9 agosto, 2016

Câmara dos Deputados promove encontro com Associação Nacional Pró-vida e Pró-família.

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A Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara dos Deputados, realiza, com a Associação Nacional Pró -Vida e Pró-Família quarta-feira, 10 de agosto, o Seminário em Defesa da Vida e da Família ( com o tema “Afirmar a cultura da Vida e o valor da família”), com apoio do Deputado Diego Garcia (PHS-PR), que foi o relator do Estatuto da Família, aprovado pela Câmara, no ano passado.

O evento contará com a participação de especialistas na área de vida e família, que há anos acompanham as proposituras no Congresso Nacional, subsidiando parlamentares com informações atualizadas que favoreçam políticas públicas de valorização e promoção da família.

Para o Prof. Hermes Rodrigues Nery, Presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família e especialista em Bioética, a batalha pela defesa da vida e da família se tornou mais intensa, tendo em vista a ação de forças políticas, econômicas e culturais que, há décadas se voltam contra a família, forças estas representadas por fundações internacionais, que buscam disseminar uma cultura contrária à lei natural, explicitada, por exemplo, pela agenda de gênero, tema esse que será abordado pelo especialista argentino Dr. Jorge Scala.

Recentemente a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família divulgou uma petição pública pela Citizen Go requerendo a destituição da Profa. Flávia Pievisan, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, fato esse que será tema da abordagem do Prof. Hermes Nery: “O Direito à Vida, primeiro e principal de todos os direitos humanos”.

Um dos focos de atuação da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família é evitar a legalização do aborto no Brasil. A Dra. Elizabeth Kippman, que também é especialista em Bioética, falará da questão do aborto no contexto internacional.

Participarão também do encontro, parlamentares da Frente em Defesa da Vida e da Família, o bispo-auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto, Dr. Paulo Fernando Melo Costa, Dra. Lenise Garcia, Tiba Camargo (da Comunidade Canção Nova), Mariângela Consoli de Oliveira (Presidente da Associação Guadalupe), Dr. Ubatan Loureiro, Liliane Vieira, o casal Marco e Susy Gomes (especialistas em planejamento familiar natural, da Arquidiocese de Brasília, Adrian Paz, de Belo Horizonte, dentre outros.
O evento é gratuito e ocorrerá no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, dia 10 de agosto,  das 9h às 18h.

Mais informações aqui.

8 agosto, 2016

Imã na igreja: grave ofensa à fé e à razão.

Por  Roberto de Mattei, Il Tempo – Roma, 03-08-2016 | Tradução: FratresInUnum.comO presidente da Conferência Episcopal Italiana, cardeal Dom Angelo Bagnasco, criticou aqueles católicos que se mostraram perplexos e, em muitos casos, indignados pelo convite feito aos muçulmanos para rezarem nas igrejas italianas no domingo, dia 31 de julho: “Verdadeiramente não compreendo por quê. O motivo não me parece de fato existente”.

31-luglio-468x263Segundo ele, a participação de milhares de muçulmanos na oração diante do altar pretende ser “uma palavra de condenação e uma tomada de distância absoluta da parte de quem – não somente os muçulmanos – não aceita qualquer forma de violência”. Na realidade, como observou Mons. Antonio Livi no site La nuova Bussola quotidiana, a participação dos muçulmanos nas cerimônias litúrgicas na Itália e na França foi ao mesmo tempo um ato sacrílego e insensato.

Sacrilégio porque as igrejas católicas, ao contrário das mesquitas, não são centros de conferências ou de propaganda, mas locais sagrados, onde se rende o do culto de adoração a Jesus Cristo, realmente presente “em corpo, sangue, alma e divindade” na Eucaristia. Se se julgava necessário um encontro para condenar a violência, tal ato político poderia realizar-se em qualquer outro lugar, mas não na Casa de Deus, que para o Papa e os bispos italianos só pode ser do único e verdadeiro Deus em três Pessoas, combatido pelo Islã militarmente ao longo dos séculos.

Em Roma, na Basílica de Santa Maria in Trastevere, estavam sentados na primeira fila três imãs da Capital, dois dos quais – Ben Mohamed Mohamed e Sami Salem – falaram do púlpito, citando várias vezes o Alcorão. Mas deram as costas ao Evangelho durante a homilia e sussurraram uma oração muçulmana enquanto os católicos recitavam o Credo. Na catedral de Bari, o pretenso Imã Sharif Lorenzini recitou em árabe a primeira Sura do Alcorão, que condena a incredulidade dos cristãos com estas palavras: “Mostra-nos o caminho reto, o caminho daqueles a quem favoreceste, e não o (caminho) daqueles que foram objeto de tua ira, nem daqueles que se desviaram”.

