Posts tagged ‘Bento XVI’

17 janeiro, 2020

Eis o homem.

Por FratresInUnum.com, 17 de janeiro de 2020 – Desde que Francisco subiu ao pontificado, a atitude dos cardeais e bispos é de uma adulação superlativa, como se a obediência ao Papa supusesse a subserviência a um suserano absoluto. Mas, não o é!

Cardeal Robert Sarah. Foto: Stefano Spaziani

Assim como a Igreja pós-conciliar tem apenas um dogma, “o Concílio” (como se não houvesse 20 outros antes dele), a Igreja bergogliana tem um só dogma, “Francisco”, como se nunca tivesse existido um único Papa fora ele. Ele é a premissa maior de todos os raciocínios e um argumento de autoridade que apele para ele se impõe ipso facto. Não é apenas o abandono da Fé, mas também da razão.

Como mulheres submissas a um marido tirano, os hierarcas da Igreja Católica se comportam como coroinhas complacentes, como freiras apavoradas diante de sua Madre superiora. O Papa ditador se mostra como tal não apenas por seus atos, mas pela atitude geral que predomina na Igreja: como um tirano, todos têm medo de enfrentá-lo, pois a polícia que o assiste pode puni-los a qualquer momento. Coisa inédita! Todos os papas sempre foram criticados justamente pelos que hoje se mostram como zelosos papistas. Basta lembrar de toda a oposição que sofreu Paulo VI, João Paulo II e o próprio Bento XVI.

O livro recém-publicado pelo Cardeal Robert Sarah e por um outro sob censura está explodindo em vendas e já pode se tornar um best-seller. Há que se agradecer ao Vaticano por toda a propaganda! Mas não só…

A popularidade de Sarah subiu justamente porque ele teve a atitude que todos os católicos esperam de algum cardeal ou bispo: seja homem! Reaja! Mostre de algum modo o absurdo daquilo que Francisco está fazendo.

Sarah não apenas desmentiu Dom Gänswein, mas provou o que disse e continua mantendo-se firme e sereno em todos os desdobramentos que a publicação da obra trouxe para ele. Com a dignidade de alguém que não quer dividir a Igreja, não teve para com Francisco ou Bento XVI nenhum ato de rebeldia, mas, sim, de uma resistência eclesiástica que é, em todos os seus contornos, paradigmática.

Àqueles que pretendem de algum modo diminuir o gesto do cardeal, imponham-se os fatos. O livro de Sarah causou mais reboliço que todas as manifestações anteriores e, isto, por um motivo muito claro: ele fez o que todos deveriam fazer! Ele não recuou, mas agiu como um homem de Igreja e foi protagonista daquilo que poderíamos definir como enfrentamento humilde.

Quando Nosso Senhor desmascarou os fariseus que lhe queriam encurralar com uma pergunta capciosa, se era obrigatório ou não pagar o imposto a César, Ele não os xingou, não se rebelou, não criou uma confusão: apenas foi ao fatos e pediu uma moeda. De um jeito humilde, Cristo flagrou a malícia deles referindo-se aos fatos. E foi isto que fez o Cardeal Sarah!

Francisco sabe que não o pode atingir sem ser acusado de racismo, sem flagrar a sua vingança, o seu totalitarismo. Ao mesmo tempo, o livro de Sarah é irrespondível. Francisco está desmascarado.

Enquanto os progressistas estrebucham feito endemoninhados diante da Cruz, o Cardeal Sarah vende milhares de exemplares em poucas horas e os católicos do mundo dão, assim, a esses vândalos que querem destruir a sua Igreja, aquela resposta que estava entalada em suas gargantas.

Agora, resta saber se o único homem na ativa do colégio cardinalício continuará sendo o Cardeal Sarah (exceção feita aos cardeais dos dubia, que, ou já morreram, ou não possuem cargos) ou se outros cardeais se juntarão a ele!

15 janeiro, 2020

A Carta de Hummes sobre o Sínodo da Pachamamma e a novela do livro Ratzinger-Sarah.

Por FratresInUnum.com, 15 de janeiro de 2020 – Já está tudo pronto. Em cerca de um mês, entre fins de janeiro e começos de fevereiro, Francisco promulgará a Exortação apostólica sobre o Sínodo da Amazônia. Vazou a carta secreta de Dom Cláudio Hummes aos bispos participantes do Sínodo! Por esta, ele não esperava.

Sala Paulo VI, audiência geral de hoje: Papa Francisco e Dom Gaiswein.

Mas, afinal de contas, será que isto tem algo a ver com a novela do livro de Sarah-Ratzinger? A resposta parece ser bastante evidente, sobretudo se tivermos ciência das últimas informações relativas ao fato.

Antonio Socci, em seu perfil oficial, relatou uma versão vasada dos últimos acontecimentos. Segundo o jornalista, o livro teria explodido no Vaticano como uma bomba atômica. Papa Bergoglio, furioso, teria chamado pessoalmente o secretário de Bento XVI e Chefe da Casa Pontifícia, Dom Gänswein, com ordens de que o nome de Bento XVI fosse retirado do livro. O que pretendia, ao que parece, o papa argentino era uma desmentida total por parte de Ratzinger, a sua retirada completa da obra. Mas não foi o que aconteceu.

Ratzinger teve de enfrentar um dilema: faltar com a verdade (o que as provas apresentadas por Sarah impossibilitaram por completo), prejudicar o cardeal africano e obedecer a ordem do ditador para salvar o seu secretário, ou manter a versão íntegra dos fatos, com prejuízo de todos. Bento, então, adotou uma solução “salomônica”: doravante, o livro aparecerá “com a colaboração de Bento XVI”, ao invés de numa co-autoria — se as editoras aceitarem, pois a própria Ignatius Press, responsável pela tradução inglesa, teria se negado a alterar a capa, alegando ter recebido autorização (se tácita ou expressa, não sabemos) do próprio Gänswein! Que novela!

Consequentemente, aquilo que a corte Bergogliana tem apresentado é rigorosamente mentira: Bento XVI não retirou sua assinatura do livro. Ademais, Gänswein exagerou em seu “esclarecimento” e foi frontalmente contraposto pelo corajoso Cardeal Sarah, que não arredou o pé: poderia ter se suicidado publicamente em nome de uma suposta obediência — que seria subserviência aduladora, isso sim — ao Papa, mas foi digno.

A carta de Dom Claudio integralmente vazada mostra que a iminência da promulgação da próxima Exortação Apostólica pode ter sido o motivo principal da preocupação exasperada de Ratzinger-Sarah. A propósito, no Summit sobre a pedofilia no clero, Bento fez a mesma coisa: um texto dando o seu diagnóstico, à margem daquilo que foi dito na cúpula de representantes das Conferências Episcopais. Todavia, naquela ocasião, ele submetera sua versão à Secretaria de Estado e ao próprio Papa Francisco. Desta vez, porém, não submeteu… Por quê?

A carta de Dom Claudio mostra que a coisa é muito mais grave e que estão absolutamente conscientes do impacto que o documento causará contra eles mesmos: é toda uma preparação secreta, coletivas de imprensa a serem preparadas pelos bispos com a presença de índios, toda um mise-en-scène para causar a impressão de unidade e comunhão, um teatro calculado para paralisar a resistência católica diante de um atentado contra a sua religião.

O que está por vir na Exortação Apostólica que moveu Ratzinger-Sarah a uma cartada tão arriscada?

Precisamos nos preparar para a Exortação Apostólica e reavivar a nossa rejeição completa a tudo que significou este sínodo, o Sínodo da Pachamama.

Toda a operação midiática em torno do livro de Ratzinger-Sarah não passa de uma cortina de fumaça instrumentalizada em favor da secreta preparação para o engano do povo católico em relação ao Sínodo.

O que fazer? Precisamos alertar o maior número de pessoas sobre a iminente publicação de um documento que pretende ser o projeto piloto da invenção de um novo catolicismo: tribalista, ecologista, com um novo clero casado, com novos ministérios para as mulheres, com uma nova liturgia, enfim, uma nova religião fundada pelo papa argentino e sua corte. Não é possível ficar dormindo diante de tão absoluto perigo. É hora de reagir!

Converse com as pessoas que você puder, alerte sua família e seus amigos, a apostasia está adiantada demais. “Os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz”, eles trabalham no segredo e na escuridão. Precisamos gritar com toda a nossa voz. Não! Desta vez eles não conseguirão nos enganar!

14 janeiro, 2020

Confusão dos diabos.

Por FratresInUnum.com, 14 de janeiro de 2020 – Daqui a cem anos, os historiadores encherão volumes e volumes na tentativa descrever o esdrúxulo capítulo da história da Igreja que estamos vivendo. Os nossos bisnetos ficarão perplexos em como fomos tão enganados. De fato, a renúncia de Bento XVI e o pontificado sucessivo, com seus impasses e tensões, com suas maquinações estranhas, com seus fluxos e refluxos, são uma realidade que superou as ficções mais misteriosas, os suspenses mais intrincados…

Qual é o mistério que está por trás de tanta história mal contada?

Qual o trunfo capaz de coagir um Papa (emérito) a ir e vir,  a dizer e desdizer? Afinal, o que nos escondem?

O livro bombástico de Ratzinger-Sarah causou um estrondo sem precedentes no Vaticano e, como consequência, os progressistas estão estrebuchando até agora, em ataques de chilique a cada segundo mais histéricos. Enquanto Bergoglio faz silêncio, os bergoglianos gritam a valer. Vamos reconstruir os fatos:

À notícia da publicação do livro, o establishment Vaticano não apenas confirmou a veracidade do fato, mas corroborou a tese do livro, isentando Francisco de qualquer tentativa de flexibilização da disciplina do celibato e blindando-o completamente como um defensor intransigente de que os padres não venham a ganhar uma sogra.

Enquanto isso, progressistas do mundo inteiro lançavam a narrativa de que Bento XVI está praticamente caduco e que a movimentação era uma tentativa de contra-golpe do entourage ratzingeriano. Os ataques ao papa alemão começaram multiplicar-se de maneira alucinante.

Literalmente, os inimigos começaram a atirar pra todos os lados: disseram que Ratzinger censurou tantos teólogos por serem contra o Papa João Paulo II e agora estava ele contra o papa; que ele está inconsciente a maior parte do tempo e que isso só poderia, portanto, ser uma manipulação; que o próprio Ratzinger fora um dia defensor da ordenação dos viri probati

Hoje, o secretário pessoal de Bento XVI, o arcebispo Georg Gänswein, veio surpreendentemente a público dizer que o papa alemão não sabia da co-autoria do livro e que, portanto, solicitou a retirada de seu nome da capa, da introdução e da conclusão da obra. Porém, surpreendentemente, os editores acabam de vir à cena dizer que quem deu o Placet à publicação foi o próprio Gänswein!

Alem disso, hoje, porém, o Cardeal Sarah divulgou as cartas assinadas por Bento XVI que comprovam a sua ciência do fato, bem como publicou uma declaração em que conta detalhes e datas de suas conversas com ele.

Em suma, Sarah comprovou que Bento XVI era ciente do fato e deixou Gänswein numa situação praticamente insustentável, mas que é confortável para o único que tem autoridade para exigi-la e que se beneficiou disso: Jorge Mário Bergoglio.

Por que Bento XVI capitulou? Que elementos de chantagem poderiam ter sido usados contra ele a ponto de obrigá-lo a voltar atrás numa decisão pública? Seriam estes os mesmos motivos que o fizeram renunciar “ao exercício ativo do ministério petrino”? São conjecturas permitidas a qualquer pessoa inteligente, que conecta causa e efeito de maneira racional. O que nos escondem?

O livro de Ratzinger-Sarah não era uma obra de insurreição contra a autoridade de Francisco e nem sequer estava escrito em tônica indignada… Eram apenas conselhos ponderados de dois homens de Igreja. Mas…

A autoridade de Francisco está tão abalada que este ato modesto e eloquente foi suficiente para sacudir as bases do seu pontificado. Daí a revolta! Francisco não se sustenta mais, seu papado está chagado de morte e ele é muito consciente de sua autoridade moral e intelectual nula diante da gigante influência do seu predecessor. Isto é um fato!

Não deixa de ser intrigante, porém, que Gänswein trate como um mal-entendido aquilo que Sarah comprova como tendo sido muito bem entendido e, ademais, como a sua “única versão dos fatos”.

Desde a renúncia de Bento XVI e da eleição de Francisco, os fiéis são tratados como retardados e tudo sempre é explicado como um grande “mal entendido”. A tática retórica já passou dos limites e, mais uma vez, os fiéis católicos sabem que estão sozinhos na resistência contra a revolução bergogliana, embora tenhamos de confessar a admirável firmeza do Cardeal Sarah, que não desertou, apesar de todas as pressões.

O episódio entrará nas crônicas oficiais vaticanas só como um equívoco, um desacerto, uma imprecisão. Passarão os anos e talvez não estejamos mais aqui quando os verdadeiros bastidores deste imbroglio forem devidamente esclarecidos. Os historiadores do futuro ficarão com muita pena de nós, ou talvez pensem que sejamos apenas uns defuntos imbecis, e se admirarão de que tenhamos podido conviver com tamanha obscuridade, com esta insuportável confusão dos diabos.

14 janeiro, 2020

Sarah se pronuncia.

Comunicado do Cardeal Robert Sarah publicado há pouco em seu Twitter. Abaixo, tradução de FratresInUnum.com:

No último dia 5 de setembro, após uma visita ao mosteiro Mater Ecclesiae, onde vive Bento XVI, escrevi ao Papa emérito para lhe pedir se possível que escrevesse um texto sobre o sacerdócio católico, com uma atenção particular a respeito do celibato. Expliquei-lhe que eu mesmo havia começado uma reflexão, em oração. E adicionei: “Imagino que o senhor pensaria que as suas reflexões poderiam não ser oportunas por conta das polêmicas que elas provocariam, talvez nos jornais, mas estou convencido que toda a Igreja tem necessidade deste dom, que poderia ser publicado no Natal ou no início do ano de 2020”

Em 20 de setembro, o Papa emérito me agradeceu, ao me escrever que ele também, por sua vez, antes mesmos de ter recebido a minha carta, havia começado a escrever um texto a este respeito, mas que suas forças não lhe permitiriam mais redigir um texto teológico. Não obstante, minha carta o encorajava a retomar esse longo trabalho. Ele acrescentou que transmitiria o texto a mim assim que a tradução em língua italiana estivesse pronta.

Em 12 de outubro, durante o sínodo dos bispos sobre a Amazônia, o Papa emérito me enviou sob confidencialidade um longo texto, fruto de seu trabalho meses. Ao constatar a amplitude deste escrito, tanto sobre o conteúdo quanto à forma, eu imediatamente considerei que ele não seria de se propor a um jornal ou a uma revista, tanto por seu volume como por sua qualidade. Então, imediatamente propus ao Papa emérito a publicação de um livro que seria um imenso bem para a Igreja, integrando o seu próprio texto e o meu. APós diversos intercâmbios em vista da elaboração do livro, eu, finalmente, enviei, em 19 de novembro, um manuscrito completo ao Papa emérito contendo, como havíamos decidido em comum acordo, a capa, uma introdução e uma conclusão comuns, o texto de Bento XVI e o meu próprio texto. Em 25 de novembro, o Papa emérito exprimiu sua grande satisfação a respeito dos textos redigidos em comum e adicionou isto: “De minha parte, estou de acordo de que o texto seja publicado na forma que o senhor previu”.

Em 3 de dezembro, dirigi-me ao Mosteiro Mater Ecclesiae para agradecer mais uma vez o Papa emérito de me conceder tão grande confiança. Eu lhe expliquei que nosso livro seria impresso durante as férias de Natal, que seria lançado na quarta-feira, 15 de janeiro, e que, consequentemente, eu viria lhe trazer a obra no início de janeiro, após retornar de uma viagem ao meu país natal.

A polêmica que visa há várias horas me manchar, ao insinuar que Bento XVI não fora informado da publicação do livro “Do mais profundo de nossos corações”, é profundamente abjeta. Eu perdoo sinceramente a todos que me caluniam ou que querem me opor ao Papa Francisco. Minha ligação com Bento XVI permanece intacta e minha obediência filial ao Papa Francisco absoluta.

Comunicado Sarah

14 janeiro, 2020

Esmagado pela pressão da Misericórdia.

FratresInUnum.com, 14 de janeiro de 2020 – Depois de comprovar, por documentos, a co-autoria de Bento XVI do novo livro sobre o celibato sacerdotal, o Cardeal Robert Sarah foi misericordiosamente movido a retirar o nome de Ratzinger da publicação.

Ele tweetou há cerca de 30 minutos: “Considerando as polêmicas que provocaram o aparecimento da obra “Do mais profundo de nossos corações”, decidiu-se que o autor do livro será para as próximas publicações: Card. Sarah, com a contribuição de Bento XVI. No entanto, o texto completo permanece absolutamente sem mudanças. + RS“.

13 janeiro, 2020

Os dois papas. Da ficção à realidade.

Por FratresInUnum.com, 13 de janeiro de 2020 – Alguns dias antes do Natal, a Netflix lançou o filme “Os dois papas”, que apresenta o antagonismo entre Bento XVI e Francisco, tentando apresentar este último como um santo visionário e o primeiro como um carreirista indiferente ao povo. Não houve reação negativa do Vaticano, pelo contrário, um dos imóveis da Santa Sé estampavam um enorme outdoor do filme.

Ninguém imaginava, porém, que, apenas alguns dias depois do lançamento desta ficção, veríamos a realidade concretizada: Bento XVI uniu-se ao cardeal Robert Sarah e, antes da publicação da Exortação Apostólica resultante do Sínodo da Amazônia, ambos resolveram quebrar o silêncio e dar uma lufada de esperança na resistência católica. “Não podemos nos calar”! E publicaram um livro em apologia ao celibato apostólico.

Os progressistas não demoraram a estrebuchar. Insinuam rebelião ou mesmo que o entorno de Bento aproveita-se de sua senilidade. Jornais, sites, blogs, redes sociais atacam a Bento e tentam impor, com argumento de autoridade pontifícia, a continuidade da agenda pela ordenação de homens casados.

Os gritos são o sinal mais evidente de que eles, de fato, estão perdendo. E também confirmam estridentemente a autoridade moral de Bento XVI sobre a Igreja, autoridade que Francisco perdeu graças ao seu desastroso magistério e de que conserva apenas o rótulo nominal, a figura jurídica, o cargo.

De fato, é muito difícil conter a onda de desprestígio e até os bergoglianos mais fanáticos, os progressistas mais radicais, começam a reconhecer, mesmo que implicitamente, que este pontificado está em dias de declínio.

Efetivamente, dizem que o clima de pré-conclave já está bastante forte em Roma. Os dois candidatos do establishment são Parolim, o Secretário de Estado que está entregando a Igreja da China na mão do governo comunista, e Tagle, recém nomeado para a Congregação para a Evangelização dos Povos, um progressista de tipo “simpático”, que até os poloneses ingenuamente chamam de o “Wojtyła do Oriente”. É inegável, também, que Bento XVI esteja apresentando Sarah como o seu candidato. Mas os sinais do declínio do pontificado de Francisco não param por aí…

Até Leonardo Boff fez um artigo elogioso a Ratzinger, puxando para si a honra de ter sido “amigo” dele, de ter a publicação da tese paga por ele e, por fim, de ter sido enquadrado por ele apenas porque o mesmo ocupava uma posição oficial e praticamente forçada, que o teria obrigado a agir de maneira pouco proveitosa para Boff. – Quem te viu, quem te vê!

O próprio Vatican News fez um recuo estratégico diante da notícia da publicação do livro de Ratzinger-Sarah, dizendo que Francisco sempre teve posição contrária à flexibilização da disciplina do celibato na Igreja ocidental.

Os órgãos da grande imprensa, porém, destacaram a oposição de Bento XVI a Francisco, oposição até então tácita, mas, agora, pública e incontestável, oposição que não é apenas dele.

Bento XVI está bastante ancião, mais perto da eternidade, e, como o maior intelectual vivo da Igreja Católica, está dando um aviso muito claro para a resistência dos fiéis: continuem, não cruzem os braços, perseverem na fé e não abandonem o combate pelo catolicismo, custe o que custar! É um testamento espiritual!

O livro de Bento XVI e Sarah, mais do que um ensaio sobre um tema teórico, tem uma importância simbólica ineludível. Eles estão dando voz a uma multidão de fiéis que não suportam mais a agressão diária da sua doutrina, do catolicismo de sempre; eles estão amplificando a indignação de populações inteiras contra um papa que resolveu ser um representante da esquerda internacional e não o pastor supremo da Igreja de Cristo.

Fernando Meirelles, de fato, percebeu que existe um antagonismo real entre “os dois papas”, mas, por causa de sua visão distorcida, esquerdista, enxergou em Ratzinger um burocrata e em Francisco o pastor amoroso. Esta inversão não demorou a ser desmentida pela própria realidade: o tapa de Francisco na mão de uma mulher, mostrou o seu verdadeiro rosto, o de um ditador agressivo; e, dias depois, a TV Bávara fez um documentário a respeito da vida de Bento XVI como emérito no mosteiro “Mater Ecclesiæ”, o qual revela o quanto simples e amoroso é o papa alemão, o quanto fala com o coração, o quanto é humilde (o link do documentário completo está aqui.

Meirelles não percebeu, por fim, uma tensão mais tensa que subjaz a este pontificado. Não são apenas “dois papas” que coexistem, mas “duas Igrejas”: a Igreja Católica e a outra; uma é Santa, a outra, depravada; uma é fiel, a outra, herética; uma é verdadeira, apesar de perseguida, a outra, falsa, apesar de oficial. Já não é mais possível ignorar esta coexistência contraditória, apesar do concordismo de muitos, que retoricamente querem fazer coincidir aquilo que é inconciliável.

Os exclusivistas tentarão subestimar a reação de Bento XVI como desapropriada, os entreguistas continuarão dizendo que não adianta lutar e que Bergoglio detém o poder. Todas atitudes que pretendem apenas desmotivar a luta dos fiéis católicos, o bom combate da resistência.

Não nos deixemos abater. A Igreja fiel continua firme e vigorosa, levantando sua voz contra todos os abomínios do presente pontificado. Não nos acovardemos! Mais do que nunca, agora é a hora de levantarmos o ânimo e resistir, pois “as portas do inferno não prevalecerão”! E esta é uma garantia de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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13 janeiro, 2020

Bento XVI defende que celibato dos padres na Igreja Católica tem um “grande significado”.

Por Expresso – Papa emérito Bento XVI defende o celibato dos padres na Igreja Católica num livro que é publicado esta semana e que foi antecipado em parte pelo jornal francês “Le Figaro”. O seu sucessor, o Papa Francisco, está a considerar um pedido para que homens casados possam ser ordenados padres na Amazónia.

No livro, assinado em coautoria com o cardeal Robert Sarah, Bento XVI escreve que não poderia permanecer calado sobre o assunto, sublinhando que o celibato tem um “grande significado” porque permite aos padres concentrarem-se nos seus deveres.

Com 92 anos, o Papa emérito defende que “não parece possível concretizar ambas as vocações [o sacerdócio e o matrimónio] simultaneamente”.

“É urgente e necessário que todos – bispos, padres e leigos – parem de se deixar intimidar pelos apelos mal direcionados, pelas produções teatrais, pelas mentiras diabólicas e pelos erros da moda que tentam derrubar o celibato sacerdotal”, escreveu.

BENTO XVI NÃO TEM ANDADO “ESCONDIDO DO MUNDO”

Em 2013, Bento XVI tornou-se o primeiro pontífice a renunciar em quase seis séculos, invocando problemas de saúde.

Na altura, prometeu ficar “escondido do mundo” mas, desde então, tem manifestado as suas posições em artigos, livros e entrevistas, advogando uma abordagem diferente da do Papa Francisco, visto como mais progressista.

Bento XVI ainda vive dentro dos muros do Vaticano num antigo mosteiro.

O Vaticano ainda não se pronunciou sobre o livro.

BISPOS PEDIRAM A ORDENAÇÃO DE HOMENS CASADOS

Em outubro do ano passado, bispos católicos, reunidos no Sínodo da Amazónia, pediram a ordenação de homens casados como sacerdotes, uma solução apresentada para enfrentar a escassez de clérigos naquela região. Trata-se de uma proposta histórica que pode pôr fim a séculos de tradição católica romana.

A maioria dos 180 bispos de nove países da Amazónia pediu também ao Vaticano para reabrir um debate sobre a ordenação de mulheres como diáconos, sustentando que “é urgente que a Igreja promova e confira na Amazónia ministérios para homens e mulheres de maneira equitativa”, de acordo com o documento final.

A Igreja Católica, que abarca quase duas dezenas de diferentes ritos, já permite sacerdotes casados nas igrejas de rito oriental e em casos em que os sacerdotes anglicanos previamente casados se convertem à Igreja. No entanto, se o Papa Francisco aceitar a proposta deste sínodo, será o início de uma nova era para a Igreja Católica de rito latino após mais de um milénio.

Alguns porta-vozes mais conservadores e tradicionalistas da Igreja têm advertido que qualquer abertura papal a sacerdotes casados ou mulheres diáconos conduzirá a Igreja à ruína, acusando os organizadores do sínodo e o próprio Papa de heresia por considerarem a flexibilidade no celibato sacerdotal obrigatório.

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18 novembro, 2019

Bento XVI escreve uma nova oração: “Também hoje a nossa Fé é ameaçada por mudanças reducionistas, cujas modas mundanas querem submetê-la”.

Por FratresInUnum.com, 18 de novembro de 2019 – Rompendo o seu silêncio, Bento XVI compôs uma oração para a Diocese austríaca de Burgenland Einsenstadt, fazendo referência ao desmantelamento da Igreja. Embora tenha sido composta em junho e divulgada agora, contém elementos significativos também em relação a episódios mais recentes, como o Sínodo da Amazônia, que na época já estava bem delineado.

Oração do Papa Bento XVI

Senhor Jesus Cristo,

São mais de dezenove séculos anos desde quando Vós, o Verbo eterno de Deus, entrastes no tempo e Vos fizestes carne – Vós vos fizestes homem. Não rejeitastes a Vossa natureza humana como um vestido depois de a ter assumido por pouco tempo. Não, até a Vossa morte sobre a cruz Vós a assumistes, Vós a tendes transpassada e sofrestes por ela, e permaneceis, depois de ressuscitado, homem para sempre. Na parábola, Vos comparastes com o grão de trigo que cai na terra e morre, mas não permanece isolado, antes, emerge de novo e produz constantemente fruto. Na Sagrada Eucaristia Vós sempre estais presente entre nós, Vos entregais em nossas mãos e aos nossos corações, a fim de que possa surgir uma nova humanidade. O Vosso fazer-Vos homem não é para nós uma experiência distante, ao contrário, toca a todos, chama-nos a todos. Ajudai-nos a compreender sempre mais. Ajudai-nos a viver e a morrer no segredo do grão de trigo e a contribuir com o surgimento de uma nova humanidade.

Antes de deixardes este mundo e de voltardes ao Pai, para depois voltardes entre nós, Vós entregastes a alguns homens a missão de ir a todo o mundo e de batizar os povos em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. E o ser batizados nos faz ser uma nova comunidade, a Vossa Igreja. Como Vós anunciastes, este Vosso novo Corpo – que se estende por todo o mundo – se distingue pela Vossa proximidade, que anima o próprio corpo. Mas é também distinto pela nossa fragilidade, que se supera apenas lentamente.

Neste momento da nossa história, agradecemo-Vos pela graça de ter-nos chamado a fazer parte da Vossa Igreja. Agradecemo-Vos pelas realidades belas e grandes que se tornam visíveis no mundo por meio dela. Pedimo-vos também que nos ajudeis a enfrentar a obscuridade que, de tempos em tempos, é sempre ameaçadoramente ativa dentro dela. (…)

A missão da Igreja é, portanto, também aquela de aglomerar as várias línguas e as histórias de cada parte em uma nova unidade. Nesta situação, pensamos antes de tudo nos inícios da Fé no interior da nossa pátria, à época em que Vós nos enviastes a grande figura de São Martinho, bispo de Tours. Martinho nasceu na nossa terra – a então província romana da Panônia – e as suas origens fazem que nos pertença para sempre de um modo especial. Seguindo a vontade do seu pai, ele se tornou um soldado romano e chegou à Gália, ao outro extremo do continente. Encontrou-vos a Vós, Senhor Jesus Cristo, na figura de um mendigo e, dividindo com ele o seu manto – a sua casa, poderíamos dizer –, Vos reconheceu no seu coração. Vós lhe concedestes um grande mestre, Hilário de Poitiers, que iluminou a sua inteligência e, de tal modo, protegeu-o das insídias do arianismo. Assim, ele foi preservado daquela falsa norma da Fé cristã, que transmitia aos povos recentemente convertidos uma imagem diminuída de Nosso Senhor e impedia, portanto, o acesso à verdadeira Fé. Seguindo as pegadas de Santo Hilário, São Martinho voltou ainda uma vez à sua terra, para, depois, retornar novamente à Gália, onde iniciou o grande ministério da sua vida.

Também hoje a nossa Fé é ameaçada por mudanças reducionistas, cujas modas mudanas querem submetê-la para subtraí-la à sua grandeza.

Ajudai-nos, Senhor, neste nosso tempo, a ser e a permanecer verdadeiramente católicos – a viver e a morrer na grandeza da Vossa verdade e na Vossa divindade. Dai-nos sempre bispos corajosos, que nos guiem à unidade da Fé, com os santos de todos os tempos, e nos mostrem como agir de modo adequado ao serviço da reconciliação, à qual o nosso episcopado é chamado de modo especial. Senhor Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Benedictus XVI.

Mosteiro Mater Ecclesiæ, 8 de junho de 2019.

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1 setembro, 2019

Foto da semana.

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Vaticano, 10 de agosto de 2019: Bento XVI recebe os monges da Congregação agostiniana de Windesheim, Holanda. Nesta semana, foi divulgada uma resposta de Bento XVI às críticas que recebeu de progressistas sobre a sua intervenção no debate acerca da crise de abusos sexuais. Nela, o Papa emérito vai ao cerne da questão: “Deus não aparece de forma alguma”. Na corrente bergogliana, vê-se introduzida na teologia o que Bento imputava à sociedade ocidental: agem como se Deus não existisse.

Abaixo, a íntegra:

“A contribuição da senhora Aschmann (“O verdadeiro sofrimento católico em 1968“, HK, julho de 2019, 44-47), apesar de sua unilateralidade, pode estimular uma reflexão mais aprofundada. Trata-se de uma reação à minha publicação no Klerusblattpara esclarecer a crise dos abusos (nº 4/2019, 75-81). A reação é insuficiente e é típica do déficit geral de recepção ao meu texto.

Parece-me que nas quatro páginas do artigo da sra. Aschmann não apareça a palavra Deus, algo que eu coloquei no centro da questão. Escrevi: “Um mundo sem Deus só pode ser um mundo sem significado … A sociedade ocidental é uma sociedade em que Deus está ausente para o grande público e não tem nada a dizer a ele. E é por isso que é uma sociedade em que a medida do ser humano está sendo cada vez mais perdida”.

Pelo que eu posso ver na maioria das reações à minha contribuição, Deus não aparece de forma alguma, e, portanto, não é enfrentado justamente aquilo que eu queria enfatizar como o ponto principal da questão. O fato de o artigo da sra. Aschmann ignore a passagem central de minha argumentação, assim como a maioria das reações de que tomei conhecimento, mostra-me a gravidade de uma situação em que a palavra Deus costuma parecer marginalizada na teologia”.

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27 agosto, 2019

Bento XVI responde a críticas à sua reflexão sobre Igreja e a crise de abuso sexual.

Vaticano, 27 Ago. 19 / 08:42 am (ACI).- O Papa Emérito Bento XVI respondeu às críticas sobre sua reflexão dedicada à crise de abusos, dizendo que muitas das reações confirmaram sua tese central, de que é a apostasia e o afastamento da fé o que se encontram no coração da crise, ao nem sequer mencionar Deus na crítica à sua reflexão.

Em uma breve declaração, em reação às críticas publicadas na revista alemã “Herder Korrespondenz”, Bento XVI adverte sobre um “déficit geral” nas reações à sua reflexão, indicando que, em grande parte, não entenderam o sentido desta.

Publicada pelo Grupo ACI e outros meios de comunicação, a reflexão de Bento XVI descreveu o impacto que teve a revolução sexual, assim como – independentemente desta – o colapso da teologia moral na década de 1960. O Papa Emérito sugeriu como a Igreja deveria responder, reconhecendo em princípio que “somente a obediência e o amor a nosso Senhor Jesus Cristo pode nos mostrar o caminho”.

As reações à reflexão foram particularmente veementes na Alemanha, onde os especialistas dizem que o Papa Emérito, natural da Baviera, foi objeto de críticas constantes por parte de certos setores.

Citando como exemplo a reação negativa de um professor alemão de história, Bento XVI assinala que, embora esse texto em particular tenha quatro páginas, “a palavra de Deus não aparece [nenhuma vez]”, apesar de a apostasia ter sido a reivindicação central de seu argumento.

As críticas deste tipo servem apenas para demonstrar “a gravidade da situação”, advertiu Bento XVI, “em que a palavra Deus muitas vezes parece estar à margem, mesmo na teologia”.

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