Archive for ‘CNBB’

10 setembro, 2019

Eles não se cansam de passar vergonha.

Por FratresInUnum.com, 10 de setembro de 2019 – Não bastasse a cafonice do discurso semi-hippie paz e amor, considerando-se o suprassumo da modernidade enquanto estão presos eternamente nos anos 70, os nossos bispos não se cansam de passar vergonha.

A CNBB lançou uma série de vídeos para mobilizar os fiéis e mostrar a força de seu neo papismo — eles, que até há poucos anos eram a vanguarda da resistência ao centralismo romano. Todavia, para o que deveria causar embaraço geral, a campanha de apoio artificial foi destruída por uma reação espontânea, sem nenhuma articulação central, que reflete o bom senso que, apesar dos pastores, ainda resta entre os fiéis católicos.

As mais de mil negativações ao vídeo de Dom Jaime Spengler deveria ser uma boa dose de “semancol” na empedernida CNBB. Entretanto, a idolatria bergogliana não lhes permite ver um palmo sequer diante da face.

Do alto de seu clericalismo, acham que os fiéis são completos idiotas a ponto de darem um apoio prévio, como que assinando um cheque em branco, a uma hierarquia que quer utilizar-se de um sínodo para impor suas preferências ideológicas alheias à Fé.

Acordem pra vida, senhores!

13 abril, 2019

Lembre-se: não dê um tostão sequer na coleta de sua paróquia neste domingo.

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11 março, 2019

Eleições na CNBB: Dom Leonardo ou Dom Walmor?

A batalha entre o ecologismo apocalíptico e o gay-friendly.

Por FratresInUnum.com, 11 de março de 2019:  Aproxima-se a eleição da nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a ocorrer em sua próxima assembléia geral, no mês de maio, em Aparecida.

Duas alas, aparentemente opostas, mas complementarmente progressistas, aparecem na disputa: Dom Leonardo Ulrich Steiner, atual Secretário Geral da CNBB, e Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte, despontam como os principais candidatos.

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Todo esquerdista que chega ao poder continua posando de vítima. Assim, Dom Leonardo Ulrich Steiner agora tem o álibi perfeito: o infarto. Como vítima do sistema, vai preparando a sua candidatura a Presidente da CNBB.

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Dom Leonardo Steiner (esquerda) e Dom Walmor (direita).

Para alcançar seu intento, porém, Dom Leonardo precisa ser transferido para uma diocese — é praxe que a presidência seja ocupada por um bispo diocesano, e não um auxiliar. Há quem diga que o seu “cardinale protettore”, Dom Claudio Hummes, irá providenciar sua transferência para uma arquidiocese “amazônica”– possivelmente Manaus ou Cuiabá – onde poderia alimentar, de forma mais efetiva, a histeria ecológica do Sínodo Pan-Amazônico.

Em recente entrevista à mídia Vaticana, Dom Leonardo já vai entrando no clima dos dramas ecológicos e indigenistas. Nada como matar dois coelhos com uma só cajadada: agradar o ecologismo de Papa Francisco e marcar posição contra o governo Bolsonaro. Só faltou derramar lágrimas e dizer: “Que saudades do Gilberto Carvalho! Aqueles sim eram bons tempos!”

Mas, o Apocalipse ecológico pode esperar. O Sínodo sobre a Amazônia só virá em outubro e as eleições da CNBB serão em maio.

Em 2011, para sua primeira eleição como Secretário Geral, Dom Leonardo contou com uma mãozinha do então Núncio Apostólico Dom Lorenzo Baldisseri, que “possibilitou” sua eleição, transferindo-o de São Felix do Araguaia para auxiliar em Brasília.

Já para maio de 2019, não consta que Dom Leonardo conte com as graças do atual Núncio. E, o que é pior, Dom Leonardo não parece ser o candidato do poderoso Dom Ilson Montanari, secretário da Congregação para os Bispos, o arcebispo brasileiro responsável pelas nomeações bergoglianas dos bispos do mundo inteiro.

Fontes murmurantes nos dão conta de que Dom Montanari, Secretário da Congregação para os Bispos, foi interrogado sobre uma eventual eleição de Steiner como presidente da Conferência Episcopal brasileira. A resposta teria sido incisiva: “Não! Agora é a vez de Dom Walmor”, o arcebispo de Belo Horizonte.

Dom Walmor de Azevedo, cuja simples em nosso histórico de posts demonstra a orientação. Sim, daquela mesma arquidiocese que recentemente foi denunciada pelo Instituto São Pedro de Alcântara como defensora da agenda LGBT através de uma “pastoral da diversidade”. A Arquidiocese desmentiu tudo e Dom Walmor fez de conta que não era com ele, mas… Quem convive na intimidade com Dom Walmor e com seu auxiliar Dom Joaquim Mól sabe perfeitamente que eles jamais poderão ser acusados de homofóbicos.

As pré-candidaturas de Dom Leonardo e Dom Walmor para presidência da CNBB revelam uma luta de titãs: Hummes vs. Montanari. Senhores bispos, façam suas apostas!

Mas, será que o episcopado brasileiro continuará permitindo que grupos de interesse os controle e fale por eles? Será que não darão um basta a esse aparelhamento e apresentarão uma chapa de bispos sensatos, que não tomem ações ideológicas? Será que não sairão da passividade e começarão a se organizar, a conversar entre si, a reagir, a tomar as rédeas dessa bagunça? Tudo depende só deles. Como leigos, só nos cabe esperar e rezar.

É um fato, porém, que os destinos da conferência episcopal brasileira ainda não estão determinados. A esquerda está perdida e dividida, ataca-se a si mesma, perdeu a força e a dinâmica. Há bispos inquietos com o afastamento do povo e da realidade. As urnas —  as coletas — demonstram o cansaço do povo fiel quanto a ideologias senis.

Sim, senis que, como Leonardo Boff, só sabem se lamentar que os jovens não embarcaram no seu sonho socialista: “Como pôde acontecer tudo isso e tanta insensatez em nosso país? Onde nós erramos? Como não conseguimos prever esse salto rumo à Idade Média?

Não há mais nada que se fazer? Rezemos para que os bispos, ao menos por graça de estado, sejam iluminados e se deem conta de que é chegada a hora da mudança, a hora de romper com aquilo que já está condenado ao fracasso e à total irrelevância histórica.

25 janeiro, 2019

Retrospectiva 2018 – Nº 1: Duas mulheres “concelebram” a Missa com bispos da CNBB. Isto já é possível ou continua sendo um gravíssimo delito?

Concluímos a publicação dos 10 posts mais lidos de 2018. Na primeira posição, matéria publicada em 21 de fevereiro de 2018. 

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Por FratresInUnum.com, 21 de fevereiro de 2018: Foi em 13 de fevereiro de 2018 que aconteceu 41a Romaria da Terra, celebrada na cidade de Mampituba, Diocese de Osório, no Rio Grande do Sul.

Como se já não bastassem as “pregações” da Deputada Maria do Rosário (PT-RS) e do Monge Marcelo Barros, ambos conhecidíssimos por suas posições, digamos, pouco ortodoxas, os bispos presentes admitiram no altar duas pastoras protestantes como “concelebrantes” na Santa Missa.

17 janeiro, 2019

Retrospectiva 2018 – Nº 3: As implicações eclesiais da vitória de Jair Bolsonaro.

Continuamos publicando os 10 posts mais lidos de 2018. Na terceira posição, matéria publicada em 29 de outubro de 2018.

Por FratresInUnum.com, 29 de outubro de 2018 — Aconteceu. Era impensável na mente dos brasileiros outro desfecho. Jair Bolsonaro foi a única alternativa realmente factível contra o criminoso esquema de poder arquitetado para durar décadas pelo Partido dos Trabalhadores, com as bênçãos da CNBB.

Continuar lendo…

16 janeiro, 2019

Retrospectiva 2018 – Nº 4: Arcebispo de Londrina treme.

Continuamos publicando os 10 posts mais lidos de 2018. Na quarta posição, matéria publicada em 27 de janeiro de 2018.

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Após a repercussão viral do documentário-denúncia de Bernardo Küster, com a reação imediata de indignação de todo o povo Católico, o arcebispo de Londrina, D. Geremias Steinmetz, anfitrião do 14º. Intereclesial de CEBs, pediu que se retirassem as bandeiras de apoio ao PT, mencionando que o encontro está “recebendo ataques” de todo o Brasil.

A militância presente respondeu com uma veemente vaia.

Continue se manifestando! A CNBB precisa aprender a escutar o clamor do povo: “fora comunismo”, “fora PT”!

9 dezembro, 2018

Foto da semana.

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Presidência da CNBB visita o Papa Francisco no Vaticano

O São Paulo, 6 de dezembro de 2018 – O Papa Francisco recebeu em audiência privada na segunda-feira, 3, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O grupo é composto pelo Presidente, Cardeal Sergio da Rocha, Arcebispo de Brasília; pelo Vice-Presidente, Dom Murilo Krieger, Arcebispo de São Salvador da Bahia; e pelo Secretário-Geral, Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília.

De acordo com Dom Sergio, já é uma tradição que a presidência da CNBB visite o Papa pelo menos uma vez por ano. “É uma grande graça, muito especial, encontrar-nos com o sucessor de Pedro”, disse ele em entrevista ao Vatican News, explicando que o Papa Francisco os recebe de forma especialmente afetuosa, pelo carinho que tem pelo povo brasileiro. “Isso nos anima muito. Procuramos vir uma vez ao ano, pelo menos para ter contato com alguns dicastérios da Cúria Romana, para expressar e reforçar sempre mais a comunhão com a Sé Apostólica.”

O Cardeal disse, ainda, que a visita foi uma oportunidade de demonstrar apoio ao Santo Padre, em um momento em que encontra forte resistência por parte de alguns grupos. “[É preciso] fazer chegar a nossa oração, carinho, apoio do episcopado brasileiro. Ele sempre testemunha serenidade, força para superar as mais diferentes situações, apoiado pela graça de Deus”, comentou.

De acordo com Dom Murilo, o Papa estava bem disposto e tranquilo durante o encontro. “O que admiro nele é a capacidade de escutar. Ele quer saber o que estamos vivenciando, quais desafios a Igreja está vivendo no Brasil. Ele nos deixa muito à vontade. É um irmão mais velho entre os irmãos. É uma conversa entre amigos”, afirmou.

Perguntado pelo radialista Silvonei Protz sobre o motivo de o Papa Francisco sempre pedir para que rezem por ele, Dom Murilo sugeriu que, além de acreditar no poder da oração, o Pontífice deve sentir um certo peso em relação à “necessidade de dar uma resposta a tudo aquilo que o mundo vive hoje. Todo mundo espera uma palavra esclarecedora dele”.

Dom Leonardo observou que o Papa consegue manter o bom humor, mesmo diante de muitas dificuldades. “Ele foi muito paternal”, comentou o Bispo, acrescentando que Francisco “agradeceu tudo aquilo que a conferência episcopal do Brasil faz pela Igreja”.

Na entrevista, os bispos tocaram em alguns temas bastante atuais e que podem ter sido conversados também com o Papa Francisco. Eles comentam a conclusão do recente Sínodo dos Bispos sobre os jovens; os preparativos do Sínodo para a Amazônia, que será realizado no ano que vem; algumas medidas do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, como as propostas para os indígenas e as reservas florestais; e o papel da CNBB na era das redes sociais.

