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23 setembro, 2016

CNBB: “Causa-nos estranheza e indignação a introdução do aborto na ADI. Repudiamos o aborto e quaisquer iniciativas que atentam contra a vida”

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA INTEGRIDADE DA VIDA

“ Escolhe, pois, a vida, para que vivas. ” (Dt 30,19b)

O Conselho Episcopal Pastoral – CONSEP, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 20 e 21 de setembro de 2016, vem manifestar sua posição com relação a Ação Direta de Inconstitucionalidade-ADI 5581 que tramita no Supremo Tribunal Federal-STF. Essa ADI questiona a lei 13.301/2016 que trata da adoção de medidas de vigilância em saúde, relativas ao vírus da dengue, chikungunya e zika.

Urge, de fato, como pede a ADI, que o Governo implemente políticas públicas para enfrentar efetivamente o vírus da zika, como, por exemplo, um eficiente diagnóstico e acompanhamento na rede pública de saúde. Além disso, seja estendido por toda a vida o benefício para criança com microcefalia e não por apenas três anos, como estabelece o artigo 18 da lei 13.301/2016. Ao contrário do que prevê o parágrafo segundo desse artigo, o benefício seja concedido imediatamente ao nascimento da criança e não após a cessação do salário maternidade.

Causa-nos estranheza e indignação a introdução do aborto na ADI. É uma incoerência que ela defenda os direitos da criança afetada pela síndrome congênita e, ao mesmo tempo, elimine seu direito de nascer. Nenhuma deficiência, por mais grave que seja, diminui o valor e a dignidade da vida humana e justifica o aborto. “Merecem grande admiração as famílias que enfrentam com amor a difícil prova de um filho com deficiência. Elas dão à Igreja e à sociedade um precioso testemunho de fidelidade ao dom da vida” (Papa Francisco, Amoris Laetitia, 47).

Repudiamos o aborto e quaisquer iniciativas que atentam contra a vida, particularmente, as que se aproveitam das situações de fragilidade que atingem as famílias. São atitudes que utilizam os mais vulneráveis para colocar em prática interesses de grupos que mostram desprezo pela integridade da vida humana.

As paralimpíadas trouxeram uma lição a ser assimilada por todos. O sentimento humano que brota da realidade dos atletas paralímpicos, particularmente das crianças que participaram das cerimônias festivas, nasce da certeza de que a humanidade se revela ainda mais na fragilidade.

Solidarizamo-nos com as famílias que convivem com a realidade da microcefalia e pedimos às nossas comunidades que lhes ofereçam acolhida e apoio. Rogamos a proteção de Nossa Senhora, Mãe de Jesus, para todos os brasileiros e brasileiras.

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB

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25 julho, 2016

Drag queen distribui a Sagrada Comunhão em paróquia de Itaquera ao som de “Paula e Bebeto”.

E a barbárie de Itaquera continua, sob o olhar complacente do bispo diocesano Dom Manuel Parrado Carral.

Posts anteriores sobre a mesma paróquia:

DENÚNCIA: Paróquia de Itaquera a serviço da destruição da Igreja.

Folheto escandaloso atribuído a paróquia da diocese de São Miguel Paulista causa perplexidade em redes sociais.

A beata Chaui, da Diocese de São Miguel Paulista, SP.

Estadão repercute polêmico folheto de Paróquia da Diocese de São Miguel Paulista: ‹‹ Blog católico qualificou o texto como ‘escandaloso’ ››. Bispo permanece em completo silêncio.

Uma pergunta a Dom Odilo Scherer.

Isto é.

Hereges de Itaquera, seguros da impunidade. Será?

* * *

Por Ancoradouro – Albert Roggenbuck, criador da Drag Queen Dindry Buck, muito atuante em Itaquera, São Paulo, foi convidado pelos padres Paulo Sérgio Bezerra e Eduardo Brasileiro [Nota do Fratres: ao que nos consta, este último não é padre] para ministrar a homilia em uma das missas do novenário de Nossa Senhora do Carmo.

O presidente da Celebração Eucarística ainda concedeu ao drag queen o cálice com o sangue de Cristo para ser erguido durante a missa, função exclusiva do diácono ou concelebrante, e o chamou para distribuir a comunhão aos fieis, serviço designado também a um  sacerdote ou a ministros extraordinários que passam uma séries de formações para cumprir a função.

Ao blog Mural da Folha de São Paulo padre  Paulo Sérgio Bezerra explicou que falta ousadia no trato da homossexualidade na liturgia.  “há pouquíssimas iniciativas mais ousadas aqui e ali, no sentido da homossexualidade. É um tabu e tratar disso num contexto litúrgico, uma aberração e ‘heresia’ para certo tipo de catolicismo acostumado a sublimar isso como coisa impura, e abraçar o sacrifício como legítima vontade de Deus é a melhor forma de prestar-lhe louvor”.

Alberto destaca o momento mias emocionante da celebração: “Fui convidado para distribuir a comunhão e minha mãe recebeu o ‘Corpo de Cristo’ de minhas mãos, enquanto uma menina linda e talentosa cantava  ‘Paula e Bebeto’ de Milton Nascimento com o lindo refrão ‘Qualquer maneira de amor vale a pena’“, relembrou.

4 julho, 2016

Bomba fraterna.

Brasília, 30 de junho de 2016: Grupo antibomba e viaturas policiais cercam a Nunciatura Apostólica.

Não, não houve nenhuma ameaça terrorista. Na verdade, tratou-se apenas de uma varredura preventiva para a solenidade que, na noite daquela quinta-feira, receberia o Presidente em exercício Michel Temer em uma homenagem ao Papa Francisco.

A verdadeira bomba ficou por conta do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Leonardo Ulrich Steiner, que, no mesmíssimo dia, em entrevista à Rádio bolivariana do Vaticano, declarou que Michel Temer “não tem legitimidade”, “não é efetivo” e “não é reconhecido pela Constituição”.

Quem se move nos corredores eclesiásticos sabe muito bem que um torpedo calculado como esse não é mera coincidência. Quis Steiner, diplomaticamente, deixar o Núncio Apostólico, tido como “conservador” para os padrões cnbbísticos, em maus lençóis?

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30 junho, 2016

#EndireitaCNBB!

A hashtag criada e difundida por FratresInUnum.com em vários tuítaços chegou ao O Antagonista.  

A figura envolvida não poderia ser outra: D. Leonardo Ulrich Steiner, o lamentável secretário geral da CNBB, a quem nenhum católico leva a sério. 

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22 junho, 2016

Papa Francisco nomeia bispos para Roraima e São Carlos.

CNBB – O papa Francisco nomeou hoje, 22, dom Mário Antônio da Silva como bispo da diocese de Roraima (RR), transferindo-o da sede titular de “Arena” e do ofício de auxiliar na arquidiocese de Manaus.

Na mesma data, foi nomeado para a diocese de São Carlos (SP) dom Paulo Cezar Costa (foto à direita), que deixará o ofício de auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) e da sede titular de “Esco”.

Dom Mário Antônio da Silva é natural de Itararé (SP). Foi nomeado bispo em 9 de junho de 2010. Escolheu como lema episcopal “Testemunhar e servir”. Possui mestrado em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma (Itália).

Dom Paulo Cezar Costa foi nomeado bispo em 24 de novembro de 2010. É natural de Valença (RJ). Recebeu a ordenação episcopal no dia 05 de fevereiro de 2011 e escolheu como lema “Tudo suporto pelos eleitos”. É mestre e doutor em Teologia Sistemática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (Itália). Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, no quadriênio (2011-2015).

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12 junho, 2016

Foto da semana.

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Dom Flávio Giovenale, SDB, bispo diocesano de Santarém, PA, e até o ano passado presidente da Cáritas brasileira, em procissão na festa de Corpus Christi deste ano.

Assim respondeu, com certo desdém, a página da Diocese de Santarém a um fiel:

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Nossa despretensiosa pergunta ao bispo: por que Vossa Excelência não faz a caridade de, misericordiosamente, renunciar às suas funções e mandar essa simples velhinha ocupar o seu lugar de maneira mais ampla, quiçá nas assembléias da CNBB, onde o senhor é tão ativo? Veja, ela substituiu o senhor tão bem, não é mesmo? Pois então, que tal adotar o mesmo gesto de grandeza e humildade que os senhores progressistas reconheceram tão prontamente em Bento XVI?… Que lindo gesto de misericórdia seria, querido!

Foto: Diocese de Santarém

8 junho, 2016

Relatório final da “CPI do CIMI” desvenda estarrecedora subversão comuno-missionária pintada de verde ambientalista.

Por Luis Dufaur – O verde a nova cor do comunismo? Isso não é muito exagero? – comenta por vezes algum objetante – Pode ser que alguns tresloucados fale ou façam coisas amalucadas a propósito de ecologia e meio-ambiente, mas sempre será algo colateral e episódico!

Não! – pode acrescentar um leitor logrado – não se pode achar que por trás do ambientalismo radical possa haver uma ideologia de tipo comunista, um marxismo travestido após a debacle da URSS!

Tampouco pode se supor uma organização com milionário financiamento internacional, uma articulação que usa a fraude e a malícia para introduzir uma nova religião afim com o marxismo, e que para isso manipula as causas da natureza e das tribos indígenas para subverter o Brasil e o mundo!

Ainda mais irreal, continua o imaginário objetante, é supor que essa crença, ou religião, de fundo comunista pretenda acabar com o progresso, extinguir a civilização e a cultura como nós a conhecemos, e reduzir a humanidade a uns míseros bandos que vagueiam pelas florestas ou pelos desertos desnutridos, adoentados, como se esse fosse o ideal dos filhos de Deus!

Também soa absurda e inexequível a compensação que seria oferecida pelos arautos dessa utopia malsã.

Quer dizer, a promessa ébria de um homem integrado na natureza que é cultuada como se fosse um deus, panteísta e ecumênico. Um novo relacionamento com o planeta pautado por gurus-profetas que auscultariam as mensagens que vêm das entranhas mais profundas e quentes da Mãe Terra enviados por um espírito que os habitaria!

Ah!, não, não, não! Isso é muito exagero, positivamente há muito engano no blog “Verde: a nova cor do comunismo”!

Em numerosos posts, anos a fio, temos procurando atender a essa compreensível dificuldade. Compreensível, pois quem iria imaginar que bandeiras de defesa da ordem natural, em si mesmas tão simpáticas, iriam ser manipuladas para conduzir ao polo oposto daquele a que deveriam levar.

CPI do CIMI aprovou relatório final.
CPI do CIMI aprovou relatório final.

Entrementes, das centenas de documentos que temos reproduzido, citado ou comentado em nosso blog, nunca tivemos em mãos um de uma tal gravidade, autoridade e com um tal volume de informações como o Relatório Final da “CPI do CIMI”, do qual apresentamos as conclusões a continuação, dentro do espaço limitado de um blog.

A “CPI do CIMI”

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (“CPI do CIMI”) sobre as atividades naquele estado do Conselho Missionário Indigenista (CIMI) órgão ligado à Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço.

O Relatório final teve como Relator o deputado estadual Paulo Correa – (PR/MS). Integraram a Comissão os deputados Mara Caseiro (presidente, PSDB-MS), Marquinhos Trad (vice-presidente, PSD-MS), Onevan de Matos (PSDB-MS) e Pedro Kemp (PT-MS), com a assessoria jurídica dos advogados Gustavo Passarelli da Silva (OAB/MS 7602) e Pedro de Castilho Garcia (OAB/MS 20.236).

O inquérito foi aberto em setembro de 2015. O colegiado realizou 25 reuniões de trabalho e 36 depoentes passaram pelo plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS).

O Relatório final foi aprovado pelo plenário do Legislativo sul-mato-grossense na terça-feira 10 de maio de 2016.

Reproduzimos a continuação as CONCLUSÕES FINAIS.

CONCLUSÕES FINAIS E ENCAMINHAMENTOS

Como fiz questão de ressaltar no início do relatório, as provas inicialmente encaminhadas e que serviram para a constituição do fato determinante, já eram [página 205] indícios fortíssimos da participação do CIMI na incitação à violência e a invasão de propriedades privadas.

A análise de todas as demais provas do processo, notadamente os depoimentos prestados em audiências realizadas nesta Casa de Leis, foi importantíssima na formação do convencimento deste relator da efetiva participação do CIMI nos atos mencionados na denúncia. Mais do que isso, foram importantes para desvendar um nefasto plano de desestabilização do agronegócio, das instituições, dos poderes constituídos, por parte do CIMI.

Um plano muito bem arquitetado, que teve início em 1972 com a Convenção de Barbados, em que foram definidas as molas mestras da atuação do CIMI no Brasil, e por conseguinte, no Mato Grosso do Sul. Em consulta ao site do CIMI é possível verificar sua forma de atuação:

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB, antropóloga Lúcia Helena Rangel e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá, no lançamento do Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB, antropóloga Lúcia Helena Rangel
e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá, no lançamento do Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil

O CIMI é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que, em sua atuação missionária, [página 206] conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas.

Criado em 1972, quando o Estado brasileiro assumia abertamente a integração dos povos indígenas à sociedade majoritária como única perspectiva, o CIMI procurou favorecer a articulação entre aldeias e povos, promovendo as grandes assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia do direito à diversidade cultural.

O objetivo da atuação do CIMI foi assim definido pela Assembleia Nacional de 1995:

“Impulsionados(as) por nossa fé no Evangelho da vida, justiça e solidariedade e frente às agressões do modelo neoliberal, decidimos intensificar a presença e apoio junto às comunidades, povos e organizações indígenas e intervir na sociedade brasileira como aliados (as) dos povos indígenas, fortalecendo o processo de autonomia desses povos na construção de um projeto alternativos, pluriétnico, popular e democrático.”

Os princípios que fundamentam a ação do CIMI são:

– o respeito à alteridade indígena em sua pluralidade étnico-cultural e histórica e a valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas;

– o protagonismo dos povos indígenas sendo o CIMI um aliado nas lutas pela garantia dos direitos históricos;

– a opção e o compromisso com a causa indígena dentro de uma [página 207] perspectiva mais ampla de uma sociedade democrática, justa, solidária, pluriétnica e pluricultural.

E para esta nova sociedade, forjada na própria luta, o CIMI acredita que os povos indígenas são fontes de inspiração para a revisão dos sentidos, da história, das orientações e práticas sociais, políticas e econômicas construídas até hoje.

Verifica-se que dentre os princípios fundamentais do CIMI não está o respeito à ordem estabelecida, aos poderes constituídos, à legislação e à Constituição Federal da República.

O desrespeito à soberania, aos poderes constituídos, às instituições, a utopia, a teimosia e a ousadia, condutas assumidamente adotadas pelo CIMI, são a marca indelével de sua atuação.

No caso do Mato Grosso do Sul verifica-se que o plano de atuação começa com a chegada dos membros Nereu Schneider, Olivio Mangolin e Maucir Pauletti.

Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI, durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, Aparecida. Foto: Augusta Eulália Ferreira
Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI, durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, Aparecida. Foto: Augusta Eulália Ferreira

Através da solicitação de vultosos recursos para a invasão de propriedades [página 208], passaram a frequentar as comunidades indígenas para causar a cizânia, a descrença, a desesperança.

Ao mesmo tempo, cuidam de fomentar publicações, como a de Antônio Brant, a respeito da Nação Guarani, um texto pouco ou quase nada ufanista, mas extremamente perigoso, porque serviu de base para vários antropólogos elaborarem seus laudos em processos demarcatórios.

O mesmo se pode dizer para a publicação realizada por Maucir Pauletti, membro do CIMI, em que tenta atribuir a causa dos suicídios pelos indígenas à falta de terras, como que a profetizar que a salvação estava no aumento de suas territorialidades para, posteriormente, apresentar a solução: isso se dá através da luta, da desconsideração das legislações nacionais, enfim, da desobediência.

Foi através de atos como esses que na década de 90 iniciam-se esse conjunto de ações concatenadas cujo nefasto efeito agora é notado.

O Estado Brasileiro não pode se quedar inerte, impávido, diante de tamanha agressão a sua soberania.

As condutas constatadas e provadas no presente procedimento [página 209] são da mais alta gravidade.

Trata-se de incitação ao crime, à desobediência, ao ódio, ao sectarismo, enfim, todos os ingredientes necessários para que uma nação democrática sucumba, como em muitos outros exemplos na história já foi possível notar.

E não se esmoreçam os que ouvirem os gritos, lamúrias e ironias em sentido contrário, de que não se passam, conclusões como as alcançadas neste relatório, de um cenário fantasioso, excessivo e conspiratório, pois é justamente esse o argumento sempre utilizado em todas as ditaduras, sistemas autoritários, para dissipar a resistência da sociedade.

Faço aqui uma consideração em relação às comunidades indígenas, que também julgo, como os produtores rurais, os grandes prejudicados pelas condutas praticadas pelo CIMI.

Os produtores rurais, de quem cuidarei mais a seguir, foram e estão sendo prejudicados de forma irreversível pelo CIMI. [página 210]

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3 maio, 2016

Ressuscitando defunto.

Por FratresInUnum.com: Com a participação de parte do episcopado gaúcho, ocorreu, entre os dias 21 e 24 de abril, na diocese de Caxias do Sul, o encontro estadual das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

Destaque para a palestra de Dom Leomar Brustolin (bispo auxiliar de Porto Alegre) que, com o tema “Comunidade de Comunidades”, quis dar uma roupagem nova às CEBs, embora a cara hippie maluco beleza anos 60 do movimento permaneça a mesma, como se vê nas fotos. A decadente organização católica CEBs, com suas idéias esquerdizantes e contrárias à Fé Católica, ajudou a fundar o PT. Nos dizeres dos cartazes, é possível perceber a linha ideológica que pautou o encontro.

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3 maio, 2016

Pérez Esquivel levou a Dilma o apoio do Papa, segundo jornal argentino.

IHU – “O Papa Francisco está muito preocupado com o que está acontecendo no Brasil, tudo isto irá trazer consequências negativas para toda a região, teremos um grave retrocesso democrático”. O Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel (na foto, à esquerda de Dilma), conversou com este jornal, após sua audiência com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

A entrevista é de Darío Pignotti, publicada por Página/12, 29-04-2016. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

js0rxtConversaram sobre o Papa?

Falamos com a Presidente sobre vários assuntos, também falamos sobre o Papa. Ela sabe que ele está a par, de sua preocupação, que estamos em contato com ele.

Que impressão se leva da presidente?

A presidente Dilma está muito consciente do que está acontecendo, não estive muito tempo com ela, ainda que seja possível ver que é uma pessoa forte, que irá lutar pela democracia. Está muito decidida a lutar porque sabe que é injusto o que estão fazendo com ela. Não há nenhuma denúncia contra a presidente e os que a acusam, em muitos casos, são denunciados e processados.

Tem previsão de viajar ao Vaticano?

Após terminar esta viagem, vou escrever uma carta ao Papa para lhe contar o que ocorre no Brasil, e possivelmente viajarei ao Vaticano, mais ou menos em fins de maio, quando já se saberá o que aconteceu com todo este processo que chamam de impeachment, para não dizer que é um golpe branco. Isto é muito sério. Para ter um panorama mais amplo, irei também até a Ordem dos Advogados do Brasil, passarei por Curitiba (Estado do Paraná) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul), estarei nos atos do dia primeiro de maio.

A posição do Papa se reflete na Igreja brasileira?

Estive na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, conversei com o secretário geral, dom Leonardo (Ulrich Steiner), eles se mostraram muito preocupados também. Na realidade, concretamente, o que acontece no Brasil é que partem para um golpe branco, como o que já houve em Honduras contra o presidente (Manuel) Zelaya, em 2009, e noParaguai contra (Fernando) Lugo, em 2012.

Agora, não querem os chamar de golpes, mas está claro que são golpes. Utilizam métodos distintos, não necessitam das forças armadas, porque possuem os grandes meios de comunicação, uma parte dos juízes, os políticos conservadores, os grupos da oligarquia. É preciso convocar o Mercosul para que trate do que acontece no Brasil, a partir da cláusula democrática. Tivemos uma declaração da Unasul contra este processo destituinte, que é um processo da direita brasileira apoiado por grupos estrangeiros que são contra a integração regional.

2 maio, 2016

Bispo da CNBB dá bronca em deputados por sessão do impeachment.

Dom Leonardo também fez uma referência direta à manifestação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que homenageou o Coronel Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador no período de ditadura militar. “Ode a um torturador? Isso não é ser cristão”, disse o Bispo.

Julho de 2011: Steiner recebe comitiva cismática chinesa. Não se tem notícia de broncas na CNBB em bispos sorridentes que recebem torturadores carrascos de cristãos.

Julho de 2011: Steiner recebe comitiva cismática chinesa. Não se tem notícia de broncas por parte da CNBB em bispos sorridentes que recebem torturadores carrascos de cristãos.

Por Correio Braziliense – O Bispo Auxiliar da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, deu um puxão de orelha em alguns deputados após uma missa realizada nesta quinta-feira, 28, na sede da entidade em Brasília. O motivo foi a sessão da Câmara que autorizou o impeachment de Dilma Rousseff.

A chamada “missa dos parlamentares”, que é realizada mensalmente, foi prestigiada desta vez pelos deputados Esperidião Amin (PP-SC), Rôney Nemer (PP-DF), Flavinho (PSB-SP), Gorete Pereira (PR-CE), entre outros, além do senador catarinense Dário Berger (PMDB). Ao final, dom Leonardo deixou uma bronca aos parlamentares. Ele criticou a sessão que autorizou o processo de impeachment, em que os deputados defenderam seu voto por diferentes razões, inclusive em nome de Deus.

Ele pediu mais cuidado dos parlamentares com a palavra e os questionou sobre seus papéis. “Afinal, não são os senhores e senhoras que representam o povo brasileiro? Acho que esse cuidado temos que ter cada vez mais.”

Dom Leonardo também fez uma referência direta à manifestação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que homenageou o Coronel Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador no período de ditadura militar. “Ode a um torturador? Isso não é ser cristão. Não existe nenhum valor que possa ser colocado diante de uma afirmação como essa, feita em plenário”, disse dom Leonardo.

Em seguida, ele se desculpou com os parlamentares por tocar no assunto. “Os senhores me desculpem por colocar essa questão, mas isso realmente me inquieta, como bispo, como cristão, me inquieta como brasileiro.” O bispo também falou sobre a resistência que a população tem criado com a classe política e sobre um “movimento forte na sociedade brasileira não apenas contra o político, mas contra a política”.

Para finalizar o sermão, dom Leonardo pediu que todos se unissem “Temos que nos dar as mãos e trabalhar”, disse ao puxar uma “Ave Maria”, que foi acompanhada pelos deputados.