21 setembro, 2016

Testamento espiritual do Pe. Amorth: “Com Cristo ou com satanás, não existe meio termo”

ACI – Em sua última entrevista à imprensa, o exorcista Pe. Gabriele Amorth, falecido há alguns dias, deixou como testamento espiritual a seguinte frase “Com Cristo ou com satanás”.

 

Em uma inédita entrevista com David Murgia de TV2000, o sacerdote deixou seu testamento espiritual: “que esta frase ‘Com Cristo ou com Satanás, não existe meio termo”, fique gravada nas pessoas que tiverem a paciência para escutar-me”.

Em um vídeo publicado em Youtube, o Pe. Amorth recorda que “o diabo existe e é o principal inimigo de Deus. Deus quer levar a todas as pessoas ao paraíso e o diabo quer leva-los ao inferno”.

Deste modo ressalta que “aqueles que dizem – muitas pessoas se identificarão com esta frase–, por exemplo: ‘eu acredito em Deus, mas não sou praticante’, estão com Satanás, estão com Satanás! ”.

“Alguma vez, durante um congresso de bispos, gostaria que o cardeal que o presida tivesse a coragem de perguntar ‘levante a mão quem já fez exorcismos’ e logo depois de que poucos levantassem a mão, todas deveriam estar levantadas, porque o bispo tem o poder único e exclusivo de nomear exorcistas, deveriam ser muitos”, prosseguiu.

Ao concluir, o Pe. Amorth exortou a permanecer sempre com o Senhor: “Estejam com Jesus! E recordem que não pode ser de outra maneira: quando não estamos com Jesus, estamos com Satanás”.

O Pe. Gabriele Amorth faleceu na sexta-feira, 16 de setembro, às 19h50, hora da Itália, aos 91 anos.

O religioso se encontrava há algumas semanas no hospital da Fundação Santa Luzia de Roma devido a doenças pulmonares. Chegou a realizar dezenas de milhares de exorcismos.

Outro sacerdote espanhol, Pe. José Antonio Fortea, escreveu que o Pe. Amorth sempre foi “uma luz para os outros exorcistas”, uma missão “realmente dada por Deus”.

“O Padre Amorth não era apenas mais um exorcista”, pois com “sua voz forte, vigorosa, falou com milhões de pessoas a respeito da ação do demônio”, ressaltou.

21 setembro, 2016

Misericordiosamente proscrito.

Indicamos ao Dalai Lama que participe, junto com outros marginalizados, do próximo Grito dos Excluídos. Que a CNBB realize, no próximo “Grito”, um ato de reparação pela falta de misericórdia para com essas periferias existenciais. 

Dalai Lama não é convidado para Assis: “Uma pena, eu teria ido de bom grado”

IHU – O espírito de Assis é sempre inclusivo, mas, desta vez, excluiu o Tibete. A 30 anos exatos da intuição profética de Wojtyla, que reuniu por primeiro na cidadezinha daÚmbria os maiores líderes religiosos do mundo, incluindo o Dalai Lama, foi celebrada, na manhã dessa terça-feira, uma iniciativa semelhante pela paz. Desta vez, porém, o homem que encarna o líder espiritual do budismo tibetano não esteve lá.

A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada no jornal Il Messaggero, 20-09-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ele não foi convidado. O Dalai Lama, nestes dias envolvido em um ciclo de conferências entre Paris e Estrasburgo, anunciou que “teria ido de bom grado”, mas que ninguém, nem da Comunidade de Santo Egídio, promotora da iniciativa, nem doVaticano, fez qualquer convite. Desatenção? O monge budista Tseten Chhoekyapa, estreito colaborador do Dalai Lama para a Europa, desfez a questão com poucas palavras e muita amargura. “As razões? Peçam as explicações ao Vaticano ou à Santo Egídio.”

Sim, porque a presença do Dalai Lama teria sido bastante complicada, enquanto a diplomacia do papa está envolvida em uma negociação muito delicada com o governo dePequim para a normalização das relações com a Igreja Católica clandestina.

