ordinário será habitualmente indicado entre o antigo clero Anglicano.

A vindoura Constituição Apostólica concede uma razoável e mesmo necessária resposta a um fenômeno mundial, ao oferecer um único modelo canônico para a Igreja universal que é adaptável a várias situações locais e justo aos antigos Anglicanos em sua aplicação universal. Ela provê a ordenação como padres Católicos do clero casado anteriormente Anglicano. Razões históricas e ecumênicas impedem a ordenação de homens casados como bispos tanto na Igreja Católica como Ortodoxa. A Constituição estipula, então, que o  Ordinário seja um padre ou um bispo não casado. Os seminaristas no Ordinariato deverão ser preparados ao lado de outros seminaristas Católicos, embora o Ordinariato possa estabelecer uma casa de formação para responder às necessidades particulares de formação no patrimônio Anglicano. Desta maneira, a Constituição Apostólica procura, por um lado, equilibrar a preocupação de preservar o digno patrimônio litúrgico e espiritual Anglicano, e, por outro, a preocupação de que estes grupos e seu clero sejam integrados à Igreja Católica.

O Cardeal William Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que preparou esta disposição, disse: “Tentamos ir ao encontro dos pedidos por uma plena comunhão que nos últimos anos nos chegaram de Anglicanos de diferentes partes do mundo de maneira uniforme e equitativa. Com esta proposta a Igreja quer responder às legítimas aspirações destes grupos Anglicanos por unidade plena e visível com o Bispo de Roma, sucessor de São Pedro”.

Estes Ordinariatos Pessoais serão formados, segundo as necessidades, mediante prévia consulta às Conferências Episcopais, e sua estrutura serão similares de certo modo àquela dos Ordinariatos Militares que foram estabelecidos na maioria dos países para prover cuidado pastoral aos membros das forças armadas e seus dependentes pelo mundo. “Aqueles Anglicanos que se aproximaram da Santa Sé deixaram claro seu desejo por plena e visível unidade na una, santa, católica e apostólica Igreja. Ao mesmo tempo, eles nos expressaram a importância de suas tradições de espiritualidade e culto Anglicanos para sua jornada de fé”, disse o Cardeal Levada.

A provisão desta nova estrutura é consistente com o empenho no diálogo ecumênimo, que continua sendo a prioridade para a Igreja Católica, particularmente através dos esforços do Conselho Pontíficio para a Promoção da Unidade dos Cristãos. “A iniciativa surgiu de um número de diferentes grupos de Anglicanos”, continou o Cardeal Levada: “Eles declararam que partilham a fé Católica comum como é expressa no Catecismo da Igreja Católica e aceitam o ministério Petrino como algo desejado por Cristo à Igreja. Para eles, chegou o tempo de expressar esta unidade implícita na forma visível da plena comunhão”.

Segundo Levada, “É a esperança do Santo Padre, o Papa Bento XVI, que o clero e os fiéis Anglicanos que desejam se unir à Igreja Católica encontrem nesta estrutura canônica a oportunidade de preservar aquelas tradições Anglicanas preciosas a eles e consistentes com a fé Católica. Enquanto estas tradições expressam de maneira diferente a fé  comum que é professada, elas são um dom a ser partilhado na Igreja universal. A unidade da Igreja não requer uma uniformidade que ignora diversidades culturais, como a história da Cristianismo mostra. Ademais, as diversas tradições presentes na Igreja Católica atualmente são todas enraizadas no princípio articulado por São Paulo em sua carta aos Efésios: ‘Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo’ (4:5). Nossa comunhão é, portanto, fortalecida por tais diversidades legítimas, e portanto estamos felizes que estes homens e mulheres tragam consigo suas contribuições particulares para a nossa vida comum de fé”.

Informações contextuais.

Desde o século XVI, quando o Rei Henrique VIII declarou a Igreja da Inglaterra independente da autoridade Papal, a Igreja da Inglaterra criou suas próprias confissões doutrinais, livros litúrgicos e práticas pastorais, frequentemente incorporando idéias da Reforma no continente Europeu. A expansão do Império Britânico, junto do trabalho missionário Anglicano, finalmente deu surgimento à Comunhão Anglicana em nível mundial.

No curso de mais de 450 anos de sua história, a questão da reunificação dos Anglicanos e Católicos nunca foram esquecidas. Na metade do século XIX, o movimento de Oxford (na Inglaterra) mostrou um renovado interesse nos aspectos Católicos do Anglicanismo. No início do século XX, o Cardeal Mercier, da Bélgica, entrou em conversações públicas com Anglicanos para explorar a possibilidade de união com a Igreja Católica sob a bandeira de um Anglicanismo “reunido, mas não absorvido”.

