Posts tagged ‘Atualidades’

8 outubro, 2017

Foto da semana.

nossa senhora do sagrado coracao

Mergulhadores encontram estátua intacta de santa no fundo do mar na Ilha do Arvoredo, em SC

Por Talita Rosa, Diário Catarinense, 14 de agosto de 2017 – A estátua intacta de uma santa no fundo do mar, perto de Florianópolis, está intrigando mergulhadores. E a curiosidade já veio à tona: como a imagem foi parar ali? Será que alguém  levou tão a sério essa coisa de ter fé até debaixo d’água e criou um altar em um lugar assim inusitado?

A imagem mede 40 centímetros e está a cerca de seis metros de profundidade, na reserva biológicaIlha do Arvoredo, a 17 quilômetros da costa. Está no meio de duas pedras grandes, que parecem uma gruta natural para a santinha.

Para os católicos, a imagem de Nossa Senhora com vestes brancas, manto azul, auréola dourada e as duas mãos apontando para o coração representa o Sagrado Coração de Maria. 

Nas escolas de mergulho de Florianópolis, acostumadas a promover centenas de mergulhos na região, ninguém tem sequer uma pista que leve às respostas. Tudo que a fotógrafa subaquática Cibele Sanches sabe dizer é que em março deste ano alguns mergulhadores começaram a voltar do passeio contando a surpresa. E só.

— Eu não sei dizer como ela apareceu ali, porque ninguém sabe ou quem sabe não conta. Deve ter alguma questão religiosa, porque não deve ter sido uma coisa fácil, não caiu de uma embarcação, ela está bem colocada num ponto estratégico ali — comenta Cibele.

Tem quem fale em promessa. Mas qual? Pode ter a ver com o refúgio que a ilha — alta, grande e com águas calmas — oferece aos navegadores que tentam escapar do vento forte ao passar por aquele ponto do Atlântico. Ou, dívida contraída durante algum momento de apuro na ilha: em 2015, um barco de turismo naufragou deixando 22 passageiros à deriva por mais de meia hora; um ano antes, tripulantes de um barco pesqueiro precisaram ser resgatados por três embarcações de maior porte. Mas são apenas algumas hipóteses, entre tanta especulação.

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6 outubro, 2017

Fr. Alejandro Moral Antón: Lutero não assumiu “a possibilidade de errar ou estar equivocado”.

O Fr. Alejandro Moral Antón, Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho, à qual Martinho Lutero pertenceu, antes de deixar a fé católica, discorreu sobre a figura do heresiarca alemão em uma carta dirigida aos religiosos agostinianos.

Por InfoCatólica, 3 de outubro de 2017 | Tradução: Marcos Fleurer – FratresInUnum.com:  Fr. Antón confirma as consequências da ruptura originadas por Lutero:

antonDe forma um tanto redutiva, desejou-se fixar o início da Reforma na exposição pública de Martinho Lutero em Wittenberg com suas 95 teses sobre indulgências, em 31 de outubro de 1517. Em todo caso, não há dúvida de que Lutero promoveu uma verdadeira crise religiosa, e que provocou a ruptura do cristianismo ocidental e lançou as bases não do secularismo, mas do processo de secularização e do nascimento de uma nova Europa.

O Superior dos Agostinianos indica:

Não podemos esquecer que Martinho Lutero (1483-1546) era agostiniano. Ele entrou em nossa Ordem em 1505 e foi membro da Congregação para a Observância da Saxônia… Todas as fontes apontam que ele era um monge piedoso, fiel e sincero. Até 1521 ele sempre costumava assinar “Martinho Lutero, Agostiniano” e usou o hábito até 1524, conservando até sua morte muito do monge na piedade e estilo.

Mas, por sua vez:

Também é verdade que Lutero não só abandonou a Ordem, mas abominou a vida religiosa com todas as suas forças, rejeitou as práticas ascéticas e a piedade, da oração do breviário e outras obrigações à alteração radical da teologia sacramental, condenou os votos e promoveu o abandono e a fuga em massa dos consagrados. O dano causado à Ordem e à vida religiosa na Alemanha foi enorme.

Depois de apontar alguns aspectos positivos de sua pessoa, ele adverte:

… não podemos evitar outro lado menos agradável: o que se refere à sua intolerância. Obstinada e inflexível, apaixonada e veementemente, Lutero usa expressões mordazes contra aqueles que se opõem a ele, tornando-se injurioso e grosseiro. Muitas vezes é vexatório e ofensivo, levando à calúnia. Se considera o escolhido por Deus, o “profeta dos tempos finais”, na verdade e, portanto, responde em termos agressivos a qualquer discrepância. Para ele, a retratação não é possível porque ele não assume a possibilidade de errar ou de estar equivocado.

E acrescenta:

Seu apego à figura do papa é significativo, evoluindo da obediência reverencial para animosidade e aborrecimento, para o ódio de seus últimos anos. Seus insultos e agressões exageradas para a Igreja de Roma (papista, de acordo com sua terminologia particular) são verdadeiramente tristes. Ler esses textos nos enche de dor.

Quanto à posição doutrinal de Lutero, lembra:

Para ele, é impossível que o ser humano possa colaborar ativamente na salvação, porque o pecado é permanente. Somente pelos méritos de Cristo não somos culpados.

E:

Sola Scriptura, sola gratia, sola fide . As consequências da percepção luterana levam à negação do livre arbítrio, à inovação dogmática dos sacramentos, à rejeição da missa como sacrifício, à negação do sacerdócio ministerial, com a demolição do magistério e da hierarquia da Igreja, à demonização do papado. 

