Posts tagged ‘Atualidades’

7 novembro, 2017

O impressionante milagre que levou o teólogo da Conferência Episcopal dos EUA a criticar o Papa Francisco.

Por Claire Chretien, 2 de novembro de 2017 – LifeSiteNews | Tradução: FratresInUnum.com – O padre que acabou de ser despedido pela Conferência dos Bispos dos Estados Unidos por publicar uma carta criticando o Papa Francisco afirmou que um “sinal claro” de Deus o convenceu que ele possuía um “mandato apostólico” de escrevê-la.

Padre Thomas Weinandy, antigo responsável para a doutrina da Conferência Episcopal dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), escreveu uma carta ao Papa Francisco na qual afirmou que seu pontificado é marcado pela “confusão crônica”, desprezo da doutrina e cultura do medo.

Após publicar a sua carta, a USCCB pediu a Weinandy que renunciasse ao posto de consultor, o que ele fez. O presidente da USCCB então publicou uma declaração sobre o “diálogo” na qual ele garantiu a “lealdade” dos bispos dos EUA ao Papa Francisco. 

Weinandy afirmou ao site The Catholic Thing’s, de Robert Royal, que ele vinha pensando em escrever a carta enquanto estava em Roma, no último mês de maio. Ele estava “rezando sobre o estado presente da Igreja e as angústias que tinha sobre o atual pontificado”.

“Eu suplicava a Jesus e Maria, a São Pedro e a todos os santos papas que estão enterrados lá, que fizessem algo para corrigir a confusão e a agitação dentro da Igreja hoje, um caos e uma incerteza que eu sentia que o próprio Papa Francisco havia causado”, contou Weinandy.

Ele estava “ponderando” se “escrevia e publicada algo expressando minhas preocupações e angústia”, mas não tinha certeza se deveria.

De maneira atípica, ele não conseguiu dormir durante uma de suas últimas noites em Roma, e, em algum momento depois da 1:15 da manhã, rezou a Deus:

“Se quereis que eu escreve algo, dai-me um sinal claro. Assim deve ser o sinal. Amanhã, pela manhã, irei a Santa Maria Maior para rezar e, depois, vou a São João de Latrão. Mais tarde, voltarei para São Pedro, para almoçar com um amigo da época de seminário. Neste ínterim, eu devo encontrar alguém que conheço, mas não vejo há muito tempo e que nunca esperaria ver em Roma desta vez. Essa pessoa não pode ser dos Estados Unidos, Canadá ou Grã-Bretanha. Além disso, a pessoa tem de me dizer ao longo de nossa conversa: “Continue escrevendo bem”.

Após almoçar com seu amigo de seminário, “aquilo que eu havia pedido ao Senhor na noite anterior sequer estava mais em minha mente”.

Então, um arcebispo que Weinandy não via há 20 anos apareceu. O arcebispo, que não era americano, canadense nem britânico, “eu nunca esperaria ver em Roma ou em qualquer outro lugar, a não ser em sua arquidiocese”, disse Weinandy.

O arcebispo “disse ao meu amigo que nos encontramos há muito tempo e que ele tinha, naquela ocasião, apenas acabado de ler meu livro sobre a imutabilidade de Deus e a Encarnação”.

E “ele disse ao meu amigo que era um excelente livro, que o ajudou a organizar as idéias sobre o assunto, e que meu amigo deveria ler o livro. Então, ele se voltou para mim e disse: ‘continue escrevendo bem'”.

Naquele instante, “não havia mais nenhuma dúvida em minha mente de que Jesus queria que eu escrevesse algo”, disse Weinandy.

Ele pensou ser particularmente significativo que o “sinal” de Deus tinha vindo por um arcebispo: “Eu considerei isso um mandato apostólico”.

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Então escreva: ‹‹ Eles vos expulsarão da USSCB”… desculpe, quis dizer “Sinagogas” ›› . 

 

Weinandy “ponderou” e escreveu “muitos rascunhos”.

“Eu decidi escrever diretamente ao Papa Francisco sobre as minhas preocupações”, disse. “No entanto, eu sempre tive a intenção de tornar isso público, uma vez que sentia que muitas das minhas preocupações eram as mesmas que outras pessoas tinham, especialmente entre os leigos, e, assim, quis publicamente dar voz também às suas preocupações”.

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30 outubro, 2017

Motus in fine velocior?

Um renomado amigo está aterrorizado por aquilo que vê na Igreja, e teme que…  

Por Marco Tosatti, 30 de outubro de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com –  Caros amigos, inimigos e leitores, esta manhã pensei que estaria de folga. Depois me chegou uma mensagem de um amigo renomado que, devo confessá-lo, me abalou sinceramente. Pelo seu teor e porque sei que este amigo é alguém que já viu muita coisa! Resumindo, não é alguém que se impressione com qualquer coisa. Mas, enfim…, leiam isso:

Caro Tosatti, aquilo que lhe escrevo esta vez não é uma piada. Não estou apenas emudecido, nessa altura do campeonato nada mais me assusta neste pontificado; dessa vez estou apavorado. A aceleração destes últimos dias é surpreendente, como se estivéssemos diante de um prazo urgente e não se quisesse perder tempo com diplomacias. Depois das preliminares de interpretação ambígua, passamos a algo que não precisa mais de interpretações, são declarações de guerra à fé católica, a Jesus Cristo, à Imaculada. Em primeiro lugar, as declarações de estima a Lutero (a última foi a conferência de Mons. Bruno Forte, em 30 de outubro), depois, as declarações de um dos teólogos preferidos do Papa (Andrea Grillo), que explica, sem desmentidos da Santa Sé) que a “transubstanciação não é um dogma”, depois, a ainda surpreendente e inquietante correção publicada do Papa ao Cardeal Sarah, e, enfim, a conferência sobre a reaproximação entre a Igreja e a maçonaria (12 de novembro em Siracusa, com grãos-mestres, um prelado e o bispo de Noto), cujo folheto de divulgação representa um inquietante Cristo com o compasso na mão. Certo! Depois das manifestações sobre a reaproximação com os irmãos maçons feitas pelo Cardeal Ravasi não nos deveríamos maravilhar, mas Ravasi é Ravasi, quando não fala aramaico e grego antigo é inclusive possível entendê-lo sem compreendê-lo.

Mas eu agora estou assustado sobretudo pela sequência tão próxima dos acontecimentos; como se estivéssemos próximos de um prazo (aquelas visões de Leão XIII? As profecias de La Salette? De Santa Brígida? De Nossa Senhora de Akita? De São Vicente Férrer?…). O que deveremos, então, esperar como próximo passo? Deveríamos imaginar que a próxima “reaproximação” seja com a serpente tentadora do Gênesis, à qual se pedirá desculpas “justificando” as duas “boas intenções” de levar o conhecimento a Adão e Eva? Dever-se-á repreender a São Miguel Arcanjo por a ter chutado? Ou pedir a Maria Santíssima que se desculpasse por lhe ter esmagado a cabeça? Ou mesmo pedir ao próprio Jesus que o faça por não se ter deixado tentar no deserto, abrindo-se, assim, um diálogo multicultural e pluralista, vantajoso para ambos?

Caro Tosatti, talvez não creia no que vou dizer, mas eu começa a ficar realmente com medo. Comecei a fazer novamente a oração-exorcismo a São Miguel Arcanjo, escrita por Leão XIII (rezada ao fim da Santa Missa até 1964 e depois inexplicavelmente retirada). Pergunto-me se teria as forças para reagir quando me falta a assistência da minha Santa Igreja Católica Apostólica Romana, antes, sentindo-a sempre mais estar contra os Evangelhos e a Verdade que me ensinaram. Os Cardeais e os Bispos que ainda creem na verdade de Cristo devem fazer alguma coisa logo! Temo que sejam os tempos finais, caro Tosatti.

Assina o amigo renomado, mas aterrorizado.

22 outubro, 2017

Foto da semana.

portugalNa semana do centenário da última aparição de Nossa Senhora em Fátima, um enorme incêndio atingiu Portugal, deixando dezenas de mortos. Na imagem, a freguesia de Vieira de Leiria, a cerca de 60 quilômetros de Fátima.

Imagem: Rorate-Caeli

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8 outubro, 2017

Foto da semana.

nossa senhora do sagrado coracao

Mergulhadores encontram estátua intacta de santa no fundo do mar na Ilha do Arvoredo, em SC

Por Talita Rosa, Diário Catarinense, 14 de agosto de 2017 – A estátua intacta de uma santa no fundo do mar, perto de Florianópolis, está intrigando mergulhadores. E a curiosidade já veio à tona: como a imagem foi parar ali? Será que alguém  levou tão a sério essa coisa de ter fé até debaixo d’água e criou um altar em um lugar assim inusitado?

A imagem mede 40 centímetros e está a cerca de seis metros de profundidade, na reserva biológicaIlha do Arvoredo, a 17 quilômetros da costa. Está no meio de duas pedras grandes, que parecem uma gruta natural para a santinha.

Para os católicos, a imagem de Nossa Senhora com vestes brancas, manto azul, auréola dourada e as duas mãos apontando para o coração representa o Sagrado Coração de Maria. 

Nas escolas de mergulho de Florianópolis, acostumadas a promover centenas de mergulhos na região, ninguém tem sequer uma pista que leve às respostas. Tudo que a fotógrafa subaquática Cibele Sanches sabe dizer é que em março deste ano alguns mergulhadores começaram a voltar do passeio contando a surpresa. E só.

— Eu não sei dizer como ela apareceu ali, porque ninguém sabe ou quem sabe não conta. Deve ter alguma questão religiosa, porque não deve ter sido uma coisa fácil, não caiu de uma embarcação, ela está bem colocada num ponto estratégico ali — comenta Cibele.

Tem quem fale em promessa. Mas qual? Pode ter a ver com o refúgio que a ilha — alta, grande e com águas calmas — oferece aos navegadores que tentam escapar do vento forte ao passar por aquele ponto do Atlântico. Ou, dívida contraída durante algum momento de apuro na ilha: em 2015, um barco de turismo naufragou deixando 22 passageiros à deriva por mais de meia hora; um ano antes, tripulantes de um barco pesqueiro precisaram ser resgatados por três embarcações de maior porte. Mas são apenas algumas hipóteses, entre tanta especulação.

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6 outubro, 2017

Fr. Alejandro Moral Antón: Lutero não assumiu “a possibilidade de errar ou estar equivocado”.

O Fr. Alejandro Moral Antón, Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho, à qual Martinho Lutero pertenceu, antes de deixar a fé católica, discorreu sobre a figura do heresiarca alemão em uma carta dirigida aos religiosos agostinianos.

Por InfoCatólica, 3 de outubro de 2017 | Tradução: Marcos Fleurer – FratresInUnum.com:  Fr. Antón confirma as consequências da ruptura originadas por Lutero:

antonDe forma um tanto redutiva, desejou-se fixar o início da Reforma na exposição pública de Martinho Lutero em Wittenberg com suas 95 teses sobre indulgências, em 31 de outubro de 1517. Em todo caso, não há dúvida de que Lutero promoveu uma verdadeira crise religiosa, e que provocou a ruptura do cristianismo ocidental e lançou as bases não do secularismo, mas do processo de secularização e do nascimento de uma nova Europa.

O Superior dos Agostinianos indica:

Não podemos esquecer que Martinho Lutero (1483-1546) era agostiniano. Ele entrou em nossa Ordem em 1505 e foi membro da Congregação para a Observância da Saxônia… Todas as fontes apontam que ele era um monge piedoso, fiel e sincero. Até 1521 ele sempre costumava assinar “Martinho Lutero, Agostiniano” e usou o hábito até 1524, conservando até sua morte muito do monge na piedade e estilo.

Mas, por sua vez:

Também é verdade que Lutero não só abandonou a Ordem, mas abominou a vida religiosa com todas as suas forças, rejeitou as práticas ascéticas e a piedade, da oração do breviário e outras obrigações à alteração radical da teologia sacramental, condenou os votos e promoveu o abandono e a fuga em massa dos consagrados. O dano causado à Ordem e à vida religiosa na Alemanha foi enorme.

Depois de apontar alguns aspectos positivos de sua pessoa, ele adverte:

… não podemos evitar outro lado menos agradável: o que se refere à sua intolerância. Obstinada e inflexível, apaixonada e veementemente, Lutero usa expressões mordazes contra aqueles que se opõem a ele, tornando-se injurioso e grosseiro. Muitas vezes é vexatório e ofensivo, levando à calúnia. Se considera o escolhido por Deus, o “profeta dos tempos finais”, na verdade e, portanto, responde em termos agressivos a qualquer discrepância. Para ele, a retratação não é possível porque ele não assume a possibilidade de errar ou de estar equivocado.

E acrescenta:

Seu apego à figura do papa é significativo, evoluindo da obediência reverencial para animosidade e aborrecimento, para o ódio de seus últimos anos. Seus insultos e agressões exageradas para a Igreja de Roma (papista, de acordo com sua terminologia particular) são verdadeiramente tristes. Ler esses textos nos enche de dor.

Quanto à posição doutrinal de Lutero, lembra:

Para ele, é impossível que o ser humano possa colaborar ativamente na salvação, porque o pecado é permanente. Somente pelos méritos de Cristo não somos culpados.

E:

Sola Scriptura, sola gratia, sola fide . As consequências da percepção luterana levam à negação do livre arbítrio, à inovação dogmática dos sacramentos, à rejeição da missa como sacrifício, à negação do sacerdócio ministerial, com a demolição do magistério e da hierarquia da Igreja, à demonização do papado. 

No entanto, Lutero é surpreendentemente servil aos príncipes protestantes e se manifesta um apaixonado defensor da legítima ordem social e política, mesmo a um preço elevado. Sua posição na Guerra dos camponeses (1524-1525) oferece um bom exemplo disso, e é uma das características mais discutidas do reformador. Como também são outros dois aspectos, presentes em Lutero, que lançaram sua sombra negra na história dos últimos séculos: nacionalismo e anti-semitismo.

O Prior Geral dos Agostinianos agradece “o interesse mostrado e as iniciativas que foram tomadas nas diferentes circunscrições da Ordem, especialmente no campo acadêmico, com a organização de excelentes congressos, dias de estudo e publicações. O Conselho Geral quis se pronunciar nesse tema, e também impulsionará  a celebração em Roma de 9 a 11 de novembro, de uma conferência intitulada “Lutero e a Reforma: Santo Agostinho e a Ordem Agostiniana” » .

Texto completo da carta do fr. Antón.

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1 outubro, 2017

Foto da semana.

Caros amigos do Fratres:

Estou em falta com vocês, mas minha vida tem sido essa ultimamente! Meu câncer voltou com a carga toda. Meu CA125 subiu num giro de 2 meses pra 1295! O tratamento anterior fracassou e agora entrei em um novo regime com quimioterapia semanal e alguns internamentos, que só me deixam como opção de internet o meu Twitter.

Gercione

A conexão no hospital é fraca e longe do meu desktop fico sem condições de realizar traduções ou até responder textos longos. Mas tenho lido os artigos do blog, que continuam ótimos.

Rezem por mim porque mesmo desacreditando de uma cura total ainda poderei viver por mais alguns anos se for da vontade de Deus. Ainda não se esgotaram todas as opções e a esperança é a última que morre!

Que Deus abençoe a todos vocês!

* * *

Querida Gercione, todos nós continuamos rezando incessantemente por sua breve recuperação e retorno ao bom combate!

