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3 junho, 2013

O texto do “quarto segredo” de Fátima? Diria que não, mesmo! Todavia…

Apresentamos a seguir um recente artigo do jornalista italiano Solideo Paolini, conhecido “fatimista” e autor de vários livros sobre o assunto, que deu início a toda uma série de questionamentos acerca da existência de um fragmento do terceiro segredo de Fátima não divulgado pela Santa Sé. Paolini obteve o reconhecimento da existência de um “anexo” que popularizou-se como “Quarto Segredo”, embora negado dez meses depois em circunstâncias estranhas, por ninguém menos que o longevo secretário pessoal de João XXIII, Mons. Lores Francesco Capovilla — a quem o Papa Francisco telefonou poucos dias após a sua eleição e manifestou o desejo de encontrar pessoalmente.

O artigo foi escrito num italiano difícil de traduzir e, por isso, foi ligeiramente adaptado, a fim de adequar-se mais à nossa particularidade lusófona. Ademais, algumas expressões, intraduzíveis ou apenas compreensíveis no contexto italiano, foram omitidas. 

Sem defendermos a presumível veracidade, mesmo que parcial, do texto “apócrifo” ao fim do artigo, não podemos deixar de notar uma interessante coincidência: em março de 2004, o Papa João Paulo II enviou a Fátima uma pedra da Tumba de São Pedro, que se tornou a Pedra Fundamental do Novo Santuário. Isto pode ser visto aos 10min40seg deste vídeo.

* * *

O texto do “quarto segredo” de Fátima? Diria que não, mesmo! Todavia…

31-V-2013, Nossa Senhora Rainha, na conclusão do Seu amável mês.

Por Solideo Paolini

Solideo Paolini.

Solideo Paolini.

Um leitor de língua portuguesa me “passou”, como estudioso de Fátima, um texto manuscrito que presumivelmente seria de Ir. Lúcia, já postado num site e que aqui apresentamos como uma versão do assim chamado “Quarto Segredo” de Fátima, fazendo-me, também, uma tradução deste.

Duvidei desde a primeira vez, e fortemente, da alegada autenticidade do texto. E isso por muitas razões. Todavia, para maior segurança, o levei a uma pessoa que conhece o texto integral do Segredo de Fátima, ou do assim chamado Terceiro ou Quarto. (E aqui, caros leitores, levanto as minhas mãos: não me perguntem quem é, porque evidentemente não o posso dizer. Aqui, em nossa comunidade, todos o sabem, mas não é o caso de dizê-lo publicamente. Antes, rezem para que estas pessoas que sabem – e o plural não é um lapsus calami – decidam falar: isto é construtivo! Sobretudo, rezemos pelo Santo Padre: à luz de Fátima, e, portanto, na confiança – mesmo que crítica, certamente, e não desde hoje – de que o piedoso ato [de consagração de Seu pontificado a Nossa Senhora de Fátima] de 13 de maio obtenha do Céu uma resposta positiva e oxalá surpreendente, como foi, por exemplo, a meia consagração de S.S. Pio XII, que, mesmo incompleta, abreviou os tempos da guerra e plausivelmente deu partida no processo que levou à redação do Terceiro Segredo. A propósito de Sua Santidade, o papa Francisco: alguém me perguntou se ele teria lido a parte faltante [do Segredo]. O Seu interesse pela matéria – já desde os tempos de complexo arcebispo de Buenos Aires – e vários elementos daquele texto disseminados em numerosas homilias – mesmo de modo previsivelmente adocicado – me fazem quase pensar que sim).

O mediador, digamos assim, uma pessoa seríssima, que quando viu o texto também estava fortemente inconvicto, depois da leitura daquela pessoa, referiu-me, com uma inflexão visivelmente mudada, o seguinte veredito, ipsis litteris: «C’è del vero», «Aí tem algo de verdade».

Provavelmente seja um texto reescrito por alguém que conhece o autêntico, um pouco como o famoso do Neues Europa, que tem exatamente cinquenta anos. Seria mais um texto próximo ao Terceiro Segredo (como escrevia em meu livro “Non disprezzate le profezie”, “Não desprezeis as profecias”).

Aquela pessoa não lhe disse nada mais. Talvez – considerem cautamente aquilo que se segue – pareceu-lhe poder identificar (pelas suas expressões fisionômicas?) este “algo de verdade”, sobretudo, na destruição de Roma. Destruição, note-se, profetizada condicionalmente: se teimosamente não voltar atrás. E a isso parece aludir, também, o texto oficialmente publicado. Aí já temos o suficiente (e ainda mais) para, um por um, pedirmos a quem de dever a publicação do famoso [texto] inédito!

Perguntei-me se deveria publicar ou não este texto. Ao final, o fato de que já estivesse presente online me fez pender para a afirmativa, acrescido das precisões aqui contidas, das quais lhes peço que não o separem. Acrescento dois pontos de reflexão, esperando e rezando a Nossa Senhora para que ajudem a mover, profundamente, as consciências.

1- Obviamente, este texto deve ser levado em consideração nos limites em que é expressamente aqui apresentado. Como disse mês passado, em uma entrevista a uma rádio: às vezes, se diz, desde a parte “governativa”, que, sobre Fátima e o seu Terceiro Segredo, se fazem excessivas elucubrações. Isto também é verdadeiro, às vezes, e é necessário estarmos atentos em ter, e favorecer, uma perspectiva construtiva: saber para edificar, como escrevi já na abertura de “Não desprezai as profecias” e como gosto de repetir em várias ocasiões. Mas também é verdade que as elucubrações e a reticência vaticana são irmãs gêmeas. E mais, gêmeas siamesas. E isto não vale apenas para o Terceiro Segredo de Fátima, que é um grande “espelho”! Que se responda, em respeito ao direito e à razão, aos argumentos incômodos, também às gêmeas siamesas, que são as deduções, os comentários exagerados e os excessos em geral…

Ao invés disso, depois de quase cinco anos, não responderam sequer à pergunta – apresentada também formal e reiteradamente – sobre a que se referiam e por qual motivo são ainda secretas as cartas inéditas de Ir. Lúcia, cuja existência, ao menos, a parte oficial reconheceu explícita e publicamente, mesmo que à baixa voz. Silêncio de tumba! O mesmo procedimento, o mesmo fenômeno, para outras questões que se apresentam em Roma, também de grande importância doutrinal e eclesial.

Talvez a Sé Romana, a Cúria romana, esteja impedida? Se não o está, que dê um sinal, respondendo às questões!

2 – Que a apostasia, a perda da verdadeira fé (que é o elemento central também deste texto mais ou menos próximo [ao verdadeiro]), tenha também consequências temporais e sociais tão devastadoras, deveria contribuir para recordar-nos algo que, certamente, já deveríamos saber (mas, a propósito, esta é a missão dos profetas): a importância fundamental da fé (catolicamente entendida: de fato, também a famosa frase cortada ao final do Segundo Segredo fala de «dogma da fé», ou seja, de doutrina da fé, de conteúdo doutrinal da fé, de sua fundamental e objetiva estrutura dogmática como Religião revelada), chamando a uma precisa perspectiva: a boa batalha da fé, contra aquilo que lhe é contrário, seja fora da Igreja (o que é normal, é a clássica situação) como dentro da Igreja – mesmo que indefectivelmente santa, mesmo precisando sempre distinguir entre Igreja e homens de Igreja –, o que não é a situação normal, mas – se a verdade é aquilo que é ­– a situação atual. Que, se alguém não tivesse ainda entendido, é uma situação anormal. O verdadeiro problema não é, em si, a possibilidade da Santa Missa no rito antigo: o verdadeiro ponto, do qual a complexa e importantíssima questão litúrgica depende, é este: a crise modernista (que não pode ser simplesmente remetida ao clássico nova et vetera). É esta a situação extra-ordinária!

No Terceiro Segredo de Fátima, incluída a parte oficialmente publicada, o Céu mostra aos homens de Igreja – é forte, mas é assim – seu pelotão de execução, se abusarem de seu poder e desprezarem as advertências do Céu, se forem obstinadamente por mau caminho. Perseverar no erro é diabólico, diz o conhecido provérbio, e, com isso, se arrisca de cometer o pecado contra o Espírito Santo, se arrisca de ser entregue a Satanás. Aldo Moro, que o Senhor o perdoe e repouse em paz, foi obstinado em “abrir-se” aos marxistas, desprezando as advertências do card. Siri (que numa entrevista pública disse que foi tentado a pegá-lo aos murros ou aos chutes) e do Santo Padre Pio: e foi fuzilado, coitado. Agora, depois dos avisos da “máquina vaticana”, o Card. Bagnasco – nada mais, nada menos, pasmem! – e alguns eclesiásticos quiseram inventar uma Igreja assim “aberta” (claro, menos para os “tradicionalistas” não vendidos. Os únicos para os quais as regras valem?), quiseram conciliar a tal ponto que permitiram nos funerais do conhecido Pe. Andrea Gallo, que o Senhor o perdoe e repouse em paz, diversas coisas escandalosas e num nível intolerável (eu cheguei a contar seis, pelo menos, algumas das quais não se pode pensar que não foram programadas “friamente”): e tiveram, ao contrário, uma contestação nada disposta a conciliar; uma contestação prepotente e indecente na Casa do Senhor. Assim, “abriram”, ou seja, se expuseram a outras profanações, uma depois da outra. Fazendo-se, mesmo, de guardas humildes! Como não se indignar? Como lavar as mãos?

No Terceiro Segredo de Fátima, incluída a parte oficialmente publicada, o Céu mostra à Cristandade (entre alguns tantos pequenos oportunistas, medrosos e alérgicos às adversidades, mas não às traições) também a verdadeira porta de saída: as grandes perseguições – mostradas em visão, e cuja antecipação desvelou e discerniu os corações – são, também, cristãmente, a via fecunda da purificação, do novo nascimento, do grande retorno.

Rezemos para que, enfim, se entenda a antífona, que, pelo menos em parte, se verifiquem in extremis as profecias condicionadas (entre as quais, parece estar a notícia terrificante de uma terceira guerra mundial). E recordemo-nos sempre também dum outro aspecto: na economia do Corpo místico, Deus sustenta ou não os Sagrados Pastores também segundo a fidelidade ou infidelidade do Seu povo. (Cf. a este respeito, leia-se este  nosso artigo). Sobretudo, caro leitor, segundo a fidelidade ou infidelidade de quem teve a graça de conhecer a verdade. Miserere nostri Domine! Mater mea, fiducia mea!

* * *

Terceiro Segredo - Apócrifo

(*) 1 de setembro de 1944 ou 1 de abril de 1944

JMJ

Agora vou revelar o terceiro fragmento do segredo: Esta parte é a apostasia na Igreja!

Nossa Senhora mostrou-nos uma vista do um indivíduo que eu descrevo como o ‘santo Padre’, em frente de uma multidão que estava louvando-o.

Mas havia uma diferença com um verdadeiro santo Padre, o olhar do demonio, êste tinha o olhar do mal.

Então depois de alguns momentos vimos o mesmo Papa entrando a uma Igreja, mas esta Igreja era a Igreja do inferno, não há modo para descrever a fealdade d’êsse lugar, parecia uma fortaleza feita de cimento cinzento com ângulos quebrados e janelas semelhantes a olhos, tinha um bico no telhado do edificio.

Em seguida levantamos a vista para Nossa Senhora que nos disse Vistes a apostasia na Igreja, esta carta pode ser aberta por O santo Padre, mas deve ser anunciada depois de Pio XII e antes de 1960.

No reinado de Juan Pablo II a pedra angular da tumba de Pedro deve ser removida e transferida para Fatima.

Porque o dogma da fé não é conservado em Roma, sua autoridade será removida e entregada a Fatima.

A catedral de Roma deve ser destruida e uma nova construida em Fatima.

Se 69 semanas depois de que esta ordem é anunciada Roma continua sua abominação, a cidade será destruida.

Nossa Senhora disse-nos que êsto está escrito, Daniel 9, 24-25 e Mateus 21, 42-44.

* Nota do tradutor: Transcrevemos o texto com os erros gramaticais. Note-se que o transcritor fala de “Juan Pablo II”, o que dá a entender que se trata de uma versão escrita por alguém de língua espanhola, não sendo de autoria da Ir. Lúcia, o que não exclui tratar-se de uma cópia ou da reportatio de algum texto autêntico. Ademais, Ir. Lúcia morou na Espanha, quando estava na Congregação das Irmãs de Santa Dorotéia. Seria este texto uma reportatio feita pela vidente a uma confidente hispânica, firmada com a sua própria digital?…

Mais artigos do autor sobre o assunto:

21 agosto, 2012

Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, Portugal, elevada a Basílica Menor.

O “alto lá” vaticano ainda não saiu do papel. Ao menos é o que se conclui com a Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, Portugal, sendo elevada à categoria de Basílica Menor — por concessão dos mesmíssimos senhores que supostamente deveriam “fiscalizar” a construção de templos bizarros [vide decreto do dia 19 de junho deste ano].

A sacralidade que se respira na Igreja de Santíssima Trindade é tamanha que, em 10 de junho passado, na “Peregrinação das Crianças: ‘A atitude dos Pastorinhos, magia de Deus’” , o templo foi palco de um… show de mágica:

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13 maio, 2012

“Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”.

Nossa Senhora de Fátima‹‹ Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fôgo que parcia estar debaixo da terra. Mergulhados em êsse fôgo os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronziadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que d’elas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faulhas em os grandes incêndios sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dôr e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios destinguiam-se por formas horríveis e ascrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa bôa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promeça de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.

Em seguida, levantámos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza:

— Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores, para as salvar, Deus quer establecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra peor. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sufrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será consedido ao mundo algum tempo de paz ››.

Redacção feita pela Irmã Lúcia na “Terceira Memória”, de 31 de agosto de 1941, destinada ao Bispo de Leiria-Fátima.

Publicado originalmente em 2009.

Documentação completa sobre a Mensagem de Fátima

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3 junho, 2011

A devoção dos cinco primeiros sábados do mês em honra ao Imaculado Coração de Maria.

Por Padre Renato Leite

Considerando o mundo de hoje cheio de tantas guerras, terrorismo, aborto generalizado e violência de toda espécie, não se pode esquecer que a fonte e a origem de toda essa desordem é o pecado, a ofensa a Deus Nosso Senhor – O pecado provoca a desordem na Humanidade e na Natureza (Gênesis 3-17).

A Conversão/Reparação é o inverso, provoca ordem na Humanidade e na Natureza, pela Misericórdia de Deus. No Antigo Testamento temos vários exemplos: Com a pregação de Jonas vemos como a penitência atraiu a Misericórdia sobre Nínive; também com Elias, devido à conversão do povo de Israel, após 3 anos de seca, a chuva reapareceu, no entanto, apesar da intercessão de Abraão, a Justiça fez-se sentir sobre Sodoma e Gomorra porque não havia 10 penitentes; os justos teriam evitado a destruição dessas cidades.

Jesus suporta o castigo na sua Paixão para libertar a Humanidade e a Natureza do castigo e para instaurar o Novo Céu e a Nova Terra, onde não há mais desastres ou desordens, nem na Humanidade nem na Natureza (Apocalipse 22,2); não há mais maldição porque não há mais pecado graças à vitória de Jesus na Cruz.

Sobre este tema, ouçamos as palavras da mensagem de Fátima retiradas do livro do Pe. João M. de Marchi, I.M.C., “Era Uma Senhora Mais Brilhante Que O Sol”; 17ª Edição (aumentada); Editora Missões Consolata; Fátima 2000. Imprimatur da 1ª Edição, Leiria, 26 de Abril de 1966, † João, Bispo de Leiria.

