Posts tagged ‘Dom Walmor Oliveira de Azevedo’

7 dezembro, 2017

A agenda gayzista promovida a todo vapor na Arquidiocese de Belo Horizonte. Um fiel escreve.

Escreve o leitor Pedro, de Belo Horizonte:

Olá, me chamo Pedro e venho, através desta carta, expor publicamente a minha indignação em relação a alguns fatos que vivenciei. Por amar a Santa Mãe Igreja e me comprometer com a mesma, tenho o dever de expor os dados abaixo, apenas com o intuito de que providências sejam tomadas. Escrevo esse texto, pois as possibilidades de resolver diretamente com a comunidade católica local não existem ou são mínimas.

Como já é de conhecimento de muitos, a Arquidiocese a qual pertenço (Belo Horizonte) não é exemplo para nenhuma outra no Brasil. Não obstante, ela ultrapassou todos os limites. Alguns casos famosos tomaram as redes sociais em um passado não muito distante, como por exemplo o “Episódio Frei Cláudio´´, “Nome social na PUC- MG´´, dentre outros. Não obstante, as coisas por aqui recentemente passaram ainda mais dos limites do tolerável. Ouso dizer que se estivessemos em outros e saudosos tempos, estaríamos sob intervenção da Sé Apostólica ou, na ausência desta, haveria uma correção fraterna direta dos leigos sobre seu clero.

Há mais ou menos 1 ano, em um SANTUÁRIO de Belo Horizonte – São Judas Tadeu -, foi criada uma pastoral que se intitula “Pastoral da Diversidade sexual”. Segue Link do site do Santuário http://saojudasbh.org.br/noticias/pastoral-da-diversidade-sexual-e-apresentada-na-puc-minas/. Reparem em algumas pessoas e locais onde estão sendo feita essas apresentações.

Resolvi então me atentar a esse fato e tentar entender o que essa “pastoral” poderia oferecer aos membros da Arquidiocese de Belo Horizonte. Nessa busca me deparo com este cartaz:

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Percebam a “realização” e o “Apoio”:
.Pastoral da diversidade sexual (São Judas).
.Grupo de Pesquisa Diversidade Afetivo-sexual e Teologia (do Programa de Pós-graduação em Teologia da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE).
.Centro Loyola de Belo Horizonte.
.Filhos de Maria Imaculada (Pavonianos).
.Santuário Arquidiocesano São Judas.

Resolvi ainda ir ao evento a fim de entender com mais clareza do que se tratava. Irei colocar aqui algumas imagens na qual vocês mesmos poderão tirar as próprias conclusões:

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E quem apresentava tudo isso era o Padre Marcus, já bem conhecido na arquidiocese, vigário paroquial do Santuário São Judas.

O que nos é ensinado através dessas iniciativas não tem NADA a ver com o que verdadeiramente é a Doutrina da Igreja Católica Romana! E tudo isso tudo ocorreu, e continua ocorrendo, como vou mostrar a seguir, dentro da própria Arquidiocese de Belo Horizonte. É um absurdo que isso continue ocorrendo bem debaixo dos olhos de Dom Walmor e seus bispos auxiliares e ainda com participação fervorosa de Dom Joaquim Giovani Mol.

Mas os absurdos não param por aí: neste final de semana (02), fui participar do seguinte evento, amplamente divulgado pela arquidiocese por email:

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Reparem no panfleto que o evento se deu na PUC Minas e teve ampla divulgação por parte da própria Arquidiocese de Belo Horizonte. Me espantei ao chegar ao evento e me deparar com a composição da mesa:

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Da esquerda para Direita: Um casal que estava representando um trabalho feito com “Casais em nova União” ( ECENU), Dom Joaquim Giovani Mol, indivíduo cujo nome não registrei, Isabella Tymburibá Elian (da pastoral da diversidade sexual do Santuário São Judas Tadeu), Margareth e Pe. Aureo Nogueira de Freitas.

Como podem ver foi um evento de grande relevância, marcado pela presença de nosso bispo auxiliar e representantes da Arquidiocese que coordenam as ditas pastorais. Fica aqui o registro de uma fala de Dom Mol:

“Eu fico pensando assim na família com suas diversas configurações, fiquei imaginando um fórum sobre família e suas diversas configurações. Mas que coisa antiga! As configurações, que são diversas, da família, não são de hoje – só que agora estamos nos permitindo, de olhos abertos, para tentar registrar e nos deixarmos tocar por essa diversidade. Isso é Graça!

Contudo, olhos abertos querem exercer uma outra função, que é a de exteriorizar, colocar para fora e revelar (…) as realidades que vivemos. (…) Peço para que todos deste fórum mantenham os olhos abertos. Precisamos ter isso.

