Archive for ‘CNBB’

3 agosto, 2018

Com a benção do arcebispo e da CNBB?

Por O Antagonista, 03 de agosto de 2018 – Os seis grevistas de fome de Lula, como antecipamos, estão hospedados no centro cultural dos jesuítas em Brasília (veja foto abaixo), antro da Teologia da Libertação.

Um ex-presidente da CNBB disse a O Antagonista que “os jesuítas podem fazer o que quiserem em seu espaço”.

Não é verdade.

O arcebispo — no caso Dom Sérgio da Rocha, que, aliás, é o atual presidente da CNBB — pode e deve intervir, quando avaliar necessário, em qualquer espaço administrado por religiosos em seu território.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, como registramos, Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, fez uma nota de repúdio aos franciscanos que transformaram a missa de um ano da morte de Marisa Letícia em ato partidário. Os responsáveis pela patacoada petista precisaram se desculpar publicamente, e o cardeal teve de reforçar a proibição de manifestação política durante cerimônias.

O arcebispo de Brasília, portanto, tem poder para interpelar os jesuítas.

Se não o faz, é porque não deve considerar escandaloso que uma casa religiosa abrigue seis pessoas recrutadas pelo MST para fazer greve de fome em favor de um corrupto e lavador de dinheiro condenado pela Justiça e preso há mais de 100 dias.

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1 agosto, 2018

Folha de São Paulo: militantes que farão greve de fome por Lula “serão instalados em sala na CNBB”.

Militantes do PT prometem iniciar greve de fome em frente ao STF

Movimento também diz que objetivo é denunciar ‘mazelas do governo Temer’

Por Catia Seabra, Folha de São Paulo, 30 de julho de 2018 – Seis militantes do PT prometem iniciar, na tarde desta terça-feira (31), uma greve de fome diante do STF (Supremo Tribunal Federal) em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde abril. A informação foi antecipada pela coluna “Painel”  no começo de julho.

Um dos manifestantes, o agricultor assentado Jaime Amorim, 58, diz que a greve de fome é por tempo indeterminado. “Estamos determinados a entregar a nossa vida pela causa”, disse Amorim, que é dirigente do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) de Pernambuco.

O inicio do protesto ocorrerá no hall do STF, em Brasília. Durante parte do dia, os manifestantes ocuparão uma barraca na Praça dos Três Poderes. Como sua dieta será à base de água e soro, eles serão instalados em uma sala na CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Outros dois integrantes do MST participarão do protesto, além de dois militantes do movimento de pequenos agricultores e um do movimento de luta por moradias de São Paulo. Amorim diz que o grupo sabe que a greve promete ser prolongado. Segundo ele, o movimento tem também o objetivo de denunciar as mazelas impingidas pelo governo Temer. Para o dia 4 de agosto, data da convenção nacional do PT, petistas organizam um jejum de 24 horas em apoio à greve de fome. A ideia é que os militantes doem a movimentos sociais os alimentos que deixaram de consumir durante o protesto. Um dos idealizadores e organizador do movimento, o ex-ministro Gilberto Carvalho participará no jejum.

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27 julho, 2018

Comissão para Vida e a Família da CNBB mobiliza cristãos na luta contra a legalização do aborto.

Por CNBB, 27 de julho de 2018  – Mais uma vez, a legalização do aborto volta à pauta nacional em uma audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF) para os dias 3 e 6 de agosto. Na ocasião, será debatido a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, discutida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442.

Diante dessa realidade, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reafirma em nota a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”. Afirmação emitida pela presidência da CNBB na Nota Oficial “Pela vida, contra o aborto”, publicada em 11 de abril de 2017.

A ação sustenta que dois dispositivos do Código Penal que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos.

A Audiência Pública será realizada neste Supremo Tribunal Federal, Anexo II-B, sala da Primeira Turma, nos dias 03.08.2018 (sexta-feira) e 06.08.2018 (segunda-feira), das 8h40 às 12h50 e das 14h30 às 18h50. A CNBB apresentará sua posição, nesta audiência, no dia 6 de agosto, às 9h10, pelo dom Ricardo Hoerpers, bispo da diocese de Rio Grande (RS) e pelo padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da diocese de Osasco (SP).

