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19 novembro, 2018

Dando nome aos bois.

Por FratresInUnum.com, 19 de novembro de 2018 – Um pequeno experimento imaginário. Imagine que a Igreja Católica fosse gradualmente, ao longo dos anos, sendo aparelhada pelo PT. Que esta premeditada infiltração conseguisse a nomeação de Lula como Papa. Com o petismo dominando os generais do “Estado Maior” da Igreja, o que poderiam fazer os soldados e sargentos conservadores? Estariam completamente amordaçados. A hegemonia estaria garantida não apenas por força de uma imposição cultural, mas também com a coerção de um poder policial: o patrulhamento ideológico.

IMG-20181119-WA0002Não é difícil para o leitor perceber que o nome de Lula figura aqui quase de modo obsoleto. Temos Francisco! Ele é o Lula da Igreja Católica.

A corrida do partido bergogliano por aparelhar a Igreja de alto a baixo não é um segredo. Contrariamente aos papas anteriores, Francisco não adotou a política de equilíbrio de forças. Ele persegue claramente os seus opositores, reduzindo-os completamente à inércia. É assim que funciona a sua misericórdia. Tem razão Henry Sire: Bergoglio é “O Papa Ditador”.

Contudo, é menos conhecido, pelo público em geral, o lado brasileiro desta ditadura. Vamos lá, então: demos o nome aos bois!

O chefe da ditadura bergogliana no Brasil é o camaleônico Cardeal Cláudio Hummes. Sim, o mesmo que, na década de 70, subia nos palanques políticos ao lado de Lula. Mas, os tempos mudam e, assim como o comunismo pós-Gorbachov exigia um Lulinha paz e amor, Dom Claudio Hummes virou “conservador”.

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Ao lado de Lula, Dom Cláudio Hummes discursa em comício.

Em 1998, a “Máfia de São Galo” (como se autonomeou o grupo de bispos liberais que desde 1995 maquinava a eleição de um liberal como sucessor de João Paulo II) viu ascender ao cardinalato dois de seus pupilos papáveis: Bergoglio e Hummes.

Após o fracasso do conclave de 2005, eis que os dois “conservadores improvisados” aparecem, lado a lado, no balcão de São Pedro, na fatídica eleição de 2013. No dia seguinte, o recém-eleito pontífice diria aos jornalistas que o seu nome, Francisco, fora inspirado numa exortação feita pelo purpurado brasileiro no momento da sua aclamação: “não se esqueça dos pobres”!

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Durante o pontificado de Bento XVI, assume ares lefebvrianos.

Desde então, Hummes começou a dirigir a agenda da ordenação dos homens casados na Amazônia. Foi nomeado exatamente para isso. Viagens, reuniões, articulações… E tudo está montado para o sínodo fingido de 2019. Eles já decidiram de antemão e vão ordenar os homens casados.

Neste meio tempo, Hummes foi acometido por um câncer de pulmão. Mas o diagnóstico foi cuidadosamente escondido, mantido sob a mais absoluta discrição. Apesar do susto de morte e do exigente tratamento, Dom Cláudio continua a mesma missão que já anunciara em 2006, antes mesmo de decolar para Roma, onde assumiria a importante Congregação para o Clero: relativizar a disciplina do celibato.

Enquanto no norte o objetivo é ordenar homens casados que nunca foram seminaristas, no sul do Brasil, o arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, cuida de destruir a formação dos seminaristas.

Dom Jaime outorgou-se a si mesmo uma missão que se tornou praticamente o sentido de toda a sua vida: impedir a ordenação de qualquer jovem que se encaixe minimamente em perfil conservador. Muito próximo à Nunciatura Apostólica, Dom Jaime é o responsável pelos ministérios ordenados junto à CNBB. Suas reuniões com os reitores de seminários (OSIB) repetem as lamúrias de sempre: os seminaristas procuram uma formação paralela no site do Padre Paulo Ricardo, “o maior inimigo da Igreja no Brasil”. Como, então, conquistar a hegemonia na internet, território onde a esquerda já sabe que perdeu? (Bolsonaro que o diga!) O caminho é o patrulhamento e a intimidação:  monitorar o acesso dos seminaristas à internet, proibir certas leituras, coibindo-os de se confessarem com este ou aquele padre conservador e, ademais, para garantir a formação mais bergogliana possível, demitir padres professores de orientação mais tradicional, como ele mesmo fez, aliás, na PUC de Porto Alegre.

