Posts tagged ‘Igreja’

8 dezembro, 2018

“De Maria numquam satis”.

“De Maria numquam satis”, dizem os Santos. Não se deve dizer basta nos louvores a Maria Santíssima. Não temamos cultuá-la excessivamente. Estamos sempre muito aquém do que Ela merece. Não é pelo excesso que nossa devoção a Maria falha. E sim, quando é sentimental e egoísta. Há devotos de Maria que se comovem até às lágrimas, e, no entanto, se ajustam, sem escrúpulos, à imodéstia e à sensualidade dominantes na sociedade de hoje. Sem imitação não há verdadeira devoção marial.

Consagremos, realmente, a Maria Santíssima nossa inteligência e nossa vontade, com a mortificação de nossa sensibilidade e de nossos gostos, e Ela cuidará de nossa ortodoxia. “Qui elucidam me vitam aeternam habebunt” (Eclo 24,31) – [Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna] -, diz a Igreja de Maria. Os que se ocupam de fazê-la conhecida e honrada terão a vida eterna.

Dom Antônio de Castro Mayer.

Quando eu era jovem teólogo, antes e até mesmo durante as sessões do Concílio, como aconteceu e como acontecerá a muitos, eu alimentava uma certa reserva sobre algumas fórmulas antigas como, por exemplo, a famosa De Maria nunquam satis – “Sobre Maria jamais se dirá o bastante”. Esta me parecia exagerada.

Encontrava dificuldade, igualmente, em compreender o verdadeiro sentido de uma outra expressão bastante famosa e difundida repetida na Igreja desde os primeiros séculos, quando, após um debate memorável, o Concílio de Éfeso, do ano 431, proclamara Nossa Senhora como Maria Theotokos, que quer dizer Maria, Mãe de Deus, expressão esta que enfatiza que Maria é “vitoriosa contra todas as heresias”.

Somente agora – neste período de confusão em que multiplicados desvios heréticos parecem vir bater à porta da fé autêntica –, passei a entender que não se tratava de um exagero cantado pelos devotos de Maria, mas de verdades mais do que válidas.

Cardeal Joseph Ratzinger – Entretiens sur la Foi, Vittorio Messori – Fayard 1985.

(Publicado originalmente na festa da Imaculada Conceição de 2008)

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28 novembro, 2018

Pesadelo ou Demônio?

Por Padre Élcio Murucci – FratresInUnum.com

Caríssimos, o que vou contar aqui foram fatos que se deram comigo. O primeiro talvez explique os seguintes.

Na explicação da Epístola do domingo, 14 de outubro passado, no meio do sermão, veio-me uma inspiração de contar um fato que se deu comigo no dia 26 de setembro de 1974, fato este que nunca havia contado publicamente e, particularmente, só a umas três pessoas.

São Miguel ArcanjoE o motivo é porque procurava interpretá-lo como um pesadelo, embora meu superior me tivesse dado a certeza que se tratava de um ataque do demônio. Hoje, com a experiência de 44 anos de sacerdócio, já aceito a opinião de meu ex-reitor no Seminário que então funcionava nas dependências da Igreja de Nossa Senhora do Terço em Campos, RJ, onde se deu o fato que passo a contar unicamente pensando que possa fazer algum bem às almas.

Este meu superior, que também era pároco desta mesma Igreja, Cônego José Luiz Villac, pediu que eu pregasse na festa de S. Miguel Arcanjo, celebrada no dia 29 de setembro. Seria meu primeiro sermão, pois tinha sido ordenado diácono em 1974 e só em 08 de dezembro do mesmo ano seria ordenado sacerdote. Durante a novena do Santo Arcanjo da Milícia Celeste, estava preparando o sermão. Era o dia 26 de setembro de 1974 e meu colega, o diácono Fernando Areas Rifan, não estava, não me lembro porque razão. E eis o que aconteceu.

No meio da noite, não me lembro a que horas, eu estava dormindo. Graças a Deus nunca tive problemas no sono. Dormia como uma pedra. Mas, eis que, de repente, senti que uma serpente e logo depois uma espécie de tênue sombra sem forma bem definida se atirou contra mim, como para me estrangular. Voei da cama e rolei com aquele ser quase invisível, mas, não sei como; pois, sem vê-lo, eu o acompanhei em todos os recantos de meu quarto e o tempo todo eu procurava atingi-lo com socos. Havia um monte de malas ao lado de minha mesa de trabalho onde esculpia e pintava. Inclusive, neste mesmo dia, havia acabado de esculpir e pintar uma imagem de Nossa Senhora de Fátima. Pois bem, com socos, derrubei malas pesadas, derrubei tudo o que estava sobre a mesa, menos, graças a Deus, a imagem que estava no meio da mesa cercada dos meus objetos de escultura e pintura. Não saberia dizer quanto tempo durou a briga. O fato é que o seminarista que dormia no quarto vizinho acordou com o barulho, e depois de ver que o barulho não parava, achou (como ele me disse) que estivesse me defendendo de algum ladrão. Criou coragem e bateu na minha porta. Aí é que acordei. Abri o porta e ele (era o seminarista José Gualandi) disse assustadíssimo: Que foi isto, Murucci? Tem ladrão aí? Você está com a rosto todo cheio de sangue! Falei: não é possível! Mas fui olhar no espelho e confesso que fiquei apavorado. Olhei as mãos e estavam com vários galos e hematomas. Como nunca fui um homem assustado, fui deitar e dormi tranquilamente. Mas no outro dia cedo correu a notícia dentro do Seminário e meu reitor, o Revmo. Cônego José Villac, quis me ver e ficou convicto que fora o demônio que me atacou porque iria pregar na festa de S. Miguel Arcanjo. O detalhe interessante é que todas aqueles hematomas e feridas, no outro dia à tarde, já haviam sumido inteiramente, ficando apenas uma pequena marca nos lábios até hoje.

Outros fatos: Fui ordenado sacerdote em 08 de dezembro de 1974 e no início do ano seguinte, D. Antônio de Castro Mayer, de saudosa memória, colocou-me nesta mesma paróquia de Nossa Senhora do Terço. E poucos dias após a posse, apareceu na sacristia onde eu estava um homem desconhecido. Disse-me: padre gostaria de conversar em particular com você. Chamei-o para uma sala mais retirada. Ele disse-me: Padre, eu desde bem novo sempre me envolvi com coisas relacionadas ao demônio. Cheguei até aos mais altos graus. Agora, estão me dizendo que, para eu conseguir o máximo, tenho que entregar minha alma ao demônio. Que você acha? Respondi-lhe: não acho nada, devemos ter certeza de estarmos com Deus e rejeitarmos o demônio. Aí disse tudo o que ele devia fazer. Não respondeu nada, despediu-se e foi-se embora. Qual foi sua intenção, só saberei no dia do juízo.

Outro fato: Era meu sacristão o Sr. Ayres Penha, de santa memória. Quando me lembro dele, fico pensando que foi um santo, e como era negro, penso que foi um outro S. Benedito. Que rapaz educado e caridoso! Todos os campistas que tiveram a graça de conhecê-lo devem concordar comigo: já deve estar no céu. Pois bem! Um dia ele disse-me: Padre Elcio, fique atento, porque fiquei sabendo que há na cidade uma mulher extremamente estranha, é uma agente comunista de S. Paulo, mas que percorre o Brasil todo com uma missão diabólica: seduzir os padres que pregam contra o comunismo. Caso ela não consiga, ela espalha calúnias contra eles. E acho que ela usa o confessionário, porque ali o padre fica sem defesa por causa do sigilo sacramental. Por isso, se ela aparecer e pedir confissão V. Reverendíssima, não atenda! Agradeci muito a ele. No outro dia uma mulher ligou pra mim pedindo confissão. Perguntei: a senhora é paroquiana minha? Ela não quis dizer de onde era. Só disse que: “não sou daqui”. Pedi que ela viesse depois de três dias e marquei a hora e disse que, primeiro, gostaria de conversar em particular com ela. Como eu tinha em Campos um grande amigo militar, por sinal capitão, expus pra ele toda esta história. Ele disse que iria combinar tudo com o Serviço Nacional de Informação, SNI. A sacristia era separada da sala dos paramentos com uma cortina, e os agentes do SNI ficaram atrás com os microfones. A estranha mulher chegou na hora exata e parou na porta e perguntou: não tem ninguém aqui para gravar minha conversa? Disse-lhe sem mentir: Fique tranquila e sente-se aqui.

Hoje, com minha longa experiência em exorcismos, tenho certeza que aquela mulher estava possessa. Ela desviou a conversa e não falou nada que pudesse comprometê-la. A não ser pelo demônio ela não podia saber e nem de longe desconfiar de nada. Mas, ao sair foi seguida dos agentes do SNI. O que se deu depois não sei.

Atendendo os doentes, porém, topei com uma mulher que me pareceu ser a tal comunista. Mas, como não tinha certeza, fui conversar com ela. Pois bem, ela não quis se confessar, mas suas conversas foram no sentido de me seduzir, e quando começou a me tocar com maldade, virei as costas e sai quase correndo. Mas tive a inspiração de pedir no hospital a prancheta onde estavam os seus dados pessoais. Sendo eu padre e prometendo guardar segredo, logo mo cederam. Só posso dizer que ficou confirmado ser a tal comunista possessa.

Caríssimos, os comunistas, que são na verdade ateus, mas, vão às missas celebradas por comunistas padres e nela comungam, embora sejam favoráveis à lei do aborto e a tudo o que destrói a família, podem estar certos, estão possessos de demônios, espíritos malignos espalhados pelos ares.

Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, defendei a nossa querida Pátria do Comunismo! Amém!

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24 novembro, 2018

Coluna do Padre Élcio: “A abominação da desolação no Lugar Santo”.

Evangelho do 24º Domingo depois de Pentecostes – o último do ano litúrgico — S. Mateus XXIV, 15-35.

Por Padre Élcio Murucci – FratresInUnum.com, 24 de novembro de 2018

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Quando virdes no lugar santo a abominação da desolação, que foi predita pelo profeta Daniel, quem ler, entenda. Então, os que estiverem na Judeia, fujam para os montes; e o que se achar no terraço, não desça para ir buscar coisa alguma de sua casa; e o que estiver no campo, não volte para tomar a sua túnica. Ai, porém, das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Rogai, pois, que a vossa fuga não seja nem no inverno, nem em dia de sábado. Porque haverá grande aflição, qual nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. E se estes dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas, por causa dos Eleitos, serão abreviados esses dias. Então, se alguém vos disser: Aqui está Cristo, ou Ele está ali, não lhes deis crédito. Porque, se levantarão falsos Cristos e profetas, e farão tão grandes prodígios e milagres, que (se fosse possível) até os Eleitos seriam enganados. Vede que já vo-lo predisse. Se, pois, vos disserem: Ei-lo, está no deserto, não saiais. Ei-lo, aqui, no interior da casa, não lhes deis crédito. Porque, como o raio parte do Oriente e é visível até o Ocidente, assim, será a vinda do Filho do homem. Onde quer que esteja o corpo, aí se ajuntarão as águias. Logo após a tribulação daqueles dias, o sol se escurecerá, a lua não dará mais a sua luz, as estrelas cairão do céu, e as forças do céu serão abaladas. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com grande poder e glória. E enviará seus Anjos com forte clamor de trombetas e reunirão os eleitos, dos quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus. Da figueira aprendei, pois, uma comparação. Quando seus ramos já estão tenros e as folhas brotam, sabeis que já está próximo o verão; assim, também, quando virdes todas estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas se cumpram. Passará o céu e a terra, mas minhas palavras não passarão”.

 

Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

Estamos no último Domingo do Ano Litúrgico. É a profecia de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a ruína de Jerusalém e sobre o fim do mundo. Para boa compreensão deste Evangelho não se deve perder de vista que Nosso Senhor fala, ao mesmo tempo, da ruína de Jerusalém e do fim do mundo. Os desastres espantosos e extraordinários que assinalaram o fim do povo judeu são apenas uma imagem da confusão e desordem que há de preceder o fim do mundo. Jesus parece ter diante de si, um só espetáculo, onde estão confundidos estes dois acontecimentos, e os pormenores que Ele profetisa, são aplicáveis, ora à tomada de Jerusalém, ora ao fim do mundo, ora aos dois fatos indistintamente.

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Em resumo Jesus Cristo ensina: que o Templo e a cidade de Jerusalém serão destruídos; que no fim do mundo (que só Deus sabe quando é) Ele voltará  em sua glória para julgar todos os homens. O Divino Mestre alerta os seus discípulos que não devem dar crédito aos falsos cristos que aparecerão e nem temer as perseguições, mas perseverar até o fim.

Devem estar sempre preparados, porque o dia do juízo virá como um ladrão, quando menos se esperar. Alguns sinais, no entanto, podem indicar sua proximidade. Mesmo assim, é preciso lembrar o que diz a Bíblia: “Mil anos, diante do Senhor, é como um dia” (2 Pedro III, 8).  Pouco depois da morte de Nosso Senhor, surgiram muitos falsos profetas que se apresentaram como sendo o Messias. Tinham por objetivo principal sublevar o povo contra a odiosa dominação dos romanos, e, entre muitos distinguiram-se Teudas que arrasta as multidões a caminho de Jerusalém, levando-as a acreditar que o Jordão se abriria à sua passagem; Barchochebas e Simão, o Mago, que multiplica simulacros de prodígios e esparge redes de enganos. “Antiguidades”, de Josefo, são como que um comentário das palavras evangélicas. Aos ruídos de guerra sucede a própria guerra, guerra de morte na Palestina, em todas as regiões do Império. A esterilidade é contínua – dizia o historiador Suetônio. Perto de Nápoles, o solo tremia já com rugidos sinistros. Jerusalém e Roma estremeciam com um terremoto, e se sentia já o começo das dores, quer dizer, a perseguição, as cruzes, as bestas, as luminárias, erguidas, soltas, acesas pelo verdugos de Nero. E chega a abominação da desolação; o Templo convertido em cidadela das tropas do governador da Síria, a cidade entregue à tirania, o efod pontifical adornando o peito de um labrego, as hordas de João de Giscala fechando as portas da cidade, e Tito caminhando a marchas forçadas, para erguer à sua volta fossos, torres e muros e fazer dela o sepulcro do povo de Israel. “Jamais povo algum, – dizia Josefo – terá sofrido tantas calamidades, misturadas com tantos crimes”. O próprio Tito, imperador Romano, confessava que Deus tinha combatido pelos sitiantes, cegando os judeus e arrancando-lhes os seus baluartes inexpugnáveis. Em sete meses de assédio, morreu mais de um milhão de homens, e os que ficaram foram distribuídos por todas as províncias do Império com a marca de escravos na fronte. Josefo diz que tal foi a fome, que as mães chegaram a devorar os próprios filhos. Se as desgraças do mundo inteiro desde a criação, fossem comparadas às que os judeus sofreram então, achar-se-iam inferiores a elas”.