Leia a nota na íntegra:

Brasília – DF, 25 de Julho de 2018

ABORTO E DEMOCRACIA

  1. Um perigo iminente

Nos últimos anos, apresentaram-se diversas iniciativas que visavam à legalização do aborto no ordenamento jurídico brasileiro.

Em todas essas ocasiões, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, fiel à sua missão evangelizadora, reiterou a “sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil” (CNBB, Nota Pela vida, contra o aborto, 11 de abril de 2017).

Unindo sua voz à sensibilidade do povo brasileiro, maciçamente contrário a qualquer forma de legalização do aborto, a Igreja sempre assegurou que “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas”, lembrando que “urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil” (Ibidem).

As propostas de legalização do aborto sempre foram debatidas democraticamente no parlamento brasileiro e, após ampla discussão social, sempre foram firmemente rechaçadas pela população e por seus representantes.

A desaprovação ao aborto, no Brasil, não parou de crescer nos últimos anos, mas, não obstante, assistimos atualmente uma tentativa de legalização do aborto que burla todas as regras da democracia: quer-se mudar a lei mediante o poder judiciário.

  1. A ADPF 442

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF 442, solicita ao Supremo Tribunal Federal – STF a supressão dos artigos 124 a 126 do Código Penal, que tipificam o crime de aborto, alegando a sua inconstitucionalidade. O argumento, em si, é absurdo, pois se trata de uma lei federal de 1940, cuja constitucionalidade jamais foi questionada.

O STF convocou uma audiência pública para a discussão do tema, a realizar-se nos dias 3 e 6 de agosto de 2018. A maior parte dos expositores representa grupos ligados à defesa da legalização do aborto.

A rigor, o STF não poderia dar andamento à ADPF, pois não existe nenhuma controvérsia em seu entendimento. Em outras palavras, em si, a ADPF 442 transcende o problema concreto do aborto e ameaça os alicerces da democracia brasileira, que reserva a cada um dos poderes da República uma competência muito bem delineada, cujo equilíbrio é uma garantia contra qualquer espécie de deterioração que degenerasse em algum tipo de ditadura de um poder sobre os outros.

O momento exige atenção de todas as pessoas que defendem a vida humana. O poder legislativo precisa posicionar-se inequivocamente, solicitando de modo firme a garantia de suas prerrogativas constitucionais. Todos os debates legislativos precisam ser realizados no parlamento, lugar da consolidação de direitos e espaço em que o próprio povo, através dos seus representantes, outorga leis a si mesmo, assegurando a sua liberdade enquanto nação soberana. Ao poder judiciário cabe fazer-se cumprir as leis, ao poder legislativo, emaná-las.

  1. O aborto da democracia.

“Escolhe, pois, a vida”. O eloquente preceito que recebemos da Escritura, “escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19), agora, reveste-se de importância decisiva: precisamos garantir o direito à vida nascente e, fazendo-o, defender a vida de nossa democracia brasileira, contra todo e qualquer abuso de poder que, ao fim e ao cabo, constituir-se-ia numa espécie de “aborto” da democracia. As democracias modernas foram concebidas como formas de oposição aos absolutismos de qualquer gênero: pertence à sua natureza que nenhum poder seja absoluto e irregulável. Por isso, é imensamente desejável que, diante destas ameaças hodiernas, encontremos modos de conter qualquer tipo de exacerbação do poder. Em sua evangélica opção preferencial pelos pobres, a Igreja vem em socorro dos mais desprotegidos de todos os desprotegidos: os nascituros que, indefesos, correm o risco do desamparo da lei e da consequente anistia para todos os promotores desta que São João Paulo II chamava de cultura da morte.

  1. Sugestões práticas.

O que fazer? Diante da gravidade da situação, pedimos a todas as nossas comunidades uma mobilização em favor da vida, que se poderia dar em três gestos concretos:

  1. Uma vigília de oração, organizada pela Pastoral Familiar local, tendo como intenção a defesa da vida dos nascituros, podendo utilizar como material de apoio os encontros do subsídio Hora da Vida 2018, sobretudo a Celebração da Vida, vide página 41. Ao final da vigília, os participantes poderiam elaborar uma breve ata e endereçá-la à Presidência do Congresso Nacional, solicitando aos legisladores que façam valer suas prerrogativas constitucionais: presidencia@camara.leg.br, com cópia para a Comissão Episcopal para a Vida e a Família: vidafamilia@cnbb.org.br.
  2. Nas Missas do último domingo de julho, os padres poderiam comentar brevemente a situação, esclarecendo o povo fiel acerca do assunto e reservando uma das preces da Oração da Assembleia para rezar pelos nascituros. A coordenação da Pastoral Familiar poderia encarregar-se de compor o texto da oração e também de dirigir umas palavras ao povo.
  3. Incentivamos, por fim, aos fiéis leigos, que procurem seus deputados para esclarecê-los sobre este problema. Cabe, de fato, ao Congresso Nacional colocar limites a toda e qualquer espécie de ativismo judiciário.

