Posts tagged ‘Hereges e Cismáticos’

18 fevereiro, 2014

O “catolicismo adulto” de um herege atrevido de Mariana, MG.

Divulgamos a seguir o inacreditável artigo divulgado pela página oficial da Arquidiocese de Mariana, MG. O que esse infeliz sacerdote faz na Igreja Católica, senão trabalhar por sua destruição? Vade Retro, Satana! 

Vale recordar que o Arcebispo da Primaz de Minas Gerais, Dom Geraldo Lyrio Rocha, foi, há poucos anos, Presidente da CNBB.

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Pequenas mudanças, sentido profundo

Por Pe. José Antonio de Oliveira

Artigo divulgado no site da Arquidiocese de Mariana.

Artigo divulgado no site da Arquidiocese de Mariana.

Escreva sua história pelas suas próprias mãos”, diz o compositor e cantor Zé Geraldo. E o papa Francisco, em sua exortação sobre a alegria do Evangelho, nos convida a ser mais ousados e criativos, abandonando a posição cômoda de dizer: “foi sempre assim” (EG, 33).

Embora Francisco se refira à evangelização, penso que o recado vale para a vida em geral.

Por isso, quero aproveitar o início de ano novo, tempo de recomeço e de mudanças, para oferecer algumas dicas, de modo especial aos irmãos e irmãs católicos. É que, no campo da fé, há sempre a tentação de se parar na tradição, no que sempre existiu; acomodar-se no que já está pronto.

Falo de algumas experiências que tenho feito, que podem servir de exemplo, embora não tenha a pretensão de ser modelo e referência pra ninguém.

Muitos católicos ainda fazem cada dia, sobretudo no início das orações, o “pelo sinal”. Traçam a cruz com o dedo polegar na testa, na boca e no peito, dizendo: “Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos”. Particularmente, não vejo sentido algum nessa oração. Não sei se é pretensão, mas acho que não tenho inimigos. E se tiver, isso faz parte da vida. Eles nos ajudam a rever nossas atitudes e exercitar o perdão. Por isso, ao começar o dia ou uma prece, costumo traçar uma cruz na testa dizendo: Senhor, ilumina a minha mente, pra que eu tenha bons pensamentos! Faço a cruz no peito dizendo: ilumina o meu coração, pra que eu tenha bons sentimentos! E na boca: abençoa a minha boca, pra que eu possa dizer sempre palavras boas!

Pode-se também usar a sugestão do Ofício Divino: “Estes lábios meus vem abrir, Senhor! Cante esta minha boca sempre o teu louvor”.

Me perdoem os devotos, mas também não gosto muito de rezar a “Salve Rainha”. Aprendi isso com papai. Acho uma oração muito pessimista: “A vós bradamos os degregados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas”. Não me considero um “degredado filho de Eva”, mas um filho muito querido, muito amado de Deus. Nem vivo gemendo e chorando num vale de lágrimas. Vivo feliz e lutando, num mundo lindo, cheio de gente boa, que Deus me ofereceu como presente. Claro que não posso ser insensível a tanta gente que sofre, mas penso que importante é a solidariedade, e não a lamentação.

Ao rezar o terço, normalmente as pessoas usam aquela jaculatória: Ó meu Jesus, perdoai-nos; livrai-nos do fogo do inferno…”. Não gosto! Ficar pensando em fogo é muito esquisito. Inferno é ausência de Deus, ausência do amor, não encontrar sentido para a vida. E Jesus já deu a vida pra nos livrar do mal. Fez a parte dele e ainda nos acompanha com sua bênção, sua Palavra, sua graça. O resto é com a gente. Sugiro então que se troque essa jaculatória por outra bem mais evangélica e positiva: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei meu coração semelhante ao vosso!”

Quando o padre, ou diácono, proclama o Evangelho na celebração, o Missal Romano propõe que, no final, se diga: “pelas palavras do Santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados”. Nunca disse isso. No meu modo de entender, o Evangelho é a Boa Notícia de Pai, anúncio da alegria da Salvação, a proposta do Reino, a revelação de Deus, convocação para a vida nova. Ora, reduzir toda essa riqueza à função de perdoar pecados é muita pobreza. Não faz sentido! Ainda mais que o pedido de perdão é feito no Ato Penitencial. Não precisa repetir.

