Archive for ‘CNBB’

8 fevereiro, 2018

Bispos ignoram danos do Lulopetismo e da Teologia da Libertação no corpo da Igreja do Brasil.

Por Hermes Rodrigues Nery

FratresInUnum.com – 8 de fevereiro de 2018: Depois do escandaloso 14° Encontro Intereclesial de CEBs, ocorrido em Londrina, PR, com atos e cenas bizarras que chocaram a tantos católicos em diversas partes do País, o Arcebispo de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, em pronunciamento gravado e divulgado nas redes sociais, adotou o tom “politicamente correto” para rechaçar as abundantes críticas (especialmente de leigos) ao evento escancaradamente ideologizado e partidarizado. As palavras de Dom Peruzzo, eivadas de retórica, não convenceram, ignorando o sentimento de milhares de católicos que já não sabem mais o que fazer para estancar o lulopetismo dentro das paróquias e movimentos, que através da nefasta teologia da libertação, vem ainda causando graves danos ao corpo da Igreja.

lula missaEm março de 2016, estive pessoalmente conversando com vários bispos (inclusive na Assembléia da CNBB), sobre o modo como setores progressistas instrumentalizam a Igreja para fins políticos contrários ao ensinamento da sã doutrina moral e social católica. Na ocasião, o Cardeal de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer foi enfático em dizer que a Igreja não toma posições partidárias (o mesmo tom adotado por Dom Peruzzo), também ignorando os efeitos danosos do lulopetismo nas paróquias e dioceses. Escrevi uma “Carta aos Bispos do Brasil”, fazendo um apelo “a cada membro do episcopado brasileiro, para que em cada Diocese haja uma posição clara e firme em relação aos graves danos que o Partido dos Trabalhadores (PT) causou à Igreja Católica e à nação brasileira nestas últimas décadas, especialmente nos últimos treze anos à frente do governo. Um partido que chegou aonde chegou com a conivência, a cumplicidade, a omissão (e até o favorecimento) de muitos bispos, seduzidos pela retórica do populismo e pela demagogia.” Dizendo ainda que “era preciso ter havido coragem para denunciar o PT como um partido revolucionário, de ideário socialista, aliado de governos comunistas e ditatoriais (especialmente Cuba), que emergiu com a bandeira da ética para chegar ao poder e depois dilapidar o estado brasileiro, aparelhando as instituições e implementando a agenda anti-vida e anti-família das fundações internacionais, a agenda abortista, etc. E tudo isso com a complacência do clero progressista da CNBB, e através de ONGs e pastorais atuando no seio da igreja, dos teólogos da libertação, e de toda sorte de infiltrados.”

Não somente a “Carta aos Bispos”, como o corpo-a-corpo feito com bispos durante a Assembléia da CNBB, daquele ano, foram totalmente ignorados, desprezados. Foi então que percebi que não adiantava denunciar o que ocorria de grave em tantas paróquias cúmplices da teologia da libertação e do lulopetismo. As denúncias eram feitas e ignoradas. Os apelos eram feitos e desprezados. Como, por exemplo, quando solicitamos providências a Dom Walmor de Oliveira em relação ao caso Van Balen, quando exigimos o cancelamento de palestra feita por abortista em uma faculdade católica, quando requeremos de Dom Manoel Carral Parrado providências para afastar o Padre Paulo Bezerra, etc.

Pareciam inúteis os esforços, os apelos, as denúncias, etc. O que recebíamos? Em vez de palavras de ânimo e apoio, na defesa da sã doutrina católica (o pastoreio firme na defesa da fé e da vida), eram o riso, o escárnio, o desprezo, pois que muitos bispos continuavam confortavelmente coniventes em ver espalhada a cizânia da teologia da libertação (sob diversas formas e aspectos), principalmente nos conselhos paroquiais e diocesanos.

Durante muito tempo questionamos os motivos pelos quais tantos padres e bispos se silenciavam diante do aparelhamento ideológico, deixando que paróquias e movimentos (Pastorais sociais, da juventude, etc.) fossem utilizados como espaços de propagação da teologia da libertação, que não havia sido minada, pelo contrário, era disseminada por outros meios (inculturação, ecumenismo, ecologismo e tudo mais), com padres e até bispos agindo como intelectuais orgânicos, gramscianos. E o que vimos, ao longo de décadas, foram paróquias e movimentos se descaracterizarem, perderem sua identidade católica, para servir a um projeto de poder que visa destruir a verdadeira fé. Com o relativismo, o discurso de muitos foi ficando cada vez mais ambíguo, justificando assim uma subversão inimaginável.

Mas, o mais grave nisso tudo, ainda não foi desvendado. Quem banca esse processo? O que pensar da Caritas, por exemplo, financiada pela Fundação Ford? Pois o lulopetismo  ainda se mantém, apesar de tudo o que a Operação Lava Jato expôs ao País, porque padres e bispos são beneficiados financeiramente. Uma Lava Jato em muitas paróquias e movimentos revelaria muita coisa. Certamente, muitos padres intelectuais orgânicos também terminariam seus dias na cadeia. O fato é: o que fazer diante de tudo isso? Como desaparelhar a Igreja, se bispos tomam à frente em defesa, muitas vezes, do indefensável. Enquanto tais setores da Igreja, no Brasil, estiverem reféns do lulopetismo e da teologia da libertação, o corpo da Igreja, no Brasil, estará padecendo tão grave enfermidade, a requerer remédios amargos, que os bispos procrastinam, para angústia dos católicos.

Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida

8 dezembro, 2017

Em São Miguel Paulista, é proibido proibir. Menos a Missa Tradicional.

Por Apostolado Dom Antonio de Castro Mayer

O mesmo Bispo que não tomou qualquer atitude contra padres de sua diocese que permitiram o acesso à Eucaristia (no modo self-service) à petista, comunista e, portanto, ateia, Marilena Chauí (veja aqui: https://fratresinunum.com/…/a-beata-chaui-da-diocese-de-sa…/) .

sao miguel paulistaO mesmo Bispo que não tomou qualquer atitude quando leigos foram lhe solicitar uma medida contra o padre de sua diocese que permitiu uma “drag queen” no altar em uma de suas igrejas (veja aqui: https://fratresinunum.com/…/catolicos-pedem-ao-bispo-dioce…/);

Agora parece se lembrar que tem autoridade e resolve proibir a missa de sempre da Igreja, nunca ab-rogada (como podemos comprovar na Bula Quo Primum Tempore, de São Pio V e no Motu Proprio Summorum Pontificum de Bento XVI) e que santificou tantos homens e mulheres ao longo da história. Justamente o Bispo resolve usar sua autoridade para algo que não tem autoridade, que é prejudicar a salvação das almas.

Senhor Bispo, Nosso Senhor Jesus Cristo o fez Bispo de sua Igreja para pastorear as almas no caminho do Céu e não para levá-las ao inferno, comportando-se como um novo Judas Iscariotes. O senhor será cobrado ao fim de sua vida por ter usado o seu episcopado para promover ideologias no lugar da salvação das almas e por proibir um culto tão agradável a Deus, Sacrifício de Nosso Senhor perpetuado no tempo.

Converta-se, Senhor Bispo, para que seu crânio não venha a pavimentar o assoalho do inferno!

20 setembro, 2017

Editorial: CNBB e a “Igreja de entradas”.

Por FratresInUnum.com – 20 de setembro de 2017

Em sua recente viagem à Colômbia, Papa Francisco dirigiu contundentes palavras à diretoria do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), nas quais reapresentou de modo forte o seu modelo de Igreja em saída.

“Muito se falou sobre a Igreja em estado permanente de missão. Sair, partir com Jesus é a condição desta realidade. (…) Trata-se de ir dia após dia trabalhar no campo, lá onde vive o Povo de Deus que vos foi confiado. Não é lícito deixar-nos paralisar pelo ar condicionado dos escritórios, pelas estatísticas e pelas estratégias abstratas. É necessário dirigir-se à pessoa na sua situação concreta; não podemos afastar o olhar dela. A missão realiza-se num corpo a corpo”.

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Enquanto isso, porém, a CNBB lançava a sua campanha para arrecadação de dinheiro em prol da reforma de sua sede, em Brasília. Papa Francisco prega uma Igreja em saída, mas a CNBB prefere as entradas das Igrejas: com a coleta nacional, todas as ofertas de todas as comunidades católicas realizadas nas celebrações do domingo, 10 de setembro passado, foram totalmente destinadas a esta finalidade.

De norte a sul, os bispos mais afoitos para conseguirem uma promoção a patentes maiores, mobilizam-se para mostrar serviço.

Já há algum tempo que alguns bispos tentam empurrar em todas as comunidades o livreto “Igreja em oração”, que as Edições CNBB lançaram em concorrência com a “Liturgia Diária”, da editora Paulus, e com o “Deus conosco”, da editora Santuário. Em termos de mercado, é impressionante como, a despeito de seu discurso socialista, a CNBB se engaja nas violentas leis da concorrência capitalista!

Por praticamente todas as dioceses do Brasil, aliás, as mitras diocesanas cada dia mais se assemelham ao departamento financeiro de verdadeiras empresas multinacionais. Só pensam em dinheiro, só falam em dinheiro, só punem por dinheiro! Não existe mais moral, nem doutrina. Existe apenas Mamon!

Uma fonte que trabalha numa determinada Cúria Diocesana referiu à nossa equipe que nunca se viu tanto controle financeiro e que o próprio clero se sente sufocado com o absurdo de tanta voracidade econômica. “As paróquias estão se tornando uma espécie de caça-níqueis”, disse-nos.

Ele mesmo nos contava de um bispo bastante panfletário, do interior do Estado do Rio de Janeiro, que cobra espórtulas de cada crismando e até das crianças para as quais administra a Primeira Comunhão. Boatos?! Tomara!

É espantoso que alguns prelados sejam tão ávidos por dinheiro com a desculpa de construirem catedrais horripilantes e, mais ainda, que tenham horror a qualquer coisa que lembre a tradição da Igreja, mas fiquem excitados com cultos ecumênicos e palestras em lojas maçônicas. Se bem que os maçons têm muito dinheiro…

Longe de nós imaginar que a nunciatura apostólica considere o montante das contas das dioceses como critério para promoções episcopais! Tampouco imaginamos nossos veneráveis bispos se exibindo mutuamente ao descortinarem os saldos de suas dioceses. Seria vergonhoso, seria digno de Judas, que se perdeu por causa de umas moedas de prata (no idioma de Francisco, chama-se o dinheiro de la plata). Mas os nossos sucessores dos apóstolos não são, em definitivo, sucessores de Judas. Seria absurdo!

Francisco, aliás, dizia ao CELAM: “a Igreja também não pode ser reduzida a uma organização dirigida, com modernos critérios empresariais, por uma casta clerical”.

Nossa referida fonte dizia que ouviu de um bispo que “a desgraça do Papa Francisco são os padres jovens, todos conservadores”.

Não! Definitivamente, não! A desgraça do Papa que queria “uma Igreja pobre e para os pobres” são os seus defensores mais apaixonados, que o desmentem com suas atitudes.

Alguém crê, seriamente, que nosso episcopado esteja preocupado com a conversão de alguém a Deus, com a evangelização corpo-a-corpo, com a acolhida de casais feridos, mesmo a destes recasados que tanto defendem? Na Alemanha, pelo menos (e desgraçadamente), os bispos querem angariar o dízimo dos adúlteros. No Brasil, como o mesmo não é diretamente tributado pelo governo do salário e repassado para a Conferência Episcopal, seria o sacrilégio o único interesse?

Papa Bergoglio auspicia uma Igreja em saída, mas os bispos não crêem nisso, eles creem numa Igreja de entradas.

Entendemos agora por que o projeto de Francisco já nasceu fracassado e permanecerá exatamente assim para sempre? Ninguém crê nele. Todos sabem que se trata apenas de um discurso, um grande teatro!

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4 agosto, 2017

Bishop of Caicó, Rio Grande do Norte, Brazil: homossexuality is a gift of God.

Bishop Antônio Carlos Cruz Santos, MSC, of Caicó, Rio Grande do Norte, Brazil, in the 2017 novena to Saint Anne.

1 agosto, 2017

Bispo de Caicó, RN: Homossexualismo é dom dado por Deus.

Da neutralidade complacente — “Quem sou eu para julgar?” — à apologia descarada: “O homossexualismo, se não é opção e nem doença, é dom dado por Deus”.

Dom Antônio Carlos Cruz Santos, MSC, bispo de Caicó, Rio Grande do Norte, pede que se vença o preconceito contra as pessoas de “orientação homoafetiva” (sic), tal como se superou o existente contra os negros na período da escravidão.

O discurso do senhor bispo, digno de um professorzinho universitário esquerdista de quinta categoria, foi proferido no último domingo, 30, por ocasião do encerramento da festa de Santana.

Nesta era de Francisco, em que o gayzismo “nunca esteve pior” até mesmo no Vaticanosão atualíssimas as palavras do padre Dariusz Oko, docente de Teologia na Pontifícia Academia de Cracóvia, Universidade João Paulo II: “Cava-se na Igreja uma ‘homo-heresia’ apoiada numa ‘homo-mafia’, isto é, a presença em todos os níveis da hierarquia eclesiástica”.

* * *

Não deixe de manifestar sua perplexidade:

NUNCIATURA APOSTÓLICA

Excelência Reverendíssima Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico
Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
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E-mail: nunapost@solar.com.br

6 junho, 2017

Os 50 anos da Renovação Carismática Católica e o Documento 53 da CNBB.

Por Edson Luiz Sampel | FratresInUnum.com

Em 1994, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou uma normativa intitulada “Orientações Pastorais sobre a Renovação Carismática Católica” (Documento 53). Trata-se de diretrizes canônicas, visando à readequação do movimento Renovação Carismática Católica (RCC) aos parâmetros litúrgicos e doutrinais do catolicismo.

No referido Documento 53 se consideram diversos pontos ambíguos do “pentecostalismo católico”.  Passados 23 anos, o Documento 53 ainda está em pleno vigor.  É certo que o surto carismático arrefeceu sobremaneira. Contudo, pergunta-se: nessas duas décadas, mudou a práxis litúrgica ou paralitúrgica dos membros do aludido movimento, em obediência aos ditames estipulados pelos bispos?

Quem sintoniza à noite certas emissoras de televisão, uma delas notório carro-chefe da RCC, assiste à “oração em línguas”. Preceitua, contudo, o Documento 53: “Como é difícil discernir, na prática, entre inspiração do Espírito Santo e os apelos do animador do grupo reunido, não se incentive a chamada oração em línguas (…)” (62).

Um respeitável e conhecido sacerdote, prócer do movimento RCC, continua a utilizar o termo “batismo no Espírito”, sendo que o Documento 53 preconiza  que “será melhor evitar o uso da expressão ‘batismo no Espírito’, ambígua, por sugerir uma espécie de sacramento” (54).

Vários outros itens problemáticos elencados no Documento 53 foram ou não resolvidos pela RCC nesses dois decênios de vigência da normativa?  Por exemplo: o uso indevido de vocábulos como “pastor”, “pastoreio”, “ministério”, “evangelizador” (29); a ênfase nos “exorcismos” (que necessitam de prévia anuência da autoridade eclesiástica e só podem ser administrados por padres, proibição reforçada pelo recente subsídio 9 da CNBB, publicado este ano sobre exorcismos) (67); o subjetivismo e sentimentalismo dos grupos de oração (46); o profetismo (63); o carisma ou o  pseudocarisma de cura (58) etc.

Ao emanar as regras do Documento 53, a conferência episcopal quis corrigir os desvios da RCC, prejudiciais tanto ao movimento quanto à Igreja (69). Nesse quinquagésimo aniversário da RCC, não se há de negar os benefícios que ela  proporcionou a muitos católicos, trazendo-os de volta ao grêmio da Igreja, inculcando-lhes os ensinamentos fundamentais da religião cristã. Sem embargo, as recomendações e determinações do Documento 53 tocam em pontos relevantes da fé, que não devem ser descurados por nenhuma associação ou movimento eclesial. Consoante reza o cânon 529, §2.º, do CIC, incumbe principalmente aos párocos a obrigação de zelar e velar para que as prescrições do Documento 53 sejam rigorosamente observadas.

Edson Luiz Sampel

Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano (PUL). Membro do Sociedade Brasileira de Canonistas (SBC) e do conselho diretor da Academia Marial de Aparecida (AMA)

9 maio, 2017

Dom Odilo: “A CNBB não é sindicato ou partido que se manifesta a favor ou contra o governo”.

Em dissonância com cúpula da CNBB, arcebispo de SP defende reformas.

Folha de São Paulo, 8 de maio de 2017: Em dissonância com a cúpula da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, adotou um tom mais brando sobre as principais reformas defendidas pelo governo Michel Temer.

“Penso que de toda maneira há necessidade de reformas tanto na lei trabalhista como na lei da Previdência”, disse nesta segunda-feira (10), na sede da Cúria Metropolitana. “Sim, acho que é necessário fazê-las e fazê-las bem.”

Em março, o conselho permanente da maior entidade católica do país divulgou uma nota para manifestar “apreensão” com as mudanças na Previdência propostas por Temer. O prelúdio cita uma passagem do livro de Amós (Antigo Testamento): “Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam no chão”.

“Os direitos sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio”, diz o texto, assinado por presidente, vice e secretário-geral da CNBB, respectivamente dom Sergio da Rocha, dom Murilo Krieger e dom Leonardo Steiner.

Para o 1º de Maio, uma nova mensagem, desta vez sobre “o risco de perda de direitos trabalhistas e de precarização das relações de trabalho”, como disse dom Sergio à Folha.

Na semana passada, em entrevista à Rede TV!, Temer afirmou que a oposição às reformas vinha de “uma parte da CNBB e nada mais do que isso”. “E o que está acontecendo com uma parte da CNBB, não é que eles estejam contra, é que eles fazem uma coisa que a Igreja sempre fez, que é proteger os pobres”, acrescentou.

Segundo dom Odilo, os comunicados do alto escalão da entidade não falam por todos os bispos. “Aquelas manifestações não tiveram apoio explícito da CNBB.”

“É claro que há bispos mais afinados com certas tendências”, disse o arcebispo paulista. Por se tratar “de um assunto complicado que mexe com os brasileiros”, críticas de parte do bispado “são muito normais”. Só não devem ser confundidas com uma posição oficial contra a gestão Temer, até porque “a CNBB não é sindicato ou partido que se manifesta a favor ou contra o governo”.

Dom Odilo destaca que os textos que hoje tramitam pelo Congresso já sofreram muitos ajustes, ou seja, dá para discutir como melhorar as reformas. “Estamos num momento de diálogo.”

“Por outro lado, é difícil que todos se sintam satisfeitos. Também há situações de difícil ajuste. Em alguns casos, trata-se de perder posições alcançadas, diríamos privilégios”,
afirmou.

