Posts tagged ‘Bento XVI’

14 janeiro, 2020

Esmagado pela pressão da Misericórdia.

FratresInUnum.com, 14 de janeiro de 2020 – Depois de comprovar, por documentos, a co-autoria de Bento XVI do novo livro sobre o celibato sacerdotal, o Cardeal Robert Sarah foi misericordiosamente movido a retirar o nome de Ratzinger da publicação.

Ele tweetou há cerca de 30 minutos: “Considerando as polêmicas que provocaram o aparecimento da obra “Do mais profundo de nossos corações”, decidiu-se que o autor do livro será para as próximas publicações: Card. Sarah, com a contribuição de Bento XVI. No entanto, o texto completo permanece absolutamente sem mudanças. + RS“.

13 janeiro, 2020

Os dois papas. Da ficção à realidade.

Por FratresInUnum.com, 13 de janeiro de 2020 – Alguns dias antes do Natal, a Netflix lançou o filme “Os dois papas”, que apresenta o antagonismo entre Bento XVI e Francisco, tentando apresentar este último como um santo visionário e o primeiro como um carreirista indiferente ao povo. Não houve reação negativa do Vaticano, pelo contrário, um dos imóveis da Santa Sé estampavam um enorme outdoor do filme.

Ninguém imaginava, porém, que, apenas alguns dias depois do lançamento desta ficção, veríamos a realidade concretizada: Bento XVI uniu-se ao cardeal Robert Sarah e, antes da publicação da Exortação Apostólica resultante do Sínodo da Amazônia, ambos resolveram quebrar o silêncio e dar uma lufada de esperança na resistência católica. “Não podemos nos calar”! E publicaram um livro em apologia ao celibato apostólico.

Os progressistas não demoraram a estrebuchar. Insinuam rebelião ou mesmo que o entorno de Bento aproveita-se de sua senilidade. Jornais, sites, blogs, redes sociais atacam a Bento e tentam impor, com argumento de autoridade pontifícia, a continuidade da agenda pela ordenação de homens casados.

Os gritos são o sinal mais evidente de que eles, de fato, estão perdendo. E também confirmam estridentemente a autoridade moral de Bento XVI sobre a Igreja, autoridade que Francisco perdeu graças ao seu desastroso magistério e de que conserva apenas o rótulo nominal, a figura jurídica, o cargo.

De fato, é muito difícil conter a onda de desprestígio e até os bergoglianos mais fanáticos, os progressistas mais radicais, começam a reconhecer, mesmo que implicitamente, que este pontificado está em dias de declínio.

Efetivamente, dizem que o clima de pré-conclave já está bastante forte em Roma. Os dois candidatos do establishment são Parolim, o Secretário de Estado que está entregando a Igreja da China na mão do governo comunista, e Tagle, recém nomeado para a Congregação para a Evangelização dos Povos, um progressista de tipo “simpático”, que até os poloneses ingenuamente chamam de o “Wojtyła do Oriente”. É inegável, também, que Bento XVI esteja apresentando Sarah como o seu candidato. Mas os sinais do declínio do pontificado de Francisco não param por aí…

Até Leonardo Boff fez um artigo elogioso a Ratzinger, puxando para si a honra de ter sido “amigo” dele, de ter a publicação da tese paga por ele e, por fim, de ter sido enquadrado por ele apenas porque o mesmo ocupava uma posição oficial e praticamente forçada, que o teria obrigado a agir de maneira pouco proveitosa para Boff. – Quem te viu, quem te vê!

O próprio Vatican News fez um recuo estratégico diante da notícia da publicação do livro de Ratzinger-Sarah, dizendo que Francisco sempre teve posição contrária à flexibilização da disciplina do celibato na Igreja ocidental.

Os órgãos da grande imprensa, porém, destacaram a oposição de Bento XVI a Francisco, oposição até então tácita, mas, agora, pública e incontestável, oposição que não é apenas dele.

Bento XVI está bastante ancião, mais perto da eternidade, e, como o maior intelectual vivo da Igreja Católica, está dando um aviso muito claro para a resistência dos fiéis: continuem, não cruzem os braços, perseverem na fé e não abandonem o combate pelo catolicismo, custe o que custar! É um testamento espiritual!

O livro de Bento XVI e Sarah, mais do que um ensaio sobre um tema teórico, tem uma importância simbólica ineludível. Eles estão dando voz a uma multidão de fiéis que não suportam mais a agressão diária da sua doutrina, do catolicismo de sempre; eles estão amplificando a indignação de populações inteiras contra um papa que resolveu ser um representante da esquerda internacional e não o pastor supremo da Igreja de Cristo.

Fernando Meirelles, de fato, percebeu que existe um antagonismo real entre “os dois papas”, mas, por causa de sua visão distorcida, esquerdista, enxergou em Ratzinger um burocrata e em Francisco o pastor amoroso. Esta inversão não demorou a ser desmentida pela própria realidade: o tapa de Francisco na mão de uma mulher, mostrou o seu verdadeiro rosto, o de um ditador agressivo; e, dias depois, a TV Bávara fez um documentário a respeito da vida de Bento XVI como emérito no mosteiro “Mater Ecclesiæ”, o qual revela o quanto simples e amoroso é o papa alemão, o quanto fala com o coração, o quanto é humilde (o link do documentário completo está aqui.

