Posts tagged ‘Dom Roberto Francisco Ferrería Paz’

7 agosto, 2017

Bispo de Campos não irá mais à maçonaria.

Por FratresInUnum.com – Fontes informam que a palestra de Dom Roberto Ferreria Paz, bispo de Campos, RJ, em uma loja maçônica foi cancelada. Ele mesmo o teria informado em reunião com parte do clero da diocese do norte fluminense.

Dom Roberto Ferreria Paz

Dom Roberto e seminaristas da diocese de Campos, RJ.

O anúncio da palestra do bispo de Campos em uma loja maçônica causou alvoroço entre os católicos na internet. O bispo, por sua vez, tentou se justificar em um vídeo publicado em seu perfil no Facebook, no qual mantinha firmemente seu compromisso de prosseguir com o evento.

Mas, parece que não foi só aos simples fiéis que ele não convenceu: o cancelamento teria se dado a pedido do Núncio Apostólico, Dom Giovanni d’Annielo, que estará por Campos em dias próximos à programada e lamentável confraternização epíscopo-maçônica. Nossas fontes informam ainda que o bispo abordou o assunto rapidamente, já mudando de assunto, dando a impressão de que queria que o cancelamento não fosse amplamente comentado.

19 outubro, 2012

Encerrando o assunto, nossa breve resposta a Dom Roberto Paz.

Excelência, não nos permitiremos tomar parte em uma peça de vitimização promovida por um homem maduro, bem formado e, sobretudo, Sucessor dos Apóstolos.

Apenas nos limitamos a declarar que, com esta resposta, Vossa Excelência consegue perfeitamente demonstrar única e exclusivamente algo (objetivo não atingido no artigo que gerou esta polêmica), qual seja:

O escândalo farisaico diante de uma crítica respeitosa e a contraditória atitude da moral eclesial de ignorar a indecência de um artigo mal escrito, não reconhecendo a incapacidade própria de articular e expressar idéias de maneira clara, para lançar a culpa nos incontáveis leitores que — estes sim, juízes “sem misericórdia” — ousaram questionar um membro de um episcopado que nos dias de hoje, lamentavelmente, se considera acima do bem e do mal.

Conviver com críticas e saber delas tirar proveito, Dom Roberto, é uma arte. Muito mais digna de nota do que a de Courbet, diga-se de passagem.

19 outubro, 2012

Bispo de Campos responde.

Reação do bispo de Campos, Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, ao artigo publicado em Fratres in Unum.

Dom Roberto Paz.

Dom Roberto Paz.

Respondendo ao irmão que talvez não compreendeu o artigo da Folha da Manhã, e na Voz do pastor, também  no SITE da Diocese.

Sempre acredito que as pessoas são bem intencionadas e podem fazer uma leitura íntegra e sem preconceitos.

Sobre o meu posicionamento a respeito da obra de Gustave Courbet, (e não Coubert),  líder da Escola Realista de Pintura, na França, foi a seguinte:

Na entrevista da Folha da Manhã, na seção cultural eu defini esta obra como pornográfica.

No Artigo da Voz do Pastor, eu afirmo: “Nem todo o nu é pornográfico, porém, depois do pecado original é necessário integrar com o pudor e a castidade o que o pecado esfacelou e dividiu. O pudor serve de anteparo e resguardo do mistério da pessoa para que ela não seja  considerada um pedaço de carne ou ainda, um órgão da genitália. A arte contemporânea separou a beleza da verdade e do bem, considerando realidade qualquer objeto retratado ou representado.” Recém depois deste arrazoado que fala e afirma da necessidade do pudor, e da integração do bem, da verdade e da beleza, é que sustento: “a pintura de Courbet é um grito desesperado para sair da banalização e da trivialização do sexo, a que somos levados pela cultura midiática hedonista e permissiva”.

Longe de aprovar a obra pornográfica como obra estética ou artística, digo, que ele é um grito desesperado, o desespero por acaso não é pecado contra a esperança e a confiança em Deus? Não é motivado pelo absurdo que é a ausência do belo, da verdade e do bem? Quando tiramos um texto fora do contexto, as conclusões viram qualquer pretexto. Onde é que eu elogio esta obra? Simplesmente, a enquadro dentro do permissivismo que é resultado da cultura nihilista, da negação da pessoa. Mas é importante assinalar: ainda que esta obra de Courbet seja objetivamente pornográfica e indecente, a intenção do pintor e da sua escola (que não se justifica, pois o fim não legitima os meios) não era trabalhar para o mercado pornográfico ou explorar a imagem da mulher como objeto, onde a finalidade desta escola não tinha como escopo retratar as situações de alcova ou do meretrício como os grafites de  Pompéia ou as imagens do Kama-Sutra  que apresentam as posições do ato sexual, mas o realismo social a vida das classes trabalhadoras.  Queria se mostrar o escândalo farisaico diante do nu feminino e a contraditória atitude da moral puritana de ignorar a indecência da exploração do trabalho, tuberculose e outras doenças que dizimavam os pobres, o trabalho infantil e a degradação da mulher, por isto este mesmo pintor vai nos deixar cenas de catadores de pedras, de carvão e do lixo.

Certamente para Jesus mais grave que a obscenidade é o ato de julgar os outros, a falta contra a caridade, estar sempre pronto para atirar pedras nas outras pessoas. Não haverá misericórdia para aqueles que não tiverem misericórdia com seus irmãos, diz o Apóstolo Tiago, a comunicação deve levar sempre para a paz e o diálogo, tratando de conhecer realmente o que pensa o outro.  Deus seja louvado!

+ Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo Diocesano de Campos

Fonte: Diocese de Campos

15 outubro, 2012

‘Elogio da Indecência’ pelo Bispo de Campos.

O ensaio Elogio da Loucura, de Erasmo de Roterdã, é considerado um marcante prenúncio da Revolução Protestante do século XVI. Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, tem o seu arremedo da obra de Erasmo — como que consolidando o liberalismo no outrora baluarte católico norte fluminense — no baixíssimo Elogio da Indecência escrito por seu bispo, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, em sua coluna semanal divulgada pelo site da diocese.

Nela, Dom Roberto relata sua viagem a Buenos Aires, no último mês de setembro, em que participou do V Encontro de Centros Culturais Católicos do Cone Sul, cujo um dos objetivos era “anunciar e implementar a Via Pulchritudinis (o caminho da beleza), para evangelizar e iluminar a cultura de hoje”.

E qual obra o sucessor de Dom Antônio de Castro Mayer cita para ilustrar este propósito? “A pintura de Gustave Cubert (sic), que coloca a genitália feminina num primeiro plano, na pintura denominada ‘A origem do mundo’, nos convida a posicionarmos e dar razão de nossa atitude e doutrina sobre a arte e a estética sob o olhar da Palavra de Deus”.

Após explicar que “nem todo nu é pornográfico” e recordar que “é necessário integrar com o pudor e a castidade o que o pecado esfacelou e dividiu”, vem então o indecente, o deplorável, o abismal “posicionamento” do bispo de Campos: “A pintura de Curbet é um grito desesperado para sair da banalização e da trivialização do sexo, a que somos levados pela cultura midiática hedonista e permissiva”.

Excelência, faça-nos um favor! A pintura do anarquista Courbet (e não Curbet) é um grito desesperado de indecência, de desacato ao pudor, enfim, uma verdadeira e grosseira obscenidade que não poderia ser mais inoportuna na boca de um Sucessor dos Apóstolos: “Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos” (Efésios 5, 3).

Por questão de respeito aos nossos leitores, à moral e ao pudor, não colocamos a imagem da “obra” no post e nem recomendamos que a busquem na internet.

5 fevereiro, 2011

A cidadania planetária do bispo auxiliar de Niterói.

Assembléia Geral da ONU recordando o convênio sobre a diversidade biológica e a convenção marco das nações unidas sobre a mudança climática, declarou 2011 ano internacional dos bosques. É um importante reconhecimento que os bosques e sua ordenação sustentável podem contribuir significativamente para o desenvolvimento equilibrado e harmônico, promovendo a erradicação da pobreza e possibilitando a conservação e o uso responsável de todos os tipos de bosques em benefício das gerações presentes e futuras.

As tragédias climáticas que aconteceram em Petrópolis e Nova Friburgo ceifando um número incontável de vidas e danos irreparáveis tem a ver sim com as alterações climáticas que modificaram o regime pluvial [ndr: há quem apresente uma resposta católica à catástrofe, Excelência]; o volume e concentração das chuvas e a própria constituição dos solos. Neste momento que conjuga o resgate e a restauração dos sobreviventes e se pensa na prevenção de catástrofes é bom não esquecer da urgência de um pacto natural de não agressão ao ambiente e de proteção a todos os ecossistemas, florestas especialmente as mais frágeis. É tempo de lembrar que a terra é nosso corpo e nossa casa, que todas estas tragédias pelas que passamos são também sinais de exaustão; de desequilíbrio, de não saber conviver com o ambiente natural.

Precisamos acolher e cuidar com muita compaixão as vítimas dos soterramentos e deslizamentos, e também, crescermos na nossa consciência de cidadania planetária defendendo os direitos dos bosques, afirmando com convicção que a terra é nosso habitat; que a vida é uma teia que nos une a todas as criaturas, que só estaremos seguros respeitando e reverenciando a criação como um dom sagrado de Deus, que temos que cuidar e defender.

+ Dom Roberto Francisco Ferrería Paz
Bispo Auxiliar de Niterói

Fonte: Arquidiocese de Niterói