Archive for ‘Igreja’

18 março, 2021

Dom Viganò, Vaticano II e crise na Igreja.

Por Rádio Spada, 12 de março de 2021 | Tradução: Hélio Dias Viana, FratresInUnum.com 

Rádio Spada (RS): Bom dia Excelência, Agradecemos-lhe pelo diálogo que teremos. Comecemos pela Galleria neovaticana, livro de Marco Tosatti, do qual o senhor escreveu o prefácio. Permita-me contar-lhe uma anedota: não havia passado poucas horas do anúncio do envio para a impressão e já no Twitter aparecia um perfil com uma pesquisa — baseada apenas na capa e no título, obviamente — para perguntar quão evangélico era imprimir um volume dedicado a denúncias escabrosas e fatos nem sempre edificantes. O que responderia a essa objeção.

🔴 Intervista-bomba di Mons. Viganò in esclusiva per Radio Spada

Dom Carlo Maria Viganò (CMV): Permitam-me recordar aqui que Bento XVI, nos meses anteriores à sua decisão de assumir o título singular de “Papa emérito”, instituiu uma Comissão de Cardeais, presidida pelo Cardeal Herranz e composta pelos Cardeais Tomko e De Giorgi, com o objetivo de realizar uma investigação aprofundada sobre as informações confidenciais divulgadas pela Vatileaks. Naquela ocasião, tive de insistir com o Cardeal Herranz para testemunhar, uma vez que não era sua intenção interrogar-me, embora eu estivesse pessoalmente envolvido como autor dos documentos confidenciais destinados ao Pontífice, que foram roubados e entregues à imprensa. Entreguei-lhes um importante dossiê no qual explicava todas as disfunções e a rede de corrupção que conheci, e que tive de enfrentar como Secretário-Geral do Governo da Cidade do Vaticano.

Acompanhei esse dossiê com uma carta, na qual, entre outras coisas, escrevia: “Estou muito triste pelos graves danos causados ​​à Igreja e à Santa Sé pelo vazamento de tantos documentos confidenciais… Se houver algum responsável por atos tão precipitados, muito mais grave é a culpa daqueles que foram responsáveis ​​por tanta corrupção e degradação moral na Santa Sé e no Estado da Cidade do Vaticano, e de alguns cardeais, prelados e leigos que, apesar de saberem, preferiram viver com tanta sujeira, adormecendo as suas consciências para agradar ao poderoso superior e fazer carreira. Espero que pelo menos esta Comissão Cardinalícia, por amor à Igreja, seja fiel ao Santo Padre e faça toda a limpeza necessária por ele exigida e não permita que esta sua iniciativa seja novamente encoberta. Muitos jornalistas de vários países procuraram contatar-me … Fiquei calado, por amor à Igreja e ao Santo Padre. A força da verdade deve fluir de dentro da Igreja, e não dos meios de comunicação … Rezo por vós, Cardeais, para que tenhais a coragem de dizer a verdade ao Santo Padre; e rezo pelo Santo Padre, para que tenha a força para fazê-la vir à luz na Igreja ”.

Esse caudal de informações, junto com as outras evidências recolhidas pelos três Cardeais, teria permitido uma operação de limpeza: tudo foi encoberto! E só pode constituir mais um elemento de chantagem para os nomes nele contidos e, nos últimos oito anos, uma ocasião para desacreditar aqueles que, por outro lado, serviram fielmente a Igreja e a Santa Sé.

Necesse est enim ut veniant scandala; verumtamen væ homini per quem scandalum venit (Mt 18,7). Denunciar a corrupção de clérigos e Prelados impôs-se como um gesto de caridade para com os fiéis e um ato de justiça para com a Igreja atormentada, porque por um lado adverte o povo de Deus contra os lobos disfarçados de cordeiros e os mostra pelo que eles são, e por outro lado mostra que a Esposa de Cristo é vítima de um conventículo de luxuriosos ávidos de poder, e se eles forem afugentados Ela poderá voltar para pregar o Evangelho. Não é aquele que revela os escândalos que peca contra a caridade evangélica, mas aquele que executa esses escândalos e os encobre. As palavras do Senhor não dão origem a mal-entendidos.

RS: Como se sabe, indo além do tema moral, é impossível não identificar no colapso doutrinário o próprio cerne da crise da Igreja. Em relação a isso, em várias ocasiões o Senhor expressou uma forte crítica ao Vaticano II. Neste ponto, pediríamos mais especificações. Falando com Sandro Magister, atacou: “A bela fábula da hermenêutica — embora credível pelo seu Autor — permanece, no entanto, uma tentativa de querer dar a dignidade de um Concílio a uma verdadeira emboscada contra a Igreja”. Podemos, portanto, esclarecer que o problema não é identificável apenas pelo Vaticano II, mas também no Vaticano II? Em outras palavras, o processo revolucionário teve um ponto de inflexão com o “Concílio”, e não somente após o “Concílio”? Não apenas o espírito do Vaticano II, mas também sua letra deve ser acusada?

CMV: Não vejo como se pode argumentar que existe um suposto Vaticano II ortodoxo do qual ninguém fala há anos, traído por um espírito do Concílio que todos também elogiaram. O espírito do Concílio é o que o anima, o que determina sua natureza, particularidade, características. E se o espírito é heterodoxo enquanto os textos conciliares não parecem doutrinariamente heréticos, isso deve ser atribuído a um movimento astuto dos conspiradores, à ingenuidade dos Padres conciliares e à conivência daqueles que preferiram procurar outro lugar, desde o início, em vez de se posicionarem com uma condenação clara dos desvios doutrinais, morais e litúrgicos.

Os primeiros a estarem perfeitamente cientes da importância de colocar a mão nos textos conciliares a fim de usá-los depois para seus próprios fins foram os cardeais e bispos progressistas, particularmente alemães e holandeses, com seus especialistas. Não é por acaso que eles conseguiram rejeitar os esquemas preparatórios apresentados pelo Santo Ofício e ignoraram as propostas do episcopado mundial, incluindo a condenação dos erros modernos, especialmente do comunismo ateu; também conseguiram impedir a proclamação de um dogma mariano, vendo nele um “obstáculo” ao diálogo ecumênico. A nova liderança do Vaticano II foi possível graças a um verdadeiro golpe de estado, ao papel proeminente do jesuíta Bea e ao apoio de Roncalli. Se os Esquemas tivessem sido mantidos, nada do que saísse das Comissões teria sido possível, porque se baseavam no modelo aristotélico-tomista que não permitia formulações equívocas.

A letra do Concílio deve, portanto, ser acusada, porque foi daí que começou a revolução. Por outro lado, poderia citar-me um caso na história da Igreja em que um Concílio Ecumênico tenha sido deliberadamente formulado de maneira equívoca para garantir que o ensinado em seus atos oficiais viesse depois a ser subvertido e contraditado na prática? Isso é suficiente para catalogar o Vaticano II como um caso em si, um hápax sobre o qual os estudiosos poderão se fundamentar, mas que deverá encontrar uma solução por parte da autoridade suprema da Igreja.

RS: Como ficou sabendo dessa crise? Um processo gradual? Um fato imediato que se desenvolveu em curto prazo?

