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24 agosto, 2017

Esquerdistas enfrentam evento na PUC-Rio, mas Bispo reforça identidade católica da instituição.

RIO DE JANEIRO, 21 Ago. 17 / 04:21 pm (ACI).- Um grupo de esquerda buscou fazer frente a um seminário contra ideologia de gênero promovido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), que contou com a presença do Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto Duarte; porém, para o Prelado, o evento serviu para deixar clara a “identidade católica” da instituição.

O “Seminário de Ideologia de Gênero” foi organizado pelo Programa de Liderança Católica (MOVE) da PUC-Rio, que é composto por jovens universitários, com o objetivo de aprofundar os conhecimentos na Sagrada Escritura e no Magistério da Igreja Católica.

Segundo o site da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o evento tinha como intuito “esclarecer os fiéis sobre as implicações da ideologia de gênero, à luz do Magistério da Igreja”.

No dia do evento, um grupo de esquerda se reuniu na área externa da universidade, com cartazes, tentado “atrapalhar” o seminário “e bater de frente com o Bispo Auxiliar” do Rio de Janeiro, como relatou em sua página de Facebook Padre Augusto Bezerra.

O sacerdote postou um vídeo no qual indicou que o ato representou “a intolerância da esquerda com um Bispo numa Universidade Católica”.

Em resposta a tal ato, “num seminário contra a ideologia de gênero”, pontou o vídeo de Pe. Augusto Bezerra, “um Bispo tolerante tranquilamente dá a palavra para a esquerda falar o que quiser”. Assim, os manifestantes tiveram alguns minutos para falar aos participantes do evento.

Em resposta a tal ato, “num seminário contra a ideologia de gênero”, pontou o vídeo de Pe. Augusto Bezerra, “um Bispo tolerante tranquilamente dá a palavra para a esquerda falar o que quiser”. Assim, os manifestantes tiveram alguns minutos para falar aos participantes do evento.

O vídeo postado por Pe. Bezerra teve grande repercussão, com pessoas que estiveram no evento ressaltando que “o seminário foi excelente”. “Quanto a este episódio – sublinhou um dos participantes –, nem liguei. Ouvimos, eles falaram e foram embora”.

Por outro lado, ressaltou Pe. Augusto Bezerra, “Dom Antônio foi ovacionado no final”.

Após o término do seminário, o Prelado concedeu uma entrevista ao MOVE, na qual destacou que, para ele, o evento “foi uma bela representação do mundo católico na nossa Universidade Católica”.

“Creio que foi um momento bastante significativo para que os universitários que aqui estudam vejam que a identidade católica da Universidade é predominante”, completou, ressaltando em seu agradecimento à PUC-Rio que, além do auditório onde aconteceu o seminário, foi preciso disponibilizar mais sete salas de aula, com transmissão ao vivo, para acolher todos os participantes.

Ao divulgar o seminário no site da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o reitor da Igreja Sagrado Coração de Jesus da PUC e responsável pelo MOVE, Pe. Alexandre Paciolli, explicou que o tema do evento foi escolhido juntamente com o Arcebispo, Cardeal Orani Tempesta, por observar a necessidade de abordar o tema da ideologia de gênero dentro da universidade.

“A PUC, enquanto referência de formação e liderança em vários campos, aglutina pessoas com um forte desejo de mudança e melhoria social, a partir do cristianismo”, afirmou o sacerdote.

Nesse sentido, indicou que a ideia do seminário era levar as pessoas a conhecer “a fundo um tema importante para a nossa fé e amplamente discutido nos dias de hoje”.

Por sua vez, Dom Antônio Augusto assinalou que “esse foi o grande significado desse seminário, dar uma identidade realmente católica à nossa Pontifícia Universidade”.

O Programa de Liderança Católica (MOVE) já planeja mais um seminário na PUC-Rio, com o tema “Medicina e vida”, a ser realizado em outubro deste ano.

29 março, 2017

Custos, quid de nocte.

“Sentinela, o que acontece durante a noite?” (Isaias, 21,11).

Por Dom Antonio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar do Rio de Janeiro

O sentinela é um vigilante atento, que percebe os movimentos mais perigosos e avisa imediatamente àquelas pessoas que devem intervir na defesa das demais, especialmente das pessoas mais frágeis.

A vigilância é uma atitude tão recomendada nas páginas bíblicas, como demonstração direta do amor de Deus por tudo que Ele criou e salvou, que causa perplexidade e indignação o avanço perigoso e veloz das mais variadas expressões do mal no mundo de hoje.

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Dom Antonio Augusto Dias Duarte

Onde estão, diante do avanço dessa onda de maldades, os corajosos e atentos, sentinelas do bem?

A Igreja Católica, nos tempos atuais da história da humanidade, deve assumir cada vez mais a atitude do sentinela do bem e ficar mais atenta aos perigos que ameaçam o nosso país. Ao fundar a sua Igreja sobre a pedra de Pedro, Jesus insistiu inúmeras vezes, que um dos seus papéis no mundo do século XXI, seria vigiar: “Vigiai, pois não sabeis em que dia virá o vosso Senhor”

Não se identifica com a Igreja Católica, quem não se identificar com essa missão de vigilância atenciosa e corajosa!

Atualmente, existe no Brasil uma estratégia bem pensada por alguns e bem regida por outros, para que iniciativas culturais, legislativas, judiciárias, em favor da descriminalização do aborto e da manipulação ideológica das mentes infantis e jovens, tenham um raio de ação mais amplo na nossa sociedade.

Assim as correntes de pensamento e os âmbitos de decisão do nosso país, sem perceberem ou percebendo nitidamente, vão influenciando a população brasileira, para que o povo pense e decida de acordo com as ideologias destruidoras da vida e da família, da sexualidade humana, dos valores que unem as pessoas entre si. O marxismo político-partidário, a ideologia do gênero, o relativismo moral e sua destruição dos costumes, o consumismo materialista-capitalista, e tantas outras ondas de mentiras, maldades, violências, drogas, etc., atuam na noite escura da morte de Deus e da perda do sentido da vida, determinando as linhas diretrizes de ação de políticos, professores, jornalistas, novelistas, artistas, etc..

A vigilância é uma das mais expressivas provas da caridade cristã, especialmente com as pessoas mais frágeis e vulneráveis na sociedade. Não preveni-las, não protegê-las, não esclarecê-las dessas estratégias perversas, passa a ser uma das mais graves omissões presentes no seio da Igreja Católica nesses tempos últimos.

O amor à verdade e o amor ao próximo não devem estar distantes entre si. Vigiar e chamar a atenção para a presença de um ‘tsumani’ invadindo, com suas ondas enormes, viscosas e sujas a televisão brasileira, os plenários do judiciário, os espaços legislativos, as escolas e universidades, as famílias, tornaram-se para os discípulos-missionários do século XXI graves deveres de caridade cristã.

A Rede Globo de Televisão tornou-se um depósito poluído dessa sujeira moral, pois ao estar presente nos lares do povo brasileiro, derrama nele, gota a gota, por exemplo, a Ideologia do Gênero. O programa “Fantástico” nos últimos domingos e a próxima novela intitulada “A força do querer” têm como pauta essa arrasadora e malévola ideologia, que de feminismo não tem nada de autêntico.

A Ideologia do Gênero é um falso feminismo de matriz marxista, que destrói a dignidade das mulheres, tirando-lhes toda a beleza do gênio feminino, já que enquanto mulheres, esposas, mães, educadoras dos filhos, profissionais atuantes e não adversárias dos homens, elas são as verdadeiras construtoras de um mundo mais humanizado.

Com relação à novela citada, o economista Rodrigo Constantino, de forma corajosa, critica a falta de critério e de prudência cautelar dessa rede televisiva, que vendendo “a sua alma” aos ideólogos do gênero, acaba sendo a “picareta” de destruição da família, da integridade moral das crianças e jovens e, finalmente, da natural identidade sexual do ser humano.

Com muita clareza científica, esse economista, num recente artigo do seu blog, escreveu: “fazer da biologia uma tábula rasa é algo absurdo, irresponsável. Tem muito a ver, contudo, com os tempos modernos, a era das ideologias, do narcisismo sem limites, da perda de qualquer autoridade, até mesmo a da biologia”.

Dirigindo o olhar vigilante para outro lado, na penumbra de um tribunal superior, encontra-se em andamento a descriminalização do aborto até o terceiro mês, devido a uma iniciativa cruel do PSOL, um partido infectado de marxismo, que utilizando-se do anarquismo social e das ideias de Gramsci, assumiu, no vácuo da descrença popular do PT, a missão de trabalhar para o “bem da democracia brasileira”, atribuição de supina altivez e irreal.

Depois de promover em 2013 o anarquismo urbano, destruindo o patrimônio público e privado, o PSOL agora promove o anarquismo jurídico, solicitando, por meio de uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), o assassinato de uma pessoa em gestação, que seria “constitucional” se realizado até a décima segunda semana da gravidez.

Segundo esse partido “missionário do mal” em matéria de aborto, a criminalização desse ato “afeta desproporcionalmente mulheres negras e indígenas pobres, de baixa escolaridade e que vivem distantes de centros urbanos, onde os métodos para a realização do aborto são mais inseguros do que aqueles utilizados por mulheres com maior acesso à informação e poder econômico, resultando em uma grave afronta ao princípio da não discriminação”.

Será a ministra do STF Rosa Weber, mulher branca e de alto poder aquisitivo, residente numa grande cidade e com acesso total à informação, a relatora da ação protocolada em favor do aborto no último dia 8 de março pelo PSOL e o Instituto Anis.

Em outros julgamentos, essa mulher branca, rica, bem informada e bem escolarizada já deu sinais de ser a favor da descriminalização do aborto, sendo, portanto, contrária à maioria do povo brasileiro, constituído por brancos, negros, pardos, ricos e pobres, indígenas e mamelucos, imigrantes e estrangeiros com cidadania adquirida há anos e, sobretudo, por mulheres e homens que sonham com um Brasil mais justo e mais protetor dos mais frágeis, como são as crianças em gestação no seio materno.

O povo brasileiro é contra o aborto, não importa se querem discriminalizá-lo via STF ou aprová-lo via Congresso Nacional.

A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) deveria vigiar melhor os hospitais da rede pública, para verificar se o PSOL está entrando em seus corredores e enfermarias, salas de cirurgia e ambulatórios, para se conscientizarem dos maus procedimentos médicos e sanitários, que tornam as mulheres vítimas do desrespeito de uma medicina, que não é exercida com o mínimo dos recursos necessários.

Aqui reside a verdadeira questão de saúde pública, e não a descriminalização do aborto. Caso haja uma sentença favorável do STF, só vai agravar o deficiente atendimento a nível nacional das mulheres, que continuarão sendo desrespeitadas pelos responsáveis da política de saúde do Brasil.

Finalmente o olhar vigilante dos católicos cariocas deve dirigir-se ao plenário da Câmara de Vereadores, onde os legisladores aí sediados, eleitos pelo povo carioca, devem defender os verdadeiros e necessários direitos humanos. Porém, uma mulher bem escolarizada e com um bom salário, Marielle Franco, entrou com um projeto de lei número PL 16/2017 para instituir nos hospitais municipais o “Programa de Atenção Humanizada ao Aborto Legal e Juridicamente Autorizado no Âmbito do Município do Rio de Janeiro”.

Quem não é sentinela vigilante do bem e da verdade vai acabar “filtrando mosquitos e engolindo camelos”, e entender que havendo uma lei municipal que legitima o aborto, as mulheres deverão ter essa atenção humanizada nos hospitais da rede municipal.

Nada mais contrário à realidade. Não há aborto legal, e esse programa proposto por essa vereadora é tão irreal e manipulador da inteligência do povo, pois não se deve falar de atenção humanizada para uma ação tão desumana, como é o homicídio de uma pessoa inocente e indefesa presente no útero materno.

A Exma. Sra. Marielle Franco deveria ser mais verdadeira, e dizer ao povo carioca a quem ela está servindo. Quem é que está por trás dela, de que organismo internacional ela é servente e quais são os seus compromissos ideológicos?

O primeiro ato de vigilância que deve ser realizado pelos católicos e pelas pessoas de boa vontade que queiram ser os sentinelas do bem e da verdade seria levantar a voz para gritar bem alto: “basta, chega de argumentos falsos, de iniciativas legislativas e de ações judiciárias viciadas com ideologias destruidoras e violentadoras da dignidade dos cidadãos brasileiros, sobretudo dos ainda em gestação!”.

É chegada a hora do povo brasileiro não só de ir às ruas, demonstrando civilidade e defesa do patrimônio público e privado, e protestando contra a corrupção, contra medidas políticas que prejudicarão as famílias e o emprego. Chegou a hora de sair da frente da televisão ou até desligá-la, quando ela faz proselitismo da ideologia marxista-gramscista do gênero; chegou a hora de denunciar partidos, políticos, ministros e instituições que só se interessam pela cultura da morte e não pela construção de um futuro melhor para as crianças e doentes.

“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, cantava o povo brasileiro de forma unânime, levantando a bandeira da autêntica democracia. Os sentinelas do amanhã melhor devem sair na hora certa da passividade, para que aconteça hoje e agora um ‘tsunami’ de e-mails para o STF, para a TV Globo e para a Câmara Municipal de Vereadores carioca, protestando diante de tantas arbitrariedades contra a vida humana nascente, contra a dignidade das crianças e jovens, contra a violação da Constituição Federal, fazendo novelistas, políticos e ministros descerem dos seus pedestais, onde se sentem donos da verdade e do bem e do mal, para pisarem na realidade do povo, e enxergarem, assim, as verdadeiras necessidades humanas.

Quem vigia, protege!

Quem protege de modo vigilante, exorta as outras pessoas a serem mais conscientes de seus deveres e direitos fundamentais!

Quem está conscientizado, promove, com coragem e de forma positiva, a construção de uma sociedade mais humanizada e justa!

Quem é construtor de um mundo melhor estimula mais sentinelas, mais pessoas conscientizadas e mais defensores da vida e da família!