No entanto, Lutero é surpreendentemente servil aos príncipes protestantes e se manifesta um apaixonado defensor da legítima ordem social e política, mesmo a um preço elevado. Sua posição na Guerra dos camponeses (1524-1525) oferece um bom exemplo disso, e é uma das características mais discutidas do reformador. Como também são outros dois aspectos, presentes em Lutero, que lançaram sua sombra negra na história dos últimos séculos: nacionalismo e anti-semitismo.

O Prior Geral dos Agostinianos agradece “o interesse mostrado e as iniciativas que foram tomadas nas diferentes circunscrições da Ordem, especialmente no campo acadêmico, com a organização de excelentes congressos, dias de estudo e publicações. O Conselho Geral quis se pronunciar nesse tema, e também impulsionará  a celebração em Roma de 9 a 11 de novembro, de uma conferência intitulada “Lutero e a Reforma: Santo Agostinho e a Ordem Agostiniana” » .

Texto completo da carta do fr. Antón.

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1 outubro, 2017

Foto da semana.

Caros amigos do Fratres:

Estou em falta com vocês, mas minha vida tem sido essa ultimamente! Meu câncer voltou com a carga toda. Meu CA125 subiu num giro de 2 meses pra 1295! O tratamento anterior fracassou e agora entrei em um novo regime com quimioterapia semanal e alguns internamentos, que só me deixam como opção de internet o meu Twitter.

Gercione

A conexão no hospital é fraca e longe do meu desktop fico sem condições de realizar traduções ou até responder textos longos. Mas tenho lido os artigos do blog, que continuam ótimos.

Rezem por mim porque mesmo desacreditando de uma cura total ainda poderei viver por mais alguns anos se for da vontade de Deus. Ainda não se esgotaram todas as opções e a esperança é a última que morre!

Que Deus abençoe a todos vocês!

* * *

Querida Gercione, todos nós continuamos rezando incessantemente por sua breve recuperação e retorno ao bom combate!

 

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25 setembro, 2017

Reações: Bispo americano se une à “Correção filial”.

FratresInUnum.com, 25 de setembro de 2017 | Com informações de LifeSiteNews – Um bispo católico do Texas acrescentou seu nome à recente declaração que acusa o Papa de propagar várias heresias contra a Fé Católica e busca corrigí-las.

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Dom Rene Henry Gracida, bispo emérito da Diocese de Corpus Christi (foto), postou uma mensagem em seu blog, no domingo, reproduzindo um email que enviou aos organizadores da “correção”, parabenizando-os por sua ação e pedindo que seu nome fosse acrescentado à lista de signatários.

“Estendo meus cumprimentos e gratidão aos criadores da Correção e desejo ter meu nome acrescentado à lista daqueles que concordam com o conteúdo da Correção e desejam se identificar com ela”, escreveu Gracida em seu blogAbyssus Abyssum Invocat.

Gracida também está encorajando os fiéis católicos a acrescentarem  seus próprios nomes na petição apoiando a Correção.

Gracida é o primeiro bispo em situação canônica regular na Igreja Católica a se associar à declaração. O único bispo até então era Dom Bernard Fellay, superior da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que está (ou ao menos estava) em tratativas para regularização junto à Santa Sé.

16 setembro, 2017

Pe. Tom Uzhunnalil livre – Deo gratias!

Rezei todos os dias pelo senhor, oferecendo meus sofrimentos por sua missão e para o bem da Igreja”.

Por ACI | Tradução: FratresInUnum.com: VATICANO, 13 de setembro de 2017 – O padre Tom Uzhunnalil, libertado na terça-feira, 12 de setembro, 18 meses após ter sido sequestrado no Iêmen por terroristas do Estado islâmico, seguiu para o Vaticano, onde foi recebido pelo papa Francisco.

“Rezei todos os dias pelo senhor, oferecendo meus sofrimentos por sua missão e para o bem da Igreja”, disse o padre salesiano de origem indiana ao Santo Padre.

O Pontífice recebeu o padre Tom em sua residência na Casa Santa Marta. Assim que o viu, o missionário ajoelhou-se diante do Papa, que rapidamente o ajudou a se levantar. Francisco abraçou-o e assegurou-lhe que continuaria rezando por ele como havia feito durante o seu cativeiro. O padre salesiano então beijou-lhe as mãos.

De acordo com o jornal do Vaticano L’Osservatore Romano, ele contou durante sua conversa com o Papa, padre Tom explicou que sua maior tristeza durante o cativeiro era não  poder celebrar a Eucaristia, “embora todos os dias eu repetisse mentalmente, no meu coração, todas as palavras da celebração”.

Ele também afirmou diante do Papa que, agora que está livre, continuará “rezando por todos os que estão espiritualmente ao meu lado”. Em particular, disse que se recorda das quatro religiosas e os doze anciãos que pereceram durante o ataque dos terroristas.

O Pe. Uzhunnalil foi seqüestrado no dia 4 de março de 2016 depois que um grupo de jihadistas do Estado Islâmico invadiu o abrigo para idosos e deficientes administrado por um grupo de religiosas Missionárias da Caridade em Aden, no Iêmen.

Durante o ataque, os terroristas assassinaram quatro freiras, doze anciãos e sequestraram o padre salesiano.

O estado de saúde do padre Tom é bom, apesar do longo cativeiro. Em carta divulgada pelo Reitor-Mor dos salesianos, padre Angel Fernández Artime, ele assegura-nos que “não foi pedido pagamento de qualquer resgate à Congregação salesiana e que ele não tem notícias de que qualquer pagamento tenha sido feito”.
Além disso, em sua carta o Reitor-Mor expressou “nossa profunda gratidão a Sua Majestade o Sultão de Omã e às autoridades competentes do Sultanato pelo trabalho humanitário que realizaram.

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3 setembro, 2017

Foto da semana.

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O furacão Harvey, o pior que atingiu os Estados Unidos desde a última década, somente tem deixado devastação.

A família Rojas, em Robstown, Texas, perdeu tudo devido a um incêndio causado pelo furação. Mas, quando retornaram para casa em destroços, eles se surpreenderam com o que encontraram: as únicas coisas que resistiram foram duas imagens da Santíssima Virgem.

A primeira era uma imagem grande, vista da imagem acima. A segunda, uma pequena imagem do tamanho de uma mão.

“Alguns podem culpar a Deus e outros o furacão”, Natali Rojas afirmou à KRISTV, “mas as únicas coisas que permaneceram eram objetos santos. Como você pode ver, essa imagem é a única coisa que restou, eu escavei os escombros para encontrar minhas coisas e tudo que encontrei foi a Virgem Maria”.

Com informações de ChurchPop.

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17 agosto, 2017

Bispos venezuelanos pressionaram Vaticano a rechaçar a Constituinte de Maduro.

Por Hermes Rodrigues Nery

Os bispos venezuelanos, pressionados pelo peso da realidade, é que pressionaram o papa Francisco a não ficar omisso diante da gravíssima crise da Venezuela, com o risco de comprometer toda a credibilidade internacional da diplomacia vaticana. Foi a pressão dos bispos que fez a Secretaria de Estado rechaçar a Constituinte de Maduro.

FratresInUnum.com – 17 de agosto de 2017: Foram os bispos venezuelanos que fizeram pressão para que o Vaticano rechaçasse a Constituinte de Nicolás Maduro. A situação da Venezuela se agravara de tal forma, que não havia mais como protelar o silêncio, a omissão, ou mesmo a ambiguidade de posição a respeito dos abusos de um regime político a devastar um país, com a maioria da população vulnerável à pobreza, ao despotismo e à violência.

papa_e_maduro94055Os fatos concretos mostravam o peso da realidade, que não era mais possível ignorar: o equívoco do projeto político da “Pátria Grande”, cuja integração latino-americana (visando a implantação do socialismo) dava evidências de falimento. Nesse contexto, a Venezuela passou a tornar-se um problema sério demais para o primeiro papa latino-americano, que recebera efusivamente os líderes dos movimentos populares de esquerda no Vaticano, como João Pedro Stédile, Evo Morales, e também o próprio Nicolás Maduro, dentre outros.

Phil Lawler destacou no Catholic Culture que “os bispos venezuelanos foram firmes e consistentes em sua oposição à campanha de Maduro para consolidar seu poder. (…) Do Vaticano, no entanto, houve silêncio. E Maduro, um demagogo hábil, não hesitou em chamar a atenção para esse silêncio, alegando que, enquanto os bispos venezuelanos se opõem a ele, o Papa não. Até apenas esta semana, não houve uma declaração clara do Vaticano para provar o erro de Maduro”. William McGurn destacou no Wall Street Journal que “o papa Francisco tem sido severo em seu julgamento sobre o tipo de ‘populismo’ praticado por Donald Trump, mas parece odiar denunciar o ‘populismo’ de uma esquerda latino-americana”.

Diante do cenário cada vez mais tenso na Venezuela, os analistas internacionais passaram a observar a postura do papa Francisco em relação aos desdobramentos da crise, pois muitos se recordavam do que ele dissera, com ênfase, ao Pe. Antonio Spadaro, na histórica entrevista da revista La Civiltà Cattolica: “nunca fui de direita”.

Ao falar sobre como os próprios líderes mundiais de esquerda avaliam Nicolás Maduro, Jacopo Barizaggazi mencionou Jorge Mario Bergoglio, afirmando: “O papa nascido na Argentina tem sido um forte apoio aos chamados líderes progressistas na América Latina, como Evo Morales, da Bolívia, e seus críticos o acusam de ambiguidade em relação ao governo na Venezuela. O Vaticano tentou mediar entre Maduro e a oposição, mas, em uma coletiva de imprensa, em abril, o papa parecia culpar a oposição pela falta de progresso, dizendo: ‘Parte da oposição não quer isso’. O analista do Vaticano, Sandro Magister, escreveu, em maio, que o papa foi “imperdoavelmente imprudente com Maduro e o chavismo”, além de ser “incompreensivelmente reticente às vítimas da repressão e à agressão que atinge a própria Igreja”.

O que o papa latino-americano poderia fazer caso a situação chegasse a um ponto em que não seria mais possível qualquer neutralidade, nem mesmo tibieza, especialmente quando os fatos comprovassem o horror de um regime político, com premissas e aspectos contrários à doutrina moral e social católica? Outros envolvimentos de Bergoglio no complexo contexto latino-americano geraram controvérsias, como o restabelecimento diplomático dos Estados Unidos e Cuba (Obama/Raul Castro, visando o fim do embargo a Cuba) e o polêmico “acordo de paz” entre o governo da Colômbia e os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

A sua aposta política, em alguns casos, deixava brechas para os líderes de esquerda instrumentalizarem certos pronunciamentos e iniciativas de Bergoglio (que chocavam os católicos) para favorecer seus intentos políticos, como também, em certos aspectos, a agenda das fundações internacionais e das agências da ONU. Não apenas as declarações polêmicas e ambíguas, mas também as atitudes que alargavam tais brechas. Afinal, os católicos ficavam cada vez mais confusos e angustiados quando viam, por exemplo, as portas abertas do Vaticano para receber, com efusão, Gustavo Gutierrez, Jeffrey Sachs e Paul Ehrlich, enquanto Michel Schooyans e Christine Wolmer deixavam de ser vitalícios na Pontifícia Academia para a Vida, para dar lugar a outros, inclusive abortistas, como Nigel Biggar.

Com a Venezuela, o “papa político” fez mais uma vez uma aposta arriscada, ao receber Maduro no Vaticano (quando a crise já indicava abusos inaceitáveis) e a colocar o cardeal Pietro Parolin à frente de negociações em que, desde o início, os bispos venezuelanos sabiam que com Maduro não havia o que dialogar, pois o que ele queria mesmo era radicalizar o chavismo, com o qual estava comprometido. Não apenas Maduro, mas outras lideranças de esquerda esperavam que não viesse de Bergoglio uma condenação política explícita e contundente, a curto prazo, pois ele, “defendeu várias vezes um estado forte que forneça os bens de ‘casa, terra e trabalho’ para a população”, como destacou George Neumayr.

No entanto, nos últimos meses, o que os bispos desejavam era uma palavra mais firme do Vaticano justamente contra o bolivarianismo, que Maduro não estava disposto em ceder. Era evidente que o impasse chegaria, quando as consequências do regime fizessem vítimas fatais, como  já vinha acontecendo. O fato é que a situação na Venezuela passou a exigir mais do que uma tomada de posição, mas ações a requererem coragem e coerência. Por isso, os bispos venezuelanos buscaram a audiência com o papa, a fórceps, o que ocorreu em 8 de junho de 2017, como conta McGurn: “… uma reunião de seis bispos que foram obrigados ao horário de Francisco, quando eles voaram para Roma em junho – sem serem convidados.”

Os prelados levaram a Francisco a posição da realidade, como salientou o Pe. Raymond J. de Souza, no Crux: “Não há mais nenhuma dúvida. Maduro preside um regime desonesto que está matando seu próprio povo em defesa de uma ideologia socialista desacreditada. Por que o papa Francisco procuraria permanecer neutro entre esse regime e as massas sofredoras?” E então, os bispos apresentaram concretamente a lista dos mortos do regime de Maduro (muitos jovens), e disseram que não há como ser ambíguo nessa questão, pois do contrário a Igreja perderia credibilidade. A pressão dos bispos venezuelanos, portanto, foi decisiva para a Secretaria de Estado do Vaticano ter rechaçado a Constituinte de Maduro.

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12 agosto, 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: O escândalo dado pelo Sacerdote, pecado enorme por sua natureza.

Nosso caríssimo padre Élcio está de recesso por dois meses para tratamento de saúde, pelo que pedimos suas orações. Durante sua ausência, republicaremos suas colunas mais importantes – a que segue foi publicada originalmente em 27 de fevereiro de 2016.

* * *

“O que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurassem ao pescoço a mó dum moinho, e que o lançassem no fundo do mar” (S. Mateus XVIII, 6)

“É inevitável que venham escândalos, mas ai daquele homem pelo qual vem o escândalo” (S. Mateus  XVIII, 7).

Por Padre Élcio Murucci | FratresInUnum.com

1 – O Sacerdote escandaloso é o grande inimigo de Deus. – Ofende à Santíssima Trindade, persegue-A, se assim posso exprimir-me, com uma impiedade que horroriza. O Eterno Pai elegera-o, para fazer conhecer e honrar o seu nome, para publicar e fazer observar a sua lei, para trazer à sua obediência as almas desgarradas, e confirmar no seu amor as almas inconstantes, para lhe preparar um povo de escolhidos, fazendo-o reinar sobre os corações; para isto o prevenira com as bênçãos da sua graça, o enchera de seus benefícios. Este Sacerdote tinha aceitado tão nobre missão, e prometido solenemente consagrar-lhe toda  a sua existência; ora, se chega a escandalizar, que faz ele? Combate contra a causa de Deus que prometer defender. Longe de submeter ao Senhor os súditos fiéis; longe de induzir os homens a respeitar o seu nome,  leva-os a blasfemá-lo; em lugar de o fazer reinar sobre os corações, expulsa-o deles; em lugar de lhe preparar escolhidos, é para o inferno que os recruta!

LaSalette08Deus Filho, Redentor das almas, confiava no Sacerdote, para lhes aplicar os merecimentos da sua morte e do seu sangue. Para isto o revestira de inefáveis poderes, e lhe pôs nas mãos todos os tesouros da sua misericórdia; pois a essas almas, remidas por tão alto preço, não só as deixa perder, mas ainda, à vista do seu Salvador, as fere, mata e precipita na eterna condenação; aniquila para elas a obra da Redenção!

Deus Espírito Santo tomara-o para seu instrumento. Queria servir-se dele, para combater o pecado, purificar as almas, e fazer delas outros tantos templos onde morasse com o Eterno Pai e com o Filho:  “Viremos a ele e nele faremos morada” (S. João XIV, 23); e o Sacerdote escandaloso, em vez de auxiliar estes misericordiosos desígnios, destrói-os; em vez de arruinar o império do pecado, estende-o e consolida-o; em vez de purificar as almas, mancha-as; e fecha para Deus esses templos espirituais de que era guarda, e abre-os para o demônio! Não é isto fazer à Santíssima Trindade uma guerra cruel e pérfida?

2- O Sacerdote escandaloso é inimigo das almas. – Constituindo-nos seus ministros, Deus queria que cooperássemos para as salvar. Temos rigorosa obrigação; de guiá-los e ampará-los; de levantá-los, se caem; e de empregar na sua santificação todos os meios que foram postos à nossa disposição. Como cumpre o Sacerdote escandaloso esta obrigação? Nós só temos acesso junto das almas, pela confiança que lhes inspiramos; que confiança pode inspirar aquele que prega uma moral, e pratica outra? Entre as palavras que dizem: “Não façais o eu  faço”, e as ações que clamam: “Não acrediteis o que eu digo”, advinha-se o que impressionará mais fortemente os espíritos, talvez já mal dispostos. Os corações corrompidos autorizam-se em suas desordens como o exemplo daquele que devia reprimi-las. E as almas simples não temerão perder-se, seguindo os maus exemplos do guia que Deus lhes deu. E neste caso, onde parará a licença de costumes? Quando à tendência que leva o homem a imitar tudo o que vê, vem juntar-se o impulso das paixões: o mau exemplo é uma torrente, que rompe todos os diques. Mas, se esta corrente se precipita dos mais altos montes, o seu curso será ainda mais impetuoso, e os estragos mais extensos; a alteza da nossa dignidade é a medida do mal causado com os nossos escândalos. O arbusto, ao cair, a nada causa dano; mas o carvalho frondoso esmaga, na sua queda, tudo o que encontra debaixo de si. Assim, o sal da terra tornou-se um princípio de corrupção, para os que ele devia conservar na inocência; a luz do mundo, que devia dirigir  as almas nos caminhos da virtude, mete-as nas alfurjas do vício; o Pastor de almas que devia defender o seu rebanho, faz nele uma horrível carnificina.

3- O Sacerdote escandaloso é o maior inimigo da Igreja. – Uma só queda no Santuário pode ter consequências incalculáveis. O mundo, tão indulgente para si, é inexorável para os ministros do Senhor. Ao mesmo tempo que desculpa os seus próprios crimes, não perdoa aos Sacerdotes uma fraqueza. E muito longe de encobrir, com o seu silêncio, os escândalos que neles vê, publica-os aos quatro ventos. Fá-los correr de paróquia em paróquia, de diocese em diocese. Perpetua-os, e dá-lhes uma espécie de imortalidade, bem lamentável.

O mundo quereria que durasse cem anos, e talvez até ao fim dos séculos, muitas almas pequem, se pervertam e se condenem, em consequência de um pecado cometido por um sacerdote escandaloso. A censura que faz cair sobre o seu mau proceder, recai indiretamente sobre todos os membros do Clero. Imputa os mesmos vícios aos que exercem as mesmas funções. Chega até a tratar como fábulas, as verdades mais sagradas, só porque é testemunha da sua oposição com os costumes daquele que as ensina. Se este Sacerdote, dizem, cresse o que prega, portar-se-ia assim? Eis, pois, a honra do Clero manchada, o zelo dos bons Sacerdotes paralisado, a piedade destruída, os sacramentos abandonados ou profanados, a fé quase extinta em vastas regiões, milhares de almas perdidas em consequência dos escândalos dados por um Sacerdote e um Pastor de almas. (…) “Vae homini illi!” Ai daquele homem por quem vier o escândalo! Se, ó Deus, todo-poderoso, se castigais de um modo tão terrível o escândalo dado a um só dos vossos filhos, que suplício reservais àquele que tiver escandalizado as multidões, e os povos?

E  o escândalo pode ser dado de de três maneiras diferentes: 1-  De intenção e perversidade; 2- De tibieza e de negligência; 3- De leviandade e de imprudência.

1º) Escândalo de intenção e de perversidade. – O homem do Santuário, que leva o esquecimento dos seus deveres até espalhar em volta de si um cheiro de morte, justifica de sobra a máxima: Corruptio optimi pessima = a corrupção do ótimo é péssima. Todavia, quando falamos do escândalo de intenção, não afirmamos que alguém perca as almas, pelo gosto de as perder. Este escândalo que é propriamente o de Satanás, só seria possível em um sacerdote que atingisse o último grau de perversidade. Mas, sem chegarmos a este ponto, sabe-se que certa palavra, certa ação, certo procedimento são capazes de ferir a consciência do próximo; vêem-se as consequências funestas, que de certo pecado podem resultar para a honra do Sacerdócio, e não se recua, comete-se. Este desgraçado Sacerdote ilude-se a si, para pecar livremente; abusa até da autoridade, do ascendente que lhe dá o seu estado, para abalar uma virtude, de que ele devia ser o amparo. (…)

2º) Escândalo de tibieza e negligência. – Este inspira menos horror que o primeiro; mas as consequências podem ser também deploráveis. Ai! e quão comum é ele! Se os costumes de um sacerdote não são um modelo, tornam-se um perigo; se não ensina a piedade com sua vida, inspira, autoriza, multiplica o vício. A vida do Sacerdote deve ser a censura não só das desordens públicas, mas ainda das falsas virtudes, que o mundo desejaria substituir às virtudes evangélicas. A sua separação de tudo o que é profano; sua modéstia, sua santidade devem recordar incessantemente aos seculares: que os verdadeiros cristãos são homens mortos para si mesmos, cuja vida está escondida com Jesus Cristo em Deus. Já conhecemos as exigências do mundo em matéria de santidade sacerdotal. Quer que o ministro de Deus seja um Anjo, isento de todo o defeito, adornado de todas as virtudes; se vê qualquer coisa de menos, admira-se, escandaliza-se. Se há exageração nas suas ideias neste ponto, esclareçamos os juízos do mundo, mas não os desprezemos. Relações com os seculares, funções desprezadas ou mal exercidas. Oh! quão numerosas são as ocasiões de escândalo, para um homem do Santuário, par um pastor de almas!

3º) Escândalo de leviandade e de imprudência.  É uma grande vitória para o inimigo das almas, se pode servir-se, para as perder, daqueles mesmos que Deus elegera para as salvar. Pouco lhe importa o modo como o auxiliam os ministros do Senhor; a leviandade e a imprudência servem-lhe quase tão eficazmente como o crime. Na realidade, a falta de prudência e de circunspeção nunca é inocente em um homem encarregado de interesses tão graves, e obrigado, por tantas leis, a uma vida que deve ser a mais séria e refletida. A um Sacerdote não se lhe admite, tão facilmente como a qualquer pessoa, a desculpa de que não pensava nisso; pois ninguém, tanto como ele, deve considerar atentamente o que diz e faz, quando, e em presença de quem o diz e o faz. Não basta que seja santo, é necessário que o mostre, e o mostre em tudo. Uma pergunta, uma palavra indiscreta, um gracejo, uma leviandade, em passo inconsiderado, têm sido muitas vezes semente de escândalo, desgraçadamente muito fecunda. Quantos eclesiásticos, em seu trato com o mundo, em suas viagens, mesmo no interior de sua casa, no meio das crianças e sobretudo no meio de pessoas de outro sexo, etc, porque desprezam precauções que a malignidade tornou indispensáveis, dão lugar a suspeitas, que ofendem a honra do Clero, e vêm a ser ocasião de ruína para as almas.

(Artigo extraído do livro “MEDITAÇÕES SACERDOTAIS” de autoria do R. P. Chaignon, S. J.).

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9 agosto, 2017

A Venezuela e o Superior dos Jesuítas.

Por Pedro Rizo, Periodista Digital, 2 de novembro de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com: A Venezuela auspicia se tornar a sucessora da Cuba Castrista, como uma nova plataforma de ação revolucionária-marxista-comunista para toda a América Latina. Basta ir até lá e conhecer de perto através de seus próprios agentes aquilo que um turista acidental não pode ver. Testemunhas objetivas que conhecem os que foram comprados — Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Equador… tendem a igualar o ambiente das comunidades “trabalhadas” com o mais sinistro do bolchevismo.

superior jesuita

Padre Arturo Sosa Abascal (à esquerda da foto) “reza” com budistas.

E o pior nas atuais circunstâncias é o surgimento de um novo Superior Geral da Companhia de Jesus, um venezuelano, que não parece tanto um substituto natural do Padre Adolfo Nicolás, mas muito mais um reforço para “flagelo satânico do comunismo” com” objetivos intrinsecamente perversos” para toda a América Latina de tradição cristã. Os termos entre aspas são do Papa Pío XI. (cfr. Divini redemptoris).

Há alguns anos, este escritor costumava visitar a Casa de Retiro dos Jesuítas aposentados em Alcalá de Henares, sempre no dia 31 de Julho. Eu tinha um débito de gratidão e reverência para com alguns padres jesuítas que me dedicaram impagável aconselhamento durante minha juventude. Muitos ainda estavam vivos quando Hugo Chávez assumiu o poder na Venezuela. E uma vez que haviam ali residentes que por muito tempo realizaram trabalho missionário pela América, naturalmente cheguei a tomar conhecimento através de um deles de algo que merece ser reportado, ou seja, que quando o Coronel Chávez cumpria prisão no cárcere de Yera por causa de sua primeira tentativa de golpe, foi visitado uma ou duas vezes por semana por um padre jesuíta. Foram dois anos e três semanas que renderam muito fruto, visto que foi esse Jesuíta que o instruiu no populismo que hoje impera na Venezuela. Não me revelaram o nome dele, mas…

Será que ainda existe a Companhia de Jesus? 

Essa é a pergunta: será que eles ainda existem? Há décadas que a América indígena está sob ação missionária de orientação marxista-leninista, principalmente por parte dos jesuítas. O que pesa hoje mais do que nunca na ordem de Santo Inácio é essa sua fixação entre esses dois abismos, entre o paganismo e o Evangelho. Uma vertigem que é mais do que evidente no atual ocupante da Santa Sé, “chame-me Jorge”.

Seria necessário  propor um estudo sobre as origens desta deriva para o comunismo que tanto infectou os jesuítas. Alguns indícios já são conhecidos.

Em 1938, Pedro Arrrupe, o pupilo de Juan Negrín, (1) finalmente obteve o seu tão solicitado posto para as cidades da área de Kobe, a maior e mais florescente concentração judaica no Japão, perto de Hiroshima e Nagasaki.

Padre Arrupe confrontou com admirável determinação a enorme ferida causada pelas bombas atômicas, sendo imediatamente reconhecido como Superior da Companhia no Japão. Anos mais tarde, visitou os Estados Unidos e viajou por toda a América hispânica, conectando-se com as suas missões, uma vez que criava redes de apoio para o seu projeto de ação revolucionária. (Cf. Malachi Martin, Jesuítas ; De la Cierva, Puertas del Infierno).

Um notável padre, Bartolomé Sorge, SJ, (2) no final da Congregação Geral XXXII (1975), com muita razão, detectava que a Companhia havia se dividido em duas: a “A”, Inaciana, e a “B”, sob o jargão de Opção preferencial pelos pobres. Justamente em 1974, o Padre Arrupe veio a substituir o Padre Janssens como Superior Geral e com seu impulso estendeu por toda a Ordem o Modernismo, ou seja, aquele conjunto de atitudes perante a Fé que São Pio X condenou como a síntese de todas as heresias. Naqueles anos 70, quem governava a Igreja era Paulo VI — Giovanni Batista Montini, irmão de Ludovico e Francesco, esse último brigadista de Stalin na Guerra Espanhola, que veio a dar continuidade à obra de João XXIII, e que não foi por acaso um discípulo e admirador de Ernesto Buonaiutti, líder do Modernismo, duas vezes suspenso de sua docência e finalmente excomungado.

O magnífico patrimônio histórico — realidades patrimoniais que pertencem à Igreja –teria ficado mofado devido a um falso prestígio (teológico?) e bem acompanhado por uma linguagem deplorável e demagógica.

Sobre a história recente do que antes podia ser chamada a Companhia de Jesus se somaram tantas interpretações que ninguém sabe qual se enquadra com a realidade. Uma imprecisão que se manifesta tanto nas mudanças de seus Superiores como na deriva do Cristianismo e a ascensão vertiginosa do materialismo. Uma dura realidade que é confirmada pela eleição do venezuelano Arturo Sosa Abascal, o novo Superior.

Sobre ele é necessário que se leia algo interessante.

Circulou por esses dias uma carta aberta em inglês — de alguém que o conhece em suas características mais reveladoras. Então, resolvi destacar alguns parágrafos da mesma.

Há muito tempo que conheço o Padre Arturo Sosa Abascal. (…)

Em primeiro lugar, ele fez do marxismo os óculos através dos quais ele vê tudo, incluindo o magistério católico (que ele chama simplesmente de “fé cristã”). Juntamente com muitos outros jesuítas na Venezuela, ele vem trabalhando há décadas para montar comunidades cristãs de base, comprometidas com a construção de sociedades socialistas na América Latina (…) Comunidades que vivem o marxismo e o cristianismo (…) Completada essa tarefa, o Padre Sosa agiu para reconstruir esta teologia comprometida com as “bases” , como um princípio e guia.

Princípio e guia que se expressa em toda a “Nova Evangelização”: livros, catequese, homilias, aulas, boletins… tudo e muito mais, transmissor  do”ensino” que se segue:

A fé cristã significa ser capaz de se aproximar “do outro”, ou seja, “dos pobres”, “do oprimido”, que se convertem no alvo da “mira”.

Estes alvos da mira são diluídos em um marxismo de combate… leninista. Naturalmente, “em defesa dos pobres,” sem dúvida … Por favor! Sim, esse é o meio mais eficaz para erradicar o Cristianismo! Uma instrumentalização retórica que deixa o pobre mais pobre do que já era. Cumpre-se assim a advertência do mestre Vladimir Ilyich Ulyanov, mais conhecido como Lenin: “Não há necessidade de elevar o nível dos pobres, pois senão eles voltarão a morder a mão que os alimenta”.

Se quisessem realmente trabalhar pelos pobres, ajudariam-nos e educariam-nos no estilo antigo da Companhia de Jesus, ajudando-os a levantar a cabeça, a ganhar uma vida digna e segura. Um cristão mergulhado na pobreza quer mais é deixar de ser pobre e não que os ricos percam a sua riqueza. Muito menos confiscá-la. Para mais e melhor dizer, não inveja as riquezas que são medidas apenas com dinheiro, mas sim aquela riqueza segura fundamentada na felicidade de uma boa consciência. De fato, esses últimos são invejados por aqueles ricos apenas de dinheiro. Sabemos que é mais rico em sua nobreza e em sua educação cristã o servo fiel em sua casa e na sua paróquia do que o dissoluto presunçoso em sua fortuna herdada. “Pobrezinho do meu patrão, ele pensa que o pobre sou eu”!

No entanto, erro por erro, o novo Superior dos Jesuítas ensina:

Assim, a fé é mediada por outros grupos de homens. O homem de fé tem uma abordagem científica à realidade e deve escolher qual abordagem científica a adotar (Conceito importante:. ‘Científico’, sugerindo que seja algo indiscutível e axiomático). A fé deverá ser mediada por essa opção. Portanto, neste momento da história (a história presumida pelo Pe. Sosa,), a mediação correta é a do marxismo, porque o marxismo é a abordagem científica libertadora, já que é a melhor maneira de desmascarar os poderosos e guiar a luta dos pobres.

Como teólogo liberacionista, ele rejeita a transcendência do Reino de Cristo, ele propõe uma salvação política, adota o materialismo e até mesmo o ateísmo e concorda que o Cristianismo deve libertar o povo politicamente, como fez Moisés com Israel.

É devastador pensar que o desertor da mais alta patente da década de 1970, Ion Mihai Pacepa tenha revelado em 2015 para a ACIprensa seus pontos de vista sobre a conexão entre a União Soviética e a teologia da libertação. Sua declaração repetiu o que seu superior até 1956, o general soviético Aleksandr Sakharovsky, chefe do serviço de inteligência estrangeiro na Roménia entre 1956-1971, falava da Teologia da Libertação como um sistema desenvolvido pela KGB para subverter a população ameríndia.

Dos trabalhos do jesuíta Sosa Abascal sobre o marxismo, vale a pena ler seu artigo “A mediação marxista da fé cristã”.  O título que já traz um Cristo com um par de pistolas: a filosofia mais materialista e ateísta tomada como viaduto da religião cristã. Se estes homens são sinceros, eles estão loucos; se eles não estão, é porque não são mais Católicos.

Mas terminemos de ler a carta:

Em 1989, houve uma revolta popular em Caracas devido ao trabalho de um ministro esquerdista da Economia. Descobriu-se mais tarde que Fidel Castro estava por trás disso. As “Comunidades de base” dos jesuítas trabalharam ativamente e a rádio dirigida pelos jesuítas desempenhou um papel subversivo ativo. Assim, eles tornaram-se corresponsáveis pela morte de 2.000 pessoas.

Mais tarde, os jesuítas favoreceram ativamente a chegada da Revolução Chavista (o que vem comprovar a ação na prisão Yera). Houve padres que se opuseram a Chavez, é verdade. E alguns muito fortemente. (…) em abril de 2002. Enquanto Chávez foi derrotado por um par de dias, ouviu-se o Padre Sosa proclamando que os “cristãos” das comunidades de base defenderiam a Revolução até a morte e que a “direita” (?) iria conhecer a força da Revolução”.

Este homem, que trabalhou toda a sua vida para reinterpretar o Cristianismo a partir de uma abordagem marxista, que não só ficou na “teoria”, mas que foi diretamente revolucionário, é que os jesuítas elegeram agora como seu Superior geral. (…)

E o autor da carta termina, pois, contrastando as supostas metas com resultados reais:

Em busca de quê esses revolucionários ainda se agitam? Na Venezuela, eles sistematicamente destruíram as infra-estruturas de produção, a agricultura, a indústria, a administração pública, os tribunais, os hospitais, as escolas e até mesmo a indústria de energia que sustenta o país. Eles já assassinaram milhares de pessoas, mantêm o país em uma fome desastrosa nunca antes vista em tal escala nas Américas. Em busca do que eles estão…? Provavelmente, a única explicação é a seguinte: a destruição completa do mundo de Deus, a fim de construir um “Novo Mundo” na História … (Sem Deus)

Que Deus nos proteja do submundo revolucionário.

Que Deus transforme os corações e abra os olhos de seu povo.

E acima de tudo que Cristo proteja a sua Igreja.-

Comentário final:

A deriva marxista da ‘Companhia B’ povoada hoje em dia por loucos de prestígio, ou seja, a Arrupiana da opção preferencial pelos pobres, é tão comprometida com essas metas que se faz urgente enfrentá-la; essencialmente pela desidentidade que nela está encerrada.

Para muitas boas cabeças, tal transformação indica que a Ordem Inaciana já não existe mais. De modo que fingir que ela ainda existe induz ao erro e ao suicídio. Ou à esquizofrenia entre o que se vê e o que não se quer ver. Porque dizer que se serve ao Evangelho trabalhando por uma revolução explosiva, destrutiva e violenta é absolutamente perverso. Que o Bispo de Roma, Francisco, antes Jorge Mario Bergoglio, faça declarações equiparando o comunismo ao Cristianismo, é uma ofensa cuja medida nos escapa se formos comparar ao número de mártires, prisões, coerção… Sua desqualificação chega tarde demais, pois agora já é inevitável uma desinfecção geral com cirurgia invasiva.

E é que não executar as ações devidas, calar sem vergonha e covardemente, acaba por obscurecer de tal modo as consciências dos fiéis, que no Dia do Juízo será mais difícil se apresentarem como fiéis.

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(1) Juan Negrín presidiu o governo da Segunda República Espanhola e a Frente Popular, de 1937 a 1939. Era a figura mais controversa da Guerra Civil Espanhola. “A figura de Negrin foi objeto de intenso debate em seu tempo. Ele se comportou como um servo fiel da conspiração comunista pago pela URSS. “(Wikipedia) Visitou Arrupe numa  viagem anterior a partir de Madrid para Bilbao treze horas trem- para não abandonar a carreira de Medicina, o que explica viagem tão pesada , seu futuro político brilhante. O futuro político brilhante e as razões para o seu abandono para entrar no noviciado em Loyola, só eles sabiam, mas é muitomais  eloquente a satisfação Dr. Negrin quando eles se separaram com um abraço “Sempre me caiu bem” (Uma explosão na Igreja, Pedro Miguel Lamet).

(2) Civilta Cattolica 1974: “XXXII della Compagnia Generale Congregazione de Jesus. O preparazione e le attese “Volume IV, 1974, p.424 para p.434 de e P.526 para p.539. Uma boa biblioteca acessível na Companhia.

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8 agosto, 2017

Uma Refutação do Neoateísmo.

Acaba de sair pelas Edições Cristo Rei o livro A Última Superstição: Uma Refutação do Neoateísmo, do tomista americano Edward Feser.

O livro tem como ponto de partida a constatação de que os quatro principais nomes do neoateísmo (Richard Dawkins, Daniel Dennett, Sam Harris e Christopher Hitchens) não passam de meros palpiteiros quando o assunto é religião e teologia. Porém, Feser não se preocupa apenas em demonstrar isso.

Ele aprofunda a discussão para mostrar que ideias nefastas como as que são defendidas por esses quatro escritores só se tornaram possíveis por causa do abandono da noção de causalidade final na filosofia. Temas como aborto, “casamento” gay, materialidade do intelecto e tantas outras aberrações só se tornaram aceitáveis para muitas pessoas porque alguns dos principais filósofos do período moderno simplesmente viraram as costas para Platão, Aristóteles, Santo Agostinho e Santo Tomás.

Feser deixa claro, por meio de uma argumentação sólida, que o retorno à sanidade depende do retorno à filosofia aristotélico-tomista. O primeiro capítulo do livro pode ser lido na íntegra aqui: https://issuu.com/edicoescristorei/docs/miolo-ultima-supersticao_amostra_

O livro pode ser adquirido com 10% de desconto no site da editora: http://www.edicoescristorei.com.br

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