Segundo São Jerônimo, é preciso ter estado na Palestina para julgar da situação das suas cidades e praças, após o seu tremendo castigo. “Apenas se descobrem, diz ele, alguns vestígios de ruínas onde outrora se levantaram grandes cidades. Os pérfidos vinhateiros, depois de ter assassinado os servos, e, finalmente, o Filho de Deus, não têm mais agora o direito de entrar na cidade de Jerusalém senão para chorar, e ainda para que lhes seja permitido chorar sobre as ruínas da cidade santa, são obrigados a pagar um certa soma de dinheiro. Os que outrora tinham comprado o sangue de Jesus Cristo, compram agora as suas próprias lágrimas. Vede este povo lúgubre que chega no aniversário da tomada de Jerusalém e da sua destruição pelos romanos. Essas velhas decrépitas, estes velhos carregados de anos e andrajos, são outras tantas testemunhas da cólera de Deus. O bando miserável se reúne, e enquanto brilha o instrumento do suplício do Salvador na Igreja da
Ressurreição, enquanto o estandarte da Cruz está deslumbrantemente desdobrado por sobre o monte das Oliveiras, este povo desgraçado chora sobre as ruínas do seu Templo”.

Sobre o Templo de Jerusalém Jesus dissera que não ficaria pedra sobre pedra. Esta profecia se cumpriu no ano 70, quando depois de tomarem Jerusalém, os soldados chefiados por Tito atearam fogo ao Templo. Mais tarde Juliano Apóstata, com a intenção de reedificá-lo, destruiu completamente a parte que ficara. Que será de nós, ó Senhor, no dia em que nos chamardes a dar-vos contas? Com um coração traspassado de dor, nós  Vos pedimos humildemente perdão. Amém!

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17 novembro, 2018

Coluna do Padre Élcio: “Abrirei em parábolas os meus lábios”.

 Evangelho do 26º Domingo depois de Pentecostes – Transferido o 6º domingo depois da Epifania.

Por Padre Élcio Murucci – FratresInUnum.com, 17 de novembro de 2018

Naquele tempo, propôs Jesus ao povo esta parábola: O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e semeou em seu campo. Este grão é, em verdade, a menor de todas as sementes, mas depois de crescida, é a maior de todas as hortaliças e chega a tornar-se uma árvore, de maneira que as aves do céu vêm e fazem seus ninhos entre os seus ramos. Disse-lhes ainda outra parábola: O Reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que ela fique levedada. Todas estas coisas disse Jesus ao povo, em parábolas; e não lhe falava senão em parábolas, para que se cumprisse o que estava escrito pelo Profeta?Abrirei em parábolas os meus lábios e publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo.

Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

Neste domingo a Santa Igreja apresenta para nossa meditação, mais duas parábolas: a do grão de mostarda e a do fermento.

Os Santos Padres dão-nos vários sentidos da parábola do grão de mostarda:
Parabola da Semente de Mostarda

A parábola do grão de mostarda.

1º – PRIMEIRA SIGNIFICAÇÃO:  A pregação do Evangelho, isto é, da doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. Desde o princípio, com efeito, a pregação da doutrina  de Nossos Senhor foi como uma semente muito pequena, como um grão de mostarda, lançado primeiramente pelo próprio Divino Mestre e pelos Apóstolos na Judeia e depois em toda terra, no meio de contradições e de perseguições. Jesus dizia: “Quando Eu for levantado da terra, atrairei tudo a mim”. E São Paulo diz: “Prego a Jesus crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios”. Mas este grão de mostarda germinou, cresceu e fez-se árvore (na palestina o pé de mostarda chega até a três metros de altura) em que as aves do céu, isto é, as almas fiéis e generosas vêm pousar em multidão, à espera de voarem para o Céu.

2º – SEGUNDA SIGNIFICAÇÃO: A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Como o grão de mostarda, a Igreja era pequena em seus começos, e está hoje espalhada por todo o mundo; tornou-se uma grande árvore onde os pássaros, isto é, os cristãos de todos os séculos, vêm buscar abrigo e alimento. Os grandes e belos ramos desta grande árvore são os ensinos que saem do firmíssimo tronco, que é a Igreja. As almas nobres e verdadeiramente aladas, os que sabem erguer-se acima das misérias da vida, encontram repouso, paz e tranquilidade, à sombra de sua doutrina.

O escândalo da cruz, a severidade da sua moral, as heresias nascentes, as terríveis perseguições durante séculos, devastando pastores e ovelhas, tudo isto parecia condenar a Igreja ao desaparecimento, como acontece com um grãozinho de mostarda que cai no chão e é pisado. Mas, ó maravilha! o pequenino grão de mostarda (já figurado pela pequenina pedra desprendendo-se da montanha, e mostrado ao profeta Elias sob a figura da pequenina nuvem que, pouco a pouco, se avoluma no horizonte) desenvolve-se admiravelmente de século para século, e transforma-se numa grande árvore que estende seus ramos até aos confins da terra e cobre o mundo inteiro com a sua benéfica sombra.

3º – TERCEIRA SIGNIFICAÇÃO: A graça de Deus em nossas almas. A graça é, muitas vezes, no princípio, quase imperceptível: é um bom  pensamento, uma santa inspiração, uma secreta impulsão, um bom exemplo, uma simples palavra… Mas esta graça germina, cresce, aumenta na alma, torna-se como uma grande árvore, e produz frutos de santidade e de salvação, que edificam e alegram toda a Igreja.

4º – QUARTA SIGNIFICAÇÃO: O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo: Referindo-se à sua Morte e Ressurreição Jesus disse que, se o grão não cair na terra e morrer, não germina e nem dá fruto. Tendo aparecido na terra pobre e humilde, vive nela vida obscura e pobre e é perseguido, reduzido a quase nada como um verme, na Sua Paixão; é sepultado e como que semeado na terra… Mas sai de lá triunfante e glorioso, estendendo a sua doutrina e o seu poder por toda a terra, e recebendo as adorações do mundo inteiro.

Vejamos agora a parábola do fermento. Esta parábola parece-se com a da mostarda; mas suscita uma ideia de certo modo diferente. Se a parábola do grão de mostarda nos revela a expansão gradual do Evangelho e o seu extraordinário desenvolvimento, esta do fermento faz-nos ver o trabalho interior da graça na alma dos eleitos.

Com efeito, aqui o fermento é tomado como figura da graça de Deus, que infundida em nossas alma por meio dos sacramentos, ali se desenvolve insensivelmente e produz frutos de santidade e de salvação, se não lhe pomos obstáculos. É mister o fervor, o calor do amor de Deus para que este fermento divino tenha todo o efeito em nossa alma. Aqui pensamos especialmente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. O pão eucarístico que a Igreja nos dá e que é posto em nós como um fermento sagrado, para nos penetrar, mudar e transformar em Jesus Cristo, fazer de nós com Ele, um mesmo espírito e uma mesma carne, a fim de que nos tornemos um pão místico, digno de ser oferecido a Deus.

Todos os fiéis que comungam, e mais especialmente os que comungam com frequência, deveriam ser para todos aqueles que os cercam ou que eles frequentam, quer fossem cristãos quer descrentes, um como fermento salutar; isto é, assim como o fermento transforma a massa, assim, o verdadeiro cristão deve operar, naqueles com quem se mistura, uma feliz transformação, convertendo-os, tornando-os melhores, fazendo deles frutos saborosos, dignos e fiéis discípulos de Jesus Cristo.

Senhor Jesus, abri os olhos da nossa alma, para que compreendamos as celestes instruções que nos dais em vossas divinas parábolas. Amém!

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10 novembro, 2018

Coluna do Padre Élcio: “Enquanto os homens dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio entre o trigo”.

Evangelho do 25º Domingo depois de Pentecostes – Transferido o 5º domingo depois da Epifania – S. Mateus XIII, 24-30.

Por Padre Élcio Murucci – FratresInUnum.com, 10 de novembro de 2018

“Naquele tempo, disse Jesus às turbas esta parábola: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente em seu campo. Enquanto, porém, os homens dormiam, veio o seu inimigo, semeou o joio entre o trigo, e retirou-se. Quando a erva cresceu e deu fruto, apareceu também o joio. Então os criados do pai de família foram ter com ele e lhe disseram: Senhor, porventura não semeaste boa semente em teu campo? Donde vem, pois o joio? Respondeu-lhes ele: O homem inimigo fez isto. Perguntaram-lhe os servos: Queres que vamos arrancá-lo? Não, respondeu ele, para que não suceda que tirando o joio, arranqueis juntamente com ele o trigo. Deixai crescer um e outro até a ceifa; e no tempo da ceifa, direi aos segadores: Colhei primeiro o joio e atai em feixes para o queimar, o trigo, porém, recolhei-o em meu celeiro”.

Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

Alguns versículos mais adiante, refere São Mateus que, depois de a multidão ter partido, os discípulos se aproximaram de Jesus, pedindo-Lhe: Explica-nos a parábola da cizânia no campo.

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Jesus Cristo atende o pedido e, em poucas palavras, explica a parábola assim: Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem, que desceu a trazer à terra a verdade e a virtude. – E o campo é o mundo, que Ele veio iluminar, fecundar e salvar. – Ora, a boa semente são os filhos do reino, isto é, os justos, os eleitos, aqueles em quem a doutrina e os exemplos de Jesus frutificaram (se bem que a virtude e o estado de graça desses sejam amissíveis neste mundo – o que não acontece na ordem natural: o trigo nunca vira joio). –  E a cizânia são os filhos do espírito maligno, isto é, os maus, os ímpios, os hereges, que, pelas suas ações, são verdadeiros filhos de Satanás, (se bem que a sua malícia e corrupção possam ser lavadas e apagadas neste mundo, pela penitência – o que não acontece na ordem natural: o joio nunca vira trigo). – E o inimigo que a semeou é o demônio, que, por ódio a Deus e aos homens, faz o contrário do Salvador e semeia o erro e a mentira para nos perder. – A ceifa é a consumação dos séculos, isto é, o fim o mundo, o juízo universal. – E os ceifeiros são os Anjos, que terão o encargo de separar os bons dos maus.

Do mesmo modo, pois, acrescenta o Salvador, que a cizânia é arrancada e queimada no fogo, assim será na consumação do século. O Filho do Homem enviará os seus Anjos; eles tirarão do seu reino todos os escândalos e aqueles que operam a iniquidade; e lançá-los-ão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos de ouvir, ouça!

Caríssimos, esta parábola tem sobretudo por fim: 1º precaver-nos contra a malícia e embustes do demônio. 2º recomendar-nos a paciência com os pecadores, esperando a sua conversão; – 3º enfim, inspirar aos maus, salutar temor do juízo e do inferno, e aos bons, a desconfiança de si mesmos e a esperança da glória eterna.

Gostaria de insistir em uma observação final: Os superiores, sejam eclesiásticos, civis, militares e familiares, devem sempre vigiar porque o demônio, O INIMIGO, nunca dorme, e a ele não se pode dar lugar. Se os superiores, os governantes não estiverem sempre vigilantes, o diabo semeia a cizânia entre o trigo, isto é, introduz os maus, como por exemplo os comunistas, na Igreja, nos governos, nos exércitos; e quanto à família procuram introduzir o vírus da ideologia de gênero. Filhos que são do diabo, pai da mentira, os comunistas usam a falsidade, a astúcia, a duplicidade camaleônica, enfim a mentira. Foi sempre assim. Um padre missionário chamado George escreveu um livro com o título “God’s Under Ground”, livro este no qual narra seu apostolado clandestino em países comunistas. No capítulo V diz ter se encontrado num convento de monges com um general do Exército Vermelho. Era em território Polonês e o Padre George estava acompanhado de seus companheiros de resistência clandestina. Os comunistas tinham expulsado do tal convento alguns monges e as suas celas foram tomadas por oficiais russos. Foi aí que o Padre George encontrou-se com este general que pensou estar conversando com camaradas e assim falou abertamente: “Quanto à religião, não se espantem em ver os monges ainda aqui. Meus amigos, sabemos o que estamos fazendo. Não esquecemos que existe um irreconciliável abismo entre a religião e o Estado Soviético. O materialismo dialético nunca poderá chegar a um acordo com o Cristianismo. Nunca existiu um comunista sincero, que não fosse também ateu. Não pensem que nos esquecemos disso. Mas, no momento, o problema é complexo. Estamos agora nos assenhoreando de grande número de países católicos, como a Polônia. Este povo retardado ainda tem grande apego à sua Religião; se a atacarmos abertamente, nunca atenderão à nossa propaganda. Isto é absurdo, mas é verdade. O melhor que temos que fazer  –  e isto foi decidido nos postos mais altos de Moscou  – é desarmar a oposição inicial desta gente, alterando um pouco a nossa tática. Queremos que eles acreditem que a política mudou e que a liberdade religiosa é o projeto da URSS. Os meus homens têm ordens severas para não destruir as Igrejas destes lugares e não importunar os monges que ficaram na parte do convento a eles destinada por mim, Ficarão aqui para mostrarmos à população polonesa que nós não somos anti-religiosos. Eu mesmo, de vez em quando, vou tomar um copo de vinho com o velho abade. Nas festas principais, apareço na Igreja. Somos muito mais espertos do que os nazistas; eles se tornaram detestáveis para as populações que conquistaram no oriente, porque atacaram de frente a religião. Os senhores vêem o resultado   –  são odiados em todos os lugares. Os senhores verão. Daqui em diante vão começar a acontecer coisas estranhas para a religião. Não permitam que a confusão se estabeleça entre os camaradas; expliquem bem este plano aos membros de nossas células, como expliquei aos senhores. Estamos projetando muitas novidades para esta zona. No dia da Páscoa, por exemplo, o embaixador soviético de Constantinopla deverá comparecer à procissão da tarde, levando uma vela a fim de manifestar o seu respeito ao Patriarca Ecumênico de lá”.

