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17 junho, 2010

Cardeal Alfons Stickler: “a análise do “Novus Ordo” feita por estes dois eminentes cardeais não perdeu nada de seu valor nem, infelizmente, sua atualidade”.

Publicamos a carta do finado Cardeal salesiano Dom Alfons Maria Stickler (+ 12 de dezembro de 2007), antigo Prefeito da Biblioteca Vaticana, acerca de uma nova publicação do Breve Exame Crítico do Novo Ordo da Missa, dos Cardeais Alfredo Ottaviani e Antonio Bacci. O Cardeal Stickler goza ainda de maior autoridade no assunto por ter feito parte da comissão de Cardeais inquirida por João Paulo II sobre a abrogação da Missa Tradicional em 1986.

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Cidado do Vaticano, 27 de novembro de 2004.

Carta do Cardeal Alfons Stickler sobre a nova edição do Breve Exame Crítico do Novo Ordo da Missa.Caros amigos,

Os senhores desejam publicar uma nova edição do celebrado Breve exame crítico do Novo Ordo da Missa, dos Cardeais Ottaviani & Bacci.

Eu apenas posso fervorosamente encorajá-los e abençoar seu empreendimento para que possa resultar em tornar este importante texto conhecido a um maior número [de pessoas].

De fato, a análise do “Novus Ordo” feita por estes dois eminentes cardeais não perdeu nada de seu valor nem, infelizmente, sua atualidade.

Como membro das comissões preparatórias e perito em liturgia no Concílio Vaticano Segundo, eu mesmo vivi de perto as profundas perturbações que seguiram a reforma litúrgica.

O decreto Sacrosanctum Concilium sugeria uma reforma como se entende no seio da Igreja Católica, e não uma revolta acompanhada por uma apressada fabricação de novos rituais. Estas inovações abriram muito a via para aqueles que, talvez sem o desejar conscientemente, permitiriam, como nosso Papa Paulo VI disse, “a fumaça de Satanás” entrar na Igreja.

Os resultados da reforma são julgados por muitos hoje como devastadores. Este foi o mérito dos Cardeais Ottaviani e Bacci em descobrir muito rapidamente que as modificações radicais dos ritos resultariam em uma mudança fundamental da doutrina.

Felizmente, o Missal Romano latino dito de São Pio V nunca foi proibido: padres e fiéis podem sempre beber da fonte da Lex orandi (lei da oração) e desta maneira viver fielmente a Lex credendi (lei da crença).

É, portanto, louvável e útil, como os senhores planejam, fazer ser ouvida novamente, 35 anos depois, a voz destes dois príncipes da Igreja, defensores da doutrina, da Tradição Católica e do Papado.

Estejam certos, caros amigos, da minha benção paternal e das minhas orações no túmulo de São Pedro.

Fonte: Missa Tridentina em Portugal