Posts tagged ‘Atualidades’

1 fevereiro, 2017

Uma Aliança entre o Vaticano e o Partido Democrata? Católicos pedem investigação ao Governo Trump.

Carta Aberta ao Presidente Donald Trump 

“A América é grande porque é boa. Se a América deixar de ser boa, ela deixará de ser grande.”  Alexis de Tocqueville

Por The Remnant, 22 de janeiro de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com:

Prezado Presidente Trump,

O slogan de campanha “Make America Great Again” (Que a América Volte a Ser Grande), repetido por milhões de americanos comuns e a tenacidade do senhor em repelir grande parte das tendências recentes mais prejudiciais têm sido muito estimulantes. Ansiamos todos por ver uma reversão contínua das tendências coletivistas das últimas décadas.

Pope Francis arrives to lead a special mass for the opening of the 20th Caritas Internationalis general assembly in Saint Peter's basilica at the VaticanA reversão das tendências coletivistas recentes, necessariamente, exigirá a reversão de muitos atos praticados pelo governo anterior. Dentre esses atos, acreditamos que existe uma que continua camuflada em segredo. Particularmente, temos motivos para crer que o governo Obama orquestrou uma “mudança de regime” no Vaticano.

Ficamos alarmados ao descobrir que, durante o terceiro ano do primeiro mandato do governo Obama, seu oponente anterior, a Secretária de Estado Hillary Clinton e outros funcionários do governo com quem ela esteve ligada propuseram uma “revolução” católica, na qual se realizaria o desaparecimento final do que restava da Igreja Católica na América. [1] Cerca de um ano após essa discussão por e-mail, que nunca teve por objetivo tornar-se pública, descobrimos que o Papa Bento XVI renunciou sob circunstâncias altamente incomuns e foi substituído por um Papa cuja missão aparente é fornecer um componente espiritual à agenda ideológica radical da esquerda internacional. [2] Mais tarde, o Pontificado do Papa Francisco questionou a sua própria legitimidade em uma série de ocasiões. [3]

Durante a campanha presidencial de 2016, ficamos surpresos ao testemunhar o Papa Francisco fazendo campanha ativa contra as políticas propostas pelo senhor no que tange a segurança de nossas fronteiras e até mesmo chegando ao ponto de insinuar que o senhor não é cristão [4].  Apreciaríamos a sua resposta imediata e precisa a essa acusação infame [5]. Continuamos intrigados com o comportamento deste Papa ideologicamente carregado, cuja missão parece ser a de promover agendas seculares da esquerda, em vez de conduzir a Igreja Católica em Sua missão sagrada.  A função própria de um Papa não é simplesmente envolver-se na política ao ponto de ser considerado um líder da esquerda internacional.

Enquanto partilhamos o seu objetivo declarado em relação aos Estados Unidos, acreditamos que o caminho para a “grandeza” é a América voltar a ser “boa”, parafraseando Tocqueville. Entendemos que bom caráter não pode ser impingido às pessoas, mas a oportunidade de viver nossas vidas como bons católicos tem se tornado cada vez mais difícil pelo que parece ser um conluio entre um governo hostil dos Estados Unidos e um Papa que parece ter tanta má vontade para com os seguidores da doutrina católica perene da mesma forma como ele parece ter em relação à sua pessoa.

Com tudo isso em mente e desejando o melhor para o nosso país, bem como para os católicos do mundo todo, acreditamos que seja de responsabilidade dos católicos leais e informados dos Estados Unidos pedir ao senhor que investigue as seguintes questões:

– Com que finalidade a Agência Nacional de Segurança monitorou o conclave que elegeu o Papa Francisco? [6]

– Que outras operações secretas foram conduzidas por agentes do governo dos EUA a respeito da renúncia do Papa Bento XVI ou do conclave que elegeu o Papa Francisco?

– Os agentes do governo americano contataram a “Máfia do Cardeal Danneels”?  [7]

– As operações financeiras internacionais com o Vaticano foram suspensas durante os últimos dias antes da renúncia do Papa Bento XVI.  Alguma autarquia do governo dos EUA esteve envolvida nessa questão? [8]

– Por que as operações financeiras internacionais recomeçaram em 12 de fevereiro de 2013, no dia seguinte à renúncia de Bento XVI? Será que foi mera coincidência? [9]

– Que medidas, se for o caso, foram realmente tomadas por John Podesta, Hillary Clinton e outras pessoas ligadas à administração Obama que estiveram envolvidas na discussão que propôs fomentar uma “Primavera Católica”?

– Qual foi o objetivo e a natureza da reunião secreta entre o Vice-Presidente Joseph Biden e o Papa Bento XVI no Vaticano por volta do dia 3 de junho de 2011?

– Qual foi a participação de George Soros e dos demais financistas internacionais que atualmente podem estar residindo no território dos Estados Unidos? [10]

Acreditamos que a própria existência dessas perguntas ainda não respondidas proporciona indícios suficientes para justificar esse pedido de investigação.

Caso essa investigação revele que o governo dos EUA interferiu de maneira imprópria nos assuntos da Igreja Católica, solicitamos ainda a liberação dos resultados para que os católicos possam solicitar a ação apropriada das pessoas de nossa hierarquia que permanecem fiéis aos ensinamentos da Igreja Católica.

Por favor, entenda que não estamos pedindo uma investigação sobre a Igreja Católica; estamos simplesmente pedindo uma investigação sobre as atividades recentes do governo dos EUA, do qual o senhor acaba de se tornar o chefe do executivo.

Agradecemos mais uma vez e receba as nossas orações mais sinceras.

Atenciosamente,

David L. Sonnier, LTC US ARMY (Reformado)

Michael J. Matt, Editor do The Remnant,

Christopher A. Ferrara (Presidente da The American Catholic Lawyers Association, Inc.)

Chris Jackson, Catholics4Trump.com

Elizabeth Yore, Advogada, Fundadora da YoreChildren

  1. https://wikileaks.org/podesta-emails/emailid/6293

2.http://www.wsj.com/articles/how-pope-francis-became-the-leader-of-the-global-left-1482431940

3.http://remnantnewspaper.com/web/index.php/articles/item/2198-the-year-of-mercy-begins

4.http://www.cnn.com/2016/02/18/politics/pope-francis-trump-christian-wall/

5. https://www.donaldjtrump.com/press-releases/donald-j.-trump-response-to-the-pope

6. http://theeye-witness.blogspot.com/2013/10/a-compromised-conclave.html

7. http://www.ncregister.com/blog/edward-pentin/cardinal-danneels-part-of-mafia-club-opposed-to-benedict-xvi

8. http://www.maurizioblondet.it/ratzinger-non-pote-ne-vendere-ne-comprare/

9. https://akacatholic.com/money-sex-and-modernism/

10. http://sorosfiles.com/soros/2013/03/soros-funded-catholic-groups-behind-african-socialist-as-next-pope.html

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1 fevereiro, 2017

O sino da bravura.

Por Gercione Lima | FratresInUnum.com

No último dia 30 de Janeiro, terminei meu tratamento de quimioterapia. As notícias são boas e os prognósticos melhores ainda. Meu CA125 caiu para 10, que é um nível praticamente normal do marcador de câncer de ovário.

Com isso não quero dizer que estou 100% curada, que o câncer nunca mais vai voltar e que eu nunca mais precisarei passar por isso novamente. Mas com a graça de Deus também é possível que essa tenha sido verdadeiramente a minha última quimioterapia.

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Durante 5 anos serei uma paciente oncológica em remissão, mas com alta probabilidade de recidiva. Prefiro não pensar muito nisso agora, porque Nosso Senhor nos diz: “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”.

Então, por hoje, tudo que eu gostaria de compartilhar é a alegria por essa etapa vencida e contar-lhes sobre o “Sino da Bravura”. Quem deu início a essa tradição no Hospital Princess Margareth, em Toronto (onde estou sendo tratada), foi uma ex-supervisora de enfermagem da unidade de quimioterapia, chamada Donna McCullagh. Donna se aposentou em 2002, depois de trabalhar no Princess Margareth por 25 anos.

Mas, na sequência de um diagnóstico de câncer de cólon em 2014, de enfermeira ela passou a paciente oncológica e veio a falecer em 2016.  

Poucos meses antes de se aposentar, Donna McCullagh veio com uma idéia que esperava servir de incentivo aos pacientes determinados a alcançar a meta. 

Inspirada pelo som estridente do sino que sinaliza o fim de uma luta de boxe, uma das enfermeiras sugeriu a instalação de um sino que os pacientes pudessem tocar, quando terminassem seu curso de tratamentos de quimioterapia.

Donna McCullagh comprou então um sino tradicional, cor de bronze com uma corda atada que oscila do centro – “Como o sino que se vê em um navio”.

O “sino bravura”, como passou a ser conhecido, tornou-se um sucesso instantâneo. Desde o início, o bater do sino passou a ser acompanhado pelos aplausos de funcionários do hospital e outros pacientes com câncer na unidade de quimioterapia. Algumas famílias trazem amigos para marcar a ocasião. Muitas vezes há lágrimas.

Começar um tratamento de câncer não é fácil para ninguém. Fazer quimioterapia é uma experiência que só quem passou sabe! É preciso coragem, bravura, para enfrentar o tratamento. Mas o sino do navio tem também outro significado: todos nós, amigos, familiares, Igreja militante, Padecente e Triunfante estamos juntos nesse barco. Ontem eu toquei o sino e enquanto batia me lembrei de todos vocês, de suas orações, missas e sacrifícios. Cada um de vocês que estão nesse barco comigo, que fizeram essa primeira parte da jornada menos sofrida e tornaram possível uma chegada triunfante nesse primeiro porto da jornada.

Como poderei esquecer esse momento do bater do sino, na hora do Ângelus, na hora da Sanctus e da Consagração?

A mais bela de todas as orações será sempre muito pouco para traduzir nossa gratidão a Vós, Senhor, pela graça da perseverança ao longo dessa jornada. A cada momento, fostes presença forte e fiel a nos fortalecer, mantendo acesa em nossos corações a chama da certeza da vitória — quando, muitas vezes, tivemos motivos para desistir. Sou grata pela Vossa Divina Providência nas circunstâncias contrárias. Transformastes os caminhos tortuosos em veredas retas e, hoje, somos mais que vencedores, porque Vós nos ajudastes. É muito bom compartilhar Convosco essa alegria. Agradecemos por terdes caminhado ao nosso lado e reconhecemos a importância da Vossa presença em nossa trajetória.

Ontem eu estava mais energética, graças, em parte, a uma dose de prednisone, um esteróide dado a pacientes de quimioterapia para mitigar alguns dos efeitos colaterais. Mas sei que a sensação é temporária; em poucos dias serei abatida novamente pela fadiga e todos aqueles efeitos colaterais indesejáveis. Mas continuo na luta tendo em mente aquela famosa frase de Santa Teresa de Ávila: “Tenho dentro de mim um campo de batalha, O soldado não tem como voltar para casa na guerra – ou ganha a batalha ou morre”.

Deus abençoe a todos vocês e vos recompense abundantemente!

* * *

Querida Gercione, nós é que agradecemos por ter em nosso humilde blog uma valorosa guerreira como você. Continuemos a luta pela Santa Igreja!

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26 janeiro, 2017

O Vaticano destruiu a soberania da Ordem de Malta. E se a Itália resolver fazer o mesmo com o Vaticano?

Por Ed Condon, The Catholic Herald, 25 de janeiro de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com: A cúria continua sendo um lugar onde panelinhas têm mais autoridade que a lei. E isso não cai nada bem. 

A coisa mais notável sobre a controvérsia envolvendo a Ordem de Malta não é que o fato de que o Grão-Mestre, Fra ‘Matthew Festing, tenha renunciado. Isso já é extraordinário o suficiente, especialmente, levando-se em conta que foi, ao que parece, a convite do Papa Francisco. Não, a característica mais surpreendente da história é o anúncio de hoje de que o Papa irá instalar um delegado apostólico para governar a Ordem. Com efeito, isso acaba por abolir a Ordem como entidade soberana. Segundo a lei internacional, o que estamos vendo é, efetivamente, a anexação de um país por outro.

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Fra’ Matthew Festing na tradicional audiência de ano novo da Ordem (Ordem de Malta).

Como se chegou a esta situação? De alguma forma, o pequeno grupo que se reuniu em torno do antigo Grão-chanceler, Albrecht Boeselager, conseguiu transformar uma questão de governo interno da Ordem em uma explosiva crise diplomática entre dois entes soberanos dos mais antigas e proeminentes do mundo ocidental.

A panelinha nunca teve o que se pudesse considerar um verdadeiro caso. Como já escrevi antes, não resta dúvida de que, em termos jurídicos, a Comissão foi estabelecida sob recomendação da Secretaria de Estado da Santa Sé para investigar a demissão de Boeselager, e tanto foi como continua sendo totalmente ilegítima.

Resta claro que Boeselager foi demitido após a sua recusa em demitir-se, de acordo com o processo legal aprovado pela Ordem. Foi então alegado que Fra ‘Festing “desafiou” Papa Francisco ao demitir Boeselager. Mas, qualquer opinião que o Papa possa ter expressado antes do evento, teria sido em uma carta sobre o assunto, muito comentada em boatos, e endereçada ao Cardeal Burke diretamente, o enviado da Santa Sé à Ordem. Essa carta não foi sequer formalmente confirmada como existente e muito menos vazada. Seu suposto conteúdo continua sendo a grande pergunta sem resposta no cerne de todo este caso.

Quanto ao que se pode deduzir dos vários comentários, o Papa, na verdade, não deu nenhuma indicação de que era contra a demissão de Boeselager. De fato, o Santo Padre parece profundamente preocupado com a gravidade das acusações contra Boeselager e até mesmo com a possibilidade de infiltração maçônica entre os membros e as atividades da Ordem. O fato de que o verdadeiro texto desta carta tenha permanecido totalmente confidencial fala alto sobre a discrição e respeito pelo Santo Padre, tanto da parte do Cardeal Patrono como do Grão-Mestre, ainda que ambos tenham sido acusados de exatamente o contrário.

A humildade e cortesia de Fra’ Festing são típicos do homem. Ele serviu a Ordem e ao Papa muito bem, com total devoção e respeito às obrigações da lei e da sua posição. E agora, ele foi forçado a deixar seu posto para poder cumprir o seu dever. No entanto Boeselager -que se recusou a obedecer a uma ordem direta de seu soberano- e seus aliados triunfaram.

Esses aliados empreenderam uma sórdida campanha com vazamento de cartas do departamento do Cardeal Parolin, que acabaram tendo o triste e óbvio fim de armarem uma cilada pública na qual Fra’ Festing é retratado como alguém que supostamente “desafiou” os desejos explícitos do Papa. Na verdade, ainda de acordo com o confuso e mutável cronograma construído por seus amigos, ficou claro que Boeselager foi demitido bem antes da aparente intervenção(e ainda ilegítima) do Cardeal Parolin.

As tristes e severas conseqüências dessa cadeia de eventos são consideráveis. A legitimidade internacional da Ordem de Malta está agora em ruínas, a sua integridade constitucional e posição diplomática agora parecem irreparáveis.

O anúncio de hoje de um delegado apostólico a ser nomeado pelos representantes do Papa, essencialmente, significa a revogação total da soberania da Ordem. No entanto, as consequências para a própria Santa Sé podem, a longo prazo, serem igualmente graves ou até mais severas. O desrespeito pelo relacionamento mutuamente soberano entre a Santa Sé e a Ordem estabelece um precedente no direito internacional, que permanecerá pairando sobre as negociações da Secretaria de Estado com outros governos como uma bomba que ainda não explodiu.

Se a Santa Sé pode tão descaradamente inserir-se no governo interno de uma outra entidade soberana, cuja legitimidade decorre de um acordo mútuo sob a lei internacional e que agora não tem nenhuma defesa legal, então, caso aconteça que um outro órgão soberano, digamos assim, o governo da República Italiana, resolva ver a Santa Sé como uma formalidade semelhantemente anacrônica, Cardeal Parolin deveria então se preparar para encarar as ações citadas de hoje como um precedente legítimo quando o IOR, comumente chamado o Banco do Vaticano, vir sua soberana independência sob renovada pressão por parte de outros países ou organismos internacionais. O Papa Bento XVI disse que “uma sociedade sem leis é uma sociedade sem direitos”. A nua desconsideração pela lei demonstrada nas últimas semanas semeou uma colheita amarga para o corpo diplomático da Santa Sé colher no futuro.

Para aqueles menos preocupados com os aspectos diplomáticos e legais dessa situação, existe uma verdade enfática que emergiu de tudo isso. Agora ficou claro que apesar de todas as grandes esperanças de reforma da cúria que acompanharam a eleição do Papa Francisco, o Vaticano permanece sendo um lugar onde panelinhas e redes pessoais têm mais autoridade que a lei, e onde vazamentos e difamação continuam a fazer parte do negócio de cada  dia do governo.

O próprio Papa, como ele já declarou muitas vezes, não é um advogado e nem alguém conhecido por ter muito interesse em leis. Aqueles na Cúria que o impulsionaram a tomar essa decisão, deliberadamente, serviram-se dele, do Ofício Petrino, da soberania internacional da Santa Sé e naturalmente dos homens e mulheres da Ordem de Malta, e de modo incrivelmente mal. Eu suspeito que agora não é mais uma questão de “se”, mas de “quando”, eles acabarão vindo a se arrepender.

25 janeiro, 2017

São Paulo: 5 dioceses em um mesmo município!

A maior cidade do país, que no dia 25/1/2017 comemora 463 anos de existência, se sobressai também pela diversidade eclesiológica. No entanto, a mídia parecer crer que o arcebispo de São Paulo representa todos os católicos paulistanos. 

Por Edson L. Sampel | FratresInUnum.com: A geografia eclesial do Brasil geralmente compreende uma enormidade de municípios, formando uma única diocese. Por exemplo, a Diocese de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul, compõe-se de dezenas de municípios.

Uma exceção à regra, em que se verifica o fenômeno inverso, é a cidade ou município de São Paulo, onde há 5 dioceses, a saber: a Arquidiocese de São Paulo, a Diocese de Santo Amaro, a Diocese de Campo Limpo, a Diocese de São Miguel Paulista e parte da Diocese de Osasco.

O termo “diocese” equivale à “Igreja particular”; é o gênero, do qual “arquidiocese” é espécie. Assim, diz-se corretamente que a Arquidiocese de São Paulo é uma diocese que se localiza no território da capital bandeirante. Juridicamente falando, salvo algumas situações raras, não ocorre nenhuma preponderância governamental de uma “arquidiocese” sobre uma “diocese”. Observe-se que a Igreja particular mais importante do mundo é a “Diocese de Roma”.

Os 5 bispos diocesanos que estão à frente de cada uma das dioceses do município de São Paulo titularizam o mesmíssimo grau de soberania e poder. Nenhum é maior que os outros. O bispo da Diocese de Campo Limpo, exemplificando, apenas deve obediência ao papa. Sem embargo, como uma das dioceses paulistanas, a Arquidiocese de São Paulo, ostenta o nome da cidade, toda vez que a imprensa secular  noticia algum posicionamento da arquidiocese acerca de determinado assunto, boa parcela dos munícipes e dos brasileiros, inclusive dos católicos incautos, creem que se fala em nome da Igreja ou do povo de Deus que está na cidade de São Paulo. Demais, a m&iacute ;dia, principalmente o jornalismo em papel, só concede espaço ao arcebispo de São Paulo. Grande injustiça! Em São Paulo existem 5 Igrejas particulares, isto é, 5 dioceses, com 5 bispos diocesanos plenipotenciários, com métodos e objetivos pastorais às vezes distintos! Um exemplo: na Arquidiocese de São Paulo ordenam-se homens casados para o diaconato permanente; o mesmo não sucede na Diocese de Santo Amaro, a qual não considerou oportuno instituir o referido ministério.

Recentemente, a Rede Globo de Televisão, no programa dominical “Antena  Paulista”, levou ao ar uma reportagem sobre o bairro de Santo Amaro, município autônomo até a década de 30, inclusive mais velho que a cidade de São Paulo. Entrevistado, o cura da catedral perdeu a oportunidade de explicar aos telespectadores que o extinto município de Santo Amaro corresponde hoje parte da Diocese de Santo Amaro, eclesialmente independente da Arquidiocese de São Paulo.

Edson Luiz Sampel

Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano.

Membro do Conselho Diretor da Academia Marial de Aparecida (AMA).

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22 janeiro, 2017

Foto da semana.

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O deputado Ryan Zinke, nomeado por Donald J. Trump para ser seu novo Secretário do Interior, na solenidade de sua confirmação para o cargo, vestiu algo incomum: meias com a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. A imagem é de Melina Mara, fotógrafa do The Washington Post, e foi divulgada em sua conta no Instagram. 

Comenta o site ChurchPop: “Isso é particularmente interessante, uma vez que a religião de Zinke citada no  Pew Forum é a luterana, não a católica. Dado esse fato, não é claro se Nossa Senhora de Guadalupe tem um significado religioso para ele ou não”.

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19 janeiro, 2017

A propósito da desconcertante participação do abortista Paul Ehrlich em um evento do Vaticano.

Por Prof. João Cláudio | FratresInUnum.com

A propósito da desconcertante participação do abortista Paul Ehrlich em um evento do Vaticano, e do ainda mais assustador silêncio dos papólatras de plantão.

Stefano Gennarini, discípulo de Joseph Ratzinger, responsável pela região Veneto, na Itália, do movimento Caminho Neocatecumenal e diretor do Centro de Estudos Jurídicos do Centro para a Família e os Direitos Humanos  (C-Fam), declarou estar “chocado” com o convite, que, de fato, concede um “imprimatur moral do Vaticano ” às teses de Ehrich sobre o uso do aborto seletivo e do infanticídio como métodos de redução demográfica.

Há em ato uma indiscutível abertura do Vaticano a histerismos ambientalistas, ao relativismo moral sob várias frentes e ao pensamento neomarxista, visível em palavras, atos e silêncios de Sua Santidade, o Papa Francisco; na escolha de seus colaboradores mais próximos, nas nomeações e demissões em institutos ligados mais diretamente à proteção da vida e da família  — que agora têm uma maioria de prelados e leigos de dúbia reputação.

No Vaticano, os elementos mais heterodoxos e debochados, mantidos de rédeas curtas nos papados anteriores, estão à solta. Os que se mantêm fiéis à Igreja, ou foram já dispensados ou estão acuados. Em geral, há um clima difuso de silêncio e terror, como contraponto ao marketing da “misericórdia” e da “tolerância” que se quer vender para a mídia mainstream  para os mais desavisados.

Há em Roma um inegável processo de autodemolição da fé e da moral perenes do Catolicismo.

O que fazer?

Rezar por Roma e pelo nosso Papa. Sem dúvida. Como sempre.

Rezar para que Deus tenha compaixão da sua Igreja e afaste de nós as pragas da heresia e da apostasia.

Apontar sem medo os atentados perpetrados a dano do tesouro perene da Igreja, daquilo que não pode ser modificado em hipótese alguma: Fé e Moral. Indicar, sem receio e sem falsas subserviências, os autores sempre mais ousados e apressados desta obra demoníaca de desmantelamento da última fortaleza contra a cultura da morte, prestes a tomar conta definitivamente desta geração.

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5 janeiro, 2017

Para fazer a paz na Síria? Chifres de vaca e tripas de veados.

Por Sandro Magister, 4 de janeiro de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com: É ler pra crer. Este é o ataque do editorial de hoje na primeira página do “L’Osservatore Romano”:

“Sabemos que Aleppo não se liberta com bombas. É necessário ainda libertar Aleppo e a Síria da pobreza, das alterações climáticas que há alguns anos levou suas mulheres e homens a migrar do campo, que desestabilizaram o equilíbrio demográfico e desencadearam as primeiras revoltas na Síria e depois a guerra”.

aleppo13O autor desta análise impressionante da crise na Síria é Carlo Triarico. Mas, aos leitores do jornal do Papa ninguém informa que ele é o presidente da Associação para a agricultura biodinâmica, ou seja, o método de cultivo inventado há um século pelo exotérico austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), com base em um ritual de adubação homeopática feito com chifres de vaca e tripas de cervo macho, que deveriam atrair as forças espirituais, cósmicas e astrais às plantas, fazendo-as revigorar. Um método que em novembro passado, em uma carta aberta ao ministro da Agricultura italiana, quase todas as sociedades científicas que operam no setor agrícola desqualificaram como simples “magia”, depois de um congresso em Nápoles organizado exatamente pela associação presidida por Triarico.

Mas, já por ocasião daquela conferência, “L’Osservatore Romano” havia dado espaço não às críticas dos cientistas, mas às lodes do mesmo Triarico, em um artigo de 28 de Novembro, no qual ele reivindicava com orgulho ter organizado, no mês anterior de fevereiro, também uma conferência sobre a “Laudato Si”,  a encíclica ecologista do Papa Francisco.

E ainda no mesmo artigo, Triarico escreveu exultante que na conferência napolitana haviam participado centenas de militantes desses “movimentos populares” que o papa tinha recebido, no dia 5 de novembro, no Vaticano e que são os seus favoritos, como prova de que “está crescendo no mundo um grande movimento de inovação pela casa comum”.

Porém, não é o suficiente. Por ocasião da fusão entre a Bayer e Monsanto foi também a Triarico que o “L’Osservatore Romano” confiou a reprimenda apocalíptica, em um artigo na edição de domingo, 18 de setembro.

Voltando ao editorial de hoje, o resultado dessa incrível estréia é todo um hino às virtudes milagrosas da agricultura biodinâmica “para acabar com a fome, criando condições para a resiliência camponesa às mudanças climáticas”, e em seguida, por tabela, a migração e as guerras, não só na Síria, como também em outros países já atingidos – ele diz – através desse método de cultivo: “Jordânia, Irã, Egito, Argélia, Eritreia, Etiópia, Yemen”

Em poucos dias, 9 de janeiro, o Papa Francisco fará um discurso de início de ano ao corpo diplomático junto à Santa Sé, no qual irá delinear sua visão geopolítica e as vias para se alcançar a paz.

Daqui até lá, é de se esperar que nenhum embaixador imagine que a receita da Igreja para se alcançar a paz no mundo de hoje seja o editorial do jornal do Papa.

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2 janeiro, 2017

A morte de Castro demonstra que o comunismo é uma religião totalitária.

Por Rodolfo Casadei, Tempi, 1º de dezembro de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com: O ritual com o qual Cuba celebra a morte de Fidel Castro é a demonstração plástica de que o comunismo não é política, mas religião. Os nove dias de luto nacional (nove como os dias de novenas, inspirados nos nove dias de oração dos Apóstolos e de Maria entre a Ascensão e Pentecostes), as cinzas levadas em procissão por todo o país (como as estátuas da Virgem Maria peregrinas transportadas em rotas pré-determinadas), a abertura de um mausoléu ao público onde será possível visitar os restos mortais do defunto (verdadeiro santuário onde ativistas cubanos e internacionais rogarão a Fidel para que cuide de seus entes queridos, como acontece em Predappio no túmulo de Mussolini) são a cópia precisa de um culto religioso.

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Discute-se se Castro foi um ditador mais cruel ou mais benéfico, mas tal discussão se desloca de um ponto de partida redutivo: antes mesmo de ditador, o líder máximo foi o chefe institucional de um sistema totalitário. E sistemas totalitários nada mais são do que a versão secularizada das religiões. Como toda religião, precisa de um cabeça visível no qual coincidem autoridade e carisma e que é oferecido para a veneração dos fiéis. De modo que o totalitarismo dos últimos dois séculos necessita que as massas se dediquem ao culto idólatra do líder, no qual colocam a sua fé e por quem estejam dispostos a morrer.

Fidel, como outros tiranos dos últimos 90 anos, gozou do consenso das grandes massas porque uma vez perdida a fé na religião transcendente, as massas têm necessidade de um ídolo no qual derramar sua devoção religiosa. Com Fidel Castro, morreu o papa do comunismo. Mas, como diz Alonso Muñoz Perez, enquanto com a morte do papa segue-se um conclave, o papa comunista escolhe para si o seu sucessor.

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1 janeiro, 2017

Felix Sit Annus Novus!

O Fratres in Unum deseja um Santo Ano de 2017!

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21 dezembro, 2016

Blog em recesso.

Caros amigos, Ave Maria Puríssima!

Nosso blog entra em um pequeno período de recesso até meados de janeiro. Notícias importantes poderão ser publicadas a qualquer momento, no entanto, a liberação dos comentários demorará mais do que o habitual.

Desejamos um Santo e Feliz Natal a todos os nossos fiéis amigos que percorreram conosco esse atribulado ano de 2016. Que Nossa Senhora esmague todas as heresias no ano do centenário de sua aparição em Fátima. Ipsa Conteret!

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