8 setembro, 2021

O verdadeiro grito dos excluídos.

Por FratresInUnum.com, 8 de setembro de 2021 — “A democracia é o consenso das cúpulas a ser acatado bovinamente pelo povo”. É esta a ideia que povoa a mente dos donos do poder. Eles não se conformam com o fato de que o povo queira se autodeterminar e, por isso, tentam suprimir inteiramente a existência política da população.

Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil

Como é possível que cadeias de televisão divulguem imagens de manifestações multitudinárias e coloquem, como legenda, que as mesmas são antidemocráticas? Se a democracia é, por definição, o governo do povo, o “lapso” só se justificaria pela existência de outra noção subjacente, por uma compreensão que delete a existência do povo e a substitua pelo mero consenso institucional de uma elite coesa. É disso que se trata!

Hoje, o poder da mídia foi definitivamente desmoralizado pelo povo. Ninguém mais acredita em nenhum desses desinformadores, que demonstraram ser apenas um órgão de informação do establishment para si mesmo. O presidente vem ao público pedir que os ministros do STF respeitem a constituição da qual são nomeados guardiães e é acusado de desrespeitar essa mesma constituição que ele está defendendo. Como é possível levar a sério este tipo de acusação?

A esquerda está acuada, já perdeu toda a credibilidade que lhe outorgava a mídia. Eles não têm mais nada, o povo desmantelou a farsa de democracia que eles insistiam em encenar. Agora, está mais fácil do que nunca perceber qual é a vontade verdadeiramente democrática!

Ontem, 7 de setembro de 2021, o Brasil testemunhou o verdadeiro “grito dos excluídos”. Não, não é este convocado pela CNBB, que pretende dar voz à revolução comunista. A iniciativa, como todos os anos, é fútil, é falida, é fracassada e é péssima. Este ano, chegou-se a incluir entre os contemplados “travestis, transexuais e religiões indígenas”.

O verdadeiro excluído, o banido, o relegado à inexistência é o povo brasileiro, a nossa brava gente, batalhadora, sofrida, cristã, raiz, conservadora. Eles são aqueles que sofrem preconceito, que são chamados de ignorantes, que são xingados de “gado” e, isso, por aqueles que vivem às suas custas e por muitos que deveriam pastoreá-los amorosamente.

A CNBB, como sempre, prefere ficar ao lado das cúpulas, da oficialidade chique e da classe intelectualizada das universidades esquerdistas. Essa instituição nunca esteve ao lado dos pobres nem da verdadeira luta pela libertação, sempre serviu-se do povo para emplacar o seu próprio projeto de uma “cristandade socialista”, algo como um círculo quadrado, em que seus prelados exerceriam o seu tão sonhado papel político.

Desdenhado por seus pastores, esnobado por aqueles que deveriam dar a vida para defendê-lo, o povo não tem para onde correr senão para os braços dos pastores pentecostais, cuja convocação para as manifestações de ontem foi imensamente bem-sucedida — o balde de água fria de Dom Walmor só foi notado pelos seus pares e não teve efeito algum, a não ser virar meme em grupos de WhatsApp.

A interface religiosa do evento de ontem mostra que a Igreja no Brasil fez a escolha de posicionar-se contra o seu povo e a favor dos seus opressores, o que redundará em grande deserção por parte dos fieis e na suicida atitude de atirar-se ela mesma no abismo da irrelevância. O povo não apenas desautorizou a mídia e as instituições da república a fingirem democracia, mas também mostrou que não é ingênuo quando o assunto é mexer com a sua fé em Jesus Cristo, mesmo quando isso supõe jogar no ostracismo os representantes da sua religião. “Deus, pátria e família” infelizmente não incluem mais a hierarquia católica, que preferiu dedicar-se a “ecologia, feminismo e revolução”.

Se o amor à verdade não os movesse à conversão, ao menos o medo de perder fiéis deveria movê-los, não fosse o seu fanatismo político a cegá-los de modo tão radical e obstinado. Nos próximos dias, certamente a CNBB lançará alguma nota manifestando de maneira ainda mais clara o seu distanciamento das ações mais incisivas solicitadas pelo povo ao presidente da república; e, mais uma vez, ninguém se importará: eles já se consagraram na posição do mais absoluto descrédito!

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6 setembro, 2021

A obrigação de ser esquerdista.

Por FratresInUnum.com, 6 de setembro de 2021 — O ódio do clero esquerdista contra os católicos conservadores já ultrapassou o limite do escândalo e tornou-se perseguição fanática. O monopólio do microfone é o meio pelo qual bispos e padres petistas destilam toda a sua intolerância sobre o povo em pleno altar. Hoje é quase insuportável ir a certas igrejas ou escutar determinados sermões: o clássico isentismo clerical deu lugar à mais escancarada propaganda política.

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Pelas redes sociais, leigos são atacados por padres que, em seu descontrole, perdem completamente a compostura e passam à explícita hostilização, ao ódio declarado.

