Posts tagged ‘Conferência Episcopal dos Estados Unidos’

1 dezembro, 2017

Bispos americanos rejeitam candidato de Bergoglio.

Os bispos americanos elegeram o arcebispo Joseph Naumann, preferindo-lhe em vez do Cardeal Blase Cupich, que é considerado eclesiástico muitíssimo próximo do Papa Bergoglio. 

Por Francesco Boezi, Il Giornale, 15 de novembro de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com

cupich

Cardeal Cupich, arcebispo de Chicago, um dos preferidos do Papa Francisco, foi derrotado em eleição da Conferência Episcopal dos EUA.

A comissão pró-vida do episcopado americano não será guiada, portanto, pelo arcebispo metropolita de Chicago: Cupich foi feito cardeal por Francisco no consistório de 19 de novembro de 2016, após ter sido nomeado arcebispo. O Catholic Herald definiu a escolha de Naumann como fruto de um “voto surpresa”. A particularidade da notícai está realmente no fato de que o órgão institucional em questão era guiado por um cardeal desde a década de 80. Escolher um arcebispo para esse papel, então, representa uma importante novidade, além de um possível sinal ao Papa. A votação do episcopado americano asssumo, de fato, um valor de caráter político: com essa escolha, os bispos americanos parecem ter traçado uma marca de distanciamento em sua abordagem de temas de bioética em relação ao Papa Francisco. A diferença entre os dois candidatos — segundo o citado jornal católico — foi mínima: 92 votos para Naumann, 86 para Cupich.

“A votação chamou mais atenção que qualquer outra na assembléia geral dos bispos — precisou o Catholic Heraldo — “O cardeal Cupich é considerado um ‘bispo do Papa Francisco’ e colocou o aborto no mesmo nível de outras questões sociais”. Blase Cupich, então, teria acabado no centro das polêmicas alimentadas por tradicionalistas por ter equiparado a temática relativa à bioética com as relacionadas à imigração, racismo, pobreza e desemprego. O arcebispo Naumann, por sua vez, representa uma visão para a qual a bioética deveria assumir sempre uma certa prioridade pastoral sobre outros assuntos tratados doutrinariamente pela Igreja Católica. Um voto, portanto, que contrapôs dois modos diferentes de interpretar as urgências culturais do catolicismo.

Blase Cupich, todavia, é um prelado conhecido por ter combatido duramente a pedofilia na Igreja. Colocado por Bento XVI à frente da diocese de Spokane, guiou uma causa contra o projeto de lei que inicialmente se ocupou de responder às acusações movidas contra a própria diocese americana. A sé sufragânea de Seattle, de fato, estava envolvida em uma longa série de acusações de abusos sexuais pela qual a Igreja americana havia oferecido às vítimas uma indenização de 48 milhões dólares, porém, a despeito do empenho de Cupich contra a pedofilia, a escolha dos bispos americanos recaiu sobre um expoente substancialmente tradicionalista.

7 outubro, 2009

Conferência Episcopal dos EUA: diálogo “não é entendido como um convite enrustido ao batismo”.

Por Carlos Antonio Palad, Rorate-Caeli.

Judeus protestam em frente à nunciatura apostólica em Paris por ocasião do levantamento do decreto das excomunhões dos bispos da FSSPX

Judeus protestam em frente à nunciatura apostólica em Paris por ocasião do levantamento do decreto de excomunhão dos bispos da FSSPX

Em 18 de junho de 2009, o Comitê de Doutrina e o Comitê de Assuntos Ecumênicos e Interreligiosos da Conferência Nacional dos Bispos [CNB] dos Estados Unidos publicaram a “Nota sobre Ambigüidades contidas em Reflexões sobre a Aliança e Missão”. (favor verificar o post do Rorate-Caeli sobre este documento).

Agora um esclarecimento do esclarecimento foi publicado. Em 5 de outubro de 2009, a CNB dos EUA publicou uma “Declaração de Princípios” afirmando, entre outras coisas, que o “diálogo Judaico-Católico, um dos abençoados frutos do Concílio Vaticano Segundo, nunca foi e nunca será usado pela Igreja Católica como um meio de proselitismo – nem é entendido como um convite enrustido ao batismo”. (Declaração de Princípios #3, destaque meu). A declaração de princípios acompanhou uma carta do Cardeal Francis George e outros quatro prelados respondendo à carta de vários rabinos atacando a “Nota” de 18 de junho. Na carta, além de afirmar que esperam encontrar os Judeus “fiéis à aliança Mosaica” no diálogo Judaico-Cristão, os bispos também afirmaram que a seguinte passagem será removida da “Nota sobre Ambigüidades”:

“Por exemplo, Reflexões sobre a Aliança e Missão propõe o diálogo interreligioso como uma forma de evangelização que é ‘uma partilha mutuamente enriquecedora dos dons desprovida de qualquer intenção que seja de convidar parceiro de diálogo ao batismo’. Embora a participação Cristã no diálogo interreligioso normalmente não incluiria um convite explícito ao batismo e à entrada na Igreja, o companheiro de diálogo Cristão está sempre dando testemunho do seguimento de Cristo, ao qual todos são implicitamente convidados”.

A afirmação final foi objeto particular da ira de certos rabinos, que a consideram um convite à “apostasia”.

Para mais detalhes: Bishops revise commentary on Catholic-Jewish dialogue