O que aconteceu foi também um ato desarrazoado, pois não há nenhum motivo para incentivar os muçulmanos a rezar e fazer sermões em uma igreja católica. A iniciativa dos bispos italianos e franceses induz os fiéis a crer que o Islã enquanto tal é isento de qualquer responsabilidade na estratégia do terror, como se não fosse em nome do Alcorão que muçulmanos fanáticos mas coerentes massacram cristãos no mundo. Negar, como o fez o Papa Francisco, que a guerra em curso seja religiosa, seria como negar que na década de setenta as Brigadas Vermelhas conduziram uma guerra política contra o Estado italiano.

A motivação dos terroristas do Estado Islâmico é religiosa e ideológica e usa como pretexto uma série de versos do Corão. Em nome deste, dezenas de milhares de católicos são perseguidos em todo o mundo, do Oriente Médio à Nigéria e desta à Indonésia. Enquanto o novo número de Dabiq, a revista oficial do Califado, convida seus militantes a destruir a Cruz e matar os cristãos, a Conferência EpiscopaI Italiana exime a religião maometana de qualquer responsabilidade, atribuindo os massacres dos últimos meses a poucos extremistas. É precisamente o contrário: foi só uma minoria (23.000 dos mais de dois milhões de islâmicos oficialmente registrados) a proporção de muçulmanos que aderiram à insensata iniciativa promovida pela Conferência Episcopal Italiana.

Devemos reprovar a maioria que rejeitou o convite ou, antes, acusar de hipocrisia os que o aceitaram? Pois não há nenhum motivo para os muçulmanos – que professam uma religião não só diferente, mas antitética da fé católica – virem rezar e pregar em uma igreja católica, ou convidarem os católicos a pregar e rezar em suas mesquitas.

O que aconteceu em 31 de julho é, sob todos os aspectos, uma ofensa grave à fé e à razão.

8 agosto, 2016

De capitulação em capitulação chegamos às diaconisas.

Por Pe. João Batista de A.  Prado Ferraz Costa

Foi anunciada pelo Vaticano há poucos dias a constituição de uma comissão de teólogos e teólogas encarregada de estudar o diaconato feminino na Igreja primitiva. A referida comissão é fruto de um pedido de  um grupo de religiosas ao papa Francisco I, que a instituiu após “muita oração e reflexão” – assim diz a nota da Santa Sé.

De acordo com os melhores estudiosos do assunto, não há nenhuma dúvida de que as diaconisas dos primeiros tempos da Igreja eram mulheres piedosas que se encarregavam de obras de caridade, recebiam uma bênção (com imposição das mãos do bispo) e tal bênção não era absolutamente um sacramento, mas apenas um sacramental.

À luz da tradição constante da Igreja e do magistério dos papas, não procede nenhuma discussão sobre a admissibilidade do sacerdócio feminino na Igreja Católica. Se por desgraça amanhã houver o abuso de uma ordenação de diaconisas, o sacramento da ordem a elas conferido, sobre ser um sacrilégio, será inválido, mas poderá originar uma enorme confusão na Igreja porque já não serão vistas essas reverendas diaconisas como leigas mas como membros do clero e pertencentes à hierarquia eclesiástica. E certamente não se contentarão em ser diaconisas permanentes mas vão pretender galgar os graus mais altos da hierarquia.

Mas como explicar que, a despeito da meridiana clareza sobre essa matéria, ainda assim se pretenda seja “estudada”, na verdade, posta em discussão?

No século passado, quando, sobretudo, entre os heréticos, a reboque do feminismo mundano neopagão, se começou falar em sacerdotisas, Paulo VI disse que a Igreja, com base na sagrada tradição, não se sentia autorizada a instituir o sacerdócio feminino e, em 1994, João Paulo II, por meio da carta apostólica Ordinatio sacerdotalis, concebida em termos muito mais firmes que seu predecessor Paulo VI, parecia encerrar completamente o assunto.

Entretanto, a questão não foi sepultada. Pelo contrário, recrudesceu. Por isso, esforço-me por identificar algumas causas e dar um depoimento que reputo muito esclarecedor.

Se por um lado o papa João Paulo II no referido documento encerrou a questão no plano teológico e afirmou na Familiaris Consortioque o lugar da mulher é em casa cuidando da sua família, por outro lado não favoreceu o surgimento das condições culturais necessárias para que um princípio teológico não ficasse letra morta mas vigorasse efetivamente na Igreja e em todos os ambientes católicos. Explico-me. O papa João Paulo II disse que lamentava ver como a mulher ao longo dos séculos foi humilhada e maltratada. Ora, na sociedade cristã isso jamais ocorreu. Até parece Francisco I pedindo perdão às mulheres e aos gays. Sem dúvida, esse discurso só pode alimentar a erva daninha do feminismo.

Ademais, o papa João Paulo II, promovendo um ecumenismo e um diálogo inter-religioso sem fronteiras, foi um precursor da “cultura do encontro”, tão cara a Francisco I. Esta cultura do encontro tem sérias consequências e implicações. Em primeiro lugar, a meu juízo, opõe-se às ordenanças divinas do Livro Sagrado. Com efeito, diz o Levítico que Deus ordenou ao povo eleito que vivesse isolado, separado dos povos pagãos para que conservasse íntegra a verdadeira religião, não corrompesse a pureza das suas crenças divinas.

