Posts tagged ‘Dom Timothy M. Dolan’

6 setembro, 2014

O Massacre do Dia de São Patrício.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com – O Cardeal John O’Connor, antigo arcebispo de Nova York, deve estar rolando na cripta da Catedral de São Patrício, uma vez que ele conseguia manter os valores católicos no desfile anual do Dia de São Patrício, pelo menos, em questões sociais. Seu sermão de 17 de março de 1993 continha a resposta inesquecível aos seus muitos e muitos críticos: 

Cardeal Dolan

Cardeal Dolan

“Nem o respeito nem a mentalidade politicamente correta valem a mudança de uma vírgula no Credo Apostólico.”

O atual arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, adotou uma abordagem muito diferente em relação às questões tradicionais de família. 

O Cardeal Dolan será o “Grand Marshal” (o líder de honra) no desfile do Dia de São Patrício em Nova York, em março. A página de capa da edição de hoje do New York Times anuncia uma mudança no desfile: 

Os organizadores do desfile do Dia de São Patrício da Cidade Nova York disseram na quarta-feira que estavam levantando uma proibição aos grupos abertamente gay que desfilavam sob a sua própria faixa, encerrando protestos e polêmica amargas de mais de duas décadas, que empurram uma celebração anual no debate nacional de direitos gays.

A resposta do Cardeal Dolan?  Eis suas citações diretas do mesmo artigo, com alguns comentários entre parênteses sobre a “decisão” que ele não apenas aceita, mas elogia: 

“Não tenho problemas com a decisão [de promover atos contra a natureza e a doutrina católica no desfile] de maneira alguma,” disse o Cardeal Dolan na conferência de imprensa noturna que anunciava sua nomeação como grand marshal. “Penso que a decisão [de promover atos contra a natureza e a doutrina católica no desfile] é sábia.”

O artigo apresenta o presidente da “Liga Católica pelos Direitos Civis e Religiosos,” outrora responsável por manter a integridade católica no cenário público, não surpreendentemente apoiando as mudanças no desfile – mas hoje em dia enfrenta alguns opositores vocais, inclusive Monsenhor Charles Pope, embora a postagem do blogue pelo último atualmente não esteja disponível no site da Arquidiocese de Washington. 

A avidez do atual arcebispo de Nova York em agradar deve ser a razão pela qual ele é constantemente objeto de zombaria e desprezo em Roma, até mesmo nos círculos mais altos.

16 junho, 2014

Cardeal Dolan: Não basta exilar padre pró-tradição, é preciso se calar diante da imoralidade dentro da Arquidiocese.

Eis a “maneira de atuação” de uma Paróquia em Nova York:

“Inspirados por nossa fé em Jesus Cristo e enraizados no carisma de São Francisco de Assis, acolhemos ativamente a todas as pessoas.”

pride

Esta é o primeiro comunicado em nossa declaração de missão paroquial. Essa é maneira de atuação da nossa comunidade de São Francisco.

Estamos novamente celebrando essas boas-vindas de maneira radical a todos em nossa

Missa Pré-Orgulho, em 28 de junho de 2014, às 17:15h.

Esta é uma oportunidade para que toda a nossa comunidade paroquial se lembre de que o Senhor convidou a todas as pessoas a segui-Lo, independentemente de raça, etnia, situação econômica, gênero ou orientação sexual.

Ela também é uma oportunidade para que todos nós convidemos para a Missa qualquer um de nossos amigos que talvez não se sinta bem-vindo à mesa do Senhor por qualquer motivo, mas, especialmente, se eles forem gays ou lésbicas. Aproveite a oportunidade para testemunhar o amor incondicional de Deus estendendo a mão e convidando um irmão ou irmã que não tem estado em casa por um bom tempo.

Para saber mais sobre o nosso apostolado LGBT clique AQUI.

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Enquanto isso, na mesma arquidiocese…

Cardeal Dolan.

Cardeal Dolan, Arcebispo de Nova York.

Notícia de Rorate Caeli – Um padre sul africano que atua como oficial da Missão de Observador Permanente das Nações Unidas da Santa Sé foi destituído de suas funções regulares na Arquidiocese de Nova York após um sermão sobre a necessidade urgente da Arquidiocese enviar pastores verdadeiros e solidários para atender (e guiar) aqueles que frequentam a Forma Extraordinária da Missa [Romana] na Arquidiocese.

Agora podemos acrescentar que um correspondente do blog falou pessoalmente com o Monsenhor Edward Weber, diretor de pessoal para sacerdotes da Arquidiocese de Nova York, relativamente à destituição surpreendente, inaudita e violenta (com cartas enviadas até mesmo ao seu empregador, a missão de Observador Permanente das Nações Unidas da Santa Sé, bem como sua diocese de origem). O monsenhor disse a esse correspondente que a destituição do Padre Wylie não partiu de seu gabinete (cuja finalidade é a administração de assuntos de pessoal dos sacerdotes), mas veio “diretamente do gabinete do Cardeal “.

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O contraste entre a maneira como o padre Wylie foi tratado e a questão envolvendo outro padre visitante, da Diocese de Oakland, Califórnia, não poderia ser maior. Alguns anos atrás, esse padre visitante de Oakland havia sido preso por ato obsceno em público naquela cidade (relatório policial – conteúdo muito explícito).

Ainda assim, no último outono, ele era o celebrante regular aos domingos e dias de semana na Igreja de Nosso Salvador, em Manhattan. A Igreja postou este aprazível adeus no Facebook quando ele partiu:

Ela estava em residência na paróquia próxima de Nossa Senhora do Escapulário e Santo Estevão, onde ministrou uma oficina de Advento. Quando os paroquianos souberam de seu histórico e reclamaram com a Arquidiocese, ouviram a resposta de que ele estava em situação regular perante seu bispo em Oakland e, portanto, era aceitável na Arquidiocese.

O padre visitante de Oakland não celebrava a Missa Tradicional.

10 março, 2014

O Papa estuda as uniões gay. Cardeal Dolan: “Está tentando entender as razões disto”.

Por Il Gazzettino.it | Tradução: Fratres in Unum.com – VATICANO – Papa Francisco quer estudar as uniões gay, para entender como alguns Estados escolheram legalizar as uniões civis das duplas homossexuais. Disse-o à NBC o cardeal de Nova Iorque Timothy Dolan, precisando que o papa não expressou nenhum tipo de aprovação em relação a estas uniões.

O Papa “não chegou e disse que é a favor”, precisou o cardeal Dolan, acrescentando que o que Francisco afirmou foi que a Igreja deve procurar e ver “as razões” que induziram alguns estados a legalizar as uniões civis dos parceiros gays, “ao invés de condená-los prontamente… apresentamos perguntas sobre porque isto tem acontecido a algumas pessoas”.

O cardeal afirmou, portanto, que o matrimônio entre um homem e uma mulher “não é algo que diz respeito apenas à religião, os sacramentos… é também um elemento da construção da sociedade e da cultura. Portanto, pertence à cultura. E se, de algum modo, esvaziamos o significado sacro do matrimônio, temo que não sofra apenas a Igreja, temo que sofra também a cultura e a sociedade”.

7 janeiro, 2014

Milionários aborrecidos com a conversa sobre riqueza do Papa Francisco podem fechar os cofres para a catedral de St. Patrick.

Cardeal Dolan abençoa as novas portas da Catedral de New York. Ao seu lado, o benfeitor Langone.

Cardeal Dolan abençoa as novas portas da Catedral de New York. Ao seu lado, o benfeitor Langone.

Por NY Daily News | Tradução: Fratres in Unum.com – O Papa Francisco celebrou as orações de Primeiras Vésperas e o Te Deum no Vaticano na terça-feira. Um dia antes, Ken Langone, que está liderando os esforços de reforma na Catedral de St. Patrick em Nova York, disse que o discurso retórico da Santa Sé contra a “idolatria” do dinheiro foi desencorajador para doadores ricos.

Os recentes comentários críticos do Papa Francisco sobre a riqueza possivelmente estão assustando doadores milionários para a restauração da Catedral de St. Patrick, no valor de $180.000.000,00.

Essa é a mensagem que o bilionário Ken Langone, fundador da Home Depot, transmitiu o Cardeal Timothy Dolan durante um recente encontro com café da manhã .