Posteriormente, no Concílio Vaticano Segundo a esperança por união foi nutrida quando o Decreto sobre Ecumenismo (n.13), referindo-se às comunhões separadas da Igreja Católica na época da Reforma, afirmou que: “Entre aquelas nas quais as tradições e instituições Católicas continuam em parte a existir, a Comunhão Anglicana ocupa lugar especial”.

Desde o Concílio, as relações entre Anglicanos e Católicos criaram um maior clima de mútuo entendimento e cooperação. A Anglican-Roman Catholic International Commission (ARCIC) produziu uma série de declarações doutrinais no curso dos anos na esperança de criar as bases para a unidade plena e visível. Para muitos em ambas comunhões, as declarações da ARCIC foram um veículo no qual uma expressão de fé comum pôde ser reconhecida.  É neste contexto que esta nova disposição deve ser vista.

Nos anos depois do Concílio, alguns Anglicanos abandonaram sua tradições de conferir as Sagradas Ordens apenas a homens ao convocar mulheres ao sacerdócio e ao episcopado. Mais recentemente, alguns seguimentos da Comunhão Anglicana se afastaram do ensinamento bíblico comum sobre a sexualidade humana — já claramente afirmado no documento da ARCIC “Life in Christ” — pela ordenação de clérigos abertamente homossexuais e pela benção de uniões homossexuais. Ao mesmo tempo, enquanto a Comunhão Anglicana encara estes novos e difíceis desafios, a Igreja Católica permanece plenamente empenhada em continuar o compromisso ecumênico com a Comunhão Anglicana, particularmente através dos esforços do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.

Neste ínterim, muitos Anglicanos individualmente entraram em plena comunhão com a Igreja Católica. Às vezes, houve grupos de Anglicanos que entraram enquanto preservaram alguma estrutura “corporativa”. São exemplos deste ingresso a diocese Anglicana de Amritsar, Índia, e algumas paróquias individuais nos Estados Unidos, que mantiveram uma identidade Anglicana ao ingressar na Igreja Católica por uma “provisão pastoral” adotada pela Congregação para a Doutrina da Fé e aprovada pelo Papa João Paulo II em 1982. Nestes casos, a Igreja Católica frequentemente dispensou das exigências de celibato para permitir àqueles clérigos Anglicanos casados que desejassem continuar seus serviços ministeriais como padres Católicos serem ordenados na Igreja Católica.

À luz destes desenvolvimentos, os Ordinariatos Pessoais estabelecidos pela Constituição Apostólica podem ser vistos como outro passo em direção à realização das aspirações por plena e visível união na Igreja de Cristo, um dos principais objetivos do movimento ecumênico.

Fonte: Versão inglesa do Comunicado disponível no Bollettino.

15 agosto, 2009

Finlândia: ordenação episcopal em ‘catedral’ Protestante.

Mons. Teemu Sippo(Kreuz.net) Em meados de junho, o Papa Bento XVI elevou o liberal padre de gravata, Pe. Teemu Sippo (62), [ndt: membro da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus) à dignidade de novo bispo de Helsinque.

Isso foi um choque terrível para os círculos católicos na Finlândia.

Já em sua primeira conferência de imprensa, Mons. Sippo convidou luteranos – especialmente aqueles que são casados com católicos, a receber a Santa Comunhão.

Em um artigo no semanário luterano “Kotimaa” um tal Veli Jaakko Franzi informou que como católico finlandês ele teria recebido a permissão de Mons. Sippo – quando ele ainda era administrador diocesano – para participar regularmente de uma celebração eucarística inválida na comunidade evangélica luterana da Finlândia.

O sítio finlandês liberal ‘Katkirkko’ descreve o recém nomeado bispo como um “novo Lutero”.

O sítio na Internet está estreitamente relacionado ao movimento inimigo da Fé “Nós Somos Igreja”.

Mons. Sippo será consagrado bispo no dia 5 de setembro pelo bispo liberal de Mainz, Cardeal Karl Lehmann. Ele está vinculado ao mesmo há anos.

Segundo relato do jornal diocesano católico “Fides”, o Cardeal fará a consagração episcopal de maneira reveladora na catedral luterana da cidade de Turku – 165 quilômetros a oeste de Helsinque.

No ‘Fides’ Mons. Sippo representou um ecumenismo indiferente.

Com inspiração divina nacionalista ele esclareceu que o idioma litúrgico em sua diocese seria o “finlandês”. Como “riqueza da Igreja”, invés dele descrever algo como o Sacramento do Altar, ele mencionou “as diferentes nacionalidades em nossa diocese”.

