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10 julho, 2011

Congregação para o Clero lança Subsídio para Confessores e Diretores Espirituais.

CONGREGAÇÃO PARA O CLERO

O SACERDOTE

MINISTRO

DA MISERICÓRDIA DIVINA

« É necessário voltar ao confessionário, como lugar no qual celebrar o sacramento da reconciliação, mas também como lugar onde “habitar” com mais frequência, para que o fiel possa encontrar misericórdia, conselho e conforto, sentir-se amado e compreendido por Deus e experimentar a presença da Misericórdia Divina, ao lado da Presença real na Eucaristia » Bento XVI

Acolhendo com motivação intensa o apelo do Santo Padre e seguindo a sua intenção mais profunda, com o presente subsídio, fruto ulterior do Ano Sacerdotal, deseja-se oferecer um instrumento útil à formação permanente do Clero e uma ajuda à redescoberta do valor imprescindível da celebração do sacramento da reconciliação e da direção espiritual.

TEXTO INTEGRAL

Fonte: Oblatvs

15 dezembro, 2010

O machado do Cardeal Piacenza sobre os “padres-pop”. “A secularização do clero e a clericalização do laicato”.

O selo do padre. Um livro do Cardeal Mauro Piacenza

Marco Tosatti – La Stampa – Tradução: Fratres in Unum.com

A nova evangelização está fadada a ser um mero slogan desprovido de qualquer eficácia missionária real se não tiver por base uma renovação espiritual dos sacerdotes. Esta é a convicção subentendida no especial Ano Sacerdotal (19 de junho de 2009 – 11 junho de 2010) convocado recentemente por Bento XVI. É também, em última análise, a inspiração do livro do Cardeal Mauro Piacenza, Il sigillo. Cristo fonte dell’identità del prete [O selo. Cristo, fonte da identidade do padre] (Siena, Edizioni Cantagalli, 2010, 158 páginas, € 13,50). O autor, ordenado sacerdote pelo Cardeal Siri, em Gênova, como se sabe, recebeu a púrpura [cardinalícia] no consistório de 20 de novembro passado, e desde 7 de outubro guia a Congregação para o Clero, da qual era secretário desde 2007. No livro, que já no título faz referência explícita ao “selo” sacramental da ordem, são recolhidos discursos, reflexões e homilias pronunciados por conta do seu cargo. Um observatório único e privilegiado sobre a condição e a missão do clero no mundo e suas perspectivas. Em primeiro plano, a tentativa de redefinir o semblante do padre na sociedade pós-moderna. Esclarecendo o significado da vocação, enfatizando a importância da formação – mesma aquela puramente humana — mas, sobretudo, a fidelidade ao ministério. E tendo em mente que o “selo” em questão não é um “selo que encerra” os tesouros da graça, “da qual os sacerdotes são canais vitais e não fontes independentes”, mas um selo que “abre”, mais, que “escancara a uma realidade maior” e que indica “a pertença de cada sacerdote a Deus” e a “consequente indisponibilidade” para “qualquer outra identidade e ação profana ou mundana”. O Cardeal, por outro lado, não deixa de indicar, com muita franqueza, os pontos críticos e as angústias que, nas últimas décadas, têm colocado em cheque a figura do padre, fazendo-a ser considerada quase antiquada — ao menos como chegou até nossos dias — ou reduzindo-a de alter Christus a um mero exercício de um ofício eclesiástico como qualquer outro. Assim, não só a consequente crise vocacional, mas também o aparecimento, entre vários membros do clero, de um certo relaxamento doutrinal, que, na esteira da mentalidade secular, a torna somente moral e cultural. Para não falar dos escândalos e abusos. Com enormes e inevitavelmente negativos reflexos sobre a eficácia das ações missionárias. E confusões de conclusão paradoxal: “A secularização do clero e a clericalização do laicato”. Também neste sentido, portanto, é necessário ler as palavras de apreciação que o purpurado dedica aos movimentos e novas comunidades, uma vez que “em um contexto de fé viva e existencialmente relevante”, a “vocação sacerdotal é mais facilmente percebida, mais livremente acolhida e mais fielmente seguida”. Não faltam alguns golpes que atingiram em cheio fenômenos definidos como “embaraçosos” — e que rementem, menciona o autor, também a uma reflexão sobre a responsabilidade de supervisão dos bispos — como a aumento, especialmente nas televisões, dos “padres-pop”, que muitas vezes se distanciam claramente da doutrina e que na melhor das hipóteses levam “confusão” entre os fiéis. E depois, se debrunçando sobre a formação dos presbíteros, o dedo apontado contra aquele “racionalismo cético”, confundido com “maturidade de fe”, que “infelizmente tem inundado muitas faculdades de teologia, tentadas continuamente a uma leitura ‘muito crítica’ e ‘pouco histórica’ e, consequentemente, pouco equilibrada e nem mesmo, de fato, ‘histórico-crítica’, sobretudo dos dados neotestamentários”. Particular atenção é dada à “dimensão orante” e especialmente àquele “ato que com maior freqüência cada sacerdote é chamado a desempenhar”, ou seja, a celebração da Missa, que “deve ser, ou deve voltar a ser, o cume da jornada diária sacerdotal” . Nesta perspectiva, espera-se a recuperação — considerada “necessária e urgente” – da pastoral sacramental que por muitas décadas foi “interpretada negativamente” e apresentada em uma “visão incompleta e reduzida”. Assim, com base no magistério de Bento XVI, o Cardeal Piacenza se questiona se é realmente possível exercer o ministério sacerdotal “superando” a pastoral sacramental. Com o convite a refletir se de fato, em alguns casos, o “ter subestimado o exercício fiel do munus sanctificandi talvez tenha sido um enfraquecimento da própria fé na eficácia salvífica dos sacramentos e, por fim, na obra atual de Cristo e de seu Espírito, através da Igreja, no mundo”. Significativo – na perspectiva da “nova evangelização” — é o fato de que a abertura do volume seja dedicado a uma ampla meditação feita pelo prelado, em 2009, com os seminaristas holandeses, cujo tema, desde a raiz, é o significado da vocação sacerdotal como evento sobrenatural de graça. Com as implicações necessárias de “radicalidade” e “totalidade” que revestem a esfera da afetividade – “a maior forma de testemunho possível a ser dado a Cristo é a perfeita continência pelo Reino dos Céus” – e a da disciplina eclesial. “Só a radicalidade da fé pode conter o ‘impacto’ do mundo contemporâneo que, contínua e sistematicamente, mina em todos, inclusive em nós, a dúvida, a incerteza, a tentação de que não há nada absoluto, nada estável, nada objetivo, a tentação de que ‘tudo é nada'”. Os sacerdotes, em essência, devem se proteger contra os encantos do niilismo e do relativismo. E com a importante ênfase em que, quando a vocação é autêntica e se funda sobre uma sólida formação, é acompanhada por um extraordinário “florescimento do humano” que “nunca teria acontecido em nossas existências, se não tivéssemos recebido e acolhido o chamado”. Embora, pelo contrário, quando “graves defeitos humanos permanecem”, também “contra notáveis esforços formativos nos outros âmbitos, o ‘edifício’ e a ‘estrutura’ da personalidade nunca estão a salvo de repentinos ‘colapsos’ e devastadores ‘terremotos’”. A reforma do clero, tão importante também do ponto de vista missionário, é, portanto, “antes de tudo, a renovação espiritual de cada sacerdote” e requer – enfatiza o purpurado – o recurso àquele “diálogo da verdade” capaz de “reconhecer humildemente os limites e erros” e “descobrir soluções e perspectivas”. Evitando a “tentação do funcionalismo” e da “deriva utilitarista da cultura dominante”. Conscientes de que o “selo sacramental” traz consigo a tendencial “coincidência” entre identidade pessoal e ministério sacerdotal.

* * *

Em novembro de 2009, declarava o então Monsenhor Mauro Piacenza: “A comunicação deve favorecer a comunhão na Igreja, de outro modo se converte em protagonista, ou pior ainda, introduz divisão. Para a evangelização não servem os sacerdotes showman que vão à TV […] O sacerdote não deve improvisar quando utiliza os meios de comunicação, nem pode comunicar a si mesmo, mas [comunicar] dois mil anos de comunhão na Fé. Esta mensagem pode ser transmitida apenas através de sua própria experiência e de sua vida interior”.

7 outubro, 2010

Good-bye Hummes! Não deixará saudades. Dom Piacenza assumirá a chefia da Congregação para o Clero.

Acaba de ser anunciada a aceitação da renúncia do Cardeal Claudio Hummes, por atingir o limite de idade de 75 anos. Sua Eminência dificilmente terá tempo de voltar ao Brasil para fazer campanha para Dilma Roussef.

Em seu lugar assumirá Dom Mauro Piacenza, até o momento secretário do mesmo dicastério.

21 abril, 2010

Rumor: Burke para substituir Hummes?

O arcebispo Burke administra o sacramento do batismo no rito antigo - Basílica de São Pedro, 17 de abril de 2010.

O arcebispo Raymond Leo Burke, prefeito da Assinatura Apostólica, administra o sacramento do batismo no rito antigo - Basílica de São Pedro, 17 de abril de 2010. Foto: Orbis Catholicus

O blog Americatho retransmite o rumor lançado pelo ultra-progressista Golias de que o arcebispo (e futuro cardeal) Raymond Burke substituiria, até o fim do ano, o brasileiro Claudio Hummes, que está prestes a se aposentar, na chefia da Congregação para o Clero. Quem viver, verá.

2 fevereiro, 2010

Cardeal Franc Rodé revela novos documentos para impulsionar a vida espiritual e frear “fantasias litúrgicas” entre os religiosos.

Cidade do Vaticano, 2 de fevereiro (Notimex) – O prefeito da Congregação para a Vida Consagrada do Vaticano, Franc Rodé, expressou hoje sua preocupação pela falta de oração nos conventos e pela queda no número de religiosos católicos no mundo.

O Cardeal reconheceu que o hábito de rezar entre os consagrados “apresenta hoje dificuldades” e por isso a Sé Apostólica apresentou um documento para impulsionar a vida espiritual, além de formar religiosos mais competentes em matéria litúrgica.

Em declarações à Rádio Vaticana, Rodé explicou que a intenção com este documento é frear as “fantasias litúrgicas” que “nem sempre são de bom gosto” e “não correspondem ao desejo ou vontade da Igreja, assim como ao espírito mesmo da liturgia”.

“Hoje, num mundo tão agitado como o nosso, a oração se torna certamente mais difícil. Devemos enfatizar a absoluta necessidade da oração na vida espiritual de um consagrado e de uma consagrada”, indicou.

O documento é examinado pela Congregação para o Clero em conjunto com a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

“Por um lado, existe uma certa ignorância, uma certa falta de conhecimento e de formação litúrgica em jovens religiosos e religiosas. Certos corretivos aparecem, portanto, como necessários”, apontou Rodé.

Segundo o Cardeal, está prevista a publicação de outro documento para atender a “queda enorme” no número de religiosos que afeta, sobretudo, as congregações de irmãos (como os lazaristas ou franciscanos) que, nos últimos anos, sofreram “grandes dificuldades”.

Ele considerou que um dos motivos da queda no número de vocações se deve a uma “certa falta de atenção” por parte da Igreja Católica à figura do cristão consagrado, que é um religioso celibatário sem ostentar o nível de sacerdote.

“Um irmão leigo não é, como se pensa e como o povo crê, alguém que não pôde, ou não quis, ou não podia por alguma razão, ser sacerdote. Trata-se de uma vocação que tem uma lógica em si mesma, que tem uma missão particular na Igreja”, apontou.

Fonte: Secretum Meum Mihi

20 maio, 2009

O ano sacerdotal – Congregação para o Clero.

Congregatio Pro Clericis

O ANO SACERDOTAL

 Caros Sacerdotes,

         O Ano Sacerdotal, anunciado por nosso amado Papa Bento XVI, para celebrar o 150º aniversário da morte de S. João Maria Vianney, o Santo Cura D’Ars, está às portas. O Santo Padre o abrirá a 19 de junho p.f., festa do Sagrado Coração de Jesus e Dia Mundial de oração pela santificação dos sacerdotes. O anúncio deste ano especial teve uma repercussão mundial positiva, especialmente entre os próprios sacerdotes. Todos queremos empenhar-nos com determinação, profundidade e fervor, a fim de que seja um ano amplamente celebrado em todo o mundo, nas dioceses, nas paróquias, em cada comunidade local, com envolvimento caloroso do nosso povo católico, que sem dúvida ama seus padres e os quer ver felizes, santos e alegres no trabalho apostólico quotidiano.

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