Deu uma risada e comentou:

– Imaginem só! Um homem que há trinta anos faz parte dos Militantes Ateus! Eu o conheço bem. Mas devemos fazer estas pequenas coisas sem importância para o bem do Partido. O embaixador não perderá praticando essa experiência sem maldade  –  e a imprensa mundial ficará emocionada. Deixemos essa velha gente daqui ter as suas Igrejas. O nosso trabalho é com os moços. Precisamos doutriná-los completamente. Precisamos chamá-los para nós. Devemos reforçar a nossa influência com os governos futuros destes países. Graças ao acordo de Yalta. [Não é supérfluo lembrar que foi por meio deste acordo que a Rússia Soviética pôde dominar os países da chamada “Cortina de Ferro]. Mas continuou: “E então, camaradas, poderemos acelerar a marcha. Arrasar todas as escolas religiosas. Abolir os seus crucifixos antiquados. Exterminar a imprensa católica e as organizações da juventude cristã. Então, anunciaremos à população que a tal organização religiosa ortodoxa que mantivemos em Moscou era falsa”. E não há perigo. Muito em breve toda a Europa oriental será ateia. Mas agora, é mais prudente ganhar um pouco de tempo”.

Caríssimos, creio que todos devem ter compreendido. Não podemos dormir, mesmo porque os esquerdistas dizem que o comunismo hodierno é diferente; levará a felicidade aos pobres porque será adequado à realidade de cada país; não é mais aquele comunismo do século passado. Não nos deixemos enganar, não durmamos nem um segundo! Fiquem sabendo que a infiltração nos governos democráticos, pela ocupação de cargos administrativos continua a constituir uma tática poderosa dos comunistas. Que S. Excelência, o Presidente eleito do nosso Brasil cristão, fique sempre vigilante!

Ó bom Jesus, que haveis semeado em nossas almas a boa semente da vossa palavra e da vossa graça, ajudai-nos a conservá-las e a fazê-las frutificar sem mistura de cizânia, a fim de que sejamos sempre trigo puro, digno de ser recolhido nos celeiros do Vosso Pai celeste. Amém!

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3 novembro, 2018

Coluna do Padre Élcio: “Senhor, salvai-nos, que perecemos”.

Evangelho do 24º Domingo depois de Pentecostes – Transferido o 4º domingo depois da Epifania – S. Mateus VIII, 23-27

Por Padre Élcio Murucci – FratresInUnum.com, 3 de novembro de 2018

Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

Esta barca agitada pela tempestade é uma das mais perfeitas imagens da Igreja, que transporta sobre o mar deste mundo os discípulos e servos de Jesus. O divino Mestre está lá também, realmente presente, mas oculto e parecendo dormir. Quantas e quantas vezes, desde 20 séculos, a Igreja tem visto a sua existência ameaçada pelas tempestades! Quantas perseguições, ou cruentas e declaradas, ou surdas e hipócritas! Mas devemos ter fé porque Jesus disse: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. De fato, a Igreja conhece o poder d’Aquele que vela, quando parece dormir. A Igreja é indefectível, malgrado todas as borrascas: perseguições sangrentas, heresias e/ou cismas. As portas do inferno jamais prevalecerão contra a Igreja de Cristo! A Santa Madre Igreja, nas promessas de sua origem e no desenvolvimento de sua vida sempre trouxe  o signo inconfundível da Divindade; malgrado, pois, as tempestades, as maquinações dos comunistas, os escárnios lançados contra a sua moral e seus dogmas; e não obstante as infiltrações modernistas e comunistas em suas fileiras e mesmo como veneno em suas veias, ela regenera o mundo que se efemina no prazer e se dissolve na corrupção.

Mais atualmente, serena e intangível assiste o esboroar dos tronos, o extinguir-se dos foros comunistas. Resistiu impávida e tranquila à violência dos criminosos, aos sofismas dos falsos doutores, ao gargalhar satânico da ironia impotente, à perfídia rebelde de filhos orgulhosos e corruptos, conjugados numa vasta conjuração contra a VERDADE. A Igreja, firme nas promessas de imortalidade do seu Divino Fundador, contemporiza com dignidade magnânima e, uns após outros, vai enterrando os seus inimigos não arrependidos, e generosa e alegremente, perdoando os que se humilham e se convertem. Ininterruptamente, e mesmo em tempo de crise como o nosso, a Igreja continua a semear a verdade e o bem nas almas. Se Deus conosco, quem contra nós?…

Mas em certas tempestades mais violentas, como se dá na crise atual na Igreja e na sociedade, Jesus parece dormir, enquanto que tsunamis parecem tragar-nos a nós e até a Santa Igreja. Máxime, nestas horas, é mister que resistamos fortes na fé, conservando inabalável a confiança de que Jesus, mesmo que pareça dormir, Ele vela por sua Esposa mística e por nós. Enquanto os maus tramam seus complôs, governantes conjurados contra a Igreja parecem prestes a subvertê-la e levá-la à ruína total, os fiéis atemorizados por tão ingentes perigos, chamam por Jesus. Jesus, então se levanta, comanda as ondas e os ventos; Jesus, com um seu olhar, com um sopro de sua boca, destroça os inimigos da Igreja, frustra seus malignos projetos, desfaz suas criminosas intrigas, e, então faz-se calma e a barca da Igreja retoma tranquila o seu curso através dos oceanos e serenamente leva seus filhos às praias da eterna bem-aventurança, ao porto da salvação, à Pátria do repouso eterno.

Caríssimos, hoje, nesta crise sem precedentes, se considerarmos as coisas de maneira puramente humana, não se verá de onde possa vir o socorro. Sem sombra de dúvida, porém, este socorro virá. Jamais duvidemos disto! Nosso Senhor Jesus Cristo, que parece dormir no fundo da sua barca, a Igreja, levantar-se-á, estenderá suas mãos onipotentes, seus inimigos cairão à Sua direita e à Sua esquerda, e a  Santa Madre Igreja sairá triunfante e mais forte da crise violenta em que os seus inimigos esperavam vê-la perecer. Assim sempre foi e assim sempre será!

Esta barca é também figura de nossa pobre alma, tantas vezes batida por toda espécie de tempestades, durante a viagem no mar perigoso deste mundo. A alma fiel está com Jesus; Ele acompanha-a no mar tempestuoso do mundo. É por suas ordens, é por suas inspirações, é por seus sinais que ela se engajou no tumulto dos afazeres e nos cuidados daqui em baixo. E, no entanto, embora com Jesus, na sociedade de Jesus, embora unida a Ele pela graça, a alma é sujeita às tormentas. Abandonados a nós mesmos, pereceríamos infalivelmente. Mas se Jesus está conosco e é a nosso favor, que receio podemos ter? Felizes as almas que trazem Jesus consigo e sabem recorrer a Ele!

Caríssimos e amados irmãos, as tempestades que acometem a nossa alma são muitas e variadas. São exteriores ou interiores. Entre as exteriores podemos enumerar: as doenças mais imprevistas, longas, dolorosas, dispendiosas; o luto, a perda dos que nos são caros, cuja morte nos enche de grande tristeza; a perda dos bens de fortuna, que nos precipita na miséria ou em dificuldades; calúnias, ódios, processos injustos, vinganças a que nos encontramos expostos, ainda que inocentes etc., etc.

Tempestades interiores: Mais ordinariamente o demônio deixa em paz os seus escravos. “Os cães não mordem nas pessoas da casa” diz São Francisco de Sales. As almas fiéis a Jesus, porém, são agitadas pelas tentações que vêm do demônio, da carne e do mundo. As paixões se agitam dentro delas: o orgulho, a volúpia, a inveja, a cólera, a vingança, a ambição, fazem-lhes terríveis assaltos. Estas nossas paixões como que rugem no íntimo do nosso ser e tentam revoltar-se contra o espírito, para nos arrastar ao mal.  Podemos ainda enumerar: os escândalos, as seduções do mundo, com as suas máximas falsas, as suas ilusões e os seus prazeres. O espírito de fé diz-nos, entretanto, que qualquer luta ou tempestade da vida é sempre querida, permitida ou pelo menos não impedida por Deus. Como dizia Santa Teresinha: “Tudo é graça, tudo é fruto do amor infinito de Deus”. Deus é Pai que nos prova unicamente porque nos ama.

As tempestades da nossa vida fazem que reconheçamos a nossa fraqueza e nos obrigam a recorrer a Jesus; porque sem Ele o que seria de nós?! No meio das tempestades rezamos com mais fervor; praticamos as virtudes mais sublimes: a fé, a confiança em Deus, a submissão à Sua vontade, a paciência e a caridade. As provações servem para, nesta vida, expiarmos as nossas faltas e as nossas imperfeições e merecermos uma coroa melhor no céu. E sobretudo nos tornam mais semelhantes a Jesus.

Assim, fazendo da nossa parte o que pudermos, ponhamos toda a nossa  confiança em Jesus e apressemo-nos a recorrer a Ele com fé e amor. Caríssimos, não deixemos passar uma tão bela ocasião de praticar a humildade, a penitência, a paciência e de aumentar assim os nossos méritos para o céu.

Irmãos caríssimos, não esqueçamos que, mesmo nestas tempestades, Jesus não teve em vista senão um maior bem para nós; agradeçamos-Lhe com toda a nossa alma; conservemo-nos sempre em união com Ele e seremos auxiliados. Ó doce Jesus, o importante é que estejais no coração de cada um de nós! Amém!

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27 outubro, 2018

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27 outubro, 2018

Faleceu o Monsenhor José Luiz Marinho Villac.

Na primeira hora deste sábado, dedicado a Nossa Senhora e véspera de Cristo Rei, quis Nosso Senhor chamar para junto de si o Monsenhor José Luiz Marinho Villac.

Nossa oração e gratidão pela sua vida e obra.

Descanse em paz.

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26 outubro, 2018

Coluna do Padre Élcio: Festa de Cristo Rei.

Por Padre Élcio Murucci, 20 de outubro de 2018 – FratresInUnum.com

Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

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Para concluir solenemente o ano jubilar de 1925, o Sumo Pontífice, Sua Santidade, o Papa Pio XI instituiu a Festa de Cristo-Rei, a ser celebrada no último domingo de outubro.  Seria esta solenidade uma insistente admoestação para a humanidade inteira reconhecer a Jesus Cristo, o Filho de Deus, como Rei universal do mundo. A Ele se sujeitam os Reis e os Príncipes, os Magistrados e Juízes, as artes e as leis. Cristo deve reinar no espírito dos homens pela fé, na sua vontade pela obediência às Leis de Deus, nos corações pelo amor e ainda nos próprios corpos para que sejam santos para Deus. Jesus Cristo, na verdade, é o Rei dos reis, cujo império trará união e paz para a humanidade.

Mas demos a palavra a Pio XI:

“Na primeira Encíclica, dirigida, em princípio do nosso Pontificado, aos Bispos do mundo inteiro, indagamos a causa íntima das calamidades que, ante os nossos olhos, avassalam o gênero humano. Ora, lembra-nos haver abertamente declarado duas coisas: uma – que esta aluvião de males sobre os universo provém de ter a maior parte dos homens removido, assim da vida particular como da vida pública, Jesus Cristo e sua lei sacrossanta; e outra – que baldado era esperar paz duradoura entre os povos, enquanto os indivíduos e as nações recusassem reconhecer e proclamar a Soberania de Nosso Salvador” (Enc. “Quas Primas”, 11/12/1925, Ed. Vozes, nº 1)

“Muito há que a linguagem corrente dá a Cristo o nome de “Rei em sentido metafórico e transposto”. “Rei” é Cristo, com efeito, com relação a eminente e suprema perfeição com que sobrepuja a todas as criaturas. Assim, dizemos que “reina sobre as inteligências humanas”, por causa da penetração do seu espírito e da extensão de sua ciência, mas sobretudo porque é a própria Verdade em pessoa, de quem, portanto, é força que recebam rendidamente os homens toda a verdade. Dizemos que “reina sobre as vontades humanas”, porque n’Ele se alia a indefectível santidade do divino querer com a mais reta, a mais submissa das vontades humanas; e também porque suas inspirações entusiasmam nossa vontade livre pelas causas mais nobres. Dizemos, enfim, que é “Rei dos corações”, por causa daquela inefável “caridade que excede a toda humana compreensão” (Ef. 3, 19); e porque sua doçura e sua bondade atraem os corações: pois nunca houve, no gênero humano, e nunca haverá quem tanto amor tenha ateado como Cristo Jesus” (Idem, nº 4).

“Aprofundemos sempre mais o nosso argumento. É manifesto que o nome e o poder de “Rei”, no sentido próprio da palavra, competem a Cristo em sua Humanidade, porque só de Cristo enquanto homem é que se pode dizer: do Pai recebeu “poder, honra e realeza” (Dan. 7, 13-14). Enquanto Verbo, consubstancial ao Pai, não pode deixar de Lhe ser em tudo igual e, portanto, de ter, como Ele, a suprema e absoluta soberania e domínio de todas as criaturas” (Idem, nº 5).

Testemunho do Antigo Testamento: Que Cristo seja Rei, não o lemos nós na Escritura? Ele é o “Dominador oriundo de Jacó” (Núm. 24, 19), Ele o “Rei dado pelo Pai a Sião, sua Santa Montanha, para receber em herança as nações, e dilatar seu domínio até os confins da Terra” (Sl 2, 6-8), Ele o verdadeiro “Rei vindouro” de Israel, que o cântico nupcial nos representa sob os traços de um soberano opulento e poderoso, a quem se dirigem estas palavras: “O teu trono, ó Deus, subsistirá por todos os séculos: vara de retidão é a vara de teu reino” (Sl 44, 7). Omitindo muitos passos análogos, deparamos além, como, para delinear com maior nitidez a fisionomia de Cristo, vem predito que seu reino desconhecerá fronteiras e desfrutará os tesouros da justiça e da paz. “Nos dias d’Ele, aparecerá justiça e abundância de paz… E dominará de mar a mar, e desde o rio até os confins da Terra” (Sl 71, 7-8). A estes testemunhos, juntam-se mais numerosos ainda os oráculos dos Profetas, e notadamente a tão conhecida profecia de Isaías: “Já um pequenino se acha nascido para nós, e um filho nos foi dado, e foi posto o principado sobre o seu ombro; e o nome com que se apelide será Admirável, Conselheiro, Deus, Forte, Pai do futuro século, Príncipe da Paz  O seu império se estenderá cada vez mais, e a paz não terá fim; assentar-se-á sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o firmar e fortalecer em juízo e justiça, desde então e para sempre” (Is 9, 6-7). (Idem, nº 6).

“Não é outro o modo como se expressam os demais Profetas. Assim fala Jeremias, quando prenuncia à descendência de Davi “um germe de justiça”, esse filho de Davi, que reinará como Rei, “será sábio e obrará segundo a equidade e justiça na Terra” (Jeremias, 23, 5). Assim Daniel, quando prediz a constituição por Deus de um reino “Que não será jamais dissipado… e que durará eternamente” (Daniel, 2, 44). E pouco depois acrescenta: “Eu considerava estas coisas numa visão de noite, e eis que vi um, como o Filho do Homem, que vinha com as nuvens do Céu, e que chegou até o Antigo dos dias; e eles o apresentaram diante d’Ele. E Ele Lhe deu o poder, e a honra, e o reino; todos os povos, e tribos e línguas o servirão: o seu poder é um poder eterno, que Lhe não será tirado, e o seu reino tal, que não será jamais corrompido” (Daniel 7, 213-14). Assim Zacarias quando profetiza a entrada em Jerusalém, entre as aclamações do povo, do “Justo e Salvador”, do Rei cheio de mansidão “montado sobre um jumento, e sobre o potro duma jumenta (Zac. 9,9). E não apontaram os Evangelistas o cumprimento desta profecia? (Idem, nº 7).

“Testemunho do Novo Testamento: Esta doutrina de “Cristo Rei”, que acabamos de esboçar segundo os livros do Antigo Testamento, bem longe de apagar-se nas páginas do Novo, vem ali, ao invés, confirmada do modo mais esplêndido e em termos admiráveis. Bastará lembrar apenas a mensagem do Arcanjo à Virgem, a anunciar-lhe que dará à luz um Filho; a este Filho, Deus outorgará “o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e seu reino não terá fim” (S. Luc. 1, 32, 33). Ouçamos agora o testemunho do próprio Cristo no tocante à sua soberania. Sempre que se Lhe oferece ensejo, – em seu último discurso ao povo, sobre a recompensa e os castigos que , na vida eterna, aguardam os justos e os maus; em sua resposta ao governador romano que Lhe perguntara se era Rei; depois de sua ressurreição, quando confia aos Apóstolos a missão de instruírem e batizarem todas as nações, – reivindica o título de “Rei” (S. Jo. 18, 37) e que “todo poder Lhe foi dado no Céu e sobre a Terra” (S. Mat. 28, 18). Que entende com isto, senão afirmar a extensão de sua potência, a imensidade do seu reino? À vista disto, deverá fazer-nos estranheza que São João o proclame “Príncipe dos reis da terra? (Apoc. 1, 5) ou que, aparecendo o próprio Jesus ao mesmo Apóstolo em suas visões proféticas “traga escrito no vestido e na coxa: Rei dos reis e Senhor dos senhores”? (Apoc. 19, 16). O Pai, com efeito, constituiu a Cristo “herdeiro de todas as coisas” (Heb. 1, 1). Cumpre que reine até o fim dos tempos, quando “arrojará todos os seus inimigos sob os pés de Deus e do Pai” (1 Cor. 15, 25) (Idem, nº 8).

“A festa, doravante anual, de “Cristo-Rei” dá-nos a mais viva esperança de acelerarmos a tão  desejada volta da humanidade a seu Salvador amantíssimo. É, com certeza, dever dos católicos, apressar e  preparar esta volta com diligente empenho; a muitos deles, contudo, pelo que parece, não toca, na sociedade civil, o posto e a autoridade que conviriam aos apologistas da fé. Talvez deva este fato atribuir-se à indolência e timidez dos bons que se abstêm de toda resistência, ou resistência com moleza, donde provém, nos adversários da Igreja, novo acréscimo de pretensões e de audácia. Mas, desde que a massa dos fiéis se compenetre de que é obrigação sua combater com valentia e sem tréguas sob os estandartes de Cristo-Rei, o zelo apostólico abrasará seus corações, e todos se esforçarão por reconciliar com o Senhor as almas que o ignoram ou dele desertaram; todos, enfim, se esforçarão por manter inviolados os direitos do próprio Deus” (Idem, nº 24). Praza a Deus, caríssimos, que os homens, afastados da Igreja, procurem e aceitem, para salvação de suas almas, o jugo suave de Nosso Senhor Jesus Cristo! Amém!

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20 outubro, 2018

Coluna do Padre Élcio: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.

EVANGELHO DO 22º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES – S. Mateus XXII, 15-21

Por Padre Élcio Murucci, 20 de outubro de 2018 – FratresInUnum.com

Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!
É extremamente oportuno tratar da PAZ SOCIAL.  A priori, podemos afirmar sem a mínima sombra de dúvida, que os comunistas, ateus que são,  nunca trarão a paz, porque sem Deus não há paz.  Há sim luta de classes, um lançar insano de terror na alma simples do povo, divisões e insubmissões nefastas entre filhos e pais. A nossa sociedade acha-se viciada nos seus pilares fundamentais: a família e a moral religiosa.
Os comunistas, ou seja, os políticos de partidos de esquerda, querem uma sociedade sem Deus e sem respeito ao direito de propriedade particular.
Quando Lula desgovernava o Brasil, e a Lava Jato ainda não existia, estive em Portugal e lá me perguntaram porque no Brasil não era proibido roubar. Não foi difícil responder: infelizmente parece que é isto mesmo e até bem pior do que isto: o direito de propriedade particular é que é ROUBO, segundo os comunistas. Invertem assim o
sétimo mandamento da lei de Deus como o vemos exarado em Êxodo XX, 15. Daí, hoje, graças à Lava Jato que ficará exarada imortal nos fastos do Brasil,  quando presos por comprovados roubos, se fazem de vítimas, e dizem que é golpe.
“Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Nesta frase do Divino Mestre está contido o cumprimento exato dos nossos deveres para com Deus e para com o próximo, dando a cada um o que lhe pertence. Na verdade, todo poder vem de Deus: “Não haveria poder algum se não fosse dado do alto” (cfr. Jo. 19, 11). A autoridade política legitimamente constituída provém de Deus e há de ser respeitada como um reflexo da autoridade divina. Por isso, todo o cristão está obrigado a obedecer à autoridade política, desde que esta não ordene coisas contrárias à Lei de Deus, porque neste caso já não representaria a autoridade divina, e, então, como diz São Pedro, “deve-se obedecer antes a Deus que aos homens” (Atos V, 29).

Ante as sérias ameaças feitas à paz pelos comunistas, o Cristianismo que deverá fazer? O que sempre fez, ou seja,  por meio de seus filhos
espalhados por todas as partes do mundo, realizar as obras de caridade e de fé, coisas estas que vêm de Deus. “Deus é o sol das mentes sublimes e dos corações ardentes”, dizia Carducci. No amor a Deus e ao próximo encontramos o cumprimento de toda a Lei e os Profetas; e os justos vivem de fé. Quem, porém, não se detém em considerações apressadas, não pode deixar de chegar a conclusões nimiamente dolorosas. O espetáculo das massas indiferentes e, por vezes, hostis à Religião, os progressos do ódio e do mal no mundo, a afirmação em muitas consciências de doutrinas
contrárias à verdade e aos princípios cristãos tradicionais (e quem os defende é vítima de facada), as perseguições desencadeadas em muitos países com métodos e um encarniçamento que não têm paralelo na história, tudo isso dá a impressão de nos encontrarmos no meio daquela
crise espiritual predita pela Bíblia para a época do anti-cristo.

Caríssimos, para os comunistas, a religião não se apóia em bases transcendentes certas e sólidas, como sejam, a existência de Deus, a lei eterna e a vida ultra terrena, mas apenas na necessidade que o homem  –  “oprimido pelas forças naturais nos estados primitivos da civilização e pelas forças sociais nos estados superiores”  – experimentou de criar para si um mundo imaginário e melhor no além, que o compensasse dos sofrimentos, das injustiças e das opressões sofridas neste mundo. Para eles, a Religião, pode, por enquanto, lhes ser útil para tomar o poder (comungando p. ex.) mas, na verdade, está fadada a ser superada e a desaparecer, logo que seja superada e desapareça a miséria presente, graças à revolução social que o
comunismo  –  apregoam eles  –   se encarrega de levar a cabo em todo o mundo. Para os comunistas a Religião não é apenas um erro inofensivo, é, outrossim, um mal nefasto sob o ponto de vista social.
Os comunistas dizem que a Religião engana as massas e cega-as, de tal modo que as torna presa fácil do capitalismo. Carl Marx dizia que a Religião é o ópio do povo. Ela, dizem os comunistas, corta as asas e elimina as aspirações a qualquer movimento contra as injustiças perpetradas pela classes dominadoras.  O crente que julga assegurado o Paraíso no futuro, pouco se importa com o presente, afirmam… Daqui vem o ódio e o incitamento para abolir a religião; daqui vem a
propaganda do ateísmo feita pelo comunismo entre as massas, daqui a luta contra Deus, contra a Igreja, contra a família e contra a moral religiosa.
Quero, caríssimos, apresentar alguns excertos da imortal Encíclica RERUM NOVARUM de Leão XIII. Esta encíclica escrita em 1891 marcou uma data na história da Igreja e da Humanidade. Deu princípio a um movimento social católico. Se a Igreja tivesse universalmente sido escutada e obedecida, teríamos assistido a um irresistível impulso à obra de pacificação social, e não teríamos hoje a tristeza de ver o caos do ateísmo comunista grassando-se no mundo todo, inclusive na nossa querida Pátria que já vai caminhando a passos largos rumo à uma
nova Venezuela. Esperamos que no próximo dia 28 os verdadeiros brasileiros dêem um basta a esta avalanche de lama comunista. E que a Lava Jato continue depois afastando esta lama pútrida da corrupção.
Mas mister também se faz que católicos e cristãos em geral, combatam a sua avareza (quem dela se vê contaminado) e pratiquem  a justiça e a caridade, como as Sagradas Escrituras ensinam e, nelas baseados, ensinam Documentos Pontifícios e como mostra a vida dos santos.
E demos, então, a palavra ao Papa Leão XIII:
“O homem tem sobre os bens da terra, não somente o simples uso, como os brutos, mas também o direito de propriedade, tanto a respeito das coisas que se consomem com o uso, como das que o uso não consome”.
“A propriedade particular, fruto do trabalho ou da indústria, de cessão ou de doação, é um direito indiscutível da natureza, e cada um pode dispor dele a seu arbítrio”.
“Para resolver a desarmonia entre os ricos e os proletários é preciso distinguir a justiça da caridade. Só há direito de reivindicação, quando a justiça for lesada”.
“O proletário e o operário têm as seguintes obrigações de justiça: fornecer por inteiro e fielmente todo o trabalho contratado livremente e segundo à equidade; não lesar os bens nem ofender as pessoas dos patrões; abster-se de atos violentos na defesa de seus direitos e não transformar as reivindicações em motins”.
“Os capitalistas e os patrões têm as seguintes obrigações de justiça: pagar o justo salário aos operários; não causar prejuízo às suas justas economias, nem por violências, nem por fraudes, nem por usuras evidentes ou dissimuladas; dar-lhes liberdade de cumprir os deveres religiosos; não os expor às seduções corruptoras e aos perigos do
escândalo; não os desviar do espírito de família e do amor da economia; não lhes impor trabalhos desproporcionados às suas forças ou pouco convenientes para a idade ou para o sexo”.
“Os ricos e os que possuem têm obrigação de caridade de socorrer os pobres e indigentes, segundo o preceito evangélico. Este preceito obriga tão gravemente que dele serão exigidas contas de maneira especial no dia do Juízo, como disse o próprio Jesus Cristo (Mat. 25)”.
Aqui  faço minhas, as palavras do Apóstolo dos gentios: “Deus me é testemunha de que modo vos amo a todos nas entranhas de Jesus Cristo. O que eu lhes peço é que a vossa caridade cresça mais e mais em conhecimento e em todo o discernimento, para que possais distinguir o melhor, para que sejais sinceros e irrepreensíveis para o dia de Cristo, cheios de frutos de justiça por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus” (Filipenses I, 8-11).
Na oração final quero incluir mais um pensamento: Ó Jesus, fazei que guardemos  pura de toda mancha, a vossa imagem impressa na nossa alma
com o Vosso bendito Nome, para merecermos ser reconhecidos por Vós no dia do Juízo e introduzidos no Céu. Amém!
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