Posts tagged ‘Cardeal Raymundo Damasceno Assis’

6 março, 2015

Igreja e sociedade atual segundo Dom Damasceno.

Prof. Hermes: Há muitos projetos de “reforma política” em tramitação no Congresso Nacional. Por que justamente o que favorece o PT é apoiado pela CNBB? Como convergir doutrina e pastoral no Sínodo dos Bispos? A reforma da cúria romana viabilizará a autonomia das conferências episcopais, acenada na Evangelii Gaudium? Estas e outras questões responde Dom Raymundo Damasceno Assis

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Presidente da CNBB fala sobre Reforma Política, Sínodo dos Bispos, reforma da cúria romana e outros temas.

hermesSão Paulo, 04 de Março de 2015 (Zenit.org) Prof. Hermes Rodrigues Nery –  Na segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015, às 10:30, estivemos, com Flávia Camargo, na residência do Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Presidente também do Sínodo dos Bispos, a realizar-se em outubro deste ano, no Vaticano. Dois temas foram objeto de atenção especial na audiência: 1º) a Reforma Política e 2º) o Sínodo dos Bispos. Inicialmente, queríamos já gravar a conversa, mas Dom Damasceno preferiu primeiro que apresentássemos os nossos questionamentos e discorrêssemos sobre o assunto, ao qual ele faria suas colocações, para, em seguida, fazer uma súmula do que havia sido conversado, em forma de uma breve entrevista. Foi o que ocorreu. Ficamos por quase duas horas tratando dos temas acima mencionados, e somente, ao final, em quase trinta minutos, ele expôs sua posição sobre os temas, em entrevista gravada. Ainda, foi possível acrescentar na entrevista rapidamente o tema da reforma da cúria romana e o aceno que se faz na Evangelii Gaudium de autonomia às conferências episcopais.

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9 outubro, 2013

Novena da Padroeira, o carnaval continua em Aparecida.

A cada ano, o Santuário Nacional de Aparecida promove uma aberração diferente na Novena de Nossa Senhora Aparecida.

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Desta vez, a “deusa” grega Dice (foto: filha de Zeus, símbolo da justiça) entrou em procissão ao longo da celebração do 3º dia da Novena — embora não durante uma Missa, não deixa de algo ser esdrúxulo, despropositado, ridículo, de mau gosto, cafona, brega e, por fim, afrontoso à Fé Católica.

Parabéns a Dom Raymundo Damasceno (arcebispo), Dom Darci (bispo auxiliar) e Pe. Domingos Sávio (reitor): os senhores estão destruindo a Fé Católica do povo brasileiro com sucesso!

Foto: Santuário Nacional de Aparecida. Créditos: Direto da Sacristia.

13 setembro, 2013

Até quando os bispos apoiarão o “Sussurro dos Possuídos”?

Eles estão sempre se superando. No ano passado, eram mil participantes. Neste ano, dos 120 mil que visitaram o Santuário Nacional de Aparecida no último final de semana, uma vultosa massa de… oitocentos gatos-pingados se uniram para gritar fazer uns ruídos por igualdade (entenda-se comunismo), direito das minorias (entenda-se gayzismo), reforma agrária (entenda-se o pecado contra o sétimo mandamento), direito das mulheres (entenda-se a liberação do aborto), etc, etc, etc. E os ocupantes de postos importantes na Igreja, que vivem numa eterna década de 70, insistem. Por exemplo, o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, ao mesmo tempo em que se intromete em assuntos que não são de sua  alçadaafirma:

Miado dos excluídos em Aparecida: "Bem vindos médicos cubanos!"

Miado dos excluídos em Aparecida: “Bem vindos médicos cubanos!”

“A Igreja apoia manifestações como o Grito dos Excluídos, porque acredita que a igreja muitas vezes se faz a única voz dos excluídos. Nos incluímos como um instrumento em defesa dessas minorias.”

Também Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo, se uniu a essa patifaria, embora colha amargos frutos  de anos de libertinagem esquerdista na PUC-SP.

Missa de Dom Odilo na Catedral da Sé em São Paulo.

