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20 agosto, 2016

Foto da semana.

Belém do Pará, 18 de agosto de 2016, XVII Congresso Eucarístico Nacional, Missa de ação de graças pelos catorze anos de sagração episcopal de Dom Fernando Arêas Rifan (Campos do Goytacazes-RJ, 2002).

A foto desta semana não poderia ser outra senão esta, que simboliza a pacificação entre o IBP-Montfort e a Administração Apostólica São João Maria Vianney, fato histórico em meio à série de pendengas e de intrigas que grassam no meio tradicionalista brasileiro.

Nela aparece o neossacerdote José Luiz de Oliveira Zucchi, filho do atual presidente da Montfort, Alberto Zucchi, unindo-se ao seu confrade de instituto também presente, Padre Tomás Parra, filho da atual vice-presidente da Montfort, Duclerc Parra, na comemoração dos 14 anos de ordenação episcopal de Dom Fernando Rifan.

10 agosto, 2016

Padre parisiense removido do altar pela polícia fala.

Por Matthew Karmel – One Peter Five | Tradução: FratresInUnum.com: Durante os últimos dez anos, o reverendo Padre Guilherme de Tanoüarn tem celebrado a Santa Missa nos cômodos apertados de uma pequena loja em uma rua estreita no centro de Paris. Localizado na Rue Saint-Joseph, o cômodo indefinido é ladeado de um lado por um par de salões de massagens de reputação duvidosa e uma agência de viagens especializada em vôos baratos para a África. O piso térreo é ocupado pelo Centro Saint-Paul, que oferece conferências culturais e espirituais, aulas de catecismo, cursos de línguas antigas e teologia. A capela, situada no segundo andar, onde se chega por uma escada em espiral, oferece duas missas diárias e cinco missas a cada domingo. Dos poucos locais em Paris em que se oferece a celebração da missa tradicional em latim é, de longe, o menor. Mas pode muito bem ser o mais amado.

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Ouvir falar de pessoas que são atraídas para a missa tradicional em latim por causa da beleza da liturgia é tão comum que beira o clichê. Na verdade, há muito pouco deste lado do céu que é mais bonito do que uma missa celebrada em latim, especialmente quando celebrada em sua configuração arquitetônica adequada e acompanhada por um coro bem ensaiado. É menos comum, porém, ouvir que pessoas são atraídas para a Missa antiga devido ao cuidado pastoral que recebem dos sacerdotes que a oferecem. Mas para os fiéis reunidos em torno do reverendo padre, renunciar à visão e sons das bem ornamentada e neo-gótica SS. Eugène e Cécile, onde a liturgia tradicional é oferecida diariamente, e em vez disso fazer o seu trajeto em direção à Rue Saint-Joseph, para o comparativamente humilde Centro Saint-Paul – uma mera meia milha de distância – não pode ser a beleza estética do lugar a atrai-los, mas algo muito mais profundo.

Na quarta-feira, 3 de agosto, uma cena desdobrou-se em Paris, que capturou a imaginação do mundo católico. Um grupo de fiéis estava reunido para assistir a uma missa católica tradicional na igreja de Santa Rita – uma capela de propriedade privada construída em 1900 e marcada para demolição para abrir espaço a um estacionamento. A polícia, vestida com equipamentos anti-choque, fez uma entrada barulhenta dentro do prédio, removendo os bancos que haviam sido usados como barricadas pelos presentes na missa. Um padre foi arrastado do presbitério, enquanto os fiéis cerraram fileiras para protegerem-se uns aos outros, ao passo que o outro oferecia ainda a missa, de frente para o altar, de costas para a ameaça que lhe aproximava. Eventualmente, ele também foi removido pela polícia antes que pudesse concluir a liturgia. Ele foi escoltado para fora, enquanto estava ainda totalmente paramentado com sua casula romana.

As primeiras reportagens alegavam que a missa estava sendo oferecida por membros da comunidade “galicana” em Paris – um grupo cismático que havia obtido o uso da igreja de Santa Rita para suas liturgias em 1988. Mas quando esta comunidade independente abandonou a igreja de Santa Rita, em outubro 2015 , o Padre de Tanoüarn foi pessoalmente convidado para celebrar a missa em latim para um grupo de três dezenas de fiéis. Era um convite que ele se sentiu no dever de aceitar. Os riscos envolvidos eram claros para ele: sem a permissão dos proprietários do edifício, isso significaria se engajar em uma ocupação ilegal. Em qualquer outro país isso poderia ser visto como um fator dissuasivo suficiente para impedir que alguém se envolvesse. Mas esta é a França, onde ocupar igrejas abandonadas ilegalmente é uma espécie de tradição em seu direito próprio.

Em 1977, membros da Fraternidade de São Pio X, liderados pelo padre François Ducaud-Bourget, expulsaram o padre diocesano encarregado da Saint-Nicholas-du-Chardonnet, localizada no 5º arrondissement, e ocuparam a igreja. O conselho municipal prontamente decidiu que a ocupação era ilegal e emitiu uma ordem de despejo. Havia, no entanto, pouca vontade política por trás da ordem de despejo que acabou sendo ignorada e jamais foi cumprida. Dez anos mais tarde, o Conseil d’Etat determinou que a perturbação da ordem pública que inevitavelmente resultaria de uma desocupação forçada seria maior do que a da própria ocupação – uma decisão que efetivamente permitiu à Fraternidade continuar usando a igreja, que permanece sob seu cuidado até este dia.

Uma ação semelhante foi realizada em 2002 pelo Padre Philippe Laguérie (SSPX) para obter a igreja de St. Eloi em Bordeaux, que estava abandonada e sem uso por muitos anos. Nesse caso, o conselho da cidade, à epoca, aprovou a ocupação e o arcebispo Jean-Pierre Richard permitiu a criação de uma paróquia pessoal sob a orientação do Instituto do Bom Pastor em St. Eloi em 2007.

Assim, havia uma boa razão para o Padre de Tanoüarn alimentar a esperança de uma solução feliz para a situação, com a ocupação sendo admitida como lamentável mas reconhecidamente como um primeiro passo necessário para esse fim. Os fiéis de Santa Rita mereciam o acesso aos sacramentos, e a igreja prestava um papel importante na comunidade local. O Instituto do Bom Pastor estava disposto a comprar a propriedade, embora não estivesse em condições de pagar o preço pedido de 3 milhões de Euros. Os vereadores locais, também concordavam que a igreja de Santa Rita deveria ser poupada da demolição. A única parte a favor da destruição da igreja era o novo proprietário, que pretende converter a propriedade em um estacionamento financeiramente lucrativo. Todavia, quem sabe, com a intervenção divina de Santa Rita, padroeira das causas impossíveis, um acordo mutuamente aceitável poderia ser alcançado. A esperança, portanto, não foi perdida.

Depois de obter permissão do arcebispo, o reverendo padre e seus irmãos sacerdotes começaram o trabalho de estabelecimento de uma autêntica comunidade católica em Santa Rita. Como qualquer boa paróquia, eles ofereciam os Sacramentos e bênçãos, ensinando as verdades da fé a todos que quisessem ouvir. Mas acima de tudo, eles ofereciam um lar espiritual marcado pela autêntica caridade e amor ao próximo. Eles abriram as portas da igreja de Santa Rita para os pobres e socialmente indesejáveis, em suma, às periferias existenciais da sociedade parisiense – permitindo-lhes, talvez pela primeira vez em suas vidas, se sentirem verdadeiramente acolhidos. E o Senhor não poupou Sua bênção: no giro de menos de um ano, a comunidade em Santa Rita cresceu para um número de cerca de 200 almas.

Na entrevista a seguir, Padre de Tanoüarn fornece seu próprio lado da história pela primeira vez.

OnePeterFive: Obrigado, reverendo padre, por tomar tempo para conceder-nos esta entrevista. O mundo católico ficou chocado com as imagens divulgadas na quarta-feira que documentam o despejo violento dos fiéis de Santa Rita – talvez muito mais pelo fato de que um sacerdote foi arrastado do presbitério. O senhor poderia nos revelar a identidade do sacerdote? Ele foi fisicamente ferido durante o despejo? Qual é a sua condição agora?

Reverendo Padre Guillaume de Tanoüarn: O jovem padre que você menciona é Padre Jean-François Billot. Foi ordenado em 2010 pelo Instituto do Bom Pastor. As imagens são chocantes, mas a violência era meramente simbólica. A polícia é muito profissional; eles sabem como arrastá-lo sem machucá-lo muito. Então, sim, é impressionante quando você vê; e é ainda mais impressionante quando você o experimenta. Quer dizer, a armadura, os capacetes – ainda que eles não os usem, estão lá para impressioná-lo. E funciona. Além disso, eles usaram gás lacrimogêneo, que entra em seu nariz e nos olhos. Dito isso, Padre Billot não foi ferido e está bem, graças a Deus, assim como o resto de nós, mesmo que ainda tristes com o despejo.

Fiéis católicos ficaram horrorizados ao ver a polícia de choque armada com cassetetes, escudos e gás lacrimogêneo irromperem numa igreja durante a celebração da Santa Missa. Ficamos muito aliviados ao saber que as sagradas espécies não foram profanadas, apesar da violenta interrupção. Se a polícia tivesse decidido esperar até a conclusão da Missa, o senhor acha que o despejo teria progredido mais pacificamente? Ou foram os paroquianos que estavam preparados para resistir ativamente, independentemente de quando o despejo ocorreu?

Um “resistência ativa”, como você diz, nunca foi uma opção para nós. Nós somos Católicos e eu sou padre; rechaçamos a violência, mas todavia ainda não estávamos dispostos a abandonar a igreja por nós mesmos, só porque um advogado nos pediu. A polícia entrou durante a missa  que eu estava celebrando, mas, estranhamente, eles pararam no exato momento da Elevação. A França, depois de tudo, ainda tem uma cultura católica, ainda que a prática derreta como a neve no verão. Mais uma vez, nós não temos um problema com a polícia – eles estão apenas obedecendo ordens.

Alguns questionaram a motivação e/ou justificação dos paroquianos em sua decisão de resistir ao despejo. De acordo com muitos relatos, os proprietários do imóvel tinham a lei do lado deles, e vocês estavam essencialmente invadindo uma propriedade privada. Alguns sugeriram, no entanto, que as discussões com os proprietários estavam em curso, e que vocês estavam buscando uma solução pacífica para a situação. O senhor pode explicar as circunstâncias do despejo, bem como as suas razões para resistir?

O proprietário formal da igreja quer transformá-la em um estacionamento. A congregação quer manter a igreja. Os advogados ainda estão argumentando e a batalha legal ainda não acabou. Nossa idéia básica é a de comprar o imóvel, mas custa muito dinheiro. De uma forma ou de outra, temos de encontrar um acordo comum entre as pessoas de boa vontade, e enviar a polícia não vai ajudar em nada. Fala muito o fato de que temos o prefeito de nosso distrito ao nosso lado. Além disso, estamos sendo apoiados publicamente por uma variedade de políticos locais. Eles não são necessariamente Católicos, mas compreendem o que esta igreja significa para a comunidade.

Alguns setores da mídia francesa estão pintando a comunidade dos fiéis de Santa Rita como “militantes fundamentalistas”, sendo que uma revista on-line chegou ao ponto de descrever Santa Rita como um reduto de “grupos dissidentes católicos tradicionalistas e pseudo-revolucionários de extrema-direita.” Como o senhor responde a tais acusações? Estas acusações também estão sendo usadas para manchar a reputação do Instituto do Bom Pastor (IBP) na França?

Há uma boa parte de ideologia envolvida nisso – sim. Mas, francamente, eu fiquei realmente surpreso pelo número de bons artigos sobre nós escritos por jornalistas que vieram nos entrevistar. Só para citar dois exemplos, Liberation e Le Monde são dois jornais de esquerda; o que você poderia chamar de “liberais”. No entanto, eles vieram, e eles relataram a partir de suas perspectivas, mas de uma forma justa. Houveram duras críticas também, mas isso da parte de pessoas que não se preocuparam em passar por aqui ou telefonar.

O senhor disse que pretende continuar a sua luta para salvar Santa Rita da demolição. Que passos permanecem possíveis para vocês? Existe alguma coisa que a comunidade internacional poderia fazer para ajudá-lo?

Como já referi, a luta legal ainda não acabou, o prefeito local e o conselho da cidade estão do nosso lado. Assim, ainda temos algumas cartas na manga. Eu continuo a celebrar a missa para os fiéis; não na igreja, uma vez que ela foi interditada, mas bem na frente dela. Eu celebro – para números cada vez maiores.

O membro da Assembléia Nacional,  Frederic Lefebvre, apelou publicamente para o Papa Francisco pedindo sua intervenção para ajudar a salvar St. Rita da demolição. O senhor gostaria de receber tal intervenção por parte do Santo Padre?

Qualquer intervenção seria muito bem vinda, de qualquer um. E do Santo Padre? Ele é nosso Papa, literalmente. Como você deve saber, eu fui ordenado em 1991 pela FSSPX, então em 2006 eu co-fundei o Instituto do Bom Pastor. Isso significa que eu tenho mais de 10.000 missas celebradas na minha vida, com cada uma delas em união espiritual com o papa: una cum papa nostro. Assim, eu não sei se Fréderic Lefebvre será ouvido, mas eu acredito na Providência.

O Instituto do Bom Pastor não é muito conhecido fora da França. O senhor poderia explicar qual é a sua relação pessoal com o Instituto e descrever o papel que ele desempenha hoje na vida da Igreja na França?

Temos 10 anos de idade, o que significa que ainda somos um jovem instituto. Este ano, cinco padres foram ordenados para o Instituto, o que nos coloca acima da média das dioceses francesas. O nosso objetivo não é existir em todos os lugares – somos pequenos demais para isso – mas servir aqui e ali. Fazemos o melhor ao nosso alcance.

