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10 fevereiro, 2011

A morte do Atanásio brasileiro.

(o Bispo Emérito de Anápolis, Dom Manoel Pestana Filho)

Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz

Atanásio significa imortal. É o nome do Bispo de Alexandria, Doutor da Igreja (300-373), que se destacou na defesa da divindade de Cristo, professada pelo Concílio de Niceia (325) contra a heresia do presbítero Ário, que reduzia Cristo a uma criatura de Deus. A firmeza doutrinal de Santo Atanásio custou-lhe a perseguição dos arianos por toda a vida. Por cinco vezes foi obrigado a abandonar sua cidade, transcorrendo 17 anos no exílio e sofrendo pela fé.

* * *

No início de 1988 (provavelmente em fevereiro), o monge Dom Marcos Barbosa, do Mosteiro de São Bento (Rio de Janeiro) irradiava em seu programa Encontro Marcado (Rádio Jornal do Brasil) uma pequena palestra intitulada “Um novo Atanásio”. Eram tempos difíceis aqueles. A “teologia da libertação” marxista tinha o apoio de vários bispos. Leonardo Boff era defendido contra o Papa João Paulo II, que lhe impusera silêncio por causa da obstinação em seus erros teológicos.

Dom Marcos Barbosa, ao afirmar que a CNBB não era mais confiável “por estar criando uma Igreja paralela (sic)”, fazia uma ressalva de vários bispos fiéis, entre os quais Dom Eugênio Sales (Rio de Janeiro), Dom Luciano Cabral Duarte (Aracaju), Dom José Freire Falcão (Brasília), Dom José Veloso (Petrópolis), Dom Boaventura Kloppenburg (Novo Hamburgo) e Dom Lucas Moreira Neves (Salvador)[1]. O herói da crônica, porém, era o Bispo de Anápolis, Dom Manoel Pestana Filho, em quem o monge beneditino descobrira “a ortodoxia e a fibra de um novo Atanásio”.

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5 março, 2010

“O mundo está assistindo!” Adverte o Líder Pró-Vida. A rendição do Rei da Espanha está consumada.

FRONT ROYAL, VA, 2 de março de 2010 (LifeSiteNews.com) — Após ser aprovada pelo parlamento espanhol, a nova legislação que liberaria de maneira significativa as leis de aborto na Espanha segue para a mesa do Chefe de Estado, o Rei Juan Carlos de Bourbon, para a sua assinatura.

Entretanto, a situação é complicada pelo fato do Rei Carlos ser católico praticante. Os bispos espanhóis declararam em novembro do ano passado que aqueles políticos católicos que votaram a favor do projeto de lei pró-aborto teriam excomungado a si mesmos, levando alguns meios de comunicação espanhóis a especular se o rei também seria excomungado ao assinar o projeto de lei.

Em fevereiro deste ano, o rei foi instado por um grupo de teólogos católicos a não assinar a legislação, em vista do perigo de se tornar cúmplice ao permitir o assassinato de inúmeros nascituros.

Agora que a legislação foi aprovada, o Pe. Thomas Euteneuer, Presidente da maior organização pró-vida do mundo, a Human Life International (HLI) também está unindo sua voz ao coro que clama ao monarca que não assine o projeto de lei.

“O mundo está assistindo,” disse Euteneuer, para ver se o Rei Carlos “irá abdicar a sua liderança moral da nação e assinar a sentença de morte de milhões bebês espanhóis que serão mortos pelo aborto.”

Euteneuer enfatizou: “Ele já foi cúmplice, através de sua assinatura, nas mortes de milhões, na primeira lei abortista que assinou em 1985 e em outra legislação imoral como, por exemplo, a lei autorizando o casamento de pessoas do mesmo sexo em 2005.”

Muitos esperam que Juan Carlos da Espanha assine. Muitos, incluindo alguns dos bispos católicos da Espanha, citando os artigos 62 e 91 da Constituição Espanhola, disseram que Juan Carlos tem pouca saída, e simplesmente deve endossar qualquer legislação que venha em seu caminho, uma vez que seu cargo, em grande, parte é cerimonial.

Entretanto, a Human Life International está argumentando que essa posição é errada. Ao exercer o seu cargo, o Rei Carlos não perde os direitos e deveres inerentes à pessoa humana, nem aqueles inerentes ao ser católico, disse Euteneuer, acrescentando que o rei tem o direito e o dever de agir em conformidade com a sua consciência como católico.

“Todos os Reis Católicos da Espanha, especialmente, Fernando e Isabel, ficariam horrorizados ante a possibilidade de assinar tal legislação assassina e enfrentar um julgamento feroz de um rei que abdica de sua responsabilidade moral perante seus súditos em tal ato,” disse o Reverendo Euteneuer.

Ao que parece, ao recusar-se a assinar a legislação, o rei teria os cidadãos da Espanha ao seu lado, de acordo com a pesquisa sobre a legislação. Uma pesquisa de opinião conduzida pelo Instituto Noxa, me outubro de 2009, revelou que mais cidadãos espanhóis se opõem à expansão do aborto do que apóiam a sua expansão.

Em fevereiro a organização pró-vida espanhola HazteOir entregou mais de um milhão de assinaturas ao parlamento em oposição ao projeto de lei pró-aborto, e marchas contra a legislação arrastaram multidões, estimadas em mais de um milhão.

A HLI enfatizou que existe um precedente para a objeção de consciência à legislação imoral entre a realeza da Europa. O Grão Duque Henri de Luxemburgo sofreu a supressão de seus poderes por ter tomado tal atitude no ano passado, recusando-se a assinar um projeto de lei que teria legalizado a eutanásia em Luxemburgo. Igualmente, o Rei Baudoin da Bélgica deixou seu cargo em 1990 enquanto o Parlamento Belga legalizava o aborto.

A Human Life International também está conclamando a Conferência Episcopal Espanhola a emitir uma declaração de que Juan Carlos de Bourbon terá incorrido em excomunhão caso ele assine esta lei autorizando o assassinato de mais inocentes espanhóis.

[Atualização – Religión en Libertad, 4 de março de 2010]O mundo e Deus assistiram.

Apesar de milhões de petições contrárias a esta lei, das manifestações das multidões e das petições específicas ao Rei para que não sancionasse com sua assinatura a nova lei do aborto impulsionada pelo Governo socialista, o Rei de Espanha sancionou a lei, que foi publicada no Boletim Oficial do Estado e entrará em vigor no verão.

29 abril, 2009

Curtas da semana.

O onipotência pastoral: Direito a veto e até a sugestão de sermão. [Atualização: 29/04/09, às 13:58]

(Estadão) A missa de 1.º de Maio na Catedral da Sé, às 9 horas de sexta-feira, que deveria reunir trabalhadores e empresários em torno do altar, conforme o cardeal arcebispo d. Odilo Scherer prometeu no ano passado, será uma celebração classista, voltada só para os trabalhadores, porque a Pastoral Operária, da Arquidiocese de São Paulo, resistiu à mudança.  […] Além de empresários, ele queria convidar funcionários públicos e empregados de outra categorias. “Esta não é a nossa visão, porque para nós o 1.º de Maio sempre será o Dia do Trabalhador, dia de luto e de lutas”, advertiu o metalúrgico aposentado Waldemar Rossi, militante da Pastoral Operária e um dos articuladores da manifestação. […] Rossi sugeriu a d. Pedro Luiz, em nome da pastoral, que denuncie o “assalto ao dinheiro público para salvar empresas que se dizem em crise”, defenda os direitos dos trabalhadores, aponte a precarização do trabalho (contratos temporários, bicos), fale do achatamento de salários e a pressão dos poderosos contra o movimento social. D. Pedro Luiz informou que vai aproveitar essas sugestões na homilia, ao lado mensagens bíblicas e de uma referência a São José Operário, cuja festa a Igreja comemora no dia 1.º de maio.  […] Responsável pela pastoral social na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Pedro Luiz informou que a nota sobre o 1.º de Maio, que a Assembleia Geral de Itaici vai divulgar, seguiu a mesma linha da Pastoral Operária de SP. A começar pelo título – Dia do Trabalhador, em vez de Dia do Trabalho. O texto, aprovado ontem, mas ainda não divulgado, fala da crise econômica mundial e seus reflexos na vida dos brasileiros.

Nova cruzada de Rosários pela consagração da Rússia e propagação da devoção ao Imaculado Coração de Maria.

Dom Fellay e Bento XVIDom Bernard Fellay anuncia em sua importante última Carta aos amigos e benfeitores uma nova cruzada de rosários (já adiantada neste blog em 13 de abril). Alguns excertos: “Sim, do mesmo modo que nos surpreendemos pela publicação do decreto do dia 21 de janeiro, assim também pela violência da reação dos progressistas e da esquerda em geral contra nós. É verdade que encontraram a desejada oportunidade nas pouco felizes declarações de Dom Willamson e através de uma injusta amalgama, puderam maltratar nossa Fraternidade como um bode expiatório. Na realidade fomos um simples instrumento na luta muito mais importante: a da Igreja, que com razão leva o título de “militante”, contra os espíritos perversos que infestam os ares como diz São Paulo. […] Através do que aconteceu nestes últimos meses é preciso reconhecer um momento mais intenso desta luta. E é muito claro que aquele que está na mira é o Vigário de Cristo, no seu empenho de iniciar uma certa restauração da Igreja. Teme-se por uma aproximação da Cabeça da Igreja e o nosso movimento, teme-se uma perda dos resultados do Vaticano II, e se põem tudo em movimento para neutralizá-la. O que pensa o Papa realmente a este respeito? Onde ele se situa? Os judeus e os progressistas lhe exigem que escolha: ou eles ou nós… […] Tanto eles como nós estamos obrigados ao juramento antimodernista e submetidos às outras condenações da Igreja. Por isso não aceitamos abordar o Concílio Vaticano II a não ser sob a luz destas declarações solenes (profissões de fé e juramento antimodernista) feitas diante de Deus e da Igreja. E se aparece uma incompatibilidade, então necessariamente o errado são as novidades.[…] Num caminho tão difícil, diante de oposições tão violentas, lhes pedimos queridos fiéis recorrer à oração mais uma vez. Achamos que é o momento indicado para lança uma ofensiva de maior envergadura, profundamente enraizada na mensagem de Nossa Senhora de Fátima, na que Ela mesma promete um resultado feliz, pois que anunciou que ao final o seu Imaculado Coração triunfará. Nós lhe pedimos este triunfo através dos meios que Ela mesma pediu: a consagração, pelo Pastor Supremo e todos os bispos do mundo católico, da Rússia ao seu Coração Imaculado, e a propagação da devoção ao Seu Coração Doloroso e Imaculado”.

“Mas… que festa? A liturgia é um drama”.

Dom Nicola Bux

“Creio que este sentido do sagrado poderá ser recuperado quando compreendermos que a Missa não é nunca um espetáculo, um entretenimento ou uma propriedade de cada sacerdote, mas sim um verdadeiro e próprio drama. Frequentemente, enchemos a boca para dizer a palavra “festa”, mas… que festa essa? Na Missa recordamos o sacrifício de Cristo, esta é a verdade. Cristo se imolou por nós e logo se usa a palavra festa… É correto falar de festa somente depois de termos compreendido e aceitado o conceito de que Cristo deu a vida por nós. Só então é lícito falar de festa, mas nunca antes. […] Uma boa Liturgia deve ter o seu centro na cruz. Contudo, ao ser colocada freqüentemente de um lado ou em lugares pouco visíveis, esta perdeu o seu significado verdadeiro e autêntico. Parece muito mais um objeto secundário do que um centro de adoração. Às vezes, tenho a sensação de que uma cruz no centro do altar produz tédio, quase incômodo. Para sermos duros: a maioria das vezes, ninguém olha para ela. Para voltar a dar à Liturgia o sentido do sagrado, é necessária uma devoção. Basta de Missas celebradas como acontecimentos mundanos e entretenimento”. Palavras de Monsenhor Nicola Bux à Pontifex.

Nova encíclica a ser publicada em 29 de junho.

“Creio que prevejo que será 29 de junho, festa de São Pedro e São Paulo, a data definitiva”, afirmou o Cardeal Renato Raffaele Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, sobre a publicação da nova encíclica social “Caritas in veritate”, que recordará as encíclicas Populorum Progressio, de Paulo VI, e Sollicitudo rei socialis, de João Paulo II.

Dom José Cardoso Sobrinho recebe Prêmio Cardeal Von Galen.

Prêmio a Dom José.“Num auditório superlotado por cerca de 1.200 pessoas, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, recebeu em Recife o Prêmio Cardeal Von Galen, concedido pela instituição internacional Human Life International (HLI). “Foi uma surpresa muito grande para mim”, comentou o prelado. D. José ressaltou que o prêmio não é pessoal, dele, mas da Igreja Católica. Ele acrescentou “apenas ter seguido os princípios da Igreja e do Direito Canônico.” O egrégio prelado recebeu inúmeras manifestações de simpatia e apoio. E até a solidariedade de pessoas de países longínquos como Austrália e Suécia, segundo informou o site da Abril. O arcebispo esclareceu que se tivesse guardado silêncio diante do crime, teria sido cúmplice, “quase conivente”. “Cumpri meu dever”, resumiu. Na cerimônia participaram monsenhor Ignacio Barreiro, JD, STD, chefe do bureau da Human Life International em Roma, representado ao Rev. Padre Thomas Euteneuer, Presidente do Human Life International, e o próprio Raymond de Souza.” Fonte: Valores Inegociáveis.

Cardeal Walter Kasper, FSSPX e Vaticano II: não há saída.

(kreuz.net) Áustria. O Presidente do Conselho Pontifício para a Unidade, Cardeal Walter Kasper, duvida de uma reconciliação com a Fraternidade de São Pio X. Ele disse isso durante uma conferência de imprensa em Viena. O levantamento das excomunhões não seria nenhuma reabilitação, mas sim simplesmente uma retomada do diálogo. Ao mesmo tempo, o Cardeal Kasper falou que o ecumenismo com os protestantes não era “nenhuma opção, mas sim uma obrigação sagrada”. Para essa finalidade, a Igreja estaria “condenada a crescer junto”. Secretum Meum Mihi acrescenta: “A Fraternidade São Pio X teria de afirmar as decisões do Concílio Vaticano Segundo e do catecismo Católico: ‘não há saída’, disse Kasper.  Kasper disse que a comunidade deve dar passos em direção ao Vaticano. O objetivo é, no que seja possível, trazê-los de novo para dentro da Igreja e não arriscar uma separação permanente. O Cardeal acusou a Fraternidade São Pio X de um “entendimento tradicional rígido”. Fontes importantes indicam a próxima substituição de Kasper na chefia do Conselho para a Unidade dos Cristãos. O nome mais cotado é de Dom Ludwig Mueller of Regensburg, membro da Congregação para Doutrina da Fé, e que não agrada muito aos protestantes por ter desprezado seu último Sínodo Regional. Dele também partiu a exigência de que a FSSPX cancelasse suas ordenações, o que motivou a transferência das mesmas do seminário alemão para Ecône.

“O ódio à língua latina é inato nos corações dos inimigos de Roma”, Dom Prosper Gueranger.

Também Secretum Meum Mihi nos informa sobre o caso do Pe. Jean Claude Cheval, pároco de Saint Jean de Brébeuf, Courseulles-sur-mer, França, que havia sido destituído em setembro de 2008 de seu cargo pelo senhor bispo Mons. Pierre Pican por celebrar uma vez ao mês a Santa Missa no Novus Ordo em latim. Pe. Jean recorreu ao Tribunal da Signatura Apóstolica em Roma e na última sexta-feira santa foi reinstalado em seu cargo. O bispo apelou da decisão.

Papa-móvel barrado em Israel.

(Le Figaro)  Shin Beth, o serviço de segurança israelense, se opôs ao uso do Papa-móvel na visita de Bento XVI a Nazaré, no próximo mês de maio, por motivos de segurança. “Todos os lugares que o Papa deve visitar foram coordenados entre o Vaticano e as autoridades de segurança israelenses, bem como os lugares onde se vai utilizar o papa-móvel. Certos lugares são mais sensíveis que outros”, informou um responsável pela segurança. Bento XVI visitará a Jordânia de 8 a 11 de maio e Israel entre os dias 11 e 15. O Papa celebrará pela primeira vez uma missa a céu aberto na Terra Santa, no dia 14, em Nazaré. Seus predecessores Paulo VI e João Paulo II em suas viagens à Terra Santa  sempre celebraram a missa em igrejas e santuários.

Pesaj em basílica Argentina. Organização: B’Nai B’rith.

(AICA) No último 13 de abril, B’nai B’rith celebrou a Pesaj (páscoa judaica) com cristãos de distintas denominações na basílica de São Francisco, em Buenos Aires, com a colaboração da Fundação Judaica e o patrocínio da Confraternidade Argentina Judaico-Cristã. A celebração, no marco do diálogo interreligioso, começou com a projeção de um audiovisual apresentando as tarefas que realiza B’nai B’rith – loja maçônica exclusiva para judeus – argentina desde 1930. O presidente de B’nai B’rith Argentina, o arquiteto Boris Kalkicki, agradeceu a hospitalidade expressa por frei Bunader e enfatizou que o público presente era “testemunho de um ato único e impensável em nossa cidade, em nosso país e no orbe há até muito poucos anos”.

Gripe Suína: O comparecimento às Missas está suspenso na cidade do México.

