Posts tagged ‘Atualidades’

1 junho, 2019

Foto da semana.

Roma, 11 de abril de 2019: O Cardeal Vigário de Roma, dom Angelo De Donatis, abençoa a Escada Santa. Depois de 300 anos, até a Solenidade de Pentecostes, os 28 degraus estarão sem a cobertura em madeira, colocada por ordem do Papa Inocêncio XIII para proteger a Escada.

 

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24 maio, 2019

Saiu o Hino do Sínodo Pan-Amazônico.

🎼🎧
*Hino do Sínodo da Amazônia*

(Composição: Antônio Carlos)

Na vazante do Rio
Todos se põem ao plantio
Pois, quando as águas subirem
Eis o maior desafio que é viver.

A colheita há de ser
Antes das águas revoltas
Pois, quando a vazante inundar
Sei onde vou aportar o meu barco.

*Ribeirinhos guardiões*
*Da nossa casa comum*
*“Laudato si”*
*É Francisco chamando um à um.*

10 mil anos de história
Pan-Amazônia ancestral
Pão de uma eucaristia
Cosmo da “Ecologia integral”.

Nem uma folha se cai
Sem a vontade do PAI
Pois na vazante da vida
CRISTO é semente de LUTA e de PAZ.

*Ribeirinhos guardiões*
*Da nossa casa comum*
*“Laudato si”*
*É Francisco chamando um à um.*

Igreja samaritana
Contra-cultura da grana
Tantas feridas abertas
No seio da floresta e a ganância.

Irmão sol, irmão lua
Irmão de todos os povos
É Deus Tupã que reclama
Deus que nunca abandona a sua OBRA.

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22 maio, 2019

Salvini brande rosário e compra briga com católicos.

Publicações criticaram o gesto do ministro do Interior.

Por Ansa Brasil – Já criticado nos últimos meses por expoentes e publicações do mundo católico devido à sua ofensiva contra os migrantes resgatados no Mediterrâneo, Salvini comprou uma nova briga ao subir no palco do comício de Milão com um rosário em mãos.

“Eu, pessoalmente, confio a minha vida e a de vocês ao coração imaculado de Maria, que, tenho certeza, nos levará à vitória”, disse Salvini a dezenas de milhares de apoiadores, que também não se furtaram a vaiar o papa Francisco quando seu nome foi citado pelo ministro.

Em um editorial publicado neste domingo (19), a influente revista católica Famiglia Cristiana chamou a exibição de Salvini com o rosário e as vaias a Jorge Bergoglio de “soberanismo fetichista” e acusou o ministro de “instrumentalizar a religião para justificar a violação sistemática dos direitos humanos” por parte da Itália.

“Enquanto o líder da Liga exibia o Evangelho, outro navio carregado de vidas humanas era rechaçado”, diz o texto, em referência à embarcação da ONG alemã Sea Watch, que não teve autorização para descer na ilha de Lampedusa 45 migrantes resgatados no Mediterrâneo.

O navio foi apreendido neste domingo pela Guarda de Finanças, que denunciará a tripulação às autoridades judiciárias. Ainda não se sabe o destino dos 45 deslocados internacionais que estão a bordo.

Antes disso, o diretor da revista jesuíta La Civiltà Cattolica, Antonio Spadaro, afirmara que “rosários e crucifixos ainda são usados como sinais de valor político, mas de forma inversa em relação ao passado”. “Se antes se atribuía a Deus aquilo que deveria ficar nas mãos de César, agora é César quem empunha e brande aquilo que é de Deus”, escreveu Spadaro no Facebook, sem citar Salvini.

“A consciência crítica e o discernimento deveriam ajudar a entender que um comício político não é o lugar para fazer ladainhas. Está claro que o identitarismo nacionalista e soberanista precisa se fundar sobre as religiões para se impor”, acrescentou.

Também sem citar Salvini, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, segundo na hierarquia católica, afirmou que “Deus é de todos” e que é “muito perigoso invocar Deus para si mesmo”.

O ministro, por sua vez, rebateu que “uma Europa que nega as próprias raízes não tem futuro”. “Sou crente, e meu dever é salvar vidas e despertar consciências. Estou orgulhoso de testemunhar, com ações concretas e gestos simbólicos, minha vontade de uma Itália mais segura e acolhedora, mas no respeito de limites e regras”, disse.

Salvini também afirmou que recebe mensagens de “freiras, padres e cardeais” pedindo para ele manter sua política de linha dura. “Sou o último dos bons cristãos, mas tenho orgulho de andar sempre com o rosário no bolso”, ressaltou.

Desde que chegou ao poder, em junho passado, o ministro e vice-premier não se reuniu com o papa Francisco nenhuma vez, apesar de o próprio líder ultranacionalista ter anunciado certa vez que se encontraria com o Pontífice.

Essa distância se aprofundou no início de maio, quando Francisco recebeu uma família cigana alvo de protestos de neofascistas por ganhar um apartamento popular em Roma. Além disso, o esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski, reativou por conta própria o fornecimento de energia elétrica a um prédio ocupado por mais de 400 pessoas – incluindo muitos migrantes – na capital.

A ação gerou críticas de Salvini, que pediu para Krajewski “pagar as contas dos italianos em dificuldade”. A gestão do ministro do Interior também é alvo de ataques entre padres, como dom Paolo Tofani, de Pistoia, que em uma homilia chegou a dizer que Jesus teria morrido ainda criança se o Egito tivesse uma política migratória como a da Itália.

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15 maio, 2019

Homossexuais no seminário. Uma pesquisa clamorosa no Brasil.

Por Sandro Magister, 13 de maio de 2019 | Tradução: FratresInUnum.com – A pesquisa não é muito recente, seus resultados foram publicados na primavera de 2017 em português, na “Revista Eclesiástica Brasileira”. Mas,“Il Regno – Documenti” publicou nestes dias a tradução integral para o italiano, fazendo-a, assim, conhecida a um público mais vasto, em uma questão que é ardente atualidade.

OmoA questão é a da homossexualidade nos seminários.

Desde há alguns meses, a homossexualidade é tabú na cúpula da Igreja. Proibiu-se de falar dela também no encontro sobre os abusos sexuais, realizado de 21 a 24 de fevereiro. Mas a sua presença difusa no clero e nos seminários é uma realidade conhecida há tempos, a ponto de, em 2005, a Congregação para a Educação Católica ter difundido uma instrução, precisamente sobre como enfrentá-la.

Essa instrução confirmou não só que os atos homossexuais são “pecado grave”, mas também as “tendências homossexuais profundamente arraigadas” são “objetivamente desordenadas”. Por isso, aquele que pratica esses atos, manifesta essas tendências ou de alguma forma apoia a “cultura gay”, de forma alguma deveria ser admitido às ordens sagradas.

Estas são as diretrizes pastorais de então. Mas, na verdade, quando elas foram aplicadas? A pesquisa mencionada teve como objetivo verificar o que ocorre hoje em dois seminários do Brasil, tomados como amostra.

Os autores da pesquisa, Elismar Alves dos Santos e Pedrinho Arcides Guareschi, ambos religiosos da Congregação do Santíssimo Redentor e especialistas em psicologia social, com prestigiosos títulos acadêmicos, questionaram a fundo 50 estudantes de teologia desses seminários, chegando a resultados absolutamente alarmantes.

Antes de tudo, dizem os entrevistados, a homossexualidade em seus seminários “é algo comum, uma realidade cada vez mais presente”. Tão normal que “chega inclusive a ser banalizada”. É uma convicção difundida entre eles “que, na realidade, 90% dos seminaristas hoje é homossexual”.

Alguns homossexuais — dizem — “buscam o seminário como meio de fuga para não assumir diante da família e da sociedade as responsabilidades vinculadas a seu comportamento”. Outros “se descobrem homossexuais quando já estão no seminário”, encontrando ali um ambiente favorável. E quase todos, fala-se de 80%, “vão em busca de parceiros sexuais”.

Com efeito, a homossexualidade — declaração — “é uma realidade presente nos seminários não só na ordem do ser, mas também na ordem do agir”. Muitos a praticam “como se fosse algo normal”. Escrevem os autores da pesquisa: “Na visão dos que participaram da investigação, no contexto atual dos seminários uma boa parte dos seminaristas é favorável à homossexualidade. E ainda mais, sustentam que se há amor na relação homossexual, não há nada de mal. Dizem: ‘Se há amor, o que tem de mal’?

Os participantes da pesquisa pedem, antes de tudo, que “deve haver um diálogo entre os homossexuais e a Igreja”. Mas justamente um diálogo para fazer que a “homossexualidade no interior dos seminários seja bem acompanhada e orientada”.

Em outras palavras, os entrevistados lamentam que os superiores não façam nada em matéria de homossexualidade, mas esperam ser aceitos e admitidos à Ordem Sagrada enquanto tais, com “uma acolhida que aceite humanamente a pessoa como é”.

“É claro — concluem os autores — que existe uma discrepância entre o que a Igreja propõe sobre como orientar a homossexualidade nos seminários e o modo em que os seminários ou casa de formação percebem e afrontam este fenômeno”.

Mas que discrepância” Entre a instrução de 2005 e os comportamentos revelados na pesquisa há um abismo.

Mas se adverte também que a instrução de 2005 é como se já não tivesse nenhum valor, a julgar por como se move hoje a cúpula da Igreja acerca deste assunto crucial.

Para romper o silêncio sobre a homossexualidade nos seminários e entre o clero, teve que se mover o Papa emérito Bento XVI, nos “Apontamentos” sobre o escândalo dos abusos, publicados por ele em 11 de abril passado, depois de durante dois meses o seu sucessor Francisco tê-los guardado na gaveta do escritório. “Vox clamantis in deserto” [Voz que clama no deserto].

15 abril, 2019

A Igreja arde.

FratresInUnum.com, 15 de abril de 2018 – Pelo que se noticia, o fogo foi controlado e a estrutura de Notre Dame, pelo visto, está a salvo. Conseguiram retirar o Santíssimo Sacramento a tempo, bem como as relíquias sacras (inclusive a da Coroa de Espinhos). Por enquanto, dizem que o fogo foi originado nos locais onde se estava fazendo restauração. Pelo visto, pode ser um acidente… ou um maometano.

Parece um sinal a nos dizer que o mínimo essencialmente necessário está a salvo: o Senhor e as relíquias — enquanto o exterior da Igreja ruiu. A Igreja Católica arde em chamas, mas o Senhor não nos deixou. Apesar dos modernistas, dos hereges de todas as estirpes. Exsurge Domine!

 

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18 janeiro, 2019

O pontificado de Francisco agoniza.

A falência parece irremediável. Não bastasse o pífio número de fiéis, que minguam nas audiências em geral na Praça de São Pedro, na Jornada pela Vida, na Abertura do Jubileu, no Encontro Mundial das Famílias, nas viagens apostólicas (especialmente aquela ao Chile), agora é a Jornada Mundial da Juventude — cujo ápice de público no Rio, em 2013, marcou o início do pontificado de Francisco — que sucumbe ao desânimo e perplexidade do trágico reinado do pontífice argentino.

De acordo com o jornalista e correspondente americano no Vaticano, Francis Rocca, o porta voz da Santa Sé declarou que somente 150 mil jovens de inscreveram para a próxima JMJ, que ocorrerá no Panamá, de um total de 700 mil lugares disponíveis.

Zero autocrítica: a razão seria, veja lá, o fato de não ser período de férias de verão na Europa…

22 dezembro, 2018

Coluna do Padre Élcio: Crítica da Escola Comunista.

Por Padre Élcio Murucci, 22 de dezembro de 2018 – FratresInUnum.com

Ao tratarmos de pedagogia comunista, reportamo-nos ao regime soviético. Pode parecer fora de propósito em considerando a queda da URSS e sua transformação. Houve, na verdade a chamada “PERESTROIKA” que quer dizer no nosso idioma, “REESTRUTURAÇÃO”. Entretanto, malgrado ela, os princípios de doutrinação comunista permanecem os mesmos em todos os países, apenas com alguns ziguezagues para jogar areia nos olhos dos cristãos. Aliás realizam-se em todo orbe as predições de Nossa Senhora em Fátima no mês de julho de 1917: “Se não atenderem aos meus pedidos a Rússia espalhará seus erros pelo mundo”. E quais são os erros da Rússia? É toda a ideologia comunista. Aliás o próprio Gorbachev explicou a “PERESTROIKA” com muita clareza: “o fim da Perestroika é restaurar teórica e praticamente a concepção leninista do socialismo” (Le Figaro, 01/07/88). e  disse mais: “Buscamos no Socialismo, não fora dele, a resposta a todas as perguntas que surgem… Todas as esperanças de que passaremos para o outro lado, são irrealistas e fúteis” (Extraído de seu livro “PERESTOIKA” editado pela Editora Best Seller); e no discurso feito para celebrar os 70 anos da Revolução Bolchevista, disse: “Em outubro de 1917, nos apartamos do velho mundo, rechaçando-o de uma vez por todas. Estamos nos movendo para um novo mundo, o mundo do comunismo. E nunca nos apartaremos desse caminho”.  De fato, os comunistas em sendo ateus, não têm outra direção a tomar. O comunismo é um fruto venenoso que pode mudar a casca, mas a substância será sempre a mesma.

Antônio Gramsci, que teve decisiva influência comunista na educação no Brasil, seguiu, mais ou menos, os mesmos princípios de Lenine, que, quanto à educação, se resumem nesta frase: “As ideias são mais letais que as armas” (Lenine). Gramsci, também intentou implementar a “REVOLUÇÃO CULTURAL”.  E ensinou que era necessário atacar as mentes, destruir a cultura burguesa vigente em quase todo mundo. E o grandemeio para tanto seria tomar conta da Mídia, das escolas e  universidades. E Paulo Freire, Socialista que era, andou na mesma linha,  embora um tanto mais disfarçadamente. O socialista está na mesma procissão que se dirige ao templo do “Sem Deus”. Passemos, então, à crítica da educação soviética, embora o façamos de maneira bem sucinta, mesmo porque pela simples exposição que dela já fizemos em artigos anteriores, suas bases se mostram por si mesmas, de todo inconsistentes. Historicamente é demonstrado o fracasso do comunismo tanto na economia como na educação; em sendo ateu na
essência, devemos afirmar “a priori” que nunca vai dar certo seja em que aspecto for, porque sem Deus nada pode dar certo. E, como já vimos, estas bases filosóficas da pedagogia soviética: o materialismo econômico, o ateísmo, o imoralismo de parceria com a insana pretensão da nova cultura proletária, tudo isto já se mostrou um fracasso total.  Aliás, pelos frutos se conhece a árvore, e uma árvore má não pode dar bons frutos. Assim os resultados práticos bem têm demonstrado o caráter insubsistente da pedagogia soviética.

Tristão de Ataíde (falecido em 1983) documentou o seguinte: “A mais recente reforma pedagógica soviética, que entrou em vigor em janeiro de 1936, veio reforçar uma tendência anti-libertária e disciplinadora, abandonando as fantasias introduzidas pela Revolução e voltando ao passado”. Os próprios comunistas perceberam que os resultados da ideologia comunista não eram satisfatórios. Sob este prisma, fazia-se mister, outrossim, uma reestruturação. Mas escreveu Miliero: “O exemplo russo foi terrível. Sob a capa de uma mística revolucionária, sob a máscara de um ideal, os bolchevistas aprofundaram até os extremos limites o materialismo do Velho Mundo, e em lugar de realizar a libertação dos homens, eles os encadearam mais estreitamente do que nunca”. E a árvore má continuou dando maus frutos. Pois, Ledit denunciou o seguinte: “A ‘Correspondência Internacional’ publicou a 11 de junho de 1938 um artigo ajuste de contas com quase todos os grandes diários comunistas do mundo, por sua falta de “docilidade” em seguir a linha do PRAVDA”…

Basta um resumo da doutrinação comunista para um cristão impugná-la e incontinente e totalmente a rejeitar. Eis este resumo: Os comunistas ignoram os princípios sociais do Cristianismo e a doutrina social da Igreja, e como Marx, atacam-na, como se os proletários, na doutrina da Igreja, apenas houvessem de cultivar as virtudes do desprezo de si, obediência servil, levando à pusilanimidade, esperando só no céu a recompensa dos maus tratos aqui sofridos e forçosamente impostos.

– Desconhecem, assim, que a Igreja tem uma palavra justa e severa para o opressor dos direitos dos pobres, fala em caridade social e também em justiça social, lembra a patrões e a operários seus deveres gravíssimos, e suas mútuas responsabilidades, propõe a verdadeira “racionalização cristã” da economia tão desorientada. A Igreja sempre lembrou que a prosperidade de todos e de cada um exige que a luta de classes seja substituída por uma colaboração cordial, na justiça, na caridade e na dignidade, agrupando-se os homens, não segundo a posição que eles ocupam quanto ao proveito do trabalho, mas segundo as diversas modalidades da atividade social. A seu tempo, se Deus quiser transcreveremos encíclicas papais que falam a respeito.

Para terminar não poderia deixar de citar um texto da Encíclica “Divini illius Magistri” de Pio XI: “Infelizmente com o significado óbvio das expressões, e com o mesmo fato, pretendem muitos subtrair a educação a toda a dependência da Lei divina. Por isso, em nossos dias se dá o caso, realmente bastante estranho, de educadores e filósofos que se afadigam à procura de um Código moral e universal de educação, como se não existisse nem o Decálogo, nem a Lei Evangélica, nem tão pouco a Lei natural, esculpida por Deus no coração do homem, promulgada pela reta razão, codificada com revelação positiva pelo mesmo Deus no Decálogo. E da mesma forma, costumam tais inovadores, como por desprezo, denominar “heterônoma”, “passiva”, “atrasada” a educação cristã, porque esta se funda na autoridade divina e na sua santa lei”.

E Pio XI nem está falando contra a educação comunista, mas numa educação ateísta prática que já preparava o caminho para a doutrinação ateia dos comunistas na escola.

Caríssimos, ao terminarem de ler este artigo, continuem meditando nesta frase de Humberto de Campos: “Se me perguntasse um pai, como deveria iniciar a educação de seu filho, eu lhe diria que começasse juntando-lhe as mãos pequenas todas as noites, antes de dormir, numa oração singela e cristã! Amém!

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15 dezembro, 2018

Coluna do Padre Élcio: Escola comunista – viveiro de revolução pela luta de classes.

Por Padre Élcio Murucci – FratresInUnum.com, 15 de dezembro de 2018

Assim o comunista Pinkevith definiu a pedagogia: “Não é a pedagogia a ciência que concorre para o desenvolvimento da criança mas é a teoria da instrução e da educação das massas populares, na época da grande luta e da grande edificação no sentido dos interesses do proletariado revolucionário”. Queria ele dizer que a finalidade da pedagogia soviética seria fazer da escola um instrumento capaz de instituir a completa luta de classes e assim estabelecer as bases do comunismo.

escola comunistaKrupskaia (viúva de Lenine) exigia que o professor comunista fosse assim: “um coletivista socialista que conheça a organização e a força das massas; um pioneiro da educação comunista que não só organize os estudos, mas que trabalhe e viva com as crianças afim de nelas intensificar a mentalidade comunista; um politécnico, não imbuído da cultura liberal burguesa, mas da cultura do trabalho. Além disso  – continua esta tristemente célebre comunista  –  cumpre que o mestre seja um apóstolo do comunismo, empregando neste sentido toda a sua influência, assim formando a vontade e o sentimento dos educandos.

Educar, em suma, é formar a mentalidade comunista. Ensinemos nossos alunos a odiar nossos inimigos. Nós, futuros mestres, que deveremos educar as novas gerações no espírito do comunismo, infundiremos nas crianças, grande ódio para com todos os inimigos da classe proletária, e um infinito amor à nossa Pátria [URSS], ao partido comunista e ao Grande Stalin” (“Pela Educação Comunista”, junho de 1937).

Do que acabamos de ler, conclui-se sem sombra de dúvida, que o programa do partido comunista russo (e não mudou) tem como objetivo básico, fundamental que a escola prepare uma geração capaz de implantar o comunismo. Aliás é o que lemos no próprio Programa do Partido Comunista: “A escola deve transformar-se em instrumento para a mudança comunista da sociedade. Ela deve ser o guia na influência ideológica, organizadora e educadora do proletariado, para que as camadas semi ou não proletárias, que o comunismo venha afinal a realizar-se”. Daí dizer também o comunista Melnikov: “Assim como ao regime econômico burguês correspondia uma cultura burguesa, assim ao regime coletivista há de corresponder uma nova cultura apropriada ao novo estado social, uma cultura do trabalho, que produzirá também um novo tipo de homem. Para tanto, pois, os esforços: a reeducação dos adultos, dos adolescentes, das crianças, é o PRIMEIRO [destaque meu] dos êxitos políticos e econômicos; ela há de transfigurar a nossa vida”.

Caríssimos, os comunistas lutam contra a Religião e a família. Quando tudo fazem para separar os filhos dos pais, é com dupla finalidade: destruir a família, e colocar as crianças fora da influência educadora de seus pais, deixando-as a mercê dos doutrinadores comunistas, escravizados a aprenderem só o lado comunista da moeda. Socialistas avançados (=comunistas) como Vandervelde e Vesinier, ensinaram descaradamente que os pais não têm direito algum sobre os filhos, que obediência traz desigualdade e isto, segundo os comunistas é mau. Ensinaram atrevidamente que é preciso negar Deus, destruir a família e o direito de propriedade particular. Os comunistas ensinam às crianças que elas pertencem exclusivamente ao Estado.

A explicação do afã dos comunistas em implantar no mundo o divórcio é porque, além de desfazer a família, acarretar, outrossim, o abandono das crianças. O fato de os professores comunistas estarem preocupados unicamente em formar comunistas, pouco se dedicam a transmitir as ciências.  Talvez aí achamos a explicação pela má qualidade do ensino hoje no Brasil.

Caríssimos, tudo o que é próprio do Comunismo assume particular relevo na escola: a concepção materialista da vida, a economia dirigida, a ilusão de que podem os homens ser governados por um montão de decretos, o brutal contraste entre a realidade e um ideal inadmissível.

Na verdade, esta sociedade sem classes pregada pelos professores  comunistas é uma utopia. Mas deixemos para o próximo artigo, a crítica da pedagogia comunista.

Ó Jesus, que demonstrastes uma predileção toda especial pelas crianças, defendei-as do comunismo! Amém!

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14 dezembro, 2018

Vaticano e Brasil, lados opostos.

O Vaticano apoia pacto global que prevê livre acesso ao aborto.

O Vaticano declarou seu entusiasmado apoio ao Global Compact elaborado pela ONU, que transforma a livre imigração em “direito fundamental”, como não podia ser menos considerado o entusiasmo imigracionista da hierarquia moderna. O problema é que o pacto internacional prevê garantir ‘direito reprodutivos’ e livre acesso ao aborto e traz numerosos pontos da agenda LGBT. 

Parece lógico que, dada a rotineira insistência de Sua Santidade em defender a imigração massiva da África para a Europa, sem distinção entre [imigração] legal e ilegal, refugiados e imigrantes econômicos, nem restrição de número, a Santa Sé abraçará com entusiasmo o Pacto Global que a ONU apresentou e que representa a maior e mais explícita ofensiva contra o direito dos Estados de controlarem suas fronteiras. De fato, o texto repete a palavra ‘direitos’ por 112 vezes, a maioria para expressar um suposto direito humano de migrar de qualquer país para outro.

Há muitos aspectos pelo qual esse entusiástico apoio se mostra preocupando, e não só porque representa um distanciamento da postura tradicional da Igreja quanto aos direitos dos Estados. De fato, o governo do país que dentro do qual fica o Estado vaticano já expressou sua decisão de não aderir ao Pacto, representando, ao fazê-lo, uma maioria de católicos italianos. Realmente, não são poucos nem irrelevantes os países que já se pronunciaram contra o pacto, como Estados Unidos e, na própria União Europeia, Hungria e Polônia.

Mas nada disso, nem sequer o fato de que o cumprimento do Pacto prevê que se relativize a liberdade de expressão no que diz respeito à imigração, tornando passível de punição toda crítica, é o mais preocupante. Preocupa, todavia, o fato de que o confuso texto contenha referências aos ‘direitos reprodutivos’ dos imigrantes, incluindo o fácil acesso ao aborto, e a outras disposições impostas pelo ‘lobby LGBT’.

O Vaticano, como não podia deixar de ser, apresentou “reservas e comentários” sobre as partes do pacto que incluem a distribuição de preservativos e os “serviços de saúde reprodutiva e sexual”, que incluiriam o aborto. A Santa Sé assinalou que essas previsões “não representam uma linguagem de consenso na comunidade internacional, nem estão em conformidade com os princípios católicos”. Ainda assim, o Vaticano brada entusiasticamente pela adoção por parte de todos os Estados do texto elaborado pela ONU.

Estamos novamente a ponto de cair na armadilha da ‘túnica inconsútil’? Os católicos serão animados de novo a não serem “obcecados” pelas políticas da vida e família? Quando, no início de seu pontificado, Francisco surpreendeu aos fieis com essa recomendação, buscamos um meio para justificá-la. É óbvio que a Igreja compartilha, com os seguidores da Lei Natural, a defesa da família e da vida, e que nem a defeisa da vida desde a concepção à morte natural, nem a oposição ao chamado ‘matrimônio homossexual’ eram questões especificamente católicas. A missão primordial da Igreja é pregar a salvação e a mensagem de Cristo. As consequências morais desta mensagem se deduzem dela mesma.

Mas o que temos visto nos anos seguintes é que, se há assuntos alheios ao núcleo da fé com os quais se deve obcecar, são as mudanças climáticas ou a imigração massiva; assuntos, ademais, que só duvidosamente podem ser deduzidos na concretização dos princípios cristãos e que, em certo caso, supõem um distanciamento da postura tradicional.

* * *

Brasil não assinará Pacto de Migração da ONU, afirma chanceler de Bolsonaro

Caneta – O futuro Ministro das Relações Exteriores no governo de Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo, anunciou nesta segunda-feira (10) que o Brasil não assinará o Pacto Global de Migração da ONU.

Segundo o chanceler, o pacto é “um instrumento inadequado para lidar com o problema”, dado que “a imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e a soberania de cada país”.

Outros dez países se recusaram a assinar o Pacto: Áustria, Austrália, Chile, Eslováquia, Estados Unidos, Hungria, Letônia, Polônia, República Checa e República Dominicana.

Ernesto Araújo também afirmou que o governo continuará recebendo os venezuelanos, mas trabalhará para que a democracia seja restaurada naquele país.

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8 dezembro, 2018

Coluna do Padre Élcio: Escopo precípuo da educação para os comunistas.

Por Padre Élcio Murucci – FratresInUnum.com, 8 de dezembro de 2018

Lenine já decretava alto e bom som: “A escola soviética não é neutra, como as hipócritas escolas burguesas; ela é ateia e a ideologia do comunismo ateu não deve ser ministrada aos educandos apenas especulativamente, mas de maneira que possam dirigir por ela todas as próprias atividades”. E em 1930 se fundou em Leningrado uma “Universidade anti-religiosa para crianças”.

educacaoDevemos dizer em poucas palavras: As escolas soviéticas são a concretização da filosofia materialista e inimiga de Deus, e, portanto,  precisamente o contrário da pedagogia cristã. Se, de um lado, o Cristianismo reclama todas as atividades para a construção da Cidade de Deus, o comunismo, por outro lado completamente contrário, exige a concentração de todos os esforços e aptidões para a constituição do reino terrestre e materialista. O Cristianismo tudo reduz, corpo, trabalho, etc., ao espiritual, já o comunismo tudo faz centralizado na matéria.

Os comunistas fazem da escola um viveiro de propaganda anti-religiosa. Vejam: A 04 de agosto de 1937, queixava-se um Decreto do Comissariado da Instrução Pública: “os resultados do ano escolar demonstram que, embora haja algumas exceções, não lograram os mestres vincular o ensino à educação política dos alunos… Durante o ano, pouco se fez para ilustrar os estudantes acerca da nova Constituição Staliniana que dá a maior importância à educação comunista das crianças… Particularmente se notou quase total ausência de educação anti-religiosa. É perigosa entretanto a opinião segundo a qual a educação anti-religiosa constitui uma etapa já passada…”

Disto vemos claramente duas coisas: primeiro, o porquê de tanto ódio que os esquerdistas estão demonstrando contra o projeto da “ESCOLA SEM PARTIDO”; e segundo, nós cristãos devemos lutar com todas as forças e sem esmorecer, pelas escolas sem doutrinação partidária. Estando as coisas como estão, podemos dizer que o ideal será que, tenhamos grandes pedagogos cristãos e que cheguem um dia a ser grande maioria; mas isto demandará muito tempo porque, infelizmente, o Brasil já está totalmente impregnado do veneno comunista. Nem o regime militar impediu tal desgraça.  Mas se os comunistas trabalharam até agora para que as escolas fossem viveiros de ateus, é mister que, sem demora, os anti-comunistas façam das escolas viveiros de verdadeiros patriotas e, para tanto, é preciso que tenham Deus no coração. Do contrário, todos os outros esforços serão fadados ao fracasso.  Os que são contra o projeto de Lei da Escola sem Partido negam que haja doutrinação comunista nas escolas. Então, é preciso que as autoridades competentes vigiem para que isto realmente não aconteça. Os cristãos não devem medir esforços, devem empregar todos os meios, máxime as redes sociais para fazer uma higiene mental como vacina contra a “meningite” comunista; é preciso proteger os cérebros das crianças, adolescentes e jovens trocando as membranas infeccionadas pelos esquerdistas. O governo, agora anti-comunista, graças a Deus, deve facilitar e até incentivar para que haja mais escolas particulares verdadeiramente cristãs. Um ponto importantíssimo (mas que nem Bolsonaro, pelo menos por enquanto, não concorda, é, porém doutrina tradicional da Igreja, reafirmada por Paulo VI, na Encíclica “Humanae Vitae”): que as famílias católicas não evitem filhos; e quando for de fato necessário, sejam empregados só meios naturais, como o método de Ogino-Knaus. Precisamos de famílias verdadeiramente católicas numerosas! Devemos desejar ardentemente que os filhos das famílias cristãs a partir de agora aqui no Brasil  cresçam revestidos de Jesus Cristo. Aí está a solução! Não tenhamos medo de dizê-lo; nem muito menos, pusilanimidade em fazê-lo!

Mas continuemos com a descrição da escola comunista. Mostrando os fins gerais da escola soviética, dizia o comunista Zinoviev: “transformar a escola que é arma de dominação burguesa, em arma de destruição da desigualdade das classes sociais, em arma da construção comunista da sociedade”.  E vejam o que disse o próprio Lenine: “A menor atividade da escola, cada passo da educação, no aprendizado, na instrução, devem estar indissoluvelmente ligados à luta dos explorados contra os exploradores”.  E Paulo Freire deixou transparecer seu preconceito contra os que ele considerava “opressores”: “Seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que proporcionasse à classes dominadas perceber as injustiças sociais de maneira crítica”. Na verdade, porém, para os comunistas sim,  o papel fundamental da escola  é formar o futuro lutador do comunismo, o construtor do novo regime. Os comunistas lutam para que a  escola faça todo o possível para armar o aluno com a ciência, os processos e os hábitos que lhe facultem cumprir sua missão de revolucionário. Portanto, para os comunistas a escola deve ser a arma ideológica da revolução, da luta de classes.

Não posso deixar de citar a alta ilustração sobre o tema, feita pelo Papa Pio XI na “Divini Redemptoris”: “Insistindo sobre o aspecto dialético de seu materialismo, os comunistas pretendem que o conflito que leva o mundo até a síntese final, pode ser acelerado pelos homens. Daí o esforçarem-se por fazer mais agudos os antagonismos que surgem entre as diversas classes sociais; e a luta de classes, com os seus ódios e destruições, adquire o aspecto de uma cruzada pelo progresso da humanidade”.

Os romanos diziam: “Maxima debetur puero reverentia”: o máximo respeito se deve à criança. Mas os professores comunistas, ali dentro das quatro paredes da sala de uma escola, geralmente longe da vigilância dos pais, procuram fazer uma lavagem cerebral que consiste em tirar Deus e, em seu lugar colocar a pura matéria nas mentes pueris e juvenis. S. Paulo diz que não podemos dar lugar ao demônio. O mesmo devemos dizer dos esquerdistas. Caríssimos, vemos que também no Brasil se realizou esta profecia de Nossa Senhora em Fátima, profecia esta feita no mês de julho de 1917: “Se não atenderam aos meus pedidos a Rússia espalhará seus erros pelo mundo”. E qual é o erro da Rússia? É a doutrina comunista. Os esquerdistas se infiltram na Hierarquia da Igreja, na Política, e até nos Exércitos, e vão envenenando e manobrando as mentes, especialmente nas escolas. Fidel Castro implantou a revolução comunista em Cuba com a colaboração de católicos, católicos estes animados por Padres. O mesmo vem acontecendo no Brasil e esperamos que o nosso povo cristão tenha aberto de vez os olhos contra os teólogos da Libertação e as CEBs. E nunca percamos de vista que os comunistas têm uma ousadia e tenacidade verdadeiramente diabólicas.

Meditemos este fato contado pelo então Padre Fernando Arêas Rifan no seu livro “QUER AGRADE QUER DESAGRADE”:

“Certa vez, em Turim, numa reunião de círculos católicos, se discutia por que razão os Partidos comunistas cresciam e progrediam tanto, ao passo que os Partidos católicos se enfraqueciam. Depois de muitas opiniões, um senhor, que tinha sido militante comunista e se convertera ao catolicismo, levantou-se para falar, dizendo que sabia perfeitamente e por experiência a causa daquela diferença: ‘É porque nós comunistas falávamos a mentira, mas com toda a desfaçatez e coragem como se estivéssemos falando a verdade; e os católicos falam a verdade, mas com um medo terrível como se estivessem falando a mentira!’

Hoje, graças a Deus, as redes sociais (graças à Internet bem empregada) estão fazendo a diferença! Quantas grandes inteligências, das quais, algumas mesmo exponenciais da Direita, estão mostrando com clareza e destemor, as falácias dos políticos comunistas! Vejo isto com grande alegria na alma, e uma chama viva de esperança  certamente se acende em nossos peitos: o nosso Brasil não será mais maculado pelo vermelho comunista!

Caríssimos, peçamos a Deus a grande graça de termos professores que amem a Deus e assim, só com o seu bom exemplo já serão nas salas de aula, o bom odor de Jesus Cristo! Amém!

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