Ai de vós!

Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda espécie de podridão. Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade – São Mateus, 23

Parabéns, CNBB.

Por Padre Jerome Brown, FratresInUnum.com, 2 de novembro de 2022 – Amanheci no dia 31 de outubro com uma vontade imensa de dar os parabéns à CNBB.

Não tanto por ser o dia das Bruxas, mas pela vitória do Lula.

Sim, a vitória do Lula é a vitória da CNBB. E, como toda vitória da CNBB, é uma derrota para os fiéis católicos.

Confesso que quase escrevi que seria uma derrota para a Igreja, mas pode a Igreja ser derrotada?

Não.

A Igreja é divina, e nada divino é “derrotável”. A Igreja vence, sempre vence e vence com maior glória quando essa vitória é fruto do sangue de seus fiéis, ainda que eles tenham, aos olhos do mundo, sido derrotados.

Não nos diz o ofertório da festa de Todos os Santos que, para os insensatos, os justos estavam mortos, mas, sua vida está nas mãos de Deus e nenhum tormento os atingirá?

Os católicos foram derrotados e se preparam para uma perseguição de derramamento de honras e de sangue.

Isso já acontecia no atual governo, que preferiu ficar nas quatro linhas, enquanto os inimigos de Deus e da Pátria não reconheciam qualquer limite. Seguir as regras de um jogo só funciona quando há dois homens honrados. Jogar lealmente com um ladrão é pedir para ser roubado.

Mas, o bezerro de tucum da CNBB será novamente entronizado. Talvez até a menina moça dance com panderola em sua honra. E se algum bispo conservador, moderado e calado, estiver me lendo e pensando que estou sendo injusto com Vossa Excelência, realmente, devo concordar.

À Vossa Excelência/Eminência ainda mais se deve a bancarrota do Catolicismo brasileiro. O seu silêncio foi pior que os gritos das viúvas episcopais do PT. O seu silêncio, as suas notinhas, a sua “comunhão” são cócegas para o diabo, que terá em seu crânio episcopal mais um ladrilho do inferno.

Cada vez mais compreendo a grandeza de Dom Antônio de Castro Mayer, que se retirou da CNBB, para poder conservar-se católico.

O perigo de uma Consagração.

Por Padre Jerome Brown, FratresInUnum.com, 14 de outubro de 2022

Correu como um raio pelo Brasil que o Presidente da República, que tenta a reeleição, faria um ato público de fé ao rezar o Rosário e consagrar o Brasil à Nossa Senhora Aparecida.

Tão logo a notícia se propagou, os organizadores do evento se viram num embate não tanto político, mas sobretudo religioso e, não exagero se dizer, espiritual.

Bolsonaro volta à Aparecida um ano após críticas de arcebispo

Mas, qual seria o problema de o Presidente ler duas folhas de papel ofício onde estavam escritas uma consagração a Maria?

Ora, meus amigos, se há algo que a vida me ensinou é que existem dois tipos de seres que tem horror a consagrações: os demônios e os políticos. É claro que a distinção entre ambos nem sempre é fácil de ser feita.

Especialmente, porque quando me refiro a políticos não estou me referindo apenas aos que estão ou almejam estar nos poderes da República, mas também a muitos clérigos que, às vezes buscando um suposto bem, cercam esses poderes aconselhando uma moderação que pouco difere da traição.

E também outros clérigos que sem moderação alguma defendem e incitam a subida de ideologias que são contrárias ao Evangelho.

Qual dos dois tipos é o pior?

Na minha opinião, o primeiro.

Porque o segundo pelo menos é autêntico, não usa subterfúgios, não é dúbio, não é covarde. E são os políticos, particularmente os políticos clericais, que junto aos demônios impedem as consagrações.

O que impediu todos os Papas de fazerem a consagração da Rússia tal como pedida pela Virgem Maria? Os políticos, sobretudo os clérigos políticos.

Não houve nenhum argumento teológico, moral, etc. Apenas o temor de um incidente político. Assim as menções veladas; a ideia que fazendo a Rússia parte do mundo, seria a mesma coisa consagrar o mundo, o acréscimo da Ucrânia…

Não entro na questão de se a Consagração foi aceita, mas na evidência de que, tal como Nossa Senhora pediu, ninguém teve a coragem de fazer.

Diz-se que o presidente teria afirmado após uma conversa com um clérigo que se fizesse a consagração teria problemas. Pensou-se num primeiro momento de que se tratava do risco de um atentado à sua pessoa ou algum risco do tipo.

Riscos que não existem nas suas famosas motociatas? Ou nas suas idas aos templos das mais variadas religiões?

Nesse momento, o que era certo virou não duvidoso, mas errado: sim, um padre impediu a consagração do Brasil.

O que passou nas intenções do presidente, ele prestará contas a Deus. Ele continua sendo a única opção para os católicos verdadeiros, mas esses mesmos católicos amargam que sua nação não tenha sido consagrada pelo único que a poderia fazer.

Qual seria o problema? A associação da imagem do Presidente com católicos de verdade? Católicos que são saco de pancadas da esquerda e sobretudo da esquerda “eclesiástica”? Católicos que são “imoderados” na defesa do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, O qual sem “moderação” alguma disse: “Quem não recolhe comigo, dispersa”? Católicos que sofreram com governos de esquerda e sofrem com a Hierarquia ainda mais de esquerda? Católicos muitas vezes expulsos de suas paróquias unicamente por serem católicos? Católicos que sofrem até no interior de suas famílias unicamente por terem mais de um filho? Era esse o risco, o problema?

Ou o problema seria que Nossa Senhora aceitasse a consagração e o Brasil se tornasse, de fato, católico?

Deus é eterno. Mas impõe sobre nós prazos que mostram a sua complacência, mas também mostram que d’Ele não se zomba.

O presidente do Centro Dom Bosco pediu que insistentemente se pedisse ao Presidente que fizesse a consagração, e ele está certo. Porém, deve-se compreender que fazer a consagração no dia 12, diante da Virgem, foi uma graça que já passou.

Rezemos para que o Presidente da República o faça, e publicamente, como é da própria natureza de uma consagração nacional.

Nós também.

Por Padre Jerome Brown, FratresInUnum.com, 11 de outubro de 2022

Querida CNBB,

Nós também.

Nós também lamentamos o uso da religião para angariar votos.

Por isso, lamentamos profundamente tudo o que essa instituição fez com os católicos brasileiros nas últimas décadas, instrumentalizando a fé, violando as Sagradas Escrituras, deformando a liturgia para que o povo católico acabasse por acreditar que fosse não só possível, mas até mesmo necessário que cristão fosse um comunista.

Hoje, essa instituição diz lamentar o que ela mesma descaradamente perpetrou durante décadas e acusa o presidente Bolsonaro de usar a fé da qual a CNBB julgou ter se apropriado.
A CNBB chama o presidente do que na verdade ela é, e acusa do que ela faz.

Não à toa muitos católicos que despertaram desse torpor perderam completamente o respeito por essa instituição que, por outro lado, cada vez menos faz por merecer o respeito dos fiéis.

CNBB assina termo de cooperação com TSE.

A CNBB contribuiria muito se simplesmente não atrapalhasse.

Por CNBB – Em busca do diálogo saudável e do livre trânsito de ideias e propostas dentro do processo eleitoral das Eleições 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) procura canais de diálogo com as mais diversas instituições públicas e privadas do país.

Para dar seguimento a esse objetivo, o TSE e representantes de diversas entidades religiosas, entre elas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), assinaram nesta segunda-feira, 6 de junho, acordos de cooperação para realizar ações e projetos no sentido de preservar a normalidade e o caráter pacífico do pleito de outubro.

Inválido?

O casamento do ex-presidente Lula foi realmente sacramental?

FratresInUnum.com, 21 de maio de 2022 – Desde a publicação de ontem, nossa redação tem recebido inúmeros questionamentos acerca da validade do casamento de Lula e Janja, oficiados escandalosamente por Dom Angélico Sândalo Bernardino.

No casamento de Lula-Janja, celular só do cardiologista e expectativa por comitê suprapartidário da campanha | Blog da Andréia Sadi | G1

Todos sabemos que, para o direito da Igreja, o fiel é obrigado a se casar segundo o que se chama de “forma canônica”, que compreende uma série de procedimentos que precisam ser corretamente seguidos para a validade do casamento. Sendo assim, algumas perguntas se impõem:

  1. Saiu em vários veículos de mídia que Janja já foi casada (por exemplo, aqui), mas não diz se é viúva, se não se casou na Igreja ou se houve uma declaração de nulidade matrimonial. Ela era realmente livre para contrair o sacramento?
  1. O processo matrimonial precisa ser instruído na paróquia de residência dos noivos. No caso deles, que já viviam juntos, era na Diocese de Santo André, território de Dom Pedro Cipollini. Ora, como o casamento foi celebrado num Buffet, é de se duvidar que a paróquia que teria instruído o processo o tenha feito sem prévia autorização do bispo do local em que aconteceria o casamento. Houve processo matrimonial? Correram proclamas? Em qual paróquia?
  1. Dom Angélico Sândalo Bernardino é bispo emérito de Blumenau, residente na arquidiocese de São Paulo, cujo arcebispo é o cardeal Dom Odilo Scherer. Contudo, o próprio Dom Angélico não é ordinário de diocese alguma e, portanto, não poderia ter celebrado este casamento sem autorização prévia dos ordinários relacionados nem sequer na arquidiocese de São Paulo, onde reside. Dom Odilo, que, como arcebispo, é também o cabeça da Província Eclesiástica, estava a par do processo matrimonial?
  1. O casamento aconteceu no Buffet Contemporâneo 8076, um luxuoso espaço no Brooklin, zona Sul de São Paulo, território da arquidiocese de Santo Amaro. O bispo da diocese foi informado por Dom Angélico, este lhe pediu autorização ou ao pároco local para celebrar (o território é relativo à Paróquia Sagrado Coração de Jesus)? Sem essa autorização, o casamento seria proibido pelo Direito Canônico e, portanto, seria inválido. Ademais, sabemos que os casamentos em locais profanos são proibidos pelo direito e pelas normas da Província Eclesiástica de São Paulo. Houve autorização nesse sentido por parte do bispo diocesano de Santo Amaro, a quem competiria uma dispensa que, no caso, seria perfeitamente compreensível?

Diante da possibilidade de uma grave simulação de sacramento oficiada pelo bispo Dom Angélico Sândalo Bernardino, a arquidiocese de São Paulo e as Dioceses de Santo André e Santo Amaro deveriam vir a público e esclarecer os fatos.

Conclamamos nossos leitores a se dirigirem aos respectivos bispos, a fim de que esclareçam se estamos diante de um sacramento ou de um simulacro.

E-mail de Dom Odilo (São Paulo): casaepiscopalsp@terra.com.br

E-mail de Dom Cipollini (Santo André): dompedro@diocesesa.org.br

E-mail de Dom Negri (Santo Amaro): secretaria@diocesedesantoamaro.org.br

E-mail da Nunciatura Apostólica: nunapost@solar.com.br

O bispo de Lula.

O casamento de Lula, que ocorrerá hoje, será celebrado por dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emerito de Blumenau e histórica figura da CNBB. Informações de UOL:

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“Eu sou amigo do Lula”, confirmou à coluna. “Nos conhecemos no tempo em que ele era metalúrgico, em São Bernardo, e eu era o bispo da pastoral do mundo do trabalho, aqui em São Paulo. Durante muitos anos nós cultivamos essa amizade”. Garante que Lula vai se casar no religioso porque “é católico pra valer”.