Na segunda-feira, Langone, que está encabeçando a restauração da catedral de St. Patrick, disse à CNBC que alguns católicos ricos estavam hesitantes quanto a dar seu apoio financeiro ao projeto na esteira dos ensinamentos do Papa.

[…] Langone afirmou que os comentários levam potenciais doadores a sentir que o Papa é contrário ao sucesso do sistema americano, e expressou essa preocupação a Dolan em um recente café da manhã.

“Disse ao cardeal: ‘Emiência, esse é mais um obstáculo sobre o qual espero que não termos de tratar. Você quer ser cuidadoso sobre generalizações. Ricos em um país não agem como ricos em outros países”, disse Langone.

“Não nenhum país na Terra que seja tão aberto, tão generoso” como os Estados Unidos, disse Langone, acrescentando que esperava que a mensagem do Papa fosse mais positiva.

Dolan declarou à CNBC que apreciou as preocupações de Langone — mas que elas são equivocadas.

Ele afirmou ter dito a Langone “que isso seria uma má interpretação da mensagem do Santo Padre. O Papa ama os pobres. E também os ricos. Ele ama as pessoas… Temos que corrigir a fim de esclarecer esse cavalheiro a compreender adequadamente a mensagem do Santo Padre”.

6 março, 2013

Um americano em Roma, com destino à cátedra de Pedro.

Talvez o arcebispo de Nova York. Ou quem sabe o de Boston. Seguindo as pegadas de Bento XVI e, além disso, com o chicote contra o mau governo. Mas a cúria resiste e contra-ataca, empurrando adiante um cardeal brasileiro de sua confiança.

Por Sandro Magister | Tradução: Fratres in Unum.com

Cardeal Dolan.

Cardeal Dolan.

Roma, 7 de março de 2013 – A aposta mais fácil é que o próximo Papa não será italiano, nem tampouco europeu, africano, asiático. Pela primeira vez na bimilenar história da Igreja, o sucessor de Pedro poderia vir das Américas. Ou, se preferirem tentar uma previsão mais certeira, da Grande Maçã.

Timothy Michael Dolan, arcebispo de Nova York, 62 anos, é um homenzarrão de Midwest de sorriso radiante e vigor transbordante, precisamente aquele “vigor tanto do corpo como do espírito” que Joseph Ratzinger reconheceu ter perdido e que ele definiu necessário para seu sucessor, a fim de “governar bem a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho”.

No ato de renúncia de Bento XVI já estava o título do programa do futuro Papa. E para muitos cardeais veio à mente rapidamente a vivacidade missionária com a qual Dolan desenvolveu precisamente este tema, com seu italiano “primário”, em suas palavras, mas entusiástico, no consistório do ano passado, quando ele mesmo, arcebispo de Nova York, preparava-se para receber a púrpura:

> A proclamação do Evangelho hoje

Foi um consistório muito criticado, em fevereiro de 2012. Há semanas, documentos candentes vazavam dos escritórios do Vaticano, inclusive do reservado escritório do Papa, lançando ao público ambições, contrastes, pecados de uma cúria à deriva.

No entanto, entre os novos cardeais criados por Bento XVI um bom número era de italianos, pertenciam à cúria e, o que era ainda pior, estavam estreitamente vinculados ao secretário de Estado, Tarcisio Bertone, universalmente considerado o principal culpado pelo mau governo.

O Papa Joseph Ratzinger modificou esta situação alguns meses depois, em novembro, com outras seis indicações cardinalícias, todas elas não européias, inclusive o do astro nascente da Igreja da Ásia, o filipino de mãe chinesa Luis Antonio Gokim Tagle.

Mas a fratura permanecia intacta. De um lado, os senhores da cúria, em sua infatigável defesa dos respectivos centros de poder. De outro, o universo de uma Igreja que já não tolera que o anúncio do Evangelho no mundo e o luminoso magistério do Papa Bento sejam obscurecidos pelos tristes relatos da Babilônia romana.

É a mesma fratura que caracteriza o iminente conclave. Dolan é o candidato símbolo que representa a mudança purificadora. Não é o único, mas certamente é o mais representativo e audaz.

No fronte adverso, todavia, os magnatas da cúria se unem e contra-atacam. Não empurram adiante nenhum deles, sabem que assim a partida estaria perdida de antemão. Observam o ambiente que existe no colégio cardinalício e também eles apostam para longe de Roma, do outro lado do Atlântico, porém, não no norte, mas no sul da América.

Olham para São Paulo, Brasil, onde há um cardeal filho de imigrantes alemães, Odilo Pedro Scherer, 64 anos, muito bem conhecido na cúria, onde esteva durante anos em Roma a serviço do Cardeal Giovani Battista Re quando este era prefeito da congregação para os bispos, e que hoje faz parte do conselho cardinalício que supervisiona o IOR, o “banco” vaticano, posto em que foi confirmado há poucos dias, com Bertone como seu presidente.

Scherer é o candidato perfeito desta manobra, toda ela romana e curial. Não importa que no Brasil ele não seja popular, nem sequer entre os bispos que, chamados a eleger o presidente de sua conferência episcopal há dois anos, rechaçaram-no sem apelação. Nem que tampouco brilhe como arcebispo da grande São Paulo, capital econômica do país.

O importante para os magnatas curiais é que ele seja dócil e insosso. A auréola progressista que cobre a sua candidatura é devida a uma derivação puramente geográfica, mas é útil para inflamar em algum purpurado ingênuo a presunção de eleger o “primeiro Papa latino-americano”.

Assim como no conclave de 2005, os votos dos curiais e dos partidários do cardeal Carlo Maria Martini se destinaram todos eles ao argentino Jorge Bergoglio, na tentativa falida de bloquear a eleição de Ratzinger. Também desta vez poderia ocorrer uma união análoga. Curiais e progressistas unidos no nome de Scherer, com o pouco que resta dos antigos partidários de Martini, de Roger Mahony a Godfried Danneels, hoje ambos na mira por sua frágil conduta nos escândalos dos sacerdotes pedófilos.

O Papa que agrada aos curiais e progressistas é, por natureza, débil. Agrada aos primeiros porque lhes deixa livres para atuar, e aos segudos porque deixa espaço para o seu sonho de uma Igreja “democrática”, governada “da base”.

Não surpreende que o historiador Alberto Melloni, expoente principal do catolicismo progressita mundial, tenha prognosticado no “Corriere della Sera”, de 25 de fevereiro,  que do próximo conclave sairá um “Papa pastor” e não “um papa xerife”, e também ridicularizado o Cardeal Dolan, indicando precisamente quatro magnatas da cúria como os cardeais que são, a seu ver, os mais “capazes de compreender a realidade” e determinar “o resultado efetivo do conclave”: os italianos Giovani Battista Re, Giuseppe Bertello, Ferdinando Filoni “e, obviamente, Tarcisio Bertone”.

Isto é, exatamente os que estão orquestrando a operação Scherer. A estes quatro seria necessário acrescentar o argentino da cúria, Leonardo Sandri, de quem se fala que será o futuro secretário de Estado.

Para uma cúria desse tipo, a mera hipótese da eleição de Dolan é um presságio de terror. Mas Dolan Papa sacudiria também esta Igreja feita de bispos, de sacerdotes e de fiéis que nunca aceitaram o magistério de Bento XVI, seu enérgico retorno aos artigos do “Credo”, aos fundamentos da fé cristã, ao sentido do mistério na liturgia.

Dolan é, na doutrina, um ratzingeriano total que possui, ademais, o dom de ser um grande comunicador. Mas o é também na visão do homem e do mundo, assim como do papel público que a Igreja está chamada a exercer na sociedade.

Nos Estados Unidos, Dolan está à frente daquele time de bispos “afirmativos” que marcaram o renascimento da Igreja Católica após décadas de temor de culturas dominantes e de naufrágios em face da propagação dos escândalos.

Na Europa e na América do Norte, isto é, nas regiões em que o cristianismo é mais antigo, porém está em declínio, não há hoje uma Igreja mais viva e reflorescida do que a dos Estados Unidos. E também mais livre e crítica em relação aos poderes mundanos. Desapareceu o tabu de uma Igreja Católica americana que se identifica com a primeira super potência mundial e que, portanto, não poderá nunca gerar um Papa.

Pelo contrário, o que assombra este conclave é que os Estados Unidos oferece não um, mas inclusive dois “papáveis” verdadeiros porque, além de Dolan, há o arcebispo de Boston, Sean Patrick O’Malley, 69 anos, com barba e hábito de bravo frei capuchinho.

Sua pertença à humilde ordem de São Francisco não é um obstáculo para o papado e tem precedentes ilustres, porque também o grande Julio II, o Papa de Michelangelo e Rafael, era franciscano.

Mas o que mais pesa é que Dolan e O’Malley não são dois candidatos contrapostos entre si. Os votos de um podem convergir para o outro, se necessário, porque ambos são portadores de um único projeto.

Comparado com Dolan, O’Malley tem um perfil menos decidido no que diz respeito à capacidade de governo. E isso poderia fazê-lo mais aceito por alguns cardeais, o que lhe permitiria cruzar o umbral decisivo dos dois terços dos votos, 77 em 115, o que, por sua vez, poderia estar excluído para o mais enérgico e, portanto, mais temido, arcebispo de Nova York.

O mesmo raciocínio poderia ser aplicado a um terceiro candidato, o cardeal canadense Marc Ouellet, também ele de sólida matriz ratzingeriana e cheio de talentos similares aos de Dolan e O’Malley, mas ainda mais incerto e tímido que este último nas decisões operacionais. Em um conclave que tem muitas de suas expectativas lançadas na reorganização do governo da Igreja, a candidatura de Ouellet, embora considerada pelos cardeais eleitores, parece a mais débil das três norte-americanas.

Com o seu olhar voltado de Roma para o outro lado do Atlântico, o iminente conclave leva em consideração a nova geografia da Igreja.

O cardeal Ouellet, em sua juventude, foi missionário na Colômbia. O cardeal O’Malley fala perfeitamente espanhol e português e teve sempre como atividade proeminente o cuidado pastoral dos imigrantes hispânicos. O cardeal Dolan é a cabeça dos bispos de um país que alcançou as Filipinas no terceiro lugar no número de católicos no mundo, depois do Brasil e México. E são “latinos” um terço dos fiéis dos Estados Unidos; mais, a metade dos que têm menos de 40 anos o são.

Não surpreende que os cardeais da América Latina estejam dispostos a votar em seus irmãos do norte. E com eles, outros purpurados de peso, como o italiano Angelo Scola, o arcebispo de Paris, André Vingt-Trois, e o australiano George Pell.

Uma vez fechadas as portas do conclave, já no primeiro escrutínio poderiam cair sobre Dolan muitos votos, talvez não os 47 de Ratzinger na primeira votação de 2005, mas ainda muitos.

O que seguirá é uma incógnita.

19 fevereiro, 2013

Um Cardeal piadista.

Muitos dizem que o senhor é um dos “papáveis” favoritos…

Os que dizem essas coisas fumaram maconha.

Mas o filósofo Michael Novak disse que seria bom considerar um candidato anglófono.

Nós já os tivemos: Wojtyla e Ratzinger falavam muito bem o inglês.

Da entrevista do Cardeal Arcebispo de Nova York, Dom Timothy Dolan, considerado a grande estrela do consistório de fevereiro de 2012, publicada por Vatican Insider.

8 novembro, 2012

Papa e Cardeal Dolan instam Obama a respeitar a vida e a liberdade religiosa.

Por Michelle Bauman, CNA-ETWN News | Tradução: Fratres in Unum.com – Líderes católicos estão apelando ao presidente Barack Obama a respeitar os princípios americanos fundamentais da vida e da liberdade religiosa, após a sua vitória para um segundo mandato.

18 de outubro de 2012: Obama e Cardeal Dolan em jantar beneficente em Nova York.

18 de outubro de 2012: Obama e Cardeal Dolan em jantar beneficente em Nova York.

“Continuaremos a nos levantar em defesa da vida, do casamento, e de nossa primeira e mais apreciada liberdade, a liberdade religiosa”, afirmou o Cardeal Timothy M. Dolan, de Nova York, presidente da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos.

Em uma carta parabenizando Obama por sua reeleição, o Cardeal Dolan ressaltou a “grande responsabilidade” que o povo americano confiava ao presidente e lhe assegurou as orações dos bispos dos Estados Unidos.

“Em particular, rezamos para que o senhor exerça seu ofício de buscar o bem comum, especialmente no cuidado dos mais vulneráveis entre nós, incluindo os nascituros, os pobres e os imigrantes”, declarou o Cardeal.

“Rezamos, também, para que o senhor ajude a restaurar um senso de civilidade à ordem pública, de modo que nossas conversas públicas possam ser imbuídas de respeito e caridade para com todos”, acrescentou.

O comprometimento do Cardeal Dolan com a defesa da vida, do casamento e da liberdade religiosa foi ecoado por outros grupos católicos após a vitória de Obama nas eleições de 6 de novembro.

Nos últimos meses, os bispos dos Estados Unidos entraram em confronto com a administração de Obama quanto à liberdade religiosa.

No centro do conflito está a nova lei federal que exige que empregadores — inclusive hospitais, escolas e agências de caridade religiosas — ofereçam planos de seguro de saúde com cobertura de contracepção, esterilização e drogas indutoras de aborto.

Os bispos de cada diocese dos Estados Unidos falaram abertamente contra a lei, advertindo que ela lançava uma séria ameaça à liberdade religiosa. Mais de 100 pleiteantes, inclusive numerosas dioceses, universidades e entidades de caridade católicas, ingressaram com ações questionando a norma.

A importância da liberdade religiosa também foi enfatizada na mensagem do Papa Bento XVI a Obama.

Em uma carta, enviada através da nunciatura apostólica em Washington, D.C., o Papa enviou seus melhores votos para Obama e prometeu orações para o presidente nos próximos anos.

O pontífice também declarou esperar que os ideais fundamentais americanos de liberdade e justiça possam receber um lugar de honra no futuro da nação.

Padre Federico Lombardi, diretor da sala de imprensa da Santa Sé, observou que “o presidente dos Estados Unidos tem uma imensa responsabilidade, não só para com o seu próprio país, mas também para com o resto do mundo, dado o papel desempenhado pelos Estados Unidos em nível internacional”.

“Por esta razão, esperamos que o presidente Obama responda às expectativas de seus companheiros cidadãos”, disse, “servindo a lei e a justiça para o bem e o desenvolvimento de todo o povo, e respeitando os valores humanos e espirituais essenciais, enquanto promovendo uma cultura de vida e liberdade religiosa”.

21 outubro, 2012

Foto da semana.

Manhattan, Hotel Waldorf Astoria, 18 de outubro de 2012 — Entre a Cruz e a espada: Cardeal Timothy Dolan, Arcebispo de Nova York, recebe os dois candidatos à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e Mitt Romney, para um tradicional jantar organizado por sua Arquidiocese em prol de crianças carentes.

Fortíssimo papável para alguns, Dolan é uma figura paradoxal. Expansivo e nada cerimonioso para um Cardeal, foi considerado a grande estrela do último consistório. Personalidade que lhe garante passagem livre em todos os meios — e gera algum desconforto aos católicos, por exemplo, quando, em 2010, saudou todo sorridente um grupo de gays que lhe fora apresentado como tal em uma paróquia de Manhattan.

Agrada, desagrada: Convidado a rezar nas convenções de ambos os partidos, Dolan aceitou. Desagradou os conservadores e agradou os liberais — especialmente a ida à convenção do partido de Obama, manchado por sua “reforma da saúde” (contra a qual o próprio Cardeal se levantou, capitaneando as ações de várias entidades Católicas contra a medida).

Mas, estando lá, Dolan não perdeu a oportunidade. Rezou pela liberdade de religião, pela segurança dos nascituros, defendeu a lei natural e atacou o casamento gay: “princípios inegociáveis” para o Cardeal solapados pelo governo atual. Desagradou os liberais e agradou os conservadores.

Ortodoxia positiva para uns, irreverência cardinalícia para outros. Rir é o melhor remédio? O fato é que, a menos de 20 dias para a eleição, ter Obama, que já mostrou quem é, à direita, e o mórmon Romney à esquerda, não é o melhor dos cenários para gargalhar.

13 outubro, 2012

A Confissão é o sacramento da evangelização.

VATICANO, quinta-feira, 11 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Reproduzimos a seguir as declarações do cardeal Timothy Michael Dolan, arcebispo de Nova Iorque e presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, na Terceira Congregação Geral da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em 9 de outubro de 2012.

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Cardeal Dolan.

Cardeal Dolan.

Um grande evangelizador americano, o reverendo arcebispo Fulton J. Sheen, dizia: “A primeira palavra no Evangelho é que ‘veio’ Jesus, e a última palavra de Jesus foi ‘ide’”. A Nova Evangelização nos lembra que os agentes da evangelização devem ser, eles próprios, evangelizados. São Bernardo de Claraval escreveu: “Se és sábio, prova-o, transformando-te em fonte e não em canal”.

Diante disto, eu acho que o principal sacramento da Nova Evangelização é o sacramento da confissão, e agradeço ao papa Bento XVI por nos lembrar desta realidade. Os sacramentos da iniciação são o batismo, a confirmação, a eucaristia, e eles compõem a carga e o desafio na equipagem dos agentes da evangelização.

O sacramento da reconciliação evangeliza os evangelizadores, porque, sacramentalmente, nos coloca em contato com Jesus, nos chama à conversão do coração e nos inspira a dar uma resposta ao seu convite ao arrependimento.

O concílio Vaticano II pediu uma renovação do sacramento da confissão, mas, infelizmente, em muitos lugares, vimos que este sacramento desapareceu. Pedimos a reforma das estruturas, dos sistemas, das instituições, a mudança de outras pessoas, mas não pedimos essa mudança de nós mesmos.

A resposta para a pergunta “O que há de errado com o mundo?” não é a política, nem a economia, nem o secularismo, nem a poluição, nem o aquecimento global.

Quando perguntado sobre o que há de errado com o mundo, o escritor britânico Gilbert Keith Chesterton respondeu: “Sou eu”, assumindo que, no centro do convite do evangelho, estão o arrependimento e a conversão do coração. E isto é o sacramento da evangelização!

13 setembro, 2012

Cardeal Dolan condena perseguição em todo mundo a Cristãos e comenta acontecimentos na Líbia.

Por Catholic Culture | Tradução: Fratres in Unum.com –  Abordando o assunto da liberdade religiosa internacional na Universidade Católica da América, o Cardeal Timothy Dolan, de Nova York, fez breves comentários sobre o assassinato do embaixador americano na Líbia e os recentes protestos no Egito.

“Os acontecimentos de ontem na Líbia e no Egito apontam para o que está em jogo”, declarou. “Precisamos ser mais respeitosos para com outras tradições religiosas, ao mesmo tempo em que proclamamos de maneira inequívoca que a violência em nome da religião é errada”.

“150,000 Cristãos são mortos pela fé todos os anos, o que significa 17 novos mártires a cada hora do dia”, continuou. “Poderia algum de nós, irmãos bispos, esquecer do nó na garganta e das lágrimas em nossos olhos no nosso encontro em Atlanta, em 13 de junho, quando Dom Shleman Warduni, do Iraque, nos implorou que não nos esquecêssemos dos Cristãos em sua terra natal. ‘Imploramos a sua ajuda. Apenas queremos paz, segurança, liberdade… por favor, não mais mortes, não mais explosões, não mais injustiças'”.

O Cardeal Dolan prosseguiu debatendo a perseguição dos Cristãos na Nigéria, no Oriente Médio (“o epicentro da violência contra os Cristãos”), no Vietnã, China e em outros lugares. “Esta animosidade contra os Cristãos é tão extrema que agora tem um nome: Cristianofobia”.

Entre outros conferencistas no simpósio estavam o Arcebispo John Onaiyekan, de Abuja, que analisou o estado da liberdade religiosa na Nigéria; o proeminente diplomata do Vaticano Arcebispo Silvano Tomasi, que pronunciou um discurso cuja idéia central era a Igreja e a liberdade religiosa; e Thomas Farr, da Georgetown University.