Meirelles não percebeu, por fim, uma tensão mais tensa que subjaz a este pontificado. Não são apenas “dois papas” que coexistem, mas “duas Igrejas”: a Igreja Católica e a outra; uma é Santa, a outra, depravada; uma é fiel, a outra, herética; uma é verdadeira, apesar de perseguida, a outra, falsa, apesar de oficial. Já não é mais possível ignorar esta coexistência contraditória, apesar do concordismo de muitos, que retoricamente querem fazer coincidir aquilo que é inconciliável.

Os exclusivistas tentarão subestimar a reação de Bento XVI como desapropriada, os entreguistas continuarão dizendo que não adianta lutar e que Bergoglio detém o poder. Todas atitudes que pretendem apenas desmotivar a luta dos fiéis católicos, o bom combate da resistência.

Não nos deixemos abater. A Igreja fiel continua firme e vigorosa, levantando sua voz contra todos os abomínios do presente pontificado. Não nos acovardemos! Mais do que nunca, agora é a hora de levantarmos o ânimo e resistir, pois “as portas do inferno não prevalecerão”! E esta é uma garantia de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tags: ,
13 janeiro, 2020

Bento XVI defende que celibato dos padres na Igreja Católica tem um “grande significado”.

Por Expresso – Papa emérito Bento XVI defende o celibato dos padres na Igreja Católica num livro que é publicado esta semana e que foi antecipado em parte pelo jornal francês “Le Figaro”. O seu sucessor, o Papa Francisco, está a considerar um pedido para que homens casados possam ser ordenados padres na Amazónia.

No livro, assinado em coautoria com o cardeal Robert Sarah, Bento XVI escreve que não poderia permanecer calado sobre o assunto, sublinhando que o celibato tem um “grande significado” porque permite aos padres concentrarem-se nos seus deveres.

Com 92 anos, o Papa emérito defende que “não parece possível concretizar ambas as vocações [o sacerdócio e o matrimónio] simultaneamente”.

“É urgente e necessário que todos – bispos, padres e leigos – parem de se deixar intimidar pelos apelos mal direcionados, pelas produções teatrais, pelas mentiras diabólicas e pelos erros da moda que tentam derrubar o celibato sacerdotal”, escreveu.

BENTO XVI NÃO TEM ANDADO “ESCONDIDO DO MUNDO”

Em 2013, Bento XVI tornou-se o primeiro pontífice a renunciar em quase seis séculos, invocando problemas de saúde.

Na altura, prometeu ficar “escondido do mundo” mas, desde então, tem manifestado as suas posições em artigos, livros e entrevistas, advogando uma abordagem diferente da do Papa Francisco, visto como mais progressista.

Bento XVI ainda vive dentro dos muros do Vaticano num antigo mosteiro.

O Vaticano ainda não se pronunciou sobre o livro.

BISPOS PEDIRAM A ORDENAÇÃO DE HOMENS CASADOS

Em outubro do ano passado, bispos católicos, reunidos no Sínodo da Amazónia, pediram a ordenação de homens casados como sacerdotes, uma solução apresentada para enfrentar a escassez de clérigos naquela região. Trata-se de uma proposta histórica que pode pôr fim a séculos de tradição católica romana.

A maioria dos 180 bispos de nove países da Amazónia pediu também ao Vaticano para reabrir um debate sobre a ordenação de mulheres como diáconos, sustentando que “é urgente que a Igreja promova e confira na Amazónia ministérios para homens e mulheres de maneira equitativa”, de acordo com o documento final.

A Igreja Católica, que abarca quase duas dezenas de diferentes ritos, já permite sacerdotes casados nas igrejas de rito oriental e em casos em que os sacerdotes anglicanos previamente casados se convertem à Igreja. No entanto, se o Papa Francisco aceitar a proposta deste sínodo, será o início de uma nova era para a Igreja Católica de rito latino após mais de um milénio.

Alguns porta-vozes mais conservadores e tradicionalistas da Igreja têm advertido que qualquer abertura papal a sacerdotes casados ou mulheres diáconos conduzirá a Igreja à ruína, acusando os organizadores do sínodo e o próprio Papa de heresia por considerarem a flexibilidade no celibato sacerdotal obrigatório.

Tags:
18 novembro, 2019

Bento XVI escreve uma nova oração: “Também hoje a nossa Fé é ameaçada por mudanças reducionistas, cujas modas mundanas querem submetê-la”.

Por FratresInUnum.com, 18 de novembro de 2019 – Rompendo o seu silêncio, Bento XVI compôs uma oração para a Diocese austríaca de Burgenland Einsenstadt, fazendo referência ao desmantelamento da Igreja. Embora tenha sido composta em junho e divulgada agora, contém elementos significativos também em relação a episódios mais recentes, como o Sínodo da Amazônia, que na época já estava bem delineado.

Oração do Papa Bento XVI

Senhor Jesus Cristo,

São mais de dezenove séculos anos desde quando Vós, o Verbo eterno de Deus, entrastes no tempo e Vos fizestes carne – Vós vos fizestes homem. Não rejeitastes a Vossa natureza humana como um vestido depois de a ter assumido por pouco tempo. Não, até a Vossa morte sobre a cruz Vós a assumistes, Vós a tendes transpassada e sofrestes por ela, e permaneceis, depois de ressuscitado, homem para sempre. Na parábola, Vos comparastes com o grão de trigo que cai na terra e morre, mas não permanece isolado, antes, emerge de novo e produz constantemente fruto. Na Sagrada Eucaristia Vós sempre estais presente entre nós, Vos entregais em nossas mãos e aos nossos corações, a fim de que possa surgir uma nova humanidade. O Vosso fazer-Vos homem não é para nós uma experiência distante, ao contrário, toca a todos, chama-nos a todos. Ajudai-nos a compreender sempre mais. Ajudai-nos a viver e a morrer no segredo do grão de trigo e a contribuir com o surgimento de uma nova humanidade.

Antes de deixardes este mundo e de voltardes ao Pai, para depois voltardes entre nós, Vós entregastes a alguns homens a missão de ir a todo o mundo e de batizar os povos em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. E o ser batizados nos faz ser uma nova comunidade, a Vossa Igreja. Como Vós anunciastes, este Vosso novo Corpo – que se estende por todo o mundo – se distingue pela Vossa proximidade, que anima o próprio corpo. Mas é também distinto pela nossa fragilidade, que se supera apenas lentamente.

Neste momento da nossa história, agradecemo-Vos pela graça de ter-nos chamado a fazer parte da Vossa Igreja. Agradecemo-Vos pelas realidades belas e grandes que se tornam visíveis no mundo por meio dela. Pedimo-vos também que nos ajudeis a enfrentar a obscuridade que, de tempos em tempos, é sempre ameaçadoramente ativa dentro dela. (…)

A missão da Igreja é, portanto, também aquela de aglomerar as várias línguas e as histórias de cada parte em uma nova unidade. Nesta situação, pensamos antes de tudo nos inícios da Fé no interior da nossa pátria, à época em que Vós nos enviastes a grande figura de São Martinho, bispo de Tours. Martinho nasceu na nossa terra – a então província romana da Panônia – e as suas origens fazem que nos pertença para sempre de um modo especial. Seguindo a vontade do seu pai, ele se tornou um soldado romano e chegou à Gália, ao outro extremo do continente. Encontrou-vos a Vós, Senhor Jesus Cristo, na figura de um mendigo e, dividindo com ele o seu manto – a sua casa, poderíamos dizer –, Vos reconheceu no seu coração. Vós lhe concedestes um grande mestre, Hilário de Poitiers, que iluminou a sua inteligência e, de tal modo, protegeu-o das insídias do arianismo. Assim, ele foi preservado daquela falsa norma da Fé cristã, que transmitia aos povos recentemente convertidos uma imagem diminuída de Nosso Senhor e impedia, portanto, o acesso à verdadeira Fé. Seguindo as pegadas de Santo Hilário, São Martinho voltou ainda uma vez à sua terra, para, depois, retornar novamente à Gália, onde iniciou o grande ministério da sua vida.

Também hoje a nossa Fé é ameaçada por mudanças reducionistas, cujas modas mudanas querem submetê-la para subtraí-la à sua grandeza.

Ajudai-nos, Senhor, neste nosso tempo, a ser e a permanecer verdadeiramente católicos – a viver e a morrer na grandeza da Vossa verdade e na Vossa divindade. Dai-nos sempre bispos corajosos, que nos guiem à unidade da Fé, com os santos de todos os tempos, e nos mostrem como agir de modo adequado ao serviço da reconciliação, à qual o nosso episcopado é chamado de modo especial. Senhor Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Benedictus XVI.

Mosteiro Mater Ecclesiæ, 8 de junho de 2019.

Tags:
1 setembro, 2019

Foto da semana.

A imagem pode conter: 6 pessoas, pessoas sorrindo, área interna

Vaticano, 10 de agosto de 2019: Bento XVI recebe os monges da Congregação agostiniana de Windesheim, Holanda. Nesta semana, foi divulgada uma resposta de Bento XVI às críticas que recebeu de progressistas sobre a sua intervenção no debate acerca da crise de abusos sexuais. Nela, o Papa emérito vai ao cerne da questão: “Deus não aparece de forma alguma”. Na corrente bergogliana, vê-se introduzida na teologia o que Bento imputava à sociedade ocidental: agem como se Deus não existisse.

Abaixo, a íntegra:

“A contribuição da senhora Aschmann (“O verdadeiro sofrimento católico em 1968“, HK, julho de 2019, 44-47), apesar de sua unilateralidade, pode estimular uma reflexão mais aprofundada. Trata-se de uma reação à minha publicação no Klerusblattpara esclarecer a crise dos abusos (nº 4/2019, 75-81). A reação é insuficiente e é típica do déficit geral de recepção ao meu texto.

Parece-me que nas quatro páginas do artigo da sra. Aschmann não apareça a palavra Deus, algo que eu coloquei no centro da questão. Escrevi: “Um mundo sem Deus só pode ser um mundo sem significado … A sociedade ocidental é uma sociedade em que Deus está ausente para o grande público e não tem nada a dizer a ele. E é por isso que é uma sociedade em que a medida do ser humano está sendo cada vez mais perdida”.

Pelo que eu posso ver na maioria das reações à minha contribuição, Deus não aparece de forma alguma, e, portanto, não é enfrentado justamente aquilo que eu queria enfatizar como o ponto principal da questão. O fato de o artigo da sra. Aschmann ignore a passagem central de minha argumentação, assim como a maioria das reações de que tomei conhecimento, mostra-me a gravidade de uma situação em que a palavra Deus costuma parecer marginalizada na teologia”.

Tags:
27 agosto, 2019

Bento XVI responde a críticas à sua reflexão sobre Igreja e a crise de abuso sexual.

Vaticano, 27 Ago. 19 / 08:42 am (ACI).- O Papa Emérito Bento XVI respondeu às críticas sobre sua reflexão dedicada à crise de abusos, dizendo que muitas das reações confirmaram sua tese central, de que é a apostasia e o afastamento da fé o que se encontram no coração da crise, ao nem sequer mencionar Deus na crítica à sua reflexão.

Em uma breve declaração, em reação às críticas publicadas na revista alemã “Herder Korrespondenz”, Bento XVI adverte sobre um “déficit geral” nas reações à sua reflexão, indicando que, em grande parte, não entenderam o sentido desta.

Publicada pelo Grupo ACI e outros meios de comunicação, a reflexão de Bento XVI descreveu o impacto que teve a revolução sexual, assim como – independentemente desta – o colapso da teologia moral na década de 1960. O Papa Emérito sugeriu como a Igreja deveria responder, reconhecendo em princípio que “somente a obediência e o amor a nosso Senhor Jesus Cristo pode nos mostrar o caminho”.

As reações à reflexão foram particularmente veementes na Alemanha, onde os especialistas dizem que o Papa Emérito, natural da Baviera, foi objeto de críticas constantes por parte de certos setores.

Citando como exemplo a reação negativa de um professor alemão de história, Bento XVI assinala que, embora esse texto em particular tenha quatro páginas, “a palavra de Deus não aparece [nenhuma vez]”, apesar de a apostasia ter sido a reivindicação central de seu argumento.

As críticas deste tipo servem apenas para demonstrar “a gravidade da situação”, advertiu Bento XVI, “em que a palavra Deus muitas vezes parece estar à margem, mesmo na teologia”.

Tags:
10 agosto, 2019

Foto da semana.

Vaticano, 05 Ago. 19 / 11:00 am (ACI).- O Papa Emérito Bento XVI recebeu em audiência privada e concedeu sua bênção a Mons. Livio Melina, reconhecido professor recentemente tirado do Pontifício Instituto João Paulo II, em uma decisão que gerou polêmica no mundo acadêmico.

Segundo informações concedidas ao Grupo ACI, Bento XVI recebeu Mons. Melina no dia 1º de agosto em audiência privada, durante a qual discutiram os recentes acontecimentos do Pontifício Instituto João Paulo II. Depois, concedeu a sua bênção, expressou sua solidariedade pessoal e assegurou-lhe sua proximidade na oração.

Fundado em 1981, por São João Paulo II, o instituto surgiu como espaço de formação científica em família, matrimônio e vida.

Mons. Melina foi o primeiro a obter um doutorado no Pontifício Instituto João Paulo II, em 1985, e chegou a presidi-lo por vários anos.

Em setembro de 2017, o Papa Francisco refundou o Pontifício Instituto João Paulo II, com base na necessidade de “uma renovada consciência do evangelho da família e dos novos desafios pastorais aos quais a comunidade cristã está chamada a responder”.

“A mudança antropológico-cultural, que hoje influencia todos os aspetos da vida e exige uma abordagem analítica e diversificada, não permite que nos limitemos a práticas da pastoral e da missão que refletem formas e modelos do passado”, disse o Santo Padre naquela ocasião.

Atualmente, o Grão-Chanceler do Pontifício Instituto João Paulo II é o Arcebispo Vincenzo Paglia, também presidente da Pontifícia Academia para a Vida.

Recentemente, um grupo de mais de 150 alunos do instituto publicou uma carta criticando as várias mudanças realizadas, entre as quais os novos estatutos, a retirada de Mons. Melina e a supressão da cátedra de Teologia Moral Fundamental.

Além disso, os estudantes criticaram o que consideram uma concentração excessiva de poder nas mãos de Dom Paglia.

Mons. Melina e Pe. José Noriega não voltarão a ensinar no Instituto João Paulo II no próximo ano. Tecnicamente, e porque todos os professores receberão novos contratos sob os novos estatutos do Instituto, ambos não serão demitidos, mas simplesmente não terão seus contratos renovados. É possível que possam continuar trabalhando com os alunos completando dissertações sob sua direção.

Em 29 de julho, o Pontifício Instituto João Paulo II publicou uma resposta às críticas dos estudantes, assegurando que a informação sobre “uma centralização de poder” nas mãos de Dom Paglia é “falsa”.

No entanto, um professor do instituto, consultado pelo Grupo ACI, disse que o Grão-Chanceler faz uso de um sistema complexo de normas para controlar todas as nomeações de professores sem nenhum contrapeso acadêmico.

Por sua parte, o vice-presidente do Pontifício Instituto João Paulo II, Pe. José Granados, advertiu recentemente que seus os estatutos da instituição e a mudança de professores e demissões são “um perigo para manter a herança de São João Paulo II”.

Bento XVI, o Pontifício Instituto João Paulo II e Mons. Livio Melina

Em comunicação com o Grupo ACI, o diretor da área de pesquisa do Pontifício Instituto João Paulo II, Pe. Juan José Pérez-Soba, destacou a profunda relação entre Bento XVI e a fundação de seu antecessor no pontificado, assim como com Mons. Livio Melina.

Joseph Ratzinger sempre acompanhou de perto o trabalho de Mons. Melina na cátedra de Teologia Moral Fundamental”, disse. “Em uma carta datada de 30 de junho de 1998, o então Cardeal Ratzinger se alegrava por causa da constituição, junto a esta cátedra, da ‘Área de pesquisa sobre teologia moral fundamental’”.

“Ratzinger valorizou o programa da Área de forma muito positiva”, recordou.

Pe. Pérez-Soba indicou que anos depois, em janeiro de 2003, “Ratzinger escreveu a Dom Rino Fisichella, então presidente do Instituto João Paulo II, concordando em participar de um congresso para o décimo aniversário da Veritatis Splendor, organizado pela própria área de pesquisa em teologia moral fundamental”.

Nesta missiva, o hoje Papa Emérito Bento XVI manifestou sua gratidão pelo trabalho da Área de Pesquisa em Teologia Moral Fundamental e destacou que é uma área “decisiva para a vida da Igreja“.

Para Pe. Pérez-Soba, “à luz dessa importância que Ratzinger dava à moral fundamental no Instituto, recebe nova luz a supressão da cátedra de Moral Fundamental e a retirada de Livio Melina”.

“Este movimento aparece agora como uma busca para mudar o paradigma da moral. Querem descartar a moral objetiva, que afirma a verdade sobre o bem ao qual o homem é chamado, seguindo a Veritatis Splendor. Pretende-se abrir um processo de revisão de toda a moral sexual desde o subjetivismo, começando pela Humanae Vitae”, advertiu.

“Já como Papa Bento XVI, Ratzinger enviou uma carta a Mons. Melina precisamente nos 40 anos da Humanae Vitae, para reafirmar a doutrina da Encíclica. Ali, relaciona o ensinamento de Paulo VI com o dom total de si que os esposos fazem entre si. Somente um amor fecundo e aberto à transmissão da vida é um amor total, onde os esposos se fazem mutuamente o dom de poder ser pais ou mães”.

O professor do Pontifício Instituto João Paulo II recordou depois que “enquanto Mons. Melina era presidente, Bento recebeu o Instituto várias vezes em audiência. A primeira delas, no XXV aniversário da fundação”.

“Em seu discurso, o Papa assinala dois elementos fundamentais da missão do instituto: primeiro, ensinar como o matrimônio e a família estão arraigados no âmago mais íntimo da verdade sobre o homem e sobre o seu destino. E, segundo, mostrar que a revelação de Cristo assume e ilumina a profundidade da experiência humana. O grande número de famílias que, tendo estudado no instituto, participou desta audiência, era mostra de uma grande fecundidade pastoral no ensinamento de João Paulo II.

Outra audiência importante de Bento XVI ao Pontifício Instituto João Paulo II, assinalou, foi a de 5 de abril de 2008, por ocasião de um congresso intitulado “O óleo sobre as feridas”, sobre as pessoas afetadas pela experiência do divórcio e do aborto.

“Mostra-se assim que a ideia de um Instituto João Paulo II preocupado apenas por uma doutrina rígida e insensível aos problemas concretos das famílias é falsa. O Papa elogia a imagem do Bom Samaritano usada no congresso para iluminar a dor de muitos homens que hoje estão feridos e nus à beira do caminho. Bento XVI convida o Instituto a continuar a aprofundar sua missão de levar a misericórdia de Jesus aos homens, ensinando-lhes os caminhos para o amor verdadeiro”, disse.

Por fim, Pe. Pérez-Soba recordou o discurso por ocasião do XXX aniversário do Pontifício Instituto João Paulo II, realizado em 13 de maio de 2011. “Bento XVI o dedicou à teologia do corpo, que o Instituto recebeu de João Paulo II como herança viva para proteger e promover. Bento XVI falou da família como o lugar onde a teologia do corpo e a teologia do amor se encontram”, assinalou.

Tags:
12 abril, 2019

A corte servil de Francisco vai à loucura.

Os bajuladores do Papa Bergoglio estão indignados com a manifestação de Bento XVI. Da matéria de LifeSiteNews

Os católicos que vêem Francisco como um campeão das mudanças tratam a carta do Papa Emérito com escarnio:

O historiador da Igreja Massimo Faggioli, professor na Universidade de Villanova, escreveu no twitter que o Papa Emérito um “deslize” e listou outros que alega terem sido cometidos que Bento.

“O deslize de hoje de B16 me lembra outros: o livro de co-autoria com [Marcelo] Pera, o discurso de Regensburg, o batismo de Magdi Allam em São Pedro, afirmou.

O teólogo Brian Flanagan, que ensina na Universidade de Marymount, declarou que a carta de Bento era “embaraçosa”.

“A idéia de que o abuso sexual de crianças na Igreja era resultado da década de 60, de um suposto colapso da teologia moral e da ‘conciliaridade’ é uma explicação embaraçosamente errada do sistêmico abuso de crianças e seu acobertamento”, escreveu Flanagan via Twitter.

O jornalista Robert Mickens, que trabalho tanto na Rádio Vaticano como no jornal inglês de esquerda The Tablet, tweetou: “Em que mundo esse homem vive?” e “Alguém precisa de alguns livros de colorir”.

No entanto, nem todos os membros do “Time Francisco” desdenharam do pontífice aposentado.

Pe. James Martin, SJ, que contribui para revista America, foi respeitoso para com o Papa Emérito, enquanto via problemas com seu foco na heterodoxia.

“Tenho grande respeito pelo Papa Emérito Bento XVI, especialmente como teólogo”, ele afirmou no  Twitter. “No entanto, discordo da maior parte de sua análise sobre a crise de abusos sexuais. Culpar uma pobre teologia e os costumes de 1960 dramaticamente é um erro”.

O biógrafo inglês do Papa Francisco Austen Ivereigh  tomou uma posição mais neutra, tweetando em uma longa série de comentários em, enquanto os pensamentos de Bento eram “em sua maior parte previsíveis”, eles contêm “alguns pontos interessantes” e finalmente apoia a própria “estratégia anti-abuso” de Francisco.

Alguns católicos expressaram dúvida de que Bento tivesse escrito a carta, ou que fosse seu único autor. Todavia, Dom Georg Gänswein, secretário do Papa Emérito, afirmou, segundo  The New York Times, que o ensaio era trabalho do próprio Bento.

Tags:
11 abril, 2019

Bento XVI rompe o silêncio sobre a crise de abusos sexuais na Igreja Católica.

Em ensaio redigido em língua alemã, publicado na quinta-feira, o papa emérito oferece um caminho a seguir.

Por Edward Pentin, 10 de abril de 2019 | Tradução: FratresInUnum.com – Em seu pronunciamento mais significativo desde que renunciou ao papado, em 2013, o Papa Emérito Bento XVI escreveu um longo ensaio sobre os abusos sexuais cometidos por clérigos, no qual explica a sua visão das causas da crise, os efeitos que ela tem exercido sobre o sacerdócio, e qual seria a melhor reação por parte da Igreja.

Pope Benedict in 2010

Discorrendo com mais de 6.000 palavras e a ser publicado em 11 de abril no Klerusblatt, uma publicação mensal de pequena circulação da Bavária, Bento XVI atribui a culpa predominantemente à revolução sexual e ao colapso da teologia moral católica desde o Concílio Vaticano Segundo. Ele alega que esses fatos resultaram em um “colapso” na formação dos seminários anterior ao Concílio.

Bento critica o direito canônico por inicialmente ser insuficiente para tratar do flagelo, explica as reformas que introduziu para lidar com os casos de abusos e afirma que “somente a obediência e o amor a nosso Senhor Jesus Cristo” podem tirar a Igreja da crise.

O papa emérito inicia o seu ensaio, intitulado “A Igreja e o Escândalo de Abusos Sexuais,” observando que a “extensão e a gravidade” da crise de abusos têm “entristecido profundamente” sacerdotes e leigos e “levado não poucos a questionarem a própria fé da Igreja.”

Relembrando o encontro nos dias 21 a 24 de fevereiro, no Vaticano, para tratar da proteção de menores na Igreja, ele diz que foi “necessário” enviar uma “mensagem forte” e buscar um “novo início”, para que a Igreja pudesse novamente se tornar “verdadeiramente credível.”

Bento escreve que compilou notas dos documentos e relatórios daquele encontro que culminaram nesse texto, que ele afirma ter mostrado ao Papa Francisco e ao Cardeal Pietro Parolin, o secretário de estado do Vaticano.

Este ensaio esta dividido em três partes. A primeira consiste em um exame do “contexto social mais amplo” da crise, na qual ele diz que tenta mostrar que um “evento egrégio” ocorreu nos anos 60 “em uma escala sem precedentes na História.”

Uma segunda seção trata dos efeitos desses fatos na “formação dos sacerdotes e nas vidas dos sacerdotes.”

E em uma terceira parte ele desenvolve “algumas perspectivas para uma resposta apropriada por parte da Igreja.”

‘Revolução de 1968’

Para dar uma ideia do contexto social mais amplo, o papa emérito relembra a “liberdade sexual total” que se seguiu à “Revolução de 1968”. Ele diz que de 1960 a 1980 os “padrões relacionados à sexualidade desmoronaram inteiramente,” resultando na “falta de regras”, que, a despeito das “tentativas trabalhosas,” não foi interrompida.

Citando basicamente exemplos dos países europeus de língua alemã, ele se recorda da educação sexual com imagens gráficas patrocinada pelo Estado, anúncios lascivos e “filmes de sexo e pornografia” que se tornaram uma “ocorrência comum” após 1968. Segundo ele, isso, por sua vez, levou à violência e agressão, e a pedofilia foi “diagnosticada como permitida e apropriada.”

Ele pensou naquele tempo como os jovens se aproximavam do sacerdócio nesse ambiente e diz que o colapso das vocações e o “número altíssimo de laicizações” foram consequência de todos esses processos.”

Ao mesmo tempo, a teologia moral católica também “sofreu um colapso,” ele diz, tornando a Igreja “indefesa contra essas mudanças na sociedade.”

Ele explica que, até o Concílio Vaticano Segundo, a teologia moral fundava-se em grande parte na lei natural, mas a “luta por uma nova compreensão da Revelação”, fez com que a “lei natural fosse amplamente abandonada, exigindo-se que a teologia moral fosse baseada inteiramente na Bíblia.

Consequentemente, diz Bento, nada mais poderia ser “constituído um bem absoluto”, mas apenas o “relativo” poderia ser “melhor, dependendo do momento e das circunstâncias”.

Essa perspectiva relativista alcançou “proporções dramáticas” ao final dos anos 80 e 90, quando surgiram documentos como a Declaração de Colônia,” de 1989, que discordou do ensinamento do Papa São João Paulo II, causando um “clamor contra o Magistério da Igreja”. Ele lembra como João Paulo II tentou conter a crise da teologia moral através de sua encíclica Veritatis Splendor , de 1993, e a criação do Catecismo.

Todavia, os teólogos dissidentes começaram a aplicar a infalibilidade somente a questões de fé e não de moral, ainda que, Bento escreve, o ensinamento moral da Igreja esteja profundamente relacionado à fé. Aqueles que negam essa realidade, ele continua, forçam a Igreja a permanecer em silêncio “precisamente onde a fronteira entre a verdade e a mentira está em jogo.”

Colapso de Formação

Voltando-se para a segunda parte do ensaio, Bento diz que esse “processo contínuo – preparado há muito tempo – de dissolução do conceito cristão de moralidade” levou a um “colapso de longo alcance” na formação sacerdotal.

Ele observa como “diversos clubes homossexuais de seminários” exerceram um impacto significativo sobre os seminários, resultando, ao menos nos EUA, em duas visitas apostólicas que tiveram poucos frutos.

Mas ele também salienta como as mudanças para a nomeação de bispos após o Vaticano II enfatiza a ‘conciliaridade”, levando a uma “atitude negativa” em relação à tradição – tanto é assim que Bento diz que até mesmo seus próprios livros foram “escondidos”, considerados como má literatura, e somente lidos debaixo da mesa.”

A pedofilia só se tornou “aguda” ao final dos anos 80, mas o direito canônico da época “não parecia suficiente” para lidar com o crime. Roma acreditava que a “suspensão temporária” era suficiente para “purificar e esclarecer”, mas os bispos americanos que lidavam com a crise de abusos do clero americano emergente não aceitava isso, porque os supostos abusadores ainda estavam “diretamente associados” aos seus bispos. Uma “renovação e aprofundamento” da “lei penal deliberadamente interpretada de maneira vaga” do Código de Direito Canônico de 1983 então começou a ocorrer “lentamente”.

Bento também salientou outro problema canônico: a percepção da Igreja do direito penal, que garantiu plenamente os direitos do réu de que “qualquer condenação” fosse “efetivamente excluída” – algo que ele descreve como “garantismo”.

Mas Bento argumenta que uma “lei canônica formada de maneira apropriada” deve conter uma “garantia dupla” – proteções legais tanto para o acusado quanto para o “bem em jogo”, que ele define como proteger o depósito de fé. A fé “não parece mais” ser um bem que “precisa de proteção”, acrescentando que esta é uma “situação alarmante” que os pastores devem levar “a sério”.

Para auxiliar a superar esse “garantismo”, Bento decidiu, com João Paulo II, transferir os casos de abuso da Congregação para o Clero para a Congregação para a Doutrina do Fé (CDF) – um movimento, segundo ele, que era crucialmente importante para a Igreja, uma vez que essa má conduta “em última análise, prejudica a fé” e isso possibilitou que “a pena máxima” fosse imposta.

Todavia, ele acrescenta que um aspecto do garantismo permaneceu em vigor, a saber, a necessidade de “prova clara do crime”. Para assegurar que as penalidades fossem legalmente impostas, Bento diz que a Santa Sé iria assumir as investigações dos casos se as dioceses estivessem “sobrecarregados” pela necessidade de um “processo penal genuíno”. A possibilidade de recurso também foi oferecida.

Mas tudo isso estava “além das capacidades” da CDF na época, levando a atrasos. Bento observa que o “Papa Francisco empreendeu reformas adicionais”.

 O que precisa ser feito

Voltando-se para o que precisa ser feito, Bento argumenta que a tentativa de “criar outra Igreja” já “fracassou” e prossegue dando uma catequese sobre como o “poder do mal surge da nossa recusa em amar a Deus”.

Ele ensina que um mundo sem Deus “só pode ser um mundo sem sentido”, sem padrões de “bem ou mal”, onde “o poder é o único princípio” e “a verdade não conta”. Uma sociedade sem Deus “significa o fim da liberdade”, continua ele, e a sociedade ocidental é aquela em que “Deus está ausente” e não resta nada para oferecer “.

“Em aspectos individuais torna-se subitamente evidente que aquilo que é ruim e destrói o homem tornou-se uma coisa óbvia”, escreve Bento. “Esse é o caso da pedofilia. Ela foi teorizada somente há pouco tempo como bastante legítima, mas tem se disseminado cada vez mais. E agora percebemos com surpresa que estão acontecendo coisas com nossos filhos e jovens que ameaçam destruí-los. O fato de que isso também poderia se espalhar na Igreja e dentre os sacerdotes deveria nos perturbar de maneira particular”.

Ele diz que a pedofilia atingiu essas proporções por causa da “ausência de Deus”, e observa como cristãos e sacerdotes “preferem não falar sobre Deus”, e que Ele “tornou-se assunto privado de uma minoria”.

Portanto, a “tarefa primordial” é colocar Deus novamente no “centro de nossos pensamentos, palavras e ações”, para sermos “renovados e dominados pela fé”, em vez de sermos “mestres de fé”.

Ele diz que o Concílio Vaticano Segundo “acertadamente” concentrou-se em trazer de volta a presença real de Cristo ao centro da vida cristã, mas, hoje em dia “prevalece uma atitude muito diferente”, que destrói a “grandeza do Mistério”. Isso resultou em uma participação reduzida na missa dominical, na desvalorização da Eucaristia como “gesto cerimonial” e na recepção da Sagrada Comunhão como simplesmente “algo natural”.

“O que é necessário primeiro e acima de tudo é a renovação da Fé na Realidade de Jesus Cristo, que nos foi dado no Santíssimo Sacramento”, diz Bento. “Em conversas com vítimas de pedofilia fiquei ciente dessa realidade.”

A Santa Igreja Indestrutível

Ele observa também que a Igreja hoje em dia é “amplamente considerada como apenas algum tipo de aparato político,” dito em “categorias políticas” como algo que precisamos “agora tomar em nossas próprias mãos e redefinir.” Porém, uma “Igreja feita por si mesma não pode constituir esperança,” ele diz.

Observando que a Igreja é atualmente e sempre foi constituída de trigo e ervas daninhas, de “peixes ruins” e “bons peixes,” ele diz que proclamar ambos “não é uma forma falsa de apologética, mas um serviço necessário à Verdade.”

Segundo ele, o demônio é identificado no livro do Apocalipse como “o acusador que acusa nossos irmãos diante de Deus dia e noite”, porque ele “quer provar que não há pessoas justas”. Hoje, a acusação contra Deus significa “acima de tudo depreciar a Sua Igreja como ruim em sua totalidade e, dessa forma, dissuadindo-nos dela”.

Todavia, ele enfatiza que, também hoje, uma Igreja é “não apenas constituída de peixes e ervas daninhas ruins”, mas continua a ser o “próprio instrumento” através do qual Deus nos salva.

“É muito importante opor-se às mentiras e meias verdades do demônio com a verdade integral”, diz Bento. “Sim, há pecado na Igreja e o mal. Porém, mesmo hoje em dia há a Santa Igreja, que é indestrutível “.

E ele lembra que “muitas pessoas que humildemente acreditam, sofrem e amam, nas quais o Deus real, o Deus amoroso, Se revela a nós,” bem como “Suas testemunhas (mártires) no mundo.”

“Precisamos apenas estar vigilantes para vê-los e ouvi-los,” ele diz, acrescentando que uma “inércia do coração” nos leva a “não desejar reconhecê-los” — mas reconhecê-los é fundamental para a evangelização, ele diz.

Bento encerra agradecendo ao Papa Francisco “por tudo que ele faz para nos mostrar, repetidas vezes, a luz de Deus, que não desapareceu, até mesmo hoje em dia. Obrigado, Santo Padre!”

* * *

A seguir, divulgamos a íntegra do texto de Bento XVI.

read more »

Tags: ,
17 março, 2019

Foto da semana.

cazaquistao bento

Em sua quinquenal visita Ad limina Apostolorum, os bispos do Cazaquistão não deixaram de visitar o Papa emérito Bento XVI.

Tags: