Archive for ‘Igreja’

23 julho, 2017

Foto da semana.

Dom adair

Dom Adair José Guimarães, bispo diocesano de Rubiataba-Mozarlândia, no Estado de Goiás, consagra cálice conforme o rito romano tradicional.

Fonte: página “Forma Extraordinária do Rito Romano”:

22 julho, 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Sertum Laetitiae.

Nosso caríssimo padre Élcio está de recesso por dois meses para tratamento de saúde, pelo que pedimos suas orações. Durante sua ausência, republicaremos suas colunas mais importantes – a que segue, foi publicada originalmente em 14 de maio de 2016.

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“Quem busca a lei será cheio de bens; mas quem obra com simulação, nela achará ocasião de tropeço” (Eclesiástico XXXII, 19).

Por Padre Élcio Murucci | FratresInUnum.com

“SERTUM LAETITIAE” é uma Carta Encíclica que o Papa Pio XII escreveu em 1º de novembro de 1939 à Hierarquia Eclesiástica dos Estados Unidos da América. Depois de louvar o progresso espiritual daquele país, passa a mostrar os males a serem combatidos.

Eis o que a respeito diz o grande Pio XII:

Pio XII“Queremos, todavia, que o nosso louvor seja salutar. A consideração do bem já obtido não deve levar à inércia do ócio, nem produzir deleites de vã glória nos espíritos, mas acender novos ardores no combate contra o mal e solidificar com maior firmeza todas as obras salutares, úteis e dignas de louvor. O cristão que respeita a dignidade do seu nome nunca deixa de ser apóstolo; o soldado de Cristo jamais há de sair do combate, de cuja participação somente a morte o pode arrancar. Bem conheceis onde deve ser mais atenta a vossa vigilância e que programa de ação traçar ao trabalho dos sacerdotes e fiéis, para que a Religião de Cristo, removidos os óbices, senhoreie os espíritos, oriente os costumes, e, causa única da salvação, penetre os refolhos íntimos e as próprias veias da sociedade civil.

Muito embora os progressos dos bens exteriores e materiais, nos confortos melhores e mais copiosos que dele provêm para a vida, não se devam desprezar; não obstante, de modo algum são eles suficientes para o homem, nascido para coisas melhores e mais sublimes. Feito à imagem e semelhança de Deus, a Deus anela por inelutável impulso da alma, sempre triste e inquieto, se escolhe colocar seu amor onde não está presente a verdade suma e o infinito bem. De Deus afastar-se é morrer, para Deus converter-se é viver, em Deus permanecer é iluminar-se; a Deus, porém, não se chega com atravessar espaços corpóreos, mas sob a direção de Cristo, pela plenitude de uma fé sincera, intemerata consciência, e vontade reta, pela santidade das obras e pela obtenção e uso de uma liberdade genuína, cujas sagradas normas foram promulgadas pelo Evangelho. Se, ao contrário, se desprezam os divinos mandamentos, não só não se obtém a felicidade posta além do breve espaço de tempo assinado à existência terrena, mas vacila a própria base na qual assenta a verdadeira civilização da humanidade, e só se devem esperar lastimáveis ruínas; é que os caminhos que levam à vida eterna são a força viva e seguro alicerce das realidades temporais.

Como, de feito, podem ter garantias o bem público e o decoro da civilização, se se subverte o direito e se despreza e ridiculariza a virtude? Acaso não é Deus a fonte e o sustentáculo do direito? O inspirador e prêmio da virtude? Ele, a Quem nenhum legislador se assemelha (Cf. Job 36, 22)? Em toda parte  –  segundo a confissão de homens sérios  –  é esta a raiz amarga e fértil de males: o desconhecimento da divina majestade, a negligência dos preceitos morais oriundos do alto, uma lamentável inconstância que hesita entre o lícito e o ilícito, o bem e o mal. Daí o cego e imoderado amor próprio, a sede dos prazeres, o alcoolismo, as modas dispendiosas e impudicas, a criminalidade mesmo de menores, a ambição do poder, a negligência com relação aos pobres, a cupidez de riquezas iníquas, o abandono dos campos, a leviandade em contrair o matrimônio, os divórcios, a desagregação das famílias, o resfriamento do mútuo afeto entre pais e filhos, a desnatalidade, a degenerescência da raça, o enlanguescimento do respeito para com as autoridades, o servilismo, a revolta, a negligência dos deveres para com a pátria e para com o gênero humano. Elevamos, além disso, a voz de nosso paterno lamento, porque ainda em tantas escolas frequentemente se despreza ou se ignora a Jesus Cristo, restringe a explicação do universo e da humanidade ao naturalismo e racionalismo, e se ensaiam novos sistemas educativos, dos quais não se podem esperar senão tristes frutos para a vida intelectual e moral da Nação.

A vida doméstica, outrossim, se, observada a lei de Cristo, floresce de verdadeira felicidade, assim também, quando repudia o Evangelho, perece miseravelmente e é devastada pelos vícios. “Quem busca a lei será cheio de bens; mas quem obra com simulação, nela achará ocasião de tropeço” (Ecli 32, 19). Que pode haver na terra mais jucundo e alegre que a família cristã? Nascida junto ao altar do Senhor, onde o amor foi proclamado santo vínculo indissolúvel, consolida-se e cresce no mesmo amor que a graça suprema alimenta. E então “é por todos honrado o matrimônio e imaculado o tálamo” (Heb 13, 4); as paredes tranquilas não ressoam de litígios nem são testemunhas de secretos martírios pela revelação de astutos manejos de infidelidade; a solidíssima confiança mútua afasta o espírito das suspeitas; no recíproco afeto de benevolência se aliviam as dores, e acrescentam-se as alegrias. Lá os filhos não são considerados peso insuportável, senão dulcíssimo penhores; nem uma condenável razão utilitária ou a procura de estéril prazer fazem que se impeça o dom da vida e que caia em desuso o suave nome de irmão e irmã.

Com que solicitude cuidam os pais que cresçam os filhos não apenas fisicamente vigorosos, senão que, seguindo a tradição dos antepassados, que lhes são frequentemente relembrados, sejam adornados da luz que lhes comunica a profissão da fé puríssima e a honestidade moral! Comovidos por tantos benefícios, os filhos cumprem seu máximo dever, isto é, honram a seus progenitores, secundam os seus desejos, sustentam-nos na velhice com seu auxílio fiel, tornam jucundas suas cãs com um afeto que, inalterado pela morte, no céu se há de tornar ainda mais glorioso e completo. Os membros da família cristã, não queixosos na adversidade, não ingratos na prosperidade, sempre estão plenos de confiança em Deus, a cujo império obedecem, a cujo querer se confiam, cujo socorro jamais esperam em vão. Aqueles, pois, que nas igrejas exercem funções diretivas ou de magistério, exortem assiduamente os fiéis a que constituam e mantenham famílias segundo a norma da sabedoria do Evangelho  – buscando assim com assíduo cuidado preparar para o Senhor um povo perfeito. Pelo mesmo motivo, cumpre também sumamente atender a que o dogma, que por divino direito afirma a unidade e indissolubilidade do matrimônio, seja compreendido em sua importância religiosa e santamente respeitado por todos os que contraem núpcias. Que tão capital ponto da doutrina católica tenha validíssima eficácia para a sólida estrutura da família, para o bem-estar crescente da sociedade civil, para a saúde do povo e para uma civilização cuja luz não seja falsa (…). (…) Nada mais feliz pode haver para cada homem, cada família e cada nação, do que obedecer ao Autor da salvação, seguir seus mandamentos, aceitar o seu Reino, no qual nos tornamos livres e ricos de boas obras: “Reino de verdade e vida, reino de santidade e graça, reino de justiça, amor e paz” (Prefácio da Missa de Cristo Rei). (Apenas excertos da encíclica “Sertum Laetitiae”).

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21 julho, 2017

Bento XVI rompe novamente o silêncio e retoma a imagem da barca em meio a tempestade.

Por Hermes Rodrigues Nery

FratresInUnum.com, 21 de julho de 2017 – Três acontecimentos recentes nos levaram a refletir novamente sobre o impacto da renúncia de Bento XVI, sua catequese e seu testemunho nos tempos convulsivos da atualidade. O primeiro foi o fato de que a página no Facebook dedicada ao secretário pessoal de Bento XVI, Dom Georg Ganswein, página que afirma ser por ele chancelada, não ter postado fotos da visita de Francisco a Bento XVI, por ocasião da comemoração do seu 90º aniversário, em abril. O segundo, dois meses depois: o encontro de Francisco e Bento XVI, que ocorreria de novo, amplamente divulgado (com fotos e vídeos), onde Bento XVI – muito frágil – afirmara aos cinco novos cardeais que o visitavam: “Sigamos com a Cruz, porém, ao fim, é o Senhor quem vence”. Enquanto alguns se indagavam sobre o significado daquela afirmação, naquele contexto, então ocorreu o terceiro fato que fez Bento XVI voltar a sair do silêncio, pouco mais de quinze dias depois: a morte do Cardeal alemão Joachim Meisner (um dos autores do Dubia), que fezBento XVI enviar uma mensagem especial para ser lida por Ganswein, nas exéquias de Meisner, onde destacou: “O Senhor não abandona a sua Igreja, mesmo se, às vezes, a barca esteja quase repleta a ponto de soçobrar.”

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20 julho, 2017

Entrevista fundamental para compreender o Papa Francisco: Marcello Pera, político italiano e amigo próximo de Ratzinger.

Por Rorate Caeli, 20 de julho de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com: Marcello Pera é um influente intelectual na Itália. Foi presidente do Senado e é um bom amigo de Bento XVI, inclusive escreveu, conjuntamente com ele, um livro de discursos sobre a decadência do ocidente (Sin Raíces: Europa, Relativismo, Cristianismo, Islam)

Em uma entrevista concedida ao jornal de Nápoles, Il Mattino, publicada em 9 de julho de 2017, Marcello Pera apresentou o que poderia se chamar uma visão geral do Papa Francisco desde o grande espectro moderado de italianos e europeus de todas as classes.

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“Para Bergoglio só interessa fazer política, não lhe interessa, absolutamente, o Evangelho”

Pera: “A entrada indiscriminada [de imigrantes] desperta tensões explosivas”. 

Il Mattino, Nápoles, 9 de julho de 2017
Entrevista por Corrado Ocone

Em uma nova e exclusiva entrevista concedida a Eugenio Scalfari, do jornal “Repubblica”, o Papa Francisco intervém sobre o debate político com opiniões fortes e explosivas que, ao mesmo tempo, poderiam ser consideradas “de esquerda”. Desta vez, o pontífice falou dos poderosos da terra reunidos em Hamburgo para o G20, opondo-se por questão de princípios à toda política que tente controlar e limitar a migração massiva desde nações pobres para a Europa. Para entender melhor as idéias e, sobretudo, as ações políticas e midiáticas do Papa em comparação com as de seu predecessor, fizemos algumas perguntas ao ex-presidente do Senado, Marcello Pera. Sabe-se que ele, um [típico] católico liberal, compartilhou muitas idéias com o Papa emérito Bento XVI (incusive escrevendo a quatro mãos um livro: Sin Raíces: Europa, Relativismo, Cristianismo, Islam, Mondadori, 2004).

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Marcello Pera e Bento XVI.

Sr. Presidente, a que opinião chegou a respeito dos constantes chamados do Papa Bergoglio ao recebimento de imigrantes? Um recebimento indiscriminado, incondicional, total?

“Francamente, não entendo este Papa, tudo o que ele diz está muito além da compreensão racional. É evidente para todos que um recebimento indiscriminado não é possível: há um ponto crítico que não se pode alcançar. Se o Papa não faz referência a este ponto crítico, insiste-se em um recebimento massivo e total, pergunto-me a mim mesmo: por que o diz? Qual é o fim último de suas palavras? Por que lhe falta um mínimo de realismo, o mesmo que pede a qualquer um? A resposta que dou a mim mesmo é só uma: o Papa o faz porque odeia o ocidente, aspira destruí-lo, e faz todo o possível para chegar a esse fim. Ele aspira destruir a tradição cristã, o cristianismo tal como se desenvolveu históricamente”.

“Se tomamos em consideração o limite crítico sobre o qual as nossas sociedades já não podem receber a mais ninguém, nem assegurar a dignidade que corresponde a cada ser humano, veremos de imediato uma verdadeira invasão que nos submergirá a todos e que colocará em risco nossos costumes, nossa liberdade, e o próprio cristianismo. Haverá uma reação e uma gerra. Como o Papa não compreende isso? De que lado estará quando se desencadear essa guerra civil?”

Não crê que o Evangelho está relacionado com isso, a pregação de Cristo? A ética do Papa não seria talvez uma convicção absoluta, abstrata, que nã leva em consideração as consequências?” 

“Não, absolutamente. Assim como não há motivos racionais para isso, tampouco há motivos evangélicos para explicar o que o Papa diz. Ao fim, trata-se de um Papa que desde o dia de sua eleição só faz política. Ele busca o aplauso fácil, fazendo algumas vezes o papel de Secretário Geral da ONU, outras de Chefe de Governo, outras de líder sindical intervindo em acordos contratuais de uma corporação como Mediaset. E sua visão é a do Justicialismo peronista sul-americano, que não tem nada a ver com a tradição europeia de liberdade política de origem cristã. O cristianismo do Papa é de natureza diferente. E é um cristianismo político, inteiramente”.

No entanto, isso não parece provocar uma reação dos secularistas, que estavam permanente e efetivamente atentos durante os pontificados anteriores.

“Na Itália, o conformismo é total. Trata-se de um Papa apreciado pela opinião pública informada, responde a certas urgências básicas que eles têm, e estão prontos para aplaudi-lo, inclusive quando diz bobeiras”.

Em um trecho da entrevista a Scalfari, depois de ter feito um chamado à Europa, o Papa diz temer “alianças muito perigosas” contra os imigrantes por parte dos “poderes que têm uma visão distorcida do mundo: Estados Unidos e Rússia, China e Coréia do Norte”. Não é ao menos estranho juntar a uma antiga democracia como a dos Estados Unidos países fortemente autoritários e inclusive diretamente totalitários? 

“Sim, mas não me surpreende, à luz do que disse antes. O Papa reflete todos os preconceitos da América do Sul em relação à América do Norte, aos mercados, à liberdade e ao capitalismo. Ele o teria feito inclusive se Obama continuasse sendo presidente americano, porém, não há dúvida de que essas idéias do Papa estão fortemente associadas, em uma combinação perigosa, com o sentimento anti-Trump estendido por toda a Europa”.

Sr. Presidente, insistirei um pouco sobre esse “fazer política” do Papa. É, de fato, uma novidade em relação ao passado? 

“Sem dúvida. Bergoglio está pouco ou nada interessado no cristianismo enquanto doutrina, no aspecto teológico. E isso é uma novidade, sem dúvida. Este Papa tomou as rédeas do cristianismo e o converteu em política. Suas afirmações parecem se basear nas escrituras, porém, na realidade, são fortemente secularistas. A Bergoglio não importa a salvação das almas, mas o bem-estar e a seguridade social. E isso é um fato preliminar. Se depois nos voltamos a ouvir as coisas que diz, não podemos deixar de ver com preocupação que suas afirmações podem desencadear uma crise política e uma crise religiosa incontroláveis. Do primeiro ponto de vista [político], ele sugere que nossos Estados se suicidem, convida a Europa a deixar de ser ela mesma. Do segundo ponto de vista [religioso], não posso deixar de observar que no mundo católico se está desenvolvendo, às ocultas, um cisma, que é buscado por Bergoglio com obstinação e determinação, e por seus aliados, inclusive até com maldade”.

Por que isso está acontecendo? Não é completamente irracional?

“Não, não é. Diria, inclusive, que o Concílio Vaticano II explodiu finalmente em toda a sua radicalidade revolucionária e subversiva. São idéias que conduzem ao suicídio da Igreja Católica, idéias que já estavam respaldadas e justificadas naquele momento e ocasião. Esquecemo-nos que o Concílio precedeu as revoluções estudantil, sexual, de costumes e modos de vida. Antecipou-se a eles e, de certa forma, provocou-as. Naquele momento, o aggiornamento do cristianismo secularizou fortemente a Igreja, deflagrou uma mudança tão profunda que, ameaçando um cisma, foi controlado e mantido sob controle nos anos seguintes. Paulo VI respaldou [o Concílio], mas, ao fim, acabou sendo sua vítima. Os grandes Papas que lhe sucederam [João Paulo II e Bento XVI] estavam plenamente conscientes das consequências que tinham sido deflagradas, porém, tentaram estabelecer uma ponte entre o novo e a tradição. Fizeram-no de maneira sublime. Tinham revertido o curso; mas, agora, as rédeas foram soltas: a sociedade, no lugar da salvação; a cidade terrena de Santo Agostinho, no lugar da divina; elas parecem ser o ponto de referência da hierarquia eclesiástica governante. Os direitos do homem, todos, sem exclusão, tornaram-se o ideal e a bússola da Igreja, enquanto quase não resta lugar para os direitos de Deus e a tradição. Ao menos, aparentemente. Bergoglio se sente e vive completamente emancipado disso”.

Por que “aparentemente”?

“Porque, por trás da tela e dos aplausos, nem tudo que reluz é ouro. O aplauso na Praça de São Pedro não é tudo. Eu, que vivo no campo, dou-me conta que uma parte do clero, especial e surpreendentemente os mais jovens, permanecem estupefatos e confusos diante de certas afirmações do Papa. Sem mencionar a tantas pessoas que hoje já vivem com problemas de segurança que geram os imigrantes nas cercanias e se irritam quando ouvem falar de recebimento incondicional. O clero de idade madura está mais ao lado de Bergoglio: seja por conformismo seja por oportunismo, ou por convicção (tendo crescido também no mesmo ambiente cultural dos anos setenta, que é a origem de certas escolhas). Precisamente, devido a isso, falo de cisma profundo e latente. O qual não parece preocupar o Papa”.

O que pensa, em linhas gerais, sobre o controle das ondas migratórias e a insensibilidade da Europa em relação à Itália?

“Nosso país está sozinho, dramaticamente sozinho. É perigoso. Preocupa-me. Estamos sós porque outros países buscam seus interesses nacionais acima de tudo. Por trás das belas palavras de fachada, não se preocupam muito conosco. E estamos sós porque a Igreja nos convida a abrir de par em par as portas, e parece inclusive desfrutar de nossa debilidade. Temo uma reação brutal. Temo que o protesto do povo azede e alcance um resultado não desejável. Neste caso, não é questão de direita ou esquerda. Ademais, penso que as contradições do Papa serão vistas logo à luz do dia: ele já não está em sintonia com os fiéis. É altamente provável uma aliança entre os católicos conservadores e as forças nacionais, por assim dizer”.

…[*]

Como sair dessa crise? O que o senhor espera? 

“Espero que o Papa tome em suas mãos a cruz do ocidente, de seus valores. Que não sonhe com um ocidente empobrecido. E na Itália, espero uma classe política e uma opinião pública que volte a colocar no centro de seu discurso público os assuntos de identidade, sentimento nacional e tradição. No entanto, sempre sou mais pessimista. E tomo cada vez mais comprimidos para manter a calma”.

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* Pergunta não relacionada à Igreja, mas com o Primeiro Ministro Matteo Renzi.

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19 julho, 2017

O escândalo do silêncio.

Por Roberto de Mattei, Corrispondenza Romana, 20-06-2017 | Tradução: Hélio Dias Viana – FratresInUnum.com: Os quatro cardeais autores dos “dubia” sobre a Exortação Amoris laetitia tornaram público, através do blog do vaticanista Sandro Magister, um pedido de audiência apresentado pelo cardeal Carlo Caffarra ao Papa em 25 de abril passado, uma vez que os “dubia” não obtiveram resposta. O silêncio deliberado do Papa Francisco – que, no entanto, recebe personalidades muito menos relevantes em Santa Marta para discutir questões muito menos importantes para a vida da Igreja – é a razão da publicação do documento.

No pedido filial de audiência, os quatro cardeais (Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner) fazem saber que gostariam de explicar ao Pontífice as razões dos “dubia” e expor a situação de grave confusão e perplexidade em que se encontra a Igreja, especialmente no que diz respeito a pastores de almas, em particular os párocos.

Na verdade, no ano que transcorreu a partir da publicação da Amoris laetitia, “foram dadas em público interpretações de alguns passos objetivamente ambíguos da Exortação pós-sinodal, não divergentes do, mas contrárias ao permanente Magistério da Igreja. Conquanto o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tenha declarado mais de uma vez que a doutrina da Igreja não mudou, apareceram numerosas declarações de bispos, cardeais e até mesmo de conferências episcopais, que aprovam o que o Magistério da Igreja jamais aprovou. Não apenas o acesso à Santa Eucaristia daqueles que objetiva e publicamente vivem numa situação de pecado grave, e pretendem nela continuar, mas também uma concepção da consciência moral contrária à Tradição da Igreja. Sucede assim – oh, e quão doloroso é vê-lo! – que o que é pecado na Polônia é bom na Alemanha, o que é proibido na Arquidiocese de Filadélfia é lícito em Malta, e assim por diante. Vem-nos à mente a amarga constatação de B. Pascal: ‘Justiça do lado de cá dos Pirenéus, injustiça do lado de lá; justiça na margem esquerda do rio, injustiça na margem direita’ ”.

Não há escândalo nem transgressão no fato de os colaboradores do Papa pedirem uma audiência privada, e que no pedido descrevam, com parrhesia mas objetivamente, a divisão que a cada dia cresce na Igreja. O escândalo é a recusa do Sucessor de Pedro em ouvir aqueles que pedem para ser recebidos. Tanto mais quanto o Papa Francisco quis fazer do “acolhimento” a marca registrada de seu pontificado, afirmando em um de seus primeiros sermões em Santa Marta (25 de maio de 2013) que “os cristãos que pedem nunca devem encontrar portas fechadas”. Por que recusar audiência a quatro cardeais que não fazem senão cumprir o seu dever de conselheiros do Papa?

         As palavras dos cardeais são filiais e respeitosas. Pode-se supor que a intenção deles seja de procurar “discernir” melhor, em uma audiência privada, as intenções e os planos de Papa Francisco, e eventualmente de fazer ao Pontífice uma correção filial in camera caritatis. O silêncio do Papa Francisco em relação a eles é obstinado e descortês, mas expressa em sua teimosia a conduta daqueles que vão adiante em seu caminho com determinação. Dada a impossibilidade de uma correção privada, pela inexplicável recusa de uma audiência, também os cardeais deverão prosseguir com decisão em seu caminho, se quiserem evitar que na Igreja o silêncio seja mais forte que suas palavras.

18 julho, 2017

As alegações sobre um escândalo de orgia homossexual regada a drogas na Santa Sé.

Seja qual for a verdade exata por trás dessa história sinistra e perturbadora, ela expõe o comportamento gravemente pecaminoso que vem ocorrendo dentro do Vaticano e que um elevado membro da Cúria revelou que “nunca esteve pior”.

Por Edward Pentin, National Catholic Register, 8 de julho de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com: De acordo com relatos da mídia secular, a polícia do Vaticano interrompeu uma orgia homossexual regada a drogas em um apartamento do Santo Ofício. Mas quão verdadeiro é tudo isso?

Palácio do Santo Ofício

Palácio do Santo Ofício

A notícia foi divulgada pela primeira vez em um artigo do dia 28 de junho no jornal italiano Il Fatto Quotidiano: a polícia do Vaticano teria invadido um apartamento no mesmo edifício da Congregação para a Doutrina da Fé, onde descobriram drogas pesadas e um grupo de homens engajados em atividade homossexual. A partir daí, outros proeminentes veículos de comunicação de língua Inglesa  passaram a publicar os detalhes extensivos que haviam sido publicados pelo Il Fatto Quotidiano .

O artigo afirma que o ocupante do apartamento era o Secretário do Cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos, o mais importante dicastério de Direito Canônico da Igreja.

O relatório afirma ainda que a área do edifício era reservada não apenas para monsenhores, mas funcionários superiores da Cúria, sugerindo que o secretário tinha amigos influentes em postos altos para garantir um apartamento tão prestigiado.

Outros residentes no Santo Ofício teriam reclamado sobre um fluxo constante de jovens do sexo masculino no local e das festas barulhentas no apartamento do secretário – queixas que motivaram a incursão policial. Outras suspeitas foram levantadas também quando outros viram o secretário, que é um monsenhor da Diocese de Palestrina, perto de Roma, tendo acesso a um carro de luxo com placa do Vaticano, que supostamente lhe permitia trazer drogas para o Vaticano, sem nunca ter sido interpelado pela polícia.

O artigo prossegue dizendo que depois do flagrante policial, o secretário foi levado para a clínica Pio XI em Roma, onde foi submetido a tratamento de desintoxicação por consumo excessivo de cocaína. Em seguida ele foi enviado para um mosteiro em um local desconhecido na Itália.

O autor do artigo, Francesco Antonio Grana, disse que Papa Francisco, cuja residência se localiza em Santa Marta, apenas a 500 metros de distância do Santo Ofício, estava ciente da batida policial e da prisão do monsenhor em questão. Grana aponta também para o fato de que a entrada principal para o Santo Ofício se abre para o território Italiano e por isso está fora do controle da Guarda Suíça e da polícia do Vaticano.

“Qualquer um, de dia ou de noite, pode entrar no Vaticano livremente através desta entrada sem estar sujeito a qualquer controle”. Grana observou, acrescentando que isso faz do prédio do Santo Ofício “um local perfeito para desfrutar dos privilégios de extraterritorialidade, sem ter que passar pelo controle tanto do Estado Italiano como aqueles da Cidade do Vaticano “.

Ele também revelou que o cardeal Coccopalmerio havia supostamente recomendado, sem sucesso, que seu secretário fosse promovido a bispo.

O Vaticano se recusa a discutir essa história sinistra. Laura Signore, secretária do comandante da polícia do Vaticano, Domenico Giani, disse ao Register no dia 30 de junho que, “como é de costume”, o comandante da polícia “não pode emitir qualquer tipo de declaração ou conceder entrevistas.”

Ela acrescentou que o artigo “seriamente falta com a verdade” e recomendou que entrássemos em contato com a Sala Imprensa da Santa Sé para obter mais informações.

Vaticano não confirmará

O porta-voz da Santa Sé,  Greg Burke, deixou claro que ele não confirmará as alegações de orgia e não respondeu quando perguntado se ele poderia confirmar tudo ou apenas parte do que foi relatado na reportagem do Il Fatto Quotidiano. Perguntado mais tarde se o Vaticano poderia comentar quando a história houver atingido repercussão global, Burke preferiu permanecer em silêncio.

No dia 6 de julho, o Register chamou o secretário em questão em seu telefone celular, mas ele instantaneamente se recusou a falar quando soube que estava falando com um jornalista, murmurando palavras de  efeito: “Olha, eu não posso falar”, e desligou.

Enquanto isso, um membro proeminente e confiável da Cúria disse ao Register que ele ouviu de “fontes múltiplas” que a história é verdadeira, inclusive de outros membros elevados da Cúria.

Ele disse que a extensão de práticas homossexuais dentro do Vaticano “nunca esteve pior”, apesar dos esforços iniciados por Bento XVI para erradicar desvios sexuais da Cúria depois do escândalo Vatileaks de 2012.

Uma autoridade do Vaticano que de vez enquando costumava saudar o secretário do cardeal Coccopalmerio, disse ao Register que havia notado que ele não tinha visto o secretário pelo menos por dois meses, e antes que ele desaparecesse, tinha emagrecido muito.

O Register também contactou o Cardeal Coccopalmerio no dia 06 de junho diretamente via e-mail, perguntando se ele poderia confirmar a história, mas até agora ele não respondeu.

Os detalhes precisos dos eventos relatados na Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), portanto, permanecem uma questão em aberto, mas a essência da história parece ser verdade. Se assim for, muitos considerariam tal comportamento ocorrido no Santo Ofício não apenas injusto, mas também altamente sacrílego.

O edifício do Santo Ofício, que também hoje é o lar de algumas religiosas, bem como a CDF, remonta ao século 16. De 1908 a 1965, a CDF era conhecida oficialmente como a Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício e seu objetivo era “difundir a sã doutrina Católica e defender aqueles pontos da tradição cristã que parecem estar em perigo por causa de doutrinas novas e inaceitáveis.”

Desde o pontificado de Bento XVI, o dicastério Vaticano também se tornou responsável por tratar casos de abuso sexual clerical, embora deva ser salientado que esse escândalo parece não ter tido nada a ver com a Congregação.

O Papa Francisco abordou a questão da homossexualidade no Vaticano anteriormente, e, em particular, a existência de um lobby gay. Retornando da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013, ele disse que ainda que estava pra ver “qualquer um no Vaticano que poderia me dar um cartão de identidade escrito GAY. Mas dizem que eles estão lá “.

Depois de dizer que todos os lobbies são ruins, ele citou o ensinamento do Catecismo contra a marginalização de pessoas homossexuais, dizendo: “Se uma pessoa é gay, busca o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”

No ano passado, o Cardeal Oscar Maradiaga, um conselheiro próximo ao papa Francisco, reconheceu a presença de um “lobby gay” no Vaticano e disse que “pouco a pouco o Papa está tentando purificá-lo.”

