Posts tagged ‘Dom Williamsom’

11 maio, 2009

Curtas da semana.

Honestidade intelectual.

Papa e Príncipe Ghazi(Newliturgicalmovement.org) O príncipe jordaniano Ghazi Bin Talal louvou a “coragem” do Papa em tomar decisões contra a maré, tais como a liberação da Missa Latina [de 1962]. (…) Tendo agradecido Bento XVI pelo “esclarecimento” dado pelo Vaticano sobre a controversa ‘lectio’ de Regensburg e apontado que a figura de Maomé é “completa e totalmente diferente” da imagem dada na historiografia ocidental, o príncipe enfatizou que o pontificado de Ratzinger tem sido “marcado pela coragem moral de dar voz e permanecer fiel à sua própria consciência, não importando a moda do dia”. Mais especificamente, Ghazi Bin Talal lembrou que Bento XVI escreveu encíclicas papais “históricas” sobre o amor e a esperança, promoveu o diálogo inter-religioso e “liberou a Missa Latina tradicional para aqueles que aderem a ela”.

Uma bagatela.

Padre Edvino(O Dia) Rio  – A crise aberta com a descoberta da compra de um apartamento de luxo pela Arquidiocese do Rio causou a demissão do padre Edvino Steckel. Ele foi um dos homens mais poderosos da Igreja no Rio durante a gestão de Dom Eusébio Scheid, encerrada no mês passado. Padre Edvino foi obrigado a se afastar do cargo de ecônomo — administrador dos bens da Arquidiocese — e deixou a diretoria da Rádio Catedral. (…) A decisão de retirar o padre Edvino dos cargos foi tomada pelo novo arcebispo, Dom Orani Tempesta, durante reunião, quarta-feira, com os seus bispos-auxiliares. Irritado ao saber da compra do apartamento, Dom Orani chegou a adiar uma viagem para a Alemanha: só embarcou ontem, depois de resolver o problema. (…) O apartamento, na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo, tem cerca de 500 metros quadrados e serviria de residência para Dom Eusébio quando ele viesse ao Rio — o arcebispo emérito (aposentado) foi morar em São José dos Campos, São Paulo. De acordo com escritura arquivada no 3º Registro Geral de Imóveis, o imóvel custou R$ 2,2 milhões, pouco mais de US$ 1 milhão. A taxa de condomínio é de R$ 2 mil.

Sob ameaça.

ROMA, 7 de maio de 2009 (LifeSiteNews.com) – Nos dias que precedem a sua viagem à Terra Santa, o Papa Bento XVI foi advertido por extremistas islâmicos de que ele precisa parar com quaisquer tentativas de converter os muçulmanos ao cristianismo ou encarar “as conseqüências de uma reação severa”. A agência de notícias da ANSA informa que o Talibã emitiu uma declaração em um sítio islâmico depois que a agência islâmica de notícias Al Jazeera mostrou soldados americanos segurando cópias da Bíblia traduzida em dois idiomas locais. “O Emirado Islâmico no Afeganistão pede ao Papa Bento XVI que atue no sentido de parar com as ações tolas e irresponsáveis dos cruzados que perturbam os sentimentos dos rebeldes muçulmanos, sem esperar pelas conseqüências de uma reação grave”, disse a mensagem no sítio alemarah1.org. (…) Ao mesmo tempo, os extremistas islâmicos na Jordânia condenaram a visita do Papa, reclamando que ele havia deixado de se desculpar pelo que consideraram insultos no Islã em um discurso em Regensburgo, em 2006.

Não há com o que se preocupar, terroristas.

O padre Rifat Bader, porta-voz oficial do Vaticano na Jordânia, explica: “não falamos sobre evangelização aqui, mas sobre respeito mútuo. Focamos em trabalhos de educação (em universidades e institutos mantidos pela Igreja Católica), mas sem o objetivo de que os estudantes se convertam ao cristianismo, mas para que eles se tornem bons humanos”.

Pois na região impera a covardia.

O Patriarca Latino de Jerusalém e principal autoridade da Igreja Católica na região, Dom Fouad Twal, expressou preocupação com a visita do Bento 16. “O que mais me preocupa é o discurso que o papa fará aqui”, disse Twal ao jornal Haaretz. “Se ele disser uma palavra a mais em favor dos muçulmanos, terei problemas, ou uma palavra a mais em favor do judeus, também terei problemas. No final da visita ele voltará para Roma e eu ficarei aqui para arcar com as consequências”.

Descontentes.

Ativista de extrema-direita é abordado em frente à residência presidencial em Jerusalém, nesta segunda-feira (11), quando protestava contra a visita do Papa Bento XVI a Israel. 'Você crucificou o povo judeu', diz o cartaz. (Foto: AP)

Ativista em frente à residência presidencial em Jerusalém. 'Você crucificou o povo judeu', diz o cartaz. (Foto: AP)

(Ynet) O Papa Bento XVI chegará a Israel na segunda-feira depois de uma viagem de três dias na Jordânia seguido por milhares de peregrinos cristãos. Enquanto os preparativos para a visita histórica são concluídos pelo país, parece que há alguns que não estão tão felizes pela visita. “A Igreja Católica torturou e ajudou os opressores nazistas a aniquilar o povo judeu. Agora o chefe desta igreja, o Papa, está vindo a Israel”, Rabbi Shalom Dov Wolpe, presidente do SOS Israel, disse a Ynet na noite de sábado. (…) “O homem que foi membro da juventude de Hitler quando era jovem está aqui para receber a herança daqueles assassinos – os santos sítios judaicos. (…) O Papa vem para rezar nos lugares de importância religiosa para o cristianismo, e isso contraria nossa religião. Podem lhe ser concedidos todos os serviços dados aos gentios que vêm a Israel, mas ele não deve ser honrado como o representante da religião cristã”.

Retratação?…

(Oblatus) No último número do Konradsblatt Mons. Zollitsch fez publicar um texto onde se manifesta a respeito da morte expiatória de Cristo, depois que as críticas às suas declarações teológicas inaceitáveis estavam provocando sempre mais protestos. No artigo com o título Anunciamos a Tua morte, Senhor, proclamamos a Tua ressurreição, entre outras coisas se lê: “A fé cristã não tem medo de atribuir à morte do Senhor um positivo significado salvífico e expiatório. Cristo morre em favor dos homens e no seu lugar. Ele cumpre o que os próprios homens não podem cumprir, enquanto envolvidos no pecado. Ele torna-se uma vítima da maldade humana, vítima que morre humilhada e torturada na cruz. No lugar dos homens Ele se abandona como vítima sacrifical ao amor salvífico e eficaz de Deus, amor que é o motivo mais profundo da Sua esperança. Assim, Ele abre ao nosso mundo pecaminoso e violento o acesso ao amor de Deus”

Inquietos.

Livro

‹‹ Em 2006, Roma reconciliava em Bordeaux um grupo de padres tradicionalistas vindos do movimento de Mons. Lefebvre. As condições nas quais a decisão foi tomada causaram um verdadeiro mal-estar. Trata-se apenas de uma questão de liturgia ou o caso não esconde uma reconsideração da recepção do Vaticano II? As inquietações seriam menores se os documentos publicados por ocasião da ereção do novo Instituto do Bom Pastor exprimissem claramente da parte dos tradicionalistas reconciliados uma atitude de reconhecimento dos ensinamentos do último Concílio. A incerteza, para não dizer a ambiguidade, sobre este ponto entretanto essencial é preocupante. (…) Mas se por detrás da questão litúrgica nos defrontamos com homens que têm sempre a certeza de ter permanecido na verdade apesar e contra a Igreja, e a vontade deles de fazê-la ceder sobre este ponto simbólico para conquistar um canto no edifício do Vaticano II, se os tradicionalistas interpretam um ato de flexibilidade pastoral como o acesso a um “bastião da reconquista” e finalmente a justificação da sua desobediência prolongada e às vezes obstinada à Igreja, então podemos estar legitimamente inquietos. ›› “L’Institut du Bon-Pasteur, un espoir ou une équivoque?”, excerto da obra de co-autoria do Pe. Bernard Sesboüé, da completamente sem esperança e equivocada Companhia de Jesus, intitulada De Mgr Lefebvre à Mgr Williamson – Anatomie d’un schisme.

30 janeiro, 2009

Cardeal Schönborn sobre Williamson: Obviamente, ocorreu um erro neste caso. Alguém que nega o Holocausto e a Schoah não pode ser reabilitado em um ministério eclesial.

Cardeal SchönbornViena (Kath.net) Na quinta-feira à noite, o Cardeal de Viena Christoph Schönborn concedeu uma entrevista ao canal ORF ZIB 2 sobre o levantamento das excomunhões dos quatro bispos da Fraternidade. Na entrevista, ele criticou os colaboradores do Vaticano e a política de informações do Vaticano. Schönborn enfatizou que duas distinções devem ser feitas no que tange o levantamento das excomunhões, a saber: “a intenção do Papa” e a “política de informações do Vaticano”.

As palavras do cardeal foram as seguintes: “A intenção do Papa é clara. Ele deseja uma reconciliação com esse grupo, que se separou da Igreja Católica há 20 anos e que desde então vem vivendo em estado de cisma, em separação. O que ele fez, foi simplesmente estender a mão. Se essa mão será acolhida ou não, o tempo vai mostrar.”

Schönborn criticou a política de informações do Vaticano e pensou ainda: “Os quatro bispos não foram reabilitados. O levantamento das excomunhões foi um gesto unilateral de amabilidade. Porém, eles ainda não estão numa posição de destaque. Agora, eles precisam primeiramente mostrar se estão preparados para acolher a mão estendida do Papa. As informações que nos chegam até agora são insuficientes. Assim, enquanto esses quatro bispos não reconhecerem de modo totalmente claro o Concílio Vaticano II, certamente, não haverá reconciliação plena.”

O Cardeal falou o seguinte sobre o polêmico bispo Richard Williamson e suas declarações sobre o Holocausto: “Obviamente, ocorreu um erro neste caso. Alguém que nega o Holocausto e a Schoah não pode ser reabilitado em um ministério eclesial. Neste caso temos que fazer também uma crítica aos colaboradores do Vaticano, que, evidentemente, não olharam as informações de maneira atenta e suficiente ou não as examinaram adequadamente.”

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[Nota: Conforme noticiamos neste blog, o Cardeal Christoph Schönborn condecorou uma política abortista com a Ordem Pontifícia de São Gregório Magno, além de ter promovido uma missa-rock escandalosa em sua arquidiocese e permitir uma exposição blasfema do pintor comunista ateu Alfred Hrdlicka (80) no museu da Catedral de Viena, de cujo vernissage participou o próprio pároco da Catedral, Pe. Anton Faber. Jornais italianos  comentam que o Cardeal Schönborn aparece cotado para substituir o Cardeal Walter Kasper, que já teria completado a idade limite de 75 anos em março do ano passado].