Nossa Senhora de Guadalupe.‹‹ Acontecimentos dramáticos no México: As celebrações públicas da Missa em dias úteis estão suspensas até segunda ordem – Missa dominical pela televisão – Início de correntes de oração à Nossa Senhora de Guadalupe

México (trechos da matéria publicada na kath.net). A Arquidiocese da Cidade do México reagiu com uma medida preventiva drástica à disseminação dramática da gripe suína mortal: as celebrações públicas da Missa em dias úteis estão suspensas até segunda ordem. No domingo, os fiéis foram admoestados a assistir as missas através da televisão. No sábado, o Ministério da Saúde do México decidiu fechar as escolas públicas em três estados mexicanos até o dia 6 de maio. Além disso, um alerta foi emitido para que não haja visita a museus, bibliotecas, cinemas, restaurantes e locais de adoração com grande afluxo de pessoas. O Arcebispo da Cidade do México, Cardeal Rivera, conclamou a todos os mexicanos a formarem uma corrente de orações e pedir a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, Patrona do continente americano, a fim de superar rapidamente a atual situação de crise. “Protegei-nos com o teu manto”, conforme se diz na oração mariana, “livrai-nos dessa enfermidade”.  – Oração para vencer a gripe suína: Santa Maria de Guadalupe, a ti rogamos proteção e amparo, para que em breve vençamos essa epidemia que afligiu o nosso país, pois tu nos amas com um afeto especial. Com o teu cuidado maternal velas sobre nós e com a tua intercessão maternal estás sempre disponível para nós››.  Nossa nota: já é possível notar os modernistas se aproveitando da epidemia para impôr aos católicas suas práticas.

Cardeal Antonio Cañizares Llovera está internado.

O Prefeito da Congregação para o Culto Divino, Cardeal Antonio Canizares Llovera (64), está internado na Clínica Gemelli, e segundo informações da Agência de Notícias “EFE” ele sofre de uma trombose.

3 abril, 2009

Pe. Thomas J. Euteneuer: Artigo de membro do Vaticano necessita de pronto esclarecimento.

Rev. Thomas J. EuteneuerNão é nenhum segredo que os militantes pró-vida, ao longo dos anos, não tem podido contar com o apoio de muitos membros do clero em questões referentes à defesa da vida, mas, até agora, temos conseguido apoio de vários órgãos do Vaticano para uma clara, consistente e correta defesa da vida. Uma declaração feita há duas semanas por um alto membro da Santa Sé sobre um aborto no Brasil, contudo, causou espanto em muita gente, e está causando uma grande preocupação pelo seu impacto na forma como a Igreja poderá defender a vida por todo o mundo. Solicito vossas orações para que a Santa Sé esclareça e corrija esta situação o quanto antes, para que não haja mais danos.

O incidente em questão envolve — inacreditavelmente — o presidente da Academia Pontifícia para a Vida, Arcebispo Rino Fisichella, que deu uma declaração, em 15 de março, criticando um bispo no Brasil que acertadamente declarou estarem excomungados os médicos que fizeram um aborto em uma menina de 9 anos que estava grávida devido a um estupro. A menina estava grávida de gêmeos e desta forma foram abortados dois bebês. Apesar de sua pouca idade, ela não estava em sério perigo (de acordo com o hospital), e tampouco seus bebês. Mesmo se ela estivesse em perigo, o aborto teria sido imoral porque a morte direta de um inocente jamais é permitida. Mesmo sem explicitar que a Igreja condena inequivocamente o incestuoso ato cometido contra a pequena menina, contudo, a questão da excomunhão dos que fizeram o aborto permanece por si mesma e merece aplauso, e não críticas feitas por outros prelados. Infelizmente, o Arcebispo Fisichella não foi o único bispo a criticar publicamente a decisão do bispo brasileiro em aplicar a Lei da Igreja.

A inocente menina, desta forma, tornou-se o centro de uma tempestade criada pela indústria do aborto, que instrumentalizou sua vitimização para promover o aborto no Brasil, onde ele é atualmente ilegal. Infelizmente, a intervenção do Arcebispo Fisichella deixou a impressão de ser uma declaração semi-doutrinal, coube como uma luva nas mãos dos abortistas por parecer dar permissão para o aborto em situações-limites similares. O Arcebispo Fisichella não estava dando desculpas para o aborto em si em tais casos, mas devido a uma infeliz escolha de palavras em seu artigo, como era de se esperar, no mesmo dia em que o Arcebispo Fisichella publicou sua declaração, a Associated Press assim entitulou seu próprio artigo: “Prelado do Vaticano defende aborto para menina de 9 anos”. O mundo observa e escuta o que vem do Vaticano por causa da enorme autoridade moral e espiritual da Santa Sé; e, da mesma forma, por causa da responsabilidade quando são feitas declarações em nome da Igreja Católica.

Eu aplaudo a maior parte do que foi feito neste caso pela diocese local no Brasil, e rezo para que todos os bispos tomem isto como um exemplo da forma certa de tratar com uma situação pastoral muito dificultosa. Os créditos devem ir para o Arcebispo José Cardoso Sobrinho e vários outros padres desta diocese por terem providenciado um generoso cuidado pastoral para a família durante o terrivel problema. Na verdade, quando a menina foi transferida para um hospital distante 230 km de sua paróquia, seu pároco viajava tal distância todos os dias para visitá-la e para assegurar à família que a Igreja providenciaria todo o cuidado possível para as três crianças vulneráveis.

A grande ironia em tudo isto é que, enquanto obtemos pouco ou nenhum apoio por parte de altos membros da Igreja para corrigir bispos que sejam negligentes em sua missão de guardar a fé e seu rebanho, neste caso o bispo fez exatamente o que era certo sobre a questão da excomunhão, e ele foi por isto criticado por um alto membro do Vaticano.

A mera aparência de uma concessão do Vaticano neste assunto veio no pior momento possível na atual situação cultural e política na América Latina. Este continente católico é um alvo especial das agressivas forças da cultura da morte; desta forma, a última coisa que precisamos é que a Igreja mostre-se fraca ou dividida sobre nossos ensinamentos ou nossa resolução em lutar contra os promotores da morte. A Igreja Católica e sua divina autoridade é em muitos lugares o único escudo que os não-nascidos têm para manter longe os abortistas e seus instrumentos de morte. Oremos para que o Vaticano retifique seu erro e que fortifique este escudo sem demora. Os não-nascidos do Brasil assim como os de outra parte do mundo contam conosco!

Rev. Thomas J. Euteneuer,
Presidente da Human Life International

Fonte: Blog Contra o Aborto

29 janeiro, 2009

Mons. Ignácio Barreiro: Vaticano não pedirá aceitação do Vaticano II.

Excertos de artigo de Brian Mershon publicado em The Remnant:

28 de Janeiro de 2009, Roma, Itália – Em sua primeira entrevista subseqüente à declaração oficial da Sociedade de São Pio X (SSPX) às boas novas, o Superior Geral, Dom Bernard Fellay, disse que acreditava na infalibilidade da Igreja e que estava “confiante” que a Sociedade iria “chegar a uma verdadeira solução” em suas discussões doutrinárias com a Santa Sé.

 

De fato, fontes Vaticanas têm indicado que a plena regularização pode ocorrer já em 2 de fevereiro de 2009, Festa da Apresentação de Nosso Senhor e da Candelária, que, se verdade, seria perfeitamente um presente de Natal à Igreja e especialmente aos Católicos tradicionalistas do mundo todo!

 

Vaticano trabalhando em uma estrutura jurídica estável

 

Mosenhor Ignacio Barreiro, chefe do bureau da Human Life International em Roma, não poderia confirmar a data 2 de fevereiro, mas disse que sua fonte da Cúria o disse que eles estão atualmente ocupados desenvolvendo os arranjos práticos para uma plenamente regularizada Sociedade de São Pio X.

 

A resolução final “não pode depender sob bispos diocesanos individuais”, disse Monsenhor Barreiro, notando o sofrimento contínuo que muitos Católicos tradicionalistas experimentaram por quase 20 anos sob a acomodação Ecclesia Dei Adflicta.

“Eles certamente precisariam ter garantias de que onde eles atualmente estiverem localizados, não poderiam ser tocados pelo bispo local”, disse Barreiro, notando que as capelas da Sociedade são localizadas por todo o globo, o que ele descreveu como “paróquias de fato”. Barreiro corretamente nota que os bispos da Sociedade muito provavelmente não aceitariam qualquer solução que envolvesse jurisdição pelo Ordinário territorial local.

 

 

Seminários da França a ser mais de um terço tradicionalista

 

De fato, resistência específica é mais prevalecente nas agonizantes igrejas da França com seus bispos e padres. Com a regularização final, disse Monsenhor Barreiro, “Mais de um terço de todos os seminaristas da França estarão em seminários tradicionalistas”. Isso incluiria a SSPX, a Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP), o Instituto do Bom Pastor e o Instituto de Cristo Rei (ICR) assim como alguns outros grupos sacerdotais tradicionalistas menos conhecidos.

 

“Suponho que alguma estrutura como uma Administração Apostólica universal possa ser a única solução”, disse Monsenhor Barreiro, enquanto advertia que ele não tinha acesso direto a detalhes específicos.

 

Vários artigos nessa semana sobre o anulação das excomunhões da SSPX continham comentários de bispos e George Weigel, numa entrevista ao New York Times, notando que eles esperavam que os bispos da Sociedade necessitariam explicitamente aderir de alguma maneira ao Concílio Vaticano Segundo. Entretanto, Monsenhor Barreiro opinou que o pedido oficial da SSPX de levantamento das sanções seria suficiente enquanto ele demonstra explícito reconhecimento da autoridade do Santo Padre e do magistério da Igreja.

 

Antes do levantamento das excomunhões, Dom Fellay escreveu, em parte, o seguinte à Santa Sé:

 

Estamos sempre firmemente determinados em nossa vontade de permanecer Católicos e de colocar todos os nossos esforços à serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica Romana. Aceitamos vossos ensinamentos com ânimo filial. Cremos firmemente no Primado de Pedro e em suas prerrogativas, e por isso a atual situação nos faz sofrer tanto.

 

Vaticano II e Todos os Concílios

“Eles não serão pedidos a aceitar o Concílio”, disse Monsenhor Barreiro. “Não há nada dogmático a respeito da fé e moral nos Documentos do Concílio”, enfatizou. “Muitos elevaram o Concílio como se ele fosse um superdogma, quando na verdade, não foi dogmático de nenhuma maneira”

Na requisição da SSPX à Santa Sé pedindo o levantamento das excomunhões, Dom Fellay escreveu o seguinte: “Estamos prontos a escrever o Credo com nosso próprio sangue, assinar o juramento anti-modernista, a Profissão de Fé do Papa Pio IV, nós aceitamos e fazemos nossos todos os Concílios até o Concílio Vaticano Primeiro. Ainda, não podemos senão confessar reservas a respeito do Concílio Vaticano Segundo, que quis ser um Concílio “diferente dos outros” (Discursos do Papa João XXIII e Papa Paulo VI).

A perspectiva de Monsenhor Barreiro e Dom Fellay pode certamente ser interpretada a ser consistente com o discurso do então Joseph Cardeal Ratzinger em 1988 aos Bispos do Chile:

Certamente, há uma mentalidade de visões estreitas que isolam o Vaticano II e que provocaram essa oposição. Há muitos casos disso que dão a impressão que, do Vaticano II em diante, tudo mudou, e aquilo que o precedeu não tem valor ou, no máximo, tem valor apenas à luz do Vaticano II.

O Concílio Vaticano Segundo não foi tratado como uma parte da inteira Tradição viva da Igreja, mas como um fim da Tradição, e um novo começo do zero. A verdade é que esse Concílio particular não definiu nenhum dogma sequer, e deliberadamente escolheu permanecer num nível modesto, como um concílio meramente pastoral; e no entanto muitos o tratam como se ele se fizesse uma espécie de superdogma que retira a importância de todo o resto.

Essa idéia é fortalecida por coisas que agora estão acontecendo. Aquilo que anteriormente era considerado o mais santo – a forma na qual a liturgia foi transmitida – repentinamente aparece como a mais proibida de todas as coisas, a única coisa que pode seguramente ser proibida. É intolerável criticar decisões que foram tomadas desde o Concílio; por outro lado, se homens fazem questões sobre regras antigas, e mesmo sobre as grandes verdades de Fé – por exemplo, a virgindade corporal de Maria, a ressurreição corporal de Jesus, a imortalidade da alma, etc. – ninguém lamenta ou apenas o faz com a maior moderação.  

[…]

 

Vaticano não pedirá à SSPX engolir o Concílio

 

Noutras palavras, não haverá pedido para que a liderança da SSPX aceite o “Decretos sobre Comunicação Social” como um documento infalível, dogmático.  Apesar da reflexão de certos bispos, cardeais, padres, Cardeal Kasper e mesmo George Weigel, a eles também não será pedido aceitar o Decreto sobre Ecumenismo, a Declaração sobre a Liberdade Religiosa, Nostra Aetate e mesmo Lúmen Gentium e Dei Verbum como declarações dogmáticas que podem permanecer sozinhas sem interpretá-las à luz da Tradição.

 

O Papa deixou isso claro em seu discurso de 22 de dezembro de 2005.  A “hermenêutica da continuidade” não pode permitir que o Concílio Vaticano Segundo seja interpretado de outra maneira senão “à luz da Tradição”. E certamente, tradicionalistas não devem exagerar o grau de autoridade vinculante que marca os documentos do Concílio. Se existir um erro ou imprecisão então pode e deve haver correção. E agora nós temos um Papa que está até ordenando essa correção. Em que bases os Católicos tradicionais podem contestar isso? A especulação teológica sobre pontos disputados e obscuros num espírito de caridade e sem polêmicas e rancor ajudará futuras gerações em seu entendimento da verdade Católica.

 

Rezemos para que os teólogos da SSPX, padres e bispos, assim como Instituto do Bom Pastor, a Fraternidade Sacerdotal São Pedro e o Instituto Cristo Rei, exerçam considerável influência nessa arena. E se existirem pontos no Concílio que não puderem ser interpretados à luz da Tradição, então, obviamente, eles serão expostos e extirpados. Novamente, em que bases poderiam um Católico tradicional possivelmente se opor a isso?

 

15 novembro, 2019

Protesto contra os actos sacrílegos do Papa Francisco.

Por Contra Recentia Sacrilegia – Nós, os abaixo-assinados investigadores e académicos clérigos e leigos católicos, protestamos contra e condenamos os actos sacrílegos e supersticiosos cometidos pelo Papa Francisco, Sucessor de São Pedro, no âmbito do recente Sínodo que teve lugar em Roma.

Tais actos sacrílegos foram os seguintes:

  • A 4 de Outubro, o Papa assistiu a um acto de culto idólatra da deia

    pagã Pachamama.

  • O Papa permitiu que tal acto de culto fosse praticado nos Jardins Vaticanos, profanando deste modo as áreas vizinhas das sepulturas dos mártires e da igreja de São Pedro Apóstolo.
  • O Papa participou deste acto de culto idólatra abençoando a imagem de madeira da Pachamama.
  • A 7 de Outubro, o ídolo da Pachamama foi posto diante do altar-mor de São Pedro e foi depois levado em procissão até à Sala do Sínodo. O Papa Francisco recitou orações numa cerimónia envolvendo esta imagem e juntou-se depois à dita procissão.
  • Depois que várias imagens desta deia pagã foram removidas da igreja de Santa Maria in Traspontina, onde haviam sido postas sacrilegamente, e tendo sido em seguida arrojadas ao Tibre por católicos indignados com essa profanação daquela igreja, o Papa, a 25 de Outubro, ofereceu desculpas pela remoção das imagens, e outra imagem de madeira da Pachamamafoi de novo posta na igreja.  Deu-se, assim, início a uma ulterior profanação.
  • A 27 de Outubro, por ocasião da Missa de encerramento do Sínodo, o Papa aceitou uma taça que fora usada no culto idólatra da Pachamama e pô-la sobre o altar.

O próprio Papa confirmou que estas imagens de madeira eram ídolos pagãos. No curso do seu pedido de desculpas pela remoção destes ídolos do interior de uma igreja católica, o Papa usou especificamente para eles o nome de Pachamama,  nome que, de acordo com uma crença religiosa da América do Sul, corresponde à falsa divindade mãe da terra.

Diferentes actos desta cadeia de eventos foram já condenados como idólatras ou sacrílegos pelo Cardeal Walter Brandmüller, Cardeal Gerhard Müller, Cardeal Jorge Urosa Savino, Arcebispo Carlo Maria Viganò, Bispo Athanasius Schneider, Bispo José Luis Azcona Hermoso,  Bispo Rudolf Voderholzer e Bispo Marian Eleganti. Por fim, no curso deuma entrevista, também o Cardeal Raymond Burke fez igual apreciação do culto que foi prestado.

Esta participação em idolatria foi antecipada pela declaração intitulada “Documento sobre a Fraternidade Humana”, assinada pelo Papa Francisco e Ahmad Al-Tayyeb, o Grande Imã da mesquita de Al-Azhar, a 4 de Fevereiro de 2019.  Esta declaração afirmou que:

«O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos. Esta Sabedoria divina é a origem donde deriva o direito à liberdade de credo e à liberdade de ser diferente.»

O envolvimento do Papa Francisco em cerimónias idólatras é uma indicação de que quis dar a esta declaração um sentido heterodoxo, que permite que o culto pagão de ídolos seja considerado um bem positivamente querido por Deus.

Além disso, não obstante ter comunicado privadamente ao Bispo Athanasius Schneider que «[o Bispo] pode dizer que a frase em questão acerca da diversidade das religiões se refere à vontade permissiva de Deus …» , o Papa jamais procedeu à correcção da declaração de Abu Dhabi nesses sentido.Num pronunciamento subsequente durante a audiência de 3 de Abril de 2019, o Papa, respondendo à questão “Porque é que Deus permite que haja muitas religiões?”, referiu-se de passagem à “vontade permissiva de Deus” tal como a mesma é entendida pela teologia escolástica, mas deu ao conceito um sentido positivo, declarando que «Deus quis permitir isto» porque, sendo embora certo que «há muitas religiões», elas «olham sempre para o céu, olham para Deus» (ênfase acrescentada). Não se nota aí sequer a mais mínima sugestão de que Deus permite a existência de religiões da mesma maneira que Ele permite, em geral, a existência do mal. Ao invés, a implicação que daí resulta claramente é a de que Deus permite a existência de «muitas religiões» porque elas são boas enquanto «olham sempre para o céu, olham para Deus».

Mais grave ainda: desde então, o Papa Francisco já reafirmou a declaração não corrigida de Abu Dhabi, ao estabelecer um “comité inter-religioso” , que veio mais tarde a receber a designação de “Comité Superior”,  com sede nos Emiratos Árabes Unidos, paradar seguimentoaos “objectivos” do documento, e ao promover uma directivaemitida pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-reliogioso dirigida aos dirigentes de todos os institutos católicos romanos de estudos superiores, e indirectamente aos professores universitários católicos, pedindo-lhes que dêem ao documento a «maior difusão possível», aí se incluindo a asserção não corrigida de que Deus quer a «diversidade religiões» do mesmo modo que quer a diversidade de cores, sexos, raças e línguas.

Prestar culto a alguém ou algo além do único Deus verdadeiro, a Santíssima Trindade, é uma violação do Primeiro Mandamento. A participação em qualquer forma de veneração de ídolos é absolutamente condenada por este mandamento e constitui um pecado grave, independentemente da culpabilidade subjectiva, que só Deus pode julgar.

São Paulo ensinava à Igreja dos primeiros tempos que o sacrifício oferecido a ídolos pagãos não era dirigido a Deus mas antes aos demónios, como se lê na sua Primeira Epístola aos Coríntios:

«Que vos hei-de dizer, pois? Que a carne imolada aos ídolos tem algum valor, ou que o próprio ídolo é alguma coisa? 20Não! Mas aquilo que os pagãos sacrificam, sacrificam-no aos demónios e não a Deus. E eu não quero que estejais em comunhão com os demónios. 21Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demónios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demónios
(1 Cor 10, 19-21)

Com tais acções, o Papa Francisco incorreu na condenação proferida pelo Segundo Concílio de Niceia:

«Muitos pastores destruíram a minha vinha, profanaram a minha porção. Por isso que seguiram homens ímpios e acreditando nos seus próprios desvarios, caluniaram a Santa Igreja, que Cristo tomou para Si por esposa, e não distinguiram o sagrado do profano, asserindo que os ícones de Nosso Senhor e dos santos não eram diferentes das imagens de madeira dos ídolos satânicos

É com imensa dor e profundo amor pela Cátedra de Pedro que suplicamos a Deus Todo-Poderoso que poupe os membros culpados da Sua Igreja sobre a terra da punição que merecem pelos seus terríveis pecados.

Pedimos respeitosamente ao Papa Francisco que se arrependa publicamente e sem ambiguidades destes pecados e de todas as ofensas que cometeu contra Deus e a verdadeira religião, e que faça reparação por estas ofensas.

Pedimos respeitosamente a todos os bispos da Igreja Católica que ofereçam ao Papa Francisco uma correcção fraterna por estes escândalos, e que advirtam os seus rebanhos de que, de acordo com o ensinamento divinamente revelado da fé católica, eles arriscam a condenação eterna se seguirem o seu exemplo nas ofensas contra o Primeiro Mandamento.

9 de Novembro de 2019

In Festo Dedicationis Basilicae Lateranensis
“Terribilis est locus iste: hic domus Dei est et porta cæli; et vocabitur aula Dei” 

 

Assinam:

Dr Gerard J.M. van den Aardweg, The Netherlands

Dr Robert Adams, medical physician in Emergency & Family Medicine

Donna F. Bethell, J.D.

Tom Bethell, senior editor of The American Spectator and book author

Dr Biagio Buonomo, PhD in Ancient Christianity History and former culture columnist (1990-2013) for L’Osservatore Romano

François Billot de Lochner, President of Liberté politique, France

Rev. Deacon Andrew Carter B.Sc. (Hons.) ARCS DipPFS Leader, Marriage & Family Life Commission, Diocese of Portsmouth, England

Mr. Robert Cassidy, STL

Dr Michael Cawley, PhD, Psychologist, Former University Instructor, Pennsylvania, USA

Dr Erick Chastain, PhD, Postdoctoral Research Associate, Department of Psychiatry, University of Wisconsin-Madison

Fr Linus F Clovis

Lynn Colgan Cohen, M.A., O.F.S.

Dr Colin H. Jory, MA, PhD, Historian, Canberra, Australia

Rev Edward B. Connolly, Pastor Emeritus, St. Joseph Parish St. Vincent de Paul Parish, Girardville PA

Prof. Roberto de Mattei, Former Professor of the History of Christianity, European University of Rome, former Vice President of the National Research Council (CNR)

José Florencio Domínguez, philologist and translator

Deacon Nick Donnelly, MA Catholic Pastoral & Educational Studies (Spiritual Formation), England

Fr Thomas Edward Dorn, pastor of Holy Redeemer Parish in New Bremen OH in the Archdiocese of Cincinnati

Fr Stefan Dreher FSSP, Stuttgart, Germany

Dr Michael B. Ewbank, PhD in Philosophy, Loras College, retired, USA

Fr Jerome Fasano, Pastor, St John the Baptist Church, Front Royal, Virginia, USA

Dr James Fennessy, MA, MSW, JD, LCSW, Matawan, New Jersey, USA

Christopher A. Ferrara, J.D., Founding President of the American Catholic Lawyers’ Association

Fr Jay Finelli, Tiverton, RI, USA

Prof. Michele Gaslini, Professor of Public Law, University of Udine, Italy

Dr Linda M. Gourash, M.D.

Dr Maria Guarini STB, Pontificia Università Seraphicum, Rome; editor of the website Chiesa e postconcilio

Fr Brian W. Harrison, OS, STD, associate professor of theology of the Pontifical Catholic University of Puerto Rico (retired), Scholar-in-Residence, Oblates of Wisdom Study Center, St. Louis, Missouri, USA

Sarah Henderson DCHS MA (RE & Catechetics) BA (Mus)

Prof. Robert Hickson PhD, Retired Professor of Literature and of Strategic-Cultural Studies

Dr Maike Hickson PhD, Writer and Journalist

Prof., Dr.rer.pol., Dr.rer.nat. Rudolf Hilfer, Professor of Theoretical Physics at Universität Stuttgart

Fr John Hunwicke, Former Senior Research Fellow, Pusey House, Oxford

Fr Edward J. Kelty, OS, JCD, Defensor Vinculi, SRNC rota romana 2001-19, Former Judicial Vicar,  Archdiocese of Ferrara, Judge, Archdiocese of Ferrara

Dr Ivo Kerže, prof. phil.

Dr Thomas Klibengajtis, former Assistant Professor of Catholic Systematic Theology, Institute of Catholic Theology, Technical University Dresden, Germany

Dr Peter A. Kwasniewski, PhD, USA

Dr John Lamont, DPhil (Oxon.)

Dr Dorotea Lancellotti, catechist, co-founder of the website: https://cooperatores-veritatis.org/

Dr Ester Ledda, consecrated laywoman, co-founder of the website https://cooperatores-veritatis.org/

Fr Patrick Magee, FLHF a Franciscan of Our Lady of the Holy Family, canonical hermit in the Diocese of Fall River, Massachusetts

Dr Carlo Manetti, jurist and lecturer, Italy

Dr Christopher Manion, PhD, KM, Humanae Vitae Coalition, Front Royal, Virginia, USA

Antonio Marcantonio, MA

Michael J. Matt, Editor, The Remnant, USA

Jean-Pierre Maugendre, general delegate, Renaissance catholique, France

Msgr John F. McCarthy, JCD, STD, retired professor of moral theology, Pontifical Lateran University

Prof. Brian M. McCall, Orpha and Maurice Merrill Professor in Law, Editor-in-Chief Catholic Family News

Patricia McKeever, B.Ed. M.Th., Editor, Catholic Truth, Scotland

Mary Angela McMenamin, MA in Biblical Theology from John Paul the Great Catholic University

Fr Cor Mennen, lecturer canon law at the diocesan Seminary of ‘s-Hertogenbosch and member of the cathedral chapter

Rev Michael Menner, Pastor

Dr Stéphane Mercier, Ph.D., S.T.B., former research fellow and lecturer at the University of Louvain

Dr Claude E Newbury, M.B. B.Ch., D.T.M & H., D.P.H., D.O.H., M.F.G.P., D.C.H., D.A., M. Prax Med.

Prof. Giorgio Nicolini, writer, Director of “Tele Maria”

Fr John O’Neill, STB, Dip TST, Priest of the Diocese of Parramatta, member of Australian Society of Authors

Fr Guy Pagès, Archdiocese of Paris, France

Prof. Paolo Pasqualucci, Professor of Philosophy (retired), University of Perugia, Italy

Fr Dean P. Perri, Diocese of Providence, Our Lady of Loreto Church

Dr Brian Charles Phillips, MD

Dr Mary Elizabeth Phillips, MD

Dr Robert Phillips, Professor (emeritus) Philosophy: Oxford University, Wesleyan University, University of Connecticut

Prof. Claudio Pierantoni, Professor of Medieval Philosophy, University of Chile; former Professor of Church History and Patrology at the Pontifical Catholic University of Chile

Prof. Enrico Maria Radaelli, Professor of Aesthetic Philosophy and Director of the Department of  Aesthetic Philosophy of the International Science and Commonsense Association (ISCA), Rome, Italy

Dr Carlo Regazzoni, Philosopher of Culture, Therwill, Switzerland

Prof. John Rist, Professor emeritus of Classics and Philosophy, University of Toronto

Dr Ivan M. Rodriguez, PhD

Fr Luis Eduardo Rodrìguez Rodríguez, Pastor, Diocesan Catholic Priest, Caracas, Venezuela.

John F. Salza, Esq.

Fr Timothy Sauppé, S.T.L., pastor of St. Mary’s (Westville, IL.) and St. Isaac Jogues (Georgetown, IL.)

Fr John Saward, Priest of the Archdiocese of Birmingham, England

Prof. Dr Josef Seifert, Director of the Dietrich von Hildebrand Institute of Philosophy, at the Gustav Siewerth Akademie, Bierbronnen, Germany

Mary Shivanandan, Author and consultant

Dr Cristina Siccardi, Church Historian and author

Dr Anna M. Silvas, senior research adjunct, University of New England NSW Australia.

Jeanne Smits, journalist, writer, France

Dr Stephen Sniegoski, PhD, historian and book author

Dr Zlatko Šram, PhD, Croatian Center for Applied Social Research

Henry Sire, Church historian and book author, England

Robert J. Siscoe, author

Abbé Guillaume de Tanoüarn, Doctor of Literature

Rev Glen Tattersall, Parish Priest, Parish of St. John Henry Newman, Australia

Prof. Giovanni Turco, associate professor of Philosophy of Public Law, University of Udine, Italy

Fr Frank Unterhalt, Pastor, Archdiocese of Paderborn, Germany

José Antonio Ureta, author

Adrie A.M. van der Hoeven, MSc, physicist

Dr Gerd J. Weisensee, Msc, Switzerland

John-Henry Westen, MA, Co-Founder and Editor-in-Chief LifeSiteNews.com

Dr Elizabeth C. Wilhelmsen, Ph.D. in Hispanic Literature, University of Nebraska-Lincoln, retired

Willy Wimmer, Secretary of State, Ministry of Defense, (ret.), Germany

Prof. em. Dr Hubert Windisch, priest and theologian, Germany

Mo Woltering, MTS, Headmaster, Holy Family Academy, Manassas, Virginia, USA

Miguel Ángel Yáñez, editor of Adelante la Fe

List of Signatories

Archbishop Carlo Maria Viganò

Prof. Dr. Heinz Sproll – University of Augsburg

Edgardo J. Cruz Ramos, President Una Voce Puerto Rico

Rev. Fr. Felice Prosperi

Prof.Growuo Guys PhD

Rev. Nicholas Fleming STL

Drs. N.A.L. van der Sluis pr., Pastoorparochie Maria, Moeder van de Kerk Bisdom ‘s-Hertogenbosch

Rev. Fr Alfredo Maria Morselli

Marco Paganelli, Journalist and writer

Deacon Eugene G. McGuirk, B.A, M.A., M.B.A.

Dr. Lee Fratantuono, AB, AM, PhD

Rev. Fr. Paolo D’Angona, Diocese of Roermond, Netherlands

12th November 2019

Bishop Robert Mutsaerts, auxiliary bishop of ‘s-Hertogenbosch, Netherlands

Marco Tosatti, Stilum Curiae

Enza Pasquali

Don Michiele Chimienti

Rev. Patrick Fenton

Fr Peter Klos

Paul King, Esq.Fr. Palblo Ormazabal Albistur

Prof. Dr. Felix Fulders

Fr Richard McNally ss.cc

Sac. Bernardo M. Trelle

Dr. Quintilio Paolozzi Ph.D.

Dr. Stefano Gizzi, Comm. S.Gregorio Magno

Fr Bernward Van der Linden FSSP

Mag, Philipp Erdinc, MA

De Christian Behrendt

Rev. Peter John Dang

Leo Kronberger, MD, MSC

José Narciso Barbosa Soares

Joao Luiz da Costa Carvalho Vidigal

Fr Iouis Guardiola

Fr Roberto J.Perez, O. Carm.

Fr Jason Charron

Rev. Fr Edwin Wagner FSO

Fr Fabian Adindu

Fr Frank Watts

Fr David M. Chiantella

Fr Daniel Becker

Fr Fidelis Moscinski

Fr John Boughton

Fr Kenneth Bolin

Fr Matthew DeGance, SDB

Fr Vince Huber

Fr Arnis Suleimanovs

Fr James Mawdsley

Fr John Osman, M.A., S.T.L.

Fr Scott Lemaster, M.A., M.Div.

Fr Mark Desser

Fr Vincenzo Fiore

Fr Michael Magiera

Fr John Fongemie, FSSP

Fr Alex Anderson

Fr Pablo Ormazabal Albistur

Fr Brian Geary

Fr James Gordon

Fr David Kemna

Fr Steven Scherrer, MM, Th. D Scherrer

Fr Andrew Szymakowski, JCL

Fr Terence Mary Naughtin, OFM Conv

Christine de Marcellus Vollmer

Mag. Wolfram Schrems

Tammy Layton, ASA,BA, MA

Prof. Mag. Manfred Weindl

Dr Piotr Wolochowicz Ph.D. in Pastoral Theologie

Fr Grzegorz Asniadoch IBP

Grzegorz Korwin-Szymanowski, Journalist

Maristela Neves de Mesquita Rodiriguez Santos

Fr. Albert P. Marcello, III, JCL, defensor vinculi, Diocese of Providence

Dr Michael Sirilla

Fr Jason Vidrine

Dr John Jay Conlon

Matt Gaspers, Managing Editor, Catholic Family News

Dr Taylor R.Marshall

David Moss St. Louis, Missouri, U.S.A

Mag. César Félix Sánchez Martínez, professor of Philosophy of Nature and History of Modern and Contemporary Philosophy

13th November 2019

Fr Tullio Rotondo, doctor of Sacred Theology and Jurisprudence

Philippe Pichot Bravard, Maître de conférences HDR, écrivain

Dr. James P. Lucier, PhD, former Staff Director, U.S. Senate Foreign Relations Committee

Fr Aleksandrs Stepanovs

Fr Andrew Benton

Fr Tim Meares

Fr Vaughn Treco

Fr Edmund Castronovo

Fr Pat Scanlan Cloyne, diocesan priest

Br Johannes Elisa of the Cross OCDS ter Veer

14th November 2019

Fr Luis Marja de la SS. Trinidad y de la Santa Cruz

Fr Kazimierz Stefek, Parish Priest

William Melichar, OCDS, JD, MA

Mirella Sacilotto Sharkey, Ph. D.

Fr Peter Masik

Pichot Bravard Philippe

19 dezembro, 2017

“Não seguiremos os pastores que se encontram no erro.” Manifesto de resistência dos pró-vida ao papa Bergoglio.

Por Emmanuele Barbieri[1], Corrispondenza romana, 13 de dezembro de 2017. Tradução: André Sampaio | FratresInUnum.com[2] – Nos mesmos dias em que o papa Francisco atribui valor magisterial[3] à declaração dos bispos argentinos em favor dos divorciados recasados[4], 37 movimentos pró-vida e pró-família de treze diferentes nações vêm a campo com uma histórica declaração de separação dos erros do papa Bergoglio.

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“Se existe conflito entre as palavras e os atos de qualquer membro da hierarquia, até mesmo do papa, e a doutrina que a Igreja sempre ensinou, permanecemos fiéis ao ensino perene da Igreja. Se abandonássemos a fé católica, nós nos separaríamos de Jesus Cristo, a quem queremos estar unidos por toda a eternidade.” É este o ponto básico da Promessa de fidelidade ao ensinamento autêntico da Igreja, difundida no site http://www.fidelitypledge.com[5], sob o título “Fiéis à verdadeira doutrina, e não aos pastores que se encontram no erro”, para expressar a resistência dos líderes dos principais movimentos internacionais pró-vida e pró-família frente às palavras e aos atos de muitos pastores, inclusive do próprio papa Francisco, que contradizem o ensino da Igreja. Um dos signatários mais conhecidos, John-Henry Westen, cofundador e diretor do LifeSiteNews[6], o maior portal internacional de defesa da vida e da família, declarou: “Hoje, mesmo em algumas fiéis fortalezas católicas, preocupações acerca do aquecimento global têm tido precedência sobre o holocausto de crianças no útero materno; o desemprego juvenil tem tido primazia sobre a ameaça que pende sobre a alma dos nossos filhos pelo desvio sexual; e a imigração tem sido sobreposta à evangelização. A confusão deve terminar, e é chegado realmente o momento de traçar uma linha fronteiriça sobre a areia”.

Outro notável signatário, John Smeaton, diretor da Society for the Protection of the Unborn Children (SPUC), que é a mais antiga organização pró-vida do mundo, declarou, por sua vez: “A fé católica foi, para muitos dos nossos apoiadores, a fonte de sua clareza acerca do valor de cada vida humana e do consequente dever de proteger todas as crianças não nascidas, sem exceção. A propagação da negação dos absolutos morais em toda a Igreja tem o potencial de destruir tudo aquilo que o movimento pela vida fez nos últimos 50 anos: o front deslocou-se, dos campos de batalha políticos nacionais e de instituições internacionais como a ONU, para o coração da Igreja Católica. Nos últimos dois anos, o papa Francisco e as autoridades vaticanas cederam à “cultura de morte”, apoiando os objetivos de desenvolvimento sustentável pró-aborto das Nações Unidas[7] e promovendo a agenda do lobby internacional pró-educação sexual através da Amoris laetitia[8] e do programa pornográfico de educação sexual elaborado pelo Pontifício Conselho para a Família[9]. Tudo isso tem um efeito direto sobre crianças reais e famílias reais”. “Devemos incessantemente pedir aos nossos sacerdotes e bispos que ensinem a inteireza da doutrina da Igreja e não colaborem, nem por um momento, para a propagação dos erros que tragicamente vêm sendo difundidos por Sua Santidade, o papa Francisco, e por muitos outros membros anciãos da hierarquia. Se não sairmos para assumir esse posicionamento, falharemos no nosso dever para com as crianças frágeis e vulneráveis por cuja proteção estamos empenhados.”

Outras históricas associações aderem à Promessa de fidelidade. Entre elas, estão: SOS Tout-Petits, cujo fundador, o médico Xavier Dor, foi preso onze vezes por se ter manifestado contra o aborto; a Alianza Latinoamericana para la Familia, de Christine de Marcellus Vollmer; e a Family of the Americas, de Mercedes Arzú Wilson. Tanto Christine Vollmer quanto Mercedes Wilson serviram por anos na delegação da Santa Sé junto à ONU e foram chamadas por João Paulo II a fazer parte da Pontifícia Academia para a Vida, da qual foram “licenciadas” em 2016 juntamente com outros ilustres membros[10], tais como Philippe Schepens, fundador da World Federation of Doctors Who Respect Human Life, e Thomas Ward, presidente da National Association of Catholic Families, os quais também assinaram a declaração em nome de suas associações. Vai depois citada a importante presença de Judie Brownpresidente da American Life League, a mais antiga organização pró-vida dos Estados Unidos, e, entre os muitos signatários daquele país, o produtor do filme pró-vida Bella[11], Jason  Jones, fundador do I Am Whole Life. Outras duas destemidas combatentes na defesa da vida e da família que assinaram o documento são: da Nova Zelândia, Coleen Bayer (Family Life International), e, da Romênia, a Dr.ª Anca Maria Cernea, representante da conferência episcopal de seu país durante o Sínodo sobre a Família de 2015 (Ioan Barbus Foundation). Na Alemanha, adere Mathias von Gersdorf, da popular Aktion Kinder in Gefahr, e, na França, Guillaume de Thieulloy, diretor do muito difundido blog Salon BeigeBernard Antony (Chrétienté-Solidarité), François Legrier (Mouvement Catholique des Familles), Jean-Pierre Maugendre (Renaissance Catholique), Yves Tillard (Action Familiale et Scolaire). Na Itália, além da associação Famiglia Domani, fundada há 30 anos pelo marquês Luigi Coda Nunziante, há a Fondazione Lepanto (Roberto de Mattei), Federvita Piemonte (Marisa Orecchia), Il Cammino dei Tre Sentieri (Corrado Gnerre), Ora et Labora in difesa della Vita (Giorgio Celsi), Famiglie Numerose Cattoliche (Vittorio Lodolo d’Oria), Voglio Vivere (Samuele Maniscalco), SOS Ragazzi (Diego Zoia).

A Promessa de fidelidade enumera uma série de declarações e ações de pastores da Igreja sobre temas como contracepção, homossexualidade, divórcio e ideologia de gênero que “causaram danos imensuráveis à família e aos seus membros mais vulneráveis”, e afirma: “Nos últimos cinquenta anos – se lê –, o movimento pró-vida e pró-família cresceu em dimensão e escopo para fazer frente a esses graves males, que ameaçam tanto o bem temporal quanto o bem eterno da humanidade. O nosso movimento reúne homens e mulheres de boa vontade provenientes de uma grande variedade de âmbitos religiosos. Estamos todos unidos na defesa da vida e dos nossos irmãos e irmãs mais vulneráveis, por meio da obediência à lei natural, impressa em todos os nossos corações (cf. Rm 2, 15). Por outro lado, nesta última metade de século, o movimento pró-vida e pró-família se confiou de modo particular ao ensinamento imutável da Igreja Católica, que afirma a lei moral com a máxima clareza. É, então, com profunda dor que nos últimos anos temos constatado que a clareza doutrinal e moral relativa a questões ligadas à tutela da vida humana e da família tem sido, cada vez mais, substituída por doutrinas ambíguas e até mesmo diretamente contrárias ao ensinamento de Cristo e aos preceitos da lei natural”.

“Como líderes católicos pró-vida e pró-família – continua o documento – declaramos a nossa completa obediência à hierarquia da Igreja Católica no legítimo exercício de sua autoridade. Todavia, nada poderá, jamais, convencer-nos ou obrigar-nos a abandonar ou contradizer qualquer artigo da fé e da moral católica. Se existe conflito entre as palavras e os atos de qualquer membro da hierarquia, até mesmo do papa, e a doutrina que a Igreja sempre ensinou, permanecemos fiéis ao ensino perene da Igreja. Se abandonássemos a fé católica, nós nos separaríamos de Jesus Cristo, a quem queremos estar unidos por toda a eternidade. Nós, subscritos, prometemos que continuaremos a ensinar e propagar os princípios morais supracitados e todos os outros ensinamentos autênticos da Igreja e que nunca, por razão nenhuma, nos afastaremos disso.”

A Promessa de fidelidade, que se situa na linha da Filial súplica[12] de setembro de 2015 e da Correctio filialis[13] de setembro de 2017, se destaca pelo número e pela posição dos signatários, aos quais se reportam centenas de milhares de militantes pró-vida e pró-família em todo o mundo. Ignorar-lhes a mensagem seria um grave erro da parte da Santa Sé.

[1] https://www.corrispondenzaromana.it/non-seguiremo-pastori-sbagliano-manifesto-resistenza-dei-pro-life-papa-bergoglio/

[2] https://fratresinunum.com/

[3] https://rorate-caeli.blogspot.com/2017/12/pope-francis-promulgates-buenos-aires.html

[4] https://fratresinunum.com/2016/09/12/surge-carta-do-papa-dando-a-impressao-de-apoiar-a-comunhao-para-divorciados-recasados/

[5] https://www.fidelitypledge.com/

[6] https://www.lifesitenews.com/

[7] http://voiceofthefamily.com/in-depth-analysis-papal-support-for-un-2030-agenda-poses-immediate-threat-to-lives-of-children/

[8] http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia.html

[9] https://www.lifesitenews.com/opinion/exclusive-the-new-threat-to-catholic-youth-the-meeting-point

[10] http://magister.blogautore.espresso.repubblica.it/2017/06/13/nome-per-nome-la-metamorfosi-della-pontificia-accademia-per-la-vita/

[11] http://www.bellamoviesite.com/

[12] http://filialsuplica.org/

[13] http://www.correctiofilialis.org/pt-pt/

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7 novembro, 2011

O Concílio Vaticano II: mito e realidade.

Síntese do XIX Congresso dos Estudos Católicos – Rimini 28, 29 e 30 de Outubro de 2011

O XIX Congresso de Estudos Católicos foi realizado, como de costume, em Rimini[1], de 28 a 30 de outubro 2011. Foram três dias de trabalhos intensos, nos quais se enfrentou, a partir de várias perspectivas, o problema do Concílio Vaticano II, da sua interpretação e das consequências factuais produzidas em quase cinquenta anos passados desde a sua abertura. O nível dos palestrantes e a amplitude de cada intervenção individual tornam simples a obra de quem é chamado a sintetizar um material tão ingente.

Os trabalhos foram abertos na noite de sexta-feira, 28, com a exposição histórica da Dr.ª Elena Bianchini Braglia[2] (Dal Risorgimento rivoluzionario all’aggiornamento conciliare), uma sólida dissertação retrospectiva que evidenciou como muitas das raízes da crise pós-conciliar possam ser facilmente encontradas a partir da Revolução Francesa e, no que respeita a Itália, a partir do Ressurgimento. A Tomada de Roma[3], ocorrida em 20 de setembro de 1870, ao contrário do que sustenta a maioria dos historiadores católicos contemporâneos, tornou objetivamente mais fraco e inseguro o papado, facilitou as infiltrações maçônicas e, sem dúvida, favoreceu indubitavelmente a obra dos chamados ‘católicos liberais’. A apresentação, portanto, percorreu, desde a contraposição oitocentista entre ‘católicos intransigentes’ e ‘transigentes’, a luta, sempre mais fraca por causa, provavelmente, do irromper do socialismo na cena europeia, contra o catolicismo liberal; o choque terrível, ganho apenas por algumas décadas, graças a São Pio X, com os teólogos modernistas e, finalmente, a aniquilação da doutrina social da Igreja pela Democracia Cristã[4], fundada por Romolo Murri[4], e pelo Partido Popular[6] de Dom Sturzo[7]. No início dos anos 60, portanto, a orientação cultural prevalente entre os católicos, após um processo de desagregação que durou mais de um século, estava efetivamente pronta para receber o ‘aggiornamento’ que trará o Concílio Vaticano II.

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20 outubro, 2009

Nota da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os Ordinariatos Pessoais para Anglicanos que ingressam na Igreja Católica.

Congregação para a Doutrina da Fé anuncia nova Constituição Apostólica com disposições sobre o ingresso de Anglicanos na Igreja Católica. Abaixo, a íntegra da declaração [tradução não-oficial]:

Com a preparação de uma Constituição Apostólica, a Igreja Católica responde a muitos pedidos que foram submetidos à Santa Sé de grupos de clérigos e fiéis Anglicanos em diferentes partes do mundo que desejam entrar em plena comunhão visível.

Nesta Constituição Apostólica, o Santo Padre introduziu uma estrutura canônica que provê tal reunião corporativa ao estabelecer Ordinariatos Pessoais, que permitirão aos antigos Anglicanos entrar em plena comunhão com a Igreja Católica enquanto preservam elementos do distintivo patrimônio espiritual e litúrgico Anglicano. Conforme os termos da Constituição Apostólica, a vigilância e o governo pastoral para tais grupos de fiéis já Anglicanos serão asseguradas através de um Ordinariato Pessoal, cujo Ordinário será habitualmente indicado entre o antigo clero Anglicano.

A vindoura Constituição Apostólica concede uma razoável e mesmo necessária resposta a um fenômeno mundial, ao oferecer um único modelo canônico para a Igreja universal que é adaptável a várias situações locais e justo aos antigos Anglicanos em sua aplicação universal. Ela provê a ordenação como padres Católicos do clero casado anteriormente Anglicano. Razões históricas e ecumênicas impedem a ordenação de homens casados como bispos tanto na Igreja Católica como Ortodoxa. A Constituição estipula, então, que o  Ordinário seja um padre ou um bispo não casado. Os seminaristas no Ordinariato deverão ser preparados ao lado de outros seminaristas Católicos, embora o Ordinariato possa estabelecer uma casa de formação para responder às necessidades particulares de formação no patrimônio Anglicano. Desta maneira, a Constituição Apostólica procura, por um lado, equilibrar a preocupação de preservar o digno patrimônio litúrgico e espiritual Anglicano, e, por outro, a preocupação de que estes grupos e seu clero sejam integrados à Igreja Católica.

O Cardeal William Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que preparou esta disposição, disse: “Tentamos ir ao encontro dos pedidos por uma plena comunhão que nos últimos anos nos chegaram de Anglicanos de diferentes partes do mundo de maneira uniforme e equitativa. Com esta proposta a Igreja quer responder às legítimas aspirações destes grupos Anglicanos por unidade plena e visível com o Bispo de Roma, sucessor de São Pedro”.

Estes Ordinariatos Pessoais serão formados, segundo as necessidades, mediante prévia consulta às Conferências Episcopais, e sua estrutura serão similares de certo modo àquela dos Ordinariatos Militares que foram estabelecidos na maioria dos países para prover cuidado pastoral aos membros das forças armadas e seus dependentes pelo mundo. “Aqueles Anglicanos que se aproximaram da Santa Sé deixaram claro seu desejo por plena e visível unidade na una, santa, católica e apostólica Igreja. Ao mesmo tempo, eles nos expressaram a importância de suas tradições de espiritualidade e culto Anglicanos para sua jornada de fé”, disse o Cardeal Levada.

A provisão desta nova estrutura é consistente com o empenho no diálogo ecumênimo, que continua sendo a prioridade para a Igreja Católica, particularmente através dos esforços do Conselho Pontíficio para a Promoção da Unidade dos Cristãos. “A iniciativa surgiu de um número de diferentes grupos de Anglicanos”, continou o Cardeal Levada: “Eles declararam que partilham a fé Católica comum como é expressa no Catecismo da Igreja Católica e aceitam o ministério Petrino como algo desejado por Cristo à Igreja. Para eles, chegou o tempo de expressar esta unidade implícita na forma visível da plena comunhão”.

Segundo Levada, “É a esperança do Santo Padre, o Papa Bento XVI, que o clero e os fiéis Anglicanos que desejam se unir à Igreja Católica encontrem nesta estrutura canônica a oportunidade de preservar aquelas tradições Anglicanas preciosas a eles e consistentes com a fé Católica. Enquanto estas tradições expressam de maneira diferente a fé  comum que é professada, elas são um dom a ser partilhado na Igreja universal. A unidade da Igreja não requer uma uniformidade que ignora diversidades culturais, como a história da Cristianismo mostra. Ademais, as diversas tradições presentes na Igreja Católica atualmente são todas enraizadas no princípio articulado por São Paulo em sua carta aos Efésios: ‘Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo’ (4:5). Nossa comunhão é, portanto, fortalecida por tais diversidades legítimas, e portanto estamos felizes que estes homens e mulheres tragam consigo suas contribuições particulares para a nossa vida comum de fé”.

Informações contextuais.

Desde o século XVI, quando o Rei Henrique VIII declarou a Igreja da Inglaterra independente da autoridade Papal, a Igreja da Inglaterra criou suas próprias confissões doutrinais, livros litúrgicos e práticas pastorais, frequentemente incorporando idéias da Reforma no continente Europeu. A expansão do Império Britânico, junto do trabalho missionário Anglicano, finalmente deu surgimento à Comunhão Anglicana em nível mundial.

No curso de mais de 450 anos de sua história, a questão da reunificação dos Anglicanos e Católicos nunca foram esquecidas. Na metade do século XIX, o movimento de Oxford (na Inglaterra) mostrou um renovado interesse nos aspectos Católicos do Anglicanismo. No início do século XX, o Cardeal Mercier, da Bélgica, entrou em conversações públicas com Anglicanos para explorar a possibilidade de união com a Igreja Católica sob a bandeira de um Anglicanismo “reunido, mas não absorvido”.

Posteriormente, no Concílio Vaticano Segundo a esperança por união foi nutrida quando o Decreto sobre Ecumenismo (n.13), referindo-se às comunhões separadas da Igreja Católica na época da Reforma, afirmou que: “Entre aquelas nas quais as tradições e instituições Católicas continuam em parte a existir, a Comunhão Anglicana ocupa lugar especial”.

Desde o Concílio, as relações entre Anglicanos e Católicos criaram um maior clima de mútuo entendimento e cooperação. A Anglican-Roman Catholic International Commission (ARCIC) produziu uma série de declarações doutrinais no curso dos anos na esperança de criar as bases para a unidade plena e visível. Para muitos em ambas comunhões, as declarações da ARCIC foram um veículo no qual uma expressão de fé comum pôde ser reconhecida.  É neste contexto que esta nova disposição deve ser vista.

Nos anos depois do Concílio, alguns Anglicanos abandonaram sua tradições de conferir as Sagradas Ordens apenas a homens ao convocar mulheres ao sacerdócio e ao episcopado. Mais recentemente, alguns seguimentos da Comunhão Anglicana se afastaram do ensinamento bíblico comum sobre a sexualidade humana — já claramente afirmado no documento da ARCIC “Life in Christ” — pela ordenação de clérigos abertamente homossexuais e pela benção de uniões homossexuais. Ao mesmo tempo, enquanto a Comunhão Anglicana encara estes novos e difíceis desafios, a Igreja Católica permanece plenamente empenhada em continuar o compromisso ecumênico com a Comunhão Anglicana, particularmente através dos esforços do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.

Neste ínterim, muitos Anglicanos individualmente entraram em plena comunhão com a Igreja Católica. Às vezes, houve grupos de Anglicanos que entraram enquanto preservaram alguma estrutura “corporativa”. São exemplos deste ingresso a diocese Anglicana de Amritsar, Índia, e algumas paróquias individuais nos Estados Unidos, que mantiveram uma identidade Anglicana ao ingressar na Igreja Católica por uma “provisão pastoral” adotada pela Congregação para a Doutrina da Fé e aprovada pelo Papa João Paulo II em 1982. Nestes casos, a Igreja Católica frequentemente dispensou das exigências de celibato para permitir àqueles clérigos Anglicanos casados que desejassem continuar seus serviços ministeriais como padres Católicos serem ordenados na Igreja Católica.

À luz destes desenvolvimentos, os Ordinariatos Pessoais estabelecidos pela Constituição Apostólica podem ser vistos como outro passo em direção à realização das aspirações por plena e visível união na Igreja de Cristo, um dos principais objetivos do movimento ecumênico.

Fonte: Versão inglesa do Comunicado disponível no Bollettino.