Invocamos sobre todo o nosso país a proteção de Nossa Senhora Aparecida, em cuja festa se comemora juntamente o dia das crianças, para que ela abençoe a todos, especialmente as mães e os nascituros.

Dom João Bosco B. Sousa, OFM
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família Bispo Diocesano de Osasco – SP

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26 julho, 2018

Comissão para a Vida e a Família, da CNBB, publica nota “Aborto e democracia”.

Continuam as manifestações de bispos contra a ADPF 442, que tramita no Supremo Tribunal Federal, visando descriminalizar o aborto no Brasil.

site cnbb

Site da CNBB em 26 de julho de 2018, às 11:01 – Nenhuma menção à nota de sua própria comissão, nem qualquer referência à questão do aborto em juízo no STF.

Dessa vez, trata-se de uma nota oficial da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, assinada por seu presidente Dom João Bosco B. Souza, OFM, bispo diocesano de Osasco, SP. A nota pode ser baixada aqui (só a encontramos em PDF, por isso não reproduzimos no corpo do post).

O site oficial da CNBB, por sua vez, até o momento, não possui em sua primeira página qualquer menção a esta nota, ou mesmo sequer uma mínima referência à questão altamente candente da tentativa de liberação do aborto por vias judiciais.

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23 julho, 2018

Nota do Arcebispo de Sorocaba sobre ação no STF buscando a legalização do aborto.

Nota arcebispo de Sorocaba

13 julho, 2018

Dom João Wilk, bispo de Anápolis, divulga Nota de Repúdio a ADPF 442 em juízo no STF.

A Diocese de Anápolis (GO), por seu Bispo Diocesano abaixo assinado, Dom João Wilk, OFMConv., vem fazer eco à “Nota da CNBB pela vida, contra o aborto”, de 11 de abril de 2017, para manifestar sua apreensão diante da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 442, proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), solicitando que os artigos 124 e 126 do Código Penal, que incriminam o aborto, sejam “interpretados” de modo que se exclua “do seu âmbito de incidência a interrupção da gestação induzida e voluntária realizada nas primeiras 12 semanas”. O que esse minúsculo partido, autor da ADPF 442, pretende é obter o que jamais obteve no Congresso Nacional através do processo legislativo: a legalização do aborto até três meses de vida intrauterina.

Cite-se a referida nota da CNBB: essa é uma atitude que, “atropelando o Congresso Nacional, exige do Supremo Tribunal Federal-STF uma função que não lhe cabe, que é legislar”. Além de ser condenável pelo seu conteúdo – a pretensão de legitimar um “crime abominável, vergonha para a humanidade” (São João Paulo II) – a ADPF 442 é particularmente repugnante por causa do meio que pretende usar para a obtenção de seu fim. De fato, nenhum dos onze Ministros da Suprema Corte foi eleito por voto popular. Todos têm mandato vitalício e não dependem dos eleitores para se manterem no poder. Daí resulta que, se o Tribunal atribuir a si a tarefa de “reinterpretar” a Constituição de modo a decidir arbitrariamente que ela não protege a vida do nascituro concebido até três meses, a população brasileira sofrerá um golpe. Onze juízes terão decidido, por sua própria conta, algo frontalmente contrário ao desejo da grande maioria do povo: que o aborto deve ser legal no primeiro trimestre. Isso será um golpe no Estado de Direito, na separação e harmonia dos Poderes da União e no exercício da cidadania.

Diz-se que o Supremo Tribunal Federal se vê “obrigado” a suprir uma “omissão” do Congresso Nacional sobre o aborto. Não é verdade. Pois o Congresso não tem sido omisso quanto a esse tema. Ao longo dos anos, sua decisão tem sido constante: uma resposta negativa à proposta de legalizar tal crime. Se os representantes do povo disseram “não” ao aborto, que direito têm os juízes da Suprema Corte de dizerem “sim” a essa nefanda prática?

É repudiável não apenas um absurdo possível julgamento favorável à ADPF 54. É vergonhoso o próprio fato de o Tribunal não ter indeferido liminarmente o pedido, mas ter-se considerado competente para decidir sobre a questão!

A invasão crescente da competência dos outros Poderes, em especial o Legislativo, pela Suprema Corte tem contribuído para aumentar a desconfiança popular nas autoridades constituídas. A sensação de caos e insegurança jurídica não cessará enquanto o STF persistir em reformar a Constituição a seu bel-prazer em vez de exercer sua função de guardião da Carta Magna (cf. art. 102, caput, CF).

Esta Diocese, cuja padroeira é Santa Ana, mãe da Virgem Maria, a Mãe do Salvador, conclama seus diocesanos a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana. Esta é literalmente uma questão de vida ou morte.

Anápolis, 09 de julho de 2018.

Dom João Wilk
Bispo Diocesano
4 junho, 2018

Arcebispo de Manaus celebra Missa para Maçonaria.

Celebração pela fundação dos Preceptórios Templários e Priorados de Malta do Amazonas foi realizado na Área Sagrada Família

manaus

 

Por Arquidiocese de Manaus,  6 de maio de 2018 – “O que nos une é muito maior do que nos separa. Estamos às vésperas de Pentecostes, que traz como tema ‘Na força do Espírito, somos todos irmãos e irmãs’ que mostra que o quê nos une, é o Espírito de Deus”. Essa foi mensagem que deixou o Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Sergio Castrini, durante a celebração pela fundação dos Preceptórios* Templários e Priorados de Malta do Amazonas Castelo de Tomar Nº 61 e de Rondônia Estrela de Porto Velho Nº 62. A celebração foi realizada no dia 6/5, na igreja Sagrada Família do Tarumã, concelebrada pelo pároco, Pe. Charles Cunha, auxiliados pelo diácono Messias Alencar.

“Esse dia é marco histórico que ficará em nossos corações e deixa visível que nós somos cristãos, somos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo e que somos servos de Deus”, disse Jurimar Collares Ipiranga, Secretário de Educação e Cultura do Grande Oriente do Brasil (GOB) Amazonas.

Após a proclamação do evangelho, realizada pelo diácono Messias, Dom Sergio iniciou sua homilia dando ênfase no amor de Deus pela humanidade. “Deus é amor e o caminho do conhecimento é o amor. O amor é sempre uma resposta, principalmente a Deus que nos amou primeiro. A cruz que vocês trazem em suas insígnias e vestes, é o sinal do amor de Deus pela humanidade”, disse. Dom Sergio também aproveitou a oportunidade para falar sobre a verdadeira vocação do leigo. “Esse ano a igreja católica está celebrando o Ano do Laicato, e a vocação do leigo é isso, é ser Sal da Terra e Luz do Mundo, na família, no trabalho e sobretudo sermos bons cidadãos”, comentou.

O arcebispo finalizou a homilia falando da viagem do clero à Terra Santa no início do ano, onde visitaram as igrejas construídas pelos templários no tempo das cruzadas e deixou um pedido aos maçons. “Pedro em sua primeira leitura, descobre que os pagãos também eram chamados a seguir a Deus, fez essa descoberta na casa de Cornélio e ficou muito entusiasmado, foi um fato fundamental na história do Cristianismo e muitos demoraram para entender que, quando deixamos de ser uma seita judaica, nos tornamos uma igreja universal. Esperamos que continuem sempre prestando esses serviços à sociedade e principalmente fieis aos princípios cristãos e a comunhão com a igreja, porque a igreja pode ser diferente na superfície, mas somos todos unidos em Cristo”, disse.

Para Armando Corrêa Junior, Grão-Mestre do GOB Amazonas, a celebração quebrou um grande paradigma e a ideia agora é tentar tornar a solenidade uma tradição anual dentro do estado do Amazonas. “Nós fundamos ontem o Preceptório e Priorado Castelo de Tomar, e nós desejávamos fazer uma missa de agradecimento a Deus por esse momento conseguido dentro da maçonaria amazonense. Ficamos muito felizes com a presença de Dom Sergio que veio pessoalmente presidir essa missa e que não tenho palavras para agradecer e expressar a emoção da importância desse momento, onde vencemos um grande paradigma e, pretendemos repetir esse ato nos anos seguintes, mas dependemos do arcebispo, pois o respeito à autoridade de Dom Sergio é 100%”, comentou o grão-mestre.

