Posts tagged ‘História da Igreja’

18 outubro, 2013

Quando resistir ao Papa é um dever.

O caso singular do bispo Robert Grossateste.

Por Cristiana de Magistris | Tradução: Fratres in Unum.com * – O nome do bispo inglês Robert Grossateste (1175-1253) é quase totalmente desconhecido do mundo italiano. Para os poucos que têm alguma erudição, ele é notável por sua genialidade no campo científico, onde suas obras são consideradas de valor inestimável, a ponto de lhe terem merecido o título de “pioneiro” de um movimento científico e literário, bem como de “primeiro” matemático e físico de seu tempo.

Mas Robert Grossetesta foi acima de tudo um Bispo santo, que se distinguiu por seu zelo em promover a salus animarum e por seu amor ao papado.

Mente absolutamente prodigiosa e versada não apenas em estudos científicos, mas também no literário, teológico e bíblico, Robert Grossateste tornou-se bispo de Lincoln em 1235. “Desde que fui nomeado bispo – escreveu – considero-me o pastor e guarda das almas que me comprometo a cuidar com toda a minha força, porque do rebanho que me foi confiado vou prestar estrita conta no Dia do Juízo” [1]. Seu principal objetivo era de “reformar a sociedade através da reforma do clero” [2]. A disciplina austera que exigia de seus sacerdotes era conhecida em toda a Inglaterra: renúncia à recompensa pecuniária, obrigação de residência, reverência na celebração da Santa Missa, fidelidade na recitação do Ofício Divino, educação do povo, total disponibilidade para os doentes e as crianças. Com essas regras, o bispo Inglês, além de elevar o nível das pregações e do ensino do clero, queria melhorar sua conduta moral.

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22 agosto, 2008

L’Osservatore Romano inocenta Templários

Excerto do artigo publicado em Times Online:

O Vaticano publicou pela primeira vez a oração que os Cavaleiros Templários compuseram quando foram “aprisionados injustamente”, na qual eles apelavam à Virgem Maria para persuadir “nossos inimigos” a abandonar “calúnias e mentiras” e retornar à “verdade e caridade”.

L’Osservatore Romano, o jornal do Vaticano, disse que a oração foi uma outra prova de que a ordem, que foi dissolvida no século quatorze, não era herética. Os cavaleiros foram inocentados das acusações contra eles que incluíam a acusação de que cultuavam ídolos como uma “monstruosa estátua, metade homem, metade bode”.

O artigo do L’Osservatore Romano, de Barbara Frale, estudiosa dos Arquivos Secretos do Vaticano que fez um estudo especial sobre os cavaleiros, diz ser falso que os cavaleiros eram culpados de “decadência, heresia e práticas imorais”.

21 agosto, 2008

Ainda o Irmão Roger Schutz

O Padre de Tanouarn publicou em seu blog um comentário à biografia do Irmão Roger Scthutz, escrita por Yves Chiron. Vale a pena ler o artigo inteiro, do qual traduzimos esse seleto trecho:

Frère Roger, Le Fondateur de Taizé - Yves Chiron

Frère Roger, Le Fondateur de Taizé Yves Chiron

Pode-se dizer que antes de ser católico, Irmão Roger é fascinado pelo gênio do catolicismo. Encontra Pio XII duas vezes, recebe do Cardeal Ottaviani, velho traditionalista da Cúria, a autorização de organizar os primeiros diálogos ecumênicos entre pastores e bispos… A Igreja de Pio XII é mais livre que se fala geralmente. Roger gostou da Igreja de Pio XII, ainda que tenha tomado distância ostensiva no momento da promulgação do dogma da Assunção da Virgem Maria, deixando o seu camarada Max Thurian falar em bom protestante “de papismo” a esse respeito.

Em seguida vem a eleição de João XXIII. Imediatamente são recebidos os dois. O novo papa tem tudo para lhes seduzir. E no entanto, surpresa: Irmão Roger confidenciará ao Padre Congar: Este papa não está longe de ser “suficiente para ser formalmente herético”. O que lhe censura? Ter declarado durante a entrevista que tiveram que a Igreja não possuia toda a verdade e que era necessário “procurar juntos”.

Curioso episódio. Estamos em 1959. Reencontra-se esse espírito “de investigação da verdade”, por exemplo, no parágrafo 3º de Dignitatis Humanae…

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