Posts tagged ‘Dom Rifan’

17 fevereiro, 2009

Carta de fiel de Campos – RJ.

Salve Maria!

Escrevo-lhes esse e-mail pois venho acompanhando sua homepage e, como sou de Campos, trago notícias da realidade daqui.

É triste ver o bispo Rifan defender o que sempre condenou. Antes dizia: “Eu sou católico apostólico romano. E é exatamente para ser católico autêntico que eu conservo a mesma doutrina, a mesma orientação, a mesma moral, a mesma missa que a Igreja conservou e ensinou. E é por isso que combatemos os erros que, infelizmente, se instalaram nos meios católicos, nas Igrejas, patrocinados pelas próprias autoridades. É para sermos fiéis à Igreja, para sermos católicos legítimos, não apenas de nome, que nós combatemos essa profanação da Igreja, essa protestantização da liturgia com a Missa nova (…). A conseqüência é que os católicos estão perdendo a Fé. (…) Mas é questão de Fé, não é rebeldia nossa, é questão de fidelidade à autêntica doutrina católica“.

Agora declara mídia afora que preserva a Liturgia Tradicional não “porque é contra o Concílio Vaticano II e não porque é contra a ortodoxia da Missa Nova“… já não é mais questão de Fé… é por apego, puro gosto.

Desde o decreto de 21 de Janeiro nada se falou nas Igrejas da Administração Apostólica sobre o assunto. Escrevi ao bispo esperando respostas, mas, como sempre, o mesmo tenta justificar-se. Inclusive diz que não quer mais responder e-mails meus.

Agora, o bispo Dom Fernando Arêas Rifan ordenou que todos os padres da Administração Apostólica leiam pra os fiéis durante o sermão de 15 de fevereiro de 2009 dois documentos.

O primeiro é a carta que sua Excelência Reverendíssima escreveu em 30 de janeiro do corrente ano aos bispos da Fraternidade São Pio X.

Outdoor colocado em Campos por fiéis. Clique para ampliar.

Outdoor colocado em Campos. Clique para ampliar.

O trecho ordenado para leitura mostra apenas a “introdução” da carta, que não é lida por completo. Assim, omite-se a opinião de Dom Rifan que diz que a Fraternidade defende doutrinas heréticas.

O segundo documento é da Congregação para os Bispos no qual fala-se que a Fraternidade apenas conseguiu o levantamento da excomunhão, estando ainda sem nenhuma função na Igreja e que só estará em plena comunhão após aceitar o Concílio Vaticano II. Ainda expõe que a opinião de D. Williamsom sobre o Holocausto é inaceitável e que o Papa não sabia desse seu ponto de vista quando retirou as excomunhões. Termina-se aí o pronunciamento a respeito dos acontecimentos.

Pois bem, após 25 dias do Santo Padre, através da Congregação para os Bispos, retirar e tornar sem efeitos jurídicos o decreto publicado em 1988 em que eram lançadas as excomunhões, o bispo Dom Rifan resolve se pronunciar aos fiéis da Administração Apostólica.

Por que esse silêncio de quase 1 mês?

Por que toda uma articulação agora nesse pronunciamento?

Só foi lida a parte da carta em que Sua Excelência Reverendíssima diz estar feliz pelo acontecido. Em seguida tem a preocupação de mostrar que a Fraternidade não está ainda em “plena comunhão com a Igreja”. E logo depois, fala-se sobre a declaração de Dom Williamson (que inclusive já escreveu uma belíssima carta desculpando-se ao Sumo Pontífice).

Os modernistas estão furiosos após a anulação das excomunhões. Querem de todo modo que Roma volte atrás. No entender do Superior da Fraternidade, se trata de uma “vingança para obrigar Roma a voltar atrás” e “desmantelar” a Fraternidade. “Mal se liberta de um rótulo e nos colam outro, muito mais grave”, lamentou.

Ora, talvez esse silêncio em relação aos acontecimentos tenha sido devido ao fato da Fraternidade ter conseguido esse feito sem a necessidade de acordos. Talvez esse silêncio deve-se ao fato da Fraternidade não ter traído a causa pela qual Dom Antônio e Dom Lefebvre sempre lutaram (a sã Doutrina Tradicional).

A Fraternidade conseguiu que as duas primícias fossem atendidas por Roma: liberação da missa de sempre (inclusive a declaração de que a mesma nunca foi abrrogada) e anulação das excomunhões de 1988. Agora dar-se-á início às conversações propriamente ditas.

Além de atender às duas condições, o Papa Bento XVI ainda deseja iniciar as conversações a respeito do Vaticano II e da Missa Nova o mais “rapidamente” possível.

Assim, o que a Fraternidade quer não é aceitar e reconhecer os erros advindos do Concílio Vaticano II, mas sim iniciar conversações com Roma.

Nós estamos felizes que o Decreto de 21 de Janeiro encare como “necessárias” as conversações com a Santa Sé, conversações que permitirão a Fraternidade Sacerdotal São Pio X expor as razões doutrinárias de fundo que ela considera estarem na origem das dificuldades atuais da Igreja“. (Dom Bernard Fellay, Comunicado de 24 de Janeiro de 2009, in Dici).

Apesar de sabermos que a excomunhão sempre foi contestável e sem razão de ser, alegremo-nos em memória de D. Lefebvre e D. Antônio que lutaram em suas vidas pela sã Doutrina Tradicional e tanto foram injuriados e acusados de excomungados. Alegremo-nos, pois a FSSPX conseguiu esse feito sem a necessidade de acordos que, como assistimos agora em Campos, fazem pessoas perderem a fé e a viverem pacificamente o erro, não mais condenando os erros modernistas. Alegremo-nos, pois, como já manifestado pelo Santo Padre, o Papa, agora poderão iniciar-se as conversações que levarão à condenação de todos os erros advindos do Concílio Vaticano II e que acarretaram a crise que assistimos na Igreja,

Obrigado Mons. Lefebvre e Dom Antônio, que pregaram a palavra e insistiram: “quer agrade, quer desagrade”! Que Nosso Senhor Jesus Cristo mantenha viva em nossos corações a Fé ensinada por Ele e defendida por vós enquanto fiéis servos de Deus!

In Iesu et Maria.

Laura P. F. Ramos

11 fevereiro, 2009

Comentários de Dom Fernando Rifan acerca do levantamento das excomunhões dos Bispos da FSSPX.

Prezados leitores,

Recebemos do Prof. Alessandro Lima, do Apostolado Veritatis Splendor, o pedido de publicação dos comentários (cujos destaques são do original) de Sua Excelência Reverendíssima Dom Fernando Arêas Rifan acerca do levantamento das excomunhões dos bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X; excluímos a primeira parte do trabalho que consiste na reprodução de notícias e documentos que já estão em nosso dossiê.

Da mesma maneira, informamos aos Padres da Fraternidade que nosso espaço acolherá todo direito de resposta, se assim desejarem.

 

Administração Apostólica

Campos, Brasil, 30 de janeiro de 2009

 

À S. Ex. Rev.:

Mgr. Bernard Fellay,

Mgr. Bernard Tissier de Mallerais,

Mgr. Richard Williamson et

Mgr. Alfonso de Galareta

 

                            Excelências Reverendíssimas,

 

         Acabo de chegar de uma viagem durante a qual recebi as boas novas; por isso só agora posso lhes escrever.

         Eu e toda nossa Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, seus sacerdotes e fiéis, os felicitamos e nos congratulamos de todo o coração com V. Exas. pelo levantamento das excomunhões que vos atingiam e agradecemos ao Santo Padre por este gesto de paternal misericórdia e generosidade, que terá uma frutuosa repercussão em toda a Igreja.

 

        Como nós também fomos objeto da mesma bondade do Santo Padre, que levantou a excomunhão de Dom Licínio Rangel em novembro de 2001, o que nos conduziu à nossa completa regularização em 18 de janeiro de 2002, nós estaremos sempre em oração para que V. Exas. possam também chegar à completa regularização de toda a Fraternidade São Pio X, como o desejou o Papa.

         Nós confiamos todo esse caso ao Imaculado Coração da Santíssima Virgem, a quem V. Exas. com tanta confiança recorreram para a sua solução. 

Unidos no mesmo amor pela Santa Igreja, nossa mãe também, queiram, prezadas Excelências, receber a expressão de meu respeito e amizade,

 

         In Iesu et Maria,

                             

                            + Dom Fernando Arêas Rifan  

 

 

 

COMENTÁRIOS DE DOM FERNANDO RIFAN :

            Recapitulando tudo o que até agora foi feito e dito, gostaríamos de fazer as seguintes considerações.

 

A)   A idéia do pedido de levantamento da excomunhão foi dada por mim, durante as conversações com a Fraternidade São Pio X no princípio de 2001.

 

            O começo das conversações se deu por ocasião do Jubileu do Ano 2000 a pedido do Papa João Paulo II. O Cardeal Castrillón propôs a reconciliação aos Bispos da Fraternidade. Dom Fellay ligou para mim, para que eu falasse com Dom Licínio e os ajudasse com conselhos sobre qual resposta deveriam dar a Roma. Dom Licínio me enviou a Menzingen, Casa geral da Fraternidade, para uma reunião em 13 de janeiro de 2001. A segunda reunião foi em 24 de abril de 2001. Nestas reuniões, tomavam parte os quatro Bispos da Fraternidade, Pe. Aulagnier e eu. Ao ver a desconfiança que se mostrava com relação a Roma, eu propus então que se pedisse um gesto de confiança. E sugeri que se pedisse o levantamento das excomunhões proclamadas em 1988 por ocasião das sagrações dos quatro bispos por Dom Lefebvre. Assim como o Papa Paulo VI havia levantado a excomunhão dos ortodoxos cismáticos num gesto de abertura para o caminho da volta deles à Igreja (eu citei então a encíclica Ut unum sint, nº 52), pedir-se-ia o mesmo gesto para conosco. A minha sugestão foi aceita. Foi acrescentada uma outra exigência: o pedido de se liberar a Missa tradicional para o mundo inteiro. Essas duas exigências se tornaram os “prealables”, duas condições, para se continuarem as conversações. O pedido foi entregue ao Papa através do Cardeal Castrillón.

 

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12 agosto, 2008

Dom Fernando Rifan esclarece status da Capela Santa Luzia

Um gentil leitor nos envia o seguinte esclarecimento de Dom Fernando Arêas Rifan:

De: Dom Fernando
Enviada em: terça-feira, 12 de agosto de 2008 12:06
Assunto: Re: Capela Santa Luzia

Caro X,

Obrigado por seu e-mail. Estava de viagem, por isso demorei em lhe responder. Fique tranquilo, pois esses boatos são falsos. A Missa na capela de Santa Luzia é de nosso grande interesse, pois faz bem a muitas pessoas. Para substituir o Pe. José Henrique escolherei um outro bom sacerdote da nossa ADministração Apostólica. Mas por enquantro farei um rodízio, todas as semanas, para continuarem as Missas do sábado e as duas do Domingo, como também a de São Bernardo. Irão o Mons. José de Matos (dois domingos), Pe. Hélio Buck e mais um outro sacerdote, até a nomeação do padre definitivo. Que Deus o abençoe e a sua noiva.

+ Dom Fernando Rifan

11 agosto, 2008

Curtas

    • A Capela Santa Luzia, em São Paulo, cedida à Administração Apostólica São João Maria Vianney, está sem um Padre fixo encarregado para a celebração da Missa Tradicional nas primeiras sextas do mês, sábados e domingos, como era costume. Por ora, Dom Fernando Arêas Rifan escalou alguns Padres que virão de Campos para suprir as necessidades; entretanto, correm dois boatos. O primeiro: a Administração já não tem mais interesse em manter-se com essa responsabilidade por falta de padres e pela distância. Dom Rifan estaria, então, procurando um outro Padre de São Paulo mesmo para encarregar-se.
    • Outro boato dá conta que Dom Rifan designaria um Padre da própria Administração para ficar definitivamente em São Paulo, já em outra igreja maior que atenderia de maneira mais confortável as necessidades dos fiéis que freqüentam a capela atualmente: uma espécie de paróquia pessoal.
    • Andrea Tornielli informa, em seu blog, o início de uma nova celebração de missa no rito Ambrosiano, conforme o missal de 1954, na arquidiocese de Milão, do progressista Cardeal Tettamanzi. Deo Gratias!
    • Merecem ser vistas as fotos da missa de comemoração do centenário da paróquia dos Dominicanos em Seattle, Washington, EUA. Quase mil fiéis lotaram a igreja para assistir a missa no rito dominicano tradicional. Fotos e mais informações no The New Liturgical Movement.
    • O Cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, condecorou o socialista abortista Renate Brauner com o prêmio da Ordem Pontifícia de São Gregório Magno por seus serviços à saúde pública da cidade e ajuda às instituições católicas de saúde. O Cardeal Schönborn teve grande papel na redação do Catecismo de Igreja Católica e seu compêndio. O prêmio foi instituído em 1831 pelo Papa Gregório XVI, visando condecorar aqueles que prestam grandes serviços à Sé Apostólica…
    • O Padre John Berg, superior geral da Fraternidade São Pedro, concedeu uma entrevista ao The Remnant sobre o primeiro aniversário do motu proprio Summorum Pontificum. Ao ser questionado sobre o uso do segundo Confiteor pelos padres da FSSP, abolido no missal de 1962, o Padre J. Berg respondeu que existe uma variação nos EUA quanto a isso, sendo fator determinante o costume de cada região. Alguns perguntarão: a FSSPX não poderia manter o uso da antiga oração para os judeus sob a mesma justificativa?
    • O discipulado Cristão demanda mais que uma relação polída com Jesus e Sua Igreja. Ele é Nosso Senhor e Deus… O que ele merece é nosso amor — um amor que se expressa em nosso culto, em nosso serviço aos outros e em nossa obediência à Igreja“. É o que diz o Arcebispo de Denver, Charles Chaput, ao chamar o Leadership Conference of Women Religious à obediência católica.
    • O Arcebispo de Gênova, presidente da Conferência Episcopal da Itália e, segundo alguns, maior defensor do Motu Proprio Summorum Pontificum na Itália, Cardeal Angelo Bagnasco, condenou o deputado Mario Borguezio por sua postura anti-islâmica. O deputado pretendia defender a Cristandade contra as profanações do Islã e agiu contra encontros ecumênicos numa igreja de Gênova. De bispos conservadores como esses…
    • Em seu Eleison Comments LVIII, Dom Richard Williamson fala sobre as profecias de Garabandal, segundo ele “um vulcão adormecido” . O bispo, que já havia previsto que o Grande Alerta ocorreria em fevereiro ou março desse ano, reafirma que não sabe a hora fixada por Deus Onipotente… mas dá seu palpite, dizendo que o vulcão poderá entrar em erupção facilmente em 2009… realmente, Kyrie Eleison!