6 janeiro, 2020

Retrospectiva 2019: Nº 7 – Bento XVI rompe o silêncio sobre a crise de abusos sexuais na Igreja Católica.

Prosseguimos com nossa retrospectiva com os posts mais lidos de 2019. A seguir, matéria de 11 de abril de 2019:

Em ensaio redigido em língua alemã, publicado na quinta-feira, o papa emérito oferece um caminho a seguir.

Por Edward Pentin, 10 de abril de 2019 | Tradução: FratresInUnum.com – Em seu pronunciamento mais significativo desde que renunciou ao papado, em 2013, o Papa Emérito Bento XVI escreveu um longo ensaio sobre os abusos sexuais cometidos por clérigos, no qual explica a sua visão das causas da crise, os efeitos que ela tem exercido sobre o sacerdócio, e qual seria a melhor reação por parte da Igreja.

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2 janeiro, 2020

Retrospectiva 2019 – Nº 8: Encaminhado pedido para que Senado Federal exija explicações do Vaticano sobre proposta de Martín Von Hildebrand.

Prosseguimos com nossa retrospectiva com os posts mais lidos de 2019. A seguir, matéria de 07 de agosto de 2019:

Caberá a D. Cláudio Hummes e a D. Marcelo Sánchez Sorondo dar explicações ao povo brasileiro sobre até que ponto o Vaticano está ou não comprometido em apoiar o projeto de Martín von Hildebrand.

Por Hermes Rodrigues Nery, 7 de agosto de 2019

Em 17 de setembro de 2017, Helena Calle publicou uma reportagem no El Espectador com a foto do globalista Martín von Hildebrand (fundador da OnG Gaia Amazonas e membro da Gaia Foudation, com sede no Reino Unido) apresentando o seu projeto de integração do oceano Atlântico, da Amazônia e dos Andes, o chamado “Corredor Triplo A” ou “Caminho da Anaconda”, ao chanceler da Pontifícia Academia de Ciências, o argentino D. Marcelo Sánchez Sorondo.

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2 janeiro, 2020

Dois Papas: a ira de Bergoglio contra a mansidão de Ratzinger.

De onde vem a raiva de Francisco?

Por FratresInUnum.com, 2 de janeiro de 2020 – Agressão física. Este é o ponto ao qual chegamos! Já não bastasse a agressão moral aos fiéis católicos, o Papa Francisco parte para a pública agressão física.

Aconteceu na terça-feira, após a recitação do Te Deum na basílica Vaticana. Francisco quis visitar o presépio da Praça de São Pedro e, no trajeto, enquanto ele se aproximava saudando os fiéis, uma senhora asiática fez o sinal da cruz, agarrou-lhe bruscamente a mão e tentou dizer-lhe algumas palavras em seu desespero.

Do que pôde se escutar, segundo Miguel Aguilera Neira, que traduziu as palavras da senhora, ela teria dito ao papa: “Espere! Espere! Cuide do povo chinês, eles estão perdendo a fé”.

Francisco ficou completamente furioso, como demonstra bem o seu rosto, e estapeou a mão da pobre mulher, que ficou visivelmente terrificada, em estado de choque. Ela esperava encontrar aquele que Santa Catarina de Sena chamava de “o doce Cristo na terra”, e encontrou a ira de um homem violento e furioso, uma agressão indigna daquele que leva a batina branca como sinal da pureza da fé e da paz.

Porém, esta cena não é um fato isolado. Meses atrás, em Loreto, os fiéis vinham cumprimentar e beijar as mãos de Francisco, enquanto ele violentamente as retirava. O escândalo dos católicos pelo mundo não foi suficiente para causar algum constrangimento no papa argentino.

Francisco também já tinha perdido a compostura gritando com fiéis no México, enquanto alguns puxaram-lhe a mão. “Não sejam egoístas”, gritou, com a cara de raiva.

Na Missa do dia seguinte, dia 1º, Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, Francisco afirmou sem hesitações que “as mulheres são fontes de vida; e, no entanto, são continuamente ofendidas, espancadas, violentadas, induzidas a prostituir-se e a suprimir a vida que trazem no seio. Toda a violência infligida à mulher é profanação de Deus, nascido de uma mulher” (Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus (1º de janeiro de 2020). Em seguida, porém, na oração de Angelus, disse que “o amor nos faz pacientes. Tantas vezes perdemos a paciência; também eu, e peço desculpa pelo mau exemplo de ontem” e completa o redator do texto publicado pelo Vaticano: “provavelmente ele se refere à reação para com uma pessoa que, na Praça, o tinha puxado” (Angelus, 1° gennaio 2020, Solennità di Maria SS.ma Madre di Dio).

Embora a mídia tenha antipatizado a figura do papa Bento XVI junto aos fiéis, é inegável a diferença entre a sua mansidão e a sua humildade com a arrogância autoritária e furiosa de Francisco. Ratzinger, sim, além de ser inteligente e refinado, era um homem doce e respeitador, incapaz de agredir qualquer pessoa, mesmo quando violentamente agredido, como ocorreu em 2009.

Aos poucos, a máscara vai caindo, e os fiéis começam a perceber a verdadeira face daquele que Henry Sire muito bem definiu como “o Papa ditador”, aquele que agride uma mulher e, no dia seguinte, faz uma sermão contra a agressão de mulheres, dizendo que isto é uma profanação a Deus. Ele se coloca acima da lei e, portanto, há muito pouco a se fazer em relação a ele.

Obviamente, os cleaners, mal começada a divulgação do fato, já se dão ao trabalho de criar a narrativa que inverte a posição entre agressor e vítima: a culpa é da mulher, que puxou o papa ancião bruscamente; ele é humano, assustou-se, sentiu dor, quase caiu. Enfim, os mesmos argumentos que todo canalha utiliza para justificar a violência e a covardia, imputando à vítima a culpa pela ação.

As palavras da mulher deixam muito claro o fato de que a violência de Bergoglio pode não estar relacionada somente ao gesto físico que ela realizou, mas também ao conteúdo das suas palavras: ficou ele irado quando ela falou sobre a defesa dos chineses que estão perdendo a fé? O Cardeal Zen tem acusado formalmente a política Vaticana de cumplicidade com a ditadura comunista na China como uma traição à Igreja perseguida, aos milhares de mártires e confessores da fé que não cederam à cumplicidade da seita chamada “Igreja Patriótica”.

Na verdade, Jorge Mario Bergoglio está profundamente irritado com os fiéis católicos que não estão nem um pouco entusiasmados com o seu pontificado. Para além da corte de bajuladores de que ele se cercou, não existe apoio. Ele está com raiva porque está perdendo! A cada dia fica mais clara a sua verdadeira posição. Não é mais possível disfarçar.

Um dos nossos erros pode ser subestimar fatos como esse. Contudo, assim como o final da Idade Média começou com um tapa — o atentado de Anagni, o final deste pontificado pode começar pelo tapa de Francisco nas mãos daquela mulher asiática. Ele não estapeou apenas as mãos dela. Naquele gesto, ele estapeou a devoção — exasperada pela dificuldade de ser católico hoje, que seja! — dos católicos pelo papado e mostrou que não está à altura dessa sublime posição.

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1 janeiro, 2020

Felix Sit Annus Novus!

O Fratres in Unum deseja um Santo Ano de 2020!

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31 dezembro, 2019

Feliz año nuevo, hermana!

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30 dezembro, 2019

Retrospectiva 2019 – Nº 9: Cardeal Sarah: “O mundo não precisa de uma Igreja que seja o reflexo da própria imagem do mundo!”.

Prosseguimos com nossa retrospectiva com os posts mais lidos de 2019. A seguir, matéria de 18 de julho de 2019:

O Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, pronunciou uma conferência em Paris, na Igreja de Saint-François-Xavier, aos 25 de maio de 2019. Segue a tradução do texto integral dessa memorável conferência.

Caros amigos, permitam-me, antes de tudo, agradecer a Dom Michel Aupetit, Arcebispo de Paris, e ao pároco desta paróquia de São Francisco Xavier, o padre Lefèvre-Pontalis, pelas boas-vindas tão fraternas.

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28 dezembro, 2019

Retrospectiva 2019: Nº 10 – O erro fatal de Francisco, o Papa que foi longe demais.

Nos próximos dias, publicaremos os dez posts de 2019 mais lidos durante o ano. 

O erro fatal de Francisco, o Papa que foi longe demais.

Por FratresInUnum.com, 24 de junho de 2019 — Foi por causa de um avanço imprudente que se deu a derrota do exército de Napoleão Bonaparte, em Waterloo, em 1815. Um dos maiores gênios da arte da guerra foi vencido por causa de um aparente progresso.

Nestes dias, o Papa Francisco deu um passo importantíssimo para a sua tentativa de reformar (ou deformar) a Igreja Católica. Como noticiamos, a Secretaria Geral do Sínodo dos bispos publicou o Instrumentum laboris, o texto fundamental de trabalho, construído mediante consultas cuidadosamente pilotadas pelo cardeal brasileiro Claudio Hummes.

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25 dezembro, 2019

Co-redentora?

Por Lúcio Navarro

Quando alguns escritores católicos chamam a Maria Santíssima co-redentora do gênero humano, eles empregam este termo não no sentido de que os merecimentos de Maria Santíssima pudessem acrescentar alguma coisa aos merecimentos de Jesus Cristo quanto ao resgate do gênero humano; os merecimentos de Cristo eram infinitos, e os de Maria, finitos, como de criatura que é; além disto, os próprios merecimentos da Virgem já são efeitos dos merecimentos de Jesus. Nem é no sentido de que o Messias necessitasse da ajuda de Maria para realizar a sua obra salvadora.

Vierge aux Raisins O que esses escritores querem significar com tal denominação é o papel que Deus, nos desígnios de sua Providência, fez com que Maria Santíssima, embora simples criatura, exercesse na obra da Redenção. Pelo poder divino, Cristo podia ter aparecido neste mundo como homem feito; mas tendo que mostrar-se em todas as coisas à nossa semelhança, exceto o pecado (Hebreus IV-15), era preciso, segundo os desígnios de Deus, que nascesse de um ventre materno. Uma mulher, Eva, se associara ao primeiro homem no pecado, oferecendo-lhe o fruto da árvore proibida. Outra mulher, Maria, foi associada ao novo homem, Jesus Cristo, na obra da salvação, pois foi escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador.

Para isso era preciso, em atenção à honra e dignidade do próprio Filho, que Deus escolhesse uma mulher pura, imaculada, sem a mínima sombra de pecado, a fim de ser o sacrário onde havia de formar-se o corpo de Jesus Cristo. Deus lhe manda o anjo Gabriel para anunciar-lhe que ela, cheia de graça, havia sido escolhida para a grande honra da maternidade divina. E só depois que Maria vê resolvido o problema de sua virgindade, é que dá o consentimento: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lucas I-38). E é em seguida a este consentimento que o Verbo se faz carne e habita entre nós, tornando-se Maria, nessa hora, a esposa do Espírito Santo: O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá de sua sombra (lucas I-35). Se o Verbo se faz carne para nossa salvação, Maria contribui para isso, pois a carne de Cristo é carne de Maria, o sangue de Cristo é sangue de Maria, pela íntima união que há entre o filho e a mãe, a mesma união que há entre o fruto e a árvore que o produz, e por isto diz Santa Isabel, falando cheia do Espírito Santo: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre (Lucas I-42).

Aquele Menino que ela trouxe no seu ventre puríssimo e virginal durante 9 meses, Maria depois O nutriu, O guardou, durante trinta anos e Jesus lhe foi obediente: E era submisso a eles (Lucas II-51). E na cruz, no momento da Redenção, Maria que pela ação preservativa de Deus, graças aos merecimentos de Cristo, jamais teve o mínimo pecado, ali estava sofrendo juntamente com Jesus Cristo, fazendo resignada e heroicamente o sacrifício de seu Filho Amantíssimo para a redenção do gênero humano.

É frisando esta atuação que Maria, embora simples criatura, foi destinada a exercer junto a seu Divino Filho, que esses escritores dizem que Maria Santíssima é DE UM CERTO MODO co-redentora do gênero humano.

Se o termo está bem ou mal empregado – é uma questão de gramática e de linguagem. Mas os católicos nada querem significar além do que está exposto, quando dão a Maria Santíssima o aludido título.

23 dezembro, 2019

Receba o troco. Com juros e correção monetária.

Por FratresInUnum.com, 23 de dezembro de 2019: No último sábado, o papa Francisco fez o seu tradicional discurso de “Feliz Natal” para a Cúria Romana, com aqueles mesmos recados provocativos com que ele habitualmente brinda os seus colaboradores. Mas, desta vez, houve algo mais sério.

Com informações de Sandro Magister, sabemos que o Cardeal Angelo Sodano, até o último sábado decano do colégio cardinalício, quis ter para com o papa argentino um sinal de afeto e consideração: propôs-lhe celebrar uma missa em companhia dos cardeais residentes em Roma para comemorar o seu jubileu de ouro sacerdotal. Francisco não quis. Sodano insistiu. Resultado: houve a concelebração, mas o papa recusou-se fazer homilia e também não permitiu que fotografassem o momento. Agora, veio o troco: Francisco “aceitou” a renúncia “voluntariamente feita” por Sodano como decano do Colégio cardinalício. E mais: também modificou a lei eclesiástica com um “Motu proprio”, estabelecendo que a função de decano, até hoje vitalícia, é de duração quinquenal, renovável ou não.

Bem feito para Sodano, que sempre seguiu a linha isentista durante os últimos pontificados, deixando Bento XVI na mão, e que pensou poder comprar a simpatia de Bergoglio mediante a adulação. A sua diplomacia não lhe serviu de nada e, aos 92 anos de idade, tomou um belo chute, sem ter mais o tempo de poder recuperar a sua força. Mas os trocos não param por aí.

Na última sexta-feira, a Netflix lançou o filme “Os dois papas”, que apresenta Bento XVI como um autoritário intelectualista e incapaz, arrogante e pretensioso, apaixonado pelo fausto e dono de uma ambição desmedida. O antagonista seria o seu amigo e conselheiro (só este dado faz com que o filme não seja sequer uma obra de ficção: é uma falsificação completa da realidade) Jorge Mario Bergoglio, um homem humilde e de visão aberta, protetor de mendigos e adepto da pedagogia do oprimido, o sucessor ideal para o qual o fracassado papa teria voluntariamente “passado o bastão”. A série termina com a conversão completa de Ratzinger ao bergoglianismo e com os dois pontífices amigos assistindo a Dilma Rousseff entregando a taça da copa do mundo para a seleção alemã!

Eis o troco bergogliano a Bento XVI, que passará para a história como um incompetente acadêmico excêntrico, apaixonado por livros e indiferente às pessoas. E com direito a poster do filme em um prédio do próprio Vaticano! Pois, quem mandou ele fazer a linha “esposa de César”, sempre calado, complacente, colaborativo, dócil, ao invés de se unir aos católicos na resistência à destruição voluntária da Igreja promovida por seu sucessor? Ratzinger pensava que o seu inimigo se compareceria diante de sua passividade… Não se compadeceu! E tem mais troco ainda!

Em seu mencionado discurso, Francisco citou a sua iminente reforma da Cúria Romana, dizendo que a situação do mundo mudou, que a evangelização agora não está reservada apenas ao oriente e que a Igreja já está atrasada 200 anos, citando textualmente o seu mentor “intelectual”, o diabólico jesuíta Cardeal Martini.

Passando por alto o fato de que ele mesmo, Francisco, está mentalmente estacionado na década de 80 e que todas as múmias que lhe estão associadas são decrépitos zumbis gestados nas revoltas eclesiásticas de então, ele se apresenta como baluarte do arrojamento, enquanto não percebe que o seu magistério já não significa mais nada para praticamente ninguém. Parece que a Pachamama engoliu o seu pontificado! Entretanto, com um só golpe, ele chuta toda a Cúria Romana, reduzindo-a a um grupelho de secretários cuja importância real está abaixo de zero.

Bem feito para a Cúria Romana, que sempre fez a defesa incondicional de Francisco como se ele fosse uma instituição e não um radical que está apenas a serviço de sua própria ideologia e que demole o papado e todos os organismos que o articulam com a delicadeza de um javali furioso. Vão todos ficar exatamente como estão os católicos do mundo inteiro, à deriva, dando, no máximo, um adeus para o trem que segue a viagem.

Os bispos já tinham recebido o seu presente de Natal nos dias anteriores: uma mudança da lei eclesiástica que os torna inteiramente culpados diante da justiça civil. Bem feito para eles também!

Pois é, parece que o pontificado de Francisco avança rumo à total destruição com uma velocidade cada dia mais crescente. Não é de hoje que nós alertamos, mas sempre há os otimistas, os cleaners, os histéricos devotos, que defendem Francisco às custas da fé e até da razão. E ele nem se importa com eles. Este papa avança como um trem, é totalmente imparável, obstinado. Os cardeais demoraram muito para reagir. Agora, é tarde demais: ninguém ficará ileso. Os conservadores bom-mocistas não escaparão, ninguém escapará!

A consolação é que temos Nosso Senhor a nosso lado.

E, desde Santa Marta, um belo sorriso e um Feliz Natal a todos.

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22 dezembro, 2019

Foto da semana.

Ex-capelão anglicano da rainha da Inglaterra se tornará católico neste domingo

LONDRES, 18 Dez. 19 / 04:00 pm (ACI).- O bispo anglicano e ex-capelão da rainha da Inglaterra, Gavin Ashenden, será recebido na Igreja Católica, em 22 de dezembro, quarto domingo do Advento.

Nesse dia, o Bispo de Shrewsbury (Reino Unido), Dom Mark Davies, conferirá na catedral local o sacramento da Crisma a Ashenden, cuja esposa se converteu ao catolicismo há dois anos na mesma diocese.

“Tendo chegado a acreditar que as afirmações e a expressão da fé católica são a mais profunda e potente expressão da crença apostólica e patrística e, ao aceitar o primado da tradição petrina, agradeço ao Bispo de Shrewsbury e à comunidade católica de sua diocese pela oportunidade de emendar 500 anos de história fraturada e me reconciliar com a Igreja que deu origem à minha tradição anterior”, disse Ashenden.

O ex-capelão da rainha da Inglaterra também agradeceu “pelo exemplo e pelas orações de São John Henry Newman”, canonizado em outubro deste ano no Vaticano, o qual “fez o melhor que pôde para ser um anglicano fiel e depois para renovar sua fé à mãe Igreja com o vigor e a integridade da tradição católica”.

“Agora, como naquela época, sua experiência influencia a nossa para mostrar que a Igreja da Inglaterra se inclina a criar raízes em uma cultura secularizada, em vez de criá-las na integridade e na visão dos valores bíblicos, apostólicos e patrísticos”, acrescentou Ashenden.

Gavin Ashenden cresceu em Londres e em Kent. Estudou direito na Bristol University. Formou-se para o sacerdócio na Igreja da Inglaterra (Anglicana) no Oak Hill College e foi ordenado em 1980.

Serviu como pároco durante 10 anos e ensinou por 23 anos Literatura e Psicologia da Religião na Universidade de Sussex. Também obteve um doutorado sobre a obra de Charles Williams, poeta, romancista e teólogo britânico. Foi membro do Sínodo da Igreja Anglicana por 20 anos e foi nomeado capelão da rainha em 2008.

Foi ordenado bispo na Christian Episcopal Church, uma comunidade anglicana, em 2013.

Em 2017, renunciou à Casa Real e às ordens recebidas na Igreja Anglicana depois de testemunhar a leitura de uma passagem do Corão Muçulmano em uma catedral episcopaliana (anglicana) na Escócia. “Isso não deveria acontecer na Santa Eucaristia e, particularmente, em uma cuja intenção é celebrar Cristo, a Palavra que se fez carne e veio ao mundo”, disse à BBC naquela ocasião.

No final do mesmo ano, Ashenden deixou a Igreja da Inglaterra “convencido de que a consagração das mulheres no episcopado representava a substituição dos padrões apostólicos e bíblicos da cultura pelos valores do marxismo cultural, para acomodar a Igreja da Inglaterra com a perspectiva secular e radical em relação ao gênero”.

Ashenden também criticou um bispo episcopaliano que pronunciou um sermão enquanto utilizava uma espécie de parque de diversões construído dentro da Catedral de Norwich. Isso, disse, “foi um erro” e a “catedral não é para isso”.

Gavin Ashenden também comentou que a oração do Terço e o estudo dos milagres eucarísticos o ajudaram em seu caminho para a Igreja Católica.

Dom Mark Davies disse sobre Ashenden: “Estou muito honrado de poder receber um bispo da tradição anglicana na plena comunhão da Igreja no mesmo ano da canonização de São John Henry Newman”, que também se converteu do anglicanismo.

“Sou consciente do testemunho que Gavin Ashenden deu no espaço público da fé histórica e dos valores sobre os quais se constrói a sociedade. Rezo para que seu testemunho continue e seja um incentivo para muitos”, acrescentou.