Fenômenos de histeria podem ser facilmente observados através das reações de pânico que certos eclesiásticos demonstram em relação à pessoa do presidente da república. O respeito que tanto se pedia a quem “democraticamente eleito” foi sepultado nos tempos de Dilma Rousseff. Os únicos poderes que merecem proteção são o legislativo e o judicionário – ao executivo, a agressão é livre. Implicância infantil e raivosa, publicamente declarada, muitas vezes gratuita, reproduzindo falsificações da mídia e de toda a esquerda pirracenta.

Quem não sabe que os esquerdistas não admitem que ninguém esteja no poder, exceto eles? Os gritos de “fora Temer” antecederam muito ao “ele não”. Trata-se de birra pura e simples, mas que se tornou totalmente descontrolada, acelerada pelo ódio e também pelo medo.

O católico que defende os valores cristãos não se sente representado justamente por aqueles que se opõem a esses valores de maneira explícita. Como é possível concordar com políticos que defendem agendas incompatíveis com o catolicismo? Bolsonaro está longe de ser um presidente perfeito, mas é inegável que, dos que aí estão, desagrada e muito o establishment. O clero progressista finge que os partidos de esquerda são cristãos e os defende como se fossem arautos de uma nova cristandade.

Enquanto isso, os católicos permanecem desorientados e envergonhados. Padres e bispos de boa orientação permanecem inibidos, ao passo que os seus colegas comunistas difundem a ideologia do partidão a peito aberto, sem nenhum escrúpulo ou vergonha.

Massacrados, aturdidos, vexados, os católicos não se sentem representados pela sua própria religião e são recebidos de braços abertos por pastores pentecostais, com os quais compartilham a mesma cosmovisão. É preciso ser adivinho para perceber onde tudo isso vai terminar?

A Igreja de partido único, que adotou como único dogma a infalibilidade esquerdista, está perdendo completamente a sua credibilidade e, pela sua inflexibilidade, também está perdendo os fiéis.

Virou obrigatório ser esquerdista na Igreja Católica do Brasil. Não se admite a mínima variação à direita. E, na dúvida, os pastores não duvidam em sacrificar os fiéis. Todos são obrigados a engolir esquerdismo por todos os lados e professar os valores de esquerda de maneira explícita para ter aceitação e uma vida pacífica. O simples silêncio não basta, muito menos se tolera a militância oposta. É preciso pregar à esquerda, militar à esquerda, defender as bandeiras à esquerda para não ser cancelado por padres e bispos.

Obviamente, o cancelamento não se dá de maneira tão ideologicamente direta. Para justificá-lo, é preciso antes identificar mentirosamente o direitismo com o extremismo, com o nazismo, com o fascismo, com o supremacismo, com o racismo etc., para, então, tornar óbvio que é necessário fazer uma lavagem cerebral em quem pense diferente deles, ainda que os verdadeiros autoritários e ditadores estejam do lado que eles mesmos defendem.

O delírio dessas mentes chega a ser espetaculoso. Como podem inverter de tal modo a percepção da realidade? De certo modo, os bons e perseverantes fiéis compreendem que estes senhores são vítimas de algum tipo de psicopatologia e que não conseguem perceber as coisas de maneira diferente, que sofrem muito por causa dos monstros que eles mesmos concebem em sua imaginação celerada e que suas reações de ódio são profundamente agravadas pelo estímulo que atualmente recebem de autoridades na Igreja que pensam como eles e legitimam e até respaldam a sua reação histérica.

Contudo, é doloroso demais vermos um espetáculo tão desolador. O povo brasileiro entende muito bem o que está acontecendo, quem são os verdadeiros autoritários, onde está havendo abuso de poder e demanda uma reação pontual contra tais atrocidades. Enquanto isso, os seus pastores celerados se colocam ao lado dessa elite maligna e se posicionam justamente contra o povo e os pobres, fazendo com que eles tenham de apanhar dos dois lados.

Como foi possível chegarmos a este ponto? Foram décadas de doutrinação marxista nos seminários e congregações religiosas, décadas de lavagem cerebral no clero. Como prospectava Gramsci, a revolução cultural conseguiu transformar o marxismo num poder onipresente, que condiciona todo o modo de pensar. Mesmo que o PT esteja publicamente destruído e o Lula não consiga mais sequer andar com tranquilidade no nordeste, o petismo igrejeiro continua em pé, pois é fruto do fanatismo religioso e da manipulação emocional e psicológica.

Quando teremos o dia de independência da Igreja Católica no Brasil? Não sabemos. Mas, até lá, precisamos continuar firmes, pois o mal está intimamente instalado nas mentes dos nossos líderes e teremos de ser fortes para suportarmos o fardo de sermos odiados, como dizia Nosso Senhor, pelos nossos próprios pais.

2 setembro, 2021

Comunicado dos Superiores-gerais das Comunidades “Ecclesia Dei” sobre o motu proprio Traditionis Custodes.

Fonte: Rorate-Caeli | Tradução: FratresInUnum.com – 2 de setembro de 2021

“A misericória do Senhor se estende a toda carne”

(Eclesiástico 18, 13)

Os Institutos signatários querem, acima de tudo, reiterar seu amor pela Igreja e sua fidelidade ao Sant Padre. Este amor filial hoje está tingido de grande sofrimento. Sentimo-nos sob suspeita, margilizados, banidos. Todavia, não nos reconhecemos na descrição feita na carta que acompanha o Motu Proprio Traditionis Custodes, de 16 de julho de 2021.

Se dizemos que não temos pecado… ” (I João, 1, 8)

Não nos vemos, de forma alguma, como a “verdadeira Igreja”. Pelo contrário, vemos na Igreja Católica nossa Mãe, em quem encontramos a salvação e a fé. Estamos lealmente submetidos à jurisdição do Sumo Pontífice e dos bispos diocesanos, como demonstrado pelas boas relações nas dioceses (e as funções de conselheiros presbiterais, arquivistas, chanceleres e oficiais que foram encarregadas a nossos membros) e o resultado das visitações canônicas ou apostólicas dos últimos nos. Nós reafirmamos nossa adesão ao magistério (incluindo o do Vaticano II e o que o segue) segundo a doutrina da Igreja relativa ao assentimento que lhe é devido (cf. em particular Lumen Gentium, n ° 25,  e Catecismo da Igreja Católica n ° 891 e 892), como evidenciado pelos numerosos estudos e teses doutorais elaboradas por diversos de nós nos últimos 33 anos.

Algum erro foi cometido? Estamos prontos, como todo cristão, para pedir perdão se algum excesso de linguagem ou desconfiança da autoridade possam ter se introduzido em um ou outro membro. Estamos prontos a nos converter se  o espírito de partidarismo ou orgulho tenha manchado nossos corações

“Cumpre teus votos para com o Senhor” (Salmos 49, 14)

Pedimos por um diálogo humano, pessoal e de confiança, longe de ideologias ou da frieza de decretos administrativos. Gostaríamos de poder encontrar alguém que será para nós o rosto materno da Igreja. Gostaríamos de poder dizer-lhe sobre nosso sofrimento, as angústias, a tristeza de muitos fiéis leigos por todo o mundo, mas também dos padres, religiosos e religiosas que entregaram suas vidas confiando nas palavras dos papas João Paulo II e Bento XVI. 

A eles foi prometido que “todas as medidas seriam tomadas para garantir a identidade de seus Institutos na plena comunhão da Igreja Católica” [1]. Os primeiros Institutos aceitaram com gratidão o reconhecimento canônico oferecido pela Santa Sé, em pleno vínculo com a tradicional pedagogia da fé, particularmente no campo litúrgico (baseado no Memorando de Entendimento de 5 de maio de 1988, firmado pelo Cardeal Ratzinger e Dom Lefebvre). Este compromisso solene foi expresso no Motu Proprio Ecclesia Dei, de 2 de julho de 1988; a seguir, de maneira diversa para cada Instituto, no decreto de ereção e em suas constituições aprovadas em definitivo. Os religiosos, religiosa e padres pertencentes a nossos Institutos fizeram seus votos ou compromissos segundo essas especificidades. 

É desta forma que, confiando na palavra do Sumo Pontífice, eles deram suas vidas a Cristo para servir a Igreja. Esses padres e religiosos e religiosas serviram a Igreja com dedicação e abnegação. Podemos privá-los do que a Igreja lhes prometeu pela bocas dos Papas?

Tende paciência comigo!” (Mt 18. 29)

O Papa Francisco “encoraja os pastores da Igreja a ouvi-los com sensibilidade e serenidade, com sincero desejo de compreender suas aflições e pontos de vista, a fim de ajudá-los a viver melhor e reconhecer seu lugar próprio na Igreja”. (Amoris Laetitia, 312). Ansiamos poder confiar as angústias que vivemos a um coração de pai. Precisamos ser ouvidos com boa vontade, não condenações anteriores ao diálogo.

O juízo rude cria um sentimento de injustiça e produz ressentimento. A paciência abranda os corações. Precisamos de tempo.

Hoje ouvimos falar de visitações apostólicas disciplinares a nossos Institutos. Pedimos por encontros fraternos, onde podemos explicar quem somos e as razões de nossa ligação a certas formas litúrgicas. Acima de tudo, queremos um diálogo verdadeiramente humano e misericordioso: “Tende paciência comigo!”.

Circumdata varietate” (Salmos 44:10)

Em 13 de agosto, o Santo Padre afirmou que em matérias litúrgicas “a unidade não é uniformidade, mas harmonia multifacetada criada pelo Espírito Santo” [2]. Aspiramos dar nossa modesta contribuição a essa unidade harmoniosa e diversa, cientes que, como ensina a Sacrosanctum Concilium, “a liturgia é o cume para o qual a atividade da Igreja está dirigida; ao mesmo tempo, é a fonte da qual emana seu poder”. (SC, n ° 10).

Com confiança, voltamo-nos primeiramente aos bispos da França para que seja aberto um diálogo e que um mediador seja indicado, sendo para nós a face humana deste diálogo. Nós devemos “evitar juízos que não levam em conta a complexidade de várias situações… Trata-se de alcançar a todos, de precisar ajudar a cada pessoa encontrar a sua própria forma de participar na comunidade eclesial e, asim, experimentar seu tocado pela “imerecida, incondicional e gratuita misericórdia” (Amoris Laetitia, n ° 296-297).

