Posts tagged ‘Dom Luiz Gonzaga Bergonzini’

18 outubro, 2010

Editorial: Bergonzini contra a Conferência Nacional dos Bispos Instrumentalizados.

A campanha presidencial em curso desencadeou uma guerra aberta e sangrenta intra muros na conferência episcopal brasileira.  O monopólio da Teologia da Libertação na CNBB se viu ameaçado por algumas vozes dissonantes, que, em um primeiro momento, decidiram expressar claramente suas advertências. Constatando o perigo, uniu-se ela à grande mídia numa campanha aberta contra o que consideram “bispos conservadores”.

Acuados pelo uivo dos lobos, os bispos que, exercendo o múnus de mestres em fé e moral, inicialmente apontaram os candidatos que defendem propostas que contrariam a Lei de Deus, de maneira covarde decidiram ceder à pressão dos poderosos. Para maquiar o vexame da rendição, lamentaram ter suas declarações “instrumentalizadas”.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, Dom Nelson Westrupp, presidente da CNBB-Sul 1, informou “que desautorizou a divulgação de uma nota assinada por ele, em 26 de agosto, condenando o voto em candidatos favoráveis ao aborto“; a distribuição seria “uma decisão tomada no primeiro turno das eleições que deveria ser reavaliada“. Reavaliação realizada neste último final de semana, após uma dramática reunião em Itaici (dizem que bispos saíram de lá chorando!), através de uma declaração que “desaprova a instrumentalização de suas Declarações e Notas e enfatiza que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos“.

Por sua vez, a Arquidiocese da Paraíba, através do site do Regional Nordeste 2 da CNBB, divulgou um estarrecedor comunicado que lança a responsabilidade do vídeo de seu Arcebispo, Dom Aldo Pagotto, a um grupo pró-vida: “Lamentamos que essas pessoas tenham agido de má-fé divulgando o vídeo na íntegra, e ainda fazendo entender que havia sido uma iniciativa do próprio Arcebispo. A Arquidiocese da Paraíba espera uma explicação para o ocorrido por parte das pessoas que fizeram a gravação. Até então, acreditamos que o Arcebispo foi vítima de uma armação para denegrir a sua imagem num momento tão delicado como este período eleitoral“.

Indagamo-nos como aquele texto enorme, que provavelmente demandou horas ou dias para a sua elaboração, poderia ser uma simples mensagem para satisfazer a um suposto documentário de um grupo pró-vida do Sudeste (cujo nome sequer é mencionado), quando Dom Aldo inicia sua mensagem dirigindo-se aos diocesanos“, e apela, posteriormente, a “todos os meus diocesanos para que este vídeo seja divulgado junto ao maior número de fiéis“.  E em que seu conteúdo poderia denegrir a imagem de Dom Aldo Pagotto? Afinal, ele não gravou a leitura de sua própria declaração com o objetivo de, na qualidade de pastor, alertar suas ovelhas do perigo iminente?

Desta batalha repleta de deserções vergonhosas, um combatente mantém sua integridade: Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, o corajoso bispo de Guarulhos, que vem enfrentando a perseguição dos poderosos e a covardia de seus confrades.

Em carta a seus irmãos bispos, Dom Bergonzini afirmou: “O relativismo na sociedade e na Igreja Católica, sempre lembrado pelo papa Bento XVI, também tem sido questionado: o meu sim é sim e o meu não é não“.

Exatamente, Excelência. Ao contrário do que as rasas mentes hodiernas podem compreender, sua atitude ultrapassa uma mera contenda eleitoral; ela atinge o cerne do dogma do liberalismo imperante, que repudia a clareza da verdade objetiva, o “sim, sim, não, não”, o chamar as coisas por seu devido nome, a submissão da vida terrena à ordem moral estabelecida por Deus.

Como não aplicar a Dom Bergonzini a história de Daniel contada nas Sagradas Escrituras?