 

30 maio, 2018

CNBB divulga nota sobre o momento nacional.

Por CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se solidariza com os caminhoneiros, trabalhadores e trabalhadoras, em manifestação em todo território nacional, em nota divulgada nesta quarta-feira, 30 de maio. Preocupada com as duras consequências que sempre recaem sobre os mais pobres, no texto a entidade conclama toda a sociedade para o diálogo e para a não violência. “Reconhecemos a importância da profissão e da atividade dos caminhoneiros”, pontua.

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO NACIONAL
“Jesus entrou e pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco”(Jo 20,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, solidária com os caminhoneiros, trabalhadores e trabalhadoras, em manifestações em todo território nacional, e preocupada com as duras consequências que sempre recaem sobre os mais pobres, conclama toda a sociedade para o diálogo e para a não violência. Reconhecemos a importância da profissão e da atividade dos caminhoneiros.

A crise é grave e pede soluções justas. Contudo, “qualquer solução que atenda à lógica do mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e se desvia do caminho da justiça” (CNBB, 10/03/2016). Nenhuma solução que se utilize da violência ou prejudique a democracia pode ser admitida como saída para a crise.

Não é justo submeter o Estado ao mercado. Quando é o mercado que governa, o Estado torna-se fraco e acaba submetido a uma perversa lógica financista. “O dinheiro é para servir e não para governar” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 58). 

É necessário cultivar o diálogo que exige humilde escuta recíproca e decidido respeito ao Estado democrático de direito, para o atendimento, na justa medida, das reivindicações.

As eleições se aproximam. É preciso assegurar que sejam realizadas de acordo com os princípios democráticos e éticos, para restabelecer nossa confiança e nossa esperança. Propostas que desrespeitam a liberdade e o estado de direito não conduzem ao bem comum, mas à violência.

Celebramos a Solenidade do Corpus Christi, fonte de unidade e de paz. Quem participa da Eucaristia não pode deixar de ser artífice da unidade e da paz. O Pão da unidade nos cure da ambição de prevalecer sobre os outros, da ganância de entesourar para nós mesmos, de fomentar discórdias e disseminar críticas; que desperte a alegria de nos amarmos sem rivalidades, nem invejas, nem murmurações maldizentes (cf. Papa Francisco, Festa do Corpus Christi, 2017). O Pão da Vida nos motive a cultivar o perdão, a desenvolver a capacidade de diálogo e nos anime a imitar Jesus Cristo, que veio para servir, não para ser servido.

Conclamamos, por fim, todos à oração e ao compromisso na busca de um Brasil solidário, pacífico, justo e fraterno. A paz é um dom de Deus, mas é também fruto de nosso trabalho.

Nossa Senhora Aparecida interceda por todos!

 

Cardeal Sergio da Rocha                                      

              Arcebispo de Brasília     

Presidente da CNBB        

                                         

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ Arcebispo de São Salvador

        Vice-Presidente da CNBB

  

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

24 maio, 2018

Lágrimas de crocodilo. Dom Orlando Brandes e Padre João Batista, renunciem já!

Por FratresInUnum.com, 24 de maio de 2018 – No último dia 20 de maio, conforme anunciado pela Senadora Gleisi Hoffman e denunciado pelo jornalista Bernardo Küster, aconteceu em Aparecida uma romaria em prol da libertação do ex-presidente Lula, recentemente condenado pela justiça.

Orlando Joao

Ironia das ironias: Dom Orlando Brandes e Padre João Batista lançaram, no início de 2018, o projeto “Eu sou o Brasil Ético”.

Anteriormente, o Santuário Nacional tinha emitido uma nota afirmando que “entende que o momento atual é propicio de reflexão e protagonismo do cidadão ao que tange às escolhas eleitorais, por isso, sob qualquer hipótese se posiciona ou se posicionará em favor de quaisquer líderes políticos, refutando toda e qualquer iniciativa que queira utilizar-se do Altar da Eucaristia para fins de promoção individual ou partidária”.

Segundo informações extra-oficiais, este posicionamento do Santuário estava em linha com as recomendações recentemente dadas pelo núncio apostólico durante a última assembleia geral da CNBB, de que a Igreja não se deve imiscuir em política, ainda menos em ano eleitoral.

Ora, contrariando as orientações do núncio e contradizendo as próprias declarações dadas anteriormente, o Pe. João Batista de Almeida, reitor do Santuário, acabou por, segundo suas próprias palavras, “utilizar-se do Altar da Eucaristia para fins de promoção individual ou partidária”, fazendo uma prece pela libertação de Lula. Como já havíamos dito, a esquerda dita católica não consegue conter sua psiconeurose socialista, após décadas de intoxicação via teologia da libertação.

A reação dos fieis pelas redes sociais foi imediata. Basta uma breve visita ao Facebook do Santuário Nacional para ver o número imenso de pessoas que execraram a apologia do ex-presidente condenado pela justiça, em plena missa de Pentecostes, diante da Imagem da Padroeira do Brasil.

A tática dos redentoristas, possivelmente alinhados com o seu arcebispo, Dom Orlando Brandes, estava sendo a de não pronunciar-se sobre o assunto, talvez na expectativa de que o mesmo “esfriasse”. Nada estranho para quem sempre se serviu das CEBs como instrumento de politização comuno-petista dos fieis católicos.

No entanto, ontem, a plataforma CitizenGo lançou uma petição pública ao núncio apostólico, com cópia ao arcebispo de Aparecida, pedindo-lhes que tomassem providências. A cada assinatura, um e-mail era imediatamente disparado para a nunciatura apostólica e para Dom Orlando Brandes. Não houve tempo para muitas assinaturas, mas o resultado foi quase imediato.

Ato seguido, o site do Santuário de Aparecida emitiu uma nota inexpressiva, em que os firmatários manifestaram, com linguagem ambígua, pesar pela “dor que causaram”, pedindo perdão a “todos que se sentiram ofendidos”. Em nenhum momento reconheceram que cometeram um erro, apenas lamentam que os outros se sentiram doídos e se ofenderam, transferindo, assim, a autoria do agravo às próprias vítimas do mesmo. É como se alguém lhe desse um tapa no rosto e lamentasse que você se sentiu estapeado.

É sabido que Dom Orlando Brandes, quando arcebispo de Londrina, foi a mente por trás do 14o Intereclesial de CEBs, ocorrido, porém, quando ele já estava transferido para Aparecida e tinha sido sucedido por Dom Gemerias Steinmetz. No fim das contas, este último foi quem sofreu as consequências. É de Dom Orlando Brandes o lema “Bíblia na mão e pé na missão”, slogan criado para insuflar as CEBs por todos os lugares em que passou.

Onde está o Núncio Apostólico nesta hora? Dom Giovanni D’Aniello, o Sr. alertou os bispos para que isto não acontecesse. E agora? Permitirá que este desacato permaneça impune? Precisaremos lembrar-lhe essas palavras de Francisco dirigidas justamente aos núncios apostólicos?

Recordai-vos que representais Pedro, rocha que sobrevive ao extravasar das ideologias, à redução da Palavra unicamente à conveniência, à submissão aos poderes deste mundo que passa. Por conseguinte, não abraceis linhas políticas ou batalhas ideológicas, porque a permanência da Igreja não se baseia no consenso dos salões ou das praças, mas sobre a fidelidade ao seu Senhor que, ao contrário das raposas e dos pássaros, não tem toca nem ninho para reclinar a sua cabeça” (Discurso aos núncios, 17/09/2016, n. 1).

Dom Orlando Brandes e Pe. João Batista de Almeida precisam ser afastados do seu cargo, precisam renunciar ao seu ofício, não são dignos pastores do rebanho de Deus, são lobos em pele de ovelha, querem usar o altar como palanque e Nossa Senhora Aparecida como instrumento de propaganda para um criminoso condenado, não é mais possível fingir-se de cego.

Não bastasse a dura realidade, há a piada pronta: em janeiro deste ano, Dom Orlando e Padre João Batista lançaram o projeto “Eu sou o Brasil ético”, em que pretendiam, em nome o Santuário Nacional, discutir “política em escola para formação de leigos e criar Pastoral Política, além de abrir salões das paróquias para candidatos; Santuário Nacional lança nova campanha por ética na política”. Para a dupla, melhor seria se lançassem a campanha “Eu sou o Brasil patético” (slogan a ser declamado na voz artificialmente impostada de Dom Orlando).

Que Nossa Senhora interceda pela nossa Igreja. Como Ela mesma nos advertiu em Fátima, “a Rússia espalhará os seus erros pela terra”, mas, “por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

25 abril, 2018

Dom Airton transferido de Campinas para Mariana.

“Promoção” estranhíssima…

Papa transfere arcebispo de Campinas (SP) para a arquidiocese de Mariana (MG)

Por CNBB – O Papa Francisco nomeou nesta quarta-feira (25), o novo bispo da arquidiocese de Mariana (MG). Aceitando a renúncia de dom Geraldo Lyrio Rocha, o Papa nomeou como novo arcebispo dom Airton José dos Santos, até então arcebispo de Campinas (SP). A decisão de Francisco foi comunicada pela Nunciatura Apostólica no Brasil.

Dom Airton é bispo desde dezembro de 2001, quando o então papa João Paulo II, o nomeou bispo auxiliar para a diocese de Santo André (SP). Em agosto de 2004, foi nomeado também por João Paulo II bispo da diocese de Mogi das Cruzes (SP), onde ficou até fevereiro de 2012, quando o então papa Bento XVI o nomeou arcebispo metropolitano de Campinas (SP).

Dom Airton José dos Santos

Nascido na cidade de Bom Repouso, no Sul de Minas Gerais, no dia 25 de junho de 1956, dom Airton foi ordenado sacerdote em dezembro de 1985, por dom Cláudio Hummes, então Bispo da diocese de Santo André.

Em sua trajetória atuou como diretor e formador na Casa de Formação dos Seminaristas da Filosofia do Seminário Diocesano de Santo André; coordenador diocesano da Pastoral Vocacional; coordenador diocesano da Pastoral Familiar; membro do Conselho de Presbíteros; e membro do Colégio de Consultores. Depois de 2 anos em Roma, onde obteve o Título de Mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, foi nomeado chanceler do bispado e ecônomo da diocese. Dom Airton também foi secretário do conselho episcopal do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) e atualmente é presidente do mesmo Regional. Foi também membro da Comissão Episcopal para os Tribunais Eclesiásticos de Segunda Instância.

Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), enviou saudação em nome da entidade ao novo arcebispo de Mariana (SP).

Confira, abaixo, a saudação na íntegra:

Saudação da CNBB a dom Airton José dos Santos

Brasília, 25 de abril de 2018

Prezado Irmão, dom Airton José dos Santos.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) envia saudação ao senhor pela sua nomeação, publicada nesta quarta-feira, 25 de abril, pelo Papa Francisco, como novo arcebispo de Mariana (MG).

A missão que o senhor já cumpriu como bispo auxiliar em Santo André (SP), como bispo de Mogi das Cruzes (SP) e como arcebispo metropolitano de Campinas (SP) o conduz a um sereno abraço ao pastoreio da arquidiocese de Mariana (SP).

Saudamos sua nomeação com as palavras do Santo Padre, Papa Francisco, pronunciadas em encontro com Irmãos bispos no mês de setembro de 2016, em Roma: “Não tenhais medo de propor a misericórdia como resumo daquilo que Deus oferece ao mundo, porque o coração do homem não pode aspirar a nada de maior. Se isto não fosse suficiente para ‘dobrar o que é rígido, aquecer o que é gélido, endireitar o que está desviado’, o que mais teria poder sobre o homem? Então, estaríamos desesperadamente condenados à impotência. Teriam, porventura, os nossos temores o poder de contrastar os muros e abrir passagens? Por acaso as nossas inseguranças e desconfianças são capazes de suscitar docilidade e consolação na solidão e no abandono? Como ensinou o meu venerado e sábio Predecessor, é ‘a misericórdia que põe um limite ao mal. É nela que se expressa a natureza muito peculiar de Deus, a sua santidade, o poder da verdade e do amor’. Ela é ‘o modo como Deus se opõe ao poder das trevas com o seu poder totalmente diverso e divino’, precisamente ‘o poder da misericórdia’ (Bento XVI, Homilia, 15 de abril de 2007)”.

Em Cristo,

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB