Archive for ‘IBP’

12 agosto, 2018

Foto da semana.

IBP padres

Neste momento de dor – em que a Montfort-Zucchi e padres do IBP-Zucchi se viram obrigados a romper com a viúva Ivone Fedeli por ela ter alegadamente traído os ideais tradicionalistas de seu marido –, esta foto adquire significado especial. Trata-se dos excelentes sacerdotes Pe. Renato Coelho e Tomás Parra, que são atualmente os padres do IBP em São Paulo, rezando no cemitério da Quarta Parada, em São Paulo (agradecimento ao padre Tomás Parra pela correção). Rezemos pelos pais falecidos. Fidelium aninum per misericordiam Dei resquiescant in pace.

13 agosto, 2017

Foto da semana.

IBP Aparecida

Aparecida, 29 de julho de 2017: Dom Fernando Guimarães, Arcebispo do Ordinariato Militar do Brasil, celebra Missa Pontifical na Basílica Velha, por ocasião da peregrinação do Instituto do Bom Pastor a Aparecida.

No dia seguinte, domingo, o arcebispo concelebrou, no rito de Paulo VI, na Basílica Nova, com Dom Fernando Rifan, bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney. Para surpresa de muitos, em Missa imediatamente anterior, na mesmíssima Basílica do Santuário Nacional, o atual arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, fez comentários acerca do que chamou de “tradicionalismo”, palavras que foram interpretadas como uma indireta indelicada aos bispos e aos fiéis ligados à Missa Tradicional que naquele final de semana acorriam ao santuário.

Créditos da imagem: Almeida Rocha /@salvemariasm

11 março, 2016

A briga continua.

IBP Brasil e Montfort atacam Plínio Corrêa de Oliveira e a TFP.

Por Manoel Gonzaga Castro* | FratresInUnum.com

Em novembro de 2015, antes de iniciar nosso merecido e longo recesso, publicamos um artigo essencialmente informativo (e não opinativo) sobre o ressurgimento da TFP no Brasil. Porém, alguns leitores – especialmente o que seguem em maior ou menor grau as teses do Professor Orlando Fedeli – interpretaram-no como uma defesa dessa associação.

Diante desse entendimento equivocado, gostaríamos de declarar nossa isenção nesse debate, observando apenas que, em nossa modesta opinião, a disputa entre a TFP e a Montfort sobre Plínio Corrêa de Oliveira tem carecido de qualidade, havendo mais baixaria que argumentação séria. Infelizmente, o “comadrismo de peitoril” tem dominado a cena.

Ao falar do ressurgimento da TFP, quisemos apenas constatar um fato objetivo. Realmente, eles têm recobrado força e influência, inclusive porque têm, como mencionado no artigo, recebido o apoio de importantes lideranças eclesiásticas, como do Cardeal Raymond Burke e de Dom Athanasius Schneider, apoios explícitos de que a Montfort, sua principal adversária, ainda (ou pelo menos ainda) carece.

Até o momento, o maior apoio que a Montfort alega ter recebido foi um encorajamento oral por parte de Mons. Guido Pozzo, o que, aliás, causou estranhamento entre observadores atentos, dada as posições diametralmente opostas entre o fundador da Montfort – o Professor Orlando Fedeli – e esse prelado a respeito do Concílio Vaticano II (ver Conferência de Mons. Pozzo, dada no IBP, sobre a continuidade do Vaticano II).

A reação do IBP Brasil

Esclarecidos esses pontos, cumpre informar que o IBP Brasil, composto por padres do IBP incialmente formados na Montfort (Daniel Pinheiro, Renato Coelho e Luiz Fernando Pasquotto), também reagiu contra a TFP.

Não se sabe exatamente a causa dessa reação súbita, haja vista que esses sacerdotes vinham convivendo em harmonia com os membros do que consideram “seita” em suas missas, administrando-lhes inclusive a Sagrada Comunhão.

Há quem atribua essa repentina reação ao fato de essa convivência harmônica ter sido tornada pública justamente pelo artigo “E a TFP ressurge no Brasil”, o que fez com que os padres do IBP, egressos da Montfort, fossem pressionados por suas bases montfortianas a tomar uma posição. Se nada falassem, seriam considerados traidores do Professor Fedeli.

Padre Renato Coelho

A principal reação, então, veio do Padre Renato Coelho. Em sermão, que foi publicado no site do IBP SP em 22 de novembro de 2015, ele atacou explicitamente a figura de Plínio Corrêa de Oliveira, contrariando, dessa forma, a opinião do bispo que o ordenou sacerdote, Dom Athanasius Schneider (recorde-se aqui outro grande elogio desse bispo a PCO por ocasião do 20º aniversário da morte de Plínio).

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Dom Athanasius Schneider e Pe. Renato Coelho durante a ordenação deste em dezembro de 2013, na França.

Pe. Renato remeteu-se diretamente a Dom Athanasius Schneider, o que pode ter causado problemas políticos ao instituto, haja vista que esse bispo conferiu e ainda há de conferir provavelmente muitas ordenações ao instituto. Ainda em 2015, ele fez sacerdotes mais dois seminaristas do IBP provenientes da Montfort, a saber, Tomás Parra e Pedro Gubitoso, além de ordenar diácono o filho do próprio Alberto Zucchi, José Luiz.

Assim, esse sermão foi retirado do site do IBP-SP (e é razoável supor que o foi por ordens superiores), o que causou constrangimento para Zucchi, o qual procurou ocultar de seus seguidores a subtração do ataque à TFP do site do IBP-SP.

Pe. Matthieu Raffray, superior do IBP na América Latina, que tem amigos na TFP, não quer que os sacerdotes do Bom Pastor assumam as brigas que são contendas históricas e próprias da Montfort.

Fontes atestam que, para Pe. Raffray, os sacerdotes do IBP no Brasil têm de atuar com independência, afastando-se o máximo possível das influências do grupo Montfort, especialmente de seu atual líder, o leigo Alberto Zucchi.

Há, no entanto, o reconhecimento de que isso é relativamente difícil, dada a grande dependência dos padres de São Paulo em relação ao grupo Montfort.

Os superiores do IBP esperam que mesmo essa dependência seja logo superada por meio da conquista de fiéis não montfortianos, tarefa na qual eles, entretanto, não têm sido bem sucedidos, haja vista a boa oferta de missa tradicional na capital paulista, em ambientes considerados neutros. Com efeito, as missas do IBP em São Paulo têm estado vazias, o que acaba por manter o status quo.

Quanto ao sermão do Pe. Renato retirado do site do IBP, felizmente, Fratres in Unum tem esse sermão salvo.

Segue um excerto, em que Pe. Renato cita o sermão-elogio de Dom Athanasius a Plínio e fala em tom que foi percebido como irônico, acusando-o de proferir uma “temeridade”, tendo em conta a comparação que o bispo fez entre Plínio e Santa Teresinha:

Hoje, em 2015, em pleno século XXI, constatamos um dentre outros diversos enganos em matéria de profecia, daquele que é considerado por alguns como sendo um profeta, Dr. Plínio Corrêa de Oliveira, o qual, em 1951, dizia que “o século XX será, não só o século da grande luta, mas sobretudo o século do imenso triunfo” (Plínio Corrêa de Oliveira, “O século da guerra, da morte e do pecado”, Revista Catolicismo, n. 2, fevereiro de 1951). Triunfo? E ainda por cima “imenso”? Vê-se que tal profecia não se realizou, a não ser que distorçamos o que ele disse ou a realidade na qual vivemos, como fazem os seguidores do protestantismo adventista com os dizeres de Ellen White.

Roberto de Mattei, que considera Dr. Plínio como sendo profeta, também diz que “o critério mais seguro para verificar se alguém é profeta é a realização da sua profecia” (Roberto de Mattei, O cruzado do século XX: Plínio Corrêa de Oliveira), que ele aplique agora esse mesmo princípio para saber se Dr. Plínio é ou não um falso profeta. Em uma certa reunião semanal, Dr. Plínio teria dito que “aquele que luta, sente o absoluto de Deus tocar na sua própria alma” (http://www.pliniocorreadeoliveira.info/BIO_20151003_homilia_d_athanasius_schneider.htm), mas não faz parte do sensus fidei o buscar sentir o absoluto de Deus tocar a própria alma, basta para um católico o querer ter a consciência reta e limpa, buscando sempre e em tudo fazer a vontade de Deus, mesmo na noite escura pela qual sua alma possa estar passando, sem sentir nenhuma consolação espiritual.

Ainda em uma outra reunião, o mesmo teria dito: “eu faço isso com o ímpeto de alma com que um cruzado avançaria na batalha” (ibidem). É mesmo? Querer fazer assim é uma coisa louvável, mas dizer que faz, que consegue, isso está longe da humildade católica.

Daí, portanto, ser uma temeridade dizer que a “Providência Divina fez que este dia [no caso, o dia 3 de outubro] fosse o dia do nascimento para a vida eterna de prof. Plínio Corrêa de Oliveira” (ibidem). Sabemos nós se ele está no Céu? Tomara que sim, mas enquanto a Igreja não o canonizar, devemos rezar em sufrágio pela sua alma e não pedindo sua intercessão, como seria no caso de Santa Terezinha.

Por fim, Pe Renato relembrou os escritos de seu pai espiritual, a saber, o Professor Fedeli, bem como citou a CNBB:

Temamos os falsos profetas e busquemos a verdade acima de tudo e de todos. Fujamos daquilo que cheira estranho, como dizer que “eu já não vivo, é o Sr. Dr. Plínio que vive em mim” (https://youtu.be/0fk-yJIiXtM?t=184), prática citada tanto por Mons. João Clá de modo positivo, como negativamente por Dom Estevão Bettencourt (Pergunte e Responderemos, n. 398, julho 1995, p. 32) e por prof. Orlando Fedeli (No país das maravilhas: a gnose burlesca da TFP e dos Arautos do Evangelho, p. 584). Nesse sentido, convém escutar a CNBB, a qual, em 1985, já dizia: “Os Bispos do Brasil exortam os católicos a não se inscreverem na TFP [atualmente IPCO] e não colaborarem com ela” (Pergunte e Responderemos, n. 398, julho 1995, p. 37). Não fiquemos presos a um homem qualquer, apenas Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, tem o direito absoluto sobre a nossa pessoa.

Outra reação importante veio por parte do Pe. Daniel Pinheiro, que atua em Brasília, em capela própria, a Nossa Senhora das Dores, que foi construída para ele por seus pais.

Padre Daniel Pinheiro

Pe. Daniel também fez uso de seus sermões para atacar a TFP e Plínio. Diferentemente do Pe. Renato, ele fez seus comentários de forma livre, de modo que o texto publicado de seus sermões não continha os ataques. Adicionalmente, ele proibiu os fiéis de conversarem a respeito nas cercanias da capela, o que causou indignação aos diversos membros da TFP que frequentam a Nossa Senhora das Dores, há mais de ano já.

A proibição de discutir, apesar dos ataques desde o púlpito, foi encarada por frequentadores como uma atitude de certa covardia. Alguns membros da TFP deixaram de frequentar a capela, ao menos por um tempo.

* * *

Apesar dessas reações verbais, até o momento, os padres do IBP seguem administrando a Sagrada Eucaristia aos considerados cultuadores de Plínio Corrêa de Oliveira, ato que deveria ser a seus olhos, a julgar pela mera lógica, bem mais grave que o cometido por ex- membro da Montfort que simplesmente assistiu a uma palestra do Prof. Roberto de Mattei.

Além dos sacerdotes do IBP, cumpre informar, que também o Pe. Edivaldo Oliveira, em Fortaleza, ministrou a Sagrada Comunhão notórios membros da TFP.

Padre Mathieu Raffray no Brasil

Em dezembro e janeiro passados, Pe. Matthieu Raffray, superior do IBP para a América Latina, esteve no Brasil. Nessa ocasião, ele pôde participar do Jantar Montfort de Natal.

jantar

Jantar de Natal de 2015 da Associação Montfort.

Ainda durante sua passagem pelo Brasil, PeRaffray solicitou diálogo com a editoria deste blog. Ele acredita que Fratres in Unum, por relatar fatos que acabam por levar à revelação dos profundos vínculos entre a Montfort e o IBP no Brasil, esteja prejudicando o instituto no país.

Infelizmente, por incompatibilidade de agendas, o encontro não pôde se concretizar, mas reafirmamos que o objetivo primordial deste espaço, especialmente desta coluna, é o de informar os católicos sobre a situação da Tradição (não só do IBP, como demonstram nossas colunas passadas) no Brasil, procurando nos ater aos fatos.

Nesse sentido, estamos abertos a todo tipo de retificação ou de esclarecimento que o instituto ou a referida associação venham nos fazer. Nosso compromisso é com a verdade dos fatos. Temos como valor a recusa a qualquer tipo de concessão ou manipulação, ao mesmo tempo em que desejamos o sucesso dos empreendimentos de ambas as instituições.

A reação da Montfort de Alberto Zucchi

Alberto Zucchi, por sua vez, também não deixou de reagir – a seu modo. Porém, ele preferiu não escrever mais nada, dado o insucesso de suas tentativas anteriores, quando não fez mais que chamar os tfpistas de zumbis. Vivendo à sombra do Professor Fedeli, ele apenas republicou um áudio deste sobre o assunto, veiculado pela Rádio Italiana, cinco anos atrás. De novo, foi feito apenas o seguinte comentário, considerado bastante ofensivo e nada argumentativo:

Publicamos hoje, no dia 27 de novembro, em honra a Nossa Senhora das Graças, pedindo que ela proteja aos católicos das garras do demônio, lançadas através destas seitas delirantes, que hoje são tristemente defendidas como expoentes da tradição católica no Brasil.

Alguns membros da TFP se perguntaram se, com esse comentário, a Montfort acredita que seja ela mesma então a expoente da tradição católica no Brasil, mesmo com seu contínuo silêncio pós-Fedeli em relação a temas espinhosos para não desagradar as autoridades eclesiásticas. Eles observam que a Montfort da tradição sequer comentou uma linha sobre a propaganda ecumênica de Francisco, ao passo que se apressou para louvar, numa interpretação dos fatos bastante peculiar, à conclamação de Francisco e Kyrill à resistência contra o mundo moderno.

Além desses silêncios considerados constrangedores para aqueles que se alegam defensores da Tradição, Zucchi também preferiu silenciar no site Montfort sobre a missa dos 20 anos de morte de Plínio Corrêa de Oliveira, ocorrida no Mosteiro de São Bento.

O principal motivo disso foi não estragar a relação com Dom Athanasius Schneider, que poderia, dentre outros, ser o ordenante de seu filho, José Luiz, que deve se tornar sacerdote em meados de 2016. 

Não deixa de ser paradoxal o fato de o primeiro contato de Zucchi com Dom Athanasius ter sido intermediado por um antigo conhecido seu e membro da… TFP.

Apesar de não escrever, nem poder atuar em público contra o apoio de Dom Schneider ao IPCO, Zucchi não deixou de atuar nos bastidores.

Ocorrida a missa no Mosteiro de São Bento, ele embalou com uma comitiva rumo a Presidente Prudente, cerca de sete horas de viagem da capital paulista, para pressionar o membros do Instituto Cristandade a publicar uma nota de repúdio à TFP.

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Membros do Instituto Cristandade com Dom Athanasius Schneider.

Segundo apurado por nossa redação, foram mais de oito horas de gritaria, com Zucchi querendo obter de todo jeito do grupo essa nota pública de repúdio, haja vista a assistência de alguns de seus membros à Missa de 20 anos de Plínio Correa de Oliveira. A justificativa de Zucchi era a de que, ao irem à Missa do evento, eles estariam apoiando uma organização que era o braço da maçonaria para destruir a autêntica resistência católica no país. Sem sucesso no convencimento, Zucchi se exasperou.

Segundo relatos, Alex Chirata e Hector Oliveira acompanharam-no na veemência. Chirata, figura pouco conhecida, tornou-se um dos principais auxiliares de Zucchi, após a morte de Fedeli. Hector, por sua vez, ex-carismático, notabilizou-se por tentar uma campanha no facebook em que as fotos de perfil dos usuários seriam trocadas por uma figura de Plinio Correa com um sinal de proibido acompanhada dos dizeres: “Acautelai-vos dos falsos profetas”.

campanha

Essa campanha também não teve muito sucesso.

Embora não convencidos pela argumentação de Zucchi e seus acompanhantes, os membros do Instituto Cristandade temeram mais pela privação do acesso aos padres do IBP. Desde o início da briga, eles não têm mais recebido visitas desses sacerdotes, nem mesmo do Padre Edivaldo Oliveira, também visitador habitual de Presidente Prudente até pouco tempo, tendo ele inclusive fundado um coral no local.

Dessa forma, o grupo Cristandade ficou sem missa tridentina, mesmo que esporádica. Parece que, em certa medida, o atendimento dos padres do IBP e do Pe. Edivaldo está condicionado ao apoio à Montfort.

O significado desses fatos

A disputa, portanto, segue. De um lado, a Montfort acusa a TFP de ser uma seita; de outro, a TFP os ignora, dizendo que já os respondeu, ao mesmo tempo em que observa o declínio doutrinário e a retração da Montfort em relação ao Vaticano II e à reforma litúrgica. No campo dos fatos, apesar da gritaria da Montfort, a TFP segue recobrando força.

Esses acontecimentos, porém, mostram também a crescente busca de autonomia do IBP em relação à Montfort. O IBP não tem encampado lutas que são historicamente empreendidas por esse grupo no Brasil e agora sequer pode atacar a TFP, como demonstra a retirada desse sermão do site do instituto em São Paulo.

Outrossim, o silêncio da Montfort sobre a Missa celebrada por Dom Schneider demonstra que nem mesmo ela está hoje à vontade para tais ataques de maneira pública e oficial. Nesse quadro, a briga tende a mergulhar apenas em calúnias e detrações de bastidores.

Cabe a nós acompanhar o desenrolar dessas pendengas, mantendo-nos fiéis aos fatos e rezando para que tudo termine da melhor forma possível, isto é, da forma que Nosso Senhor Jesus Cristo seja mais respeitado e mais amado, com a difusão da Santa Missa Tridentina, com o fim dos partidarismos e divisões que grassam no meio tradicional brasileiro.

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

24 julho, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Nova capela do IBP em Brasília.

Escreve o leitor Cleber Lourenço:

13 de julho de 2014: Dom José Aparecido, bispo auxiliar de Brasília, abençoa a nova capela do IBP na capital federal.

13 de julho de 2014: Dom José Aparecido, bispo auxiliar de Brasília, abençoa a nova capela do IBP na capital federal.

Salve Maria!

Em Brasília, Capital Federal, com a graça de Deus e o resultado do frutuoso apostolado do Pe. Daniel Pinheiro, IBP, e claro, o apoio de Arcebispo D. Sérgio da Rocha, agora também contamos com uma igreja construída segundo a arquitetura tradicional, Barroca, a Capela de Nossa Senhora das Dores, que conta inclusive com bênção do bispo auxiliar de Brasília.

Segue link com imagens da capela que ainda está em obras.

Está disponível no site também a homilia do Pe. Daniel sobre a arquitetura Sacra Católica Tradicional.

Salve Maria!

Cleber

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6 julho, 2012

Um novo Superior Geral para o Instituto do Bom Pastor. Mas…

Comunicado divulgado hoje pelo Capítulo Geral do Instituto do Bom Pastor:

Padre Roch Perrel.

Padre Roch Perrel.

O Instituto do Bom Pastor, em seu capítulo geral, o segundo depois da fundação, refletiu sobre esses seis anos decorridos e confirmou seus recentes estatutos na fidelidade aos compromissos assumidos em 2006. Sendo uma jovem fundação, o Instituto do Bom Pastor se consolida guiado pelos estatutos aprovados pela Santa Sé, em torno dos quais numerosos padres e seminaristas se uniram no serviço da Igreja. Foram eleitos: o Padre Roch Perrel, Superior Geral; Primeiro Assistente, Padre Paul Aulagnier; Segundo Assistente, Padre Leszek Krolikowski; Padre Stefano Carusi, Terceiro Conselheiro; Padre Louis-Numa Julien, Quarto Conselheiro. Invocando a proteção da Santíssima Virgem Maria e seu Divino Filho Jesus, Bom Pastor.

Padre Leszek Krolikowski
Secretário do Capítulo Geral, Courtalain, 6 de julho de 2012.

Padre Roch Perrel, atual reitor do Seminário São Vicente e antigo Superior do Brasil, é o novo Superior Geral do Instituto do Bom Pastor. Félicitations, Monsieur l’Abbé!

Todavia, este comunicado não está divulgado em nenhum veículo oficial do Instituto. E o site oficial adverte a respeito: “Toda comunicação oficial do Instituto do Bom Pastor deve, evidentemente, ser publicada neste site”. O que ocorre, então?

Ao que tudo indica, houve uma cisão no Capítulo. Os velhos dirigentes parecem não aceitar a nova composição de governo do IBP.

Em seu blog, o [ex?] Superior Geral enigmaticamente aborda o assunto. Ele evoca o Direito Canônico para afirmar que, uma vez proclamado o resultado do Capítulo e tendo o eleito aceitado o encargo, apenas uma instância superior poderia contestar tal decisão. E assina, após insinuar um recurso à Sé Apostólica [“todos os caminhos levam a Roma…”]: “Padre Phillippe Laguerie, Superior Geral do Instituto do Bom Pastor”.

Fora o Padre Laguerie reeleito e, uma vez contestada a sua reeleição, outro superior acabou escolhido? Não está a nosso alcance saber.

Até que a situação se esclareça, o que podemos inferir do comunicado (ainda não divulgado em nenhum outro meio, mas cuja autenticidade foi diligentemente certificada pela nossa edição) é a vitória interna dos “compromissos assumidos em 2006”, caracterizados especificamente pelo Rito Latino Gregoriano enquanto “exclusivo” do Instituto e pelo serviço de uma “crítica séria e construtiva” aos textos do Concílio Vaticano II.

Já abordamos as divergências no IBP e a insurgência da Comissão Ecclesia Dei contra esses mesmíssimos princípios fundacionais aqui.

A nova direção do IBP é composta por padres jovens — com exceção do Pe. Aulagnier, braço direito de Dom Lefebvre por décadas — comprometidos com as razões originais pelas quais “se uniram no serviço da Igreja”. Padre Carusi, editor de Disputationes Theologicae,  assume posto de importância, enquanto seu franco opositor, Padre De Tanöuarn, antigo Primeiro-Assistente, cai no ostracismo.

No mês passado, a carta aos amigos e benfeitores do seminário do Instituto já afirmava: o Capítulo Geral “é também o momento de examinar a fidelidade dos padres aos princípios fundadores do Instituto, tanto doutrinais como pastorais ou espirituais […] Alguns até pensaram que o IBP, sendo fruto do encontro surpreendente de personalidades fortes (os padres Laguérie, Tanoüarn e Héry),  não poderia formar uma comunidade. Os mesmos previam uma explosão em pouquíssimo tempo. Vários anos depois, o IBP ainda está aí, mesmo que haja divisões em suas fileiras”.

Resta agora saber como e se o Instituto sobreviverá a esta que é, até agora, a sua mais árdua prova.

5 julho, 2012

Ordenado o primeiro Padre Brasileiro do Instituto do Bom Pastor.

Conforme já havíamos anunciado, no último dia 29, festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, em Bordeaux, Dom Fernando José Monteiro Guimarães, bispo diocesano de Garanhuns (PE), ordenou sacerdote o brasileiro Daniel Pereira Pinheiro, juntamente com Yvain Cartier e Giorgio Domenico Lenzi. Outros dois brasileiros, Luis Fernando Karps Pasquotto e Renato Arnellas Coelho, foram ordenados diáconos.

Já no Brasil, Padre Daniel celebrará uma Santa Missa solene às 10h30, no próximo dia 7, sábado, 5º aniversário da promulgação do Motu Próprio Summorum Pontificum, na paróquia Santo Cura d’Ars, situada na 914 sul, em Brasília (DF). Também no domingo, na mesma paróquia, ele celebra Missa às 11:30.

As fotos da primeira Missa do Padre Daniel podem ser vistas aqui.

14 maio, 2012

Rapidinhas do dia. Tirania na Ecclesia Dei e Fellay em Roma.

A Igreja Patriótica Chinesa, inspiração da Ecclesia Dei?

A Associação Patriótica Chinesa, inspiração da Ecclesia Dei?

O Padre italiano Stefano Carusi, sacerdote e professor do seminário do Instituto do Bom Pastor, afirmou hoje ter recebido uma ordem ameaçadora da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei para que retire do ar dois artigos do blog Disputationes Theologicae, do qual é editor.

Disputationes não se deixará amordaçar“, assim Padre Carusi intitula seu artigo. O sacerdote declara que o pedido é inaceitável por ferir os cânones 212 e  215 do Código de Direito Canônico, acrescentando: “Fornecemos esta informação por se tratar de um fato de natureza pública: a Igreja não é um regime de absolutismo jacobino e Disputationes prefere contar com a força probatória dos argumentos. Paz e Bem a todos!”.

Fogo amigo. Carusi é atacado inclusive por um confrade de instituto: “o posicionamento eclesial de certos membros [do IBP] não é claro, como se pode ver no site que se intitula Disputações teológicas”, declarou o Padre Guillaume de Tanouärn, um dos fundadores do IBP, que em passado recente na FSSPX era contrário a qualquer contato com a Santa Sé e que hoje recrimina exatamente um dos artigos execrados pela Ecclesia Dei. O problema para a Comissão Pontifícia e para Tanouärn? A defesa feita pelo Padre Carusi da exclusividade do rito tradicional e da possibilidade de uma crítica “séria e construtiva” aos textos do Concílio Vaticano II, características constitutivas de seu instituto (aprovadas pela Santa Sé em 2006, diga-se de passagem). De acordo com Tanoüarn, Carusi e outros pretenderiam fazer do IBP uma “Fraternidade dentro da Igreja”, em oposição ao mínimo exigido pela Ecclesia Dei de “formar seus seminaristas com o Catecismo da Igreja Católica” e “gozar de seu rito próprio sem lançar o anátema sobre a nova forma do rito romano”.

* * *

Dom Fellay em Roma. Por sua vez, Andrea Tornielli informa que Dom Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, esteve em Roma nos últimos dias para uma reunião na mesmíssima Comissão Ecclesia Dei. O encontro, considerado positivo pelas fontes de Tornielli, teria examinado algumas das modificações feitas por Fellay ao preâmbulo doutrinal proposto pela Santa Sé, em setembro de 2011, para uma regularização canônica da FSSPX. A primeira versão do documento foi rejeitada pela Fraternidade, que enviou como resposta um estudo do Padre Jean-Michel Gleize evidenciando a “questão crucial” que separa Menzingen e Roma. A Santa Sé então solicitou ao Superior Geral que esclarecesse esta sua manifestação, considerada “insuficiente”; Fellay teria, então, adaptado o texto inicial do preâmbulo doutrinal, enfatizando a importância da Tradição e fazendo alterações; significativas aos olhos dos “lefebvristas” e não substanciais aos olhos dos “romanos”. Esta última resposta, aparentemente, foi bem recebida pela Cúria e, segundo alguns, até pelo Papa.

Na próxima quarta-feira, 16, os Cardeais membros da Congregação para a Doutrina da Fé se reunirão para analisar estas modificações; o parecer de cada um será submetido ao Papa Bento XVI, para sua decisão final.

Apreensão. Tornielli ainda acrescenta que a carta dos três bispos — Williamson, Tissier de Mallerais e Galarreta — ao conselho geral da Fraternidade teria deixado a Santa Sé apreensiva. No Brasil, o Padre Ernesto Cardozo, sacerdote do priorado de São Paulo, anunciou hoje o seu “desconhecimento da autoridade de Mons. Fellay, dada sua pertinácia e afastamento dos princípios do Fundador” e sua “repulsa à postura deste Monsenhor, baseada em seus pareceres e políticas totalmente apartadas do sim-sim, não-não do Evangelho e dos fundamentos dados por Mons. Lefebvre”. Há cerca de três semanas, em comum acordo com seus superiores, Cardozo deixou o priorado de São Paulo tendo como destino provisório o Mosteiro da Santa Cruz. O motivo da mudança foi uma homilia em que expressou abertamente esta sua posição, causando  a admiração de uns e a preocupação de outros no Priorado Padre Anchieta. A missiva publicada hoje correu o mundo, sendo repercutida na blogosfera católica, especialmente nos sites de lingüa espanhola. Divisões se anunciam, como não deixou de reconhecer Dom Fellay, embora as proporções sejam ainda desconhecidas.

Ecclesia Dei, o grande entrave?

O Padre Michel Simoulin, um dos sacerdotes mais antigos da Fraternidade São Pio X e reitor por mais de uma década do seminário de Ecône, em artigo divulgado hoje por Tradinews, é taxativo: não aceitarão um acordo “que não garanta que sejamos livres dos bispos locais, bem como da funesta ‘Ecclesia Dei'”. Como se sabe, Simoulin recentemente defendeu Dom Bernard Fellay e sua política de aproximação com a Santa Sé. Trata-se, portanto, de um sujeito insuspeito de “radicalismo”. E por que a Fraternidade quer se ver livre da Ecclesia Dei?

Alguns falam que o verdadeiro entrave nas negociações entre Santa Sé e Fraternidade é precisamente esta Comissão. Mais especificamente o seu Secretário, Monsenhor Guido Pozzo, cuja tese de doutorado trata do assentimento devido ao Vaticano II e que supostamente teria sido “driblado” por outros oficiais vaticanos, a fim de que tudo caminhasse bem nas últimas semanas.

A carta de Pozzo ao Superior do Instituto do Bom Pastor mostra sua atuação na defesa de suas idéias, mesmo que isso custe a revisão de um estatuto aprovado pela Ecclesia Dei há pouco mais de cinco anos, na gestão Castrillón Hoyos.

A resposta do Papa ao preâmbulo reformulado de Dom Fellay deverá vir à luz nos próximos dias. A grande data para a Fraternidade parece ser o dia 27, festa de Pentecostes, quando se encerrará a Cruzada de Rosários lançada na Páscoa do ano passado. Com o desenlace das negociações com a Fraternidade, saberemos se a política de Pozzo será chancelada ou não por Bento XVI.

24 abril, 2012

O IBP no Brasil. Missa Solene na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em São Gonçalo, RJ, no próximo Domingo.

Dom Fernando Guimarães, bispo diocesano de Garanhuns.

Dom Fernando Guimarães, bispo diocesano de Garanhuns.

O Padre Phillippe Laguerie, Superior Geral do Instituto do Bom Pastor, chegou ontem ao Brasil.

Acompanhado pelo Padre Louis-Numa Julien, vigário da paróquia Saint-Elói, e pelo Diácono Daniel Pinheiro,  que em breve será o primeiro Padre brasileiro do Instituto, o Superior realizará visitas ao Rio de Janeiro e Brasília a fim de preparar o reestabelecimento do Instituto no país.

Dentro da programação da viagem, no próximo domingo, 29, será celebrada uma Missa Solene na paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Patronato, em São Gonçalo, às 7:30 da manhã.

E outra novidade que envolve o Brasil. As ordenações sacerdotais de 29 de junho, na paróquia pessoal do IBP em Bordeaux, serão conferidas por um bispo brasileiro:

Dom Fernando Guimarães, bispo de Garanhuns.

22 março, 2012

“Oxalá fosse verdade tanta beleza”.

Da página no Facebook do Reverendíssimo Padre Rafael Navaz Ortiz, superior do Distrito Latino-americano do Instituto do Bom Pastor:

Mons. Nicola Bux chama a Mons. Fellay:

“Na plena comunhão eclesial, com a grande família que constitui a Igreja Católica, a vossa voz não será asfixiada, o vosso comprometimento não será negligenciável nem negligenciado, mas poderá dar, com o de tanto outros, frutos abundantes que de outra forma permaneceriam desperdiçados.

Oxalá fosse verdade tanta beleza:

Não é que eu ignore a boa vontade de Mons. Nicola Bux, mas a realidade tem sido outra e está mostrando o contrário pelo tratamento dado ao Instituto do Bom Pastor (IBP) por parte dos bispos do Chile, em especial de Santiago e seus arredores… que não toleram o IBP com sua especificidade recebida da Santa Sé e consagrada na aprovação de seus estatutos; se nega a ele inclusive sua existência canônica. É o desprezo e o desdém, o abandono e a dispersão como formas modernas de perseguição eclesiástica dessaa parte da “grande família católica”, “obras são amores (desamores, neste caso) e não boas razões”. É o “grande pecado” de celebrar exclusivamente o rito antigo e o compromisso estatutário de colaborar com o Papa, enquanto seja possível, numa visão do Concílio Vaticano II à luz da Tradição.

Rezemos!

Créditos ao leitor Eduardo Gregoriano.

28 junho, 2011

Ordenações no IBP.

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Agradecemos ao seminarista Luis Carlos de Lima o envio das fotos das ordenações diaconais (Sergiusz Orzeszko, Polônia; Giorgio Lenzi, Itália; Yvain Cartier, França; e o brasileiro Daniel Pinheiro) e sacerdotal (Pe. Rémy Balthazard, França) conferidas por Sua Eminência Reverendíssima Dom Dario Cardeal Castrillon Hoyos no último sábado, na Igreja de Saint-Eloi, em Bordeaux, sede do Instituto do Bom Pastor.