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Dom Jaime Spengler celebra a Missa da 37ª Romaria da Terra, e diz: “nesse dia, gostaríamos de rezar à mãe terra, louvar a terra, queremos agradecer a terra”.

Triste situação de quem chegou ao poder, mas não tem autoridade. Criam nos seminários uma estrutura asfixiante de “Big Brother” e vigilância, para reproduzir a mais virulenta Teologia da Libertação. No entanto, não conseguem impedir que os seminaristas prefiram o confessionário do padre piedoso da esquina ou o site de um padre cuiabano que, em tudo, quebra-lhes o estereótipo do padre que deveria fazer sucesso com os jovens. Nota-se que ter sex appeal, procurar exibir os bíceps com camisetas apertadas, cantar músicas melosas e rebolar no palco ao lado da Claudia Leitte pode até vender CD, mas não atrai jovem algum nem para a Igreja e nem muito menos para os seminários.

Especula-se que, dada a íntima amizade com o núncio, a qual o coloca numa posição privilegiada de indicações para nomeações episcopais, Dom Jaime poderia se tornar arcebispo primaz do Brasil. Contudo, circula em Roma a voz de que o futuro sucessor de Dom Murilo Krieger à frente da Arquidiocese de Salvador seria o Cardeal João Braz de Aviz, que deixaria o cargo de Prefeito da Congregação dos religiosos para Dom Ilson Montanari, agora Secretário da Congregação para os Bispos e que, caso promovido, também receberia o barrete cardinalício. Verosímil, visto que Montanari e Fabian Pedacchio, secretário pessoal de Francisco, são amicíssimos de longa data e queridinhos do atual pontífice (malgrado as insinuações pouco elogiosas a ambos feitas por Mons. Viganò em sua carta bombástica).

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Dom Leonardo Steiner, feliz e realizado, dá tapinha nas costas do companheiro petista, Gilberto Carvalho.

Hummes no norte, Spengler no sul, e o centro? Com quem fica? Com um bispo que não poderíamos chamar exatamente de “centrado”: Dom Leonardo Ulrich Steiner. Coube a ele continuar garantindo que a CNBB seja mais instrumento do PT do que do episcopado brasileiro. A pauta, todo mundo já conhece: silêncio subserviente nos governos do PT e “profetismo” quando a política nacional oscila para a direita. O instrumento para isto também já é velho conhecido: os fidelíssimos assessores servem de interface para garantir que os bispos, reunidos ou dispersos em suas dioceses, só enxerguem o mundo através de suas “leituras da realidade”.

A pilotagem da máquina episcopal brasileira pode parecer muito sofisticada à primeira vista, mas, de fato, não o é. A maioria de nossos bispos é de homens bons, porém não são homens de visão. Com isto, tornam-se facilmente manipuláveis pela “intelligentsia” esquerdista. A CNBB foi criada para que os bispos falassem através dela. O que acontece, porém, é o contrário: os bispos se tornaram porta-vozes de documentos que nunca escreveram. Dentro deste esquema, o povo faz de conta que escuta. E os bispos fazem de conta que são respeitados e obedecidos.

Ter o poder, mas não ser nem respeitado, nem obedecido. Eis a humilhação à qual são diariamente expostos os senhores bispos. Sendo assim, quem não tem autoridade tem que apelar para o autoritarismo. Na Igreja do Brasil, vivemos um ambiente policial. Não há liberdade, não há transparência. As estruturas políticas são extremamente controladoras, censurando toda e qualquer postura divergente. Não é autorizado pensar, ensinar, dialogar. Não há sequer o fingimento de debate. Há somente a hegemonia socialista em total dominação.

Dom Claudio em Roma, Dom Jaime na nunciatura, Dom Leonardo na CNBB. Mas, o que liga estes homens? O que eles têm em comum?

Todos os três são franciscanos! Trata-se daquilo que, à boca pequena e meio que ironicamente, os bispos chamam de “A máfia franciscana”. Só que agora se tornaram “franciscanos” em um novo sentido, no sentido bergogliano do termo.