Ele explicou que as Santas Missas na diocese devem ser celebradas em finlandês e sueco.

Até hoje existe uma celebração eucarística da Missa Nova em latim na igreja da catedral de Helsinque.

A Missa Antiga também será celebrada regularmente a um grupo significativo de fiéis.

Contudo, parece que o Mons. Sippo simplesmente ignora as missas no idioma internacional da Igreja.

25 junho, 2009

Bispo consultor jurídico da CNBB discursa em loja maçônica.

Bispo Emérito e Consultor Jurídico da CNBB proferiu palestra para platéia de 200 pessoas, no Templo da Loja Maçônica União de Ipatinga

Bispo discursa em loja maçônicaJVA – DA REDAÇÃO – O Bispo Emérito da Diocese Itabira-Coronel Fabriciano, Dom Lelis Lara, foi o centro das atenções de um eclético e seleto público, na noite da última segunda-feira, 01, quando proferiu inédita palestra sobre as relações entre a Igreja Católica e a Maçonaria, no Templo da Loja Maçônica União de Ipatinga, no centro da cidade. O religioso palestrou a convite do Venerável Mestre da Loja União de Ipatinga, Ednaldo Amaral Pessoa, que tem como um dos pilares de sua gestão a realização de sessões públicas onde são realizadas palestras, abertas à comunidade, sobre temas diversos e de grande interesse de toda sociedade, não apenas dos maçons e seus familiares.

Segundo Dom Lara, o Concílio Vaticano II (1963-1965) escancarou as portas e janelas da Igreja para o mundo, e que depois do Concílio o propósito da Igreja Católica é se aproximar de todas as pessoas do mundo, sem preconceito, sejam elas cristãs ou não. E foi exatamente no espírito do Concílio Vaticano II que o Bispo se inspirou para falar da relação entre a Igreja Católica e a Maçonaria.

Dom Lara disse que “quando se fala de Igreja e Maçonaria, muitas vezes se estabelece ou se imagina um confronto entre essas duas entidades, mas não  deveria ser assim, porque católicos são cristãos e os maçons também, senão todos, certamente grande parte. E Jesus, ao final de sua vida, deixou para os seus seguidores o testamento de que devemos amar uns aos outros. Mas, segundo o bispo, esta palavra de Jesus não foi sempre bem entendida, e que às vezes é entendida de acordo com a índole das pessoas, e as pessoas mais radicais muitas vezes ficam com o coração armado, na defensiva ou no ataque, quando, como filhos de Deus, deveriam viver como irmãos, com o coração desarmado, respeitando as diferenças.

read more »

6 março, 2009

Quem são os verdadeiros cismáticos? Quem não respeita o Papa?

Lá vem os cismáticos!

Link para o original

Suíça. No próximo domingo liberais suíços farão uma manifestação contra o Papa na cidade de Lucerna no interior da Suíça. Para tal, eles até fundaram especialmente uma associação “Kirchendemo” [“Manifestação da Igreja”]. Como participantes da manifestação já confirmaram presença conselhos nacionais, professores eméritos de teologia e religiosos. É certo que as empresas de mídia darão jubilosamente seu apoio ao evento. A manifestação sob o lema “ENTRAR, EM VEZ DE SAIR” dirige-se formalmente contra uma “Igreja dogmática, estreita, autoritária e estranha ao mundo”. O secretário geral da Conferência dos Bispos Suíços, Pe. Felix Gmür, e o abade Martin Werlen do Mosteiro Beneditino de Einsiedeln na qualidade de representantes da Conferência Episcopal se apressarão para escutar os anseios dos manifestantes e emitir um comunicado. Os manifestantes seriam eventualmente também “Fiéis da Igreja” – esclareceu um porta-voz da Conferência Episcopal ao periódico anti-católico “Basler Zeitung”.

16 fevereiro, 2009

Hans Kung dá os parabéns. Bispos da Áustria não querem voltar a 1918, e dão suas… orientações. E o Papa ainda não decidiu.

Hans KungAcima de tudo, esse episódio mostrou que a oposição pode dar certo. A autoridade do Papa sofre mais uma perda, uma vez que ele manifestadamente não pode fazer valer um bispo já nomeado, e estou contente por isso – primeiramente, pelo próprio Sr. Wagner, o qual, acredito, agiu da maneira certa. Nesse sentido, podemos parabenizá-lo. Porém, parabenizo, sobretudo, as pessoas, os fiéis e o clero de Linz, que declaram uma oposição enérgica, que também a formularam bem e que planejara medidas, e dessa maneira impedindo a escolha.

O ex-teólogo e sacerdote suíço em alta, Pe. Hans Küng, em entrevista a Rádio Alemã

Fonte: Kreuz.net – Tradução: T.M. Freixinho

Houve problemas de comunicação também na recente nomeação de um bispo auxiliar para a Diocese de Linz. Os bispos estão cientes de que Pe. Wagner pediu ao Papa que retirasse a indicação. O tema das nomeações Episcopais é portanto importante porque desde meados da década de 80 na Áustria isso foi associado com um número de problemas. Para muitos, a controvérsia sobre as nomeações episcopais levam a um doloroso conflito, e elas provocaram divisões na igreja. É precisamente nessa área que sensibilidade é mais apropriada. Não há dúvidas de que o Papa é livre para nomear bispos. Os bispos não querem voltar na tempo onde — como em 1918 — o Imperador sozinho escolhia os bispos. Mesmo uma “escolha do povo” dos bispos dividiriam a igreja em partidos e conflitos seriam inevitáveis. Nós bispos estamos convencidos que o procedimento provido pelo direito canônico para a selação e exame dos candidatos provou seu valor, se o procedimento for realmente seguido. Então, antes do Santo Padre tomar sua decisão final, informações básicas confiáveis e verificadas a fundo devem ser fornecidas nas quais ele possa contar. Na Áustra nos próximos anos um número de bispos estão para ser nomeados. Os fiéis estão legitimamente preocupados de que o processo de procura de candidato, exame das propostas e decisões finais devam ser cuidadosamente empreendidos e com toda sensibilidade pastoral possível. Isso pode assegurar que os bispos nomeados não sejam “contra” mas “pela” igreja local. Nós bispos faremos todo esforço possível para apoiar a próximas nomeações episcopais no sentido de monitorar esses procedimentos em próxima cooperação com os órgãos Vaticanos competentes.

"O que eu fiz para merecer isso?"É um sinal altamente desejável de unidade na igreja se a nomeação de um bispo significar para os fiéis alegria e encorajamento. Apesar de reservas, é possível numa boa atmosfera humana e Cristã, receber um bispo recentemente nomeado com boa vontade. É também esperado que um bispo vá encontrar os fiéis com sensibilidade e então adquira sua confiança.

A situação na vasta diocese de Linz faz os bispos se preocupar — isso mesmo depois da resignação do Padre Gerhard Wagner. Há muito boas notícias dessa diocese, que é comumente muito pouco vista, mesmo se alguns problemas devam ser mencionados. A Áustria Superior tem uma igreja muito vibrante, com uma densa rede de paróquias ativas e centros pastorais, um apurado sentido da dimensão social da fé Cristã, fornece grande ajuda na solidariedade na igreja por todo o mundo com os pobres e marginalizados. Grandes mosteiros e comunidades religiosas dominam a região. Organizações católicas leigas são especialmente ativas. Nós também nos comovemos enquanto bispos pela diocese de Linz mais uma vez ter tido significantes tensões com a nomeação recente. Não é só sobre diferenças de opinião em termos de estruturas e métodos, mas em última análise a questão de identidade sacramental da Igreja Católica. Especialmente isso concerne a ordenação para padres e diáconos em relação ao sacerdócio geral de todos os batizados. O caminho pastoral pode apenas ser seguido se está de acordo com a igreja universal. Para todas as diferenças, este caminho da igreja perseverando em oração e em diálogo com a Igreja universal deve ser executado sobre as bases do Concílio Vaticano Segundo.

Excerto da Carta Pastoral dos Bispos Austríacos por conta do encontro excepcional para discussão da crise de 16 de fevereiro de 2009

Como o Papa Bento vai decidir?

Até agora o Vaticano ainda não recebeu nenhum pedido de revogação de Gerhard Wagner – O Papa ainda não decidiu sobre a resignação

O Vaticano até agora ainda não recebeu nenhum Pedido de Revogação do Pároco de Windischgarstner, Gerhard Wagner, que recentemente havia sido nomeado bispo auxiliar de Linz. O Papa não teria tomado absolutamente nenhuma decisão, dizem os círculos do Vaticano, segundo informações da agência de notícias italiana ANSA, na segunda-feira, como informado pela APA.

É possível que Bento XVI ainda não tenha aceito oficialmente a resignação de Gerhard Wagner. O boletim de imprensa do Vaticano não informa nada a respeito. No domingo à noite a diocese de Linz e a “kathpress” veicularam o anúncio de que resignação já teria sido aceita.

Fonte: Kreuz.net

9 fevereiro, 2009

Zveiter assume TJ do Rio e manda retirar crucifixos.