Elmar Mäder, um ex-comandante da Guarda Suíça entre 2002-2008, disse no ano passado que existe “uma rede de homossexuais” dentro do Vaticano,  após uma série de alegações sobre padres homossexuais que trabalham na Cúria. “Eu não posso refutar a alegação de que existe uma rede de homossexuais”, disse ele. “Minhas experiências indicam a existência de tal coisa”, afirmou ao jornal suíço Schweiz am Sonntag.

Até mesmo os demônios se repugnam 

À luz do mais recente escândalo e da situação atual, um ex-oficial instou os leitores a recordar as advertências de Nosso Senhor sobre os atos homossexuais, especialmente entre os sacerdotes, como foi explicado por Santa Catarina de Siena em seus diálogos escritos como se ditados pelo próprio Deus.

A mística medieval, co-padroeira de Roma e Doutora da Igreja, transmitiu essas palavras numa época em que um grande número do clero havia caído em pecado grave.

Esses sacerdotes, Nosso Senhor disse a Santa Catarina, não apenas falham em resistir às suas naturezas decaídas “mas fazem ainda pior quando eles cometem o pecado amaldiçoado contra a natureza [atos homossexuais].”

“Como o cego e estúpido, cuja luz do entendimento foi se esvaindo, eles não reconhecem a doença e miséria em que se encontram”, Nosso Senhor continuou, acrescentando que eles não apenas fazem com que Deus se sinta nauseado, “mas causam repugnância até mesmo aos demônios, a quem estas miseráveis criaturas escolheram como seus senhores”.

Ele acrescentou que “esse pecado contra a natureza é tão abominável que apenas por causa dele, cinco cidades foram destruídas, em virtude do julgamento da minha Justiça Divina, que já não podia mais suportá-las”. O Senhor disse a Santa Catarina que mesmo os demônios sentem “repulsa ao ver um pecado tão grande sendo cometido.”

Como remédio, Santa Catarina relata Nosso Senhor dizendo:

“Nunca deixe de oferecer-me o incenso perfumado das orações para a salvação das almas, porque Eu quero ser misericordioso para com o mundo. Com suas orações, suor e lágrimas, eu lavarei o rosto da minha noiva, a Santa Igreja. Eu mostrei-lhe antes seu rosto como de uma donzela cujo rosto estava todo sujo e deformado como se fosse uma leprosa. O clero e toda a Cristandade são os culpados disso por causa de seus pecados, apesar de receberem seu alimento do seio dessa noiva.”.

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17 julho, 2017

Bento XVI: “O Senhor não abandona a sua Igreja, mesmo se, às vezes, a barca esteja quase repleta a ponto de soçobrar”.

Uma palavra de saudação de Bento XVI, Papa Emérito, por ocasião da missa de requiem do Cardeal Joachim Meisner, no dia 15 de julho de 2017.

Fonte: Rorate-Caeli | Tradução: FratresInUnum.com

Retirado da homenagem escrita de 2 páginas (original em alemão) pelo Papa Emérito Bento:

Neste momento, quando a Igreja de Colônia e os fiéis mais distantes se despedem do Cardeal Joachim Meisner, estou junto deles em meu coração e pensamentos e tenho a satisfação de atender ao desejo do Cardeal Woelki e dirigir-lhes uma palavra de reflexão.

Meisner

Bento XVI e o Cardeal Joachim Meisner.

Quando, na quarta-feira passada, fui informado, por telefone, sobre a morte do Cardeal Meissner, a princípio, não consegui acreditar. Havíamos conversado no dia anterior. Pela maneira de falar, ele estava grato por agora estar descansando, depois de ter participado no domingo anterior (25 de junho) da beatificação do bispo Teofilius Maturlionis, em Vilnius. Seu amor pelas Igrejas vizinhas do Oriente, que sofreram perseguição sob o Comunismo, bem como a gratidão pela resistência no sofrimento durante esse tempo deixaram uma marca indelével no Cardeal. Portanto, certamente não foi por acaso que a última visita de sua vida foi a um confessor da fé.

O que me impressionava de modo particular nas últimas conversas que tive com o Cardeal, agora de volta à casa do Pai, era a alegria natural, a paz interior e a tranquilidade que ele havia encontrado. Sabemos que foi difícil para ele, um apaixonado pastor de almas, deixar seu cargo, e isso precisamente no momento em que a Igreja tinha necessidade urgente de pastores que se oporiam à ditadura do zeitgeist [espírito do tempo], totalmente decididos a agir e pensar da perspectiva da fé. No entanto, fiquei ainda mais impressionado porque, nesse último período de sua vida, ele aprendeu a relaxar e viver cada vez mais da convicção de que o Senhor não abandona a sua Igreja, mesmo se, às vezes, a barca esteja quase repleta a ponto de soçobrar.

Havia duas coisas que nesse período final lhe permitiram ficar cada vez mais feliz e tranquilo:

– A primeira foi que ele sempre me contava que o que o enchia de profunda alegria era experimentar, no Sacramento da Penitência, como os mais jovens, acima de todos os jovens, passaram a experimentar a misericórdia do perdão, o dom de efetivamente  descobrir a vida, que só Deus pode lhes dar.

    – A segunda, que sempre lhe comovia e deixava feliz, foi o aumento perceptível da adoração Eucarística. Para ele esse foi o tema central na Jornada Mundial da Juventude em Colônia – o fato de que havia Adoração, um silêncio, em que o Senhor sozinho fala aos corações.

Algumas autoridades pastorais e litúrgicas consideravam que não seria possível conseguir esse silêncio na contemplação do Senhor com um número tão grande de pessoas. Alguns também pensavam que a adoração Eucarística, como tal, foi ultrapassada, porque o Senhor queria ser recebido no pão Eucarístico, em vez de ser contemplado. No entanto, o fato de que uma pessoa não pode comer esse pão apenas como uma espécie de alimento, e que “receber” o Senhor no Sacramento Eucarístico inclui todas as dimensões da nossa existência – receber tem que ser adoração, algo que entrementes tornou-se cada vez mais claro. Assim, o período de adoração Eucarística na Jornada Mundial da Juventude de Colônia tornou-se um evento interior que permanece inesquecível, e não apenas ao Cardeal. Posteriormente, esse momento esteve sempre presente em seu coração e lhe deu grandes luzes.

Quando na última manhã o Cardeal Meisner não apareceu para a Missa, ele foi encontrado morto em seu quarto. O breviário havia escorregado de suas mãos: ele morreu enquanto rezava, seu rosto estava voltado para o Senhor, em conversa com o Senhor. A arte de morrer, que lhe foi dada, demonstrou novamente como ele havia vivido: com a face voltada para o Senhor e conversando com ele. Assim, podemos confiar sua alma à bondade de Deus. Senhor, agradecemos o testemunho desse seu servo, Joachim. Deixai-o agora interceder pela Igreja de Colônia e pelo mundo inteiro! Descanse em paz!

[Nota: Traduzido por Dom Michael G Campbell OSA, Bispo de Lancaster, Reino Unido, e publicado no site da Diocese de Lancaster como um arquivo PDF.]

 

16 julho, 2017

Foto da semana.

IBP novos padres

Bordeaux, França, 1º de julho de 2017: Cinco diáconos são ordenados sacerdotes para o Instituto do Bom Pastor, dentre eles dois brasileiros, Marcos Vinicius Mattke e Ivan Chudzik, respectivamente, os dois primeiros da esquerda para a direita. Ambos, antigos leitores que colaboraram com publicações de FratresInUnum.com (ver aqui, aqui,  aquiaquiaquiaquiaqui, aqui

 

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14 julho, 2017

Urgente: VOTE AGORA e ajude os pais de alunos do Colégio Santo Agostinho, de Belo Horizonte. 

Sua participação é importantíssima! 

Vote “Contra” na enquete do jornal O Tempo: 

http://www.otempo.com.br/mobile/cidades/responda-o-que-você-acha-sobre-o-ensino-de-gênero-e-sexualidade-1.1496875
Em breve, o Fratres tratará desse caso detalhadamente. Mas, por ora, VOTE! 

14 julho, 2017

A  Reforma Litúrgica de Cranmer, de Michael Davies, agora em português.

Por FratresInUnum.com – Recebemos com alegria a notícia da publicação em português do primeiro livro da trilogia Revolução Litúrgica, de Michael Davies (conhecido de nossos leitores – cf. aqui e aqui), um livro que há tempos fazia falta ao leitor de língua portuguesa.

cranmerA Reforma Litúrgica de Cranmer mostra, ao examinar o Prayer Book (Livro de Oração) de Thomas Cranmer, de 1549, a extensão na qual a fé do povo católico pôde ser alterada simplesmente ao se alterar a liturgia. Nas palavras do autor: “A maneira como rezamos reflete e, em grande parte, decide o que cremos. (…) As crenças que fizeram com que os reformadores ingleses repudiassem o catolicismo e estabelecessem em seu lugar uma nova religião são explicadas em detalhe e, na maioria dos casos, com suas próprias palavras. Isso deixa claro que eles entendiam perfeitamente o que a Igreja Católica ensinava em relação a doutrinas tão fundamentais quanto a Eucaristia, e que rejeitaram aquele ensinamento completamente.”

O livro pode ser adquirido pela internet neste link: www.permanencia.org

Nos próximos meses, de acordo com a editora Permanência, serão publicados os dois outros livros da trilogia: O Concílio de João XXIII e A Missa Nova de Paulo VI.

É, sem dúvida, uma excelente forma de “co-memorarmos” (i.e., lembrarmos juntos) os 500 anos da revolta protestante e melhor compreendermos estes tempos singulares em que a Providência quis que vivêssemos.