Posts tagged ‘Atualidades’

25 agosto, 2016

Pierangelo Sequeri: o programa do novo decano do Instituto “João Paulo II”.

Fundamental ler o artigo abaixo à luz da matéria publicada anteriormente – As 30 moedas dos Judas hodiernos. 

IHU – “Pierangelo Sequeri não é teólogo moralista, não está ligado a movimentos eclesiais, é um homem de fé e de cultura, não ideológico e não maximalista. Ele não faz uma teologia de farmacêutico, não usa a ‘balança’, não lê a Escritura com crivo fundamentalista, não tem a ansiedade da definição objetiva. Ele propõe uma ‘hermenêutica sapiencial da tradição’, mesmo daquela matrimonial e familiar.”

Tags:
12 agosto, 2016

Blog em recesso.

Caros amigos, Ave Maria Puríssima! Nosso blog entra em um pequeno recesso até o começo do mês de setembro. A liberação de comentários demorará mais do que o habitual e alguns posts estão programados. Notícias importantes podem ser publicadas a qualquer momento. Até breve!

 

Tags:
9 agosto, 2016

Conferência Episcopal Portuguesa: Missa-teatrinho “tem os dias contados”.

Liturgia: Celebrações com «bonecos» em movimento e cânticos para «animar a malta» têm «os dias contados».

Diretor do Secretariado Nacional de Liturgia encerrou Encontro Nacional, este ano sobre o tema da Misericórdia

Fátima, Santarém, 29 jul 2016 (Ecclesia) – O diretor do Secretariado Nacional de Liturgia afirmou que “as celebrações de bonecos e palhaços em movimento têm os dias contados”, os cânticos não são para “animar a malta” e a transmissão de celebrações não é “espetáculo”.

santuario-santa-teresinha-3280129609156592

Uma missa com teatro para crianças.

Na intervenção de encerramento do 42º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, centrado no tema da misericórdia, o padre Pedro Lourenço Ferreira disse que a “transmissão de celebrações interessadas no espetáculo são contrárias ao espírito da liturgia” uma vez que “podem alimentar a crença, mas não servem a causa da evangelização e da fé”.

Para o diretor do Secretariado Nacional de Liturgia (SNL) “as celebrações de bonecos e palhaços em movimento têm os dias contados, porque não procedem nem conduzem a Cristo crucificado” e os cânticos que servem para “divertir o pessoal” acabam “por espantar os fiéis”.

Na sessão de encerramento do 42º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, esta sexta-feira, o padre Pedro Lourenço Ferreira referiu que “a cultura litúrgica é mais um culto, cuja prática também se aprende” e que “requer muitos conhecimentos e ensaios”.

“A mensagem de Fátima resume o espírito da liturgia: penitência e oração. Ambas devem andar juntar. Os problemas e as dificuldades da prática litúrgica podem resumir-se à difícil convivência entre a penitência e a oração”.

Para o diretor do SNL, “oração e vida regalada são incompatíveis” e “liturgia e diversão não podem conviver”, porque a liturgia “é a obra da redenção e a redenção realizou-se de uma vez por todas na cruz”.

“A Liturgia cume e fonte da misericórdia” foi o tema do 42º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, que decorre esta semana entre os dias 25 e 29 de julho, onde mais de mil participantes estudaram o tema da misericórdia e celebraram ativamente os diferentes atos litúrgicos do dia.

“Este Encontro, dedicado à misericórdia, encontrou nas celebrações os momentos altos da pastoral litúrgica. Nestes últimos anos, a programação tem privilegiado as celebrações, colocando-as num horário mais nobre para o nosso espírito tão cansado nesta época do ano. Com este programa as manhãs são um luxo para a oração. Afinal, a liturgia é uma atividade orante, mais prática do que teórica”, indicou o padre Pedro Lourenço Ferreira.

O diretor do SNL disse ainda que as celebrações do ENPL procuraram ser “uma prática de todas as obras de misericórdias: as corporais e as espirituais”.

“A caridade bem entendida começa na nossa casa. Aceitámos o convite à penitência e à confissão dos pecados e atravessámos a porta santa para sermos configurados com o Santo que nos quer santos como Ele é santo. Praticámos a misericórdia com a oração pelos vivos e pelos defuntos, pelos presentes e pelos ausentes, pelos amigos e os pelos inimigos”, explicou.

Para o padre diretor do SNL, “a Igreja em oração e as orações da Igreja são os grandes acontecimentos que podem decidir o futuro da humanidade tão carente da misericórdia do nosso Deus”.

“A liturgia da Igreja é a atividade mais urgente do tempo presente. A liturgia une o tempo à eternidade, eleva a terra e abaixa o céu, estabelece comunhão entre os santos e os pecadores”, sublinhou o padre Pedro Ferreira.

Tags:
8 agosto, 2016

De capitulação em capitulação chegamos às diaconisas.

Por Pe. João Batista de A.  Prado Ferraz Costa

Foi anunciada pelo Vaticano há poucos dias a constituição de uma comissão de teólogos e teólogas encarregada de estudar o diaconato feminino na Igreja primitiva. A referida comissão é fruto de um pedido de  um grupo de religiosas ao papa Francisco I, que a instituiu após “muita oração e reflexão” – assim diz a nota da Santa Sé.

De acordo com os melhores estudiosos do assunto, não há nenhuma dúvida de que as diaconisas dos primeiros tempos da Igreja eram mulheres piedosas que se encarregavam de obras de caridade, recebiam uma bênção (com imposição das mãos do bispo) e tal bênção não era absolutamente um sacramento, mas apenas um sacramental.

À luz da tradição constante da Igreja e do magistério dos papas, não procede nenhuma discussão sobre a admissibilidade do sacerdócio feminino na Igreja Católica. Se por desgraça amanhã houver o abuso de uma ordenação de diaconisas, o sacramento da ordem a elas conferido, sobre ser um sacrilégio, será inválido, mas poderá originar uma enorme confusão na Igreja porque já não serão vistas essas reverendas diaconisas como leigas mas como membros do clero e pertencentes à hierarquia eclesiástica. E certamente não se contentarão em ser diaconisas permanentes mas vão pretender galgar os graus mais altos da hierarquia.

Mas como explicar que, a despeito da meridiana clareza sobre essa matéria, ainda assim se pretenda seja “estudada”, na verdade, posta em discussão?

No século passado, quando, sobretudo, entre os heréticos, a reboque do feminismo mundano neopagão, se começou falar em sacerdotisas, Paulo VI disse que a Igreja, com base na sagrada tradição, não se sentia autorizada a instituir o sacerdócio feminino e, em 1994, João Paulo II, por meio da carta apostólica Ordinatio sacerdotalis, concebida em termos muito mais firmes que seu predecessor Paulo VI, parecia encerrar completamente o assunto.

Entretanto, a questão não foi sepultada. Pelo contrário, recrudesceu. Por isso, esforço-me por identificar algumas causas e dar um depoimento que reputo muito esclarecedor.

Se por um lado o papa João Paulo II no referido documento encerrou a questão no plano teológico e afirmou na Familiaris Consortioque o lugar da mulher é em casa cuidando da sua família, por outro lado não favoreceu o surgimento das condições culturais necessárias para que um princípio teológico não ficasse letra morta mas vigorasse efetivamente na Igreja e em todos os ambientes católicos. Explico-me. O papa João Paulo II disse que lamentava ver como a mulher ao longo dos séculos foi humilhada e maltratada. Ora, na sociedade cristã isso jamais ocorreu. Até parece Francisco I pedindo perdão às mulheres e aos gays. Sem dúvida, esse discurso só pode alimentar a erva daninha do feminismo.

Ademais, o papa João Paulo II, promovendo um ecumenismo e um diálogo inter-religioso sem fronteiras, foi um precursor da “cultura do encontro”, tão cara a Francisco I. Esta cultura do encontro tem sérias consequências e implicações. Em primeiro lugar, a meu juízo, opõe-se às ordenanças divinas do Livro Sagrado. Com efeito, diz o Levítico que Deus ordenou ao povo eleito que vivesse isolado, separado dos povos pagãos para que conservasse íntegra a verdadeira religião, não corrompesse a pureza das suas crenças divinas.

Com todas as adaptações que se possam e  devam fazer aos nossos tempos, a prescrição do Levítico é de um valor perene. É realmente impossível querer guardar íntegra a fé cantando, por exemplo, vésperas solenes ecumênicas nas basílicas e catedrais juntamente com diaconisas e sacerdotisas protestantes. Esse ambiente empestado de ecumenismo, irenismo e sincretismo com o tempo levará certissimamente os católicos a sacrificar sua teologia no altar da unidade religiosa universal. A Igreja, ao contrário  da “cultura do encontro”, devia viver isolada como os hebreus viveram isolados na terra de Canaã, para proteger os seus filhos da contaminação dos erros e perigos. Sem essa cautela, a Igreja corre o risco de ser incorporada à República Universal do Grande Arquiteto.

Trata-se de uma observação justíssima de bons historiadores e filósofos da cultura e da religião que nos ensinam que as questões teológicas controvertidas sempre tiveram o seu desenvolvimento e sua solução sob a influência das instituições políticas e dos valores culturais do seu tempo. De modo que nos dias de hoje em que reinam de norte a sul as Hilarys Clinton, as Teresas May, as Ângelas Merkel (para não falar das infames Rousseff e Cristina Kirchner) e a toque de caixa de todo o movimento feminista mundial, será realmente muito difícil a Igreja barrar o sacerdócio feminino se não for capaz de criar as condições culturais que venham a ser uma muralha, uma cidadela em defesa do dogma. Infelizmente, Ratzinger dizia que era necessário abater as muralhas da Igreja! E Francisco I diz que é pontífice para erguer pontes dentro da sua cultura do encontro, que todos já bem conhecemos.

A outra causa do ressurgimento da questão do sacerdócio feminino é desgraçadamente a timidez dos bons, o espírito de capitulação diante de qualquer obstáculo. Posso ilustrar este ponto com uma história verídica.

Disse-me um padre (da minha inteira confiança) que por volta de 1998 um dos melhores bispos do mundo, tido como um dos mais conservadores, adoeceu e pediu-lhe que o substituísse em um congresso teológico dando uma palestra sobre os sacramentos e a família. No congresso havia leigos, religiosos e religiosas de várias partes do País. Terminada a palestra, no final da tarde, o padre foi visitar o bispo e informá-lo de como se tinham passado as coisas. E disse-lhe: “Sr. bispo, tive oportunidade de explanar a carta Ordinatio sacerdotalis”. Para surpresa e decepção do padre, o bispo recebeu a informação com um amargo dissabor. E o padre perguntou-lhe porque não lhe agradava a referência à carta apostólica de João Paulo II. E o bispo disse: “Acontece que há muita gente de outras dioceses onde se contesta o ensinamento do papa e podia surgir uma discussão inoportuna no congresso.”

Desde então – disse-me o padre – fiquei convencido de que, contando com as atitudes ambíguas e omissões da hierarquia, a heresia avançava em surdina em todos os setores da Igreja.

De maneira que não ficarei surpreso se amanhã vir nas missas solenes da Ecclesia Dei diaconisas cantando o Evangelho, pregando ou batizando seus netinhos. Muitos padres birritualistas certamente vão participar de cerimônias servidas pelas reverendas.

De capitulação em capitulação chegamos às diaconisas e bispas. Que vão, quem sabe, tomar chá com a papisa rainha Elisabeth na sede da seita anglicana.

Anápolis, 4 de agosto de 2016.

Festa de São Domingos Gusmão, fundador da Ordem dos Pregadores, apóstolo do Santo Rosário de Nossa Senhora.

Tags:
5 agosto, 2016

Terço na Praça de Sé, em São Paulo: amanhã, às 15 horas.

unnamed (2)

Tags:
3 agosto, 2016

Foto da semana.

Paris, 3 de agosto de 2016 – A Polícia cumpre ordem judicial de desocupação da igreja de Santa Rita, enquanto o Padre Guillaume de Tanoüarn, do Instituto do Bom Pastor (IBP), celebrava a Santa Missa. O padre Jean-François Billot, também do IBP, foi agredido e retirado à força.

Segundo o Padre de Tanoüarn, em entrevista ao Le Figaro, “esta igreja foi construída em 1905 por um grupo de anglicanos que se diziam católicos, e que tinham por objetivo anunciar o fim do mundo entre os cristãos. Esse grupo espiritual, não tendo herdeiros, decidiu alugar essa igreja aos auto-proclamados galicanos, católicos dissidentes que não pagavam o aluguel. A associação [proprietária da igreja] então decidiu vender a um empreendedor. A comunidade católica, sentindo-se abandonada, pediu-me para vir celebrar a missa, o que fiz. No momento da expulsão, tínhamos duas missas cheias celebradas a cada domingo na igreja de Santa Rita”. O padre atendia aos fiéis na igreja de Santa Rita desde novembro do ano passado.

Segundo o sacerdote católico, um dos fundadores, em 2006, do Instituto do Bom Pastor, entidade de Direito Pontifício, não houve profanação das espécies sagradas. De acordo com De Tanoüarn, “a destruição programada da igreja de Santa Rita levanta a questão sobre todas as igrejas vazias na França. Elas devem ser reconhecidas como lugares sagrados e protegidas mesmo se elas não são ‘rentáveis'”.

[Atualização – 3 de agosto de 2016, às 16:45] Informação sobre a Communauté chrétienne Sainte-Rita – Paris XVème , de seu próprio site: A associação Comunidade cristã Santa Rita – Paris XV foi criada após a saída do clero galicano. Seu objetivo é representar os fiéis, promover a liturgia e a missa católica romana, preservar a igreja e conservar a sua alma. O Padre De Tanoüarn, do Instituto do Bom Pastor, aceitou vir celebrar a missa todos os domingos às 16h. Ademais, a associação mantém a igreja, organiza uma sopa popular mensal, bem como exposições, conferências, concertos e outros eventos culturais, além da tradicional benção anual dos animais.

Fotos: Le Figaro

Tags:
3 agosto, 2016

Eles não vão fazer prisioneiros; não haverá santuários.

Por Renzo Puccetti, LifeSiteNews, Roma, 11 de julho de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com: – Iniciarei com uma história verdadeira. Padre Massimiliano Pusceddu é um jovem padre católico atuando na diocese italiana de Cagliari, na Sardenha. Durante um sermão no dia 28 de Maio, em que defendia o casamento natural, ele citou a carta de São Paulo aos Romanos (1: 24-32) onde o Apóstolo condena atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo. No dia seguinte a 12 de junho, quando foram assassinadas 49 pessoas no bar gay em Orlando, uma petição online endereçada ao Papa Francisco e às autoridades políticas italianas foi lançada visando obter a “renúncia imediata” do Padre Pusceddu.

Essa petição atingiu 31.000 assinaturas em apenas quatro dias – agora já são 44.806. O que particularmente desencadeou a reação contra o padre foi a citação do versículo paulino: “todos os que praticam tais coisas são dignos de morte”, que chegou às manchetes na mídia e foi usado como prova de seu apoio ao assassinato de pessoas ‘gay’.

massimiliano_pusceddu2_810_500_55_s_c1

Pe. Massimilano Pusceddu é um joveo sacerdote católico da diocese de Cagliari, Sardenha. Ele está sob ataque por citar a admoestação de São Paulo contra atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo.

Padre  Pusceddu imediatamente explicou que São Paulo e ele, obviamente, queriam dizer a morte espiritual, mas foi inútil. O alvoroço não cessou. Se o jovem padre esperava uma pitada de solidariedade pública por parte de seu bispo, vocês podem imaginar o seu desapontamento quando não recebeu nenhuma. Ao invés disso, em 22 de junho, Dom Arrigo Miglio divulgou nota em que dizia não corroborar com o comportamento de Pusceddu e ainda pediu desculpas a “todos aqueles que sentiram-se ofendidos” com suas palavras.

De acordo com o arcebispo, a passagem foi “extrapolada fora de seu contexto e de todo o ensinamento paulino” o que levou a “um sério mal-entendido e acima de tudo, uma distorção no  pensamento de São Paulo, que na mesma carta – capítulo 5 e 8 – sem dúvida proclama a Misericórdia de Deus”. Além disso, o arcebispo ordenou Padre Pusceddu “a observar um período adequado de completo silêncio”. Desde então, o canal de Padre Pusceddu no YouTube foi “temporariamente suspenso”.

Primeiramente, o comportamento do arcebispo lembrou-me o que Hamish Fraser – citado por Anne Roche Muggeridge no livro “The Desolate City” – disse uma certa vez: “Com pastores como estes, lobos se tornam obsoletos”. Ou talvez seja apenas o efeito de uma nova síndrome de Estocolmo, que poderia ser chamada de “hemofilia internalizada”.

Além disso, a advogada Kathy La Torre voou de Bolonha até a aldeia de Decimoputzu onde Padre Pusceddu atua e processou o padre, acusando-o de incitação ao crime. Este fato, como muitos outros, nos lembra o que Alexis de Tocqueville dizia quando ele descreveu a tirania em uma república democrática como o lugar onde o mestre diz: “Eu não vou tirar a sua vida, mas a vida que eu vou deixar para você  é pior do que a morte” .

Depois da expulsão do pensamento cristão ortodoxo da arena pública ética aceitável, parece que os próximos a serem expulso serão as pessoas que continuam a acreditar no sistema moral tradicional judaico-cristão. Portanto, com a cumplicidade ativa ou passiva de protestantes e católicos, só nos resta três possibilidades: um comportamento consistente com a nossa fé cristã no local de trabalho, o que nos levará a sermos multados, demitidos e presos; ou envolver-nos apenas com atividades de “baixo risco” abandonando de vez nossas aspirações legítimas, ou, eventualmente, nos rendermos, desincorporando-nos de nossa fé ao submetermo-nos à adoração do Leviatã moderno.

O grande problema é que a lista de ocupações em que se corre o risco de perseguição fica maior a cada dia que passa. Não é mito, mas crônica diária. Médicos, enfermeiros e parteiras estão sob risco porque o aborto legal é considerado “direito humano”; farmacêuticos, também, com os pedidos de medicamentos anticoncepcionais e pós-sexo; juízes e instituições de caridade obrigados a lidar com a adoção de crianças para casais do mesmo sexo; padeiros, floristas, fotógrafos, tipógrafos, alfaiates, hoteleiros e donos de restaurante com a indústria do casamento gay; funcionários municipais com casamentos de pessoas do mesmo sexo; diretores com as políticas transexuais nas escolas; pais com os programas de educação sexual; jornalistas, escritores, professores e sacerdotes com leis contra  incitação ao ódio. Todas essas atividades nos colocam em risco se nós, como crentes cristãos ortodoxos, passamos a representar uma ameaça de vida para tantos modernos direitos humanos. Então, não temos muitas opções para fazer o nosso trabalho em paz e em boa consciência.

O romancista italiano profundamente católico Giovanni Guareschi, em seu conto Don Camillo e Don Chichi apresenta Cristo no crucifixo respondendo a Don Camillo, que perguntava ao Senhor o que fazer com os ventos seculares de loucura: “Você tem que fazer o que o agricultor faz quando um rio varre os diques e transborda para os campos: você tem que salvar as sementes “. Para Guareschi, a semente representa a fé.

Em um parágrafo muito famoso do Retorno do Rei, Tolkien escreve que nossa parte é “arrancar o mal dos campos que conhecemos, de modo que aqueles que vierem depois possam achar terra limpa para cultivar”. Por isso, temos as sementes para preservar e campos para proteger. As primeiras precisam de alguma forma de separação do mundo, os últimos requerem uma luta.

Após as pesquisas indicarem que a maioria dos americanos apóia o casamento entre pessoas do mesmo sexo, após a decisão Obergefell pela Suprema Corte, após a multa aplicada por um tribunal belga a um asilo Católico de idosos por se recusar a permitir a eutanásia de um paciente internado ali, após a vitória da reforma constitucional para consentir casamento gay na Irlanda, após o aborto e a legalização do casamento gay terem se tornado quase onipresentes na América do Sul e na Europa, incluindo a Itália, onde o papado tem a sua sede, nos encontramos como uma minoria na iminência de perseguição. A pergunta que se segue é: “o que vamos fazer?” Parece-me que o tempo em que seremos empurrados para uma decisão dramática está se aproximando com rapidez inesperada.

Na ausência de uma intervenção sobrenatural, como crentes, teremos que enfrentar a agressividade do que Mary Eberstadt chamava a fé secular competindo, passando da teoria à prática, e teremos que escolher entre a chamada “opção Bento” e progressivamente formas mais avançadas de resistência passiva e resistência ativa. Embora elas não sejam necessariamente escolhas mutuamente exclusivas; uma coordenação se faz necessária. Indo por esse caminho eu receio que acabaremos na “opção Catacumba”.

De qualquer forma, seja qual for o caminho, eu acho que nós temos que aceitar duas realidades inevitáveis. Uma vez que o ataque está ocorrendo em escala planetária, vamos precisar unir nossos esforços e cooperar para dar respostas também globais. Não poderemos mais esperar por conselho e nem o apoio da Igreja como instituição social. A Igreja Católica se tornou uma instituição teologicamente dividida e talvez chantageada. O corpo místico de Cristo está flagelado e atormentado por uma heresia metastática purulenta e não diagnosticada.

Espero que haja ainda santos bispos, padres, frades e freiras que nos darão o seu apoio, mas a organização hierárquica como um todo permanecerá quieta e silenciosa, na melhor das hipóteses. Será algo que os leigos terão que decidir e realizar por conta própria, discutindo e orando juntos.

Renzo Puccetti é professor visitante de Bioética da Pontifícia Athenaeum Regina Apostolorum e do Instituto Pontifício João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, em Roma.

Tags:
18 julho, 2016

Pro Civitate Dei.

Por Anthony Tannus Wright | FratresInUnum.com:  No mês passado, entre 30 de maio e 05 de junho, ocorreu a segunda edição do Pro Civitate Dei Summer School no sul da França, no pequeno vilarejo de la Londe-les-Maures. Organizado pela Fraternidade São José Custódio, com o apoio do Dom Dominique Rey, bispo de Fréjus-Toulon, o evento teve dois objetivos: primeiramente, discutir a crise política do mundo moderno, levando-se em consideração as orientações da encíclica “Immortale Dei” de Leão XIII; em segundo lugar, aplicar os princípios autênticos da doutrina social da Igreja no campo da economia e da política.

Neste ano, o seminário contou com diversos palestrantes americanos, dois sul-americanos e dois franceses. Dentre os americanos pode-se destacar Gregory Di Pippo, editor do New Liturgical Movement; Dr. Eric Hewit, fundador do Instituto de línguas clássicas Paideia e o Dr. Justin Stover, pesquisador do All Souls College da Universidad de Oxford. Da argentina esteve presente o Pe.Arturo Ruiz, do Instituto do Verbo Encarado, a quem foi encarregada a tarefa de explicar a teologia evolutiva de Teillhard de Cardin. O chileno Mathew Taylor, por sua vez, ficou responsável por explicar a concepção católica de economia.

Todos os participantes eram fiéis leigos, sendo a grande maioria proveniente dos Estados Unidos, de renomadas faculdades como Princeton, Notre-Dame e Harvard. Outros vieram de faculdades católicas como o Christendom College e o Thomas More College.

Além das diversas conferências, os participantes tiveram a oportunidade de visitar a Ilha de Porquerolles, conhecer a Basílica de Saint Maximin la Sainte Baumeonde se encontram o crânio e o ossos de Santa Maria Madalena e apreciar um concerto de órgão tocado por Mr. Peter Carter, aluno do Westminster Choir College.

Todos os dias se rezava os ofícios de laudes, vésperas e completas conforme o Breviarum Romano e também era oferecido ao público a oportunidade de ir a uma Missa cantata ou Missa solemnis.

A Fraternidade São José Custódio (FSJC) é uma Associação Publica de Fiéis de direito diocesano e está a caminho de se tornar um Instituto de Vida Consagrada. Seus membros são divididos em dois ramos: masculino e feminino. Ambos pretendem viver a vida de perfeição da caridade através dos laços da vida comunitária com profissão dos votos religiosos de castidade, pobreza e obediência.  Em janeiro de 2010, convidados por Dom Dominique Rey, bispo da diocese de Fréjus-Toulon, a FSJC fundou um seminário e uma nova casa de missões na França. Em 19 de março do mesmo ano, a comunidade foi reconhecida pelo bispo como Associação Pública de Fiéis.

28 junho, 2016

Campinas, SP: Rosário em reparação aos ultrajes ocorridos na Basílica do Carmo.

44eed2d1-0be4-4a7b-8c83-c3ff043c20d1

Informações sobre o ultraje aqui.

Tags:
22 junho, 2016

“As mais belas novas igrejas do mundo”. Segundo o jornal da Conferência Episcopal Italiana.

Eis as novas igrejas mais belas do mundo.

Por Avvenire | Tradução: FratresInUnum.com: É Rafael Moneo, Prémio Pritzker em 1996, o vencedor da sexta edição do Prêmio Internacional de Arquitetura Sagrada “Frate Sole”, fundado pelo Padre Costantino Ruggeri.

Moneo segue Tadao Ando, Alvaro Siza, Richard Meier, John Pawson e Cristián Undurraga. O famoso arquiteto espanhol, nascido em 1937, foi premiado por unanimidade pelo júri por sua Iglesia de Jesu, construída entre 2007 e 2011, em San Sebastián. A arquitetura, que o próprio Moneo define como “generosa no espaço e muito modesta em materiais”, se destaca  (interna e externamente) pelas paredes brancas, um elemento que lembra a cor dominante das flores do parque das proximidades e especialmente as importantes construções racionalistas presente em San Sebastián.

moneo

A igreja tem uma planta em formato de cruz, construída dentro de um quadrilátero maior, mas realizada assimétrica para “refletir as tensões do mundo de hoje”. E destaca-se pela iluminação superior natural. Nos espaços que complementam a figura, encontram-se à esquerda a sacristia e o batistério e à direita a Capela do Santíssimo Sacramento e a da Reconciliação.

moneo202

O segundo lugar foi para a nova igreja da paróquia Ka Don, em Don Duong, Vietnã, construída em 2014 pelos arquitetos Vu Thi Thu Huong e Nguyen Tuan Dung com materiais simples como madeira e ferro que valorizam a relação com a natureza e a transparência entre o espaço interno e o ambiente externo. A igreja recorda a estrutura tradicional das casas da população que vive ao longo da margem sul do rio Da Nhim.

vietnam

A terceira classificada é a igreja paroquial da Santíssima Trindade, em Leipzig, projetada pelo estúdio de arquitetura alemã Schulz und Schulz. É a maior igreja católica construída na antiga Alemanha Oriental após a queda do muro. Fica no local de um antigo lugar de culto que foi destruído pelas bombas da Segunda Guerra Mundial, em frente à prefeitura, no centro da cidade. Os arquitetos trabalharam sobre a relação da história com o lugar, a escolha do material como o pórfiro, pedra porosa, mas muito dura, com a qual foram construídos os monumentos mais importantes da cidade.

st20trinitatis

O complexo arquitetônico tem uma forma triangular. Na parte oriental está a igreja, e ao sul se conecta a uma capela e à sacristia. Na parte ocidental do piso térreo há um grande salão para a comunidade. No plano superior os apartamentos para os sacerdotes e para hóspedes. A torre do sino atinge uma altura de 50 metros.

st20trinitatis202

O júri também decidiu dar duas menções especiais para a capela de São João Batista, construída em pedra e madeira no bairro berlinense de Johannisthal e projetada pelo estúdio de arquitetura alemão Brückner & Brückner, e a capela de San Juan Bautista do arquiteto espanhol Alejandro Beautell, em Tenerife.

Rafael Moneo e os outros quatro finalistas receberão o prêmio durante uma cerimônia que terá lugar em Pavia no próximo 04 de outubro, por ocasião da festa de São Francisco de Assis.

Tags: