Os bispos ucranianos exortam os alemães a serem fiéis às Escrituras e à Tradição.

A Comissão Episcopal para a Família da Conferência Episcopal da Ucrânia enviou uma carta de correção fraterna aos bispos que participam da Assembléia Sinodal da Igreja na Alemanha. A carta pede aos bispos alemães que se mantenham fiéis à Sagrada Escritura e à Tradição da Igreja e lhes adverte que suas posições prejudicam a fé dos fiéis na Ucrânia. 

Por PCh24/InfoCatólica | Tradução: FratresInUnum.com  Os bispos da Igreja na Ucrânia asseguram em sua carta que há uma profunda crise na Igreja do país “de nossos vizinhos ocidentais” e enfatizam que a postura dos bispos alemães sobre alguns temas é uma ameaça aos fiéis na Ucrânia.

Los obispos ucranianos exhortan a los alemanes a ser fieles a las Escrituras y la Tradición

Entre os temas está a questão da homossexualidade na doutrina da Igreja e também sua atitude para com a ideologia LGBT e a lei natural. O documento tem a forma de uma correctio fraterna”.

Os prelados ucranianos são contundentes em sua advertência aos alemães:

« Os grupos LGBT estão realizando um ataque ideológico massivo contra nossos jovens e crianças para corrompê-los moralmente. Igualmente, as organizações mencionadas justificam suas atividades e sua propaganda apoiando-se na nova perspectiva do episcopado alemão. Dói-nos ver como a propaganda LGBT invoca vossas próprias palavras para lutar contra o cristianismo e também contra todos os que reconhecem a verdadeira antropologia baseada na Bíblia e na lei natural»

E acrescentam:

« Alguns de nossos fiéis, que carregam o fardo da homossexualidade e outras feridas na esfera sexual, ao tomar conhecimento de tais declarações de sua Assembléia, sentem-se impotentes em sua luta para levar uma vida casta…

Os matrimônios que lutam contra a mentalidade contraceptiva deste mundo e se abrem ao dom da vida, experimentam profundas dúvidas depois de ler suas opiniões sobre a contracepção».

Em sua carta, os bispos ucranianos também mencionam que os fiéis da Igreja Católica na Ucrânia são acusados por cristãos de outras denominações (ndr: ortodoxos e protestantes) de que a Igreja Católica se está distanciando da verdade revelada. Os bispos ucranianos advertem que a razão de tais acusações é a posição dos hierarcas alemães.

« Eles veem vossa postura não como vosso próprio ensinamento privado, ou, inclusive, como um caminho apartado da Igreja na Alemanha, mas como a postura de toda a Igreja Católica.»

Entre os signatários da carta está Dom Radoslav Zmitrovich, bispo de Kamenets-Podolskiy, que ressaltou que a Igreja tem um ensinamento claro sobre os temas sexuais. Tais ensinamentos são a melhor resposta aos desafios dos tempos modernos, e não a concessão às propostas LGBT e à revolução sexual. Em declarações a PCh24, ele afirmou:

« A Assembléia sinodal alemã propõe uma direção oposta, que destrói as vidas humanas. Ela os fecha ao amor trazido por Jesus Cristo. Sem este amor, o homem não pode ser feliz. Certamente, sempre há dificuldades e quedas, mas a direção é importante. É importante se seguimos o caminhjo que leva as pessoas a viverem a sexuailidade como um dom maravilhoso para um homem e uma mulher, a fim de criar uma relação ágape-caritas, que também é um Sacramento, uma comunhão de pessoas e o presente de uma nova vida. Do contrário, estamos seguindo um caminho de vida no qual o homem está sujeito ao poder de Eros, o que significa que vive sem Cristo, somente sob o poder de seu próprio ego e de sua própria paixão.»

Papa Francisco impede proposta de intercomunhão de bispos alemães.

Por LifeSiteNews, 4 de junho de 2018 | Tradução: FratresInUnum.com – Apenas um mês após ter indicado aos bispos alemães que encontrassem uma decisão “unânime” acerca da possibilidade de um cônjuge protestado caso com um Católico receber a Sagrada Eucaristia, o Papa Francisco mudou de rumo e bloqueou a proposta de intercomunhão dos bispos alemães.

Em uma carta enviada ao cardeal alemão Reinhard Marx, “com expressa aprovação do Papa”, através do Arcebispo Luis Ladaria, S.J., prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Santo Padre interrompeu a publicação do documento dos bispos alemães sobre a intercomunhão que iniciou a controvérsia.

O experiente vaticanista italiano Sandro Magister publicou a íntegra do carta em italiano nesta manhã, após a agência católica austríaca Kath.net divulgar a história.

Na carta de 25 de maio, Dom Ladaria informa ao Cardeal Marx, presidente da Conferência Episcopal, que resumiu ao Papa Francisco o encontro, de 3 de maio, entre partes opostas dos bispos alemães e oficiais do alto escalão do Vaticano sobre a controversa proposta.

O encontro foi convocado após sete bispos alemães enviarem uma carta ao Vaticano expressando sua oposição à votação de 20 de fevereiro, ocorrida na conferência dos bispos alemães, permitindo a um cônjuge protestante receber a Eucaristia se, após fazer um “sério exame” de consciência com um padre ou outra pessoa com responsabilidades pastorais, ele ou ela “afirmar a fé católica”, desejar pôr fim a um “sério sofrimento espiritual”, e “tem anseio por satisfazer a fome de Eucaristia”.

Então, o Cardeal Reinhard Marx, presidente da conferência de bispos alemães, esclareceu que a proposta não exigia que o cônjuge protestante se convertesse ao catolicismo.

Em uma carta de 22 de março ao Vaticano, sete bispos afirmaram não considerar a votação “correta”, pois o assunto da intercomunhão não é “pastoral”, mas “uma questão de fé e unidade da Igreja, não sujeita a voto”.

Em sua carta de 25 de maio, Ladaria, então, informa a Marx que o texto proposto pelos bispos alemães “levanta uma série de assuntos significantes”. Ele adiciona que o “Santo Padre, portanto, chegou à conclusão de que o documento não está pronto para ser publicado”.

O chefe doutrinal do Vaticano dá a Marx três razões para a decisão:

  1. A questão de admitir cristãos evangélicos em casamentos de mistos (diferentes credos) à Comunhão é um assunto que diz respeito à fé da Igreja e tem relevante para a Igreja universal.
  2. O assunto afeta as relações ecumênicas com outras Igrejas (e.g. os ortodoxos) e comunidades eclesiais que não devem ser subestimadas.
  3. A decisão afeta a a interpretação da lei da Igreja, especialmente o cânon 844, que permite a comunhão a protestantes apenas em caso de “grave necessidade” [morte iminente].

Ladaria, posteriormente, informa a Marx que os “dicastérios competentes” da Santa Sé foram encarregados de “produzir oportunamente um esclarecimento a essas questões a nível de Igreja universal”. Isso indica que a questão da intercomunhão não é mais deixada à conferência episcopal alemã, como o Papa Francisco originalmente determinou — uma decisão que o Cardeal Willem Jacobus Eijk, da Holanda, chamou de “completamente incompreensível”.

Foram copiados na carta de Dom Ladaria cinco bispos alemães, incluindo o Cardeal Rainer Woelki, de Colônia, e Dom Rudolf Voderholzer, de Regensburg, vice-presidente da comissão doutrinal da conferência de bispos alemães e único alemão membro da Congregação para a Doutrina da Fé. Os dois bispos estão entre os signatários da carta ao Vaticano contrária à proposta e ao subsídio pastoral aprovando a intercomunhão.

Também foram endereçados em cópia três defensores da proposta: Dom Karl-Heinz Wiesemann, de Speyer; Dom Gerhard Feige, de Magdeburg, presidente comissão de ecumenismo da conferência episcopal; e Dom Felix Genn, de Munique.

Cardeal Müller sobre o encontro acerca da intercomunhão: É preciso “mais clareza e coragem”.

O ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé vê a declaração sobre o encontro acerca da Sagrada Comunhão para cônjuges Protestantes como “muito pobre”, e conclama bispos e cardeis a “levantarem suas vozes”. 

Por Edward Pentin, National Catholic Register, 4 de maio de 2018 | Tradução: FratresInUnum.com: O crucial encontro de ontem foi mais curto do que se esperava, durando pouco mais de duas horas, mas o resultado não agradou a nenhuma das partes que participaram e terá consequências a longo alcance para a Igreja, informaram fontes ligadas às discussões.

O Cardeal Reinhard Marx, presidente da conferência episcopal, chegou ao encontro de 3 de maio no Santo Ofício às 16 horas, juntamente com dois bispos aliados e o jesuíta Padre Hans Langendörfer, secretário da conferência dos bispos alemães, esperando confiantemente poder influenciar os procedimentos em seu favor.

Convocado para o encontro no Vaticano pelo papa, no mês passado, o cardeal arcebispo e Munique esperava ter o apoio papal, e, assim, persuadir dois bispos opositores e os oficiais do Vaticano a apoiar uma proposta pastoral altamente contenciosa dos bispos alemães que permite a cônjuges protestantes receberem a Sagrada Comunhão em alguns casos.

O assim chamado “subsídio pastoral”, que os bispos alemães esmagadoramente votaram em favor no último mês de fevereiro, propunha que um cônjuge protestante poderia receber a Eucaristia após ter feito um “sério exame” de consciência com um padre ou outra pessoa de responsabilidade pastoral, “afirmar a fé da Igreja Católica”, desejando pôr fim “a uma séria angústica espiritual”, com o “anseio de satisfazer um desejo pela Eucaristia”.

Seus proponentes afirmaram que ele ajudaria a resolver o sofrimento de alguns cônjuges protestantes impossibilitados de receber a Sagrada Comunhão com seus respectivos esposo ou esposa católicos. Os críticos chamaram-na de um “truque retórico” que erroneamente busca redefinir os sacramentos como meios de aliviar as angústias mentais e satisfazer necessidades espirituais.

As críticas aumentaram quando sete bispos alemães escreveram ao Vaticano, em 22 de março, para protestar contra a medida, argumentando que a proposta “não está correta” quando aborda a “fé e a unidade da Igreja, que não estão sujeitas a voto”, e pedindo que quatro pontos fossem esclarecidos.

Dos sete, dois deles, Cardeal Rainer Woelki, de Colônia, e Dom Rudolf Voderholzer, de  Regensburg, chegaram para o encontro do dia 3 esperançosos que, dadas as falhas, que muitos consideravam sérias, do documento — às quais se opôs Bento XVI, segundo fontes confiáveis — a proposta seria descartada pelo Papa, ou completamente revisada.

Prefeito carteiro. 

Mas, para a surpresa de muitos, nada disso aconteceu. Após ambos os lados exporem sua visão, Dom Luis Ladaria, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, retransmitiu aos participantes que o Papa Francisco apreciava o “comprometimento ecumênico dos bispos alemães e pedia-lhes, em espírito de comunhão eclesial, se possível, um posicionamento unânime”.

Comentando o caso ao Register no dia 4 de maio, o Cardeal Gerhard Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, expressou sua decisão com o resultado, afirmando que a declaração era “muito pobre” e continha “nenhuma resposta à questão central, essencial”. Não é possível, enfatizou ele, estar em “comunhão sacramental sem comunhão eclesial”.

Para o bem da Igreja, afirmou, um “expressão clara da Fé Católica” é necessária, com o Papa “expressando a Fé”, especialmente no “pilar de nossa Fé, a Eucaristia”. Espera-se que Papa e a Congregação para a Doutrina da Fé, prosseguiu ele, “deem uma orientação muito clara”, não através de “opiniões pessoais, mas segundo a Fé revelada.”

Uma fonte próxima aos dos bispos contrários à proposta afirmou ao Register, em 4 de maio, que a “resposta oficiais é de que não há resposta”. O Santo Padre, disse ele, “falhou em cumprir seu dever como Papa a respeito de uma questão de dogma, que seu posto deve decidir”.

O Papa se “recusou” a tomar uma posição, ele enfatizou, “e a Congregação para a Doutrina da Fé foi feita de correio, não para a afirmar a Fé, mas para anunciar essa informação”. Os dicastérios, disse, “são inúteis” se todas as decisões forem deixadas a cargo das conferências episcopais. Ele reconheceu que o termo “unanimidade” não é definido adequadamente neste contexto, mas espera que o Cardeal Marx de alguma forma reduza o número de bispos contrários à proposta a fim de obter a necessária unanimidade para prosseguir adiante.

“Nosso papel agora é apoiar os sete bispos, apoiar nossos padres na argumentação”, declarou a fonte. “Será uma longa luta e pelos próximos seis meses nos dedicaremos a isso”.

Mas também o Cardeal Marx e a conferência de bispos alemães se disseram desapontados. O encontro foi realizado na Congregação para a Doutrina da Fé, indicando que o Vaticano vê o caso como uma matéria doutrinal, e não simplesmente pastoral, como tentou argumentar o Cardeal Marx (ele insistiu, em fevereiro, que se tratava de um “subsídio pastoral”, sem pretender “mudar qualquer doutrina”.

De maneira mais significativa, os apoiadores da proposta fracassaram em obter o endosso entusiasta do Papa. Pelo contrário, coerente com seu desejo expresso na primeira exortação apostólica Evangelii Gaudium, Francisco prossegue com seus esforços para descentralizar o governo da Igreja, dando mais “autoridade doutrinal” às conferências episcopais. Ele está, portanto, devolvendo a bola para o campo dos bispos alemães.

“De certo modo, isso equivale a uma recusa [da proposta]”, declarou o analista da Igreja alemã Mathias von Gersdorff. “Soa como algo assim: o senhor [Cardeal Marx] criou um grande problema. Cabe a você resolvê-lo. E, se não conseguir unanimidade, então o problema está resolvido”.

A batalha perdida de Marx

Durante o encontro, foi também desapontador para o partido do Cardeal Marx a oposição do Cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O Cardeal suíço, que não teve ciência da proposta antes ou depois de sua votação, demonstrou-se simpático à preocupação dos sete bispos.

A desilusão por parte da conferência de bispos alemães também ficou evidente quando, após o encontro, o seu porta-voz, Matthis Kopp, declarou que não daria nenhuma conferência de imprensa, nem declarações ou entrevistas. “Foi uma batalha perdida, embora não tenha sido uma guerra perdida”, afirmou a fonte próxima às tratativas. “Kopp não quer falar sobre a batalha perdida”.

Mas os sete bispos e seus aliados têm as maiores preocupações. Embora creiam que o encontro poderia ter sido “muito pior”, segundo a mesma fonte, e a proposta não tenha sido publicada como um subsídio, como pretendia a conferência dos bispos alemães, eles vêem tudo como “revolução eclesiológica”.

“O verdadeiro problema não é o assunto em si, mas a recusa do Papa de desempenhar sua obrigação como Pedro, e isso pode ter graves consequências”, disse a fonte. “Pedro não é mais a rocha que era, pelo contrário, o pastor está dizendo às ovelhas: ‘vá e se vire para encontrar algo para comer'”.

Ele previu um processo similar sendo adotado para introduzir tais novidades como um clero casado, e que o deslocamento geral em direção à descentralização da doutrina fará a Igreja parece mais a Comunhão Anglicana.

Cardeal Müller, referindo-se à Lumen Gentium, recordou que as conferências episcopais possuem uma “importância secundária” em relação ao Papa, e que não é possível a elas votarem de maneira unânime sobre uma matéria de doutrina que contradiz “elementos básicos” da Igreja. “Devemos resistir a isso”, disse, advertindo que se o princípio da identidade Católica, que consiste tanto na comunhão sacramental como na eclesial, for destruído, “então a Igreja Católica está destruída”. A Igreja, insistiu, “não é um ator político”.

“Espero que mais bispos levantem suas vozes e façam o seu dever”, disse o Cardeal Müller. “Todo cardeal tem o dever de explicar, defender, promover a Fé Católica, não segundo os seus sentimentos pessoais, ou as variações da opinião pública, mas lendo e conhecendo o Evangelho, a Bíblia, as Sagradas Escrituras, os padres da Igreja. E também os Concílios, estudando os grandes teólogos do passado, podendo explicar e defender a Fé Católica, não com argumentos sofísticos para agradar a todos os lados, para ser querido por todos”.

Prosseguindo, o Cardeal Müller previu, com dor, que o assunto “continuará sem a clara necessidade de uma declaração sobre a Fé Católica”.

Ele afirmou que os bispos devem “continuar explicando a Fé” e que esperava que a Congregação para a Doutrina da Fé cumprirá o seu papel, não só como mediadores de diferentes grupos, mas tomando a dianteira quanto ao magistério do Papa”.

“Mais clareza e coragem devem ser encorajadas”, disse.

No Ano Sacerdotal, ‘Ser Padre’ pela Conferência dos Bispos da Alemanha. Assistência espiritual do sacerdote aos fiéis em férias.

Missa - CNB da Alemanha

Ao prestar assistência espiritual aos que estão de férias, o sacerdote tem de lidar com pessoas que buscam o repouso e dispõem de tempo: Elas estão esgotadas, às vezes em fuga, e anseiam por relaxamento, distração e experiências. Elas estão de bom humor, porém, nem sempre, muito frequentemente buscam novidade, são exigentes e têm múltiplas expectativas quanto ao local, o anfitrião, a Igreja e elas mesmas.

Quando o tempo permite, ocorre uma Missa nas dunas uma vez por semana.
Quando o tempo permite, ocorre uma Missa nas dunas uma vez por semana.

A assistência espiritual às pessoas que estão de férias pode ser prestada através de formas abertas (também na liturgia), através de ofertas para o corpo e a alma, através de acessibilidade e disposição para o diálogo sobre as fronteiras confessionais. Essencialmente, o entretenimento é algo como o oxigênio para o escopo do religioso entre as pessoas hoje em dia, assim, as áreas vitais ociosas podem continuar respirando. Também o assistente espiritual precisa desse ânimo: comportando-se de maneira tranqüila e seguindo junto na alegria e no sofrimento durante as conversas pessoais (s. Mt 11,28).

Todos os sábados os convidados das férias são encorajados a cantar no calor após a missa vespertina.
Todos os sábados os convidados das férias são encorajados a cantar ao redor do fogo após a missa vespertina.

No local de férias cada Missa é formada por uma assembléia de pessoas de diferentes origens, socializações religiosas e, às vezes, nacionalidades e idiomas diferentes. Essa situação especial precisa ter uma configuração justa.

Padre Kurt Weigel,
Ilha Wangerooge

Fonte: Site oficial da Conferência dos Bispos da Alemanha para o Ano Sacerdotal

Um Papa persistente!

Editorial de Golias, 25 de junho de 2009.

Link para o originalEspírito muito mais rigoroso e sistemático que o seu antecessor, consciente justa ou injustamente que seu pontificado deveria ser, de todo modo, de duração muito limitada, o Papa Ratzinger atribuiu para seu pontificado de transição, se poderia dizer de restauração, diversos objetivos.

Ele se propõe primeiro confirmar as aquisições positivas (a seu gosto!) herdadas de João Paulo II, livre às vezes para alterar a trajetória num sentido intransigente, por exemplo em matéria de ecumenismo e diálogo interreligioso. Propõe-se igualmente a voltar a dar toda importância e força aos aspectos mais tradicionais: daí sua preocupação com a sacralidade ao antigo da liturgia, mas igualmente com a dignidade do sacerdócio católico, exaltado pelo ano sacerdotal que se inicia. Enfim, considera igualmente como uma tarefa prioritária de seu pontificado a reconciliação com os integristas sobre os quais pensa, segundo a expressão do finado Cardeal Gagnon, “que não tem razão mas razões”, e sobretudo que não são demasiadas para edificar uma igreja tal como ele a deseja para amanhã.

É à luz deste projeto global, que é necessário, de maneira geral, avaliar cada uma das iniciativas de Bento XVI e a sua cúria. Incluído o segundo Motu proprio atualmente em preparação, visando explicar e favorecer a reintegração dos Lefebvristas e outros na plena e inteira comunhão católica. Se não é completamente exato dizer que Bento XVI é um “papa tradicionalista”, não é menos certo que sua ação visa uma restauração de uma Igreja intransigente e nostálgica. Sentindo-se idoso e cansado, passa atualmente a uma velocidade superior. Com efeito, a reintegração dos integristas não tem nada de uma concessão misericordiosa sobre o fundo de um pluralismo gentil. Inscreve-se numa verdadeira negação do espírito e do sentido do Vaticano II, retornando totalmente à sua letra para lhe dar uma leitura minimalista e mesmo revisionista. E se terá compreendido que, ainda que Roma declare hoje “ilícitas” as ordenações lefebvristas de 27 de junho, se trata de fato apenas de uma simples manobra para aplacar a ira dos bispos alemães.

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Na mesma edição, Golias se refere ao novo motu proprio que seria “consagrado desta vez não mais apenas à liturgia em latim, mas de maneira mais global à reintegração dos Lefebvristas na Igreja. Pondo certamente condições, mas igualmente comprometendo toda a Igreja neste processo. Gravíssimo! Noutros termos, os bispos não terão mais direito de exprimir reservas de maneira muito aberta e ainda menos de frear a reintegração dos traditionalistas. É necessário saber com efeito que os representantes destas correntes se queixam muito frequentemente ao papa dos obstáculos colocados à sua reintegração pelos bispos e seus círculos. Até então, Roma e a comissão Ecclesia Dei geravam um curto circuíto aos bispos sem, contudo, em geral, lhes desaprovar abertamente. […] Bento XVI e seus conselheiros pretendem se aproveitar da calma do verão para avançar sobre o caminho da reconciliação”.

Curtas da semana.

Não tão súbito.

João Paulo II e CorãoInforma Andrea Tornielli (que nos chega via Secretum Meum Mihi) que o grupo de peritos da Congregação para a Causa dos Santos deu parecer favorável à beatificação de João Paulo II, mas não unânime. Alguns teriam manifestado “objeções e dificuldades”, entre elas aspectos do Papado cujas informações são insuficientes, assim como algumas contradições nos testemunhos. O Secretário de Estado de João Paulo II por quinze anos, Cardeal Angelo Sodano, e o substituto da mesma Secretaria, o hoje Cardeal Leonardo Sandri, teriam se negado a dar seus testemunhos. Um dos volumes “sub secreto” da Positio elenca como fatos “dignos de atenção” o caso de Marcinkus (o ‘banqueiro de Deus’), o financiamento do movimento polaco “Solidariedade” e a nomeação de alguns bispos de moralidade duvidosa. Outro caso de contradição nos testemunhos se referiria ao beijo dado por João Paulo II no Corão em maio de 1999; embora a foto seja clara, seu secretário e hoje Cardeal Dziwisz diz que o beijo nunca aconteceu.

Na contramão.

Surpreendeu a todos a notícia de que os monges da Ordem de Santa Cecília, de Caçapava do Sul, Diocese de Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul, deixaram a única Igreja de Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana, para se filiar ao ramo ‘tradicionalista’ da seita Anglicana. Os monges que eram “unidos a Santa Igreja Romana no seguimento de suas diretrizes a partir do Concilio Vaticano II” apostataram da Fé Católica: “por motivos de divergências jurídicas com o Bispo Diocesano na organização do Mosteiro passamos para a Igreja Católica Anglicana tradicional cognominada de IAB“. Enquanto esse próprio ramo do anglicanismo dá indícios de querer retornar à Santa Igreja, os monges fazem o caminho contrário; alguns dizem que esperam independência de sua diocese ao poder retornar futuramente com status de prelazia, que possivelmente seria concedido aos anglicanos quando de sua regularização . “Tornou-se mais fácil para nossa fundação pertencer ao Anglicanismo cuja semelhança com a Igreja de Roma condiz com o nosso carisma e propostas de espiritualidade e ação, além da tradição da Liturgia que permanece a mesma de São Pio V”.  Facilidade, péssimo critério, pois Nosso Senhor nos mostrou que “larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram” (Mt 7, 13).

Perguntas que não querem calar.

Abbé Ribeton‹‹ Para muitos católicos e homens da Igreja, depois das ilusões e do irenismo da segunda metade do século XX, marcado por um discurso resolutamente otimista sobre a modernidade, o despertar é brutal. O diálogo há muito tempo idealizado entre “a religião do Deus feito homem” e “a religião do homem feito Deus”, entre um cristianismo de progresso e um humanismo vagamente espiritual no âmbito ecumênico e tolerante de uma “laicidade positiva” e de uma sociedade “aberta” definitivamente atingiu seus limites. Pois afinal, este diálogo pôs em dificuldade a secularização sempre crescente da sociedade? Permitiu regenerar espiritualmente o nosso século? Permitiu construir uma sociedade respeitosa da lei natural? Permitiu à Igreja reagir de maneira eficaz face à cultura de morte, perante o genocídio físico do aborto, perante o genocídio espiritual de gerações inteiras pervertidas pela decadência moral do liberalismo imperante? Esse diálogo permitiu se evitar a complacência perante a ascensão do Islã? A ideologia do diálogo a todo custo não  custou caro à Igreja em termos de evangelização? Em termos de espírito missionário? Em termos de conquista das almas? E o que dizer do esquecimento e do sacrifício da doutrina de Cristo Rei… E tudo isso por quais frutos? Por qual progresso? A amizade com o mundo termina por converter ao espírito do mundo. E o espírito do evangelho jamais será conforme o espírito do mundo. ›› Excerto do editorial do abbé Vincent Ribeton, superior do distrito da França da Fraternidade São Pedro, Tu es Petrus, abril de 2009.

Faleceu Mons. Mario Marini.

Monsenhor Mario Marini, secretário da Comissão Ecclesia Dei (não confundir com Mons. Guido Marini, mestre de cerimônias do Papa), faleceu na manhã do último domingo. Requiescant in pace.

Novo site da Comissão Ecclesia Dei.

A Ecclesia Dei lançou um novo site com o histórico da Comissão,  documentos oficiais e subsídios litúrgicos. Aqui.

Um bispo na corda bamba.

Dom Marcelo Angiolo Melani, SDB, bispo de Neuquén, Argentina, teria sido admoestado pelo Cardeal Giovanni Battista Re a renunciar a seu cargo por problemas “teológicos, litúrgicos e pastorais”. O “Sindicato de Presbíteros” já está batendo panelas em favor do bispo. É uma pena a Congregação para os Bispos apenas aconselhar a renúncia, tal como fez outrora com o famoso bispo Dom Casaldáliga.

A solução para os judeus chama-se Jesus Cristo.

Vaticano (kreuz.net – 16 de maio). Ontem o Papa Bento XVI deixou a Terra Santa voando de volta para Roma. Antes, na parte da tarde, ele visitou a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém: “Aqui a História da humanidade mudou definitivamente” – explicou o Papa em sua alocução: “Como cristãos, sabemos que a paz pela qual anseia este país dilacerado por lutas tem um nome: Jesus Cristo”.

Cardeal Carlo Caffarra restringe comunhão na mão.

Cardeal CaffarraBolonha, 10 Mai. 09 / 11:27 pm (ACI).- O Arcebispo de Bolonha, Cardeal Carlo Caffarra, decidiu proibir a comunhão na mão em três igrejas de sua jurisdição e pediu aos sacerdotes muita cautela para evitar que se sigam cometendo abusos contra a Eucaristia. (…) Segundo uma carta do pró-vigário geral de Bolonha, Dom Gabriele Cavina, originaram-se “graves abusos”, porque “existem pessoas que levam as Sagradas Espécies para tê-las como ‘souvenires'”, “quem as vende”, ou pior “quem as leva para profaná-las em ritos satânicos”.

“O confronto entre as diferentes maneiras de ver as coisas é sempre útil”. Que isso valha também ao se debater os rumos tomados há quarenta anos.

Cardeal Georges Cottier‹‹ Li num jornal francês que a remissão da excomunhão aos bispos lefebvrianos é a comprovação de que a Igreja Católica também não é infalível, pois o Papa atual revogou uma providência de seu predecessor. Uma banalidade, mas que dá a medida da confusão que circula a respeito dessas coisas. O carisma da infalibilidade, que é o da própria Igreja, reside individualmente no papa enquanto sucessor de Pedro quando o pontífice sanciona por meio de um ato definitivo uma doutrina a respeito da fé e da moral (cf. Lumen gentium, 25). No governo ordinário da Igreja, um papa pode errar, e isso não é um desastre, é humano. É preciso reconhecer que uma diferença de opiniões não deve ser temida e exorcizada. Mesmo na Cúria Vaticana, sobre muitas coisas, não pensamos todos da mesma forma. Ninguém na Igreja pode ter como ideal um sistema totalitário em que um pensa por todos e os outros se esforçam para encontrar um modo de não dizer nada. O confronto entre as diferentes maneiras de ver as coisas é sempre útil, é sinal de vitalidade. Se não reconhecemos isso, acabamos por subscrever declarações em apoio ou em conflito com o papa, ou começa o jogo de contrapor os “extremamente fiéis” aos adversários. Como se na Igreja pudesse haver os partidos “pró” ou “contra” o Papa. Nós não somos os “fãs” do Papa. Ele é o sucessor de Pedro, a divina Providência o quis assim como é. E nós o amamos assim como é, pois, por trás dele, vemos Jesus. É isso que significa ser católicos. ›› Da entrevista do Cardeal Georges Cottier, O.P à 30Giorni.

Alemanha: Negacionismo das verdades de Fé, isso pode.

Alemanha. (kreuz.net) A Ascensão de Cristo não deve ser pensada de maneira literal, conforme afirma o sítio da Conferência de Bispos Alemães ‘katholisch.de’ em um artigo não assinado. As nuvens aparecem na tradição do Antigo Testamento para significar a presença de Deus: “Não se tem em mente nenhum lugar físico ao utilizar expressão “ir para o Céu”, mas sim a proximidade de Deus.”

A chave para os problemas globais: Evangelho e Magistério da Igreja.

Vaticano. (kreuz.net) No sábado o Papa Bento XVI acolheu os formandos da Academia Pontifícia de Diplomatas. Em sua alocução ele descreveu o “Diálogo com a modernidade” como uma capacidade importante dos embaixadores. O ofício de diplomata seria um chamado especial para os sacerdotes – esclareceu o Santo Padre. Como chave importante para os problemas globais o Papa mencionou o Evangelho e o Magistério da Igreja.

“O Arcebispo precisa se retratar”.

De acordo com o Direito Canônico, o Arcebispo Zollitsch de Freiburg corre o risco de se tornar um herege. Por Padre Franz Schmidberger.

(kreuz.net, Stuttgart) No sábado de Aleluia, o Presidente da Conferência Episcopal Alemã, Robert Zollitsch negou o caráter expiatório da Paixão e Morte de Cristo no programa “Horizonte”. Deus teria apenas se solidarizado com os homens através da Paixão de seu Filho, a fim de apoiá-los no sofrimento e na morte. Possivelmente, Jesus teria também carregado os pecados dos homens sobre si. Porém, ele não os teria expiado, mas apenas suportado, para estar mais próximo das pessoas a partir de um sentido de vínculo em comum.

Recentemente, o Padre Schmidberger celebrou uma Missa em Gießen, na diocese de Mainz

Falso, certamente herético. Temos aqui uma negação do sacrifício expiatório como reparação legal em relação ao Pai. Essa negação deve ser avaliada claramente como heresia de acordo com o Magistério da Igreja!

Ao dizer tal coisa, o Arcebispo é instado a retirar publicamente a sua afirmação falsa.

A passagem decisiva na entrevista é a seguinte:

Transmissão de Hesse: também o senhor não mais diria que Deus efetivamente deu o seu próprio Filho porque as pessoas eram pecadoras. O senhor não diria mais a coisa dessa maneira?
Mons. Zollitsch: Não, ele deu o seu próprio Filho em solidariedade conosco até nessa última necessidade de morte para mostrar “o quanto vocês valem para mim”. “Vou com vocês, estou totalmente com vocês em cada situação”.

Com isso o Presidente da Conferência Episcopal Alemã e Arcebispo de Freiburg, Robert Zollitsch, negou um dogma de Fé da Igreja. Caso ele não retire essa negação corre o risco de se tornar um herege segundo o Direito Canônico. O Magistério da Igreja é claro a esse respeito:

A causa do mérito, no entanto, é o seu muito amado Filho único, nosso Senhor Jesus Cristo, que mereceu a justificação para nós, “quando éramos inimigos” [Rom 5,10], “devido ao imenso amor com o qual ele nos amou” [Ef 2,4], através de sua santa Paixão no madeiro da cruz [Can. 10] e Deus Pai fez reparação por nós (Concílio de Trento, DH 1529).

No Decreto “Lamentabili” de Pio X condena-se como modernismo a seguinte afirmação: “O ensinamento da morte expiatória de Cristo não é um ensinamento dos Evangelhos, mas apenas paulino” (DH 3438).

O Testemunho das Sagradas Escrituras é inesgotável. Eis aqui apenas uma seleção:

Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida.” (Rom 5,10).

Carregou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, por suas chagas fomos curados” (I Pd. 2,24).

Fomos curados graças às suas chagas” (Is 53,6).

Este é o meu sangue, que foi derramado por muitos para o perdão dos pecados” (Mt 26,28).

Resumindo, diga-se que o Arcebispo Zollitsch transforma um sacrifício expiatório da redenção em um “sacrifício de solidariedade”: Cristo sofre devido a um sentimento de comunidade, como um terapeuta acompanhante em nossas necessidades, porém, não porque exista a necessidade de salvação a partir do pecado.

Assim, pedimos a retratação imediata do Arcebispo de Freiburg e Presidente da Conferência Episcopal Alemã.  Essa declaração deve ser descrita como heresia e traz um grande dano ao Magistério da Igreja Católica, porque sai da boca de um bispo em exercício. Esperamos que o esclarecimento dessa frase ocorra publicamente nos próximos dias.

O autor é o Superior do Distrito alemão da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Curtas da semana.

Escândalo: Presidente da Conferência Episcopal Alemã nega dogma da Redenção.

Mons. Robert Zollitsch(kreuz.net) Para o Presidente da Conferência Episcopal Alemã, que apostatou da Fé Católica, a crucifixão de Cristo é mais um apoio psicológico no sofrimento.  No Sábado de Aleluia, o Arcebispo de Freiburg e Presidente da Conferência Episcopal Alemã, Mons. Robert Zollitsch, negou a morte expiatória de Cristo.  O Arcebispo Zollitsch fez essa afirmação em uma entrevista com Meinhard Schmidt-Degenhard para o programa “Horizente” do Canal de TV alemão ‘Hessischer Rundfunk’. Cristo “não teria morrido por causa dos pecados da humanidade, porque Deus tivesse precisado de uma vítima expiatória, um bode expiatório, por assim dizer”, disse o Arcebispo. O Salvador teria simplesmente se “solidarizado” com o sofrimento das pessoas até a morte. Ele teria mostrado que também o sofrimento e a dor seriam aceitos por Deus. Para Mons. Zollitsch isso significa “essa grande perspectiva, essa solidariedade imensa”, que vai tão longe que ele sofre “junto” comigo. Schmidt-Degenhard dá uma alfinetada: O senhor não diria mais que Deus efetivamente deu seu único Filho porque as pessoas pecaram? Essa expressão não seria mais formulada?” O Arcebispo Zollitsch confirmou a sua apostasia da Fé Católica com um sonoro “Não”: “Ele se envolveu comigo por solidariedade – de livre e espontânea vontade.” Assista a entrevista aqui.

Schola Cantorum Bento XVI seleciona cantores e organistas.

Capela Nossa Senhora de FátimaA Schola Cantorum Bento XVI, responsável pelo canto gregoriano na Missa Tridentina em Jacareí, São Paulo, está recrutando novos interessados em fazer parte do coral. Os ensaios são realizados todos os sábados, às 9 da manhã, na Igreja Matriz Imaculada Conceição, em Jacareí. Informações pelo e-mail scbentoxvi@hotmail.com ou no blog da schola.

Vaticano investiga liderança de religiosas nos Estados Unidos.

“A Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé iniciou uma investigação doutrinal da maior organização de lideranças de religiosas dos Estados Unidos, a Conferência de Lideranças de Mulheres Religiosas.  O Vaticano já anunciara um estudo separado em dezembro passado para avaliar a “qualidade de vida” nas comunidades apostólicas para religiosas por todo os Estados Unidos. A congregação do Vaticano informou aos representantes da conferência de lideranças de sua nova “avaliação doutrinal” numa carta de 20 de fevereiro, que os representantes receberam em 10 de março. A carta veio do Cardeal William Joseph Levada, o prefeito da congregação. Nela, Levada explicou que a congregação está realizando sua “avaliação” da conferência de lideranças femininas depois de preocupações doutrinárias iniciais do Vaticano terem sido expressas em 2001″. Leia a íntegra em National Catholic Reporter.

Auditório ou templo protestante?

Nova igreja do pe. Marcelo Rossi.“O novo espaço foi projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake, que abriu mão da estética convencional dos templos religiosos e abusou das curvas, remetendo à estrutura de uma casa de shows.” Mais detalhes a nova igreja do Pe. Marcelo Rossi aqui.

Último corpo resgatado.

(kreuz.net – Tradução: T.M. Freixinho) Suíça. Conforme informou o periódico suíço ‘Sonntagszeitung’, foi resgatado recentemente o último corpo dos três seminaristas do seminário lefebvrista de Ecône, no cantão suíço de Wallli, mortos durante uma nevasca. Em 11 de fevereiro, uma nevasca surpreendeu quatro seminaristas durante um passeio com calçados de neve nas montanhas de Walliser. Um deles pôde ser libertado da massa de neve, dois foram arrancados de um lago congelado. O terceiro só agora pôde ser encontrado.

Curtas da semana.

“Sou a favor do amor” – Cardeal Philippe Barbarin

barbarinEm mais outro ataque ao Papa diante de uma igreja francesa, cerca de sessenta membros de organizações homossexuais se posicionaram nos degraus da Basílica de Fourviere em Lyon esta manhã para “denunciar a irresponsabilidade do Papa Bento XVI relativamente à AIDS.” Enquanto os fiéis entravam dentro da igreja para a Missa de domingo celebrada por seu arcebispo, Cardeal Philippe Barbarin, manifestantes representando o Orgulho Lésbico e Gay, o Fórum Gay e Lésbico, e AIDS Rhône abriram uma faixa com o texto “O Preservativo é vida – A Igreja o proíbe” enquanto cantavam, “Não ao callote (solidéu), vida longa ao capote (preservativo)”.  Enquanto isso, em frente da Basílica, cerca de sessenta pais e filhos católicos, reunidos em apoio ao Santo Padre, portavam adesivos com os dizeres “Tirem as mãos do meu Papa”. “Há uma dolorosa falta de compreensão” reclamou o Cardeal Barbarin. “A questão dos preservativos é um assunto proibido e devemos criar condições para um diálogo de respeito mútuo.” Ele continuou, “Devemos ouvir a todos os clamores porque eles procedem do coração, porém, isso não cria as condições para o diálogo.” Ao ser indagado se ele era a favor do “capote” (preservativo) ou “abstinência”, o Cardeal respondeu: “Eu sou a favor do Amor.” Depois da Missa, Sua Eminência convidou uma delegação de sete manifestantes para a arquidiocese para um “diálogo respeitoso”, “em uma atmosfera cordial e relaxada”, segundo uma fonte próxima da arquidiocese. Tradução: T. M. Freixinho – Fonte: Rorate-Caeli.

Bispos Mexicanos para a Alemanha.

México. (Kreuz.net) A Conferência dos Bispos Mexicanos saudou o levantamento das excomunhões contra os quatro Bispos Lefebvristas em uma resposta à carta do Papa de 10 de março sobre a Fraternidade. Os bispos mexicanos asseguram ao Santo Padre suas orações, solidariedade e comunhão. Eles lamentam “as reações injustas e inapropriadas ao gesto de misericórdia do Santo Padre”. A revista mensal americana dos lefebvristas indaga se os bispos mexicanos também poderiam ser nomeados para a Alemanha. Tradução: T. M. Freixinho

Pe. Lombardi: Adeus, Good-Bye, Adiós, Adieu…

federico-lombardiAndrea Bevilcqua, em Italia Oggi: “[Padre Federico Lombardi] será convidado nos próximos meses a deixar a direção da Sala de Imprensa Vaticana”. Paolo Rodari diz que a despedida pode se dar logo após a visita do Papa à Terra Santa.

Mons. Salvatore Cordileone, novo arcebispo de Oakland (EUA).

Mons. CordileoneLe Forum Catholique – Bento XVI com efeito nomeou, no último dia 23 de março, Mons. Salvatore Cordileone (Salvador Coração de Leão!), até então bispo auxiliar de San Diego (Califórnia, foi ordenado bispo em 2002), à cabeça desta importante diocese californiana (406 947 católicos, 433 padres, 12 diáconos permanentes e 843 religiosos, segundo as últimas estatísticas).

Mons. CordileoneO novo prelado, jovem (tem 52 anos), aparentemente atencioso e voluntário (fotografia), foi ordenado padre em 1982. Doutor em direito canônico, foi membro do Tribunal Supremo da Assinatura Apostólica (de 1995 até 2002) cujo atual prefeito, o arcebispo Raymond Burke, é um dos seus grandes amigos… Este infatigável defensor da vida e vibrante promotor da “Proposição 8” (este referendo venceu visando proibir o “casamento” homossexual na Califórnia) é também, e isso é menos conhecido, um ardente partidário da “forma extraordinária” da liturgia que celebra e promove.

Bispos Americanos – Reiki: Superstição.

Numa das raríssimas atuações das Comissões para Doutrina da Fé das Conferências Episcopais, os bispos americanos condenaram como superstição o Reiki, cuja prática já havia se espalhado em casas de repouso católicas nos Estados Unidos, nos seguintes termos:  “Em termos de cuidado com a saúde espiritual, há perigos importantes. Ao usar o Reiki se teria que aceitar no mínimo de  maneira implícita elementos centrais de uma visão de mundo que sustenta a teoria Reiki, elementos que não pertencem à fé cristã nem à ciência natural. […] um católico que põe sua confiança no Reiki operaria no domínio da superstição […]. É responsabilidade de todos que ensinam em nome da Igreja eliminar tal ignorância o máximo possível.

Curta nota da Conferência Episcopal da Alemanha sobre as declarações de Dom Fellay.

Com a sua escolha de palavras na declaração de hoje o bispo Fellay demonstra a sua real atitude mental. Ela está impregnada de uma lamentável parcialidade. Rejeitamos a acusação de termos liderado uma rebelião aberta contra o Papa. Além disso, repudiamos a alegação de hostilidade inclemente.

Recente comunicado rancoroso do porta-voz da Conferência Episcopal alemã, Matthias Kopp, contra a recente declaração do bispo Bernard Fellay.

Fonte: Kreuz.net – Original: Conferência Episcopal Alemã

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