Posts tagged ‘Cardeal Odilo Pedro Scherer’

21 novembro, 2018

O grito dos crentes na Catedral da Sé.

Por FratresInUnum.com, 21 de novembro de 2018 – A cena tem algo de paradigmático e, por isso, merece ser comentada.

Viralizou pelas redes sociais o vídeo em que o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, sobe a um palanque de evangélicos para protestar contra o barulho que os mesmos faziam e que teria atrapalhado horrivelmente a missa que ele acabara de celebrar na Catedral de São Paulo em comemoração ao “dia do pobre”, uma dessas invenções tão cansativas do engenho de Francisco.

Porém, na realidade cotidiana, os pobres que não sucumbiram ao protestantismo suportam a berradeira pentecostal dia-após-dia, esquina por esquina, em cada viela, em cada rua de seus bairros. Nada de extraordinário para quem vive nas cidades brasileiras.

O povo católico vibrou com a atitude de enfrentamento do cardeal, que pareceu romper com o bom-mocismo ecumenista vigente na Igreja desde o Vaticano II. De fato, a ideologia ecumênica acabará aí: numa briga de foice.

Criado com o único objetivo de anestesiar a apologética católica, o ecumenismo enfraqueceu a Igreja de tal modo que, aliado à teologia da libertação, tornou-a simplesmente inexpressiva, nua do sobrenatural, indefesa aos assédios dos charlatães da crença. Enquanto o cardeal grita “viva os pobres”, o pastor grita “glória a Deus”, este é o contraste! E, como os pobres querem a Deus, correm atrás do senhorzinho analfabeto que, em sua ignorância, ao menos lhes infunde uma pontinha de fervor religioso, fervor inexistente em seus padres de paróquia.

Lá em cima, o cardeal reclama como um desvalido, falta pouco chorar. Os protestantes o ouvem quase como quem atira uma esmola, mas logo se dispensam de lhe dar qualquer tipo de atenção… Aos pés do palco, uma senhora dá-lhe as costas, sacudindo os ombros e fazendo cara de deboche. Basta o cardeal devolver o microfone ao condutor do evento, em um instante se esquecem daquilo tudo, como se tudo jamais tivesse acontecido. É lógico! O vocabulário do bispo padece de cacoetes catequéticos que pouco ou nada dizem àqueles ouvidos pouco habituados com o catolicismo, desse mesmo catolicismo que os padres insistiram em expulsar a pontapés de suas mentes.

Os gritos protestantes invadem o santuário, o ruído atrapalha a missa até o ponto de que o bispo precisa ver com os próprios olhos, sentir em sua própria pele, que ele não é mais ninguém para o seu povo. Este é um retrato da Igreja no Brasil, que deixou de pregar a fé e, por isso, jaz em completa insignificância.

As gentes começam a acordar, uma graça desperta o povo, há uma saudade de catolicismo nas almas… Que pena os bispos quererem-na sufocar! Que triste quererem afogar o brado católico que se começa a erguer para sobrepor-se àqueles grito insanos, mundanos, blasfemos.

Sim, há uma esperança para a Igreja: o povo precisa gritar mais alto e tão alto que, sobrepujando o escarcéu dos protestantes, consiga assustar ainda mais os corações endurecidos dos seus bispos obstinados.

16 novembro, 2018

Dom Odilo: “Nós devemos a possibilidade da elaboração do acordo Brasil-Santa Sé ao desejo, sim, do presidente Lula”.

Por FratresInUnum.com, 16 de novembro de 2018: Aconteceu na PUC Campinas, entre os últimos dias 12 e 14 de novembro, um seminário para comemorar os 10 anos do acordo Brasil-Santa Sé.

Na tarde do dia 12, Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, fez uma breve intervenção, na qual revelou um episódio desconhecido, enfatizando que queria que ficasse devidamente registrado. Trata-se da participação do ex-presidente e atual presidiário Luiz Inácio Lula da Silva na tramitação do acordo Brasil-Santa Sé.

“Eu queria relatar um detalhe, um episódio que não é muito conhecido, mas que eu acho que precisa ser conhecido, faz parte do processo…”

“Foi marcada uma audiência com o presidente, na época o presidente Lula, e o seu governo, portanto os ministros. Da parte da Igreja, naturalmente, o núncio apostólico, a presidência da CNBB e os cardeais da época, e mais os presidentes eméritos, naturalmente, os presidentes anteriores da CNBB. Ainda esteve presente Dom Luciano e também Dom Ivo e Dom Jaime Chemello. Na época, na ocasião da audiência, o presidente nos recebeu na sala de governo, na grande mesa de reunião com o ministério. E começou a exposição do projeto, do acordo, o que seria… O presidente fumou muito e escutava, escutava, escutava. E, no fim, o pedido que se fez da parte da Igreja, que esse acordo fosse, de fato, elaborado, concordado e firmado”.

“E aí, então, várias intervenções, pedidos de explicações… Houve vários ministros bem contrários ao acordo: entre eles, o ministro das relações exteriores, que depois assinou o acordo, mas ele não era favorável ao acordo; ministro da educação; ministro do trabalho; e mais algum ministro que não era favorável ao acordo e claramente punha dificuldades, dúvidas sobre a possibilidade de o acordo vingar”.

“O presidente escutou, escutou, escutou e, por fim, ele tomou a palavra e bateu na mesa. Lembro bem! Bateu na mesa!” (Neste momento, Dom Odilo imita o gesto, como se estivesse batendo à mesa). “‘Eu quero esse acordo!’”, disse o cardeal de São Paulo, referindo as palavras de Lula. “De fato, (Lula) tomou a iniciativa de que o acordo fosse pra frente e já ordenou a todos os ministros que colaborassem com a comissão bilateral”.

Em seguida, ele menciona a criação da comissão bilateral e continua: “Daí puderam avançar as conversações sem maiores resistências. Esse passo eu acho que foi muito importante porque, de fato, não sei se da parte do governo brasileiro haveria muito esforço para levar avante este acordo. Eu creio que não, dadas as resistências que havia da parte de vários ministros e ministérios importantes para o acordo, como é o ministério da educação, das relações exteriores, da saúde, assim por diante, da cultura. E, portanto, este momento foi decisivo para que avançasse a negociação para o projeto do acordo que, depois, de fato, foi assinado”.

“Eu digo isso – naturalmente, não queria ser mal-entendido – como um fato que deve ser registrado. De fato, nós devemos a possibilidade da elaboração do acordo ao desejo, sim, do presidente Lula de que este acordo fosse firmado. E ele manifestou na ocasião que ele tinha um dever com a Igreja. Disse, sim! Recordou a sua história política, etc., digamos, a relação com a Igreja no seu tempo de sindicalista, o trabalho importante da Igreja no mundo do trabalho, na assistência social, na saúde e, portanto, disse: ‘o Brasil deve este acordo com a Santa Sé, com a Igreja Católica’”.

Algumas observações: o acordo Brasil-Santa Sé não foi até hoje devidamente regulamentado, de modo que há pouco que se comemorar; e a menção ao presidiário Lula, ao contrário de ser honrosa, deveria ser razão de vergonha para um bispo.

Vale lembrar que o presidente recém eleito assinou um termo de compromisso com os valores católicos. Possivelmente, a despeito da atitude esnobe dos bispos, Bolsonaro é quem deverá regulamentar o acordo Brasil-Santa Sé, mas, sobretudo, deverá  promover a agenda dos valores morais católicos (se é que isso importa para a CNBB).

Já é hora de parar com o choro de carpideiras e começar a aproximação com o futuro presidente do nosso país — que continua ignorado pela CNBB e pelo Vaticano. É o bem da Igreja que está em jogo e isso deveria estar acima de qualquer ideologia.

Comemorar um acordo que não saiu do papel não vale nada sem o esforço de trazê-lo à realidade, o que demanda, neste momento, engolir o próprio orgulho e assumir a civilizada e democrática (já que a democracia parece ser um dos únicos dogmas existentes para a CNBB) posição de respeito, diálogo e colaboração.

Alguém, por favor, avise Dom Odilo que a campanha eleitoral já acabou, que Bolsonaro já venceu e que Lula, bem…, Lula está preso (evidentemente, não utilizaremos a retórica de Cid Gomes para com um Cardeal Arcebispo).

29 outubro, 2017

Aos pés de Buda.

Por FratresInUnum.com – 29 de outubro de 2017

Depois de figurar numa escola de samba em pleno carnaval e ser “homenageada” por beldades como Preta Gil, em plenos 300 anos de comemoração do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, ela mesma foi posta, num ato inter-religioso acontecido no último sábado, aos pés de Buda!

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Já o cartaz do evento é eloquente. Lado a lado, a Mãe Santíssima de Jesus Cristo e Buda. Igualados. Equiparados.

Abaixo, os dizeres do cartaz não permitem hermenêuticas alternativas: “VENHA REVERENCIÁ-LOS”.

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As fotos e vídeos do evento são ainda mais escandalosos. O Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, ao lado do bispo diocesano de Osasco, Dom João Bosco Barbosa, presidente da Comissão Nacional Vida e Família da CNBB, o redentorista reitor do Santuário Nacional de Aparecida, Pe. João Batista de Almeida, e uma dezena de clérigos, todos devidamente paramentados com suas batinas, prestigiando o momento blasfemo. Incenso oferecido a Buda por mãos dos bispos, a Imagem de Aparecida posta abaixo de Buda, orações em conjunto… Os mártires de todos os tempos do cristianismo envergonhados, a Mãe de Cristo rebaixada, e abaixo de Buda!

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Pelas redes sociais, fiéis consternados protestam, indignados com tamanha impiedade.

Após recebermos dezenas de manifestações, resolvemos, também nós, unir-nos às suas vozes para desagravar a Virgem Santíssima, ultrajada de modo tão irreverente por tamanho relativismo.

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Prostremo-nos diante da Imagem Santa de Nossa Senhora e rezemos, pedindo perdão por tamanha confusão.

A natureza do acontecimento estrapola em muito a finalidade de um encontro pela paz e a justiça. Trata-se de um verdadeiro desrespeito a Nossa Senhora.

Este desfile de agravos precisa acabar!

31 agosto, 2017

Banheiro unissex: a PUC-SP é pioneira!

Por Edson Luiz Sampel 

FratresInUnum.com, 1º de setembro de 2017 – É fácil compreender o porquê da existência de banheiros masculinos e banheiros femininos. Quer-se preservar o pudor. Fedor é tudo que se faz no banheiro, porque nesse recinto urinamos e evacuamos. Qual é a graça de um banheiro? Nenhuma. Nele adentramos por necessidade fisiológica e, aliviados, escapulimos o quanto antes. O banheiro unissex, montado em uma “universidade católica” (pioneirismo da PUC-SP), tem que objetivo? Fraternal compartilhamento de odores dos moços e das moças? Que horror!

Na verdade, o real motivo dessa novidade da PUC-SP é atender a certos alunos que ainda não tinham um banheiro próprio: transexuais, etc. Agora têm! A propósito, na reportagem do Jornal Nacional (29/8/2017), que deu essa “grande notícia”, entrevistou-se um rapaz, que afirmou que se sentia constrangido em ter de se pentear e retocar a maquiagem no banheiro masculino.

Com a palavra sua eminência, o arcebispo de São Paulo e grão-chanceler da PUC-SP! Gostaria de saber se essa novidade, banheiro unissex, é compatível com a moral cristã, vale dizer: no banheiro unissex preserva-se o pudor?

Edson Luiz Sampel

Doutor em Direito Canônico e membro da Sociedade Brasileira de Canonistas (SBC)  

5 junho, 2017

A mais nova crise da UJUCASP.

Por Dr. Rodrigo Pedroso

A UJUCASP (União de Juristas Católicos de São Paulo) passa por mais uma crise. Tudo começou com a notícia do evento “Igualdade de gênero, educação e expressão” realizado pela PUC/SP, no último 31 de maio, às 19h. Estava previsto que o evento seria aberto pela própria reitora da Pontifícia Universidade Católica, contando com uma bancada comprometida unanimemente com a defesa da ideologia de gênero e da legalização do aborto. No evento, também seria lançado o livro Gênero e Educação – Fortalecendo uma agenda para as políticas educacionais.

Ao tomar conhecimento da realização do evento, alguns membros da UJUCASP manifestaram por correio eletrônico seu inconformismo à diretoria e aos demais integrantes da entidade. Tais mensagens mereceram do pe. Rodolpho Perazzolo, diretor eclesiástico da UJUCASP e secretário executivo da mantenedora da PUC/SP, a seguinte resposta:

“Por mais de uma vez, tive oportunidade de dizer que a Universidade é um espaço de livre discussão de posições e idéias, É da essência mesma da Universidade que assim seja. O que me decepciona é que muitos dos nossos são professores ali e não se manifestam nestes temas em que temos posição clara! Preferem o silêncio, a ausência, a crítica estéril, intra-muros, à boca pequena, ao invés de comparecerem e debaterem, na mais rica tradição universitária! Quando celebro os mártires ou os apóstolos, sempre me lembro e me pergunto se estaria preparado para suportar “os cárceres e flagelos” que acompanharam suas vidas. Assim, senhores e senhoras, estão todos convidados a comparecerem ao evento e assumir posição!

Padre Rodolpho.”

A resposta do pe. Rodolpho motivou os seguintes comentários do dr. Rodrigo Pedroso, advogado e também membro da UJUCASP:

“Revmo. Padre Rodolpho

Caríssimos confrades

Com todo o respeito, sinto-me obrigado a não apenas divergir do posicionamento do Revmo. Pe. Rodolpho, como também manifestar minha perplexidade.

Sem querer entrar no mérito do direito canônico, porém mesmo perante o direito positivo secular tal posicionamento é carente de sentido.

É certo que a universidade é um espaço de livre discussão de posições e ideias. Entretanto, não se pode omitir que toda liberdade humana, pelo menos em sentido moral e jurídico, é necessariamente limitada pelas características próprias da instituição em que se desenvolve. E, perante o direito positivo brasileiro, a PUC/SP é uma instituição confessional de ensino, tal como prevista no art. 20, III, da LDB.

Conforme o referido dispositivo da legislação, confessional é a instituição privada de ensino, instituída por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas que atendem a orientação confessional e ideologia específica, sem fins lucrativos, que incluam na sua entidade mantenedora representantes da comunidade.

Portanto, conforme a definição legal, as instituições confessionais de ensino, no direito brasileiro, apresentam uma peculiaridade que limita em seu seio a livre discussão de posições e ideias. Uma instituição confessional de ensino, por definição e por imposição legal, não pode ser neutra, ela existe para promover uma doutrina específica, uma determinada visão de mundo. A discussão de posições e ideias numa instituição confessional de ensino não se pode dar nos mesmos termos que numa instituição laica, até porque se presume que a instituição confessional já assumiu posições sobre algumas coisas, que são, portanto, indiscutíveis e inegociáveis. Numa instituição confessional, a livre discussão de posições e ideias deve desenvolver-se dentro do quadro delimitado pela doutrina por ela adotada e promovida.

A resposta do Revmo. Pe. Rodolpho é falha não apenas por desconhecer totalmente este importante ponto do direito positivo brasileiro, como também por não corresponder aos fatos denunciados. Efetivamente, o que se anuncia na PUC/SP não é um debate pluralista e igualitário entre defensores e impugnantes da ideologia de gênero, em paridade de armas, o que já seria escandaloso numa universidade católica, por meter em pé de igualdade o falso e o verdadeiro. Pelo contrário, trata-se de um evento de pura promoção da ideologia de gênero, em que todos os seus palestrantes estão comprometidos com ela. Entre eles está a prof. Silvia Pimentel, veterana do abortismo nos meios jurídico-acadêmicos brasileiros e especialmente na PUC/SP (aliás, é mais uma vergonha para a PUC/SP que essa mulher seja docente lá) e representantes de diversas ONG’s abortistas.

E, caso algum dos nossos cometer a imprudência de seguir o conselho do Revmo. Pe. Rodolpho, comparecendo ao evento e lá assumindo posição, sabemos que seremos acusados de perturbar o simpósio, dirão que nossa manifestação não estava prevista, isso se tiverem a bondade de não nos insultar, agredir e cobrir de escarros. De fato, os defensores da doutrina supostamente promovida pela instituição oficialmente confessional estarão na plateia, no piso, no chão, enquanto os seus inimigos estarão pontificando na mesa, com apoio institucional. Pelo jeito, Revmo. Padre Rodolpho, o senhor não é bom de conselhos e o venerável Cardeal-arcebispo deveria meditar no assunto.

Voltando à legislação, a definição legal do art. 20, III, não é à toa, porque a mesma LDB autoriza, em seu art. 77, a destinação de recursos públicos às instituições confessionais de ensino.

Nesse sentido, quando uma instituição confessional de ensino perde a sua identidade, ela torna-se uma fraude e uma fraude que pode receber recursos da Fazenda Pública. Não dá para nos indignarmos com a corrupção da Lava-jato, da JBS ou de não sei mais o quê, se não tivermos a mesma indignação quando uma instituição se mascara de confessional sem o ser, mas com isso adquirindo prerrogativas na legislação brasileira, como o direito de receber fundos públicos. Aliás, de acordo com a Lei Federal n. 8.429/1992, tal comportamento poderia caracterizar ato de improbidade administrativa, com a responsabilização de todos os que, mesmo não sendo agentes públicos, induziram ou concorreram para a sua prática, ou dele se beneficiaram.

Graça e paz,

Rodrigo R. Pedroso.”

Aos comentários de Pedroso reagiu o pe. Rodolpho renunciando à diretoria eclesiástica da UJUCASP, com as seguintes palavras:

“Considerando as palavras do ilustre Dr Rodrigo Pedroso, e outras que se fizeram ouvir nestes dias, tomo a decisão de entregar meu cargo de Diretor Eclesiástico da Ujucasp ao Eminente Cardeal que me nomeou. Com certeza este sodalício necessita de um Diretor mais “ortodoxo” do que este pobre Sacerdote. Mantenho minhas atividades na PUCSP, como Secretario Executivo da Fundação mantenedora, agindo conforme meus princípios e conforme meu espírito aberto, democrático e cristão verdadeiro, que como Jesus com a Samaritana, ao invés de condenar, mostra a Água Viva da salvação a todos os corações ressecados pelo pecado. Prefiro assim fazer do que partir para o apedrejamento! Proclamo a Boa Nova e não a Lei Mosaica! A todos os irmãos e irmãs desejo Paz e Bem!”

A seguir, a Dra. Ana Paula de Albuquerque Grillo, consultora jurídica chefe da mantenedora da PUC/SP também tornou pública a renúncia a seu cargo na diretoria da UJUCASP.

Entretanto, apesar dos enfáticos termos de ambas as renúncias, no último 2 de junho a UJUCASP divulgou uma nota, atribuída a seu presidente,  informando que, tendo ouvido o cardeal moderador, sua diretoria estava mantida, com todos os membros em exercício de seus respectivos mandatos.

Esperam-se mais novidades nos próximos dias, pois não parece que a singela nota emitida pela diretoria será suficiente para superar a nova crise por que passa a UJUCASP.

* * *

Leia também:

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De saída (II).

De saída.

23 maio, 2017

Que devo fazer?

Por Cardeal Odilo Pedro Scherer – Arcebispo de São Paulo (SP)

Não é raro ouvir dizer que tudo mudou em questão de moral; que cada um faz a sua moral, que não existe uma moral válida para todos, nada é mau, nada é bom; até mesmo o que se tinha como mau, agora pode ser considerado bom e o que se tinha como moralmente bom, muitas vezes, acaba acusado como mau. Como assim? Afinal, ainda existem princípios de conduta moral? O que devemos fazer? O que devemos evitar?

A discussão sobre os princípios morais e sobre o que deve orientar nossas decisões e ações vem desde o momento em que o homem se descobriu um ser pensante e livre para fazer escolhas. E não cessará até que haja um ser humano neste mundo. Para nós, cristãos, há alguns princípios de conduta moral claros, que deveriam orientar nossas decisões e ações. Tentarei expor alguns, na brevidade que requer este artigo.

Quando Jesus, no “sermão da montanha”, recomendou ao povo – “ouvistes o que foi dito…. eu, porém, vos digo”, ele fez a interpretação da lei de Deus a partir do seu sentido originário, livre de distorções (cf. Mt 5, 38-48). O que se diz “por aí” pode representar o esforço humano das culturas, filosofias e religiões para interpretar o que seria o sentido da lei moral. Mas Jesus dá a interpretação que é conforme à vontade de Deus, ao agir de Deus e à dignidade e santidade de Deus. Portanto, vale para nós o ensinamento de Jesus como critério para o discernimento e para o agir moral. O que “dizem por aí” através de tantas interpretações contraditórias da lei moral deve ser sempre avaliado à luz desse “eu, porém, vos digo”, do ensinamento de Jesus.

No mesmo trecho do “sermão da montanha”, Jesus vai mais longe e pede que seus discípulos não se contentem com indicações morais cômodas, nem com a lei do menor esforço: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). A referência para o discernimento e o agir moral não é pequena nem fácil; a perfeição de Deus é única e nunca será alcançada plenamente pelo homem. Porém, a altíssima perfeição divina permanece para nós como referência segura para o certo e o errado, o bem e o mal, o justo e o injusto. Nunca será bom o que for contrário à perfeição de Deus, para a qual devemos tender sempre.

Esse critério não é diferente daquilo que Moisés, em nome de Deus, já havia recomendado ao povo, ao lhe comunicar os dez mandamentos: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2). A santidade de Deus diz respeito à sua dignidade suprema, sua misericórdia, justiça, amor e providência em relação ao homem e ao mundo. A santidade de Deus é a referência máxima para o discernimento e o agir moral da pessoa de fé; e será boa toda decisão e cada ação que estiver em sintonia com a dignidade e a santidade de Deus; mas nunca será bom o que for contrário à santidade de Deus e, por isso, deve ser evitado.

Os dez mandamentos da lei de Deus são indicações do caminho da perfeição e da santidade para o homem e, na medida em que os coloca em prática, ele age bem e se santifica, pois está em sintonia com a vontade de Deus. Mas o contrário dos mandamentos, com certeza, não é caminho bom e, claramente, deve ser evitado, não podendo ser tomado como critério para a decisão e a ação moral.

São Paulo nos oferece um outro critério moral muito importante quando ele escreve à comunidade de Corinto, onde havia problemas de imoralidade: “Acaso não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito Santo habita em vós?” (1Cor 3,16). O cristão, pelo Batismo, tornou-se “morada de Deus” e “habitação do Espírito Santo”, e isso lhe confere uma nova e altíssima dignidade, que ele sempre deverá ter em conta nas suas decisões e ações morais. Essas devem estar em conformidade com a sua própria dignidade e com a dignidade de Deus. Por isso, ele sempre deverá se perguntar: “será que minha ação combina  com o respeito devido a Deus e a mim próprio?” Esse é um critério claro e seguro para o discernimento e a ação moral.

Concluindo a sua reflexão, Paulo confronta cada um com a própria liberdade e com a responsabilidade pelas escolhas feitas: “Tudo é vosso, mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus” (1Cor 3, 22-23). O cristão pertence a Cristo e recebeu o seu Espírito; por isso, precisa levar em conta a sua relação com Cristo e seus ensinamentos.

Portanto, para as pessoas de fé, existem critérios morais firmes e conhecidos, que precisam ser levados em conta no discernimento e na ação moral. E o cristão já não poderá mais se orientar simplesmente “pelo que se diz por aí”: nos jornais, revistas, novelas, filmes, mídias sociais, discussões filosóficas ou ideológicas… Sua referência: deverá lembrar sempre o ensinamento de Jesus: “Eu, porém, vos digo”.

9 maio, 2017

Dom Odilo: “A CNBB não é sindicato ou partido que se manifesta a favor ou contra o governo”.

Em dissonância com cúpula da CNBB, arcebispo de SP defende reformas.

Folha de São Paulo, 8 de maio de 2017: Em dissonância com a cúpula da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, adotou um tom mais brando sobre as principais reformas defendidas pelo governo Michel Temer.

“Penso que de toda maneira há necessidade de reformas tanto na lei trabalhista como na lei da Previdência”, disse nesta segunda-feira (10), na sede da Cúria Metropolitana. “Sim, acho que é necessário fazê-las e fazê-las bem.”

Em março, o conselho permanente da maior entidade católica do país divulgou uma nota para manifestar “apreensão” com as mudanças na Previdência propostas por Temer. O prelúdio cita uma passagem do livro de Amós (Antigo Testamento): “Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam no chão”.

“Os direitos sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio”, diz o texto, assinado por presidente, vice e secretário-geral da CNBB, respectivamente dom Sergio da Rocha, dom Murilo Krieger e dom Leonardo Steiner.

Para o 1º de Maio, uma nova mensagem, desta vez sobre “o risco de perda de direitos trabalhistas e de precarização das relações de trabalho”, como disse dom Sergio à Folha.

Na semana passada, em entrevista à Rede TV!, Temer afirmou que a oposição às reformas vinha de “uma parte da CNBB e nada mais do que isso”. “E o que está acontecendo com uma parte da CNBB, não é que eles estejam contra, é que eles fazem uma coisa que a Igreja sempre fez, que é proteger os pobres”, acrescentou.

Segundo dom Odilo, os comunicados do alto escalão da entidade não falam por todos os bispos. “Aquelas manifestações não tiveram apoio explícito da CNBB.”

“É claro que há bispos mais afinados com certas tendências”, disse o arcebispo paulista. Por se tratar “de um assunto complicado que mexe com os brasileiros”, críticas de parte do bispado “são muito normais”. Só não devem ser confundidas com uma posição oficial contra a gestão Temer, até porque “a CNBB não é sindicato ou partido que se manifesta a favor ou contra o governo”.

Dom Odilo destaca que os textos que hoje tramitam pelo Congresso já sofreram muitos ajustes, ou seja, dá para discutir como melhorar as reformas. “Estamos num momento de diálogo.”

“Por outro lado, é difícil que todos se sintam satisfeitos. Também há situações de difícil ajuste. Em alguns casos, trata-se de perder posições alcançadas, diríamos privilégios”,
afirmou.

REFORMA POLÍTICA

O líder católico também defendeu outra reforma, esta mais distante do horizonte do atual governo: a política.

Ele repercutiu a nota “Grave Momento Nacional”, na qual a CNBB abordou a “crise ética” num país refém do “fisiologismo político que leva a barganhas sem escrúpulos”, pediu uma “profunda reforma do sistema político” e se mostrou apreensiva com “a ascensão de salvadores da pátria”, caso o desinteresse do povo por seus governantes avance.

“Não se poderia pensar numa democracia sem haver ampla liberdade de organização política”, afirma dom Odilo. Mas a “infinidade de partidos” é “excessiva” e deve ser combatida por uma “boa reforma política”, diz.

Mesmo as siglas maiores não devem ganhar cheque em branco da sociedade, segundo o católico. “Evidentemente que com isso não se está dizendo que partidos podem ser corruptos, fazer maracutaia.”

Fora de moda com o eleitorado, os políticos tradicionais ainda importam, diz dom Odilo. “Com quem nós devemos contar se não com eles? Não são todos que estão corrompidos. Devemos considerar que há políticos honestos também.”

Já candidatos “antipolíticos que se apresentam como messiânicos” provocam receio. “A história mostrou que alternativas personalistas não são boas para a sociedade.”

Questionado sobre o prefeito João Doria, um dos que veste esse manto do “antipolítico”, dom Odilo afirma que às vezes “discurso e realidade podem não sintonizar”. “Quem governa faz política.”

 

3 março, 2017

Apague a luz o último a sair.

Benção de cardeal a desfile de escola de samba com imagem de Nossa Senhora Aparecida continua rendendo desligamentos na Ujucasp. 

Por Catarina Maria B. de Almeida | FratresInUnum.com

A sangria na União dos Juristas Católicos de São Paulo – Ujucasp, decorrente da benção de Dom Odilo Scherer ao desfile de carnaval em “homenagem” a Nossa Senhora Aparecida, parece não ter fim.

apagueDepois das saídas de Dr. Ricardo Dip e Dr. Edson Sampel, ontem, desligou-se da entidade o juiz de direito Dr. Daniel Serpentino.

Anteriormente, pela mesma razão, havia se desvinculado também o Dr. Marcelo Andrade, advogado, proeminente membro da Associação Cultural Montfort, em cujo site estão diversas vídeo-aulas por ele proferidas.

Saída essa ainda mais significativa, uma vez que o grupo Montfort vivia, até então, em lua-de-mel com Dom Odilo, tendo recebido gestos de boa vontade do arcebispo e contado, inclusive, com sua participação em um congresso da entidade. O rompimento de tão nobre expoente da associação poderia, de certo modo, abalar essa relação. O temor de que isso ocorresse poderia explicar a tímida manifestação da Montfort acerca do assunto, tendo o Dr. Marcelo que publicar artigo muito mais contundente em outro veículo.

Outros membros da União dos Juristas manifestaram formalmente seu descontentamento com o ato de Dom Odilo, Moderador da entidade, porém, preferiram não se desligar.

Por sua vez, o presidente da Ujucasp, o respeitado Dr. Ives Gandra da Silva Martins, saiu em defesa do Cardeal de São Paulo e tentou vetar a discussão da questão entre as fileiras da Ujucasp, o que acirrou ainda mais os ânimos.

Espera-se que outros membros ainda formalizem seu desligamento, enquanto se cogita a criação de outra associação de juristas católicos para representar os resignatários.

3 março, 2017

De saída (II).

Como prevíamos, outro jurista abandona a Ujucasp por conta da chancela de seu moderador, Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo, à “homenagem” carnavalesca a Nossa Senhora Aparecida. 

Por Catarina Maria B. de Almeida | FratresInUnum.comA União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp) perde mais um membro. Desta vez, o canonista dr. Edson Sampel se desliga da associação pelo mesmo motivo que o desembargador dr. Dip, isto é, por discordar da autorização dada pelo arcebispo de São Paulo para a malsucedida “homenagem” a Nossa Senhora Aparecida no desfile de carnaval. Eis, abaixo, trecho da carta que dr. Sampel endereçou ao presidente da Ujucasp e aos integrantes da entidade:

“São Paulo, 1.º de março de 2017.

Exmo. sr. dr. presidente da União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp).

Irmãs e irmãos.

(…)

2) Tenho participado dos debates cibernéticos desta sociedade sempre com argumentos ad rem; jamais com argumentos ad hominem, em consideração aos consócios.

3) Manifesto-me, sem respeito humano, embasado em inconcusso direito de expressão, assim estatal (cf. artigo 5.º, IV, da constituição da república) como canônico (cf. cânon 212, § 2.ºdo C.I.C.).

4) Move-me, outrossim, a correção fraterna (cf. Mt 18,15).

5) Consumatum est! Perpetrou-se a profanação da imagem de nossa Senhora Aparecida. Com efeito, ensina santo Tomás de Aquino que “toda irreverência às coisas sagradas será injúria feita a Deus e terá razão de sacrilégio” (II-II, q. 99, a. 1.º).

6) Eis a tradução do cânon 1171 do C.I.C.: “as coisas sagradas, destinadas ao culto divino, sejam tratadas com reverência e não se empreguem para uso profano ou não próprio a elas, mesmo que pertençam a particulares.”

7) A Igreja não deve ser politicamente correta! Leia-se, a propósito, a lucipotente ensinança do papa emérito: “Ela [a Igreja católica] ainda tem poder de provocação, que é aguilhão e sinal de contradição, ou, como diz são Paulo, skandalon (…) Isso mostra que ela significa alguma coisa e que não se pode simplesmente passar por cima dela, passando à ordem do dia” (O Sal da Terra, p. 101).

8) Entre outras vicissitudes, causaram bastante desconforto certas incongruências na PUC-SP, coirmã da Ujucasp, denunciadas pelo confrade dr. Dávio Júnior e pelo confrade resignatário dr. Dip, bem como o silêncio da colenda cúria metropolitana aquando da “passeata gay” no território da Arquidiocese de São Paulo, no exato instante em que os confrades redigíamos um livro contra a ideologia de gênero.

9) O beneplácito à escola de samba constitui apenas a gota d’água.

10) Posto isto, por discordar veementemente da autorização politicamente correta concedida pelo ínclito moderador da Ujucasp e arcebispo de São Paulo (purpurado digno de toda deferência e devoção), permitindo-se, assim, a equivocada “homenagem” momesca à nossa Senhora Aparecida, hic et nunc, nos termos do artigo 7.º, I, do estatuto,desligo-me desta sociedade .

P.s.: um sotaina, conhecido de longos anos, perguntou-me: o que você acha? Se Bergoglio fosse o ordinário da Arquidiocese de São Paulo, daria ele a autorização à escola de samba? Respondi: acho que não/ a escola de samba ficou em 7.º lugar e nem sequer conseguiu veicular o mínimo de “evangelização”, isto é, não logrou “informar” aos foliões que nossa Senhora Aparecida é Maria, a mãe de Jesus (bela assessoria!)/ as baianas travestidas de nossa Senhora Aparecida não fazem alusão ao candomblé (sincretismo)? Não são as baianas que todo ano lavam a escadaria da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, na Bahia?/ informou há pouco dr. Dávio Jr. que Jesus não foi mencionado no desfile (não deveriam cantar no samba-enredo que a homenageada nasceu há dois mil anos, se chama Maria etc; qualquer homenagem sempre faz isso)/ o brilhante advogado e confrade dr. Rodrigo Pedroso acaba de expor mais uma incoerência da PUC-SP, coirmã da Ujucasp, qual seja, a nomeação de Haddad, ex-prefeito de São Paulo, de linha comunista, para integrar órgão importante da universidade.”

1 março, 2017

Pé-frio. A derrota carnavalesca de Dom Odilo.

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Há semanas o laicato católico está em polvorosa: Nossa Senhora Aparecida foi usada no carnaval 2017, e com total apoio de Dom Odilo e da CNBB. O Cardeal de São Paulo chegou a escrever um artigo para defender a alegada homenagem, contando com o apoio entusiasta de decadentes “celebridades” da música católica, como os diminutivos Padres Zezinho e Joãozinho, além de rebolados de padres cantores e assanhados comerciais na TV Aparecida. E a massa aplaude: Dom Odilo é do balacobaco!

Contudo, nada detém o azar de Dom Odilo. É inacreditável! Tudo que este senhor toca seca imediatamente! Ele se consagrou como uma espécie de Mick Jagger brasileiro.

Os fatos não negam! Ele tem um histórico nada invejável. Confiram:

Tentou conseguir a presidência da CNBB. PERDEU!

Tentou ganhar o Conclave de 2013, e tinha até escolhido seu nome de papa, segundo a sua própria família. PERDEU!

Estava no Conselho de Finanças do Vaticano. Foi demitidoPERDEU!

Capitaneou a reforma política da CNBB na Arquidiocese de São Paulo. Ficou bravo com fiéis que protestaram contra ela na Assembléia da CNBB em AparecidaPERDEU!

Foi aventurar-se no samba e nem o Carnaval consegue ganhar! A Unidos da Vila Maria amargou um pífio 7º lugar na classificação geral das escolas da samba. Tivesse vencido, seria um alvoroço só nas redes sociais e nos sites chapa-branca. Como perdeu, silêncio…

Fizeram os católicos passar um papelão em dois níveis: profanando a Sagrada Imagem de Nossa Senhora; e fazendo-o de graça, para perderem de lavada!

De fato, se Dom Odilo ganha em algo, é no quesito de maior pé-frio do Brasil!

E, como segundo alguns pseudo-téologos diminutos, é preferível “errar com a Igreja”, bem…, se for com Dom Odilo, será necessário também perder com ela!

Agora, já sabem. Se Dom Odilo passar em seu lado da calçada, se benza! Ele chegou no Titanic com um século de atraso.