Agora que se agarraram ao poder, mas jogaram fora o que lhes restava de credibilidade e de tempo de vida, só lhes resta esperar um prodígio preternatural: que Francisco Bergoglio leve a Igreja para um abismo sem retorno… Esperança vã. Non praevalebunt!

No entanto, uma pergunta fica no ar. Quais serão os próximos objetivos da máfia franciscana? Talvez queiram eles recuperar um caríssimo terreno perdido: a arquidiocese de São Paulo, outrora encabeçada pelos franciscanos Dom Paulo e Dom Cláudio. Decerto, os despretensiosos frades que estão nos círculos de poder cogitam a possibilidade. E não lhes seria difícil executá-la, às custas de um promoveatur ut removeatur de Dom Odilo para algum insignificante organismo curial, talvez até a ser criado propositalmente para ele, como uma Pontifícia Comissão de carimbos e charutos apostólicos.

Será que, desta vez, a arma está apontada para a cabeça do arcebispo de São Paulo? Veremos!

16 novembro, 2018

Dom Odilo: “Nós devemos a possibilidade da elaboração do acordo Brasil-Santa Sé ao desejo, sim, do presidente Lula”.

Por FratresInUnum.com, 16 de novembro de 2018: Aconteceu na PUC Campinas, entre os últimos dias 12 e 14 de novembro, um seminário para comemorar os 10 anos do acordo Brasil-Santa Sé.

Na tarde do dia 12, Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, fez uma breve intervenção, na qual revelou um episódio desconhecido, enfatizando que queria que ficasse devidamente registrado. Trata-se da participação do ex-presidente e atual presidiário Luiz Inácio Lula da Silva na tramitação do acordo Brasil-Santa Sé.

“Eu queria relatar um detalhe, um episódio que não é muito conhecido, mas que eu acho que precisa ser conhecido, faz parte do processo…”

“Foi marcada uma audiência com o presidente, na época o presidente Lula, e o seu governo, portanto os ministros. Da parte da Igreja, naturalmente, o núncio apostólico, a presidência da CNBB e os cardeais da época, e mais os presidentes eméritos, naturalmente, os presidentes anteriores da CNBB. Ainda esteve presente Dom Luciano e também Dom Ivo e Dom Jaime Chemello. Na época, na ocasião da audiência, o presidente nos recebeu na sala de governo, na grande mesa de reunião com o ministério. E começou a exposição do projeto, do acordo, o que seria… O presidente fumou muito e escutava, escutava, escutava. E, no fim, o pedido que se fez da parte da Igreja, que esse acordo fosse, de fato, elaborado, concordado e firmado”.

“E aí, então, várias intervenções, pedidos de explicações… Houve vários ministros bem contrários ao acordo: entre eles, o ministro das relações exteriores, que depois assinou o acordo, mas ele não era favorável ao acordo; ministro da educação; ministro do trabalho; e mais algum ministro que não era favorável ao acordo e claramente punha dificuldades, dúvidas sobre a possibilidade de o acordo vingar”.

“O presidente escutou, escutou, escutou e, por fim, ele tomou a palavra e bateu na mesa. Lembro bem! Bateu na mesa!” (Neste momento, Dom Odilo imita o gesto, como se estivesse batendo à mesa). “‘Eu quero esse acordo!’”, disse o cardeal de São Paulo, referindo as palavras de Lula. “De fato, (Lula) tomou a iniciativa de que o acordo fosse pra frente e já ordenou a todos os ministros que colaborassem com a comissão bilateral”.

Em seguida, ele menciona a criação da comissão bilateral e continua: “Daí puderam avançar as conversações sem maiores resistências. Esse passo eu acho que foi muito importante porque, de fato, não sei se da parte do governo brasileiro haveria muito esforço para levar avante este acordo. Eu creio que não, dadas as resistências que havia da parte de vários ministros e ministérios importantes para o acordo, como é o ministério da educação, das relações exteriores, da saúde, assim por diante, da cultura. E, portanto, este momento foi decisivo para que avançasse a negociação para o projeto do acordo que, depois, de fato, foi assinado”.

“Eu digo isso – naturalmente, não queria ser mal-entendido – como um fato que deve ser registrado. De fato, nós devemos a possibilidade da elaboração do acordo ao desejo, sim, do presidente Lula de que este acordo fosse firmado. E ele manifestou na ocasião que ele tinha um dever com a Igreja. Disse, sim! Recordou a sua história política, etc., digamos, a relação com a Igreja no seu tempo de sindicalista, o trabalho importante da Igreja no mundo do trabalho, na assistência social, na saúde e, portanto, disse: ‘o Brasil deve este acordo com a Santa Sé, com a Igreja Católica’”.

Algumas observações: o acordo Brasil-Santa Sé não foi até hoje devidamente regulamentado, de modo que há pouco que se comemorar; e a menção ao presidiário Lula, ao contrário de ser honrosa, deveria ser razão de vergonha para um bispo.

Vale lembrar que o presidente recém eleito assinou um termo de compromisso com os valores católicos. Possivelmente, a despeito da atitude esnobe dos bispos, Bolsonaro é quem deverá regulamentar o acordo Brasil-Santa Sé, mas, sobretudo, deverá  promover a agenda dos valores morais católicos (se é que isso importa para a CNBB).

Já é hora de parar com o choro de carpideiras e começar a aproximação com o futuro presidente do nosso país — que continua ignorado pela CNBB e pelo Vaticano. É o bem da Igreja que está em jogo e isso deveria estar acima de qualquer ideologia.

Comemorar um acordo que não saiu do papel não vale nada sem o esforço de trazê-lo à realidade, o que demanda, neste momento, engolir o próprio orgulho e assumir a civilizada e democrática (já que a democracia parece ser um dos únicos dogmas existentes para a CNBB) posição de respeito, diálogo e colaboração.

Alguém, por favor, avise Dom Odilo que a campanha eleitoral já acabou, que Bolsonaro já venceu e que Lula, bem…, Lula está preso (evidentemente, não utilizaremos a retórica de Cid Gomes para com um Cardeal Arcebispo).

12 novembro, 2018

Um retrato da Igreja no Brasil.

Por FratresInUnum.com, 12 de novembro de 2018 – “A Igreja deu o seu povo para o movimento socialista, que o perdeu para os protestantes”. Esta frase do nosso último editorial, como um flash, resume a trágica situação em que nos encontramos.

igreja destruidaÉ praticamente indescritível a sensação de expatriados que os católicos comuns sentem na Igreja do Brasil. Os cenários são aterradores e apenas demonstram como o clero perdeu completamente a conexão com o seu povo. Falamos como leigos.

De um lado, padres da teologia da libertação, que usam seus sermões como desculpa para a tentativa de doutrinação socialista, mas são como uma vitrola quebrada, apenas repetem chavões, ideias marteladas obsessivamente, para um público de idosas que permaneceram ali por pura inércia. Os outros, já se foram. De outro lado, conscientes da derrota para os protestantes, alguns padres adotam a mesma retórica dos pastores pentecostais e, na disputa entre quem é mais protestante, é óbvio que os protestantes acabam levando vantagem.

Em algumas igrejas, você não percebe muito bem se o que está diante de você é um padre, um coach, um comediante ou um(a) apresentador(a) de programa da tarde. São aqueles sermões: “sete passos para achar marido” ou “dê um gostinho diferente pra vidinha”… Enfim, tudo tão patético, uma palhaçada tão mal feita que dá vergonha até em quem está passando na rua!

A vida se torna um inferno para alguém que só quer ser simplesmente católico, sem esquisitices e excentricidades. Não passa pela cabeça desses senhores que um fiel queira apenas um sermão piedoso, doutrinal, baseado nas Sagradas Escrituras. Se quisesse um show-man ou um militante comunista, iria para uma stand up ou para o diretório do PT ou do PSOL.

Mas o fato é que a maioria dos padres falam, falam, falam e ninguém entende do que estão falando. A coisa não deslancha. São ideias improvisadas, embaralhadas a esmo, jogadas como carteado, à sorte, depois das quais tudo fica como estava antes, senão pior, pois as pessoas não apenas perdem a fé, mas aprendem o erro e, ao invés de se converterem, desconvertem-se e pioram. Seria muito mais útil somente fazer as leituras com pausa e boa dicção (o que já é um luxo em nossos dias) e deixar um largo tempo de silêncio. O silêncio é mais eloquente que muitos sermões!

Quando aparece um sacerdote piedoso, que não se envergonha de ser católico e de ser padre, que prepara um sermão simples e profundo, doutrinal e místico, as almas começam surgir como abelhas à procura do néctar. A Igreja logo enche. Mas, mais rápido que isso, surge a assassina inveja clerical, que, incomodando-se com o êxito pastoral do bom padre, começa a persegui-lo por todos os meios.

Será que eles não percebem que os fieis notam a trama? Logo o padre é transferido ou começam a aparecer denúncias “espontâneas”, ataques “repentinos”, polêmicas insufladas: cartas marcadas, complôs, tudo orquestrado pelas autoridades eclesiásticas.

Os bons padres, impotentes, vão sendo desanimados, isolados, até o ponto de se deprimirem e desistirem da luta. Até porque as estruturas criadas para engessar a Igreja e impedir a ação da graça são muito eficazes em realizar o seu intento homicida. A retórica é sempre a mesma: “padre, você precisa andar em comunhão”, “precisa caminhar em unidade com o plano de pastoral da diocese e da região episcopal”, “você tem ideais muito elevados de santidade, seja mais humano”, “a sua eclesiologia é muito antiquada”. Entenda-se assim: você precisa se pautar pelos fracassos dos outros e se nivelar por baixo; não se confesse, não confesse, não pregue, não converta, não reze, não adore, apenas entregue a sua alma e as almas dos fieis ao demônio, assim como os outros o fazem.

Não há Igreja mais estruturada que a Igreja do Brasil. Os fieis não imaginam o número de burocratas de batina – ou melhor, sem batina! –, que dão a vida e gastam suas energias em reuniões, assembleias, organogramas, subsídios e todas as inutilidades que a criatividade mórbida de quem não tem vida sobrenatural pode inventar. Vivem para atazanar os outros! E, literalmente, as almas que se danem! Sem confissões, sem visitas a enfermos, sem a pregação da fé, sem a vida da graça, sem o impulso dos sacramentos.

Os católicos são obrigados a não ser católicos e a ver a Paixão silenciosa dos padres que querem sê-lo.

Como o Núncio Apostólico quer renovar a Igreja valendo-se desses mesmos malfeitores que a estão destruindo impiedosamente? Se ele quisesse realmente fazer algo de útil, deveria enxergar o invisível e procurar os padres proscritos, que estão no ostracismo, os doentes, aqueles que foram postos nas paróquias mais periféricas, em suma, aqueles que não estão nos centros de poder nem nas cortes dos bajuladores dos bispos.

Esses carreiristas hipócritas desistiram de Deus e da vocação. Para eles, só existe a política eclesiástica e, através dela, a obtenção de cargos que lhes sirvam como escudo para protegerem todos os seus crimes, todas as suas máfias.

É por isso que o povo não importa, nem a fé nem a devoção. E os padres que ignoram essa politicagem eclesiástica são perseguidos e espezinhados e, literalmente, que se dane o povo!

“A Igreja deu o seu povo para o movimento socialista, que o perdeu para os protestantes”. Mas ela não o fez de um modo qualquer: criou uma estrutura iníqua para fazê-lo e não haverá como recuperá-lo sem destruí-la por completo. Se quisermos a Igreja de volta, precisamos desburocratizá-la, oxigená-la, torná-la mais simples, realmente pobre, evangélica; precisamos, em suma, esquecer todas essas estruturas de pastorais, assembleias, reuniões, e voltar à Missa e ao Terço. É duro, mas este é um retrato da Igreja no Brasil.

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8 novembro, 2018

Cuidado, CNBB, pois assim poderá ser retribuída por seus camaradas de ideologia.

Colaboração do leitor PW:

Quem gosta de Esquerda, como o infeliz padre irlandês, pode meditar no martírio do Bispo Florentino Asensio, acontecido durante a perseguição religiosa que anarquistas, comunistas e socialistas moveram contra a Igreja católica na década de 1930, na Espanha. Saldo da perseguição religiosa: foram assassinados 13 bispos, 4184 sacerdotes, 2365 frades e monges e 283 religiosas (sem contar os leigos, cujo número só Deus conhece).

O texto abaixo foi retirado do blog Mártires de Espanha.

“Na noite de 8 de agosto, foi chamado a comparecer perante a farsa que era o tribunal popular, criado pelos comunistas. Presentindo o pior, e “perante o que pudesse ocorrer” antes de abandonar a prisão, pediu ao padre Prior dos beneditinos (do mosteiro beneditino Nuestra Señora del Pueyo, também ele ali preso) para o ouvir em confissão e o absolver.

beato_florentino_asensio_barroso_aAmarraram-no em conjunto com outro homem, e os conduziram, após várias horas no calabouço a uma sala vazia onde ficaram amarrados a um poste. Entre frases grosseiras e insultuosas, uns milicianos (Héctor M., Santiago F., Antonio R., e Alfonso G.) aproximaram-se do prelado. O bispo Asensio encontrava-se a rezar silenciosamente. Santiago F. diz então a Alfonso G., que era analfabeto: “Não eras tu que desejavas comer col… de bispo? Agora tens a ocasião!” Alfonso G. não pensou duas vezes, puxou imediatamente de uma navalha de talhante, e ali, friamente retirou os testículos de D. Florentino Asensio. Jorros de sangue inundaram suas pernas e empapou o pavimento. O senhor Bispo ficou bastante pálido mas não desmaiou. Soltou um grito de dor, e teve forças para musicar uma oração ao Senhor. Sua ferida, foi cozida de qualquer maneira, a sangue frio, pior que se faz a um animal. Testemunhos afirmam que o bispo de Barbastro teria caído de dor sobre o pavimento se não estivesse amarrado em pé.

No chão encontrava-se um exemplar do jornal anarquista “Solidaried Obrera”, onde Alfonso G., recolheu os despojos, e onde os mostrou os testículos a todos, como um troféu, inclusivé nalguns bares de Barbastro.

O bispo, lancinado pelas dores, foi então empurrado à praceta diante do edíficio, onde, sem consideração alguma foi levado ao camião que o levava à morte. “Obrigaram-no a ir pelo seu próprio pé, deixando um rasto de sangue por onde passava”. Aos olhos daqueles homens, que odiavam a Santa Igreja e seus fiéis, não passava de um cão; mas aos olhos do Senhor e dos crentes, era a imagem viva, ensanguentada, e resplandecente de um novo mártir da nossa Igreja Católica.

O heróico prelado, que no dia anterior, 8 de agosto, tinha terminado uma novena ao Coração de Jesus, dizia em voz alta: “Que noite tão bela esta para mim: vou à casa do Senhor!”. José Subías, de Salas Bajas, o único sobrevivente daquelas primeiras noites de cárcere de Barbastro ouviou os seus executores dizerem: “Bem vê que não sabe para onde o levamos!…” ao que o bispo respondia: “Vós levais-me à Glória! Eu vos perdoo. No Céu, pedirei por todos vocês…”

“Anda seu porco, depressa!” diziam os carrascos. “Por mais que me façais, eu vos hei-de perdoar” dizia o bispo. Um dos anarquistas golpeou-o furiosamente na boca com um azulejo, e lhe disse: “Toma lá a comunhão!”. Extenuado, chegou ao lugar da execução, que foi no cemitério de Barbastro.

Ao receber a descarga das balas, os milicianos ouviram-no dizer: “Senhor, compadece-Te de mim”. Mas o bispo não tinha ainda morrido. O arrastaram para cima de um monte de cadáveres, e depois de uma ou duas horas de uma agonia atroz, terminaram com a sua vida terrena com um tiro. “Não lhe deram o tiro de misericórdia, logo de imediato de propósito – disse mais tarde uma testemunha – deixaram-no morrer, com grandes hemorragias, de forma a que sofresse mais”. Ouviam-no sussurrar: “Senhor, não tardeis em me abrir as portas do Céu”, “Senhor, não atrases o momento da minha morte e dá-me forças para resistir até ao último momento”.

O bispo de Barbastro, D. Florentino Asensio, foi beatificado em 04 de Maio de 1997.

5 novembro, 2018

E aí, CNBB? A ficha já caiu?

Por FratresInUnum.com, 5 de novembro de 2018:  Semana difícil para a CNBB! Eles devem estar chateados. Décadas de trabalho político jogadas no lixo da desmoralização, enquanto a população está em festa pelas primeiras nomeações do novo governo… Cada dia, uma novidade.

Contudo, este não deve ser o maior sofrimento. O fundo musical que não cessa de ressoar na mente dos nossos bispos é o de uma melodia fúnebre cuja letra é: “mas o que foi que aconteceu?”. Dar-se conta de estar fora da realidade é um choque traumático, mas a incompreensão do conjunto da obra é ainda mais desesperador.

O que a CNBB não consegue entender é que, de fato, acabou! No editorial que publicamos na segunda-feira passada, procuramos explicar muito calmamente a lógica dessa autodemolição e mostramos que esta eleição é como que o diploma do fracasso completo da CNBB.

Na última quinta-feira, dia 1 de novembro, na USP, a Faculdade de Filosofia promoveu um debate chamado “Construindo a resistência”, em que intervieram André Singer, Vladimir Safatle e Marilena Chauí. Na parte final do evento, quando os oradores respondiam perguntas, André Singer fez a seguinte consideração:

“A Igreja Católica nos ensinou a fazer as Comunidades Eclesiais de Base. É curioso um judeu falar disso, né? Mas é verdade. Só que agora a Igreja Católica mudou e essas Comunidades Eclesiais de Base perderam uma certa vitalidade no conjunto da sociedade brasileira. Então, eu vou propor que a gente forme as Comunidades Democráticas de Base: nós temos que construir comunidades em cada local de trabalho, em cada local de estudo e em cada família”.

Em outras palavras, até o André Singer já está dizendo que as CEBs não servem mais. A própria esquerda está desembarcando da CNBB.

A primeira coisa a se observar, neste sentido, é o seguinte: quando os bispos progressistas vão perceber que estão sendo jogados fora justamente porque não servem mais para nada? Os socialistas sempre trataram a Igreja como realidade descartável: quando não servir mais, joga-se fora! Agora, os descartados são eles, prisioneiros da irrelevância.

A Igreja Católica no Brasil não serve mais nem para a esquerda, à qual serviu cega e devotamente. Hoje, o PT destruiu por completo a credibilidade dos bispos e, assim como um parasita abandona o corpo do hospedeiro quando ele não lhe oferece mais substância alguma de que se aproveite, agora os abandona raquíticos, quase mortos, jogados na lama da insignificância.

De fato, tanto Haddad quanto Dom Leonardo Steiner fizeram alusão à necessidade de recorrer novamente às bases. Mas tudo não passa de delírio, blefe e ilusão…

Por que as CEBs já não servem mais? Porque o povo não está mais lá. Terão de buscá-los nas comunidades protestantes, as quais conseguiram traduzir os anseios da população, respaldando o surgimento de uma política conservadora, a total despeito da Igreja Católica e do movimento esquerdista, que ficaram a ver navios.

Não há saída histórica para este beco. A própria esquerda percebeu, como bem mostra o debate completo ocorrido na USP, que não há mais alternativa senão começar do zero e, desta vez, longe da Igreja Católica. Perderam completamente a conectividade com o povo.

Se a esquerda precisa se reinventar, quanto mais o episcopado brasileiro! Mas, a inépcia e a obstinação não lhes permitirão ver aquilo que é evidente. Continuarão falando sozinhos, fazendo discursos eloquentes para as paredes, aplaudirão a si mesmos e se darão por satisfeitos. Poderiam ir um pouco mais ao encontro dos anseios da população, mas são cegos e não retrocederão nem um milímetro. Aliás, se algum deles ler este editorial, ficará apenas com raiva, dirá que é um absurdo católicos falarem isso e não farão o que a própria esquerda está fazendo: a sua autocrítica!

Para o povo, já está claro que a Teologia da Libertação não é uma teologia inspirada no marxismo, mas é, como dizia Leonardo Boff, o “marxismo na teologia”. A Igreja deu o seu povo para o movimento socialista, que o perdeu para os protestantes. Fim da linha!

Este ano do laicato foi traumático, doeu, está revirando as chagas. Os bispos escolheram ir na contramão. Agora, estão colhendo as consequências disso.

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31 outubro, 2018

CNBB apoia Halloween, chamado pelos satanistas de “o dia do diabo”.

Por FratresInUnum.com, 31 de outubro de 2018 – Beiramos ao satanismo despudorado. É inacreditável como a CNBB não encontra tempo de escrever uma mísera nota ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, mas o emprega para publicar em seu site uma matéria de exaltação do “dia das bruxas”.

halloweenDemonstrando o mesmo descolamento total da realidade, conforme expusemos em nosso editorial, o site da CNBB traz a opinião de um bispo brasileiro, radicado nos Estados Unidos, que pretende resgatar o que diz serem as raízes do Halloween, ignorando aquilo no que a comemoração efetivamente se tornou e significa atualmente.

Chamado pelos satanistas de “o dia do diabo”, Halloween virou palco para que as crianças sejam fantasiadas de demônios e banalizem cada dia mais a invocação das figuras infernais. Para o artigo da CNBB, porém, a festa serve para “expulsar os espíritos maus e então poder celebrar a festa de Todos os Santos purificados”. Que ofensa à nossa inteligência: vestir-se de diabo para expulsar o diabo!

Pe. Gabriel Amorth, falecido exorcista da diocese de Roma, explica que:

“Festejar a festa de Halloween é render um hosana ao diabo! O qual, se adorado, ainda que somente por uma noite, pensa ter conquistado direitos sobre a pessoa. Então, não nos maravilhemos se o mundo parece ir à ruína e se os consultórios psicológicos e psiquiátricos pululam de crianças que não dormem, vândalas, agitadas e de jovens obsessionados e deprimidos, potenciais suicidas”.

“Sinto muito que na Itália e no resto da Europa as pessoas estejam se afastando de Jesus, o Senhor, e ainda por cima se prestem a homenagear satanás”. “A festa de Halloween é um tipo de seção espírita apresentada sob forma de jogo. A astúcia do demônio está aí mesmo, mas tudo é apresentado sob forma lúdica, inocente”.

30 outubro, 2018

É golpe!

IMG-20181030-WA0020Donald Trump telefonou, congratulando-o; Evo Moralez e até Nicolas Maduro cumprimentaram o presidente eleito Jair Bolsonaro. Mas, até agora [terça-feira, 30 de outubro de 2018, às 14:31], o Vaticano e a CNBB não divulgaram nenhuma, nenhuma mísera nota ao novo Chefe de Estado do maior país católico do mundo. Antes de ser um grave lapso diplomático, é uma enorme falta de dignidade, de educação, de bons modos, frutos do ranço ideológico que caracteriza a política eclesiástica nos dias de hoje. De fato, sentiram o golpe!

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29 outubro, 2018

As implicações eclesiais da vitória de Jair Bolsonaro.

Por FratresInUnum.com, 29 de outubro de 2018 — Aconteceu. Era impensável na mente dos brasileiros outro desfecho. Jair Bolsonaro foi a única alternativa realmente factível contra o criminoso esquema de poder arquitetado para durar décadas pelo Partido dos Trabalhadores, com as bênçãos da CNBB.

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17 outubro, 2018

Eleições 2018.

Duas notícias do dia:

3 agosto, 2018

Com a benção do arcebispo e da CNBB?

Por O Antagonista, 03 de agosto de 2018 – Os seis grevistas de fome de Lula, como antecipamos, estão hospedados no centro cultural dos jesuítas em Brasília (veja foto abaixo), antro da Teologia da Libertação.

Um ex-presidente da CNBB disse a O Antagonista que “os jesuítas podem fazer o que quiserem em seu espaço”.

Não é verdade.

O arcebispo — no caso Dom Sérgio da Rocha, que, aliás, é o atual presidente da CNBB — pode e deve intervir, quando avaliar necessário, em qualquer espaço administrado por religiosos em seu território.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, como registramos, Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, fez uma nota de repúdio aos franciscanos que transformaram a missa de um ano da morte de Marisa Letícia em ato partidário. Os responsáveis pela patacoada petista precisaram se desculpar publicamente, e o cardeal teve de reforçar a proibição de manifestação política durante cerimônias.

O arcebispo de Brasília, portanto, tem poder para interpelar os jesuítas.

Se não o faz, é porque não deve considerar escandaloso que uma casa religiosa abrigue seis pessoas recrutadas pelo MST para fazer greve de fome em favor de um corrupto e lavador de dinheiro condenado pela Justiça e preso há mais de 100 dias.

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