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17 outubro, 2021

Profanações.

Por Padre Antônio Mariano – FratresInUnum.com, 17 de outubro de 2021: Nos últimos dias, chegaram várias notícias cujo pano de fundo é o mesmo: a profanação.

A Catedral de Toledo, uma Igreja Paroquial em Manaus, uma Basílica Romana… E esses foram os que se tornaram públicos. 

A picture of corals as part of art projection featuring images of humanity and climate change of Artistic rendering by Obscura Digital is projected onto the faade of St. Peter's Basilica at the Vatican

E não foram poucos os que manifestaram perplexidade diante desses eventos, que, num olhar atento, desgraçadamente não são tão raros.

A que ponto chegamos? Ver nossas Igrejas cedidas para clipes que incentivam o pecado, particularmente o pecado contra a natureza que brada ao céu, ou ver uma paródia sacrílega da Pietà composta por dois homens nús, onde recordamos de um dos pecados contra o Imaculado Coração de Maria que é a falta de respeito para com suas sagradas imagens!

Cada vez mais somos obrigados a reconhecer um espírito profético em certos homens que compreenderam para onde se dirigia a Igreja com as inovações do Concílio Vaticano II, um deles chegou a afirmar que ao começar a celebrar a missa em mesas seria a vitória de Lutero.

E é exatamente isso.

Tudo começa na dessacralização do Santo Sacrifício da Missa.

Se fizéssemos uma entrevista com a maioria dos que vão à Missa atual, perguntando qual a razão de irem à Missa, ou se reconhecem na Santa Missa um autêntico sacrifício as respostas fariam chorar os anjos.

O altar tornado mesa de copa, o sacrário relegado a um canto obscuro, as imagens inexistentes, o sacerdote que outrora era um sacrificador anônimo e que tornou-se um animador de auditório, o templo tornado espaço celebrativo… vitória de Lutero.

Recordo-me de uma vez em que fui venerar algumas relíquias de S. João Bosco que estavam encerradas numa belíssima imagem jacente e enquanto rezava, um padre celebrava a missa e explicando o que era “aquele boneco” contou a história do Rei Midas…

Dessacralização.

As coisas sagradas perderam completamente o valor para essas pessoas. Não há transcendência. Não há sagrado.

E se não há, qual o valor de uma Missa, ou de uma imagem, ou de uma Igreja?

Porque não ceder para outros usos? Uma reunião sindical? Um museu? Um expositório de obras bizarras? Um clipe gay? Qual o problema de fazer um barquinho e pôr ali a Pacha Mama e atravessar a nave da Basílica Vaticana com essa abominação?

Se – como já acontece em não poucos lugares – um grupo quisesse destruir uma Igreja, ou um monumento católico, como o Cristo Redentor, talvez houvesse alguma reação dos católicos. Mas mostrar o Cristo de máscara, refletir animais na Basílica Vaticana não parecem tão agressivos, afinal devemos ser uma Igreja em diálogo…

Vitória de Lutero.

Mas o Senhor não disse: “Ide e dialogai”, mas “Ide e ensinai”. Mais ainda, diz o Espírito Santo, “aquele que destruir o templo de Deus, Deus o destruirá”.

É porque não se reza mais nas Igrejas que essas profanações acontecem. É porque não se visita mais o Santíssimo Sacramento como o Divino Prisioneiro que chegamos a esse ponto!

É preciso resistir!

É preciso lutar! Queremos nossas Igrejas de volta! Queremos nossos monumentos católicos respeitados, mais ainda, venerados! Queremos a Missa Católica!

Mas não conseguiremos isso se ficarmos parados. Será que não percebemos que estamos em guerra como nos recordou o Apóstolo na Epístola de hoje?

Católicos, levantem-se! Levantem-se pela glória de Deus, pela santidade de seu templo! Levantem-se gritando o nome de Maria que sozinha vence todas as heresias. Façam do Credo o seu estandarte de batalha. Do Santo Sacrifício da Missa a jóia engastada em seus corações. Lutem.

Vitória de Deus.

* * *

Pe. Antonio Mariano está recebendo intenções para o Dia de Finados. Envie para profidelibusdefunctis@gmail.com.

6 outubro, 2021

Estatística é estatística. Segundo o Relatório Sauvé: 80% dos abusos sexuais na Igreja foram homossexuais.

Por Que no te la cuenten, 6 de outubro de 2021 | Tradução: FratresInUnum.com – A estatística é a estatística; e quando realizada por meios tão díspares como o The New York Times e a própria Conferência Episcopal Francesa, dificilmente se unem em consenso para mentir.

Ora, surgiu recentemente um novo relatório acerca dos abusos sexuais cometidos pelo clero nas últimas décadas. E o que se diz? O que vimos salietando há anos: que a imensa maioria de abusos foram abusos homossexuais.

2019. Relatório Pensilvânia (EUA): 80% dos abusos sexuais do clero foram abusos homossexuais.

2021 (04 de Outubro). Relatório Sauvé (França): 80% dos abusos sexuais do clero foram abusos homossexuais.

“Mas, padre! Não é porque alguém tem estas tendências que necessariamente será um pederasta!” — dirá alguém.

Sim, é verdade. Porque todos somos chamados à santidade; mesmos os que têm estas tendências.

Mas assim como não convém dar fósforo e combustível a um pirómano, ou ao viciado em jogos dar-lhe entrada gratuita ao cassino, a Igreja ordenou que não ingressassem ao seminário pessoas com tendências homossexuais arraigadas.

Porque estatística é estatística.

São Pedro Damião, ora pro nobis!

Que no te la cuenten…

P. Javier Olivera Ravasi, SE

25 setembro, 2021

Libera geral.

Por Jerônimo Lourenço – FratresInUnum.com, 25 de setembro de 2021: Em meados da década de 1990, a apresentadora Xuxa Meneghel reinava absoluta nas tardes de sábado da Rede Globo, com o seu programa homônimo Planeta Xuxa. Auxiliada por suas paquitas, Xuxa animava a plateia alvoroçada ao som de Libera Geral, uma canção bem sugestiva para um programa que foi responsável por introduzir o funk no Brasil.

Quase trinta anos depois, o clima na Igreja Católica se assemelha muito ao das tardes de sábado da Globo daquela época, como se a nave de Xuxa tivesse abduzido o Corpo de Cristo e o levado para o “planeta” dela. De fato, por toda parte, seja no ambão das Missas seja nas pastorais, não se ouve outra coisa senão: “Libera geral”. 

Libera a comunhão para pecadores públicos, libera o celibato, libera o casamento gay, libera o sincretismo, libera o paganismo, libera a camisinha, libera a maconha, libera o aborto, libera a ordenação de mulheres… A lista é exaustiva embora a criatividade não tenha fim. Para justificar tais pedidos, usa-se a chamada “abordagem pastoral positiva e misericordiosa do Vaticano II”. Por isso, quem apresenta objeções a essas patifarias é rotulado de “rígido”, “pervertido” e “obreiro do demônio”.

Acontece que o Povo de Deus não é burro e existe uma coisa chamada sensus fidei fidelium, do qual os leigos participam ativamente. Estes são capazes de reconhecer quando uma pregação destoa dos ensinamentos de Cristo, ainda que não consigam formular a própria perplexidade com a precisão teológica de um doutor. Basta pensar nos muitos leigos da França, por exemplo, que se recusaram, durante a Revolução, a ouvir os sermões de qualquer padre juramentado. Ou, então, para não ir tão longe, nos fiéis que acham esquisito o fato de o sacerdote não mais se ajoelhar diante da Eucaristia. Como advertiu Nosso Senhor, as ovelhas conhecem a voz do seu pastor.

É por isso que, hoje, esse pedido de liberação do pecado chega aos ouvidos do povo com um verniz pastoral sofisticado e falsamente amoroso. Doura-se o veneno para ludibriar a vítima, enquanto os fiéis ao depósito da fé vão sendo sumariamente calados e jogados ao ostracismo como se fossem leprosos. A verdade precisa ser sufocada para a mentira prevalecer.

Dada a situação, podemos até acreditar por algum tempo que a verdadeira Igreja de Cristo desapareceu e em seu lugar colocaram uma imitação barata, à imagem e semelhança daqueles que a projetaram. A nova Igreja é horizontal, é do homem, da mulher, do trans, do não-binário, atendendo ao gosto de todos; ela está aberta a todas as inclinações, de modo que ninguém precisa mais daquele estilo de catolicismo engessado, próprio do passado. Somente uns poucos saudosistas deveriam querer sair do compasso. Mas as coisas precisam seguir seu curso, imaginam, precisam caminhar com o bonde da história, sob pena de pecado contra o Espírito, que dizem ser de Deus.

A natureza humana, no entanto, facilmente se cansa do picadeiro. Naturalmente, as pessoas começam a pedir limites, regras, silêncio, orientação… E não se trata de medo da liberdade ou de renúncia à autonomia, mas de colocar o trem de volta ao trilho. Até para ser livre o homem precisa ser ordenado. 

Essa é a maravilha do fenômeno humano, que tão bem captou Machado de Assis em seu conto A Igreja do Diabo. Na história, Satanás funda a sua própria religião na qual os fiéis são livres para praticar todas as abominações imagináveis. Com isso, o tinhoso acredita que destruirá para sempre a religião do verdadeiro Deus, substituindo as santas virtudes pelos vícios deploráveis, prometendo “aos seus discípulos e fiéis as delícias da terra, todas as glórias, os deleites mais íntimos”. Ele confessa que é o diabo, mas “para retificar a noção que os homens tinham dele e desmentir as histórias que a seu respeito contavam as velhas beatas”.

A princípio, ele tem certo sucesso. Todavia, após alguns anos, o Diabo nota “que muitos dos seus fiéis, às escondidas, praticavam as antigas virtudes”. E essa descoberta o assombra profundamente, ao ponto que ele decide ir tirar satisfações com Deus:

Voou de novo ao céu, trêmulo de raiva, ansioso de conhecer a causa secreta de tão singular fenômeno. Deus ouviu-o com infinita complacência; não o interrompeu, não o repreendeu, não triunfou, sequer, daquela agonia satânica. Pôs os olhos nele, e disse-lhe:

 — Que queres tu, meu pobre Diabo? As capas de algodão têm agora franjas de seda, como as de veludo tiveram franjas de algodão. Que queres tu? É a eterna contradição humana.

Na mosca. O que os inimigos da Cruz não entendem é que, não importa quanto bem-estar haja numa sociedade, os homens sempre terão o coração inquieto em busca do verdadeiro Deus. Por isso, mesmo que seja oferecido a eles qualquer arremedo de religião, qualquer espiritualidade que vise dar alguma sensação de transcendência, eles sempre sentirão o apelo da graça os convidando para a grei do Senhor. Desse modo, enquanto as falsas religiões vão definhando dia após dia, a única Igreja de Cristo permanece intacta ao longo dos séculos, contra todas as hostes infernais. Assim foi com a apostasia de Juliano, com o anglicanismo de Henrique VIII e assim será também com esta nova religião, que querem nos empurrar goela abaixo.

Como saiu do ar o Planeta Xuxa, sem deixar saudades, esta Igreja do Diabo sairá de cena com suas paquitas, enquanto nas catacumbas os fiéis vão praticando, às escondidas, o antigo culto e as antigas virtudes, para delírio de quem pede para “liberar geral”, quando o que o povo quer mesmo é a santa clausura de um lugar piedoso para rezar e adorar ao Bom Deus. Depois disso, que vamos dizer? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

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11 setembro, 2021

O desabafo de um padre diocesano.

FratresInUnum.com, 11 de setembro de 2021 – É muito ruim sentir “pena” de alguém, é o que costumam dizer… Afirmam estes que pena é um sentimento indigno de se sentir por alguém, que coloca esse alguém numa posição humilhante, quase que indigna de um ser humano…

Porém, não encontro um sentimento mais adequado para os sacerdotes seculares, particularmente os diocesanos.

Mesmo sem fiéis, os padres não só podem como devem rezar a Missa

Muita gente olha para o padre com compaixão: muitas vezes vive realmente na pobreza, não possui esposa, nem filhos etc. Mas tudo isso foi amplamente considerado por ele desde que percebeu os vislumbres da vocação. De tal modo, que as privações da vida sacerdotal não o assustam, como não deve assustar a um cirurgião ver sangue.

Mas, particularmente nos últimos anos, a situação dos padres diocesanos tem piorado e causado grandes dores a esses homens que nem em seus piores pesadelos podiam imaginar que passariam pelo que têm passado. Dentre várias situações, vou descrever algumas:

a) Papalatria: os padres diocesanos estão sendo postos numa posição em que precisam escolher entre a Igreja ou o Papa. Entre toda a doutrina e moral que o Senhor confiou à sua Igreja ou à febre demolidora de Francisco. A tal ponto que Francisco, conscientemente assumiu a postura de um outro Cristo capaz de dizer: “Ouvistes o que foi dito, eu porém vos digo”. Somente Deus poderia dizer tal coisa, ou um blasfemo que se sente deus. O padre diocesano que desposou a Igreja não reconhece mais o rosto da sua esposa e, por isso, é levado a crer que ela foi sequestrada e outra mulher, horrível, foi posta em seu lugar.

b) Episcopocracia: outro manancial de feridas e dores para os padres diocesanos é o autoritarismo dos bispos. Numa igreja sem fé e sem moral, quem governa são os homens e não Deus, portanto, não há mais mandamento nem dogma, há apenas a necessidade de agradar que se manifesta em cansativas expressões como “estar em comunhão”. Um padre hoje está (de um ponto de vista apenas imediato e material) completamente nas mãos do Bispo. Quando se tem um Bispo que pelo menos deixe que se seja católico, as coisas vão com certa tranquilidade; mas quando não, a vida do padre será tal que para continuar católico, aparentemente, terá que ser cismático.

c) Covardia fraterna: É claro que seus colegas (irmãos seria uma palavra forçosa demais e, na maior parte dos casos, uma mentira) não estão alheios a essa crise, e a combatem virilmente sussurrando nos corredores do retiro do clero… Mas são covardes, e num afundar de um navio os primeiros que fogem são os ratos. Esses padres não têm a vergonha de oscilar entre fé e heresia, entre a moral de situação e a moral católica, entre a batina e camisa polo. A meta de sua existência é agradar ao bispo, e esquecem que sendo o bispo um homem convém temer não a ele, mas Àqu’Ele que tem poder de tirar essa vida e de jogar a alma no inferno. Querem cargos, poder, prestígio, não para depô-los aos pés de Cristo Rei, mas para tomarem o lugar daqu’Ele a quem deveriam servir.

d) Democracia sinodal: Até alguns anos atrás não chocava aos ouvidos de ninguém ouvir que a Igreja não é democrática, mas hierárquica. Porém, quando muitos dos sucessores dos Apóstolos escolheram suceder unicamente a Judas, seguindo um modelo comunista, os Bispos criaram “conexões diretas” com certos membros do laicato que, num evidente clericalismo, muitas vezes tendo em vistas coordenações, prestígio e poder, poderiam movimentar boa parte do povo de uma paróquia no caminho que o Bispo desejasse, ficando o padre diocesano entre o mar e as pedras… Essas conexões diretas dos Bispos não são nada mais que informantes, que futriqueiras, levam-e-traz que são os responsáveis por dizer: “O Bispo não gosta do nosso pároco”; “O nosso pároco não segue as normas do plano pastoral”; “Sabiam que nessa semana nosso padre foi chamado na mitra?”.

É claro que nem todo o povo de uma paróquia está de acordo com o que é determinado pela hierarquia. Esses fiéis, verdadeiramente católicos não se opõem por causa de um gosto pessoal, mas quando as determinações ferem diretamente a doutrina, moral ou liturgia da Santa Igreja. Mas esses, mesmo imensa maioria, não contam. São negacio-nazi-fasci-terraplani- tradi-hiper-ultra-conserva-intole-homeschol-lefebri-tridenti-monforti-cedebistas.

e) Fantasma dos abusos: nunca serão suficientemente lamentados os abusos sexuais feitos por aqueles que deveriam inculcar o amor à castidade e à pureza. Mas hoje a palavra abuso, e isso é proposital, pode referir-se tanto a um estupro como a uma chamada de atenção (mesmo que serena e caridosa) que o padre deu à mulher que colocou os paninhos verdes, quando a cor litúrgica seria vermelha. E isso é feito para que simplesmente se possa qualificar aquele padre como “abusador” que, num inconsciente coletivo, será completado pela palavra “sexual”. Hoje se fala em tantas formas de abuso, que não se pode mais corrigir uma pessoa, chamar a atenção ou até mesmo fazer as perguntas necessárias para a validade de uma confissão.

E, retornando aos terríveis abusos sexuais, falta, mesmo na Lei Civil, determinar melhor não apenas as variações que podem ocorrer nesse crime, como o modo de conduzir o processo de forma que haja uma necessidade de provas materiais distintas dos depoimentos das supostas vítimas, o que, convenhamos, pode ser fonte de vários processos injustos e viciosos.

Dentro ainda dessa linha, é minimamente curioso que muitas vezes sejam exatamente sobre padres considerados tradicionais ou conservadores que se levantem esse tipo de acusação, sem (e não por falta de buscas) nenhuma outra prova que um ou outro relato contraditório.

Na lei do papa da misericórdia e da ternura, o simples fato que alguém diga que “acha que soube que viu num dia que não se lembra direito que” um padre cometeu um abuso já é motivo para suspender o padre e, se o bispo não o fizer, o bispo.

Ok. O que acontece com esse padre?

Ele não tem a estrutura de uma congregação religiosa ou convento para o abrigar. Voltará para casa da mãe, para viver de esmolas e tentar não se matar.

f) A impossibilidade de ignorar a hierarquia: durante décadas muitos padres optaram por fazer de conta que não viam os erros e viver uma vida ensinando o catecismo verdadeiro para as pessoas, celebrando piedosamente, vivendo “em comunhão”, mas sem “exageros”. Hoje isso é impossível. A quantidade de reuniões, assembleias, votações, declarações papais, motu proprios seguidos por orientações diocesanas, parecem ser um cabo de vassoura enfiado na toca de um animal que só queria permanecer quietinho e morrer em paz. É impossível a um padre hoje ficar isento. Ou rompe e permanece católico de verdade, ou permanece católico de mentira porque na verdade apostatou da fé. Achou complicada a frase anterior? É isso mesmo. Tão complicada como a situação atual.

g) Desconfiança tradicionalista: Alguém de fora poderia pensar que esses padres diocesanos encontrariam apoio nos fiéis ditos “tradicionalistas”, mas não é bem assim. Também ali, muitas vezes, esses padres encontram a frieza e a desconfiança. Muitos desses fiéis, levados por outros padres também “tradicionalistas”, questionam a validade dos sacramentos desse padre (até mesmo sua ordenação, em alguns casos); ficam atentos a um ou outro erro que possa cometer ao celebrar num rito que ama sem nunca ter visto; temem seus conselhos, uma vez que foi formado “no modernismo”; e, se dele se aproximam, é por não terem outra opção, mas sempre com desconfiança.

Enfim, essas são breves reflexões que escrevi num só fôlego, na esperança de que suscitem realmente pena, mas uma pena que leve à oração e, se possível, a alguma forma de apoio.

Pe. Mariano – 10.IX.2021

15 junho, 2021

“Preso ou morto”. A renúncia frustrada do Cardeal Marx.

Ao analisar situações político-eclesiásticas, precisamos considerar todos os pontos de vista em questão e ponderar o que possa haver de verdade neles. No artigo abaixo, que traduzimos na íntegra, o autor analisa a situação da renúncia do cardeal Marx e deixa entrever a malícia do Papa Francisco na manobra de toda a situação.

Por Caminante | Tradução: FratresInUnum.com, 15 de junho de 2021 – Já antes da publicação da carta-resposta de Francisco confirmando-o em sua arquidiocese, muitos diziam que a renúncia não passava de uma mise-em-scène, destinada unicamente a provocar a renúncia do arcebispo conservador de Colônia.

Porém, as coisas não se contradizem. Pelo contrário, o maquiavelismo de Bergoglio fica ainda mais evidente quando se colocam em perspectiva todas essas eventualidades que, ao fim e ao cabo, apenas solidificam o seu poder, em detrimento de tudo que ele diga ou faça.

Realmente, quanto mais passa o tempo, mais fica evidente que os europeus não estão preparados para lidar com este nível de maquinação, com um papa jesuíta, argentino, peronista e progressista até o último nível.

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Contam que quando o arrecadador de rendas do presidente Néstor Krichner, prevendo futuras complicações, apresentou à viúva Kirchner a sua renúncia, recebeu como resposta a seguinte advertência: “Não se renuncia a mim. Daqui você sai preso ou morto”. Muito antes, quando um atribulado ministro de Perón fez o mesmo por causa de uma queima de Igrejas, o general mandou dizer-lhe, através do seu assistente: “Renuncia-se ao general apenas quando ele o pedir”. Os césares mandavam aqueles que caiam em sua desgraça que se suicidassem, os peronistas lhes proíbem de renunciar e lhes obrigam a suicidarem-se lentamente. A perversidade do poder tem múltiplas formas.

Bergoglio seguiu a tradição peronista, uma vez mais, rechaçando a renúncia do cardeal Marx. A jogada, na verdade, é uma contra-jogada maquiavélica, muito mais maquiavélica que a do inocente alemão. Com efeito, Marx, com sua renúncia, buscava candidamente duas coisas: escapar do rol necessariamente disciplinador do Sínodo que o seu cargo lhe impunha; e ficar livre como um civil a mais para poder agir em favor da rebeldia sinodal, e livre como um cardeal (ele não renunciou a isso) para armar o seu jogo de poder em Roma. Um príncipe do povo por direito próprio nessa grande queda-de-braço entre Alemanha e Roma, entre a máfia teutônica e o portenho e seus laterais. Com este simples golpe, Bergoglio desarma Marx, tira-lhe a sua principal arma (já não poderá ameaçar com a renúncia) e força-o a alinhar-se com Roma ante ao Sínodo. Marx ficou neutralizado, debilitado, esvaziado. Com que cara poderá representar os revolucionários, ele, que foi ratificado pelo próprio papa? Com um só golpe certeiro, Bergoglio matou Marx e deixou um zumbi em seu lugar. E não vejo o alemão insistindo com a sua renúncia, não ficou nenhuma margem para isso, ainda que seria interessante ver como lhe responderiam e como isso iria terminar. Preso ou morto. Porque, além disso, as denúncias que seriam o presumido motivo da sua resignação, continuam vigentes e em curso.

Que não nos engane o tom aparentemente melífluo e confiante da carta. É tal a humildade e mansidão que transmite, que o seu autor se compara com Jesus Cristo ao mesmo tempo em que crava a espada da missão suicida no pobre Marx: “E esta é a minha resposta, caro irmão. Continua como propões, mas como Arcebispo de Munchen e Freising. E se tiveres a tentação de pensar que, ao confirmar a tua missão e ao não aceitar a tua demissão, este Bispo de Roma (teu irmão que te ama) não te compreende, pensa no que sentiu Pedro diante do Senhor quando, do seu modo, apresentou-lhe a renúncia: ‘Afasta-te de mim, que sou um pecador’, e escuta a resposta: ‘Apascenta as minhas ovelhas’”.

Deve-se reconhecer em Bergoglio, vazio de pensamento como é, profissional frívolo, um mestre dessas “pequenas astúcias”, como dizia Kafka, muito bem meditadas e preparadas. Como uma aranha pensativa, tecerá todas as intrigas possíveis para confundir os filhos de Armínio e evitar que se discuta o seu poder. Podemos antecipar uma guerra realmente espetacular, cheia de trapaças, chicanas e jogos sujos, e, se a biologia o acompanha, uma vitória de Francisco sobre o ingênuo episcopado progressista alemão, que terminará desaguado em um recôncavo de lugares comuns e platitudes que escamoteiam, temas que se não poderão impor, modulados por Marx e outros zumbis. Em politicagem não vão ganhar dele. E o cisma é filho da malícia, não da heterodoxia. Não são inimigos para o compadre de Flores, êmulo de Juan Perón e de Néstor Kirchner.

24 maio, 2021

Sínodo do Sínodo e o novo significado de pós-Concílio.

FratresInUnum.com, 24 de maio de 2021 – Acabam de sair as novas disposições sobre o próximo sínodo, cujo tema é o sínodo mesmo — o enclausuramento eclesiológico é praticamente crônico nas reflexões das últimas décadas e, por mais ridícula que pareça, a redundância é apenas o signo léxico de uma eclesiologia em si mesma redundante. Novas disposições, por quê? Enfim, também nós não entendemos, já que o Sínodo da Família usou a mesma metodologia: consultas à “base” para, depois, resultar em sínteses diocesanas, nacionais, continentais e, com isso, realizar o circo midiático sinodal. 

Papa sínodo

Imagem: a Pachamama glorificada no Sínodo da Amazônia.

Talvez a novidade não esteja propriamente na metodologia, mas, sim, na finalidade a que ela se propõe de maneira estrutural: criar um sistema plebiscitário para dar a impressão de que todos podem participar do governo da Igreja. No entanto, longe de uma “Igreja em saída”, temos cada vez mais uma cúpula clericalista ensimesmada, cada dia mais afundada em suas burocracias, conferências, regionais, congressos e comissões eclesiásticas.

Dizemos “para dar a impressão” porque definitivamente a última coisa que interessa aos progressistas é escutar o povo fiel. Exatamente como ocorreu no sínodo para a família, quando o resultado das consultas não chegava como os chefes do sínodo queriam, eles engambelavam e davam um jeitinho de fazer suas ideias prosperarem. Se os bispos fossem eleitos pelo povo, a maioria das inócuas excelências eleitas para portarem uma mitra sobre a cabeça jamais sairiam do anonimato, inclusive porque alguns, mesmo depois de bispos, perseveram heroicamente na posição de nulidades absolutas.

O povo é e sempre foi católico raiz e nunca entendeu direito as manhas do clero progressista. O descolamento do corpo dos fieis é mais do que flagrante. Afinal de contas, não é por acaso que justamente os países que querem determinar os rumos do catolicismo no século XXI sejam aqueles cuja erosão do número de católicos seja tão vultuosa quanto a sua presunção.

Fato é que, ao fim e ao cabo, todas essas consultas servem para muito pouco, pois acabam sendo o adubo de que as vacas ideológicas irão formar o seu esterco. De resto, o próprio Papa Francisco já disse que o sínodo não consiste em colocar temas sob votação, mas em escutar o Espírito Santo – a pena é que coloquem na conta do Espírito Santo tantas obsolescências pensadas pelos teólogos!

Há, contudo, uma utilidade que não aparece numa visão superficial e é esta novidade que é visada como objetivo principal do sínodo sobre o sínodo. Trata-se, agora, não mais de realizar um sínodo sobre um tema específico, mas de realizar uma mudança na estrutura divina da Igreja, introduzindo-a numa dinâmica abertamente revolucionária. 

Dizendo em outras palavras, o que se quer é revolucionar permanentemente a Igreja em discussões contínuas, numa bagunça perpétua, em que ninguém mais terá paz, pois a cada quinquênio (quando muito!) tudo corre o risco de mudar.

Dom Hélder Câmara, na época do Concílio, fez a singela sugestão de que o papa convocasse a cada dez anos um novo Concílio Ecumênico para aggiornare – atualizar! – a Igreja no contexto do progresso daquela década, a fim de que não perdesse o bonde da história. O que ele não imaginava é que a sua sugestão, naquele tempo tão vanguardista, seria relegada como antiquada justamente pelos seus devotos!

Com a Igreja Sinodal, provavelmente a história dos Concílios ficará encerrada, pois estas reuniões de todo o episcopado serão consideradas desnecessárias e até indesejáveis. A sinodalidade bergogliana jogou o progressismo no verdadeiro pós-Concílio, quer dizer, não apenas na fase sucessiva do Vaticano II, mas numa fase que superará definitivamente a estrutura mesma de todo e qualquer Concílio, pois assumirá a perturbadora inovação como método de sua autorrealização.

A frase do protestante reformado holandês, Gisbertus Goetius, “Ecclesia Reformata, semper reformanda” (“A Igreja reformada sempre está em reforma”) agora será assumida como essência da pastoralidade da Igreja Católica. Tudo estará sempre em constante mutação. Tudo!

E não há nada de novo nisso, também. Quem não compreendeu que a provisorialidade é um elemento essencial de todas as formas da Nova Teologia, inclusive da Teologia da Libertação, simplesmente não entendeu nada. Para essas correntes de pensamento, toda e qualquer teologia é fruto do seu próprio período histórico e de sua realidade econômico-sócio-política. Não há uma teologia absoluta, feita de verdades imutáveis, de dogmas, de preceitos emanados univocamente da Divina Revelação. Tudo está em discussão e interpretação sempre!

Para os progressistas, na verdade, tudo é questão de velocidade: uns querem ir mais rápido, outros mais devagar, mas, no fundo, é preciso avançar, mesmo que lentamente. Como dizia Francisco, em Evangelii Gaudium, “o tempo é superior ao espaço” (n. 222) e, por isso, “este princípio permite trabalhar a longo prazo, sem a obsessão pelos resultados imediatos” (n. 223).

Ao contrário, a Igreja nunca precisou apelar para uma dinâmica de plebiscito porque está fundada sobre verdades eternas, as verdades da Fé, permanentes para todos os períodos da história. Os papas, os bispos, os sacerdotes ou qualquer outra autoridade nunca pensaram em mudar nada disso, por mais corruptos que fossem. A estrutura da Igreja foi criada para conservar e transmitir a Fé, e não para deixa-la à mercê das instabilidades das modas do momento. É justamente essa permanência que manteve a Igreja firme e estável por mais de dois milênios!

Não adianta nos comportarmos com aquela cegueira voluntária de quem se recusa a admitir os fatos. O Papa Francisco e toda a sua equipe, especialmente o gabinete das sombras, que atua de modo oculto e inteligente, estão atirando a Igreja Católica na diluição completa. Estamos às portas de mais uma imensa confusão que gerará nada mais nada menos que uma Igreja líquida. Resistamos e brademos sempre: Non praevalebunt!

2 maio, 2021

Foto da semana.

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Nápoles, 1 de maio de 2021: pela segunda vez consecutiva, o Sangue de São Januário não se liquidez. Historicamente, este fato é associado à ocorrência de grandes catástrofes.

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8 janeiro, 2021

Trump perdeu. E agora?

FratresInUnum.com, 8 de janeiro de 2021. – O cristão analisa todas as coisas sobrenaturalmente, buscando interpretar os acontecimentos à luz da Divina Providência, que sempre sapientissimamente governa todas as coisas propter electos, por causa dos eleitos. Esta é a nossa chave de leitura para todas as circunstâncias: Deus Nosso Senhor está conduzindo tudo tendo em vista a salvação das almas!

Invasão do Capitólio deixa 4 mortos e 52 presos, diz polícia de Washington - Jornal O Globo

É assim que precisamos analisar o desfecho das eleições americanas. Mas, para isso, precisamos nos livrar de certos condicionamentos psíquicos que nos podem estreitar demasiadamente a visão.

Antes de tudo, a revolução é um modo de pensar que inverte a nossa relação com a própria realidade: troca-se a contemplação da ordem existente no cosmos e de sua relação com o Deus incriado pelo ímpeto rebelde e iconoclasta de subverter o mundo, a fim de submetê-lo ao próprio arbítrio. Para conseguir tal intento, no entanto, é preciso infundir nas almas algumas crenças fundantes, das quais gostaríamos de salientar uma.

Eric Voegelin chamava de fé metastática “a crença ou esperança numa repentina transfiguração da estrutura da realidade e na subsequente emergência de uma ordem paradisíaca”, sempre por forças intrínsecas à própria história. É nisso, por exemplo, que se baseia o delírio progressista, que engendra nas mentes a ideia de uma evolução sempre maravilhosa rumo a um paraíso cientificista, acompanhada da estigmatização simultânea de toda e qualquer mentalidade conservadora, rotulada, assim, de obscurantista e retrógrada.

A versão negativa da fé metastática é a crença numa desfiguração instantânea da realidade, sob o suposto domínio das forças revolucionárias, que querem justamente que os seus opositores creiam na sua onipotência para que entreguem o jogo, fiquem paralisados pelo medo e parem de lutar.

Esta é a reação psicológica inerente ao derrotismo dos conservadores diante da derrota de Donald Trump. É como se repentinamente o mundo inteiro passasse ao domínio imediato da esquerda (como se ela já não estivesse atuando a todo vapor), sem hipótese de se reerguer. Mas a impressão é inteiramente falsa.

Se existe um aspecto da realidade muito difícil de ponderar, este é a política. Com exceção de Deus, que não governa o mundo despoticamente, ninguém tem o poder sobre o universo de maneira total e sempre há eventualidades muito difíceis de serem previstas. Por exemplo, pode acontecer uma sucessão de cataclismos, pestes e até guerras que tirem o controle das mãos dos que pensam dirigir o mundo; assim como pode suceder um despertar sobrenatural operado pela graça que faça muitas pessoas se posicionarem na direção oposta daquela que eles pretendem. Pessoas nascem e morrem. Muitos que agora estão em pé, amanhã estarão caídos.

Fato é que estar na Presidência da República confere poderes, mas também eles são limitados por uma série de contingências. No Brasil, Bolsonaro não consegue governar, apesar de eleito; nos Estados Unidos, o próprio presidente foi impiedosamente apedrejado pela mídia, chegando a ser censurado pelo Twitter. A ditadura high tech avança – ontem mesmo líamos uma notícia que dizia que o WhatsApp mudou a política de privacidade e, a partir de fevereiro, começará a compartilhar dados dos usuários com o Facebook! Em outras palavras, se o Presidente dos EUA foi censurado, o que se fará contra o cidadão comum que seja identificado como obscurantista, fundamentalista, conservador?

Mas, por outro lado, o que, afinal de contas, Trump perdeu? Precisamos perceber que aí há uma derrota mais psico-política do que real. É algo muito similar ao que aconteceu no Brasil.

Será que a vitória de Bolsonaro significou, na prática, uma verdadeira vitória para o movimento popular conservador?

Há vitórias que são derrotas.

Se a Dilma não tivesse ganhado em 2014, hoje o PT não estaria tão arrasado quanto está. Na verdade, Trump sai bastante fortalecido dessa eleição: nenhum presidente obteve tamanho entusiasmo popular e ostentou igual capacidade de mobilização — um contraste gritante com os últimos comícios-velório, com todo distanciamento social, de Biden; Trump angariou a maior quantidade de votos já obtidos por um candidato republicano e, fora do cargo, poderá continuar politicamente ainda mais ativo, realizando uma oposição ferrenha e fortalecendo ainda mais as convicções políticas da população que rechaça o socialismo.

A invasão do Capitólio (imagem) por populares teve um significado muito paradoxal: de um lado, mostrou o teatro da barbárie dos Antifas, calculado para desprestigiar os EUA diante do mundo, o que é lamentável; e, de outro, o protesto pacífico de um povo impotente, convencido de que houve fraude, e que está descontente porque a vitória de Biden foi mais uma manobra de cúpulas do que outra coisa.

Os EUA sempre estiveram politicamente divididos e foi justamente esta divisão que sempre elegeu os presidentes com pouca margem de diferença e também que os obrigou a fazer uma política de equilíbrio interno de forças.

É evidente que não é correto idolatrar Donald Trump, como ingenuamente fazem alguns conservadores. Ele cometeu erros desnecessários, como, por exemplo, a sua atitude excessivamente auto-glorificante ou a pouca empatia demonstrada durante a crise sanitária da peste chinesa. Mas o seu erro fundamental foi aquele excesso de auto-confiança que o fez subestimar os seus inimigos, os inimigos do povo americano, e destruí-los enquanto estava no poder. Estes e outros elementos contribuíram para que houvesse uma oscilação na sua popularidade que, pela estreita margem de vantagem ajudada pelas fraudes, levou à vitória o seu oponente. Agora, o teatro dos Antifas será usado contra ele, porque foi concebido para isso, a fim de poder causar o seu impeachment a poucos dias de cessar o seu mandato, o que o impediria de se reeleger em 2024.

Isso nos mostra o quanto importa formar um conservadorismo político que esteja profundamente imbuído dos valores civilizacionais da Cristandade e do Reinado de Nosso Senhor, ao invés de decair em barbarismos que podem chocar os sentimentos de bondade da população e inibir o seu apoio justamente em momentos tão decisivos.

Em certo sentido, a derrota de Trump pode acirrar os ânimos conservadores, antes anestesiados por um sentimento falso de vitória e tranquilidade, enquanto os inimigos continuavam mantendo a hegemonia sobre as universidades, sobre o show business e até sobre as Redes Sociais, para moldar a sociedade inteira segundo as suas ideologias. Agora, no poder, poderão ser fortemente atacados e, assim, seria engrossada a fileira da militância conservadora.

Para nós, católicos, a situação pode se agravar, mas, em certo sentido, ainda continua estruturalmente a mesma.

Quem tem Francisco temeria Biden?

Há 300 anos a maçonaria persegue incansavelmente a Igreja, sendo provisionada por instituições mais discretas ainda, que atualmente remontam ao sistema financeiro global. No último século, as fundações começaram a financiar ONGs pelo mundo inteiro, com a finalidade de realizar o mesmo intento, só que agora com métodos cientificamente muito mais aprimorados. Hoje, fortalece-se de modo sem precedentes a tirania das big techs e dos grandes conclomerados corporativos, cujas fortunas ascenderam aos píncaros enquanto os países despejavam enxurradas de “estímulos” econômicos no meio da pandemia. Não é esta a grande alegria dos “mercados” nos últimos dias com a confirmação de Biden?

No século XVIII, a maçonaria percebeu que não conseguiria revolucionar as sociedades enquanto não suprimisse a Companhia de Jesus, pois aqueles homens apostólicos e doutos tinham fermentado toda a Europa com colégios de alta cultura, formando as elites e anestesiando o povo contra as novidades anti-católicas.

Hoje, a revolução conseguiu devastar a Igreja Católica (especialmente por este desastroso pontificado) e, apenas por causa disso, pôde, agora, por fim, apoderar-se do governo americano para reduzir a América à subserviência chinesa — regime que, para um homem de confiança de Francisco, Mons. Sorondo, melhor aplica atualmente a doutrina social da Igreja — e realizar a varredura da própria noção de propriedade privada, que, no fundo, é o que está sendo atacado.

Trump perdeu. E agora?

Agora, precisamos cair na realidade que estava mascarada sob uma falsa vitória e começar a fazer o trabalho difícil, que é ir para as bases e ser exatamente o que os jesuítas foram antes da sua supressão e, sobretudo, antes da sua perversão interna, consumada durante o generalatato do Padre Arrupe; precisamos, além das redes sociais, criar grupos locais, presenciais, vínculos físicos; precisamos, ainda, nos dedicar ao estudo, exatamente como um médico faz, investigando as causas para, a partir delas, atacar a doença; precisamos, sobretudo, ter superabundância de vida espiritual, dedicar-nos verdadeiramente a crescer em união com Deus, através dos sacramentos, da oração e de uma terna devoção à Santíssima Virgem.

Todo mundo quer vitórias fáceis, vindas à base de descansos e lutas alheias. Sabemos da crise terrível pela qual passa a Santa Igreja, mas não podemos nos render diante dela, pois Deus quer, da nossa parte, a resistência firme e pronta, para que, da parte dEle, sejam derramadas as graças de que temos necessidade. Não escutemos as lamúrias derrotistas; elas apenas nos desencorajam. É hora de militarmos! Escutemos as palavras de triunfo oriundas dos lábios Santíssimos da Virgem de Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará”! Viva Cristo Rei!

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9 dezembro, 2020

Dom Alberto Taveira, o lobby gay e o eco-comunismo amazônico.

Por FratresInUnum.com, 9 de dezembro de 2020 – Nunca escondemos nosso desapontamento com algumas posturas e falas de Dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém e um histórico referencial da RCC no Brasil. Nos últimos anos, ele deu algumas demonstrações de intolerância para com tradicionalistas – um dos exemplos mais eloquentes foi quando, num ENF da RCC em Aparecida, ele hostilizou o uso de véus ou usos tradicionais –, embora tenhamos de dizer que ele tem sempre dado guarida à Missa na forma extraordinária em sua arquidiocese. Também causou espanto ver o seu nome entre os signatários da famigerada carta ultra-TL contra o governo brasileiro.

Contudo, nos últimos dias ganhou destaque uma tentativa, até o momento frustrada, de causar escândalo com o seu nome, para manchar-lhe a reputação. Trata-se de acusações de delitos graves que se teriam supostamente praticado no seminário de Belém. Houve uma visita apostólica a este respeito, a abertura de uma investigação civil e quase um estrondo midiático, que foi contido pela destreza do arcebispo em desviar-se rapidamente da situação e pela rápida adesão de leigos que se mobilizaram em sua defesa por todo o Brasil. Alguns detalhes deste episódio merecem a nossa atenção.

Tentativa golpista do lobby gay. O site “Ver o fato” lançou no domingo uma entrevista completa em que conta que sete ex-seminaristas, liderados por dois padres, apresentaram denúncias de imoralidade contra Dom Alberto Taveira tanto à justiça civil quanto à eclesiástica, no caso, à Santa Sé.

O mesmo jornalista que publicou a notícia, porém, retratou-se no dia de hoje e reconheceu que estava totalmente enganado e que as denúncias partiram do que ele mesmo chamou de lobby gay, ou seja, um grupo de homossexuais que justamente foi expulso da arquidiocese de Belém por Dom Alberto e que, agora, pretende dele se vingar, destruindo a sua reputação.

O próprio jornalista afirma: “É hora de se puxar o freio da pretensão do movimento homossexual nas fileiras do clero. Nada contra a homossexualidade, como podem evidenciar as aparências (sic!), mas tudo contra a vulgaridade da opção sexual dos padres, a sodomia e outras imoralidades bancadas pelos já sofridos recursos financeiros das paróquias”.

“O bispo precisa impor limites, ordem na casa. A Igreja precisa disso. E alguns padres, de vergonha na cara. Podem até ser o que são e fazer o que fazem, mas já é demais sustentar suas farras e orgias baconianas com o exercício do sacerdócio ministerial. É hora de resistirmos a esse vício crescente em nossa Igreja”…

“E por conta das resistências e enfrentamento dessa realidade em seu rebanho clerical, o arcebispo tem sido vítima de calúnias, injúrias e difamações. Os acusadores, rasos nos seus lamentos tão cênicos quanto cínicos, sabem dos revezes que poderão sofrer em juízo, mas parecem não se importar. Querem mesmo, movidos pela cega vingança, macular o nome do prelado. Isso lhes basta”.

Lobby gay é a definição do movimento que tenta denegrir a vida de dom Alberto Taveira. São padres, seminaristas e ex-seminaristas gays que reagem infantilmente às medidas de contenção. Resistem ao freio no exercício de suas paixões vulgares”.

Um áudio mais longo recolhe as declarações de um padre sobre a situação na arquidiocese de Belém e esclarece detalhes muito interessantes, inclusive sobre a conduta criminosa pregressa dos acusadores do arcebispo, que vale muito a pena ter presente.

Estranha visita apostólica. No áudio mencionado, o clérigo declarante diz que “Dom Alberto é hoje uma figura que não é querida entre os bispos da Amazônia porque ele é o único que resiste a um certo tipo de voz, a um certo tipo de ideologia que quer uma Igreja Amazônica, diferenciada, progressista, indígena etc., ele é o que articula com mais inteligência uma resistência a isso”. 

Na sua própria declaração em vídeo, Dom Alberto chega a mencionar, sem dissimular a sua perplexidade, que houve uma visita apostólica nos últimos dias. E o site “Ver o fato” disse que ele “diante das acusações feitas, foi aconselhado a renunciar ao arcebispado, mas teria recusado, alegando ser inocente e de que não haveria provas contra ele”.

Ora, fica muito claro agora, diante de todo este imbróglio, que houve duas forças que atuaram articuladas na tentativa de golpe contra o arcebispo de Belém: de um lado, o lobby gay, que visava tão somente a sua destruição pessoal; e, de outro, o lobby eco-amazônico, que queria livrar-se do arcebispo às pressas, ansioso de avançar com a agenda tribalista do Sínodo da Amazônia. 

Consequências eventuais. A atitude de Dom Alberto foi inteligente e equilibrada. Ele simplesmente recusou-se a renunciar, contrariando o conselho que, “como uma Mãe Amorosa”, lhe vinha do Vaticano. Agora, com o passar dos dias, a mídia, inicialmente eufórica, percebeu a armadilha em que se estava enfiando e como estava sendo instrumentalizada por delinquentes para as finalidades mais desonestas e, consequentemente, pulou fora do barco

Contudo, o que teria acontecido se Dom Alberto Taveira tivesse renunciado? O escândalo estaria sacramentado e, mesmo que ele operasse um milagre público em seu favor, nunca mais ninguém creria nele, com o necessário resultado de um desprestígio absoluto para a arquidiocese e para a Igreja no Brasil. Quem iria reparar este dano? O Vaticano? 

Tentativas de golpes como este vêm acontecendo em diversas partes do Brasil, justamente contra bispos e padres que, obedecendo a lei da Igreja, se opõe à devassidão moral do clero e tentam estabelecer a moralidade na Igreja.

Natureza do lobby gay. A expressão “lobby gay” designa não apenas aqueles clérigos que têm alguma tendência ou mesmo conduta homoafetiva, mas, grupos inteiros de seminaristas, diáconos, padres e bispos que querem usar a estrutura da Igreja como meio de promoção de abusos e orgias sexuais, de mútuo favorecimento e auto-promoção, como uma espécie de rede em que, valendo-se da posição de clérigos, estes indivíduos apenas vão criando uma verdadeira sociedade secreta homossexual, que capta adeptos desde as pastorais de jovens até inseri-los na própria estrutura eclesiástica, nas altas cúpulas.

Existe uma verdadeira máfia gay na Igreja Católica, máfia que se torna cada dia mais agressiva, não apenas contra bispos que a enfrentam, mas contra os próprios padres e leigos que ousam posicionar-se de maneira alternativa. Eles conquistam postos chave em dioceses com vistas a manterem em funcionamento toda esta “rede”, como bem a definiu Michael Vorris, “a cloca clerical homo-comunista”.

Neste sentido, percebe-se claramente que há aí não apenas uma espécie de desvio moral, mas uma verdadeira ideologia gay: são grupos inteiros que a cada dia assumem posturas abertamente gaysistas, sem sofrerem nenhum tipo de restrição ou, quando a sofrem, reagindo de modo violento, como acaba de acontecer com Dom Alberto Taveira.

A pergunta que nos fazemos é: até onde isto irá? O papa Francisco tem querido apresentar-se como um moralizador da Igreja, agravando ainda mais as medidas disciplinares já rigorosas, emitidas nos tempos dos seus predecessores, mas é notório que há bispos que acobertam padres escandalosos, mesmos com provas documentais, fotográticas, áudio ou videografadas, a despeito do sofrimento do seu povo; há bispos comprometidos com o lobby gay e que trabalham inclusive contra qualquer um que queira enfrentar esta chaga na Igreja, sem perceberem que, na hora em que essas coisas se tornam um escândalo, eles são os primeiros a terem de arcar com as consequências.

A curiosa posição de Dom Azcona. Tanto no mencionado áudio do padre quanto no artigo de “Ver o fato”, menciona-se algo muito curioso: “o bispo do Marajó, Dom José Luiz Azcona, estaria em rota de colisão com o arcebispo, pois teria sido apontado por Dom Alberto como pivô das denúncias à Cúria Romana… Na verdade, Dom Azcona foi a primeira pessoa do meio eclesiástico a ser procurada pelos padres e ex-seminaristas, uma vez que o próprio arcebispo não seria o canal correto das denúncias justamente por ser ele o envolvido. De acordo com as informações, o bispo teria ficado ‘estarrecido’ ao ouvir os relatos e prometido tomar providências”.

Dom Azcona ficou nacionalmente conhecido durante o Sínodo da Amazônia por suas esplêndidas pregações contra a paganização ocorrida então no Vaticano, inclusive denunciando o absurdo de ter-se entronizado ali o execrável ídolo da Pachamama. 

Contudo, já nos meses seguintes o seu nome comparece naquela mesma carta mencionada no início do nosso artigo, carta de tom abertamente TL e que afronta o governo democraticamente eleito com argumentos ultra-comunistas. O comparecimento do nome de Dom Azcona entre os signatários daquela absurda carta causou não apenas rechaço entre o povo, mas eloquentes manifestações de repúdio.

Em resposta a isso, Dom Azocona escreveu um longo texto em seu facebook no qual esconde-se por trás do mais patético isentismo, colocando-se comodamente num centro idealíssimo e condenando a todos, imputando igual erro a comunistas e conservadores, como se não houvesse essenciais matizes ideológicos entre essas ideologias, e, pela via da pasteurização mais banal, lança um apelo querigmático à conversão, ao retorno à centralidade de Cristo, etc., como ele mui belamente faz, mas usando este pacote magnífico como passaporte do seu próprio salvo-conduto.

Este tipo de isentismo é muito preocupante num bispo, pois revela a pretensão de uma neutralidade que frequentemente favorece a delinquência, ainda que com boa intenção. Não basta ser bom, é preciso perceber para que direção nos estão puxando, é preciso proceder com prudência, é preciso agir com sabedoria. É por neutrismos deste tipo que os católicos padecem frequentemente, enquanto as máfias engordam e se beneficiam quotidianamente às nossas custas.

Mobilização dos católicos. A experiência de Dom Alberto Taveira nesses dias merece ser protocolada por nós todos. Diferenças ideológicas à parte, temos de reconhecer que ele estava, ao que parece, sendo injustiçado por um bando de criminosos, os quais se beneficiaram em larga escala tanto da distância ideológica do arcebispo em relação a esta eco-ditadura bergogliana, quanto da fome de sangue da mídia.

Em todo caso, o laicato católico brasileiro é muito mais esperto do que parece à primeira vista. A mobilização dos fieis bloqueou de modo muito eficaz a tentativa de golpe, o escândalo e a calúnia, chegando até mesmo a antecipar-se ao agressivo noticiamento que se iria fazer. 

Precisamos estar atentos, pois estas máfias não param e frequentemente se levantam para banir da vida pública leigos engajados, sacerdotes fieis e bispos coerentes. A experiência mostra que é preciso aprender com todos os males. Talvez este episódio nos tenha revelado que é preciso começar a blindar de outro modo os bons pastores, antes que estes sejam completamente devorados pelos lobos ou pelas lobas.

10 novembro, 2020

As eleições americanas. Uma análise parcial.

Por FratresInUnum.com, 10 de novembro de 2020 – Deus quer a salvação das almas. Esta é a moldura através da qual nós lemos todos os acontecimentos humanos, desde os mais corriqueiros até a geopolítica mundial. Sem este pressuposto, nossas análises podem ser politicamente acertadas, mas sempre padecerão a ausência do elemento essencial, que define todos os demais e que não pode ser jamais ignorado pelos cristãos. Dito isso, passemos à observação dos fatos.

Biden, dito “católico”, chega para assistir à missa em Wilmington, Delaware, neste domingo. JONATHAN ERNST / REUTERS

Uma visão serena sobre a eleição americana

Apesar de toda a histérica celebração da mídia, da mesma mídia que fez uma acirrada campanha pela vitória de Joe Biden, a disputa eleitoral nos Estados Unidos ainda não foi concluída. Comemorar antes do tempo, mais do que sinal de vitória, pode ser uma mais eloquente manifestação de insegurança e derrota: eles precisam criar uma narrativa antes de serem obrigados a simplesmente reconhecer uma eventual perda.

Em todo caso, mesmo que o resultado final da eleição seja a vitória de Biden, existem alguns fatos que não podem ser contestados. Em primeiro lugar, a fraude relatada na votação não foi apenas gigante, mas foi amplamente documentada, coisa absolutamente escandalosa em se tratando da eleição de um presidente americano.

Aliás, é preciso notar que a própria mídia foi obrigada a retroceder em sua euforia: num primeiro momento, davam Biden como elected president, agora o dão como projected winer. Seria uma recordação da eleição entre Bush e o queridinho da midia, Al Gore, em 2000? Este último foi celebrado amplamente pela grande imprensa para, um mês depois, ser derrotado nos tribunais. 

Em outras palavras, o presidente Trump deixou a mídia internacional comemorar, tranquilamente, judicializou o pleito, dadas as incontestes manipulações dos votos, e, enquanto isso, foi serenamente jogar golf

Depois de uma campanha tão desequilibrada, em que toda a elite americana e até global se empenhou em eleger desesperadamente Biden, a única coisa que eles conseguiram obter, recorrendo à fraude, foi a metade do eleitorado. Isso não foi efetivamente uma vitória, mas uma derrota glamourosa

É preciso esperar o resultado da eleição após apreciação dos recursos judiciais e da recontagem. A questão eleitoral pode, inclusive, ficar em segundo plano diante da demanda criminal da fraude absurda. Não adianta contar com uma vitória antecipada. Contudo, mesmo que Biden seja o presidente, qual será o impacto real na política americana?

Quadro político resultante da eleição

Os conservadores não apenas saíram moralmente reforçados do pleito – de fato, as fraudes “milagrosamente” beneficiaram apenas Biden –, mas obtiveram até agora maioria no Senado e, portanto, garantem a presidência da casa. É bastante improvável uma virada dos democratas no placar. Dada a idade de Joe Biden e o seu estado senil, é provável que não suporte a presidência e seja sucedido pela sua vice, a escandalosa Kamala Harris, que terá como “vice-presidente” o presidente do Senado.

O regime americano é profundamente federalista (isso se observa bem pelas eleições: o candidato ganha todos os votos do colégio eleitoral quando vence no Estado), o que dá ao Senado uma importância muito maior do que a a da Câmara dos Representantes (equivalente à nossa Câmara dos Deputados), aliás, exatamente o oposto do que no Brasil. 

Os senadores realmente conseguem limitar a ação do presidente da República e tornar o seu governo bastante controlado internamente. Porém, até mesmo na Câmara dos Representantes o partido republicano cresceu, embora não tenha obtido maioria. O que mostra não apenas uma incongruência eleitoral – como é que os americanos votaram em legisladores conservadores e num presidente liberal? –, mas sobretudo que o governo de um eventual presidente Biden não será nada fácil. 

Os próprios progressistas já reconheceram que uma eventual derrota de Trump não equivale ao fim do trumpismo.

Diferença entre Trump e a onda conservadora

A mídia atual confunde o conservadorismo americano com a pessoa de Donald Trump e, portanto, atribui imediatamente a eventual derrota de Trump a um enfraquecimento da direita americana. Isso não passa de uma completa inversão da realidade.

Na verdade, o fenômeno Trump é apenas o resultado da reação popular ao progressismo de Obama aglutinado no Tea Party, em que a América profunda, o povo americano, cristão e conservador, cerrou fileiras em torno de seus valores e contra o socialismo que, então, avançava.

A onda conservadora, como demonstramos acima, não diminuiu nem um pouco. Antes, aumentou. Se a fraude das eleições foi necessária é justamente porque o sucesso de Trump, decorrente da própria natureza conservadora do povo (e não o contrário), é um fato por si mesmo inconteste.

O vergonhoso mito do “católico” Joe Biden

Mal a imprensa anunciou a projetada vitória de Biden, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos se apressou em manifestar a sua nota de apoio: “Parabenizamos o senhor Biden e reconhecemos que se une a John F. Kennedy como segundo presidente dos Estados Unidos a professar a fé católica”.

Ora, a agenda política de Biden sustenta a ampliação do direito ao aborto, a redefinição do casamento natural e o favorecimento da homossexualidade. Ele chega ao ponto de defender a descriminalização da transgenerização de crianças e a candidatura de Kamala Harris foi apoiada pela Planned Parenthood!

Diante disso tudo, como é que os bispos podem dizer que ele “professa a fé católica”? A resposta é bastante óbvia, nos parece: é que os bispos já não professam mais a fé católica, mas a ideologia bergogliana, reinante no Vaticano desde 2013.

Os planos triunfalistas da esquerda católica intra muros vaticanos

Vaticanistas há que comemoram antecipadamente a eventual eleição de Biden justamente porque ela liberararia o pontificado de Francisco das movimentações do arcebispo Carlo Maria Viganò e dos conservadores, facilitando a agenda reformista (diga-se, herética) do pontífice argentino. Contudo, uma coisa são os planos da esquerda católica, agora em poder no Vaticano, outra coisa é a sua realização.

Como foi bem notado, embora Francisco tenha chegado ao ponto de lançar um filme em sua própria auto-glorificação nas vésperas das eleições americanas (aquele documentário em que eles propositalmente lançaram a frase do papa de apoio à união civil dos homossexuais), a única coisa que ele conseguiu com isso foi manter a divisão exata entre os católicos, metade dos quais votou ainda em Donald Trump.

A Igreja é um Corpo imenso e a cabeça humana não consegue acelerar demasiadamente em sua violência revolucionária, justamente porque precisa sustentar o peso do corpo. E os fieis estão fazendo um heroico e gigantesco corpo mole, por todos os lados.

O problema de Francisco não é com o presidente da República dos EUA, mas com os seus fieis, que já não se reconhecem nele. A Igreja está paralisada por todos os lugares e ele simplesmente não consegue atrair a atenção do povo. Aliás, alguém aí notou algum entusiasmo por Fratelli tutti? As próprias Edições CNBB tiveram que colocar os livros do Papa Francisco em promoção – por que será?

Em todo caso, não deixa de ser impressionante como Francisco tem medo de Viganò, a ponto de não ter sequer respondido às suas denúncias, num silêncio sepulcral que demonstra receio até diante  do compartilhamento de Trump da carta que o arcebispo lhe escrevera. Francisco, igualmente, tem medo das acusações de herege que frequentemente se lhe fazem, pois sabe que isso lhe pode custar o pontificado, a tal ponto que a Secretaria de Estado do Vaticano enviou uma carta circular a todas as Nunciaturas Apostólicas do mundo, esclarecendo (muito mal, porém) as palavras ambíguas do pontífice. 

O Vaticano está aos pedaços, com uma crise administrativa, moral e doutrinal sem precedentes, a tal ponto que Francisco precisou, em carta, explicar aos cardeais as alterações nas funções financeiras dentro da Cúria Romana, de tal modo que a própria Secretaria de Estado passará a depender financeiramente da APSA, o que decerto lhe trará ainda muita dor de cabeça.

Se Biden vencer, como fica o Brasil?

A agenda amazônica é certamente o ponto de convergência entre Biden e o globalismo desenfreado do eco-socialismo de Papa Francisco. No início do mês, Biden disse que “o presidente Bolsonaro deve saber que se o Brasil deixar de ser um guardião responsável da Floresta Amazônica, minha administração reunirá o mundo para garantir que o meio ambiente seja protegido”. 

Esta é uma verdadeira ameaça! Aliás, uma ameaça que deve ter causado profunda euforia na esquerda eco-“católica” liderada pelo cardeal Hummes. 

A internacionalização da Amazônia é uma das metas não confessadas do recente Sínodo, que criou uma espécie de Conferência Episcopal – a tal da “Conferência Eclesial Amazônica” (o termo Episcopal foi evitado justamente por incluírem-se aí índios, mulheres, padres etc), – para transformar todo o território pan-amazônico num “novo sujeito eclesial”, em expressão do Papa Francisco reportada por Cardeal Hummes

Os militares brasileiros sempre se gabaram de serem os melhores em “guerra na selva”. De fato, eles precisam preparar-se, pois talvez a situação se agrave tremendamente. O pior é os católicos brasileiros terem de passar a vergonha de verem os seus bispos como traidores do país, como lacaios do governo mundial e servos da internacionalização do nosso território amazônico. Decerto, as Igrejas protestantes irão explodir nos próximos anos!

A salvação das almas, meta única da Providência Divina

O mundo dos sonhos de satanás é formado por baratas e elefantes, é o mundo ecológico em que o ser humano desapareceu, como vive utopizando o ex-frei Leonardo Boff: “nós podemos desaparecer, a Terra vai continuar girando em volta do sol por milênios”.

Deus, porém, quer a salvação das almas e, por isso, é possível que ele queira justamente que as máscaras de bondade desapareçam e a iniquidade dos homens perversos seja completamente descoberta, dentro e fora da Igreja. Não podemos nos desesperar.

Aconteça o que acontecer, a graça divina está atuando nas almas. Vejam, como exemplo, que o Lula fez 75 anos há uma semana e, na LIVE comemorativa, assistiram cerca de 400 pessoas ao vivo e o vídeo chegou apenas à marca de 8,2 mil visualizações. Uma vergonha!

Precisamos permanecer fortes na resistência católica e alentar os fieis a que não desanimem, apesar de a estrutura eclesial estar quase inteiramente na mão de revolucionários, bem como talvez agora o governo dos EUA. No mais, temos que confiar inteiramente na promessa de Nossa Senhora de Fátima e lutar destemidamente. Nossa vitória virá do céu e nós estamos do lado dos vencedores.

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