24 novembro, 2019

Foto da semana.

Washington DC, EUA, 16 de novembro de 2019 – O Arcebispo de San Francisco, Dom Salvatore Cordileone, não pôde conter as lágrimas ao ouvir a Salve Regina cantada, ao fim da Santa Missa no Rito Tradicional que acabara de celebrar.

Créditos: Gloria.tv

21 novembro, 2019

A “Igreja dos pobres” derrama toda a sua misericórdia sobre o Centro Dom Bosco.

21 novembro, 2019

Relativismo moral e ecologismo gestados pela UNESCO: “o engano com astúcia que tende levar ao erro”.

Por Hermes Rodrigues Nery
 
Em 1989, estava em Paris, pouco antes da queda do muro de Berlim, quando alguém me dissera: “Está começando o século 21”. Na ocasião, eu havia estado com o então presidente da UNESCO, Jean d’Ormesson,  na sede da UNESCO, em Paris, com os amigos Daniel Mèrigoux e Marcelo Yamamoto. Tomei conhecimento então de um projeto da UNESCO, no campo educacional, que visava uma radical reengenharia social anticristã e gestar para isso uma nova política global para o século 21. Não tinha como compreender, na época, do que se tratava, porque optou-se por uma revolução semântica para isso, alterando o significado das palavras para enganar os desinformados. Nesse sentido foram concebidas as grandes conferências internacionais promovidas pela ONU, nos anos 90. O primeiro passo para esse projeto totalitário de poder global foi dado pouco depois, em fevereiro de 1991, cujas premissas ideológicas e diretrizes para um novo ordenamento global emergiu no documento “Diez Problemas Prospectivos de Población – Documento de Trabajo, Caracas, Febrero,1991″, mencionado por Juan Cláudio Sanahuja, em seu livro “Poder Global e Religião Universal”: “Para realizar o projeto de poder global com um pensamento único, modificando a cultura e a religião dos povos e colonizando as consciências para formar cidadãos dóceis à Nova Ordem Mundial, em 1991, a UNESCO trabalhava com dois projetos: o de uma ética universal de valores relativos (…) e o de uma ética universal de desenvolvimento sustentável“. 

O relativismo moral (com termos e conceitos cada vez mais ambíguos nos documentos de OnGs e instituições governamentais) e o desenvolvimento sustentável (fomentado pelo alarmismo dos ativistas ecológicos) servirão de base ideológica para moldar uma nova cultura, que em nome da tolerância religiosa e da preservação da natureza, buscou dissolver as convicções e identidades culturais e religiosas, especialmente a identidade católica. Uma década e meia depois do intenso trabalho de disseminação dessas duas éticas universais e artificiais, já se sentiam os efeitos devastadores principalmente dentro da Igreja Católica. Foi o que levou o então Cardeal Joseph Ratzinger, em 18 de abril de 2005, na missa Pro Eligendo Romano Pontífice, a afirmar sua clássica constatação do fenômeno: 
 
 
“Quantos ventos de doutrina conhecemos nestes últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantas modas do pensamento… A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi muitas vezes agitada por estas ondas lançada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até à libertinagem, ao coletivismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo e por aí adiante. Cada dia surgem novas seitas e realiza-se quanto diz São Paulo acerca do engano dos homens, da astúcia que tende a levar ao erro (cf. Ef 4, 14). Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar “aqui e além por qualquer vento de doutrina”, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades.” [http://www.vatican.va/gpII/documents/homily-pro-eligendo-pontifice_20050418_po.html]
 
Além da ética universal dos valores relativos, a UNESCO se empenhou mais intensamente para a difusão da ética do desenvolvimento sustentável, tanto uma quanto outra com premissas equivocadas: o engano com astúcia “que tende levar ao erro”. O ecologismo onusiano, bastante sedutor, em muitos aspectos, contradiz o ensinamento da Igreja sobre a “ordem da Criação”, que deve ser respeitada a partir do “cuidado da natureza humana”, pois a ordem da Criação não supõe o equívoco do igualitarismo (erro esse já manifestado nas utopias políticas revolucionárias dos tempos modernos).
 
Afirmou Bento XVI, em dezembro de 2008, que a Igreja tem também responsabilidade pela criação, dizendo: “deve defender não só a terra, a água e o ar como dons da criação que pertencem a todos. Deve proteger também o homem contra a destruição de si mesmo (…) Quando a Igreja fala da natureza do ser humano como homem e mulher e pede que se respeite esta ordem da criação, não está expondo uma metafísica superada”. Por isso, faz parte do projeto de poder global da ONU esvaziar a fé católica de seu real significado, para introduzir com eufemismos uma outra concepção de natureza (que visa, sim, superar a metafísica católica), daí a estratégia de aliar ecologismo e sincretismo panteísta, para alcançar os fins de manipulação das consciências. Isso sim, uma “colonização ideológica” das consciências, para que também os católicos (desinformados desse processo de engano e astúcia) sejam levados a aceitar docilmente o novo paradigma cultural relativista da Nova Ordem Mundial. Daí a decisão chocante de se buscar introduzir o conceito de “pecado ecológico” no Catecismo da Igreja Católica, tendo em vista esse contexto.
 
Até o pontificado de Bento XVI, a agenda gestada nas conferências internacionais da ONU, foi criticada e rejeitada pela Igreja Católica. Mas após a sua renúncia, e com a ascensão de Francisco, o Vaticano, através da Pontifícia Academia das Ciências, abriu escancaradamente as portas para tal projeto, causando indignação e perplexidade entre os católicos, e também confusão no seio da Igreja. Os bispos, em massa, acataram tal engano (“a astúcia que tende a levar ao erro”), e em vez de defenderem a fé católica de tão grande ameaça, instrumentalizam a Igreja para tais fins, deixando os católicos atônitos, sem saber o que fazer e como lidar com essa situação. Infelizmente, é preciso reconhecer que “o engano com astúcia que tende a levar ao erro” foi introduzido não apenas na encíclica ecológica Laudato Si (a ética universal do desenvolvimento sustentável), como também em outros documentos, como em Amoris Laetitia (com aspectos da ética universal dos valores relativos). Com o Sínodo da Amazônia ficou evidente a determinação de colocar em execução tal projeto, com um desvio de propósito da missão da Igreja, sem precedentes na História, com esta proporção.
 
Francisco afirmou que pretende introduzir o conceito de “pecado ecológico” no Catecismo da Igreja Católica. Tudo isso tem causado angústia e aflição entre os católicos. É um erro isso, alguém tem que dizer isso: é um erro. Muitos bispos e cardeais deixam assim de serem baluartes da defesa da fé católica e se tornam reféns da agenda da ONU, gestada pela UNESCO, nos anos 90. A pergunta que se faz: o que fazer? Como dizer alto e em bom som que trata-se de um erro? Essas duas éticas impregnadas nos documentos do atual pontificado, agem como dissolvedoras da são doutrina católica. Em maio de 2020, Francisco anunciou um encontro de líderes mundiais por um “Pacto Global pela Educação”, com as premissas ideológicas alinhadas com a UNESCO.  Os Cardeais que acompanham tudo isso, sem requererem a correção de rota, pecam gravemente por omissão e conivência, por não defenderem a fé católica de ameaças tão graves. Enquanto católico apostólico romano, indagamos: a quem recorrer se o próprio papa Francisco é o primeiro a abraçar com entusiasmo tal equívoco?
Sim, pela fé temos a resposta: somente Deus, Todo Poderoso – como professamos no Credo – poderá agir pela nossa salvação, pois Nosso Senhor Jesus Cristo nos prometeu: “As portas do inferno não irão prevalecer” (Mt 16,18).
 
Hermes Rodrigues Nery é Coordenador do Movimento Legislação e Vida. Email: prof.hermesnery@gmail.com
18 novembro, 2019

Bento XVI escreve uma nova oração: “Também hoje a nossa Fé é ameaçada por mudanças reducionistas, cujas modas mundanas querem submetê-la”.

Por FratresInUnum.com, 18 de novembro de 2019 – Rompendo o seu silêncio, Bento XVI compôs uma oração para a Diocese austríaca de Burgenland Einsenstadt, fazendo referência ao desmantelamento da Igreja. Embora tenha sido composta em junho e divulgada agora, contém elementos significativos também em relação a episódios mais recentes, como o Sínodo da Amazônia, que na época já estava bem delineado.

Oração do Papa Bento XVI

Senhor Jesus Cristo,

São mais de dezenove séculos anos desde quando Vós, o Verbo eterno de Deus, entrastes no tempo e Vos fizestes carne – Vós vos fizestes homem. Não rejeitastes a Vossa natureza humana como um vestido depois de a ter assumido por pouco tempo. Não, até a Vossa morte sobre a cruz Vós a assumistes, Vós a tendes transpassada e sofrestes por ela, e permaneceis, depois de ressuscitado, homem para sempre. Na parábola, Vos comparastes com o grão de trigo que cai na terra e morre, mas não permanece isolado, antes, emerge de novo e produz constantemente fruto. Na Sagrada Eucaristia Vós sempre estais presente entre nós, Vos entregais em nossas mãos e aos nossos corações, a fim de que possa surgir uma nova humanidade. O Vosso fazer-Vos homem não é para nós uma experiência distante, ao contrário, toca a todos, chama-nos a todos. Ajudai-nos a compreender sempre mais. Ajudai-nos a viver e a morrer no segredo do grão de trigo e a contribuir com o surgimento de uma nova humanidade.

Antes de deixardes este mundo e de voltardes ao Pai, para depois voltardes entre nós, Vós entregastes a alguns homens a missão de ir a todo o mundo e de batizar os povos em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. E o ser batizados nos faz ser uma nova comunidade, a Vossa Igreja. Como Vós anunciastes, este Vosso novo Corpo – que se estende por todo o mundo – se distingue pela Vossa proximidade, que anima o próprio corpo. Mas é também distinto pela nossa fragilidade, que se supera apenas lentamente.

Neste momento da nossa história, agradecemo-Vos pela graça de ter-nos chamado a fazer parte da Vossa Igreja. Agradecemo-Vos pelas realidades belas e grandes que se tornam visíveis no mundo por meio dela. Pedimo-vos também que nos ajudeis a enfrentar a obscuridade que, de tempos em tempos, é sempre ameaçadoramente ativa dentro dela. (…)

A missão da Igreja é, portanto, também aquela de aglomerar as várias línguas e as histórias de cada parte em uma nova unidade. Nesta situação, pensamos antes de tudo nos inícios da Fé no interior da nossa pátria, à época em que Vós nos enviastes a grande figura de São Martinho, bispo de Tours. Martinho nasceu na nossa terra – a então província romana da Panônia – e as suas origens fazem que nos pertença para sempre de um modo especial. Seguindo a vontade do seu pai, ele se tornou um soldado romano e chegou à Gália, ao outro extremo do continente. Encontrou-vos a Vós, Senhor Jesus Cristo, na figura de um mendigo e, dividindo com ele o seu manto – a sua casa, poderíamos dizer –, Vos reconheceu no seu coração. Vós lhe concedestes um grande mestre, Hilário de Poitiers, que iluminou a sua inteligência e, de tal modo, protegeu-o das insídias do arianismo. Assim, ele foi preservado daquela falsa norma da Fé cristã, que transmitia aos povos recentemente convertidos uma imagem diminuída de Nosso Senhor e impedia, portanto, o acesso à verdadeira Fé. Seguindo as pegadas de Santo Hilário, São Martinho voltou ainda uma vez à sua terra, para, depois, retornar novamente à Gália, onde iniciou o grande ministério da sua vida.

Também hoje a nossa Fé é ameaçada por mudanças reducionistas, cujas modas mudanas querem submetê-la para subtraí-la à sua grandeza.

Ajudai-nos, Senhor, neste nosso tempo, a ser e a permanecer verdadeiramente católicos – a viver e a morrer na grandeza da Vossa verdade e na Vossa divindade. Dai-nos sempre bispos corajosos, que nos guiem à unidade da Fé, com os santos de todos os tempos, e nos mostrem como agir de modo adequado ao serviço da reconciliação, à qual o nosso episcopado é chamado de modo especial. Senhor Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Benedictus XVI.

Mosteiro Mater Ecclesiæ, 8 de junho de 2019.

Tags:
17 novembro, 2019

Foto da semana.

Chile

Já passam de dezenas de igrejas atacadas, profanadas e vilipendiadas no Chile. Rezemos em desagravo, enquanto aguardamos um pronunciamento, que até agora não veio, do Papa Francisco em defesa do mais pobre e marginalizado de todos: Nosso Senhor Jesus Cristo.

15 novembro, 2019

Protesto contra os actos sacrílegos do Papa Francisco.

Por Contra Recentia Sacrilegia – Nós, os abaixo-assinados investigadores e académicos clérigos e leigos católicos, protestamos contra e condenamos os actos sacrílegos e supersticiosos cometidos pelo Papa Francisco, Sucessor de São Pedro, no âmbito do recente Sínodo que teve lugar em Roma.

Tais actos sacrílegos foram os seguintes:

  • A 4 de Outubro, o Papa assistiu a um acto de culto idólatra da deia

    pagã Pachamama.

  • O Papa permitiu que tal acto de culto fosse praticado nos Jardins Vaticanos, profanando deste modo as áreas vizinhas das sepulturas dos mártires e da igreja de São Pedro Apóstolo.
  • O Papa participou deste acto de culto idólatra abençoando a imagem de madeira da Pachamama.
  • A 7 de Outubro, o ídolo da Pachamama foi posto diante do altar-mor de São Pedro e foi depois levado em procissão até à Sala do Sínodo. O Papa Francisco recitou orações numa cerimónia envolvendo esta imagem e juntou-se depois à dita procissão.
  • Depois que várias imagens desta deia pagã foram removidas da igreja de Santa Maria in Traspontina, onde haviam sido postas sacrilegamente, e tendo sido em seguida arrojadas ao Tibre por católicos indignados com essa profanação daquela igreja, o Papa, a 25 de Outubro, ofereceu desculpas pela remoção das imagens, e outra imagem de madeira da Pachamamafoi de novo posta na igreja.  Deu-se, assim, início a uma ulterior profanação.
  • A 27 de Outubro, por ocasião da Missa de encerramento do Sínodo, o Papa aceitou uma taça que fora usada no culto idólatra da Pachamama e pô-la sobre o altar.

O próprio Papa confirmou que estas imagens de madeira eram ídolos pagãos. No curso do seu pedido de desculpas pela remoção destes ídolos do interior de uma igreja católica, o Papa usou especificamente para eles o nome de Pachamama,  nome que, de acordo com uma crença religiosa da América do Sul, corresponde à falsa divindade mãe da terra.

Diferentes actos desta cadeia de eventos foram já condenados como idólatras ou sacrílegos pelo Cardeal Walter Brandmüller, Cardeal Gerhard Müller, Cardeal Jorge Urosa Savino, Arcebispo Carlo Maria Viganò, Bispo Athanasius Schneider, Bispo José Luis Azcona Hermoso,  Bispo Rudolf Voderholzer e Bispo Marian Eleganti. Por fim, no curso deuma entrevista, também o Cardeal Raymond Burke fez igual apreciação do culto que foi prestado.

