Posts tagged ‘Atualidades’

19 janeiro, 2017

A propósito da desconcertante participação do abortista Paul Ehrlich em um evento do Vaticano.

Por Prof. João Cláudio | FratresInUnum.com

A propósito da desconcertante participação do abortista Paul Ehrlich em um evento do Vaticano, e do ainda mais assustador silêncio dos papólatras de plantão.

Stefano Gennarini, discípulo de Joseph Ratzinger, responsável pela região Veneto, na Itália, do movimento Caminho Neocatecumenal e diretor do Centro de Estudos Jurídicos do Centro para a Família e os Direitos Humanos  (C-Fam), declarou estar “chocado” com o convite, que, de fato, concede um “imprimatur moral do Vaticano ” às teses de Ehrich sobre o uso do aborto seletivo e do infanticídio como métodos de redução demográfica.

Há em ato uma indiscutível abertura do Vaticano a histerismos ambientalistas, ao relativismo moral sob várias frentes e ao pensamento neomarxista, visível em palavras, atos e silêncios de Sua Santidade, o Papa Francisco; na escolha de seus colaboradores mais próximos, nas nomeações e demissões em institutos ligados mais diretamente à proteção da vida e da família  — que agora têm uma maioria de prelados e leigos de dúbia reputação.

No Vaticano, os elementos mais heterodoxos e debochados, mantidos de rédeas curtas nos papados anteriores, estão à solta. Os que se mantêm fiéis à Igreja, ou foram já dispensados ou estão acuados. Em geral, há um clima difuso de silêncio e terror, como contraponto ao marketing da “misericórdia” e da “tolerância” que se quer vender para a mídia mainstream  para os mais desavisados.

Há em Roma um inegável processo de autodemolição da fé e da moral perenes do Catolicismo.

O que fazer?

Rezar por Roma e pelo nosso Papa. Sem dúvida. Como sempre.

Rezar para que Deus tenha compaixão da sua Igreja e afaste de nós as pragas da heresia e da apostasia.

Apontar sem medo os atentados perpetrados a dano do tesouro perene da Igreja, daquilo que não pode ser modificado em hipótese alguma: Fé e Moral. Indicar, sem receio e sem falsas subserviências, os autores sempre mais ousados e apressados desta obra demoníaca de desmantelamento da última fortaleza contra a cultura da morte, prestes a tomar conta definitivamente desta geração.

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5 janeiro, 2017

Para fazer a paz na Síria? Chifres de vaca e tripas de veados.

Por Sandro Magister, 4 de janeiro de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com: É ler pra crer. Este é o ataque do editorial de hoje na primeira página do “L’Osservatore Romano”:

“Sabemos que Aleppo não se liberta com bombas. É necessário ainda libertar Aleppo e a Síria da pobreza, das alterações climáticas que há alguns anos levou suas mulheres e homens a migrar do campo, que desestabilizaram o equilíbrio demográfico e desencadearam as primeiras revoltas na Síria e depois a guerra”.

aleppo13O autor desta análise impressionante da crise na Síria é Carlo Triarico. Mas, aos leitores do jornal do Papa ninguém informa que ele é o presidente da Associação para a agricultura biodinâmica, ou seja, o método de cultivo inventado há um século pelo exotérico austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), com base em um ritual de adubação homeopática feito com chifres de vaca e tripas de cervo macho, que deveriam atrair as forças espirituais, cósmicas e astrais às plantas, fazendo-as revigorar. Um método que em novembro passado, em uma carta aberta ao ministro da Agricultura italiana, quase todas as sociedades científicas que operam no setor agrícola desqualificaram como simples “magia”, depois de um congresso em Nápoles organizado exatamente pela associação presidida por Triarico.

Mas, já por ocasião daquela conferência, “L’Osservatore Romano” havia dado espaço não às críticas dos cientistas, mas às lodes do mesmo Triarico, em um artigo de 28 de Novembro, no qual ele reivindicava com orgulho ter organizado, no mês anterior de fevereiro, também uma conferência sobre a “Laudato Si”,  a encíclica ecologista do Papa Francisco.

E ainda no mesmo artigo, Triarico escreveu exultante que na conferência napolitana haviam participado centenas de militantes desses “movimentos populares” que o papa tinha recebido, no dia 5 de novembro, no Vaticano e que são os seus favoritos, como prova de que “está crescendo no mundo um grande movimento de inovação pela casa comum”.

Porém, não é o suficiente. Por ocasião da fusão entre a Bayer e Monsanto foi também a Triarico que o “L’Osservatore Romano” confiou a reprimenda apocalíptica, em um artigo na edição de domingo, 18 de setembro.

Voltando ao editorial de hoje, o resultado dessa incrível estréia é todo um hino às virtudes milagrosas da agricultura biodinâmica “para acabar com a fome, criando condições para a resiliência camponesa às mudanças climáticas”, e em seguida, por tabela, a migração e as guerras, não só na Síria, como também em outros países já atingidos – ele diz – através desse método de cultivo: “Jordânia, Irã, Egito, Argélia, Eritreia, Etiópia, Yemen”

Em poucos dias, 9 de janeiro, o Papa Francisco fará um discurso de início de ano ao corpo diplomático junto à Santa Sé, no qual irá delinear sua visão geopolítica e as vias para se alcançar a paz.

Daqui até lá, é de se esperar que nenhum embaixador imagine que a receita da Igreja para se alcançar a paz no mundo de hoje seja o editorial do jornal do Papa.

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2 janeiro, 2017

A morte de Castro demonstra que o comunismo é uma religião totalitária.

Por Rodolfo Casadei, Tempi, 1º de dezembro de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com: O ritual com o qual Cuba celebra a morte de Fidel Castro é a demonstração plástica de que o comunismo não é política, mas religião. Os nove dias de luto nacional (nove como os dias de novenas, inspirados nos nove dias de oração dos Apóstolos e de Maria entre a Ascensão e Pentecostes), as cinzas levadas em procissão por todo o país (como as estátuas da Virgem Maria peregrinas transportadas em rotas pré-determinadas), a abertura de um mausoléu ao público onde será possível visitar os restos mortais do defunto (verdadeiro santuário onde ativistas cubanos e internacionais rogarão a Fidel para que cuide de seus entes queridos, como acontece em Predappio no túmulo de Mussolini) são a cópia precisa de um culto religioso.

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Discute-se se Castro foi um ditador mais cruel ou mais benéfico, mas tal discussão se desloca de um ponto de partida redutivo: antes mesmo de ditador, o líder máximo foi o chefe institucional de um sistema totalitário. E sistemas totalitários nada mais são do que a versão secularizada das religiões. Como toda religião, precisa de um cabeça visível no qual coincidem autoridade e carisma e que é oferecido para a veneração dos fiéis. De modo que o totalitarismo dos últimos dois séculos necessita que as massas se dediquem ao culto idólatra do líder, no qual colocam a sua fé e por quem estejam dispostos a morrer.

Fidel, como outros tiranos dos últimos 90 anos, gozou do consenso das grandes massas porque uma vez perdida a fé na religião transcendente, as massas têm necessidade de um ídolo no qual derramar sua devoção religiosa. Com Fidel Castro, morreu o papa do comunismo. Mas, como diz Alonso Muñoz Perez, enquanto com a morte do papa segue-se um conclave, o papa comunista escolhe para si o seu sucessor.

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1 janeiro, 2017

Felix Sit Annus Novus!

O Fratres in Unum deseja um Santo Ano de 2017!

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21 dezembro, 2016

Blog em recesso.

Caros amigos, Ave Maria Puríssima!

Nosso blog entra em um pequeno período de recesso até meados de janeiro. Notícias importantes poderão ser publicadas a qualquer momento, no entanto, a liberação dos comentários demorará mais do que o habitual.

Desejamos um Santo e Feliz Natal a todos os nossos fiéis amigos que percorreram conosco esse atribulado ano de 2016. Que Nossa Senhora esmague todas as heresias no ano do centenário de sua aparição em Fátima. Ipsa Conteret!

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12 dezembro, 2016

O passo e o contrapasso em Santa Rita do Passa Quatro.

Por  Prof. Dante Manzoni

A Capela “São Carlos”, em Santa Rita do Passa Quatro (Rua Dalva, n. 326 -Vila Mello), pôs em prática, durante a celebração de Missa matinal (a das 10 horas), neste domingo 11 de dezembro de 2016, mais um episódio do passo e contrapasso da “assepsia seletiva”: é dizer que se admite a coleta de dinheiro durante a Missa (porque o dinheiro, supõe-se, é esterilizado), é dizer ainda que se permitem abraços e beijos de paz (as mãos são sempre limpinhas, e gotículas pasteurizadas de saliva não acolitam beijos); isto aí pode, isto aí não contagia, isto aí não contamina, isto aí atende ao escopo da saúde estatal (que se opina compulsória) −este é o passo. Mas, ao revés, o contrapasso, a aposição da Sagrada Forma sobre a língua, isto nem pensar, isto é um atentado terrível (o que se implicita é que com o Corpo do Cristo se opina vir a peste…).

Talvez uma ampla campanha de esclarecimento possa convencer o povo de Deus a não se entregar aos cumprimentos de paz e não se permitir sujar as mãos com o vil metal durante as Missas.

De toda a sorte, nessa Missa, a da Capela, a das 10 horas, além da recusa pouco piedosa ou nada em repartir a Comunhão com dois humildes jovens católicos que a almejavam, o Sacerdote celebrante (melhor dizendo: o Presidente da celebração, como sói agora dizer-se), não poupou, ao final da solenidade, dirigir-lhes uma censura pública.

(Alguma coisa de bom sempre há nos tempos: ah… os celulares… hoje, eles podem gravar tudo, vídeo e áudio).

Para bem ou para mal, vai chegando a hora em que mais não será possível persuadir esta pobre gente humilhada −a cujo respeito alguns Sacerdotes parecem não pensar minimamente em misericórdia−, mas eu dizia: vai chegando o tempo em que não será possível conter-lhes as demandas de indenização pelo dano moral que a humilhação causa. (O Judiciário ficará atolado de processos).

Porque, de fato, Padres avessados ao Direito canônico, contrastados com as normas da Santa Sé, talvez melhor sintam no bolso o que não sentem no coração: é preciso parar com esta humilhação adrede imposta aos leigos católicos, já em razão de eles próprios merecerem tratamento condigno (ou, quando menos, a tolerância equivalente à que se concede aos inimigos da Igreja), já, sobretudo, porque, com símile recusa da Comunhão sobre a língua, o que mais e infinitamente aparenta afrontar-se são o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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7 dezembro, 2016

O Papa se cala, mas seus amigos cardeais falam. E acusam.

O prefeito do novo dicastério para a família ataca o Arcebispo de Filadélfia, Charles J. Chaput, pelo modo como ele implementa a  “Amoris Laetitia” em sua diocese. Eis as diretrizes que acabaram sob julgamento.

Por Sandro Magister, Roma, 23 de novembro de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com: Nenhuma palavra saiu da boca do Papa Francisco depois que quatro cardeais pediram-lhe publicamente para desmantelar cinco grandes “dúvidas” suscitadas pelas passagens mais controversas da “Amoris laetitia”:

> “Fazer clareza”. O apelo dos quatro cardeais ao Papa

jpg_1351420Ou melhor, uma não-resposta foi o que o papa deu, quando em uma entrevista a Stefania Falasca para o jornal da Conferência Episcopal Italiana “Avvenire”, em 18 de novembro, a um certo ponto ele disse, falando com intimidade à sua amiga de longa data:

Alguns – pense em certas réplicas à ‘Amoris laetitia’ – ainda não compreendem, ou é branco ou preto, mesmo que seja no fluxo de vida que se tem de discernir.”

E uma outra não-resposta foi dada na audiência geral da quarta-feira, 23 de novembro, dedicada exatamente à obra de misericórdia: “aconselhar os duvidosos”:

“Não façamos da fé uma teoria abstrata, onde as dúvidas se multiplicam”

Em compensação, meteram-se a falar no lugar do papa não poucos eclesiásticos de seu círculo, que competem entre si para dizer que a exortação pós-sinodal “Amoris laetitia” é por si só claríssima e não pode dar lugar a dúvidas e, portanto, quem levanta tais dúvidas, na realidade, ataca o papa e desobedece ao seu magistério.

E entre esses loquazes enviados, particularmente, tem se destacado o cardeal Christoph Schönborn, o qual já foi várias vezes citado publicamente pelo Papa Francisco como seu intérprete autorizado e primeiro guardião da doutrina da Igreja, ignorando o Cardeal Gerhard L. Müller, cujo papel como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé foi agora reduzido a um mero título honorário.

Mas, o mais incontinente foi outro cardeal, fresquinho no cardinalato, o americano Kevin J. Farrell, que disse em uma entrevista ao “National Catholic Reporter”:

“Em ‘Amoris laetitia’, é o Espírito Santo que fala. E ela deve ser tomada como ela é. É o documento guia para os próximos anos. Eu, honestamente, não vejo por que alguns bispos acham que devem intrepretá-la”.

Portanto, engana-se quem acha que Francisco irá ainda intervir. “Eu acho que o papa já falou o suficiente” – acrescentou Farrell – quando, em 5 de setembro, deu a sua aprovação para a exegese de “Amoris laetitia” feita pelos bispos Argentinos da região de Buenos Aires, segundo a qual é possível aos divorciados novamente casados no civil receberem a comunhão, ainda que continuem a viver “more uxório”, ou seja, “como marido e mulher”.

Farrell foi feito cardeal pelo Papa Jorge Mario Bergoglio no consistório de 19 de novembro passado. E desde agosto do ano passado é prefeito do novo dicastério Vaticano para os leigos, família e vida.

É, portanto, um dos novos rostos da nova Cúria de papa Francisco. Uma cúria que – é repetido várias vezes – não deve atropelar, mas promover a multiforme “criatividade” de cada Bispo na respectiva diocese.

Mas, na verdade, está acontecendo o oposto. Em outra entrevista – desta vez ao “Catholic News Service”, a agência da Conferência Episcopal dos Estados Unidos – Farrell não pensou duas vezes para atacar “ad personam” um bispo ilustre e seu compatriota, cuja “culpa” teria sido apenas aquela de oferecer à sua diocese as diretrizes para a implementação de “Amoris Laetitia”, as quais, obviamente, não agradaram ao próprio Farrell.

O agredido não é um desconhecido. Trata-se de Charles J. Chaput, Arcebispo de Filadélfia, a cidade que em 2015 sediou o Encontro Mundial das Famílias em que o Papa Francisco fez visita (ver foto).

Chaput é um franciscano e o primeiro bispo dos Estados Unidos oriundo de uma tribo nativa americana. A pastoral da família é uma de suas competências mais reconhecida. Ele participou no Sínodo sobre a família e no final de sua segunda e última sessão foi eleito por um grande número de votos entre os doze membros do conselho de cardeais e bispos que fazem ponte entre um Sínodo e o outro.

De acordo com Farrell, no entanto, ele cometeu o delito de ter ditado aos seus sacerdotes e fiéis diretrizes “fechadas”, ao invés de “abertas”, como Papa Francisco quer.

“Eu não compartilho do sentido que o Arcebispo Chaput deu”, disse o novo prefeito da pastoral do Vaticano para a família. “A Igreja não pode reagir, fechando as portas antes mesmo de ouvir as circunstâncias e as pessoas. Não é assim que se faz.”

Chaput reagiu ao incrível ataque com uma contra-entrevista ao “Catholic News Service”, reproduzida na íntegra no Italiano e Inglês neste post de “Setimo Cielo”:

> O Papa se cala, mas o neo-cardeal, seu amigo, fala e acusa. Não há paz sobre “Amoris Laetitia“.

Mas o que interessa agora é verificar de perto o assunto do litígio, ou seja, as orientações oferecidas por Chaput à sua Arquidiocese de Filadélfia.

Elas são reproduzidas no link abaixo. Estas sim, bem claras e sem sombra de dúvida.

Diretrizes pastorais para implementação de Amoris Laetitia – Arquidiocese de Filadélfia

É fácil notar que as orientações da Arquidiocese de Filadélfia são semelhantes àquelas ditadas pelo Cardeal Ennio Antonelli aos sacerdotes da Arquidiocese de Florença, divulgadas em outubro passado em http://www.chiesa:

> Em Roma, sim, em Florença não. Eis como “Amoris laetitia” divide a Igreja.

O Cardeal Antonelli foi arcebispo de Florença entre 2001-2008 e depois, por quatro anos, prefeito do Pontifício Conselho para a Família, quando foi substituído em 2012 por Dom Vincenzo Paglia e este ano pelo novo cardeal Farrell, no novo ministério expandido.

Também a ele é reconhecida uma competência indiscutível no assunto. Mas, não obstante tudo isso, o Papa Francisco não o chamou para participar do duplo Sínodo sobre a família.

Três meses após a publicação de “Amoris laetitia”, até mesmo Antonelli disse que estava “à espera de orientação com autoridade desejável” do papa, que esclarecesse os pontos obscuros da Exortação. Portanto, bem antes que viessem à tona os quatro cardeais com suas cinco “dubia”.

Mas, também a expectativa de Antonelli foi respondida pelo Papa Francisco apenas com o silêncio. Bem como às expectativas de muitos outros cardeais e bispos, que de modo reservado lhe dirigiram e continuam a dirigir apelos semelhantes, movidos por uma crescente preocupação com a confusão prevalecente em toda a Igreja, tanto na fé como nas obras.

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4 dezembro, 2016

Foto da semana.

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Rezemos em sufrágio das almas das vítimas do vôo que levava os atletas da Chapecoense.

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3 dezembro, 2016

Ecce nova facio omnia.

Por Gercione Lima | FratresInUnum.com

Hoje está fazendo exatamente um mês que passei pela maior cirurgia da minha vida!

Pelo tamanho da incisão em minha barriga, que se estende desde abaixo do seio até o início do púbis, imaginei que a recuperação fosse ser até mais sofrível!

Na primeira semana, até que foi mesmo, pois os grampos no lugar dos pontos e todos aqueles drenos e sondas eram um purgatório à parte!

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Ainda é difícil pra mim andar ereta e quando tento, sinto repuxar toda a área do abdomen que parece endurecida! Ainda não posso me abaixar, fazer esforços, ficar muito tempo sentada ou de pé, enfim, por mais algum tempo terei que me resguardar, o que é um pouco difícil para uma pessoa agitada como eu!

Durante esse tempo de recuperação passei por um período de muita fragilidade. Como já relatei por aqui, o tratamento do câncer de ovário é muito agressivo para o corpo, para mente e se não fosse por uma boa dose de fé, até o espírito ficaria abalado.

Na semana passada, estive com minha cirurgiã-oncologista e ela me mostrou o laudo da biópsia das “peças” que foram retiradas na cirurgia (útero, ovários, trompas, colo do útero, apêndice, 25 cm do cólon, omento ou peritônio e vários linfonodos).

Ela me disse que a maioria das peças tinha sinais de neoplasia, e que ainda existiam sinais microscópicos da doença que precisam ser combatidos com mais 3 ciclos de quimioterapia, cujo primeiro ciclo já está marcado para  segunda feira, 5 de dezembro.

Diante de um quadro como esse, certamente eu deveria estar comemorando, mas não é bem assim, pois o tipo de cancer ovariano que eu tenho, tem um índice alto de reincidência nos 5 primeiros anos, mesmo após o término das sessões de quimioterapia.

Na verdade, os médicos não falam em cura quando o diagnóstico de cancer no ovário é tardio, como foi no meu caso, pois o câncer passa a ser uma doença crônica, como o diabetes, que requer acompanhamento constante!

Felizmente, os tratamentos disponíveis hoje nos garantem uma boa chance de sobrevida se não houver outras complicações sérias! Mas estamos no tempo de Advento, que é também tempo de penitência e de espera por aquele grande milagre que foi a Encarnação do Verbo! E nesse meio tempo, continuo esperando por um milagre se for da vontade de Deus! Continuo também contando com a generosidade de suas orações!

Que Deus lhes recompense pela solidariedade e pela generosidade!

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2 dezembro, 2016

A intolerável agressão contra os quatro Cardeais.

Eis quem são os novos inquisidores. Um bando de hipócritas e sepulcros caiados, que perseguem há décadas a sua agenda eclesial, usando o Papa para afirmar seu próprio projeto de Igreja.

Por Riccardo Cascioli, 1 de dezembro de 2016 – La Nuova Bussola Quotidiana | Tradução: FratresInUnum.com: Eles foram pintados como “velhos imbecilizados”,  quatro cardeais isolados e fora do mundo, remanescentes de uma Igreja ultrapassada, que vê apenas a rigidez da doutrina e não compreende a misericórdia que entra nas dobras da vida. Em suma, um refugo da Igreja, um apêndice marginal sequer digno de um “sim” ou “não” às suas perguntas.

No entanto, eles devem despertar um grande medo, já que não é de hoje que estamos assistindo a um contínuo assalto de insultos e acusações que se tornaram agora um verdadeiro linchamento midiático contra a quatro cardeais – Raymond Burke, Walter Brandmüller, Carlo Caffara e Joachim Meisner – réus por terem tornado pública as cinco “Dubia” que já foram apresentadas ao Papa Francisco sobre a exortação apostólica Amoris Laetitia. Chegamos ao ponto em que temos até pedidos de demissão do Colégio dos Cardeais ou, alternativamente, sugestões para que o Papa remova deles o barrete cardinalício.

Os protagonistas são os mais variados: bispos que querem acertar contas pessoais, ex- filósofos que negam o princípio da não-contradição, cardeais amigos do Papa Francisco, que apesar da idade não abandonaram os sonhos revolucionários, intelectuais e jornalistas que se vêem como “guardiães da revolução “, e o inevitável Padre Antonio Spadaro, diretor da La Civiltà Cattolica e verdadeira eminência parda por trás deste pontificado, tanto que ele se tornou conhecido em Roma como vice-Papa. Este último, pois, como um adolescente qualquer, tornou-se o protagonista de bravatas em redes sociais que deixam qualquer um estupefato: primeiro com um tweet dirigido ao Cardeal Burke comparando-o com o “verme idiota” (Grima Wormtongue) da trilogia O Senhor dos Anéis (tweet posteriormente deletado); em seguida, ele começou a relançar tweets ofensivos contra os quatro partidos cardeais a partir de uma conta fake com o título “Habla Francisco” (Fala Francisco), que ontem se descobriu que tem o mesmo endereço de e-mail do Padre Spadaro na La Civiltà Cattolica. E, em seguida, o inevitável Alberto Melloni, ponto de referência da escola de Bolonha, que trabalha por uma reforma da Igreja, fundada sobre o “espírito” do Concílio Vaticano II.

É um verdadeiro e próprio tribunal da Inquisição que, ao atingir os quatro, tem a intenção clara de intimidar qualquer um que tenha a intenção de fazer perguntas até mesmo simples, e ainda mais aqueles que se atrevam a externar sua perplexidade.

É uma atitude preocupante, uma defesa do Papa no mínimo suspeita por parte daqueles que desafiaram e contestaram abertamente os predecessores do Papa Francisco. E tudo isso só por terem feito perguntas simples, pedindo esclarecimento sobre a Exortação Apostólica Amoris Laetitia que, como qualquer um pode ver, deu origem a interpretações conflitantes e certamente não conciliáveis. A este respeito, deve ser lembrado que a “Dubia” é uma ferramenta muito usada na relação entre bispos e a Congregação para a Doutrina da Fé (e através dela, ao Papa). A novidade neste caso é simplesmente o fato de terem tornado pública esta “Dubia”, mas, ainda assim, só depois de dois meses de espera em vão por uma resposta, é que os quatro cardeais legitimamente interpretaram como um convite para prosseguir com a discussão.

No entanto, para Melloni se trata de “um ato sutilmente subversivo, parte de um jogo potencialmente devastador, com instigadores ocultos, conduzidos sobre o fio de uma história medieval”. Ato subversivo, é o que dirá Melloni em outra entrevista, porque fazer perguntas significa colocar o Papa sob acusação, um método de inquisição. Coisa incrível: pedir esclarecimentos tornou-se atividade subversiva, ato próprio da Inquisição. E os “instigadores ocultos”? Acusações vagas, cenários fantasiosos, mas que devem dar a impressão de uma conspiração para ser confrontada com uma decisão. E, de fato, aqui está o próximo passo: “Quem fizer ataques como este (…) é alguém que tem como objetivo dividir a Igreja”, diz ele. E por isso aqui estão as consequências esperadas: “… no direito canônico é um crime, passível de punição”.

Algo verdadeiramente criminoso, porque eles querem dividir a Igreja“. Pouco importa se a realidade é exatamente o oposto: o que os leva a dirigir as perguntas ao Papa é justamente a constatação da divisão na Igreja provocada pelas interpretações opostas da Amoris Laetitia.

Há um forte mal cheiro de maoísmo na Igreja, rumores da Guarda Vermelha e da vanguarda revolucionária. Só faltam agora os campos de reeducação. Aliás, parece que já temos também esses, de acordo com o que propõe o próprio Melloni. Na verdade, isso explica por que o Papa Francisco não usou com Monsenhor Lucio Vallejo Balda – nos cárceres do Vaticano por causa do escândalo Vatileaks – aquela mesma clemência que ele não cansa de pedir para os encarcerados em vários países do mundo: “No final do Jubileu se entende o porquê: Papa Francisco não via naquele processo um procedimento penal, mas um gesto pedagógico contra os adversários “que se arriscam muito”. Em suma, atingir um para educar um cento.

Trata-se de uma leitura realmente preocupante, ainda mais quando se considera que os que hoje se lançam em defesa do Papa por causa de um simples esclarecimento de questões, algo que deveria ser normal, até ontem desafiavam abertamente os predecessores do papa Francisco. Aliás, eles vêem hoje no Papa Francisco a oportunidade de apagar tudo o que ensinaram Paulo VI e João Paulo II sobre a família. A encíclica Humanae Vitae (Paulo VI) e a Exortação Apostólica Familiaris consortio (João Paulo II) há muito têm sido o alvo de uma série de Conferências Episcopais da Europa (Áustria, Alemanha, Suíça, Bélgica) e no recente Sínodo sobre a família, por duas vezes.

E qual deles ficou chocado quando o cardeal Carlo Maria Martini escreveu claramente (Conversas noturnas em Jerusalém), que a Humanae Vitae produziu “danos significativos” com a proibição da contracepção porque “muitas pessoas se afastaram da Igreja e a Igreja do povo”? E quando ele disse que desejava um novo documento papal que superasse esses documentos, especialmente depois que João Paulo II seguiu “o caminho de uma aplicação estrita” da Humanae Vitae? Certamente nenhum deles, porque o que importa não é a objetividade do Magistério (cuja referência é a Revelação de Deus), mas o projeto ideológico desses dissidentes de vanguarda que se acham intérpretes da vontade popular.

E, então, há uma íntima coerência no fato de que os papistas de hoje são exatamente os rebeldes de ontem. Sim, os rebeldes. Porque de Paulo VI em diante, esses bispos e intelectuais, esses mestres da obediência ao Papa, declararam guerra ao Magistério se este não inclui o espírito do Vaticano II; assinavam manifestos, documentos e apelos nos quais contestavam abertamente o Papa reinante, fosse Paulo VI, João Paulo II ou Bento XVI. Recordemos pelo menos o documento pesado do conhecido moralista alemão Bernard Haring , em 1988, contra João Paulo II, que tanto apoio recebeu em toda a Europa, seguido logo após pela Declaração de Colônia, em 1989, com o mesmo conteúdo e assinada por numerosos teólogos e influentes alemães, austríacos, holandeses e suíços. Na Itália, tal declaração foi favoravelmente acolhida, entre outros, por Giovanni Gennari, que hoje é o guardião da ortodoxia nas colunas do jornal Avvenire.

Da mesma forma, no mesmo ano chegava na Itália o documento de 63 teólogos, uma “Carta aos cristãos” publicada nas colunas do Il Regno,  em que se contesta abertamente o magistério de João Paulo II. E no elenco dos signatários estão nomes conhecidos que se infiltraram nos seminários e universidades pontifícias nas últimas décadas, criando um verdadeiro e próprio magistério paralelo do qual hoje vemos os frutos amargos. Faziam-se de vítimas, mas todos fizeram carreiras brilhantes, alguns chegaram mesmo a se tornar bispos como o monsenhor Franco Giulio Brambilla, atualmente bispo de Novara e na corrida para suceder o cardeal Angelo Scola em Milão. Mas, por coincidência, entre as assinaturas encontramos o inevitável Alberto Melloni, com seus colegas da Escola de Bolonha (Giuseppe Alberigo na cabeça), o prior da Comunidade de Bose Enzo Bianchi, Dario Antiseri e Attilio Agnoletto.

Eles são os mesmos que continuaram a atacar publicamente Bento XVI, mesmo com provocações ostensivas no tocante à interpretação correta do Concílio Vaticano II que Melloni, Bianchi & cia, sempre consideraram como um caminho radical e irreversível “na compreensão da fé da Igreja”, contra a hermenêutica da reforma na continuidade explicada pelo Papa Ratzinger. E como poderíamos esquecer a rasgação de vestes desses mesmos senhores por causa da remoção das excomunhões dos lefebvrianos, ao passo que agora nem sequer um suspiro se levantou por causa das aberturas unilaterais de Francisco?

Estes são os personagens que hoje pretendem julgar cardeais, bispos e leigos preocupados com a grave confusão que se instaurou na Igreja. Um bando de hipócritas e sepulcros caiados, que perseguem há décadas a sua agenda eclesial, usando o Papa para afirmar seu próprio projeto de Igreja, e que hoje se permitem a arrogância dos que se acham no comando de uma bem sucedida e alegre máquina de guerra. Estes são os verdadeiros fundamentalistas, apoiados por uma imprensa complacente que não vê a hora de apagar definitivamente todos os traços da identidade Católica. Mas, que infelizmente para eles, não sucumbirá.

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