REFORMA POLÍTICA

O líder católico também defendeu outra reforma, esta mais distante do horizonte do atual governo: a política.

Ele repercutiu a nota “Grave Momento Nacional”, na qual a CNBB abordou a “crise ética” num país refém do “fisiologismo político que leva a barganhas sem escrúpulos”, pediu uma “profunda reforma do sistema político” e se mostrou apreensiva com “a ascensão de salvadores da pátria”, caso o desinteresse do povo por seus governantes avance.

“Não se poderia pensar numa democracia sem haver ampla liberdade de organização política”, afirma dom Odilo. Mas a “infinidade de partidos” é “excessiva” e deve ser combatida por uma “boa reforma política”, diz.

Mesmo as siglas maiores não devem ganhar cheque em branco da sociedade, segundo o católico. “Evidentemente que com isso não se está dizendo que partidos podem ser corruptos, fazer maracutaia.”

Fora de moda com o eleitorado, os políticos tradicionais ainda importam, diz dom Odilo. “Com quem nós devemos contar se não com eles? Não são todos que estão corrompidos. Devemos considerar que há políticos honestos também.”

Já candidatos “antipolíticos que se apresentam como messiânicos” provocam receio. “A história mostrou que alternativas personalistas não são boas para a sociedade.”

Questionado sobre o prefeito João Doria, um dos que veste esse manto do “antipolítico”, dom Odilo afirma que às vezes “discurso e realidade podem não sintonizar”. “Quem governa faz política.”

 

27 abril, 2017

#EndireitaCNBB! Greve geral? Só em Aparecida.

Começou a 55ª Assembléia-geral dos bispos da CNBB. O clima panfletário e viúvo-petista está em alta. Aborto, células-tronco, ideologia de gênero, casamento gay, nada disso, durante os governos petistas, mereceu tamanha mobilização de bispos que agora, individualmente, urgem com os fiéis para aderirem à tal “greve geral” de amanhã. Até batina colocam nessa hora!

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O secretário-geral, Dom Leonardo Ulrich Steiner, garantiu, anteontem, o apoio da Conferência Episcopal à greve geral convocada pela CUT e sindicatos. Durante o governo Dilma, a CNBB ficou comportada, calada, tranquila. Agora, não consegue mais esconder a amargura do próprio petismo e sai do armário. Em tempos de Lava Jato, a cúpula da Conferência dos Bispos do Brasil parece, mais uma vez, fazer sua opção preferencial pelos PT. E os bons bispos, aceitarão tudo isso passivamente?

Em plena comunhão com nossos bispos, conclamamos nossos leitores a mandarem o seu recado, como pede a imagem acima.

O esquerdismo da Igreja no Brasil tem que acabar!

Defendemos a greve geral somente em Aparecida, para funcionários do Santuário Nacional e da organização da Assembléia Geral dos Bispos, bem como empregados (seguranças, cozinheiras, faxineiras, etc) dos hóteis em que os bispos estão hospedados, das TVs católicas que fazem cobertura do evento, etc.

Manifeste-se pelas redes sociais. Use a hashtag #55AGCNBB e diga:

#EndireitaCNBB

#CNBdoB

#NãoÀGreve

#ForaCUT

#ForaPT

#LulaNaCadeia

#ForaTL

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11 abril, 2017

Nota de condenação ao aborto da CNBB.

Nesta tarde, a CNBB lançou uma nota de condenação ao aborto. Rezemos para que esse crime e pecado gravíssimo seja erradicado de nossa terra.

Por CNBB

  CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

Presidência

NOTA DA CNBB

PELA VIDA, CONTRA O ABORTO

“Não matarás, mediante o aborto, o fruto do seu seio”

(Didaquê, século I)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através da sua Presidência, reitera sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural . Condena, assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil.

O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana. O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu. Na realidade, desde quando o óvulo é fecundado, encontra-se inaugurada uma nova vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano. Contém em si a singularidade e o dinamismo da pessoa humana: um ser que recebe a tarefa de vir-a-ser. Ele não viria jamais a tornar-se humano, se não o fosse desde início . Esta verdade é de caráter antropológico, ético e científico. Não se restringe à argumentação de cunho teológico ou religioso.

A defesa incondicional da vida, fundamentada na razão e na natureza da pessoa humana, encontra o seu sentido mais profundo e a sua comprovação à luz da fé. A tradição judaico-cristã defende incondicionalmente a vida humana. A sapiência  e o arcabouço moral  do Povo Eleito, com relação à vida, encontram sua plenitude em Jesus Cristo . As primeiras comunidades cristãs e a Tradição da Igreja consolidaram esses valores . O Concílio Vaticano II assim sintetiza a postura cristã, transmitida pela Igreja, ao longo dos séculos, e proclamada ao nosso tempo: “A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis” .

O respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto. O aborto jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do nascituro. A ninguém pode ser dado o direito de eliminar outra pessoa. A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade. O Papa Francisco afirma que “as mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta. ‘Indivíduo’ quer dizer ‘que não se pode dividir’. As mães, em vez disso, se ‘dividem’ a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer” .

Neste tempo de grave crise política e econômica, a CNBB tem se empenhado na defesa dos mais vulneráveis da sociedade, particularmente dos empobrecidos. A vida do nascituro está entre as mais indefesas e necessitadas de proteção. Com o mesmo ímpeto e compromisso ético-cristão, repudiamos atitudes antidemocráticas que, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal-STF uma função que não lhe cabe, que é legislar.

O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo. O Projeto de Lei 478/2007 – “Estatuto do Nascituro”, em tramitação no Congresso Nacional, que garante o direito à vida desde a concepção, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado.

Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; “causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto” . São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto.

É um grave equívoco pretender resolver problemas, como o das precárias condições sanitárias, através da descriminalização do aborto. Urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil. Espera-se do Estado maior investimento e atuação eficaz no cuidado das gestantes e das crianças. É preciso assegurar às mulheres pobres o direito de ter seus filhos. Ao invés de aborto seguro, o Sistema Público de Saúde deve garantir o direito ao parto seguro e à saúde das mães e de seus filhos.

Conclamamos nossas comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana.

Neste Ano Mariano Nacional, confiamos a Maria, Mãe de Jesus, o povo brasileiro, pedindo as bênçãos de Deus para as nossas famílias, especialmente para as mães e os nascituros.

Brasília-DF, 11 de abril de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha

 Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

             Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ

 Arcebispo de São Salvador

Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo U. Steiner, OFM

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

15 março, 2017

Cardeal Orani Tempesta responde à proposta de Dom Demétrio Valentini.

Tem voltado à tona alguns debates sobre a questão do sacerdócio ministerial. Falou-se sobre a possibilidade de haver a consagração do pão e do vinho por parte de leigos, especialmente onde faltam sacerdotes válida e licitamente ordenados. Aqui não estaria se tratando dos assim chamados “viri probati”, ou seja, da ordenação de homens casados, mas sim de cristãos leigos sem ordenação sacerdotal. Na última Assembleia da CNBB emitimos um documento muito importante sobre os cristãos leigos e sua missão na Igreja. A presença do laicato na Igreja e, como Igreja, no mundo tem uma grande área de atuação, mas o sacerdócio comum dos fiéis não se confunde com o sacerdócio ministerial.
Mas, quais são os documentos da Tradição da Igreja nessa área? Essa ideia que parece, à primeira vista, simpática e solucionadora do problema da falta de vocações sacerdotais não é nova nem tão simples. As fontes utilizadas foram, de um modo especial a Carta Sacerdotium Ministeriale (citada aqui como SM), da Congregação para a Doutrina da Fé, de 6 de agosto de 1983, e o Curso de Eclesiologia, de D. Estêvão Bettencourt, OSB. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 1996, p. 181-197.

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