13 setembro, 2018

Santa Missa pelo 50º aniversário de falecimento de São Padre Pio na Catedral de Santo Amaro, SP.

11 setembro, 2018

O Grande Acusador.

Atualmente, parece que o Grande Acusador [Satanás] está solto e está atacando os bispos. Ele tenta exibir publicamente os pecados dos bispos, para que as pessoas fiquem escandalizadas.

Homilia do Papa Francisco na manhã de hoje, 11 de setembro de 2018, em sua missa diária na capela da Casa Santa Marta. 

 

Ou seja, devemos entender, então, que o correto seria… acobertar?

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11 setembro, 2018

O Arcebispo Viganò será punido por ter dito a verdade?

Por Roberto de Mattei, Corrispondenza Romana, 05 de setembro 2018 | Tradução: FratresInUnum.com – O arcebispo Carlo Maria Viganò, que revelou a existência de uma rede de corrupção no Vaticano, pondo em dúvida os responsáveis, a começar pelas autoridades eclesiásticas supremas, será punido por dizer a verdade? O Papa Francisco está examinando tal possibilidade – a ser verdade, conforme confirmaram várias fontes –, tendo consultado o cardeal Francesco Coccopalmerio e alguns outros canonistas, para estudar as possíveis sanções canônicas a serem infligidas contra o arcebispo, começando por sua suspensão a divinis.

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Cardeal Coccopalmerio

Se a notícia for confirmada, seria de extrema gravidade e até um pouco surreal, porquanto o “expert” convocado para sancionar Mons. Viganò seria o cardeal Coccopalmerio, acusado pelo ex-núncio nos Estados Unidos de fazer parte do “lobby homossexual” que domina o Vaticano.

Não podemos nos esquecer, além disso, que o secretário do referido cardeal, Mons. Luigi Capozzi, está envolvido em um caso de orgias homossexuais, no qual a posição de seu superior ainda precisa ser esclarecida. Mas o problema de fundo naturalmente é outro. A Igreja Católica, como uma sociedade visível, tem um Direito penal, que é o direito que Ela possui para punir os fiéis que violarem a sua lei.

A este respeito, cumpre distinguir entre pecado e crime. O pecado diz respeito a uma violação da ordem moral, enquanto o crime é uma transgressão da lei canônica da Igreja, que é naturalmente diferente da lei civil dos Estados.

Todos os crimes são habitualmente pecados, mas nem todos os pecados são crimes. Há crimes comuns à legislação civil e canônica, como o crime de pedofilia, mas outros crimes são atinentes apenas ao Direito canônico, e não ao Direito penal dos Estados.

A homossexualidade e o concubinato, por exemplo, não são considerados crimes pela maioria dos Estados contemporâneos, mas permanecem crimes graves para os membros do clero que neles incorrem, os quais são, como tais, sancionados pelo Direito canônico. De fato, o crime não é toda ação externa que viola uma lei, mas apenas aquelas violações da lei para as quais é prevista uma sanção, segundo o princípio da nullum crimen, nulla pena sine lege.

O Código de Direito Canônico – como recordou recentemente o padre Giovanni Scalese em seu blog Antiquo Robore – considera crime não somente o abuso contra os menores, mas também outros pecados contra o sexto mandamento, como o concubinato e situações escandalosas, que incluem a homossexualidade (Cânone 395 do Novo Código).

Essas distinções não parecem claras ao Papa Francisco, que proclama “tolerância zero” para os crimes da legislação civil, como a pedofilia, mas invoca o “perdão” e a misericórdia para os “pecados da juventude”, como a prática homossexual, esquecendo que este crime está incluído na legislação penal da Igreja. Além de, logo após, ele cair em contradição: as leis da Igreja são invocadas não para punir o clero imoral, mas quem denuncia a imoralidade do clero, como corre o risco de contecer no caso de Mons. Carlo Maria Viganò, que em seu testemunho nada fez senão agir na linha dos reformadores da Igreja, de São Pedro Damião a São Bernardino de Sena, grandes fustigadores da sodomia.

Qual é a razão da punição canônica que se desejaria aplicar ao corajoso arcebispo? Como na fábula de Fedro, o Papa Francisco poderia responder: “Não preciso dar razões; eu o castigo quia nominor leo, porque sou o mais forte.”

Mas quando a autoridade não é exercida para servir à verdade, ela se torna abuso de poder, e a vítima desse abuso ganha um poder moral que ninguém lhe pode arrebatar: o poder da Verdade. Neste momento trágico da vida da Igreja, a primeira coisa que não apenas os católicos, mas a opinião pública de todo o mundo pedem aos clérigos, é de “viver sem mentiras”, para usar o famoso dito de Soljenítsin. O tempo das ditaduras socialistas acabou e a verdade está destinada a prevalecer.

10 setembro, 2018

A cloaca clerical homo comunista.

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9 setembro, 2018

Foto da semana.

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Após uma série de atos públicos de apostasia, os Católicos argentinos realizaram no dia de ontem, festa na Natividade da Santíssima Virgem Maria, diversos atos públicos de renovação das promessas do batismo.

8 setembro, 2018

Coluna do Padre Élcio: “Quem se humilha será exaltado”.

Evangelho do 16º Domingo depois de Pentecostes – S. Lucas, XIV, 1-11.

Por Padre Élcio Murucci, 8 de setembro de 2018 – FratresInUnum.com

Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

O Santo Evangelho de hoje oferece-nos dois pontos de meditação: a cura do homem hidrópico em dia de sábado; e a parábola para ensinar a humildade. Consideremos este último. Para estarmos enraizados na caridade, é indispensável que o estejamos igualmente na humildade, pois só quem é humilde é capaz de amar verdadeiramente a Deus e ao próximo. Nosso Senhor Jesus Cristo dá-nos uma lição prática de humildade, condenando a caça aos primeiros lugares.

sagrado coração de jesusNão se sabia então o que era a humildade. Jesus mostra aos fariseus as humilhações do orgulho e as vantagens da humildade. No céu, como na terra, os humildes terão sempre o primeiro lugar. Os verdadeiros humildes não se enganam sobre o sentido desta parábola. Chamados ao primeiro lugar no banquete que Deus dá aos seus futuros eleitos, no grande vestíbulo da Igreja, eles vão, de si mesmos, colocar-se no último, onde se acham mais a vontade para cuidar da sua salvação eterna. À hora da morte, virá então dizer-lhe o Pai de família – “Amigo, assenta-te mais para cima”.

Ouçamos o comentário de São Bernardo: “Coloquemo-nos no último lugar, pois nenhum prejuízo nos pode vir pelo fato de nos humilharmos e nos julgarmos inferiores ao que na realidade somos. Todavia é um dano terrível e um mal enorme querermos nos elevar nem que seja uma só polegada acima do que somos, e preferir-nos a uma só pessoa. Assim como para passar por uma porta muito baixa não nos prejudica inclinarmo-nos demasiadamente, mas prejudica-nos muitíssimo levantarmo-nos um só dedo acima da trave; de igual modo não há motivo para temermos humilhar-nos demasiado, mas devemos temer e aborrecer o mais pequeno movimento de presunção”.

A humildade reside propriamente no coração, isto é, na vontade. Jesus exorta-nos a aprender d’Ele que é humilde de coração. Santa Teresa d’Ávila diz  que a humildade é a verdade. Sem dúvida, porque ela nos faz ver o nosso nada e a nossa profunda abjeção, ou seja, o que realmente corresponde à realidade. O conhecimento próprio é, na verdade, uma preparação para a humildade propriamente dita. Para haver a VIRTUDE DA HUMILDADE, é necessário, além da verdade (adequação de uma coisa com a razão) que haja justiça comutativa, que manda dar, ou atribuir  a cada um o que realmente lhe é devido. Portanto, além da razão humana é mister entrar a fé. Para que alguém seja humilde de coração é preciso que aceite como devidas a si, que é um nada pecador, as humilhações. Assim desprezamos a nós mesmos com toda sinceridade de nosso coração. Somos dignos de desprezo e devemos amar a nossa abjeção para que sobressaia mais a grandeza de Deus. Ademais, devemos desejar que todo mundo entre nos mesmos sentimentos a nosso respeito, e nos julgue como nos julgamos a nós mesmos. E a humildade em sumo grau só existe quando nos alegramos de que todos os homens se comportam para conosco, segundo o desprezo que lhes inspiramos. Quem chega a este grau de humildade, não se contenta de sofrer com paciência os opróbrios, mas recebe-os com alegria, e até os busca com o ardor que os mundanos empregam em buscar as honras e o renome. Os santos (porque os que possuem este grau de humildade são santos) amam as humilhações evidentemente não porque são em si amáveis, mas porque os tornam semelhantes ao Filho de Deus aniquilado por amor de nós. O outro motivo: é porque as humilhações nos dão o meio de testemunharmos a Jesus o nosso amor e de merecer o seu amor.

Deus antes da Encarnação não podia se humilhar: porque a verdade é que Ele é o Sumo Bem, é a própria Perfeição, é a própria Santidade. Daí, Lhe é devida toda honra e glória. Mas, fazendo-se homem como que se aniquilou, e além disso tomou a forma de servo, e fez-se obediente até à morte e morte de cruz. E cada um dos mistérios da vida de Jesus é uma prova de seu amor à abjeção: nascimento, circuncisão, fuga para o Egito, trinta anos passados na obscuridade. E na sua Paixão mostrou que o Seu desejo de humilhações não tinha limites.

Caríssimos, vejamos a excelência da humildade: considerada em si mesma e considerada em seus frutos.

EM SI MESMA A HUMILDADE É EXCELENTE: Basta explicarmos um pouco mais as noções sobre a humildade que acima demos. A humildade é a verdade, mas não já a verdade puramente especulativa, mas a que passa da inteligência para o coração. A inteligência mostra o que realmente somos e o coração dirige e santifica os afetos do coração. E assim, se reinar em mim a verdade, nunca entrará em mim a vaidade. Depois, a humildade é a justiça, pela qual se deve dar a cada um o que lhe pertence, “cuique suum”. A pessoa humilde compreende este oráculo do Senhor: “Isto diz o Senhor: Não se glorie o sábio no seu saber, nem se glorie o forte na sua força, nem se glorie o rico nas suas riquezas; porém, aquele se gloria glorie-se em me conhecer e em saber que eu sou o Senhor” (Jeremias. IX, 23 e 24). Se a pessoa humilde obteve algum sucesso, e praticou algum bem, atribui-o Àquele que dá a vontade e o poder. Quanto a ela, só fez o que devia fazer, e ainda se examina se o fez bem. Sabe, também, o que lhe é devido por tantas faltas que cometeu, e que comete ainda todos os dias; sabe de quantos crimes seria capaz, se a mão do Senhor a não amparasse.

A humildade é, outrossim, toda a religião. Pois é por ela que a pessoa humilde adora e ora, esperando tudo só de Deus. É a humildade que obedece, sujeitando a vontade. A castidade é a humildade da carne que ela sujeita ao espírito; a mortificação exterior é a humildade dos sentidos; a penitência é a humildade de todas as paixões, que ela sacrifica. A fé é a humildade da razão, que renuncia aos seus próprios pensamentos e se inclina ante os pensamentos de Deus.

A EXCELÊNCIA DA HUMILDADE CONSIDERADA EM SEUS FRUTOS: a graça, a paz, a glória presente e a eterna.

A GRAÇA: Deus dá a sua graça aos humildes. A oração do humilde penetra as nuvens e chega até o trono do Altíssimo. Assim como o ímã atrai o ferro, assim a humildade atrai a graça.

A PAZ: Primeiramente, a paz com Deus. Se o humilde pecou, consegue logo o perdão e torna Deus propício a ele, já que a humildade tem este privilégio de tudo reparar. Diz Davi no Salmo L, 19: “Deus nunca despreza um coração contrito e humilhado”. Temos um exemplo muito claro disto no Livro  I Reis XXI, 29: “O Senhor dirigiu sua palavra a Elias tesbita, dizendo: Não viste Acab humilhado diante de mim? Porque ele, pois, se humilhou, em atenção a mim, não farei vir aquele mal enquanto ele viver”. A paz com o próximo: Pois o humilde procura sempre o último lugar, esquece-se de si para só pensar nos outros.

Sendo filha da caridade, a humildade suaviza e une os corações. A paz consigo mesmo: É o que Jesus disse: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas”. Segundo Santo Agostinho, a paz é a tranquilidade da ordem; ora, nada há mais em ordem do que uma alma humilde. Há, pois, ordem quando cada coisa está em seu devido lugar. Donde, o humilde não conhece as perturbações provocadas pela soberba.

A GLÓRIA PRESENTE E A ETERNA: “Quem se humilha será exaltado”, garantiu o Divino Mestre. Sim, o homem mais verdadeiramente grande é aquele que cumpre melhor o seu fim, que é glorificar a Deus. Poderá haver maior glória do que ser semelhante a Nosso Senhor Jesus Cristo?! E não há melhor meio de ser semelhante a Ele, do que sendo humilde, e como Jesus, amar as humilhações. Temos tanta inclinação para a grandeza, e aqui está, caríssimos, a nossa verdadeira grandeza: imitarmos a Jesus. JESUS, MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO! FAZEI O MEU CORAÇÃO SEMELHANTE AO VOSSO”. Amém!

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7 setembro, 2018

Bolsonaro em L’Osservatore Romano

Fratres.In.Unum – O quotidiano oficioso do Vaticano, L’Osservatore Romano, deu hoje destaque ao atentado contra o presidenciável Jair Messias Bolsonaro, esfaqueado em Juiz de Fora-MG na tarde de ontem.

O jornal referiu-se a Bolsonaro como “expoente da direita radical e defensor da linha dura contra o crime“.

Pelo jeito, a editoria de L’Osservatore Romano resolveu fazer coro com a esquerda para atacar o candidato. Vale lembrar que, há poucos dias, Papa Francisco enviou livro com dedicatória ao ex-presidente e atual presidiário Luiz Inácio Lula da Silva. Já não é mais segredo para ninguém as preferências alla sinistra do atual pontificado…

Enquanto isso, porém, o estado de saúde de Bolsonaro é estável e, mesmo convalescente, ele continua na corrida eleitoral.

7 setembro, 2018

Consagração a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil.

Ó Maria Imaculada, Senhora da Conceição Aparecida, aqui tendes, prostrado diante de vossa milagrosa imagem, o Brasil, que vem de novo consagrar-se à vossa maternal proteção. Escolhemo-vos por especial Padroeira e Advogada da nossa Pátria; queremos que ela seja inteiramente vossa: vossa é a sua natureza sem par; vossas são as suas riquezas; vossos, são os campos e as montanhas, os vales e os rios; vossa é a sociedade; vossos são os lares e seus habitantes, com seus corações e tudo o que eles têm e possuem; vosso é, enfim, todo o Brasil.

Sim, ó Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!

Por vossa intercessão temos recebido todos os bens das mãos de Deus, e todos os bens esperamos receber, ainda e sempre, por vossa intercessão.

Abençoai, pois, o Brasil que Vos ama; abençoai o Brasil que Vos agradece; abençoai, defendei, salvai o vosso Brasil!

Protegei a Santa Igreja; preservai a nossa Fé, defendei o Santo Padre; assisti os nossos Bispos; santificai o nosso Clero; socorrei as nossas famílias; amparai o nosso povo; esclarecei o nosso governo; guiai a nossa gente no caminho do Céu e da felicidade! Ó Senhora da Conceição Aparecida, lembrai-Vos de que nós somos e queremos ser vossos vassalos e súditos fiéis. Mas lembrai-vos também de que nós somos e queremos ser vossos filhos. Mostrai, pois, ante o Céu e a Terra, que sois a padroeira poderosa do Brasil e a Mãe querida de todo o povo brasileiro!

Sim, ó Rainha do Brasil, ó Mãe de todos os brasileiros, venha sempre mais a nós o vosso reino de amor e, por vossa mediação, venha a nossa Pátria o reino de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor Nosso. Amém.

A NOSSA SENHORA APARECIDA

Ó Senhora Aparecida, Mãe querida, tenho tanta confiança em Vós, que espero a vossa proteção e vosso amparo em todos os passos de minha vida e na hora da morte. Amém.

Fonte: Khristianós

6 setembro, 2018

Gercione Lima – atualização

Caros amigos do Frates!

Aos poucos vou retornando, porque aquela neuropatia brava que me paralisava as mãos a ponto de mal conseguir segurar um garfo ou uma colher, graças às contínuas orações de tantas almas boas, até que enfim reduziu bastante! Também recuperei muito a mobilidade, porque a neuropatia e a inchação devido ao linfedema eram outro efeito colateral da quimioterapia que me preocupavam.

gercioneO câncer se encontra estável, naquela margem que não oferece maiores perigos de metástase para algum outro órgão, pelo menos no momento atual, mas isso porque ele continua sendo combatido com quimioterapia semanal. Ainda não tive uma trégua com essa doença!

Às vezes eu me pego questionando como o Frodo do Senhor dos Anéis: “Queria que essa doença nunca tivesse sido dada a mim e que nada disso tivesse acontecido.” Mas, logo em seguida, me conforto com as palavras de Gandalf: “Assim como todos que testemunham tempos sombrios como este, mas não cabe a eles decidir, o que nos cabe é decidir o que fazer com o tempo que nos é dado”.

É isso, cabe a cada um de nós decidir o que fazer com esse tempo sombrio que nos foi dado. Diante da tribulação espiritual, material ou de saúde pela qual passamos, temos que ter sempre em vista as palavras de Nosso Senhor: Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação.

Abraços a todos e continuem rezando por mim!

Gercione

6 setembro, 2018

“Frente aos que buscam o escândalo ou a divisão, o único caminho é o silêncio e a oração”, prega Francisco.

Nossa única questão: esta postura será aceita caso algum outro bispo, acusado de acobertar abusadores, se limite a fazer silêncio? Seria esta a tolerância zero do pontificado de Francisco?

IHU – O Evangelho segue oferecendo magníficas oportunidades a Francisco para rebater, sem fazer isso, os rigoristas que procuram erodir a rocha de Pedro. Nesta ocasião, durante a missa de Santa Marta, que retomou nesta segunda-feira, o Papa voltou a colocar o dedo na ferida: “Frente aos que buscam o escândalo ou a divisão, o único caminho é o silêncio e a oração”.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 03-09-2018. A tradução é do Cepat.

“A verdade é humilde, a verdade é silenciosa”, destacou Francisco na capela de sua residência. Uma atitude válida para um cristão que quer seguir Jesus frente “às pessoas que buscam apenas o escândalo, que buscam só a divisão”.

O relato evangélico fala do dia em que Jesus regressa a Nazaré e é acolhido com suspeita. Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. Diante disto, Francisco animou a “refletir sobre como atuar na vida cotidiana, quando há mal-entendidos” e compreender “como o pai da mentira, o acusador, o diabo, atua para destruir a unidade de uma família, de um povo”.

Assim como Jesus usa só “a Palavra de Deus” quando “quer vencer o Diabo”, também utiliza o silêncio. “Com seu silêncio, Jesus vence aos cães raivosos, vence aos cães raivosos que haviam semeado a mentira no coração”.

“Não eram pessoas, era um bando de cães raivosos que o expulsaram da cidade. Não raciocinavam, gritavam. Jesus ficava em silêncio. Foi levado até o alto do monte para ser lançado. Esta passagem do Evangelho acaba assim: ‘Mas Ele, passando no meio, distanciou-se’. A dignidade de Jesus: com seu silêncio vence esse bando selvagem e vai embora. Porque não tinha chegado a sua hora. O mesmo acontecerá na Sexta-Feira Santa: as pessoas que no Domingo de Ramos havia feito festa para Jesus e lhe havia dito: ‘Hosana, Filho de Davi!’, diziam ‘crucifica-o’: tinham mudado. O diabo havia semeado a mentira no coração, e Jesus fazia silêncio”, afirmou o Papa.

“Isto nos ensina que quando se dá este modo de atuar, de não ver a verdade, permanece o silêncio”, acrescentou Bergoglio, que encerrou acrescentando que “o silêncio vence através da cruz”.

“O silêncio de Jesus. Mas, quantas vezes nas famílias começam discussões sobre política, esporte, dinheiro, e uma vez e outra essas famílias se destroem, nestas discussões nas quais se vê que o diabo está ali e quer destruir… Silêncio. Dizer o que pensa e depois se calar, pois a verdade é mansa, a verdade é silenciosa, a verdade não é ruidosa. Não é fácil o que fez Jesus, mas há a dignidade do cristão que está ancorada na força de Deus. Com as pessoas que não têm boa vontade, com as pessoas que só buscam o escândalo, que só buscam a divisão, que buscam só a destruição, também nas famílias. E oração”.

“Que o Senhor nos dê a graça de discernir quando temos que falar e quando devemos calar. E isto em toda a vida: no trabalho, em casa, na sociedade… em toda a vida. Assim seremos imitadores de Jesus”, concluiu.

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