3 outubro, 2020

Papa Francisco “muito ocupado” para receber o Cardeal Zen.

O cardeal Zen, autorizado a permanecer tão somente 120 horas fora de Hong Kong, buscou o Papa Francisco e não obteve retorno. E disse que entregou uma carta ao secretário do Papa.

LifeSiteNews, 29 de setembro de 2020 | Tradução: FratresInUnum.com – O Cardeal Joseph Zen voou a Roma na semana passada, na esperança de entregar uma carta ao Papa Francisco em pessoa, mas o Santo Padre estava “muito ocupado” para recebê-lo.

O cardeal chinês de 88 anos recebeu permissão das autoridades civis chinesas para permanecer fora de Hong Kong por apenas 120 horas. 

Assim, o bispo emérito de Hong Kong ficou desapontado em sua tentativa de pedir pessoalmente ao pontífice um novo bispo para liderar a Igreja Católica no território controlado por Pequim. 

“Faz mais de um ano e meio que não temos bispo”, disse o cardeal Zen ao National Catholic Register (NCR) em Roma. 

“E agora toda a atmosfera é muito política, então eu gostaria de lembrar ao Santo Padre que realmente precisamos de um bispo que seja um bom pastor para o rebanho”.

O cardeal disse ao NCR que entregara sua carta ao secretário do Papa Francisco. 

Com o jornalista italiano Aldo Maria Valli, o cardeal Zen foi mais franco sobre seu conteúdo. 

“Houve uma ideia de nomear Monsenhor Joseph Ha, o bispo auxiliar [como arcebispo]” , disse ele a Valli. 

“Agora, em vez disso, as probabilidades são [a favor] de monsenhor Peter Choi, um dos quatro vigários, muito próximo de Pequim. Na carta, advirto o papa: nomear Choi será um desastre ”, continuou. 

“Fiquei o tempo permitido, mas de Santa Marta [a casa-hotel do Papa Francisco] não houve nem um aceno.”

O purpurado também mencionou o acordo entre a Santa Sé e o Partido Comunista da China, do qual sempre foi um crítico ferrenho. Zen disse a Valli que é “inconcebível” que os detalhes do acordo sino-vaticano de dois anos atrás ainda sejam um segredo até mesmo para pessoas que “lidam de perto” com os problemas que afligem os católicos na China e em Hong Kong, controlada pelos comunistas. Mas ele mencionou também que há elementos na China que não querem nenhum tipo de acordo entre a Igreja e o Estado: eles prefeririam ver a Igreja na China “controlada e, se necessário, esmagada”. 

Por sua vez, Zen também não está interessado em fazer acordos. 

“Pensar em fazer acordos com Pequim é uma loucura”, disse ele a Valli. 

“Você não faz acordos com o diabo. Você luta contra o diabo e é isso! A Igreja não recebe ordens de governos, e isso se aplica a todos os lugares. ”

Valli relatou que o Zen voou de volta para Hong Kong em 27 de setembro. 

Na entrevista do NCR, parte da qual foi transmitida na noite passada no EWTN Nightly News , o cardeal detalhou que tipo de liderança os católicos na ex-colônia britânica precisam. 

“Precisamos muito de um bispo que seja um bom pastor para o rebanho”, disse Zen. 

“Lembro que no início de seu pontificado [o Papa Francisco] deu muitas recomendações [de como os bispos deveriam ser]. Espero que ele se lembre de todas essas coisas e realmente nos dê um bom bispo, e não preste muita atenção ao aspecto político do problema ”, continuou ele. 

“Talvez eu esteja preocupado demais – o Papa sabe disso -, mas acho que é bom para ele ouvir a voz de um homem idoso que foi bispo de Hong Kong. Acho que até o Papa às vezes pode precisar do encorajamento das pessoas ”. 

Nesta entrevista, Zen reconheceu que o pontífice não tinha muito conhecimento de sua visita de quatro dias e presumiu que ele estava muito ocupado para vê-lo. 

“Mas estou satisfeito que minha carta tenha chegado ao próprio Santo Padre.” 

O comentarista católico italiano Marco Tosatti foi severo em sua avaliação da incapacidade do pontífice de se encontrar com o cardeal chinês. 

“Se a qualidade humana de uma pessoa é vista em pequenos detalhes, não sei como se deve julgar alguém – que é um patrão – que não consegue encontrar meia hora em quatro dias para se encontrar com um padre idoso, que apesar de vários problemas de saúde,por causa de seu amor à Igreja, decidiu fazer uma viagem ao outro lado do mundo ” , escreveu ele.  

“Eu entendo que pode haver pessoas que são consideradas embaraçosas, irritantes e assim por diante. Mas pareço me lembrar vagamente que entre as obras de misericórdia está aquela que nos chama a aturar gente chata. Ou mesmo com aqueles que só são considerados subjetivamente assim ”, continuou. 

“Mas, aparentemente, durante esses dias, o pontífice reinante estava muito preocupado em decapitar seus colaboradores para receber um de seus conselheiros mais fiéis e idosos.”

Tosatti referia-se à renúncia recente do cardeal Giovanni Angelo Becciù, ex-substituto do Secretariado da Santa Sé, que desistiu de seu atual cargo e de suas prerrogativas como cardeal após ser acusado de peculato pelo pontífice. 