Esta participação em idolatria foi antecipada pela declaração intitulada “Documento sobre a Fraternidade Humana”, assinada pelo Papa Francisco e Ahmad Al-Tayyeb, o Grande Imã da mesquita de Al-Azhar, a 4 de Fevereiro de 2019.  Esta declaração afirmou que:

«O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos. Esta Sabedoria divina é a origem donde deriva o direito à liberdade de credo e à liberdade de ser diferente.»

O envolvimento do Papa Francisco em cerimónias idólatras é uma indicação de que quis dar a esta declaração um sentido heterodoxo, que permite que o culto pagão de ídolos seja considerado um bem positivamente querido por Deus.

Além disso, não obstante ter comunicado privadamente ao Bispo Athanasius Schneider que «[o Bispo] pode dizer que a frase em questão acerca da diversidade das religiões se refere à vontade permissiva de Deus …» , o Papa jamais procedeu à correcção da declaração de Abu Dhabi nesses sentido.Num pronunciamento subsequente durante a audiência de 3 de Abril de 2019, o Papa, respondendo à questão “Porque é que Deus permite que haja muitas religiões?”, referiu-se de passagem à “vontade permissiva de Deus” tal como a mesma é entendida pela teologia escolástica, mas deu ao conceito um sentido positivo, declarando que «Deus quis permitir isto» porque, sendo embora certo que «há muitas religiões», elas «olham sempre para o céu, olham para Deus» (ênfase acrescentada). Não se nota aí sequer a mais mínima sugestão de que Deus permite a existência de religiões da mesma maneira que Ele permite, em geral, a existência do mal. Ao invés, a implicação que daí resulta claramente é a de que Deus permite a existência de «muitas religiões» porque elas são boas enquanto «olham sempre para o céu, olham para Deus».

Mais grave ainda: desde então, o Papa Francisco já reafirmou a declaração não corrigida de Abu Dhabi, ao estabelecer um “comité inter-religioso” , que veio mais tarde a receber a designação de “Comité Superior”,  com sede nos Emiratos Árabes Unidos, paradar seguimentoaos “objectivos” do documento, e ao promover uma directivaemitida pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-reliogioso dirigida aos dirigentes de todos os institutos católicos romanos de estudos superiores, e indirectamente aos professores universitários católicos, pedindo-lhes que dêem ao documento a «maior difusão possível», aí se incluindo a asserção não corrigida de que Deus quer a «diversidade religiões» do mesmo modo que quer a diversidade de cores, sexos, raças e línguas.

Prestar culto a alguém ou algo além do único Deus verdadeiro, a Santíssima Trindade, é uma violação do Primeiro Mandamento. A participação em qualquer forma de veneração de ídolos é absolutamente condenada por este mandamento e constitui um pecado grave, independentemente da culpabilidade subjectiva, que só Deus pode julgar.

São Paulo ensinava à Igreja dos primeiros tempos que o sacrifício oferecido a ídolos pagãos não era dirigido a Deus mas antes aos demónios, como se lê na sua Primeira Epístola aos Coríntios:

«Que vos hei-de dizer, pois? Que a carne imolada aos ídolos tem algum valor, ou que o próprio ídolo é alguma coisa? 20Não! Mas aquilo que os pagãos sacrificam, sacrificam-no aos demónios e não a Deus. E eu não quero que estejais em comunhão com os demónios. 21Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demónios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demónios
(1 Cor 10, 19-21)

Com tais acções, o Papa Francisco incorreu na condenação proferida pelo Segundo Concílio de Niceia:

«Muitos pastores destruíram a minha vinha, profanaram a minha porção. Por isso que seguiram homens ímpios e acreditando nos seus próprios desvarios, caluniaram a Santa Igreja, que Cristo tomou para Si por esposa, e não distinguiram o sagrado do profano, asserindo que os ícones de Nosso Senhor e dos santos não eram diferentes das imagens de madeira dos ídolos satânicos

É com imensa dor e profundo amor pela Cátedra de Pedro que suplicamos a Deus Todo-Poderoso que poupe os membros culpados da Sua Igreja sobre a terra da punição que merecem pelos seus terríveis pecados.

Pedimos respeitosamente ao Papa Francisco que se arrependa publicamente e sem ambiguidades destes pecados e de todas as ofensas que cometeu contra Deus e a verdadeira religião, e que faça reparação por estas ofensas.

Pedimos respeitosamente a todos os bispos da Igreja Católica que ofereçam ao Papa Francisco uma correcção fraterna por estes escândalos, e que advirtam os seus rebanhos de que, de acordo com o ensinamento divinamente revelado da fé católica, eles arriscam a condenação eterna se seguirem o seu exemplo nas ofensas contra o Primeiro Mandamento.

9 de Novembro de 2019

In Festo Dedicationis Basilicae Lateranensis
“Terribilis est locus iste: hic domus Dei est et porta cæli; et vocabitur aula Dei” 

 

Assinam:

Dr Gerard J.M. van den Aardweg, The Netherlands

Dr Robert Adams, medical physician in Emergency & Family Medicine

Donna F. Bethell, J.D.

Tom Bethell, senior editor of The American Spectator and book author

Dr Biagio Buonomo, PhD in Ancient Christianity History and former culture columnist (1990-2013) for L’Osservatore Romano

François Billot de Lochner, President of Liberté politique, France

Rev. Deacon Andrew Carter B.Sc. (Hons.) ARCS DipPFS Leader, Marriage & Family Life Commission, Diocese of Portsmouth, England

Mr. Robert Cassidy, STL

Dr Michael Cawley, PhD, Psychologist, Former University Instructor, Pennsylvania, USA

Dr Erick Chastain, PhD, Postdoctoral Research Associate, Department of Psychiatry, University of Wisconsin-Madison

Fr Linus F Clovis

Lynn Colgan Cohen, M.A., O.F.S.

Dr Colin H. Jory, MA, PhD, Historian, Canberra, Australia

Rev Edward B. Connolly, Pastor Emeritus, St. Joseph Parish St. Vincent de Paul Parish, Girardville PA

Prof. Roberto de Mattei, Former Professor of the History of Christianity, European University of Rome, former Vice President of the National Research Council (CNR)

José Florencio Domínguez, philologist and translator

Deacon Nick Donnelly, MA Catholic Pastoral & Educational Studies (Spiritual Formation), England

Fr Thomas Edward Dorn, pastor of Holy Redeemer Parish in New Bremen OH in the Archdiocese of Cincinnati

Fr Stefan Dreher FSSP, Stuttgart, Germany

Dr Michael B. Ewbank, PhD in Philosophy, Loras College, retired, USA

Fr Jerome Fasano, Pastor, St John the Baptist Church, Front Royal, Virginia, USA

Dr James Fennessy, MA, MSW, JD, LCSW, Matawan, New Jersey, USA

Christopher A. Ferrara, J.D., Founding President of the American Catholic Lawyers’ Association

Fr Jay Finelli, Tiverton, RI, USA

Prof. Michele Gaslini, Professor of Public Law, University of Udine, Italy

Dr Linda M. Gourash, M.D.

Dr Maria Guarini STB, Pontificia Università Seraphicum, Rome; editor of the website Chiesa e postconcilio

Fr Brian W. Harrison, OS, STD, associate professor of theology of the Pontifical Catholic University of Puerto Rico (retired), Scholar-in-Residence, Oblates of Wisdom Study Center, St. Louis, Missouri, USA

Sarah Henderson DCHS MA (RE & Catechetics) BA (Mus)

Prof. Robert Hickson PhD, Retired Professor of Literature and of Strategic-Cultural Studies

Dr Maike Hickson PhD, Writer and Journalist

Prof., Dr.rer.pol., Dr.rer.nat. Rudolf Hilfer, Professor of Theoretical Physics at Universität Stuttgart

Fr John Hunwicke, Former Senior Research Fellow, Pusey House, Oxford

Fr Edward J. Kelty, OS, JCD, Defensor Vinculi, SRNC rota romana 2001-19, Former Judicial Vicar,  Archdiocese of Ferrara, Judge, Archdiocese of Ferrara

Dr Ivo Kerže, prof. phil.

Dr Thomas Klibengajtis, former Assistant Professor of Catholic Systematic Theology, Institute of Catholic Theology, Technical University Dresden, Germany

Dr Peter A. Kwasniewski, PhD, USA

Dr John Lamont, DPhil (Oxon.)

Dr Dorotea Lancellotti, catechist, co-founder of the website: https://cooperatores-veritatis.org/

Dr Ester Ledda, consecrated laywoman, co-founder of the website https://cooperatores-veritatis.org/

Fr Patrick Magee, FLHF a Franciscan of Our Lady of the Holy Family, canonical hermit in the Diocese of Fall River, Massachusetts

Dr Carlo Manetti, jurist and lecturer, Italy

Dr Christopher Manion, PhD, KM, Humanae Vitae Coalition, Front Royal, Virginia, USA

Antonio Marcantonio, MA

Michael J. Matt, Editor, The Remnant, USA

Jean-Pierre Maugendre, general delegate, Renaissance catholique, France

Msgr John F. McCarthy, JCD, STD, retired professor of moral theology, Pontifical Lateran University

Prof. Brian M. McCall, Orpha and Maurice Merrill Professor in Law, Editor-in-Chief Catholic Family News

Patricia McKeever, B.Ed. M.Th., Editor, Catholic Truth, Scotland

Mary Angela McMenamin, MA in Biblical Theology from John Paul the Great Catholic University

Fr Cor Mennen, lecturer canon law at the diocesan Seminary of ‘s-Hertogenbosch and member of the cathedral chapter

Rev Michael Menner, Pastor

Dr Stéphane Mercier, Ph.D., S.T.B., former research fellow and lecturer at the University of Louvain

Dr Claude E Newbury, M.B. B.Ch., D.T.M & H., D.P.H., D.O.H., M.F.G.P., D.C.H., D.A., M. Prax Med.

Prof. Giorgio Nicolini, writer, Director of “Tele Maria”

Fr John O’Neill, STB, Dip TST, Priest of the Diocese of Parramatta, member of Australian Society of Authors

Fr Guy Pagès, Archdiocese of Paris, France

Prof. Paolo Pasqualucci, Professor of Philosophy (retired), University of Perugia, Italy

Fr Dean P. Perri, Diocese of Providence, Our Lady of Loreto Church

Dr Brian Charles Phillips, MD

Dr Mary Elizabeth Phillips, MD

Dr Robert Phillips, Professor (emeritus) Philosophy: Oxford University, Wesleyan University, University of Connecticut

Prof. Claudio Pierantoni, Professor of Medieval Philosophy, University of Chile; former Professor of Church History and Patrology at the Pontifical Catholic University of Chile

Prof. Enrico Maria Radaelli, Professor of Aesthetic Philosophy and Director of the Department of  Aesthetic Philosophy of the International Science and Commonsense Association (ISCA), Rome, Italy

Dr Carlo Regazzoni, Philosopher of Culture, Therwill, Switzerland

Prof. John Rist, Professor emeritus of Classics and Philosophy, University of Toronto

Dr Ivan M. Rodriguez, PhD

Fr Luis Eduardo Rodrìguez Rodríguez, Pastor, Diocesan Catholic Priest, Caracas, Venezuela.

John F. Salza, Esq.

Fr Timothy Sauppé, S.T.L., pastor of St. Mary’s (Westville, IL.) and St. Isaac Jogues (Georgetown, IL.)

Fr John Saward, Priest of the Archdiocese of Birmingham, England

Prof. Dr Josef Seifert, Director of the Dietrich von Hildebrand Institute of Philosophy, at the Gustav Siewerth Akademie, Bierbronnen, Germany

Mary Shivanandan, Author and consultant

Dr Cristina Siccardi, Church Historian and author

Dr Anna M. Silvas, senior research adjunct, University of New England NSW Australia.

Jeanne Smits, journalist, writer, France

Dr Stephen Sniegoski, PhD, historian and book author

Dr Zlatko Šram, PhD, Croatian Center for Applied Social Research

Henry Sire, Church historian and book author, England

Robert J. Siscoe, author

Abbé Guillaume de Tanoüarn, Doctor of Literature

Rev Glen Tattersall, Parish Priest, Parish of St. John Henry Newman, Australia

Prof. Giovanni Turco, associate professor of Philosophy of Public Law, University of Udine, Italy

Fr Frank Unterhalt, Pastor, Archdiocese of Paderborn, Germany

José Antonio Ureta, author

Adrie A.M. van der Hoeven, MSc, physicist

Dr Gerd J. Weisensee, Msc, Switzerland

John-Henry Westen, MA, Co-Founder and Editor-in-Chief LifeSiteNews.com

Dr Elizabeth C. Wilhelmsen, Ph.D. in Hispanic Literature, University of Nebraska-Lincoln, retired

Willy Wimmer, Secretary of State, Ministry of Defense, (ret.), Germany

Prof. em. Dr Hubert Windisch, priest and theologian, Germany

Mo Woltering, MTS, Headmaster, Holy Family Academy, Manassas, Virginia, USA

Miguel Ángel Yáñez, editor of Adelante la Fe

List of Signatories

Archbishop Carlo Maria Viganò

Prof. Dr. Heinz Sproll – University of Augsburg

Edgardo J. Cruz Ramos, President Una Voce Puerto Rico

Rev. Fr. Felice Prosperi

Prof.Growuo Guys PhD

Rev. Nicholas Fleming STL

Drs. N.A.L. van der Sluis pr., Pastoorparochie Maria, Moeder van de Kerk Bisdom ‘s-Hertogenbosch

Rev. Fr Alfredo Maria Morselli

Marco Paganelli, Journalist and writer

Deacon Eugene G. McGuirk, B.A, M.A., M.B.A.

Dr. Lee Fratantuono, AB, AM, PhD

Rev. Fr. Paolo D’Angona, Diocese of Roermond, Netherlands

12th November 2019

Bishop Robert Mutsaerts, auxiliary bishop of ‘s-Hertogenbosch, Netherlands

Marco Tosatti, Stilum Curiae

Enza Pasquali

Don Michiele Chimienti

Rev. Patrick Fenton

Fr Peter Klos

Paul King, Esq.Fr. Palblo Ormazabal Albistur

Prof. Dr. Felix Fulders

Fr Richard McNally ss.cc

Sac. Bernardo M. Trelle

Dr. Quintilio Paolozzi Ph.D.

Dr. Stefano Gizzi, Comm. S.Gregorio Magno

Fr Bernward Van der Linden FSSP

Mag, Philipp Erdinc, MA

De Christian Behrendt

Rev. Peter John Dang

Leo Kronberger, MD, MSC

José Narciso Barbosa Soares

Joao Luiz da Costa Carvalho Vidigal

Fr Iouis Guardiola

Fr Roberto J.Perez, O. Carm.

Fr Jason Charron

Rev. Fr Edwin Wagner FSO

Fr Fabian Adindu

Fr Frank Watts

Fr David M. Chiantella

Fr Daniel Becker

Fr Fidelis Moscinski

Fr John Boughton

Fr Kenneth Bolin

Fr Matthew DeGance, SDB

Fr Vince Huber

Fr Arnis Suleimanovs

Fr James Mawdsley

Fr John Osman, M.A., S.T.L.

Fr Scott Lemaster, M.A., M.Div.

Fr Mark Desser

Fr Vincenzo Fiore

Fr Michael Magiera

Fr John Fongemie, FSSP

Fr Alex Anderson

Fr Pablo Ormazabal Albistur

Fr Brian Geary

Fr James Gordon

Fr David Kemna

Fr Steven Scherrer, MM, Th. D Scherrer

Fr Andrew Szymakowski, JCL

Fr Terence Mary Naughtin, OFM Conv

Christine de Marcellus Vollmer

Mag. Wolfram Schrems

Tammy Layton, ASA,BA, MA

Prof. Mag. Manfred Weindl

Dr Piotr Wolochowicz Ph.D. in Pastoral Theologie

Fr Grzegorz Asniadoch IBP

Grzegorz Korwin-Szymanowski, Journalist

Maristela Neves de Mesquita Rodiriguez Santos

Fr. Albert P. Marcello, III, JCL, defensor vinculi, Diocese of Providence

Dr Michael Sirilla

Fr Jason Vidrine

Dr John Jay Conlon

Matt Gaspers, Managing Editor, Catholic Family News

Dr Taylor R.Marshall

David Moss St. Louis, Missouri, U.S.A

Mag. César Félix Sánchez Martínez, professor of Philosophy of Nature and History of Modern and Contemporary Philosophy

13th November 2019

Fr Tullio Rotondo, doctor of Sacred Theology and Jurisprudence

Philippe Pichot Bravard, Maître de conférences HDR, écrivain

Dr. James P. Lucier, PhD, former Staff Director, U.S. Senate Foreign Relations Committee

Fr Aleksandrs Stepanovs

Fr Andrew Benton

Fr Tim Meares

Fr Vaughn Treco

Fr Edmund Castronovo

Fr Pat Scanlan Cloyne, diocesan priest

Br Johannes Elisa of the Cross OCDS ter Veer

14th November 2019

Fr Luis Marja de la SS. Trinidad y de la Santa Cruz

Fr Kazimierz Stefek, Parish Priest

William Melichar, OCDS, JD, MA

Mirella Sacilotto Sharkey, Ph. D.

Fr Peter Masik

Pichot Bravard Philippe

12 novembro, 2019

Mons. Viganò: “A abominação de ritos idolátricos penetrou no santuário de Deus”.

Por LifeSiteNews, Roma, 6 de novembro de 2019 | Tradução: Hélio Dias Viana – FratresInUnum.com –  O arcebispo Carlo Maria Viganò pede a reconsagração da Basílica de São Pedro, à luz do que ele chama de “horríveis profanações idolátricas” que foram cometidas em seus muros pela veneração de estátuas da Pachamama.

Featured Image

Em uma nova entrevista com o LifeSiteNews sobre o Sínodo da Amazônia, o arcebispo Viganò disse: “A abominação de ritos idolátricos entrou no santuário de Deus e deu origem a uma nova forma de apostasia cujas sementes, ativas há muito tempo, estão crescendo com renovado vigor e eficácia.”

Ele prossegue: “O processo de mutação interna da fé, que ocorre na Igreja Católica há várias décadas, viu neste Sínodo uma dramática aceleração em direção à fundação de um novo credo, resumido em um novo tipo de adoração [cultus]. Em nome da inculturação, elementos pagãos estão infestando o culto divino, a fim de transformá-lo em um culto idolátrico.”

Clérigos e leigos “não podem permanecer indiferentes aos atos idolátricos que testemunhamos”, insiste o arcebispo. “É urgente redescobrir o significado de oração, reparação e penitência, do jejum, dos pequenos sacrifícios, dos buquês espirituais e, acima de tudo, da adoração silenciosa e prolongada diante do Santíssimo Sacramento.”

Nesta exaustiva entrevista (veja o texto completo abaixo), abordamos com o arcebispo Viganò o que a “saga da Pachamama” revela sobre o estado da Igreja e como é a consequência lógica de outras declarações “aberrantes” feitas no atual pontificado. Também falamos sobre o documento final do Sínodo, que ele chama de “ataque frontal contra o edifício divino” da Igreja; o que o Sínodo da Amazônia revela sobre “sinodalidade”; e o que seus organizadores conseguiram.

Segundo o arcebispo Viganò, o “paradigma da Amazônia”, que visa fundamentalmente “transformar” a Igreja Católica, está alinhado com uma agenda “globalista” e “serve como uma passarela para baldear o que resta do edifício católico rumo a uma religião universal indefinida”.

“Para todos nós católicos, a paisagem da Santa Igreja está se tornando mais escura a cada dia”, diz ele. “Se esse plano satânico for bem-sucedido, os católicos que aderem a ele mudarão de fato de religião, e o imenso rebanho de Nosso Senhor Jesus Cristo será reduzido a uma minoria”.

“Essa minoria provavelmente terá muito que sofrer […] mas com Ele vencerá”, diz, concluindo suas observações com as palavras provocativas, proféticas e oportunas da mística e santa do século XIV, Brígida da Suécia.

A seguir, a nossa entrevista sobre o Sínodo da Amazônia com o Arcebispo Carlo Maria Viganò.

LifeSiteNews: Excelência, como o senhor caracterizaria o conjunto da narrativa do Sínodo? Existe uma imagem que o resuma adequadamente?

Arcebispo Viganò: A barca da Igreja está sacudida por uma tempestade furiosa. Para acalmar a tempestade, aqueles sucessores dos Apóstolos que tentaram deixar Jesus na praia e que não mais percebem Sua presença, começaram a invocar a Pachamama!

 “Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação […] então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será” (Mt 24, 15 e 21).

A abominação dos ritos idolátricos entrou no santuário de Deus e deu origem a uma nova forma de apostasia, cujas sementes – que estão em atividade há muito tempo – estão crescendo com renovado vigor e eficácia. O processo de mutação interna da fé, que ocorre na Igreja Católica há várias décadas, viu neste Sínodo uma aceleração dramática em direção à fundação de um novo credo, resumido em um novo tipo de culto [cultus]. Em nome da inculturação, elementos pagãos estão infestando o culto divino, a fim de transformá-la em um culto idolátrico.

LSN: Qual parte do Documento Final do Sínodo Amazônico o senhor considera mais preocupante ou problemática?

AV: A estratégia de toda a operação do Sínodo da Amazônia é o engano, a arma preferida do diabo: dizer meias-verdades para alcançar um fim perverso. Falta de padres: para destruir o celibato, primeiro na Amazônia e depois em toda a Igreja, eles dizem que é necessário abrir-se aos padres casados e ao diaconato das mulheres. Em que continente a primeira evangelização da Igreja Católica foi realizada por padres casados? As missões na África, Ásia e América Latina foram feitas principalmente pela Igreja latina, e apenas em pequena escala pelas Igrejas orientais que têm clérigos casados.

O documento final desta assembleia vergonhosamente manipulada, cuja agenda e resultados foram planejados há muito tempo, é um ataque frontal contra o edifício divino da Igreja, atacando a santidade do sacerdócio católico e pressionando pela abolição do celibato eclesiástico e por um diaconato feminino.

LSN: O que a saga da Pachamama revelou? E o que deve ser feito em resposta?

AV: Em Abu Dhabi, o Papa Francisco declarou por escrito que Deus “deseja” todas as religiões. Apesar da correção fraterna apresentada a ele pessoalmente e por escrito pelo Bispo Athanasius Schneider, o Papa Francisco ordenou que sua declaração herética fosse ensinada nas universidades pontifícias e que se criasse uma comissão especial para espalhar este grave erro doutrinário.

Consistente com essa doutrina aberrante, não surpreende que o paganismo e a idolatria também sejam incluídos entre as religiões desejadas por Deus. O Papa no-lo mostrou e levou-o a cabo pessoalmente, profanando os jardins do Vaticano e a Igreja de Santa Maria em Traspontina, e dessacralizando a Basílica de São Pedro e a missa de encerramento do Sínodo, colocando no altar da Confissão aquela “planta” idolátrica que está intimamente ligada à Pachamama.

De acordo com a tradição da Igreja, a Igreja de Santa Maria em Traspontina e a Basílica de São Pedro devem ser novamente consagradas, à luz das terríveis profanações idolátricas nelas cometidas.

A saga da Pachamama revelou uma violação flagrante e muito séria do Primeiro Mandamento, bem como a tendência à idolatria em uma “Igreja com rosto amazônico”. Esse rito, que ocorreu no coração do cristianismo e do qual Bergoglio participou, assume o valor de um rito iniciático da nova religião. A veneração da Pachamama é o fruto venenoso da “inculturação” a qualquer preço e uma expressão fanática da “Teologia Índia”. O Sínodo ofereceu uma plataforma de lançamento para esta nova igreja sincretista neopagã, dedicada ao culto da Mãe Terra, ao mito naturalista do “bom selvagem” e à rejeição do modelo e do estilo de vida ocidentais das sociedades avançadas.

A idolatria chancela a apostasia. É o fruto da negação da verdadeira fé. Nasce da desconfiança em Deus e degenera em protesto e rebelião. O Pe. Serafino Lanzetta disse recentemente:

“Adorar um ídolo é adorar a si mesmo no lugar de Deus […] é adorar o anti-Deus que nos seduz e nos separa de Deus, ou seja, o diabo, como pode ser claramente visto nas palavras de Jesus ao tentador no deserto (cf. Mt 4, 8-10). O homem não pode deixar de adorar, mas deve escolher quem adorará. Ao tolerar a presença de ídolos – a Pachamama em nosso contexto atual – ao lado da fé, se diz que a religião é basicamente o que satisfaz os desejos do homem. Os ídolos são sempre atraentes porque se adora o que se quer e, acima de tudo, não é preciso suportar muitas dores de cabeça com a moral. Pelo contrário, os ídolos são na maior parte a sublimação de todos os instintos humanos. A verdadeira dor de cabeça, no entanto, ocorre quando a corrupção moral se espalha e infesta a Igreja. Um ‘abandono de Deus’ por impureza, prostituir-se com outros deuses, trocando a verdade de Deus por mentiras e adorando e servindo criaturas em vez do Criador (cf. Rom 1, 24-25). Parece que São Paulo está falando conosco hoje. A raiz dessa triste e trágica história é o colapso dogmático e moral”.

Não podemos permanecer indiferentes aos atos idolátricos que testemunhamos e nos deixaram perplexos. Esses ataques contra a santidade de nossa Igreja Mãe exigem de nós uma reparação justa e generosa. É urgente redescobrir o significado da oração, reparação e penitência, do jejum, dos “pequenos sacrifícios, dos buquês espirituais” e, sobretudo, da adoração silenciosa e prolongada diante do Santíssimo Sacramento.

Imploremos ao Senhor que volte e fale ao coração de sua Amada Noiva, atraindo-a de volta para Si na graça de seu primeiro e irrevogável amor, depois de cometer o erro de se entregar ao mundo e à sua prostituição.

LSN: O que o Sínodo da Amazônia nos mostrou sobre a natureza da “sinodalidade”?

AV: A Igreja não é uma democracia. O Sínodo dos Bispos, desde que Paulo VI o estabeleceu através do Motu Proprio Apostolica Sollicitudo em 15 de setembro de 1965, sempre lidou com problemas relacionados com a Igreja universal e concedeu aos bispos que representam todas as conferências episcopais no mundo inteiro o direito de participar. O Sínodo da Amazônia não respeitou esse critério.

A Igreja na Amazônia certamente tem seus próprios problemas, os quais precisam, portanto, ser abordados em nível local. Para resolvê-los, seria suficiente que os bispos latino-americanos seguissem as recomendações que o Papa Bento XVI lhes fez por ocasião de sua visita a Aparecida em 2007. Eles não o fizeram. De fato, há décadas muitos deles têm permitido, senão encorajado, que adeptos da teologia da libertação e de ideologias de origem assaz germânica, com os jesuítas na linha de frente, continuem se recusando a proclamar Cristo como o único Salvador.

“Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores” (Mt 7, 15). A situação em um setor da Igreja na Amazônia tem sido um fracasso, em parte por causa dos núncios apostólicos no Brasil, como o atual Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, que propôs candidatos ao episcopado como os que vimos no Sínodo da Amazônia. Promovendo um Sínodo em Roma, em vez de promover um sínodo local, e convidando bispos selecionados entre os mais cegos para guiar outros cegos, houve uma tentativa de exportar e espalhar a doença para a Igreja universal?

O Papa Francisco usa a “sinodalidade” de uma maneira extremamente contraditória e minimamente sinodal! “Sinodalidade” é um dos “mantras” do atual pontificado, a solução mágica para todos os problemas que afetam a vida da Igreja. A tão aclamada “conversão sinodal” substituiu a conversão a Cristo. É exatamente por isso que a “sinodalidade” não é a solução, mas o problema.

Além disso, o Papa Francisco parece conceber a sinodalidade como uma via de mão única: os atores, o conteúdo e os resultados são planejados e dirigidos de maneira direcionada e inequívoca. Como resultado, a instituição sinodal é seriamente deslegitimada e a adesão dos fiéis a ela fica prejudicada.

Também se tem a impressão de que a sinodalidade está sendo apreendida e usada como um instrumento para se libertar da Tradição e daquilo que a Igreja sempre ensinou. Como pode existir verdadeira sinodalidade onde a fidelidade absoluta à doutrina está ausente?

Falando no Angelus sobre a assembleia recém-concluída, Francisco disse: “Caminhamos fitando-nos nos olhos e ouvindo-vos com sinceridade, sem esconder dificuldades.” Essas palavras falam de uma sinodalidade exercida a partir de baixo, não de Cristo, o Senhor, nem de ouvir sua verdade eterna. Elas refletem uma sinodalidade sociológica e mundana que serve a um projeto ideológico meramente humano.

LSN: O senhor tem alguma ideia de como o aparelho de mídia do Vaticano lidou com o Sínodo? Os críticos dizem que perdeu toda a credibilidade.

AV: Durante o Sínodo, assistimos a um gerenciamento de comunicação no estilo soviético, com a imposição de uma “versão oficial” que quase nunca coincidia com a realidade. Quando a evidência de mentiras ou ambiguidade foi trazida à luz por tantos jornalistas corajosos, eles o negaram ou denunciaram uma conspiração.

As vestes foram rasgadas, a ponto de se registrar uma queixa-crime sobre as deusas-mães Pachamama jogadas no rio Tibre! Depois vieram os epítetos habituais – católicos conservadores e fanáticos; retrógrados que não acreditam no diálogo; pessoas que ignoram a história da Igreja –, segundo um editorial publicado no Vatican News favorável às estátuas, completado com uma citação do cardeal S. John-Henry Newman. No entanto, a citação de Newman, segundo a qual os elementos de origem pagã são santificados por sua adoção na Igreja, não apenas testemunha a má-fé da pessoa que a usou, mas também se volta contra ela.

A citação de Newman, de fato, ressalta a diferença substancial existente entre a prática sábia da Igreja de Cristo e os métodos da apostasia modernista. De fato, a Igreja Romana, que destruiu a tirania dos ídolos demoníacos (pense na demolição dos templos de Apolo por São Bento ou no carvalho sagrado por São Bonifácio) e estabeleceu o reino de Cristo, adota formas da antiga religião pagã e as batiza. Os novos modernistas, pelo contrário, que acreditam que Deus deseja positivamente a diversidade das religiões, se entregam alegremente ao sincretismo e à idolatria.

LSN: O que especificamente sobre a Igreja e sua fé foi posto em risco ou ameaçado pelo Sínodo da Amazônia?

AV: O Sínodo Amazônico faz parte de um processo que visa nada menos que mudar a Igreja. O pontificado do Papa Francisco está repleto de atos sensacionais que visam minar doutrinas, práticas e estruturas que até agora eram consideradas consubstanciais à Igreja Católica. Ele próprio definiu esse processo como uma “mudança de paradigma”, isto é, uma clara ruptura com a Igreja que o precedeu.

Com o Sínodo da Amazônia surgiu a utopia de uma nova igreja tribalista e ecologista. É o antigo projeto deste progressismo latino-americano – já enfrentado por João Paulo II e pelo então cardeal Ratzinger, mas nunca realmente erradicado –, que agora está sendo promovido pelo topo da hierarquia católica. O objetivo deste Sínodo é avançar para a consagração definitiva da teologia da libertação em sua versão “verde” e “tribal”.

Com esse Sínodo, como em outras ocasiões, a Igreja Católica parece estar alinhada com as estratégias que dominam a cena globalista, as quais são apoiadas por forças e finanças poderosas. Essas estratégias são radicalmente anti-humanas e intrinsecamente anticristãs. A agenda inclui até a promoção do aborto, da ideologia de gênero e do homossexualismo, e dogmatiza a teoria do aquecimento global antropogênico.

Para todos nós católicos, a paisagem da Santa Igreja está se tornando mais escura a cada dia. A ofensiva progressista em curso anuncia uma revolução real, não apenas na maneira como a Igreja é entendida, mas também nas imagens apocalípticas que ela dá para toda a ordem mundial. Com profunda tristeza, vemos o presente pontificado marcado por fatos incomuns, comportamentos desconcertantes e declarações que contradizem a doutrina tradicional e semeiam uma dúvida geral nas almas sobre o que é a Igreja Católica e quais são seus verdadeiros e imutáveis ​​princípios. Parece que estamos nas garras de um caos religioso de proporção gigantesca. Se esse plano satânico for bem-sucedido, os católicos que aderem a ele de fato mudarão de religião, e o imenso rebanho de Nosso Senhor Jesus Cristo será reduzido a uma minoria. Essa minoria provavelmente terá muito que sofrer. Mas será sustentada pela promessa de Nosso Senhor de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, e com Ele vencerá no Triunfo do Imaculado Coração de Maria prometido por Nossa Senhora em Fátima.

LSN: O que o senhor acha que os organizadores do sínodo obtiveram do ponto de vista deles? Que avanços eles fizeram em sua agenda?

AV: Os organizadores e protagonistas do Sínodo certamente alcançaram um de seus objetivos: tornar a Igreja mais amazônica e a Amazônia menos católica. O paradigma amazônico não é, portanto, a etapa final do processo de transformação visado pela “revolução pastoral” promovida pelo atual magistério papal. Serve como uma passarela para baldear o que resta do edifício católico rumo a uma religião universal indefinida.

O paradigma amazônico, com sua veneração panteísta da Mãe Terra e a interconexão utópica entre todos os elementos da natureza, deve permitir (de acordo com as especulações teológicas desenvolvidas na área germânica) a superação da religião católica tradicional através de um panteão mundial e apátrida. O recente Sínodo obteve sucesso no sentido de criar uma igreja amazônica constituída por um conjunto de crenças, adoração, práticas pagão-sacramentais, liturgias inculturadas em comunhão com a Natureza e muitos clérigos indígenas casados, com vistas à ordenação de mulheres. É um passo aberrante e verdadeiramente significativo na agenda de uma “igreja em saída”, ocupada no processo da Grande Substituição do Catolicismo por Outra Religião, que glorifica o Homem no lugar de Deus.

LSN: O senhor foi Núncio Apostólico nos Estados Unidos. O que acha da ideia de os leigos inundarem as Nunciaturas Apostólicas do Vaticano com cartas?

“O Rei­no dos Céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam” (Mt 11, 12). Como o professor Roberto De Mattei nos convida: “Precisamos militarizar nossos corações e transformá-los em uma Acies Ordinata. A Igreja não tem medo de seus inimigos e sempre vence quando os cristãos lutam. Nossos adversários estão unidos pelo ódio ao bem; devemos nos unir no amor ao bem e à verdade. Esta não é uma batalha comum, mas uma guerra! É urgente que diante do processo contínuo de autodemolição da Igreja, a resistência católica seja fortemente unida e visível, e também supere ‘os muitos mal-entendidos que frequentemente dividem o campo do bem e busque entre essas forças uma unidade de propósitos e ação, mantendo suas diferentes identidades legítimas’” (De Mattei).

Nesta hora das mais graves, os leigos são certamente a ponta de lança da resistência. Por sua coragem, eles devem apelar a nós pastores, e nos encorajar a avançar com mais coragem e determinação para defender a Noiva de Cristo. A advertência de Santa Catarina de Siena é dirigida aos pastores: “Abram os olhos e observem a perversidade da morte que veio ao mundo, e especialmente ao Corpo da Santa Igreja. Ai de mim! Que seus corações e almas explodam ao ver tantas ofensas contra Deus! Ai de mim! Chega de silêncio! Gritem com cem mil línguas. Vejo que, através do silêncio, o mundo está morto, a Noiva de Cristo está pálida.”

LSN: O senhor gostaria de adicionar algo?

AV: Vamos dar a última palavra a Santa Brígida da Suécia, co-padroeira da Europa:

“O Pai falou, enquanto todo o exército do céu estava ouvindo, e Ele disse:

‘Diante de vós declaro minha queixa, entreguei minha filha a um homem que a atormenta terrivelmente e amarra seus pés a uma estaca de madeira, de tal modo que a medula saiu de seus pés.’

“O Filho respondeu: ‘Pai, eu a redimi com meu sangue e a tomei como noiva, mas agora ela foi raptada à força.’

“O Pai exclamou: ‘Meu Filho, compartilho o vosso lamento, vossa palavra é minha, vossas obras são minhas. Vós estais em Mim e eu em Vós. Que vossa vontade seja feita.’

“Então a Mãe falou, dizendo: ‘Vós sois meu Deus e meu Senhor. Meu seio portou os membros do vosso Filho abençoado, que é vosso verdadeiro Filho e meu verdadeiro Filho. Não recusei nada a Ele na terra. Por causa de minhas orações, tende piedade de sua filha, a Igreja!’

“O Pai respondeu: ‘Visto que nada me recusastes na Terra, não quero Vos recusar nada no Céu. Que seja feita a vossa vontade.’

“Depois disso, os anjos falaram, dizendo: ‘Vós sois nosso Senhor, em Vós possuímos tudo de bom e não precisamos de nada além de Vós. Quando Vós escolhestes esta Noiva, todos nos alegramos; a essa altura, temos motivos para ficar triste, porque ela foi entregue nas mãos dos piores homens, que a ofendem com todo tipo de insultos e abusos. Portanto, tende piedade dela, segundo vossa grande misericórdia, e não há ninguém para consolá-la e libertá-la senão Vós, Senhor, Deus Todo-Poderoso.’

“Então Ele disse aos anjos: ‘Vós sois meus amigos e a chama do vosso amor queima em meu coração. Terei piedade de minha filha, minha Igreja, pelo amor de vossas orações’ ”(Revelações, livro I, capítulo 24).

Mais uma vez, permitamos que Santa Brígida fale:

“Saiba que, se algum Papa conceder aos padres a permissão para contrair matrimônio carnal, ele será espiritualmente condenado por Deus […]. Deus privaria completamente o mesmo Papa da visão e audição espirituais, bem como das palavras e ações espirituais. Toda a sua sabedoria espiritual ficaria completamente congelada. Então, após sua morte, sua alma seria lançada no inferno para ser atormentada para sempre, para se tornar alimento de demônios eternamente e sem fim. Sim, mesmo que o próprio Papa São Gregório tivesse decretado isso, ele nunca obteria o perdão de Deus a partir dessa sentença, a menos que a revogasse humildemente antes da morte” (Apocalipse, livro VII, 10).

Senhor, tende piedade da vossa Igreja, pelo amor de nossas orações e aflições!

10 novembro, 2019

Foto da semana.

Cristo Rei.jpg

Tucson, Arizona, EUA – Padres do Instituto Cristo Rei e Sumo Sacerdote. Como norma geral, na Missa Tridentina não há concelebração, assim, quando há encontros de padres, pode-se apreciar essa beleza: mais missas sendo oferecidas a Deus Onipotente. Créditos: Una Voce Republica Dominicana.

9 novembro, 2019

Dom Athanasius Schneider: Oração de reparação pelos atos idolátricos praticados por ocasião do recente Sínodo para a Amazônia.

Por Dom Athanasius Schneider

cruz

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, recebei do nosso coração contrito, pelas mãos da Imaculada Mãe de Deus, a sempre-Virgem Maria, este sincero ato de reparação pelos atos de veneração de ídolos e símbolos de madeira que ocorreram em Roma, Cidade Eterna e coração do mundo católico. Derramai o Vosso Espírito no coração do nosso Santo Padre, o Papa Francisco, dos Cardeais, dos Bispos, dos sacerdotes e dos fiéis leigos; possa Ele expulsar as trevas das mentes, para que assim reconheçam a impiedade de tais atos, que ofenderam a Vossa divina majestade, e Vos ofereçam enfim atos públicos e privados de reparação.

Derramai em todos os membros da Igreja a luz da plenitude e da beleza da fé católica. Acendei neles o ardente zelo de levar a fé de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, único Salvador, a todos os homens, especialmente às pessoas da região amazônica que ainda são escravizadas pelo serviço a fracas e perecíveis coisas materiais, como o são os surdos e mudos símbolos e ídolos da “mãe terra”. Acendei a luz da fé naquelas pessoas, sobretudo nas pessoas das tribos da Amazônia, que ainda não têm a liberdade dos filhos de Deus e que não têm a felicidade indescritível de conhecer Jesus Cristo e participar por Ele na vida da Vossa natureza Divina.

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, Vós sois o único verdadeiro Deus, e além de Vós não há outro deus ou salvação, tende piedade da Vossa Igreja. Olhai especialmente para as lágrimas e os suspiros contritos e humildes dos pequeninos na Igreja. Olhai para as lágrimas e súplicas das crianças, dos jovens, dos pais e mães de família, e ainda as dos verdadeiros heróis cristãos, que movidos pelo zelo da Vossa glória e pelo amor da Santa Madre Igreja, arrojaram na água os símbolos da abominação que a poluíam. Tende piedade Poupai-nos, Senhor, parce Domine, parce Domine! Tende piedade de nós: Kyrie eleison! Amém.

8 novembro, 2019

IBP sob nova direção.

Um leitor nos envia sua tradução de matéria do blog Disputationes Theologicae, gerido por egressos do Instituto do Bom Pastor, sobre a eleição do novo Superior Geral do instituto. Reproduzimos abaixo o trecho mais importante:

Resultado de imagem para padre Luis Gabriel Barrero

Padre Luis Gabriel Barrero, novo Superior do IBP.

O recente Capítulo do Instituto Bom Pastor deixou muitos observadores atônitos. O resultado foi a eleição como Superior Geral de um padre quase desconhecido da América Latina. Ordenado na Fraternidade de São Pio X, ele a deixou e se vinculou à diocese de São Bernardo, no Chile. Dutante todo esse período, celebrou a Missa segundo o Novus Ordo, por quinze anos, antes de ingressar no Instituto Bom Pastor, em 2014. Este padre chama-se Luis Gabriel Barrero e é pouco conhecido pelos padres, seminaristas e fiéis [do IBP].

O que realmente aconteceu no Capítulo e como explicar essa eleição? Esta é a pergunta que foi dirigida aos nossos editores [do blog] por alguns leitores. A resposta a essa pergunta traduz em última análise a crise de identidade do IBP, também apoiada pelas recentes confirmações recebidas pelos confrades do IBP, incluindo alguns Padres Capitulares.

Nós não voltaremos ao que já escrevemos e discutimos extensivamente, mas para entender o que aconteceu nos últimos dias, é crucial reler nossos artigos que cobrem o longo período da demanda para nos alinharmos à hermenêutica de continuidade, deixando de lado as críticas construtivas e renunciando a “todo exclusivismo” (com uma reação não franca, não muito filial, mas servil), até que com o “golpe de Fontgombault” emergisse a classe dominante do Instituto no período 2013-2019. O que aconteceu foi parcialmente previsível, mesmo que apenas como conseqüência da aniquilação da identidade e da consciência de que se engole o que é contrário às suas próprias especificidades.

Em suma, no capítulo de 2019, o atual Superior, o Padre Philippe Laguérie não foi reeleito. Fomos informados de que ele teve apenas dois votos na eleição do Superior Geral. Então, ele concorreu ao cargo de assistente simples, mas novamente fomos informados que ele teve apenas dois votos. Seu concorrente, o Padre Vella, anteriormente um dos mais fiéis ao Padre Laguérie, desta vez se apresentou como candidato independente, e obteve poucos votos na eleição do Superior Geral. O padre Raffray, também um pilar do governo do Padre Laguérie, se tornou seu rival no Capítulo, também teve muito poucos votos. No entanto, o evento inesperado foi que, desde o início, o candidato com mais votos foi um certo Padre Barrero; alguns dos eleitores nos disseram que ninguém sabia qual era seu passado e que a maioria deles não sabia que, durante muitos anos, ele havia escolhido o rito da missa nova e abandonado o rito tradicional.

Não demorou muito tempo para que os Padres Capitulares entendessem que todas essas vozes poderiam ser apenas a conseqüência de um plano relacionado a um grupo do IBP dependente da Associação Cultural “Montfort”, oriunda de uma divisão da TFP, mas que manteve os mesmos métodos de organização e estratégias de comando. Os eleitores franceses estavam e estão em minoria, e isso também porque, ao que  parece, o Padre Aulagnier – já há algum tempo vinculado à “Montfort”  – e aos financiadores membros da mencionada associação e que, por um sistema complexo, “redistribuem” as doações do outro lado do atlântico – já há havia tempo tomado a decisão – mas com discrição- de apoiar o partido sul-americano, que está particularmente na moda.

O resto é conhecido: o Padre Barrero – com a ajuda da Polônia – tornou-se o novo Superior Geral do IBP; o padre Aulagnier manteve seu lugar como primeiro Assistente Geral; o Padre Vella pôde permanecer como segundo assistente geral, um pequeno consolo, o que em substância, é uma derrota. O Padre Laguérie desaparece completamente de cena e no comunicado oficial sequer há os agradecimentos de praxe. Espontaneamente, vem à mente: “ele não aceitou os verdadeiros amigos, e …”. Quanto a outros detalhes sobre o desenrolar e a “preparação” do capítulo, como não são essenciais para entender o que realmente aconteceu, é melhor nem tratar a respeito.