Para os observadores externos, a França Católica parece estar sob o cerco tanto de terroristas islâmicos como de um governo secular, historicamente dedicado a reduzir a influência da Igreja no domínio público. Este é um retrato preciso da experiência dos Católicos franceses? O senhor já sentiu um aumento no interesse dos católicos franceses por uma liturgia mais tradicional e pelos ensinamentos da Igreja nas últimas décadas e/ou meses? Qual tem sido a reação entre os Católicos tradicionais na França diante do martírio do Padre Jacques Hamel?

Não vou minimizar os problemas que estamos enfrentando. Mas o nosso maior inimigo é a nossa própria preguiça e covardia. Se você é Católico, você pode passar a vida lamentando sobre o quão ruim a política, os meios de comunicação e a sociedade como um todo são. Ou você pode simplesmente fazer suas orações, criar seus filhos, fazer o seu trabalho, encontrar seus amigos, rezar o seu rosário, compartilhar uma refeição… em outras palavras: viver a boa vida de um bom Católico. Temos um ditado aqui que diz «C’est un triste saint qu’un saint triste», o que poderia ser traduzido como “É um triste santo quem é um santo triste”.

Quanto ao desenvolvimento do movimento tradicionalista aqui na França, é um saco misturado. Um quarto de todos os padres ordenados na França são ordenados para a missa em latim, que tem uma participação sempre crescente. Mas é como ter a mesma fatia de uma torta que está sempre encolhendo. Na França, uns meros 100 sacerdotes são ordenados a cada ano, enquanto 800 morrem. Um a cada dois padres franceses tem mais de 75 anos de idade.

Soubemos esta semana que as últimas palavras de Pe. Hamel foram: “Vá t’en Satan”, “Vade retro Satanás!” Não cabe a nós decidir quem é santo e quem não é. Mas o padre Hamel certamente deixou um exemplo  que nos  fez “tremblants et confiants”, como seu bispo disse: “tremulantes e confiantes”. Tremulantes por causa de sua sorte e confiantes por causa da nossa fé comum.

Obrigado, reverendo padre, pelo  seu tempo e seu serviço incansável à Santa Madre Igreja.

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1 julho, 2016

Deo gratias: mais dois padres brasileiros pelo IBP!

Por Manoel Gonzaga Castro* | FratresInUnum.com

No último sábado, 25 de junho, ocorreu a maior cerimônia de ordenações do Instituto do Bom Pastor, que, em setembro deste ano, completa dez anos de existência. Foram ordenados cinco novos padres e cinco novos diáconos pelo arcebispo Dom François Bacqué, núncio apostólico na França, e que já fora núncio junto aos Países Baixos de 2001 a 2011 e é bem conhecido pelas ordenações realizadas nas comunidades Ecclesia Dei, como a Fraternidade Sacerdotal de São Pedro e o Instituto Cristo Rei Soberano Pontífice.

Entre os sacerdotes, destacam-se os nomes dos neossacerdotes José Luiz Zucchi e Thiago Bonifácio da Silva, brasileiros oriundos de São Paulo e de Belo Horizonte, respectivamente. Entre os diáconos, os também brasileiros Ivan Chudzik e Marcos Mattke, ambos do Paraná.

Embora todos os quatro sejam ligados, em maior ou menor grau, à Associação Cultural Montfort, desta vez, seu atual presente, o Sr. Alberto Zucchi, tem um de seus filhos entre os ordenados, Pe. José Luiz. Ele ingressou no seminário em 2009, junto com seus colegas provenientes do Colégio São Mauro (escola da Montfort em São Paulo), os Pe. Pedro Gubitoso e Tomás Parra, mas, muito jovem, teve de aguardar mais um ano para ser ordenado, devido às restrições canônicas.

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Os neossacerdotes Thiago Bonifácio e José Luiz em meio a seus familiares e amigos após a ordenação

Com essas ordenações, o grupo de brasileiros oriundos da Associação Montfort já conta com sete sacerdotes, caminhando para o número de nove, em 2017, o que tem inspirado certa preocupação em algumas lideranças do Instituto do Bom Pastor — e pode-se inferir que, também, nas autoridades de Roma, que há alguns anos pediram “bom discernimento para vocações provenientes do Brasil”.

Atritos internos

Do ponto de vista da Montfort, a ordenação de José Luiz Zucchi confere novo alento à influência da associação junto ao IBP, que já não é mais a mesma de pouco tempo atrás. Espera-se que Pe. José Luiz seja a referência do grupo junto ao instituto, especialmente por conta do distanciamento que se sente, nos círculos do grupo em São Paulo, por parte do superior do Bom Pastor no Brasil, Pe. Daniel Pinheiro, de Brasília. Com efeito, os fiéis têm cada vez mais a impressão de que, para o Pe. Daniel, a conquista de autonomia e de afastamento da Montfort não deve sofrer retrocessos, mas avançar. Diante dessa postura, Pe. Daniel tem sido reprovado, pela cúpula da Montfort, por suposta ingratidão.

Fiéis pelo Brasil anseiam por essa independência, haja vista as interferências das lideranças do grupo paulistano no atendimento de católicos ligados à Missa tradicional em Americana e Presidente Prudente, devido a divergências com suas linhas de ação e suas percepções. 

Primeira Missa no Brasil

O desejo inicial em relação a essas ordenações era de que ocorressem no Brasil, como em 2015, quando se tornaram sacerdotes Pedro Henrique Gubitoso e Tomás Parra, ambos presentes agora na França para o grande evento, acompanhados também do Pe. Luiz Fernando Pasquotto.

Parte do clero conservador brasileiro crê que isso se deveu, em parte, à necessidade da Montfort de evitar Dom Athanasius Schneider, graças à sua amizade com a TFP e sua admiração por seu fundador, considerados inimigos mortais pela associação. Alguns ressaltam, todavia, que a primeira aproximação do atual líder da Montfort com Dom Athanasius, segundo o próprio bispo, foi via conhecidos da TFP. Dom Athanasius inclusive teria pedido à liderança da Montfort uma “trégua” aos ataques contra a TFP.

Outros falam também de uma possível rejeição por parte dos superiores do IBP em ter a ordenação no Brasil, sobretudo depois da crítica proferida por Pe. Renato Coelho, superior do IBP em São Paulo, a Dom Athanasius no blog oficial do instituto. Tal hipótese parece plausível, sobretudo porque, mesmo evitando Dom Athanasius, haveria outras opções para a celebração no Brasil, entre elas, Dom Fernando Guimarães, Arcebispo Militar do Brasil, que há pouco tempo administrou crisma a fiéis do IBP em São Paulo.

Seja como for, o grande evento relacionado ao neossacerdote José Luiz Zucchi no Brasil será sua primeira missa celebrada em sua terra natal. Ela há de acontecer amanhã, sábado, 2 de julho de 2016, na Igreja Nossa Senhora do Carmo, em São Paulo.

Nessa mesma Igreja, há quase 60 anos, era ordenado outro José Luiz — Cônego José Luiz Villac, discípulo de Plínio Correa de Oliveira. Décadas mais tarde, enquanto o primeiro José Luiz chega ao ocaso de sua vida, dedicada inteiramente à luta contra-revolucionária, um novo José Luiz — José Luiz Zucchi — subirá ao altar de Deus dedicado a Nossa Senhora do Carmo. É a Igreja que se renova. Trata-se, portanto, de mais um jovem sacerdote da estirpe, embora distante, de Plínio Correa de Oliveira, cuja seiva, mesmo que hoje renegada, formou o pensamento de seus outrora discípulos Orlando Fedeli e Alberto Zucchi.

A busca de pacificação com a Administração Apostólica São João Maria Vianney

Convites para essa primeira missa foram enviados para significativa parte do clero conservador brasileiro, incluindo o Padre Jonas Lisboa, da Administração Apostólica São João Maria Vianney, que atua em São Paulo como Capelão da Capela Santa Luzia, na rua Tabatinguera, no centro de São Paulo.

A conciliação com a Administração é estratégica para o IBP no país. Embora seus membros brasileiros, a exemplo do seu grupo de origem, sempre tenham reprovado energicamente a mudança de orientação de Dom Fernando Rifan e de seus padres, a ponto de desaconselhar a frequência em suas missas, agora o momento é de conciliação para não haja grande resistência para a instalação dos novos padres do instituto nas dioceses pelo Brasil. 

Os fiéis anseiam que se chegue a uma pacificação entre os promotores da Missa Tradicional no Brasil e que as guerras partidárias dêem lugar às obras de apostolado para expansão da Tradição na Terra de Santa Cruz. Que os jovens sacerdotes sejam instrumentos da Providência Divina para isso!

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

21 março, 2016

Novos brasileiros ordenados no IBP por Dom Athanasius Schneider.

Por Manoel Gonzaga Castro* | FratresInUnum.com

No último dia 12 de março, Dom Athanasius Schneider ordenou 5 subdiáconos para o Instituto do Bom Pastor e 1 para a Fraternidade São Vicente Ferrer. A cerimônia se deu na Igreja de São João Batista, em Courtalain, França, que fica localizada nas cercanias do Seminário São Vicente de Paula, casa de formação do Bom Pastor.

Na ocasião, foram ordenados mais dois brasileiros, ambos oriundos do estado do Paraná e ligados à Associação Cultural Montfort: Ivan Chudzik e Marcos Mattke. Os dois também contribuíram com artigos para o Fratres in Unum no passado e devem receber o diaconato no meio deste ano e a ordenação sacerdotal em meados de 2017.

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Ivan Chudzik e Marcos Mattke, ao centro, respectivamente.

Com a ordenação do diácono José Luiz Zucchi ainda em 2016, é de se esperar novos reforços para o apostolado do IBP no Brasil. Atualmente, Pe. Renato Coelho tem se deslocado de São Paulo para atender os fiéis de Curitiba, ao passo que o Pe. Tomás Parra atualmente tem exercido seu apostolado em Belém do Pará, deixando o Pe. Daniel Pinheiro sem adjutório em Brasília.

A constante presença e importância de Dom Schneider para o IBP confirma o constrangimento causado pelo sermão-ataque proferido pelo Pe. Renato Coelho contra a TFP e Plínio Corrêa de Oliveira, a quem Dom Scheneider havia louvado poucas semanas antes. Acrescente-se que, no mesmo mês em que veio a ordem para a retirada desse sermão, Dom Athanasius visitou a casa do Bom Pastor em Roma, ocasião em que conversou longamente com o superior do instituto na América Latina, o Pe. Matthieu Raffray.

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Dom Schneider visita a casa do IBP em Roma, dezembro de 2015

Com isso, a Montfort deixa de ter a companhia, ao menos explícita, dos padres do IBP Brasil em seus ataques à TFP e a Plínio Corrêa de Oliveira.

Um belo gesto de “reconciliação interna no seio da Igreja” (nas palavras de Bento XVI) seria ver, quem sabe, Dom Athanasius, grande admirador de Dr. Plínio, elevar ao sacerdócio o jovem diácono José Luiz, filho de Alberto Zucchi.

Mais um gesto de pacificação a desarmar os espíritos belicosos.

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28 agosto, 2015

As ordenações do IBP em São Paulo.

Por Manoel Gonzaga Castro* – FratresInUnum.com: No último sábado, 22 de agosto, na festa de Nossa Senhora Rainha, ocorreu em São Paulo um evento de grande importância para o avanço da Tradição litúrgica no Brasil: as ordenações presbiterais de Tomás Parra e de Pedro Gubitoso e diaconais de José Luiz Zucchi e Thiago Bonifácio pelo Instituto do Bom Pastor, todos eles sendo vocações oriundas da Associação Cultural Montfort, fundada pelo Professor Orlando Fedeli.

Esse tipo de ordenações realizadas segundo a forma extraordinária não ocorria há décadas na Arquidiocese de São Paulo, atualmente regida pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, o qual, por esta e outras, já começa a ser considerado pelos tradicionalistas paulistanos como um protetor silencioso da Tradição.

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Ordenandos prestam juramento anti-modernista diante do Pe. Philippe Laguérie, Superior do IBP

Segue abaixo um relato mais estendido desse evento, que foi transmitido ao vivo por Fratres in Unum (lamentavelmente, o vídeo foi retirado do ar posteriormente pelos seus proprietários). Aqui nos voltamos para o passado, recordamos os recentes acontecimentos e nos projetamos para o futuro da Missa Tridentina no Brasil.

A Associação Cultural Montfort e seus vocacionados

Fundada em 1983 como uma dissidência da TFP, a Montfort, à época, travou contato com grupos clericais tradicionalistas que estavam em situação canônica irregular – os antigos “Padres de Campos” e o Mosteiro de Nova Friburgo – para enviar suas vocações sacerdotais e religiosas. Porém, por circunstâncias diversas, essas vocações nunca conseguiram prosperar de forma permanente nesses ambientes, dados os conflitos que surgiram entre as lideranças religiosas dessas entidades e o Professor Fedeli.

Essa situação acabou bloqueando o desenvolvimento religioso da Montfort no panorama tradicionalista brasileiro e fez com que seus membros se dedicassem especialmente à formação de famílias numerosas ao longo dos anos 1990 e início dos anos 2000.

Qualquer alternativa – seja considerada irregular, como a FSSPX, seja legal, como a Fraternidade São Pedro ou a Administração Apostólica São João Maria Vianney – era terminantemente rechaçada por serem eivadas de erros graves, segundo a associação.

Isso levou, inclusive, a Montfort a buscar alternativas próprias, como a visita do Professor Orlando Fedeli ao Monsenhor do Opus Dei Antonio Livi, da Universidade Lateranense de Roma, com vistas a abrir um seminário no Brasil, ideia que, no entanto, não prosperou.

A fundação do IBP: novas esperanças para a Montfort.

Em 2006, com a fundação do Instituto do Bom Pastor, finalmente se abriu uma nova porta para as vocações do grupo Montfort, pois esse instituto teria como prerrogativa a oposição doutrinária ao Concílio Vaticano II e à Missa de Paulo VI.

Diferentemente da Administração Apostólica, o IBP não seria “traidor”, segundo o grupo — embora Dom Rifan, à época, tenha afirmado que sua ajuda foi solicitada pelos fundadores do IBP, o que ele prontamente correspondeu, indo a França interceder pelos padres junto ao Cardeal Ricard, com quem tinham uma relação muito conturbada, e a outros bispos; não é demais recordar que o Padre Paul Aulagnier, um dos fundadores do IBP, foi expulso da FSSPX justamente por ter apoiado a regularização canônica de Campos e por ter comparecido à sagração episcopal de Dom Rifan. Essa crença da Montfort no IBP acarretou inclusive um intenso debate com o site Veritatis Splendor naquela época.

Como que um golpe da Providência, no momento de fundação do IBP, os filhos dos casamentos dos anos 1980 e 1990 dos membros da associação já estavam maduros para um eventual seminário.

Dessa forma, em 2008, o IBP – graças à ligação entre o Pe. Rafael Navas Ortiz e o Professor Fedeli e os recursos de membros da associação – já tinha aberto uma casa em São Paulo, nas cercanias do Colégio São Mauro e da sede da Montfort. Essa aliança durou apenas alguns meses, vindo o Prof. Fedeli a entrar em conflito com as lideranças do IBP, que o acusavam de querer dominar a formação a ser dada a seus candidatos. Conforme justificou o Pe. Laguérie, na ocasição, o Professor Fedeli apresentava notoriamente a intenção de chegar ao núcleo do IBP por meio de seus candidatos.

Mais informações sobre a querela do IBP com a Montfort em 2008 podem ser consultadas nos arquivos de Fratres in Unum.

Nova fase: a nova liderança e o relacionamento com o IBP

Dessa forma, as relações entre o IBP e a Montfort não iam bem sob o polêmico Fedeli, tanto que elas ensejaram a dispensa do hoje Pe. Edivaldo Oliveira do instituto, em 2010.

Naquele mesmo ano, o Prof. Fedeli veio a falecer e foi substituído por Alberto Zucchi, pragmático, que afastou-se de confrontos com as lideranças do Bom Pastor, procurando apoiar sempre a corrente majoritária do já dividido instituto.

A prova de fogo dessa postura ocorreu durante a crise institucional do Bom Pastor, que se passou entre 2011 e 2013, com auge em 2012. Conforme Guilherme Chenta, nessa crise, enfrentaram-se duas alas: a dos fundadores do IBP e a dos jovens, sendo que a primeira era dócil às instruções de Mons. Guido Pozzo, de acordo com a hermenêutica da continuidade, e a segunda arredia.

Na disputa, a Montfort liderada por Alberto Zucchi inicialmente apoiou a ala dos jovens, capitaneada pelo Pe. Stefano Carusi (comprova-o os seguidos elogios da Montfort ao site do Padre Carusi, a participação dele em eventos da entidade e a carta-manifesto dos seminaristas, entre os quais os ordenados em São Paulo no último dia 22, defendendo uma não aceitação das indicações de Roma), mas no final acabou ficando com o vencedor Pe. Laguérie, mais maleável às exigências da Ecclesia Dei de Mons. Guido Pozzo.

Pe. Carusi, abandonado por seus antigos apoiadores, deixou o instituto e acabou fundado a Associação Clerical São Gregório Magno. Com isso, após essa crise, os fundadores do IBP puderam se certificar da lealdade de suas vocações montfortianas.

A preparação próxima para as ordenações

Passada a crise, a Montfort, finalmente, obteve do IBP que as ordenações de seus membros ocorressem em São Paulo, pois se tornava financeiramente inviável levar toda a comunidade para as cerimônias na França.

Com os ordenandos já no Brasil, em julho, iniciou-se uma intensa movimentação de preparação para o dia 22 de agosto, com vistas a facilitar a futura alocação dessas vocações brasileiras do IBP no território nacional, o que é atualmente uma das questões centrais relacionadas ao desenvolvimento do instituto, uma vez obtido o aval das autoridades.

Sendo assim, os futuros sacerdotes do Bom Pastor já foram apresentados ao público paulistano, em solene missa no Mosteiro de São Bento, no dia 19 de julho, por ocasião do encerramento da 4ª Oficina de Canto Gregoriano, organizada pelo regente Enio Liu.

O sermão ficou a cargo do diácono Pedro Gubitoso, ladeado pelo diácono Tomás Parra, todo o evento sendo registrado pelos membros da Montfort.

Sermão do diácono Pedro Gubitoso, registrado pelos membros da Associação Cultural Montfort (Mosteiro de São Bento, SP, 19 de julho de 2015)

Sermão do diácono Pedro Gubitoso, registrado pelos membros da Associação Cultural Montfort (Mosteiro de São Bento, SP, 19 de julho de 2015)

Além disso, apesar do alto custo financeiro com passagens e com hospedagens, estiveram presentes em Curitiba-PR, no último final de semana, 8 membros do IBP, entre os quais, o Padre Renato Coelho e os quatro ordenandos.

Como de costume, o presidente da Montfort, o Sr. Alberto Zucchi, também tomou parte na comitiva para auxiliar nas articulações.

Na ocasião, os membros do IBP Brasil palestraram em um congresso sobre a família, promovido pela associação de leigos São Pio V, e promoveram a sagrada liturgia tridentina em cerimônia ao longo do evento:

Palestra do Seminarista Ivan Chudzik

Palestra do Seminarista Ivan Chudzik

Missa durante o Congresso

Missa durante o Congresso

Apesar do número diminuto de participantes, essa ação foi importante devido ao fato de Curitiba estar sem missa na forma extraordinária, por conta do falecimento do Pe. Paulo Lubel, que era o responsável pela aplicação do Summorum Pontificum na capital paranaense.

Pe. Lubel faleceu aos 78 anos de idade, no dia 16 de junho. Por isso, há hoje em Curitiba um coetus fidelium organizado não atendido por nenhum sacerdote, e esse coetus poderia servir de base para a instalação do IBP no local.

Dado o vácuo que surgiu em Curitiba, Dom Fernando Rifan generosamente já decidiu colocar o Padre Jonas Lisboa à disposição dos fiéis curitibanos todo terceiro domingo do mês, apesar de o Pe. Jonas ter sido nomeado recentemente pelo cardeal de São Paulo, Dom Odilo, capelão da Igreja de Santa Luzia.

De Curitiba, a missão do IBP partiu para a cidade de Guarapuava, no interior do estado, onde permaneceu durante os dias 27, 28 e 29 de julho. A ida do Bom Pastor para Guarapuava teve como dificuldade o fato de o coetus fidelium local receber também visitas da FSSPX.

Outra movimentação importante pré-ordenações se deu em Belo Horizonte, no dia 1º de agosto, quando ocorreu o 1º Congresso Montfort de Minas Gerais, semelhante ao 1º Congresso Montfort do Nordeste, ocorrido em abril deste ano, e que contou com a presença do Pe. Luiz Fernando Pasquotto.

Por causa da proibição de Dom Walmor para o IBP em sua diocese, o Pe. Pasquotto, inicialmente cogitado para celebrar a missa de encerramento desse congresso, foi substituído pelo Padre Jefferson Pimenta, pároco na Diocese de Santo André e amigo da associação há algum tempo. Pe. Jefferson aproveitou a oportunidade em que estava na cidade para ordenação segundo a forma ordinária de um amigo.

Por outro lado, esse congresso teve como palestrante o então subdiácono Thiago Bonifácio, natural de Minas Gerais, o que lhe permitiu tentar manter unido o grupo de apoiadores do IBP na cidade, para momentos mais favoráveis.

Por ocasião do Congresso, participantes relataram que Alberto Zucchi se queixou a respeito da atuação de Dom Fernando Rifan, que, segundo ele, estaria minando a ação do IBP no Brasil.

Esperamos que essa rivalidade entre as partes seja superada em breve, evitando uma luta fratricida que só prejudica a difusão da Santa Missa tradicional.

Ainda, um último movimento da Montfort-IBP diz respeito à diocese de Limeira, que também ficou sem missa segunda a forma extraordinária por causa do adoecimento do Cônego Aldomiro, conforme noticiado por Fratres in Unum.

Por fim, no último dia 15 de agosto, houve a peregrinação da Montfort a Aparecida, assistida pelos clérigos do IBP, o que revela também uma abertura do Cardeal Dom Raymundo Damasceno, arcebispo local e ex-presidente da CNBB (2011 – 2015). É sempre gratificante ver a Missa na forma extraordinária ser celebrada no coração católico do Brasil:

Pe. Renato Coelho, IBP-SP, celebra a Santa Missa por ocasião da VI Peregrinação da Montfort à Aparecida

Pe. Renato Coelho, IBP-SP, celebra a Santa Missa por ocasião da VI Peregrinação da Montfort à Aparecida

Já no dia 21 de agosto, véspera das ordenações, houve uma apresentação musical no Mosteiro de São Bento, ocasião que se pôde ouvir o belo canto dos seminaristas do Bom Pastor.

Infelizmente, alguns ouvintes do concerto não ligados ao grupo Montfort, por não apoiarem sua linha de atuação, relataram à nossa reportagem que foram hostilizados, especialmente por presidente da instituição que, segundo afirmaram, em eventos do tipo costuma andar para todos os lados a vigiar tudo e todos.

Uma celebração da unidade e da paz litúrgica

A cerimônia de ordenação dos brasileiros do IBP transcorreu por mais de 4 horas, enchendo o coração dos fiéis e dos ordenandos.

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Conforme relatado no site do Pe. Daniel Pinheiro, superior do IBP no Brasil:

Os fiéis puderam seguir com grande fruto todas as cerimônias do rito de ordenação. Entre elas, destacam-se algumas. Primeiramente, a prostração, durante o canto das Ladainhas de Todos os Santos, dos que serão ordenados: reconhecem que nada são diante de Deus e imploram o auxílio de Deus, de Nossa Senhora, de todos os anjos e Santos. Depois a imposição das mãos e a as palavras da ordenação, que são a essência do sacramento, constituindo-os sacerdotes do Altíssimo. A consagração das mãos feita com o óleo sagrado, para que possa tocar no Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. A casula desdobrada no final da cerimônia, significando o poder de absolver os pecados. Enfim, todas as riquíssimas cerimônias da Igreja, que, ao mesmo tempo, explicam o que se está fazendo e merecem graças diante de Deus. Cerimônias em que o céu toca a terra.

Além da cerimônia em si, um traço realmente belo e marcante da cerimônia foi a grande manifestação de unidade do clero ligado à liturgia tradicional em São Paulo. Afora os padres estrangeiros (Pe. Philippe Laguérie e Pe. Paul Aulagnier, antigos cooperadores de Dom Marcel Lefebvre) e brasileiros do IBP (Daniel Pinheiro, Renato Coelho e Luiz Pasquotto), merece destaque as presenças do Pe. João Paulo Rizek, da Arquidiocese de São Paulo; do Pe Marcelo Tenório, da Arquidiocese de Campo Grande; do Pe. Jefferson Pimenta, da diocese de Santo André; do Pe. Roberto Miranda, de Mococa; além, é claro, do Pe. Edivaldo Oliveira, que atualmente está desenvolvendo seu apostolado em São Paulo, junto ao Colégio São Mauro. Estiveram presentes também seminaristas do Mater Ecclesiae.

Toda essa integração mostra uma busca de comunhão com a Igreja local e nacional, um caminho decidido em direção à paz litúrgica querida pelos últimos Papas no contexto da Nova Evangelização.

Pequenos desconfortos

Apesar da excelente notícia, causou desconforto nos ordenandos e no grupo Montfort o fato de Dom Schneider, bispo ordenante, revelar, frequente e publicamente, uma longa amizade a com a antiga TFP (hoje IPCO) e uma admiração por Plínio Corrêa de Oliveira.

Dom Schneider concede entrevista a Fratres in Unum, na sede do IPCO, em São Paulo.

Dom Schneider concede entrevista a Fratres in Unum, na sede do IPCO, em São Paulo.

A escolha inicial era Dom Fernando Guimarães, atual arcebispo do Ordinariato Militar do Brasil. Dom Guimarães é profundo conhecedor das posições e das questões tradicionalistas, visto que foi secretário pessoal do Cardeal Dario Castrillon Hoyos na Ecclesia Dei, quando foram celebrados os acordos de regularização da Administração Apostólica São João Maria Vianney e do Instituto do Bom Pastor. O então Pe. Guimarães também participou da preparação do Motu Proprio Summorum Pontificum. O arcebispo, todavia, viu-se impedido de atender ao convite por motivos médicos.

À esquerda, o então Pe. Fernando Guimarães com os fundadores do IBP e o Cardeal Hoyos. Roma, 2006.

À esquerda, o então Pe. Fernando Guimarães com os fundadores do IBP e o Cardeal Hoyos. Roma, 2006.

Atualmente, a Montfort tem adotado a política de rechaçar toda entidade ou indivíduo que tenha qualquer contato com o IPCO, ainda que meramente circunstancial. Já se tornou notório, nesse sentido, o caso da expulsão de Guilherme Chenta por ele ter participado da palestra do Prof. De Mattei em 2013.

Ainda recentemente, um importante sacerdotes paulista, ligado ao combate à ideologia de gênero no País, teve seu convite para palestrar sobre São Tomás no Colégio São Mauro cancelado, após ele ter sido questionado pela viúva Ivone Fedeli sobre seus contatos circunstanciais com o IPCO na luta em defesa da família tradicional.

Embora adote essa política, a Montfort optou, dessa vez, por não se manifestar contra a amizade de Dom Schneider com o IPCO, para não colocar em risco a ordenação de suas vocações. A mesma estratégia foi adotada em relação ao Cardeal Raymond Burke.

Outro pequeno desconforto para a Montfort foi a presença de Guilherme Chenta na cerimônia. Tido como proscrito pela associação pela denúncia daquilo que chama de tradirromantismo, isto é, a crença da Montfort de que uma posição anti-Vaticano II e anti-Missa de Paulo VI seja aprovada por Roma, ele desafiou recentemente Alberto Zucchi para um debate ao vivo via Youtube, mas não foi correspondido.

Ausências notáveis

Apesar da grande quantidade de clérigos na cerimônia, foram notáveis as ausências do Pe. Jonas Lisbôa, da Administração Apostólica São João Maria Vianney; do Pe. Almir de Andrade, hoje também na Administração; do Pe. Rafael Navas Ortiz; do Pe. Renato Leite, primeiro superior do IBP no Brasil; e do Pe. Rafael Scolaro, companheiro dos ordenados no seminário do IBP por muitos anos, mas que, ao fim, optou por se unir à Administração Apostólica.

Pe Almir de Andrade (à esquerda) recebe comitiva da Montfort junto com Dom Augustine Di Noia na Comissão Ecclesia Dei, 2012.

Pe Almir de Andrade (à esquerda) recebe comitiva da Montfort junto com Dom Augustine Di Noia na Comissão Ecclesia Dei, 2012.

Pe. Jonas, com efeito, em movimento positivamente surpreendente da Montfort, foi pessoalmente convidado para estar presente. Já o Pe. Almir, agora morando em Campos-RJ, já foi frequente palestrante nos Congressos Montfort e amigo íntimo do grupo. Pe. Navas, por sua vez, foi a primeira ponte entre as vocações da Montfort e o IBP.

Uma presença inusitada e bela

Chamou atenção, por fim, a presença de Wagner Zucchi, irmão de Alberto. Wagner havia sido proscrito do grupo no início dos anos 2000 por ter aceitado a hermenêutica da continuidade quanto ao Vaticano II e a Missa Nova e, assim, ter ficado ao lado de Dom Fernando Rifan.

Wagner, na época, contra-atacou, em carta que foi publicada no site Veritatis Splendor. Nela, Wagner disse duramente que a Montfort estava deixando de ser católica:

Não sei como o senhor me conheceu, mas suas informações são exatas: fui da TFP de 1974 a 1982 e da Montfort desde a fundação desta associação até 2002, quando me afastei devido a graves problemas doutrinários e morais desta associação.

Eles não são mais católicos que o próprio catolicismo, se me permite discordar. Eles estão lentamente e, em muitos casos, inconscientemente, deixando de ser católicos, criando uma igreja autocéfala. Eles ainda se dizem submissos à Hierarquia da Igreja, mas repare como eles escolhem nos documentos da Igreja aquilo que lhes convém aceitar e obedecer.

Apesar de tudo isso, Alberto colocou Wagner na primeira fileira a seu lado na cerimônia, em gesto de reconciliação, o que causou surpresa nos membros mais antigos da Montfort e que conhecem o histórico da briga entre os dois. Como bem disse o Papa Bento XVI a respeito do motu proprio, “trata-se de chegar a uma reconciliação interna no seio da Igreja”. E ela parece já ter surgido nas relações do grupo Montfort, e rezamos para que se estenda inclusive com aqueles que dela divergem, mas mantêm a mesma Fé.

Consequências para o movimento tradicional no Brasil

Todos esses elementos fazem das ordenações do IBP no Brasil em 22 de agosto um grande evento que terá consequências importantes para o movimento tradicional no país.

Há uma combinação de pacificação quase geral com o vigor da juventude dos novos sacerdotes. Com efeito, em 2016, o IBP Brasil já deverá contar com sete sacerdotes, cerca de um quarto dos membros da já estabelecida Administração Apostólica São João Maria Vianney, sendo eles todos jovens, com uma média de idade abaixo dos 30 anos. Tudo isso permitirá maior difusão da forma extraordinária.

O Pe. Pedro Gubitoso (direita) ficará em Bordeaux, França, ao passo que o Pe. Tomás Parra será alocado em Brasília (esquerda), junto ao Pe. Daniel Pinheiro.

O Pe. Pedro Gubitoso (direita) ficará em Bordeaux, França, ao passo que o Pe. Tomás Parra será alocado em Brasília (esquerda), junto ao Pe. Daniel Pinheiro.

Congresso Montfort 2015

Por fim, uma oportunidade para encontrar, entre outros, os padres do IBP é o próximo ciclo de conferências da Montfort 2015 – além da presença de vários deles, padre Gubitoso será um dos conferencistas.

Segundo informa a associação, o evento, anteriormente chamado congresso, não ocorrerá mais no Mosteiro de São Bento, conforme vinha acontecendo nos últimos anos, mas, em sua sede. A mudança teria sido decidida, afirmam fontes, pelo abade do Mosteiro, Dom Mathias.

Mais informações no site Montfort.

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

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22 agosto, 2015

Ordenações do Instituto do Bom Pastor – transmissão ao vivo.

Ordenação sacerdotal de Pedro Gubitoso e Tomás Parra e diaconal de José Luiz Zucchi e Thiago Bonifácio, ocorrendo neste instante na igreja São Paulo Apóstolo, na capital paulista.

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30 julho, 2015

Ordenações do IBP em São Paulo.

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Por Manoel Gonzaga Castro* – FratresInUnum.com: O Instituto do Bom Pastor, através de dois de seus sites (aqui e aqui), confirmou que as próximas ordenações dos brasileiros do instituto ocorrerão em São Paulo, conforme antecipado com exclusividade por Fratres in Unum.

Essa confirmação responde às especulações a respeito do fato de os diáconos (Pedro Gubitoso e Tomás Parra) e de os subdiáconos (José Luiz Zucchi e Thiago Bonifácio) não terem sido ordenados sacerdotes e diáconos, respectivamente, no dia 27 de junho, na França: não há, portanto, qualquer preocupação por parte da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei em relação à fidelidade dos ordenandos ao que Roma espera do instituto, mas o adiamento se deve a questões meramente circunstanciais.

Conforme o comunicado oficial do Bom Pastor, a cerimônia de ordenação dessas quatro vocações ocorrerá no dia 22 de agosto próximo, na Igreja São Paulo Apóstolo, localizada à Rua Tobias Barreto, 1320, às 9h30. O bispo ordenante será Dom Athanasius Schneider.

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3 julho, 2015

Ordenações no IBP – Atualização.

Sobre nossa matéria de ontem, uma gentil leitora nos informa:

Sobre as ordenações dos meninos do IBP, ao menos os brasileiros, o motivo de ainda não terem sido ordenados é muito tranquilo e de alegria: não foram ainda porque suas ordenações não ocorrerá em França e sim no Brasil. E posso lhe garantir (segundo os bons e bem informados amigos que tenho) que conta com a aprovação do bispo local. Aliás, o ordenante também é brasileiro e a data também não está muito longe.

Deo gratias!

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2 julho, 2015

Ordenações para IBP e Administração Apostólica.

Por Manoel Gonzaga Castro* – FratresInUnum.com: No último sábado, 27 de junho, pela graça de Deus, foram ordenados diáconos no Instituto do Bom Pastor os seminaristas Guillaume Touche e Adolfo Andrés Hormazábal. Causou apreensão, no entanto, a não ordenação dos seminaristas brasileiros do Instituto, todos membros do grupo Montfort.

Com efeito, Guillaume Touche, Adolfo Andrés, José Luiz e Thiago Bonifácio, haviam sido ordenados subdiáconos no último 21 de março, e, seguindo a praxe do instituto, tinham já previstas suas ordenações diaconais para o final do primeiro semestre. Porém, tanto o subdiácono Thiago, quanto o subdiácono José Luiz ficaram de fora do cronograma normal das ordenações desta vez.

Da esq. para direita: seminaristas José Luiz, Adolfo Andrés, Guillaume Touche e Thiago Bonifácio, em sua ordenação subdiaconal (março de 2015).

Da esq. para direita: seminaristas José Luiz, Adolfo Andrés, Guillaume Touche e Thiago Bonifácio, em sua ordenação subdiaconal (março de 2015).

Além disso, também contrariando a praxe do IBP, não foram ordenados sacerdotes os seminaristas brasileiros Pedro Gubitoso e Tomás Parra, ordenados diáconos em junho de 2014, depois de terem recebido o subdiaconato em abril do mesmo ano, após a visita do Mons. Guido Pozzo ao seminário.

O receio se deve ao fato de, em março de 2012, o mesmo Mons. Pozzo ter admoestado o superior do Instituto nos seguintes termos: “É necessário desejar que um bom discernimento seja feito para as vocações provenientes do Brasil”.

Os subdiáconos Tomás Parra (esq.) e Pedro Gubitoso (dir.) recebem o diaconato

Os subdiáconos Tomás Parra (esq.) e Pedro Gubitoso (dir.) recebem o diaconato

Oxalá esses atrasos tenham sido ocasionados por questões meramente circunstanciais e que logo a Igreja no Brasil possa receber os reforços de mais essas vocações.

Em 2013, dois brasileiros da Montfort – os agora Padres Luiz Fernando Pasquotto e Renato Coelho – também tiveram suas ordenações sacerdotais atrasadas por causa da crise institucional que se abateu sobre o IBP naquele ano.

Enquanto isso, os reforços ao avanço da difusão da liturgia tradicional vêm da parte de Dom Fernando Rifan, que ordenou mais um diácono pela Administração Apostólica São João Maria Vianney em 21 de junho último: o seminarista Domingos Sávio Silva Ferreira.

Ordenação diaconal do seminarista Domingos Sávio, junho de 2015

Ordenação diaconal do seminarista Domingos Sávio, junho de 2015

A vocação do agora diácono Domingos Sávio é resultado de um longo apostolado da Administração, sendo ele proveniente da Paróquia Pessoal Nossa Senhora de Fátima e Santo António de Pádua. O diácono Domingos Sávio será ordenado sacerdote no próximo 12 de dezembro.

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

12 junho, 2015

Novidades dos tradicionalistas no Brasil.

Por Manoel Gonzaga Castro* – FratresInUnum.com: O mês de maio foi prenhe de boas notícias para os católicos ligados à liturgia tradicional do sistema Ecclesia Dei/Summorum Pontificum.

Conforme noticiado, 3 de maio foi de fato o último dia da Santa Missa em sua forma extraordinária na Capela do Colégio Monte Calvário em Belo Horizonte, porém Dom Fernando Rifan conseguiu obter do arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo um novo local para essas celebrações na capital mineira. Dessa forma, sem interrupção, já em 10 de maio, domingo, o excelso sacrifício foi oferecido na Capela do Colégio Santa Maria. Mais informações sobre o local e os horários das missas em: http://missatridentinabh.blogspot.com.br/

Essa é, sem dúvida, uma excelente notícia para todos os fiéis frequentadores da forma extraordinária em Belo Horizonte, ainda mais considerando a intensificação das visitas dos padres da Administração Apostólica São João Maria Vianney a essa cidade.

Proibido de atuar na capital mineira por Dom Walmor, também como  noticiado, o IBP tem estudado uma expansão para o Nordeste, em locais não atendidos pela Administração. Como palestrante do 1º Congresso Montfort do Nordeste, o Pe. Luiz Fernando Pasquotto esteve recentemente em Recife, onde pôde travar contato com algumas dezenas de fiéis interessados na liturgia tradicional.

Para o maior bem da Santa Igreja, tomara que o IBP consiga se expandir para o Nordeste, dado seu relativo insucesso no Sudeste, muitas vezes motivado por questões não eclesiais.

Bem articulado em todos os seguimentos de tradicionalistas regulares, finalmente, o Pe. Jefferson Pimenta foi nomeado pároco pela Diocese de Santo André. Sua via crucis foi longa. Em um período de cerca de um ano, Pe. Jefferson – que celebra obedientemente as duas formas do rito romano – foi removido duas vezes de posto. Primeiro, da Paróquia Nossa Senhora da Prosperidade, onde empreendia uma grande reforma arquitetônica, e depois da Paróquia São Francisco de Assis. Isso afetou o apostolado do Pe. Jefferson com a forma extraordinária, porque ele acabou afastado de sua base de fiéis desejosos dessa missa, quando foi finalmente transferido para a Paróquia São Judas Tadeu, que fica em Ribeirão Pires – distante cerca de 30Km.

Apesar das dificuldades, Pe. Jefferson iniciou corajosamente o apostolado da forma extraordinária na Paróquia São Judas e agora,  conforme noticiado por Fratres in Unum, terá um novo bispo que, esperamos e rezamos, apoiará suas iniciativas.

Por fim, surgem rumores fortíssimos de que o Pe. Edivaldo Oliveira, considerado filho do falecido e polêmico Professor Orlando Fedeli, está começando uma nova obra, a Fraternidade São Mauro. Segundo os rumores, a nova fraternidade gozará do privilégio de uso exclusivo do chamado Rito Tridentino e receberá vocações masculinas e femininas. A vida religiosa feminina seria comandada pela viúva Ivone Fedeli, segundo informações ainda não oficialmente confirmadas desta que seria uma grande notícia!

Por ora, não há nenhum comunicado público do Reverendíssimo Pe. Edivaldo Oliveira a respeito de qual bispo autorizaria a existência da Fraternidade São Mauro, quais seriam suas prerrogativas e sobre como ela funcionaria.

O Pe. Edivaldo permanece incardinado na Diocese de Ciudad del Este, onde foi ordenado, em em 17 de agosto de 2013, por Dom Rogelio Livieres, que foi vítima de uma dramática deposição em setembro de 2014. Apesar de diocesano de Ciudad del Este, Pe. Edivaldo tem intensa atuação no Brasil, onde permanece boa parte de seu tempo junto ao Colégio São Mauro, em São Paulo, e em Fortaleza.

No final de maio, Pe. Edivaldo celebrou a Santa Missa na Festa Anual da Montfort em Itapetininga, SP, e, com pompa e circunstância, liderou a peregrinação do Colégio São Mauro a Aparecida:

Padre Edivaldo com o Colégio São Mauro em Peregrinação à Aparecida, maio de 2015

Padre Edivaldo com o Colégio São Mauro em Peregrinação a Aparecida, maio de 2015

Rezemos para que a Santa Missa no rito tradicional, juntamente com uma sólida formação doutrinal e moral, seja sempre e cada dia mais difundida no Brasil!

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com