041207zveiter_tabelaLuiz Zveiter, o novo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, já chegou ao tribunal fazendo barulho, como era esperado. Mal tomou posse e já determinou a retirada dos crucifixos espalhados pela corte e desativou a capela. Zveiter, que é judeu, quer fornecer um espaço para cultos que atenda a todas as religiões. A primeira determinação do novo presidente já agradou, pelo menos, a um desembargador evangélico da corte, que ficou ressentido por o tribunal não oferecer espaços para cultos da sua religião.

Zveiter assumiu o TJ fluminense nesta  terça-feira (3/2). Foi eleito com 97 dos votos contra 72 do desembargador Paulo Ventura em dezembro de 2008. A cerimônia de posse foi prestigiada pelos presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e do Superior Tribunal de Justiça, ministro Cesar Asfor Rocha, além do corregedor-geral de Justiça, Gilson Dipp, e outras autoridades do Judiciário, Executivo e Legislativo. Na ocasião, foi firmado um convênio de cooperação entre o tribunal e Conselho Nacional de Justiça para o processo de informatização das Varas de Execuções Penais.

A gestão de Zveiter, no biênio 2009/2010, promete. “Já é hora de se pensar o Judiciário que o povo precisa e não mais impor o Judiciário que o Estado entende como adequado ou possível”, disse, durante o discurso de posse. O desembargador ressaltou que vai contribuir com o ministro Gilmar Mendes com “o grande projeto de tornar nosso Judiciário mais moderno e ágil”.

Em entrevista coletiva concedida antes da posse, Zveiter deu mostras de que vai comandar o TJ do Rio como se fosse uma empresa: foco no cliente e aperfeiçoamento dos funcionários. Segundo ele, o cartório judicial é uma espécie de micro empresa cujo presidente é o juiz. Como estímulo, pretende premiar funcionários mais produtivos com bônus.

Zveiter pretende reestruturar os prédios do tribunal. No Fórum Central, o desembargador quer que funcione apenas a primeira instância. As Câmaras Cíveis já foram instaladas em um prédio anexo ao do fórum. Agora, Zveiter quer criar um espaço para as Câmaras Criminais, que funcionam nos últimos andares do Fórum Central junto com a administração, presidência, corregedoria e vice-presidência.

Questionado pelos jornalistas, Zveiter disse torcer para que uma das próximas vagas abertas no Supremo Tribunal Federal seja ocupada por um colega do Superior Tribunal de Justiça, a quem chamou de irmão. Zveiter não quis dizer quem é. Coincidência ou não, referiu-se ao ministro Cesar Asfor Rocha, durante o discurso de posse, como alguém que considera como irmão.

Ainda na coletiva, Zveiter, que durante três anos ocupou a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio, falou sobre o polêmico sistema que criou para permitir um maior controle nas autorizações judiciais para interceptação telefônica. (Clique aqui para ler a reportagem sobre como o sistema funciona).

O desembargador também revelou que está tentando convencer as operadoras de telefonia a integrar o sistema. Entretanto, diz, há uma resistência das operadoras para facilitar o controle. Luiz Zveiter nasceu em Niterói (RJ), onde mora atualmente. Tem 53 anos e quatro filhos. Formou-se em Direito na Universidade Gama Filho em 1980. Entrou no Tribunal de Justiça do Rio em 1995 pelo quinto constitucional. Antes de ocupar o cargo de corregedor, era presidente da 6ª Câmara Cível do Tribunal. O desembargador é filho do ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça Waldemar Zveiter. Ao falar da família, durante o discurso, Zveiter se emocionou.

Fonte: Consultor Jurídico

 

Luiz Zveiter, o primeiro da esquerda.LUIZ ZVEITER ELEITO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RJ

O Past Grão-Mestre Luiz Zveiter foi o Desembargador eleito para assumir a Presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Luiz Zveiter foi Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro por dois mandatos e seu pai, Ministro Waldemar Zveiter é o atual Grão-Mestre e ocupa a função pela terceira vez.

Parabéns Irmão Luiz Zveiter, que o G.A.D.U. o ilumine na nova missão que lhe é reservada.

Fonte: Grande Loja Maçônica do Espírito Santo

5 janeiro, 2009

Roma ordena Roger Haight a parar de ensinar e publicar.

Por JOHN L. ALLEN JR., National Catholic Reporter

Publicado: Jan. 5, 2009


Pe. Roger HaightO teólogo Jesuíta americano Pe. Roger Haight, cujos escritos sobre Cristo e as religiões não-cristãs foi censurado pelo Vaticano em 2005 por causar “grave dano aos fiéis”, foi ordenado por Roma a parar de ensinar e publicar sobre assuntos teológicos.

Fontes disseram a NCR que a Congregação para a Doutrina da Fé, a agência doutrinária do Vaticano, comunicou as restrições aos Jesuítas na primavera de 2008. Elas aparentemente vieram no meio das intermináveis discussões envolvendo o Vaticano, os líderes Jesuítas em Roma e a província da ordem em Nova Iorque. Junto de outros passos, os oficiais Jesuítas na América, segundo afirmações, consultaram o finado Cardeal Jesuíta Avery Dulles num esforço para resolver as preocupações.

Um porta-voz Jesuíta em Roma confirmou as medidas, mas disse que uma “resolução final” ainda não foi alcançada no caso Haight, sugerindo que as proibições de ensinar e publicar podem dar lugar a medidas temporárias.

“O processo continua”, disse o Jesuíta Padre Jose de Vera, que está terminado seu mandato como o porta-voz da ordem.

Haight não quis comentar, mas fontes Jesuítas disseram ao NCR que ele pretende “obedecer plenamente” as restrições. Tais fontes disseram que Haight vem trabalhando com seus superiores Jesuítas para responder as preocupações do Vaticano.

Notícias da recente ação do Vaticano foram lançadas no último mês pelo jornalista Católico David Gibson no web site da revista Commonweal.

Na prática, a ordem significa que Haight, um antigo presidente da Catholic Theological Society of America, não mais ensinará no Union Theological Seminary de Nova Iorque, onde no momento é um estudioso em residência. Ainda não é claro que papel futuro Haight pode ter no Union Theological, fundado em 1836 como uma instituição Presbiteriana que hoje se descreve como “multi-denominacional”.

Em sua notificação de 2005 citando “sérios erros doutrinários” no livro de Haight Jesus: Símbolo de Deus, de 2000, a Congregação para Doutrina da Fé estipulou que, enquanto as posições de Haight não fossem corrigidas, estaria proibido de ensinar teologia Católica. Na época, Haight e os Jesuítas pensaram que ensinar em uma instituição não-católica satisfaria tal requerimento; a ação recente da Congregação para a Doutrina da Fé deixa claro que ele não deve ensinar em lugar algum.

Haight, 72 anos, também não poderá publicar nenhum novo escrito sobre assuntos teológicos, embora possa completar um projeto sobre a espiritualidade de Santo Inácio de Loyola, fundador da ordem Jesuíta.

A notificação original de 2005 do Vaticano não restringia a possibilidade de Haight fazer publicações, e desde Jesus: Símbolo de Deus, ele produziu vários outros trabalhos, incluindo um estudo de três volumes sobre a Igreja intitulado Christian Community in History, e The Future of Christology, em 2007. Falando reservadamente, um oficial do Vaticano disse que esses trabalhos muito “reiteraram” as visões que despertaram a primeira censura, e foram parte da motivação para as novas restrições.

“Tínhamos esperança que Haight pudesse corrigir suas posições à luz da notificação”, disse o oficial. “É suficientemente óbvio que isso não ocorreu”.

Haight fora anteriormente removido de um cargo na Weston School of Theology, de Cambrige, Mass., mantida pelos Jesuítas, pela Congregação Vaticana para a Educação Católica.

Jesus: Símbolo de Deus foi descrito por Haight como uma tentativa de expressar doutrinas tradicionais sobre Cristo e a salvação numa linguagem apropriada à cultura pós-moderna. Em particular, o livro oferece uma leitura teológica positiva das religiões não-cristas e suas figuras salvadoras. A Congregação para a Doutrina da Fé afirmou que o livro colocava em perigo as doutrinas tradicionais sobre tais matérias como a divindade de Cristo, a Trindade, o valor salvífico da morte de Cristo na Cruz e a importância da igreja.

Muitos observadores vêem a ação sobre Haight como parte de uma ampla preocupação com a “teologia do pluralismo religioso”, referindo-se às várias tentativas de tratar religiões não-cristãs como veículos de salvação por seu próprio direito. Antes de sua eleição como Papa, Bento XVI repetidamente alertou que tais teologias, se levadas muito longe, conduzem ao relativismo religioso – a idéia que uma religião é tão boa quanto outra. Em particular, críticos se preocupam que tais aproximações possam minar as energias missionárias da igreja.

Desde sua publicação há oito anos, Jesus: Símbolo de Deus produziu vivos debates teológicos. Alguns revisores o acharam uma nova excitante aproximação Cristológica, enquanto outros dizem que Haight, um antigo presidente da Catholic Theological Society of America, vai muito longe ao descartar ou reinterpretar doutrinas fundamentais.

O que quer que possam pensar dos méritos teológicos do trabalho de Haight, algumas fontes disseram à NCR que acharam a recente ação do Vaticano excessivamente “punitiva”.

