Posts tagged ‘Cardeal Schönborn’

26 janeiro, 2012

Semana cheia na Cúria: Bispos Austríacos em Roma para encontro sigiloso.

Kath.net | Tradução: Fratres in Unum.com – Vários bispos austríacos, entre eles o Cardeal de Viena, Christoph Schönborn, o Arcebispo de Salzburgo, Alois Kothgasser, o Bispo diocesano de Graz, Egon Kapellari, e o bispo diocesano de St. Pöltner, Klaus Küng, estiveram em Roma na última segunda-feira para um “encontro sigiloso, informou o “Salzburger Nachrichten”.

O tema da conversa com diferentes representantes da Cúria romana foi a “Iniciativa anti-romana dos párocos”. No ano passado, o grupo causou certo alvoroço na Áustria com o “Apelo à desobediência”. A conferência episcopal austríaca criticou o apelo repetidas vezes.  Até agora o conteúdo do encontro não foi divulgado.

19 novembro, 2011

O Cardeal Schönborn novamente acolhe ‘videntes’ de Medjurgorje na catedral de Viena.

Por Catholic Culture | Tradução: Fratres in Unum.com

O Cardeal Christoph Schönborn celebrou Missa na cathedral de Santo Estevão de Viena em 17 de novembro, como parte de um evento transmitido que incluía o testemunho de um “vidente” de Medjurgorje, que prometeu uma aparição da Virgem Maria imediatamente antes da Missa.

Ivan Dragicevic, um dos “videntes” que afirmam estar recebendo aparições regulares da Virgem Maria por décadas, falou na catedral, em um evento que foi oferecido em transmissão ao vivo. A programação convidava para uma aparição às 6:40 pm, hora de Viena. Dragicevic disse que a Mãe de Deus abençoaria a todos os presentes – e que esta benção se estenderia a todos os assistentes da transmissão pela internet.

O evento na catedral de Viena causou consternação entre os católicos que questionaram a validade das supostas aparições em Medjugorje. Bispos na Bósnia-Herzegovina, onde se localiza Medjugorje, desencorajaram fortemente o interesse no “fenômeno Medjugorje”. Mas os supostos videntes continuaram a realizar aparições públicas em igrejas Católicas por todo o mundo, com a aparente aprovação de outros bispos.

Cardeal Schönborn tem um histórico de demonstrações de apoio aos “videntes” de Medjugorje. No começo de 2010, ele foi obrigado a se desculpar com Dom Ratko Peric, de Mostar (a diocese local), por criar dificuldades com suas expressões públicas de apoio durante uma visita “privada” a Medjugorje em dezembro de 2009. No fim do ano, no entanto, ele deu boas-vindas aos “videntes” em Viena e louvou seus esforços.

No ano passado, o Vaticano criou uma comissão especial para estudar o fenômeno Medjugorje, em resposta a pedidos de uma declaração definitiva da Santa Sé sobre as supostas aparições. A comissão – presidida pelo Cardeal Camillo Ruini, o vigário aposentado para a diocese de Roma – teve encontros e entrevistas, mas não divulgou nenhuma declaração pública.

7 setembro, 2011

Cardeal Schönborn não planeja medidas disciplinares contra padres dissidentes.

Catholic Culture | Tradução: Fratres in Unum.com – Embora cerca de 400 padres tenham já aderido a um chamado à desobediência aberta à autoridade da Igreja, o Cardeal de Viena, Christoph Schönborn, não vê uma crise maior, informou um porta-voz.

“A situação não é tão dramática como a mídia austríaca faz parecer”, Michael Pruller, o porta-voz arquidiocesano, disse a Catholic News Service. Ele afirmou que o Cardeal Schönborn espera convencer os padres dissidentes a cooperar no crescimento da Igreja austríaca.

Em julho, o Cardeal Schönborn disse estar chocado pela oposição aberta expressada pela iniciativa de padres, que encorajava os pastores a desafiar as normas da Igreja em assuntos que variam desde o homossexualismo e o sacerdócio feminino até a recepção da Comunhão por católicos divorciados e recasados. Mas – ao contrário de diversas notícias – o Cardeal não ameaçou tomar ações disciplinares contra os padres dissidentes. “Não há discussão sobre sanções, nenhum ultimato, nenhuma conversa sobre punições”, disse Pruller.

A arquidiocese não está verificando se os padres de Viena levaram a cabo suas promessas de ignorar a lei da Igreja, acrescentou Pruller. “Não enviamos espiões a todas as paróquias para ter certeza de que todas as regras são seguidas”, disse.

O Cardeal Schönborn se encontrou, em agosto, com quatro padres da arquidiocese de Viena, que são líderes ativos na Iniciativa de Padres, e pretende conversar com eles novamente no futuro, em data não especificada. Ele não se encontrou com a liderança nacional do grupo. Seu porta-voz disse que um diálogo mais amplo com o grupo deve ser conduzido pela conferência de bispos austríaca.

14 julho, 2011

Mais de 300 padres austríacos se unem à iniciativa ‘Conclamação à Desobediência’. Schönborn está chocado!

Catholic Culture – Tradução: Fratres in Unum.com | Mais de 300 dos 4.200 padres da Áustria pediram para tomar parte na Aufruf zum Ungehorsam (Conclamação à Desobediência), uma iniciativa lançada em junho.

A Conclamação à Desobediência cita “a recusa romana de uma reforma da Igreja que já deveria ser feita há muito tempo e a inação dos bispos”. Os padres que apóiam o documento pedem:

  • oração pela reforma da Igreja em cada celebração litúrgica, uma vez que “na presença de Deus há liberdade de discurso”;
  • que não se negue  a Santa Eucaristia a “crentes de boa fé,” incluindo cristãos não católicos e àqueles que recasaram fora da Igreja;
  • que se evite oferecer Missa mais de duas vezes no domingo e domingos e dias santos e que se evite fazer uso de visitas a padres – realizando em vez disso uma “auto-designada” Liturgia da Palavra;
  • que se descreva a tal Liturgia da Palavra com a distribuição da Santa Comunhão como uma “celebração Eucarística sem Sacerdote”; “assim, cumprimos a obrigação dominical em tempos de escassez de sacerdotes” ;
  • que se “ignore” as normas canônicas que restringem a pregação da homilia ao clero para opor-se a fusões de paróquias, insistindo, em vez disso, que cada paróquia tem o seu próprio líder individual, “seja homem ou mulher”;
  • que se “use cada oportunidade de falar abertamente a favor da admissão dos casados e das mulheres ao sacerdócio”.

“A conclamação aberta à desobediência me chocou”, disse o Cardeal Christoph Schönborn, de Viena, em uma carta de 7 de julho, observando que muitos profissionais “teriam perdido seus cargos há muito tempo” se reivindicassem desobediência. Lembrando os padres que eles prometeram livremente obediência ao seu bispo na ordenação, ele indagou: “Posso contar com vocês?”

“A obediência cristã é uma escola de liberdade,” acrescentou o cardeal. “Ela se trata da tradução concreta na vida do que rezamos em cada Pai–Nosso, quando pedimos ao Pai que Sua vontade seja feita no Céu e na terra… Essa disposição é concretizada em obediência religiosa ao Papa e bispos.”

Aquele que verdadeiramente em consciência acredita que precisa desobedecer a hierarquia, e que “‘Roma está na trilha errada [e] contradiz gravemente a vontade de Deus”, conseqüentemente “não mais deve trilhar o caminho a Igreja Católica Romana. Creio e espero, entretanto, que esse caso extremo não ocorra aqui”.

“Aquele que desiste do princípio da obediência dissolve a unidade”, continuou o cardeal, ao prometer que se encontraria com os líderes da iniciativa e apontar as suas “incoerências,” como, por exemplo, “Eucaristia sem sacerdotes.”

O sítio da iniciativa na Internet está registrado em nome do Padre Hans Bensdorf, que até 2000 era o pároco da Igreja do Rosário em Hetzendroft, na Arquidiocese de Viena [ndr: o fato de seus mentores serem da arquidiocese do próprio Cardeal Schönborn não surpreende: a iniciativa é liderada pelo ex-vigário geral do purpurado, monsenhor Helmut Schüller]. Um vídeo no youtube, carregado em 2009, mostra um trecho da Missa em comemoração ao 35º aniversário de ordenação sacerdotal do padre Bensdorf [veja abaixo], de acordo com a descrição do vídeo. Tensões entre o papado e os segmentos da Igreja na Áustria não são novidade, conforme testemunhado pelo advento do jesephinismo no século XVIII, o movimento fin-de-siécle Los Von Rom (Livre de Roma)  e desentendimentos entre o Vaticano e o Cardeal Theodor Innitzer em faze ao Nazi Anschluss.

* * *

Em comunicado de hoje, os porta-vozes da arquidiocese de Viena informam que o Cardeal Schonborn pretende se reunir com os líderes da iniciativa no final de agosto ou mais provavelmente em setembro.

4 julho, 2011

Os padres da Áustria querem as ordenações femininas e o dizem com manifestos.

Paolo Rodari, Palazzo Apostolico – 1 de Julho 2011

Há um ano causou sensação uma notícia vinda da Áustria, a terra do cardeal arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, discípulo e amigo do Papa Bento XVI: não era simplesmente uma minoria a pedir que os padres possam se casar e ter uma própria família, ou que as pessoas casadas pudessem se tornar padres. Tratava-se de bem 80 por cento dos párocos do país a declarar-se favoráveis à abolição do celibato eclesiástico. Um ano depois a notícia é ainda mais revolucionária e está preocupando muito a cúria romana. Helmut Schüller, o porta-voz do movimento “Iniciativa párocos”, declarou que na Áustria mais de 250 padres assinaram um apelo no qual pedem que as mulheres possam entrar no sacerdócio.

Juntos os párocos quiseram desafiar abertamente o Vaticano em um terreno delicado, ou seja a comunhão aos divorciados. Disse Helmut Schüller, porta-voz daquele movimento, que o Vaticano “não pode impor as suas convicções aos padres austríacos“.

Uma parte do clero austríaco se esforça há tempos para conceber-se alinhado com Roma. Informa a pesquisa, cujos resultados foram publicados há um ano, que 52 por cento dos párocos entrevistados admitiu ter ideias diferentes daquelas da Igreja oficial sobre importantes questões de Fé e de pastoral. Além de serem favoráveis à abolição do celibato e à abertura do sacerdócio às mulheres, 64 por cento sustentou que a Igreja deveria abrir-se mais ao mundo moderno. Outra investida diz respeito à formação dos padres: 92 por cento deles, quase a totalidade portanto, expressou a opinião de que a educação dos novos seminaristas deveria dar maior peso à sua formação humana.

É como se os párocos estivessem descontentes com a nova geração de padres“, comentou Gerhard Klein, diretor dos serviços religiosos da tv austríaca Orf. E acrescentou depois: “Os vértices da Igreja devem agir depressa, porque a maioria dos párocos pede reformas“.

Há dois anos, os bispos austríacos foram convocados diretamente no Vaticano por Bento XVI. A convocação foi provocada por acontecimentos que colocaram em grande confusão a Igreja da Áustria, a começar pelo caso do bispo auxiliar de Linz, Gerhard Wagner, nomeado pelo Papa segundo os regulares procedimentos da Congregação dos bispos. Wagner, de impostação tradicionalista, deveria ladear o bispo titular da diocese que tinha notórios problemas de governo. Uma campanha da imprensa, e sobretudo a reação de alguns irmãos do episcopado, levou Wagner a pedir demissão antes da consagração.

Mas as preocupações do Papa eram motivadas também por outros episódios que ainda hoje parecem não terem encontrado uma conclusão: na Áustria alguns padres razoavelmente conhecidos e encarregados de postos importantes (inclusive na diocese de Linz) admitiram viver com uma mulher.

Não é um bom momento para a Igreja austríaca. Todo ano vários milhares de fieis se afastam. Estima-se que desde 1976 até hoje deixaram a prática religiosa mais de 1,3 milhões de fieis. A ruptura que a Igreja sofre é aquela entre os tradicionalistas e os progressistas. De uma parte há grupos de tradicionalistas ligados às alas mais extremas do conservadorismo. Da outra, grupos de católicos liberais que, no rastro do movimento “Nós somos a Igreja”, pedem às hierarquias de empurrar as reformas sempre mais adiante, sob pena do abandono em massa da Igreja. A recente denúncia movida contra Schönborn de ter escondido em 94 dois casos de abusos sexuais por parte de religiosos  de sua diocese, aumentou ainda mais os problemas de uma Igreja um tempo gloriosa.

Fonte: MESSAINLATINO.IT

Tradução: Giulia d’Amore – Blog Pale Ideas

18 junho, 2011

Viena: Missa com comida, bebida e cigarro cancelada!

Mais de 2000 vozes finalmente convenceram a Arquidiocese de Viena.

Mais de 2000 vozes finalmente convenceram a Arquidiocese de Viena.

(Kreuz.net, Viena | Tradução: Fratres in Unum.com) “Círculos conservadores protestaram  –  e ganharam”, informou  o redator da Cúria, Gerhard Krause, em uma correção do seu artigo-propaganda de hoje à tarde em favor da “Missa Faroeste” vienense [noticiada aqui ano ano passado].

A correção foi apresentada às 17h51h.

Às 15.53h Krause trompeteava que uma “tentativa de chantagem” do sítio de vídeos neoconservador ‘Gloria.tv’ não iria surtir efeito.

O personagem principal da Missa Faroeste, o reitor da catedral de Viena, Anton Faber, explicou no artigo que a petição não o desencorajaria de celebrar a Missa Faroeste “também este ano”:

“Se forças conservadoras acreditam que podem chantagear o cardeal, então, elas cometem um erro.”

Na verdade, o Pe. Faber foi quem se equivocou.

Hoje à tarde o conselho episcopal de Viena “entregou os pontos” – Krause lambe as próprias feridas.

O Arcebispo liberal de Viena, Cardeal Christoph Schönborn, deve ter apresentado a Missa Faroeste ao Conselho para decisão. Este  “deve ter sugerido de maneira surpreendente” que o Cardeal fizesse apenas uma celebração religiosa com benção”.

Obviamente, o cardeal não estava em condição de perceber – de maneira semelhante à ocorrida na exposição homossexual pornográfica no museu de sua catedral — a gravidade da situação.

Entretanto, o Portal ‘Gloria.tv’ confirmou que a Missa Faroeste  não acontecerá este ano.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

14 abril, 2011

Caso ‘YouCath’ e mais uma trapalhada do Cardeal Schönborn. Contraceptivo não é o único problema. Congregação para Doutrina da Fé revisará texto.

Rorate-Caeli – Tradução: Fratres in Unum.com | Depois do “desastre dos contraceptivos”, uma confusão ainda maior no “Youcat” – e o que mais poderia se esperar do Cardeal de Viena? Ele é tão ruim em defender a fé que acaba fazendo com que fiquemos ao lado do Totò Rino Fisichella…

Catholic Culture informou hoje cedo:

A edição italiana continha um outro erro de tradução em sua abordagem do tratamento para casos terminais. Enquanto a original em alemão dizia que a família pode aceitar a inevitabilidade da morte de um ente querido, a tradução italiana utilizou um termo com o significado de “eutanásia passiva”, aparentando, assim, oferecer uma justificativa para a retirada de alimento e água do paciente terminal – uma prática que a Igreja condena.

Conforme observações de Sandro Magister , não se trata simplesmente de um outro problema de tradução italiana:

A resposta [da versão italiana do] Youth Catechism para a pergunta 382 – “A eutanásia é permitida?”:

“Provocar uma morte ativa é sempre uma violação do mandamento: ‘Não matarás’ (Êxodo 20, 13), ao contrário, assistir a pessoa durante o processo de morte é até mesmo um dever humano.”

Até aí, tudo bem. Mas logo em seguida, no parágrafo que deveria desenvolver e explicar a resposta inicialmente breve, lemos o seguinte:

“… Quem ajuda uma pessoa a morrer no sentido de eutanásia ativa viola o quinto mandamento, aqueles que ajudam uma pessoa durante a morte no sentido de eutanásia passiva, pelo contrário, obedecem ao mandamento de amor ao próximo. … . “

Indagado como se poderia argumentar que a “eutanásia passiva obedece ao mandamento do amor,” o Cardeal Christoph Schönborn, o primeiro supervisor da edição original alemã do livro, argumentou que, em alemão a palavra “eutanásia” não é  a desejada, mas sim “Sterbehilfe”, [o que significa] ajuda para a morte, [que está sujeita a significados mais amplos], mesmo em uma luz positiva.

Porém, o monsenhor Rino Fisichella rejeitou totalmente – mesmo em sua formulação em alemão – as expressões “eutanásia ativa” e “eutanásia passiva”, uma vez que elas se emprestam a mal entendidos e “não deveriam ser utilizadas.”

Na realidade, nos documentos da Igreja sobre o assunto, incluindo a encíclica “Evangelium Vitae”, do Papa João Paulo II, nunca ouvimos falar em “eutanásia passiva”, mas sim de “eutanásia por omissão”, ou seja, aquela causada pela falha no oferecimento de tratamento médico ou suporte de vida necessário para a pessoa e proporcional a sua condição, levando deliberadamente ao óbito.

E nos mesmos documentos magisteriais a eutanásia por omissão também é gravemente condenada. Enquanto a tal abstenção de tratamento agressivo é aceita, ou seja, [abstenção de] tratamentos cujo único efeito é agravar e prolongar o sofrimento.

O Cardeal Schönborn anunciou que a Congregação para a Doutrina da Fé constituirá um grupo de trabalho para rever todo o texto do novo Catecismo, o original e as traduções, e recolherá todas as correções que serão feitas nas edições subseqüentes. …

Ao final da conferência de imprensa, Schönborn atribuiu friamente a responsabilidade pelos erros no Cardeal italiano Angelo Scola, que deveria ser o “avalista” [da tradução] e, de fato, ele consta no título do livro como homem “responsável” pelo conteúdo da tradução em italiano.

O paradoxo é que Schönborn e Scola são, dentro do Colégio de Cardeais, as estrelas mais brilhantes da “escola” de Ratzinger. Eu fico pensando o que pensa, desta vez, o mestre deles.

Supomos que isso seja um bom motivo para que os conceitos teológicos nos documentos oficiais da Igreja tenham de ser trabalhados em latim. E é difícil imaginar que o conceito de Passive Sterbehilfe tenha sido introduzido ingenuamente por aqueles que decidiram fazê-lo nesse Catecismo – agora que os Catecismos Católicos estão sendo escritos “originalmente” no idioma do Livro de Concórdia! Podemos apenas imaginar que outras pérolas da teologia e moral do Norte da Europa estejam escondidas no Youcat.

12 abril, 2011

Versão italiana de ‘YouCat’ “suspensa temporariamente”.

Giacomo Galeazzi, La Stampa – Tradução: Fratres in Unum.com | Foi “suspensa temporariamente” a versão italiana de ‘Youcat’, o catecismo para os jovens da Jornada Mundial da Juventude de agosto, em Madri, sob os cuidados do Cardeal Christoph Schonborn, arcebispo de Viena, e introduzido por um prefácio do Papa. A edição será apresentada amanhã no Vaticano. “A edição italiana foi suspensa temporariamente para verificar a exatidão e integridade”, disse a assessoria de imprensa da editora ‘Città nuova’. O texto, nas livrarias desde 30 de março, já vendeu 14 mil cópias. No volume, que explica a doutrina católica em forma de perguntas e respostas, questões controversas como a contracepção, a eutanásia passiva, o celibato, o homossexualismo e o divórcio são tratadas de modo “soft”.

11 abril, 2011

Catecismo da Jornada Mundial da Juventude sugere endosso a ‘métodos contraceptivos’.

Cardeal Schonborn e o catecismo 'YouCat'.

Schonborn e o catecismo 'YouCat'.

Cidade do Vaticano, 11 de abril de 2011 / 10:41 am (CNA/EWTN NewsTradução: Fratres in Unum.com)- Um novo catecismo patrocinado pelo Vaticano sugere que casais “podem e devem” usar “métodos contraceptivos” ao decidirem quantos filhos ter.

A revelação vem dois dias antes da véspera do lançamento oficial do chamado “YouCat”, produzido especialmente para o evento da Igreja Dia Mundial da Juventude, a ser realizados em Madri no próximo mês de agosto.

O porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi, SJ, disse à CNA, em 11 de abril: “Eu ainda não vi o texto do YouCat e, portanto, não estou apto a tecer maiores comentários”.

O Vaticano agendou uma conferência de imprensa para, em 13 de abril, publicar oficialmente o texto.

Os organizadores do Dia Mundial da Juventude já encomendaram 700 mil cópias do YouCat para distribuir aos jovens peregrinos, juntamente com um saco de dormir, mapa e outros acessórios.

O catecismo é estruturado no modo de perguntas e respostas. A questão 420 na edição italiana afirma:

“Q. Puo una coppia christiana fare ricorso ai metodi anticoncezionali?” (Pode um casal cristão recorrer aos métodos anticoncepcionais?)

“A. Si, una coppia cristiana puo e deve essere responsabile nella sua facolta di poter donare la vita.” (Sim, um casal cristão pode e deve ser responsável em sua faculdade de poder dar a vida)

Fontes do Vaticano que falaram a CNA em 11 de abril sob condição de anonimato especulam que o problema estava no texto original em alemão, fato posteriormente confirmado por CNA.

“YouCat” deve ser publicado em outros 12 idiomas. A edição inglesa, publicada pela Ignatius Press, não contém a passagem problemática. Ainda não se sabe se versões de outros idiomas também contêm a mesma declaração controversa sobre a contracepção.

A Igreja Católica sempre se opôs ao uso da contracepção. No Catecismo da Igreja Católica oficial, seu uso é descrito como “intrinsecamente mau”.

A elaboração do YouCat, de 300 páginas, foi supervisionada pelo Cardeal Christoph Schonborn, arcebispo de Viena. Foi-lhe concedido o selo de aprovação dos Bispos da Áustria em março de 2010. O Cardeal Schonborn também foi editor do universal Catecismo da Igreja Católica, publicado em 1992.

Espera-se que ele assista à conferência de imprensa de lançamento na quarta-feira.

São também esperados o Cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos e o Arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

22 março, 2011

Purpurados em Guerra. Schönborn ataca novamente. A pronta resposta de Piacenza.

(Secretum Meum Mihi) Em mais um episódio de “cardeal contra cardeal”, o tema do celibato sacerdotal volta à cena, desta vez protagonizado pelo Cardeal Arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, que, voltando aos maus hábitos, incita novamente o “debate” sobre o celibato sacerdotal (para ver um pequeno exemplo da posição sui generis deste “príncipe da Igreja” ver aqui e aqui); para ser rapidamente contestado na primeira página da edição diária de L’Osservatore Romano pelo Cardeal Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero (cópia facsimilar do artigo na imagem).

Primeiro, traduzimos o registrado sobre o celibato pelo Cardeal Schönborn segundo relata a ANSA, Mar-22-2011.

“Na Igreja deve haver um debate aberto, inclusive sobre a questão do celibato”. Assim disse o Cardeal Christoph Schönborn, que participa da Conferência dos Bispos austríacos, em curso em Bressanone. O Cardeal pediu um debate aberto sobre temas controversos, e também, portanto, sobre o celibato, que – acrescestou ainda – “deve se mostrar baseado em motivos fundados. O Cardeal também interveio sobre o tema dos abusos sexuais, afirmando que “veio crescendo um sentido de consciência pelas razões das vítimas”.

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Celibato? Não se discute.

Por Marco Tosatti – La Stampa

O Cardeal Mauro Piacenza, prefeito da Congregação vaticana para o Clero, disse um seco “não” à reabertura do debate sobre o celibato sacerdotal, apontando essa possibilidade – apesar disso, pedido hoje pelo Cardeal de Viena, Christoph Schönborn — como “nociva” e convidando a não se deixar “influenciar ou intimidar por aqueles que não compreendem o celibato e gostariam de modificar a disciplina eclesiástica, ao menos abrindo fissuras”. Um artigo em L’Osservatore Romano.

“O debate sobre o celibato, que nos séculos periodicamente se reascende, certamente não favorece a serenidade das jovens gerações na compreensão de um dado tão determinante para a vida sacerdotal”. O Cardeal Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero, disse que um lacônico “não” à reabertura do debate sobre o celibato sacerdotal, apontando essa possibilidade – apesar disso, pedido hoje pelo Cardeal de Viena, Christoph Schönborn — como “nociva” e convidando a não se deixar “influenciar ou intimidar por aqueles que não compreendem o celibato e gostariam de modificar a disciplina eclesiástica, ao menos abrindo fissuras”. “Resquício pré-conciliar e mera lei eclesiástica. Estas são, em suma, as principais e mais nocivas objeções que ressurgem no freqüente reascender-se do debate sobre o celibato sacerdotal”, escreve o Cardeal  Piacenza na primeira página do Osservatore Romano de amanhã”. “E ainda assim — continua ele –, nada disso tem fundamento real, seja ao olhar os documentos do Concílio Vaticano II, seja ao se deter sobre o magistério pontifício. O celibato é um dom do Senhor que o sacerdote é chamado a acolher livremente e a viver em sua plenitude”. Segundo o chefe de dicastério vaticano, “apenas uma incorreta hermenêutica dos textos do Vaticano II — começando pela Presbyterorum ordinis — poderia levar a ver o celibato como um resquício do passado do qual se deve libertar. E uma tal postura, além de histórica, teológica e doutrinariamente errada, — acrescenta — também é prejudicial sob o ponto de vista espiritual, pastoral, missionário e vocacional”.