29 setembro, 2020

Na festa de São Miguel Arcanjo.

Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio…

Leão XIII escreveu ele mesmo essa oração. A frase [os demônios] “que vagam pelo mundo para perdição das almas” tem uma explicação histórica, que nos foi referida várias vezes por seu secretário particular, Mons. Rinaldo Angelo. Leão XIII experimentou verdadeiramente a visão dos espíritos infernais que se concentravam sobre a Cidade Eterna (Roma); dessa experiência surgiu a oração que quis fazer rezar em toda a Igreja. Ele a rezava com voz vibrante e potente: o ouvimos muitas vezes na basílica vaticana. Não somente isso, mas que escreveu de seu próprio punho e letra um exorcismo especial contido no Ritual Romano (edição de 1954, tít. XII, c. III, pp. 863 y ss.). Ele recomendava aos bispos e sacerdotes que rezassem freqüentemente esse exorcismo em suas dioceses e paróquias. Ele, por sua parte, a rezava com muita freqüência ao longo do dia.

(Cardenal Nasalli Rocca, Carta Pastoral para a Quaresma, Bologna, 1946, apud Boletim Sacrificium, ano I, volume I, número 28)

Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio, contra nequitias et insidias diaboli esto praesidium: Imperet illi Deus, supplices deprecamur, tuque, Princeps militiae caelestis, satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute in infernum detrude. Amen.

24 setembro, 2020

BOMBA: Cardeal Becciu renuncia ao cardinalato e ao cargo de Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos

FratresInUnum.com, 24 de setembro de 2020 – “Hoje, quinta-feira, 24 de setembro, o Santo Padre aceitou a renúncia do cargo de Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos e dos direitos anexos ao Cardinalato apresentada por sua Eminência, o Cardeal Giovanni Angelo Becciu”, publicou a Sala de Imprensa da Santa Sé.

Segundo o site Faro di Roma, a renúncia de Becciu estaria ligada ao episódio do “Prédio de Londres”, que está sob investigação da magistratura vaticana.

Becciu foi durante 8 anos substituto da Secretaria de Estado da Santa Sé (cargo importantíssimo: o terceiro na hierarquia, abaixo apenas do Papa e do Secretário de Estado) e foi elevado ao cardinalato pelo Papa Francisco no ano passado, sendo nomeado Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos e delegado pontifício para a Ordem de Malta.

Após a nomeação do novo substituto, o venezuelano D. Egnar Peña Parra, surgiram documentos comprometedores relativos a operações financeiras dos tempos de Becciu, especialmente a aquisição de um imóvel em Londes, na “Sloane Avenue”, cujo preço teria triplicado em relação aos valores iniciais, e que teria custado centenas de milhões de euros.

Contactado na tarde de hoje por AdnKronos – sempre segundo informações de Faro di Roma –, Becciu teria declarado: “Prefiro o silêncio”. A decisão teria sido comunicada pelo Papa na audiência privada de hoje, às 18h30min, audiência cujo tema eram as aprovações dos decretos para as próximas canonizações.

Em relação à compra do imóvel de Londres por um valor acima de 200 milhões de euros, justamente quando ele fora substituto da Secretaria de Estado, Becciu se defendeu dizendo que “alguém teria se aproveitado da situação”. Ele esclarecera que nada tinha sido usado do Óbolo de São Pedro (coisa aparentemente negada pela magistratura vaticana) e que o prédio tinha sido um ótimo investimento para o Vaticano.

Apesar de Becciu ter alegado que sempre agira de acordo com a aprovação de seus superiores, a magistratura vaticana teria considerado a situação anômala, o que levou à apreensão de computadores da Secretaria de Estado e à demissão de cinco funcionários, incluindo-se aí Mons. Mauro Carlino, secretário de Becciu.

A situação teria produzido violentas tensões entre o Secretário de Estado, o Cardeal Pietro Parolin, que teria qualificado a operação de especulação imobiliária como “opaca”, e o ex-substituto, Cardeal Becciù, que teria chegado a evocar a “macchina del fango” (literalmente, “máquina de lama”, o que equivaleria, em português, à expressão “jogar lama no ventilador”).

A investigação sobre o prédio de “Sloane Avenue” inclui ainda outros imóveis, além de uma operação principal contra a lavagem de dinheiro.

18 setembro, 2020

Páginas católicas na mira da CNBB… Começa o controle eclesial da internet?

Por FratresInUnum.com, 18 de setembro de 2020 – Fontes murmurantes nos informaram que a CNBB, por um de seus órgãos, teria contatado (ou contratado?) um conhecido jornalista de uma universidade jesuíta que mantém um site de notícias mega esquerdista, solicitando um dossiê sobre os maiores influenciadores católicos do Brasil.

Index Librorum Prohibitorum – Wikipédia, a enciclopédia livreA finalidade do “estudo” seria sondar as opiniões circulantes sobre a CNBB e mapear quais seriam as páginas e quem seriam os maiores influenciadores, padres e leigos.

Parece que, além de terem já um mapeamento desses grupos e indivíduos, já teriam chegado à conclusão de que carca de 90% das opiniões circulantes sobre a CNBB e a hierarquia são desfavoráveis.

A pergunta que não quer calar é: mas era necessário um estudo para chegarem a conclusões tão óbvias?

Agora, o objetivo seria o de neutralizar os influencers católicos não adestrados pela intelligentsia cnbbista e isso por alguns caminhos: através dos seus superiores imediatos, desestimulá-los em seu apostolado digital; criar uma fiscalização maior para impedir a difusão de notícias que lhes são desfavoráveis, valendo-se até de instituições internacionais (como as que que detêm os direitos de copyright das fotos do papa), forçando as pessoas a se aterem unicamente à oficialidade deles; e, por último, lançando novos influenciadores, mais alinhados com a hegemonia.

Já imaginaram como seriam estes novos youtubers cnbbísticos? Preparem-se que estão chegando novos Felipes Netos, Átilas Iamarinos e Gretas Thunbergs com anel de tucum para colorir a sua telinha!… E tudo naquele estilo libertador-carismático, a foice com mel, só para tentar enganar algum incauto.

O que a CNBB não percebe é que os influenciadores não mudaram a opinião pública. O seu sucesso foi justamente porque eles refletiram a opinião pública e, por isso, obtiveram o respaldo do povo. A tentativa de querer enfiar goela abaixo dos católicos que os aceitem – bem nos moldes: “você tem que me amar!” – está fadada ao fracasso.

A Igreja no Brasil escolheu descolar-se do povo fiel e se aliar às elites de esquerda e agora está pagando o preço por isso. Eles podem ter cargos, podem ter títulos, mas ninguém quer falar com eles, ninguém quer ouvi-los: qualquer moleque conservador na internet tem mais audiência que todos eles. Ao contrário, quando aparecem, as hostilizações são contínuas, os comentários desabonadores nas redes sociais não param, e isso não é fruto de mídia, é o católico comum que não os suporta mais.

Os últimos bastiões de catolicidade no Brasil são uns poucos influenciadores católicos que ainda – ainda, e que Deus os conserve! –  não se renderam. Se eles quiserem destruí-los, não conseguirão desviar a audiência católica para si; ao contrário, apenas irão encaminhá-la ainda mais para aqueles que já a estão conquistando há anos: os pastores pentecostais. E o povo continuará solenemente os ignorando, mesmo que venham novos influencers com o “selo Cnbb de qualidade”.

Quem diria que um dia veríamos a CNBB tiranicamente criar o seu próprio Index?

14 setembro, 2020

Carreiristas da Teologia da Libertação escrevem carta ao Papa Francisco.

Por FratresInUnum.com, 14 de setembro de 2020 – Não se morre de tédio neste nosso país, e isso também vale para a nossa Igreja Católica! Ontem, o site PortalDasCEBs noticiou em primeira mão que um grupo de padres e bispos descontentes escreveram ao Papa Francisco tomando como motivo a campanha internacional Black Lives Matter (!!!).

O objetivo da missiva foi difamar o núncio apostólico em saída, Dom Giovanni d’Aniello, recém nomeado para a Rússia, e pautar, a exemplo do que já tentou fazer dom Leonardo Steiner, a atividade do próximo núncio apostólico, Dom Giovani Battista Diquattro. Segundo os firmatários, a nunciatura precisa adotar critérios raciais na escolha dos candidatos ao episcopado, privilegiando os candidatos negros sobre os provenientes de outra etnia ou grupo racial, bem como realizar as nomeações atendendo mais às tendências hegemônicas nas realidades locais (entenda-se, das máfias locais). Uma pergunta que não deixaríamos passar: mas, se o candidato negro for da estirpe de Sarah, Napier, Arinze… teria direito a essas quotas? Ou receberiam o tratamento dispensado pelo Cardeal Kasper e companhia ao episcopado africano no Sínodo da Família?

Ultimamente, a facção que assumiu a autoria da carta, autointitulada “Padres da Caminhada” (a qual não possui nenhuma personalidade jurídica, civil ou canônica, e, portanto, atua nos parâmetros da mais clamorosa clandestinidade), tem se empenhado em atuar como um verdadeiro grupo de pressão contra a CNBB e as instituições da Igreja, forçando uma ruptura interna no episcopado e, ao mesmo tempo, a mais aberta fanatização política. Não satisfeitos com o esquerdismo borocoxô de Dom Walmor e demais membros da presidência atual da CNBB, querem uma CNBB pujantemente militante, desavergonhadamente de punhos levantados — da nossa parte, concordaríamos somente se a CNBB entrasse numa bela greve, quiçá perene…!

Os signatários chegam a dizer que estão “cansados de diplomatas vaidosos e carreiristas, ansiosos por poder!”.

Resposta do Papa Francisco aos “Padres da Caminhada”.

A coisa mais interessante, porém, é que eles obtiveram uma resposta do Papa Francisco, na qual ele os agradece pela carta e acrescenta: “falarei do assunto com o cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congregação para os Bispos. Entendo o que dizem sobre a Nunciatura e o modo de escolher os candidatos ao Episcopado. Agora irá um Núncio novo e também falarei com ele”.

O que isso significa, realmente, ninguém sabe. Quem sondará os pensamentos de um jesuíta? De um lado, pode significar: “concordo com vocês e farei o que estão dizendo”, ou, de outro lado: “isso é um assunto meu e eu converso com os interessados”.

Em todos os casos, é bom que conheçamos quem são esses carreiristas ressentidos, que queriam brincar de mitra, mas não conseguem (ao menos até agora); que querem manipular as nomeações no Brasil, ousam pular toda a estrutura da Igreja e tentar acoplar diretamente o papa em suas políticas eclesiásticas; que hostilizam de modo tão desleal os seus superiores visando tê-los como pares no episcopado; enfim, destes que vivem falando de pobres e do povo, mas que se autodenunciam em sua própria ambição e volúpia pelo poder.

Aqueles “carreiristas, ansiosos por poder” que eles poderiam identificar facilmente se olhassem, não às nomeações do antigo núncio, mas, simplesmente, ao… espelho.

É excelente que o Portal das CEBs tenha divulgado a carta, pois, sendo insuspeito de direitismo ou de qualquer tipo de conservadorismo, é fonte totalmente segura da veracidade da informação e também de sua orientação ideológica. Agradecemos ao Portal das CEBs por mais este importante vazamento (embora sua audiência seja irrisória, sendo que o grande público tomará ciência do conteúdo aqui pelo Fratres!).

Esse tipo de movimentação mafiosa pela parte sempre descontente e baderneira do clero brasileiro, insuflada por bispos em fim de carreira e desejosos de perpetuação, deveria ser frontalmente neutralizada pela Conferência Episcopal. Tal iniciativa é claramente afrontosa e mostra exatamente quem são e onde estão os inimigos da Igreja.

Sairão Dom Walmor, Dom Jaime Spengler e Dom Joel, membros da atual presidência da CNBB, de seu sonolento  e burocrático mundinho de notas insípidas, sobre todos os temas possíveis e imagináveis, para tratar de um assunto que realmente lhes compete?

Abaixo, seguem os nomes de todos que assinaram a carta, segundo a divulgação do Portal das CEBs:

  1. Adamor Lima – Paróquia das Ilhas – Diocese de Abaetetuba – PA
  2. Dom Adriano Ciocca Vasino – Prelazia de São Feliz do Araguaia – MT
  3. Altair Manieri – Arquidiocese de Londrina – PR
  4. Antônio Carlos Fernandes, SDN – Espera Feliz – Diocese de Caratinga – MG
  5. Antônio De Jesus Sardinha – Vigário Geral – Diocese de Jales/SP
  6. Antônio José de Almeida – Diocese de Apucarana – PR
  7. Antonio Lopes de Lima – Diocese de Limoeiro do Norte – CE
  8. Antonio Manzatto – Arquidiocese de São Paulo
  9. Basilio Vidal Vileci – Diocese de Crato – CE
  10. Benedito Ferraro – Arquidiocese de Campinas – SP
  11. Brasílio Alves de Assis – Diocese de Registro – SP
  12. Celso Carlos Puttkammer dos Santos – Prelazia do Marajó – Soure/PA
  13. Danilo Lago Severiano – São Félix do Xingu – Prelazia de São Félix – PA
  14. Danilo Vitor Pena – Diocese de Jacarezinho – PR
  15. Dennis Koltz – PIME – Macapá
  16. Diego Giuseppe Pelizzari – Diocese de Londrina – Conselho Indigenista Missionario – CIMI
  17. Dirceu Luiz Fumagalli – Arquidiocese de Londrina – PR
  18. Domingos Rodrigues – Paróquia Arcanjo Gabriel – Diocese de Bagé – RS
  19. Edegard Silva Junior – Missionário Saletino – Diocese de Pemba – Moçambique
  20. Edmar Augusto Costa – Arquidiocese do Rio de Janeiro – RJ
  21. Edson André Cunha Thomassim
  22. Edson Zamiro da Silva – Diocese de Apucarana – PR
  23. Elauterio Conrado da Silva Junior – Diocese de Bagé – RS
  24. Dom Erwin Käutler – Bispo Prelado Emérito da Diocese do Xingu – Altamira – PA
  25. Ezael Juliatto – Arquidiocese de São Paulo – SP
  26. Flávio Corrêa de Lima – Diocese de Novo Hamburgo – RS.
  27. Dom Flávio Giovenale, SDB – Diocese de Cruzeiro do Sul – AC
  28. Francisco de Aquino Junior – Diocese de Limoeiro do Norte – CE
  29. Francisco Gecivam Garcia – Arquidiocese de Maringá – PR
  30. Geraldino Rodrigues de Proênça – Diocese de Apucarana – PR
  31. Gilberto Tomazi – Vigário Geral – Diocese de Caçador-SC
  32. Hermes Antonio Tonini – Diocese de Lages – SC
  33. Ivanil Pereira da Silva – Paróquia Santa Rita de Cássia – Cianorte – Diocese de Umuarama – PR
  34. Jean Fabio Santana, SJ – Arquidiocese de São Paulo – SP
  35. Jorge Corsini – Diocese de Registro – SP
  36. Diác. Jorge Luiz A. Souza – Arquidiocese de São Paulo – SP
  37. Jorge Pereira de Melo – Arquidiocese de Londrina – Paróquia Santo Antônio – Londrina.
  38. José Amaro Lopes de Sousa – Diocese de Xingú – Altamira – PA
  39. José Cristiano Bento dos Santos – Arquidiocese de Londrina – PR
  40. José Geraldo Magela Vidal – Arquidiocese de Mariana – MG
  41. Dom José Luiz Ferreira Salles, CSsR – Diocese de Pesqueira –
  42. Dom José Mário Stroeher – Bispo Emérito do Rio Grande – RS
  43. José Oscar Beozzo – Diocese de Lins – SP
  44. José Roberto Moreira – Paróquia Nsa. Sra. Da Boa Viagem – Bocaina do Sul – Diocese de Lages – SC
  45. Lazaro Gabriel Lourenço – Diocese de Limeira – SP
  46. Leandro de Mello – Arquidiocese de Passo Fundo – RS
  47. Leomar Antonio Montagna – Arquidiocese de Maringá – PR
  48. Lino Mayer – Diocese de Rio Grande – RS
  49. Luciano da Paixão – Arquidiocese de Londrina – PR
  50. Luis Miguel Modino – Missionário Fidei Donum – Arquidiocese de Manaus – AM
  51. Luiz Carlos Palhares – Diocese de Apucarana – PR
  52. Luiz Roberto Sandini – Diocese de Chapecó – SC
  53. Dom Manoel João Francisco – Bispo da Diocese de Cornélio Procópio – PR
  54. Manoel José de Godoy – Paróquia São Tarcísio – Arquidiocese de Belo Horizonte – MG
  55. Marcos Roberto Almeida dos Santos – Arquidiocese de Maringá – PR
  56. Mauro Batista Pedrinelli. Arquidiocese de Londrina – PR
  57. Medoro de Oliveira Souza Neto – Diocese de Valênça – RJ
  58. Nadir Luiz Zanchet – Diocese de Balsas – MA
  59. Nelito Dornelas – Governador Valadares – MG
  60. Pascal Atumissi B., SX. CIMI – Redenção – PA
  61. Paulo Humberto Rodrigues Cruz – Arquidiocese de Belém do Pará – Área Missionária São Clemente – PA
  62. Paulo Joanil da Silva, OMI – Diocese de Belém – PA
  63. Paulo Sérgio Bezerra – Paróquia N. Sra. do Carmo – Itaquera – Diocese de São Miguel Paulista – SP
  64. Pedro Curran, OMI – Arquidiocese de Manaus – AM
  65. Roberto Valicourt, OMI – Arquidiocese de Manaus – AM
  66. Rui Fernando de Oliveira Santos -Diocese de Apucarana – PR
  67. Sebastião Rodrigues da Silva – Paróquia São Francisco de Assis CP – Diocese de Cornélio Procópio – PR
  68. Sérgio Eduardo Mariucci, SJ –
  69. Sérgio Lima Pereira – Arquidiocese de Pelotas – RS
  70. Severino Leite Diniz – Paróquia Nsa. Sra. Aparecida – Promissão – Diocese de Lins – SP
  71. Sisto Magro – PIME – Macapa – AP Pe. Vilmar Gazaniga – Diocese de Caçador – SC
  72. Vilson Groh – Florianópolis – SC
  73. Vitor Galdino Feller – Vigário Geral – Arquidiocese de Florianópolis- SC. Pe. Wilfrido Mosquer, OSFS – Arquidiocese de Pelotas – RS
  74. Frei Wilmar Villalba Ortiz, OFM Conv – Paróquia Exaltação da Santa Cruz – Ubatuba – SP
  75. Wilner Charles, OSFS Brasil,
13 setembro, 2020

Não existe ecumenismo, existe é comunismo!

Por FratresInUnum.com, 13 de setembro de 2020 – No último dia 7 de setembro aconteceu por todo o Brasil o conhecido “Grito dos excluídos”, um evento TL marcado pelo protesto panfletário, bem ao gosto dos comunistas de ontem e de hoje.

Na Arquidiocese de Vitória (ES), no Convento da Penha, a celebração foi ecumênica e inter-religiosa, e contou com a participação de uma mãe-de-santo do candomblé, um representante da umbanda e um pastor luterano, todos recepcionados pelo grande anfitrião, o arcebispo Dom Frei Dario Campos, franciscano.

Além de cânticos em comum, da leitura de um manifesto contra o governo, de um ofertório com frutas e comida (abençoado e partilhado-comungado por todos), o evento foi concluído com uma “bênção” de cada uma das religiões, em nome dos orixás, dos guias, dos ancestrais e até da “maternidade de deus”, como se pode ver no vídeo.

Chamou a atenção que, embora no pluralismo de religiões, havia um credo comum subjacente, uma mesma profissão de fé, unânime e dogmática, um símbolo que os unificava: os mesmos valores socialistas.

A nossa perspectiva católica frequentemente impugna a ideia do ecumenismo em si mesma, porque condenada unanimemente pela Igreja antes do Vaticano II. Contudo, passa-nos desapercebido, por vezes, que, entre estes modernistas e TLs, não existe apreço pelo ecumenismo em si, como uma ideia, mas, sim, por uma espécie de ecumenismo estratégico. Por baixo de suas “denominações religiosas”, como eles mesmos dizem, há um plano único e unificador: usar a Igreja Católica para que se autodestrua enquanto patrocina a revolução comunista.

Não parece estranho que esses mesmos que levantam a bandeira do ecumenismo sejam os que acusam as Igrejas pentecostais de fundamentalismo na política, como fizeram os 152 bispos em sua carta afrontosa, sem nenhum tipo de compreensão ou abertura ao diálogo? Por que eles nunca convidam para estes encontros ecumênicos os pentecostais ou membros de seitas cristãs congêneres? O chamado CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs) congrega apenas “igrejas” que professam o ideário esquerdista, liberal ou socialista, enfim, os TLs de sempre. Do mesmo modo, o tal do CEBI (Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos) é ecumênico na justa medida em que a TL lhe permite construir os subsídios subversivos para as CEBs, a fim de induzir, mediante a chamada leitura popular da Bíblia, o povo simples ao recrutamento comunista. Extra comunismum nulla sallus!

A ideia de que o ecumenismo em si seja um valor a ser defendido pelos grupos progressistas é ingênua (se o fosse, já seria execrável; mas é pior, muito pior!). Não se trata de ecumenismo, mas de comunismo mesmo, de comunismo que se vale das religiões para se auto-projetar, de comunismo que intercepta as religiões para usá-las como palanque, de comunismo que precisa destruir a Igreja Católica, pois ela é o grande empecilho para o seu desenvolvimento.

Quando dizemos “Igreja Católica”, sabemos que a maior parte da hierarquia já sucumbiu à TL e que, portanto, o alvo agora são os leigos, inclusive o alvo da própria hierarquia. Eles já conseguiram devorar toda a estrutura da Igreja e precisam desmotivar os fieis para que eles desistam da sua religião ou, o que seria pior, para que apostatem dentro dela.

Fato é que, embora promovam horrores como este, continuam sempre a ser um grupelho minoritário, cuja importância é ignorada pelo povo. Ninguém sabe o que é CEBI, CONIC ou mesmo o “Grito dos Excluídos”. Desgraçadamente, enquanto o clero católico se entretém com essas inutilidades e ainda sonha com uma cristandade socialista, como professa o antigo plano da TL, o povo já os abandonou e embarcou justamente nisso que eles não cessam de tentar hostilizar, enquanto se hostilizam a si mesmos: o povo está migrando em massa para os pentecostais e tem horror à feitiçaria, horror!

No final das contas, quando os padres perceberem, essa “brincadeira” de pluralismo os terá levado longe demais: ficarão sem comunismo nem macumba, estarão sozinhos e ridicularizados, e de nada lhes terá servido esta hipócrita estratégia ecumênica, que apenas esconde o mais absoluto dogmatismo por baixo: a crença nos princípios marxistas de destruição da civilização e do patriarcado. Chega a ser interessante ver como esses comunistas se bajulam, apesar de suas aparentes diferenças doutrinais, pois não há diferença alguma, eles apenas usam o rótulo de suas religiões para promover o mesmo objetivo revolucionário.

Quanto a nós, fieis católicos, perseveremos desprezando todos estes erros, do comunismo ao ecumenismo, e permaneçamos fieis à Igreja de sempre, cerrados em torno daqueles que militam rumo ao triunfo do Coração Imaculado de Maria. Um dia este pesadelo acabará e, quando tiver terminado, talvez muito não acreditem que presenciamos horrores como estes: idólatras e supérstites lado-a-lado com o clero, promovendo a horrenda revolução vermelha, inimiga figadal da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

13 setembro, 2020

In illo tempore…

Fotos da ordenação de 842 sacerdotes durante o XXXV Congresso Eucarístico Internacional de Barcelona, no Estádio Olímpico de Montjuich, em de maio de 1952. Foram erguidos 21 altares, sobre os quais 21 bispos celebraram missas simultâneas.
Cada bispo ordenou 40 sacerdotes. Uma schola cantorum de 300 seminaristas provenientes de toda a Espanha cantou.

Fonte: Facebook “La Iglesia de siempre” via Messa in Latino.

12 setembro, 2020

Roma locuta, causa…

Em carta aos presidentes das Conferências Episcopais, enviada pelo cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e aprovada pelo próprio papa Francisco no último dia 3, pede-se facilitar:

“A participação dos fiéis nas celebrações, mas sem experiências rituais improvisadas e em plena conformidade com as normas contidas nos livros litúrgicos que regulam seu desenvolvimento”, e reconhecendo “aos fiéis o direito de receber o Corpo de Cristo e adorar o Senhor presente na Eucaristia nas formas previstas, sem limitações que até mesmo possam ir além do previsto pelas normas higiênicas emanadas pelas autoridades públicas ou pelos Bispos”.

Roma locuta, causa…

Causa no máximo riso e desprezo em nossos bispos, salvo raríssimas exceções, que antes mesmo de qualquer autoridade sanitária se apressaram em pisar sobre o direito dos fiéis de comungar na boca.

 

 

11 setembro, 2020

Última etapa do pontificado de Francisco?

Por FratresInUnum.com, 11 de setembro de 2020 – A epidemia do vírus chinês ceifou milhares de vidas, confinou sociedades inteiras e se tornou o ambiente adequado para a promoção do maior experimento comportamental de todos os tempos, experimento que encontrou a Igreja totalmente complacente, de portas abertas para o “novo normal”. 

Papa Francisco aparece pela primeira vez de máscara. Nenhuma viagem enquanto não houver vacinação, informou o Vaticano.

Contudo, não foi apenas a totalidade dos fieis que se fragilizou com a epidemia. Já é evidente para todos que a crise sanitária provocou um impressionante bloqueio no pontificado de Francisco. O papa argentino teve não apenas de ver canceladas suas duas grandes iniciativas do ano – o “pacto educacional” e o “pacto econômico” –, mas ele mesmo teve de desaparecer, foi obrigado a ocultar-se no isolamento vaticano.

Ora, ninguém é eterno e, na geriontocracia católica, meses podem equivaler a anos: papas envelhecem e perdem vigor, morrem, colaboradores adoecem, desgraças acontecem… Não é sem razão, portanto, que alguns começam a falar que a epidemia marca o “início do fim” deste pontificado, a sua última etapa, ou, como preferem os mais otimistas ou – por que não dizê-lo? – os mais progressistas, a sua “segunda fase”. 

Em todo caso, o próprio Francisco parece acenar para uma mudança de “fase” quando decide escrever uma encíclica sobre “o mundo pós-pandemia”. Em outras palavras, a novidade do documento não está propriamente em seu conteúdo – o qual, entre outras coisas, assim como a Evangelii Gaudium, não será senão uma reportatio das próprias reflexões feitas por Francisco em suas homilias, catequeses, mensagens ou coisas do tipo –, mas no fato mesmo de que um pontífice ancião já não tem os instrumentais adequados para lidar com este tão badalado “novo normal” que eles mesmos não se cansam de repetir em seu progressismo delirante. De fato, a fixação no futuro também os faz vítimas de si mesmos.

Se o vírus chinês é uma linha divisória na história contemporânea, Francisco decerto se coloca aquém. Os seus gestos falam, e falam mais que as suas palavras. O eclipse dos últimos meses foi uma eloquente demonstração de que ações podem ser soterradas por fatos incontroláveis. E este é propriamente o caso.

Mas se não o fosse, não faltaria quem fizesse questão de lembrá-lo. No último sábado, houve protestos em Roma, protestos contra as máscaras, protestos contra o controle social e, o que é mais chocante, protestos contra o próprio Papa Francisco!

Homem protesta contra o Papa Francisco.

Ganharam as páginas dos jornais as fotografias de cartazes que o apresentavam como o “papa de satã” e lhe atribuíam nada menos que o número da Besta, o 666.

O fato não pôde ser ignorado sequer pelo Vatican Insider, um serviço de imprensa ultra-bergogliano, que teve de noticiar o acontecimento e ainda reportar palavras dos manifestantes: “Bento XVI é a verdade e Bergoglio é a mentira. Faz parte dos illuminati, do projeto diabólico que há por trás desta mentira que é o coronavírus”. Ademais, o mesmo tabloide teve de mencionar que os manifestantes se referiram nominalmente às denúncias de Mons. Viganò.

O acontecimento pode parecer insignificante, mas não é. Há um despertar na opinião pública e o declive na popularidade de Bergoglio não está apenas se acentuando, mas se tornou absurdamente irreversível. Afinal de contas, qual papa dos últimos tempos foi tão publicamente hostilizado a ponto de ser comparado com satanás e com o anticristo? Lamentavelmente, Francisco escolheu o caminho do descolamento dos fieis católicos e mais, para utilizar a analogia de Mons. Viganò, o cisma entre a Persona Papæ e o papado se tornou indissimulável: o título sozinho não se sustenta, as queixas dos fieis não podem mais ser contidas.

E, embora todo o entourage pontifício queira fingir-se de inatacável, Francisco mesmo não consegue disfarçar mais a sua insustentabilidade na Sé de Pedro: ele precisa do respaldo de Bento XVI para garantir alguma sobrevida ao seu pontificado. O livro “Uma só Igreja”, apresentado como de autoria de Ratzinger e Bergoglio, e prefaciado por Parolin, parece mais uma tentativa desesperada de forçar a lenda de que que “há uma continuidade teológica e proximidade íntima entre eles”. O desespero da iniciativa fica totalmente à mostra quando, ao contrário do que se noticia, o público descobre que este não é, de fato, um livro escrito “a quatro mãos”, mas somente uma seleção de textos das catequeses de ambos sobre temas comuns, compilados e introduzidos pelo Secretário de Estado. 

A situação para Francisco não é nada animadora. De um lado, se ele quisesse renunciar, agora, efetivamente, não poderia: não é viável convocar um conclave em meio a esta crise sanitária e, mesmo que ele falecesse, a situação seria realmente dramática neste momento para a realização de uma eleição; de outro lado, não renunciando, ele permanece preso no Vaticano, totalmente limitado em suas iniciativas e, assim como todos, ele também não sairá o mesmo deste período de confinamento, não terá as mesmas forças de antes para tocar a sua revolução, a não ser que seja assistido por poderes preternaturais.

O que irá acontecer no futuro ninguém pode adivinhar, mas, ao fim e ao cabo, é certo que estamos vivendo a sobrevida cansada de um pontificado em agonia.

Os progressistas o sabem e tentam extrair até as últimas gotas do néctar de esperança que eles tiveram com a eleição deste papa do “fim do mundo”, como ele mesmo se intitulou no dia de sua eleição. Também este é um triste fim para o progressismo, ao menos até que se reinvente: a sua última tábua de salvação é o papado que eles desde sempre atacaram e de cuja desconstrução agora eles mesmos são vítimas. 

Não é fácil uma agonia. É triste, dolorosa, cansada. Mas teremos de ter paciência, muita paciência. Afinal de contas, na ordem da Divina Providência, tudo está disposto para que todos vejam o quão grave é a ferida e o quão urgente é a sua cura.

10 setembro, 2020

Após polêmicas, a era dos padres pop pode ter chegado ao fim.

Por Jeff Benício, Terra, 9 de setembro de 2020: Na série The Young Pope e em sua continuação The New Pope, da HBO, o papa Pio 13 (Jude Law) é um superstar da fé. Mais famoso e idolatrado do que qualquer cantor de rock ou estrela de cinema. Indisfarçavelmente narcisista, ele gosta do culto à sua imagem.

Já seu sucessor, o deprimido João Paulo III (John Malkovich), prefere manter distância dos holofotes. A pressão midiática sobre ele é tão sufocante que resulta em sua abdicação ao trono de São Pedro. Qualquer semelhança entre o popular papa Francisco e o introspectivo papa emérito Bento 16 não é mera coincidência.

A um católico tradicional, as duas produções causam choque, talvez até indignação. A ficção a respeito dos bastidores do Vaticano mostra um mundo odioso: disputas por dinheiro e poder, sexualidade e luxúria entre os homens que juraram castidade e celibato, domínio da vaidade sobre a pretendida humildade, acobertamento de pecados e crimes, menosprezo às mulheres que servem à cúpula da Igreja.

Na vida real, que às vezes supera a ficção em sordidez, um pouco daquele universo chocante no entorno dos papas pode ser vislumbrado nas acusações contra o padre Robson de Oliveira, do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, de Trindade (GO). Nacionalmente famoso graças a seu programa diário na Rede Vida, ele está no centro de uma investigação de vários crimes — apropriação indébita, falsificação de documentos, sonegação fiscal, associação criminosa e lavagem de dinheiro — que teriam sido cometidos a partir do desvio milionário de doações de fiéis ao longo de anos.

O escândalo não está restrito ao pecado da ganância. Um hacker pago com dinheiro arrecadado na igreja sob a liderança do padre Robson para não divulgar conteúdo impróprio a respeito da intimidade do líder religioso disse ter sido amante dele e apontou outros supostos casos amorosos. A repercussão de tantas denúncias graves teve repercussão bombástica na imprensa, nas redes sociais e entre devotos. O ápice da exposição negativa aconteceu em matéria de 19 minutos na edição de 23 de agosto do Fantástico, na Globo. O religioso e seus advogados negam qualquer ato ilegal. Culpado ou não, o estrago à imagem de Padre Robson é irreversível.

Esse vexame à Igreja Católica tem potencial para encerrar a era dos padres pop. Sempre existiram líderes com atuação artística e forte presença na mídia, a exemplo do precursor padre Zezinho, hoje com 79 anos, ainda circulando por TVs e rádios. Mas o status de superstar da fé foi lançado por Marcelo Rossi na década de 1990. O ‘boca a boca’ a respeito de suas missas dinâmicas o levou aos programas de Gugu Liberato e Faustão. Sucesso imediato. A televisão transformou o padre do hit ‘Erguei as Mãos’ em ídolo de milhões de pessoas, inclusive de outras religiões. Ele se tornou uma máquina de dinheiro com a venda de CDs, DVDs e livros.

A veneração à sua personalidade gerou extensa investigação do Vaticano. Havia na cúpula do catolicismo certo incômodo com a espetacularização em torno de Marcelo Rossi e a sombra que seu exibicionismo involuntário fazia sobre a liturgia. Vítima do próprio êxito, o padre de sorriso contagiante desenvolveu depressão profunda. Precisou renunciar ao espaço cativo diante das câmeras. Despiu-se da imagem de ‘showman’ de Cristo para buscar a reconexão consigo mesmo e com sua missão evangelizadora. Hoje, faz raras aparições na TV. Dedica-se aos livros. Em alguns deles relatou o inferno vivido nos anos de falsa felicidade.

Igualmente elevado à condição de popstar, padre Fabio de Melo se fez influenciador digital e prolífico produtor de memes. Belo e carismático, virou galã aos olhos das telespectadoras. Da TV Canção Nova passou a aparecer nos principais programas do País. Era um ímã de audiência. Contudo, em algum momento, uma desordem emocional o levou ao fundo do poço. O quadro depressivo foi tão forte que fez o sacerdote pesquisar métodos de suicídio. Afastou-se dos palcos e estúdios de TV. Buscou ajuda médica para tratar a mente e recuperar o amor pela vida. Continua ativo nas redes sociais, porém com grau de exposição menor.

Importante destacar que Marcelo Rossi e Fabio de Melo nunca foram acusados de nenhuma atitude ilícita, como acontece com Robson de Oliveira. A única falha foi, talvez, contra a própria saúde mental. Ambos conheceram as delícias e as dores do status de celebridade: foram amados e respeitados por muitos, criticados e desprezados por tantos outros. A mesma experiência ambígua (baseada em elogios e fofocas, respeitabilidade e invasão de privacidade) marcou os também padres midiáticos Reginaldo Manzotti (TV Evangelizar) e Alessandro Campos (ex-TV Aparecida e RedeTV!, atualmente na Rede Vida).

A visibilidade exagerada sempre cobra um preço alto, às vezes impagável. Nem os ungidos de Deus escapam dessa pressão. Por isso, após episódios angustiantes, a maioria dos padres pop decidiu se recolher ou diminuir a exposição pública. O surgimento de novo fenômeno do gênero na base da Igreja Católica brasileira fica cada vez mais improvável.