Missa de Dom Odilo na Catedral da Sé em São Paulo. Créditos da imagem: https://www.facebook.com/DomAntonioDeCastroMayer

Uma leitora relata o “Grito” em Congonhas, MG, Arquidiocese de Mariana — cujo Arcebispo é o antecessor de Dom Raymundo Damasceno na presidência da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha:

‹‹ O evento estava cheio de militantes do PSTU, do PT, de feministas e até de grupos estudantis pró-gayzismo bradando pelo “fim da homofobia”… Durante o evento, houve protestos contra o “capetalismo” (é assim que eles chamam o sistema que nos garante liberdade e prosperidade), brados contra a “homofobia” (ou seja, o movimento gayzista se fez representar neste evento pseudo-católico), músicas carnavalescas que nem de longe lembravam oração e penitência (que foi o que o papa pediu que fizéssemos neste dia) e presença de militantes feministas (não sei se abortistas ou não, mas a camisa roxa que usavam era parecida com a da Marcha Mundial de Mulheres, que são abortistas irredutíveis). Além disso, não faltaram membros de partidos anticristãos e totalitários de esquerda ››.

Quando acordarão os bispos do Brasil?

15 julho, 2013

Apelo a Dom Raymundo Damasceno Assis, Presidente da CNBB.

Eminência Reverendíssima,

bebêCaríssimo Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB.

Dirijo-me em nome próprio, como cidadão brasileiro e cristão, católico apostólico romano, fazendo coro aos que rogam de Vossa Eminência especial atenção em relação ao texto do PLC 3/2013, cujas palavras de Dom Antonio Carlos Rossi Keller, bispo diocesano de Frederico Westphalen, RS, em nota pastoral, explicitaram: “Não se encontra, naturalmente no texto, a palavra ‘aborto’. Mas as intenções são suficientemente claras: proporcionar aos profissionais da Medicina e do Direito a base legal para a realização pura e simples de abortos. Esta é e sempre foi a estratégia usada: fugir dos termos contundentes, mas implantar, de forma disfarçada a devida autorização para que se possa agir de acordo com a ideologia abortista”. Daí o apelo que muitas lideranças leigas católicas, e também presbíteros e até bispos (muitos deles ainda não devidamente informados sobre a questão) de que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sob a vossa Presidência, manifeste-se pelo VETO TOTAL ao referido projeto de lei, tendo em vista que o veto parcial manterá a brecha para a legalização do aborto no Brasil.

Chegou-me a informação de que a CNBB já tem uma nota, pronta para tornar pública, posicionando-se pelo veto parcial, o que será — reafirmo baseado em estudos e farta documentação — um grande equívoco. Daí o apelo para que antes de tornar pública a nota, sejam feitam novos esforços de ponderada reflexão sobre o assunto, com especialistas apropriados, com a prudência da análise de conjunto exigida para questão tão relevante. Mais ainda, chamo respeitosamente a atenção de Vossa Eminência ao fato de que causou muita estranheza a muitos da sociedade, especialmente a comunidade católica, a informação de que a referida nota, antes de ser tornada pública, teria sido encaminhada à apreciação da Sra. Presidente Dilma Roussef, através do ministro Gilberto Carvalho. Solicito de Vossa Eminência a refutação e o desmentido dessa informação, bem como a análise pormenorizada de cada artigo do PLC3/2013, para preservar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de proferir uma posição pública que propicie posteriormente facilidade no alargamento de uma via que efetive a legalização do aborto neste País.

Certo de contar com vosso constante zelo pastoral, rogo em oração a intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nestes dias que antecedem a Jornada Mundial da Juventude, o discernimento necessário que a hora exige.

Cordialmente em Cristo e Maria,

PROF. HERMES RODRIGUES NERY

5 abril, 2013

Presidente da CNBB faz visita e reafirma amizade com a comunidade judaica em São Paulo.

CIP DamascenoPor CNBB – O cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB, visitou, nesta quinta-feira, 4 de abril, a Congregação Israelita Paulista e conversou com o rabino Michel Schlesinger. No encontro foram renovados os laços cordiais de amizade que sempre uniram a Conferência e a comunidade judaica.

Dom Damasceno lamentou a referência negativa aos judeus que foi publicada recentemente no comentário de liturgia diária do site da CNBB e afirmou que esse tipo de comentário não traduz o pensamento da Conferência que tem se empenhado no diálogo inter-religioso.

Segundo o site da Confederação Israelita do Brasil, Conib, o rabino Schlesinger, que é representante da Conib para o diálogo inter-religioso, comunicou ao cardeal Damasceno que as expectativas dos judeus brasileiros em relação ao papa Francisco são as melhores possíveis, em função da relação de proximidade do então cardeal Bergoglio com a comunidade judaica argentina.

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Supomos que o comentário lamentado por Dom Raymundo seja o mesmo a que se refere a Folha de São Paulo – 22-03-2013:

CNBB faz crítica a judeus em boletim

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) fez uma crítica aos judeus por não aceitarem os “valores novos e mais plenos” do cristianismo em seu boletim diário distribuído por e-mail.

“Quando a gente não está com o coração aberto, não está disposto a acolher a palavra de Jesus, não querendo de fato assumir um compromisso de fé com Deus e com os irmãos, não buscando novos valores e não querendo uma constante mudança de vida para cada vez mais procurar uma união mais íntima e profunda com Deus, qualquer coisa torna-se motivo para a crítica e para a rejeição de Jesus”, diz o texto da “Reflexão” que abre o boletim.

“Assim aconteceu com os judeus, que não quiseram abandonar antigos valores para viver valores novos e mais plenos, sempre procuraram motivos para dizer que eles estavam certos e Jesus estava errado”, completa o texto.

Embora não esteja em contradição com o que diz o Novo Testamento sobre a aceitação de Jesus pelos hebreus, e não necessariamente seja uma crítica aos judeus de hoje, a colocação parece fora de sintonia com os esforços ecumênicos da Igreja Católica.

Desde o pontificado de João Paulo 2º (1978-2005), houve um esforço de aproximação entre a igreja e o judaísmo, sendo que o papa polonês foi o primeiro a rezar numa sinagoga, em 1986 em Roma.

A Folha procurou a CNBB para comentar o caso, mas sua assessoria de imprensa já estava fechada.

O ecumenismo também se estende a outras religiões, em especial o islamismo. João Paulo 2º também foi o primeiro pontífice a rezar numa mesquita, no ano de 2001 em Damasco.

Seu sucessor, Bento 16, teve mais dificuldades, sendo duramente censurado por ter lembrado em discurso as críticas de um imperador bizantino aos métodos de conversão “pela espada” de Maomé.

O novo papa, Francisco, por sua vez é o fundador de uma instituição dedicada ao diálogo interreligioso.

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Comunidade judaica mostra decepção com texto da CNBB

Por Web Judaica – A comunidade judaica brasileira vem a público manifestar sua surpresa e decepção com a informação veiculada na semana passada pelo site da Folha de S. Paulo, relatando que o boletim da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou texto que se opõe aos esforços pelo aprofundamento do diálogo inter-religioso.

A coluna da Folha destaca o trecho: “Quando a gente não está com o coração aberto, não está disposto a acolher a palavra de Jesus, não querendo de fato assumir um compromisso de fé com Deus e com os irmãos, não buscando novos valores e não querendo uma constante mudança de vida para cada vez mais procurar uma união mais íntima e profunda com Deus, qualquer coisa torna-semotivo para a crítica e para a rejeição de Jesus”.

O jornal cita ainda a passagem: “Assim aconteceu com os judeus, que não quiseram abandonar antigos valores para viver valores novos e mais plenos, sempre procuraram motivos para dizer que eles estavam certos e Jesus estava errado”.

Nesta segunda-feira, a comunidade judaica de Roma recebeu uma mensagem do papa Francisco, que desejou seus melhores votos por ocasião de Pessach. A festa judaica se inicia nesta noite e comemora a libertação da escravidão no Egito dos faraós.

Lembramos que, durante os papados de João Paulo II e Bento XVI, houve diversas iniciativas da Igreja Católica pelo fortalecimento dos laços com o povo judeu.

A comunidade judaica considera que o diálogo inter-religioso é uma das ferramentas mais eficazes para a construção de um mundo modelado pela harmonia, baseado no respeito à diversidade e na democracia.

Confederação Israelita do Brasil
Federação Israelita do Estado de São Paulo

10 dezembro, 2012

O nome do Rosa: CNBB indica candidato ao Supremo.

Por Felipe Patury – Época

O presidente da Confederação [sic] Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Raymundo Damasceno, tenta convencer a presidente Dilma Rousseff a indicar o presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, Feu Rosa, ao Supremo Tribunal Federal. O cardeal entregou pessoalmente a Dilma o currículo do capixaba e uma carta de recomendação. Nos anos 90, Feu Rosa deflagrou uma guerra contra os corruptos de seu estado. Vinculado a movimentos de direitos humanos, ele conta também com o lobby do governador Renato Casagrande (PMDB) e dos senadores capixabas. Próximo da Igreja, o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, endossou o pleito. Não é a primeira vez que a CNBB se movimenta dessa forma. Em 2009, apoiou com sucesso a indicação de José Dias Toffoli [nota do Fratres: antigo advogado do PT e sub-chefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil na gestão José Dirceu. Em 2009, sua indicação foi defendida publicamente pelo então secretário da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa; o irmão do ministro, Padre José Carlos Toffoli, foi secretário da CNBB]. Feu Rosa não se pronunciou.

8 outubro, 2012

No “Espírito de Aparecida”: discípulos-missionários ou ridículos-salafrários?

Bizarrice circense na última sexta-feira, 5 de outubro,  na “Novena Solene” (!) da festa de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional.

[Atualização – 08 de outubro de 2012, às 09:52] Sob o aplauso do Cardeal Raymundo Damasceno Assis, novena de domingo, dia 7, celebrada pelo vice-presidente da CNBB, Dom José Belisário da Silva:

7 dezembro, 2011

Nota da CNBB desmente “acordo” com Marta Suplicy. Mas não expressa nenhuma desaprovação…

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Brasília, 07 de dezembro de 2011

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por fidelidade a Cristo e à Igreja, no firme propósito de ser instrumento da verdade, vem esclarecer que, atendendo à solicitação da senadora Marta Suplicy, a recebeu em audiência, no dia 1º de dezembro de 2011, e ouviu sua apresentação sobre o texto substitutivo para o PL 122/2006.

A presidência da CNBB não fez acordo com a senadora, conforme noticiou parte da imprensa. Na ocasião, fez observações, deu sugestões e se comprometeu com a senadora a continuar acompanhando o desenrolar da discussão sobre o projeto. Reiterou, ainda, a posição da Igreja de combater todo tipo de discriminação e manifestou, por fim, sua fraterna e permanente disposição para o diálogo e colaboração em tudo o que diz respeito ao bem da pessoa humana.

Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB

Fonte: CNBB

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Por sua vez, o assessor de imprensa da CNBB, Padre Rafael Vieira, em entrevista à ACI Digital, declarou que os bispos não encontraram no texto “nada que aplaudir, nem nada que repudiar”. “A informação que temos é: a senadora fez uma visita à sede da conferência dos bispos, apresentou o seu texto substitutivo do Projeto de lei e os bispos não encontraram no texto dela nada que fosse merecedor de registro”.

Nada que repudiar?!

O fato, Padre Rafael, é que a tibieza na defesa da moral por parte da CNBB pode facilmente ter feito a senadora (da qual, por seu histórico, não se deve esperar muita honestidade intelectual) interpretar  tal fato como um “acordo” tácito. Afinal, quem cala consente.

Excelências, em nome de vossos propósitos de colaborar “em tudo o que diz respeito ao bem da pessoa humana”: pedi demissão de vossos cargos e ide gozar vossas aposentadorias!

10 maio, 2011

Cardeal Raymundo Damasceno é o novo presidente da CNBB.

Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, é criado Cardeal pelo Papa Bento XVI.

Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, é criado Cardeal pelo Papa Bento XVI.

CNBB – O arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis foi eleito o novo presidente da CNBB. Com 196 votos, dom Damasceno foi eleito no segundo escrutínio. O cardeal de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer ficou em segundo lugar, com 75 votos.

No primeiro escrutínio, dom Damasceno havia obtido 161 votos contra 91 de dom Odilo. Por não ter alcançado 2/3 dos votos (182), houve a necessidade do segundo escrutínio. Dom Damasceno foi secretário da CNBB por dois mandatos consecutivos (1995-1998; 1999-2003).

Na primeira votação, também receberam votos o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta (14); o arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário da Silva; o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom walmor Oliveira de Azevedo; o bispo de Jundiaí (SP), dom Vicente Costa; o bispo da prelazia de São Felix (MT), dom Leonardo Steiner e o bispo de Cruz Alta (RS), dom Friederich Heimler, com um voto cada.

No segundo escrutínio, receberam votos o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta (4) e o bispo de Santo André, dom Nelson Westrupp (1).

Amanhã as eleições continuam para vice-presidente e secretário. Eleitos os membros da Presidência, a Assembleia escolherá os 12 presidentes das Comissões Pastorais e o delegado da CNBB junto ao Conselho Episcopal da América Latina e Caribe (Celam)

Currículo de Dom Raymundo Damasceno Assis

Cardeal dom Raymundo Damasceno Assis é arcebispo de Aparecida (SP). Nasceu em 1937 na cidade mineira de Capela Nova (MG). Teve sua ordenação presbiteral em 1968, em Conselheiro Lafaiete (MG) e ordenação episcopal em 1986, em Brasília (DF).

Dom Raymundo estudou Filosofia no Seminário Maior de Mariana (MG) e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (Itália). Dom Raymundo Damasceno foi, antes do episcopado, professor no Seminário Maior e na Universidade de Brasília (UnB) de 1976 a 1986.

Foi bispo auxiliar de Brasília, vigário geral e vigário episcopal na arquidiocese de Brasília, professor do departamento de Filosofia da UnB, Secretário Geral do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), secretário geral da IV Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, em Santo Domingo, Secretário Geral da CNBB por dois mandatos, Delegado ao Sínodo Especial para a África, Sínodo sobre a vida religiosa, como convidado, Delegado à Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a América por eleição da Assembleia da CNBB e confirmado pelo papa João Paulo II, membro do Pontifício Conselho para as Comunicações, membro do Departamento de Comunicação do CELAM, membro da Comissão para a Comunicação, Educação e Cultura da CNBB, Delegado do CELAM, Presidente do CELAM, membro da Pontifícia Comissão para a América Latina – CAL e sínodo para a África (2009).

Seu lema episcopal é: “In Gaudium domini” (Na Alegria do Senhor)

20 novembro, 2010

Papa aos novos Cardeais: critério de grandeza de Deus não é o domínio, mas o serviço.

Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, é criado Cardeal pelo Papa Bento XVI.

Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, é criado Cardeal pelo Papa Bento XVI.

Cidade do Vaticano, 20 nov (RV) – “O critério da grandeza e da primazia de Deus não é o domínio, mas o serviço” – disse o Santo Padre, neste sábado, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, durante o Consistório Ordinário Público onde foram criados 24 novos cardeais, entre eles o Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis.

O Papa ressaltou que a partir de hoje os novos cardeais “começam a fazer parte daquele coetus peculiaris, que presta ao Sucessor de Pedro uma colaboração mais imediata e assídua, ajudando-o no exercício de seu ministério universal”.

“O vínculo de especial comunhão e afeto, que une estes novos cardeais ao Papa, os torna singulares e preciosos cooperadores do supremo mandato confiado por Cristo a Pedro, de apascentar suas ovelhas, a fim de reunir os povos com a solicitude da caridade de Cristo. É exatamente deste amor que nasce a Igreja, chamada a viver e a caminhar segundo o mandamento do Senhor, no qual se resumem toda a Lei e os Profetas” – frisou Bento XVI.

O Santo Padre ressaltou que “a diaconia é a lei fundamental do discípulo e da comunidade cristã, e nos deixa entrever alguma coisa sobre a Senhoria de Deus. Jesus indica também o ponto de referência: o Filho do Homem, que veio para servir, sintetiza a sua missão na categoria de serviço, entendida não no sentido genérico, mas no concreto da Cruz, do dom total da vida como resgate, como redenção para muitos, e o indica como condição para a seqüela”.

O Papa sublinhou que esta é uma “mensagem que vale para os apóstolos, vale para toda a Igreja, vale, sobretudo, para aqueles que possuem a tarefa de guiar o Povo de Deus. Não é a lógica do domínio, do poder segundo os critérios humanos, mas a lógica do inclinar-se para lavar os pés, a lógica do serviço, a lógica da Cruz que está na base de todo exercício da autoridade”.

Bento XVI frisou que Igreja, em todas as épocas, deve “conformar-se a esta lógica e testemunhá-la a fim de fazer transparecer a verdadeira Senhoria de Deus, que é a do amor”.

O Papa concluiu, afirmando a missão confiada aos novos cardeais “requer um desejo sempre maior de assumir o estilo do Filho de Deus, que veio a nós como aquele que serve. Trata-se de segui-lo em sua doação de amor humilde e total à Igreja sua esposa, sobre a Cruz: é sobre aquele lenho que o grão de trigo, deixado cair pelo Pai no campo do mundo, morre para se tornar fruto maduro”.

Silvonei José entrevistou o Arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, que nos fala sobre Dom Raymundo Damasceno Assis, criado cardeal neste sábado. (MJ)