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15 janeiro, 2020

A Carta de Hummes sobre o Sínodo da Pachamamma e a novela do livro Ratzinger-Sarah.

Por FratresInUnum.com, 15 de janeiro de 2020 – Já está tudo pronto. Em cerca de um mês, entre fins de janeiro e começos de fevereiro, Francisco promulgará a Exortação apostólica sobre o Sínodo da Amazônia. Vazou a carta secreta de Dom Cláudio Hummes aos bispos participantes do Sínodo! Por esta, ele não esperava.

Sala Paulo VI, audiência geral de hoje: Papa Francisco e Dom Gaiswein.

Mas, afinal de contas, será que isto tem algo a ver com a novela do livro de Sarah-Ratzinger? A resposta parece ser bastante evidente, sobretudo se tivermos ciência das últimas informações relativas ao fato.

Antonio Socci, em seu perfil oficial, relatou uma versão vasada dos últimos acontecimentos. Segundo o jornalista, o livro teria explodido no Vaticano como uma bomba atômica. Papa Bergoglio, furioso, teria chamado pessoalmente o secretário de Bento XVI e Chefe da Casa Pontifícia, Dom Gänswein, com ordens de que o nome de Bento XVI fosse retirado do livro. O que pretendia, ao que parece, o papa argentino era uma desmentida total por parte de Ratzinger, a sua retirada completa da obra. Mas não foi o que aconteceu.

Ratzinger teve de enfrentar um dilema: faltar com a verdade (o que as provas apresentadas por Sarah impossibilitaram por completo), prejudicar o cardeal africano e obedecer a ordem do ditador para salvar o seu secretário, ou manter a versão íntegra dos fatos, com prejuízo de todos. Bento, então, adotou uma solução “salomônica”: doravante, o livro aparecerá “com a colaboração de Bento XVI”, ao invés de numa co-autoria — se as editoras aceitarem, pois a própria Ignatius Press, responsável pela tradução inglesa, teria se negado a alterar a capa, alegando ter recebido autorização (se tácita ou expressa, não sabemos) do próprio Gänswein! Que novela!

Consequentemente, aquilo que a corte Bergogliana tem apresentado é rigorosamente mentira: Bento XVI não retirou sua assinatura do livro. Ademais, Gänswein exagerou em seu “esclarecimento” e foi frontalmente contraposto pelo corajoso Cardeal Sarah, que não arredou o pé: poderia ter se suicidado publicamente em nome de uma suposta obediência — que seria subserviência aduladora, isso sim — ao Papa, mas foi digno.

A carta de Dom Claudio integralmente vazada mostra que a iminência da promulgação da próxima Exortação Apostólica pode ter sido o motivo principal da preocupação exasperada de Ratzinger-Sarah. A propósito, no Summit sobre a pedofilia no clero, Bento fez a mesma coisa: um texto dando o seu diagnóstico, à margem daquilo que foi dito na cúpula de representantes das Conferências Episcopais. Todavia, naquela ocasião, ele submetera sua versão à Secretaria de Estado e ao próprio Papa Francisco. Desta vez, porém, não submeteu… Por quê?

A carta de Dom Claudio mostra que a coisa é muito mais grave e que estão absolutamente conscientes do impacto que o documento causará contra eles mesmos: é toda uma preparação secreta, coletivas de imprensa a serem preparadas pelos bispos com a presença de índios, toda um mise-en-scène para causar a impressão de unidade e comunhão, um teatro calculado para paralisar a resistência católica diante de um atentado contra a sua religião.

O que está por vir na Exortação Apostólica que moveu Ratzinger-Sarah a uma cartada tão arriscada?

Precisamos nos preparar para a Exortação Apostólica e reavivar a nossa rejeição completa a tudo que significou este sínodo, o Sínodo da Pachamama.

Toda a operação midiática em torno do livro de Ratzinger-Sarah não passa de uma cortina de fumaça instrumentalizada em favor da secreta preparação para o engano do povo católico em relação ao Sínodo.

O que fazer? Precisamos alertar o maior número de pessoas sobre a iminente publicação de um documento que pretende ser o projeto piloto da invenção de um novo catolicismo: tribalista, ecologista, com um novo clero casado, com novos ministérios para as mulheres, com uma nova liturgia, enfim, uma nova religião fundada pelo papa argentino e sua corte. Não é possível ficar dormindo diante de tão absoluto perigo. É hora de reagir!

Converse com as pessoas que você puder, alerte sua família e seus amigos, a apostasia está adiantada demais. “Os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz”, eles trabalham no segredo e na escuridão. Precisamos gritar com toda a nossa voz. Não! Desta vez eles não conseguirão nos enganar!

5 dezembro, 2017

Vaticano. Uma notícia ambígua, uma indiscrição e uma informação que esperamos que não seja confirmada sobre Mons. Gänswein.

Vêm do Vaticano uma notícia, uma indiscrição e algumas informações, que esperamos que não sejam confirmadas. Mas vamos por partes.

Por Marco Tosatti, 1º de dezembro de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com: Como podem ver pelas fotos postadas no Facebook da Rádio Spada, no fascículo 10/2016 de Acta Apostolicæ Sedis foi publicada a carta privada que o Pontífice enviou as bispos argentinos, depois que eles promulgaram diretrizes para a aplicação do capítulo 8 (aquele das famosas novidades acerca da comunhão aos divorciados recasados) de Amoris Lætitia. Diretrizes que, como se percebeu e sublinhou, são qualquer coisa, menos claras.

A publicação da carta nos Acta é acompanhada por uma breve nota do Secretário de Estado, o Cardeal Pietro Parolin, que, com um “Rescriptumi ex audientia SS.mi” de junho de 2017, dá a notícia de que foi o próprio Papa que quis que os dois documentos – as linhas guias e a carta – fossem publicados no site eletrônico dos Acta Apostolicæ Sedis.

A notícia não pode senão alimentar ulteriormente a confusão e a incerteza em torno da controversa exortação apostólica e ao modo de agir do Pontífice, que aparece, de novo, longe da clareza e da precisão que muitos fiéis esperam dele. Não se dá uma resposta aos cardeais sobre os Dubia, não se dá uma resposta a carta, petições e outras iniciativas de estudiosos, teólogos e simples fiéis desorientados pela deliberada ambiguidade do documento. Mas, ao mesmo tempo, se oferece uma dose de oficialidade a uma carta dirigida a um membro de uma conferência episcopal.

Com qual objetivo? Para obrigar todos a um religiosum obsequium para com um magistério expresso de formas oblíquas e ambíguas, ou para responder sem se comprometer em uma resposta direta, que exporia o Pontífice de, maneira inequívoca, aos duvidosos e aos perplexos? Como simples fiel, isso tudo dá uma sensação de aversão por um comportamento que se poderia definir pretesco (ndt: hipocrisia típica de certos padres), no pior sentido do termo.

E, se for verdade o que soubemos de duas fontes diversas, talvez seja este um mal-estar também compartilhado no Vaticano. Um Cardeal de grande renome, ex diplomata e com um currículo importante à frente de Congregações e ofícios de relevo na Secretaria de Estado, teria repreendido o papa pela sua ação, dizendo-lhe em boa substância: Nós te elegemos para fazer as reformas, não para destruir tudo. A notícia se espalhou no Vaticano, porque a conversa, se é que isto pode ser chamado de conversa, se elevou a níveis altos de decibéis (eles gritaram), a ponto de superar as frágeis barreiras das portas e dos muros. O purpurado em questão foi um daqueles que apoiaram a candidatura de Jorge Mario Bergoglio no conclave de 2013 [o site Gloria.tv sugere que o envolvido seria o Cardeal Leonardo Sandri, argentino, Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais].

Por fim, uma informação que esperamos que não seja confirmada. No próximo 7 de dezembro, o arcebispo Georg Gänswein, já secretário do papa Bento XVI, cumpre os seus cinco anos como Prefeito da Casa Pontifícia. E, segundo as indiscrições de boa fonte, poderia não ser confirmado. Como, além disso, já aconteceu, como sabemos, ao Cardeal Müller. Com base na regra dos cinco anos, que dispara sobretudo e especialmente se o interessado não faz parte da corte do Pontífice. Nas últimas semanas, Mons. Gänswein esteve fora de Roma por algum problema de saúde, mas já voltou. Se a informação for verdadeira, restaria o problema de sua nomeação. É improvável a hipótese de uma Diocese na Alemanha: ele é católico demais! Talvez a secretaria de uma Congregação em Roma. Ou, como Müller, um “ficar à disposição”. Esperamos, porém, que a nossa fonte esteja errada [além de Mons. Gänswein, outro que parece estar com os dias contados é Mons. Guido Marini].

22 julho, 2015

Por que certos pastores querem propor o impossível?

Por Le Salon Beige | Tradução: FratresInUnum.com – Dom George Gänswein, Prefeito da Casa Pontifícia e secretário de Bento XVI, foi entrevistado longamente por Zenit. Benoît-et-moi publicou uma parte que trata de comunhão para divorciados que contraíram nova união:

“Há 20 anos, João Paulo II, depois de longas e difíceis tratativas, não aceitou que os cristãos recasados ​​tivessem acesso à Eucaristia. No momento, não podemos ignorar o seu ensinamento e mudar as coisas. Por que alguns pastores querem propor o que é impossível? Eu não sei. Talvez eles se rendam ao espírito do tempo, talvez se permitam guiar por aplausos humanos causados pela mídia… Ser contrário à mídia é, certamente, menos agradável; mas, um pastor não deve decidir com base em aplausos ou não dos meios de comunicação; a medida é o Evangelho, a fé, a sã doutrina, a tradição“.