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11 março, 2019

Eleições na CNBB: Dom Leonardo ou Dom Walmor?

A batalha entre o ecologismo apocalíptico e o gay-friendly.

Por FratresInUnum.com, 11 de março de 2019:  Aproxima-se a eleição da nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a ocorrer em sua próxima assembléia geral, no mês de maio, em Aparecida.

Duas alas, aparentemente opostas, mas complementarmente progressistas, aparecem na disputa: Dom Leonardo Ulrich Steiner, atual Secretário Geral da CNBB, e Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte, despontam como os principais candidatos.

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Todo esquerdista que chega ao poder continua posando de vítima. Assim, Dom Leonardo Ulrich Steiner agora tem o álibi perfeito: o infarto. Como vítima do sistema, vai preparando a sua candidatura a Presidente da CNBB.

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Dom Leonardo Steiner (esquerda) e Dom Walmor (direita).

Para alcançar seu intento, porém, Dom Leonardo precisa ser transferido para uma diocese — é praxe que a presidência seja ocupada por um bispo diocesano, e não um auxiliar. Há quem diga que o seu “cardinale protettore”, Dom Claudio Hummes, irá providenciar sua transferência para uma arquidiocese “amazônica”– possivelmente Manaus ou Cuiabá – onde poderia alimentar, de forma mais efetiva, a histeria ecológica do Sínodo Pan-Amazônico.

Em recente entrevista à mídia Vaticana, Dom Leonardo já vai entrando no clima dos dramas ecológicos e indigenistas. Nada como matar dois coelhos com uma só cajadada: agradar o ecologismo de Papa Francisco e marcar posição contra o governo Bolsonaro. Só faltou derramar lágrimas e dizer: “Que saudades do Gilberto Carvalho! Aqueles sim eram bons tempos!”

Mas, o Apocalipse ecológico pode esperar. O Sínodo sobre a Amazônia só virá em outubro e as eleições da CNBB serão em maio.

Em 2011, para sua primeira eleição como Secretário Geral, Dom Leonardo contou com uma mãozinha do então Núncio Apostólico Dom Lorenzo Baldisseri, que “possibilitou” sua eleição, transferindo-o de São Felix do Araguaia para auxiliar em Brasília.

Já para maio de 2019, não consta que Dom Leonardo conte com as graças do atual Núncio. E, o que é pior, Dom Leonardo não parece ser o candidato do poderoso Dom Ilson Montanari, secretário da Congregação para os Bispos, o arcebispo brasileiro responsável pelas nomeações bergoglianas dos bispos do mundo inteiro.

Fontes murmurantes nos dão conta de que Dom Montanari, Secretário da Congregação para os Bispos, foi interrogado sobre uma eventual eleição de Steiner como presidente da Conferência Episcopal brasileira. A resposta teria sido incisiva: “Não! Agora é a vez de Dom Walmor”, o arcebispo de Belo Horizonte.

Dom Walmor de Azevedo, cuja simples em nosso histórico de posts demonstra a orientação. Sim, daquela mesma arquidiocese que recentemente foi denunciada pelo Instituto São Pedro de Alcântara como defensora da agenda LGBT através de uma “pastoral da diversidade”. A Arquidiocese desmentiu tudo e Dom Walmor fez de conta que não era com ele, mas… Quem convive na intimidade com Dom Walmor e com seu auxiliar Dom Joaquim Mól sabe perfeitamente que eles jamais poderão ser acusados de homofóbicos.

As pré-candidaturas de Dom Leonardo e Dom Walmor para presidência da CNBB revelam uma luta de titãs: Hummes vs. Montanari. Senhores bispos, façam suas apostas!

Mas, será que o episcopado brasileiro continuará permitindo que grupos de interesse os controle e fale por eles? Será que não darão um basta a esse aparelhamento e apresentarão uma chapa de bispos sensatos, que não tomem ações ideológicas? Será que não sairão da passividade e começarão a se organizar, a conversar entre si, a reagir, a tomar as rédeas dessa bagunça? Tudo depende só deles. Como leigos, só nos cabe esperar e rezar.

É um fato, porém, que os destinos da conferência episcopal brasileira ainda não estão determinados. A esquerda está perdida e dividida, ataca-se a si mesma, perdeu a força e a dinâmica. Há bispos inquietos com o afastamento do povo e da realidade. As urnas —  as coletas — demonstram o cansaço do povo fiel quanto a ideologias senis.

Sim, senis que, como Leonardo Boff, só sabem se lamentar que os jovens não embarcaram no seu sonho socialista: “Como pôde acontecer tudo isso e tanta insensatez em nosso país? Onde nós erramos? Como não conseguimos prever esse salto rumo à Idade Média?

Não há mais nada que se fazer? Rezemos para que os bispos, ao menos por graça de estado, sejam iluminados e se deem conta de que é chegada a hora da mudança, a hora de romper com aquilo que já está condenado ao fracasso e à total irrelevância histórica.

25 novembro, 2018

Foto da semana.

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Mais uma vez, Dom Leonardo Steiner se reúne — com toda isenção e neutralidade, claro! — com estrelas da esquerda nacional. Vale a pena assistir ao vídeo de Bernardo Kuster a respeito.

PS.: No vídeo, Bernardo diz que se inscreveu no “prêmio” (!?) de comunicação da CNBB. Esperamos que a conferência episcopal, em respeito ao pluralismo, ao diálogo, mas, sobretudo, à democracia, aceite a inscrição e permita que o premiado seja escolhido por eleição popular, respeitando a voz do povo. Seria terrível se ela se utilizasse de meios anti-democráticos, definindo o vencedor por meio da elite de seus assessores, burocratas que vivem — muito bem, obrigado — a mamar nas tetas da Igreja do Brasil…

19 novembro, 2018

Dando nome aos bois.

Por FratresInUnum.com, 19 de novembro de 2018 – Um pequeno experimento imaginário. Imagine que a Igreja Católica fosse gradualmente, ao longo dos anos, sendo aparelhada pelo PT. Que esta premeditada infiltração conseguisse a nomeação de Lula como Papa. Com o petismo dominando os generais do “Estado Maior” da Igreja, o que poderiam fazer os soldados e sargentos conservadores? Estariam completamente amordaçados. A hegemonia estaria garantida não apenas por força de uma imposição cultural, mas também com a coerção de um poder policial: o patrulhamento ideológico.

IMG-20181119-WA0002Não é difícil para o leitor perceber que o nome de Lula figura aqui quase de modo obsoleto. Temos Francisco! Ele é o Lula da Igreja Católica.

A corrida do partido bergogliano por aparelhar a Igreja de alto a baixo não é um segredo. Contrariamente aos papas anteriores, Francisco não adotou a política de equilíbrio de forças. Ele persegue claramente os seus opositores, reduzindo-os completamente à inércia. É assim que funciona a sua misericórdia. Tem razão Henry Sire: Bergoglio é “O Papa Ditador”.

Contudo, é menos conhecido, pelo público em geral, o lado brasileiro desta ditadura. Vamos lá, então: demos o nome aos bois!

O chefe da ditadura bergogliana no Brasil é o camaleônico Cardeal Cláudio Hummes. Sim, o mesmo que, na década de 70, subia nos palanques políticos ao lado de Lula. Mas, os tempos mudam e, assim como o comunismo pós-Gorbachov exigia um Lulinha paz e amor, Dom Claudio Hummes virou “conservador”.

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Ao lado de Lula, Dom Cláudio Hummes discursa em comício.

Em 1998, a “Máfia de São Galo” (como se autonomeou o grupo de bispos liberais que desde 1995 maquinava a eleição de um liberal como sucessor de João Paulo II) viu ascender ao cardinalato dois de seus pupilos papáveis: Bergoglio e Hummes.

Após o fracasso do conclave de 2005, eis que os dois “conservadores improvisados” aparecem, lado a lado, no balcão de São Pedro, na fatídica eleição de 2013. No dia seguinte, o recém-eleito pontífice diria aos jornalistas que o seu nome, Francisco, fora inspirado numa exortação feita pelo purpurado brasileiro no momento da sua aclamação: “não se esqueça dos pobres”!

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Durante o pontificado de Bento XVI, assume ares lefebvrianos.

Desde então, Hummes começou a dirigir a agenda da ordenação dos homens casados na Amazônia. Foi nomeado exatamente para isso. Viagens, reuniões, articulações… E tudo está montado para o sínodo fingido de 2019. Eles já decidiram de antemão e vão ordenar os homens casados.

Neste meio tempo, Hummes foi acometido por um câncer de pulmão. Mas o diagnóstico foi cuidadosamente escondido, mantido sob a mais absoluta discrição. Apesar do susto de morte e do exigente tratamento, Dom Cláudio continua a mesma missão que já anunciara em 2006, antes mesmo de decolar para Roma, onde assumiria a importante Congregação para o Clero: relativizar a disciplina do celibato.

Enquanto no norte o objetivo é ordenar homens casados que nunca foram seminaristas, no sul do Brasil, o arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, cuida de destruir a formação dos seminaristas.

Dom Jaime outorgou-se a si mesmo uma missão que se tornou praticamente o sentido de toda a sua vida: impedir a ordenação de qualquer jovem que se encaixe minimamente em perfil conservador. Muito próximo à Nunciatura Apostólica, Dom Jaime é o responsável pelos ministérios ordenados junto à CNBB. Suas reuniões com os reitores de seminários (OSIB) repetem as lamúrias de sempre: os seminaristas procuram uma formação paralela no site do Padre Paulo Ricardo, “o maior inimigo da Igreja no Brasil”. Como, então, conquistar a hegemonia na internet, território onde a esquerda já sabe que perdeu? (Bolsonaro que o diga!) O caminho é o patrulhamento e a intimidação:  monitorar o acesso dos seminaristas à internet, proibir certas leituras, coibindo-os de se confessarem com este ou aquele padre conservador e, ademais, para garantir a formação mais bergogliana possível, demitir padres professores de orientação mais tradicional, como ele mesmo fez, aliás, na PUC de Porto Alegre.

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Dom Jaime Spengler celebra a Missa da 37ª Romaria da Terra, e diz: “nesse dia, gostaríamos de rezar à mãe terra, louvar a terra, queremos agradecer a terra”.

Triste situação de quem chegou ao poder, mas não tem autoridade. Criam nos seminários uma estrutura asfixiante de “Big Brother” e vigilância, para reproduzir a mais virulenta Teologia da Libertação. No entanto, não conseguem impedir que os seminaristas prefiram o confessionário do padre piedoso da esquina ou o site de um padre cuiabano que, em tudo, quebra-lhes o estereótipo do padre que deveria fazer sucesso com os jovens. Nota-se que ter sex appeal, procurar exibir os bíceps com camisetas apertadas, cantar músicas melosas e rebolar no palco ao lado da Claudia Leitte pode até vender CD, mas não atrai jovem algum nem para a Igreja e nem muito menos para os seminários.

Especula-se que, dada a íntima amizade com o núncio, a qual o coloca numa posição privilegiada de indicações para nomeações episcopais, Dom Jaime poderia se tornar arcebispo primaz do Brasil. Contudo, circula em Roma a voz de que o futuro sucessor de Dom Murilo Krieger à frente da Arquidiocese de Salvador seria o Cardeal João Braz de Aviz, que deixaria o cargo de Prefeito da Congregação dos religiosos para Dom Ilson Montanari, agora Secretário da Congregação para os Bispos e que, caso promovido, também receberia o barrete cardinalício. Verosímil, visto que Montanari e Fabian Pedacchio, secretário pessoal de Francisco, são amicíssimos de longa data e queridinhos do atual pontífice (malgrado as insinuações pouco elogiosas a ambos feitas por Mons. Viganò em sua carta bombástica).

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Dom Leonardo Steiner, feliz e realizado, dá tapinha nas costas do companheiro petista, Gilberto Carvalho.

Hummes no norte, Spengler no sul, e o centro? Com quem fica? Com um bispo que não poderíamos chamar exatamente de “centrado”: Dom Leonardo Ulrich Steiner. Coube a ele continuar garantindo que a CNBB seja mais instrumento do PT do que do episcopado brasileiro. A pauta, todo mundo já conhece: silêncio subserviente nos governos do PT e “profetismo” quando a política nacional oscila para a direita. O instrumento para isto também já é velho conhecido: os fidelíssimos assessores servem de interface para garantir que os bispos, reunidos ou dispersos em suas dioceses, só enxerguem o mundo através de suas “leituras da realidade”.

A pilotagem da máquina episcopal brasileira pode parecer muito sofisticada à primeira vista, mas, de fato, não o é. A maioria de nossos bispos é de homens bons, porém não são homens de visão. Com isto, tornam-se facilmente manipuláveis pela “intelligentsia” esquerdista. A CNBB foi criada para que os bispos falassem através dela. O que acontece, porém, é o contrário: os bispos se tornaram porta-vozes de documentos que nunca escreveram. Dentro deste esquema, o povo faz de conta que escuta. E os bispos fazem de conta que são respeitados e obedecidos.

Ter o poder, mas não ser nem respeitado, nem obedecido. Eis a humilhação à qual são diariamente expostos os senhores bispos. Sendo assim, quem não tem autoridade tem que apelar para o autoritarismo. Na Igreja do Brasil, vivemos um ambiente policial. Não há liberdade, não há transparência. As estruturas políticas são extremamente controladoras, censurando toda e qualquer postura divergente. Não é autorizado pensar, ensinar, dialogar. Não há sequer o fingimento de debate. Há somente a hegemonia socialista em total dominação.

Dom Claudio em Roma, Dom Jaime na nunciatura, Dom Leonardo na CNBB. Mas, o que liga estes homens? O que eles têm em comum?

Todos os três são franciscanos! Trata-se daquilo que, à boca pequena e meio que ironicamente, os bispos chamam de “A máfia franciscana”. Só que agora se tornaram “franciscanos” em um novo sentido, no sentido bergogliano do termo.

Agora que se agarraram ao poder, mas jogaram fora o que lhes restava de credibilidade e de tempo de vida, só lhes resta esperar um prodígio preternatural: que Francisco Bergoglio leve a Igreja para um abismo sem retorno… Esperança vã. Non praevalebunt!

No entanto, uma pergunta fica no ar. Quais serão os próximos objetivos da máfia franciscana? Talvez queiram eles recuperar um caríssimo terreno perdido: a arquidiocese de São Paulo, outrora encabeçada pelos franciscanos Dom Paulo e Dom Cláudio. Decerto, os despretensiosos frades que estão nos círculos de poder cogitam a possibilidade. E não lhes seria difícil executá-la, às custas de um promoveatur ut removeatur de Dom Odilo para algum insignificante organismo curial, talvez até a ser criado propositalmente para ele, como uma Pontifícia Comissão de carimbos e charutos apostólicos.

Será que, desta vez, a arma está apontada para a cabeça do arcebispo de São Paulo? Veremos!

2 maio, 2016

Bispo da CNBB dá bronca em deputados por sessão do impeachment.

Dom Leonardo também fez uma referência direta à manifestação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que homenageou o Coronel Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador no período de ditadura militar. “Ode a um torturador? Isso não é ser cristão”, disse o Bispo.

Julho de 2011: Steiner recebe comitiva cismática chinesa. Não se tem notícia de broncas na CNBB em bispos sorridentes que recebem torturadores carrascos de cristãos.

Julho de 2011: Steiner recebe comitiva cismática chinesa. Não se tem notícia de broncas por parte da CNBB em bispos sorridentes que recebem torturadores carrascos de cristãos.

Por Correio Braziliense – O Bispo Auxiliar da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, deu um puxão de orelha em alguns deputados após uma missa realizada nesta quinta-feira, 28, na sede da entidade em Brasília. O motivo foi a sessão da Câmara que autorizou o impeachment de Dilma Rousseff.

A chamada “missa dos parlamentares”, que é realizada mensalmente, foi prestigiada desta vez pelos deputados Esperidião Amin (PP-SC), Rôney Nemer (PP-DF), Flavinho (PSB-SP), Gorete Pereira (PR-CE), entre outros, além do senador catarinense Dário Berger (PMDB). Ao final, dom Leonardo deixou uma bronca aos parlamentares. Ele criticou a sessão que autorizou o processo de impeachment, em que os deputados defenderam seu voto por diferentes razões, inclusive em nome de Deus.

Ele pediu mais cuidado dos parlamentares com a palavra e os questionou sobre seus papéis. “Afinal, não são os senhores e senhoras que representam o povo brasileiro? Acho que esse cuidado temos que ter cada vez mais.”

Dom Leonardo também fez uma referência direta à manifestação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que homenageou o Coronel Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador no período de ditadura militar. “Ode a um torturador? Isso não é ser cristão. Não existe nenhum valor que possa ser colocado diante de uma afirmação como essa, feita em plenário”, disse dom Leonardo.

Em seguida, ele se desculpou com os parlamentares por tocar no assunto. “Os senhores me desculpem por colocar essa questão, mas isso realmente me inquieta, como bispo, como cristão, me inquieta como brasileiro.” O bispo também falou sobre a resistência que a população tem criado com a classe política e sobre um “movimento forte na sociedade brasileira não apenas contra o político, mas contra a política”.

Para finalizar o sermão, dom Leonardo pediu que todos se unissem “Temos que nos dar as mãos e trabalhar”, disse ao puxar uma “Ave Maria”, que foi acompanhada pelos deputados.

11 julho, 2014

“Exemplo de cristão na política”, recorda dom Leonardo Steiner sobre Plínio de Arruda.

Por CNBB – Faleceu nesta terça-feira, dia 8, aos 83 anos, o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio. De acordo com nota publicada pelo hospital onde estava internado, por conta de um câncer ósseo, em São Paulo, o ex-parlamentar teve “falência de múltiplos órgãos e sistemas”.

Plínio de Arruda foi militante da juventude católica, participou de grupos como a Juventude Universitária Católica (JUC) e a Juventude Estudantil Católica (JEC). Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi membro da comissão que preparou o texto de estudos de número 99 “Igreja e Questão Agrária no início do século XXI”, publicado em 2010. Na última Assembleia Geral da Conferência, realizada entre os dias 30 de abril e 9 de maio, em Aparecida (SP), foi aprovado como documento da Igreja no Brasil.

Marcado pela sua atuação política, o promotor público aposentado exerceu o mandato de deputado em três oportunidades. A primeira vez foi em 1962, pelo extinto Partido Democrata Cristão (PDC).

Em 1964, no início da ditadura militar, foi cassado e exilou-se no exterior. Até 1976, viveu no Chile e nos Estados Unidos.

O bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, lembra de Plínio Arruda Sampaio como ”exemplo do cristão na política”. “Crítico, ativo, propositivo testemunhou a grandeza do Evangelho. A CNBB pôde contar com a colaboração em diversos momentos como na elaboração da Constituinte, nas discussões sobre a Reforma Agrária, especialmente contamos com sua valiosa ajuda na elaboração do Documento ‘A Igreja e a questão Agrário no Século XXI’”, recorda.

Dom Leonardo ainda ressalta que em Plínio encontrava-se um interlocutor que sabia ler a realidade brasileira à luz da fé. “A vida de cristãos como ele engrandece o nosso país e incentiva a outros cristãos a testemunham a alegria do Evangelho”, resume.

No debate promovido pela Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), pela Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), pela Associação Brasileira de Universidades Comunitárias (ABRUC) e pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com o apoio da CNBB, por ocasião das eleições daquele ano, destacou que o seu trabalho estava pautado na vivência de Igreja desde a juventude.

No próximo dia 26, Plínio de Arruda Sampaio completaria 84 anos de idade.

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A seguir, alguns vídeos desse “exemplo de cristão na política”:

23 maio, 2014

Secretário geral da CNBB diz que uniões entre pessoas do mesmo sexo precisam de amparo legal.

O Globo – Desde que assumiu a liderança da Igreja Católica, o Papa Francisco vem tocando no assunto com cautela, mas tem assinalado uma disposição da instituição em aceitar os fiéis gays. Em um movimento inédito de abertura, o Pontífice disse, logo após sua passagem pelo Brasil, em julho do ano passado, que os homossexuais não devem ser marginalizados: “Se uma pessoa é gay e busca a Deus, quem sou eu para julgá-la?”. Em entrevista ao GLOBO, o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, reitera a afirmação do Papa: “pessoas do mesmo sexo que decidiram viver juntas necessitam de um amparo legal na sociedade”.

Vice-ministro para Assuntos Religiosos da China, Jiang Jianyong, é sorridentemente recebido secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

Julho de 2011 – Vice-ministro para Assuntos Religiosos da China, Jiang Jianyong, é sorridentemente recebido secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

A declaração pode ser interpretada como uma mudança de tom da CNBB. Há cerca de um ano, quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou uma resolução determinando que os cartórios brasileiros deveriam celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, a CNBB se posicionou contra a medida, que vinha a reboque de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2011.

O GLOBO: Recentemente, o Papa Francisco disse: “Quem sou eu para julgar um homossexual que procura Deus?”. Hoje, a Igreja Católica está aberta a aceitar seus fiéis homossexuais?

Dom Leonardo Steiner: Pode-se dizer que o Papa faz eco ao que o Catecismo da Igreja Católica diz a respeito das pessoas homossexuais: “Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta”. Entende-se que acolher com respeito, compaixão e delicadeza significa caminhar e estar junto da pessoa homossexual e ajudá-la a compreender, aprofundar e orientar a sua condição de filho, filha de Deus.

É importante que a Igreja Católica não marginalize os homossexuais?

A acolhida e o caminhar juntos são necessários, para se refletir sobre o que condiz ou não com a realidade vivida pelas pessoas homossexuais, e o que, de fato, lhes é de direito, para o seu próprio bem e o da sociedade.

O Papa também quer estudar as uniões homossexuais para entender por que alguns países optaram por sua legalização. Isso representa o início de um diálogo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo?

É importante compreender as uniões de pessoas do mesmo sexo. Não é um interesse qualquer quando se trata de pessoas. É necessário dialogar sobre os direitos da vida comum entre pessoas do mesmo sexo, que decidiram viver juntas. Elas necessitam de um amparo legal na sociedade.

A CNBB, porém, se declarou contra a resolução do Conselho Nacional de Justiça que determinou que os cartórios devem celebrar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por quê?

Ao dar reconhecimento legal às uniões estáveis como casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em nosso país, a Resolução do CNJ interpreta a decisão do Supremo Tribunal Federal de 2011. Certos direitos são garantidos às pessoas comprometidas por tais uniões, como já é previsto no caso da união civil. A dificuldade está em decidir que as uniões de pessoas do mesmo sexo sejam equiparadas ao casamento ou à família. A afirmação mais forte em relação à decisão do Conselho nacional de Justiça foi de que tal decisão não diz respeito ao Poder Judiciário, mas, sim, ao conjunto da sociedade brasileira, representada democraticamente pelo Congresso Nacional, a quem compete propor e votar leis, após aprofundado debate; o que não existiu.

A Igreja deve passar por mudanças para se adaptar aos novos tempos?

A Igreja muda sempre; está em mudança. Ela não é a mesma através dos tempos. Tendo como força iluminadora de sua ação o Evangelho, a Igreja busca respostas para o tempo presente. Assim como todas as pessoas, a Igreja sempre procura ler os sinais dos tempos, para ver o que se deve ou não mudar. A verdades da fé não mudam.

 

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Aproveitamos a oportunidade para recordar alguns princípios, que deveriam ser seguidos por todos os católicos, enunciados pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Joseph Ratzinger, em considerações aprovadas por João Paulo II (cuja canonização a CNBB comemorou, mas de quem diverge sobre a matéria):

“Onde o Estado assume uma política de tolerância de facto, sem implicar a existência de uma lei que explicitamente conceda um reconhecimento legal de tais formas de vida, há que discernir bem os diversos aspectos do problema. É imperativo da consciência moral dar, em todas as ocasiões, testemunho da verdade moral integral, contra a qual se opõem tanto a aprovação das relações homossexuais como a injusta discriminação para com as pessoas homossexuais. São úteis, portanto, intervenções discretas e prudentes, cujo conteúdo poderia ser, por exemplo, o seguinte: desmascarar o uso instrumental ou ideológico que se possa fazer de dita tolerânciaafirmar com clareza o carácter imoral desse tipo de união; advertir o Estado para a necessidade de conter o fenómeno dentro de limites que não ponham em perigo o tecido da moral pública e que, sobretudo, não exponham as jovens gerações a uma visão errada da sexualidade e do matrimónio, que os privaria das defesas necessárias e, ao mesmo tempo, contribuiria para difundir o próprio fenómeno. Àqueles que, em nome dessa tolerância, entendessem chegar à legitimação de específicos direitos para as pessoas homossexuais conviventes, há que lembrar que a tolerância do mal é muito diferente da aprovação ou legalização do mal.

Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo. Há que abster-se de qualquer forma de cooperação formal na promulgação ou aplicação de leis tão gravemente injustas e, na medida do possível, abster-se também da cooperação material no plano da aplicação. Nesta matéria, cada qual pode reivindicar o direito à objecção de consciência.

10 abril, 2014

Um novo bispo para o Ordinariato Militar.

Steiner e Pedro Casaldáliga.

Steiner e Pedro Casaldáliga.

Por Fratres in Unum.com – É iminente a nomeação do novo Arcebispo para o Ordinariato Militar do Brasil. E o nome dele poderia ser Leonardo Ulrich Steiner, atual secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e bispo-auxiliar de Brasília. A confirmar-se tal possibilidade, Steiner, ultra progressista que esteve perto da Arquidiocese de Porto Alegre — dizem que indiscrições da imprensa geraram uma reviravolta na nomeação –, sucederia a Dom Osvino José Both. Hoje, o Ordinariato Militar conta com um bispo auxiliar, Dom José Francisco Falcão de Barros, e vários sacerdotes considerados conservadores, formados no seminário da Legião de Cristo, na região metropolitana de São Paulo. Com Steiner, provavelmente, todos eles teriam que passar por um curso de reciclagem em São Felix do Araguaia…

18 julho, 2013

Tragédia em Porto Alegre?

Fontes seguras indicam que Dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, será o novo arcebispo de Porto Alegre.

Steiner e Pedro Casaldáliga.

Steiner e Pedro Casaldáliga.

O franciscano, primeiro sucessor de Dom Pedro Casaldáliga na prelazia de São Felix do Araguaia e primo de Dom Paulo Evaristo Arns, teve seu caminho para a capital gaúcha aplainado por Dom Lorenzo Baldisseri, antigo núncio apostólico no Brasil, atual secretário da Congregação para os Bispos e primeiro cardeal criado por Francisco (informalmente, como foi amplamente divulgado, no fim do conclave deste ano — o que deverá ser oficializado já no próximo consistório). Por ocasião da transferência de Baldisseri para a Cidade Eterna, expressamos o sentimento geral dos católicos ao dizer que o Brasil perdia um exímio… pianista. Todavia, desde o outro lado do Atlântico, ele continua dando as cartas por aqui.

Após longos anos com Dom Dadeus Gringis, confirmados os rumores, Porto Alegre terá à sua frente um dos piores bispos do Brasil, sempre ocupando as primeiras colocações do Ranking Fratres in Unum de Ruindade Episcopal.

Por sua vez, a CNBB perderá um secretário que se destacou pela capacidade de tergiversar sobre os valores inegociáveis dos quais falava Bento XVI, a ponto de receber com sorrisos os cismáticos chineses que perseguem cruelmente a Igreja e de ser acusado de fazer acordos políticos com personagens inenarráveis, como Marta Suplicy. São inúmeros os feitos de Dom Leonardo, por isso não cabe elencá-los todos. A carta vazada ontem pela arquidiocese de São Paulo talvez seja um de seus últimos atos na pantomima que é atualmente a nossa Conferência Episcopal.

Triste! Mas nós, fiéis, temos o episcopado que merecemos. Um motivo a mais para rezarmos e fazermos penitência.

Trata-se, ainda, de um rumor. Forte, mas rumor. Esperamos, claro, estar redondamente enganados. Tratando-se do Vaticano e de nomeações, literalmente, tudo pode acontecer!

Um minuto de silêncio e uma Ave Maria por Porto Alegre.

17 julho, 2013

Carta do Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, aos bispos do Brasil sobre o PLC 3/2013.

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Fonte: Arquidiocese de São Paulo

[Atualização: 17 de julho de 2013, às 15:55 – A arquidiocese retirou do ar a matéria a respeito da carta. No entanto, o link com o arquivo em PDF que citamos acima continua ativo. Uma imagem das páginas já foi gravada por Fratres in Unum.]

14 fevereiro, 2013

Carvalho nega descaso do governo com renúncia de Bento 16.

Em conversa com a CNBB, ministro disse que a carta do Papa divulgada durante a campanha de Dilma é um “episódio isolado” e relevado pela presidenta

IG – Escalado pela presidenta (sic) Dilma Rousseff para desfazer qualquer mal intendido com a Igreja Católica, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, negou que haja um desconforto da Igreja Católica com o governo.

Hoje (13), ao participar do lançamento da Campanha da Fraternidade, o ministro tratou de desfazer a ideia de que houve descaso do Planalto em relação à renúncia de Bento 16 e que a relação do governo da presidenta Dilma com o Papa não seria das melhores devido ao posicionamento de Bento 16 em relação ao aborto, divulgado em plena campanha, em 2010.

“A minha presença aqui hoje, além de dignificar a nossa posição, é também um gesto de solidariedade nossa com a igreja nesse momento”, disse Carvalho.

O anúncio da renúncia do Papa foi feito pelo Vaticano na última segunda-feira (11) e desde então, a única manifestação do governo brasileiro foi uma rápida menção feita pelo ministro de Relações Exteriores Antônio Patriota.

Carvalho conversou reservadamente com o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner sobre o assunto hoje, para desfazer qualquer mal entendido.

“Não houve desconforto. Dom Leonardo fez questão de me chamar, momentos antes desse lançamento, para dizer que de maneira alguma houve nenhum desconforto da CNBB frente à ausência de uma nota do governo do Brasil”, disse o ministro ao sair da reunião [ndr: a impressão que se tem é de um secretário-geral da CNBB correndo para aplacar o governo por conta de declarações de outros bispos].

Segundo o ministro a avaliação do governo foi a de que não caberia qualquer manifestação oficial em relação ao um gesto considerado de “foro íntimo” do Papa Bento 16. “Nós não vimos que tínhamos que falar”, disse o ministro. Não há nenhuma desconsideração, nenhuma demora”, rebateu.

“É uma posição de respeito de não querer fazer qualquer tipo de especulação a respeito de um evento que é de foro muito íntimo do Papa e também da economia interna da Igreja”, explicou Carvalho ao deixar a sede da CNBB, em Brasília.

A proximidade de Gilberto Carvalho com a Igreja Católica é grande e a presidenta Dilma Rousseff não teria nome melhor para desfazer possíveis desentendimentos. Carvalho pertence à ala chamada no PT de “igrejeira”. Ele estudou Teologia por três anos no Studium Theologicum de Curitiba e militou na Pastoral Operária Nacional, movimento ligado à Igreja Católica, entidade da qual foi secretário-geral entre 1985 e 1986. Carvalho foi também coordenador do Movimento Fé e Política, entre 2001 e 2003.

Além de desfazer os rumores de problemas do Planalto com a Igreja, a presença de Carvalho ao lado dos bispos serviu para demonstrar que não há, por parte da presidenta Dilma Rousseff, mágoas em relação à atitude de Bento 16 de divulgar em 2010 uma carta convocando os católicos e se posicionarem politicamente contra o aborto.

A divulgação da carta ocorreu em um momento da campanha de Dilma na qual a questão de legalização do aborto no Brasil era alvo de grande discussão. “É um episódio isolado e nem se sabe se quando o papa fez aquilo ele tinha em mente a campanha eleitoral. Nós relevamos completamente esse episódio”, disse o ministro.

Segundo Carvalho, a prova de Dilma tem boa relação com os bispos se dá pelo tratamento determinado por ela, assim que tomou posse. “Assim que tomou posse, ela determinou que nós fizéssemos o mesmo tipo de parceria que nós tínhamos no governo Lula com as igrejas, recebeu a direção da CNBB e tem mantido um intenso contato seja com a CNBB, seja com a Santa Sé, através de nossa embaixada”, disse o ministro.