“É difícil para nós entendermos”, diz um oficial Jesuíta, falando reservadamente. “Não é claro que propósito é servido ao fazê-lo deixar a União, já que o ponto já foi resolvido ao se afirmar que as visões dele não representam a teologia Católica oficial”.

Um porta-voz do Vaticano não respondeu imediatamente um pedido para comentar.

10 dezembro, 2008

Excomunhão de Padre apóstata em Niterói.

excomunhao

Nota: Há possibilidade da Fraternidade São Vicente Ferrer (dominicanos que mantém a liturgia e disciplina tradicionais) abrir um mosteiro na Arquidiocese do dominicano Dom Alano. Abaixo, matéria do jornal O Dia, edição de 5 de novembro de 2008.

Clique na imagem para ampliá-la.

9 novembro, 2008

Confissões de um antigo maçom.

ZenitMaurice Caillet, venerável de uma loja maçônica durante 15 anos, revela segredos da Maçonaria em um livro recém-publicado por «Libroslibres», com o título «Yo fui mazón» («Eu fui maçom»).

Rituais, normas de funcionamento interno, juramentos e a influência na política desta organização secreta saem agora à luz, em particular as implicações do juramento que obriga a defender outros «irmãos» maçons.

O volume revela também a decisiva influência da Maçonaria na elaboração e aprovação de leis, como a do aborto na França, da qual ele, como médico, participou ativamente.

Caillet, nascido em Bordeaux (França) em 1933, especializado em Ginecologia e Urologia, praticou abortos e esterilizações antes e depois de obterem de amparo legal em seu país. Membro do Partido Socialista Francês, chegou a cargos de relevância na área da saúde pública.

– Quando você entrou oficialmente na Maçonaria?

– Maurice Caillet: No início de 1970 me convocaram para uma possível iniciação. Eu ignorava praticamente tudo acerca do que me esperava. Tinha 36 anos, era um homem livre e nunca me havia afiliado a sindicato nem partido político algum. Assim, pois, uma tarde, em uma discreta rua da cidade de Rennes, chamei à porta do templo, cuja frente estava adornada por uma esfinge de asas e um triângulo que rodeava um olho. Fui recebido por um homem que me disse: «Senhor, solicitou ser admitido entre nós. Sua decisão é definitiva? Você está disposto a submeter-se às provas? Se a resposta for positiva, siga-me». Fiz um gesto de acordo com a cabeça. Colocou-me então uma venda preta sobre os olhos, segurou-me pelo braço e me fez percorrer uma série de passarelas. Comecei a sentir certa inquietude, mas antes de poder formulá-la, ouvi como se fechava a porta detrás de nós…

– Em seu livro «Yo fui mazón», você explica que a maçonaria foi determinante na introdução do aborto livre na França em 1974.

Maurice Caillet: A eleição de Valéry Giscard d’Estaing como presidente da República francesa em 1974 levou Jacques Chirac a ser eleito primeiro-ministro, tendo este como conselheiro pessoal Jean-Pierre Prouteau, Grão-Mestre do Grande Oriente da França, principal ramo maçom francês, de tendência laicista. No Ministério de Saúde colocou Simone Veil, jurista, antiga deportada de Auschwitz, que tinha como conselheiro o Dr. Pierre Simon, Grão-Mestre da Grande Loja da França, com o qual eu mantinha correspondência. Os políticos estavam bem rodeados pelos que chamávamos de nossos «Irmãos Três Pontos», e o projeto de lei sobre o aborto se elaborou com rapidez. Adotada pelo Conselho de Ministros no mês de novembro, a lei Veil foi votada em dezembro. Os deputados e senadores maçons de direitas e esquerdas votaram como um só homem!

– Você comenta que entre os maçons há obrigatoriedade de ajudar-se entre si. Ainda é assim?

– Maurice Caillet: Os «favores» são comuns na França. Certas lojas procuram ser virtuosas, mas o segredo que reina nestes círculos favorece a corrupção. Na Fraternal dos Altos Funcionários, por exemplo, negociam certas promoções, e na Fraternal de Construções e Obras Públicas distribuem os contratos, com conseqüências financeiras consideráveis.

– Você se beneficiou destes favores?

– Maurice Caillet: Sim. O Tribunal de Apelação presidido por um «irmão» se pronunciou sobre meu divórcio ordenando custos compartilhados, ao invés de dirigir todos a mim, e reduziu a pensão alimentícia à ajuda que devia prestar a meus filhos. Algum tempo depois, após ter um conflito com meus três sócios da clínica, outro «irmão maçom», Jean, diretor da Caixa do Seguro Social, ao ficar sabendo deste conflito, me propôs assumir a direção do Centro de Exames de Saúde de Rennes.

