Posts tagged ‘Dom André Mutien Léonard’

15 janeiro, 2016

Léonard, apelo ao Papa.

Pouco depois de ser dispensado da Arquidiocese de Bruxelas-Malines, o arcebispo Léonard dirigiu um apelo ao Papa. É interessante, porque diz respeito ao Sínodo da Família e ao documento – Exortação Pós-Sinodal – que, segundo o que alguns andam dizendo, o Papa iria tornar público ainda no próximo mês.

Por Marco Tosatti – La Stampa | Tradução: Gercione Lima – FratresInUnum.com: Uma das demissões mais inexplicáveis, entre as mais difíceis de se entender, feita durante o reinado do Papa Francisco, tocou o arcebispo de Malines-Bruxelas, Dom André-Joseph Léonard.

leonard2Dom Léonard foi demitido no termo dos seus cinco anos de serviço, sem receber o barrete cardinalício que normalmente acompanha a Arqudiocese de Bruxelas. Ele foi atacado física e publicamente pelas feministas do Femen, defendeu a doutrina católica, e tendo recebido uma diocese que em 2010 contava com apenas quatro seminaristas, deixou um seminário com 55 candidatos.

Professor em Louvain por vinte anos, por treze anos esteve à frente do seminário universitário e como Bispo de Namur antes de ir para Bruxelas. É bem provável que ele foi vítima da antipatia de outros irmãos no episcopado que o viam como muito conservador e em pouca sintonia com o conselheiro do Papa, o controverso Cardeal Danneels.

Pouco depois de ter deixado o cargo, ele respondeu a uma série de perguntas feitas pelo site La Croix e, embora a entrevista tenha sido dada há alguns dias, parece útil repropor algumas passagens para os leitores italianos, referindo-se ao original AQUI.

Leonard também dirige um apelo ao Papa. É interessante, porque diz respeito ao Sínodo da Família e ao documento – Exortação Pós-Sinodal – que, segundo o que andam dizendo, o Papa iria tornar público ainda no próximo mês. Isso depois de ter dito que estava um pouco “decepcionado com o texto final, porque nele se cultivou a ambiguidade em pontos mais delicados”.

“Alguns bispos disseram-me que os textos foram deliberadamente redigidos de forma ambígua, para que sejam interpretados em diferentes direções”. E aqui está o apelo:

“Espero que tenhamos uma palavra benevolente e sem nuances, bem clara em questões de doutrina e disciplina da Igreja Católica no que diz respeito ao casamento e à família. A bola está agora no campo do Papa. É hora de ele exercer o seu mandato petrino de unidade e continuidade da Tradição, como havia declarado em seu discurso de encerramento do primeiro Sínodo sobre a família”.

20 outubro, 2013

Nova agressão a Arcebispo de Bruxelas.

Sexta-feira, 11 de outubro de 2013 – Nova agressão ao Primaz da Igreja Católica na Bélgica, Dom André-Joseph Léonard, Arcebispo de Malines-Bruxelas: é praticamente uma por ano (2010, 2011 e 2013). Motivo: o Arcebispo é escancaradamente contrário aos “novos direitos humanos”, tais como o aborto, casamento homossexual, etc.

28 abril, 2013

Foto da semana.

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O Arcebispo de Bruxelas é atacado por feministas: “Judica me, Deus, et discerne causam meam de gente non sancta: ab homine iniquo et doloso erue me”.

24 abril, 2013

O retrato de uma era.

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Ativistas de um grupelho animalesco invadem conferência e jogam água no Arcebispo de Bruxelas, Dom André-Joseph Léonard — o mesmo que há três anos recebeu uma torta na cara por conta de seu claro posicionamento em defesa da moral católica.

Um triste retrato de um mundo que caminha a passos largos para o abismo. Diante da imagem, alguns católicos conformistas e acomodados dão a derrota como consumada e preferem jogar a toalha. Nós, no entanto, vamos até o fim. Como dizia o grande Dom Pestana, “o Senhor nos pede não a vitória, mas a luta”.

Dom Léonard sequer olhou para as infelizes que o agrediram: levantou-se, beijou uma imagem de Nossa Senhora e se retirou. Rezemos por ele.

7 abril, 2011

Quatro tortas em Dom André-Joseph Léonard, Primaz da Bélgica.

Não, não é a mesma notícia que vocês viram aqui em novembro passado:

(IHU) Léonard foi muito criticado no ano passado na Bélgica por suas palavras sobre a homossexualidade – que comparou com a anorexia – e sobre a aids, doença que qualificou de “espécie de justiça imanente”.

A reportagem é da Agência Efe, 06-04-2011. A tradução é do Cepat.

O chefe da Igreja católica na Bélgica, André-Joseph Léonard, conhecido por suas polêmicas declarações sobre a aids, a pederastia e a homossexualidade, levou ontem quatro “tortas” na cara enquanto participava de uma conferência para estudantes em Lovain-la-Neuve, no sul do país.

Trata-se da segunda vez nos últimos meses em que o primaz da Bélgica é objeto de uma ação deste tipo, depois que, em novembro passado, uma pessoa lhe jogou uma torta na cara enquanto presidia uma missa perto da catedral de Bruxelas.

O incidente de ontem [terça-feira] aconteceu durante uma conferência realizada em uma casa para estudantes na cidade de Lovain-la-Neuve.

O arcebispo de Bruxelas-Malinas levou um “tortaço” na sua chegada à casa dos estudantes, e outros três durante a conferência, apesar da presença de serviços de segurança, segundo informou a rádio pública de língua francesa RTBF.

Um dos autores afirmou que Léonard o merecia “por todos os homossexuais que não se atrevem a dizê-lo aos seus pais e por todas as jovens que querem abortar”, e acrescentou que o arcebispo “poderia voltar a ser o alvo das tortas de creme a qualquer momento”.

Além disso, defendeu que os sacerdotes que não estão mais na ativa não sejam julgados por casos de pederastia, depois que vieram à tona cerca de 500 denúncias de abusos a menores cometidos entre 1960 e meados dos anos 1980 no interior da Igreja belga.

3 março, 2010

O antigo Núncio Apostólico da Bélgica solta os cachorros em cima do Papa.

Em seu blog, o respeitado vaticanista Sandro Magister noticia que o arcebispo aposentado Karl-Josef Raube, antigo Núncio Apostólico na Bélgica e Luxemburgo, em entrevista a “Il Regno“, soltou o verbo ao se referir ao Papa Bento XVI.

A insatisfação vem de longa data. Para Raube, Ratzinger começou a trilhar as veredas de um conservadorismo acentuado já em sua época de docência em Ratisbona, quando servia de ligação entre a Universidade e Roma.

Quando Raube era núncio na Suíça, Ratzinger, então prefeito do Santo Ofício, o denunciara quatro vezes à Secretaria de Estado por criticar publicamente o celibato e por falar mal de seus confrades bispos.

Mas o desafeto Ratzinger ainda não havia descarregado todo o seu arsenal. A nomeação do novo arcebispo de Bruxelas-Malines, Dom André Mutien Léonard, para substituir o ultra-modernista Godfried Danneels, foi a gota d’água.

O motivo: o nome de Léonard não constava nem na primeira, nem na segunda terna (lista de 3 nomes indicados pelo núncio, com cooperação da Conferência Episcopal), enviadas por Raube com os indicados ao posto. Bento XVI em pessoa decidiu e fez Dom Léonard primaz da Bélgica, contra a vontade do Núncio, dos bispos e inclusive do Rei.