Dado em Courtalain, França, 31 de agosto de 2021

Pe. Andrzej Komorowski, Superior-Geral da Fraternidade São Pedro.  

Mons. Gilles Wach, Prior Geral do Instituto de Cristo Rei e Sumo Sacerdote

Pe. Luis Gabriel Barrero Zabaleta, Superior Geral do Instituto do Bom Pastor

Pe. Louis-Marie de Blignières, Superior Geral da Fraternidade São Vicente Ferrer

Pe.. Gerald Goesche, Reitor Geral do Instituto de São Felipe Nery

Pe. Antonius Maria Mamsery, Superior Geral dos Missionários da Santa Cruz

Dom Louis-Marie de Geyer d’Orth, Padre Abade da Abadia de Santa Madalena do Barroux

Fr.  Emmanuel-Marie Le Fébure du Bus,  Padre Abade dos Cônegos da Abadia de Lagrasse

Dom Marc Guillot, Padre Abade da Abadia de Santa Maria de la Garde

Madre Placide Devillers, Abadessa da Abadia de Nossa Senhora da Anunciação do Barroux

Madre Faustine Bouchard, Priora das Canonisas de Azille 

Madre Madeleine-Marie, Superiora das Adoradoras do Coração Real de Jesus  Sumo Sacerdote 

30 agosto, 2021

Ebook – Contradictionis Custodes.

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27 agosto, 2021

Restrições à missa tradicional são retrocesso, diz arcebispo argentino.

LA PLATA, 25 ago. 21 / 04:15 pm (ACI).- O arcebispo emérito de La Plata, na Argentina, dom Héctor Aguer, disse que as restrições à missa tradicional estabelecida pelo motu proprio Traditionis custodes do papa Francisco não são um avanço, mas um “lamentável retrocesso”.

aguer“O atual pontífice declara que deseja avançar ainda mais na constante busca da comunhão eclesial (prólogo da Traditionis custodes) e para tornar efetivo esse propósito elimina a obra dos seus predecessores, colocando limites arbitrários e obstáculos àquilo que eles estabeleceram com intenção ecumênica intra-eclesial e respeito pela liberdade de sacerdotes e fiéis! Promove a comunhão eclesial ao contrário. As novas medidas implicam um lamentável retrocesso”, escreveu o prelado em um artigo enviado à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI, em 23 de agosto.

Dom Héctor afirmou que, com o novo texto pontifício, a decisão de autorizar ou não o uso do missal de 1962 “fica nas mãos dos bispos diocesanos” e, nesse sentido, “começa tudo de novo”.

“Tememos que os bispos sejam avaros na concessão das licenças. Muitos bispos não são Traditionis custodes, mas traditionis ignari (ignorantes), obliviosi (esquecidos), e pior ainda traditionis evertores, destructores”, continuou.

Dom Héctor questionou se, “para aqueles que já se serviam da forma extraordinária do rito romano”, ou seja, que usavam o missal de 1962, “não bastava a vigilância ordinária dos bispos e a eventual correção dos infratores? Era preciso ser caridoso e paciente com os rebeldes”.

Para o arcebispo emérito, “a limitação de lugares e dias para celebrar segundo o missal de 1962 (Art. 3, §2 e §3) são restrições injustas e antipáticas”. Além disso, “o artigo 3º, nº 6, é uma restrição injusta e dolorosa, porque impede que outros grupos de fiéis possam gozar da participação da missa celebrada segundo o missal de 1962”.

Entre as disposições do documento pontifício publicado em 16 de julho, o papa estabelece que o bispo é quem pode autorizar os sacerdotes que queiram celebrar a missa nessa forma, ou seja, com o missal de 1962, bem como onde e quando poderão ser as celebrações, desde que não sejam em igrejas paroquiais, e que os grupos de fiéis que nelas participam terão um sacerdote delegado que os acompanhará pastoralmente.

O texto pontifício, no nº 6 do artigo 3º, também afirma que o bispo diocesano não autorizará a criação de novos grupos que desejem celebrar a missa tradicional em latim.

Abusos litúrgicos

“Sei que muitos jovens das nossas paróquias estão cansados dos abusos litúrgicos que a hierarquia permite sem corrigi-los. Desejam uma celebração eucarística que garanta uma participação séria e profundamente religiosa. Não há nada de ideológico nesta aspiração”, escreveu dom Héctor.

“Também acho antipático que o sacerdote que já tem permissão e uma prática correta deva pedir permissão novamente (art. 5.) Não será esse um artifício para tirar sua permissão? Eu acho que deve haver vários bispos (novos, por exemplo) que farão resistência antes de concedê-la”, afirmou.

O artigo 5º da Traditionis custodes estabelece que “os presbíteros que já celebram segundo o Missale Romanum de 1962, pedirão ao bispo diocesano autorização para continuar a manter aquela faculdade”.

Dom Aguer afirmou que “todas as disposições da Traditionis custodes seriam tranquilamente aceitáveis se a Santa Sé prestasse atenção ao que eu chamo de ´devastação da liturgia`, que se verifica em múltiplos casos”.

Como exemplo, ele falou do que “acontece na Argentina. Em geral, é bastante comum que a celebração eucarística assuma um tom de banalidade, como se fosse uma conversa que o sacerdote mantém com os fiéis e na qual a sua simpatia é fundamental. Em certos lugares, torna-se uma espécie de show presidido pelo ´animador`, que é o celebrante, e a missa das crianças vira uma festinha, como aquelas de aniversário”.

“Em virtude desse critério, desapareceram os cantos latinos que as pessoas simples acostumavam cantar nas paróquias, como o ´Tantum ergo` na bênção eucarística. A falta de correção dos abusos leva ao convencimento de que ´agora a liturgia é assim`”, lamentou.

Segundo dom Héctor, para corrigir os abusos bastaria “simplesmente fazer cumprir o que o Concílio determinou, com sabedoria profética: ´que ninguém, ainda que seja sacerdote, acrescente, tire ou troque qualquer coisa por iniciativa própria na liturgia`”.

“Não se pode negar que a celebração eucarística perdeu precisão, solenidade e beleza. E em muitos casos o silêncio desapareceu. A música sagrada mereceria um capítulo à parte”, acrescentou.

O latim

Dom Héctor Aguer lembrou que “o latim foi, durante séculos, o vínculo de unidade e comunicação na Igreja do ocidente. Atualmente, não só foi abandonado, como também odiado. O seu estudo é negligenciado nos seminários, precisamente porque não acham isso útil”.

“Não percebem que, assim, o acesso direto aos Padres da Igreja do ocidente se fecha”, embora eles sejam “muito importantes para os estudos teológicos: penso, por exemplo, em santo Agostinho e são Leão Magno, ou em autores medievais como santo Anselmo e são Bernardo. Acho que isso simboliza essa situação de pobreza cultural e ignorância voluntária”.

Sempre “celebrei com a maior devoção que pude o rito vigente na Igreja universal”, disse dom Héctor. “Sendo arcebispo de La Plata, todos os sábados, no seminário maior são José, costumava cantar em latim a oração eucarística, usando o lindo missal publicado pela Santa Sé”, acrescentou.

“Tínhamos formado, segundo a recomendação do Concílio Vaticano II na constituição Sacrosanctum Concilium nº 114, uma ´Schola Cantorum`, que foi eliminada quando me retirei”, afirmou.

Dom Héctor disse que o Concílio Vaticano II incentiva o uso da língua latina nos ritos latinos, “salvo direito particular”. “Infelizmente”, disse o prelado, “o ´direito particular` aparentemente é o de proibir o latim, como de fato foi feito. Quem se atreva a propor uma celebração em latim é considerado um alienado, um troglodita imperdoável”.

“Parece que o juízo da Igreja, através da sua máxima instância, sobre o desenvolvimento da vida eclesial é feito com dois pesos e duas medidas: tolerância, e inclusive estima e identificação com as posições heterogêneas em relação à grande Tradição (´progressistas`, como elas são chamadas) e distância ou desgosto em relação às pessoas ou grupos que cultivam uma posição ´tradicional`”.

O arcebispo emérito de La Plata concluiu lembrando “o intuito de um célebre político argentino que declarou drasticamente: ´para os amigos, tudo; para o inimigo, nem a justiça`. Digo isso com o máximo respeito e amor, mas com uma imensa pena”.

25 agosto, 2021

O ponto era quando isso iria acontecer, não se aconteceria.

Por Chiesa e post concilio | Tradução: FratresInUnum.com, 25 de agosto de 2021 — O ponto era quando isso iria acontecer, não se aconteceria. O que será anunciado e referido em seguida se liga à novena iniciada pelos Superiores da FSSP (Fraternidade Sacerdotal São Pedro) da qual falamos anteriormente: Traditionis Custodes é apenas a “sacudida premonitória” do terremoto que vai acontecer? Estamos na parte da aplicação do Motu Proprio.

As comunidades “Ecclesia Dei” ou fraternidades ligadas à missa antiga foram convocadas a Roma para setembro que vem. E isso diz respeito à FSSP (Fraternidade Sacerdotal São Pedro), ao ICRSS (Instituto Cristo Rei) e ao IBP (Instituto do Bom Pastor). Há preocupação entre os fiéis da tradição por aquilo que poderia ser o próximo passa depois da devastação de Traditionis Custodes, cujas disposições deixam abertas muitas interrogações.

Declarações de observadores americanos sobre a situação: “alguém podia pensar que tudo se terminaria com Traditionis Custodes? Lembram dos Franciscanos da Imaculada? Ninguém tomou publicamente a sua defesa. Provavelmente, o Papa sabe que lhe resta pouco tempo e não quer desperdiçá-lo”.

Em relação aos interpelados (os Institutos tradicionalistas): “Terão perdido a espinha dorsal ou terão coragem de defender o ensinamento constante da Santa Igreja Católica e Apostólica, também sob a ameaça de sanção? Continuarão a combater o bom combate?”.

Nota do FratresInUnum: Será que a Administração Apostólica São João Maria Vianney passará ilesa? (Tomara que sim!) Caso haja restrições, Dom Rifan irá ceder ou voltará à resistência, reconhecendo que toda a sua política de diplomacia fracassou? Quem viver, verá!

14 agosto, 2021

O ecumenismo de São Maximiliano Maria Kolbe.

São Maximiliano Maria Kolbe.

São Maximiliano Maria Kolbe.

“Não há maior inimigo da Imaculada e de Seu Reinado que o ecumenismo de hoje, o qual todo Cavaleiro [da Imaculada] deve não só combater, mas também neutralizar, por uma ação diametralmente oposta e, finalmente, destruir” (S. Maximiliano Maria Kolbe).

Créditos: A Catholic Life 

Publicação original em 22/10/2013

Leia também:

Na festa de São Maximiliano Maria Kolbe: “Só vós destruístes todas as heresias no mundo inteiro”.

10 agosto, 2021

O que mais preocupa o papa não são os múltiplos fenômenos de autodestruição que sacodem a Igreja.

Carta de Bernard Antony ao Papa Francisco.

Fonte: Le Salon Beige *

Papa Francisco,

Sem sombra de dúvida, com o vosso Motu proprio Traditionis Custodes, tudo indica que, ao lê-lo atentamente, acabastes de perpetrar até agora o ato mais decisivo de vosso pontificado.

Com efeito, para vós, papa reinante, não deve significar nada decidir anular a medida essencial, promulgada em 2007 por vosso predecessor: o Motu próprio Summorum Pontificum.

Sobretudo, enquanto esse último, o papa emérito Bento XVI, tão admirado, na Igreja e fora dela, por sua luminosa inteligência e fé, ainda esteja vivo, levando não longe de vós, no próprio Vaticano, uma vida reclusa na oração e meditação pelo futuro da Igreja. Sobretudo, também, porque a elaboração desse Motu proprio se inscrevera, manifestadamente, na continuidade da vontade pacificadora e de renovação da diversidade litúrgica desejada por São João Paulo II.

Papa Francisco, no dia seguinte a vossa eleição à Sé de Pedro, emitistes maliciosamente para a imprensa que vos reconheceis como sendo um “poco furbo”, ou seja, “astuto” em língua francesa[1]. Isso reforçava a legitimidade, que pertence a todo fiel, de não acolher com uma incondicional submissão todos os fatos e gestos do papa. Quanto mais porque exprimistes também a importância que dais à Praxis, essa palavra específica do vocabulário marxista-leninista que designa a preponderância da ação sobre o pensamento.

E, além do mais, todos os observadores, de direita ou de esquerda, de vossa carreira na Igreja até vossa eleição concordam em dizer que a preocupação pela liturgia não era uma de vossas preocupações maiores.

Papa Francisco, hoje, não há uma única pessoa que creia seriamente que é realmente por conta da preocupação com a unidade litúrgica que fizestes degringolar sobre a igreja vosso Motu proprio Traditionis Custodes. As pessoas, ao contrário, se recordam de vossos fatos e gestos em favor de toda a diversidade de diferentes cultos das religiões pagãs, consagradas à Pachamama, na Amazônia ou ao Grande Manitu, na América do Norte.

Não, seguramente, não é uma paixão pelo unitarismo litúrgico que pôde motivar vossa decisão de pronunciar desta forma uma proibição maior contra a liberdade da liturgia tradicional da Igreja católica, ou seja, contra a Missa secular, dita de São Pio V, à qual estão ligados um número crescente de fiéis da Igreja latina através do mundo, visto que ela é para eles a mais luminosa expressão da renovação do Sacrifício de Cristo sobre o altar.

Realmente não cremos, Papa Francisco, que não é somente por uma razão de unificação litúrgica que fulminastes essa verdadeira proibição violenta da liberdade de culto tradicional restabelecido por vosso predecessor.

Não, vossa proibição, vosso ukaz, é fato de uma decisão principalmente política, maduramente refletida, é fato, também, de vossa aversão, tão frequentemente inscrita em vosso rosto, em relação àqueles que não seguem vossa política. Ora, com efeito, com frequência, estes são ligados também à conservação dos dogmas e do patrimônio civilizatório da Igreja católica.

Papa Francisco, desde vossa militância na Organización Única del Trasvasamiento Generacional (OUTG), movimento da juventude peronista, manifestastes claramente vossas predileções políticas.

As pessoas também se recordam de vossa tão ostensiva compaixão pelo ditador comunista Fidel Castro, esse carrasco cruel não somente de seus inimigos, mas de tantos de seus companheiros de combate, como o poeta Armando Valladares

Porém, vossa política mais aflitiva fora a do “abandono-traição” da Igreja fiel da China, tão denunciada com estas palavras pelo heroico Cardeal Zen, arcebispo emérito de Hong Kong: Igreja entregue por um acordo à completa submissão à férula do partido comunista de Xi-Jinping.

E sonhas, papa Francisco, em ser convidado por esse gigantesco ditador. Todavia, para esse último, após ter-lhe concedido tudo, até mesmo não reagido diante da falsificação das escrituras exigida pelo partido, substituídas por textos maoistas, agora não serves para mais nada!

Papa Francisco, os argumentos que utilizas contra os fiéis da liturgia tradicional para justificar sua proibição são precisamente indignos! Eles revelam tristes procedimentos de manipulação e amalgamas.

Lembrai-vos: declarastes aos jornalistas, em um avião que vos conduzia a Roma: “Mas quem sou eu para julgar?”

Logo, quem sois vós, então, para julgar, hoje, como fizestes, conforme esse relatório de bispos inquisitoriais-tchekistas, os fiéis das missas tradicionais? São desprezíveis por que entre eles se encontram mais famílias numerosas? Por que é entre eles que surgem cada vez mais vocações? Por que é entre eles, em suas famílias, na maioria das vezes, muito pouco afortunadas, que as pessoas se sacrificam para que os filhos sejam criados em escolas de convicção católica? Por que é em suas paróquias que se acolhe tão frequentemente africanos em busca de uma boa educação cristã para seus filhos? Por que é nessas paróquias que as pessoas não rejeitam, mas amam, os heróicos convertidos do islã?

É certo que, papa Francisco, é pelos imigrantes muçulmanos que manifestastes ostensivamente vossa caridade preferencial.

A propósito do islã, fostes, além do mais, professar em Abu-Dhabi o surpreendente propósito, segundo o qual a diversidade de religiões é fato da vontade divina.

E eis, portanto, que, hoje, manifestastes que, para vós, não pode haver diversidade no seio da Igreja católica, se se trata de manter essa secular liturgia!

O que mais vos preocupas dentre os múltiplos fenômenos de autodestruição que sacodem a Igreja não seria, porém, o cisma de fato da Igreja alemã, tal como moldado ao longo dos anos por vosso querido amigo, o cardeal Marx. Não seria a forte afluência das redes LGBTQ até no Vaticano. Não seria a persistência, e até o renascimento da missa codificada outrora por vosso predecessor, São Pio V. Seria o fato de que, todos os anos, sai um grande número de jovens padres das comunidades onde ela é celebrada.

Papa Francisco, do vosso chocante Motu proprio tiramos a triste confirmação de que sois um ideólogo e um dialético, um grande Divisor. E, a verdade seja dita, um homem mau. Certamente, sois o papa, e os fiéis não têm a escolha senão de esperar que a Divina Providência tenha por bem fazer com que vosso sucessor seja melhor.

 

[1] Rusé: astuto, esperto.

* Nosso agradecimento a um caro leitor pela gentileza e caridade da tradução.

9 agosto, 2021

As pedras clamarão.

Por Dom Carlo Maria Viganò

Dico vobis quia si hii tacuerint, lapides clamabunt. Digo-vos que, se eles se calarem, clamarão as próprias pedras.” (Lc 19, 40)

Archbishop_Carlo_Maria_ViganoTraditionis custodes: essas são as primeiras palavras do documento com o qual Francisco cancela imperiosamente o Motu Proprio prévio Summorum Pontificum de Bento XVI. O tom quase zombeteiro da citação bombástica de Lumen Gentium não escapou à atenção: ao mesmo tempo em que Bergoglio reconhece os Bispos como guardiões da Tradição, ele os pede para obstruir a mais alta e mais sagrada expressão de oração desta. Qualquer um que tente encontrar nas entrelinhas do texto algum subterfúgio para contornar o texto deve saber que o rascunho enviado à Congregação para a Doutrina da Fé para revisão era extremamente mais drástico do que o texto final: uma confirmação, se ainda fosse necessária, de que nenhuma pressão especial foi necessária por parte dos inimigos históricos da Liturgia Tridentina – começando com os acadêmicos de Santo Anselmo – para convencer Sua Santidade a usar sua mão no que ele faz de melhor: a demolição. “Ubi solitudinem faciunt, pacem appellant”. Eles fazem uma desolação e chamam de paz. (Tacitus, Agricola)

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7 agosto, 2021

Ditadura soviética na Igreja? A espionagem de Bergoglio.

Por FratresInUnum.com, 7 de agosto de 2021 – Não existe ditadura sem um potente serviço de espionagem; e não poderia ser diferente no bergolioperonismo. Agora, depois de derrogar autoritariamente as disposições tomadas por Bento XVI acerca da Missa de Sempre – pior: enquanto ele ainda vive –, chegam vozes de que está armando uma central de espionagem eclesiástica.

As informações chegam do LifeSiteNews. “Em conversas com diferentes fontes – todos especialistas vaticanos ou membros do Vaticano que quiseram permanecer anônimos – LifeSite foi informado de que o Papa Francisco pretende levar à prática o seu Motu Proprio Traditiones Custodes, destinado essencialmente a suprimir a Missa latina tradicional, servindo-se de um sistema de espionagem e sobretudo do chefe da Congregação dos religiosos, o cardeal João Braz de Aviz. Braz de Aviz traz consigo uma história de dura perseguição para com comunidades religiosas orientadas à tradição, em particular os Franciscanos da Imaculada”.

Duas fontes disseram que o papa usará um “sistema de espionagem” ou uma “rede de espionagem”: “Usarão o sistema de espionagem. Por todos os lados existem os demasiadamente zelosos que referirão a Roma que se celebra o rito antigo neste ou naquele lugar ou que acusarão aqueles bispos que não intervêm”. “As informações recolhidas por estes ‘espiões’, prosseguiu a fonte, serão utilizadas contra aqueles bispos que já são considerados antipáticos”.

Uma das fontes afirmou: “Penso que o papa punirá da maneira possível qualquer bispo que o desafiar diretamente. Ele usou as suas redes de espionagem com bons resultados durante toda a sua carreira, sem jamais parar”. “Esta mesma fonte pensa que o papa poderia também usar as acusações de acobertamento de abusos sexuais como instrumento para fazer calar os bispos resistentes”.

“Um observador vaticano disse que, por hora, durante o verão (europeu) ‘não acontecerá nada’ e que será difícil dizer que coisa acontecerá. Mas é claro que ‘o Vaticano é um regime e é obvio que Bergoglio queira eliminar a Missa traducional’. Este papa, prosseguiu a fonte, ‘tem um ódio ideológico profundamente radicado’ contra essa Missa, e é ‘um homem de poder agressivamente autocrático, que não aceita oposição”.

Todas essas informações mostram o caráter verdadeiramente despótico de Francisco. O qual, de resto, já é abundantemente conhecido por todos. Contudo, a informação nos parece bastante exagerada e propositalmente plantada para inibir a resistência, a fim de que a própria militância católica desista de lutar, caindo na paranoia persecutória.

É verdade que Francisco é um déspota. É verdade que ele detesta qualquer coisa que seja católica e tradicional. É verdade que ele escreveu este Motu Proprio com a intenção de exterminar completamente a Missa de Sempre. Mas não é verdade que ele tenha tanto poder assim. Ele age mais pela imposição do medo do que pela realidade da sua própria força.

Todas as agendas que ele tem perseguido desde o primeiro dia do seu pontificado fracassaram exemplarmente. Ele não teve coragem nem de dizer claramente que queria mudar a disciplina acerca da Sagrada Comunhão para os recasados; teve que colocá-lo criptograficamente numa nota de rodapé, disposto a sair correndo quando qualquer um lhe perguntasse algo mais explícito (os dubia não foram respondidos até hoje, ato que mostra muito da sua covardia). O mesmo aconteceu com os viri probati do Sínodo da Amazônia, com as diaconisas da comissão que ele montou, com a intercomunhão para os luteranos etc. etc.

Francisco foi feito de trouxa no Chile, saiu defendendo um pedófilo e depois descobriu que foi enganado. E nem precisamos falar sobre o affaire de Becciu ou sobre a esquisitíssima visita apostólica que ele ordenou na Congregação para o Clero, dando uma saída desonrosa para um de seus maiores apoiadores, o cardeal Stella. O seu pontificado termina com uma imensa marca de fracasso, ainda mais aprofundado pela pandemia, que terminou de relegar ao vazio todo o seu inócuo magistério.

É verdade que, entre um e outro copo de Whisky, o cardeal Aviz suprima alguma congregação, mas isso pode acontecer com qualquer instituto religioso – ao menos com os pobres, pois há certas instituições ricas por aí que nem visita apostólica consegue abalar. Tudo é questão de coragem e de postura! – E, é claro, de alguns presentinhos de grife e de alguns envelopes recheados de generosidade.

Se naqueles anos de chumbo de Paulo VI teve padre que enfrentou a oposição e continuou celebrando a Missa de Sempre até hoje, por que, agora, com a autoridade erodida de Francisco, a coisa seria diferente?… Essas fofocas vaticanas parecem mais hipérboles destinadas a provocar retração do que qualquer coisa de séria. Não porque Francisco não o queira, mas simplesmente porque não o pode: ele está com o intestino costurado por uma cirurgia, está velho e nem a sua ruindade pode reverter nada disso. O que ele fez foi assinar um papel, que nem foi ele sequer que escreveu, cheio de coisas contraditórias e inobserváveis, e o máximo que terá são futricas de efeminados mexeriqueiros que abundam pelas conferências episcopais a cuidar da vida das outras e liturgistas lunáticos a cuspir regras pelas sacristias. C’est tout!

A União Soviética tinha exército, tinha dinheiro, tinha um serviço secreto de verdade. Bergoglio tem um Vaticano falido e desmoralizado, com oficiais que estão querendo pegar parceiros homossexuais através de aplicativo de paquera gay, e um monte de velho progressista disperso. Talvez haja alguma punição exemplar aqui ou ali, mas não há fôlego para tanta intervenção. Os dias de glória deste pontificado ficaram no passado, muito no passado!

Os padres que continuem em santa paz celebrando a sua Missa, os bispos que permaneçam estáticos em sua desimportância, e tudo seguirá “como dantes no quartel de Abranches”.

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