Na introdução ao Prefácio, o presidente tem um diálogo com a assembleia, onde ele convida o povo a dar graças a Deus, e o povo responde: “É nosso dever e nossa salvação”. E o presidente continua: “Na verdade, é nosso dever dar-vos graças…”. Embora a expressão “dever” aqui tenha um sentido mais ameno, parece não ser muito feliz. Prefiro dizer: é nosso PRAZER dar-vos graças. De fato, é um prazer poder cantar as glórias de Deus e bendizê-lo por todas as graças e bênçãos que nos proporciona. A Oração Eucarística V, composta para o Brasil, mais precisamente para o IX Congresso Eucarístico de Manaus, usa uma expressão bem mais bonita: “É justo e nos faz todos ser mais santos/ louvar a vós, ó Pai, no mundo inteiro”.

Esses são apenas alguns exemplos de como precisamos prestar mais atenção naquilo que fazemos e falamos, evitando a mesmice, a simples repetição, e procurando dar mais sentido à nossa oração. Que a prece não venha simplesmente da cabeça, mas sobretudo do coração. Pequenas alterações podem expressar mudanças bem mais profundas.

zeantonioliveira@hotmail.com – 8 janeiro, 2014

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Não deixe de manifestar o seu repúdio às pretensiosas “dicas” do herege de Mariana, preferencialmente por telefone ou fax:

DOM GERALDO LYRIO ROCHA, Arcebispo de Mariana – MG
Praça Dr. Gomes Freire, 200 – Centro – Caixa Postal 13
35.420-000 – MARIANA – MG
Telefones: (31) 3557-1259 e (31) 3557-1103
Fax: (31) 3557-1103
Email: domgeraldo@terra.com.br

NUNCIATURA APOSTÓLICA

Excelência Reverendíssima Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico
Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
Fones: (61) 3223 – 0794 ou 3223-0916
Fax: (61) 3224 – 9365
E-mail: nunapost@solar.com.br

SECRETARIA DE ESTADO DA SANTA SÉ:

Excelência Reverendíssima Dom Pietro Parolin
Palazzo Apostolico Vaticano
00120 Città Del Vaticano – ROMA
Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088
1ª Seção Tel. 06.6988-3014
2ª Seção Tel. 06.6988-5364
e-mail: vati026@relstat-segstat.vavati023@genaff-segstat.va ; vati032@relstat-segstat.va

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

Excelência Reverendíssima Dom Gerhard Ludwig Müller
Palazzo del Sant’Uffizio, 00120 Città del Vaticano
E-mail: cdf@cfaith.va – Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088

CONGREGAÇÃO PARA O CLERO

Excelência Reverendíssima Dom Beniamino Stella:
Piazza Pio XII, 3 00193 – Città del Vaticano – ROMA
Tel: (003906) 69884151, fax: (003906) 69884845
Email: clero@cclergy.va (Secretário)

SUPREMO TRIBUNAL DA ASSINATURA APOSTÓLICA

Eminência Reverendíssima Dom Raymond Cardeal Leo Burke.
Piazza della Cancelleria, 1 – 00186 ROMA
Tel. 06.6988-7520 Fax: 06.6988-7553

CONGREGAZIONE PER IL CULTO DIVINO E LA DISCIPLINA DEI SACRAMENTI

Eminência Reverendíssima Dom Antonio Cardeal Cañizares Llovera, Prefeito desta egrégia Congregação, Palazzo delle Congregazioni
Piazza Pio XII, 10
00120 CITTÀ DEL VATICANO – Santa Sede – Tel. 06-6988-4316 Fax: 06-6969-3499
e-mail: cultidiv@ccdds.vavpr-sacramenti@ccdds.va

12 fevereiro, 2014

Claudetes falam sobre o seu bezerro de ouro Frei Van Balen.

9 fevereiro, 2014

Após polêmica, frei volta a celebrar missa em BH e número de fiéis dobra.

Faltou lugar para todo mundo que quis assistir à missa do frei Cláudio van Balen neste domingo (9)

Cerca de 2.000 pessoas assistiram à missa celebrada às 11h deste domingo (9) pelo frei Cláudio van Balen, 81, na Igreja Nossa Senhora do Carmo, zona sul de Belo Horizonte. O frei, ligado à ala mais progressista da Igreja Católica e defensor da Teologia da Libertação –e que há cinco décadas celebra a missa nesse horário–, havia sido afastado em janeiro pela Arquidiocese de Belo Horizonte e Província Carmelita de Santo Elias, mas retornou à função após pressão dos fiéis.

A presença de 2.000 pessoas na missa representa o dobro do público que normalmente frequentava as celebrações das 11h de domingo na igreja. O templo, que tem capacidade para 800 pessoas sentadas, foi tomado fiéis que acabaram ocupando espaços laterais e parte do altar, e dezenas de pessoas ficaram do lado de fora da igreja.