Não vamos brigar por causa das realidades; não vamos fazer condenação, mas iremos interagir. Inteirar.´´

“Temos que estar aqui com o coração aberto e mente aberta, sem restrições para reconhecer todos os tipos de família.´´

Agora uma do Padre Aureo:

“Queria fazer só um comentário rápido (…) (sobre) o assunto, (que é) quando a pessoa coloca com relação ao catecismo da igreja que deixa explicitamente essa questão… da homoafetivi(dade)… dos homossexuais, (e que ele) aceita mas não aprova as ações, a.. as relações homossexuais. É… eu penso que isso aqui a gente tem que ter um cuidado muito grande porque as pessoas acham que a fonte primeira da nossa fé é o catecismo, e não é. A fonte primeira da nossa fé é o Evangelho, a Sagrada Escritura. O Catecismo é importante como tentativa de síntese da nossa fé e o aspecto mais importante ali não é o moral, é a vivência cristã. A moral, ela… nós sabemos que ela com o tempo evolui. Hoje nós temos a maioria das mulheres com a calça comprida, antigamente nós sabemos que mulher usar calça comprida era um escândalo, um absurdo. O Catecismo da Igreja Católica já chegou a justificar a escravidão do negro, dizendo que o negro não tinha alma, portanto ele podia ser escravizado. Então a gente também tem que compreender as hermenêuticas também com crítica a Sagrada Escritura, que ilumina nossa fé e evolui nesse sentido também para não contribuir com essa violência (…) que existe com essas pessoas que são concretas, são reais. (…) Sempre há drama porque a experiência mostra uma coisa e a fé diz outra´´

“A experiência cristã (…) se dá a partir de um encontro com Jesus Cristo, e não com a moral, e não com a norma.´´

Isabella, da pastoral da diversidade, nos apresentou e falou mais sobre o seu trabalho no qual participa juntamente ao Padre Aureo…

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O link para conseguirem escutar um pouco das explanações do evento segue abaixo: https://soundcloud.com/user-183344379/sets/arquidiocese

Nele está contido o áudio da palestra inteira da Isabella (da pastoral da diversidade), em uma playlist, juntamente aos outros áudios citados acima.

Já neste link, há a parte de perguntas e respostas para a mesa: https://soundcloud.com/user-183344379/perguntas-na-integra-aquidiocese.

Escutem e constatem o óbvio:  a Arquidiocese de Belo Horizonte acaba de passar de todos os limites!

Que as coisas sejam esclarecidas por aqui, e que a verdade prevaleça.

Obrigado.

Pedro, 04 de Dezembro de 2017

Outros feitos envolvendo a cúria de Belo Horizonte podem ser encontrados aqui e aqui.

9 dezembro, 2016

Nota em resposta à Arquidiocese de Belo Horizonte.

Por FratresInUnum.com

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Escândalo internacional: site italiano Una Vox repercute escândalo de Belo Horizonte.

Em face à notícia reportada ontem por FratresInUnum.com e consequente resposta da Arquidiocese de Belo Horizonte — por questão de isenção, aqui publicada integralmente —, respondemos que:

  1. Como não fica claro na “resposta” da Arquidiocese de Belo Horizonte, a notícia que publicamos não é nossa, mas uma tradução do site espanhol infoCatólica. Apenas os comentários são nossos. O escândalo é internacional. 
  1. Não descontextualizamos em nenhum momento as afirmações do “Projeto de Evangelização”. Pelo contrário, contextualizamos as suas palavras em relação à práxis da Arquidiocese. Suas próprias ações explicam o texto: ou é fictícia a portaria de Dom Joaquim Mól, reitor da PUC Minas, ao aderir institucionalmente à prática do “nome social”? Ou não aconteceu o seminário de gênero na PUC Minas? O texto das diretrizes pastorais não é um avulso.

Resta-nos rezar para que a verdade católica não pereça sob o relativismo dos pastores!

9 dezembro, 2016

Nota de esclarecimento da Arquidiocese de Belo Horizonte.

Nota enviada à redação de FratresInUnum.com pela Arquidiocese de Belo Horizonte, acerca de matéria do site espanhol InfoCatólica, por nós traduzida e comentada.

A Arquidiocese de Belo Horizonte esclarece que as informações publicadas na reportagem não condizem com as orientações do Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra. Os trechos destacados estão descontextualizados, interpretados de modo a não traduzir o que realmente estabelece o Projeto de Evangelização.

Em comunhão com a Igreja, a Arquidiocese de Belo Horizonte partilha a convicção de que o Matrimônio é a união entre homem e mulher, a exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Ao mesmo tempo, conforme orienta o Papa Francisco, busca acolher e acompanhar, sem exclusões e julgamentos, dando testemunho da misericórdia de Deus, que a todos alcança.

Nesse sentido, a Arquidiocese de Belo Horizonte lamenta não ter sido procurada pelos responsáveis pela elaboração dessa reportagem para os devidos esclarecimentos. Coloca-se à disposição para apresentar, de modo devidamente contextualizado, o Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra, fruto de atenta escuta das muitas comunidades de fé, em sintonia com os desafios do mundo contemporâneo.