O processo

Um dossiê emaranhado aberto desde que Mao tomou o poder e rompeu as relações com a Santa Sé, provocando, progressivamente, um enrijecimento das posições, até verdadeiras perseguições contra os católicos. Com o tempo, a situação melhorou, e agora, com o Papa Francisco, entreveem-se frestas concretas de distensão e de diálogo com o governo chinês.

O convite ao Dalai Lama provavelmente teria explodido o banco das negociações. Arealpolitik só podia prevalecer, e assim, na tarde dessa terça-feira, em Assis, o papa, diante do túmulo de São Francisco, assinou uma declaração de paz com islâmicos, xintoístas, ortodoxos, anglicanos, budistas (japoneses), mas não com os tibetanos.

Não importa se as relações da Anistia Internacional não deixam dúvidas sobre o assédio que sofre esse povo por parte da ocupação chinesa em diante. Números de dar calafrios. Desde 2009, 200 monges puseram fogo em si mesmos em protesto. A Anistia Internacional fala de “genocídio tibetano”, também por causa do um milhão de pessoas desaparecidas em décadas de ocupação.

O Dalai Lama, nestes dias, lançou um apelo às instituições europeias, implorando uma maior proteção (provocando imediatamente a reação de Pequim, que ameaçou retaliações à União Europeia) e pedindo apoio para um Tibete com um alto grau de autonomia dentro da China.

Mas, em Assis, a Comunidade de Santo Egídio convidou apenas o venerávelMorikawa Koei, líder dos budistas japoneses, recentemente recebido também em audiência pelo Papa Francisco.

No entanto, “eu sempre acolhi de bom grado os convites do papa, começando em 1973”, comentou o Dalai Lama. Paulo VI foi o primeiro a recebê-lo no Vaticano. Em 2014, em Roma, foi organizado um encontro de todos os prêmios Nobel da Paz, mas, também naquela ocasião, não chegou nenhum convite ao Dalai Lama.

O Papa Francisco, no entanto, algum tempo depois, disse que o admirava muito, mas que não era habitual para o protocolo receber os chefes de Estado ou os líderes daquele nível quando participam de uma reunião internacional em Roma.

“De qualquer forma – acrescentou Francisco, respondendo aos jornalistas – não é verdade que eu não recebi o Dalai Lama porque tenho medo da China. Nós estamos abertos e queremos a paz com todos. O governo chinês é educado, nós somos educados. Fazemos as coisas passo a passo. Eles sabem que estou disposto a recebê-los ou a ir lá, na China. Eles sabem disso.”

Pequim vale uma missa, sim.

21 setembro, 2016

Quando Bergoglio filo-islâmico atacava Ratzinger.

Por Fausto Carioti, Libero Quotidiano, 22 de agosto de 2014 | Tradução: FratresInUnum.com: Uma história de oito anos atrás, ocorrida em Buenos Aires, que ajuda a compreender a posição assumida pelo Papa Francisco sobre o Isis, o “Estado islâmico”, que iniciou uma caçada implacável aos cristãos. Evitando como sempre nomear o Islã e os fanáticos islâmicos, Jorge Mario Bergoglio pediu para “parar o agressor injusto”, mas não “com bombardeios” ou “fazendo a guerra”. Uma escolha que não parece deixar salvação para as vítimas e que é julgada como estéril por muitos: os crentes (incluindo, nestas colunas, Antonio Socci) e os não crentes (como no caso de Massimo Cacciari).

Na verdade, esta intervenção está perfeitamente em linha com as ideias que Bergoglio expressou por muitos anos: sempre pronto para o apaziguamento, para a acomodação aos que, já como papa, recentemente, chamou de “nossos irmãos muçulmanos”. O incidente mais clamoroso remonta precisamente a 2006, imediatamente após o discurso proferido por Joseph Ratzinger, no auditório da Universidade de Regensburg, em 12 de setembro. Naquela ocasião, o papa alemão havia citado uma frase do imperador bizantino Manuel II: “Mostre-me apenas o que Maomé trouxe de novo, e você encontrará somente coisas más e desumanas, como sua ordem de difundir pela espada a fé que ele pregava”. Palavras que, como então Ratzinger explicou, serviam para “evidenciar a relação essencial entre fé e razão”, e que não implicavam em uma idêntica condenação do Islã pelo papa. Mas essa sutileza acadêmica e teológica não foi bem acolhida pelo mundo islâmico, que se jogou em peso contra Ratzinger, o qual também foi ameaçado de morte.

Mas no ataque contra o pontífice estavam, sobretudo, as acusações que lhes lançaram alguns expoentes da Igreja. Entre estes, o então arcebispo de Buenos Aires. O futuro papa evitou falar em primeira pessoa. Quem interveio foi Padre Guillermo Marcó, porta-voz de Bergoglio. Em declarações à edição argentina da revista Newsweek, ele usou de tons duríssimos: ele disse que a declaração de Ratzinger tinha sido muito “infeliz”. E ainda: “As palavras do Papa não me representam, eu nunca teria feito essa citação”. Concluindo: “Se o Papa não reconhece os valores do Islã e tudo permanece assim, em vinte segundos teremos destruído tudo o que foi construído em vinte anos”.

Marcó era quem falava, mas todos sabiam que essas palavras representavam o pensamento do seu superior. Assim, enquanto o papa Bento XVI defendia seu caso perante o mundo islâmico, uma das vozes mais influentes da Igreja latino-americana, de fato, se posicionava do lado dos muçulmanos. Palavras “inéditas”, aquelas do porta-voz de Bergoglio, tanto que dentro dos muros leoninos “por um longo tempo não se falava de outra coisa”, disse um monsenhor ao Clarín, um dos principais jornais argentinos. Ao se ver diante do escândalo, o padre Marcó afirmou ter dito aquelas coisas não como secretário de imprensa de Bergoglio, mas como presidente do Instituto para o Diálogo Interreligoso, outra posição que ocupava. Uma justificativa nada convincente, tanto que partiu de Roma a pressão sobre o arcebispo para que ele o desmentisse. “Como é possível que seu porta-voz faça declarações semelhantes e Bergoglio não se sinta obrigado a negá-lo e removê-lo imediatamente?”, perguntou ao Clarín uma fonte do Vaticano. O padre, no entanto, permaneceu em seus postos. Foi substituído alguns meses mais tarde, quando quem pediu sua cabeça e por outras razões, foi o ministro do Interior da Argentina, obviamente considerado mais importante do que Bento XVI.

Enquanto isso, o Vaticano havia tirado um dos homens de Bergoglio, o jesuíta Joaquín Piña, do cargo de arcebispo de Puerto Iguazú: Piña tinha divulgado na imprensa opiniões semelhantes às de Marco. O jornal britânico The Telegraph, reconstruindo a história, diz que de Roma alertaram a Bergoglio que ele também seria removido se continuasse a deslegitimar Ratzinger. E Bergoglio reagiu cancelando a viagem que o levaria ao sínodo convocado pelo Papa. O assunto não terminou aí. No dia 22 de fevereiro de 2011, o Núncio Apostólico na Argentina, Dom Adriano Bernardini, lá mesmo em Buenos Aires, fez um sermão de fogo contra os inimigos de Ratzinger. O Santo Padre, disse ele, é vítima de  uma “perseguição”, foi “abandonado por aqueles que se opõem à verdade, mas acima de tudo por alguns sacerdotes e religiosos, não só pelos bispos”. Muitos dos que ele se referia estavam lá, na igreja, bem na frente dele. Bernardini, agora é núncio na Itália e não está listado entre as simpatias do Papa Bergoglio.

20 setembro, 2016

Divulgação: Rodolfo Khristianós – Artista Sacro.