– O abandono da maçonaria afetou sua carreira profissional?

– Maurice Caillet: Desde então não encontrei trabalho em nenhuma administração pública ou semi-pública, apesar de meu rico currículo.

– Em algum momento você recebeu ameaças de morte?

– Maurice Caillet: Após ser despedido de meu cargo na administração e começar a lutar contra esta decisão arbitrária, recebi a visita de um «irmão» da Grande Loja da França, catedrático e secretário regional da Força Operária, que me disse com a maior frieza que se eu recorresse à magistratura trabalhista eu «colocaria em perigo minha vida» e ele não poderia fazer nada para proteger-me. Nunca imaginei que poderia estar ameaçado de morte por conhecidos e honoráveis maçons de nossa cidade.

– Você era membro do Partido Socialista e conhecia muitos de seus «irmãos» que se dedicavam à política. Poderia me dizer quantos maçons houve no governo de Mitterrand?

– Maurice Caillet. Doze.

– E no atual, de Sarkozy?

– Maurice Caillet: Dois.

– Para um ignorante como eu, poderia dizer quais são os princípios da maçonaria?

– Maurice Caillet: A maçonaria, em todas as suas obediências, propõe uma filosofia humanista, preocupada antes de tudo pelo homem e consagrada à busca da verdade, ainda afirmando que esta é inacessível. Rejeita todo dogma e sustenta o relativismo, que coloca todas as religiões em um mesmo nível, enquanto desde 1723, nas Constituições de Anderson, ela erige a si mesma a um nível superior, como «centro de união». Daí se deduz um relativismo moral: nenhuma norma moral tem em si mesma uma origem divina e, em conseqüência, definitiva, intangível. Sua moral evolui em função do consenso das sociedades.

– E como Deus se encaixa na maçonaria?

– Maurice Caillet: Para um maçom, o próprio conceito de Deus é especial, e isso se menciona, como nas obediências chamadas espiritualistas. No melhor dos casos, é o Grande Arquiteto do Universo, um Deus abstrato, mas somente uma espécie de «Criador-mestre relojoeiro», como o chama o pastor Désaguliers, um dos fundadores da maçonaria especulativa. A este Grande Arquiteto se reza, se me permite a expressão, para que não intervenha nos assuntos dos homens, e nem sequer é citado nas Constituições de Anderson.

– E o conceito de salvação?

– Maurice Caillet: Como tal, não existe na maçonaria, salvo no plano terreno: é o elitismo das sucessivas iniciações, ainda que estas possam considerar-se pertencentes ao âmbito do animismo, segundo René Guenon, grande iniciado, e Mircea Eliade, grande especialista em religiões. É também a busca de um bem que não se especifica em nenhuma parte, já que a moral evolui na sinceridade, a qual, como todos sabemos, não é sinônimo de verdade.

– Qual é a relação da maçonaria com as religiões?

– Maurice Caillet: É muito ambígua. Em princípio, os maçons proclamam com firmeza uma tolerância especial para com todas as crenças e ideologias, com um gosto muito marcado pelo sincretismo, ou seja, uma coordenação pouco coerente das diferentes doutrinas espirituais: é a eterna gnose, subversão da fé verdadeira. Por outra parte, a vida das lojas, que foi minha durante 15 anos, revela uma animosidade particular contra a autoridade papal e contra os dogmas da Igreja Católica.

– Como começou seu descobrimento de Cristo?

– Maurice Caillet: Eu era racionalista, maçom e ateu. Tampouco estava batizado, mas minha mulher Claude estava doente e decidimos ir a Lourdes. Enquanto ela estava nas piscinas, o frio me obrigava a refugiar-me na Cripta, onde assisti, com interesse, à primeira missa de minha vida. Quando o padre, ao ler o Evangelho, disse: “Pedi e vos será dado: buscai e achareis; chamai e se vos abrirá”, aconteceu um choque tremendo em mim porque esta frase eu ouvi no dia de minha iniciação no grau de Aprendiz e a costumava repetir quando, já Venerável, iniciava os profanos. No silêncio posterior – pois não havia homilia – ouvi claramente uma voz que me dizia: “Pedes a cura de Claude. Mas o que ofereces?”. Instantaneamente, e seguro de ter sido interpelado pelo próprio Deus, só tinha a mim mesmo para oferecer. No final da missa, fui à sacristia e pedi imediatamente o batismo ao padre. Este, estupefato quando lhe confessei minha pertença maçônica e minhas práticas ocultistas, me disse que fosse ver o arcebispo de Rennes. Esse foi o início de meu itinerário espiritual.

Tags:
%d blogueiros gostam disto: