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10 novembro, 2020

As eleições americanas. Uma análise parcial.

Por FratresInUnum.com, 10 de novembro de 2020 – Deus quer a salvação das almas. Esta é a moldura através da qual nós lemos todos os acontecimentos humanos, desde os mais corriqueiros até a geopolítica mundial. Sem este pressuposto, nossas análises podem ser politicamente acertadas, mas sempre padecerão a ausência do elemento essencial, que define todos os demais e que não pode ser jamais ignorado pelos cristãos. Dito isso, passemos à observação dos fatos.

Biden, dito “católico”, chega para assistir à missa em Wilmington, Delaware, neste domingo. JONATHAN ERNST / REUTERS

Uma visão serena sobre a eleição americana

Apesar de toda a histérica celebração da mídia, da mesma mídia que fez uma acirrada campanha pela vitória de Joe Biden, a disputa eleitoral nos Estados Unidos ainda não foi concluída. Comemorar antes do tempo, mais do que sinal de vitória, pode ser uma mais eloquente manifestação de insegurança e derrota: eles precisam criar uma narrativa antes de serem obrigados a simplesmente reconhecer uma eventual perda.

Em todo caso, mesmo que o resultado final da eleição seja a vitória de Biden, existem alguns fatos que não podem ser contestados. Em primeiro lugar, a fraude relatada na votação não foi apenas gigante, mas foi amplamente documentada, coisa absolutamente escandalosa em se tratando da eleição de um presidente americano.

Aliás, é preciso notar que a própria mídia foi obrigada a retroceder em sua euforia: num primeiro momento, davam Biden como elected president, agora o dão como projected winer. Seria uma recordação da eleição entre Bush e o queridinho da midia, Al Gore, em 2000? Este último foi celebrado amplamente pela grande imprensa para, um mês depois, ser derrotado nos tribunais. 

Em outras palavras, o presidente Trump deixou a mídia internacional comemorar, tranquilamente, judicializou o pleito, dadas as incontestes manipulações dos votos, e, enquanto isso, foi serenamente jogar golf

Depois de uma campanha tão desequilibrada, em que toda a elite americana e até global se empenhou em eleger desesperadamente Biden, a única coisa que eles conseguiram obter, recorrendo à fraude, foi a metade do eleitorado. Isso não foi efetivamente uma vitória, mas uma derrota glamourosa

É preciso esperar o resultado da eleição após apreciação dos recursos judiciais e da recontagem. A questão eleitoral pode, inclusive, ficar em segundo plano diante da demanda criminal da fraude absurda. Não adianta contar com uma vitória antecipada. Contudo, mesmo que Biden seja o presidente, qual será o impacto real na política americana?

Quadro político resultante da eleição

Os conservadores não apenas saíram moralmente reforçados do pleito – de fato, as fraudes “milagrosamente” beneficiaram apenas Biden –, mas obtiveram até agora maioria no Senado e, portanto, garantem a presidência da casa. É bastante improvável uma virada dos democratas no placar. Dada a idade de Joe Biden e o seu estado senil, é provável que não suporte a presidência e seja sucedido pela sua vice, a escandalosa Kamala Harris, que terá como “vice-presidente” o presidente do Senado.

O regime americano é profundamente federalista (isso se observa bem pelas eleições: o candidato ganha todos os votos do colégio eleitoral quando vence no Estado), o que dá ao Senado uma importância muito maior do que a a da Câmara dos Representantes (equivalente à nossa Câmara dos Deputados), aliás, exatamente o oposto do que no Brasil. 

Os senadores realmente conseguem limitar a ação do presidente da República e tornar o seu governo bastante controlado internamente. Porém, até mesmo na Câmara dos Representantes o partido republicano cresceu, embora não tenha obtido maioria. O que mostra não apenas uma incongruência eleitoral – como é que os americanos votaram em legisladores conservadores e num presidente liberal? –, mas sobretudo que o governo de um eventual presidente Biden não será nada fácil. 

Os próprios progressistas já reconheceram que uma eventual derrota de Trump não equivale ao fim do trumpismo.

Diferença entre Trump e a onda conservadora

A mídia atual confunde o conservadorismo americano com a pessoa de Donald Trump e, portanto, atribui imediatamente a eventual derrota de Trump a um enfraquecimento da direita americana. Isso não passa de uma completa inversão da realidade.

Na verdade, o fenômeno Trump é apenas o resultado da reação popular ao progressismo de Obama aglutinado no Tea Party, em que a América profunda, o povo americano, cristão e conservador, cerrou fileiras em torno de seus valores e contra o socialismo que, então, avançava.

A onda conservadora, como demonstramos acima, não diminuiu nem um pouco. Antes, aumentou. Se a fraude das eleições foi necessária é justamente porque o sucesso de Trump, decorrente da própria natureza conservadora do povo (e não o contrário), é um fato por si mesmo inconteste.

O vergonhoso mito do “católico” Joe Biden

Mal a imprensa anunciou a projetada vitória de Biden, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos se apressou em manifestar a sua nota de apoio: “Parabenizamos o senhor Biden e reconhecemos que se une a John F. Kennedy como segundo presidente dos Estados Unidos a professar a fé católica”.

Ora, a agenda política de Biden sustenta a ampliação do direito ao aborto, a redefinição do casamento natural e o favorecimento da homossexualidade. Ele chega ao ponto de defender a descriminalização da transgenerização de crianças e a candidatura de Kamala Harris foi apoiada pela Planned Parenthood!

Diante disso tudo, como é que os bispos podem dizer que ele “professa a fé católica”? A resposta é bastante óbvia, nos parece: é que os bispos já não professam mais a fé católica, mas a ideologia bergogliana, reinante no Vaticano desde 2013.

Os planos triunfalistas da esquerda católica intra muros vaticanos

Vaticanistas há que comemoram antecipadamente a eventual eleição de Biden justamente porque ela liberararia o pontificado de Francisco das movimentações do arcebispo Carlo Maria Viganò e dos conservadores, facilitando a agenda reformista (diga-se, herética) do pontífice argentino. Contudo, uma coisa são os planos da esquerda católica, agora em poder no Vaticano, outra coisa é a sua realização.

Como foi bem notado, embora Francisco tenha chegado ao ponto de lançar um filme em sua própria auto-glorificação nas vésperas das eleições americanas (aquele documentário em que eles propositalmente lançaram a frase do papa de apoio à união civil dos homossexuais), a única coisa que ele conseguiu com isso foi manter a divisão exata entre os católicos, metade dos quais votou ainda em Donald Trump.

A Igreja é um Corpo imenso e a cabeça humana não consegue acelerar demasiadamente em sua violência revolucionária, justamente porque precisa sustentar o peso do corpo. E os fieis estão fazendo um heroico e gigantesco corpo mole, por todos os lados.

O problema de Francisco não é com o presidente da República dos EUA, mas com os seus fieis, que já não se reconhecem nele. A Igreja está paralisada por todos os lugares e ele simplesmente não consegue atrair a atenção do povo. Aliás, alguém aí notou algum entusiasmo por Fratelli tutti? As próprias Edições CNBB tiveram que colocar os livros do Papa Francisco em promoção – por que será?

Em todo caso, não deixa de ser impressionante como Francisco tem medo de Viganò, a ponto de não ter sequer respondido às suas denúncias, num silêncio sepulcral que demonstra receio até diante  do compartilhamento de Trump da carta que o arcebispo lhe escrevera. Francisco, igualmente, tem medo das acusações de herege que frequentemente se lhe fazem, pois sabe que isso lhe pode custar o pontificado, a tal ponto que a Secretaria de Estado do Vaticano enviou uma carta circular a todas as Nunciaturas Apostólicas do mundo, esclarecendo (muito mal, porém) as palavras ambíguas do pontífice. 

O Vaticano está aos pedaços, com uma crise administrativa, moral e doutrinal sem precedentes, a tal ponto que Francisco precisou, em carta, explicar aos cardeais as alterações nas funções financeiras dentro da Cúria Romana, de tal modo que a própria Secretaria de Estado passará a depender financeiramente da APSA, o que decerto lhe trará ainda muita dor de cabeça.

Se Biden vencer, como fica o Brasil?

A agenda amazônica é certamente o ponto de convergência entre Biden e o globalismo desenfreado do eco-socialismo de Papa Francisco. No início do mês, Biden disse que “o presidente Bolsonaro deve saber que se o Brasil deixar de ser um guardião responsável da Floresta Amazônica, minha administração reunirá o mundo para garantir que o meio ambiente seja protegido”. 

Esta é uma verdadeira ameaça! Aliás, uma ameaça que deve ter causado profunda euforia na esquerda eco-“católica” liderada pelo cardeal Hummes. 

A internacionalização da Amazônia é uma das metas não confessadas do recente Sínodo, que criou uma espécie de Conferência Episcopal – a tal da “Conferência Eclesial Amazônica” (o termo Episcopal foi evitado justamente por incluírem-se aí índios, mulheres, padres etc), – para transformar todo o território pan-amazônico num “novo sujeito eclesial”, em expressão do Papa Francisco reportada por Cardeal Hummes

Os militares brasileiros sempre se gabaram de serem os melhores em “guerra na selva”. De fato, eles precisam preparar-se, pois talvez a situação se agrave tremendamente. O pior é os católicos brasileiros terem de passar a vergonha de verem os seus bispos como traidores do país, como lacaios do governo mundial e servos da internacionalização do nosso território amazônico. Decerto, as Igrejas protestantes irão explodir nos próximos anos!