Natural de Jacareí-SP, desde criança faz trabalhos artísticos. Fez vários cursos de Arte: como o desenho artístico, publicidade e propaganda, introdução à arte gráfica, curso de história em quadrinhos e construção de personagens, Desenho realista e caricaturas. Desde 2001 participa da elaboração e confecção de tapetes artísticos para a Festa de Corpus Christi nas várias Paróquias de sua cidade.

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Em 2008 foi curador da exposição do artista peruano Wilber Flores sobre “Arte Cusquenha” na Paróquia Imaculada Conceição em Jacareí-SP. No ano de 2009 iniciou seus estudos sobre museologia e aplicações do processo de inventário, conservação e restauro. Em 2011 termina a Licenciatura em Artes Visuais e começa a se dedicar a restauração de imagens e peças de gesso e também de gravuras sacras. Constrói, então, o blog: khristianós.blogspot.com, para a divulgação de seu trabalho artístico e sacro, pesquisas sobre patrimônio cultural e sacro, sobre conservação e restauro e divulgação de apresentações e demais eventos culturais relacionados a Arte Sacra.

Participou de várias exposições coletivas nacionais, sendo a última no Santuário Nacional de Aparecida em 2015.

Participou dos Seminários Internacionais de Patrimônio Sacro (2013 e 2015) organizados pela Faculdade São Bento de São Paulo, e pelas faculdades de Arquitetura e Urbanismo da USP e Instituto de Artes da UNESP. Além dos vários Seminários de Arte Sacra do Mosteiro São Bento da Bahia.

No ano de 2014, fez parte do projeto de Inventário e catalogação de peças sacras em vários Museus do Vale do Paraíba, organizado pela Rede de Museus do SISEM e do Museu de Arte Sacra de São Paulo. Liderou a equipe de inventário do Museu Padre Rodolfo Komórek em São José dos Campos-SP.

Hoje faz curadoria da Galeria de Arte Casario no centro de Jacareí-SP, e ainda se dedica a desenhos sacros e realistas.

Contato:

(12) 98123-1794

rodolfokhristianos@gmail.com

khristianos.blogspot.com

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20 setembro, 2016

Secretário de Estado do Vaticano lembra mensagem de Fátima na missa dos representantes pontifícios.

Santuário de Fátima – O Secretário de Estado do Vaticano expressou esta quinta feira o desejo de ver o Papa Francisco nas celebrações do Centenário das Aparições em Fátima no próximo ano, sublinhando a importância e atualidade da Mensagem deixada por Nossa Senhora aos pastorinhos no contexto do mundo e da igreja atuais.

Na homilia que proferiu na Missa da Solenidade de Nossa Senhora das Dores, celebrada na Capela do Coro, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, diante dos representantes diplomáticos do Papa nos cinco continentes, que se encontram em Roma para a celebração do seu jubileu, e publicada na edição impressa do jornal L´Osservatore Romano desta sexta feira, em que lembrou a importância da Cruz como ponto de partida para qualquer cristão,  D. Pietro Parolin destacou as “dores que o mundo atravessa” e que o transformaram “numa grande colina de Cruzes”, elogiando a importância da mensagem deixada por Nossa Senhora aos Pastorinhos para superar as dificuldades.

É um  “vínculo especial entre esta memória Mariana e o Papa, porque a devoção às dores de Maria, que é amplamente difundida entre o povo cristão, foi introduzida na Liturgia pelo Papa Pio VII” lembrou o responsável pela diplomacia do Vaticano.

“Mesmo nas aparições da Virgem Maria aos três pastorinhos em Fátima, cujo centenário será celebrado em 2017 – no qual esperamos vivamente que possamos contar com a presença do Papa  Francisco- há este vínculo estreito entre Maria, o Papa e o sofrimento. “

Dirigindo-se aos presentes, o cardeal disse: “certamente recordareis a imagem do bispo vestido de “branco”, que sobe a montanha rezando por todos os que sofrem, e que encontra”.

Essa imagem, explicou, “condensa e resume a disponibilidade para o martírio, que deve caracterizar a Igreja de todos os tempos, ontem, hoje e amanhã, começando a partir do primeiro martírio cristão do bispo de Roma”.

A oração, o sacrificio em reparação dos pecados e a conversão são aspetos centrais da Mensagem de Fátima, que o chefe da diplomacia da Santa Sé recordou estabelecendo um paralelo com os desafios que o mundo cristão enfrenta.

O secretário de Estado do Vaticano será o presidente da Peregrinação Internacional de outubro no Santuário de Fátima, que se realiza nos próximos dias 12 e 13 de outubro. Será a primeira vez que o cardeal virá à Cova da Iria.

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20 setembro, 2016

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa na Catedral de Santo Amaro, SP.

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19 setembro, 2016

Francisce, quo vadis?

Por Padre Romano | FratresInUnum.com: Há em Roma, no início da Via Ápia, bem próxima às Catacumbas de São Calixto, uma pequena igreja intitulada “Domine, quo vadis?”, ou seja, “Senhor, para onde vais?”. Segundo uma antiqüíssima tradição, neste local, o Apóstolo Pedro, bispo de Roma, Papa e Pastor de toda a Igreja, teve uma visão de Nosso Senhor.

quo-vadisDiz-se que o Príncipe dos Apóstolos, num momento de cruel perseguição aos cristãos por parte do Imperador Nero, foi convencido por seus fiéis a deixar a Cidade Eterna e a procurar refúgio noutro lugar. Porém, ao sair da cidade, depara-se com Cristo que, carregando a Cruz, dirige-se a Roma, fazendo o caminho contrário ao de Pedro. Este, então, interroga o Mestre: – Senhor, para onde vais?, e lhe responde o Salvador: – Vou a Roma, para ser novamente crucificado.

Aquelas palavras fizeram entender a Pedro que ele deveria estar com os seus fiéis, sendo o primeiro a dar testemunho da fé em Cristo, Deus e Homem verdadeiro, Salvador da Humanidade. De fato, pouco tempo depois, Pedro é condenado à morte e crucificado no Teatro de Nero, na Colina do Vaticano, onde se erguia o obelisco egípcio que hoje se acha ao centro da Praça de São Pedro, como testemunha do martírio do primeiro Papa que, por humildade, quis ser crucificado de cabeça para baixo, por não se achar digno de morrer como o seu Senhor.

Vivemos momentos de grande confusão na Igreja: temos a nítida sensação que a barca de Pedro está desgovernada, sem timoneiro. Perguntamo-nos para onde estamos indo e, sobretudo, para onde o Romano Pontífice, fundamento visível da unidade e da verdade da fé, está levando a Igreja. Sentimos, como nunca, a falta de um guia que nos conduza, como novo Moisés, rumo à Terra Prometida, atravessando o deserto deste mundo que jaz sem Deus, na sombra do pecado e da morte, advertindo-nos dos perigos que teremos que enfrentar, e preparando-nos para a provação e a luta.

Francisce, quo vadis?

Será que não percebes que nem sempre a voz dos fiéis, mesmo daqueles que, como os cristãos de Roma, pensavam estar acertando em suas propostas, vem de Deus? Será que não te dás conta que estás caminhando sobre areia movediça, e que o rebanho corre o risco de perecer no caminho? Será que não vês que a indiferença aumenta assustadoramente entre os católicos que, não mais seguros de sua fé, começam a aceitar mentiras, em relação à família, à administração dos sacramentos a pessoas impedidas, por direito divino, de recebê-los? Não enxergas que estás favorecendo o adultério e inúmeros sacrilégios que são a porta larga que conduz ao inferno? Não percebes que a tua misericórdia é incompatível com a misericórdia de Deus, que é infinita, mas anda de mãos dadas com a justiça, e exige a mudança de vida do pecador? Não te dás conta que as obras de misericórdia que tanto apregoas, se dissociadas da graça, não tem valor, como ensinou o Apóstolo Paulo, e que muitos acham que só o que salva é a caridade, que pode ser praticada por qualquer pessoa, inclusive um ateu, sem que lucre nada para a salvação?

Francisce, quo vadis?

Com teus encontros ecumênicos, com comemoração de aniversários de cismas e heresias, causadas por inimigos da fé católica e do papado, com encontros inter-religiosos, que humilham a Santa Igreja e a fazem dividir o altar de Cristo com os altares dos demônios, “Quoniam omnes dii gentium daemonia” (Ps 95, 5 Vulgatae) – porque todos os deuses dos pagãos são demônios, como diz o real profeta -, permites que muitos creiam que todas as religiões são boas, e o importante é vivermos em paz, respeitando as diferenças, quando o mandado do Senhor é de anunciar o Evangelho, para que os homens se salvem. Não estás vendo que muito do que ensinas, do ponto de vista da política, da economia e da ecologia, corresponde aos projetos da nova ordem mundial, que quer destruir a religião cristã, e introduzir um paganismo sincretista e satânico?

Francisce, quo vadis?

Não sou nada e nem ninguém, mas como sacerdote católico, te peço, te imploro! Retorna a Roma! Retorna a sua Tradição! Sê Pastor, Pai e Doutor desta Igreja Santa, que é coluna e fundamento da verdade. Não sigas o canto das múltiplas sereias que, dentro e fora da Igreja, querem te arrastar, e contigo, a muitos, para a ruína.

Retorna a Roma! Não deixes só o rebanho que Cristo te confiou!

Lembra-te do que disseste: o Pastor, às vezes, tem que sentir para onde as ovelhas estão andando. Não aconteça – que Deus nos preserve! – que para seguir a Cristo que retorna a Roma para ser crucificado, tenhamos que ir pelo caminho oposto ao do doce Cristo na Terra.

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18 setembro, 2016

Foto da semana.

Mosteiro de São Bento, São Paulo, 11 de setembro de 2016: O neo sacerdote, Cônego Heitor Matheus, do Instituto Cristo Rei e Sumo Sacerdote, celebra sua primeira Missa solene pública no Brasil. Foto: Alexandre Soares Pereira Junior. 

17 setembro, 2016

Reflexões sobre temas da Sagrada Escritura: O amor de Deus, motivo dominante do culto ao Santíssimo Coração de Jesus, no Antigo Testamento.

“Mas Sião disse: O Senhor abandonou-me e esqueceu-se de mim. Pode, acaso, uma mulher esquecer o seu pequenino de sorte que não se apiede do filho de suas entranhas? Ainda que esta se esquecesse, eu não me esquecerei de ti”  (Isaías 49, 14-15).

Por Padre Élcio Murucci | FratresInUnum.com

12. Para melhor poder compreender a força que com relação a esta devoção encerram alguns textos do Antigo e do Novo Testamento, é preciso entender bem o motivo pelo qual a Igreja tributa ao coração do divino Redentor o culto de latria. Duplo, veneráveis irmãos, como bem sabeis, é tal motivo: o primeiro, que é comum também aos demais membros adoráveis do corpo de Jesus Cristo, funda-se no fato de, sendo o seu coração parte nobilíssima da natureza humana, estar unido hipostaticamente à pessoa do Verbo de Deus, e, portanto, dever-se-lhe tributar o mesmo culto de adoração com que a Igreja honra a pessoa do próprio Filho de Deus encarnado. Trata-se, pois, de uma verdade de fé católica, solenemente definida no concílio ecumênico de Éfeso e no II de Constantinopla.(5) O outro motivo concerne de maneira especial ao coração do divino Redentor, e, pela mesma razão, confere-lhe um título inteiramente próprio para receber o culto de latria. Provém ele de que, mais do que qualquer outro membro do seu corpo, o seu coração é o índice natural ou o símbolo da sua imensa caridade para com o gênero humano. Como observava o nosso predecessor Leão XIII, de imortal memória, “é ínsita no sagrado coração a qualidade de ser símbolo e imagem expressiva da infinita caridade de Jesus Cristo que nos incita a retribuir-lhe o amor por amor”.(6)

13. Coisa indubitável é que nos livros sagrados nunca se faz menção certa de um culto de especial veneração e amor tributado ao coração físico do Verbo encarnado pela sua prerrogativa de símbolo da sua inflamadíssima caridade. Mas este fato, que cumpre reconhecer abertamente, não nos deve admirar, nem de modo algum fazer-nos duvidar de que a caridade divina para conosco – razão principal deste culto – é exaltada tanto pelo Antigo como pelo Novo Testamento com imagens sumamente comovedoras. E, por se encontrarem nos livros santos que prediziam a vinda do Filho de Deus feito homem, podem essas imagens considerar-se como um presságio daquilo que havia de ser o símbolo e índice mais nobre do amor divino, a saber: o coração sacratíssimo e adorável do Redentor divino.

14. Pelo que se refere ao nosso propósito, não julgamos necessário aduzir muitos textos do Antigo Testamento nos quais estão contidas as primeiras verdades reveladas por Deus, mas cremos bastará recordar o pacto estabelecido entre Deus e o povo eleito, pacto sancionado com vítimas pacíficas – e cujas leis fundamentais, esculpidas em duas tábuas, Moisés promulgou (cf. Ex 34, 27-28) e os profetas interpretaram -, esse pacto não se baseava somente nos vínculos do supremo domínio de Deus e na devida obediência da parte do homem, mas consolidava-se e vivificava-se com os mais nobres motivos do amor. Porque também para o povo de Israel a razão suprema de obedecer a Deus, devia ser não tanto o temor das divinas vinganças suscitado nos ânimos pelos trovões e relâmpagos procedentes do ardente cume do Sinai, mas, antes, o amor devido a Deus: “Escuta, Israel: O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E estas palavras que hoje te ordeno estarão sobre o teu coração” (Dt 6, 4-6).

15. Não nos deve, pois, causar estranheza que Moisés e os profetas, aos quais o Doutor angélico chama com razão os “maiorais” do povo eleito,(7) compreendendo bem que o fundamento de toda a lei se baseava neste mandamento do amor, descrevessem as relações todas existentes entre Deus e a sua nação, recorrendo a semelhanças tiradas do amor recíproco entre pai e filhos, ou do amor dos esposos, em vez de representá-las com imagens severas inspiradas no supremo domínio de Deus ou na nossa devida servidão cheia de temor. Assim, por exemplo, no seu celebérrimo cântico pela libertação do seu povo da servidão do Egito, ao querer exprimir como essa libertação era devida à intervenção onipotente de Deus, o próprio Moisés recorre a estas comovedoras expressões e imagens: “Assim como a águia provoca seus filhotes a alçarem o vôo e acima deles revoluteia, assim também (Deus) estendeu as suas asas e acolheu (Israel) e carregou-o nos seus ombros” (Dt 32, 11). Talvez, porém, entre os profetas, nenhum exprima e descubra melhor, tão clara e ardentemente, quanto Oséias, o amor constante de Deus para com seu povo. Com efeito, nos escritos deste profeta, que entre os profetas menores sobressai pela profundeza de conceitos e pela concisão da linguagem, Deus é descrito amando o seu povo escolhido com um amor justo e cheio de santa solicitude, qual é o amor de um pai cheio de misericórdia e de amor, ou de um esposo ferido na sua honra. É um amor que, longe de decair e de cessar à vista de monstruosas infidelidades e pérfidas traições, castiga-os, sim, como eles merecem, mas não para os repudiar e os abandonar a si mesmos, mas só com o fim de limpar, de purificar a esposa afastada e infiel e os filhos ingratos, para tornar a uni-los novamente consigo uma vez renovados e confirmados os vínculos de amor: “Quando Israel era criança amei-o; e do Egito chamei meu filho… Ensinei Efraim a andar, tomei-o nos meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. Com vínculos humanos atraí-los-ei, com laços de amor… Sanar-lhes-ei as rebeldias, amá-los-ei generosamente, pois minha ira não se afastou deles. Serei como o orvalho para Israel, ele florescerá como o lírio e lançará suas raízes qual o Líbano” (Os 11, 1.3-4; 14, 5-6).

16. Expressões semelhantes tem o profeta Isaías quando apresenta o próprio Deus e o povo escolhido como que dialogando entre si com estas palavras: “Mas Sião disse: O Senhor abandonou-me e esqueceu-se de mim. Pode, acaso, uma mulher esquecer o seu pequenino de sorte que não se apiede do filho de suas entranhas? Ainda que esta se esquecesse, eu não me esquecerei de ti” (Is 49, 14-15). Nem menos comovedoras são as palavras com que, servindo-se do simbolismo do amor conjugal, o autor do Cântico dos cânticos descreve com vivas cores os laços de amor mútuo que unem entre si, Deus e a nação predileta: “Como lírio entre os espinhos, assim é minha amada entre as donzelas… Eu sou de meu amado e meu amado é meu: o que se apascenta entre os lírios… Põe-me como selo sobre teu coração, como selo sobre teu braço, pois forte como a morte é o amor, duros como o inferno os ciúmes: seus ardores são ardores de fogo e de chamas” (Ct 2, 2; 6, 2; 8, 6).

17. Com todo esse amor, terníssimo, indulgente e longânime mesmo quando se indigna pelas repetidas infidelidades do povo de Israel, Deus nunca chega a repudiá-lo definitivamente; mostra-se, sim, veemente e sublime; mas, contudo, em substância isso não passa do prelúdio daquela inflamadíssima caridade que o Redentor prometido havia de mostrar a todos com o seu amantíssimo coração, e que ia ser o modelo do nosso amor e a pedra angular da nova aliança. Porque, em verdade, só aquele que é o Unigênito do Pai e o Verbo feito carne “cheio de graça e de verdade” (Jo 1, 14), tendo descido até os homens oprimidos de inúmeros pecados e misérias, podia fazer brotar da sua natureza humana, unida hipostaticamente à sua pessoa divina, “um manancial de água viva” que regasse copiosamente a terra árida da humanidade, transformando-a em florido e fértil jardim. E essa obra admirável que o amor misericordioso e eterno de Deus devia realizar, de certo modo já parece prenunciá-la o profeta Jeremias com estas palavras: “Amei-te com amor eterno; por isso atrai-te a mim cheio de misericórdia… Eis vêm dias, afirma o Senhor, em que pactuarei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova: este será o pacto que eu concertarei com a casa de Israel depois daqueles dias, declara o Senhor: Porei minha lei no interior dele e escrevê-la-ei no seu coração, e serei o seu Deus e eles serão o meu povo…; porque perdoarei a sua culpa e não mais me lembrarei dos seus pecados” (Jr 31, 3.31. 33-4).

[Enc. “AURIETIS AQUAS” de Pio XII].

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16 setembro, 2016

Faleceu padre Gabriele Amorth.

Padre Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma.

Faleceu hoje o famoso exorcista padre Gabriele Amorth. Requiem aeternam dona ei, Domine, et lux perpetua luceat ei. Requiescat in pace.

Matérias relacionadas ao padre Amorth publicadas em FratresInUnum.com:

Famoso exorcista Amorth: O Estado Islâmico (ISIS) é Satanás.

Prefácio de Dom Pestana ao livro do Pe. Gabriele Amorth.

Exorcistas experientes respaldam Padre Gabriele Amorth: o novo ritual de exorcismo é ineficaz.

O exorcista Padre Amorth denuncia: «Dentro do Vaticano também há satanistas».

Exorcismo do Papa – Fala quem entende: “É uma vingança do demônio contra os bispos mexicanos, porque eles não se opuseram ao aborto como deveriam”.

Malachi Martin e o satanismo no Vaticano.

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