CMV: A minha tomada de consciência foi progressiva e começou relativamente cedo. Mas compreender ou começar a suspeitar que aquilo que nos foi apresentado como sendo fruto da inspiração do Espírito Santo havia sido realmente sugerido pelo inimicus homo não foi suficiente para derrubar aquele sentimento de dolorosa obediência à Hierarquia, mesmo na presença de múltiplas provas de má fé e a malícia de alguns de seus membros. Como já tive oportunidade de declarar, o que vimos então materializar-se — falo, por exemplo, de algumas novidades, como a colegialidade episcopal, ou o ecumenismo ou o Novus Ordo — podem surgir como tentativas de ir ao encontro do desejo comum de renovação, de reconstrução do pós-guerra. Diante do boom econômico e dos grandes acontecimentos políticos, a Igreja parecia dever se rejuvenescer de alguma forma, ou como nos diziam todos, a começar pelo Santo Padre. Os acostumados à disciplina pré-conciliar, ao respeito à Autoridade, à veneração do Romano Pontífice nem ousaram pensar que aquilo que nos foi sub-repticiamente mostrado como meio de difundir a Fé e converter muitas almas à Igreja Católica era na verdade um veículo, um engano por trás do qual se escondia na mente de alguns a intenção de cancelar progressivamente a Fé e deixar as almas no erro e no pecado. Quase ninguém gostou dessas “novidades”, muito menos os leigos, mas elas nos foram apresentadas como uma espécie de penitência a ser aceita, tendo em troca uma maior difusão do Evangelho e o renascimento moral e espiritual de um mundo ocidental prostrado pela guerra e ameaçado pelo materialismo.

Mudanças radicais começaram com Paulo VI, com a reforma litúrgica e a proibição drástica da Missa Tridentina. Senti-me pessoalmente magoado e desamparado quando, como jovem secretário da Delegação Apostólica de Londres, a Santa Sé proibiu a Associação Una Voce de celebrar uma única Missa segundo o Rito Antigo na cripta da Catedral de Westminster.

Durante o pontificado de João Paulo II, algumas das instâncias mais extremas do Concílio encontraram força motriz no panteão de Assis, nas reuniões nas mesquitas e sinagogas, nos pedidos de perdão pelas Cruzadas e pela Inquisição, com a chamada purificação da memória. A carga subversiva de Dignitatis humanae e Nostra ætate foi evidente naqueles anos.

Depois veio Bento XVI e a liberalização da liturgia tradicional, até então ostensivamente objeto de oposições, apesar das concessões papais após as sagrações episcopais de Ecône. Infelizmente, os desvios ecumênicos não cessaram nem mesmo com Ratzinger, e com eles a ideologia conciliar que os justificou. A renúncia de Bento XVI e a chegada de Bergoglio continuam a abrir os olhos de muitas pessoas, especialmente dos fiéis leigos.

RS: Um tema distinto, mas ligado, é aquele relativo aos protagonistas da temporada conciliar e pós-conciliar. Detenhamo-nos por um momento na figura de Ratzinger: o papel do teólogo bávaro tanto no Vaticano II como depois é inegável, embora com diversas nuances (recordamos que de 1981 a 2005 foi Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, de 2005 a 2013 reinou no Trono de Pedro, desde 2013 é o “Papa Emérito”). De nossa parte, o julgamento sobre o significado do ratzingerismo é certamente negativo: sob a sua administração da Congregação para a Doutrina da Fé, prosperaram os mesmos desvios que hoje vemos “florescer” explicitamente; assim que ascendeu ao sólio pontifício, removeu a tiara do brasão papal; e continuou no caminho do ecumenismo indiferentista, renovando as celebrações escandalosas em Assis; em Erfurt chegou a afirmar que “o pensamento de Lutero, toda a sua espiritualidade era inteiramente cristocêntrica”; no Motu proprio Summorum Pontificum definiu a Missa de todos os tempos e o Novus Ordo como duas formas do mesmo rito (quando, ao contrário, implicam duas teologias totalmente diferentes); depois criou este híbrido improvável do “Papa emérito vestido de branco” que — independentemente das intenções, que não julgamos — parece não ser apenas um mal-entendido perigoso, mas uma engrenagem quase necessária do dualismo que anima a dinâmica atual de dissolução eclesial. Esses poucos exemplos, que poderiam ser seguidos por muitos outros, são, em nossa opinião, reveladores do fato de que Ratzinger sempre esteve do outro lado da cerca, embora com papéis e posições que não são idênticos. Já vimos sua afirmação sobre a “bela fábula da hermenêutica”, mas também em outras ocasiões o V. Exa. apontou alguns aspectos problemáticos do pensamento de Ratzinger. Referimo-nos em particular à sua declaração recente no LifeSiteNews na qual sustentou: “No entanto, seria desejável que, especialmente em consideração ao Julgamento Divino que o aguarda, ele se distancie definitivamente dessas posições teologicamente incorretas — estou me referindo em particular aos da Introdução ao Cristianismo — ainda hoje difundidas nas universidades e seminários que se orgulham de declarar católicos”. Portanto, perguntamos: se resumisse seu julgamento sobre o pensamento do teólogo bávaro, o que diria aos nossos leitores? Além disso, como teve a oportunidade de trabalhar em estreita colaboração com Bento XVI, o que pode nos dizer sobre ele no nível humano? Não é — sejamos claros — uma questão sobre aspectos reservados, mas sobre a sua personalidade, que V.Exa. pôde conhecer de perto.

CMV: Estou, infelizmente, de acordo, não sem uma profunda dor, com os pontos que você enumerou, embora com algumas nuances. Muitos atos de governo de Bento XVI se alinham com a ideologia conciliar, que o teólogo Ratzinger sempre defendeu com ardor e convicção. Sua formação filosófica hegeliana levou-o a aplicar o esquema tese-antítese-síntese no campo católico. Por exemplo, ao considerar que os documentos do Concílio (tese) e os excessos do pós-concílio (antítese) podem ser resolvidos na famosa hermenêutica da continuidade (síntese); tampouco escapa a invenção do Papado emérito, onde entre ser Papa (tese) e não mais ser Papa (antítese) se opta pela fórmula conciliatória de sê-lo apenas em parte (síntese). A mesma mentalidade determinou tudo o que fez para liberar a liturgia tradicional, que ele coloca ao lado do seu oposto conciliar na tentativa de agradar tanto aos autores da revolução teológica quanto aos defensores do venerável rito tridentino.

O problema é, portanto, de natureza intelectual, ideológica: surgiu todas as vezes que o teólogo bávaro tentou resolver a crise que aflige a Igreja. Em todos esses casos, sua formação acadêmica, influenciada pelo pensamento de Hegel, acredita que é possível combinar água com óleo. Não tenho motivos para duvidar que Bento XVI tenha querido a seu modo fazer um gesto de conciliação com o tradicionalismo católico. Nem que não esteja consciente da situação desastrosa em que se encontra o corpo eclesial; mas a única maneira de reconstruir a Igreja é seguir o Evangelho com uma perspectiva sobrenatural e sabendo que, pelo desígnio de Deus, o Bem e o Mal não podem ser reunidos num meio-termo fantasmagórico, mas que serão sempre contrários e irreconciliáveis, e que servindo a dois senhores acaba não se satisfazendo a nenhum dos dois.

Quanto ao meu conhecimento direto de Bento XVI, posso dizer que nos anos de seu pontificado, em que servi a Igreja na Secretaria de Estado, no Governo da Cidade do Vaticano e como Núncio nos Estados Unidos, a ideia que me fiz é a de que ele se cercou de colaboradores inadequados, nos quais não se podia confiar, e até de alguns corruptos, que se aproveitaram muito de sua suavidade de caráter e do que poderia ser considerada uma espécie de síndrome de Estocolmo, em particular com o Cardeal Bertone e seu secretário particular.

RS: Em alguns artigos publicados em CatholicFamilyNews.com foi apontado que no tocante à situação da Igreja a posição de V.E. é próxima à de Monsenhor Bernard Tissier de Mallarais, um dos quatro bispos sagrados por Monsenhor Lefèbvre. A mesma fonte mencionou uma citação de V.Exa. no sentido de que Monsenhor Lefèbvre teria sido um confessor exemplar da Fé. À luz das fortes críticas ao Concílio, e de, por outro lado, não aderir ao sedevacantismo, poder-se-ia supor que a posição de V.Exa. seja muito próxima à da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Poderia dizer-nos algo a respeito?

CMV: Em muitos setores do mundo católico, e principalmente nos ambientes conservadores, afirma-se que Bento XVI seria o verdadeiro Papa, e que Bergoglio seria um antipapa. Esta opinião se baseia, por um lado na convicção de que sua renúncia teria sido inválida (pela forma como foi redigida, por pressões externas, ou pela distinção entre munus e ministerium papal), e, por outro, que um grupo de cardeais progressistas manobrou para garantir que um candidato de sua autoria fosse eleito no conclave de 2013, violando assim as normas estabelecidas por João Paulo II na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis. Para além da verossimilhança que possam ter essas afirmações, que se confirmadas invalidariam a eleição de Bergoglio, é um problema que só pode ser resolvido pela Autoridade Suprema da Igreja, quando a Providência Se dignar pôr fim a esta situação de gravíssima confusão.

 

9 março, 2021

Francisco no Iraque, distanciamento zero: “Aquele que me faz decidir assim, que se ocupe das pessoas”. O paganismo da “fraternidade universal” a todo vapor.

FratresInUnum.com, 9 de março de 2021 – “A viagem do pontificado”, assim a qualificou a um jornalista durante a entrevista do voo papal de regresso a Roma. E, de fato, foi. Depois de tantos meses de pandemia, Francisco contrariou todas as normas de distanciamento recomendadas e até impostas, como se o vírus tivesse dado uma trégua aos cidadãos iraquianos.

Papa conclui visita ao Iraque com missa para milhares de fiéis | Mundo | G1

Trinta mil pessoas lotaram a missa de encerramento da visita do Papa Francisco ao Iraque.

As fotos das multidões aglomeradas em torno das ruas para ver o Papa chamaram muito a atenção, até o ponto em que um jornalista perguntou se ele não estaria preocupado pelo fato de algumas pessoas poderem adoecer e até morrer em decorrência de um contágio ocorrido naqueles dias. A resposta de Francisco foi uma evasiva daquelas:

“Como eu disse anteriormente, com o tempo as viagens ‘ficam cozinhando’ na minha consciência, e esta é uma das coisas que me fortalecia. Pensei muito, rezei muito sobre isso e finalmente tomei a decisão que realmente veio de dentro. E eu disse que Aquele que me faz decidir assim, que se ocupe das pessoas. Mas depois da oração e da consciência dos riscos. Depois de tudo isso”.

Agora, a gente se pergunta:

O que vão dizer esses bispos que estão trancando Igrejas e negando sacramentos ao povo com a desculpa das restrições governamentais impostas por ditadores que não sofrem a mínima oposição? Bispos há que não saem de casa, que estão totalmente confinados, cujo único conselho espiritual ao povo é: “fique em casa”.

O que fazer, agora, quando o próprio Papa relativizou o fanatismo sanitarista quando o assunto foi causar um impacto midiático como o primeiro pontífice a visitar o Iraque?

Mas, se fosse uma visita apostólica a mais, tudo bem. Houve, em todo o episódio iraquiano destes dias, algumas ocorrências problemáticas que quase ninguém percebeu…

Paulo VI foi o primeiro papa a visitar Jerusalém depois de São Pedro. E não apenas isso, há diversos testemunhos e fotos de que ele usava com bastante frequência o ephod, aquele artefato que os sacerdotes judeus usavam sobre os paramentos enquanto serviam o templo, aquele que foi utilizado por Caifás quando condenou Nosso Senhor à morte. Paulo VI, sob certo aspecto, reconduziu à Igreja a uma espécie de regressão judaica.

Agora, Francisco conseguiu ir mais longe: regrediu a Ur dos Caldeus, terra de onde Abrão saiu, abandonando a idolatria para servir apenas ao Deus vivo e verdadeiro. O gesto de Bergoglio é simbolicamente uma regressão ao paganismo, aquele paganismo que desde há tempos inspira o seu ecologismo teológico e a sua visão deísta e filantropista da fraternidade humana.

Na oração que dirigiu no encontro inter-religioso, Francisco simplesmente não mencionou o nome de Jesus, aquele do qual disse São Paulo “que todo joelho se dobre no céu, na terra e nos infernos”. Se o Islã nega que Allah tenha filhos, nega o Deus da Divina Revelação, e recai naquela censura do Apóstolo: “É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho” (1 João 2,22), como Francisco, o apóstolo da fraternidade universal, poderia ferir  sua suscetibilidade?

Falando de sua visita ao Aiatolá Al Sistani, líder máximo dos muçulmanos xiitas, Francisco disse: “Senti o dever de fazer esta peregrinação de fé e de penitência, e de ir encontrar um grande, um homem sábio, um homem de Deus: só escutando-o é que se pode perceber isto”. E, mais adiante, continuou dizendo que ele é “um homem humilde e sábio, este encontro me fez bem à alma. Ele é uma luz, e estes sábios estão em toda parte porque a sabedoria de Deus foi espalhada pelo mundo inteiro. A mesma coisa acontece com os santos que não são apenas os que estão nos altares”.

Prosseguindo, Francisco confessa que tudo isso faz parte de um plano: “O documento de Abu Dhabi de 4 de fevereiro foi preparado com o Grão Imame em segredo, durante seis meses, orando, refletindo e corrigindo o texto. Foi – é um pouco presunçoso dizê-lo, o tomem como uma presunção – um primeiro passo do que você me pergunta. Podemos dizer que este (a visita a Al Sustami) seria o segundo e que haverá outros. O caminho da fraternidade é importante”.

Francisco é muito consciente dos passos que dá: “Você sabe que há algumas críticas: que o Papa não é corajoso, é um inconsciente que está dando passos contra a doutrina católica, que está a um passo da heresia, há riscos. Mas estas decisões são sempre tomadas em oração, em diálogo, pedindo conselho, em reflexão”.

Certamente, Francisco se referiu às admoestações feitas especialmente por Dom Athanasius Schneider, que ousou interpelá-lo pessoalmente e, diante do qual, o Papa também foi evasivo.

Portanto, fica muito evidente que Francisco está levando a Igreja para bem longe do anúncio explícito de que o único Senhor e Salvador do mundo é Nosso Senhor Jesus Cristo, o filho da Virgem Maria, o Cabeça do seu Corpo Místico, que é a Igreja. Estamos em mar aberto, rumo à completa apostasia, enquanto o mundo inteiro está preocupado com uma pandemia que pode fazer greve quando o assunto é aviltar a doutrina católica e pisar no Sangue Preciosíssimo de Nosso Senhor.

Exsurge, Domine!

17 fevereiro, 2021

Desespero de causa. A Mensagem sobre a CF do Papa Francisco.

FratresInUnum.com, 17 de fevereiro de 2021 – A coisa deve estar fervendo nas altas cúpulas da CNBB. A crise gerada pela divulgação das heresias ideológicas do Texto Base da Campanha da Fraternidade (CF) provocou tal revolta no povo católico que as Excelências tiveram que apelar para o único argumento que lhes restou: o argumento de autoridade patrocinado pela Mensagem do Papa Francisco.

Acontece que, no texto, Francisco não faz senão um endosso do tema da Campanha, o qual não foi nem de longe o objeto da crítica dos fiéis. Deste modo, parecendo respaldar os bispos, Francisco apenas se esquiva das questões ferventes, bem naquele estilo jesuítico atualmente conhecido por todo o orbe católico.

De fato, eles estão desesperados! A hemorragia de críticas se tornou incontrolável e a única alternativa que lhes resta é desfraldar esta pífia nota e rezar (se é que lhes passa pela cabeça tal coisa) para que a fervura se acalme.

Enquanto isso, pelas redes, os fiéis se mantêm firmes e fortes.

O movimento de adesão ocorrido nos últimos dias, que atraiu o apoio de padres e bispos, foi de baixo para cima: ou seja, os pastores apenas atenderam o clamor dos seus fieis e resolveram se posicionar de acordo com eles. Não se trata de uma articulação da hierarquia para mobilizar o povo, mas exatamente o contrário: é o povo que está provocando uma atitude sadia no clero e, quando ele corresponde à altura, é o próprio povo que o aplaude e estimula.

A carta de Francisco chega para tentar inibir especialmente os bispos, mas todos sabem que será impossível silenciar o grito do dos fiéis.

Por outro lado, se o próprio Francisco diz que os pastores devem ter cheiro de ovelhas e que eles precisam seguir sensus fidelium ao invés de lhes impor uma direção, parece que agora ele deixa o campo ainda mais livre para a polêmica sobre os pontos que realmente interessam: a ideologia de gênero, o gayzismo, o sincretismo religioso e, sobretudo, o dinheirismo que está sob isso tudo.

A popularidade do Papa está mais baixa que o Mar Morto e a sua tentativa de salvar a pele dos amiguinhos brasileiros apenas vai deixar os fiéis com mais sangue nos olhos. Era muito mais fácil pedir desculpas, suprimir os textos problemáticos ou até mesmo derrogar o texto base e substituí-lo por outro mais consensual. Mas essa gente veio mesmo é para dividir e cinicamente usar o discurso da “união” como método para calar os discordantes.

O que eles não esperavam era que o povo estivesse tão acordado como está. O flagrante foi dado, as pessoas estão revoltadas, a crise é irreversível, a CF teve a sua maior perda da história e tudo isso apenas serviu para deixar as pessoas ainda mais vacinadas contra a teologia da libertação.

Os poucos padres e bispos que se levantaram são apenas uma ínfima amostra de um movimento silencioso que cresce há décadas e por todos os lados: a CF é uma inciativa odiosa e todo o episódio atual não passa de um boicote barulhento que sucedeu um boicote silencioso que continuará acontecendo, a despeito de cartas papais ou choradeiras episcopais.

Abaixo, a íntegra da Mensagem do Papa Francisco.

*

Mensagem do Papa Francisco por ocasião da Campanha da Fraternidade 2021.

Fonte: Vatican News

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Com o início da Quaresma, somos convidados a um tempo de intensa reflexão e revisão de nossas vidas. O Senhor Jesus, que nos convida a caminhar com Ele pelo deserto rumo à vitória pascal sobre o pecado e a morte, faz-se peregrino conosco também nestes tempos de pandemia. Ele nos convoca e convida a orar pelos que morreram, a bendizer pelo serviço abnegado de tantos profissionais da saúde e a estimular a solidariedade entre as pessoas de boa vontade. Convoca-nos a cuidarmos de nós mesmos, de nossa saúde, e a nos preocuparmos uns pelos outros, como nos ensina na parábola do Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37). Precisamos vencer a pandemia e nós o faremos à medida em que formos capazes de superar as divisões e nos unirmos em torno da vida. Como indiquei na recente Encíclica Fratelli tutti, «passada a crise sanitária, a pior reação seria cair ainda mais num consumismo febril e em novas formas de autoproteção egoísta» (n. 35). Para que isso não ocorra, a Quaresma nos é de grande auxílio, pois nos chama à conversão através da oração, do jejum e da esmola.

Como é tradição há várias décadas, a Igreja no Brasil promove a Campanha da Fraternidade, como um auxílio concreto para a vivência deste tempo de preparação para a Páscoa. Neste ano de 2021, com o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”, os fiéis são convidados a «sentar-se a escutar o outro» e, assim, superar os obstáculos de um mundo que é muitas vezes «um mundo surdo». De fato, quando nos dispomos ao diálogo, estabelecemos «um paradigma de atitude receptiva, de quem supera o narcisismo e acolhe o outro» (Ibidem, n. 48). E, na base desta renovada cultura do diálogo está Jesus que, como ensina o lema da Campanha deste ano, «é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade» (Ef 2,14).

Por outro lado, ao promover o diálogo como compromisso de amor, a Campanha da Fraternidade lembra que são os cristãos os primeiros a ter que dar exemplo, começando pela prática do diálogo ecumênico. Certos de que «devemos sempre lembrar-nos de que somos peregrinos, e peregrinamos juntos», no diálogo ecumênico podemos verdadeiramente «abrir o coração ao companheiro de estrada sem medos nem desconfianças, e olhar primariamente para o que procuramos: a paz no rosto do único Deus» (Exort. Apost. Evangelii gaudium, n. 244). É, pois, motivo de esperança, o fato de que este ano, pela quinta vez, a Campanha da Fraternidade seja realizada com as Igrejas que fazem parte do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC).

Desse modo, os cristãos brasileiros, na fidelidade ao único Senhor Jesus que nos deixou o mandamento de nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou (cf. Jo 13,34) e partindo «do reconhecimento do valor de cada pessoa humana como criatura chamada a ser filho ou filha de Deus, oferecem uma preciosa contribuição para a construção da fraternidade e a defesa da justiça na sociedade» (Carta Enc. Fratelli tutti, n. 271). A fecundidade do nosso testemunho dependerá também de nossa capacidade de dialogar, encontrar pontos de união e os traduzir em ações em favor da vida, de modo especial, a vida dos mais vulneráveis. Desejando a graça de uma frutuosa Campanha da Fraternidade Ecumênica, envio a todos e cada um a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Roma, São João de Latrão, 17 de fevereiro de 2021.

[Franciscus PP.]

15 fevereiro, 2021

O que há por baixo da polêmica em torno da Campanha da Fraternidade de 2021.

FratresInUnum.com, 15 de fevereiro de 2021 – Em seu vídeo do último domingo, Dom Odilo Scherer disse que “ainda nem começou a CF2021, já está dando polêmica”. Sentimos muito discordar de Sua Eminência, mas, a realidade é que nem começou a CF2021 e ela já acabou, porque sepultada pelos católicos.

Resultado de imagem para cnbb autoridade

Ao contrário do que sugerem algumas análises de comentadores situacionistas, a polêmica não é obra de um reduzido grupos de católicos ultraconservadores, mas do povo fiel, a ponto de chamar a atenção de sites e jornais… Entre o povo, é só no que se fala, sempre em tons de indignação e repúdio.

O desprestígio da CF-TL

Há quase 60 anos, a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade, mudando a tônica do tempo quaresmal da preocupação com o pecado para temas revolucionários, trocando a graça transcendente pelo imanentismo político próprio da Teologia da Libertação. Mas algo mudou nesses 60 anos.

Antigamente, os católicos não entendiam muito bem a tal CF, mas tinham benevolência para com os seus pastores e aceitavam com bom espírito aquela inovação. Atualmente, os católicos já percebem o que é a Teologia da Libertação e qual a sua finalidade, isto é, a instrumentalização do altar pela esquerda dita católica. Os leigos de hoje não somos mais os leigos de 60 anos atrás. Estamos bem cientes de quem é e de quem não é.

Falácias de autoridade

Neste sentido, parece-nos realmente risível a atitude de boa parte dos bispos que, para submeter o povo à CF, apelam para argumentos de autoridade do tipo: “quem não está com os bispos, está fora da Igreja” ou “os bispos não podem errar”. Ora, mas será que esses prelados pensam realmente que nós somos imbecis? Eles não perceberam que hoje os católicos são muito mais bem formados do que naqueles tempos em que grassava o analfabetismo pelo Brasil?

De fato, nós entendemos muito bem a definição clássica da Igreja dada por S. Roberto Belarmino e recordada pelo próprio Papa Paulo VI, do qual dizem ser devotos: “A Igreja é a assembleia dos homens que professam a mesma fé cristã, na comunhão dos mesmos sacramentos, sob a guia dos legítimos pastores e especialmente do romano Pontífice”

Em outras palavras, a eclesiologia atual trocou a comunhão na verdade pela por qualquer consenso de bispos que não se importam com a ortodoxia. A fé é o elemento estruturante da Igreja e é ela que confere legitimidade aos pastores. Não adianta vir com carteirada! O episcopado não é um poder absoluto, nem o sumo pontificado o é. Ambos estão a serviço da profissão da fé católica e hoje nós temos todos os recursos para comparar aquilo que se ensina com o ensino de todos os Santos Padres, Doutores da Igreja e dos maiores teólogos de todos os tempos, talvez mais até do que muitos que ostentam mitras sobre as suas cabeças. Já fomos advertidos: “Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema” (Gl 1, 8). 

Resumindo: os maiores heresiarcas de todos os tempos foram leigos ou bispos? Será que adianta agora nos apresentar apenas argumentos de autoridade?

Ideologia e CF

Dom Pedro Stringhini, bispo de Mogi das Cruzes, SP, foi mais sincero ao dizer que a CF é ideológica, mesmo. “Quem critica diz que isso é ideológico. Claro que é, claro que é ideológico! Porque quando fala dos pobres, quando fala contra as desigualdades, quando fala a favor da ideologia, claro que é ideológico! E quem fala contra é ideológico também. Estes que são aí da extrema direita, que estão falando contra a Campanha, eles estão defendendo a ideologia deles. Vamos dialogar”.

A concepção de ideologia mudou completamente de sentido entre os marxistas. Marx a entendia negativamente: a ideologia seria uma falsificação da realidade, que é cruamente material; Gramsci a entendia positivamente: como tudo é ideológico, o que se precisa fazer é a contraposição dialética das ideologias, exatamente como defende Dom Stringhini em sua declaração.

CONIC e Ecumenismo

A presidência da CNBB teve uma versão diferente da apresentada pelo bispo de Mogi das Cruzes, pois resolveu esquivar-se da responsabilidade pelo Texto Base com a finalidade de salvar a coleta do Domingo de Ramos e jogou a bomba nas mãos do CONIC.

Aliás, o próprio Dom Odilo disse que “essa polêmica está movida por preconceitos e paixão anti-ecumênica”, tentando desviar o foco do escândalo do texto base. Ora, mas este argumento foi brilhantemente destruído pelo Anderson Reis, que demonstrou que todas estas ideias apresentadas pelo CONIC não são sequer oriundas dos “evangélicos” do Brasil, em sua maioria conservadores e avessos a tais absurdos, tanto quanto os católicos.

O argumento “ecumenicista” não passa de uma tentativa de desconversa.

Fato é que um documento que fala de diálogo e que se apresenta como ecumênico não levou em conta a fé dos católicos nem da massa dos “evangélicos pentecostais”, mas tão somente a dos “protestantes tradicionais”, e sequer foi conhecido pelos bispos que o endossariam para as suas dioceses. A CNBB reconheceu que foi surpreendida pelo assunto e agora tem de pagar caro por este desprestígio.

Desgaste de anos

Todavia, se os bispos da CNBB fossem sinceros, reconheceriam subitamente que a Campanha da Fraternidade está mais do que desgastada entre os próprios bispos, os padres e o povo, e que a única força que ainda a mantém de pé é o “conservadorismo de esquerda” da velha guarda de ativistas petistas que ainda infestam a Conferência.

Nenhuma polêmica ganharia tais proporções se já não estivesse profundamente problematizada no coração dos católicos. Os fieis não aguentamos mais! Queremos a nossa quaresma de volta, isto é, aqueles que ainda tiveram a oportunidade de viver algum tipo de quaresma antes do sequestro ideológico operado pela CF, porque as gerações mais novas sequer tiveram chance de viver uma quaresma descontaminada de política esquerdista.

Agora, mais do que nunca, o descontentamento dos católicos está escancarado. Todos querem ter apenas o direito de fazerem as suas devoções quaresmais e preparar-se santamente para a Páscoa. Será pedir demais? Parece que para os bispos, sim! A ideia de suprimir a CF está fora de cogitação. Ela é mais obrigatória do que o dogma católico! – Houve padre que chegou até a dizer que falar mal da CF é pecado, enquanto diz que “Deus está se lixando se você faltou à missa” e que o relacionamento com Deus deve ser “sem culpa”, “sem esta coisa maluca de pecado” (ou seja, o pecado existe apenas de acordo com a conveniência hipocritamente sustentada por este padre).

O perigo dos conservadores

Se a CNBB fosse esperta – e é! – iria se valer agora dos chamados “conservadores” (dessa gente que defende o aggionarmento engomado, que veste batina, reza em latim e tem aquela enganosa estética tradicional; que não abomina a missa de sempre, desde que se incense a missa nova) para anestesiar a resistência dos católicos.

Daqui a pouco começarão a aparecer padres desse naipe que começarão a “acalmar os afoitos”, a dizer que “não precisamos ser tão contundentes”, a pedir moderação, luxo e sofisticação, justamente para deixar o caminho para os revolucionários.

Não podemos cair neste engodo. Aliás, precisamos deixar muito claro para todos que essa movimentação popular é totalmente descoordenada e que não aceitamos nenhum tipo de atenuação da situação atual: rejeitamos inteiramente o Texto Base e a CF, não queremos mais nenhuma linguagem enganosa e não toleraremos senão a abjuração completa deste documento nefasto.

Uma iniciativa corajosa, mas ambígua

No ano de 1988, centenário da abolição da escravatura, Dom Eugênio Salles rejeitou o Texto Base da CF, que instigava a luta racial, e criou um texto próprio para a Arquidiocese do Rio de Janeiro. A esquerda católica estrebuchou, mas nada aconteceu. Era um direito inalienável dele enquanto pastor próprio de sua diocese e, portanto, fez prevalecer a sua prerrogativa pastoral.

Agora, outra iniciativa foi tomada na mesma linha. Dom Fernando Guimarães, arcebispo militar, escreveu uma carta à Presidência da CNBB em que diz que não serão utilizados os textos da CF em sua circunscrição. A iniciativa foi corajosa, sobretudo porque diz que não enviará os recursos da coleta do Domingo de Ramos para a CNBB (nada lhes dói mais do que isso), mas ainda ambígua, pois o arcebispo louva o diálogo inter-religioso e recomenda a Fratelli tutti. Enfim, no meio de tantas evasivas, pelo menos uma atitude de discreta resistência que pode inspirar atitudes ainda mais corajosas.

Linguagem ambígua ou propositalmente calculada?

Enquanto a CNBB se esquiva da responsabilidade pelo texto, especialmente nas questões de ideologia de gênero, vozes importantes dizem que exatamente foi este o ponto principal do Texto Base. A língua bífida da serpente sempre trabalha com a mentira e a contradição!

O Padre Antônio Carlos Frizzo, assessor eclesiástico da Pastoral de Fé e Política e um dos secretários da CNBB responsáveis pela CF, em entrevista à Deutshe Welle, traduzida pela Unisinos (jesuítas), disse que o texto base “põe o dedo na ferida. Precisamos superar a violência pela força do diálogo e com a dimensão cristã dialogando. Contra todo tipo de violência: contra os negros, as mulheres, os LGBTs e, sobretudo, a violência contra a natureza”, pois, “o Brasil é um dos países que mais matam pessoas transexuais. (…) Por isso o texto-base usa, sim, dados para marcar e apontar a violência que se volta contra as pessoas que são homossexuais, transexuais etc., e também contra as pessoas que são ligadas a movimentos dos direitos humanos. O Brasil é uma sociedade tremendamente violenta. Não é mais cordial. Predomina a intolerância”.

Ele confessa que se escolheu “o tema ‘diálogo’, sobretudo pelo que ocorreu no Brasil depois do surgimento do governo Bolsonaro, quando a sociedade ficou muito dividida”.

Em outro artigo, o Padre Danilo Pena, citando um texto do famoso jesuíta James Martin, conhecido por sua adesão teológica ao movimento LGBT, diz que não se pode usar “um léxico que seja mais confortável à Igreja. Processos de reconciliação precisam respeitar a dignidade do fenômeno sem analogias. Assim, a Igreja acerta quando, ao invés de prescrever expressões alternativas, respeita e utiliza os nomes que já pertencem às pessoas que se sentem representadas por eles: “gay”, “lésbica”, “queer”, “LGBT” e “LGBTQI+”, por exemplo. Usar estas expressões, sem medo do tribunal da internet e do juízo dos católicos farisaicos, faz parte de uma opção eclesial que busca a abertura para um necessário avanço pastoral”.

Em outras palavras, o recuo dado pela cúpula da CNBB foi apenas retórico e momentâneo. A utilização da linguagem gayzista e a provocação aos católicos foi o objetivo principal do documento, que teve como intenção a quebra de uma resistência, o avanço de uma ideologia.

CF2021: uma mudança de paradigma

Na verdade, a Teologia da Libertação está realizando uma mudança de paradigma. Aquela velha TL das décadas de 60-70 existe apenas na cabeça de alguns bispos saudosistas e está sofrendo uma lenta e longa eutanásia para que ressurja a verdadeira TL do futuro: o eco-gayzismo da libertação!

Assim como a esquerda revolucionária passou por uma metamorfose na década de 90 e trocou a revolução operária pela revolução sexual, agora, a Teologia da Libertação está trocando de pele, como uma cobra. A nova TL parte do pressuposto de que a lógica capitalista patriarcal da exploração do planeta deve ser mudada por uma lógica socialista feminista e gayzista do cuidado do planeta; daí o eco-gayzismo da libertação.

Por isso, mais do que nunca, os católicos devem lutar. Não foi apenas uma ferida na sensibilidade tradicional dos fieis, nem se pode reduzir o fenômeno a uma mera questão de vocabulário ecumênico. Não se trata disso! Trata-se de uma verdadeira apostasia com a qual não nos devemos acumpliciar. É preciso resistir e mostrar a estes senhores que nós entendemos muito bem o que está acontecendo!

Tags:
10 fevereiro, 2021

Insuficiente e medrosa. A nota da CNBB que não mudou nada.

FratresInUnum.com, 10 de fevereiro de 2021 – Ontem, praticamente no mesmo horário em que o CDB fazia o lançamento do seu último vídeo para mostrar aonde são aplicados os fundos da Coleta do Domingo de Ramos, a presidência CNBB lançou uma pálida nota para tentar estancar a hemorragia da polêmica sobre a CF2021.

Na prática, a nota não mudou absolutamente nada. Não houve nenhum pedido de desculpas nem a exclusão dos textos problemáticos nem muito menos a derrogação do Texto Base. Tudo continua igual ao que estava antes.

A única “novidade” da nota foi o fato de que a presidência se esquivou da autoria do texto e jogou a batata quente nas mãos ecumênicas do CONIC, como se este organismo estivesse realmente interessado em conservar a ortodoxia do catolicismo. É como se o STF responsabilizasse o Fernandinho Beira-mar pela interpretação do Código Penal e dissesse em seguida que tem para com ele alguma discordância.

A responsabilização do CONIC, mesmo assim, foi feita de modo tênue e excessivamente cordato, mantendo-se a união de propósitos e a identidade nos objetivos.

Contudo, não foi apenas o CONIC a ser responsabilizado. A presidência responsabiliza os católicos por compreender o texto sem pressupor a linguagem ecumênica, como se a utilização da ideologia de gênero num documento que visa direcionar a CF fosse uma mera questão de vocabulário. Poderia haver algum fingimento mais ostensivo do que este e uma mais vergonhosa ofensa ao povo fiel?

No final do texto, esclarece-se o motivo de tanta mobilização: não se trata de zelo pela doutrina ou amor às almas, mas preocupação com a tal Coleta de Ramos. “Onde está o teu coração…”

Na nota, a Presidência trata a ideologia de gênero como o único problema do texto, deixando de lado questões sumamente importantes: como uma pastora que defende o aborto pode estar na autoria de um texto a ser usado nas paróquias católicas? Como um texto como este apresenta Lutero como se fosse inspirado pelo Espírito Santo? Como se pode sugerir como ação prática que os fiéis visitem um terreiro de candomblé? Como uma feminista radical e defensora do direito ao aborto, Marielle Franco, pode ser apresentada como modelo aos fiéis? E, sobretudo, como eles podem dizer que a doutrina católica sobre o gênero permanece inalterada se eles mesmos não chegaram sequer a suprimir estes números do documento?

Desgraçadamente, a postura da Presidência da CNBB nesta nota foi a de quem disfarçou que não tem nada a ver com o assunto e quis simplesmente garantir o ingresso do suado dinheiro do povo. C’est tout!

Essas pessoas parecem realmente não acreditar na verdade, mas apenas na explicação, na narrativa. Parece que não existem fatos nem coerência entre as coisas, sendo normalíssimo dizer contradições e disfarçar seriedade, torcendo para que todo mundo creia na encenação.

Insuficiente e medrosa, a nota da Presidência da CNBB é apenas uma desconversa opaca, lengalenga de quem sentiu o baque mas quer dar um jeito de sair de fininho.

9 fevereiro, 2021

Operação anestesia.

FratresInUnum.com, 9 de fevereiro – Prepare-se! Os passadores de pano já estão preparados e começam a desempenhar o seu ofício: anestesia geral em todos os católicos do Brasil.

Resultado de imagem para anestesiaA operação destinada a desviar o foco do escândalo não está dando certo. Os católicos continuam a se manifestar pelas redes, o povo já percebeu do que se trata essa campanha e os bastidores estão se mobilizando para o mais pérfido trabalho de desinformação, que consiste em pedir às vozes de confiança dos católicos que se manifestem com algum tipo de “deixem disso”, “parem com isso”, “voltemo-nos à oração”, “acalmem-se”, “deixem nas mãos de Deus” etc.

Já existem áudios circulando com bispos falando mansamente, quase com voz de choro, e dizendo que tudo não passa de uma “graaaaande” confusão, que os leigos não podem se arrogar voz episcopal, que todos devemos confiar plenamente na CNBB.

Padres com pretensões mitríferas e leigos bajuladores fazem postagens se vitimizando, apelando à misericórdia dos leitores e dizendo que os católicos perplexos não sabem o que é pegar uma vassoura e varrer uma sacristia… É ruim demais!

Não é de se estranhar que, mediante ameaças e manipulações, a alta cúpula cnbbística queira chamar em causa algum eclesiástico, desses que são continuamente espezinhados por ela, algum carismático ou mesmo algum tradicionalista: afinal de contas, é para isso que eles servem, são como chicletes que, uma vez mascados, são cuspidos de volta no lixo.

Falta a esses senhores a humildade de reconhecer que eles erraram feio, que o que está acontecendo é um grande vexame, que os católicos têm todo o direito de manifestar a sua posição, que não há nada mais razoável do que isso. Enquanto eles quiserem manter a pose de infalíveis, de inatingíveis, enquanto não descerem do salto e confessarem a sua própria falha, todos continuarão a se manifestar fortemente, pois a situação é drástica em si mesma, não se trata de uma questão de explicação.

Precisamos ficar atentos e não permitir que os anestesistas mobilizem o nosso corpo. Eles querem nos convencer de que somos paralíticos e incapazes, enquanto usam a nossa Igreja para divulgar as suas heresias. Não voltaremos atrás! Fora com os anestesistas!

8 fevereiro, 2021

Desmoralizada. A CNBB afunda de vez a Campanha da Fraternidade.

FratresInUnum.com, 8 de fevereiro de 2021 – As redes sociais estão em alvoroço: fieis católicos manifestam publicamente o seu repúdio ao escândalo do texto base da CF2021. Por outro lado, começou o corre-corre dos engajados para tentar estancar a sangria. Mas, infelizmente para eles, parece que a tática não vai dar certo, pois não passa de uma tentativa de defender o indefensável. Desta vez, a CNBB deu um passo maior do que a perna.

A tentativa de “abafamento” movida especialmente pelo CNLB – Conferência Nacional dos Leigos do Brasil está seguindo a estratégia da “mudança de assunto”: ou seja, ao invés de discutir o texto-base da Campanha da Fraternidade em si, concentram suas forças no ataque aos debatedores. “Extremistas”, “fundamentalistas”, “reacionários”, “diabólicos” são termos recorrentes nas manifestações destes que se vangloriam de combater “discursos de ódio”. Um exemplo disso é a nota publicada pelo Centro Alceu de Amoroso Lima, e divulgada por bispos através do WhatsApp, que acusa o vídeo do Centro Dom Bosco de ser contra o ecumenismo e o diálogo-interreligioso (ok, meninas; mas o assunto não é este!).

Acima, a “presidenta” do Conferência Nacional dos Leigos do Brasil (CNLB) em luta pela democracia.

No dia de ontem, Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, vestiu sua batina frisada (dando uma impressão solene, importante, bem ao estilo de um Cardeal Ottaviani), e gravou um vídeo com a única finalidade de acalmar a calorosa polêmica. Em suma, tentou “limpar a barra” da CNBB, dizendo que o texto (do qual ele muito timidamente, e também com certo medo, tomou distância e disse discordar) foi preparado pelo CONIC – Conselho Nacional de “Igrejas” Cristãs.

Obviamente, a melhor parte do vídeo são os comentários. O povo não está mais dormindo, como gostariam esses senhores.

Pois bem, a pergunta verdadeira é: como é possível que a CNBB endosse um texto base como esse, que adota a linguagem homossexual, que assume dados do Grupo Homossexual da Bahia e ainda atribua a violência contra eles ao “fundamentalismo religioso”? Além de emprestar os fieis católicos e a quaresma para o CONIC (aliás, quem faz a CF são maximamente as paróquias católicas, não as comunidades protestantes), a CNBB está permitindo pacificamente que nós sejamos usados como caixa de ressonância do Movimento LGBT?

Vejam a citação do n. 68 do Texto Base da CF2021:

“Outro grupo social que sofre as consequências da política estruturada na violência e na criação de inimigos, é a população LGBTQI+. O já citado Atlas da Violência de 2020, mostra que o número de denúncias de violências sofridas pela população LGBTQI+ registradas no Dique 100 no ano de 2018 foi de 1685 casos. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia apresentados no Atlas da Violência 2020, no ano de 2018, 420 pessoas LGBTQI+ foram assassinadas, destas 210, 64 eram pessoas trans. Percebe-se que em 2011 foram registrados 5 homicídios de pessoas LGBTQI+. Seis anos depois, em 2017, este número aumentou para 193 casos. O aumento no número de homicídio de pessoas LGBTQI+, entre 2016 e 2017, foi de 127%. Estes homicídios são efeitos do discurso de ódio, do fundamentalismo religioso, de vozes contra o reconhecimento dos direitos das populações LGBTQI+ e de outros grupos perseguidos e vulneráveis” — note-se que a sigla LGBTQI+ diz respeito a: lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queers, intersexuais e o + inclui qualquer outro gênero que houver; o termo “queer” vem do inglês e significa “estranho, diferente, bizarro”, e está na base do movimento internacional de gênero, que defende que a construção da identidade de gênero deve ser fluida, ou seja, o normal é ser bizarro.

Os bispos da CNBB estão jogando a Campanha da Fraternidade, sofrível desde sempre, definitivamente no lixo. Eles são os responsáveis por essa desmoralização diante do povo católico.

Não adianta eles tentarem culpar os grupos críticos. Eles precisam bater no peito e assumir a culpa por esse absurdo! Como é que um texto desses foi parar num documento que é a própria base para a Campanha da Fraternidade? Quem fez isso? Quem aprovou isso? Foi a Presidência, foi o Conselho permanente? Estas são as perguntas que se devem fazer e é isso que deve ser enfrentado.

Enquanto não fizerem isso, não adianta os bispos se fazerem de vítimas e apelarem para a sua autoridade de “sucessores dos Apóstolos”, pois, neste caso, são eles que se fazem indignos desta excelsa condição, a qual estão ultrajando pela sua ambiguidade e subserviência às ideologias mais macabras que existem.

8 fevereiro, 2021

#BoicotaCF2021. Nem um centavo.

7 fevereiro, 2021

CNLB contra-ataca. Na mira, o Centro Dom Bosco.

Por FratresInUnum.com, 8 de fevereiro de 2021 – O vídeo em que o Centro Dom Bosco (CDB) escancara o escândalo do Texto Base da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021 está causando chiliques e siricuticos em toda a trupe dos engajados da CNBB.

Uma fonte murmurante contou-nos com exclusividade que hoje o grupo no WhatsApp do Colegiado da Conferência Nacional dos Leigos do Brasil (CNLB), que se arroga o direito de representação do laicato junto à CNBB, está pegando fogo! A decisão do grupo é contra-atacar o CDB. Mas, antes de entramos no assunto, vamos fazer um pouco de contextualização.

Talvez o leitor desconheça a existência deste organismo silencioso ligado à CNBB e isso certamente não é a despeito do mesmo. A sua função principal é a articulação, organização e representação das associações leigas no Brasil, sendo uma espécie de elo entre elas e a CNBB. A sua atuação é discreta e, por isso, pouco percebida na esfera pública. A ideologia que os rege é a Teologia da Libertação e, por isso, cada vez que algum padre ou bispo se posiciona a favor da esquerda, logo o grupo inteiro se mobiliza para obter dezenas de notas de apoio de grupos minúsculos, mas que dão a impressão de representarem milhões de pessoas.

Atualmente, a presidente do CNLB é a Sra. Sônia Gomes de Oliveira, da Arquidiocese de Montes Claros.

Pois bem, a estratégia de ataque do CNLB ao CDB é a seguinte: primeiro, querem denunciar os vídeos de crítica à CF 2021, para tentar derrubá-los das plataformas de mídias sociais; e, além disso, querem instigar “quem de direito” a processar o CDB (alguém alega, como exemplo, que “o Bernardo Kutcher [entenda-se Küster] só sossegou mais quando o Leonardo Boff processou ele” [sic!]) segundo disseram, é necessário partir para processos, pois “só nota não resolve para este povo”; por fim, querem fazer pressão sobre a arquidiocese do Rio de Janeiro, para que haja algum tipo de retaliação sobre o CDB (como são covardes, pressionam o arcebispo enquanto ficam escondidinhos atrás da moita – esperamos que Dom Orani não se deixe enredar por estas víboras).

A presidente, Dona Sônia, orientou que se evite o debate e a discussão com o CDB (óbvio, eles sabem muito bem que foram apresentados apenas fatos, nada além de fatos) e que todos se devem concentrar apenas em denunciar a “intolerância”. Eles também querem espalhar os vídeos nos grupos, pois, percebem que “quando antecipamos os vídeos em grupos, espalhando estas boas falas e as notas, os vídeos quando chegam já perdem a força”.

Eles pretendem “espalhar as boas ações da Campanha, quanta coisa bonita aconteceu e acontece”. Em áudio, uma das participantes mostra grande preocupação porque “tudo isso vem num crescendo e a gente precisa barrar”.

No grupo, foi divulgada uma nota que teria sido assinada por um sacerdote salesiano, Pe. João Mendonça, redator da Revista Convergência, da CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil), em que o mesmo afirmaria sobre o CDB que “este grupo é reacionário, fundamentalista e perigosamente preconceituoso contra tudo aquilo que diz respeito a temas de sexualidade e moral” e também que “se apropriaram indevidamente, criminosamente do nome de Dom Bosco”.

Também ontem, um Padre chamado Paulo Cezar Mazzi divulgou um artigo em que xinga os católicos do CDB de “católicos diabólicos” (sim, eles que geralmente não creem no Diabo), simplesmente porque eles apresentam fatos e pedem aos fieis que não colaborem com a coleta do Domingo de Ramos, destinada à Campanha da Fraternidade. Realmente, como a denúncia do CDB tocou neste sensibilíssimo ponto – o dinheiro! –, então eles realmente se enfurecem. A coisa é séria!

Recebemos notícias hoje de que há grupos nos cleros das dioceses em alvoroço por conta do vídeo do CDB e também que houve padres que chegaram a proibir nas homilias e avisos das Santas Missas que qualquer pessoa o assistisse, divulgando-o, deste modo, ainda mais.

Portanto, nos próximos dias, a cúpula do CNLB vai ficar atiçando grupos, associações e movimentos, a se posicionarem em defesa da CF 2021 e em ataque aos críticos, usando o medo aos bispos como forma de pressão.

Tudo isso não passará, portanto, de uma manobra artificial e fingida. O vídeo do CDB apenas externou o que pensa o católico normal, que não quer ver a sua religião recrutada neste tipo de concessão ao pecado e às bandeiras que são diametralmente opostas à doutrina católica. Não é difícil perceber isso.

A onda não foi causada pelo CDB, ela já existe entre o povo. O desprestígio em que se lançou a hierarquia católica por patrocinar essas bandeiras socialistas (e, agora, o socialismo identitário) é imenso! Não adianta tentar censurar o CDB. O problema deles é o povo! O povo católico descolou-se destes falsificadores e os está desautorizando. É simples assim!

Vamos ver até onde chegam estes autoritários. A estas alturas, estão enfurecidos com o vazamento dessas informações e, portanto, a Dona Sônia vai ter que criar um grupinho mais reservado, pois, pelo visto, há menos consenso entre eles do que eles mesmos imaginam.

6 fevereiro, 2021

Centro Dom Bosco escancara a realidade da Campanha da Fraternidade.