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15 junho, 2021

“Preso ou morto”. A renúncia frustrada do Cardeal Marx.

Ao analisar situações político-eclesiásticas, precisamos considerar todos os pontos de vista em questão e ponderar o que possa haver de verdade neles. No artigo abaixo, que traduzimos na íntegra, o autor analisa a situação da renúncia do cardeal Marx e deixa entrever a malícia do Papa Francisco na manobra de toda a situação.

Por Caminante | Tradução: FratresInUnum.com, 15 de junho de 2021 – Já antes da publicação da carta-resposta de Francisco confirmando-o em sua arquidiocese, muitos diziam que a renúncia não passava de uma mise-em-scène, destinada unicamente a provocar a renúncia do arcebispo conservador de Colônia.

Porém, as coisas não se contradizem. Pelo contrário, o maquiavelismo de Bergoglio fica ainda mais evidente quando se colocam em perspectiva todas essas eventualidades que, ao fim e ao cabo, apenas solidificam o seu poder, em detrimento de tudo que ele diga ou faça.

Realmente, quanto mais passa o tempo, mais fica evidente que os europeus não estão preparados para lidar com este nível de maquinação, com um papa jesuíta, argentino, peronista e progressista até o último nível.

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Contam que quando o arrecadador de rendas do presidente Néstor Krichner, prevendo futuras complicações, apresentou à viúva Kirchner a sua renúncia, recebeu como resposta a seguinte advertência: “Não se renuncia a mim. Daqui você sai preso ou morto”. Muito antes, quando um atribulado ministro de Perón fez o mesmo por causa de uma queima de Igrejas, o general mandou dizer-lhe, através do seu assistente: “Renuncia-se ao general apenas quando ele o pedir”. Os césares mandavam aqueles que caiam em sua desgraça que se suicidassem, os peronistas lhes proíbem de renunciar e lhes obrigam a suicidarem-se lentamente. A perversidade do poder tem múltiplas formas.

Bergoglio seguiu a tradição peronista, uma vez mais, rechaçando a renúncia do cardeal Marx. A jogada, na verdade, é uma contra-jogada maquiavélica, muito mais maquiavélica que a do inocente alemão. Com efeito, Marx, com sua renúncia, buscava candidamente duas coisas: escapar do rol necessariamente disciplinador do Sínodo que o seu cargo lhe impunha; e ficar livre como um civil a mais para poder agir em favor da rebeldia sinodal, e livre como um cardeal (ele não renunciou a isso) para armar o seu jogo de poder em Roma. Um príncipe do povo por direito próprio nessa grande queda-de-braço entre Alemanha e Roma, entre a máfia teutônica e o portenho e seus laterais. Com este simples golpe, Bergoglio desarma Marx, tira-lhe a sua principal arma (já não poderá ameaçar com a renúncia) e força-o a alinhar-se com Roma ante ao Sínodo. Marx ficou neutralizado, debilitado, esvaziado. Com que cara poderá representar os revolucionários, ele, que foi ratificado pelo próprio papa? Com um só golpe certeiro, Bergoglio matou Marx e deixou um zumbi em seu lugar. E não vejo o alemão insistindo com a sua renúncia, não ficou nenhuma margem para isso, ainda que seria interessante ver como lhe responderiam e como isso iria terminar. Preso ou morto. Porque, além disso, as denúncias que seriam o presumido motivo da sua resignação, continuam vigentes e em curso.

Que não nos engane o tom aparentemente melífluo e confiante da carta. É tal a humildade e mansidão que transmite, que o seu autor se compara com Jesus Cristo ao mesmo tempo em que crava a espada da missão suicida no pobre Marx: “E esta é a minha resposta, caro irmão. Continua como propões, mas como Arcebispo de Munchen e Freising. E se tiveres a tentação de pensar que, ao confirmar a tua missão e ao não aceitar a tua demissão, este Bispo de Roma (teu irmão que te ama) não te compreende, pensa no que sentiu Pedro diante do Senhor quando, do seu modo, apresentou-lhe a renúncia: ‘Afasta-te de mim, que sou um pecador’, e escuta a resposta: ‘Apascenta as minhas ovelhas’”.

Deve-se reconhecer em Bergoglio, vazio de pensamento como é, profissional frívolo, um mestre dessas “pequenas astúcias”, como dizia Kafka, muito bem meditadas e preparadas. Como uma aranha pensativa, tecerá todas as intrigas possíveis para confundir os filhos de Armínio e evitar que se discuta o seu poder. Podemos antecipar uma guerra realmente espetacular, cheia de trapaças, chicanas e jogos sujos, e, se a biologia o acompanha, uma vitória de Francisco sobre o ingênuo episcopado progressista alemão, que terminará desaguado em um recôncavo de lugares comuns e platitudes que escamoteiam, temas que se não poderão impor, modulados por Marx e outros zumbis. Em politicagem não vão ganhar dele. E o cisma é filho da malícia, não da heterodoxia. Não são inimigos para o compadre de Flores, êmulo de Juan Perón e de Néstor Kirchner.

24 maio, 2021

Sínodo do Sínodo e o novo significado de pós-Concílio.

FratresInUnum.com, 24 de maio de 2021 – Acabam de sair as novas disposições sobre o próximo sínodo, cujo tema é o sínodo mesmo — o enclausuramento eclesiológico é praticamente crônico nas reflexões das últimas décadas e, por mais ridícula que pareça, a redundância é apenas o signo léxico de uma eclesiologia em si mesma redundante. Novas disposições, por quê? Enfim, também nós não entendemos, já que o Sínodo da Família usou a mesma metodologia: consultas à “base” para, depois, resultar em sínteses diocesanas, nacionais, continentais e, com isso, realizar o circo midiático sinodal. 

Papa sínodo

Imagem: a Pachamama glorificada no Sínodo da Amazônia.

Talvez a novidade não esteja propriamente na metodologia, mas, sim, na finalidade a que ela se propõe de maneira estrutural: criar um sistema plebiscitário para dar a impressão de que todos podem participar do governo da Igreja. No entanto, longe de uma “Igreja em saída”, temos cada vez mais uma cúpula clericalista ensimesmada, cada dia mais afundada em suas burocracias, conferências, regionais, congressos e comissões eclesiásticas.

Dizemos “para dar a impressão” porque definitivamente a última coisa que interessa aos progressistas é escutar o povo fiel. Exatamente como ocorreu no sínodo para a família, quando o resultado das consultas não chegava como os chefes do sínodo queriam, eles engambelavam e davam um jeitinho de fazer suas ideias prosperarem. Se os bispos fossem eleitos pelo povo, a maioria das inócuas excelências eleitas para portarem uma mitra sobre a cabeça jamais sairiam do anonimato, inclusive porque alguns, mesmo depois de bispos, perseveram heroicamente na posição de nulidades absolutas.

O povo é e sempre foi católico raiz e nunca entendeu direito as manhas do clero progressista. O descolamento do corpo dos fieis é mais do que flagrante. Afinal de contas, não é por acaso que justamente os países que querem determinar os rumos do catolicismo no século XXI sejam aqueles cuja erosão do número de católicos seja tão vultuosa quanto a sua presunção.

Fato é que, ao fim e ao cabo, todas essas consultas servem para muito pouco, pois acabam sendo o adubo de que as vacas ideológicas irão formar o seu esterco. De resto, o próprio Papa Francisco já disse que o sínodo não consiste em colocar temas sob votação, mas em escutar o Espírito Santo – a pena é que coloquem na conta do Espírito Santo tantas obsolescências pensadas pelos teólogos!

Há, contudo, uma utilidade que não aparece numa visão superficial e é esta novidade que é visada como objetivo principal do sínodo sobre o sínodo. Trata-se, agora, não mais de realizar um sínodo sobre um tema específico, mas de realizar uma mudança na estrutura divina da Igreja, introduzindo-a numa dinâmica abertamente revolucionária. 

Dizendo em outras palavras, o que se quer é revolucionar permanentemente a Igreja em discussões contínuas, numa bagunça perpétua, em que ninguém mais terá paz, pois a cada quinquênio (quando muito!) tudo corre o risco de mudar.

Dom Hélder Câmara, na época do Concílio, fez a singela sugestão de que o papa convocasse a cada dez anos um novo Concílio Ecumênico para aggiornare – atualizar! – a Igreja no contexto do progresso daquela década, a fim de que não perdesse o bonde da história. O que ele não imaginava é que a sua sugestão, naquele tempo tão vanguardista, seria relegada como antiquada justamente pelos seus devotos!

Com a Igreja Sinodal, provavelmente a história dos Concílios ficará encerrada, pois estas reuniões de todo o episcopado serão consideradas desnecessárias e até indesejáveis. A sinodalidade bergogliana jogou o progressismo no verdadeiro pós-Concílio, quer dizer, não apenas na fase sucessiva do Vaticano II, mas numa fase que superará definitivamente a estrutura mesma de todo e qualquer Concílio, pois assumirá a perturbadora inovação como método de sua autorrealização.

A frase do protestante reformado holandês, Gisbertus Goetius, “Ecclesia Reformata, semper reformanda” (“A Igreja reformada sempre está em reforma”) agora será assumida como essência da pastoralidade da Igreja Católica. Tudo estará sempre em constante mutação. Tudo!

E não há nada de novo nisso, também. Quem não compreendeu que a provisorialidade é um elemento essencial de todas as formas da Nova Teologia, inclusive da Teologia da Libertação, simplesmente não entendeu nada. Para essas correntes de pensamento, toda e qualquer teologia é fruto do seu próprio período histórico e de sua realidade econômico-sócio-política. Não há uma teologia absoluta, feita de verdades imutáveis, de dogmas, de preceitos emanados univocamente da Divina Revelação. Tudo está em discussão e interpretação sempre!

Para os progressistas, na verdade, tudo é questão de velocidade: uns querem ir mais rápido, outros mais devagar, mas, no fundo, é preciso avançar, mesmo que lentamente. Como dizia Francisco, em Evangelii Gaudium, “o tempo é superior ao espaço” (n. 222) e, por isso, “este princípio permite trabalhar a longo prazo, sem a obsessão pelos resultados imediatos” (n. 223).

Ao contrário, a Igreja nunca precisou apelar para uma dinâmica de plebiscito porque está fundada sobre verdades eternas, as verdades da Fé, permanentes para todos os períodos da história. Os papas, os bispos, os sacerdotes ou qualquer outra autoridade nunca pensaram em mudar nada disso, por mais corruptos que fossem. A estrutura da Igreja foi criada para conservar e transmitir a Fé, e não para deixa-la à mercê das instabilidades das modas do momento. É justamente essa permanência que manteve a Igreja firme e estável por mais de dois milênios!

Não adianta nos comportarmos com aquela cegueira voluntária de quem se recusa a admitir os fatos. O Papa Francisco e toda a sua equipe, especialmente o gabinete das sombras, que atua de modo oculto e inteligente, estão atirando a Igreja Católica na diluição completa. Estamos às portas de mais uma imensa confusão que gerará nada mais nada menos que uma Igreja líquida. Resistamos e brademos sempre: Non praevalebunt!

2 maio, 2021

Foto da semana.

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Nápoles, 1 de maio de 2021: pela segunda vez consecutiva, o Sangue de São Januário não se liquidez. Historicamente, este fato é associado à ocorrência de grandes catástrofes.

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8 janeiro, 2021

Trump perdeu. E agora?

FratresInUnum.com, 8 de janeiro de 2021. – O cristão analisa todas as coisas sobrenaturalmente, buscando interpretar os acontecimentos à luz da Divina Providência, que sempre sapientissimamente governa todas as coisas propter electos, por causa dos eleitos. Esta é a nossa chave de leitura para todas as circunstâncias: Deus Nosso Senhor está conduzindo tudo tendo em vista a salvação das almas!

Invasão do Capitólio deixa 4 mortos e 52 presos, diz polícia de Washington - Jornal O Globo

É assim que precisamos analisar o desfecho das eleições americanas. Mas, para isso, precisamos nos livrar de certos condicionamentos psíquicos que nos podem estreitar demasiadamente a visão.

Antes de tudo, a revolução é um modo de pensar que inverte a nossa relação com a própria realidade: troca-se a contemplação da ordem existente no cosmos e de sua relação com o Deus incriado pelo ímpeto rebelde e iconoclasta de subverter o mundo, a fim de submetê-lo ao próprio arbítrio. Para conseguir tal intento, no entanto, é preciso infundir nas almas algumas crenças fundantes, das quais gostaríamos de salientar uma.

Eric Voegelin chamava de fé metastática “a crença ou esperança numa repentina transfiguração da estrutura da realidade e na subsequente emergência de uma ordem paradisíaca”, sempre por forças intrínsecas à própria história. É nisso, por exemplo, que se baseia o delírio progressista, que engendra nas mentes a ideia de uma evolução sempre maravilhosa rumo a um paraíso cientificista, acompanhada da estigmatização simultânea de toda e qualquer mentalidade conservadora, rotulada, assim, de obscurantista e retrógrada.

A versão negativa da fé metastática é a crença numa desfiguração instantânea da realidade, sob o suposto domínio das forças revolucionárias, que querem justamente que os seus opositores creiam na sua onipotência para que entreguem o jogo, fiquem paralisados pelo medo e parem de lutar.

Esta é a reação psicológica inerente ao derrotismo dos conservadores diante da derrota de Donald Trump. É como se repentinamente o mundo inteiro passasse ao domínio imediato da esquerda (como se ela já não estivesse atuando a todo vapor), sem hipótese de se reerguer. Mas a impressão é inteiramente falsa.

Se existe um aspecto da realidade muito difícil de ponderar, este é a política. Com exceção de Deus, que não governa o mundo despoticamente, ninguém tem o poder sobre o universo de maneira total e sempre há eventualidades muito difíceis de serem previstas. Por exemplo, pode acontecer uma sucessão de cataclismos, pestes e até guerras que tirem o controle das mãos dos que pensam dirigir o mundo; assim como pode suceder um despertar sobrenatural operado pela graça que faça muitas pessoas se posicionarem na direção oposta daquela que eles pretendem. Pessoas nascem e morrem. Muitos que agora estão em pé, amanhã estarão caídos.

Fato é que estar na Presidência da República confere poderes, mas também eles são limitados por uma série de contingências. No Brasil, Bolsonaro não consegue governar, apesar de eleito; nos Estados Unidos, o próprio presidente foi impiedosamente apedrejado pela mídia, chegando a ser censurado pelo Twitter. A ditadura high tech avança – ontem mesmo líamos uma notícia que dizia que o WhatsApp mudou a política de privacidade e, a partir de fevereiro, começará a compartilhar dados dos usuários com o Facebook! Em outras palavras, se o Presidente dos EUA foi censurado, o que se fará contra o cidadão comum que seja identificado como obscurantista, fundamentalista, conservador?

Mas, por outro lado, o que, afinal de contas, Trump perdeu? Precisamos perceber que aí há uma derrota mais psico-política do que real. É algo muito similar ao que aconteceu no Brasil.

Será que a vitória de Bolsonaro significou, na prática, uma verdadeira vitória para o movimento popular conservador?

Há vitórias que são derrotas.

Se a Dilma não tivesse ganhado em 2014, hoje o PT não estaria tão arrasado quanto está. Na verdade, Trump sai bastante fortalecido dessa eleição: nenhum presidente obteve tamanho entusiasmo popular e ostentou igual capacidade de mobilização — um contraste gritante com os últimos comícios-velório, com todo distanciamento social, de Biden; Trump angariou a maior quantidade de votos já obtidos por um candidato republicano e, fora do cargo, poderá continuar politicamente ainda mais ativo, realizando uma oposição ferrenha e fortalecendo ainda mais as convicções políticas da população que rechaça o socialismo.

A invasão do Capitólio (imagem) por populares teve um significado muito paradoxal: de um lado, mostrou o teatro da barbárie dos Antifas, calculado para desprestigiar os EUA diante do mundo, o que é lamentável; e, de outro, o protesto pacífico de um povo impotente, convencido de que houve fraude, e que está descontente porque a vitória de Biden foi mais uma manobra de cúpulas do que outra coisa.

Os EUA sempre estiveram politicamente divididos e foi justamente esta divisão que sempre elegeu os presidentes com pouca margem de diferença e também que os obrigou a fazer uma política de equilíbrio interno de forças.

É evidente que não é correto idolatrar Donald Trump, como ingenuamente fazem alguns conservadores. Ele cometeu erros desnecessários, como, por exemplo, a sua atitude excessivamente auto-glorificante ou a pouca empatia demonstrada durante a crise sanitária da peste chinesa. Mas o seu erro fundamental foi aquele excesso de auto-confiança que o fez subestimar os seus inimigos, os inimigos do povo americano, e destruí-los enquanto estava no poder. Estes e outros elementos contribuíram para que houvesse uma oscilação na sua popularidade que, pela estreita margem de vantagem ajudada pelas fraudes, levou à vitória o seu oponente. Agora, o teatro dos Antifas será usado contra ele, porque foi concebido para isso, a fim de poder causar o seu impeachment a poucos dias de cessar o seu mandato, o que o impediria de se reeleger em 2024.

Isso nos mostra o quanto importa formar um conservadorismo político que esteja profundamente imbuído dos valores civilizacionais da Cristandade e do Reinado de Nosso Senhor, ao invés de decair em barbarismos que podem chocar os sentimentos de bondade da população e inibir o seu apoio justamente em momentos tão decisivos.

Em certo sentido, a derrota de Trump pode acirrar os ânimos conservadores, antes anestesiados por um sentimento falso de vitória e tranquilidade, enquanto os inimigos continuavam mantendo a hegemonia sobre as universidades, sobre o show business e até sobre as Redes Sociais, para moldar a sociedade inteira segundo as suas ideologias. Agora, no poder, poderão ser fortemente atacados e, assim, seria engrossada a fileira da militância conservadora.

Para nós, católicos, a situação pode se agravar, mas, em certo sentido, ainda continua estruturalmente a mesma.

Quem tem Francisco temeria Biden?

Há 300 anos a maçonaria persegue incansavelmente a Igreja, sendo provisionada por instituições mais discretas ainda, que atualmente remontam ao sistema financeiro global. No último século, as fundações começaram a financiar ONGs pelo mundo inteiro, com a finalidade de realizar o mesmo intento, só que agora com métodos cientificamente muito mais aprimorados. Hoje, fortalece-se de modo sem precedentes a tirania das big techs e dos grandes conclomerados corporativos, cujas fortunas ascenderam aos píncaros enquanto os países despejavam enxurradas de “estímulos” econômicos no meio da pandemia. Não é esta a grande alegria dos “mercados” nos últimos dias com a confirmação de Biden?

No século XVIII, a maçonaria percebeu que não conseguiria revolucionar as sociedades enquanto não suprimisse a Companhia de Jesus, pois aqueles homens apostólicos e doutos tinham fermentado toda a Europa com colégios de alta cultura, formando as elites e anestesiando o povo contra as novidades anti-católicas.

Hoje, a revolução conseguiu devastar a Igreja Católica (especialmente por este desastroso pontificado) e, apenas por causa disso, pôde, agora, por fim, apoderar-se do governo americano para reduzir a América à subserviência chinesa — regime que, para um homem de confiança de Francisco, Mons. Sorondo, melhor aplica atualmente a doutrina social da Igreja — e realizar a varredura da própria noção de propriedade privada, que, no fundo, é o que está sendo atacado.

Trump perdeu. E agora?

Agora, precisamos cair na realidade que estava mascarada sob uma falsa vitória e começar a fazer o trabalho difícil, que é ir para as bases e ser exatamente o que os jesuítas foram antes da sua supressão e, sobretudo, antes da sua perversão interna, consumada durante o generalatato do Padre Arrupe; precisamos, além das redes sociais, criar grupos locais, presenciais, vínculos físicos; precisamos, ainda, nos dedicar ao estudo, exatamente como um médico faz, investigando as causas para, a partir delas, atacar a doença; precisamos, sobretudo, ter superabundância de vida espiritual, dedicar-nos verdadeiramente a crescer em união com Deus, através dos sacramentos, da oração e de uma terna devoção à Santíssima Virgem.

Todo mundo quer vitórias fáceis, vindas à base de descansos e lutas alheias. Sabemos da crise terrível pela qual passa a Santa Igreja, mas não podemos nos render diante dela, pois Deus quer, da nossa parte, a resistência firme e pronta, para que, da parte dEle, sejam derramadas as graças de que temos necessidade. Não escutemos as lamúrias derrotistas; elas apenas nos desencorajam. É hora de militarmos! Escutemos as palavras de triunfo oriundas dos lábios Santíssimos da Virgem de Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará”! Viva Cristo Rei!

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9 dezembro, 2020

Dom Alberto Taveira, o lobby gay e o eco-comunismo amazônico.

Por FratresInUnum.com, 9 de dezembro de 2020 – Nunca escondemos nosso desapontamento com algumas posturas e falas de Dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém e um histórico referencial da RCC no Brasil. Nos últimos anos, ele deu algumas demonstrações de intolerância para com tradicionalistas – um dos exemplos mais eloquentes foi quando, num ENF da RCC em Aparecida, ele hostilizou o uso de véus ou usos tradicionais –, embora tenhamos de dizer que ele tem sempre dado guarida à Missa na forma extraordinária em sua arquidiocese. Também causou espanto ver o seu nome entre os signatários da famigerada carta ultra-TL contra o governo brasileiro.

Contudo, nos últimos dias ganhou destaque uma tentativa, até o momento frustrada, de causar escândalo com o seu nome, para manchar-lhe a reputação. Trata-se de acusações de delitos graves que se teriam supostamente praticado no seminário de Belém. Houve uma visita apostólica a este respeito, a abertura de uma investigação civil e quase um estrondo midiático, que foi contido pela destreza do arcebispo em desviar-se rapidamente da situação e pela rápida adesão de leigos que se mobilizaram em sua defesa por todo o Brasil. Alguns detalhes deste episódio merecem a nossa atenção.

Tentativa golpista do lobby gay. O site “Ver o fato” lançou no domingo uma entrevista completa em que conta que sete ex-seminaristas, liderados por dois padres, apresentaram denúncias de imoralidade contra Dom Alberto Taveira tanto à justiça civil quanto à eclesiástica, no caso, à Santa Sé.

O mesmo jornalista que publicou a notícia, porém, retratou-se no dia de hoje e reconheceu que estava totalmente enganado e que as denúncias partiram do que ele mesmo chamou de lobby gay, ou seja, um grupo de homossexuais que justamente foi expulso da arquidiocese de Belém por Dom Alberto e que, agora, pretende dele se vingar, destruindo a sua reputação.

O próprio jornalista afirma: “É hora de se puxar o freio da pretensão do movimento homossexual nas fileiras do clero. Nada contra a homossexualidade, como podem evidenciar as aparências (sic!), mas tudo contra a vulgaridade da opção sexual dos padres, a sodomia e outras imoralidades bancadas pelos já sofridos recursos financeiros das paróquias”.

“O bispo precisa impor limites, ordem na casa. A Igreja precisa disso. E alguns padres, de vergonha na cara. Podem até ser o que são e fazer o que fazem, mas já é demais sustentar suas farras e orgias baconianas com o exercício do sacerdócio ministerial. É hora de resistirmos a esse vício crescente em nossa Igreja”…

“E por conta das resistências e enfrentamento dessa realidade em seu rebanho clerical, o arcebispo tem sido vítima de calúnias, injúrias e difamações. Os acusadores, rasos nos seus lamentos tão cênicos quanto cínicos, sabem dos revezes que poderão sofrer em juízo, mas parecem não se importar. Querem mesmo, movidos pela cega vingança, macular o nome do prelado. Isso lhes basta”.

Lobby gay é a definição do movimento que tenta denegrir a vida de dom Alberto Taveira. São padres, seminaristas e ex-seminaristas gays que reagem infantilmente às medidas de contenção. Resistem ao freio no exercício de suas paixões vulgares”.

Um áudio mais longo recolhe as declarações de um padre sobre a situação na arquidiocese de Belém e esclarece detalhes muito interessantes, inclusive sobre a conduta criminosa pregressa dos acusadores do arcebispo, que vale muito a pena ter presente.

Estranha visita apostólica. No áudio mencionado, o clérigo declarante diz que “Dom Alberto é hoje uma figura que não é querida entre os bispos da Amazônia porque ele é o único que resiste a um certo tipo de voz, a um certo tipo de ideologia que quer uma Igreja Amazônica, diferenciada, progressista, indígena etc., ele é o que articula com mais inteligência uma resistência a isso”. 

Na sua própria declaração em vídeo, Dom Alberto chega a mencionar, sem dissimular a sua perplexidade, que houve uma visita apostólica nos últimos dias. E o site “Ver o fato” disse que ele “diante das acusações feitas, foi aconselhado a renunciar ao arcebispado, mas teria recusado, alegando ser inocente e de que não haveria provas contra ele”.

Ora, fica muito claro agora, diante de todo este imbróglio, que houve duas forças que atuaram articuladas na tentativa de golpe contra o arcebispo de Belém: de um lado, o lobby gay, que visava tão somente a sua destruição pessoal; e, de outro, o lobby eco-amazônico, que queria livrar-se do arcebispo às pressas, ansioso de avançar com a agenda tribalista do Sínodo da Amazônia. 

Consequências eventuais. A atitude de Dom Alberto foi inteligente e equilibrada. Ele simplesmente recusou-se a renunciar, contrariando o conselho que, “como uma Mãe Amorosa”, lhe vinha do Vaticano. Agora, com o passar dos dias, a mídia, inicialmente eufórica, percebeu a armadilha em que se estava enfiando e como estava sendo instrumentalizada por delinquentes para as finalidades mais desonestas e, consequentemente, pulou fora do barco

Contudo, o que teria acontecido se Dom Alberto Taveira tivesse renunciado? O escândalo estaria sacramentado e, mesmo que ele operasse um milagre público em seu favor, nunca mais ninguém creria nele, com o necessário resultado de um desprestígio absoluto para a arquidiocese e para a Igreja no Brasil. Quem iria reparar este dano? O Vaticano? 

Tentativas de golpes como este vêm acontecendo em diversas partes do Brasil, justamente contra bispos e padres que, obedecendo a lei da Igreja, se opõe à devassidão moral do clero e tentam estabelecer a moralidade na Igreja.

Natureza do lobby gay. A expressão “lobby gay” designa não apenas aqueles clérigos que têm alguma tendência ou mesmo conduta homoafetiva, mas, grupos inteiros de seminaristas, diáconos, padres e bispos que querem usar a estrutura da Igreja como meio de promoção de abusos e orgias sexuais, de mútuo favorecimento e auto-promoção, como uma espécie de rede em que, valendo-se da posição de clérigos, estes indivíduos apenas vão criando uma verdadeira sociedade secreta homossexual, que capta adeptos desde as pastorais de jovens até inseri-los na própria estrutura eclesiástica, nas altas cúpulas.

Existe uma verdadeira máfia gay na Igreja Católica, máfia que se torna cada dia mais agressiva, não apenas contra bispos que a enfrentam, mas contra os próprios padres e leigos que ousam posicionar-se de maneira alternativa. Eles conquistam postos chave em dioceses com vistas a manterem em funcionamento toda esta “rede”, como bem a definiu Michael Vorris, “a cloca clerical homo-comunista”.

Neste sentido, percebe-se claramente que há aí não apenas uma espécie de desvio moral, mas uma verdadeira ideologia gay: são grupos inteiros que a cada dia assumem posturas abertamente gaysistas, sem sofrerem nenhum tipo de restrição ou, quando a sofrem, reagindo de modo violento, como acaba de acontecer com Dom Alberto Taveira.

A pergunta que nos fazemos é: até onde isto irá? O papa Francisco tem querido apresentar-se como um moralizador da Igreja, agravando ainda mais as medidas disciplinares já rigorosas, emitidas nos tempos dos seus predecessores, mas é notório que há bispos que acobertam padres escandalosos, mesmos com provas documentais, fotográticas, áudio ou videografadas, a despeito do sofrimento do seu povo; há bispos comprometidos com o lobby gay e que trabalham inclusive contra qualquer um que queira enfrentar esta chaga na Igreja, sem perceberem que, na hora em que essas coisas se tornam um escândalo, eles são os primeiros a terem de arcar com as consequências.

A curiosa posição de Dom Azcona. Tanto no mencionado áudio do padre quanto no artigo de “Ver o fato”, menciona-se algo muito curioso: “o bispo do Marajó, Dom José Luiz Azcona, estaria em rota de colisão com o arcebispo, pois teria sido apontado por Dom Alberto como pivô das denúncias à Cúria Romana… Na verdade, Dom Azcona foi a primeira pessoa do meio eclesiástico a ser procurada pelos padres e ex-seminaristas, uma vez que o próprio arcebispo não seria o canal correto das denúncias justamente por ser ele o envolvido. De acordo com as informações, o bispo teria ficado ‘estarrecido’ ao ouvir os relatos e prometido tomar providências”.

Dom Azcona ficou nacionalmente conhecido durante o Sínodo da Amazônia por suas esplêndidas pregações contra a paganização ocorrida então no Vaticano, inclusive denunciando o absurdo de ter-se entronizado ali o execrável ídolo da Pachamama. 

Contudo, já nos meses seguintes o seu nome comparece naquela mesma carta mencionada no início do nosso artigo, carta de tom abertamente TL e que afronta o governo democraticamente eleito com argumentos ultra-comunistas. O comparecimento do nome de Dom Azcona entre os signatários daquela absurda carta causou não apenas rechaço entre o povo, mas eloquentes manifestações de repúdio.

Em resposta a isso, Dom Azocona escreveu um longo texto em seu facebook no qual esconde-se por trás do mais patético isentismo, colocando-se comodamente num centro idealíssimo e condenando a todos, imputando igual erro a comunistas e conservadores, como se não houvesse essenciais matizes ideológicos entre essas ideologias, e, pela via da pasteurização mais banal, lança um apelo querigmático à conversão, ao retorno à centralidade de Cristo, etc., como ele mui belamente faz, mas usando este pacote magnífico como passaporte do seu próprio salvo-conduto.

Este tipo de isentismo é muito preocupante num bispo, pois revela a pretensão de uma neutralidade que frequentemente favorece a delinquência, ainda que com boa intenção. Não basta ser bom, é preciso perceber para que direção nos estão puxando, é preciso proceder com prudência, é preciso agir com sabedoria. É por neutrismos deste tipo que os católicos padecem frequentemente, enquanto as máfias engordam e se beneficiam quotidianamente às nossas custas.

Mobilização dos católicos. A experiência de Dom Alberto Taveira nesses dias merece ser protocolada por nós todos. Diferenças ideológicas à parte, temos de reconhecer que ele estava, ao que parece, sendo injustiçado por um bando de criminosos, os quais se beneficiaram em larga escala tanto da distância ideológica do arcebispo em relação a esta eco-ditadura bergogliana, quanto da fome de sangue da mídia.

Em todo caso, o laicato católico brasileiro é muito mais esperto do que parece à primeira vista. A mobilização dos fieis bloqueou de modo muito eficaz a tentativa de golpe, o escândalo e a calúnia, chegando até mesmo a antecipar-se ao agressivo noticiamento que se iria fazer. 

Precisamos estar atentos, pois estas máfias não param e frequentemente se levantam para banir da vida pública leigos engajados, sacerdotes fieis e bispos coerentes. A experiência mostra que é preciso aprender com todos os males. Talvez este episódio nos tenha revelado que é preciso começar a blindar de outro modo os bons pastores, antes que estes sejam completamente devorados pelos lobos ou pelas lobas.

10 novembro, 2020

As eleições americanas. Uma análise parcial.

Por FratresInUnum.com, 10 de novembro de 2020 – Deus quer a salvação das almas. Esta é a moldura através da qual nós lemos todos os acontecimentos humanos, desde os mais corriqueiros até a geopolítica mundial. Sem este pressuposto, nossas análises podem ser politicamente acertadas, mas sempre padecerão a ausência do elemento essencial, que define todos os demais e que não pode ser jamais ignorado pelos cristãos. Dito isso, passemos à observação dos fatos.

Biden, dito “católico”, chega para assistir à missa em Wilmington, Delaware, neste domingo. JONATHAN ERNST / REUTERS

Uma visão serena sobre a eleição americana

Apesar de toda a histérica celebração da mídia, da mesma mídia que fez uma acirrada campanha pela vitória de Joe Biden, a disputa eleitoral nos Estados Unidos ainda não foi concluída. Comemorar antes do tempo, mais do que sinal de vitória, pode ser uma mais eloquente manifestação de insegurança e derrota: eles precisam criar uma narrativa antes de serem obrigados a simplesmente reconhecer uma eventual perda.

Em todo caso, mesmo que o resultado final da eleição seja a vitória de Biden, existem alguns fatos que não podem ser contestados. Em primeiro lugar, a fraude relatada na votação não foi apenas gigante, mas foi amplamente documentada, coisa absolutamente escandalosa em se tratando da eleição de um presidente americano.

Aliás, é preciso notar que a própria mídia foi obrigada a retroceder em sua euforia: num primeiro momento, davam Biden como elected president, agora o dão como projected winer. Seria uma recordação da eleição entre Bush e o queridinho da midia, Al Gore, em 2000? Este último foi celebrado amplamente pela grande imprensa para, um mês depois, ser derrotado nos tribunais. 

Em outras palavras, o presidente Trump deixou a mídia internacional comemorar, tranquilamente, judicializou o pleito, dadas as incontestes manipulações dos votos, e, enquanto isso, foi serenamente jogar golf

Depois de uma campanha tão desequilibrada, em que toda a elite americana e até global se empenhou em eleger desesperadamente Biden, a única coisa que eles conseguiram obter, recorrendo à fraude, foi a metade do eleitorado. Isso não foi efetivamente uma vitória, mas uma derrota glamourosa

É preciso esperar o resultado da eleição após apreciação dos recursos judiciais e da recontagem. A questão eleitoral pode, inclusive, ficar em segundo plano diante da demanda criminal da fraude absurda. Não adianta contar com uma vitória antecipada. Contudo, mesmo que Biden seja o presidente, qual será o impacto real na política americana?

Quadro político resultante da eleição

Os conservadores não apenas saíram moralmente reforçados do pleito – de fato, as fraudes “milagrosamente” beneficiaram apenas Biden –, mas obtiveram até agora maioria no Senado e, portanto, garantem a presidência da casa. É bastante improvável uma virada dos democratas no placar. Dada a idade de Joe Biden e o seu estado senil, é provável que não suporte a presidência e seja sucedido pela sua vice, a escandalosa Kamala Harris, que terá como “vice-presidente” o presidente do Senado.

O regime americano é profundamente federalista (isso se observa bem pelas eleições: o candidato ganha todos os votos do colégio eleitoral quando vence no Estado), o que dá ao Senado uma importância muito maior do que a a da Câmara dos Representantes (equivalente à nossa Câmara dos Deputados), aliás, exatamente o oposto do que no Brasil. 

Os senadores realmente conseguem limitar a ação do presidente da República e tornar o seu governo bastante controlado internamente. Porém, até mesmo na Câmara dos Representantes o partido republicano cresceu, embora não tenha obtido maioria. O que mostra não apenas uma incongruência eleitoral – como é que os americanos votaram em legisladores conservadores e num presidente liberal? –, mas sobretudo que o governo de um eventual presidente Biden não será nada fácil. 

Os próprios progressistas já reconheceram que uma eventual derrota de Trump não equivale ao fim do trumpismo.

Diferença entre Trump e a onda conservadora

A mídia atual confunde o conservadorismo americano com a pessoa de Donald Trump e, portanto, atribui imediatamente a eventual derrota de Trump a um enfraquecimento da direita americana. Isso não passa de uma completa inversão da realidade.

Na verdade, o fenômeno Trump é apenas o resultado da reação popular ao progressismo de Obama aglutinado no Tea Party, em que a América profunda, o povo americano, cristão e conservador, cerrou fileiras em torno de seus valores e contra o socialismo que, então, avançava.

A onda conservadora, como demonstramos acima, não diminuiu nem um pouco. Antes, aumentou. Se a fraude das eleições foi necessária é justamente porque o sucesso de Trump, decorrente da própria natureza conservadora do povo (e não o contrário), é um fato por si mesmo inconteste.

O vergonhoso mito do “católico” Joe Biden

Mal a imprensa anunciou a projetada vitória de Biden, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos se apressou em manifestar a sua nota de apoio: “Parabenizamos o senhor Biden e reconhecemos que se une a John F. Kennedy como segundo presidente dos Estados Unidos a professar a fé católica”.

Ora, a agenda política de Biden sustenta a ampliação do direito ao aborto, a redefinição do casamento natural e o favorecimento da homossexualidade. Ele chega ao ponto de defender a descriminalização da transgenerização de crianças e a candidatura de Kamala Harris foi apoiada pela Planned Parenthood!

Diante disso tudo, como é que os bispos podem dizer que ele “professa a fé católica”? A resposta é bastante óbvia, nos parece: é que os bispos já não professam mais a fé católica, mas a ideologia bergogliana, reinante no Vaticano desde 2013.

Os planos triunfalistas da esquerda católica intra muros vaticanos

Vaticanistas há que comemoram antecipadamente a eventual eleição de Biden justamente porque ela liberararia o pontificado de Francisco das movimentações do arcebispo Carlo Maria Viganò e dos conservadores, facilitando a agenda reformista (diga-se, herética) do pontífice argentino. Contudo, uma coisa são os planos da esquerda católica, agora em poder no Vaticano, outra coisa é a sua realização.

Como foi bem notado, embora Francisco tenha chegado ao ponto de lançar um filme em sua própria auto-glorificação nas vésperas das eleições americanas (aquele documentário em que eles propositalmente lançaram a frase do papa de apoio à união civil dos homossexuais), a única coisa que ele conseguiu com isso foi manter a divisão exata entre os católicos, metade dos quais votou ainda em Donald Trump.

A Igreja é um Corpo imenso e a cabeça humana não consegue acelerar demasiadamente em sua violência revolucionária, justamente porque precisa sustentar o peso do corpo. E os fieis estão fazendo um heroico e gigantesco corpo mole, por todos os lados.

O problema de Francisco não é com o presidente da República dos EUA, mas com os seus fieis, que já não se reconhecem nele. A Igreja está paralisada por todos os lugares e ele simplesmente não consegue atrair a atenção do povo. Aliás, alguém aí notou algum entusiasmo por Fratelli tutti? As próprias Edições CNBB tiveram que colocar os livros do Papa Francisco em promoção – por que será?

Em todo caso, não deixa de ser impressionante como Francisco tem medo de Viganò, a ponto de não ter sequer respondido às suas denúncias, num silêncio sepulcral que demonstra receio até diante  do compartilhamento de Trump da carta que o arcebispo lhe escrevera. Francisco, igualmente, tem medo das acusações de herege que frequentemente se lhe fazem, pois sabe que isso lhe pode custar o pontificado, a tal ponto que a Secretaria de Estado do Vaticano enviou uma carta circular a todas as Nunciaturas Apostólicas do mundo, esclarecendo (muito mal, porém) as palavras ambíguas do pontífice. 

O Vaticano está aos pedaços, com uma crise administrativa, moral e doutrinal sem precedentes, a tal ponto que Francisco precisou, em carta, explicar aos cardeais as alterações nas funções financeiras dentro da Cúria Romana, de tal modo que a própria Secretaria de Estado passará a depender financeiramente da APSA, o que decerto lhe trará ainda muita dor de cabeça.

Se Biden vencer, como fica o Brasil?

A agenda amazônica é certamente o ponto de convergência entre Biden e o globalismo desenfreado do eco-socialismo de Papa Francisco. No início do mês, Biden disse que “o presidente Bolsonaro deve saber que se o Brasil deixar de ser um guardião responsável da Floresta Amazônica, minha administração reunirá o mundo para garantir que o meio ambiente seja protegido”. 

Esta é uma verdadeira ameaça! Aliás, uma ameaça que deve ter causado profunda euforia na esquerda eco-“católica” liderada pelo cardeal Hummes. 

A internacionalização da Amazônia é uma das metas não confessadas do recente Sínodo, que criou uma espécie de Conferência Episcopal – a tal da “Conferência Eclesial Amazônica” (o termo Episcopal foi evitado justamente por incluírem-se aí índios, mulheres, padres etc), – para transformar todo o território pan-amazônico num “novo sujeito eclesial”, em expressão do Papa Francisco reportada por Cardeal Hummes

Os militares brasileiros sempre se gabaram de serem os melhores em “guerra na selva”. De fato, eles precisam preparar-se, pois talvez a situação se agrave tremendamente. O pior é os católicos brasileiros terem de passar a vergonha de verem os seus bispos como traidores do país, como lacaios do governo mundial e servos da internacionalização do nosso território amazônico. Decerto, as Igrejas protestantes irão explodir nos próximos anos!

A salvação das almas, meta única da Providência Divina

O mundo dos sonhos de satanás é formado por baratas e elefantes, é o mundo ecológico em que o ser humano desapareceu, como vive utopizando o ex-frei Leonardo Boff: “nós podemos desaparecer, a Terra vai continuar girando em volta do sol por milênios”.

Deus, porém, quer a salvação das almas e, por isso, é possível que ele queira justamente que as máscaras de bondade desapareçam e a iniquidade dos homens perversos seja completamente descoberta, dentro e fora da Igreja. Não podemos nos desesperar.

Aconteça o que acontecer, a graça divina está atuando nas almas. Vejam, como exemplo, que o Lula fez 75 anos há uma semana e, na LIVE comemorativa, assistiram cerca de 400 pessoas ao vivo e o vídeo chegou apenas à marca de 8,2 mil visualizações. Uma vergonha!

Precisamos permanecer fortes na resistência católica e alentar os fieis a que não desanimem, apesar de a estrutura eclesial estar quase inteiramente na mão de revolucionários, bem como talvez agora o governo dos EUA. No mais, temos que confiar inteiramente na promessa de Nossa Senhora de Fátima e lutar destemidamente. Nossa vitória virá do céu e nós estamos do lado dos vencedores.

24 outubro, 2020

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16 outubro, 2020

Francisco e as eleições americanas.

Por FratresInUnum.com, 16 de outubro de 2020 – Faltam algumas semanas para as eleições americanas, programadas para ocorrer em 3 de novembro. O quadro é objetivamente incerto: embora John Biden apareça como favorito nas intenções de voto (segundo pesquisas que sempre erram), o sistema eleitoral americano é tão complexo que não se pode prever com exatidão o seu resultado. O que realmente é seguro neste cenário é que a mídia mente compulsivamente, os americanos não gostam de revelar seu voto (o “trumpismo”, aliás, é um fenômeno quase invisível), Biden é um senil e sua vice é uma comunista descontrolada. Contudo, cabe-nos perguntar se existe algum cenário realmente favorável para o pontificado de Francisco…

trump

Uma eventual vitória de Donald Trump, com absoluta certeza, significaria o completo sepultamento, no cenário internacional, do definhante pontificado de Francisco, o qual é um fenômeno para além de anacrônico, fruto ainda dos tempos progressistas da presidência de Barack Obama. Um papa greenpeace, ecofeminista, que silencia os conteúdos da fé e da moral católicas para anistiar todo o pensamento de esquerda, estaria totalmente isolado com uma reeleição conservadora na América.

Entretanto, o cenário de vitória de Biden também não é tão favorável quanto possa parecer à primeira vista.

De fato, o problema de Francisco não é somente geopolítico. Obviamente, este contexto pode favorecer os interesses que o movem, a sua ideologia, o lado para o qual ele trabalha, mas não significa que tal cenário irá favorecê-lo ou reforçá-lo enquanto pontífice da Igreja Católica.

O problema de Francisco é eclesial, e o é em sentido profundo. O seu esquerdismo é tão escandaloso que provocou o descolamento do corpo dos fieis, que se afastaram dele como ovelhas que correm de um lobo… No pós-concílio, as distâncias em relação a um papa eram prerrogativas exclusivas de grupos tradicionalistas minoritários; hoje, Francisco conseguiu provocar uma rejeição massiva, que nenhum dos papas anteriores obteve, rejeição que ultrapassa em muito àquela que sofreu Paulo VI. A resistência a Francisco tornou-se um fenômeno popular, é socialmente compartilhada.

Francisco é um papa que não governa a partir da Igreja (ex Ecclesia), mas a partir dos poderes vigentes no mundo (ex mundo) e, portanto, o estranhamento é inevitável. Os fieis não se reconhecem nele, mas reconhecem nele a voz dos marxistas, dos ecologistas, das feministas, dos multiculturalistas, dos esquerdistas em geral.

O fenômeno da rejeição a Francisco, inclusive, não se sabe até que ponto não seja propositalmente provocado, visto que a finalidade última dos revolucionários sempre foi destruir a Igreja e, para isso, o papado. De um lado, os católicos não se sentem identificados com Francisco e perderam o pudor de manifestar sua oposição; coisa que obviamente será utilizada pelos próprios progressistas caso venha um pontificado conservador proximamente. De outro lado, o perigo de exacerbações neste campo é enorme e, lamentavelmente, já se levantam vozes que, ao invés de perceberem a cisão existente entre Francisco e o papado, voltam os seus ataques contra o papado em si, contra aquilo que os progressistas sempre combateram: o ultramontanismo.

Como estas questões se resolverão, apenas a história poderá responder. No entanto, o fato é que este pontificado já perdeu completamente a benevolência dos verdadeiros fieis e, portanto, daqui para frente sofrerá um desprestígio irreversível, ainda mais reforçado por todos os escândalos recentes e dos que serão deles decorrentes nos próximos meses e até anos, escândalos protagonizados por homens de confiança de Francisco.

Ora, neste quadro de crise interna, uma eleição de esquerda nos Estados Unidos assanharia tremendamente a esquerda católica, que excitaria ainda mais Francisco para a esquerda, provocando, assim, um descolamento ainda mais grave em relação aos fieis, que se manifestariam ainda mais descontentes do que já se manifestaram até agora. Se, por um lado, isso seria péssimo, por outro, teria sua vantagem, pois agravaria ainda mais a crise de representatividade na esquerda eclesiástica, que ficaria transfigurada diante dos poderes do mundo, enquanto é desmascarada diante da opinião pública dos fieis, esvaziando-se mesmo até das aparências de catolicidade, aparências que usurparam, usurpando a oficialidade da hierarquia.

A solução mais inteligente para todo esse dilema, do ponto de vista dos revolucionários, seria mesmo a renúncia de Francisco e a eleição de um papa menos progressista, que ao menos conservasse nos fieis a suspeita de catolicidade que o papa atual jogou pela janela. Mas, ao mesmo tempo, maquiaria, e muito, a situação real, que é catastrófica, crônica e humanamente incontornável.

Como o que Deus almeja é a salvação das almas e não a incolumidade de uma estrutura corrompida e corruptora, qualquer dos cenários não deve inquietar o fiel católico. Não temos esperanças em homens, nem em eclesiásticos nem muito menos em políticos. A crise da Igreja só pode ser resolvida por uma intervenção direta de Deus, mediante o triunfo do Coração de Imaculado de Maria. A nossa parte consiste em, como Ela, permanecer em pé, junto à Cruz, resistindo e sofrendo esta dolorosa Paixão da Igreja, à espera do triunfo que, certamente, virá.

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28 julho, 2020

Uma análise parcial dos signatários da Carta comunista que rachou a CNBB.

Por FratresInUnum.com, 28 de julho de 2020 – Um entusiasta da tal carta escrita pela ala podre da CNBB publicou em seu perfil do facebook uma lista com os supostos nomes dos firmatários. A principal incongruência da lista é que a mesma anuncia 152 nomes, tal como noticiado pela Folha, mas, na contagem nome por nome, aparecem apenas 126. O que aconteceu com os demais? Por que não fizeram uma publicação oficial com a lista completa dos firmatários? Continuarão eles escondidos covardemente? Precisamos saber quem são para que o povo tenha um mapa exato do esquerdismo do episcopado brasileiro.

Alguns detalhes, porém, chamam a atenção.

Primeiramente, o número de assinaturas: 152 num total de 479 bispos (32%), sendo que a maioria visível deles é composta por bispos eméritos, ou seja, aposentados. O quadro é bastante interessante e sugere que a “Teologia da Libertação”, apesar de toda a pressão de Francisco, perdeu força no episcopado que está na ativa.

Outra surpresa muito interessante foi o comparecimento de Dom Alberto Taveira entre os apoiadores da carta contra o governo. 

Ele sempre se apresentou como bispo conservador, chegou até a celebrar a Missa na forma extraordinária do rito romano, sempre foi o queridinho da Renovação Carismática Católica e da Canção Nova, mas, agora, literalmente, “a máscara caiu”. Já há alguns anos, no Encontro Nacional de Formação da RCC em Aparecida, Dom Taveira deu um chilique em relação a muitos carismáticos que usavam correntes de consagração a Nossa Senhora, véu, saia, enfim, que adotavam usos tradicionais. 

Hoje, começou a se espalhar um áudio em que Dom Taveira tenta explicar o inexplicável: “foi elaborada uma carta por alguns bispos. Pediram que nós assinássemos. Nós, os bispos de Belém, dissemos ‘vamos, pelo menos, ficar unidos aos outros bispos’… Só que essa carta deveria passar por uma revisão do Conselho Permanente da CNBB. Infelizmente alguém vazou essa Carta. Agora, então, é sofrimento e correr atrás do prejuízo”. 

Em outras palavras, ele tentou se enturmar e acabou exposto, como não gostaria que acontecesse.

Em outras mensagens, alguns bispos disseram que a CNBB teria emitido alguma nota não pública em que afirmou: “que o documento nada tem a ver com a Conferência e é de responsabilidade dos signatários”, tomando distância daqueles que assinaram, o que, aliás, é muito razoável, pois, se os signatários não publicam o seu nome é porque sabem que fizeram algo errado.

Em participação nesta manhã na rádio Band News, a jornalista Mônica Bérgamo, que publicou o vazamento e teve contato direto com aquele que lhe forneceu o texto, disse que “a ‘Carta ao Povo de Deus’, assinada por 152 bispos, rachou a CNBB, reforçou esta divisão, que já vinha há algum tempo, entre uma parte dos religiosos que é muito crítica ao governo do Jair Bolsonaro e um outro setor, que inclusive já se reuniu com ele, discutiu questões de publicidade, rádio e televisão religiosa. Os bispos que assinaram este documento com críticas duríssimas ao presidente Jair Bolsonaro buscam agora o apoio até do Papa Francisco, para que o texto ganhe ainda mais peso do que já tem e não seja bombardeado pela ala dita conservadora da Igreja. Entre os signatários desta carta estão alguns amigos do Papa Francisco, inclusive Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo. A carta que a gente divulgou com exclusividade na Folha de São Paulo no domingo já foi enviada ao Papa Francisco e também a Dom João Brás de Aviz”. 

E, conclui a jornalista, “o temor de que ela fosse para a gaveta pelas mãos dos chamados conservadores fez com que um passarinho (sic!) chegasse com ela no bico pra mim e nós divulgássemos o texto. Esta divulgação gerou um desconforto enorme na cúpula do clero, com as divergências se acirrando. E foi marcada uma reunião para o dia 5, agora, do Conselho Permanente da CNBB, para discutir este documento”. 

Em síntese, eles estão com medo e, por isso, precisam pedir reforços!

A CNBB, que foi uma pioneira na colegialidade entre os bispos, agora está sendo a pioneira no sepultamento desta mesma colegialidade, e sob a presidência de Dom Walmor Azevedo. A ação, em si, é grave e, como toca interesses de fanatismo ideológico muito enraizados no atual Vaticano, pode desencadear um endosso papal que só virá a confirmar que a colegialidade foi uma experiência frustrada, a ser deixada para trás.

A esquerda, a propósito, não respeita e nunca respeitou as chamadas “regras do jogo”, que existem apenas para amarrar e impedir a ação dos seus opositores. Diferentemente dos conservadores, que têm estes apegos simbólicos às formalidades, os esquerdistas não têm compromisso nenhum com isso. Portanto, para eles, jogar fora a tal “colegialidade conciliar” é algo óbvio, justamente quando isso não convém mais para os interesses políticos deles.

Por outro lado, o desespero dos bispos libertadores com o avanço dos conservadores na política brasileira revela uma completa impotência. Eles já não sabem mais o que fazer, sobretudo porque um abismo os separa da opinião pública. O quadro, para eles, é de completo pânico: mesmo com epidemia, com crise econômica, com polêmicas e mais polêmicas artificiais, a esquerda continua inexpressiva em todas as pesquisas para as próximas eleições presidenciais. 

O que esses bispos não conseguem entender é que o protagonismo do debate político foi retirado de suas mãos justamente pela aliança espúria que os uniu em matrimônio indissolúvel com a esquerda petista. Eles não conseguem mais produzir um impacto real na sociedade brasileira. O povo não os quer mais e resolveu relegá-los ao completo ostracismo, ainda mais depois de serem expulso das Igrejas nesta aposta de desgaste do governo pela pandemia, aposta que eles, evidentemente, perderam.

Se continuarem com esta teimosia socialista, os bispos do PT terão fatalmente o que enquanto bispos não deveriam: começarão a ser desacatados publicamente pelo povo e, com isso, os dias de vergonha da Igreja no Brasil estarão apenas começando. Quem avisa, amigo é.

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11 julho, 2020

Foto da semana.

Father John Killackey walking down Interstate 81 southbound on July 8, 2020.

Padre solitário administra os últimos sacramentos a motorista após acidente de carro fatal. 

Por Alyssa Murphy, National Catholic Register, 10 de julho de 2020 | Tradução: FratresInUnum.com:

A imagem de um padre solitário caminhando pela Highway 81 despertou o interesse de milhares de católicos nesta semana.

Encharcado de tanta chuva, a imagem aparece como uma obra de arte de Norman Rockwell [ndt: um pintor norte-americano]; o preto de sua batina, pesado com a água, poderia ser manchas de tinta a óleo. O padre, agora identificado como padre John Killackey, ficou preso em uma fila de carros ao longo da rodovia depois que seis veículos foram envolvidos em um acidente na Interstate 81 South em East Hanover Township, em Lebanon, Pensilvânia, em 8 de julho de 2020.

O tráfego aparentemente parou devido a fortes chuvas. Um carro, sem perceber o tráfego parado, bateu na fila de carros e o motorista ficou gravemente ferido. O Padre Killackey então foi ao trabalho, caminhando entre os carros e os caminhões, oferecendo ajuda aos feriados. Padre Killackey conseguiu administrar os últimos sacramentos a uma pessoa, pouco antes da morte do motorista.

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