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16 junho, 2017

Academia para a Vida: clientelismo no Vaticano.

Publicada ontem a lista dos 45 novos membros ordinários da Academia Pontifícia para a Vida, além de cinco membros honorários.

Por Lorenzo Bertocchi, La Nuova Bussola Quotidiana, 14 de junho de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com: Instituída por João Paulo II em 11 de Fevereiro de 1994, a Academia tem como objetivo a “promoção e defesa da vida, sobretudo na relação direta que tem com a moral cristã e as diretrizes do Magistério da Igreja.” Desde agosto de 2016, o presidente nomeado pelo Papa Francisco passou a ser Dom Vincenzo Paglia, ex-presidente do antigo Conselho Pontifício para a Família, que foi agora incorporado ao novo Dicastério para os leigos, família e vida pelo cardeal americano Kevin Farrel.

Dom Paglia, ao mesmo tempo, tornou-se também chanceler do Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, uma outra criação do papa polonês, que visa a defesa e promoção da família segundo o plano de Deus. No documento que nomeia Paglia para o duplo papel, o Papa deu as diretrizes para o desenvolvimento dessas instituições importantes, “Desde o Concílio Vaticano II até hoje, o Magistério da Igreja sobre essas questões se desenvolveu de uma maneira ampla e aprofundada. E o recente Sínodo sobre a Família, com a Exortação Apostólica Amoris Laetitia, expandiu e aprofundou ainda mais o seu conteúdo. É minha intenção que o Institutos colocados agora sob sua orientação se empenhem de maneira renovada no aprofundamento e  na divulgação do Magistério, confrontando-os com os desafios da cultura contemporânea”.

Amoris Laetitia, novo paradigma

A Pontifícia para a Vida foi, sem dúvida, a instrução da Doutrina da Fé Donum Vitae, publicada pelo então cardeal Joseph Ratzinger, em 1987. Juntamente com a famosa encíclica Humane Vitae do Beato Paulo VI, a instrução coloca uma base muito sólida na defesa da vida e do autêntico amor humano. Hoje, o ponto de referência principal passou a ser Amoris Laetitia, com sua mudança de foco pastoral que muitos percebem como uma verdadeira mudança de paradigma na teologia moral, e por isso capaz de “reformar” muitas abordagens que derivam do magistério anterior. Não sabemos se a nomeação de novos membros ordinários levaram em conta essa interpretação de renovação, mas certamente nos oferecem diferentes perspectivas para reflexão.

Os demitidos

Luke Gormally (Inglaterra), Josef Maria Seifert (Áustria) e John Finnis (EUA), são três nomes que desapareceram da lista de membros da Pontifícia Academia e todos os três eram críticos abertos de algumas passagens da exortação Amoris Laetitia. A mesma sorte tiveram dois ativistas pró-vida conhecidos internacionalmente, Maria de Mercedes Arzu de Wilson e Christine De Marcellus Vollmer, que estão entre os primeiros membros da Academia diretamente nomeadas por João Paulo II e também críticas de certas posições de Francisco sobre a Vida e Família.

Chama a atenção também a  exclusão de Thomas William Hilgers (EUA), ginecologista conhecido especialmente por seus estudos sobre métodos naturais de contracepção. Sua exclusão, pelo que tudo indica, é um duro golpe para a encíclica Humanae Vitae e a Instrução Donum Vitae, visto que ele sempre foi fidelíssimo ao Magistério e um duro adversário contra a contracepção e fecundação assistida.

Outros excluídos são Philippe Schepens (Bélgica), figura bem conhecida entre os médicos católicos de seu país e da Europa por sua defesa apaixonada da ética médica hipocrática; Jaroslav Sturma (República Checa), psicólogo e psicoterapeuta, o único até agora, juntamente com o alemão Manfred Lütz (esse sim reconfirmado como membro ordinário), representante dessas disciplinas entre os Ordinários da Academia, excluído provavelmente porque se alinha o mais próximo possível de psicólogos e psicoterapeutas que consideram a homossexualidade um transtorno mental-emocional e são contrários às teorias de gênero e LGBT. Excluídos também foram os dois italianos, Domenico Di Virgilio e Gianluigi Gigli.

Os confirmados

Francesco D’Agostino (Presidente Honorário do Comitê de Bioética), Adriano Pessina (Diretor do Centro de Bioética da Universidade Católica), John Haas (presidente do Centro de Bioética da National Catholic US), ligado à poderosa Conferência Episcopal dos EUA e amigo do Cardeal Farrell, Mons. Angel Rodriguez Luno (Professor de teologia moral na Universidade Pontifícia da Santa Cruz e consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, o qual é muito escutado pelo cardeal Mueller), Carl Albert Anderson (EUA, Presidente dos Cavaleiros de Colombo, que até agora têm generosamente financiado tanto a  Academia como o Pontifício Instituto João Paulo II), Jean-Marie Le Mene (Francês, presidente da Fundação Jérôme Lejeune, que cuida da difusão do pensamento e obras do primeiro presidente da Academia, cuja causa de beatificação foi aberta); Mons. Daniel Nlandu Mayi (Congo) bispo e presidente do Serviço de Educação Central para a Vida do Congo.

Trata-se, em quase todos estes casos, de personalidades que têm posições, por assim dizer, “clássicas” no campo da teologia moral, mas também são “figuras muito diplomáticas”, que dificilmente serão capazes de se posicionar abertamente contra a corrente.

Duas confirmações de outro perfil e sã doutrina são, certamente, os holandeses Cardeal Willem Jacobus Eijk e o Arcebispo Australiano de Sidney Dom Anthony Colin Fisher. Teremos que descobrir como eles vão se comportar neste novo contexto.

Novidades

A primeira inovação importante é a entrada de Angelo Vescovi, que tem um ótimo relacionamento com Dom Paglia. O biólogo e farmacologista italiano é o diretor científico da Casa Alívio do Sofrimento em San Giovanni Rotondo (cargo para o qual o próprio Paglia não economizou palavras). Ele se ocupa, em particular, da pesquisa com células-tronco adultas, mas, de acordo com os especialistas em publicações da área, ele jamais se expressou contra as pesquisas com células tronco embrionárias feitas por seus colegas. Alguns anos atrás, chegou mesmo a estar envolvido em um incidente macabro que ocorreu na Universidade Bicocca de Milão. No laboratório do qual ele era responsável, foi encontrado um feto humano morto com idade aparente de 4-5 meses. Ele falou de “sabotagem” e não houve consequências penais.

Nova nomeação é também a do filósofo americano Nigel Biggar, EUA. De acordo com relatórios do Catholic Herald, em um diálogo com Peter Singer, em 2011, sobre o aborto, ele disse que “não está claro se o feto humano é o mesmo tipo de coisa que um adulto. Torna-se então uma questão de onde vamos traçar a linha”.

Existe ainda a nomeação de não-católicos, como o japonês Shinya Yamanaka, Professor e Diretor do Centro de Pesquisa e Aplicação de células-tronco da Universidade de Kyoto, Prêmio Nobel de Medicina de 2012; o Professor Judeu Avraham Steinberg (Israel, Diretor de Ética da Medicina no Centro Médico Shaare Zedek, em Jerusalém, Diretor do Conselho Editorial da Enciclopédia talmúdica) e o Árabe Tunisiano Professor Mohamed Haddad, professor de Civilizações árabes e Religiões Comparadas junto ao Instituto Superior de Línguistica da Univerisade de Cartago, na Tunísia.

Em geral, o que saem das conversas dos salões sagrados é que os novos filósofos e teólogos moralistas recém-nomeados são mais relativistas sobre questões como a contracepção, a fertilização in vitro, orientação sexual, eutanásia passiva e outras questões delicadas. Por exemplo, o professor italiano, padre Maurizio Chiodi, Professor de Teologia Moral Fundamental no Instituto Superior de Ciências Religiosas, em Bergamo, e na Faculdade Teológica do norte da Itália, em Milão, em suas palestras e conferências nunca escondeu críticas a muitos aspectos do ensinamento da Humanae vitae e da Donum vitae, e também contra alguns parágrafos da Evangelium vitae.

Os membros honorários

Eles são Cardeal Carlo Caffara, o espanhol Monsenhor Carrasco de Paula e o Cardeal Elio Sgreccia, presidentes eméritos da Pontifícia Academia, a Senhora Birthe Lejuene, viúva do primeiro presidente da Academia Pontifícia para a Vida, o Servo de Deus Jérôme Lejeune, e Juan de Dios Vial Correa, Magnífico Reitor emérito da Pontifícia Universidade Católica de Santiago de Chile (Chile).

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12 junho, 2017

Faleceu padre Ingo Dollinger.

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Faleceu ontem, Domingo da Santíssima Trindade, após receber os Sacramentos, na Alemanha, o padre Ingo Dollinger. Dollinger foi antigo reitor do seminário de Anápolis, Goiás, e atuou por diversos anos como oficial da Santa Sé. Imagem: Dollinger ao lado de Padre Pio, por quem foi dirigido espiritualmente.

Leia aqui as referências feitas a padre Dollinger em matérias do Fratres.

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30 maio, 2017

Coccopalmerio, o Cardeal formado na escola de Marco Pannella.

De que modo os radicais Marco Pannella e Emma Bonino, junto ao Partido Socialista Italiano (PSI), introduziram o divórcio na Itália?

Através da técnica do caso misericordioso: alguns casos de arrancar lágrimas que foram usados como alavanca.

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Cardeal Francesco Coccopalmerio.

E o aborto? Mesma estratégia do caso misericordioso. A mulher estuprada, a criança com uma doença terrível, o aborto clandestino. Fingindo lutar para resolver um problema, eles abriram as comportas do aborto livre, para todos, para sempre, e de qualquer maneira. Hoje se pode fazer um aborto simplesmente porque a criança não é desejada, porque é macho e não fêmea, porque tem lábio leporino, porque deveria nascer três meses mais tarde, e assim por diante.

Como é que pretendem introduzir a eutanásia?

Com o mesmo esquema do caso misericordioso: as situações-limite, no estilo Welby.

E a legalização das drogas? Através da luta pela maconha medicinal.

E o que faz o cardeal Francesco Coccopalmerio? A mesmíssima e idêntica estratégia (que lhe permite parecer como o bonzinho diante dos impiedosos, dos “doutores da lei”, da “intransigência” dos insensíveis…). O Evangelho não deixa margem à dúvidas; a indissolubilidade, para Cristo, é sem exceção. A Igreja, por 2000 anos, ensinou a mesma doutrina, mas, Coccopalmerio, com o apoio óbvio do Vaticano (as posições de Muller, Caffara, Burke, Ruini, Scola… foram silenciadas, enquanto as de Coccopalmiero amplificadas por todos os meios de comunicação do Vaticano), depois de ter dito, com evidente língua bifurcada, que “a doutrina não muda”, rebate tudo, baseando-se no caso misericordioso.

Ele cita o caso “de uma mulher que foi viver amasiada com um homem casado canonicamente, mas que foi abandonado por sua esposa com três crianças pequenas. Pois bem, essa mulher salvou o homem de um estado de profundo desespero, provavelmente até da tentação do suicídio; ela criou os três filhos dele às custas de muito sacrifício e a união deles, que gerou um novo filho, já dura dez anos. A mulher tem plena consciência de que eles vivem uma situação irregular. Ela gostaria sinceramente de mudar suas vidas. Mas, aparentemente, não pode. Se, de fato, ela resolvesse abandonar aquela união, o homem voltaria ao estado anterior, as crianças permaneceriam sem uma mãe. Deixar a união significaria, portanto, não cumprir importantes funções com relação às pessoas em si mesmas inocentes. Logo, é evidente que isso não poderia acontecer sem gerar uma nova culpa..”

Notamos imediatamente que o caso escolhido pelo Cardeal radical se presta bem ao objetivo que ele pretende alcançar. Ele não escolhe um homem que abandonou a mulher com três filhos (que é o que mais acontece!), mas o contrário! Acrescenta-se aí o fato de que a “antiga” mulher parece ter desaparecido no ar e, para complicar ainda mais o caso, conclui-se que ainda tem o filho caçula do casal tornando tudo emocionalmente difícil.

E agora? Vamos tentar analisar o caso misericordioso, questionando:

Por que o cardeal esquece de levar em consideração o que significa para os três filhos ter em casa a amante do pai?

Por que o mencionado cardeal “ Pannelliano” omite dizer que o nascimento de um novo filho, somado aos 3 da “antiga” esposa, quase sempre cria uma dolorosa situação de graduação entre os filhos (os da esposa “antiga” se tornam filhos de segunda classe, enquanto o último, com a amante, torna-se o de primeira classe)?;

Por que Coccopalmerio quer forçar os sacerdotes a julgar caso a caso, gerando uma confusão incrível (afinal, haverá sacerdotes que negarão o acesso à Comunhão, enquanto outros permitirão; sacerdotes que permitirão apenas se o homem foi abandonado, enquanto outros permitirão ainda que tenha sido o homem a abandonar sua esposa e três filhos)? Mas, por que essa casuística terrível, que Kasper e Bergoglio sempre negaram querer introduzir, que era típica da mentalidade dos fariseus e que hoje está se tornando regra com o beneplácito da Santa Sé?

Como o Cardeal pode se colocar em contraste com as palavras de Jesus, tão claras de modo que não precisam de seus argumentos monótonos e confusos?

Como não dar a entender que os casos misericordiosos sancionam o “divórcio Católico”? Por que ele se esquece de dizer que João Paulo II já havia ensinado que a única solução possível nesses casos é a de viverem juntos “more sororio” (como irmãos)?

Por que ele quer passar a idéia de que cabe à Igreja a tarefa de dar um juízo não sobre o pecado, mas sobre o pecador (na verdade, a lei eclesiástica e evangélica é igual para todos e de fato julga a quebra do vínculo matrimonial e o adultério em ato, não a pessoa, ao passo que a “escolha caso a caso” é, obviamente, arbitrária e pessoal)?

Por que ele quer que se acredite que você pode estar em plena comunhão com Cristo depois de ter rompido a comunhão com sua esposa e, possivelmente, os filhos? Por que ele finge que a Comunhão Eucarística é a única maneira de se participar na vida da Igreja?

Por que querem tirar do próprio Deus a prerrogativa, exclusiva Dele, de julgar casos individuais, pois só Deus tem o pleno conhecimento do coração humano, algo que nenhum padre pode ter?

A exclusão da Comunhão para os casais que vivem em estado de adultério não é, para a Igreja, um juízo definitivo sobre as pessoas, porque a Igreja não tem algum poder para condenar ao inferno ou prometer o paraíso: isso pertence exclusivamente a Deus. À Igreja pertence, ao invés, o dever de indicar com clareza qual é a lei de Deus.

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29 maio, 2017

Polonia semper fidelis.

Por FratresInUnum.com: Em 27 de maio, o padre Tymoteusz Szydło, filho da Primeira Ministra, Sra. Beata Szydło, foi ordenado sacerdote. Ele pertence à diocese de Bielsko-Żywiec.

polonia

A Primeira Ministra e sua família.

No domingo de Pentecostes, 4 de junho, ele irá celebrar a sua primeira Missa Tradicional na Igreja da Santa Cruz em Cracóvia. A missa será celebrada sob os auspícios da Fraternidade de São Pedro.

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7 maio, 2017

Foto da semana.

little sisters

No Dia Nacional da Oração, 4 de maio de 2017, o presidente dos Estados Unidos, saúda especialmente as freiras da Congregação Little Sisters of the Poor.

Taiguara Fernandes de Souza explica: As Little Sisters of the Poor foram algumas das principais vítimas da perseguição religiosa promovida pelo governo de Barack Obama. Quando o Obamacare, a lei de saúde pública do presidente democrata, obrigou todas as instituições de saúde e hospitais a fornecerem contraceptivos, inclusive esterilização e pílulas abortivas, as religiosas resistiram ao governo, afirmando que estas práticas ofendiam a religião católica e violavam sua consciência.

Como Obama nunca respeitou a consciência de ninguém, bom aspirante a Lênin que é, partiu para o ataque violento contra as Little Sisters of the Poor, o que acabou gerando uma enorme batalha judicial, que foi parar na Suprema Corte. Obama utilizou até mesmo a Receita Federal americana para perseguir as freirinhas!

Donald Trump assinou hoje uma Executive Order para garantir a liberdade religiosa das Little Sisters of the Poor e outras entidades, excetuando-lhas da obrigação de fornecer contraceptivos e abortivos, como queria Obama. Trump também determinou que o governo federal desista de todas as batalhas judiciais contra as freiras.

A presença das Little Sister of the Poor no palco principal é um ato de justiça do Presidente Trump, mas também um exorcismo do espírito totalitário que invadiu a Casa Branca por oito anos.

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30 abril, 2017

Foto da semana.

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CARACAS, 25 Abr. 17 / 04:00 pm (ACI).- A imagem de Irmã Esperanza, uma corajosa religiosa de 70 anos, resistindo à repressão das forças policiais venezuelanas durante a “Marcha do Silêncio” de 22 de abril, comoveram as redes sociais.

Desde o início de abril, multitudinárias manifestações pacíficas aconteceram na Venezuela contra o regime do presidente Nicolás Maduro. De acordo com a empresa de pesquisas Meganálisis, cerca de 2,6 milhões participaram durante a “Mãe de todas as Marchas” em Caracas e outros 6 milhões em outras cidades do país.

Ver imagem no Twitter

Os opositores ao regime de Maduro e a Igreja Católica no país exigiram ao governo que não reprima violentamente as manifestações civis.

Estima-se que desde o início de abril, 24 pessoas morreram na Venezuela em casos relacionados às manifestações e à repressão do governo.

No dia 22 de abril, como uma forma de recordar os mortos durante os protestos, milhares participaram da “Marcha do Silêncio” em Caracas. Muitos deles rezavam enquanto caminhavam. Entre eles estava a Irmã Esperanza.

Os agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) “não deixavam passar”, disse a religiosa, ao lamentar que “começaram a lançar suas bombas”.

“Eu me aproximei do chefe, disse: como é possível? Vocês são venezuelanos, nós somos venezuelanos”, indicou.

A religiosa idosa assegurou: “Eu não tenho medo deles”.

O governador do estado venezuelano de Miranda, Henrique Capriles, elogiou a religiosa e assegurou no Twitter que “até mesmo a noite mais escura terminará com o nascer do sol. Deus a abençoe e acompanhe Irmã Esperanza!”.

Diversas contas simpatizantes do governo de Nicolás Maduro tentaram desacreditar a religiosa, assegurando que era cubana e estava vinculada a grupos de contrainteligência.

Entretanto, a Conferência Episcopal Venezuelana assegurou em sua conta no Twitter que Ir. Esperanza é “filha de Maria Auxiliadora, salesiana. Não façamos ecos de falsos rumores”.

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4 abril, 2017

Faleceu John Vennari.

Por FratresInUnum.com – Rezemos pelo repouso eterno da alma de John Vennari e consolo de seus familiares. John faleceu hoje. Ele era o redator do site Catholic Family News e foi um grande defensor da Fé Católica e da restauração da Tradição. John trabalhou estreitamente com o padre Grunner por mais de vinte anos na divulgação e promoção da mensagem de Nossa Senhora de Fátima. As palestras do Congresso Anual do Fatima Center, inclusive as apresentações de John, podem ser assistidas no canal da organização no Youtube.

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1 fevereiro, 2017

Uma Aliança entre o Vaticano e o Partido Democrata? Católicos pedem investigação ao Governo Trump.

Carta Aberta ao Presidente Donald Trump 

“A América é grande porque é boa. Se a América deixar de ser boa, ela deixará de ser grande.”  Alexis de Tocqueville

Por The Remnant, 22 de janeiro de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com:

Prezado Presidente Trump,

O slogan de campanha “Make America Great Again” (Que a América Volte a Ser Grande), repetido por milhões de americanos comuns e a tenacidade do senhor em repelir grande parte das tendências recentes mais prejudiciais têm sido muito estimulantes. Ansiamos todos por ver uma reversão contínua das tendências coletivistas das últimas décadas.

Pope Francis arrives to lead a special mass for the opening of the 20th Caritas Internationalis general assembly in Saint Peter's basilica at the VaticanA reversão das tendências coletivistas recentes, necessariamente, exigirá a reversão de muitos atos praticados pelo governo anterior. Dentre esses atos, acreditamos que existe uma que continua camuflada em segredo. Particularmente, temos motivos para crer que o governo Obama orquestrou uma “mudança de regime” no Vaticano.

Ficamos alarmados ao descobrir que, durante o terceiro ano do primeiro mandato do governo Obama, seu oponente anterior, a Secretária de Estado Hillary Clinton e outros funcionários do governo com quem ela esteve ligada propuseram uma “revolução” católica, na qual se realizaria o desaparecimento final do que restava da Igreja Católica na América. [1] Cerca de um ano após essa discussão por e-mail, que nunca teve por objetivo tornar-se pública, descobrimos que o Papa Bento XVI renunciou sob circunstâncias altamente incomuns e foi substituído por um Papa cuja missão aparente é fornecer um componente espiritual à agenda ideológica radical da esquerda internacional. [2] Mais tarde, o Pontificado do Papa Francisco questionou a sua própria legitimidade em uma série de ocasiões. [3]

Durante a campanha presidencial de 2016, ficamos surpresos ao testemunhar o Papa Francisco fazendo campanha ativa contra as políticas propostas pelo senhor no que tange a segurança de nossas fronteiras e até mesmo chegando ao ponto de insinuar que o senhor não é cristão [4].  Apreciaríamos a sua resposta imediata e precisa a essa acusação infame [5]. Continuamos intrigados com o comportamento deste Papa ideologicamente carregado, cuja missão parece ser a de promover agendas seculares da esquerda, em vez de conduzir a Igreja Católica em Sua missão sagrada.  A função própria de um Papa não é simplesmente envolver-se na política ao ponto de ser considerado um líder da esquerda internacional.

Enquanto partilhamos o seu objetivo declarado em relação aos Estados Unidos, acreditamos que o caminho para a “grandeza” é a América voltar a ser “boa”, parafraseando Tocqueville. Entendemos que bom caráter não pode ser impingido às pessoas, mas a oportunidade de viver nossas vidas como bons católicos tem se tornado cada vez mais difícil pelo que parece ser um conluio entre um governo hostil dos Estados Unidos e um Papa que parece ter tanta má vontade para com os seguidores da doutrina católica perene da mesma forma como ele parece ter em relação à sua pessoa.

Com tudo isso em mente e desejando o melhor para o nosso país, bem como para os católicos do mundo todo, acreditamos que seja de responsabilidade dos católicos leais e informados dos Estados Unidos pedir ao senhor que investigue as seguintes questões:

– Com que finalidade a Agência Nacional de Segurança monitorou o conclave que elegeu o Papa Francisco? [6]

– Que outras operações secretas foram conduzidas por agentes do governo dos EUA a respeito da renúncia do Papa Bento XVI ou do conclave que elegeu o Papa Francisco?

– Os agentes do governo americano contataram a “Máfia do Cardeal Danneels”?  [7]

– As operações financeiras internacionais com o Vaticano foram suspensas durante os últimos dias antes da renúncia do Papa Bento XVI.  Alguma autarquia do governo dos EUA esteve envolvida nessa questão? [8]

– Por que as operações financeiras internacionais recomeçaram em 12 de fevereiro de 2013, no dia seguinte à renúncia de Bento XVI? Será que foi mera coincidência? [9]

– Que medidas, se for o caso, foram realmente tomadas por John Podesta, Hillary Clinton e outras pessoas ligadas à administração Obama que estiveram envolvidas na discussão que propôs fomentar uma “Primavera Católica”?

– Qual foi o objetivo e a natureza da reunião secreta entre o Vice-Presidente Joseph Biden e o Papa Bento XVI no Vaticano por volta do dia 3 de junho de 2011?

– Qual foi a participação de George Soros e dos demais financistas internacionais que atualmente podem estar residindo no território dos Estados Unidos? [10]

Acreditamos que a própria existência dessas perguntas ainda não respondidas proporciona indícios suficientes para justificar esse pedido de investigação.

Caso essa investigação revele que o governo dos EUA interferiu de maneira imprópria nos assuntos da Igreja Católica, solicitamos ainda a liberação dos resultados para que os católicos possam solicitar a ação apropriada das pessoas de nossa hierarquia que permanecem fiéis aos ensinamentos da Igreja Católica.

Por favor, entenda que não estamos pedindo uma investigação sobre a Igreja Católica; estamos simplesmente pedindo uma investigação sobre as atividades recentes do governo dos EUA, do qual o senhor acaba de se tornar o chefe do executivo.

Agradecemos mais uma vez e receba as nossas orações mais sinceras.

Atenciosamente,

David L. Sonnier, LTC US ARMY (Reformado)

Michael J. Matt, Editor do The Remnant,

Christopher A. Ferrara (Presidente da The American Catholic Lawyers Association, Inc.)

Chris Jackson, Catholics4Trump.com

Elizabeth Yore, Advogada, Fundadora da YoreChildren

  1. https://wikileaks.org/podesta-emails/emailid/6293

2.http://www.wsj.com/articles/how-pope-francis-became-the-leader-of-the-global-left-1482431940

3.http://remnantnewspaper.com/web/index.php/articles/item/2198-the-year-of-mercy-begins

4.http://www.cnn.com/2016/02/18/politics/pope-francis-trump-christian-wall/

5. https://www.donaldjtrump.com/press-releases/donald-j.-trump-response-to-the-pope

6. http://theeye-witness.blogspot.com/2013/10/a-compromised-conclave.html

7. http://www.ncregister.com/blog/edward-pentin/cardinal-danneels-part-of-mafia-club-opposed-to-benedict-xvi

8. http://www.maurizioblondet.it/ratzinger-non-pote-ne-vendere-ne-comprare/

9. https://akacatholic.com/money-sex-and-modernism/

10. http://sorosfiles.com/soros/2013/03/soros-funded-catholic-groups-behind-african-socialist-as-next-pope.html

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1 fevereiro, 2017

O sino da bravura.

Por Gercione Lima | FratresInUnum.com

No último dia 30 de Janeiro, terminei meu tratamento de quimioterapia. As notícias são boas e os prognósticos melhores ainda. Meu CA125 caiu para 10, que é um nível praticamente normal do marcador de câncer de ovário.

Com isso não quero dizer que estou 100% curada, que o câncer nunca mais vai voltar e que eu nunca mais precisarei passar por isso novamente. Mas com a graça de Deus também é possível que essa tenha sido verdadeiramente a minha última quimioterapia.

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Durante 5 anos serei uma paciente oncológica em remissão, mas com alta probabilidade de recidiva. Prefiro não pensar muito nisso agora, porque Nosso Senhor nos diz: “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”.

Então, por hoje, tudo que eu gostaria de compartilhar é a alegria por essa etapa vencida e contar-lhes sobre o “Sino da Bravura”. Quem deu início a essa tradição no Hospital Princess Margareth, em Toronto (onde estou sendo tratada), foi uma ex-supervisora de enfermagem da unidade de quimioterapia, chamada Donna McCullagh. Donna se aposentou em 2002, depois de trabalhar no Princess Margareth por 25 anos.

Mas, na sequência de um diagnóstico de câncer de cólon em 2014, de enfermeira ela passou a paciente oncológica e veio a falecer em 2016.  

Poucos meses antes de se aposentar, Donna McCullagh veio com uma idéia que esperava servir de incentivo aos pacientes determinados a alcançar a meta. 

Inspirada pelo som estridente do sino que sinaliza o fim de uma luta de boxe, uma das enfermeiras sugeriu a instalação de um sino que os pacientes pudessem tocar, quando terminassem seu curso de tratamentos de quimioterapia.

Donna McCullagh comprou então um sino tradicional, cor de bronze com uma corda atada que oscila do centro – “Como o sino que se vê em um navio”.

O “sino bravura”, como passou a ser conhecido, tornou-se um sucesso instantâneo. Desde o início, o bater do sino passou a ser acompanhado pelos aplausos de funcionários do hospital e outros pacientes com câncer na unidade de quimioterapia. Algumas famílias trazem amigos para marcar a ocasião. Muitas vezes há lágrimas.

Começar um tratamento de câncer não é fácil para ninguém. Fazer quimioterapia é uma experiência que só quem passou sabe! É preciso coragem, bravura, para enfrentar o tratamento. Mas o sino do navio tem também outro significado: todos nós, amigos, familiares, Igreja militante, Padecente e Triunfante estamos juntos nesse barco. Ontem eu toquei o sino e enquanto batia me lembrei de todos vocês, de suas orações, missas e sacrifícios. Cada um de vocês que estão nesse barco comigo, que fizeram essa primeira parte da jornada menos sofrida e tornaram possível uma chegada triunfante nesse primeiro porto da jornada.

Como poderei esquecer esse momento do bater do sino, na hora do Ângelus, na hora da Sanctus e da Consagração?

A mais bela de todas as orações será sempre muito pouco para traduzir nossa gratidão a Vós, Senhor, pela graça da perseverança ao longo dessa jornada. A cada momento, fostes presença forte e fiel a nos fortalecer, mantendo acesa em nossos corações a chama da certeza da vitória — quando, muitas vezes, tivemos motivos para desistir. Sou grata pela Vossa Divina Providência nas circunstâncias contrárias. Transformastes os caminhos tortuosos em veredas retas e, hoje, somos mais que vencedores, porque Vós nos ajudastes. É muito bom compartilhar Convosco essa alegria. Agradecemos por terdes caminhado ao nosso lado e reconhecemos a importância da Vossa presença em nossa trajetória.

Ontem eu estava mais energética, graças, em parte, a uma dose de prednisone, um esteróide dado a pacientes de quimioterapia para mitigar alguns dos efeitos colaterais. Mas sei que a sensação é temporária; em poucos dias serei abatida novamente pela fadiga e todos aqueles efeitos colaterais indesejáveis. Mas continuo na luta tendo em mente aquela famosa frase de Santa Teresa de Ávila: “Tenho dentro de mim um campo de batalha, O soldado não tem como voltar para casa na guerra – ou ganha a batalha ou morre”.

Deus abençoe a todos vocês e vos recompense abundantemente!

* * *

Querida Gercione, nós é que agradecemos por ter em nosso humilde blog uma valorosa guerreira como você. Continuemos a luta pela Santa Igreja!

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26 janeiro, 2017

O Vaticano destruiu a soberania da Ordem de Malta. E se a Itália resolver fazer o mesmo com o Vaticano?

Por Ed Condon, The Catholic Herald, 25 de janeiro de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com: A cúria continua sendo um lugar onde panelinhas têm mais autoridade que a lei. E isso não cai nada bem. 

A coisa mais notável sobre a controvérsia envolvendo a Ordem de Malta não é que o fato de que o Grão-Mestre, Fra ‘Matthew Festing, tenha renunciado. Isso já é extraordinário o suficiente, especialmente, levando-se em conta que foi, ao que parece, a convite do Papa Francisco. Não, a característica mais surpreendente da história é o anúncio de hoje de que o Papa irá instalar um delegado apostólico para governar a Ordem. Com efeito, isso acaba por abolir a Ordem como entidade soberana. Segundo a lei internacional, o que estamos vendo é, efetivamente, a anexação de um país por outro.

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Fra’ Matthew Festing na tradicional audiência de ano novo da Ordem (Ordem de Malta).

Como se chegou a esta situação? De alguma forma, o pequeno grupo que se reuniu em torno do antigo Grão-chanceler, Albrecht Boeselager, conseguiu transformar uma questão de governo interno da Ordem em uma explosiva crise diplomática entre dois entes soberanos dos mais antigas e proeminentes do mundo ocidental.

A panelinha nunca teve o que se pudesse considerar um verdadeiro caso. Como já escrevi antes, não resta dúvida de que, em termos jurídicos, a Comissão foi estabelecida sob recomendação da Secretaria de Estado da Santa Sé para investigar a demissão de Boeselager, e tanto foi como continua sendo totalmente ilegítima.

Resta claro que Boeselager foi demitido após a sua recusa em demitir-se, de acordo com o processo legal aprovado pela Ordem. Foi então alegado que Fra ‘Festing “desafiou” Papa Francisco ao demitir Boeselager. Mas, qualquer opinião que o Papa possa ter expressado antes do evento, teria sido em uma carta sobre o assunto, muito comentada em boatos, e endereçada ao Cardeal Burke diretamente, o enviado da Santa Sé à Ordem. Essa carta não foi sequer formalmente confirmada como existente e muito menos vazada. Seu suposto conteúdo continua sendo a grande pergunta sem resposta no cerne de todo este caso.

Quanto ao que se pode deduzir dos vários comentários, o Papa, na verdade, não deu nenhuma indicação de que era contra a demissão de Boeselager. De fato, o Santo Padre parece profundamente preocupado com a gravidade das acusações contra Boeselager e até mesmo com a possibilidade de infiltração maçônica entre os membros e as atividades da Ordem. O fato de que o verdadeiro texto desta carta tenha permanecido totalmente confidencial fala alto sobre a discrição e respeito pelo Santo Padre, tanto da parte do Cardeal Patrono como do Grão-Mestre, ainda que ambos tenham sido acusados de exatamente o contrário.

A humildade e cortesia de Fra’ Festing são típicos do homem. Ele serviu a Ordem e ao Papa muito bem, com total devoção e respeito às obrigações da lei e da sua posição. E agora, ele foi forçado a deixar seu posto para poder cumprir o seu dever. No entanto Boeselager -que se recusou a obedecer a uma ordem direta de seu soberano- e seus aliados triunfaram.

Esses aliados empreenderam uma sórdida campanha com vazamento de cartas do departamento do Cardeal Parolin, que acabaram tendo o triste e óbvio fim de armarem uma cilada pública na qual Fra’ Festing é retratado como alguém que supostamente “desafiou” os desejos explícitos do Papa. Na verdade, ainda de acordo com o confuso e mutável cronograma construído por seus amigos, ficou claro que Boeselager foi demitido bem antes da aparente intervenção(e ainda ilegítima) do Cardeal Parolin.

As tristes e severas conseqüências dessa cadeia de eventos são consideráveis. A legitimidade internacional da Ordem de Malta está agora em ruínas, a sua integridade constitucional e posição diplomática agora parecem irreparáveis.

O anúncio de hoje de um delegado apostólico a ser nomeado pelos representantes do Papa, essencialmente, significa a revogação total da soberania da Ordem. No entanto, as consequências para a própria Santa Sé podem, a longo prazo, serem igualmente graves ou até mais severas. O desrespeito pelo relacionamento mutuamente soberano entre a Santa Sé e a Ordem estabelece um precedente no direito internacional, que permanecerá pairando sobre as negociações da Secretaria de Estado com outros governos como uma bomba que ainda não explodiu.

Se a Santa Sé pode tão descaradamente inserir-se no governo interno de uma outra entidade soberana, cuja legitimidade decorre de um acordo mútuo sob a lei internacional e que agora não tem nenhuma defesa legal, então, caso aconteça que um outro órgão soberano, digamos assim, o governo da República Italiana, resolva ver a Santa Sé como uma formalidade semelhantemente anacrônica, Cardeal Parolin deveria então se preparar para encarar as ações citadas de hoje como um precedente legítimo quando o IOR, comumente chamado o Banco do Vaticano, vir sua soberana independência sob renovada pressão por parte de outros países ou organismos internacionais. O Papa Bento XVI disse que “uma sociedade sem leis é uma sociedade sem direitos”. A nua desconsideração pela lei demonstrada nas últimas semanas semeou uma colheita amarga para o corpo diplomático da Santa Sé colher no futuro.

Para aqueles menos preocupados com os aspectos diplomáticos e legais dessa situação, existe uma verdade enfática que emergiu de tudo isso. Agora ficou claro que apesar de todas as grandes esperanças de reforma da cúria que acompanharam a eleição do Papa Francisco, o Vaticano permanece sendo um lugar onde panelinhas e redes pessoais têm mais autoridade que a lei, e onde vazamentos e difamação continuam a fazer parte do negócio de cada  dia do governo.

O próprio Papa, como ele já declarou muitas vezes, não é um advogado e nem alguém conhecido por ter muito interesse em leis. Aqueles na Cúria que o impulsionaram a tomar essa decisão, deliberadamente, serviram-se dele, do Ofício Petrino, da soberania internacional da Santa Sé e naturalmente dos homens e mulheres da Ordem de Malta, e de modo incrivelmente mal. Eu suspeito que agora não é mais uma questão de “se”, mas de “quando”, eles acabarão vindo a se arrepender.