Posts tagged ‘CNBB’

14 outubro, 2018

Diocese de Campo Limpo: “Padre agiu à revelia do bispo”.

Por FratresInUnum.com — A Diocese de Campo Limpo divulgou nota pública em que deplora a instrumentalização política-partidária da Missa de Nossa Senhora Aparecida, em que Fernando Haddad (com esposa) e Manuela d’Ávila participaram e receberam sacrilegamente — dada a defesa obstinada, por ambos, de princípios frontalmente contrários à Lei de Deus — a Santa Comunhão, e depois da qual fizeram um comício na frente da Igreja.

Segundo a assessoria de comunicação da Diocese, o Padre irlandês Jaime Crowe agiu à revelia do bispo e recebeu uma advertência canônica pelo delito eclesiástico (embora o sacerdote tenha, também, cometido um ilícito eleitoral, pelo qual a diocese e os candidatos poderiam perfeitamente ser autuados e multados, por propaganda política ilegal).

Caberia, de passagem, a reflexão sobre a aptidão para o governo de bispos, que, uma vez confrontados justamente por fiéis, refugiam-se em seus palácios, acostumados com o bajulador corporativismo de seu clero, alegando simplesmente não ter tomado conhecimento do fato — quando este era divulgado amplamente, causando alvoroço, na internet dois dias antes de sua realização.

A nota reafirma a orientação de que os fieis devem aproximar-se da Comunhão apenas em estado de graça e também salienta que a Igreja não apoia nenhum candidato.

A Diocese, porém, não faz nenhuma menção a um ato público de desagravo à Santíssima Eucaristia. Lembramos aos nossos leitores que o pecado público de sacrilégio atrai as maldições e os castigos divinos sobre todo o povo.

Santo Afonso, quando escreve sobre a Missa Sacrílega, conta que a religiosa Maria Crucificada (Palma, Sicília, Itália, 1668) certa vez presenciou o pecado de sacrilégio de um clérigo que celebrava. Após ter terríveis visões, “permaneceu a serva de Deus de tal modo aterrada e abatida pela dor, que não pôde fazer outra coisa senão chorar. O autor da sua Vida nota que foi precisamente no mesmo ano de 1688 que se deu o grande terremoto, que tantos estragos fez na cidade de Nápoles e seus contornos, donde se pode concluir que *tal castigo foi efeito da celebração desta missa sacrílega*” (S. Afonso Maria de Ligório, A Selva, Parte I, VIII – A Missa sacrílega).

A Diocese de Campo Limpo poderia, em reparação à santidade de Deus, ofendida por este tão grave sacrilégio, — a comunhão recebida por ateus e abortistas, bem como pelo escândalo ocasionado à alma dos fieis — realizar um dia de desagravo ao Coração Eucarístico de Jesus, na esperança, também, de afastar de nosso país o castigo merecido pelo gravíssimo pecado de um clérigo. Mas quem, no catolicismo evoluído e “adulto” da CNBB, acredita nisso?

3 agosto, 2018

Com a benção do arcebispo e da CNBB?

Por O Antagonista, 03 de agosto de 2018 – Os seis grevistas de fome de Lula, como antecipamos, estão hospedados no centro cultural dos jesuítas em Brasília (veja foto abaixo), antro da Teologia da Libertação.

Um ex-presidente da CNBB disse a O Antagonista que “os jesuítas podem fazer o que quiserem em seu espaço”.

Não é verdade.

O arcebispo — no caso Dom Sérgio da Rocha, que, aliás, é o atual presidente da CNBB — pode e deve intervir, quando avaliar necessário, em qualquer espaço administrado por religiosos em seu território.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, como registramos, Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, fez uma nota de repúdio aos franciscanos que transformaram a missa de um ano da morte de Marisa Letícia em ato partidário. Os responsáveis pela patacoada petista precisaram se desculpar publicamente, e o cardeal teve de reforçar a proibição de manifestação política durante cerimônias.

O arcebispo de Brasília, portanto, tem poder para interpelar os jesuítas.

Se não o faz, é porque não deve considerar escandaloso que uma casa religiosa abrigue seis pessoas recrutadas pelo MST para fazer greve de fome em favor de um corrupto e lavador de dinheiro condenado pela Justiça e preso há mais de 100 dias.

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1 agosto, 2018

Folha de São Paulo: militantes que farão greve de fome por Lula “serão instalados em sala na CNBB”.

Militantes do PT prometem iniciar greve de fome em frente ao STF

Movimento também diz que objetivo é denunciar ‘mazelas do governo Temer’

Por Catia Seabra, Folha de São Paulo, 30 de julho de 2018 – Seis militantes do PT prometem iniciar, na tarde desta terça-feira (31), uma greve de fome diante do STF (Supremo Tribunal Federal) em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde abril. A informação foi antecipada pela coluna “Painel”  no começo de julho.

Um dos manifestantes, o agricultor assentado Jaime Amorim, 58, diz que a greve de fome é por tempo indeterminado. “Estamos determinados a entregar a nossa vida pela causa”, disse Amorim, que é dirigente do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) de Pernambuco.

O inicio do protesto ocorrerá no hall do STF, em Brasília. Durante parte do dia, os manifestantes ocuparão uma barraca na Praça dos Três Poderes. Como sua dieta será à base de água e soro, eles serão instalados em uma sala na CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Outros dois integrantes do MST participarão do protesto, além de dois militantes do movimento de pequenos agricultores e um do movimento de luta por moradias de São Paulo. Amorim diz que o grupo sabe que a greve promete ser prolongado. Segundo ele, o movimento tem também o objetivo de denunciar as mazelas impingidas pelo governo Temer. Para o dia 4 de agosto, data da convenção nacional do PT, petistas organizam um jejum de 24 horas em apoio à greve de fome. A ideia é que os militantes doem a movimentos sociais os alimentos que deixaram de consumir durante o protesto. Um dos idealizadores e organizador do movimento, o ex-ministro Gilberto Carvalho participará no jejum.

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24 abril, 2018

Órgão da CNBB emite nota de esclarecimento sobre fundos destinados a projeto de entidade abortista.

Fundo Nacional de Solidariedade emite nota de agradecimento e esclarecimento

Dom Guilherme Werlang, bispo de Lajes (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da CNBB assina Nota emitida para agradecer a todos que participaram da Coleta durante a Quaresma e para esclarecer alguns pontos importantes.

Leia a Nota:

Nota de agradecimento e esclarecimento

Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS)

Agradecimento

Caros irmãos e irmãs da Igreja no Brasil! Vimos por meio desta Nota expressar nosso agradecimento por sua participação na Coleta da Solidariedade de 2018.

Dom Guilherme

Dom Guilherme Antônio Werlang, bispo de Lages, SC.

O gesto de colaborar com a Coleta no Domingo de Ramos foi uma expressão de sua espiritualidade quaresmal. Assim, sua vivência dos valores do Evangelho se materializou em recursos para o financiamento de projetos sociais em nosso país.

Segundo o Papa Francisco, “ o modo melhor e mais concreto para não fazer do dinheiro um ídolo é compartilhá-lo, dividi-lo com os outros, principalmente com os pobres, ou para levar os jovens a estudar e a trabalhar, vencendo a tentação idolátrica mediante a comunhão. Quando compartilhais e doais o vosso lucro, realizais um gesto de elevada espiritualidade, dizendo concretamente ao dinheiro: tu não és Deus, tu não és senhor, tu não és patrão!”[1]

Queremos, pois, em nome de todos os que serão beneficiados por essa coleta, expressar-lhes nossa gratidão, ao mesmo tempo em que nos dispomos a lhes prestar alguns esclarecimentos.

O Fundo Nacional de Solidariedade (FNS)

O Fundo Nacional de Solidariedade é fruto da Campanha da Fraternidade, iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que, desde 1964, convida os católicos, no período quaresmal, a refletir e agir sobre a situação dos mais pobres e vulneráveis, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja.

O Fundo Nacional de Solidariedade presta um serviço a caridade e busca a emancipação cidadã, fomentando o desenvolvimento comunitário, valorizando práticas e culturas locais, priorizando financiamentos a empreendimentos autogestionários e ambientalmente sustentáveis.

O Fundo Nacional de Solidariedade é formado a partir dos 40 % das coletas nas missas do Domingo de Ramos, realizada em todas as dioceses do Brasil. Ele tem sido gerido por um Conselho Gestor, formado por quatro membros natos (o bispo Secretário Geral da CNBB, o bispo Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social e Transformadora, o Ecônomo da CNBB e o Secretário Executivo da Campanha da Fraternidade e alguns membros nomeados o Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social e Transformadora, o representante dos secretários executivos dos Regionais da CNBB,  uma assistente social da CNBB, um colaborador da CNBB que acompanha os projetos do FNS e um representante da Caritas Nacional).

O Conselho Gestor se encontra ao menos três vezes por ano para o estudo e a aprovação dos projetos recebidos.

Projetos apoiados pelo FNS

Anualmente, é publicado um edital, com as exigências que devem ser observadas por aqueles que apresentam projetos. O edital dos anos anteriores está disponível no site. (fns.cnbb.org.br)

Os projetos para o FNS podem ser apresentados por Regionais da CNBB, por Dioceses, Paróquias, Grupos organizados, Associações, Pastorais, Entidades Sociais sem fins lucrativos etc.

Os projetos são classificados em 3 eixos: (1º) Formação e capacitação; (2º) Mobilização para conquista e efetivação de Direitos; (3º) Superação de vulnerabilidade econômica e geração de renda (projetos produtivos).

Ao ser apresentado, um pedido de recursos deve ter a carta de um Bispo. Além disso, é preciso levar em conta que: (1) a entidade proponente e executora do projeto deverão ser a mesma; (2) a instituição deverá indicar sua conta corrente (pessoa jurídica, seu CNPJ) e comprovar a regularidade de sua situação; (3) antecipar qual será a sua contrapartida, monetária ou em bens e serviços; (4) demonstrar como será a continuidade do projeto; (5) levar em conta que o projeto deve responder a problemas ou necessidades de grupos sociais ou segmentos de excluídos.

O Conselho Gestor do FNS prioriza projetos de caráter inovador e com potencial multiplicador, e não apoia projetos para manutenção institucional.

Excepcionalmente, neste ano a Presidência da CNBB apresentará a 56ª Assembleia Geral da CNBB a proposta de destinar a Diocese de Roraima 40% dos recursos do FNS, para os trabalhos que envolvem a acolhida dos migrantes venezuelanos.

Uma vez aprovados os projetos, é publicada uma lista deles no site da CNBB- Fundo Nacional de Solidariedade (fns.cnbb.org.br). Esperamos ampliar a prestação de contas com dados ainda mais completos.

Projeto aprovado para a ABONG

Dentre os 237 projetos aprovados com os recursos da Campanha da Fraternidade de 2017, um deles foi apresentado pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG. Essa entidade reúne organizações da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, para o fortalecimento da base associativa. Em nome de cerca de cem organizações – dentre as quais, várias ligadas à Igreja -, a ABONG pediu recursos para a realização do V Encontro dessas entidades, em São Paulo. Esse Encontro tinha como finalidade única e exclusiva discutir o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que é uma agenda política ampla, que tem o objetivo de aperfeiçoar o ambiente jurídico e institucional relacionado às Organizações da Sociedade Civil e suas relações de parceria com o Estado. Assim, a ajuda dada não se destinou a apoiar projetos movidos por ideais divergentes dos valores da fé cristã católica, como por exemplo o aborto. Temos no arquivo do FNS a prestação de contas do evento em questão, bem como todas as notas fiscais, fotografias e a lista de presença do evento.

Comprometemo-nos a analisar mais atentamente os projetos que forem apresentados, bem como a prestar maior atenção aos objetivos das entidades proponentes. O Regulamento do FNS está sendo revisto e aprimorado para ser apresentado ao Conselho Permanente da CNBB.

Reafirmamos nosso compromisso com Jesus Cristo e sua Igreja. Daí nossa disposição de continuar trabalhando de acordo com a Moral Católica e a Doutrina Social da Igreja, para que “todos os povos tenham vida” (Jo 10,10).

Renovamos nossos agradecimentos a todos os que colaboraram com a CF-2018. Cresça, cada vez mais, nosso compromisso com os mais necessitados, segundo o critério apontado por Jesus.

A Virgem Maria, Mãe da Caridade, nos ensine a seguir os passos de Jesus no serviço ao próximo.

Brasília, 08 de abril de 2018.         

Dom Guilherme Antônio Werlang
Bispo de Lajes- SC
Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade – FNS

[1] Discurso do Papa aos participantes do encontro promovido pelo Movimento dos Focolares:https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2017/february/documents/papafrancesco_20170204_focolari.html. Consultado em 07 de abril de 2018.

Fonte: CNBB

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19 abril, 2018

Mensagem da CNBB: “A Conferência Episcopal, como instituição colegiada, não pode ser responsabilizada por palavras ou ações isoladas que não estejam em sintonia com a fé da Igreja, sua liturgia e doutrina social, mesmo quando realizadas por eclesiásticos”.

Por CNBB

MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO DE DEUS

O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo (1Jo 1,3)

Em comunhão com o Papa Francisco, nós, Bispos membros da CNBB, reunidos na 56ª Assembleia Geral, em Aparecida – SP, agradecemos a Deus pelos 65 anos da CNBB, dom de Deus para a Igreja e para a sociedade brasileira. Convidamos os membros de nossas comunidades e todas as pessoas de boa vontade a se associarem à reflexão que fazemos sobre nossa missão e assumirem conosco o compromisso de percorrer este caminho de comunhão e serviço.

Vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o diálogo respeitoso, que estimule e faça crescer a nossa comunhão na fé, pois, só permanecendo unidos em Cristo podemos experimentar a alegria de ser discípulos missionários.

A Igreja fundada por Cristo é mistério de comunhão: “povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (São Cipriano). Como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (cf. Ef 5,25), assim devemos amá-la e por ela nos doar. Por isso, não é possível compreender a Igreja simplesmente a partir de categorias sociológicas, políticas e ideológicas, pois ela é, na história, o povo de Deus, o corpo de Cristo, e o templo do Espírito Santo.

Nós, Bispos da Igreja Católica, sucessores dos Apóstolos, estamos unidos entre nós por uma fraternidade sacramental e em comunhão com o sucessor de Pedro; isso nos constitui um colégio a serviço da Igreja (cf. Christus Dominus, 3). O nosso afeto colegial se concretiza também nas Conferências Episcopais, expressão da catolicidade e unidade da Igreja. O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium, 23, atribui o surgimento das Conferências à Divina Providência e, no decreto Christus Dominus, 37, determina que sejam estabelecidas em todos os países em que está presente a Igreja.

Em sua missão evangelizadora, a CNBB vem servindo à sociedade brasileira, pautando sua atuação pelo Evangelho e pelo Magistério, particularmente pela Doutrina Social da Igreja. “A fé age pela caridade” (Gl 5,6); por isso, a Igreja, a partir de Jesus Cristo, que revela o mistério do homem, promove o humanismo integral e solidário em defesa da vida, desde a concepção até o fim natural. Igualmente, a opção preferencial pelos pobres é uma marca distintiva da história desta Conferência. O Papa Bento XVI afirmou que “a opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para enriquecer-nos com a sua pobreza”. É a partir de Jesus Cristo que a Igreja se dedica aos pobres e marginalizados, pois neles ela toca a própria carne sofredora de Cristo, como exorta o Papa Francisco.

A CNBB não se identifica com nenhuma ideologia ou partido político. As ideologias levam a dois erros nocivos: por um lado, transformar o cristianismo numa espécie de ONG, sem levar em conta a graça e a união interior com Cristo; por outro, viver entregue ao intimismo, suspeitando do compromisso social dos outros e considerando-o superficial e mundano (cf. Gaudete et Exsultate, n. 100-101).

Ao assumir posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, a CNBB o faz por exigência do Evangelho. A Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Isso nos compromete profeticamente. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada. Se, por este motivo, formos perseguidos, nos configuraremos a Jesus Cristo, vivendo a bem-aventurança da perseguição (Mt 5,11).

A Conferência Episcopal, como instituição colegiada, não pode ser responsabilizada por palavras ou ações isoladas que não estejam em sintonia com a fé da Igreja, sua liturgia e doutrina social, mesmo quando realizadas por eclesiásticos.

Neste Ano Nacional do Laicato, conclamamos todos os fiéis a viverem a integralidade da fé, na comunhão eclesial, construindo uma sociedade impregnada dos valores do Reino de Deus. Para isso, a liberdade de expressão e o diálogo responsável são indispensáveis. Devem, porém, ser pautados pela verdade, fortaleza, prudência, reverência e amor “para com aqueles que, em razão do seu cargo, representam a pessoa de Cristo” (LG 37). “Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor” (Papa Francisco, Mensagem para o 52º dia Mundial das Comunicações de 2018).

Deste Santuário de Nossa Senhora Aparecida, invocamos, por sua materna intercessão, abundantes bênçãos divinas sobre todos.

Aparecida-SP, 19 de abril de 2018.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília – DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

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18 abril, 2018

Igreja em saída (da cadeia).

Bispo e padres acusados de desviar dízimo deixam a cadeia e são recebidos com festa em Formosa. Parentes e amigos esperavam saída dos religiosos na porta do presídio. Eles tinham sido presos em ação do MP que apura desvios de até R$ 2 milhões.

G1 – O bispo Dom José Ronaldo, acusado de liderar um esquema de desvio de dízimo na Diocese de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, deixou a cadeia após concessão de habeas corpus pela Justiça. Além dele, outros quatro clérigos e dois empresários foram soltos. Sorridentes, eles foram recebidos com festa por parentes e amigos, que entoavam cânticos religiosos na porta do presídio e deram uma salva de palmas quando houve a soltura (veja vídeo).

O alvará de soltura chegou à penitenciária por volta das 19h de terça-feira (17). Logo em seguida, eles foram liberados. Na saída, Dom José Ronaldo fez uma benção aos presentes, recebeu abraços de algumas pessoas e em seguida entrou em um carro de luxo e foi embora. Antes, ele foi abordado por diversos jornalistas, mas optou por não comentar as acusações.

Além do bispo, foram soltos o monsenhor Epitácio Cardozo Pereira, que era vigário-geral da Diocese de Formosa, os padres Moacyr Santana, Mário Vieira de Brito, Waldson José de Melo, e os empresários Antônio Rubens Ferreira e Pedro Henrique Costa Augusto, apontados como laranjas do esquema.

Apenas o juiz eclesiástico Tiago Wenceslau, também acusado de integrar o esquema, segue detido. O advogado dele, Thiago Pádua, disse que o caso não foi analisado devido à falta de algumas informações pertinentes ao processo. A apreciação deve ocorrer nesta quarta-feira (18).

A liberação dos acusados ocorreu após análise do habeas corpus pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO). A decisão dos desembargadores foi unânime. Eles tiveram os passaportes retidos e terão que comparecer em juízo uma vez por mês.

Prisões

Os acusados estavam detidos em uma ala isolada do recém-inaugurado presídio da Formosa. Eles foram presos no dia 19 de março, durante a Operação Caifás, deflagrada pelo Ministério Público. Além do dízimo, a apuração apontou que o grupo se apropriava de dinheiro oriundo de doações, arrecadações de festas realizadas por fiéis e taxas de eventos como batismos e casamentos.

 

As investigações sobre o desvio de dízimo começaram no ano passado, após denúncias de fiéis. Eles afirmaram que as despesas da casa episcopal subiram de R$ 5 mil para R$ 35 mil desde a chegada do bispo Dom José Ronaldo, em 2015. Na ocasião, o clérigo negou haver irregularidades nas contas da Diocese de Formosa.

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça foram usadas na apuração. O grupo teria comprado uma fazenda de gado, carros de luxo e uma lotérica com os recursos.

A operação culminou com apreensões em Formosa, Posse e Planaltina. Durante as apreensões, foi encontrado dinheiro escondido em fundo falso de armário.

Bloqueio de bens

O juiz Fernando Oliveira Samuel, da 2ª Vara Criminal de Formosa, determinou em 27 de março o bloqueio de bens dos seis clérigos, dois empresários e do secretário da Cúria. O limite é de até R$ 1 milhão por cada. Também foi autorizada a quebra do sigilo bancário e fiscal dos acusados.

Gestor temporário da Diocese de Formosa nomeado pelo Papa Francisco e arcebispo de Uberaba (MG), Dom Paulo Mendes Peixoto criticou o bispo preso e disse que recebeu “caixa vazio e com dívida”. A nomeação dele foi feita pelo Papa Francisco. Ele auxiliará nas atividades da paróquia da região até que seja nomeado um novo bispo.

A polícias apura outras acusações que surgiram contra o bispo fora do processo. Entre elas, está o uso de cartões da Igreja para compra de bebidas alcoólicas. De acordo com boletim de ocorrência, houve gasto de R$ 4 mil indevidamente.

Além disso, fiéis afirmam que Dom José Ronaldo aumentou em até 400% taxas de casamento quando assumiu a administração, em 2014. As mesmas informações chegaram ao MP-GO) por meio do depoimento de um dos padres que denunciou o esquema, mas, segundo o promotor, ainda não compõem uma apuração específica.

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17 abril, 2018

CNBB está empolgada.

“Um levantamento organizado pela Assessoria de Imprensa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) demonstra um crescimento de acesso aos conteúdos, durante a primeira semana, produzidos na 56ª Assembleia Geral da entidade, realizada em Aparecida (SP), de 11 a 20 de abril, por meio de sua atuação nas principais redes sociais”, diz matéria no site da CNBB.

É a mais pura verdade! As imagens acima, de alguns comentários a uma matéria publicada pela página da Conferência no Facebook, mostram o ardente desejo do povo  fiel de que a CNBB deixe as ideologias de lado e pregue a sã doutrina Católica.

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14 abril, 2018

“Ninguém na Igreja é dono da liturgia”.

Dom Armando Bucciol é bispo de Livramento – BA e presidente da Comissão de Liturgia da CNBB. Intervenção durante coletiva de imprensa na Assembleia Geral dos Bispos do Brasil 2018.

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8 abril, 2018

Foto da semana.

cnbb

Luto na CNBB: no dia seguinte ao julgamento do Habeas Corpus de Lula no STF, a deputada petista Fátima Bezerra de se reúne para um café da manhã com companheiros na, nada mais, nada menos, sede da CNBB em Brasília. Na foto, vemos padre Luiz Couto, deputado federal pelo PT, Roberto Requião e políticos de esquerda, sentindo-se todos eles plenamente em casa.

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8 março, 2018

Urge que os leigos sejam ouvidos.

 
As denúncias feitas pelo site Paraclitus do desvio de finalidade na utilização de recursos doados pelos fiéis católicos à Campanha da Fraternidade (recursos estes repassados para entidades com atuação contrária á fé católica), repercutidas depois pelos vídeos de Bernardo Kuster, expuseram o mal-estar crescente entre os católicos (especialmente jovens) da postura de muitos bispos (nem todos, evidentemente) na omissão e na cumplicidade de males que grassam no seio da Igreja, e que os leigos não sabem o que fazer para conjugar Palavra e Vida, na missão evangelizadora, em nossos dias. 

O fato é que a água chegou à borda do balde, e se os bispos continuarem tíbios diante dessa situação, agravarão ainda mais os problemas. Urge que o tema seja debatido na próxima Assembleia da CNBB, e que os leigos enfim possam ser ouvidos, especialmente os que tem anos de vivência, na difícil caminhada da fé, dentro da Igreja. E que apesar de tantos dissabores e padecimentos, perseveram na fé católica.
 
Hermes Rodrigues Nery é Coordenador do Movimento Legislação e Vida