Posts tagged ‘FSSP’

7 junho, 2011

Fraternidade São Pedro: Primeira Ordenação no rito tradicional na Polônia desde a Reforma Litúrgica. Fiéis pedem estabelecimento no Brasil.

Rorate-Caeli – Pela primeira vez na Polônia desde a reforma litúrgica, ocorreu uma ordenação sacerdotal de acordo com o Rito Romano tradicional, no domingo, 5 de junho de 2011, em Cracóvia, quando o Bispo Tadeusz Pieronek ordenou o padre Marek Grabowski FSSP. (Fonte: Nowy Ruch Liturgiczny)

Existe uma Missa Tradicional em Latim mantida pela FSSP, de segunda a sábado, na Catedral de Wawel, em Cracóvia, mais duas MTLs aos domingos na Igreja da Santa Cruz da mesma cidade.

Pe. Grabowski é o quarto padre da FSSP a ser ordenado este ano. O Cardeal George Pell ordenou o Pe. Damon Sypher na Catedral de St. Mary em Sidney, no dia 5 de maio de 2011 enquanto dois sacerdotes eram ordenados pelo Bispo Fabian Bruskewitz no seminário da FSSP em Nebraska no dia 21 de maio. Nove membros da FSSP até agora receberam a ordenação diaconal este ano: cinco foram ordenados em 19 de março de 2011 no seminário da FSSP em Denton pelo Bispo Czeslaw Kozon de Copenhagen e outros quatro foram ordenados em 29 de maio de 2011 em Wigratzbad pelo Bispo Marc Aillet de Bayonne.

* * *

Por sua vez, o seminarista Allan Lopes, da arquidiocese do Rio de Janeiro, iniciou uma campanha em seu blog pelo estabelecimento da Fraternidade Sacerdotal São Pedro na Terra de Santa Cruz. A seu pedido, divulgamos o abaixo-assinado “por uma missão da FSSP no Brasil”:

Precisamos que as assinaturas cheguem a um número considerável. Por isso, ajude-nos a divulgar esta petição, que apesar de ser uma iniciativa d’A Vida Sacerdotal, é desejo de muitos Católicos! As assinaturas precisam ser reais, sem anonimato e afins. Já passamos de 240 assinaturas. Penso que é muito pouco. Acesse AQUI o link para a petição.
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16 março, 2011

O que se passa no Santuário Nacional da Imaculada Conceição em Washington?

Dom Joseph Augustine Di Noia, secretário da Congregação para o Culto Divino: nova compreensão de Summorum Pontificum.

Dom Joseph Augustine Di Noia, secretário da Congregação para o Culto Divino: nova compreensão de Summorum Pontificum.

Summorum Pontificum Observatus | Tradução: Fratres in Unum.com – No ano passado, uma missa na forma tradicional tinha sido celebrada com uma significativa participação no santuário da Imaculada Conceição em Washington, EUA. Esperava-se a renovação deste acontecimento neste ano. Há várias semanas, o comitê de organização desta missa tinha preparado os últimos detalhes. O celebrante seria Dom Joseph Augustin Di Noia, secretário da Congregação para o Culto Divino. Ele cancelou a sua participação, o que ao mesmo tempo torna impossível, no entender organizadores, a celebração desta missa. O que ocorreu? Após pesquisar, pude reconstituir os fatos:

1°) Em primeiro lugar, foi Dom Di Noia quem deu início ao caso, retirando a colaboração que havia prometido. Ele teria exposto suas razões numa carta dirigida ao Padre Berg, superior geral da Fraternidade São Pedro, com cópia ao Padre Flood, superior do distrito norte-americano. Nesta carta, dava seu motivo: que as disposições do Motu Proprio doravante são melhor compreendidas (deve se tratar da instrução): Summorum Pontificum não visa as celebrações pontuais por ocasião de desse ou daquele acontecimento; visa apenas a celebração paroquial regular para um grupo estável. Por conseguinte, não [visa] a grande missa na Basílica.

2°) Consequentemente, os organizadores desta missa pontifical na Basílica do Santunário da Imaculada Conceição, que, aliás,  haviam sofrido  de resto tivessem sofrido mil contrariedades da parte da diocese de Washington, decidiram, um tanto apressadamente, cancelar a cerimônia. Eles comunicaram a diocese, que, como se podia imagiar, se rejubilou.

3°) Porém, alguns aconselharam antes a batalhar, não era hora para derrotismo. Três padres, pelo menos, consideravam fazer a viagem saindo de Denton [ndr: cidade sede do seminário da FSSP nos EUA].

4°) Seguros desse encorajamento, ou, antes, dessa exortação estimulante, os organizadores mudam de rumo e declararam à diocese que esperavam encontrar um bispo substituto, e que a cerimônia ocorreria como previsto.

5°) As autoridades diocesanas facilmente responderam que não, o primeiro instinto dos organizadores estava certo, era necessário com certeza cancelar. Além do mais, a diocese já conta com três lugares de missa na forma extraordinária em horário regular, logo, os que estão ligados a esta forma têm já o problema da escolha (para nos referimos à argumentação de Dom Di Noia)! Como enfatiza a Mouche du Coche, no Forum Catholique, hoje parece, portanto, que até  as “celebrações ocasionais” estão também na mira.

25 fevereiro, 2011

Importante atualização: “ex-diaconisa” assiste Missa Tradicional!

ATUALIZAÇÃO: Rorate Caeli agora pode confirmar que Norma Jean Coon atualmente está frequentando a Missa Tradicional em Latim na igreja católica de Santa Ana em San Diego — uma paróquia da Fraternidade Sacerdotal São Pedro que está florescendo. Ela ainda não está recebendo os sacramentos.

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18 janeiro, 2011

Entrevista com Padre Gaudron – A Fraternidade São Pio X na Alemanha: ameaça de fechamento de escolas, as discussões com Roma, o apostolado entre os pobres e a Fraternidade São Pedro.

Padre Mathias Gaudron, da FSSPX, em entrevista ao Gloria TV.

Padre Matthias Gaudron, da FSSPX, em entrevista ao Gloria TV.

(Kreuz.net, Viena) Quando jovem, o padre Matthias Gaudron (45), da FSSPX, cresceu com a Missa Nova. Naquela época ele a considerava “bastante razoável”.

Mas, olhando em retrospectiva, ele teve que admitir que com isso a sua fé foi se tornando “cada vez mais rasa e superficial”, disse o padre Gaudron em uma entrevista ao sítio de vídeos ‘gloria.tv’.

O religioso foi encarregado pela Fraternidade de São Pio X de dialogar com os bispos [da Alemanha] .

A esse respeito ele pensa o seguinte: “Eu não tenho muito o que fazer porque os bispos não querem dialogar conosco.”

Até agora o padre foi convidado apenas por pequenos círculos – como, por exemplo, comunidades estudantis ou universidades.

O Problema: A Fraternidade é católica

O padre Gaudron também está envolvido com as negociações entre a Fraternidade e o Vaticano.

Ele pode examinar os textos redigidos pela Fraternidade para essa finalidade e fazer sugestões.

O padre vê nas discussões de reconciliação uma possibilidade de expor as posições da Fraternidade.

O Vaticano observaria assim que a Fraternidade não representa nenhum magistério especial:

“É preciso que Roma também aceite que nós não fazemos nada mais do que o Igreja Católica sempre fez.”

Os meios de comunicação fazem boa publicidade para os tradicionalistas

O religioso também avalia como algo positivo a “atenção da mídia” pela Fraternidade – como se expressa o padre Gaudron –, especialmente, na Alemanha.

A Fraternidade teria assim a possibilidade de receber “novos campos de apostolado para desenvolver”.

Ela poderiam assim levar as suas preocupações a um círculo mais amplo.

O padre Gaudron não tem a ilusão de que os chefes da imprensa odeiam a Fraternidade devido a Missa Antiga ou a sua crítica ao Concílio Pastoral: “Somos atacados porque defendemos a família tradicional e somos contra o homossexualismo”.

Esses são temas católicos típicos, que não são específicos da Fraternidade São Pio X – ele acrescenta: “É preciso estar ciente de que somos atacados em primeiro lugar. Somos impopulares [dentre os magnatas dos meios de comunicação], infelizmente, podem nos encontrar.”

Mas, no final, as censuras teriam por objetivo toda a Igreja: “Isso também deve estar claro para os representantes da Igreja.”

As escolas onde ocorrem abusos permanecem abertas, as escolas da Fraternidade precisam ir embora.

Quanto à ameaça de fechamento das escolas elementares e secundárias mantidas pela Fraternidade em Saarbrücken, o padre Gaudron fala de uma “decisão puramente arbitrária”.

O arranjo parte do Ministro da Cultura de Saarland, Klaus Kessler (59). Ele é funcionário do Partido “Verde”, que é de extrema esquerda e odeia a Igreja.

O padre Gaudron informa que o Ministro da Cultura enviou uma carta à escola, na qual ele esclarecia que as queixas precisavam ser abolidas.

Porém, a carta não dizia que queixas deveriam ser eliminadas.

Até mesmo as autoridades educacionais caíram das nuvens. Elas não foram informadas da decisão arbitrária do Ministro que odeia a Igreja.

“Em outras escolas existem casos de abuso, existem drogas – esse não é o nosso caso” afirma o padre Gaudron.

Nesse ponto não estaria ocorrendo a mesma forma de avaliação.

Por isso, o Padre espera que seja retirada a ameaça de fechamento – “uma vez que a Alemanha não se tornou uma nação totalmente injusta”.

O ódio à Igreja faz com que os tradicionalistas cresçam

No que tange à Igreja nos países pobres, o Padre Gaudron diz que nesses países reina uma grande abertura à evangelização.

Em Gabão – um país litorâneo no oeste da África central – a Fraternidade possui uma grande missão. Dois mil fiéis participam da missa dominical a cada vez.

Como problemas, ele menciona a resistência dos fiéis à monogamia.

Dentre as crianças no Gabão circula o provérbio: “Quando alguém é casado, não pode mais receber a Comunhão.”

Assim, acredita-se que muitos africanos casados não levam a sério a fidelidade no matrimônio ou vivem em relacionamentos desordenados.

O ódio da Fraternidade São Pedro

Quanto à Fraternidade São Pedro, o Padre Gaudron esclarece que eles – ao contrário dos esclarecimentos de Roma — acusam a Fraternidade São Pio X como sendo “cismáticos”:

“Mesmo eles sendo da opinião de que não podem trilhar o nosso caminho, eles não precisariam nos atacar de maneira tão duradoura e fazer como se fossemos os piores inimigos da Igreja” – comenta o Padre Gaudron: “Há modernistas o bastante contra os quais se pode lutar.”

Para tal, a Fraternidade São Pio X mantém bons contatos com padres diocesanos individuais: “Nesse ponto existe um intercâmbio e uma certa cooperação.”

Esses contatos, no entanto, não podem ocorrer publicamente, porque se assim for os padres “vão passar por grandes apuros”.

O padre Gaudron observa que existe um interesse pela Missa Antiga e pela Tradição católica especialmente entre os padres jovens.

19 dezembro, 2010

Erigida quase-paróquia pessoal para a FSSP em Guadalajara.

Arquidiocese de Guadalajara.

Decreto de ereção da Quase-paróquia de San Pedro en Cadenas.

Clique para ampliar.

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Tendo em vista que existem sacerdotes e fiéis que querem seguir a santa Tradição Litúrgica do Missal Romano do Papa João XXIII,  de 1962, sem opor-se à reforma ocorrida no Concílio Vaticano II, que ficou consignada no Missal Romano do Papa Paulo VI, de 1970, e tendo conhecimento que algumas pessoas se excluíram da comunhão por não serem fiéis e que o bispo tem “por missão pastoral o grave dever de exercer uma vigilância clarividente, cheia de caridade e fortaleza, de modo que em todas partes se guarde essa fidelidade” (ED no. 5).
Ademais, para que todos os Pastores e demais cristãos tomem novamente consciência, não somente da legitimidade, mas também da riqueza que representa para a Igreja a diversidade de carismas e tradições de espiritualidade, a qual constitui a beleza da unidade na diversidade: Essa sintonia que, sob o impulso do Espírito Santo, eleva a Igreja terrestre ao céu.
Seguindo o chamado do Papa, de respeitar em todas partes, a sensibilidade de todos aqueles que se sentem unidos à Tradição Litúrgica Latina, por meio de uma ampla e generosa aplicação das normas emanadas há algum tempo pela Sé Apostólica para o uso da edição típica do Missal de 1962. (ED. no 6c). E visto que o artigo 10 do motu proprio “Summorum Pontificum” permite que o Ordinário do lugar, se assim considerar oportuno, erija uma Paróquia pessoal segundo a norma do c. 518 para as celebrações com a forma do rito antigo, PELO PRESENTE DECRETO ERIGIMOS A QUASE-PARÓQUIA DE SAN PEDRO EN CADENAS, conforme o cânones 515, 516, e demais cânones relativos a Quase-paróquias.

Guadalajara, Jalisco, 6 de dezembro de 2010.

Cardeal Juan  Sandoval Iñiguez.

Arcebispo Metropolitano de Guadalajara.

Juan Pablo Preciado Ramírez.

Chanceler Secretário.

Fonte: Creer en Mexico

4 agosto, 2010

Summorum Pontificum no Brasil: Seminário em Belém com Missa Pontifical de Dom Alberto Taveira.

Fonte: Sal e Luz

29 julho, 2010

A ideologia pára-conciliar e suas conseqüências na Igreja.

La Buhardilla de Jerónimo

Monsenhor Guido Pozzo, secretário da Comissão Pontifícia “Ecclesia Dei”, proferiu recentemente uma conferencia à Fraternidade de São Pedro sobre os “aspectos da eclesiologia católica no acolhimento do Concílio Vaticano II”. Apresentamos a parte conclusiva da referida conferência, particularmente interessante, uma vez que Mons. Pozzo se refere a um assunto de grande atualidade na vida da Igreja: o da interpretação do Concílio Vaticano II em continuidade com a Tradição doutrinal católica (um tema que está incluído entre aqueles que a Fraternidade São Pio X tratará com a Santa Sé nas atuais conversações doutrinais). Com grande clareza e lucidez, Mons. Pozzo denuncia a existência e as conseqüências do que chama “ideologia pára-conciliar”.

* * *

O que está na origem da interpretação da continuidade ou ruptura com a Tradição?

Está o que podemos chamar a ideologia conciliar ou, mais exatamente, pára-conciliar, que se apoderou do Concílio desde o princípio, sobrepondo-se sobre ele. Com esta expressão não se entende algo que diz respeito aos textos do Concílio, nem muito menos à interpretação dos sujeitos, mas sim o marco de interpretação global em que o Concílio foi colocado e que atuou como uma espécie de condicionamento interior na leitura sucessiva dos feitos e dos documentos. O Concílio não é, de fato, a ideologia pára-conciliar, mas na história dos acontecimentos da Igreja e dos meios de comunicação de massa logrou-se em grande medida a mistificação do Concílio, quer dizer, a ideologia pára-conciliar. Para que todas as conseqüências da ideologia pára-conciliar fossem manifestadas como evento histórico, foi necessário verificar a revolução do ano 1968, que assume como princípio a ruptura com o passado e a mudança radical da história. Na ideologia pára-conciliar, o ano de 1968 significa uma nova figura de Igreja em ruptura com o passado, embora as raízes desta ruptura estivessem presentes já desde algum tempo em determinados ambientes católicos.

Este marco de interpretação global, que se sobrepôs de modo extrínseco ao Concílio, pode ser caracterizado principalmente por esses três fatores:

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21 julho, 2010

“Essa missa salvou meu sacerdócio”.

Entrevista com o Padre Calvin Goodwin, da Fraternidade São Pedro, por Traci Osuna.

Solene Missa Pontifical na consagração da capela do seminário Nossa Senhora de Guadalupe, da Fraternidade São Pedro.

Solene Missa Pontifical na consagração da capela do seminário Nossa Senhora de Guadalupe, da Fraternidade São Pedro.

DENTON, Nebraska, 8 de junho de 2010 (Zenit.org – Tradução: Fratres in Unum).- Desde o Concílio Vaticano II, os católicos vêm assistindo a missa rezada em suas línguas vernáculas. Hoje, expressões latinas são completamente estranhas a alguns e longínquas memórias para outros.

Mas então há aqueles que se dedicam a manter viva a liturgia em latim, e dentro deste grupo encontra-se a Fraternidade Sacerdotal de São Pedro, uma comunidade de padres em expansão que se dedicam a celebrar a missa na forma extraordinária.

Enquanto muitas ordens religiosas estão desesperadamente rezando por vocações, essa comunidade tem jovens esperando para entrar em seu Seminário Nossa Senhora de Guadalupe, em Denton.

Essa sociedade de padres relativamente nova – fundada em 1988 – chamou a atenção não apenas daqueles que procuram retornar à Missa Latina, mas também daqueles que querem compartilhar a beleza, reverência e piedade da Missa latina tradicional pela primeira vez.

ZENIT: A Fraternidade Sacerdotal de São Pedro é uma instituição relativamente nova – estabelecida em 1988 – que tem como uma de suas características o uso exclusivo da liturgia de 1962. O senhor poderia explicar o que o levou a essa Fraternidade Sacerdotal tradicional?

Padre Goodwin: Somos uma comunidade reunida em torno da liturgia tradicional da Igreja. Ela é realmente o coração de nossa vocação. Já quanto ao que me levou à Fraternidade, não foi uma idéia minha; foi Deus.

Fiz parte de uma grande comunidade religiosa por alguns anos até me deparar com a Missa tradicional que estava sendo celebrada em uma igreja. Creio que eu não possa dizer que sabia de maneira consciente, mas algo em mim sabia que, depois daquilo, minha vida seria diferente.

Um dia, um senhor de idade que vinha pedindo permissão para uma Missa em latim na diocese de Portland, Maine, recebeu uma carta do bispo explicando porque eles não ofereciam a Missa tradicional. O senhor me disse: “Acho que tenho que me resignar em morrer sem ter acesso à Missa antiga”.

Colei uma pequena nota na carta que dizia: “Estou certo de que Sua Excelência fará o que puder por esse senhor” e a enviei.

Cerca de seis meses depois recebi uma carta do chanceler da diocese explicando porque eles não tinham a Missa latina. No fim da carta estava escrito: “O bispo gostaria de saber se o senhor estaria desejando fazer algo ad hoc por algumas dessas pessoas”. Então, telefonei para ele e disse que desejava fazer o que o bispo quisesse.

Naturalmente tive que aprender a rezar a Missa Tradicional. Meu próprio diretor espiritual me ensinou a fazê-lo num final de semana. Em 16 de setembro de 1991, a diocese de Portland celebrou sua primeira Missa Tradicional em cerca de 20 anos. E daí não parou mais.

Eu rezava a Missa Tradicional mais e a Nova forma da Missa menos. Depois de um tempo, comecei a compreender que toda a minha vida espiritual como padre estava centrada nessa Missa. Um dos padres da Fraternidade São Pedro veio dar uma palestra sobre a Missa tradicional e me convidou para ir até a casa do distrito na Pensilvânia.

Pensei: “Se Deus me levou nessa direção, então, devo assumir a responsabilidade por essa graça”. Mais do que desejar que tudo ao meu redor mudasse, era eu que tinha que mudar. É isso o que me trouxe à Fraternidade São Pedro e estou aqui desde então [1999.].

ZENIT: Por que o senhor sente que seguir o rito romano tradicional é vital para “re-cristianizar” nosso mundo?

Padre Goodwin: A Missa Tradicional é um elemento muito importante na re-cristianização do mundo porque ela expressa de maneira muito clara e plena a fé da Igreja. A noção completa do sacrifício de Cristo é o ponto central da Missa.

É claro, a primeira objeção que mais comumente se faz a ela é: “Por que você desejaria celebrar a Missa numa língua que o povo não entende?” Mas isso supõe que o relacionamento do povo com o Santo Sacrifício da Missa seja primeiramente uma relação de compreensão; que a Missa é uma peça de informação a ser aprendida e compreendida.

Hoje, a Missa é quase sempre celebrada num mundo onde as pessoas podem ver tudo que está acontecendo e compreender tudo o que está sendo dito.  Podemos honestamente dizer que o resultado dessa concepção aprofundou a avaliação das pessoas do que está acontecendo? Quando pesquisas de opinião nos dizem que 80% dos católicos abaixo dos 59 anos têm uma idéia não católica do que é o Santíssimo Sacramento, toda essa coisa de comunicação pode não ser tão bem-sucedida.  Isso não deve ser o objetivo principal. O objetivo principal é o culto a Deus.

A Missa não é um pacote de elementos misturados que reunimos ou construímos a fim de fazer algo que seja significativo para nós. A Missa é algo que existe em si mesma, à qual nos adequamos, de modo que podemos mais perfeitamente nos unir a  Deus.

Creio que seja isso o que os jovens encontram na Missa Tradicional. Eles não estão procurando uma explicação; estão procurando a presença de Cristo. Isso diz respeito, de uma maneira muito primária, a reverência, piedade e devoção.

ZENIT: Enquanto as vocações estão diminuindo em muitas outras ordens nos Estados Unidos e em todo o mundo, as ordenações dentro da Fraternidade São Pedro estão aumentando. O que o senhor acha que atrai esses homens para a Fraternidade?

Padre Goodwin: Temos seminaristas que cresceram com a Missa Tradicional. Também temos seminaristas que vieram a nós depois de ver a Missa Tradicional duas ou três vezes antes de ingressarem no seminário. Um a encontrou na Internet e disse: “Assim que a vi, sabia que era pra mim”.

As vocações vêm de Deus. Ele as está enviando para nós. Ele escolhe esses homens e os aponta em direção a esse tesouro perene da Igreja. Oração e fé, tendo falado aos corações humanos por 2000 anos, dificilmente, se torna uma fonte seca e inútil assim em algumas décadas. O coração humano não muda e o apelo de Deus a ele também não.

Iniciamos o seminário aqui por volta de 10 anos atrás. Temos tido, mais ou menos, de 12 a 15 candidatos por ano. Esse ano temos mais de 25 candidatos ingressando. Poderíamos receber mais se tivéssemos espaço e pessoal para tomar conta deles.

ZENIT: O Cardeal Joseph Ratzinger, que agora é Bento XVI, tem apoiado a Fraternidade desde o seu começo, não? O que isso significou para a Fraternidade?

Padre Goodwin: Não haveria nenhuma Fraternidade se não fosse o Santo Padre. Nossos fundadores, particularmente, o Padre Bisig, foram a Roma sem qualquer expectativa ou quaisquer garantias de ajuda que fossem. Mas quando chegaram lá, o Cardeal Augustine Mayer, um cardeal beneditino, levou-os ao Cardeal Ratzinger.

O Cardeal Ratzinger realmente foi fundamental, não apenas na fundação de nossa fraternidade sacerdotal, mas também para obter para ela o status pontifício, que significa que estamos diretamente sob a autoridade da Sé Pontifícia. Isso nos deu muita liberdade para agir dentro de certas restrições e realmente nos estabeleceu numa boa fundamentação canônica bem no nosso início. Em geral, leva-se anos para conseguir esse status como sociedade de direito pontifício, e nós o conseguimos em questão de semanas.

O Santo Padre foi imensuravelmente prestativo e nos apoiou muito, assim como fora seu predecessor, o Papa João Paulo II, sob o qual nossa sociedade foi fundada.

ZENIT: Em julho fará três anos da publicação da carta de Bento XVI “Summorum Pontificum”, sobre a forma tradicional da Missa. Que efeitos essa carta teve sobre a fraternidade?

3 de março de 2010: Dom Fabian Bruskewitz, bispo de Lincoln, consagrada a nova capela do seminário Nossa Senhora de Guadalupe, da Fraternidade São Pedro.

3 de março de 2010: Dom Fabian Bruskewitz, bispo de Lincoln, consagra a nova capela do seminário Nossa Senhora de Guadalupe, da Fraternidade São Pedro.

Padre Goodwin: Ela tornou possível um relacionamento entre a nossa comunidade e as outras entidades na Igreja, tais como dioceses e outras comunidades religiosas. Pudemos  conduzir nosso programa de ensino, no qual ensinamos padres a rezar a Missa Tradicional.

Podemos transmitir essa graça, esse recurso que temos a outros padres e isso é muito importante de duas maneiras. Esses padres poderão oferecer a Missa Tradicional aos fiéis para os qual ela é útil. Isso também reflete o fato de que o movimento da Missa Tradicional é mais um movimento de padres do que de fiéis.

É verdade que muitos dos fiéis pediram a restauração da Missa Tradicional por muito tempo. Mas também é um movimento muito forte entre um número de padres que procurava uma maneira de adentrar a oração litúrgica que nutrisse mais sua relação com Deus e seu desejo de Deus.

Provavelmente ensinamos várias centenas de padres, ao menos, nos últimos três anos desde “Summorum Pontificum”, apenas no distrito Norte Americano. Uma grande quantidade desses padres nos disse: “Essa missa salvou meu sacerdócio”. Quando você ouve uma coisa dessas, você sabe que está fazendo algo bom. Deus o está usando.

Mas isso também significa que o instinto do Santo Padre está muito corretamente embasado e que ele tem as necessidades dos padres muito profundamente no centro de seu trabalho e de seu serviço na Igreja. Ele sabe que há padres que precisam dessa Missa para nutrir, e até mesmo preservar, o seu sacerdócio.

21 junho, 2010

Apenas nesse ano, a Fraternidade São Pedro abriu cinco novas casas.

O Motu Proprio ‘Summorum Pontificum’ está exercendo uma influência muito positiva no desenvolvimento da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro.

O Papa Bento XVI recebe os superiores da Fraternidade São Pedro - julho de 2009.

O Papa Bento XVI recebe os superiores da Fraternidade São Pedro - julho de 2009.

(Kreuz.net) O número das casas canonicamente erigidas da Fraternidade de São Pedro nesse ano subiu para 38, informou o sítio alemão operado por um membro da Fraternidade ‘kath-info.de’, em 9 de junho.

A Fraternidade de São Pedro é uma comunidade de fiéis tradicionais de direito pontifício.

A ereção canônica de filiais de uma comunidade assim resultou em uma estabilidade jurídica, que atua no sentido de que, uma vez fundada, a casa só poderá ser abolida pela Santa Sé.

Portanto, uma ereção canônica realizada pelo Superior Geral só é possível com a permissão prévia do bispo local.

Nesse ano o número de casas da Fraternidade de São Pedro chegou a cinco.

Elas se encontram em sés na Normandia francesa, na cidade texana de Irving, onde a Fraternidade de São Pedro possui uma igreja própria, na cidade Tulsa no estado de Oklahoma, na cidade canadense de Québec e – recentemente, no dia 31 de maio – na cidade texana de Tyler.

Comparativamente: nos primeiros nove anos de sua existência havia na Fraternidade de São Pedro apenas quatro fundações canônicas, incluindo os dois seminários.

Nos últimos três anos foram fundadas quinze instalações.

Segundo informações do sítio ‘kath-info.de’, isso representa um sinal gratificante para uma crescente normalização e aceitação da Fraternidade de São Pedro dentre os bispos.

8 março, 2010

O Presidente dos tradicionalistas dá seu recado. O sermão do Cardeal Levada na consagração da capela do seminário norte-americano da Fraternidade São Pedro.

A belíssima cerimônia, no último dia 3, de consagração da capela do seminário norte-americano da Fraternidade São Pedro, que contou com a presença de cinco bispos e muitos padres, teve a assistência do presidente da Congregação para a Doutrina da Fé e de sua subordinada Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, o Cardeal William J. Levada; Sua Eminência proferiu o sermão cuja tradução abaixo apresentamos.

Sua Excelência, Bispo Bruskewitz,

Caros irmãos bispos e sacerdotes,

Muito amados em Cristo:

O Cardeal Levada assiste à cerimônia de consagração da capela de São Pedro e São Paulo, no seminário americano Nossa Senhora de Guadalupe, da Fraternidade São Pedro.

As Sagradas Escrituras, lidas no curso de uma celebração como a nossa de hoje, são sempre uma revelação, divinamente garantida, do significado profundo daquilo que estamos celebrando. E assim é de séculos de longa prática que hoje ouvimos as leituras do Livro do Apocalípse e do Evangelho de Lucas. A passagem do Livro do Apocalipse é um desdobramento do mistério deste dia com imagens exuberantes e vívidas. A Sagrada Liturgia quer que ouçamos essas palavras e as identifiquemos com o belo espaço desta capela, que estamos dedicando hoje. E assim o que vemos aqui a nosso redor, tão belamente expresso nos arranjos desta capela, seu altar, seu sacrário, sua iluminação e a possibilidade de sua bela arte e janelas, foi projetado para convergir para nós as visões que o vidente do Livro do Apocalipse contemplou. Aqui vemos, em tudo que nos rodeia, a Nova Jerusalém descendo a partir do céu de Deus, bela como a noiva adornada para encontrar seu Criador. A partir deste dia, sempre que a liturgia sagrada for celerada aqui, temos que perceber que a comunidade reunida é nada menos do que a Nova Jerusalém, aquela Esposa imaculada de Cristo.

A liturgia celebrada é nada menos do que um convite à liturgia da Jerusalém Celeste, aquela liturgia em que o trono do Cordeiro e de Deus ocupa um lugar central. O Cordeiro imolado que permanece para sempre perante o trono de Deus é o centro da Jerusalém Celeste e o centro desta igreja, em cujo altar o sacrifício do Cordeiro imolado é continuamente renovado.

Tal simbolismo elevado, exuberante contrasta drasticamente com os detalhes empoeirados, terrenos do relato do Evangelho que acabamos de ler. Alguém pode justificadamente especular, primeiramente, porque a estória de Zaqueu no Evangelho, o coletor de impostos baixinho e muito desprezado, deveria se a preeminente leitura da Escritura do dia da dedicação de uma esplêndida igreja nova. Certamente a razão reside nas linhas que Jesus se dirige ao pecador que Ele vê avidamente buscando-O a partir de Seu lugar elevado no sicômoro. Ele diz: “Zaqueu, desce rápido, porque hoje preciso ficar na tua casa.” Essas palavras nos proporcionam uma bela transição da cena de Zaqueu para a liturgia em que estamos envolvidos hoje em dia, porque aquelas palavras firmes, determinadas, magníficas de Jesus são as mesmas palavras que Ele nos dirige, cada um de nós um pecador como Zaqueu, com relação a esta casa de Deus. As bênçãos de Deus derramadas sobre nós no curso desta magnífica liturgia de dedicação, de fato, têm esse formato muito concreto: Referindo-se a este novo edifício Jesus diz: “neste dia preciso ficar nesta casa.”

As palavras simples e intenção de Jesus nos ajudam a manter as nossas condutas em meio das imagens mais elevadas e místicas do Livro do Apocalipse. Precisamos de ambas. Porque o Livro do Apocalipse nos ajuda a lembrar que em Jesus estamos lidando com ninguém menos do que o Filho Eterno de Deus que está no céu desde toda a eternidade. Ao mesmo tempo a estória de Zaqueu nos lembra que o mesmo Filho Eterno é Deus conosco, Deus conosco em nossas ruas poeirentas, nos chamando de pecadores pelo nome, um por um, para tê-Lo como hóspede em seu lar.

A reação de Zaqueu a este convite pretende indicar a nossa própria atitude agora, no curso desta celebração. Lemos: “Zaqueu se apressou, desceu e O recebeu com alegria.” Façamos com que nossos sentimentos de hoje e a nossa ação litúrgica sejam uma expressão com todos os nossos corações de receber Cristo com alegria no meio desta, nossa casa, que a presença de Jesus também faça a Casa de Deus.

Outros irão murmurar ao verem Jesus abundantemente concedendo a Sua presença graciosa a pessoas como nós. Eles dirão: “Ele foi para a casa de um pecador.” Porém, Jesus nos defende hoje como Ele fez com Zaqueu. Com as graças desta liturgia e da decisão que o Próprio Jesus pronuncia solenemente as palavras “hoje a salvação chegou a esta casa.”

A visão que enxergamos na Nova Jerusalém e a visão que vemos em Jesus na mesa no lar de Zaqueu, no final das contas, é a visão de comunhão. O Nosso Santo Padre o Papa Bento XVI, em seu Motu Proprio Summorum Pontificum, mencionou que as duas formas do uso do Rito Romano, as Formas Extraordinárias e Ordinária, podem se enriquecer mutuamente. Como exemplo ele mencionou “os novos prefácios podem e devem ser introduzidos no Missal antigo”. No Missal de Paulo VI, existe um belo prefácio para ser usado no aniversário de dedicação de uma igreja, que pode ajudar a enriquecer a nossa compreensão da celebração hoje como uma visão de comunhão. Sendo designado para o aniversário de uma dedicação, o mesmo pode indicar para nós que devemos ainda ser capazes de rezar anos daqui por diante quando comemorarmos a dedicação de hoje.

A segunda parte de um prefácio, como sabemos, sempre afirma em termos específicos as razões específicas da razão pela qual é certo e justo dar graças e louvar ao Pai. Neste prefácio o motivo afirma:

Porque na casa visível que vós nos deixastes construir, Pai, vós, manifestais de maneira maravilhosa

e realiza o mistério da vossa comunhão conosco.

Como novo Presidente da Comissão Ecclesia Dei, quero me deter nesta frase, “o mistério de sua comunhão conosco”. A Fraternidade Sacerdotal de São Pedro tem um carisma especial de assistir o Santo Padre na preservação da unidade da Igreja para aqueles vinculados à forma tradicional da Missa, através da implementação do Motu Proprio Summorum Pontificum. Os diferentes Ritos da Igreja no Oriente e Ocidente testemunham a diversidade das tradições litúrgicas que têm crescido na e com a Igreja desde os tempos apostólicos. Sim, São Paulo insiste, existe um Senhor, uma fé, um batismo. Esta é a razão pela qual o Santo Padre enfatizou a continuidade que podemos ver entre  as Formas Extraordinárias e Ordinária do Rito Romano. Sempre a Igreja celebra a Eucaristia consoante seja lá qual for o Rito ou forma desse Rito, é sempre o mesmo mistério de comunicação que está sendo maravilhosamente manifesto e realizado.

A diversidade litúrgica não é incompatível com a unidade de fé Católica Isto tem ficado claro ao longo dos séculos através da diversidade de Ritos, Oriente e Ocidente e é claro com relevância especial para a vossa fraternidade sacerdotal no Summorum Pontificum. Este também é o mesmo princípio operativo na nova Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, que estabelece Ordinariatos para ex-Anglicanos que desejam a plena comunhão com a Igreja Católica enquanto ao mesmo tempo preservam a mesma riqueza de seu patrimônio litúrgico e espiritual.

Sabemos que, acima de tudo, é através da celebração da Eucaristia que esta capela está sendo consagrada e o prefácio que estou citando nos lembra de maneira bonita que a  Eucaristia conclui a comunhão, entre Deus e nós mesmos, e entre uma parte da Igreja e outra. Os passos generosos que o Santo Padre tomou no seu Motu Proprio para conceder um uso mais disseminado da Forma Extraordinária do Rito Romano, é uma mudança que ele sinceramente espera vá tanto reparar quando construir uma comunicação prejudicada na Igreja. A Fraternidade Sacerdotal de São Pedro deve sempre celebrar a Eucaristia tendo em mente esta preocupação e desejo do Santo Padre.

As diferentes formas, a Ordinária e Extraordinária, não devem ser causa ou motivo de divisão na Igreja, pois a mesma Eucaristia é celebrada sempre e em todo lugar. O fato de que estamos aqui para dedicar uma capela de seminário em honra aos santos Pedro e Paulo me dá a oportunidade de relembrar que todo sacerdote é ordenado para o serviço da Igreja. É verdade e perfeito louvar do Deus todo santo, sua missão de proclamar o Evangelho a toda criatura, batizar todos em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. É este o serviço para o qual somos ordenados. No cumprimento desta missão dada por Cristo a Sua Igreja, uma missão implicando a unidade de toda a família humana e seu destino a ser um com seu amoroso Criador e Deus, a Fraternidade de São Pedro tem como seu carisma especial trabalhar amorosamente para a unidade da Igreja de Cristo garantindo que aqueles que seguem a Forma Extraordinária da liturgia do Rito Latino compreendam que a unidade de fé não pode ser encontrada fora do testemunho do Colégio Apostólico sob a sua cabeça, o sucessor de Pedro, o Papa. Dessa maneira, a rasgo no tecido de unidade manifestado por aqueles que rejeitariam o Concílio Vaticano Segundo como obra do Espírito Santo, deve ser reparado pelo testemunho leal para com a Tradição viva da Igreja, de acordo com as diretrizes do Santo Padre, o Papa Bento XVI.

Queridos irmãos, queridos seminaristas, esta capela não pode ser apenas outro edifício no complexo do seminário; ela é o coração do seminário. É o lugar onde, como disse o Papa João Paulo II, os seminaristas são formados a compartilhar as disposições íntimas que a Eucaristia estimula: a gratidão pelos benefícios celestiais recebidos (pois a Eucaristia é ação de graças), uma atividade de auto-oferecimento, que os impelirá a unir o oferecimento de si mesmos ao oferecimento Eucarístico de Cristo; a caridade, nutrida por um sacramento que é um sinal de unidade e partilha; o anseio em comtemplar e fazer reverência em adoração perante Cristo, que está realmente presente sob as espécies Eucarísticas. É aqui nesta capela que encontramos o verdadeiro foco e direção de nossa formação e vida sacerdotais.

O prefácio que citei acima continua dizendo: “Pois aqui” — significando nesta igreja — “pois aqui vós fazeis vossa igreja espalhada pelo mundo se unir mais e mais como o Corpo do Senhor”. Sabemos que a comunhão realizada pela Eucaristia é verificada na comunhão com Pedro e seus sucessores. Tu es Petrus, et super hanc petram, aedificabo ecclesiam meam. Minha presença aqui hoje faz concreta a imagem deste prefácio, uma Igreja espalhada pelo mundo, contudo, unida mais e mais como o Corpo do Senhor precisamente por celebrar o mistério da comunhão no Corpo do Senhor.

Agora, mais do que nunca, nós sentimos a Igreja suspirar — como diz o prefácio — para alcançar sua plenitude na visão de paz. Esta oração é claramente inspirada pela primeira leitura de hoje do livro do Apocalipse, ao qual nós já nos referimos. Assim a frase é completada “para alcançar sua plenitude na visão de paz, a cidade Celestial de Jerusalém”.

Os seminaristas deste seminário que serão ordenados padres serão ordenados para servir a esta visão de paz, como instrumentos de comunhão. Esta visão vemos na Nova Jerusalém descendo do céu de Deus. É a visão que vemos em Jesus na mesa com os pecadores na casa de Zaqueu. É a visão que vemos nesta nova igreja e nos ritos que estamos celebrando agora. Desçamos todos rapidamente de qualquer árvora alta e isolada que possamos estar ocupando, desçamos rapidamente e recebamos Cristo com alegria, na comunhão da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, na Eucaristia celebrada aqui.

Possa Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe dos Padres, Mãe da Igreja, Estrela da Nova Evangelização das Américas,  [ser] a intecessora e modelo para os padres que serão formados aqui na semelhança de seu Filho, nosso verdadeiro e perfeito Sacerdote, Jesus Cristo Nosso Senhor, amém.

Fonte e destaques: Rorate-Caeli