Archive for ‘Igreja’

16 novembro, 2018

Dom Odilo: “Nós devemos a possibilidade da elaboração do acordo Brasil-Santa Sé ao desejo, sim, do presidente Lula”.

Por FratresInUnum.com, 16 de novembro de 2018: Aconteceu na PUC Campinas, entre os últimos dias 12 e 14 de novembro, um seminário para comemorar os 10 anos do acordo Brasil-Santa Sé.

Na tarde do dia 12, Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, fez uma breve intervenção, na qual revelou um episódio desconhecido, enfatizando que queria que ficasse devidamente registrado. Trata-se da participação do ex-presidente e atual presidiário Luiz Inácio Lula da Silva na tramitação do acordo Brasil-Santa Sé.

“Eu queria relatar um detalhe, um episódio que não é muito conhecido, mas que eu acho que precisa ser conhecido, faz parte do processo…”

“Foi marcada uma audiência com o presidente, na época o presidente Lula, e o seu governo, portanto os ministros. Da parte da Igreja, naturalmente, o núncio apostólico, a presidência da CNBB e os cardeais da época, e mais os presidentes eméritos, naturalmente, os presidentes anteriores da CNBB. Ainda esteve presente Dom Luciano e também Dom Ivo e Dom Jaime Chemello. Na época, na ocasião da audiência, o presidente nos recebeu na sala de governo, na grande mesa de reunião com o ministério. E começou a exposição do projeto, do acordo, o que seria… O presidente fumou muito e escutava, escutava, escutava. E, no fim, o pedido que se fez da parte da Igreja, que esse acordo fosse, de fato, elaborado, concordado e firmado”.

“E aí, então, várias intervenções, pedidos de explicações… Houve vários ministros bem contrários ao acordo: entre eles, o ministro das relações exteriores, que depois assinou o acordo, mas ele não era favorável ao acordo; ministro da educação; ministro do trabalho; e mais algum ministro que não era favorável ao acordo e claramente punha dificuldades, dúvidas sobre a possibilidade de o acordo vingar”.

“O presidente escutou, escutou, escutou e, por fim, ele tomou a palavra e bateu na mesa. Lembro bem! Bateu na mesa!” (Neste momento, Dom Odilo imita o gesto, como se estivesse batendo à mesa). “‘Eu quero esse acordo!’”, disse o cardeal de São Paulo, referindo as palavras de Lula. “De fato, (Lula) tomou a iniciativa de que o acordo fosse pra frente e já ordenou a todos os ministros que colaborassem com a comissão bilateral”.

Em seguida, ele menciona a criação da comissão bilateral e continua: “Daí puderam avançar as conversações sem maiores resistências. Esse passo eu acho que foi muito importante porque, de fato, não sei se da parte do governo brasileiro haveria muito esforço para levar avante este acordo. Eu creio que não, dadas as resistências que havia da parte de vários ministros e ministérios importantes para o acordo, como é o ministério da educação, das relações exteriores, da saúde, assim por diante, da cultura. E, portanto, este momento foi decisivo para que avançasse a negociação para o projeto do acordo que, depois, de fato, foi assinado”.

“Eu digo isso – naturalmente, não queria ser mal-entendido – como um fato que deve ser registrado. De fato, nós devemos a possibilidade da elaboração do acordo ao desejo, sim, do presidente Lula de que este acordo fosse firmado. E ele manifestou na ocasião que ele tinha um dever com a Igreja. Disse, sim! Recordou a sua história política, etc., digamos, a relação com a Igreja no seu tempo de sindicalista, o trabalho importante da Igreja no mundo do trabalho, na assistência social, na saúde e, portanto, disse: ‘o Brasil deve este acordo com a Santa Sé, com a Igreja Católica’”.

Algumas observações: o acordo Brasil-Santa Sé não foi até hoje devidamente regulamentado, de modo que há pouco que se comemorar; e a menção ao presidiário Lula, ao contrário de ser honrosa, deveria ser razão de vergonha para um bispo.

Vale lembrar que o presidente recém eleito assinou um termo de compromisso com os valores católicos. Possivelmente, a despeito da atitude esnobe dos bispos, Bolsonaro é quem deverá regulamentar o acordo Brasil-Santa Sé, mas, sobretudo, deverá  promover a agenda dos valores morais católicos (se é que isso importa para a CNBB).

Já é hora de parar com o choro de carpideiras e começar a aproximação com o futuro presidente do nosso país — que continua ignorado pela CNBB e pelo Vaticano. É o bem da Igreja que está em jogo e isso deveria estar acima de qualquer ideologia.

Comemorar um acordo que não saiu do papel não vale nada sem o esforço de trazê-lo à realidade, o que demanda, neste momento, engolir o próprio orgulho e assumir a civilizada e democrática (já que a democracia parece ser um dos únicos dogmas existentes para a CNBB) posição de respeito, diálogo e colaboração.

Alguém, por favor, avise Dom Odilo que a campanha eleitoral já acabou, que Bolsonaro já venceu e que Lula, bem…, Lula está preso (evidentemente, não utilizaremos a retórica de Cid Gomes para com um Cardeal Arcebispo).

15 novembro, 2018

Viganò clama a bispos americanos a enfrentarem crise de abusos corajosamente.

ROMA, 13 de novembro de 2018, LifeSiteNews | Tradução: FratresInUnum.com — Hoje o Arcebispo Carlo Maria Viganò emitiu uma mensagem sucinta aos bispos dos EUA, instando-os a enfrentar os abusos sexuais como “pastores corajosos”, em vez de “ovelhas assustadas.”

Atualmente, os bispos dos EUA estão em Baltimore, na muito aguardada assembleia anual de outono, na qual eles deveriam votar em propostas concretas para responsabilizar os bispos por suas falhas após as revelações sobre o ex Cardeal Theodore McCarrick.

A mensagem de hoje do ex Núncio Apostólico para os Estados Unidos (2011-2016) chega um dia após o Vaticano ter instado aos Bispos dos EUA que na assembleia de outono não votassem em duas ações para prevenir o encobrimento de abusos sexuais: padrões de prestação de contas para bispos e a comissão especial para recebimento de reclamações contra bispos.

Publicamos abaixo o texto oficial da mensagem do Arcebispo Viganò aos Bispso dos EUA, datada de 13 de novembro.

Dom Carlo Maria Viganò.

Dom Carlo Maria Viganò.

Queridos Irmãos Bispos dos EUA,

Escrevo-lhes para recordar-lhes o mandato sagrado que vocês receberam no dia de sua ordenação episcopal: guiar o rebanho para Cristo. Meditem em Provérbios 9:10: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria!” Não se comportem como ovelhas assustadas, mas como pastores corajosos. Não tenham medo de falar abertamente e fazer a coisa certa pelas vítimas, pelos fiéis e pela sua própria salvação. O Senhor dará a cada um de nós conforme as nossas ações e omissões.

Estou jejuando e orando por vocês.

Arcebispo Carlo Maria Viganò
O seu ex Núncio Apostólico

13 de novembro de 2018

12 novembro, 2018

Um retrato da Igreja no Brasil.

Por FratresInUnum.com, 12 de novembro de 2018 – “A Igreja deu o seu povo para o movimento socialista, que o perdeu para os protestantes”. Esta frase do nosso último editorial, como um flash, resume a trágica situação em que nos encontramos.

igreja destruidaÉ praticamente indescritível a sensação de expatriados que os católicos comuns sentem na Igreja do Brasil. Os cenários são aterradores e apenas demonstram como o clero perdeu completamente a conexão com o seu povo. Falamos como leigos.

De um lado, padres da teologia da libertação, que usam seus sermões como desculpa para a tentativa de doutrinação socialista, mas são como uma vitrola quebrada, apenas repetem chavões, ideias marteladas obsessivamente, para um público de idosas que permaneceram ali por pura inércia. Os outros, já se foram. De outro lado, conscientes da derrota para os protestantes, alguns padres adotam a mesma retórica dos pastores pentecostais e, na disputa entre quem é mais protestante, é óbvio que os protestantes acabam levando vantagem.

Em algumas igrejas, você não percebe muito bem se o que está diante de você é um padre, um coach, um comediante ou um(a) apresentador(a) de programa da tarde. São aqueles sermões: “sete passos para achar marido” ou “dê um gostinho diferente pra vidinha”… Enfim, tudo tão patético, uma palhaçada tão mal feita que dá vergonha até em quem está passando na rua!

A vida se torna um inferno para alguém que só quer ser simplesmente católico, sem esquisitices e excentricidades. Não passa pela cabeça desses senhores que um fiel queira apenas um sermão piedoso, doutrinal, baseado nas Sagradas Escrituras. Se quisesse um show-man ou um militante comunista, iria para uma stand up ou para o diretório do PT ou do PSOL.

Mas o fato é que a maioria dos padres falam, falam, falam e ninguém entende do que estão falando. A coisa não deslancha. São ideias improvisadas, embaralhadas a esmo, jogadas como carteado, à sorte, depois das quais tudo fica como estava antes, senão pior, pois as pessoas não apenas perdem a fé, mas aprendem o erro e, ao invés de se converterem, desconvertem-se e pioram. Seria muito mais útil somente fazer as leituras com pausa e boa dicção (o que já é um luxo em nossos dias) e deixar um largo tempo de silêncio. O silêncio é mais eloquente que muitos sermões!

Quando aparece um sacerdote piedoso, que não se envergonha de ser católico e de ser padre, que prepara um sermão simples e profundo, doutrinal e místico, as almas começam surgir como abelhas à procura do néctar. A Igreja logo enche. Mas, mais rápido que isso, surge a assassina inveja clerical, que, incomodando-se com o êxito pastoral do bom padre, começa a persegui-lo por todos os meios.

Será que eles não percebem que os fieis notam a trama? Logo o padre é transferido ou começam a aparecer denúncias “espontâneas”, ataques “repentinos”, polêmicas insufladas: cartas marcadas, complôs, tudo orquestrado pelas autoridades eclesiásticas.

Os bons padres, impotentes, vão sendo desanimados, isolados, até o ponto de se deprimirem e desistirem da luta. Até porque as estruturas criadas para engessar a Igreja e impedir a ação da graça são muito eficazes em realizar o seu intento homicida. A retórica é sempre a mesma: “padre, você precisa andar em comunhão”, “precisa caminhar em unidade com o plano de pastoral da diocese e da região episcopal”, “você tem ideais muito elevados de santidade, seja mais humano”, “a sua eclesiologia é muito antiquada”. Entenda-se assim: você precisa se pautar pelos fracassos dos outros e se nivelar por baixo; não se confesse, não confesse, não pregue, não converta, não reze, não adore, apenas entregue a sua alma e as almas dos fieis ao demônio, assim como os outros o fazem.

Não há Igreja mais estruturada que a Igreja do Brasil. Os fieis não imaginam o número de burocratas de batina – ou melhor, sem batina! –, que dão a vida e gastam suas energias em reuniões, assembleias, organogramas, subsídios e todas as inutilidades que a criatividade mórbida de quem não tem vida sobrenatural pode inventar. Vivem para atazanar os outros! E, literalmente, as almas que se danem! Sem confissões, sem visitas a enfermos, sem a pregação da fé, sem a vida da graça, sem o impulso dos sacramentos.

Os católicos são obrigados a não ser católicos e a ver a Paixão silenciosa dos padres que querem sê-lo.

Como o Núncio Apostólico quer renovar a Igreja valendo-se desses mesmos malfeitores que a estão destruindo impiedosamente? Se ele quisesse realmente fazer algo de útil, deveria enxergar o invisível e procurar os padres proscritos, que estão no ostracismo, os doentes, aqueles que foram postos nas paróquias mais periféricas, em suma, aqueles que não estão nos centros de poder nem nas cortes dos bajuladores dos bispos.

Esses carreiristas hipócritas desistiram de Deus e da vocação. Para eles, só existe a política eclesiástica e, através dela, a obtenção de cargos que lhes sirvam como escudo para protegerem todos os seus crimes, todas as suas máfias.

É por isso que o povo não importa, nem a fé nem a devoção. E os padres que ignoram essa politicagem eclesiástica são perseguidos e espezinhados e, literalmente, que se dane o povo!

“A Igreja deu o seu povo para o movimento socialista, que o perdeu para os protestantes”. Mas ela não o fez de um modo qualquer: criou uma estrutura iníqua para fazê-lo e não haverá como recuperá-lo sem destruí-la por completo. Se quisermos a Igreja de volta, precisamos desburocratizá-la, oxigená-la, torná-la mais simples, realmente pobre, evangélica; precisamos, em suma, esquecer todas essas estruturas de pastorais, assembleias, reuniões, e voltar à Missa e ao Terço. É duro, mas este é um retrato da Igreja no Brasil.

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11 novembro, 2018

Foto da semana.

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Fontgombault, França, 2 de novembro de 2018: Monges da abadia beneditina de Nossa Senhora de Fontgombault celebram a Santa Missa em sufrágio das almas dos fiéis defuntos.

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10 novembro, 2018

Coluna do Padre Élcio: “Enquanto os homens dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio entre o trigo”.

Evangelho do 25º Domingo depois de Pentecostes – Transferido o 5º domingo depois da Epifania – S. Mateus XIII, 24-30.

Por Padre Élcio Murucci – FratresInUnum.com, 10 de novembro de 2018

“Naquele tempo, disse Jesus às turbas esta parábola: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente em seu campo. Enquanto, porém, os homens dormiam, veio o seu inimigo, semeou o joio entre o trigo, e retirou-se. Quando a erva cresceu e deu fruto, apareceu também o joio. Então os criados do pai de família foram ter com ele e lhe disseram: Senhor, porventura não semeaste boa semente em teu campo? Donde vem, pois o joio? Respondeu-lhes ele: O homem inimigo fez isto. Perguntaram-lhe os servos: Queres que vamos arrancá-lo? Não, respondeu ele, para que não suceda que tirando o joio, arranqueis juntamente com ele o trigo. Deixai crescer um e outro até a ceifa; e no tempo da ceifa, direi aos segadores: Colhei primeiro o joio e atai em feixes para o queimar, o trigo, porém, recolhei-o em meu celeiro”.

Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

Alguns versículos mais adiante, refere São Mateus que, depois de a multidão ter partido, os discípulos se aproximaram de Jesus, pedindo-Lhe: Explica-nos a parábola da cizânia no campo.

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Jesus Cristo atende o pedido e, em poucas palavras, explica a parábola assim: Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem, que desceu a trazer à terra a verdade e a virtude. – E o campo é o mundo, que Ele veio iluminar, fecundar e salvar. – Ora, a boa semente são os filhos do reino, isto é, os justos, os eleitos, aqueles em quem a doutrina e os exemplos de Jesus frutificaram (se bem que a virtude e o estado de graça desses sejam amissíveis neste mundo – o que não acontece na ordem natural: o trigo nunca vira joio). –  E a cizânia são os filhos do espírito maligno, isto é, os maus, os ímpios, os hereges, que, pelas suas ações, são verdadeiros filhos de Satanás, (se bem que a sua malícia e corrupção possam ser lavadas e apagadas neste mundo, pela penitência – o que não acontece na ordem natural: o joio nunca vira trigo). – E o inimigo que a semeou é o demônio, que, por ódio a Deus e aos homens, faz o contrário do Salvador e semeia o erro e a mentira para nos perder. – A ceifa é a consumação dos séculos, isto é, o fim o mundo, o juízo universal. – E os ceifeiros são os Anjos, que terão o encargo de separar os bons dos maus.

Do mesmo modo, pois, acrescenta o Salvador, que a cizânia é arrancada e queimada no fogo, assim será na consumação do século. O Filho do Homem enviará os seus Anjos; eles tirarão do seu reino todos os escândalos e aqueles que operam a iniquidade; e lançá-los-ão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos de ouvir, ouça!

Caríssimos, esta parábola tem sobretudo por fim: 1º precaver-nos contra a malícia e embustes do demônio. 2º recomendar-nos a paciência com os pecadores, esperando a sua conversão; – 3º enfim, inspirar aos maus, salutar temor do juízo e do inferno, e aos bons, a desconfiança de si mesmos e a esperança da glória eterna.

Gostaria de insistir em uma observação final: Os superiores, sejam eclesiásticos, civis, militares e familiares, devem sempre vigiar porque o demônio, O INIMIGO, nunca dorme, e a ele não se pode dar lugar. Se os superiores, os governantes não estiverem sempre vigilantes, o diabo semeia a cizânia entre o trigo, isto é, introduz os maus, como por exemplo os comunistas, na Igreja, nos governos, nos exércitos; e quanto à família procuram introduzir o vírus da ideologia de gênero. Filhos que são do diabo, pai da mentira, os comunistas usam a falsidade, a astúcia, a duplicidade camaleônica, enfim a mentira. Foi sempre assim. Um padre missionário chamado George escreveu um livro com o título “God’s Under Ground”, livro este no qual narra seu apostolado clandestino em países comunistas. No capítulo V diz ter se encontrado num convento de monges com um general do Exército Vermelho. Era em território Polonês e o Padre George estava acompanhado de seus companheiros de resistência clandestina. Os comunistas tinham expulsado do tal convento alguns monges e as suas celas foram tomadas por oficiais russos. Foi aí que o Padre George encontrou-se com este general que pensou estar conversando com camaradas e assim falou abertamente: “Quanto à religião, não se espantem em ver os monges ainda aqui. Meus amigos, sabemos o que estamos fazendo. Não esquecemos que existe um irreconciliável abismo entre a religião e o Estado Soviético. O materialismo dialético nunca poderá chegar a um acordo com o Cristianismo. Nunca existiu um comunista sincero, que não fosse também ateu. Não pensem que nos esquecemos disso. Mas, no momento, o problema é complexo. Estamos agora nos assenhoreando de grande número de países católicos, como a Polônia. Este povo retardado ainda tem grande apego à sua Religião; se a atacarmos abertamente, nunca atenderão à nossa propaganda. Isto é absurdo, mas é verdade. O melhor que temos que fazer  –  e isto foi decidido nos postos mais altos de Moscou  – é desarmar a oposição inicial desta gente, alterando um pouco a nossa tática. Queremos que eles acreditem que a política mudou e que a liberdade religiosa é o projeto da URSS. Os meus homens têm ordens severas para não destruir as Igrejas destes lugares e não importunar os monges que ficaram na parte do convento a eles destinada por mim, Ficarão aqui para mostrarmos à população polonesa que nós não somos anti-religiosos. Eu mesmo, de vez em quando, vou tomar um copo de vinho com o velho abade. Nas festas principais, apareço na Igreja. Somos muito mais espertos do que os nazistas; eles se tornaram detestáveis para as populações que conquistaram no oriente, porque atacaram de frente a religião. Os senhores vêem o resultado   –  são odiados em todos os lugares. Os senhores verão. Daqui em diante vão começar a acontecer coisas estranhas para a religião. Não permitam que a confusão se estabeleça entre os camaradas; expliquem bem este plano aos membros de nossas células, como expliquei aos senhores. Estamos projetando muitas novidades para esta zona. No dia da Páscoa, por exemplo, o embaixador soviético de Constantinopla deverá comparecer à procissão da tarde, levando uma vela a fim de manifestar o seu respeito ao Patriarca Ecumênico de lá”.

Deu uma risada e comentou:

– Imaginem só! Um homem que há trinta anos faz parte dos Militantes Ateus! Eu o conheço bem. Mas devemos fazer estas pequenas coisas sem importância para o bem do Partido. O embaixador não perderá praticando essa experiência sem maldade  –  e a imprensa mundial ficará emocionada. Deixemos essa velha gente daqui ter as suas Igrejas. O nosso trabalho é com os moços. Precisamos doutriná-los completamente. Precisamos chamá-los para nós. Devemos reforçar a nossa influência com os governos futuros destes países. Graças ao acordo de Yalta. [Não é supérfluo lembrar que foi por meio deste acordo que a Rússia Soviética pôde dominar os países da chamada “Cortina de Ferro]. Mas continuou: “E então, camaradas, poderemos acelerar a marcha. Arrasar todas as escolas religiosas. Abolir os seus crucifixos antiquados. Exterminar a imprensa católica e as organizações da juventude cristã. Então, anunciaremos à população que a tal organização religiosa ortodoxa que mantivemos em Moscou era falsa”. E não há perigo. Muito em breve toda a Europa oriental será ateia. Mas agora, é mais prudente ganhar um pouco de tempo”.

Caríssimos, creio que todos devem ter compreendido. Não podemos dormir, mesmo porque os esquerdistas dizem que o comunismo hodierno é diferente; levará a felicidade aos pobres porque será adequado à realidade de cada país; não é mais aquele comunismo do século passado. Não nos deixemos enganar, não durmamos nem um segundo! Fiquem sabendo que a infiltração nos governos democráticos, pela ocupação de cargos administrativos continua a constituir uma tática poderosa dos comunistas. Que S. Excelência, o Presidente eleito do nosso Brasil cristão, fique sempre vigilante!

Ó bom Jesus, que haveis semeado em nossas almas a boa semente da vossa palavra e da vossa graça, ajudai-nos a conservá-las e a fazê-las frutificar sem mistura de cizânia, a fim de que sejamos sempre trigo puro, digno de ser recolhido nos celeiros do Vosso Pai celeste. Amém!

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8 novembro, 2018

Cuidado, CNBB, pois assim poderá ser retribuída por seus camaradas de ideologia.

Colaboração do leitor PW:

Quem gosta de Esquerda, como o infeliz padre irlandês, pode meditar no martírio do Bispo Florentino Asensio, acontecido durante a perseguição religiosa que anarquistas, comunistas e socialistas moveram contra a Igreja católica na década de 1930, na Espanha. Saldo da perseguição religiosa: foram assassinados 13 bispos, 4184 sacerdotes, 2365 frades e monges e 283 religiosas (sem contar os leigos, cujo número só Deus conhece).

O texto abaixo foi retirado do blog Mártires de Espanha.

“Na noite de 8 de agosto, foi chamado a comparecer perante a farsa que era o tribunal popular, criado pelos comunistas. Presentindo o pior, e “perante o que pudesse ocorrer” antes de abandonar a prisão, pediu ao padre Prior dos beneditinos (do mosteiro beneditino Nuestra Señora del Pueyo, também ele ali preso) para o ouvir em confissão e o absolver.

beato_florentino_asensio_barroso_aAmarraram-no em conjunto com outro homem, e os conduziram, após várias horas no calabouço a uma sala vazia onde ficaram amarrados a um poste. Entre frases grosseiras e insultuosas, uns milicianos (Héctor M., Santiago F., Antonio R., e Alfonso G.) aproximaram-se do prelado. O bispo Asensio encontrava-se a rezar silenciosamente. Santiago F. diz então a Alfonso G., que era analfabeto: “Não eras tu que desejavas comer col… de bispo? Agora tens a ocasião!” Alfonso G. não pensou duas vezes, puxou imediatamente de uma navalha de talhante, e ali, friamente retirou os testículos de D. Florentino Asensio. Jorros de sangue inundaram suas pernas e empapou o pavimento. O senhor Bispo ficou bastante pálido mas não desmaiou. Soltou um grito de dor, e teve forças para musicar uma oração ao Senhor. Sua ferida, foi cozida de qualquer maneira, a sangue frio, pior que se faz a um animal. Testemunhos afirmam que o bispo de Barbastro teria caído de dor sobre o pavimento se não estivesse amarrado em pé.

No chão encontrava-se um exemplar do jornal anarquista “Solidaried Obrera”, onde Alfonso G., recolheu os despojos, e onde os mostrou os testículos a todos, como um troféu, inclusivé nalguns bares de Barbastro.

O bispo, lancinado pelas dores, foi então empurrado à praceta diante do edíficio, onde, sem consideração alguma foi levado ao camião que o levava à morte. “Obrigaram-no a ir pelo seu próprio pé, deixando um rasto de sangue por onde passava”. Aos olhos daqueles homens, que odiavam a Santa Igreja e seus fiéis, não passava de um cão; mas aos olhos do Senhor e dos crentes, era a imagem viva, ensanguentada, e resplandecente de um novo mártir da nossa Igreja Católica.

O heróico prelado, que no dia anterior, 8 de agosto, tinha terminado uma novena ao Coração de Jesus, dizia em voz alta: “Que noite tão bela esta para mim: vou à casa do Senhor!”. José Subías, de Salas Bajas, o único sobrevivente daquelas primeiras noites de cárcere de Barbastro ouviou os seus executores dizerem: “Bem vê que não sabe para onde o levamos!…” ao que o bispo respondia: “Vós levais-me à Glória! Eu vos perdoo. No Céu, pedirei por todos vocês…”

“Anda seu porco, depressa!” diziam os carrascos. “Por mais que me façais, eu vos hei-de perdoar” dizia o bispo. Um dos anarquistas golpeou-o furiosamente na boca com um azulejo, e lhe disse: “Toma lá a comunhão!”. Extenuado, chegou ao lugar da execução, que foi no cemitério de Barbastro.

Ao receber a descarga das balas, os milicianos ouviram-no dizer: “Senhor, compadece-Te de mim”. Mas o bispo não tinha ainda morrido. O arrastaram para cima de um monte de cadáveres, e depois de uma ou duas horas de uma agonia atroz, terminaram com a sua vida terrena com um tiro. “Não lhe deram o tiro de misericórdia, logo de imediato de propósito – disse mais tarde uma testemunha – deixaram-no morrer, com grandes hemorragias, de forma a que sofresse mais”. Ouviam-no sussurrar: “Senhor, não tardeis em me abrir as portas do Céu”, “Senhor, não atrases o momento da minha morte e dá-me forças para resistir até ao último momento”.

O bispo de Barbastro, D. Florentino Asensio, foi beatificado em 04 de Maio de 1997.

7 novembro, 2018

I Simpósio Internacional em Defesa da Vida.

PROF. HERMES NERY E DRA. JANAÍNA PASCHOAL PARTICIPAM DO I SIMPÓSIO INTERNACIONAL EM DEFESA DA VIDA

O Simpósio apresentará uma declaração com ações propositivas para as ações pró-vida e pró-família, em busca de alargar o crescente movimento, para afirmar a cultura da vida, especialmente na defesa da inviolabilidade da vida humana, desde a concepção.

Estará sendo lançado o livro do Prof. Hermes Rodrigues Nery, “LEGISLAÇÃO E VIDA” – A vitória da vida no parlamento brasileiro e a sua judicialização no Supremo Tribunal Federal” (Editora Estudos Nacionais, 2018).

 

Também em anexo a programação do evento.ato pela divulgação.

5 novembro, 2018

E aí, CNBB? A ficha já caiu?

Por FratresInUnum.com, 5 de novembro de 2018:  Semana difícil para a CNBB! Eles devem estar chateados. Décadas de trabalho político jogadas no lixo da desmoralização, enquanto a população está em festa pelas primeiras nomeações do novo governo… Cada dia, uma novidade.

Contudo, este não deve ser o maior sofrimento. O fundo musical que não cessa de ressoar na mente dos nossos bispos é o de uma melodia fúnebre cuja letra é: “mas o que foi que aconteceu?”. Dar-se conta de estar fora da realidade é um choque traumático, mas a incompreensão do conjunto da obra é ainda mais desesperador.

O que a CNBB não consegue entender é que, de fato, acabou! No editorial que publicamos na segunda-feira passada, procuramos explicar muito calmamente a lógica dessa autodemolição e mostramos que esta eleição é como que o diploma do fracasso completo da CNBB.

Na última quinta-feira, dia 1 de novembro, na USP, a Faculdade de Filosofia promoveu um debate chamado “Construindo a resistência”, em que intervieram André Singer, Vladimir Safatle e Marilena Chauí. Na parte final do evento, quando os oradores respondiam perguntas, André Singer fez a seguinte consideração:

“A Igreja Católica nos ensinou a fazer as Comunidades Eclesiais de Base. É curioso um judeu falar disso, né? Mas é verdade. Só que agora a Igreja Católica mudou e essas Comunidades Eclesiais de Base perderam uma certa vitalidade no conjunto da sociedade brasileira. Então, eu vou propor que a gente forme as Comunidades Democráticas de Base: nós temos que construir comunidades em cada local de trabalho, em cada local de estudo e em cada família”.

Em outras palavras, até o André Singer já está dizendo que as CEBs não servem mais. A própria esquerda está desembarcando da CNBB.

A primeira coisa a se observar, neste sentido, é o seguinte: quando os bispos progressistas vão perceber que estão sendo jogados fora justamente porque não servem mais para nada? Os socialistas sempre trataram a Igreja como realidade descartável: quando não servir mais, joga-se fora! Agora, os descartados são eles, prisioneiros da irrelevância.

A Igreja Católica no Brasil não serve mais nem para a esquerda, à qual serviu cega e devotamente. Hoje, o PT destruiu por completo a credibilidade dos bispos e, assim como um parasita abandona o corpo do hospedeiro quando ele não lhe oferece mais substância alguma de que se aproveite, agora os abandona raquíticos, quase mortos, jogados na lama da insignificância.

De fato, tanto Haddad quanto Dom Leonardo Steiner fizeram alusão à necessidade de recorrer novamente às bases. Mas tudo não passa de delírio, blefe e ilusão…

Por que as CEBs já não servem mais? Porque o povo não está mais lá. Terão de buscá-los nas comunidades protestantes, as quais conseguiram traduzir os anseios da população, respaldando o surgimento de uma política conservadora, a total despeito da Igreja Católica e do movimento esquerdista, que ficaram a ver navios.

Não há saída histórica para este beco. A própria esquerda percebeu, como bem mostra o debate completo ocorrido na USP, que não há mais alternativa senão começar do zero e, desta vez, longe da Igreja Católica. Perderam completamente a conectividade com o povo.

Se a esquerda precisa se reinventar, quanto mais o episcopado brasileiro! Mas, a inépcia e a obstinação não lhes permitirão ver aquilo que é evidente. Continuarão falando sozinhos, fazendo discursos eloquentes para as paredes, aplaudirão a si mesmos e se darão por satisfeitos. Poderiam ir um pouco mais ao encontro dos anseios da população, mas são cegos e não retrocederão nem um milímetro. Aliás, se algum deles ler este editorial, ficará apenas com raiva, dirá que é um absurdo católicos falarem isso e não farão o que a própria esquerda está fazendo: a sua autocrítica!

Para o povo, já está claro que a Teologia da Libertação não é uma teologia inspirada no marxismo, mas é, como dizia Leonardo Boff, o “marxismo na teologia”. A Igreja deu o seu povo para o movimento socialista, que o perdeu para os protestantes. Fim da linha!

Este ano do laicato foi traumático, doeu, está revirando as chagas. Os bispos escolheram ir na contramão. Agora, estão colhendo as consequências disso.

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4 novembro, 2018

Foto da semana.

Imagens da Igreja que combate, heroicamente, na China. “Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa!” (S. Mateus, XVIII, 6-7). Créditos: Francis Choudhury

3 novembro, 2018

Coluna do Padre Élcio: “Senhor, salvai-nos, que perecemos”.

Evangelho do 24º Domingo depois de Pentecostes – Transferido o 4º domingo depois da Epifania – S. Mateus VIII, 23-27

Por Padre Élcio Murucci – FratresInUnum.com, 3 de novembro de 2018

Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

Esta barca agitada pela tempestade é uma das mais perfeitas imagens da Igreja, que transporta sobre o mar deste mundo os discípulos e servos de Jesus. O divino Mestre está lá também, realmente presente, mas oculto e parecendo dormir. Quantas e quantas vezes, desde 20 séculos, a Igreja tem visto a sua existência ameaçada pelas tempestades! Quantas perseguições, ou cruentas e declaradas, ou surdas e hipócritas! Mas devemos ter fé porque Jesus disse: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. De fato, a Igreja conhece o poder d’Aquele que vela, quando parece dormir. A Igreja é indefectível, malgrado todas as borrascas: perseguições sangrentas, heresias e/ou cismas. As portas do inferno jamais prevalecerão contra a Igreja de Cristo! A Santa Madre Igreja, nas promessas de sua origem e no desenvolvimento de sua vida sempre trouxe  o signo inconfundível da Divindade; malgrado, pois, as tempestades, as maquinações dos comunistas, os escárnios lançados contra a sua moral e seus dogmas; e não obstante as infiltrações modernistas e comunistas em suas fileiras e mesmo como veneno em suas veias, ela regenera o mundo que se efemina no prazer e se dissolve na corrupção.

Mais atualmente, serena e intangível assiste o esboroar dos tronos, o extinguir-se dos foros comunistas. Resistiu impávida e tranquila à violência dos criminosos, aos sofismas dos falsos doutores, ao gargalhar satânico da ironia impotente, à perfídia rebelde de filhos orgulhosos e corruptos, conjugados numa vasta conjuração contra a VERDADE. A Igreja, firme nas promessas de imortalidade do seu Divino Fundador, contemporiza com dignidade magnânima e, uns após outros, vai enterrando os seus inimigos não arrependidos, e generosa e alegremente, perdoando os que se humilham e se convertem. Ininterruptamente, e mesmo em tempo de crise como o nosso, a Igreja continua a semear a verdade e o bem nas almas. Se Deus conosco, quem contra nós?…

Mas em certas tempestades mais violentas, como se dá na crise atual na Igreja e na sociedade, Jesus parece dormir, enquanto que tsunamis parecem tragar-nos a nós e até a Santa Igreja. Máxime, nestas horas, é mister que resistamos fortes na fé, conservando inabalável a confiança de que Jesus, mesmo que pareça dormir, Ele vela por sua Esposa mística e por nós. Enquanto os maus tramam seus complôs, governantes conjurados contra a Igreja parecem prestes a subvertê-la e levá-la à ruína total, os fiéis atemorizados por tão ingentes perigos, chamam por Jesus. Jesus, então se levanta, comanda as ondas e os ventos; Jesus, com um seu olhar, com um sopro de sua boca, destroça os inimigos da Igreja, frustra seus malignos projetos, desfaz suas criminosas intrigas, e, então faz-se calma e a barca da Igreja retoma tranquila o seu curso através dos oceanos e serenamente leva seus filhos às praias da eterna bem-aventurança, ao porto da salvação, à Pátria do repouso eterno.

Caríssimos, hoje, nesta crise sem precedentes, se considerarmos as coisas de maneira puramente humana, não se verá de onde possa vir o socorro. Sem sombra de dúvida, porém, este socorro virá. Jamais duvidemos disto! Nosso Senhor Jesus Cristo, que parece dormir no fundo da sua barca, a Igreja, levantar-se-á, estenderá suas mãos onipotentes, seus inimigos cairão à Sua direita e à Sua esquerda, e a  Santa Madre Igreja sairá triunfante e mais forte da crise violenta em que os seus inimigos esperavam vê-la perecer. Assim sempre foi e assim sempre será!

Esta barca é também figura de nossa pobre alma, tantas vezes batida por toda espécie de tempestades, durante a viagem no mar perigoso deste mundo. A alma fiel está com Jesus; Ele acompanha-a no mar tempestuoso do mundo. É por suas ordens, é por suas inspirações, é por seus sinais que ela se engajou no tumulto dos afazeres e nos cuidados daqui em baixo. E, no entanto, embora com Jesus, na sociedade de Jesus, embora unida a Ele pela graça, a alma é sujeita às tormentas. Abandonados a nós mesmos, pereceríamos infalivelmente. Mas se Jesus está conosco e é a nosso favor, que receio podemos ter? Felizes as almas que trazem Jesus consigo e sabem recorrer a Ele!

Caríssimos e amados irmãos, as tempestades que acometem a nossa alma são muitas e variadas. São exteriores ou interiores. Entre as exteriores podemos enumerar: as doenças mais imprevistas, longas, dolorosas, dispendiosas; o luto, a perda dos que nos são caros, cuja morte nos enche de grande tristeza; a perda dos bens de fortuna, que nos precipita na miséria ou em dificuldades; calúnias, ódios, processos injustos, vinganças a que nos encontramos expostos, ainda que inocentes etc., etc.

Tempestades interiores: Mais ordinariamente o demônio deixa em paz os seus escravos. “Os cães não mordem nas pessoas da casa” diz São Francisco de Sales. As almas fiéis a Jesus, porém, são agitadas pelas tentações que vêm do demônio, da carne e do mundo. As paixões se agitam dentro delas: o orgulho, a volúpia, a inveja, a cólera, a vingança, a ambição, fazem-lhes terríveis assaltos. Estas nossas paixões como que rugem no íntimo do nosso ser e tentam revoltar-se contra o espírito, para nos arrastar ao mal.  Podemos ainda enumerar: os escândalos, as seduções do mundo, com as suas máximas falsas, as suas ilusões e os seus prazeres. O espírito de fé diz-nos, entretanto, que qualquer luta ou tempestade da vida é sempre querida, permitida ou pelo menos não impedida por Deus. Como dizia Santa Teresinha: “Tudo é graça, tudo é fruto do amor infinito de Deus”. Deus é Pai que nos prova unicamente porque nos ama.

As tempestades da nossa vida fazem que reconheçamos a nossa fraqueza e nos obrigam a recorrer a Jesus; porque sem Ele o que seria de nós?! No meio das tempestades rezamos com mais fervor; praticamos as virtudes mais sublimes: a fé, a confiança em Deus, a submissão à Sua vontade, a paciência e a caridade. As provações servem para, nesta vida, expiarmos as nossas faltas e as nossas imperfeições e merecermos uma coroa melhor no céu. E sobretudo nos tornam mais semelhantes a Jesus.

Assim, fazendo da nossa parte o que pudermos, ponhamos toda a nossa  confiança em Jesus e apressemo-nos a recorrer a Ele com fé e amor. Caríssimos, não deixemos passar uma tão bela ocasião de praticar a humildade, a penitência, a paciência e de aumentar assim os nossos méritos para o céu.

Irmãos caríssimos, não esqueçamos que, mesmo nestas tempestades, Jesus não teve em vista senão um maior bem para nós; agradeçamos-Lhe com toda a nossa alma; conservemo-nos sempre em união com Ele e seremos auxiliados. Ó doce Jesus, o importante é que estejais no coração de cada um de nós! Amém!

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