Que o Deus, que tu adoras com tanta fidelidade, queira ele mesmo salvar-te!” (Dn, 6, 17), exclamou o Rei Dario, movido pelos pares de Daniel a lançá-lo na cova dos leões. No entanto, o que  atualmente os filhos da Serpente não consideram é que, como nos disse a Epístola da Missa de ontem, “não é contra a carne e o sangue que temos de travar combate, mas sim contra os principados e as potestades” (Ef, 6,12). Por isso, neste mundo — pois Dom Bergonzini cogitou recorrer ao Papa — ou no próximo, é Outro quem lhe fará justiça: “Meu Deus enviou seu anjo e fechou a boca dos leões; eles não me fizeram mal algum, porque a seus olhos eu era inocente…” (Dn, 6, 23).

[Incentivamos vivamente aos nossos leitores o envio de uma mensagem de apoio a Dom Luiz Gonzaga Bergonzini]

18 outubro, 2010

Folhetos da CNBB Sul 1 são apreendidos em gráfica. Dom Bergonzini ameaçado de morte.

Do blog “Vida sim, Aborto não!“:

Bispos da CNBB são ameaçados de morte por causa de um panfleto

 

Imprima e distribua, hoje mesmo, os panfletos mais polêmicos do Brasil: clique na imagem para o download.

Imprima e distribua, hoje mesmo, os panfletos mais polêmicos do Brasil: clique na imagem para o download.

 

1,1 milhão de panfletos pró-vida da CNBB Sul 1 foram apreendidos, ontem, no Cambuci, em São Paulo, pela Polícia Federal, após pedido do PT encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral. O conteúdo dos panfletos: a carta dos bispos católicos (o presidente, o vice-presidente e secretário-geral do Regional Sul 1 da CNBB) denunciando tudo o que o PT já fez para tentar legalizar o aborto no Brasil.

Pela denúncia os bispos católicos foram ameaçados de morte. É o que testemunha o bispo de Guarulhos/SP, Dom Luiz Bergonzini em carta publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, domingo: “É algo muito grave e inadmissível. Anteriormente, recebi uma carta anônima com velada ameaça à minha vida, que já está nas mãos da polícia.”

Também ameaçado, o presidente da CNBB Sul 1, Dom Nelson Westrupp, bispo de Santo André/SP, reuniu-se com os bispos de São Paulo que participam da 32ª Assembleia das Igrejas Particulares do Regional Sul 1 e afirmou em nota: “o Regional Sul 1 da CNBB desaprova a instrumentalização de suas Declarações e Notas e enfatiza que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos“.

Isso aconteceu no mesmo sábado em que os militantes do PT organizaram uma abordagem à gráfica do Cambuci na qual estavam sendo impressos os panfletos da CNBB Sul 1, como foi divulgado por reportagem da Rede Record. Os petistas organizaram a abordagem à gráfica também pelo twitter:

 

 

 

Quem ameaça os bispos católicos? Provavelmente alguém que não quer que a divulgação dos panfletos pró-vida continue.

Mas, apesar das ameaças, o vice-presidente do Regional Sul 1 da CNBB, dom Benedito Beni dos Santos, o bispo da Canção Nova, avisa que a divulgação dos panfletos – iguais aos apreendidos pela Polícia Federal – vai continuar: “Distribuímos para 31 paróquias da diocese [de Lorena] e continuamos distribuindo no segundo turno. Estamos sendo fiéis ao que o representativo do Regional 1 pediu“.

 

27 agosto, 2010

Dom Bergonzini: “Reafirmamos tudo quanto já dissemos. Não precisamos de ‘reformulações’”.

“Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10)

Aos meus diocesanos

Sob o título “Dai a César o que é de César”, na edição do mês de julho da Folha Diocesana, na coluna “A Voz do Pastor”, nós recomendávamos aos verdadeiros cristãos e católicos a não votarem em todo e qualquer partido e candidato que fossem contrários aos princípios cristãos e católicos, mormente aqueles que dizem respeito à lei Natural que é lei de Deus positiva.

Acrescentávamos que não deviam dar o seu voto à Sra. Dilma Rousseff, pois o partido a que a mesma pertence, o PT, é francamente favorável à liberação total do aborto. Senão, vejamos:

01- Aos 11 de abril de 2005, o governo Lula comprometeu-se a legalizar o aborto no Brasil, assinando o Segundo Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) e, em agosto do mesmo ano, entregou ao Comitê da ONU para a eliminação de todas as formas de descriminalização contra mulher (CEDAW), documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher.

02- Em setembro de 2007, no seu IIIº Congresso Nacional, o PT assumiu a “descriminalização do aborto e a regulamentação do atendimento de todos os casos no serviço público, como programa de partido. E no dia 20 de fevereiro de 2010, no seu IVº Congresso Nacional, o PT manifestou “apoio incondicional” ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) editado pelo Presidente Lula, no final de 2009. O programa inclui entre outros temas, a defesa da descriminalização do aborto.

03 – O PT puniu os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por se recusarem a assinar o PL (projeto de lei) que tornava livre a prática do aborto…

04 – Mais recentemente, em 16 de julho de 2010 (no mês passado!!!), a Ministra Nilceia Freire, na linha da política do Senhor Presidente da República, propôs a liberação total do aborto em toda América Latina através do “Consenso de Brasília”.

05 -Chamam a nossa atenção as propostas de governo da candidata à Presidência, que alteram a linguagem mas não alteram o conteúdo. Já apresentou três propostas de Governo, sendo que a segunda “maquia” a primeira, e a terceira “maquia” a segunda retirando tudo que pudesse deixar “transparecer” os objetivos de liberar o aborto, para não “prejudicar” sua candidatura. Há rumores de que, no próximo mês será anunciada uma “quarta” proposta…

06 – Para evitar desgastes na campanha de sua candidata, o Sr. Presidente “engaveta decisões sobre temas polêmicos” (Cf. Estado de São Paulo – 06/08/2010 – A7). Contrariamente a todos estes “ajustes” que tentam mascarar a verdade, o Evangelho nos manda: “ O seu Sim, seja Sim. O seu Não, seja Não”.(MT 5,37). Sem subterfúgios, sem máscaras, para não esconder a verdade…

07 –Sendo coerente com nossa profissão de Fé (o que, é evidente, não ocorre nesses “Planos de Governo”), reafirmamos tudo quanto já dissemos. Não temos receio de reafirmar, assinar e confirmar tudo quanto temos escrito. Não precisamos de “reformulações”…

08 – Apesar de 70% dos brasileiros e cristãos terem se manifestado contra a descriminalização do aborto, em pesquisa CNT/Sensus do início deste ano, os delegados do PT chegaram ao entendimento de que o partido deve dar “apoio incondicional ao programa PNDH-3 por considerar que ele é “fruto de intenso processo de participação social”. Ou seja, o PT está levando o país na contra mão da democracia reconquistada há pouco e com fadiga.

09 – Houve quem nos criticasse por termos tomado essa atitude, alegando que não tínhamos o direito de nos “intrometer” na política. A esses queremos lembrar que, num país democrático, como cidadão temos o direito de nos manifestar, a favor ou contra as pretensões de políticos.

10 – Como Bispo, temos a obrigação de alertar os fiéis para que escolham bem os partidos, os candidatos e suas propostas, para não votarem naqueles que sejam contra as Sagradas Escrituras, em especial em relação à vida: “Não Matarás” (Ex. 20,13; Dt. 5,17; Mt. 5,21).

11 – Agora é a hora da defesa da vida. Não podemos nos omitir. Repetindo Dom Henrique Soares, Bispo Auxiliar da Diocese de Aracaju: “É nosso dever de cristãos e de cidadãos procurar votar de modo consciente e esclarecido, pensando unicamente no bem comum…afinal, um voto pode nos mandar para o inferno: aqui, por quatro anos e, após a morte, por toda a eternidade!”

Encerrando os esclarecimentos, pedimos a Deus, por intercessão da Santíssima Virgem Imaculada Conceição, Padroeira de nossa Cidade de Guarulhos, que proteja nossa Diocese assim como todo nosso País, concedendo-nos governantes que sejam respeitadores da Lei de Deus e das Leis Naturais que têm sua fonte no próprio Deus.

+ Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo de Guarulhos

Fonte: Diocese de Guarulhos

23 julho, 2010

Mitras em conflito: não há espaço para clareza na ditadura modernista da CNBB.

Artigo de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini publicado no site da CNBB até quarta-feira.

Artigo de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, publicado no site da CNBB até quarta-feira, repentinamente saiu do ar.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que se ufana de defender os direitos democráticos (dentre os quais o da livre difusão de idéias), na surdina censurou um de seus membros.

O artigo “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos [citado também aqui], antes publicado no site da CNBB, saiu do ar na última quarta-feira, provavelmente, pela repercussão do artigo nos meios seculares. O grande César do laicismo imperante não poderia gostar do tom claro e preciso de Dom Bergonzini. O mesmo pode-se dizer da CNBB, que prefere sempre lançar mão de critérios ambíguos e genéricos para redigir suas notas e declarações.

O problema do senhor bispo de Guarulhos? Clareza na defesa da moral católica: “sou apartidário, tenho o direito de me manifestar livremente e a obrigação de orientar meus fiéis. Por isso deixei muito clara a posição de que não devem votar na Dilma. Nem nela e em nenhum outro candidato que defenda a legalização do aborto”, disse o Dom Bergonzini ao G1.

“CNBB não entra em questões políticas“.

A pérola foi dita pelo subsecretário-geral adjunto da entidade, padre Antonio da Paixão: “Em relação ao aborto, a posição da Igreja Católica é muito clara de sermos contra. Não concordamos [com o artigo] em relação aos nomes, do ponto de vista partidário. A CNBB não entra nessas questões políticas”.  Aqueles que conhecem o histórico da CNBB só tem um adjetivo adequado a Pe. Antonio: Cara-de-pau!

Orientação aos padres.

Dom Bergonzini ainda declarou ao G1: “vou mandar uma circular para os padres da diocese pedindo que eles façam o pedido na missa, para que os nossos fiéis não votem na candidata do PT e em nenhum outro candidato que defenda o aborto. Desde o Antigo Testamento, temos que é proibido matar. Uma pessoa que defende o aborto não pode ser eleita. Eu tenho obrigação de orientar meus fiéis pelo que está certo e o que está errado”, disse o bispo, a um ano de atingir 75 anos, a idade limite para apresentar sua renúncia ao Papa. É certo: a CNBB e o senhor Núncio Apostólico já estão providenciando um sucessor digno da herança dos infelizes antístites vermelhos idolatrados pela corja modernista da CNBB: Hélder Câmara, Casaldáliga, etc.

Rezemos para que o sucessor de Dom Bergonzini seja igualmente um bispo corajoso e consciente de sua missão de pastor de almas.

Convidamos vivamente nossos leitores a expressar seu apoio a Dom Luiz Gonzaga Bergonzini [clique aqui].

[Atualização: 23 de julho de 2010, às 11:06] Em entrevista ao portal Terra, Dom Luiz, questionado se a CNBB o procurara para tratar do caso, declarou: “Não ligaram e nem vão porque cada bispo é autônomo na sua diocese. A autoridade máxima aqui sou eu e meu superior é o Papa”. Sobre a candidata Marina Silva: “Marina sugeriu que houvesse plebiscito, mas que é isso? Decidir se é legal matar ou não? A criança não tem direito? São dois pesos e duas medidas? A pessoa não tem a coragem de seguir a sua consciência porque nem sempre o mais fácil é o mais certo.”

[Atualização 2: 23 de julho de 2010, às 14:17] Em entrevista à Folha, ao ser lembrado de uma suposta recomendação da CNBB de  neutralidade na campanha eleitoral, o senhor bispo declarou: “Em primeiro ligar, que recomendação é essa? A CNBB não tem autoridade nenhuma sobre os bispos. Eu segui a voz da minha consciência. Sou cristão de verdade e defendo o mandamento ‘não matarás’. Não tem esse negócio de ‘meio termo'”. Sobre possíveis represálias da CNBB ou do governo: “Sempre tem alguma coisa. Tenho recebido muitos e-mails. Não sei se são ameaças, mas contestando. Mas posso te dizer que muitos de apoio. As pessoas dizem: ‘finalmente alguém que usa calça comprida resolveu reagir'”.

16 julho, 2010

Enfim, um bispo que fala claro no Brasil.

Na atual conjuntura política o Partido dos Trabalhadores (PT) através de seu IIIº e IVº Congressos Nacionais (2007 e 2010 respectivamente), ratificando o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) através da punição dos deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, por serem defensores da vida, se posicionou pública e abertamente a favor da legalização do aborto, contra os valores da família e contra a liberdade de consciência.

Na condição de Bispo Diocesano, como r e s p o n s á v e l pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que – por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21).

Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam.

Palavras de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo de Guarulhos

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