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20 setembro, 2012

A última versão do Preâmbulo doutrinal vem do Papa pessoalmente.

Por Kreuz.net | Tradução: T. M. Freixinho, Fratres in Unum.com –  Em uma vídeo-entrevista para o sítio ‘pius.info’, o Padre Franz Schmidberger – superior do Distrito Alemão da Fraternidade São Pio X – resume as condições apresentadas pela Fraternidade para a “regularização” junto ao Vaticano.

Não haverá uma segunda Fraternidade

A Fraternidade deseja continuar expondo os erros do Concílio Vaticano II “no pelourinho”. Ela quer utilizar exclusivamente os livros litúrgicos antigos e exige uma promessa do Vaticano, no sentido de que futuramente os bispos da Fraternidade sejam nomeados dentre suas próprias fileiras.

Consulta ao Papa

Padre Schmidberger esclarece que a última versão do preâmbulo doutrinal – que o Vaticano entregou à Fraternidade em 13 de junho – incorporava um texto proposto por Dom Bernard Fellay.

Porém, complementos essenciais teriam sido acrescentados, “que representam um problema para nós”.

Assim, a Fraternidade informou-se junto ao Papa se a versão procedia dele ou de seus colaboradores.

Em sua resposta, o Papa assegurou que as novas sugestões seriam dele mesmo.

“Assim realmente não dá”

As novas exigências incluem – segundo o padre Schmidberger – o reconhecimento da legitimidade da Missa Nova e o reconhecimento do Concílio Vaticano Segundo.

A Fraternidade poderia discutir apenas em nuances uma ou outra formulação.

Todavia, ela precisaria basicamente estar preparada para enxergar o Concílio Pastoral em uma série ininterrupta com os concílios dogmáticos.

Comentário do padre Schmidberger: “Assim, realmente, não dá. Ocorreram rupturas que não podem ser negadas”.

Condição Anormal

Ele enfatiza que o Vaticano precisaria renunciar a essas exigências se quiser normalizar as relações com a Fraternidade.

A condição atual da Fraternidade seria “anormal”.

Entretanto, essa condição — que clama por uma normalização – não seria culpa da Fraternidade.

As conversações com Roma teriam mostrado que a Fraternidade busca a normalização e que esta depende do Papa.

[Ndr: no mesmo vídeo, Padre Schmidberger afirma acreditar que o Papa não aplicará novas penalidades sobre a FSSPX caso não se chegue um entendimento].

Política Pessoal Zigue-zague

Padre Schmidberger descreve o polêmico Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Arcebispo Gerhard Ludwig Müller, como “não muito simpático” à Fraternidade.

Ele teria assumido uma “atitude quase hostil” em relação à Fraternidade.

O Superior Distrital considera o novo Vice-Presidente da Comissão ‘Ecclesia Dei’, Arcebispo Augustine Di Noia, uma “compensação” pelo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Por que Dom Müller não precisa assinar um preâmbulo doutrinal?

Padre Schmidberger critica o “ensinamento heterodoxo” do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Este substitui o ensinamento da transubstanciação por uma teoria de transfinalização, segundo a qual o pão e o vinho na missa receberiam apenas uma nova qualidade.

Ele não teria também uma “noção muito clara” sobre a Virgindade de Maria.

O Papa promove essas pessoas

O novo secretário para o Culto Divino e uma capela por ele idealizada em sua diocese de origem.

O novo secretário para o Culto Divino e uma capela por ele idealizada em sua diocese de origem.

Finalmente, o padre Schmidberger critica a nomeação do Arcebispo Arthur Roche para o cargo de Secretário da Congregação para o Culto Divino.

Dom Roche seria um crítico contundente do Motu Proprio ‘Summorum Pontificum’. Ele teria feito tudo em sua diocese de Leeds, na Inglaterra, para impedir a Missa Antiga.