“Nós temos a nossa missão, que é de evangelizar, e ela inclui a dimensão profética. Graças a Deus, temos procurado fazer isso, sim”, declarou Dom Sergio. A entrevista está disponível no Vatican News.

26 novembro, 2018

O ano que nunca existiu.

Por FratresInUnum.com, 26 de novembro de 2018 –  Era uma vez… o ano do laicato! Mais uma mentira, mais uma das ficções pastorais inventadas pela CNBB.

Assim como os marxistas se autoproclamaram representantes do povo, porém, de um povo que não existe na realidade, mas tão somente em suas mentes, a nossa conferência episcopal intencionou conclamar os leigos, mas os leigos honorários que eles mesmos clericalizaram com o seu dialeto, com os seus maneirismos, com os seus trejeitos, com os seus cacoetes, em suma, a sua meia-dúzia de moleques de recado, os bons moços cuja inteligência foi prostituída pela repetição histérica da linguagem eclesialmente correta, a velha macacagem que não convence mais ninguém. Mas o tiro saiu pela culatra…

Nunca como neste ano os leigos se levantaram, nunca tão eloquente e fortemente protestaram e nunca foram tão ostensivamente ignorados! Vídeos por todos os lados, denúncias, pedidos de explicações e, sobretudo, a manifestação das urnas, que tornou incontornável o completo descolamento dos bispos em relação ao laicato brasileiro.

Um pensador reconhecia não existir o povo que os marxistas queriam representar, apresentando, ato seguido, a necessidade de inventá-lo através do despertar de uma “consciência possível” (a unificação da consciência da massa dispersa contra a burguesia mediante o discurso de ódio), a teologia da libertação tentou inventar o que eles chamam de “Povo de Deus”: leigos de todas as proveniências possíveis que, fazendo uma leitura revolucionária da Bíblia nas comunidades eclesiais de base, acabariam por se tornar os militantes “conscientizados” para formar a oposição contra toda e qualquer elite, política e até mesmo eclesiástica.

Como levar adiante o intento de “conscientizar” o laicato em termos libertadores numa Igreja estruturalmente hierarquica? Leonardo Boff jogou a dialética para dentro da eclesiologia, contrapondo, na Igreja, “carisma” e “poder”. A contradição poderia até fazer sentido na Igreja atual, em que os místicos verdadeiros serão tudo, menos bispos, mas, obviamente, nunca faria sentido nos tempos de Atanásio, Agostinho, Gregório Magno ou Isidoro de Sevilha, em tempos nos quais o carisma era a verdadeira fonte do autêntico poder espiritual sobre as almas.

Acontece, porém, que os “libertadores” não ficaram na base. Aos poucos, eles se foram favorecendo mutuamente em seus jogos de influência, atingiram seus objetivos de dominação para a imposição de uma nova eclesiologia, de cima para baixo, alcançaram os mais altos postos de poder, deste mesmo poder ante o qual eles contrapuseram o seu “carisma” libertador. Em resumo, uniram o povo contra a elite que eles mesmos se tornaram!

Hoje, a crise não para de se agudizar. Os bispos censuram os seus leigos ultrapassando o limite do razoável. Em outras palavras, o leigo é bom, desde que não comungue de joelhos e na boca, desde que não use véu, desde que não goste da missa tridentina, desde que não use cadeias da consagração a Nossa Senhora, desde que não pregue a doutrina tradicional, desde que não seja contra o petismo, desde que não faça apostolado organizado e autônomo, desde que não se oponha às aberrações sacrílegas do clero, desde que fique quietinho e conivente diante de padres predadores homossexuais…

Enquanto isso, boa parte dos bispos desfilam e fazem pose, comportam-se como fazendeiros, como “os reis do gado”, e vão angariando contra si a raiva de um povo descontente, de um clero oprimido, de uma Igreja que eles não cansam de tratar como a esposa rejeitada.

Em certo sentido, a desgraça do clero progressista foi chegar ao poder, pois a sua cobiça incontrolável, a sua ganância voluptuosa, não pode mais ser disfarçada e está flagrantemente contraposta à fé e devoção da gente simples, tão distante deles quanto a luz das trevas.

Francisco, o peronista papa latino-americano, grande populista demagogo, não foge à regra. Quando estourou o caso dos abusos sexuais do Cardeal McCarrick, ele escreveu uma carta condenando o clericalismo, o qual, segundo ele, seria o grande culpado da desgraça estadunidense. Quando, logo em seguida, Mons. Viganò escreveu sua carta-bomba colocando o pontífice argentino no centro da responsabilidade pela ocultação destes casos, Bergoglio incorreu no mesmo clericalismo que denunciara e fingiu que não era com ele, fingiu não ouvir os protestos do povo americano que não param de crescer, fingiu até que as manifestações populares contra os escândalos era coisa do “Grande acusador”… Por fim, desconversou. Mais uma vez, as vítimas desprezadas, a verdade desprezada, os leigos desprezados.

Nem Ano do laicato, nem laicato nenhum. É a velha esquerda se valendo do mais vergonhoso clericalismo para proteger suas delinquências e silenciar o povo, que, desorientado e abatido, jaz abandonado e oprimido, como ovelha sem pastor.

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25 novembro, 2018

Foto da semana.

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Mais uma vez, Dom Leonardo Steiner se reúne — com toda isenção e neutralidade, claro! — com estrelas da esquerda nacional. Vale a pena assistir ao vídeo de Bernardo Kuster a respeito.

PS.: No vídeo, Bernardo diz que se inscreveu no “prêmio” (!?) de comunicação da CNBB. Esperamos que a conferência episcopal, em respeito ao pluralismo, ao diálogo, mas, sobretudo, à democracia, aceite a inscrição e permita que o premiado seja escolhido por eleição popular, respeitando a voz do povo. Seria terrível se ela se utilizasse de meios anti-democráticos, definindo o vencedor por meio da elite de seus assessores, burocratas que vivem — muito bem, obrigado — a mamar nas tetas da Igreja do Brasil…

19 novembro, 2018

Dando nome aos bois.

Por FratresInUnum.com, 19 de novembro de 2018 – Um pequeno experimento imaginário. Imagine que a Igreja Católica fosse gradualmente, ao longo dos anos, sendo aparelhada pelo PT. Que esta premeditada infiltração conseguisse a nomeação de Lula como Papa. Com o petismo dominando os generais do “Estado Maior” da Igreja, o que poderiam fazer os soldados e sargentos conservadores? Estariam completamente amordaçados. A hegemonia estaria garantida não apenas por força de uma imposição cultural, mas também com a coerção de um poder policial: o patrulhamento ideológico.

IMG-20181119-WA0002Não é difícil para o leitor perceber que o nome de Lula figura aqui quase de modo obsoleto. Temos Francisco! Ele é o Lula da Igreja Católica.

A corrida do partido bergogliano por aparelhar a Igreja de alto a baixo não é um segredo. Contrariamente aos papas anteriores, Francisco não adotou a política de equilíbrio de forças. Ele persegue claramente os seus opositores, reduzindo-os completamente à inércia. É assim que funciona a sua misericórdia. Tem razão Henry Sire: Bergoglio é “O Papa Ditador”.

Contudo, é menos conhecido, pelo público em geral, o lado brasileiro desta ditadura. Vamos lá, então: demos o nome aos bois!

O chefe da ditadura bergogliana no Brasil é o camaleônico Cardeal Cláudio Hummes. Sim, o mesmo que, na década de 70, subia nos palanques políticos ao lado de Lula. Mas, os tempos mudam e, assim como o comunismo pós-Gorbachov exigia um Lulinha paz e amor, Dom Claudio Hummes virou “conservador”.

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Ao lado de Lula, Dom Cláudio Hummes discursa em comício.

Em 1998, a “Máfia de São Galo” (como se autonomeou o grupo de bispos liberais que desde 1995 maquinava a eleição de um liberal como sucessor de João Paulo II) viu ascender ao cardinalato dois de seus pupilos papáveis: Bergoglio e Hummes.

Após o fracasso do conclave de 2005, eis que os dois “conservadores improvisados” aparecem, lado a lado, no balcão de São Pedro, na fatídica eleição de 2013. No dia seguinte, o recém-eleito pontífice diria aos jornalistas que o seu nome, Francisco, fora inspirado numa exortação feita pelo purpurado brasileiro no momento da sua aclamação: “não se esqueça dos pobres”!

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Durante o pontificado de Bento XVI, assume ares lefebvrianos.

Desde então, Hummes começou a dirigir a agenda da ordenação dos homens casados na Amazônia. Foi nomeado exatamente para isso. Viagens, reuniões, articulações… E tudo está montado para o sínodo fingido de 2019. Eles já decidiram de antemão e vão ordenar os homens casados.

Neste meio tempo, Hummes foi acometido por um câncer de pulmão. Mas o diagnóstico foi cuidadosamente escondido, mantido sob a mais absoluta discrição. Apesar do susto de morte e do exigente tratamento, Dom Cláudio continua a mesma missão que já anunciara em 2006, antes mesmo de decolar para Roma, onde assumiria a importante Congregação para o Clero: relativizar a disciplina do celibato.

Enquanto no norte o objetivo é ordenar homens casados que nunca foram seminaristas, no sul do Brasil, o arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, cuida de destruir a formação dos seminaristas.

Dom Jaime outorgou-se a si mesmo uma missão que se tornou praticamente o sentido de toda a sua vida: impedir a ordenação de qualquer jovem que se encaixe minimamente em perfil conservador. Muito próximo à Nunciatura Apostólica, Dom Jaime é o responsável pelos ministérios ordenados junto à CNBB. Suas reuniões com os reitores de seminários (OSIB) repetem as lamúrias de sempre: os seminaristas procuram uma formação paralela no site do Padre Paulo Ricardo, “o maior inimigo da Igreja no Brasil”. Como, então, conquistar a hegemonia na internet, território onde a esquerda já sabe que perdeu? (Bolsonaro que o diga!) O caminho é o patrulhamento e a intimidação:  monitorar o acesso dos seminaristas à internet, proibir certas leituras, coibindo-os de se confessarem com este ou aquele padre conservador e, ademais, para garantir a formação mais bergogliana possível, demitir padres professores de orientação mais tradicional, como ele mesmo fez, aliás, na PUC de Porto Alegre.

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Dom Jaime Spengler celebra a Missa da 37ª Romaria da Terra, e diz: “nesse dia, gostaríamos de rezar à mãe terra, louvar a terra, queremos agradecer a terra”.

Triste situação de quem chegou ao poder, mas não tem autoridade. Criam nos seminários uma estrutura asfixiante de “Big Brother” e vigilância, para reproduzir a mais virulenta Teologia da Libertação. No entanto, não conseguem impedir que os seminaristas prefiram o confessionário do padre piedoso da esquina ou o site de um padre cuiabano que, em tudo, quebra-lhes o estereótipo do padre que deveria fazer sucesso com os jovens. Nota-se que ter sex appeal, procurar exibir os bíceps com camisetas apertadas, cantar músicas melosas e rebolar no palco ao lado da Claudia Leitte pode até vender CD, mas não atrai jovem algum nem para a Igreja e nem muito menos para os seminários.

Especula-se que, dada a íntima amizade com o núncio, a qual o coloca numa posição privilegiada de indicações para nomeações episcopais, Dom Jaime poderia se tornar arcebispo primaz do Brasil. Contudo, circula em Roma a voz de que o futuro sucessor de Dom Murilo Krieger à frente da Arquidiocese de Salvador seria o Cardeal João Braz de Aviz, que deixaria o cargo de Prefeito da Congregação dos religiosos para Dom Ilson Montanari, agora Secretário da Congregação para os Bispos e que, caso promovido, também receberia o barrete cardinalício. Verosímil, visto que Montanari e Fabian Pedacchio, secretário pessoal de Francisco, são amicíssimos de longa data e queridinhos do atual pontífice (malgrado as insinuações pouco elogiosas a ambos feitas por Mons. Viganò em sua carta bombástica).

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Dom Leonardo Steiner, feliz e realizado, dá tapinha nas costas do companheiro petista, Gilberto Carvalho.

Hummes no norte, Spengler no sul, e o centro? Com quem fica? Com um bispo que não poderíamos chamar exatamente de “centrado”: Dom Leonardo Ulrich Steiner. Coube a ele continuar garantindo que a CNBB seja mais instrumento do PT do que do episcopado brasileiro. A pauta, todo mundo já conhece: silêncio subserviente nos governos do PT e “profetismo” quando a política nacional oscila para a direita. O instrumento para isto também já é velho conhecido: os fidelíssimos assessores servem de interface para garantir que os bispos, reunidos ou dispersos em suas dioceses, só enxerguem o mundo através de suas “leituras da realidade”.

A pilotagem da máquina episcopal brasileira pode parecer muito sofisticada à primeira vista, mas, de fato, não o é. A maioria de nossos bispos é de homens bons, porém não são homens de visão. Com isto, tornam-se facilmente manipuláveis pela “intelligentsia” esquerdista. A CNBB foi criada para que os bispos falassem através dela. O que acontece, porém, é o contrário: os bispos se tornaram porta-vozes de documentos que nunca escreveram. Dentro deste esquema, o povo faz de conta que escuta. E os bispos fazem de conta que são respeitados e obedecidos.

Ter o poder, mas não ser nem respeitado, nem obedecido. Eis a humilhação à qual são diariamente expostos os senhores bispos. Sendo assim, quem não tem autoridade tem que apelar para o autoritarismo. Na Igreja do Brasil, vivemos um ambiente policial. Não há liberdade, não há transparência. As estruturas políticas são extremamente controladoras, censurando toda e qualquer postura divergente. Não é autorizado pensar, ensinar, dialogar. Não há sequer o fingimento de debate. Há somente a hegemonia socialista em total dominação.

Dom Claudio em Roma, Dom Jaime na nunciatura, Dom Leonardo na CNBB. Mas, o que liga estes homens? O que eles têm em comum?

Todos os três são franciscanos! Trata-se daquilo que, à boca pequena e meio que ironicamente, os bispos chamam de “A máfia franciscana”. Só que agora se tornaram “franciscanos” em um novo sentido, no sentido bergogliano do termo.

Agora que se agarraram ao poder, mas jogaram fora o que lhes restava de credibilidade e de tempo de vida, só lhes resta esperar um prodígio preternatural: que Francisco Bergoglio leve a Igreja para um abismo sem retorno… Esperança vã. Non praevalebunt!

No entanto, uma pergunta fica no ar. Quais serão os próximos objetivos da máfia franciscana? Talvez queiram eles recuperar um caríssimo terreno perdido: a arquidiocese de São Paulo, outrora encabeçada pelos franciscanos Dom Paulo e Dom Cláudio. Decerto, os despretensiosos frades que estão nos círculos de poder cogitam a possibilidade. E não lhes seria difícil executá-la, às custas de um promoveatur ut removeatur de Dom Odilo para algum insignificante organismo curial, talvez até a ser criado propositalmente para ele, como uma Pontifícia Comissão de carimbos e charutos apostólicos.

Será que, desta vez, a arma está apontada para a cabeça do arcebispo de São Paulo? Veremos!