Extraímos dessa obra alguns comentários da Beata Jacinta à Madre Godinho que põem em evidência que a causa de todos os males é o pecado e a solução é penitência, emenda de vida, confissão, fé e oração.

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13 maio, 2011

Fátima, 94 anos depois.

“Ouve, meu filho, a instrução de teu pai: não desprezes o ensinamento de tua mãe.” (Provérbios 1,8)

Por Padre Renato Leite

Dezenas de milhares de pessoas acompanham missa em homenagem à Nossa Senhora de Fátima no Santuário de Fátima, em Portugal. Nos últimos dias, uma multidão de peregrinos se dirigiu ao local para celebrar o aniversário da primeira aparição da santa, em 13 de maio de 1917, segundo a crença católica. Nesta sexta-feira (13), são esperadas 250 mil pessoas no Santuário Francisco Leong/AFP PhotoHoje, 13 de maio de 2011, é o 94º aniversário da primeira aparição da Santíssima Virgem Maria, na Cova da Iria, Fátima, Portugal. Naquela ocasião, a Mãe de Deus trazia, em primeiro lugar à Igreja e depois ao mundo, com suas seis visitas ao local das aparições, uma série de mensagens que, simples na sua expressão, eram na realidade gravíssimas na sua extensão. Se considerarmos que, ao encerrar o ciclo das aparições na Cova da Iria, a 13 de outubro de 1917, a Virgem Maria autenticou as mensagens e advertências que comunicara da parte de Deus e de Seu filho Jesus Cristo com o “Milagre do Sol”, o mais espantoso milagre público operado pelo Céu, desde que Nosso senhor fundou sua única e verdadeira Igreja Católica.

Segundo as testemunhas, o Milagre durou cerca de 8 minutos e depois do “Sol ter voltado para o seu lugar no Céu”, o chão, que antes do Milagre estava completamente encharcado devido às chuvas torrenciais que caíram durante toda a noite, ficou seco. Do mesmo modo, as roupas de todos aqueles que, à chuva, ali tinham esperado toda manhã, estavam completamente secas.

Durante o Milagre do Sol podia-se olhar diretamente para ele sem que ele cegasse ou ferisse os olhos.

Nossa Senhora operou para nós, no século passado, um dos mais espantosos milagres de todos os tempos: um milagre público anunciado três meses antes e testemunhado por 70 mil pessoas – milagre esse que chegou a ser notícia num jornal liberal, anticlerical e maçônico da época, O Século. A notícia, publicada a 15 de outubro de 1917, dizia:

“… Vê-se toda a imensa multidão voltar-se para o Sol que se mostra livre de nuvens, no zênite. O astro lembra uma placa de prata fosca e é possível fitar-lhe o disco sem o mínimo esforço. Não queima, não cega. Dir-se-ia estar se realizando um eclipse. Mas eis que um alarido colossal se levanta, e aos espectadores que se encontram mais perto se ouve gritar:  – Milagre, milagre! Maravilha, maravilha! Aos olhos deslumbrados daquele povo, cuja atitude nos transporta aos tempos bíblicos e que,  pálido de assombro, com a cabeça descoberta, encara o azul, o sol tremeu, o sol teve nunca vistos movimentos bruscos, fora de todas as leis cósmicas, – o sol bailou, segundo a típica expressão dos camponeses.”

Pensamos então que a grandeza desse milagre corresponde à grandeza e a importância da Mensagem que Nossa Senhora nos deu em Fátima. E, tal como esse milagre – em especial com o Sol dançando no Céu e, de repente, a precipitar-se sobre a terra — que, de tão espetacular, tornava impossível os olhos dele se desviassem, a Mensagem de Fátima tem em si própria uma tal magnitude e uma tão grande importância e centralidade que por meio deste milagre, Nossa Senhora nos disse que jamais devemos afastar nosso olhar de Fátima, ou seja, da Mensagem que Ela, Mãe de Deus, transmitiu ao mundo por meio de seus “pequenos embaixadores”, os humildes pastorinhos Lúcia, Jacinta e Francisco.

Desde que o mundo mergulhou de vez no neo-paganismo, pois, tendo ouvido falar de Cristo “pedra angular” (At 4,11), os construtores da “novus ordo mundi” o rejeitaram e à Sua Igreja, e que por isso desmorona, agora mais do que nunca, a Mensagem de Fátima nos fornece uma visão completa do atual estado da Igreja e do próprio mundo, e do porque dessa situação, de forma que, quanto mais se confirma a gravidade dos males denunciados por Nossa Senhora, mais cresce a autoridade e atualidade dessa mesma mensagem, que a livra de significar algo diferente daquilo que, desde o primeiro momento, significou; não podendo ser mudada na sua realidade, nem alterada ou eclipsada pela superstição de um pretenso “aggiornamento”.

Sendo a Mensagem de Fátima uma confirmação urgente dos ensinamentos da Tradição da Igreja e uma reafirmação urgente da necessidade de reparação ao Imaculado Coração, ela nos livra de cair na rede dos “slogans” vazios como aquele de acreditar que a ONU é a “última esperança de paz para a humanidade”, ou de que “estamos no limiar de uma nova civilização do amor na qual católicos e membros das falsas religiões podem superar suas diferenças doutrinais (sic), para trabalharem na construção de um mundo mais fraterno”.

Ao contrário do que comumente se acredita dentro e fora da Igreja, a solução real para os problemas do mundo moderno não se dará pela implantação de nenhuma das traiçoeiras políticas escondidas nos “slogans” citados, mas  pelo caminho que nos foi apontado pela Virgem Maria quando disse: “Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração e, a quem a abraçar, prometo a Salvação”(2ª aparição, 13 de junho de 1917). Eis, portanto, qual é o nosso centro de gravidade!

Entraremos, dessa forma, em acordo com o Céu se:

  • Rezarmos pelo menos um terço todos os dias;
  • Usarmos o escapulário;
  • Oferecermos a Deus nossos deveres diários como um sacrifício;
  • Fizermos os cinco primeiros sábados, em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria;
  • Rogarmos pelo Santo Padre o Papa, para que em união com todos os bispos do mundo, faça a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria para que se converta e seja concedido ao mundo algum tempo de Paz.

Aguardando a vitória do Imaculado Coração de Maria realizemos o que ela nos pediu e nos mostremos dignos da confiança que em nós foi depositada.

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23 novembro, 2010

Fratres in Unum entrevista Dom Manoel Pestana Filho, bispo emérito de Anápolis (Goiás).

Excelência Reverendíssima, primeiramente, obrigado por ter atendido a nosso pedido. O senhor louvou a atitude de certos bispos em falar abertamente contra candidatos que defendem posições contrárias à Lei de Deus. Por que raríssimos membros do episcopado se pronunciaram de maneira enérgica durante as eleições?

Dom Manoel Pestana Filho, bispo emérito de Anápolis (Goiás)

Dom Manoel Pestana Filho, bispo emérito de Anápolis (Goiás)

Agradeço-lhes a confiança e as orações. Entretanto devo confessar que não me sinto juiz de meus irmãos. Sei que muitos apelam, com sinceridade ou sem ela, não julgo, que a prudência deve acompanhar todos os nossos passos. Reconheço, no entanto, como dizia o Cardeal Pie, que há uma prudência que nos mata. Não ladramos, quando seria necessário, para defender o rebanho. E, hoje, muito menos, quando é hora de morder, para afastar o inimigo.

Alguns regionais da CNBB publicaram instruções aos fiéis para as eleições passadas, sem, no entanto, condenar de maneira enfática os projetos daquela que o Papa João Paulo II qualificou como “cultura de morte”. Por que tanta tibieza por parte da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil?

Volto a dizer que não sou juiz da consciência dos meus irmãos. Mas sou obrigado a reconhecer, com Leão XIII, que a covardia dos bons, (se é que são bons os covardes) alimenta a audácia dos maus. Não sou ninguém para condenar, pois o mesmo Dante colocou alguns, não dentro, mas às portas do inferno… E observou: não perca tempo com eles: olhe e segue adiante.

Excelência, como o senhor avalia a situação da Igreja com todas as dificuldades do pós-concílio?

Na Revista Italiana Cristianitá (nº 346 – marzo-aprile 2008 pag 3), Massimo Introvigne faz uma recensão de “Roma, due del mattino”, de Mons. Helder Câmara, citando o autor, quando diz que as imprecisões dos textos conciliares serão explicadas depois, abrindo-se assim a porta ao Concílio Vaticano III que aprovará, certamente, entre outras coisas, diz ele, os anticoncepcionais e o sacerdócio das mulheres. É apenas um exemplo para a afirmação de que uma coisa é o que se disse no Concílio e, pior, o que se disse do Concílio, e o que o Concílio disse. Infelizmente, muitos se aproveitaram do “espírito” do Concílio para espalhar o que ele não disse. Graças a Deus e à sua providência que não falha, o Santo Padre Bento XVI vem luminosamente corrigindo os desvios.

A obra de Monsenhor Brunero Gherardini — Concilio Ecumenico Vaticano II, un discorso da fare — levanta questões importantes e julga necessário um debate sobre os textos do Concílio Vaticano II. O senhor considera possível tal discussão nas circunstâncias atuais?

Certamente. E, o Santo Padre, em suas homilias e documentos, de clareza incomparável, deixa o campo aberto, apesar das ruínas lamentáveis nas áreas da Teologia e da Liturgia, a uma renovação do Espírito.

Qual a relação entre a mensagem de Fátima e o Concílio Vaticano II?

Lamentavelmente, o ambiente conturbado não permitiu, explicam, a mínima referência à Rússia e a condenação expressa do comunismo. Ora, isto era, até como condição de tempos melhores, expressamente pedido pela mensagem de Fátima.

Seria possível dizer que o Concílio Vaticano II é responsável pela crise em que vivemos hoje?

Não pelo Concílio, mas pelo que, desgraçadamente, se fez dele.

O então Cardeal Eugenio Pacelli disse, certa vez, que na mensagem de Fátima a Santíssima Virgem alertava para o perigo da mudança no culto da Igreja. A mensagem de Fátima alertava sobre a reforma litúrgica? Que avaliação fazer dela?

Não me consta nenhuma referência clara à Liturgia na mensagem de Fátima. Mas, como se sabe, de tempos imemoriais, que a liturgia expressa a fé e a revela (é só pensar no Arianismo e no abalo da fé na Eucaristia que tantos abusos litúrgicos causaram), e levando-se em conta a confissão de lamentáveis manobras de Mons. Bugnini, em acolhida a sugestões do Grão Mestre da Maçonaria Italiana, não se pode negar que a Liturgia, objeto do primeiro documento solene, foi gravemente comprometida por assessores conciliares.

A consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria já foi realizada?

É ainda assunto de muitas divergências, mas creio que o que se fez até agora não leva em conta as principais exigências do pedido de Maria. Entretanto, continuo confiando na sua promessa: “Por fim, meu Imaculado Coração triunfará”.

A próxima Campanha da Fraternidade tratará do problema do meio ambiente, relegando ao ostracismo as verdades da nossa fé católica para tratar da “mãe terra” e da ideologia ecológica hoje em voga. O que pensar sobre tais campanhas?

Penso que algumas, mais do que às necessidades inadiáveis dos nossos fiéis, curvaram-se às tendências ou até exigências dos chamados meios de comunicação. Em certos casos, é mesmo gritante o desgaste de tempo, comissões, entrevistas e recursos para temas que não trouxeram nada de relevante para a nossa vida eclesial e até cívica, deixando a autêntica evangelização e formação religiosa em quase abandono.

Por fim, Excelência, fique à vontade para dirigir a nossos leitores uma mensagem final.

Dom Manoel Pestana com o fundador dos Franciscanos da Imaculada, Pe. Stefano Manelli; a ordem foi a responsável pela publicação da obra de Mons. Brunero Gherardini.

Dom Manoel Pestana com o fundador dos Franciscanos da Imaculada, Pe. Stefano Manelli; a ordem foi a responsável pela publicação da obra de Mons. Brunero Gherardini.

Que posso dizer, uma voz quase a extinguir-se, no meio da cultura do barulho, que pouco permite o silêncio necessário para ouvir e entender? Nós, católicos, precisaríamos conhecer, de fato, cada vez mais a nossa religião, que não é apenas uma entre tantas. Jesus disse:

Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.

“Os poderes da morte e do inferno não hão de derrubá-la.”

“Eu estarei convosco até a consumação dos séculos.”

Nossas igrejas terão sempre, enquanto permitirmos, Alguém à espera dos abalados na fé, dos que perderam a esperança e o rumo na vida, para confiar-nos, a qualquer momento, sem cansar: “Eu sou o Caminho (para os perdidos), a Verdade (para os enganados), a Vida (para os agonizantes, à falta de Amor e solidariedade).

Enquanto a luz do sacrário estiver acesa, sabemos que Alguém nos espera. Não estamos sozinhos. E podemos ajudar, com a graça do Senhor, a salvar os irmãos!

18 julho, 2010

O Cardeal Ratzinger e Fátima.

Segundo o Cardeal Ratzinger, no comentário publicado pelo Vaticano que acompanha o texto do Terceiro Segredo, “quem estava à espera de impressionantes revelações apocalípticas sobre o fim do mundo ou sobre o futuro desenrolar da história, deve ficar desiludido. Fátima não oferece tais satisfações à nossa curiosidade…”. Alguns críticos vêem nisso uma contradição a uma quantidade considerável de evidências registradas, inclusive de testemunhos antigos do próprio Cardeal Ratzinger.

O então Cardeal Joseph Ratzinger emitia algumas opiniões desencontradas sobre o assunto Fátima.

O então Cardeal Joseph Ratzinger emitia algumas opiniões desencontradas sobre o assunto Fátima.

Numa entrevista publicada na edição de 11 de novembro de 1984 da revista Jesus, o Cardeal Ratzinger foi questionado se havia lido o texto do Terceiro Segredo e por que ele não havia sido revelado. Ratzinger reconheceu que havia lido o Terceiro Segredo e afirmou que ele, em parte, envolve a “importância dos novissímos” e “perigos ameaçando a fé e a vida dos cristãos e, portanto, (a vida) do mundo”. Ratzinger também comentou que “se ele ainda não foi revelado — ao menos na época — é a fim de impedir que as profecias religiosas sejam mal interpretadas por uma busca pelo sensacional”. Além disso, um artigo de jornal citou o antigo embaixador filipino no Vaticano, Howard Dee, afirmando que o Cardeal Ratzinger pessoalmente o confirmou que as mensagens de Akita e Fátima são “essencialmente a mesma”. A profecia de Akita, em parte, contém o seguinte: “A obra do demônio se infiltrará até mesmo da Igreja, de tal modo que se verá cardeais contra cardeais, bispos contra bispos. Os padres que Me venerarem serão desprezados e sofrerão oposição de seus confrades… igrejas e altares [serão] saqueados; a Igreja estará repleta daqueles que aceitam compromissos e o demônio pressionará muitos padres e almas consagradas a deixar o serviço do Senhor”.

Letter #28, 2010 — 93rd Anniversary, de Robert Moynihan, editor da Revista Inside the Vatican

13 junho, 2010

Maçonaria Desmascarada. Discurso de John Salza no Fatima Challenge.

Transcrevemos abaixo o início do discurso de John Salza no Fatima Challenge, em Roma, no dia 3 de maio. A íntegra pode ser acompanhada em inglês no vídeo:

Hoje vou falar-lhes dos erros da maçonaria e da relação entre a maçonaria, Nossa Senhora e da Mensagem de Fátima. Como sabemos a maçonaria é uma inimiga da Igreja. E como ficamos sabendo hoje Nossa Senhora nos alertou há muitos séculos atrás que a maçonaria penetraria na Igreja, corromperia a Hierarquia e levaria almas à danação. Nessa apresentação, primeiramente, vou falar de alguns pontos históricos muito importantes que relacionam a maçonaria com Nossa Senhora, depois vou falar de rituais maçônicos e depois concluirei com os efeitos da maçonaria na Igreja Católica.

Bom, eu estou qualificado para falar desse tema. Como o John mencionou embora eu seja católico de vida inteira, eu também me tornei maçom. […] Como advogado foi instado a me unir a maçonaria por muitos homens católicos e isso é muito comum na América. Ela me foi apresentada simplesmente como um clube social, uma organização que me ajudaria a desenvolver contatos comerciais. E eu tinha a impressão que a maçonaria americana era diferente da maçonaria européia e isso tudo me foi explicado. Na verdade, buscando aconselhamento com um sacerdote ele me disse a mesma coisa. Assim, eu não senti a necessidade de investigá-la mais a fundo. E nesse período da minha vida me tornei um mestre maçom, um maçom de trigésimo-segundo grau, um membro do Shriners, membro de duas lojas maçônicas. Servi este oficial principal em uma dessas lojas. Estava a prestes a ser eleito worship máster antes de sair. Recebi uma credencial muito rara, o cartão de proficiência, que me autorizava a instruir outros maçons nos rituais maçônicos. Literalmente exigia que a pessoa soubesse de cor todos os rituais e todas as posições. Eu sei o que a maçonaria significa porque eu a ensinei.

Como disse, na América a maçonaria não é considerada nociva, mas parece ser simplesmente uma organização social. E eu sempre me questionei o porquê disso. Porque ela é percebida diferentemente na Europa. E a razão é que, para começar, a América nunca foi um país católico. A América foi fundada por maçons e a ideologia da maçonaria está incrustada na Constituição dos EUA. Por exemplo, a cláusula de estabelecimento – em que o governo não respeitaria nenhuma religião -, essa é uma negação do Reino Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. A cláusula do livre exercício, que dá direito de se praticar qualquer religião, contraria a Fé Católica.

A América vive a religião da maçonaria, daí a maçonaria não ser considerada uma ameaça. E, de fato, foram os juízes da Suprema Corte dos EUA que criaram a doutrina de separação entre Igreja e Estado nos EUA sob os Presidentes Roosevelt, Trumam e Eisenhower – todos maçons. Eles nomearam coletivamente 12 juízes da Suprema Corte dentre os maçons. E de 1941 e 1971 os maçons dominaram a Suprema Corte. E através dessas decisões judiciais criaram a doutrina maçônica de separação entre Igreja e Estado.

Os católicos, é claro, não eram melhores. Havia muitas e freqüentes condenações sobre outros erros, mas não da maçonaria. Em minhas pesquisas descobri 12 papas que emitiram condenações, pelo menos, 23 condenações separadas à maçonaria. E esses ensinamentos são considerados parte do ensinamento ordinário universal da Igreja. Eles são vincultativos às almas de todos os católicos. A Igreja sempre foi muito clara quanto a sua posição em relação à maçonaria.

Agora vou falar de Fátima e tentarei lhes dar uma perspectiva da relação entre Fátima e a condenação da Maçonaria. …

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24 maio, 2010

Roma: discurso de Dom Manoel Pestana Filho, bispo emérito de Anápolis, em conferência sobre Fátima.

Apresentamos nossa transcrição do discurso proferido por Sua Excelência Reverendíssima Dom Manoel Pestana Filho, bispo emérito de Anápolis (Goiás), no “The Fatima Challenge Conference”, em Roma, no último dia 7. De antemão agradecemos as possíveis correções feitas ao nosso trabalho.

* * *

Excelências, irmãos padres, religiosos e religiosas,

Não esperem muito de mim, pois sou baixinho, mas, em suma, devo falar alguma coisa e me pediram que, ao menos,  eu me comunicasse com vocês.

Roma, 7 de maio de 2010. Dom Manoel Pestana Filho discursa em conferência sobre Fátima e apresenta o livro de Monsenhor Gherardini - Concilio Vaticano II, un discorso da fare.

Roma, 7 de maio de 2010. Dom Manoel Pestana Filho discursa em conferência sobre Fátima e apresenta o livro de Monsenhor Gherardini - Concilio Vaticano II, un discorso da fare.

Algo que me parece sempre incerto é a questão do Concílio Vaticano II. Na última sessão, da qual participei, uma comissão foi até a Irmã Lucia, em Coimbra, e eu lhe encaminhei uma pergunta por escrito. Minha pergunta foi a seguinte: o terceiro segredo de Fátima tem alguma relação com o Concílio Vaticano II? A Irmã Lucia respondeu — não a mim, mas a um padre que fora com a comissão — “não estou autorizada a responder esta pergunta”. Isso é muito interessante. […] é um sinal de alguma reserva no terceiro segredo e esta reserva tinha alguma relação com o Concílio Vaticano II.

Mas, como reversas com o Concílio Vaticano II? Estudei aqui em Roma, estudei Teologia, e isso me impressionava muito. Eu também tinha lido dois livros sobre Fátima, um do padre Marc, e um outro de um padre português, que tinha sido diretor espiritual num seminário brasileiro. E uma coisa interessante para mim era entender esta razão. E nesse meio tempo, soube que o Santo Padre Pio XI desejava reabrir o Concílio do Vaticano. O Cardeal Billot o advertiu: “Santidade, me parece que isso é um perigo, porque estamos no tempo dos modernistas e esses modernistas criaram muita confusão na Igreja. Se o concílio for aberto agora, todos estarão em condição de participar, porque muitos também eram hierarcas da Igreja e creio que isso seria uma magnífica confusão entre os teólogos, sacerdotes, religiosos e até o povo, porque todas estas questões que já haviam sido esclarecidas e algumas condenadas pela Igreja desde Pio X e também um pouco por Bento XV, estas questões estariam livres para discussão e creio que não seria bom para a comunicação e para a opinião católica”. Soube que o Papa levou em consideração o que havia dito o Cardeal Billot – o Cardeal Billot foi retirado do cardinalato alguns anos depois, mas esta é outra questão – mas o Papa teria dito sim, [o Cardeal] tem razão.

Soube também que Pio XII teve uma idéia [sobre um concílio] – estudei quatro anos em Roma quando ele era Pontífice – mas estas razões [mesmas] lhe fizeram pensar e naqueles anos ele havia escrito uma carta encíclica Humani Generis, onde ele condena aberta e duramente todas as posições modernistas, citando, inclusive, muitos teólogos de seu tempo. Eu depois fiz […] um trabalho […] sobre esta encíclica e situei muitas de suas citações [de autores] que eram anônimas, mas eram citações, nesta encíclica. Por exemplo, Padre Congar, por exemplo, Padre Schillebeecxs, e outros. […], mas o Santo Padre havia denunciado muitos teólogos que depois fariam sucesso com os seus escritos.

E por isso creio que o Papa Bento XVI, com sua prudência e sabedoria, não tenha citado nas obras do Papa Pio XII esta encíclica. É interessante, pois me perguntaram uma vez: por que o Papa não cita a Humani Generis? Pensei, pensei, e disse: creio que se o Papa tivesse citado esta encíclica ele criaria um ambiente de oposição a Pio XII por parte de teólogos famosos que continuam tendo muita influência nas questões da Igreja e haviam sido grandes homens famosos, aplaudidos, no Concílio Vaticano II. Para mim foi uma decisão de muita prudência e sabedoria […]. Depois, quando a questão da canonização tivesse avançado, eles tomariam certamente outra posição.

Mas retornemos. Seria possível que Nossa Senhora tivesse dito que não era de seu gosto, que não lhe agradava uma realização do Concílio? Eu não sei, mas se pode pensar. Com isso eu não quero dizer que o Concílio Vaticano não seja legítimo… e não seja também uma benção para a Igreja.

Não sei se vocês conhecem este livro de Brunero Gherardini, Concilio Vaticano II – Un discorso da fare – publicado pelos Franciscanos da Imaculada, aquela congregação fundada pelo padre Manelli, que é interessantíssimo… terrível este livro… mas mantém uma posição muito justa, muito bem fundamentada. Ele diz que no Concílio foram ditas muitas coisas  que não são boas. Um comentarista francês dizia que era necessário distinguir aquilo que foi dito no Concílio, e foram ditas tantas coisas tolas, por exemplo, quando se discutia – e com todo respeito – a maternidade divina de Maria e também Maria mãe da Igreja; um bispo mexicano, Méndez Arceo, provocou risos, muitos risos, quando disse: “isso não me agrada, pois, se Maria é mãe da Igreja, e se a Igreja é nossa mãe, Maria não será nossa mãe, mas nossa avó”. Uma piada fora de lugar, mas, em suma, tudo era possível, e era uma Excelência que falava. E outras coisas que foram ditas; evidentemente, num ambiente de discussão, pode-se dizer tanta coisa tola […] o delito que o homem usa e abusa de dizer o que pensa. Portanto, é necessário compreendê-lo.

Mas é ainda mais interessante que muitos daqueles que foram condenados por Pio XII – De Lubac, De Le Blond, Danielou, Congar, etc – eram homens do dia, atuais, durante o Concílio.

Mas, verdadeiramente, eu soube de uma coisa interessante: um professor da  Universidade Gregoriana, que fora responsável pela comissão para os textos preliminares para o Concílio – Padre Tromp – um teólogo magnífico… Falei com ele um pouco antes de sua morte. Ele era meu professor na Gregoriana e eu até fiz um curso especial com ele. E eu perguntei como ele avaliava esta situação e ele me respondeu o seguinte: o Concílio foi um concílio bastante difícil, muito difícil, tanta energia desperdiçada, mas, em suma, uma coisa que se deve dizer é que o Concílio Vaticano II, com todas estas discussões, declarações, documentos, etc, etc, é também a indicação dada por João XXIII de ser um concílio pastoral. Até hoje não se compreende bem este sentido, sentido bem profundo de concílio pastoral. Mas sabemos que não era um concílio de definições, que terminava assim: “todos que disserem o contrário sejam anátemas, etc, etc,” como era praxe. Mas era um concílio que tratava questões católicas, religiosas e mesmo questões não religiosas, mas não concluía mais como os outros concílios, com condenações, excomunhões. Não era um concílio dogmático.

Este sacerdote, que fora nomeado chefe da comissão de redação dos textos preliminares por João XXIII, me disse: “É incrível que um Concílio assim, complexo, heterogêneo, no final das contas tenha contribuído para um dos documentos mais seguros, fundamentais da Igreja. Sim, e ele aludia ao Capítulo 8º da Lumen Gentium. Para o Padre Tromp, este documento seria um dos maiores documentos de toda a história da Igreja.

Bem, nesse Concílio havia um homem que eu admirava muito, muitíssimo, tinha lido várias vezes um de seus livros: “Teologia do Apostolado”, Cardeal Suenens e que, em suma, me fez sofrer[…]. Ele tomou a posição de comando, um comando externo, dos bispos da Alemanha e Holanda. Mas, em suma, ele era um mariólogo, um devoto de Maria e certamente ele é quem inspirou e acompanhou a redação do capitulo 8º. Bem, por que digo isso? Porque quando Suenens disse: “Santidade, não somos crianças […]”. Recebemos uma carta, para logo ler e assinar. Nós somos bispos, nós somos sucessores dos apóstolos. Sabemos o que fazemos. [… ]. Temos que ler os esquemas e depois vamos discuti-los.

E João XXIII, vocês sabem disso, se amedrontou e disse: “sim sim, faremos um Concílio pastoral” Não há Constituições Dogmáticas num Concílio Pastoral. Faremos um Concílio para discutir as questões do momento, e não as questões de sempre, e dar a resposta convencida pela prudência e sabedoria evangélica.

O estudo feito por Gherardini considera todas essas questões e diz claramente: o Concílio é uma grande graça para o mundo, e também é este concílio, tantas coisas são ditas, mas não há nenhum peso dogmático. [..] Há coisas que podemos chamar de incertas… até alguns teólogos depois do Concílio Vaticano II disseram que a linguagem da teologia de hoje é uma linguagem de incertezas, não há nenhuma certeza em suas declarações.

Assim, me parece que isso explica que tantas coisas tenham chegado a nós com muito pouco fruto. Pelo contrário. Vejamos. Dentro do Concílio Vaticano II, não nas reuniões, foram feitos acordos com os representantes da Rússia para que não se falasse do comunismo, não se falasse de Rússia. Mas isso é o contrário da mensagem de Fátima. O centro da mensagem […] era a Rússia, da qual virão grandes males para a Igreja e para o mundo. Mas fizeram um acordo. Ah sim! Porque havia bispos ortodoxos [para participar do Concílio]. E nós sabemos hoje que muitos bispos não só na Rússia, mas na Polônia e outros lugares, para não terem obstáculos da parte do governo comunista, faziam vistas grossas a certas coisas. Por exemplo: nós sabemos que este escândalo ocorreu na Polônia de um arcebispo que fora nomeado e que no momento de tomar posse da diocese ele simplesmente disse: “não, não posso tomar posse, porque encontraram um documento assinado por mim que me permitia sair da Polônia para estudar em Roma com a condição de colaborar com o governo sobre as coisas da Igreja que lhe interessavam.”. Este é o problema. […] O arcebispo de Kiev, que era um homem que se aproximou muito de João Paulo I, na última audiência, morreu lá diante do Papa. Ele não era ninguém menos que um chefe da KGB e era arcebispo de Kiev. Coronel da KGB. […] É um trabalho de muito tempo de infiltração na Igreja Católica, e se pode dizer que também o fato de Judas fazer parte do colégio apostólico, não disse nada contra Cristo, e no último momento quis lhe trair: “amigo, a que viestes?”. […] Há momentos extremos de traição e por isso o Senhor tem muitos e muitos caminhos. […]

Por outro lado, por exemplo, nós sabemos da influência da maçonaria no último Concílio não foi pouca, porque o próprio Monsenhor encarregado da liturgia – Bugnini – tinha escrito uma carta ao chefe da maçonaria italiana, dizendo que pela liturgia havia feito tudo que era possível; tudo aquilo, segundo recebeu instruções, mais não poderia ser feito. […]  Um padre polonês que encontrou este ofício o levou imediatamente a Paulo VI, que o mandou para fora de Roma, na nunciatura no Irã. Até Monsenhor Benelli, que era o braço direito do Papa, também foi retirado de Roma e estranhamente ambos morreram pouco depois em circunstâncias misteriosas. Dizíamos que era uma queima de arquivo. Entendem, não?

Quero dizer que mesmo os inimigos estando presente dentro da Igreja, isso não deve nos atemorizar, pois o próprio Cristo já contou aquela parábola […] do trigo e do joio juntos e o Senhor disse “deixai crescer”, depois, na hora da colheita se separará os dois. Pois os maus, como diz Santo Agostinho, ou existem para se converter ou para nos santificar. E isso é verdade. […] O Senhor, no antigo testamento, deixava os povos bárbaros e desumanos presentes e próximos do povo eleito para garantir a sua fidelidade e seu espírito de sacrifício. E por isso não devemos de maneira alguma pensar que estes problemas possam abalar a nossa fé. Absolutamente!

Uma vez, quando disse um pouco dessas coisas num encontro de bispos, um deles se levantou e me disse: “Você não crê no Espírito Santo?”. Eu disse: “Creio sim, e por isso estou aqui, porque creio no Espírito Santo e sei que as portas do inferno não prevalecerão”. “Eu estarei convosco até o fim do mundo”, tenhamos esta certeza absoluta, não podemos duvidar daquilo que Cristo disse. Isso seria um suicídio religioso. Se não creio em Cristo, em que acreditaria? Em meu pai, em minha mãe, em meu amigo, no Papa? Se não creio em Cristo… e por isso estou seguro, seguro com armas, com sofrimentos, com sangue, sim, sim, é verdade. Quando penso, por exemplo, no Pe. Gruner, vejo nele um mártir da Igreja moderna, sem dúvida. Não se pode compreender a sua vida sem a palavra de Deus que diz: “o reino dos céus é sofre violência, e são os violentos que o alcançam”.

Creio que poderia dizer – digo como uma palavra minha — e suspeitar que o Concílio Vaticano II está relacionado […] com o terceiro segredo de Fátima. Alguns de vocês me dirão: “mas isso não é atual”. Mas é atual sim, pois se nós publicamos isso, teremos que enfrentar o temor de nossos fiéis que dirão: “O que? Vocês não acreditaram?”… Porque me dirão que eu fui fraco, que eu fui estúpido… essas não são justificativas para que eu possa dizer: “não sou responsável” ou “não estava nessas coisas”.

[…] victoria quae vincit mundum: fides nostra. A nossa fé é a vitória que vence o mundo. Que vence o mundo! Eu estarei convosco até a consumação dos séculos. As portas do inferno com ela. Nem a maçonaria que é o corpo místico de Satanás, nem as heresias são realmente a lepra da nossa Igreja, mas que encontram sempre na graça de Maria e no amor de Cristo um remédio salutar para todos os males, nada disso me deve fazer perder a coragem ou deixar de lutar.

Um dia eu falava na conferência dos bispos do Brasil contra o aborto, porque eu trabalho muito – poderia e deveria ter trabalhado ainda mais. E um bispo me disse: “Mas Dom Pestana, o senhor tem que entender que não podemos perder tempo […] com uma batalha perdida. O aborto vem! Como veio para quase todas as nações. Não se pode perder tempo com essas coisas”. E eu disse: “Excelência, Deus não te julga se ganhamos ou não a batalha, mas se lutamos e se lutamos bem”. E assim penso que vocês estão fazendo, e por isso estou aqui com a alma renovada, encorajado […] mesmo com o meu joelho com duas placas de metal.

Deve-se pensar nisso: eu devo lutar. […]. Sempre recordo de uma estória, e gosto de contar estorinhas […] para ensinar o catecismo. Um elefante corria na África e, de repente, uma formiga na sua orelha lhe diz: “Elefante, olhe para trás, veja quanta poeira estamos fazendo”. Nós estamos fazendo. E pensamos que somos nós que estamos fazendo. E por isso o personalismo no apostolado é um grande perigo. É Deus quem faz, e só quando os homens se convencerem que Deus faz aquilo que nós fazemos é que acreditarão em nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, Amém.

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Fonte: The Fatima Challenge

29 abril, 2009

Curtas da semana.

O onipotência pastoral: Direito a veto e até a sugestão de sermão. [Atualização: 29/04/09, às 13:58]

(Estadão) A missa de 1.º de Maio na Catedral da Sé, às 9 horas de sexta-feira, que deveria reunir trabalhadores e empresários em torno do altar, conforme o cardeal arcebispo d. Odilo Scherer prometeu no ano passado, será uma celebração classista, voltada só para os trabalhadores, porque a Pastoral Operária, da Arquidiocese de São Paulo, resistiu à mudança.  […] Além de empresários, ele queria convidar funcionários públicos e empregados de outra categorias. “Esta não é a nossa visão, porque para nós o 1.º de Maio sempre será o Dia do Trabalhador, dia de luto e de lutas”, advertiu o metalúrgico aposentado Waldemar Rossi, militante da Pastoral Operária e um dos articuladores da manifestação. […] Rossi sugeriu a d. Pedro Luiz, em nome da pastoral, que denuncie o “assalto ao dinheiro público para salvar empresas que se dizem em crise”, defenda os direitos dos trabalhadores, aponte a precarização do trabalho (contratos temporários, bicos), fale do achatamento de salários e a pressão dos poderosos contra o movimento social. D. Pedro Luiz informou que vai aproveitar essas sugestões na homilia, ao lado mensagens bíblicas e de uma referência a São José Operário, cuja festa a Igreja comemora no dia 1.º de maio.  […] Responsável pela pastoral social na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Pedro Luiz informou que a nota sobre o 1.º de Maio, que a Assembleia Geral de Itaici vai divulgar, seguiu a mesma linha da Pastoral Operária de SP. A começar pelo título – Dia do Trabalhador, em vez de Dia do Trabalho. O texto, aprovado ontem, mas ainda não divulgado, fala da crise econômica mundial e seus reflexos na vida dos brasileiros.

Nova cruzada de Rosários pela consagração da Rússia e propagação da devoção ao Imaculado Coração de Maria.

Dom Fellay e Bento XVIDom Bernard Fellay anuncia em sua importante última Carta aos amigos e benfeitores uma nova cruzada de rosários (já adiantada neste blog em 13 de abril). Alguns excertos: “Sim, do mesmo modo que nos surpreendemos pela publicação do decreto do dia 21 de janeiro, assim também pela violência da reação dos progressistas e da esquerda em geral contra nós. É verdade que encontraram a desejada oportunidade nas pouco felizes declarações de Dom Willamson e através de uma injusta amalgama, puderam maltratar nossa Fraternidade como um bode expiatório. Na realidade fomos um simples instrumento na luta muito mais importante: a da Igreja, que com razão leva o título de “militante”, contra os espíritos perversos que infestam os ares como diz São Paulo. […] Através do que aconteceu nestes últimos meses é preciso reconhecer um momento mais intenso desta luta. E é muito claro que aquele que está na mira é o Vigário de Cristo, no seu empenho de iniciar uma certa restauração da Igreja. Teme-se por uma aproximação da Cabeça da Igreja e o nosso movimento, teme-se uma perda dos resultados do Vaticano II, e se põem tudo em movimento para neutralizá-la. O que pensa o Papa realmente a este respeito? Onde ele se situa? Os judeus e os progressistas lhe exigem que escolha: ou eles ou nós… […] Tanto eles como nós estamos obrigados ao juramento antimodernista e submetidos às outras condenações da Igreja. Por isso não aceitamos abordar o Concílio Vaticano II a não ser sob a luz destas declarações solenes (profissões de fé e juramento antimodernista) feitas diante de Deus e da Igreja. E se aparece uma incompatibilidade, então necessariamente o errado são as novidades.[…] Num caminho tão difícil, diante de oposições tão violentas, lhes pedimos queridos fiéis recorrer à oração mais uma vez. Achamos que é o momento indicado para lança uma ofensiva de maior envergadura, profundamente enraizada na mensagem de Nossa Senhora de Fátima, na que Ela mesma promete um resultado feliz, pois que anunciou que ao final o seu Imaculado Coração triunfará. Nós lhe pedimos este triunfo através dos meios que Ela mesma pediu: a consagração, pelo Pastor Supremo e todos os bispos do mundo católico, da Rússia ao seu Coração Imaculado, e a propagação da devoção ao Seu Coração Doloroso e Imaculado”.

“Mas… que festa? A liturgia é um drama”.

Dom Nicola Bux

“Creio que este sentido do sagrado poderá ser recuperado quando compreendermos que a Missa não é nunca um espetáculo, um entretenimento ou uma propriedade de cada sacerdote, mas sim um verdadeiro e próprio drama. Frequentemente, enchemos a boca para dizer a palavra “festa”, mas… que festa essa? Na Missa recordamos o sacrifício de Cristo, esta é a verdade. Cristo se imolou por nós e logo se usa a palavra festa… É correto falar de festa somente depois de termos compreendido e aceitado o conceito de que Cristo deu a vida por nós. Só então é lícito falar de festa, mas nunca antes. […] Uma boa Liturgia deve ter o seu centro na cruz. Contudo, ao ser colocada freqüentemente de um lado ou em lugares pouco visíveis, esta perdeu o seu significado verdadeiro e autêntico. Parece muito mais um objeto secundário do que um centro de adoração. Às vezes, tenho a sensação de que uma cruz no centro do altar produz tédio, quase incômodo. Para sermos duros: a maioria das vezes, ninguém olha para ela. Para voltar a dar à Liturgia o sentido do sagrado, é necessária uma devoção. Basta de Missas celebradas como acontecimentos mundanos e entretenimento”. Palavras de Monsenhor Nicola Bux à Pontifex.

Nova encíclica a ser publicada em 29 de junho.

“Creio que prevejo que será 29 de junho, festa de São Pedro e São Paulo, a data definitiva”, afirmou o Cardeal Renato Raffaele Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, sobre a publicação da nova encíclica social “Caritas in veritate”, que recordará as encíclicas Populorum Progressio, de Paulo VI, e Sollicitudo rei socialis, de João Paulo II.

Dom José Cardoso Sobrinho recebe Prêmio Cardeal Von Galen.

Prêmio a Dom José.“Num auditório superlotado por cerca de 1.200 pessoas, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, recebeu em Recife o Prêmio Cardeal Von Galen, concedido pela instituição internacional Human Life International (HLI). “Foi uma surpresa muito grande para mim”, comentou o prelado. D. José ressaltou que o prêmio não é pessoal, dele, mas da Igreja Católica. Ele acrescentou “apenas ter seguido os princípios da Igreja e do Direito Canônico.” O egrégio prelado recebeu inúmeras manifestações de simpatia e apoio. E até a solidariedade de pessoas de países longínquos como Austrália e Suécia, segundo informou o site da Abril. O arcebispo esclareceu que se tivesse guardado silêncio diante do crime, teria sido cúmplice, “quase conivente”. “Cumpri meu dever”, resumiu. Na cerimônia participaram monsenhor Ignacio Barreiro, JD, STD, chefe do bureau da Human Life International em Roma, representado ao Rev. Padre Thomas Euteneuer, Presidente do Human Life International, e o próprio Raymond de Souza.” Fonte: Valores Inegociáveis.

Cardeal Walter Kasper, FSSPX e Vaticano II: não há saída.

(kreuz.net) Áustria. O Presidente do Conselho Pontifício para a Unidade, Cardeal Walter Kasper, duvida de uma reconciliação com a Fraternidade de São Pio X. Ele disse isso durante uma conferência de imprensa em Viena. O levantamento das excomunhões não seria nenhuma reabilitação, mas sim simplesmente uma retomada do diálogo. Ao mesmo tempo, o Cardeal Kasper falou que o ecumenismo com os protestantes não era “nenhuma opção, mas sim uma obrigação sagrada”. Para essa finalidade, a Igreja estaria “condenada a crescer junto”. Secretum Meum Mihi acrescenta: “A Fraternidade São Pio X teria de afirmar as decisões do Concílio Vaticano Segundo e do catecismo Católico: ‘não há saída’, disse Kasper.  Kasper disse que a comunidade deve dar passos em direção ao Vaticano. O objetivo é, no que seja possível, trazê-los de novo para dentro da Igreja e não arriscar uma separação permanente. O Cardeal acusou a Fraternidade São Pio X de um “entendimento tradicional rígido”. Fontes importantes indicam a próxima substituição de Kasper na chefia do Conselho para a Unidade dos Cristãos. O nome mais cotado é de Dom Ludwig Mueller of Regensburg, membro da Congregação para Doutrina da Fé, e que não agrada muito aos protestantes por ter desprezado seu último Sínodo Regional. Dele também partiu a exigência de que a FSSPX cancelasse suas ordenações, o que motivou a transferência das mesmas do seminário alemão para Ecône.

“O ódio à língua latina é inato nos corações dos inimigos de Roma”, Dom Prosper Gueranger.

Também Secretum Meum Mihi nos informa sobre o caso do Pe. Jean Claude Cheval, pároco de Saint Jean de Brébeuf, Courseulles-sur-mer, França, que havia sido destituído em setembro de 2008 de seu cargo pelo senhor bispo Mons. Pierre Pican por celebrar uma vez ao mês a Santa Missa no Novus Ordo em latim. Pe. Jean recorreu ao Tribunal da Signatura Apóstolica em Roma e na última sexta-feira santa foi reinstalado em seu cargo. O bispo apelou da decisão.

Papa-móvel barrado em Israel.

(Le Figaro)  Shin Beth, o serviço de segurança israelense, se opôs ao uso do Papa-móvel na visita de Bento XVI a Nazaré, no próximo mês de maio, por motivos de segurança. “Todos os lugares que o Papa deve visitar foram coordenados entre o Vaticano e as autoridades de segurança israelenses, bem como os lugares onde se vai utilizar o papa-móvel. Certos lugares são mais sensíveis que outros”, informou um responsável pela segurança. Bento XVI visitará a Jordânia de 8 a 11 de maio e Israel entre os dias 11 e 15. O Papa celebrará pela primeira vez uma missa a céu aberto na Terra Santa, no dia 14, em Nazaré. Seus predecessores Paulo VI e João Paulo II em suas viagens à Terra Santa  sempre celebraram a missa em igrejas e santuários.

Pesaj em basílica Argentina. Organização: B’Nai B’rith.

(AICA) No último 13 de abril, B’nai B’rith celebrou a Pesaj (páscoa judaica) com cristãos de distintas denominações na basílica de São Francisco, em Buenos Aires, com a colaboração da Fundação Judaica e o patrocínio da Confraternidade Argentina Judaico-Cristã. A celebração, no marco do diálogo interreligioso, começou com a projeção de um audiovisual apresentando as tarefas que realiza B’nai B’rith – loja maçônica exclusiva para judeus – argentina desde 1930. O presidente de B’nai B’rith Argentina, o arquiteto Boris Kalkicki, agradeceu a hospitalidade expressa por frei Bunader e enfatizou que o público presente era “testemunho de um ato único e impensável em nossa cidade, em nosso país e no orbe há até muito poucos anos”.

Gripe Suína: O comparecimento às Missas está suspenso na cidade do México.

Nossa Senhora de Guadalupe.‹‹ Acontecimentos dramáticos no México: As celebrações públicas da Missa em dias úteis estão suspensas até segunda ordem – Missa dominical pela televisão – Início de correntes de oração à Nossa Senhora de Guadalupe

México (trechos da matéria publicada na kath.net). A Arquidiocese da Cidade do México reagiu com uma medida preventiva drástica à disseminação dramática da gripe suína mortal: as celebrações públicas da Missa em dias úteis estão suspensas até segunda ordem. No domingo, os fiéis foram admoestados a assistir as missas através da televisão. No sábado, o Ministério da Saúde do México decidiu fechar as escolas públicas em três estados mexicanos até o dia 6 de maio. Além disso, um alerta foi emitido para que não haja visita a museus, bibliotecas, cinemas, restaurantes e locais de adoração com grande afluxo de pessoas. O Arcebispo da Cidade do México, Cardeal Rivera, conclamou a todos os mexicanos a formarem uma corrente de orações e pedir a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, Patrona do continente americano, a fim de superar rapidamente a atual situação de crise. “Protegei-nos com o teu manto”, conforme se diz na oração mariana, “livrai-nos dessa enfermidade”.  – Oração para vencer a gripe suína: Santa Maria de Guadalupe, a ti rogamos proteção e amparo, para que em breve vençamos essa epidemia que afligiu o nosso país, pois tu nos amas com um afeto especial. Com o teu cuidado maternal velas sobre nós e com a tua intercessão maternal estás sempre disponível para nós››.  Nossa nota: já é possível notar os modernistas se aproveitando da epidemia para impôr aos católicas suas práticas.

Cardeal Antonio Cañizares Llovera está internado.

O Prefeito da Congregação para o Culto Divino, Cardeal Antonio Canizares Llovera (64), está internado na Clínica Gemelli, e segundo informações da Agência de Notícias “EFE” ele sofre de uma trombose.