 

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25 setembro, 2017

Reações: Bispo americano se une à “Correção filial”.

FratresInUnum.com, 25 de setembro de 2017 | Com informações de LifeSiteNews – Um bispo católico do Texas acrescentou seu nome à recente declaração que acusa o Papa de propagar várias heresias contra a Fé Católica e busca corrigí-las.

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Dom Rene Henry Gracida, bispo emérito da Diocese de Corpus Christi (foto), postou uma mensagem em seu blog, no domingo, reproduzindo um email que enviou aos organizadores da “correção”, parabenizando-os por sua ação e pedindo que seu nome fosse acrescentado à lista de signatários.

“Estendo meus cumprimentos e gratidão aos criadores da Correção e desejo ter meu nome acrescentado à lista daqueles que concordam com o conteúdo da Correção e desejam se identificar com ela”, escreveu Gracida em seu blogAbyssus Abyssum Invocat.

Gracida também está encorajando os fiéis católicos a acrescentarem  seus próprios nomes na petição apoiando a Correção.

Gracida é o primeiro bispo em situação canônica regular na Igreja Católica a se associar à declaração. O único bispo até então era Dom Bernard Fellay, superior da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que está (ou ao menos estava) em tratativas para regularização junto à Santa Sé.

16 setembro, 2017

Pe. Tom Uzhunnalil livre – Deo gratias!

Rezei todos os dias pelo senhor, oferecendo meus sofrimentos por sua missão e para o bem da Igreja”.

Por ACI | Tradução: FratresInUnum.com: VATICANO, 13 de setembro de 2017 – O padre Tom Uzhunnalil, libertado na terça-feira, 12 de setembro, 18 meses após ter sido sequestrado no Iêmen por terroristas do Estado islâmico, seguiu para o Vaticano, onde foi recebido pelo papa Francisco.

“Rezei todos os dias pelo senhor, oferecendo meus sofrimentos por sua missão e para o bem da Igreja”, disse o padre salesiano de origem indiana ao Santo Padre.

O Pontífice recebeu o padre Tom em sua residência na Casa Santa Marta. Assim que o viu, o missionário ajoelhou-se diante do Papa, que rapidamente o ajudou a se levantar. Francisco abraçou-o e assegurou-lhe que continuaria rezando por ele como havia feito durante o seu cativeiro. O padre salesiano então beijou-lhe as mãos.

De acordo com o jornal do Vaticano L’Osservatore Romano, ele contou durante sua conversa com o Papa, padre Tom explicou que sua maior tristeza durante o cativeiro era não  poder celebrar a Eucaristia, “embora todos os dias eu repetisse mentalmente, no meu coração, todas as palavras da celebração”.

Ele também afirmou diante do Papa que, agora que está livre, continuará “rezando por todos os que estão espiritualmente ao meu lado”. Em particular, disse que se recorda das quatro religiosas e os doze anciãos que pereceram durante o ataque dos terroristas.

O Pe. Uzhunnalil foi seqüestrado no dia 4 de março de 2016 depois que um grupo de jihadistas do Estado Islâmico invadiu o abrigo para idosos e deficientes administrado por um grupo de religiosas Missionárias da Caridade em Aden, no Iêmen.

Durante o ataque, os terroristas assassinaram quatro freiras, doze anciãos e sequestraram o padre salesiano.

O estado de saúde do padre Tom é bom, apesar do longo cativeiro. Em carta divulgada pelo Reitor-Mor dos salesianos, padre Angel Fernández Artime, ele assegura-nos que “não foi pedido pagamento de qualquer resgate à Congregação salesiana e que ele não tem notícias de que qualquer pagamento tenha sido feito”.
Além disso, em sua carta o Reitor-Mor expressou “nossa profunda gratidão a Sua Majestade o Sultão de Omã e às autoridades competentes do Sultanato pelo trabalho humanitário que realizaram.

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3 setembro, 2017

Foto da semana.

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O furacão Harvey, o pior que atingiu os Estados Unidos desde a última década, somente tem deixado devastação.

A família Rojas, em Robstown, Texas, perdeu tudo devido a um incêndio causado pelo furação. Mas, quando retornaram para casa em destroços, eles se surpreenderam com o que encontraram: as únicas coisas que resistiram foram duas imagens da Santíssima Virgem.

A primeira era uma imagem grande, vista da imagem acima. A segunda, uma pequena imagem do tamanho de uma mão.

“Alguns podem culpar a Deus e outros o furacão”, Natali Rojas afirmou à KRISTV, “mas as únicas coisas que permaneceram eram objetos santos. Como você pode ver, essa imagem é a única coisa que restou, eu escavei os escombros para encontrar minhas coisas e tudo que encontrei foi a Virgem Maria”.

Com informações de ChurchPop.

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17 agosto, 2017

Bispos venezuelanos pressionaram Vaticano a rechaçar a Constituinte de Maduro.

Por Hermes Rodrigues Nery

Os bispos venezuelanos, pressionados pelo peso da realidade, é que pressionaram o papa Francisco a não ficar omisso diante da gravíssima crise da Venezuela, com o risco de comprometer toda a credibilidade internacional da diplomacia vaticana. Foi a pressão dos bispos que fez a Secretaria de Estado rechaçar a Constituinte de Maduro.

FratresInUnum.com – 17 de agosto de 2017: Foram os bispos venezuelanos que fizeram pressão para que o Vaticano rechaçasse a Constituinte de Nicolás Maduro. A situação da Venezuela se agravara de tal forma, que não havia mais como protelar o silêncio, a omissão, ou mesmo a ambiguidade de posição a respeito dos abusos de um regime político a devastar um país, com a maioria da população vulnerável à pobreza, ao despotismo e à violência.

papa_e_maduro94055Os fatos concretos mostravam o peso da realidade, que não era mais possível ignorar: o equívoco do projeto político da “Pátria Grande”, cuja integração latino-americana (visando a implantação do socialismo) dava evidências de falimento. Nesse contexto, a Venezuela passou a tornar-se um problema sério demais para o primeiro papa latino-americano, que recebera efusivamente os líderes dos movimentos populares de esquerda no Vaticano, como João Pedro Stédile, Evo Morales, e também o próprio Nicolás Maduro, dentre outros.

Phil Lawler destacou no Catholic Culture que “os bispos venezuelanos foram firmes e consistentes em sua oposição à campanha de Maduro para consolidar seu poder. (…) Do Vaticano, no entanto, houve silêncio. E Maduro, um demagogo hábil, não hesitou em chamar a atenção para esse silêncio, alegando que, enquanto os bispos venezuelanos se opõem a ele, o Papa não. Até apenas esta semana, não houve uma declaração clara do Vaticano para provar o erro de Maduro”. William McGurn destacou no Wall Street Journal que “o papa Francisco tem sido severo em seu julgamento sobre o tipo de ‘populismo’ praticado por Donald Trump, mas parece odiar denunciar o ‘populismo’ de uma esquerda latino-americana”.

Diante do cenário cada vez mais tenso na Venezuela, os analistas internacionais passaram a observar a postura do papa Francisco em relação aos desdobramentos da crise, pois muitos se recordavam do que ele dissera, com ênfase, ao Pe. Antonio Spadaro, na histórica entrevista da revista La Civiltà Cattolica: “nunca fui de direita”.

Ao falar sobre como os próprios líderes mundiais de esquerda avaliam Nicolás Maduro, Jacopo Barizaggazi mencionou Jorge Mario Bergoglio, afirmando: “O papa nascido na Argentina tem sido um forte apoio aos chamados líderes progressistas na América Latina, como Evo Morales, da Bolívia, e seus críticos o acusam de ambiguidade em relação ao governo na Venezuela. O Vaticano tentou mediar entre Maduro e a oposição, mas, em uma coletiva de imprensa, em abril, o papa parecia culpar a oposição pela falta de progresso, dizendo: ‘Parte da oposição não quer isso’. O analista do Vaticano, Sandro Magister, escreveu, em maio, que o papa foi “imperdoavelmente imprudente com Maduro e o chavismo”, além de ser “incompreensivelmente reticente às vítimas da repressão e à agressão que atinge a própria Igreja”.

O que o papa latino-americano poderia fazer caso a situação chegasse a um ponto em que não seria mais possível qualquer neutralidade, nem mesmo tibieza, especialmente quando os fatos comprovassem o horror de um regime político, com premissas e aspectos contrários à doutrina moral e social católica? Outros envolvimentos de Bergoglio no complexo contexto latino-americano geraram controvérsias, como o restabelecimento diplomático dos Estados Unidos e Cuba (Obama/Raul Castro, visando o fim do embargo a Cuba) e o polêmico “acordo de paz” entre o governo da Colômbia e os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

A sua aposta política, em alguns casos, deixava brechas para os líderes de esquerda instrumentalizarem certos pronunciamentos e iniciativas de Bergoglio (que chocavam os católicos) para favorecer seus intentos políticos, como também, em certos aspectos, a agenda das fundações internacionais e das agências da ONU. Não apenas as declarações polêmicas e ambíguas, mas também as atitudes que alargavam tais brechas. Afinal, os católicos ficavam cada vez mais confusos e angustiados quando viam, por exemplo, as portas abertas do Vaticano para receber, com efusão, Gustavo Gutierrez, Jeffrey Sachs e Paul Ehrlich, enquanto Michel Schooyans e Christine Wolmer deixavam de ser vitalícios na Pontifícia Academia para a Vida, para dar lugar a outros, inclusive abortistas, como Nigel Biggar.

Com a Venezuela, o “papa político” fez mais uma vez uma aposta arriscada, ao receber Maduro no Vaticano (quando a crise já indicava abusos inaceitáveis) e a colocar o cardeal Pietro Parolin à frente de negociações em que, desde o início, os bispos venezuelanos sabiam que com Maduro não havia o que dialogar, pois o que ele queria mesmo era radicalizar o chavismo, com o qual estava comprometido. Não apenas Maduro, mas outras lideranças de esquerda esperavam que não viesse de Bergoglio uma condenação política explícita e contundente, a curto prazo, pois ele, “defendeu várias vezes um estado forte que forneça os bens de ‘casa, terra e trabalho’ para a população”, como destacou George Neumayr.

No entanto, nos últimos meses, o que os bispos desejavam era uma palavra mais firme do Vaticano justamente contra o bolivarianismo, que Maduro não estava disposto em ceder. Era evidente que o impasse chegaria, quando as consequências do regime fizessem vítimas fatais, como  já vinha acontecendo. O fato é que a situação na Venezuela passou a exigir mais do que uma tomada de posição, mas ações a requererem coragem e coerência. Por isso, os bispos venezuelanos buscaram a audiência com o papa, a fórceps, o que ocorreu em 8 de junho de 2017, como conta McGurn: “… uma reunião de seis bispos que foram obrigados ao horário de Francisco, quando eles voaram para Roma em junho – sem serem convidados.”

Os prelados levaram a Francisco a posição da realidade, como salientou o Pe. Raymond J. de Souza, no Crux: “Não há mais nenhuma dúvida. Maduro preside um regime desonesto que está matando seu próprio povo em defesa de uma ideologia socialista desacreditada. Por que o papa Francisco procuraria permanecer neutro entre esse regime e as massas sofredoras?” E então, os bispos apresentaram concretamente a lista dos mortos do regime de Maduro (muitos jovens), e disseram que não há como ser ambíguo nessa questão, pois do contrário a Igreja perderia credibilidade. A pressão dos bispos venezuelanos, portanto, foi decisiva para a Secretaria de Estado do Vaticano ter rechaçado a Constituinte de Maduro.

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