Com todas as adaptações que se possam e  devam fazer aos nossos tempos, a prescrição do Levítico é de um valor perene. É realmente impossível querer guardar íntegra a fé cantando, por exemplo, vésperas solenes ecumênicas nas basílicas e catedrais juntamente com diaconisas e sacerdotisas protestantes. Esse ambiente empestado de ecumenismo, irenismo e sincretismo com o tempo levará certissimamente os católicos a sacrificar sua teologia no altar da unidade religiosa universal. A Igreja, ao contrário  da “cultura do encontro”, devia viver isolada como os hebreus viveram isolados na terra de Canaã, para proteger os seus filhos da contaminação dos erros e perigos. Sem essa cautela, a Igreja corre o risco de ser incorporada à República Universal do Grande Arquiteto.

Trata-se de uma observação justíssima de bons historiadores e filósofos da cultura e da religião que nos ensinam que as questões teológicas controvertidas sempre tiveram o seu desenvolvimento e sua solução sob a influência das instituições políticas e dos valores culturais do seu tempo. De modo que nos dias de hoje em que reinam de norte a sul as Hilarys Clinton, as Teresas May, as Ângelas Merkel (para não falar das infames Rousseff e Cristina Kirchner) e a toque de caixa de todo o movimento feminista mundial, será realmente muito difícil a Igreja barrar o sacerdócio feminino se não for capaz de criar as condições culturais que venham a ser uma muralha, uma cidadela em defesa do dogma. Infelizmente, Ratzinger dizia que era necessário abater as muralhas da Igreja! E Francisco I diz que é pontífice para erguer pontes dentro da sua cultura do encontro, que todos já bem conhecemos.

A outra causa do ressurgimento da questão do sacerdócio feminino é desgraçadamente a timidez dos bons, o espírito de capitulação diante de qualquer obstáculo. Posso ilustrar este ponto com uma história verídica.

Disse-me um padre (da minha inteira confiança) que por volta de 1998 um dos melhores bispos do mundo, tido como um dos mais conservadores, adoeceu e pediu-lhe que o substituísse em um congresso teológico dando uma palestra sobre os sacramentos e a família. No congresso havia leigos, religiosos e religiosas de várias partes do País. Terminada a palestra, no final da tarde, o padre foi visitar o bispo e informá-lo de como se tinham passado as coisas. E disse-lhe: “Sr. bispo, tive oportunidade de explanar a carta Ordinatio sacerdotalis”. Para surpresa e decepção do padre, o bispo recebeu a informação com um amargo dissabor. E o padre perguntou-lhe porque não lhe agradava a referência à carta apostólica de João Paulo II. E o bispo disse: “Acontece que há muita gente de outras dioceses onde se contesta o ensinamento do papa e podia surgir uma discussão inoportuna no congresso.”

Desde então – disse-me o padre – fiquei convencido de que, contando com as atitudes ambíguas e omissões da hierarquia, a heresia avançava em surdina em todos os setores da Igreja.

De maneira que não ficarei surpreso se amanhã vir nas missas solenes da Ecclesia Dei diaconisas cantando o Evangelho, pregando ou batizando seus netinhos. Muitos padres birritualistas certamente vão participar de cerimônias servidas pelas reverendas.

De capitulação em capitulação chegamos às diaconisas e bispas. Que vão, quem sabe, tomar chá com a papisa rainha Elisabeth na sede da seita anglicana.

Anápolis, 4 de agosto de 2016.

Festa de São Domingos Gusmão, fundador da Ordem dos Pregadores, apóstolo do Santo Rosário de Nossa Senhora.

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8 agosto, 2016

“Guardai a Missa de Sempre”.

Aos nossos caros sacerdotes, neste dia de São João Maria Vianney, tão importantes em nosso pobre apostolado: Guardai a Missa de Sempre!

7 agosto, 2016

Nevando em agosto em Roma!

Por Gercione Lima | FratresInUnum.com

5 de agosto

“Sob o pontificado do Papa  Liberio, Giovanni, um cidadão nobre romano e sua esposa igualmente nobre, não tendo filhos e nem como deixar herdeiros de sua propriedade, dedicaram a sua herança à Virgem Mãe de Deus, suplicando fervorosamente com orações assíduas para que ela lhes mostrasse de alguma forma em que obra de caridade ela desejava que fosse empregado aquele dinheiro. A Virgem Maria, então ouvindo graciosamente  as orações e votos sinceros do casal, respondeu com um milagre.

No dia 5 de agosto, pleno verão em que o calor é muito grande em Roma,  uma grande parte do Monte Esquilino amanheceu coberto de neve. Naquela mesma noite, a Mãe de Deus em um sonho aconselhou separadamente Giovanni e sua esposa, a construir uma igreja no local que amanheceu coberto de neve, e dedicá-lo sob o nome da Virgem Maria;  pois desse modo ela seria instituída como herdeira de seu patrimônio. Papa Libério, então alegou ter tido a mesma visão.

Portanto, acompanhado pelo clero e pelo povo, ao canto da ladainha, ele se dirigiu à colina coberta de neve, e ali designou o local da construção da igreja, que foi construída e custeada por Giovanni e sua esposa, e que Sisto III, depois restaurou.

No início a igreja foi chamada por nomes diferentes: a Basílica Liberiana, Santa Maria do Presépio, mas uma vez que já haviam muitas igrejas construídas na cidade de Roma dedicadas à Virgem Maria, essa acabou sendo chamada Igreja de Santa Maria Maggiore, para que a qualificação de Basílica Maior unida ao fato inédito do milagre a colocasse acima de todas as outras com o mesmo nome. O aniversário de dedicação desta igreja, que recorda o milagre da neve caída milagrosamente neste dia, é celebrada solenemente todos os anos”.

(Do Mattutino segundo Notturno)

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6 agosto, 2016

Reflexões sobre temas da Sagrada Escritura: Vantagens e fecundidade da vida interior.

Por Padre Élcio Murucci | FratresInUnum.com

A contemplação segundo a belíssima descrição de São Bernardo: “Esta é a vida pura, santa e imaculada na qual o homem vive com mais pureza, cai mais raramente, levanta-se com mais rapidez, anda com mais cautela, é consolado do céu com mais frequência, descansa mais seguro, morre mais confiado, purga-se mais depressa e é premiado com mais vantagem”.

No outro artigo sobre o tema, já vimos as primeiras vantagens da vida de contemplação:

1º – O homem de vida interior cai mais raramente, porque premune contra os perigos do ministério e repara as forças que o apostolado porventura fez perder; multiplica, outrossim, as energias e os méritos.

A vida interior é fonte de alegria e consolação. Favorecido pelo recolhimento, alimentado pela Eucaristia, o padre, caçador ou pescador de almas, sente aumentar o seu amor a Jesus Cristo e sente inefável alegria em poder colaborar com Ele nesta obra divina de salvar almas, podendo dar assim a maior alegria ao Coração de Jesus. Além do mais, a vida do padre interior é vida de oração. Ora, “vida de oração, exclama o Santo Cura d’Ars, que felicidade! É a grande felicidade da terra. Ó bela união com Nosso Senhor! A vida interior é um banho de amor em que a alma mergulha”.

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A vida interior é um escudo contra o desânimo. A vida do homem apostólico é uma trama de trabalhos, privações, sofrimentos. Se não tiver muito espírito de fé que é o fruto da vida interior, haverá horas tristes, horas de contradição, de humilhação, enfim, de sofrimentos. “Quando Deus quer, diz Bossuet, que uma obra seja toda d’Ele, de sua mão, começa por reduzir tudo à impotência, ao nada, depois age”. Então o homem de vida interior, de fé, no meio das ruínas, fica firme de pé, porque sabe que trabalha por amor de Deus e das almas. Sabe também que as provações generosamente aceitas são elementos de fecundidade na virtude e proporcionam a Deus maior glória. Então não desanima. Reza mais ainda, aceita tudo como graça de Deus. E como diz D. Chautard, qual abelha infatigável, ele há de, por certo, reconstruir com alegria novos favos na colmeia devastada.

A vida interior é fonte de fecundidade. Ilude-se o “americanismo” pensando que contribui para a maior glória de Deus visando principalmente aos resultados exteriores. “Aqueles que oram, fazem mais pelo mundo do que aqueles que combatem, e, se o mundo caminha cada vez pior, é porque há mais batalhas que orações” (Donoso Cortês).

“As mão erguidas, diz Bossuet, desbaratam mais batalhões do que as mãos que ferem”.

“Ordinariamente, diz D. Chautard, uma oração curta, mas, fervorosa, contribui muito mais para apressar uma conversão do que longas discussões e excelentes discursos. Aquele que ora trata com a Causa Primeira, opera diretamente sobre ela. Tem, desta sorte, em mãos todas as causas segundas, visto como estes somente deste princípio superior recebem sua eficácia. Por isso o efeito desejado é então obtido com maior segurança e rapidez”.

Diz ainda o autor do admirável livro “A ALMA DE TODO APOSTOLADO”: “Dez mil hereges, no dizer de uma revelação respeitável, foram convertidos por uma só oração inflamada da seráfica Santa Teresa d’Ávila”.

Daí os princípios:

1º – A vida ativa deve proceder da vida contemplativa, traduzida e continuada exteriormente, desligando-se dela o menos possível;

2º – Como toda causa é superior ao seu efeito, logo, para aperfeiçoar os outros é mister uma perfeição maior do que para qualquer um se aperfeiçoar simplesmente a si mesmo.

“Como a mãe, diz D. Chautard, não pode amamentar o filho senão na medida em que ela própria se alimenta, assim também os confessores, diretores de almas, os pregadores etc., devem primeiramente assimilar a substância com que hão de nutrir em seguida os filhos da Igreja. A verdade e o amor de Deus são elementos desta substância. E só a vida interior traduz a verdade e a caridade divinas de maneira a torná-las verdadeiro alimento capaz de engendrar a vida”.

O apóstolo deve acumular em si a vida de oração, porque na medida em que for o primeiro a viver do amor de Nosso Senhor, nesta proporção será também capaz de inflamar os ardores deste amor nos corações do próximo.

“Que os homens devorados de atividade, que julgam poder arrastar o mundo inteiro pelas suas pregações e obras exteriores, reflitam um instante. Compreenderão, sem dificuldade que seriam muito mais úteis à Igreja e agradáveis a Deus, sem falar do bom exemplo que dariam em redor de si, se consagrassem mais tempo à oração e aos exercícios de vida interior. A oração lhes mereceria esta graça e lhes alcançaria as forças espirituais de que precisam para produzir tais frutos” (S. João da Cruz).

“Sem oração mental, diz S. Vicente de Paulo, pode haver muito barulho, mas pouco fruto, porque o missionário sem oração é um soldado sem arma, um apóstolo pintado, um cadáver”.

Não podemos deixar de citar S. Pio X que tanto se preocupou com a vida interior dos clérigos: “Para restaurar todas as coisas em Cristo, pelo apostolado das obras, é preciso a graça divina e o apóstolo não a recebe se não for unido a Cristo. É somente depois de formar Cristo em nós que poderemos dá-Lo facilmente às famílias e à sociedade. Todos os que participam do apostolado devem ter uma verdadeira piedade”.

Lembro, outrossim, que não há vida interior completa, sem uma verdadeira e terna devoção à Maria Imaculada, o canal de todas as graças e, como tal principalmente da graça de escol que é a íntima união com Jesus Cristo. Maria Santíssima é o vínculo entre nós e seu Divino Filho. Jesus veio a nós por Maria (Deus é que assim o quis), por Maria devemos ir a Jesus.

Oração: Ó minha Mãe Imaculada, foi para vós me ajudardes a conservar meu coração unido mediante Jesus à Santíssima Trindade que, no Calvário a palavra do vosso Filho me proclamou filho vosso. Quero que as invocações, cada vez mais frequentes, que vos hei de dirigir, visem sobretudo a guarda do meu coração, a fim de purificar as tendências, as intenções, os afetos e os desejos dele, e assim ajudado e guiado por Vós, em tudo eu vise unicamente a maior honra e glória de vosso Divino Filho. Amém!

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5 agosto, 2016

Um papa como nunca se viu antes . Um pouco “protestante”.

O romance entre Francisco e os seguidores de Lutero. O alarme de cardeais e bispos contra a “protestantização” da Igreja Católica. Mas também a desconfiança dos teólogos luteranos influentes.

ROMA, 22 de julho de 2016 – Na carta preocupada que treze cardeais dos cinco continentes prepararam para entregar ao Papa Francisco no início do último Sínodo, eles o alertavam para o perigo de levar a Igreja Católica ao mesmo “colapso das igrejas protestantes liberais” da era moderna, acelerado pelo seu abandono dos elementos fundamentais da fé e prática cristã, em nome adaptação pastoral”.
 
 
Depois, “in extremis”, os treze eliminaram estas duas linhas da carta, que foi efetivamente colocada nas mãos do papa. Mas, hoje, rescreveriam-na literalmente, peça por peça, diante do idílio cada vez mais acentuado que está se desenvolvendo entre Francisco e os seguidores de Lutero.
 
No dia 31 de outubro, Jorge Mario Bergoglio vai voar para a Suécia, em Lund, onde será acolhido pela “bispa” local e juntos celebrarão, com a Federação Luterana Mundial, os quinhentos anos da Reforma Protestante. E, quanto mais se aproxima a data, mais o Papa expressa sua simpatia pelo grande herege.
 
Na última de suas palestras no avião, ao retornar da Armênia, voltou a tecer elogios a Lutero. Ele disse que Lutero estava animado pela melhor das intenções e que sua reforma foi “um medicamento para a Igreja”, passando por cima das diferenças dogmáticas essenciais que durante cinco séculos opõem protestantes e católicos, porque – essas são sempre suas palavras, desta vez ditas no templo luterano em Roma – “a vida é maior do que as explicações e interpretações”:
 
 
O ecumenismo de Francisco é feito assim. O primado é dado aos gestos, abraços, e qualquer ação de caridade feita em conjunto. Os contrastes de doutrina, ainda que sejam abismais, deixa-se para as discussões dos teólogos, que voluntariamente confinaria em uma “ilha deserta”, como ele gosta de dizer, nem mesmo usando tom de brincadeira.
 
A evidência até agora insuperável desta sua abordagem foi dada, em 15 de novembro passado, durante uma visita à igreja luterana de Roma: a resposta que ele deu para uma protestante que lhe perguntou se ela poderia receber a comunhão na missa, juntamente com o marido Católico.
 
A resposta de Francisco foi um redemoinho fantasmagórico de sim, não, eu não sei, você que sabe. Mas não porque o papa não sabia o que dizer. A “liquidez” de expressão foi desejada. Era a sua maneira de colocar tudo em discussão, tornando tudo uma questão de opinião e, portanto, praticável:
 
 
Com certeza, até “La Civiltà Cattolica”, a revista dos jesuítas de Roma, que agora é a porta-voz da Casa Santa Marta, chegou a confirmar que sim. Francisco queria dar a entender precisamente isto: que até mesmo os protestantes podem receber a comunhão na missa católica :
 
 
Há uma frase do Cardeal Gerhard L. Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, segundo a qual “nós católicos não temos motivo algum para comemorar 31 de outubro de 1517, ou seja, o início da Reforma que levou ao fracasso do cristianismo ocidental”.
 
Mas Papa Francisco nem lhe dá ouvidos e faz a festa, sem se importar que Müller – que era apenas um dos treze cardeais da carta memorável – a veja como um outro passo rumo à “protestantização” da Igreja Católica:
 
 
Um papa como Bergoglio, de fato, não desagradaria a um Lutero moderno. Nada mais de indulgências, nem purgatório, que há cinco séculos foram a faísca da ruptura. Ao invés, a exaltação superlativa da misericórdia divina, que lava gratuitamente os pecados de todos.
 
 
Não é dito, no entanto, que o idílio é correspondido por todos os protestantes. Na Itália, a sua linhagem histórica consiste na pequena, mas animada Igreja Valdense. E os dois teólogos mais destacados, Giorgio Tourn e Paolo Ricca – ambos da mesma geração de Bergoglio e ambos formados na escola do maior teólogo protestante do século XX, Karl Barth – são muito críticos sobre a deriva secularizante, tanto da sua igreja como da Igreja de Papa Francisco.
 
“A doença – disse Ricca em um recente debate sobre a Reforma – é que todos nós estamos voltados para o social como algo sacrossanto, mas no social esgotamos o discurso cristão e fora dali nos tornamos mudos.”
 
E Tourn: “A política do Papa Bergoglio é fazer caridade. Mas, é claro que só o testemunho do amor fraterno não conduz automaticamente a conhecer a Cristo. Não existe hoje um silêncio de Deus, mas o silêncio sobre o nosso Deus.”.
 
 
Francisco, no entanto, segue avante inabalável e pouco dias atrás chegou a nomear um teólogo protestante amigo seu, Marcelo Figueroa, como diretor da nova edição argentina do “L’Osservatore Romano”:
 
 
__________
 
 
Esta nota está em “L’Espresso” nº 30 de 2016, à venda a partir de 22 de julho, na página de opinião intitulado “Settimo cielo” confiada a Sandro Magister.
 
Aqui está o índice de todas as notas anteriores:
 
 
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Abaixo, as referências a três comentários recentes particularmente agudos em identificar as características essenciais do protestantismo luterano e seus efeitos na história.
 
A primeira é por Antonio Livi, professor emérito de filosofia do conhecimento na Pontifícia Universidade Lateranense, estudioso de renome internacional:
 
 
A segunda é de Ermanno Pavesi, secretário-geral da Federação Internacional dos Médicos Católicos:
 
 
O terceiro é do Professor Rocco Pezzimenti, diretor do departamento de economia, políticas e línguas modernas na Universidade Livre de Maria Santissima Assunta em Roma:
 
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5 agosto, 2016

Terço na Praça de Sé, em São Paulo: amanhã, às 15 horas.

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4 agosto, 2016

Haec Sancta (1415), um documento conciliar que foi condenado pela Igreja.

Por Roberto de Mattei, Corrispondenza Romana, 20-VII-2016 | Tradução: FratresInUnum.comO Concílio de Constança (1414-1418) está entre os 21 Concílios ecumênicos da Igreja, mas seu decreto Haec Sancta, de 6 de abril de 1415, é considerado herético, por afirmar a supremacia do Concílio sobre o Romano Pontífice. Em Constança, o Haec Sancta teve sua aplicação no decreto Frequens, de 9 de outubro de 1417, que convocava um Concílio para cinco anos mais tarde, o seguinte após outros sete anos, e depois um a cada dez anos.

concilio-costanza-390x278Com isso se atribuía de fato ao Concílio a função de órgão colegiado permanente junto ao Papa, mas que na realidade lhe era superior. Martinho V, eleito Papa em Constança em 1417, na bula Inter cunctas, de 22 de fevereiro 1418, reconheceu a ecumenicidade do Concílio de Constança e tudo o que este havia decidido, embora com uma fórmula vaga e restritiva: “in favorem fidei et salutem animarum” [em tudo que for a favor da fé e da salvação das almas].

Não sabemos se o Papa concordava, pelo menos em parte, com as teorias conciliaristas, ou se foi forçado a esta atitude pela pressão dos cardeais que o tinham elegido. Mas o fato é que ele não repudiou o Haec Sancta, antes aplicou com rigor o decreto Frequens, fixando a data de um novo Concílio geral, que se realizou em Pavia-Siena (1423-1424), e designando a cidade de Basileia como sede da seguinte assembleia conciliar. No entanto, como ele morreu em 21 de fevereiro de 1431, esse segundo Concílio foi aberto pelo seu sucessor, Gabriel Condulmer, eleito Papa em 3 de março de 1431 com o nome de Eugênio IV.

Já na abertura do Concílio de Basileia, explodiu a oposição entre os fiéis ao Papado e os partidários das teorias conciliaristas, que constituíam a maioria dos Padres conciliares. O braço de ferro conheceu alternâncias. Em uma primeira etapa, Eugênio IV retirou sua aprovação aos Padres rebeldes de Basileia. Depois, cedendo a pressões políticas e eclesiásticas, recuou, e com a bula Duduum Sacrum, de 15 de dezembro de 1433, revogou o ato de dissolução do Concílio já decretado, ratificando os documentos que havia emitido até aquele momento, e, portanto, também o Haec Sancta, que os Padres de Basileia proclamavam como a sua carta magna.

Quando o Papa percebeu que eles não se deteriam nas suas reivindicações, desautorou novamente o trabalho do Concílio, transferindo-o para Ferrara (1438), Florença (1439), e depois Roma (1443). A transferência, no entanto, foi rejeitada pela maioria dos Padres conciliares, que permaneceram em Basileia, continuando os trabalhos. Abriu-se nessa altura aquilo que entrou para a História como o pequeno Cisma do Ocidente (1439-1449), para distingui-lo do Grande (1378-1417) que o havia precedido.

O Concílio de Basileia depôs Eugênio IV como herege e elegeu o Duque de Sabóia, Amadeu VIII, como antipapa sob o nome de Félix V. De Florença, para onde o Concílio havia sido transferido, Eugênio IV lançou a excomunhão sobre o antipapa e os Padres cismáticos de Basileia. A Cristandade ficou mais uma vez dividida, mas se na época do Grande Cisma os teólogos conciliaristas haviam prevalecido, nesta fase o Papa foi apoiado por um grande teólogo, o dominicano espanhol Juan de Torquemada (1388-1468), que não deve ser confundido com o Inquisidor do mesmo nome.

Torquemada, distinguido por Eugênio IV com o título de Defensor da Fé, é autor de uma Summa de Ecclesia, na qual afirma com vigor o primado do Papa e a sua infalibilidade, e dissipa com grande precisão os mal-entendidos conciliaristas criados no século XIV, com base na hipótese de um Papa herege. Segundo o teólogo espanhol, é concretamente possível dar-se o caso de um Papa herege, mas a solução do problema não deve ser procurada de forma alguma no conciliarismo, que nega a supremacia papal. A possibilidade de heresia do Papa não compromete o dogma da infalibilidade, porque se ele quisesse definir uma heresia ex cathedra, perderia naquele mesmo momento o seu cargo (Pacifico Massi, Magisterio infallibile del Papa nella teologia de Giovanni de Torquemada, Marietti , Turim 1957, pp. 117-122). As teses de Torquemada foram desenvolvidas no século seguinte pelo seu colega italiano, o Cardeal Caetano.

O Concílio de Florença foi muito importante, por ter promulgado em 6 de julho de 1439 a bula de união Laetentur Coeli et exultet terra, que pôs provisoriamente fim ao cisma do Oriente, mas sobretudo por ter condenado definitivamente o conciliarismo, confirmando a doutrina da autoridade suprema do Papa sobre a Igreja. Em 4 de setembro de 1439, Eugênio IV definiu solenemente, e os gregos aceitaram, “que a Santa Sé Apostólica e o Romano Pontífice têm primazia sobre todo o universo; que o mesmo Romano Pontífice é o sucessor do bem-aventurado Pedro, Príncipe dos Apóstolos, é autêntico Vigário de Cristo, chefe de toda a Igreja, pai e mestre de todos os cristãos; que Nosso Senhor Jesus Cristo transmitiu a ele, na pessoa do bem-aventurado Pedro, o pleno poder de apascentar, reger e governar a Igreja universal, como está consignado nos atos dos Concílios ecumênicos e dos cânones sagrados”(DS-H, n. 1307 ).

Na carta Etsi dubitemus, de 21 de Abril 1441, Eugênio IV condenou os hereges de Basileia e os “diabólicos fundadores”, um século antes, da doutrina conciliarista – Marsílio de Pádua, João de Jandun e Guilherme de Ockham (Epistolae pontificiae ad Concilium Florentinum spectantes, Pontifício Instituto Oriental, Roma, 1946, p. 28 – pp. 24-35) –, mas contra o Haec Sancta tomou uma atitude hesitante, propondo aquilo que em termos modernos poderia ser chamado de “hermenêutica da continuidade”. No decreto de 4 de setembro de 1439, Eugênio IV afirma que a superioridade dos Concílios sobre o Papa, defendida pelos Padres de Basileia com base no Haec Sancta, é “uma má interpretação dada pelos mesmos Padres de Basileia, que de fato se revela contrária ao significado genuíno das Sagradas Escrituras, dos Santos Padres e do próprio Concílio de Constança” que o promulgou (Decreto de 4 de setembro de 1439, in Conciliorum Oecumenicorum Decreta, EDB, Bolonha 2002, p. 533).

O mesmo Eugênio IV ratificou o Concílio de Constança no seu todo e em seus decretos, excluindo “qualquer prejuízo aos direitos, à dignidade e à preeminência da Sé Apostólica”, como escreveu ao seu legado em 22 de julho de 1446. A tese da “hermenêutica da continuidade” entre o Haec Sancta e a Tradição da Igreja foi logo abandonada. O Haec Sancta é certamente um ato autêntico de um Concílio ecumênico legítimo, ratificado por três Papas, mas isso não basta para tornar vinculante no plano doutrinário um documento do Magistério que está em desacordo com o ensinamento perene da Igreja. Hoje acreditamos que do Concílio de Constança só podem ser aceitos aqueles documentos que não lesam os direitos do papado e não se contrapõem à Tradição da Igreja. Tais documentos não incluem o Haec Sancta, que é um ato conciliar formalmente herético.

Historiadores e teólogos explicam que o Haec Sancta pode ser repudiado, porque não foi uma definição dogmática, uma vez que faltam nele fórmulas típicas como anathema sit e verbos como “ordena, define, determina, estabelece, decreta e declara”. O verdadeiro alcance do decreto é de caráter disciplinar e pastoral, não implicando infalibilidade (ver, por exemplo, o verbete Concílio de Constança, do cardeal Alfred Baudrillart, no Dictionnaire de Théologie Catholique, III, col. 1221 – cols. 1200-1224).

O cisma de Basileia terminou em 1449, quando o antipapa Félix V chegou a um acordo com o sucessor de Eugênio IV, o Papa Nicolau V (1447-1455). Félix abdicou solenemente e o Papa o fez cardeal e vigário papal. A condenação do conciliarismo foi reafirmada pelo V Concílio Lateranense, pelo Concílio de Trento e pelo Concílio Vaticano I. Quem hoje defende a instituição do Papado deve estudar estas definições dogmáticas, e acompanhar esse estudo com os aprofundamentos fornecidos pelas obras dos grandes teólogos da Primeira e da segunda Escolástica, a fim de encontrar nesta mina doutrinária todos os elementos necessários para enfrentar a atual crise na Igreja.

3 agosto, 2016

Foto da semana.

Paris, 3 de agosto de 2016 – A Polícia cumpre ordem judicial de desocupação da igreja de Santa Rita, enquanto o Padre Guillaume de Tanoüarn, do Instituto do Bom Pastor (IBP), celebrava a Santa Missa. O padre Jean-François Billot, também do IBP, foi agredido e retirado à força.

Segundo o Padre de Tanoüarn, em entrevista ao Le Figaro, “esta igreja foi construída em 1905 por um grupo de anglicanos que se diziam católicos, e que tinham por objetivo anunciar o fim do mundo entre os cristãos. Esse grupo espiritual, não tendo herdeiros, decidiu alugar essa igreja aos auto-proclamados galicanos, católicos dissidentes que não pagavam o aluguel. A associação [proprietária da igreja] então decidiu vender a um empreendedor. A comunidade católica, sentindo-se abandonada, pediu-me para vir celebrar a missa, o que fiz. No momento da expulsão, tínhamos duas missas cheias celebradas a cada domingo na igreja de Santa Rita”. O padre atendia aos fiéis na igreja de Santa Rita desde novembro do ano passado.

Segundo o sacerdote católico, um dos fundadores, em 2006, do Instituto do Bom Pastor, entidade de Direito Pontifício, não houve profanação das espécies sagradas. De acordo com De Tanoüarn, “a destruição programada da igreja de Santa Rita levanta a questão sobre todas as igrejas vazias na França. Elas devem ser reconhecidas como lugares sagrados e protegidas mesmo se elas não são ‘rentáveis'”.

[Atualização – 3 de agosto de 2016, às 16:45] Informação sobre a Communauté chrétienne Sainte-Rita – Paris XVème , de seu próprio site: A associação Comunidade cristã Santa Rita – Paris XV foi criada após a saída do clero galicano. Seu objetivo é representar os fiéis, promover a liturgia e a missa católica romana, preservar a igreja e conservar a sua alma. O Padre De Tanoüarn, do Instituto do Bom Pastor, aceitou vir celebrar a missa todos os domingos às 16h. Ademais, a associação mantém a igreja, organiza uma sopa popular mensal, bem como exposições, conferências, concertos e outros eventos culturais, além da tradicional benção anual dos animais.

Fotos: Le Figaro

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