Depois que o sinete do altar tocou três vezes, frei Cláudio van Balen entrou e foi aplaudido com entusiasmo pelos fiéis –alguns choravam. O frei, então, levantou a mão direita pedindo silêncio, e a missa pode começar. Balen nada falou sobre seu afastamento.

“Em nome do pai, amém. Excluídos sejam incluídos, pela nossa prática do bem. É missão de todos a convivência transformadora”, disse o frei no rito inicial. “Apegados ao poder, maltratamos irmãos”, continuou.

Após o afastamento do frei, a missa das 11h do dia 26 de janeiro (um domingo) foi tomada por uma manifestação de fiéis, que protestavam contra a saída do religioso. As cerca de mil pessoas que tinham ido assistir à missa impediram que ela fosse realizada pelos freis Evaldo Xavier, 47, e Wilson Fernandes, 31, que assumiu a paróquia no início do ano.

Após o episódio, a Arquidiocese e a Província Carmelita proibiram as missas do frei e fecharam a igreja, mas os fiéis compareceram ao local no último domingo (2), entoaram cânticos católicos, rezaram e protestaram contra a ausência do frei. Foi então que, na segunda-feira (3), a Arquidiocese e a Província Carmelita voltaram atrás e anunciaram o retorno do frei.

Emoção

A estudante Silvia Couto Gonçalves de Souza, 26, aluna da escola da Apae (Associação de Pais e Amigo dos Excepcionais) de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, sentou-se ao pé do altar para assistir à celebração, mas rezou pouco: Silvia chorou durante toda a celebração. Olhava para o frei, abaixava a cabeça, e chorava.

“Ela gosta muito do frei Cláudio. Já se acostumou com ele”, disse a mãe de Silvia.

A médica geriatra Diana Carvalho Ferreira, 33, rezou acompanhou a missa do lado de fora da igreja. Ao lado do filho Raul, que no sábado (8) completou um mês de idade, ela disse que a missa era “especial”.

“Não poderia ficar com ele lá dentro, cheio do jeito que está. Ele ainda não foi batizado, mas fiz questão de trazer. Essa missa é especial. O frei Cláudio explica bem a religião na prática, no dia a dia, na nossa vida. A gente consegue colocar os ensinamentos religiosos em prática.”

4 fevereiro, 2014

A Igreja de Belo Horizonte “padece sob Pôncio Pilatos”. Arquidiocese lava as mãos sobre caso Frei Cláudio Van Balen.

Dizíamos na semana passada, acerca do imbróglio causado pelo Frei herege Cláudio Van Balen e sua trupe: “Há 40 anos este infeliz senhor vem pregando heresias com toda desfaçatez sob o olhar cúmplice da Arquidiocese de Belo Horizonte e de seus superiores religiosos”.

E não é que a Arquidiocese permanece obstinada em sua atitude vexatoriamente covarde? Agora, como Pôncio Pilatos, lava as mãos e joga a responsabilidade toda para a Ordem do Carmo (que também tem a sua participação, claro) .

Dom Walmor, arcebispo de Belo Horizonte:

Em última instância, a responsabilidade é toda sua, pois, afinal, quem outorga o governo da paróquia à Ordem do Carmo? Seus predecessores, o cosmos, as constelações, a Via Láctea? É o senhor, arcebispo! Choramingar e jogar a responsabilidade para subordinados não é a atitude que se espera de um Arcebispo. Governe ou simplesmente renuncie, permitindo que outro o faça!

Sua inércia fez, nada mais nada menos, com que a reivindicação da turba furiosa fosse alcançada. Segundo CitizenGo, “na segunda-feira, dia 03/02/2014, o episódio sofreu uma reviravolta após a divulgação de que frei Cláudio retomará as celebrações dominicais na paróquia Nossa Senhora do Carmo. A mudança ocorreu em grande parte por causa da pressão exercida sobre o pároco, por parte da nota publicada pela Arquidiocese, também no domingo”.

O que é isso, senhor arcebispo? Permitirá Vossa Excelência que Frei Cláudio continue a destilar tranquilamente seu veneno herético do púlpito de uma paróquia pela qual o senhor é o último responsável?

Excelência, se não deseja ser visto como cúmplice de tudo isso, faça algo, pelo amor de Deus! 

A seguir, nota da Arquidiocese de Belo Horizonte (destaques nossos):

Nota de esclarecimento 

Ao confiar, há muitos anos, à Ordem do Carmo a missão de administrar a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, a Arquidiocese de Belo Horizonte demonstrou respeito e convicção na condução competente dos religiosos desta Ordem. Diante do episódio lamentável que ocorreu no último domingo de janeiro, dia 26, a Arquidiocese de Belo Horizonte acatou o pedido da Província Carmelitana de Santo Elias de suspender em caráter indeterminado a Missa das 11h. A orientação da Arquidiocese, e assim ficou acertado com a Província, era a de que se dialogasse com representantes da comunidade para entender as razões de tal reação e, assim, que se estabelecesse novamente a harmonia na vida paroquial. A suspensão da Missa não se configurou como ato contrário ao frei Cláudio Van Balen que regularmente presidia esta celebração, mas período necessário para que os freis encontrassem o caminho do entendimento entre eles e com a comunidade.

A Arquidiocese de Belo Horizonte esperava que o superior da Província Carmelitana de Santo Elias estabelecesse esse necessário diálogo com os fiéis, conforme ficou acordado. A orientação é a de sempre atender as necessidades dos fiéis, de escutá-los. Assim, também estranhou não ter sido prévia e nem oficialmente comunicada sobre o processo de nomeação do novo pároco. Nenhuma comunicação chegou à Arquidiocese, que sabe que a inteira responsabilidade dos atos é dos frades Carmelitas. A Arquidiocese respeita esta autonomia da Província, mas gostaria de ter sido informada sobre as mudanças promovidas.

A Arquidiocese sabe que os frades Carmelitas são responsáveis por todas as ações e cuidados junto ao frei Cláudio Van Balen, mas considera importante o compartilhamento das informações sobre os encaminhamentos desta Paróquia.

À Província cabe escolher e indicar párocos e vigários. É também responsabilidade dos freis a definição de horários de Missas e seus celebrantes.

Desde o início, a orientação da Arquidiocese era a de que as pessoas fossem ouvidas, justamente por entender que apenas pelo caminho do diálogo seria possível alcançar um entendimento. É importante ressaltar que, ao confiar a Paróquia à Ordem Carmelita, a Arquidiocese esperava e espera o exercício desse fundamental papel pastoral e cristão de atendimento aos fiéis.

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Já circula uma petição no CitizenGo pedindo a suspensão do uso de ordens de Frei Cláudio. Não deixe de assinar!

30 janeiro, 2014

Confusão em Igreja de Belo Horizonte impede celebração de Missa. O comunicado da Arquidiocese, que não move uma palha contra Frei herege.

Belo Horizonte – Voto Católico | 27 de janeiro de 2014 | Aproximadamente uma centena de pessoas interrompeu de forma violenta a celebração de uma missa no último domingo, 26 de janeiro, na igreja Nossa Senhora do Carmo, zona sul de Belo Horizonte. Segundo os manifestantes, a confusão foi provocada para evitar a suposta ‘remoção’ do religioso carmelita Cláudio Van Balen.

Frei Evaldo Xavier Gomes, pároco de Igreja em questão, iria celebrar a Santa Missa em ação de graças por sua recente eleição como prior da Província Carmelitana de Santo Elias (que abrange os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília, Bahia e Tocantins) às 11:00 da manhã, horário em que normalmente celebra Van Balen.

As pessoas inconformadas, que fazem parte do grupo que apoia incondicionalmente os trabalhos do frei holandês, estavam previamente organizadas para impedir a celebração, convocaram a mídia, especialmente a alguns jornais locais onde tem contatos, e mantiveram contato direto com ele via telefone celular, informando-o de como os acontecimentos se desenvolviam.

Vídeo da confusão:

Frei Cláudio Van Balen, de 80 anos, foi pároco de Nossa Senhora do Carmo por mais de 40 anos, há cinco foi aposentado em função da idade, e é conhecido em Belo Horizonte por suas ideias contrárias aos ensinamentos da Igreja Católica, entre outras coisas seu apoio aos diversos ‘modelos’ de família, o divorcio, a homossexualidade, o aborto, a eutanásia, a luta de classes como fator decisivo nas reivindicações sociais.

Os atos litúrgicos presididos por ele são celebrados ‘a modo próprio’, os textos da Sagrada Escritura e as formulas da consagração eucarística e do batismo são modificados ao gosto do frei, divorciados em segunda união recebem a comunhão, durante o tempo em que foi pároco a confissão foi erradicada e a maior parte das imagens religiosas retiradas.

Para seus seguidores, estes aspectos e seu engajamento em lutas políticas e sociais, geralmente sob bandeiras da esquerda, lhe caracterizam como um padre moderno, capaz de adaptar o discurso religioso ao mundo contemporâneo.

Antes da missa, os seguidores de Van Balen começaram a falar com as pessoas que se preparavam para participar da celebração – ao todo entre 350 e 400 – que a missa seria presidida por outro padre o que sinalizaria uma possível retirada de Frei Claudio da Paróquia.

Um homem de aproximadamente 50 anos conclamou em alta voz a que todos se levantassem antes do início da celebração, gritando o nome de frei Cláudio, pois, segundo ele, seus superiores estariam tentando expulsá-lo. Assim que as intenções da missa começaram a ser mencionadas, a leitora foi interrompida por vaias e gritos que mencionavam insistentemente o nome do frade holandês.

Várias tentativas de iniciar a celebração foram feitas, todas sem sucesso. Cerca de dez minutos depois, o pároco, Frei Evaldo Xavier, se dirigiu da sacristia para o altar junto com os concelebrantes, Frei Tinus Van Balen – irmão do Frei Claudio-, Frei Wilson Fernandes e Padre Luís Henrique Eloy. Tentou iniciar a celebração, mas foi impedido pelos seguidores que tomaram também o presbitério.

Alguns fiéis da paróquia que desejavam participar da missa tentaram dialogar, pedindo que tudo fosse resolvido com calma, mas os manifestantes lhes responderam com agressividade, aos gritos, xingando-os, empurrando-os e afirmando que ‘a igreja do Carmo é de Frei Claudio’.

Dois soldados da Polícia Militar estiveram presentes no templo, mas o pároco pediu que eles fossem embora, pois a situação seria resolvida sem a necessidade de intervenção externa.

Frei Evaldo começou a rezar o terço de joelhos diante da imagem de Nossa Senhora do Carmo e muitos fiéis o acompanharam, mas os seguidores do frade holandês tentavam a todo custo impedir a oração e, xingando palavrões e batendo na mesa do altar, aumentavam as vaias. As crianças que estavam na Igreja ficaram assustadas e choravam.

Depois de mais de 40 minutos de tensão, Frei Evaldo se retirou com os paroquianos para a sacristia e anunciou que a missa seria celebrada no salão paroquial. Quase uma centena de pessoas participou da celebração, que começou por volta de meio-dia.

Os que protestavam, em sua grande maioria idosos, chegaram a ameaçar de agressão física os fiéis, alguns jovens fieis presentes afirmaram ter levado tapas no rosto e cusparadas, mas não se defenderam por causa da idade do agressores.

Os seguidores de Van Balen asseguraram ter recebido um e-mail do frade informando-os que seus superiores tinham decidido se ‘desfazer dele’ pedindo a saída da paróquia e enviando-o a Lagoa Santa. Segundo vários dos manifestantes, aquele correio eletrônico foi decisivo para organizar o boicote da missa.

Frei Evaldo Xavier Gomes, pároco há mais de dois anos de Nossa Senhora do Carmo, informou que é pratica comum na Igreja que haja rotatividade de padres nas paróquias, de tempo em tempo párocos e vigários são mudados de local,  e padres com mais de 75 anos se aposentem.

Disse que inclusive Frei Cláudio foi convidado para participar da celebração da missa de ação de graças, mas se negou a comparecer. Para o pároco, que também é prior de uma província da ordem e assessor canônico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil,  a atitude dos manifestantes foi desproporcionada, agressiva e sectária, quebrando a comunhão que deve ser vivida na Igreja.

Depois de impedir a celebração eucarística o grupo dos ‘claudianos’(como se autodenominam) discutiu na igreja quais seriam as próximas atitudes a serem tomadas quanto aos protestos. Cogitaram até em ir à casa do Arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, e arromba-la – caso não fossem recebidos – para obrigar o prelado a deixar ao frade na ‘Igreja que é dele e de ninguém mais’.

Já existe no Facebook, uma página de fiéis solidários à Arquidiocese de BH e à Província Carmelitana de Santo Elias. O endereço é: http://www.facebook.com/euapoiofreievaldo .

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Comunicado – Paróquia Nossa Senhora do Carmo

Por Arquidiocese de Belo Horizonte – A Arquidiocese de Belo Horizonte e a Província Carmelitana de Santo Elias – responsável pela Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no Sion – lamentam os incidentes ocorridos no último domingo, que gravemente prejudicaram a Celebração da Santa Missa às 11h, configurando desacato à Igreja de Belo Horizonte e ao novo provincial carmelita.

Diante dos acontecimentos, define-se pela suspensão por tempo indeterminado da Missa celebrada aos domingos, às 11h, na igreja Nossa Senhora do Carmo.

As igrejas devem ser sempre local de paz e fraternidade, de respeito e de fé, ambiente que favorece o encontro com Deus.

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Há 40 anos…

Este infeliz senhor vem pregando heresias com toda desfaçatez sob o olhar cúmplice da Arquidiocese de Belo Horizonte e de seus superiores religiosos. O nível pode ser visto abaixo:

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Atenção: blog em recesso – Comentários demorarão mais do que o habitual para serem liberados. Atualmente há 249 comentários aguardando moderação.

17 janeiro, 2014

Hereges de ontem e de hoje.

“Cristo anunciou o Reino, porém o que veio foi a Igreja”.

Alfred Loisy, herege modernista francês, excomungado vitandus (i.e., a ser terminantemente evitado pelos católicos, sendo proibido inclusive dirigir-lhe a palavra) pela Igreja em 1908, em seu livro L’Évangile et l’Église.

“Jesus não queria a Igreja, queria o Reino de Deus, mas a Igreja foi o que conseguimos dar a Ele”.

Fábio de Melo, herege modernista brasileiro, em um programa de televisão.

18 dezembro, 2013

Igreja Universal terá que devolver R$ 74 mil de doações feitas por fiel.

O Globo | BRASÍLIA – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) e a Igreja Universal do Reino de Deus terá de devolver a ex-fiel Lindalva Conceição da Silva mais de R$ 74 mil, em valores de 2004 a serem corrigidos. Ela alegou, na Justiça, que o pastor passou a pressioná-la para que doasse o dinheiro em sacrifício a “favor de Deus”.

De acordo com o processo, em 2003 Lindalva estava em processo de separação judicial, atordoada e frágil. Diante da pressão, teria feito a doação em duas parcelas. Depois disso, o pastor teria sumido da igreja, sem dar satisfações. A igreja afirmava não saber do ocorrido nem ter como ajudá-la. Em 2010, a contadora ingressou com ação para declarar nula a doação.

Lindalva justificou que passou a sofrer de depressão após a doação, perdeu o emprego e ficou em crescente miséria. Testemunhas apontaram que chegou a passar fome, por falta de dinheiro

Para a Igreja Universal do Reino de Deus, atos de doação como esse estão apoiados na liturgia da igreja, baseada em tradição bíblica. A defesa destacou a história da viúva pobre, em que a Bíblia afirmaria ser muito mais significativo o ato de fé de quem faz uma doação tirando do próprio sustento.

Para o TJDF, as doações comprometeram o sustento da ex-fiel. A Corte entendeu que o ato violava o artigo 548 do Código Civil, que afirma ser nula a doação de todos os bens sem reserva de parte ou de renda suficiente para a subsistência do doador.

A insistência do pastor teria impedido que ela realizasse seus planos de investimento do dinheiro recebido, entre eles a aquisição de um imóvel. Além disso, o tribunal entendeu que, sendo profissional autônoma, ela não poderia contar com remuneração regular, e o valor doado constituiria reserva capaz de ser consumida ao longo de anos na sua manutenção.

“Dos autos se extrai um declínio completo da condição da autora, a partir das doações que realizou em favor da ré, com destaque para a última, que a conduziu à derrocada, haja vista que da condição de profissional produtiva, possuidora de renda e bens, passou ao estado de desempregada, endividada e destituída da propriedade de bem imóvel”, diz a decisão.

O tribunal observou ainda que “todo o quadro de ruína econômica em que se inseriu abalou seu estado de ânimo, havendo, ao que consta, até mesmo sido afetada por depressão, que mais ainda dificultou a reconstrução de sua vida”. A decisão tomada na última sexta-feira foi divulgada hoje pelo tribunal.

26 julho, 2013

Frei Beto corrige prática de piedade multissecular da Igreja e sugere o Pão, ao invés da Cruz, como símbolo do Cristianismo.

[Atualização: 26 de julho de 2013, às 16:34 – Questiona o leitor Jammerson Santana: “Por que ele ao invés de ser frei, não é padeiro?”]

O pão como símbolo da fé cristã

Frei Betto | O Globo – O Papa Francisco participa da Via Sacra nesta sexta-feira com os jovens na Praia de Copacabana. A Via Sacra, exercício de piedade cristã, teve seu auge na Idade Média. Consiste em percorrer, mental e espiritualmente, 14 estações ou fases da prisão, tortura e morte de Jesus, em Jerusalém, do palácio de Pilatos até o Monte Calvário, onde o crucificaram.

Em igrejas e capelas são encontrados, nas paredes laterais, os quadros da Via Sacra: Jesus condenado à morte; Jesus carregando a cruz etc. Após o Concílio Vaticano II, muitas comunidades adotaram uma 15ª estação: a ressurreição de Jesus.

Chama a atenção o fato de o Papa Francisco dispensar a 15ª estação. Toda a fé cristã está centrada na Páscoa, no fato de Jesus ter ressuscitado, o que foi testemunhado pelos apóstolos, e por “apóstolas” como Maria Madalena, a primeira a encontrar e anunciar Jesus ressuscitado.

A Via Sacra que culmina na 14ª estação — “Jesus é sepultado” — reforça uma espiritualidade de quem encara esse mundo como “vale de lágrimas”, o que não aproxima os jovens da Igreja. Jesus não veio pregar sofrimento e morte. Veio trazer para todos “vida, e vida em abundância” (João 10, 10).

Ao longo de sua história, a Igreja adotou dois símbolos de fé cristã: o peixe, em referência ao batismo pela água; e a cruz, na qual Jesus foi assassinado.

Nos primeiros séculos, a comunidade, fundada por pescadores, preferiu o acróstico grego Ichthys, que significa peixe, iniciais da frase Iesous Chistós Iheou hyiós Soter (Jesus Cristo, filho de Deus Salvador).

Sob as perseguições do Império Romano, os cristãos se reuniam em catacumbas, imersos na clandestinidade, como peixes dentro da água. Frente a tantos que foram martirizados, a Igreja adotou o símbolo da cruz.

Soa paradoxal que o Cristianismo, que celebra a vida como dom maior de Deus, adote como símbolo um instrumento de morte. Cruzes são adequadas a cemitérios, sobre tumbas. Não é o caso de Jesus, que deixou vazio seu túmulo de pedra. O fato central da fé cristã não é a morte de Jesus, é a sua ressurreição. Como diz Paulo, não houvesse ele ressuscitado, a nossa fé seria vã (I Coríntios 15, 14).

Como simbolizar a ressurreição? Através de algo que expresse a vida. E não conheço melhor símbolo que o pão. Alimento universal, é encontrado em quase todos os povos, seja feito de trigo, milho, mandioca, centeio, cevada ou qualquer outro grão ou tubérculo.

“Eu sou o pão da vida”, definiu-se Jesus (João 6, 48). No entanto, muitos têm a vida ameaçada por falta de pão. É vergonhoso constatar que, hoje, segundo a FAO, um bilhão de pessoas vive em estado de desnutrição crônica. Isso em países ditos cristãos, muçulmanos, budistas…

Jesus fez da partilha do pão e do vinho o sacramento central da comunidade de seus discípulos — a eucaristia. Ensinou que repartir o pão é partilhar Deus.

Repartir o pão era um gesto tão característico de Jesus que isso permitiu aos discípulos de Emaús o reconhecerem (Lucas 24, 30-31).

Em Jesus, Deus se fez carne e pão, a ponto de o Filho afirmar “o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo” (João 6, 51). Se já não temos, entre nós, a presença visível de Jesus, ao menos adotemos, como sinal de sua presença, isto que ele mesmo escolheu na última ceia — o pão. Sinal de que somos também seus discípulos, empenhados em tornar realidade, para todos, “o pão nosso de cada dia”, os bens que imprimem saúde, dignidade e felicidade à nossa existência.

18 maio, 2013

Simplesmente lobo.

But the hired hand, and whoever is not a shepherd, to whom the sheep do not belong, he sees the wolf approaching, and he departs from the sheep and flees. And the wolf ravages and scatters the sheep. (Saint John, 10, 12)

O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas. (São João 10, 12)

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Pentecostais podem contribuir para a missão da Igreja, diz padre

Padre Elias Wolff.

Padre Elias Wolff.

Canção Nova – A Igreja Católica celebra desde o último dia 12, no hemisfério sul, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Esta também é uma oportunidade para pensar sobre o lugar que as Igrejas Evangélicas Pentecostais ocupam no trabalho ecumênico que os católicos têm promovido no mundo.

Antes disso, é preciso conhecer mais sobre esta vertente do Cristianismo, perguntando: quem são os pentecostais? De acordo com o Assessor da Comissão para o Ecumenismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Elias Wolff, estes são cristãos que têm uma característica forte em sua experiência de fé, marcada pela Pessoa do Espírito Santo. 

No mundo evangélico, segundo o padre, há três tipos de pentecostais. O primeiro que surgiu no início do século XX até a década de 50; o segundo a partir dos anos 50 até os anos 80 e o terceiro estilo de pentecostalismo, idealizado desde os anos 80. Este último, segundo padre Elias, é muito diferente do chamado “pentecostalismo clássico” da primeira geração.

As comunidades evangélicas pentecostais não são membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), mas participam de algumas atividades promovidas pelo organismo, porém sem o título de membros. Hoje, participam oficialmente do CONIC, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Ortodoxa Siriana de Antioquia e a Igreja Anglicana. 

No entanto, é intenção da Igreja dialogar também com esses grupos. De acordo com padre Elias, a Igreja Católica busca abrir caminhos de diálogo com os pentecostais desde 1908, sendo que no Brasil, esse processo começou a partir de 1909. Segundo o padre, a Igreja quer dialogar com todas as expressões de Cristianismo, mesmo aquelas que não são, hoje, membros do CONIC. 

A contribuição dos evangélicos para a missão da Igreja Católica

O assessor da comissão da CNBB acredita que as Igrejas Evangélicas Pentecostais podem contribuir muito com a missão da Igreja Católica. Ele ressalta a presença de comunhão destes grupos com a fé católica especialmente no segmento pentecostal também presente na Igreja, por meio dos movimentos

Apesar da evidência maior destes grupos evangélicos, padre Elias destaca que o pentecostalismo é um fenômeno de todo o Cristianismo, ou seja, presente tanto no catolicismo, como no mundo evangélico. Na Igreja Católica ele se manifesta especialmente nos novos movimentos, que segundo o padre, têm crescido com rapidez e contribuído para a missão da Igreja

Uma contribuição que os cristãos evangélicos podem oferecer à Igreja está na experiência da Palavra de Deus. “Esta experiência é própria de todo o cristão, mas não há dúvida que são os evangélicos quem têm o uso da Palavra mais frequente que muitos católicos”, diz o padre. Além desta, a missionariedade dos evangélicos também contribui com a missão católica. Segundo o padre, esta consciência missionária é muito desenvolvida no mundo pentecostal.

“Há uma série de elementos que, não sendo exclusivos dos pentecostais, pois são também nossos [dos católicos], nos indicam, de alguma forma, um modo de assumí-los. E há de reconhecer que há espaço de cooperação na missão, se pensarmos nesse sentido”, ressaltou. 

Padre Elias, que também é professor de Ecumenismo, afirma que é necessário que católicos e evangélicos estudem e conheçam ambas as realidades. “Nós falamos muitas coisas sobre o pentecostalismo que nem sempre corresponde a realidade, fundamentado numa falta de conhecimento sobre o que de fato ele é. A pentecostalidade é uma característica de todo cristão, não só dos evangélicos”, disse o padre. 

Segundo ele, o estudo sobre as realidades de cada um cria a percepção de elementos comuns onde se pode conversar e dialogar. “Depois vamos percebendo também que as diferenças existem, não somos todos iguais. Mas estas diferenças precisam ser conversadas a partir desses elementos comuns para católicos e evangélicos. Estudar e conhecer vale para católicos e evangélicos”, afirmou. 

Experiência de ecumenismo

Na prática, há experiências concretas que estão promovendo a unidade entre cristãos evangélicos e católicos. Um exemplo é o ENCRISTUS – Encontro de Cristãos na Busca da Unidade e Santidade. O evento acontece todos os anos no Brasil e reune cristãos, católicos e evangélicos, para a oração, partilha da Palavra de Deus e de experiências de fé. Em 2012, o evento foi realizado em Sorocaba (SP) [ndr: este uivo coletivo de Pe. Wolff e outros da alcatéia ecumaníaca-carismática foi à época repercutido aqui no Fratres].

29 abril, 2013

Diocese de Bauru declara a excomunhão de Padre Beto: incorreu de livre vontade no gravíssimo delito de heresia e cisma.

Padre Beto está excomungado por heresia e cisma: traiu o compromisso de fidelidade à Igreja em nome da “liberdade de expressão”.

Comunicado ao povo de Deus da Diocese de Bauru

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É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da “liberdade de expressão” traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação. O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico,  nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a “Lei da Igreja”, visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de 05 (cinco) membros do Conselho dos Presbíteros.

O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.

A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do “direito de liberdade de expressão” para atacar a Fé, na qual foi batizado.

Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o juiz instrutor iniciará os procedimentos para a demissão do estado clerical para enviar a Roma o procedimento penal para sua “demissão de estado clerical”.

Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar “um ponto final” nessa dolorosa história.

Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, “que nos conduz”, ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é “Mãe e Mestra”.

Bauru, 29 de abril de 2013.

Por especial mandado do Bispo Diocesano, assinam os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano.