Posts tagged ‘Jesuítas’

29 janeiro, 2014

“Ouso dizer: a Igreja nunca esteve tão bem como hoje” (III) – Noviciado Jesuíta fecha as portas.

Noviciado Interprovincial Paulo Apóstolo encerra atividades

Fundado em 1980, a obra trouxe como missão a formação do jovem que desejava se tornar jesuíta

Por Jesuítas Brasil – No dia 2 de fevereiro, os noviços Carlos Miguel, Fernando Vieira e João Elton professarão os primeiros votos. Na mesma ocasião, os jesuítas Inácio Rhoden, Jorge Knapp, Paulo Tadeu e Roque Follmann vão celebrar 25 anos de Companhia de Jesus. Celebrações diferentes, mas que vão marcar história, pois serão lembradas como as últimas atividades do Noviciado Interprovincial Paulo Apóstolo, que após 33 anos de existência encerra seus trabalhos.

Fundado em 1980, o Noviciado trouxe como missão a formação do jovem que desejava se tornar um jesuíta. Durante este tempo, o noviço pode aprofundar a espiritualidade inaciana, além de conhecer a história, os documentos e a missão atual da Companhia de Jesus. O Noviciado tem em seus registros o ingresso de 330 noviços, destes, 193 professaram os votos e 75 permaneceram como jesuítas.

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4 setembro, 2012

A anarquia institucionalizada, segundo o Superior Geral dos Jesuítas.

Prepósito jesuíta: “Liberdade de falar não é contestação”

As exéquias de Martini.

As exéquias de Martini.

Rádio Vaticano“Existe um princípio de Santo Inácio muito claro: encontrar Deus em todas as coisas. O Cardeal Carlo Maria Martini via a realidade de modo tão positivo porque tinha aquela abordagem, aquela visão onde Deus trabalha em tudo. Encontrou Deus em todas as coisas e em todas as pessoas. Parte daí o grande respeito que tinha pelos fiéis e não-fiéis, de qualquer origem fossem”.

“Todos têm uma centelha de Deus que precisa ser encontrada, e espero que no mês que vem, no Sínodo sobre a Nova Evangelização convocado pelo Papa, possamos ser tocados por ela”.

É o que diz em uma entrevista publicada pelo jornal milanês “Corriere della Sera” Padre Adolfo Nicolás, Prepósito-Geral da Companhia de Jesus.

“A liberdade inaciana – explica o superior jesuíta – é fruto de um aprofundamento da fé e não uma contestação. Já nos tempos de Santo Inácio, a Igreja era mais frágil e soube encontrar a profundidade da busca humana de Deus, da verdade e de tudo o que tem sentido. É esta profundidade que dá a liberdade e que deixa falar sobre muitos temas que outros se sentem impedidos de abordar”.

A declaração de Pe. Nicolás esclarece o sentido da última entrevista concedida pelo Cardeal Martini, em 8 de agosto, publicada pelo “Corriere della Sera”. (CM)

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Nota da redação: Em uma entrevista arranjada em agosto para ser publicada após a sua morte, Martini questiona: “A Igreja ficou 200 anos para trás. Como é possível que ela não se sacuda?”. E prossegue com suas lamentações: “As nossas igrejas são grandes, as nossas casas religiosas estão vazias, e o aparato burocrático da Igreja aumenta, os nossos ritos e os nossos hábitos são pomposos”, “a Igreja deve reconhecer os próprios erros e deve percorrer um caminho radical de mudança, começando pelo papa e pelos bispos”, “os escândalos da pedofilia nos levam a tomar um caminho de conversão. As questões sobre a sexualidade e sobre todos os temas que envolvem o corpo são um exemplo disso […] Devemos nos perguntar se as pessoas ainda ouvem os conselhos da Igreja em matéria sexual”, e ainda “Os sacramentos não são uma ferramenta para a disciplina […] Eu penso em todos os divorciados e nos casais em segunda união, nas famílias ampliadas. Eles precisam de uma proteção especial […] A questão sobre se os divorciados podem comungar deve ser invertida”.

Não fosse o estardalhaço midiático, tanto no âmbito secular como no eclesial, sequer tocaríamos nesse assunto por aqui. “Deixai aos mortos o enterrar os seus mortos”, ensinou Nosso Senhor.

Mas é difícil suportar justificativas das mais absurdas, como a do Pe. Nicolás, em silêncio — já o é a própria diplomacia eclesiástica, com sua aplicação à risca do aforismo “De mortuis nihil nisi bonum” — as condolências do Papa que o digam.

Santo Inácio nunca poderia conceber que a “liberdade inaciana” fosse instrumentalizada a ponto de justificar atos inimagináveis de rebeldia para com o Magistério da Igreja. Uma pesquisa rápida no histórico do Fratres mostra um Martini que defendeu, nas últimas décadas, nada menos que o reconhecimento das uniões civis de homossexuais, a ordenação de mulheres, a correção da encíclica Humanae Vitae com sua condenação dos métodos anticoncepcionais, o fim do celibato, além da convocação do Concílio Vaticano III — o II já estaria ultrapassado. Realmente, um Hans Küng que deu certo.

“Liberdade de falar não é contestação”, mesmo que se coloque em xeque pontos centrais da moral e disciplina católicas?  Qual é, então, o motivo para tamanha intolerância demonstrada — sobretudo pelos que defendem a liberdade do Cardeal Martini em falar o que bem entendia — para quem pede esclarecimentos ou mesmo correções de certas formulações do último Concílio Pastoral? Onde abundou a pilantragem, superabundou a incoerência.