A salvação das almas, meta única da Providência Divina

O mundo dos sonhos de satanás é formado por baratas e elefantes, é o mundo ecológico em que o ser humano desapareceu, como vive utopizando o ex-frei Leonardo Boff: “nós podemos desaparecer, a Terra vai continuar girando em volta do sol por milênios”.

Deus, porém, quer a salvação das almas e, por isso, é possível que ele queira justamente que as máscaras de bondade desapareçam e a iniquidade dos homens perversos seja completamente descoberta, dentro e fora da Igreja. Não podemos nos desesperar.

Aconteça o que acontecer, a graça divina está atuando nas almas. Vejam, como exemplo, que o Lula fez 75 anos há uma semana e, na LIVE comemorativa, assistiram cerca de 400 pessoas ao vivo e o vídeo chegou apenas à marca de 8,2 mil visualizações. Uma vergonha!

Precisamos permanecer fortes na resistência católica e alentar os fieis a que não desanimem, apesar de a estrutura eclesial estar quase inteiramente na mão de revolucionários, bem como talvez agora o governo dos EUA. No mais, temos que confiar inteiramente na promessa de Nossa Senhora de Fátima e lutar destemidamente. Nossa vitória virá do céu e nós estamos do lado dos vencedores.

24 outubro, 2020

Foto da semana.

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16 outubro, 2020

Francisco e as eleições americanas.

Por FratresInUnum.com, 16 de outubro de 2020 – Faltam algumas semanas para as eleições americanas, programadas para ocorrer em 3 de novembro. O quadro é objetivamente incerto: embora John Biden apareça como favorito nas intenções de voto (segundo pesquisas que sempre erram), o sistema eleitoral americano é tão complexo que não se pode prever com exatidão o seu resultado. O que realmente é seguro neste cenário é que a mídia mente compulsivamente, os americanos não gostam de revelar seu voto (o “trumpismo”, aliás, é um fenômeno quase invisível), Biden é um senil e sua vice é uma comunista descontrolada. Contudo, cabe-nos perguntar se existe algum cenário realmente favorável para o pontificado de Francisco…

trump

Uma eventual vitória de Donald Trump, com absoluta certeza, significaria o completo sepultamento, no cenário internacional, do definhante pontificado de Francisco, o qual é um fenômeno para além de anacrônico, fruto ainda dos tempos progressistas da presidência de Barack Obama. Um papa greenpeace, ecofeminista, que silencia os conteúdos da fé e da moral católicas para anistiar todo o pensamento de esquerda, estaria totalmente isolado com uma reeleição conservadora na América.

Entretanto, o cenário de vitória de Biden também não é tão favorável quanto possa parecer à primeira vista.

De fato, o problema de Francisco não é somente geopolítico. Obviamente, este contexto pode favorecer os interesses que o movem, a sua ideologia, o lado para o qual ele trabalha, mas não significa que tal cenário irá favorecê-lo ou reforçá-lo enquanto pontífice da Igreja Católica.

O problema de Francisco é eclesial, e o é em sentido profundo. O seu esquerdismo é tão escandaloso que provocou o descolamento do corpo dos fieis, que se afastaram dele como ovelhas que correm de um lobo… No pós-concílio, as distâncias em relação a um papa eram prerrogativas exclusivas de grupos tradicionalistas minoritários; hoje, Francisco conseguiu provocar uma rejeição massiva, que nenhum dos papas anteriores obteve, rejeição que ultrapassa em muito àquela que sofreu Paulo VI. A resistência a Francisco tornou-se um fenômeno popular, é socialmente compartilhada.

Francisco é um papa que não governa a partir da Igreja (ex Ecclesia), mas a partir dos poderes vigentes no mundo (ex mundo) e, portanto, o estranhamento é inevitável. Os fieis não se reconhecem nele, mas reconhecem nele a voz dos marxistas, dos ecologistas, das feministas, dos multiculturalistas, dos esquerdistas em geral.

O fenômeno da rejeição a Francisco, inclusive, não se sabe até que ponto não seja propositalmente provocado, visto que a finalidade última dos revolucionários sempre foi destruir a Igreja e, para isso, o papado. De um lado, os católicos não se sentem identificados com Francisco e perderam o pudor de manifestar sua oposição; coisa que obviamente será utilizada pelos próprios progressistas caso venha um pontificado conservador proximamente. De outro lado, o perigo de exacerbações neste campo é enorme e, lamentavelmente, já se levantam vozes que, ao invés de perceberem a cisão existente entre Francisco e o papado, voltam os seus ataques contra o papado em si, contra aquilo que os progressistas sempre combateram: o ultramontanismo.

Como estas questões se resolverão, apenas a história poderá responder. No entanto, o fato é que este pontificado já perdeu completamente a benevolência dos verdadeiros fieis e, portanto, daqui para frente sofrerá um desprestígio irreversível, ainda mais reforçado por todos os escândalos recentes e dos que serão deles decorrentes nos próximos meses e até anos, escândalos protagonizados por homens de confiança de Francisco.

Ora, neste quadro de crise interna, uma eleição de esquerda nos Estados Unidos assanharia tremendamente a esquerda católica, que excitaria ainda mais Francisco para a esquerda, provocando, assim, um descolamento ainda mais grave em relação aos fieis, que se manifestariam ainda mais descontentes do que já se manifestaram até agora. Se, por um lado, isso seria péssimo, por outro, teria sua vantagem, pois agravaria ainda mais a crise de representatividade na esquerda eclesiástica, que ficaria transfigurada diante dos poderes do mundo, enquanto é desmascarada diante da opinião pública dos fieis, esvaziando-se mesmo até das aparências de catolicidade, aparências que usurparam, usurpando a oficialidade da hierarquia.

A solução mais inteligente para todo esse dilema, do ponto de vista dos revolucionários, seria mesmo a renúncia de Francisco e a eleição de um papa menos progressista, que ao menos conservasse nos fieis a suspeita de catolicidade que o papa atual jogou pela janela. Mas, ao mesmo tempo, maquiaria, e muito, a situação real, que é catastrófica, crônica e humanamente incontornável.

Como o que Deus almeja é a salvação das almas e não a incolumidade de uma estrutura corrompida e corruptora, qualquer dos cenários não deve inquietar o fiel católico. Não temos esperanças em homens, nem em eclesiásticos nem muito menos em políticos. A crise da Igreja só pode ser resolvida por uma intervenção direta de Deus, mediante o triunfo do Coração de Imaculado de Maria. A nossa parte consiste em, como Ela, permanecer em pé, junto à Cruz, resistindo e sofrendo esta dolorosa Paixão da Igreja, à espera do triunfo que, certamente, virá.

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28 julho, 2020

Uma análise parcial dos signatários da Carta comunista que rachou a CNBB.

Por FratresInUnum.com, 28 de julho de 2020 – Um entusiasta da tal carta escrita pela ala podre da CNBB publicou em seu perfil do facebook uma lista com os supostos nomes dos firmatários. A principal incongruência da lista é que a mesma anuncia 152 nomes, tal como noticiado pela Folha, mas, na contagem nome por nome, aparecem apenas 126. O que aconteceu com os demais? Por que não fizeram uma publicação oficial com a lista completa dos firmatários? Continuarão eles escondidos covardemente? Precisamos saber quem são para que o povo tenha um mapa exato do esquerdismo do episcopado brasileiro.

Alguns detalhes, porém, chamam a atenção.

Primeiramente, o número de assinaturas: 152 num total de 479 bispos (32%), sendo que a maioria visível deles é composta por bispos eméritos, ou seja, aposentados. O quadro é bastante interessante e sugere que a “Teologia da Libertação”, apesar de toda a pressão de Francisco, perdeu força no episcopado que está na ativa.

Outra surpresa muito interessante foi o comparecimento de Dom Alberto Taveira entre os apoiadores da carta contra o governo. 

Ele sempre se apresentou como bispo conservador, chegou até a celebrar a Missa na forma extraordinária do rito romano, sempre foi o queridinho da Renovação Carismática Católica e da Canção Nova, mas, agora, literalmente, “a máscara caiu”. Já há alguns anos, no Encontro Nacional de Formação da RCC em Aparecida, Dom Taveira deu um chilique em relação a muitos carismáticos que usavam correntes de consagração a Nossa Senhora, véu, saia, enfim, que adotavam usos tradicionais. 

Hoje, começou a se espalhar um áudio em que Dom Taveira tenta explicar o inexplicável: “foi elaborada uma carta por alguns bispos. Pediram que nós assinássemos. Nós, os bispos de Belém, dissemos ‘vamos, pelo menos, ficar unidos aos outros bispos’… Só que essa carta deveria passar por uma revisão do Conselho Permanente da CNBB. Infelizmente alguém vazou essa Carta. Agora, então, é sofrimento e correr atrás do prejuízo”. 

Em outras palavras, ele tentou se enturmar e acabou exposto, como não gostaria que acontecesse.

Em outras mensagens, alguns bispos disseram que a CNBB teria emitido alguma nota não pública em que afirmou: “que o documento nada tem a ver com a Conferência e é de responsabilidade dos signatários”, tomando distância daqueles que assinaram, o que, aliás, é muito razoável, pois, se os signatários não publicam o seu nome é porque sabem que fizeram algo errado.

Em participação nesta manhã na rádio Band News, a jornalista Mônica Bérgamo, que publicou o vazamento e teve contato direto com aquele que lhe forneceu o texto, disse que “a ‘Carta ao Povo de Deus’, assinada por 152 bispos, rachou a CNBB, reforçou esta divisão, que já vinha há algum tempo, entre uma parte dos religiosos que é muito crítica ao governo do Jair Bolsonaro e um outro setor, que inclusive já se reuniu com ele, discutiu questões de publicidade, rádio e televisão religiosa. Os bispos que assinaram este documento com críticas duríssimas ao presidente Jair Bolsonaro buscam agora o apoio até do Papa Francisco, para que o texto ganhe ainda mais peso do que já tem e não seja bombardeado pela ala dita conservadora da Igreja. Entre os signatários desta carta estão alguns amigos do Papa Francisco, inclusive Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo. A carta que a gente divulgou com exclusividade na Folha de São Paulo no domingo já foi enviada ao Papa Francisco e também a Dom João Brás de Aviz”. 

E, conclui a jornalista, “o temor de que ela fosse para a gaveta pelas mãos dos chamados conservadores fez com que um passarinho (sic!) chegasse com ela no bico pra mim e nós divulgássemos o texto. Esta divulgação gerou um desconforto enorme na cúpula do clero, com as divergências se acirrando. E foi marcada uma reunião para o dia 5, agora, do Conselho Permanente da CNBB, para discutir este documento”. 

Em síntese, eles estão com medo e, por isso, precisam pedir reforços!

A CNBB, que foi uma pioneira na colegialidade entre os bispos, agora está sendo a pioneira no sepultamento desta mesma colegialidade, e sob a presidência de Dom Walmor Azevedo. A ação, em si, é grave e, como toca interesses de fanatismo ideológico muito enraizados no atual Vaticano, pode desencadear um endosso papal que só virá a confirmar que a colegialidade foi uma experiência frustrada, a ser deixada para trás.

A esquerda, a propósito, não respeita e nunca respeitou as chamadas “regras do jogo”, que existem apenas para amarrar e impedir a ação dos seus opositores. Diferentemente dos conservadores, que têm estes apegos simbólicos às formalidades, os esquerdistas não têm compromisso nenhum com isso. Portanto, para eles, jogar fora a tal “colegialidade conciliar” é algo óbvio, justamente quando isso não convém mais para os interesses políticos deles.

Por outro lado, o desespero dos bispos libertadores com o avanço dos conservadores na política brasileira revela uma completa impotência. Eles já não sabem mais o que fazer, sobretudo porque um abismo os separa da opinião pública. O quadro, para eles, é de completo pânico: mesmo com epidemia, com crise econômica, com polêmicas e mais polêmicas artificiais, a esquerda continua inexpressiva em todas as pesquisas para as próximas eleições presidenciais. 

O que esses bispos não conseguem entender é que o protagonismo do debate político foi retirado de suas mãos justamente pela aliança espúria que os uniu em matrimônio indissolúvel com a esquerda petista. Eles não conseguem mais produzir um impacto real na sociedade brasileira. O povo não os quer mais e resolveu relegá-los ao completo ostracismo, ainda mais depois de serem expulso das Igrejas nesta aposta de desgaste do governo pela pandemia, aposta que eles, evidentemente, perderam.

Se continuarem com esta teimosia socialista, os bispos do PT terão fatalmente o que enquanto bispos não deveriam: começarão a ser desacatados publicamente pelo povo e, com isso, os dias de vergonha da Igreja no Brasil estarão apenas começando. Quem avisa, amigo é.

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11 julho, 2020

Foto da semana.

Father John Killackey walking down Interstate 81 southbound on July 8, 2020.

Padre solitário administra os últimos sacramentos a motorista após acidente de carro fatal. 

Por Alyssa Murphy, National Catholic Register, 10 de julho de 2020 | Tradução: FratresInUnum.com:

A imagem de um padre solitário caminhando pela Highway 81 despertou o interesse de milhares de católicos nesta semana.

Encharcado de tanta chuva, a imagem aparece como uma obra de arte de Norman Rockwell [ndt: um pintor norte-americano]; o preto de sua batina, pesado com a água, poderia ser manchas de tinta a óleo. O padre, agora identificado como padre John Killackey, ficou preso em uma fila de carros ao longo da rodovia depois que seis veículos foram envolvidos em um acidente na Interstate 81 South em East Hanover Township, em Lebanon, Pensilvânia, em 8 de julho de 2020.

O tráfego aparentemente parou devido a fortes chuvas. Um carro, sem perceber o tráfego parado, bateu na fila de carros e o motorista ficou gravemente ferido. O Padre Killackey então foi ao trabalho, caminhando entre os carros e os caminhões, oferecendo ajuda aos feriados. Padre Killackey conseguiu administrar os últimos sacramentos a uma pessoa, pouco antes da morte do motorista.

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6 julho, 2020

+ RIP Ennio Morricone.

“Hoje a Igreja cometeu um grande erro, atrasando o relógio 500 anos com as guitarras e as canções populares. Nada disso me agrada. O canto gregoriano é uma tradição vital e importante da Igreja e desperdiçá-lo por misturas juvenis de palavras religiosas e profanas, canções ocidentais, é extremamente grave, extremamente grave”.

Ennio Morricone, falecido hoje. RIP.

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25 maio, 2020

A quarentena da Igreja no estado de São Paulo.

Por FratresInUnum.com, 25 de maio de 2020 – Na tarde de ontem, o Regional Sul 1, que compreende as dioceses do estado de São Paulo, da CNBB publicou uma nota em que informa que, em sua última reunião representativa, “foi refletido acerca da necessidade de se buscar convergência nas orientações dos bispos, visando a uma eficiente cooperação no sentido de se evitar a aglomeração causadora do aumento do contágio”.

Em seguida, explicou que “há consenso entre os bispos (do Regional) sobre a necessidade de se ter como ponto de partida as orientações emanadas do Governo do Estado, passíveis de desdobramentos diferenciados nos mais diversos municípios”. E, portanto, “medidas particulares, destituídas de uma visão mais ampla do conjunto das situações, podem comprometer o combate à pandemia, além de gerar mais pressão sobre quem tem a incumbência de tomar decisões nas áreas de maior incidência”.

Isso significa que os católicos do Estado de São Paulo, diferentemente dos outros Estados, não terão tão cedo o retorno das celebrações públicas — ao menos enquanto César não o quiser e determinar, para obediente e reverente acatamento episcopal. O próprio Regional “recomenda” aos bispos que não tenham outros encaminhamentos em suas dioceses. Lindo, não?! É a colegialidade conciliar aplicada: conferências episcopais, em “comunhão”, aniquilando a autonomia de governo dos bispos em suas dioceses. Com excessiva polidez, é um “Ai de quem destoar”! Ferirá a “comunhão” e, agora, ademais, “o combate à pandemia”! De cismático, qualquer bispo divergente se torna automaticamente também genocida.

Ai de quem, como o bispo de Cajazeiras (sorte dele estar na Paraíba!), ousar defender os direitos da Igreja e dos fiéis! Além da tirania estatal, terá de lidar com a tirania da “misericórdia” da Conferência Episcopal!

Para além de todas as lamentações acerca dos problemas sociais, os bispos não dão nenhuma palavra de conforto, solidariedade e compreensão para com os católicos que não suportam mais a privação dos sacramentos. Aliás, a explicação que a nota dá às súplicas dos fieis é interpretada como “compreensível fator de pressão”, provocado pelo “cansaço do isolamento do social” e também pelo “descompasso entre as opiniões das autoridades responsáveis”. A essa altura, surge uma pergunta: onde está a fé no coração desses bispos?

A resposta é muito simples. Estamos lidando com duas visões completamente antagônicas da função da Igreja no mundo: para os católicos, a missão da Igreja é salvar as almas pelos meios sobrenaturais, os sacramentos e a pregação da doutrina cristã. Para os bispos, formados segundo a teologia moderna, a missão da Igreja é a transformação social rumo ao igualitarismo e, por isso, os sacramentos são secundários, o mais importante é prática da “justiça”. Como explicava Leonardo Boff, é a primazia da ortopraxis sobre a ortodoxia.

É compreensível que, dadas as circunstâncias pandêmicas, a Igreja tenha de tomar precauções sérias quanto à aglomeração dos fieis. Contudo, a quarentena paulista já dura mais que a da Itália e a da Espanha sem que se dê qualquer alternativa de sobrevivência espiritual aos fieis. Enquanto isso, estamos assistindo a infração tirânica de direitos básicos dos cidadãos, e os bispos se posicionam de maneira a respaldar tudo isso, sem nenhuma palavra em defesa da liberdade de seus fieis, nenhuma palavra de preocupação pelo modo ditatorial como estão sendo tratados…

O que mais assusta, porém, é a forma como eles o fazem. Se quisessem entalar a observância de uma quarentena interminável, mas tivessem ao menos empatia com a fé dos católicos, dizendo explicitamente que o fazem a contragosto, que a carência dos sacramentos é uma tremenda provação, que os fieis rezem para que esta situação seja abreviada… ainda aliviaria a sensação de completo desprezo que os fieis têm. Mas não, isso está completamente fora dos seus horizontes.

Ao fim, precisamos entender que estamos lidando com uma Igreja e uma anti-Igreja, que já tomou conta da hierarquia católica quase que completamente e que os fieis estão praticamente privados de meios de ação, e que só lhes resta gritar, gritar a Deus e aos homens, protestar fortemente, protestar firmemente, até que os seus rogos sejam escutados.

Os bispos, quando não se comportam como mocinhos obedientes de quem quer que seja o mandatário esquerdista, dão-se ao trabalho de justificar a sua subserviência até com argumentos teológicos postiços, construídos artificialmente para dar-lhes suporte, como já mostramos em artigos anteriores.

Entretanto, se eles quisessem realmente minorar os nossos sofrimentos espirituais e psíquicos nesta quarentena, poderiam fazer-nos um favor: entrar em completa quarentena, se possível perpétua. Poupem-nos de suas notas incolores, politiqueiras, vergonhosas, deem-se conta de que ninguém mais os leva a sério (uma live, na semana passada, com Dom Joel, secretário da CNBB, era assistida pela multidão de 30 heróicas pessoas). Percebam a mágoa profunda que estão causando na alma dos seus fieis. No mais, resta-nos viver estes tempos sombrios confiando apenas em Deus, pois os homens já o traíram há muito tempo e trocaram a fé pelas opiniões circulantes.

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13 maio, 2020

O ópio do povo.

Por FratresInUnum.com, 13 de maio de 2020 – A Igreja comemora hoje o aniversário da primeira aparição da Santíssima Virgem em Fátima, onde, para três pastorinhos, Ela falou sobre os maiores problemas da humanidade: a perda de Deus, o pecado, as guerras e os erros da Rússia. A Mãe do céu apresentou-lhes a solução, a Consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados de cinco meses seguidos.

A hierarquia da Igreja se fez de surda aos apelos de Fátima. Não obstante se diga o contrário, a Rússia nunca foi consagrada nominalmente ao Imaculado Coração e os fieis não aderiram às Comunhões reparadoras na medida esperada, como pedira Nossa Senhora. O desfecho da desobediência é claro: o mundo será punido por causa do pecado e já o está sendo.

Naqueles dias desencadeou-se a revolução Bolchevique e, com ela, a perseguição religiosa mais sangrenta jamais vista na história. O ateísmo militante dos comunistas pretendia expulsar a ideia mesma de Deus dos corações, mas sua pretensão não prevaleceu.

Para atingir os mesmos objetivos, isto é, criar uma sociedade sem Deus, sem religião, sem família, sem liberdade, os comunistas não tiveram dificuldade alguma em mudar de tática. Já Antônio Gramsci entendera que, mais do que suplantar a Igreja, era necessário dominá-la. Se Marx chamava-a de ópio do povo, o marxismo cultural iria usá-la justamente como ópio para primeiro drogá-la e, depois, através dela, drogar a população.

Os sociólogos modernos também entenderam, contrariamente aos cientificistas de então, que a religião era muito útil para arrebanhar as pessoas, pois não seria necessário, segundo eles, fazê-lo mediante o convencimento filosófico, bastaria valer-se do discurso religioso fanatizante, obediente, submisso, e as “ovelhas” seriam facilmente engolidas pelo lobo.

Fieis rezam diante da praça fechada do Santuário de Fátima.

O plano deu certo. Os comunistas conseguiram criar a sua versão do catolicismo, a Teologia da Libertação, incharam partidos políticos através dela, galgaram o poder, acumpliciaram-se com todas as classes dominantes, ganharam o papado, mas, para a sua desgraça, a sua própria ideologia voltou-se contra si mesma: o povo percebeu que eles se tornaram a elite que sempre combateram e os relegou ao ostracismo. Ninguém mais os leva a sério e as igrejas pentecostais souberam tirar proveito disso.

Impressionantemente, o instrumento utilizado para jogar o povo todo no paganismo prático não foi diretamente o Partido Comunista, mas a própria hierarquia da Igreja. Bastou surgir um vírus relativamente letal para todos os pastores expulsarem suas ovelhas para qualquer lugar, menos para dentro do rebanho, enquanto utilizam a ideologia sanitária como método de apavoramento para tentar recuperar a hegemonia perdida.

No Brasil, mais uma vez, o tiro saiu pela culatra. O povo percebeu a mentira do discurso e voltou-se contra os ditadores filiados ao esquema de dominação chinesa e aos capelães que lhes deram suporte. Xingamentos contra os eclesiásticos inundam as redes sociais e eles se afundam no mais podre pântano do desprestígio.

Enquanto isso, o Papa Francisco, que chancelou o fechamento dos templos na Itália, aceitando a proposta do Alto Comitê para a Fraternidade Humana, convocou os católicos e crentes de diferentes religiões a se unirem em oração para pedir a cessação da pandemia, com adesão pública da própria maçonaria. No Brasil, enquanto os fieis pedem missa e sacramentos, guardados os cuidados necessários, a agenda política dos bispos continua: o presidente da CNBB lança uma nota pedindo que se adie a discussão de uma medida provisória sobre regularização fundiária (!!!)

Em outras palavras, como dizia recentemente a freira Ivone Gebara, a mesma que há décadas foi censurada pelo Vaticano por sua excessiva tolerância quanto ao aborto, analisando a vitória eminentemente neopentecostal nas eleições 2020, a ideia de um Estado Laico deve ser espanada da modernidade: a esquerda precisa é de um Estado multi-religioso, pois a laicidade do Estado é uma ideia ingênua e simplista. Trata-se de usar a religião como um braço da ideologia esquerdista, como um braço do próprio secularismo!

O catolicismo precisa ser censurado, criminalizado, proibido, mas o pluralismo religioso tem de ser defendido, aclamado, promovido… E tudo pela própria Igreja! Note-se que, hoje, solenidade de Fátima, mais de três mil soldados portugueses circundam o Santuário das Aparições e o Altar do Mundo para garantirem que nenhum católico se aproxime daquele lugar sagrado, ao mesmo tempo em que se inaugura na Rússia um templo ortodoxo com homenagens a Stalin, a Putin e aos heróis do comunismo.

Os apelos de Fátima continuam desatendidos. Entretanto, há uma garantia que deve bradar no centro dos nossos corações, que é a promessa da Mãe do Céu: “por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”. Nós, leigos, estamos sozinhos em relação à hierarquia da Igreja, mas, ao mesmo tempo, estamos muito bem acompanhados, tanto quanto aqueles pastorinhos: Nossa Senhora do Rosário de Fátima, a Virgem Mãe de Deus, Nossa Senhora das Vitórias, está ao nosso lado e, não sabemos como nem quando, o mundo terá um tempo de paz e o Reino de Maria estender-se-á por toda a terra.

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6 maio, 2020

Declaração do Arcebispo de Juiz de Fora sobre nota de algumas Comissões de Justiça e Paz a respeito de política.

Fonte: Arquidiocese de Juiz de Fora

Considerando que circula nas redes sociais um texto  [ver aqui] com o título: “Afastar o Presidente para Salvar Vidas e a Democracia”, publicado no dia 24 de abril passado;

Considerando que entre os signatários, figura “Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Juiz de Fora”;

Considerando que só tomamos conhecimento deste fato através da internet, sem que qualquer pessoa tenha procurado nosso parecer ou nossa autorização para tal iniciativa;

Considerando que consultei a vários sacerdotes colaboradores mais próximos no governo da Arquidiocese sobre possíveis pessoas que possam ter agido de forma desautorizada neste presente particular, e nenhum deles soube informar;

Declaro

que a Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Juiz de Fora, já há algum tempo, se encontra desativada, não tendo sido ainda reorganizada por nós e que possíveis grupos anteriores não foram oficialmente confirmados.

Peço aos organizadores do referido texto que retirem da lista dos signatários a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Juiz de Fora.

Quanto ao momento político nacional, oriento paternal e fraternalmente aos meus arquidiocesanos que nos coloquemos em oração para que se manifeste a vontade Deus em favor do povo brasileiro, prevaleçam o diálogo, o respeito mútuo e a paz. Além disso, rezemos, em sintonia com o coração do Papa Francisco, pelo fim da pandemia covid-19, e para que os graves problemas econômicos decorridos dela, não causem grandes danos, sobretudo às famílias mais pobres, mas despertem em toda a sociedade brasileira os sentimentos de solidariedade e compreensão fraterna.

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano

Juiz de Fora, 4 de maio de 2020

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30 abril, 2020

Um caminho sem retorno? O Estado avança sobre os direitos da Igreja.

Por FratresInUnum.com, 30 de abril de 2020 — Apesar das manifestações do Papa Francisco nos últimos dias, em alinhamento com a política de Estado da Itália, do Primeiro Ministro Giuseppe Conte, no sentido de manter-se a proibição do culto público em todo o território italiano, os bispos continuam a insurgir-se contra este abuso de autoridade, contra o atentado à liberdade de culto reconhecida a todos os cidadãos.

É muito importante tomar ciência destes fatos, pois os bispos de vários países em que o regime de quarentena foi mais rigoroso percebem que a concessão feita lhes custará muito caro e que a dificuldade de retomada das missas se impõe quase que por princípio por parte dos governos laicistas.

Infelizmente, existe uma miopia extraordinária por detrás do entreguismo bom-mocista dos nossos pastores. Eles são incapazes de enxergar um palmo à sua frente e, obedecendo bovinamente as indicações politicamente corretas da Conferência Episcopal, por puro medo de que isso “pegue mal” em relação aos outros bispos, acabam cedendo de maneira complacente aos avanços dessa intromissão ditatorial, ao invés de garantirem nem que seja o mínimo de liberdade de culto aos seus fieis. Faça-se a devida ressalva a alguns poucos bispos que começam a permitir as celebrações, ainda reticentes sobre qual será a reação de seus regionais.

Há algumas semanas, poder-se-ia alegar que não se estava percebendo o que iria acontecer. Agora, já está suficientemente claro. A hierarquia, em sua maioria, cedeu nos princípios e isso poderá custar muito caro para todos os fieis.

Manifeste-se. Continue solicitando uma reação por parte dos seus bispos.

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