Alguns artigos de dom Walmor que contestam a chamada ideologia de gênero:

Educação em pauta

 http://www.arquidiocesebh.org.br/site/artigoArcebispo.php?id_artigoArcebispo=10884

Família, tocha acesa

http://www.arquidiocesebh.org.br/site/artigoArcebispo.php?id_artigoArcebispo=11773

Princípios e ideologias

http://www.arquidiocesebh.org.br/site/artigoArcebispo.php?id_artigoArcebispo=10834

8 dezembro, 2016

Escândalo Internacional: Arquidiocese de Belo Horizonte professa a Ideologia de Gênero.

Por FratresInUnum.com: Publicamos abaixo a tradução da estarrecedora notícia veiculada pelo site espanhol InfoCatólica: a Arquidiocese de Belo Horizonte assume a ideologia de gênero em suas diretrizes pastorais.

Diz o texto do documento, encontrado no próprio site da arquidiocese:

O Matrimônio, no qual mulher e homem procuram, segundo a graça de Deus, corresponder ao mais profundo de sua vocação, tem valor para a Igreja e para a sociedade, e não restringe a compreensão da existência de outras configurações familiares, oriundas de situações sociais, culturais, econômicas e religiosas diversas. Compreende-se, então, que a família é a união das pessoas na consciência do amor, ‘cuja força […] reside essencialmente na sua capacidade de amar e ensinar a amar’, constituindo um núcleo fundamental das sociedades. Como Igreja doméstica, a família precisa ser, constantemente, valorizada nas suas particularidades e pluralidades, que enriquecem a Igreja. Por isso, devemos:

“Promover ações pastorais capazes de dialogar e de acolher todas as famílias, em suas mais diversas configurações, com respeito e zelo, a fim de que elas se sintam pertencentes, de fato, à comunidade que edificam com seu testemunho de amor. Cuide-se para que essa perspectiva inclua, também, os casais de novas uniões, os casais de não casados na Igreja, os divorciados, ofertando a todas essas famílias qualificado serviço de acolhimento. Atente-se para que, nesse mesmo horizonte, sejam acompanhadas as pessoas em suas diferentes IDENTIDADES SEXUAIS (gays, transexuais, lésbicas, travestis, transgêneros e bissexuais)”.

“Outras configurações familiares”? “Identidade sexual”? “Transgêneros”? Conceitos forjados pelos autores da conhecidíssima “ideologia de gênero”.

Como assim?… A Arquidiocese de Belo Horizonte está jogando no lixo todo o trabalho do laicato católico contra a “ideologia de gênero” e a favor da família natural realizado heroicamente no último ano? Está se colocando ao lado de todos os inimigos da Igreja e da família, subscrevendo a sua ideologia?

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Dom Walmor, Arcebispo de Belo Horizonte: portas escancaradas ao lobby gay.

Pois bem, a Arquidiocese de Belo Horizonte, pelo jeito, parece que resolveu aderir abertamente à ideologia de gênero. Mera ignorância ou pura malícia? Parece que a última alternativa é a verdadeira, por que isso não é de hoje, nem por acaso, mas com todo conhecimento de causa.

Como já noticiamos anteriormente, a própria PUC-BH realizou um evento para promover a ideologia de gênero, e em suas versões mais radicais, em que se fala, inclusive, de “heterossexualidade forçada” (sic!).

Ademais, através de uma portaria assinada por seu reitor, o bispo Dom Joaquim Mól (ele mesmo, aquele que fez o “grito da menina-moça”, num trio-elétrico da CUT), a PUC-BH aderiu à política do “nome social” para os alunos trans (sic!), como efusivamente noticiou o site GuiaGay.

Algumas perguntas inquietantes:


– Por que o Sr. Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo é, assim, tão complacente com o lobby gay, a ponto de colocar explicitamente no Plano de Pastoral de sua Arquidiocese algo tão escandalizante e clamoroso?

(Se algum leitor tiver alguma resposta para essa nossa intrigante dúvida, por favor, não deixe de nos enviá-la).

– Onde está o Sr. Núncio Apostólico, Dom Giovanni D’Aniello, que não tem tempo de ver essas coisas, mas teve tempo para perseguir Dom Aldo Pagotto, obrigado-o a renunciar por razões que ele mesmo desconhece? As acusações contra Dom Aldo foram bastante desacreditadas, mas, mesmo que fossem verdadeiras, nem chegam perto desse abuso: usar a Igreja para a difusão dessa ideologia!

O Sr. Núncio vai agir ou vai esperar que as acusações cheguem à Santa Sé? O Sr. concorda com isso, Sr. Núncio?

Não deixe de expressar sua perplexidade às autoridades competentes:

NUNCIATURA APOSTÓLICA

Excelência Reverendíssima Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico
Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
Fones: (61) 3223 – 0794 ou 3223-0916
Fax: (61) 3224 – 9365
E-mail: nunapost@solar.com.br

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SECRETARIA DE ESTADO DA SANTA SÉ:

Eminência Reverendíssima Dom Pietro Parolin
Palazzo Apostolico Vaticano
00120 Città Del Vaticano – ROMA
Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088
1ª Seção Tel. 06.6988-3014
2ª Seção Tel. 06.6988-5364
e-mail: vati026@relstat-segstat.vavati023@genaff-segstat.va ; vati032@relstat-segstat.va

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CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

Eminência Reverendíssima Dom Gerhard Ludwig Müller
Palazzo del Sant’Uffizio, 00120 Città del Vaticano
E-mail: cdf@cfaith.va – Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088

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CONGREGAÇÃO PARA O CLERO

Eminência Reverendíssima Dom Beniamino Stella
Piazza Pio XII, 3 00193 – Città del Vaticano – ROMA
Tel: (003906) 69884151, fax: (003906) 69884845
Email: clero@cclergy.va (Secretário)

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SUPREMO TRIBUNAL DA ASSINATURA APOSTÓLICA

Excelência Reverendíssima Dom Dominique Mamberti
Piazza della Cancelleria, 1 – 00186 ROMA
Tel. 06.6988-7520 Fax: 06.6988-7553

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A Arquidiocese de Belo Horizonte adota a ideologia de gênero em suas diretrizes pastorais

A Arquidiocese de Belo Horizonte recorreu, em suas diretrizes pastorais para os próximos cinco anos, à tese da ideologia de gênero ao abordar seus compromissos de atenção à família.

Por InfoCatolica Brasil | Tradução: FratresInUnum.com: O livreto “Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra” relativiza a compreensão da instituição familiar, abrindo-a à configurações diferentes da configuração natural, e sugere que as pessoas possam ter “identidades sexuais” que não correspondam com aquelas às quais nasceram.

O texto, de 31 páginas, apresenta dez prioridades pastorais e especifica as diretrizes que serão desenvolvidas pelas diversas instâncias eclesiais da arquidiocese. Quatro parágrafos abordam o compromisso pastoral com a família e neles estão presentes afirmações que adotam a perspectiva da chamada ideologia de gênero.

Um dos parágrafos explica que “O Matrimônio, no qual mulher e homem procuram, segundo a graça de Deus, corresponder ao mais profundo de sua vocação, tem valor para a Igreja e para a sociedade, e não restringe a compreensão da existência de outras configurações familiares, oriundas de situações sociais, culturais, econômicas e religiosas diversas”.

Em seguida afirma que “Compreende-se, então, que a família é a união das pessoas na consciência do amor, ‘cuja força […] reside essencialmente na sua capacidade de amar e ensinar a amar'”

Ao definir a família como simples união de pessoas no amor e omitir que esta surge da união conjugal de um homem e uma mulher o documento aponta para uma interpretação muito mais ampla da instituição familiar e a relativiza, no mesmo sentido que propõe Judith Butler.

A professora do departamento de retórica e literatura comparada da Universidade da Califórnia, em Berkeley, aponta em uma entrevista ao periódico argentino Página 12 que “deve-se distinguir família de parentesco […] estas instituições devem abrir-se a mundos mais amplos, não é necessário estarem unidos por sangue ou pelo matrimônio para que sejam essenciais uns para os outros”

Manipulação do ponto 53 de Amoris Laetitia

Na definição de família oferecida no documento da arquidiocese faz-se referência, como se fosse fundamento, ao número 53 da exortação apostólica Amoris Laetitia.

Entretanto, ao recorrer ao texto pode-se constatar que há uma evidente tegiversação das palavras do Pontífice. O número 53 afirma que “Avança, em muitos países, uma desconstrução jurídica da família, que tende a adoptar formas baseadas quase exclusivamente no paradigma da autonomia da vontade.”

Também indica a necessidade de não depreciar o verdadeiro sentido do matrimônio, pois “A força da família «reside essencialmente na sua capacidade de amar e ensinar a amar”. Portanto, as palavras citadas entre aspas nas diretrizes diocesanas estão claramente fora do contexto em que foram originalmente apresentadas.

Outro parágrafo aborda a necessidade de acolher todas as famílias “em suas mais diversas configurações, com respeito e zelo, a fim de que elas se sintam pertencentes, de fato, à comunidade”

Orienta-se que nesta perspectiva incluam-se os divorciados em uma nova união civil, os que não estão casados na Igreja e os divorciados oferecendo-lhes um “qualificado serviço de acolhimento”. Até aqui as orientações de acolhida estão em consonância com a atitude solicitada pelo Papa Francisco de acolher e acompanhar aqueles que estão feridos.

Porém, a última linha do parágrafo afirma “Atente-se para que, nesse mesmo horizonte, sejam acompanhadas as pessoas em suas diferentes identidades sexuais (gays, transexuais, lésbicas, travestis, transgêneros e bissexuais)”.

Esta frase adota de forma plena, sem utilizar o termo gênero, a perspectiva ideológica da “gender theory” ao utilizar o conceito de “identidade sexual” como passível de diversas variantes das entidades feminina e masculina.

Também não utiliza o termo “tendência sexual” ou “orientação sexual”, que possibilita entender que não devem ser excluídos de acompanhamento pastoral as pessoas que experimentam atração por pessoas do mesmo sexo.

Fala-se de “identidades sexuais” elencando, entre as possibilidades, o “transgênero”. Como é sabido, isto se refere a pessoas que afirmam ter uma identidade que não corresponde ao sexo biológico. Exatamente um dos aspectos essenciais da ideologia de gênero, que até leva à reivindicação do reconhecimento de um “nome social”.

Apesar disso, na carta de apresentação do documento, o arcebispo de Belo Horizonte, Mons. Walmos Oliveira de Azevedo, afirma que o foco, eixo e ponto de partida para a evangelização em sua diocese é “proclamar a Palavra de Deus”.

Nas primeiras páginas do documento adverte que se assumiu um novo paradigma pastoral desenhado sobre os pilares da eclesiologia “resgatada” pelo Concílio Vaticano II:

“O Concílio elaborou a compreensão da Igreja como Povo de Deus, que dialoga com a sociedade […], distanciando-se do eclesiocentrismo medieval, do clericalismo e da romanização do catolicismo tridentino, assumindo, assim, uma eclesiologia de comunhão”

O “Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra”, aprovado pelo Arcebispo de Belo Horizonte e que leva como data de publicação a 8 de Dezembro, pode ser lido na página da web da arquidiocese.

Os parágrafos destacados que abordam o compromisso com a família estão nas páginas 18 e 19.

De acordo com o arcebispado, o documento em questão é a síntese das contribuições oferecidas pelo clero aos fiéis em um amplo processo de consulta denominado 5a Assembléia do Povo de Deus.

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7 fevereiro, 2014

Apelo a Dom Walmor pela suspensão de Frei Cláudio Van Balen.

Por Hermes Rodrigues Nery

Caríssimo Dom Walmor Oliveira de Azevedo,

Rogamos a sua atenção e providências quanto a situação que aflige a igreja em Belo Horizonte, com o triste episódio envolvendo o rebelde frei Cláudio Van Balen.

Mais uma vez os fiéis católicos de Belo Horizonte vivem a angústia da omissão da autoridade eclesiástica em relação a providências cabíveis para fazer valer o que está no Catecismo da Igreja Católica, e como autoridade eclesiástica zelar pela sã doutrina. Trata-se do caso de frei Cláudio Van Balen, herege explícito, contumaz, rebelde, que já defende outra igreja que não a católica da qual ele foi ordenado e teria o dever, por juramento da Ordem, de preservar. Mas é de vosso conhecimento que o luciferino frei Cláudio Van Balen, causa de desordem e cisão na Igreja local belohorizontina, da qual Vossa Reverendísisma é o pastor, resiste a aceitar a autoridade de seu pároco, frei Evaldo Xavier, e, recalcitrante, está a mover seus apaniguados a uma vergonhosa ação de desobediência e de infidelidade, a proferir ofensas e heresias contundentes. Até quando, Dom Walmor, haverá omissão? A hora exige a vossa tomada de posição, a vossa decisão, em defesa da Igreja.

Até quando permitirá que tais acontecimentos continuem a causar dor à Igreja Católica de Belo Horizonte? Urge que a autoridade eclesiástica tome providências e suspenda frei Cláudio de suas atividades, para que a harmonia seja restabelecida, e que frei Evaldo Xavier, dentro das suas prerrogativas, inteiramente legítimas, possa conduzir a sua paróquia, de acordo com as diretrizes do Catecismo e do Magistério da Igreja: “Os presbíteros, embora não possuam o pontificado supremo e dependam do bispo no exercício do próprio poder, todavia estão-lhes unidos na honra do sacerdócio” (CIC 1564), e e esta honra justamente se confirma com a caridade na verdade, com ações em fidelidade à sã doutrina.

Se as providências não forem tomadas, o povo católico poderá as tomar, agudizando ainda mais a crise, pois a angústia é grande, especialmente dos que tem amor à Igreja. Até quando nossos bispos ficarão reféns dos lobos progressistas, que estão minando, por dentro, a sã doutrina católica? Rogamos então, encarecidamente, a Vossa Reverendíssima, urgente providência pela suspensão de frei Cláudio Van Balen e total apoio a frei Evaldo Xavier.

Que Nossa Senhora interceda para que haja discernimento e coragem para a solução desta grave questão, pelo bem da Igreja.

Prof. Hermes Rodrigues Nery

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Leia também:

Frei Cláudio Van Balen quebra o silêncio, fala sobre celibato, casamento gay e outras polêmicas

Archidiócesis brasileña cede a las presiones y un sacerdote heterodoxo impide su remoción

4 fevereiro, 2014

A Igreja de Belo Horizonte “padece sob Pôncio Pilatos”. Arquidiocese lava as mãos sobre caso Frei Cláudio Van Balen.

Dizíamos na semana passada, acerca do imbróglio causado pelo Frei herege Cláudio Van Balen e sua trupe: “Há 40 anos este infeliz senhor vem pregando heresias com toda desfaçatez sob o olhar cúmplice da Arquidiocese de Belo Horizonte e de seus superiores religiosos”.

E não é que a Arquidiocese permanece obstinada em sua atitude vexatoriamente covarde? Agora, como Pôncio Pilatos, lava as mãos e joga a responsabilidade toda para a Ordem do Carmo (que também tem a sua participação, claro) .

Dom Walmor, arcebispo de Belo Horizonte:

Em última instância, a responsabilidade é toda sua, pois, afinal, quem outorga o governo da paróquia à Ordem do Carmo? Seus predecessores, o cosmos, as constelações, a Via Láctea? É o senhor, arcebispo! Choramingar e jogar a responsabilidade para subordinados não é a atitude que se espera de um Arcebispo. Governe ou simplesmente renuncie, permitindo que outro o faça!

Sua inércia fez, nada mais nada menos, com que a reivindicação da turba furiosa fosse alcançada. Segundo CitizenGo, “na segunda-feira, dia 03/02/2014, o episódio sofreu uma reviravolta após a divulgação de que frei Cláudio retomará as celebrações dominicais na paróquia Nossa Senhora do Carmo. A mudança ocorreu em grande parte por causa da pressão exercida sobre o pároco, por parte da nota publicada pela Arquidiocese, também no domingo”.

O que é isso, senhor arcebispo? Permitirá Vossa Excelência que Frei Cláudio continue a destilar tranquilamente seu veneno herético do púlpito de uma paróquia pela qual o senhor é o último responsável?

Excelência, se não deseja ser visto como cúmplice de tudo isso, faça algo, pelo amor de Deus! 

A seguir, nota da Arquidiocese de Belo Horizonte (destaques nossos):

Nota de esclarecimento 

Ao confiar, há muitos anos, à Ordem do Carmo a missão de administrar a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, a Arquidiocese de Belo Horizonte demonstrou respeito e convicção na condução competente dos religiosos desta Ordem. Diante do episódio lamentável que ocorreu no último domingo de janeiro, dia 26, a Arquidiocese de Belo Horizonte acatou o pedido da Província Carmelitana de Santo Elias de suspender em caráter indeterminado a Missa das 11h. A orientação da Arquidiocese, e assim ficou acertado com a Província, era a de que se dialogasse com representantes da comunidade para entender as razões de tal reação e, assim, que se estabelecesse novamente a harmonia na vida paroquial. A suspensão da Missa não se configurou como ato contrário ao frei Cláudio Van Balen que regularmente presidia esta celebração, mas período necessário para que os freis encontrassem o caminho do entendimento entre eles e com a comunidade.

A Arquidiocese de Belo Horizonte esperava que o superior da Província Carmelitana de Santo Elias estabelecesse esse necessário diálogo com os fiéis, conforme ficou acordado. A orientação é a de sempre atender as necessidades dos fiéis, de escutá-los. Assim, também estranhou não ter sido prévia e nem oficialmente comunicada sobre o processo de nomeação do novo pároco. Nenhuma comunicação chegou à Arquidiocese, que sabe que a inteira responsabilidade dos atos é dos frades Carmelitas. A Arquidiocese respeita esta autonomia da Província, mas gostaria de ter sido informada sobre as mudanças promovidas.

A Arquidiocese sabe que os frades Carmelitas são responsáveis por todas as ações e cuidados junto ao frei Cláudio Van Balen, mas considera importante o compartilhamento das informações sobre os encaminhamentos desta Paróquia.

À Província cabe escolher e indicar párocos e vigários. É também responsabilidade dos freis a definição de horários de Missas e seus celebrantes.

Desde o início, a orientação da Arquidiocese era a de que as pessoas fossem ouvidas, justamente por entender que apenas pelo caminho do diálogo seria possível alcançar um entendimento. É importante ressaltar que, ao confiar a Paróquia à Ordem Carmelita, a Arquidiocese esperava e espera o exercício desse fundamental papel pastoral e cristão de atendimento aos fiéis.

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Já circula uma petição no CitizenGo pedindo a suspensão do uso de ordens de Frei Cláudio. Não deixe de assinar!

30 janeiro, 2014

Confusão em Igreja de Belo Horizonte impede celebração de Missa. O comunicado da Arquidiocese, que não move uma palha contra Frei herege.

Belo Horizonte – Voto Católico | 27 de janeiro de 2014 | Aproximadamente uma centena de pessoas interrompeu de forma violenta a celebração de uma missa no último domingo, 26 de janeiro, na igreja Nossa Senhora do Carmo, zona sul de Belo Horizonte. Segundo os manifestantes, a confusão foi provocada para evitar a suposta ‘remoção’ do religioso carmelita Cláudio Van Balen.

Frei Evaldo Xavier Gomes, pároco de Igreja em questão, iria celebrar a Santa Missa em ação de graças por sua recente eleição como prior da Província Carmelitana de Santo Elias (que abrange os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília, Bahia e Tocantins) às 11:00 da manhã, horário em que normalmente celebra Van Balen.

As pessoas inconformadas, que fazem parte do grupo que apoia incondicionalmente os trabalhos do frei holandês, estavam previamente organizadas para impedir a celebração, convocaram a mídia, especialmente a alguns jornais locais onde tem contatos, e mantiveram contato direto com ele via telefone celular, informando-o de como os acontecimentos se desenvolviam.

Vídeo da confusão:

Frei Cláudio Van Balen, de 80 anos, foi pároco de Nossa Senhora do Carmo por mais de 40 anos, há cinco foi aposentado em função da idade, e é conhecido em Belo Horizonte por suas ideias contrárias aos ensinamentos da Igreja Católica, entre outras coisas seu apoio aos diversos ‘modelos’ de família, o divorcio, a homossexualidade, o aborto, a eutanásia, a luta de classes como fator decisivo nas reivindicações sociais.

Os atos litúrgicos presididos por ele são celebrados ‘a modo próprio’, os textos da Sagrada Escritura e as formulas da consagração eucarística e do batismo são modificados ao gosto do frei, divorciados em segunda união recebem a comunhão, durante o tempo em que foi pároco a confissão foi erradicada e a maior parte das imagens religiosas retiradas.

Para seus seguidores, estes aspectos e seu engajamento em lutas políticas e sociais, geralmente sob bandeiras da esquerda, lhe caracterizam como um padre moderno, capaz de adaptar o discurso religioso ao mundo contemporâneo.

Antes da missa, os seguidores de Van Balen começaram a falar com as pessoas que se preparavam para participar da celebração – ao todo entre 350 e 400 – que a missa seria presidida por outro padre o que sinalizaria uma possível retirada de Frei Claudio da Paróquia.

Um homem de aproximadamente 50 anos conclamou em alta voz a que todos se levantassem antes do início da celebração, gritando o nome de frei Cláudio, pois, segundo ele, seus superiores estariam tentando expulsá-lo. Assim que as intenções da missa começaram a ser mencionadas, a leitora foi interrompida por vaias e gritos que mencionavam insistentemente o nome do frade holandês.

Várias tentativas de iniciar a celebração foram feitas, todas sem sucesso. Cerca de dez minutos depois, o pároco, Frei Evaldo Xavier, se dirigiu da sacristia para o altar junto com os concelebrantes, Frei Tinus Van Balen – irmão do Frei Claudio-, Frei Wilson Fernandes e Padre Luís Henrique Eloy. Tentou iniciar a celebração, mas foi impedido pelos seguidores que tomaram também o presbitério.

Alguns fiéis da paróquia que desejavam participar da missa tentaram dialogar, pedindo que tudo fosse resolvido com calma, mas os manifestantes lhes responderam com agressividade, aos gritos, xingando-os, empurrando-os e afirmando que ‘a igreja do Carmo é de Frei Claudio’.

Dois soldados da Polícia Militar estiveram presentes no templo, mas o pároco pediu que eles fossem embora, pois a situação seria resolvida sem a necessidade de intervenção externa.

Frei Evaldo começou a rezar o terço de joelhos diante da imagem de Nossa Senhora do Carmo e muitos fiéis o acompanharam, mas os seguidores do frade holandês tentavam a todo custo impedir a oração e, xingando palavrões e batendo na mesa do altar, aumentavam as vaias. As crianças que estavam na Igreja ficaram assustadas e choravam.

Depois de mais de 40 minutos de tensão, Frei Evaldo se retirou com os paroquianos para a sacristia e anunciou que a missa seria celebrada no salão paroquial. Quase uma centena de pessoas participou da celebração, que começou por volta de meio-dia.

Os que protestavam, em sua grande maioria idosos, chegaram a ameaçar de agressão física os fiéis, alguns jovens fieis presentes afirmaram ter levado tapas no rosto e cusparadas, mas não se defenderam por causa da idade do agressores.

Os seguidores de Van Balen asseguraram ter recebido um e-mail do frade informando-os que seus superiores tinham decidido se ‘desfazer dele’ pedindo a saída da paróquia e enviando-o a Lagoa Santa. Segundo vários dos manifestantes, aquele correio eletrônico foi decisivo para organizar o boicote da missa.

Frei Evaldo Xavier Gomes, pároco há mais de dois anos de Nossa Senhora do Carmo, informou que é pratica comum na Igreja que haja rotatividade de padres nas paróquias, de tempo em tempo párocos e vigários são mudados de local,  e padres com mais de 75 anos se aposentem.

Disse que inclusive Frei Cláudio foi convidado para participar da celebração da missa de ação de graças, mas se negou a comparecer. Para o pároco, que também é prior de uma província da ordem e assessor canônico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil,  a atitude dos manifestantes foi desproporcionada, agressiva e sectária, quebrando a comunhão que deve ser vivida na Igreja.

Depois de impedir a celebração eucarística o grupo dos ‘claudianos’(como se autodenominam) discutiu na igreja quais seriam as próximas atitudes a serem tomadas quanto aos protestos. Cogitaram até em ir à casa do Arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, e arromba-la – caso não fossem recebidos – para obrigar o prelado a deixar ao frade na ‘Igreja que é dele e de ninguém mais’.

Já existe no Facebook, uma página de fiéis solidários à Arquidiocese de BH e à Província Carmelitana de Santo Elias. O endereço é: http://www.facebook.com/euapoiofreievaldo .

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Comunicado – Paróquia Nossa Senhora do Carmo

Por Arquidiocese de Belo Horizonte – A Arquidiocese de Belo Horizonte e a Província Carmelitana de Santo Elias – responsável pela Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no Sion – lamentam os incidentes ocorridos no último domingo, que gravemente prejudicaram a Celebração da Santa Missa às 11h, configurando desacato à Igreja de Belo Horizonte e ao novo provincial carmelita.

Diante dos acontecimentos, define-se pela suspensão por tempo indeterminado da Missa celebrada aos domingos, às 11h, na igreja Nossa Senhora do Carmo.

As igrejas devem ser sempre local de paz e fraternidade, de respeito e de fé, ambiente que favorece o encontro com Deus.

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Há 40 anos…

Este infeliz senhor vem pregando heresias com toda desfaçatez sob o olhar cúmplice da Arquidiocese de Belo Horizonte e de seus superiores religiosos. O nível pode ser visto abaixo:

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Atenção: blog em recesso – Comentários demorarão mais do que o habitual para serem liberados. Atualmente há 249 comentários aguardando moderação.

2 outubro, 2013

Apelo a Dom Walmor, Arcebispo de Belo Horizonte, para evitar evento pró-aborto em faculdade Jesuíta.

Prof. Hermes Rodrigues Nery (da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB) exorta os fiéis leigos e religiosos a cobrarem das autoridades eclesiásticas a identidade católica das instituições ditas católicas:

 

Veja do que se trata nesta reportagem feita por Pedro Canísio de Alcântara:

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5 julho, 2011

Projeto de catedral em Belo Horizonte é apresentado ao Papa.

Bento XVI conheceu obras de 60 artistas do mundo inteiro. Catedral Cristo Rei foi planejada por Oscar Niemeyer.

G1 (clique neste link para ver o vídeo da reportagem — créditos ao leitor William Andrade) – O papa Bento XVI conheceu, nesta segunda-feira (4), o projeto da Catedral Cristo Rei, que vai ser construída em Belo Horizonte. A obra foi planejada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e foi apresentada ao pontífice juntamente com o trabalho de outros 59 artistas do mundo inteiro. A apresentação faz parte das comemorações dos 60 anos de sacerdócio de Bento XVI.

Após o término das obras, o santuário será a catedral oficial de Belo Horizonte. O local vai ter 50 mil metros quadrados de área construída, três pavimentos e uma praça com altar externo, com espaço para realiza uma missa campal para 20 mil pessoas. A Catedral Cristo Rei será erguida próxima ao centro administrativo, na Região Norte da capital mineira.

No local, também vão funcionar os veículos de comunicação da arquidiocese de BH, o memorial da igreja e a sede da região episcopal Nossa Senhora da Conceição. A expectativa é que as obras comecem em 2012. A conclusão da catedral vai depender de doações.

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Já em 2009 noticiávamos este infeliz projeto do senhor arcebispo de Belo Horizonte, que, como nossos leitores têm acompanhado, vem acumulando um histórico de ações desastrosas nos últimos anos.

17 maio, 2011

Padre contraria CNBB e elogia Supremo por legalizar união de casais gays no Brasil.

O Globo – RIO – A primeira reação do frei Gilvander Moreira, padre mineiro da Ordem dos Carmelitas, ao ser convidado a analisar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo foi de temor: “Vou ser reconhecido por quem é de mente mais aberta, mas vou apanhar muito dos dogmáticos e conservadores”. Porém, mesmo desconfiado de que pagaria caro pela entrevista, resolveu falar porque “a causa é justa e vale a pena”. Mestre em Exegese Bíblica, professor de Teologia e assessor da Comissão Pastoral da Terra, Frei Gilvander disse que o Supremo está de parabéns por tornar visíveis as milhares de uniões homoafetivas do país.

Como o senhor recebeu a decisão do Supremo?

GILVANDER MOREIRA: Com alegria, pois é uma vitória dos movimentos e dos grupos que historicamente vêm lutando pelo direito à liberdade sexual homossexual. Nesse caso, o STF posicionou-se com justiça e equidade. A sociedade está em constante transformação, e esse grupo em questão existe e está no dia a dia vivendo e construindo suas relações à margem da sociedade. Devido a isso, o Direito não podia mais se esconder ou continuar negando esse direito a relações homoafetivas. Foi um exemplo de coragem e cidadania. Tornou-se visível o invisível. Declara-se assim o início do fim da hegemonia da moral heterossexual. Abre caminho para a afirmação, à luz do dia, das mais de 60 mil uniões estáveis entre homossexuais no Brasil, que até aqui pagavam um altíssimo preço pela sua orientação sexual.

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