Posts tagged ‘Dom Joaquim Mol’

7 dezembro, 2017

A agenda gayzista promovida a todo vapor na Arquidiocese de Belo Horizonte. Um fiel escreve.

Escreve o leitor Pedro, de Belo Horizonte:

Olá, me chamo Pedro e venho, através desta carta, expor publicamente a minha indignação em relação a alguns fatos que vivenciei. Por amar a Santa Mãe Igreja e me comprometer com a mesma, tenho o dever de expor os dados abaixo, apenas com o intuito de que providências sejam tomadas. Escrevo esse texto, pois as possibilidades de resolver diretamente com a comunidade católica local não existem ou são mínimas.

Como já é de conhecimento de muitos, a Arquidiocese a qual pertenço (Belo Horizonte) não é exemplo para nenhuma outra no Brasil. Não obstante, ela ultrapassou todos os limites. Alguns casos famosos tomaram as redes sociais em um passado não muito distante, como por exemplo o “Episódio Frei Cláudio´´, “Nome social na PUC- MG´´, dentre outros. Não obstante, as coisas por aqui recentemente passaram ainda mais dos limites do tolerável. Ouso dizer que se estivessemos em outros e saudosos tempos, estaríamos sob intervenção da Sé Apostólica ou, na ausência desta, haveria uma correção fraterna direta dos leigos sobre seu clero.

Há mais ou menos 1 ano, em um SANTUÁRIO de Belo Horizonte – São Judas Tadeu -, foi criada uma pastoral que se intitula “Pastoral da Diversidade sexual”. Segue Link do site do Santuário http://saojudasbh.org.br/noticias/pastoral-da-diversidade-sexual-e-apresentada-na-puc-minas/. Reparem em algumas pessoas e locais onde estão sendo feita essas apresentações.

Resolvi então me atentar a esse fato e tentar entender o que essa “pastoral” poderia oferecer aos membros da Arquidiocese de Belo Horizonte. Nessa busca me deparo com este cartaz:

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Percebam a “realização” e o “Apoio”:
.Pastoral da diversidade sexual (São Judas).
.Grupo de Pesquisa Diversidade Afetivo-sexual e Teologia (do Programa de Pós-graduação em Teologia da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE).
.Centro Loyola de Belo Horizonte.
.Filhos de Maria Imaculada (Pavonianos).
.Santuário Arquidiocesano São Judas.

Resolvi ainda ir ao evento a fim de entender com mais clareza do que se tratava. Irei colocar aqui algumas imagens na qual vocês mesmos poderão tirar as próprias conclusões:

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E quem apresentava tudo isso era o Padre Marcus, já bem conhecido na arquidiocese, vigário paroquial do Santuário São Judas.

O que nos é ensinado através dessas iniciativas não tem NADA a ver com o que verdadeiramente é a Doutrina da Igreja Católica Romana! E tudo isso tudo ocorreu, e continua ocorrendo, como vou mostrar a seguir, dentro da própria Arquidiocese de Belo Horizonte. É um absurdo que isso continue ocorrendo bem debaixo dos olhos de Dom Walmor e seus bispos auxiliares e ainda com participação fervorosa de Dom Joaquim Giovani Mol.

Mas os absurdos não param por aí: neste final de semana (02), fui participar do seguinte evento, amplamente divulgado pela arquidiocese por email:

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Reparem no panfleto que o evento se deu na PUC Minas e teve ampla divulgação por parte da própria Arquidiocese de Belo Horizonte. Me espantei ao chegar ao evento e me deparar com a composição da mesa:

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Da esquerda para Direita: Um casal que estava representando um trabalho feito com “Casais em nova União” ( ECENU), Dom Joaquim Giovani Mol, indivíduo cujo nome não registrei, Isabella Tymburibá Elian (da pastoral da diversidade sexual do Santuário São Judas Tadeu), Margareth e Pe. Aureo Nogueira de Freitas.

Como podem ver foi um evento de grande relevância, marcado pela presença de nosso bispo auxiliar e representantes da Arquidiocese que coordenam as ditas pastorais. Fica aqui o registro de uma fala de Dom Mol:

“Eu fico pensando assim na família com suas diversas configurações, fiquei imaginando um fórum sobre família e suas diversas configurações. Mas que coisa antiga! As configurações, que são diversas, da família, não são de hoje – só que agora estamos nos permitindo, de olhos abertos, para tentar registrar e nos deixarmos tocar por essa diversidade. Isso é Graça!

Contudo, olhos abertos querem exercer uma outra função, que é a de exteriorizar, colocar para fora e revelar (…) as realidades que vivemos. (…) Peço para que todos deste fórum mantenham os olhos abertos. Precisamos ter isso.

Não vamos brigar por causa das realidades; não vamos fazer condenação, mas iremos interagir. Inteirar.´´

“Temos que estar aqui com o coração aberto e mente aberta, sem restrições para reconhecer todos os tipos de família.´´

Agora uma do Padre Aureo:

“Queria fazer só um comentário rápido (…) (sobre) o assunto, (que é) quando a pessoa coloca com relação ao catecismo da igreja que deixa explicitamente essa questão… da homoafetivi(dade)… dos homossexuais, (e que ele) aceita mas não aprova as ações, a.. as relações homossexuais. É… eu penso que isso aqui a gente tem que ter um cuidado muito grande porque as pessoas acham que a fonte primeira da nossa fé é o catecismo, e não é. A fonte primeira da nossa fé é o Evangelho, a Sagrada Escritura. O Catecismo é importante como tentativa de síntese da nossa fé e o aspecto mais importante ali não é o moral, é a vivência cristã. A moral, ela… nós sabemos que ela com o tempo evolui. Hoje nós temos a maioria das mulheres com a calça comprida, antigamente nós sabemos que mulher usar calça comprida era um escândalo, um absurdo. O Catecismo da Igreja Católica já chegou a justificar a escravidão do negro, dizendo que o negro não tinha alma, portanto ele podia ser escravizado. Então a gente também tem que compreender as hermenêuticas também com crítica a Sagrada Escritura, que ilumina nossa fé e evolui nesse sentido também para não contribuir com essa violência (…) que existe com essas pessoas que são concretas, são reais. (…) Sempre há drama porque a experiência mostra uma coisa e a fé diz outra´´

“A experiência cristã (…) se dá a partir de um encontro com Jesus Cristo, e não com a moral, e não com a norma.´´

Isabella, da pastoral da diversidade, nos apresentou e falou mais sobre o seu trabalho no qual participa juntamente ao Padre Aureo…

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O link para conseguirem escutar um pouco das explanações do evento segue abaixo: https://soundcloud.com/user-183344379/sets/arquidiocese

Nele está contido o áudio da palestra inteira da Isabella (da pastoral da diversidade), em uma playlist, juntamente aos outros áudios citados acima.

Já neste link, há a parte de perguntas e respostas para a mesa: https://soundcloud.com/user-183344379/perguntas-na-integra-aquidiocese.

Escutem e constatem o óbvio:  a Arquidiocese de Belo Horizonte acaba de passar de todos os limites!

Que as coisas sejam esclarecidas por aqui, e que a verdade prevaleça.

Obrigado.

Pedro, 04 de Dezembro de 2017

Outros feitos envolvendo a cúria de Belo Horizonte podem ser encontrados aqui e aqui.

9 setembro, 2016

Grito das meninas-moças.

Eis a “neutralidade” cnbbista em seu esplendor: nunca admitindo expressamente o que pensa, mas sempre escancarando de que lado está.

No vídeo, discurso do bispo fracasso no “Grito dos Excluídos”, no último dia 7, colocando para fora “a menina-moça” que habita dentro dele.

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6 abril, 2016

Escândalo internacional: PUC Minas promove ideologia de gênero em evento.

Agências de notícias internacionais repercutem escândalo de PUC-MG. A seguir, nossa tradução de matéria da InfoCatólica.

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A maior Universidade Católica do mundo organiza um evento que promove a ideologia de gênero.

Uma Universidade Pontifícia do Brasil, considerada a maior Universidade Católica do mundo pelo Vaticano, organiza um evento que promove uma das versões mais radicais do feminismo, a qual defende que para “descolonizar”  nossas sociedades é indispensável impor a “perspectiva de gênero”. Exatamente o contrário do que o Papa Francisco expôs a esse respeito.

infocatolicaBelo Horizonte, 5 de abril de 2016 | A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMG) realiza nessa cidade um ciclo de debates que promovem abertamente a ideologia de gênero em uma de suas versões mais radicais. A instituição brasileira é considerada pela Congregação para a Educação Católica da Santa Sé como a maior universidade católica do mundo. 

O III Ciclo de Debates do Grupo Interdisciplinar de Pesquisas Feministas da PUCMG aborda o tema “Feminismo Descolonial” e a conferência de abertura está a cargo de Rita Laura Segato, Doutora em Antropologia pela Universidade de Brasília (UNB), uma militante de renome a favor do aborto e contra o que ela denomina “heterossexualidade forçada”.

A Doutora Segato participou em 2010 de um seminário internacional no Senado brasileiro alegando que a criminalização do aborto é uma forma de “violação dos direitos humanos das mulheres”, e isso num momento em que o governo socialista do Partido dos Trabalhadores procurava, por todos os meios, descriminalizar o aborto no país. A tentativa falhou e custou-lhes o primeiro turno da eleição de Dilma Rousseff.

Ela também é promotora e signatária de um manifesto que defende a aprovação do projeto de lei 882/15 que legaliza o assasinato de nascituros, porque, segundo ela, “é necessário o direito ao aborto para garantir a integridade física e mental das mulheres […] e que como cidadãs de pleno direito, decidem autonomamente o que fazer com seus próprios corpos”.

A professora da UNB, como antropóloga, é uma das expoentes de maior destaque em todo o Brasil em “feminismo descolonial”, que entre outras coisas, considera que valorizar a heterossexualidade como um fato natural e universal é uma forma de ‘colonização’ contra a qual devemos lutar já que gera “violência”.

O “feminismo descolonial” é uma das versões mais radicais do feminismo, pois incorpora toda a bagagem dos estudos marxistas latino-americanos desde a “colonização Ibérica” ao feminismo “de gênero”. O resultado é um feminismo “vermelho”, que considera a família natural, a complementaridade do homem e da mulher e a acolhida dos filhos, por exemplo, como instrumentos de poder a serviço do sistema capitalista moderno.

A principal ideóloga dessa vertente é a feminista argentina Maria Lugones, que cunhou o termo. Para ela, a luta contra o atual sistema de colonialismo capitalista, patriarcal e opressor, herdado da conquista ibérica da América Latina, deve começar pela “desconstrução da heteronormatividade”, tecendo novas formas de convívio e de estrutura social (leia-se novas formas de família) seguido por revalidar a sabedoria  pré-moderna dos povos “originários” da região.

O ciclo de debates, organizado pela Universidade Católica, não tem nenhum convidado que possa fazer um contraponto à “perspectiva de género” que será apresentada. Os 22 expositores anunciados na divulgação do evento desenvolvem, em sua atividade acadêmica, linhas de estudo que abraçam e promovem a ideologia de gênero.

De fato, pelo menos dois dos conferencistas já aplicam e implementam a ideologia de gênero no sistema público de educação da cidade de Belo Horizonte, destinado especialmente a crianças de 0 a 14 anos de idade.

Cláudia Caldeira Soares e Magner Miranda de Souza, por exemplo, coordenam o Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual da Secretaria de Educação do Municipio de Belo Horizonte, muito ativo na formação de professores da rede municipal e de propostas de ‘intervenção pedagógica’. Ambos estarão na mesa de ‘debates’ denominada ‘Cruzamento de gênero na literatura infantil’.

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais é administrada pela Arquidiocese de Belo Horizonte, seu reitor é o Bispo Auxiliar Dom Joaquim Mol. O prelado era até recentemente presidente da Comissão Episcopal para a Educação e Cultura da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB, sigla em Português), membro do Conselho Pontifício para a Cultura desde 2014 e também membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e social (CDES) do governo federal. A presidente socialista Dilma Rousseff nomeou-o pessoalmente.

De acordo com informações divulgadas pela própria universidade, a PUCMG é reconhecida pela Congregação para a Educação Católica da Santa Sé como a maior universidade católica do mundo. Ela possui mais de 63.000 estudantes, um corpo administrativo de 4.000 pessoas, das quais a metade são professores, e oferece 105 cursos de graduação e 286 de pós-graduação lato sensu; e 27 mestrados e doutorados.

O Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Feministas foi fundado em 2013 dentro do programa de pós-graduação em Ciências da Religião e funciona dentro do Departamento de filosofia da Universidade, que tem como objetivo explícito investigar os fenômenos sociais a partir das perspectivas ‘feminista e de gênero’.

O Papa Francisco condenou de forma clara a ideologia de gênero várias vezes durante o seu Pontificado, considerando-a  “um erro que provoca muita confusão” e um instrumento da “colonização ideológica” que sofrem as familias. Exatamente o contrário do que defende o “feminismo descolonial”.

A existência de um núcleo de estudos como este, com esses objetivos, parece entrar em conflito com a perspectiva do Papa e, especialmente, com a Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesiae, que regula o funcionamento das universidades que são denominadas Católicas, especialmente se elas são pontifícias.

De acordo com o documento, publicado pelo Papa João Paulo II em 1990, essas instituições de ensino devem possuir algumas características essenciais, entre as quais o desenvolvimento de “uma reflexão contínua à luz da fé católica, sobre o crescente tesouro do conhecimento humano, contribuindo com sua própria investigação” e mantendo “a fidelidade à mensagem cristã tal como é apresentada pela Igreja. “

31 março, 2016

Dom Joaquim Mol lamenta pedido de impeachment por OAB.

Dom Mol teve sua candidatura à secretário-geral da CNBB, no ano passado, minada por ação de católicos na internet. A razão principal era seu empenho, ao fim ridiculamente fracassado, para coleta de assinaturas em paróquias em favor da “reforma política” — projeto que, embora negado veementemente por ele, ulteriormente geraria um fatal resultado: perpetuar o PT no poder.

Por Murilo Ramos | Época – Bispo auxiliar de Belo Horizonte, reitor da PUC-MG e membro da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Mol redigiu carta afirmando estar decepcionado com o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff protocolado pela OAB Nacional na segunda-feira (28). O religioso desfere críticas contra o que chama de “conservadorismo” do presidente  da instituição Cláudio Lamachia. Dom Mol diz que a justificativa de Lamachia para apoiar o impeachment, baseada no respaldo das seccionais da OAB, é “insuficiente para esmaecer a tomada de posição de um lado, quando o país está radical e agressivamente dividido, mostrando-se violento, nada cordial, virulento porque as pessoas pensam diferentemente das outras”.

O religioso completa: “esperava não um pedaço de lenha a mais nestas chamas que têm queimado pessoas e conquistas”.

No desabafo, Dom Mol diz que é a opinião pessoal dele – e não da PUC, da CNBB ou da Arquidiocese de Belo Horizonte, da qual é bispo.

Mol também é presidente da comissão de acompanhamento da Reforma Política pela CNBB.

Bispo auxiliar de Belo Horizonte critica pedido de impeachment da presidente Dilma (Foto: Reprodução)

Bispo auxiliar de Belo Horizonte critica pedido de impeachment da presidente Dilma (Foto: Reprodução)