Posts tagged ‘O Papa’

2 fevereiro, 2021

O Papa Francisco dogmatiza o Vaticano II.

Por José Antonio Ureta – O pontificado de Francisco representou uma verdadeira mudança de paradigma até em relação à imposição, aos tradicionalistas, das novidades do Concílio Vaticano II: passou-se da cenoura ao pau, dos incentivos às ameaças.

Quando ainda cardeal, Joseph Ratzinger havia reconhecido, com honestidade, que «verdade é que este particular Concílio [Vaticano II] não definiu dogma algum e, deliberadamente, escolheu permanecer num nível modesto, como um concílio meramente pastoral» (Discurso em Santiago do Chile, 1988). Na mesma ocasião, o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé lamentou o facto de que, «no entanto, muitos o consideram quase como se fosse um super-dogma que priva de significado todos os outros concílios».

Depois, enquanto Papa, reconhecendo que havia ambiguidade de interpretação nos textos conciliares, Bento XVI propôs, aos que questionavam a sua ortodoxia, a cenoura da “hermenêutica da continuidade” com o magistério tradicional. A cenoura teológica ratzingeriana não apeteceu às principais figuras críticas do Concílio, tais como Mons. Brunero Gherardini, o Prof. Roberto de Mattei, os teólogos da Fraternidade S. Pio X e ainda outros, que rejeitaram a proposta, argumentado que não era suficiente proclamar a suposta continuidade do Vaticano II com o magistério precedente, mas era preciso demonstrá-la.

Francisco abandonou a cenoura e não somente abraçou, abertamente, a tese da ruptura do magistério novo com o magistério tradicional, mas agora empunhou o pau.

Com efeito, no discurso para celebrar o 25.º aniversário do Catecismo de João Paulo II, o Papa Bergoglio declarou: «A Tradição é uma realidade viva; e somente uma visão parcial pode conceber o “depósito da fé” como algo de estático. A Palavra de Deus não pode ser conservada em naftalina, como se se tratasse de uma velha coberta que é preciso proteger da traça! Não. A Palavra de Deus é uma realidade dinâmica, sempre viva, que progride e cresce, porque tende para uma perfeição que os homens não podem deter».

E, na audiência deste sábado (30 de Janeiro), brandiu o pau. Dirigindo-se aos membros do Escritório Catequético da Conferência Episcopal Italiana, que celebrava o 60.º aniversário do início das suas actividades de renovação da catequese nos moldes do Concílio Vaticano II, o Papa Francisco afirmou em tom ameaçador: «O Concílio é magistério da Igreja. Ou estás com a Igreja e, portanto, segues o Concílio, e se não segues o Concílio ou o interpretas à tua maneira, à tua própria vontade, não estás com a Igreja».

Ou seja, voltou-se ao super-dogma. Com uma circunstância agravante: de ora em diante, não é mais aceitável sequer dar ao Vaticano II outra interpretação do que aquela oficial. À vista disso, Francisco faz uma dupla dogmatização: 1.º do Concílio e 2.º da sua interpretação. O que parece pouco harmonizável com o carácter pastoral e voluntariamente não dogmático da assembleia conciliar.

Em França, os coitados dos alsacianos, que foram integrados, à força, no Exército alemão – sob a alegação de que eram de raça germânica –, são conhecidos como os “malgré nous”, porque foram recrutados contra a própria vontade. Os documentos do Vaticano II, pela vontade autocrática do Papa Francisco, passaram a ser os “malgré nous” do magistério, já que foram, por ele, incorporados, à força, entre os documentos infalíveis, contra a vontade manifesta dos padres conciliares, que os aprovaram, e de Paulo VI, que os ratificou.

Não há dúvida de que o Pontífice tem o direito de empregar o carisma de infalibilidade com o qual Jesus Cristo dotou a sua Igreja. Mas deve fazê-lo respeitando os requisitos de solenidade, universalidade e manifestação expressa da vontade de definir, que a Teologia exige das declarações ex cathedra. Uma dogmatização do Vaticano II feita num aparte improvisado de uma audiência não tem a força magisterial requerida para obrigar as consciências. E menos ainda para justificar a exclusão do seio da Igreja, implícita nas suas palavras.

O mesmo pontífice que não condena, mas abençoa, Joe Biden (apesar deste dissentir, abertamente, do ensinamento da Igreja em questões morais essenciais, como o aborto e a agenda LGBTQ), é inexorável com aqueles que questionam o Vaticano II: «Temos que ser exigentes e rigorosos neste ponto. O Concílio não deve ser negociado para ter mais destes… Não, o Concílio é assim. […] Por favor, nenhuma concessão para aqueles que tentam apresentar uma catequese que não esteja de acordo com o Magistério da Igreja».

Nessa última frase, transparece, mais uma vez, a identificação abusiva do Magistério da Igreja com as novidades do último Concílio, transformando-o no «super-dogma que priva de significado todos os outros concílios», como denunciou o Cardeal Ratzinger. Essa identificação só se justificaria a partir da teoria modernista de um depósito da fé dinâmico, cujo conteúdo evolui com a consciência da humanidade, expressa na mudança, introduzida por Francisco, no Catecismo, para tornar ilícita a pena de morte, contrariando as Escrituras e o ensino perene desde os Padres da Igreja.

Estamos plenamente de acordo em que o Magistério não deve ser negociado e na necessidade da Igreja ser rigorosa e exigente na defesa da integridade do depósito da fé. Mas é, precisamente, por isso que muitos analistas sérios e competentes objectam passagens dos documentos conciliares que, no seu sentido natural, parecem inconciliáveis com o ensino tradicional.

No passado mês de Junho, tive a honra de co-assinar uma carta aberta aos bispos D. Carlo Maria Viganò e D. Athanasius Schneider em agradecimento pelo apelo a iniciar um debate aberto e honesto sobre o que aconteceu realmente no Vaticano II e por identificar alguns dos pontos doutrinais mais importantes a serem abordados em semelhante análise dos seus documentos. A troca de opiniões – educada e respeitosa – desses dois prelados, dizia a missiva, poderia servir de modelo para um debate ainda mais robusto, evitando-se meros ataques ad hominem.     

Desafortunadamente, o Papa Francisco, nas palavras que improvisou na audiência de sábado passado, enveredou pela senda oposta. Mas essas tornam tal debate ainda mais urgente, posto que parecem inaugurar uma nova etapa no relacionamento da Santa Sé com aqueles que, há várias décadas, pedem, filialmente, um pronunciamento definitivo do Magistério a respeito das suas objecções às novidades conciliares. O pau esgrimido prenuncia não apenas o habitual ostracismo dos tradicionalistas, mas a sua exclusão da Igreja. Como a sofrida, gloriosamente, no século IV, pelo grande Santo Atanásio. Que ele interceda por nós!          

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11 janeiro, 2021

O Papa: os ministérios do Leitorado e Acolitado abertos às mulheres.

Francisco muda o Código de Direito Canônico tornando institucional o que já acontece na prática: o acesso das mulheres leigas ao serviço da Palavra e do altar. A escolha do Pontífice explicada em uma carta ao Cardeal Luis Ladaria, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

VATICAN NEWS – O Papa Francisco estabeleceu com um motu proprio que os ministérios do Leitorado e do Acolitado sejam de agora em diante também abertos às mulheres, de forma estável e institucionalizada, com um mandato especial. As mulheres que leem a Palavra de Deus durante as celebrações litúrgicas ou que servem no altar, como ministrantes ou como dispensadoras da Eucaristia, certamente não são uma novidade: em muitas comunidades ao redor do mundo são atualmente uma prática autorizada pelos bispos. Até agora, porém, tudo isso ocorria sem um verdadeiro e próprio mandato institucional, em derrogação ao que foi estabelecido por São Paulo VI, que em 1972, ao abolir as chamadas “ordens menores”, decidira manter o acesso a esses ministérios reservado apenas ao sexo masculino porque os considerava preparatórios para o eventual acesso à ordem sagrada. Agora o Papa Francisco, seguindo a rota do discernimento que emergiu nos últimos Sínodos dos Bispos, quis oficializar e institucionalizar esta presença feminina no altar.

Com o motu proprio “Spiritus Domini”, que modifica o primeiro parágrafo do cânon 230 do Código de Direito Canônico que é publicado hoje, o Pontífice estabelece, portanto, que as mulheres podem ter acesso a esses ministérios e que a elas sejam atribuídos também através de um ato litúrgico que as institucionalize.

Francisco especifica que desejou aceitar as recomendações que surgiram das várias assembleias sinodais, escrevendo que “nos últimos anos foi alcançado um desenvolvimento doutrinário que destacou que certos ministérios instituídos pela Igreja têm como fundamento a condição comum de batizados e o sacerdócio real recebido no sacramento do batismo”. Portanto, o Papa nos convida a reconhecer que estes são ministérios leigos “essencialmente distintos do ministério ordenado que é recebido com o sacramento da Ordem”.

A nova formulação do cânon diz: “Os leigos com idade e dons determinados por decreto da Conferência dos Bispos podem ser nomeados em caráter permanente, através do rito litúrgico estabelecido, para os ministérios de leitores e acólitos “. Portanto é abolida a especificação “do sexo masculino” referente aos leigos e presente no texto do Código até a emenda de hoje.

O motu proprio é acompanhado por uma carta dirigida ao Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Luis Ladaria, na qual Francisco explica as razões teológicas de sua escolha. O Papa escreve que “no horizonte de renovação traçado pelo Concílio Vaticano II, há hoje uma urgência cada vez maior em redescobrir a co-responsabilidade de todos os batizados na Igreja, e em particular a missão dos leigos”. E citando o documento final do Sínodo para a Amazônia, observa que “para toda a Igreja, na variedade de situações, é urgente que os ministérios sejam promovidos e conferidos a homens e mulheres…. É a Igreja dos batizados que devemos consolidar, promovendo a ministerialidade e, sobretudo, a consciência da dignidade batismal”.

Francisco, em sua carta ao cardeal, depois de recordar com as palavras de São João Paulo II que “com relação aos ministérios ordenados, a Igreja não tem de forma alguma a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres”, acrescenta que “para ministérios não ordenados é possível, e hoje parece oportuno, superar esta reserva”. O Papa explica que “oferecer aos leigos de ambos os sexos a possibilidade de acesso ao ministério do Acolitado e do Leitorado, em virtude de sua participação no sacerdócio batismal, aumentará o reconhecimento, também através de um ato litúrgico (instituição), da preciosa contribuição que durante muito tempo muitos leigos, inclusive mulheres, oferecem à vida e à missão da Igreja”. E conclui que “a escolha de conferir também às mulheres estes cargos, que envolvem estabilidade, reconhecimento público e um mandato do bispo, torna mais eficaz na Igreja a participação de todos na obra de evangelização”.

Esta medida é a conclusão de um aprofundamento da reflexão teológica sobre estes ministérios. A teologia pós-conciliar redescobriu, de fato, a relevância do Leitorado e do Acolitado, não somente em relação ao sacerdócio ordenado, mas também e sobretudo em referência ao sacerdócio batismal. Estes ministérios fazem parte da dinâmica de colaboração recíproca que existe entre os dois sacerdócios, e têm destacado cada vez mais seu caráter particularmente “laico”, ligado ao exercício do sacerdócio que pertence a todos os batizados como tais.

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7 janeiro, 2021

Silêncio calculado? Vaticanista faz precisões sobre “censura” ao Papa e o aborto.

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30 dezembro, 2020

Aborto na Argentina e o silêncio calculado de Francisco.

Por FratresInUnum.com, 29 de dezembro de 2020 – Na madrugada de hoje, às 4h10min, o aborto foi legalizado na Argentina por uma votação no Senado (por 38 votos a favor, 29 contra e 1 abstenção). As feministas gritam, choram, comemoram: agora, as mães argentinas poderão matar os filhos dentro do próprio útero com respaldo da lei, e as portas para o avanço deste genocídio silencioso se abrem na América Latina. A morte avança como um cão furioso sobre os nossos países, mas, enquanto isso, uma pergunta não quer calar:

O que faz Jorge Mario Bergoglio?…

Papa Francisco encontra Alberto Fernandez no Vaticano | Mundo | G1

Janeiro de 2020: Papa Francisco e Fernandez se encontram no Vaticano.

Quando era já iminente a legalização do aborto em sua pátria de origem, Bergoglio limitou-se a três intervenções discretas: a primeira, uma carta escrita a um grupo de mulheres pró-vida; a segunda, uma carta a ex-alunos seus; e a terceira, uma carta a um sacerdote chamado Padre Pepe, em que sublinha que a reprovação ao aborto não é um tema religioso, mas científico. C’est tout!

Por que, quando o tema é o aborto, ele age de modo tão comedido, temperante, discreto, mas quando o assunto são os imigrantes e a ecologia, escreve encíclicas, convoca sínodos, dá entrevistas, faz telefonemas, lança todo tipo de impropério contra seus opositores e mobiliza todo o seu lobby papal? Será uma mera desatenção?

Já em 2013, em sua polêmica entrevista ao Padre Spadaro, Bergoglio disse que “não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível. Eu não falei muito destas coisas e censuraram-me por isso. (…) Os ensinamentos, tanto dogmáticos como morais, não são todos equivalentes. Uma pastoral missionária não está obcecada pela transmissão desarticulada de uma multiplicidade de doutrinas a impor insistentemente”.

Na verdade, ele pensa exatamente como os progressistas que infestam o clero da Igreja Católica: não fazem uma apologia descarada à legalização do aborto — a não ser em casos excepcionais, como o de grupos de freiras ou padres ultra-feministas —, mas anestesiam a opinião pública; são não apenas voluntariamente tímidos no combate ao aborto, mas são sobretudo proselitistas da timidez, inventando argumentos para neutralizar a militância pró-vida, tirando importância do assunto e o silenciando através da gritaria em torno de toda a agenda esquerdista.

O político vestido de branco que agora se senta sobre a Cátedra de Pedro é ostensivamente de esquerda: nunca hesitou em manifestar sua oposição ao presidente anterior da Argentina (Macri era um liberal também absurdo, diga-se de passagem) e chegou a dar um beijo na progressista Cristina Kirshner (!) – sim, o mesmo papa que não aceitou que os fieis lhe beijassem a mão; Francisco nunca escondeu sua simpatia por políticos de esquerda, chegou a receber o condenado Lula e lhe dizer que está “muito contente de vê-lo caminhando pela rua”, recebeu um crucifixo blasfemo das mãos de Evo Morales, em que Nosso Senhor está crucificado na foice e no martelo, símbolos do Partido Comunista, além de muitos outros gestos, como, por exemplo, elogiar Emma Bonino, uma defensora ferrenha do aborto, como uma entre “os grandes da Itália”.

Aliás, a propósito da visita de Lula a Francisco, não podemos esquecer que esta aconteceu por intermédio do presidente da Argentina, Alberto Fernández, o que prova a sua amizade com o pontífice argentino e, portanto, a omissão deste em usar de sua influência para barrar a legalização do aborto. Fernández, no dia mesmo de sua eleição, durante a apuração, “publicou uma foto em seu Twitter mostrando a letra ‘L’ com as mãos, símbolo do movimento Lula Livre… ‘Também hoje faz aniversário meu amigo Lula, um homem extraordinário que está preso injustamente há um ano e meio’”, escreveu.

Assim como todo o clero esquerdista, quando o tema é “aborto”, Francisco reduz o protesto ao volume de um sussurro, para não correr o risco de favorecer o lado oposto. É exatamente assim que sempre agiu o clero petista no Brasil: quando os católicos falavam do seu abortismo, eles fingiam – e ainda fingem – que é uma pena, mas que não há nada de mal, que precisamos ser democráticos e aceitar o contraditório, mesmo que com tristeza, mas que temos que nos concentrar sobre temas muito mais importantes e nos quais temos grandíssima convergência, como, por exemplo, a salvação das árvores e das tartarugas.

A defesa da vida, da família natural, da liberdade de culto dos católicos, do respeito aos nossos sinais de fé, tudo isso é recalculado em função do benefício à esquerda internacional, financiada pelos super-capitalistas (pois essas duas desgraças, socialismo e capitalismo, ambos condenados pela Igreja, nunca foram contraditórios)… Como Bergoglio poderia manifestar uma opinião contundente contra o aborto e mudar o rumo das coisas na Argentina se o que ele quer é ficar trocando gentilezas ao lado dos próprios financiadores internacionais do aborto, membros do Conselho de Capitalismo Inclusivo, do qual Bergoglio quis fazer parte?

Não adianta fecharmos os olhos para a realidade. Temos um papa escravo da esquerda internacional e que se recrutou no mais descarado globalismo. A traição à Igreja já foi consumada e, agora, o que vemos são os resultados deste iscariotismo!

Uma coisa é certa: o protagonismo dos brasileiros no combate ao aborto, à ideologia de gênero e a todos os inimigos da fé católica é imenso e, agora, o nosso dever de resistir nos é imposto de maneira muito mais intensa! Mais do que nunca, agora é a hora da resistência. Ajude-nos Deus! Ajude-nos Maria Santíssima!

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12 novembro, 2020

Papa Francisco telefona para Joe Biden.

FratresInUnum.com, 12 de novembro de 2020 – Segundo notícia do site oficial de Joe Biden, esta manhã, o Papa Francisco telefonou ao candidato democrata, ainda não confirmado como presidente eleito dos EUA, para parabenizá-lo, abençoá-lo e se oferecer como parceiro político.

“O presidente eleito Joe Biden falou esta manhã com Sua Santidade, o Papa Francisco. O presidente eleito agradeceu Sua Santidade por estender bênçãos e parabéns e notou seu apreço pela liderança de Sua Santidade na promoção da paz, reconciliação e os laços comuns da humanidade em todo o mundo. O presidente eleito expressou seu desejo de trabalhar juntos com base em uma crença compartilhada na dignidade e igualdade de toda a humanidade em questões como cuidar dos marginalizados e dos pobres, enfrentar a crise das mudanças climáticas e acolher e integrar os imigrantes e refugiados em nossas comunidades”.

Francisco, realmente, não tem limites quando o assunto é promover a agenda esquerdista. Ele é um papa com partido! Um escândalo para os fieis católicos de todo o mundo. 

Resta-nos saber se, no final do pleito, a ser decidido nos tribunais, se Trump for reeleito, Sua Santidade irá também fazer um gentil telefonema ao Presidente dos Estados Unidos.

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10 novembro, 2020

As eleições americanas. Uma análise parcial.

Por FratresInUnum.com, 10 de novembro de 2020 – Deus quer a salvação das almas. Esta é a moldura através da qual nós lemos todos os acontecimentos humanos, desde os mais corriqueiros até a geopolítica mundial. Sem este pressuposto, nossas análises podem ser politicamente acertadas, mas sempre padecerão a ausência do elemento essencial, que define todos os demais e que não pode ser jamais ignorado pelos cristãos. Dito isso, passemos à observação dos fatos.

Biden, dito “católico”, chega para assistir à missa em Wilmington, Delaware, neste domingo. JONATHAN ERNST / REUTERS

Uma visão serena sobre a eleição americana

Apesar de toda a histérica celebração da mídia, da mesma mídia que fez uma acirrada campanha pela vitória de Joe Biden, a disputa eleitoral nos Estados Unidos ainda não foi concluída. Comemorar antes do tempo, mais do que sinal de vitória, pode ser uma mais eloquente manifestação de insegurança e derrota: eles precisam criar uma narrativa antes de serem obrigados a simplesmente reconhecer uma eventual perda.

Em todo caso, mesmo que o resultado final da eleição seja a vitória de Biden, existem alguns fatos que não podem ser contestados. Em primeiro lugar, a fraude relatada na votação não foi apenas gigante, mas foi amplamente documentada, coisa absolutamente escandalosa em se tratando da eleição de um presidente americano.

Aliás, é preciso notar que a própria mídia foi obrigada a retroceder em sua euforia: num primeiro momento, davam Biden como elected president, agora o dão como projected winer. Seria uma recordação da eleição entre Bush e o queridinho da midia, Al Gore, em 2000? Este último foi celebrado amplamente pela grande imprensa para, um mês depois, ser derrotado nos tribunais. 

Em outras palavras, o presidente Trump deixou a mídia internacional comemorar, tranquilamente, judicializou o pleito, dadas as incontestes manipulações dos votos, e, enquanto isso, foi serenamente jogar golf

Depois de uma campanha tão desequilibrada, em que toda a elite americana e até global se empenhou em eleger desesperadamente Biden, a única coisa que eles conseguiram obter, recorrendo à fraude, foi a metade do eleitorado. Isso não foi efetivamente uma vitória, mas uma derrota glamourosa

É preciso esperar o resultado da eleição após apreciação dos recursos judiciais e da recontagem. A questão eleitoral pode, inclusive, ficar em segundo plano diante da demanda criminal da fraude absurda. Não adianta contar com uma vitória antecipada. Contudo, mesmo que Biden seja o presidente, qual será o impacto real na política americana?

Quadro político resultante da eleição

Os conservadores não apenas saíram moralmente reforçados do pleito – de fato, as fraudes “milagrosamente” beneficiaram apenas Biden –, mas obtiveram até agora maioria no Senado e, portanto, garantem a presidência da casa. É bastante improvável uma virada dos democratas no placar. Dada a idade de Joe Biden e o seu estado senil, é provável que não suporte a presidência e seja sucedido pela sua vice, a escandalosa Kamala Harris, que terá como “vice-presidente” o presidente do Senado.

O regime americano é profundamente federalista (isso se observa bem pelas eleições: o candidato ganha todos os votos do colégio eleitoral quando vence no Estado), o que dá ao Senado uma importância muito maior do que a a da Câmara dos Representantes (equivalente à nossa Câmara dos Deputados), aliás, exatamente o oposto do que no Brasil. 

Os senadores realmente conseguem limitar a ação do presidente da República e tornar o seu governo bastante controlado internamente. Porém, até mesmo na Câmara dos Representantes o partido republicano cresceu, embora não tenha obtido maioria. O que mostra não apenas uma incongruência eleitoral – como é que os americanos votaram em legisladores conservadores e num presidente liberal? –, mas sobretudo que o governo de um eventual presidente Biden não será nada fácil. 

Os próprios progressistas já reconheceram que uma eventual derrota de Trump não equivale ao fim do trumpismo.

Diferença entre Trump e a onda conservadora

A mídia atual confunde o conservadorismo americano com a pessoa de Donald Trump e, portanto, atribui imediatamente a eventual derrota de Trump a um enfraquecimento da direita americana. Isso não passa de uma completa inversão da realidade.

Na verdade, o fenômeno Trump é apenas o resultado da reação popular ao progressismo de Obama aglutinado no Tea Party, em que a América profunda, o povo americano, cristão e conservador, cerrou fileiras em torno de seus valores e contra o socialismo que, então, avançava.

A onda conservadora, como demonstramos acima, não diminuiu nem um pouco. Antes, aumentou. Se a fraude das eleições foi necessária é justamente porque o sucesso de Trump, decorrente da própria natureza conservadora do povo (e não o contrário), é um fato por si mesmo inconteste.

O vergonhoso mito do “católico” Joe Biden

Mal a imprensa anunciou a projetada vitória de Biden, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos se apressou em manifestar a sua nota de apoio: “Parabenizamos o senhor Biden e reconhecemos que se une a John F. Kennedy como segundo presidente dos Estados Unidos a professar a fé católica”.

Ora, a agenda política de Biden sustenta a ampliação do direito ao aborto, a redefinição do casamento natural e o favorecimento da homossexualidade. Ele chega ao ponto de defender a descriminalização da transgenerização de crianças e a candidatura de Kamala Harris foi apoiada pela Planned Parenthood!

Diante disso tudo, como é que os bispos podem dizer que ele “professa a fé católica”? A resposta é bastante óbvia, nos parece: é que os bispos já não professam mais a fé católica, mas a ideologia bergogliana, reinante no Vaticano desde 2013.

Os planos triunfalistas da esquerda católica intra muros vaticanos

Vaticanistas há que comemoram antecipadamente a eventual eleição de Biden justamente porque ela liberararia o pontificado de Francisco das movimentações do arcebispo Carlo Maria Viganò e dos conservadores, facilitando a agenda reformista (diga-se, herética) do pontífice argentino. Contudo, uma coisa são os planos da esquerda católica, agora em poder no Vaticano, outra coisa é a sua realização.

Como foi bem notado, embora Francisco tenha chegado ao ponto de lançar um filme em sua própria auto-glorificação nas vésperas das eleições americanas (aquele documentário em que eles propositalmente lançaram a frase do papa de apoio à união civil dos homossexuais), a única coisa que ele conseguiu com isso foi manter a divisão exata entre os católicos, metade dos quais votou ainda em Donald Trump.

A Igreja é um Corpo imenso e a cabeça humana não consegue acelerar demasiadamente em sua violência revolucionária, justamente porque precisa sustentar o peso do corpo. E os fieis estão fazendo um heroico e gigantesco corpo mole, por todos os lados.

O problema de Francisco não é com o presidente da República dos EUA, mas com os seus fieis, que já não se reconhecem nele. A Igreja está paralisada por todos os lugares e ele simplesmente não consegue atrair a atenção do povo. Aliás, alguém aí notou algum entusiasmo por Fratelli tutti? As próprias Edições CNBB tiveram que colocar os livros do Papa Francisco em promoção – por que será?

Em todo caso, não deixa de ser impressionante como Francisco tem medo de Viganò, a ponto de não ter sequer respondido às suas denúncias, num silêncio sepulcral que demonstra receio até diante  do compartilhamento de Trump da carta que o arcebispo lhe escrevera. Francisco, igualmente, tem medo das acusações de herege que frequentemente se lhe fazem, pois sabe que isso lhe pode custar o pontificado, a tal ponto que a Secretaria de Estado do Vaticano enviou uma carta circular a todas as Nunciaturas Apostólicas do mundo, esclarecendo (muito mal, porém) as palavras ambíguas do pontífice. 

O Vaticano está aos pedaços, com uma crise administrativa, moral e doutrinal sem precedentes, a tal ponto que Francisco precisou, em carta, explicar aos cardeais as alterações nas funções financeiras dentro da Cúria Romana, de tal modo que a própria Secretaria de Estado passará a depender financeiramente da APSA, o que decerto lhe trará ainda muita dor de cabeça.

Se Biden vencer, como fica o Brasil?

A agenda amazônica é certamente o ponto de convergência entre Biden e o globalismo desenfreado do eco-socialismo de Papa Francisco. No início do mês, Biden disse que “o presidente Bolsonaro deve saber que se o Brasil deixar de ser um guardião responsável da Floresta Amazônica, minha administração reunirá o mundo para garantir que o meio ambiente seja protegido”. 

Esta é uma verdadeira ameaça! Aliás, uma ameaça que deve ter causado profunda euforia na esquerda eco-“católica” liderada pelo cardeal Hummes. 

A internacionalização da Amazônia é uma das metas não confessadas do recente Sínodo, que criou uma espécie de Conferência Episcopal – a tal da “Conferência Eclesial Amazônica” (o termo Episcopal foi evitado justamente por incluírem-se aí índios, mulheres, padres etc), – para transformar todo o território pan-amazônico num “novo sujeito eclesial”, em expressão do Papa Francisco reportada por Cardeal Hummes

Os militares brasileiros sempre se gabaram de serem os melhores em “guerra na selva”. De fato, eles precisam preparar-se, pois talvez a situação se agrave tremendamente. O pior é os católicos brasileiros terem de passar a vergonha de verem os seus bispos como traidores do país, como lacaios do governo mundial e servos da internacionalização do nosso território amazônico. Decerto, as Igrejas protestantes irão explodir nos próximos anos!

A salvação das almas, meta única da Providência Divina

O mundo dos sonhos de satanás é formado por baratas e elefantes, é o mundo ecológico em que o ser humano desapareceu, como vive utopizando o ex-frei Leonardo Boff: “nós podemos desaparecer, a Terra vai continuar girando em volta do sol por milênios”.

Deus, porém, quer a salvação das almas e, por isso, é possível que ele queira justamente que as máscaras de bondade desapareçam e a iniquidade dos homens perversos seja completamente descoberta, dentro e fora da Igreja. Não podemos nos desesperar.

Aconteça o que acontecer, a graça divina está atuando nas almas. Vejam, como exemplo, que o Lula fez 75 anos há uma semana e, na LIVE comemorativa, assistiram cerca de 400 pessoas ao vivo e o vídeo chegou apenas à marca de 8,2 mil visualizações. Uma vergonha!

Precisamos permanecer fortes na resistência católica e alentar os fieis a que não desanimem, apesar de a estrutura eclesial estar quase inteiramente na mão de revolucionários, bem como talvez agora o governo dos EUA. No mais, temos que confiar inteiramente na promessa de Nossa Senhora de Fátima e lutar destemidamente. Nossa vitória virá do céu e nós estamos do lado dos vencedores.

1 novembro, 2020

E-Book grátis: “Como o Vaticano II serve à Nova Ordem Mundial” – A conferência escrita de Mons. Viganò.

FratresInUnum.com, 1 de novembro de 2020 – Nesta solenidade de Todos os Santos, queremos presentear os nossos leitores com a nossa tradução de um texto epocal, a Conferência do arcebispo Carlo Maria Viganò sobre “Como o Vaticano II serve à Nova Ordem Mundial”.

O vídeo da Conferência, amplamente compartilhado esta semana, causou imenso impacto entre os católicos, não apenas porque Mons. Viganò é uma testemunha privilegiada de tudo que ele está dizendo (trabalhou na Cúria Romana, foi membro do corpo diplomático da Santa Sé e foi núncio apostólico de dois papas), mas sobretudo porque tudo que ele diz é flagrantemente verdadeiro e muito bem dito, especialmente nestes tempos sombrios que estamos vivendo.

O texto completo de sua conferência (que não foi integralmente lido por ele no vídeo referido) foi disponibilizado em inglês pelo site The Remnant. O nosso trabalho foi simplesmente o de traduzir (aliás, se algum leitor quiser melhorar a tradução, fique à vontade; não somos tradutores profissionais e fizemos apenas aquilo que podíamos para o quanto antes disponibilizar para o público brasileiro este texto excepcional).

Tivemos também a iniciativa de diagramar o texto num formato que facilite a leitura, bem como colocá-lo sob a forma de e-book — basta clicar aqui ou na imagem acima para baixá-lo –, para ser mais facilmente compartilhável (sempre de maneira gratuita).

Agradecemos a Deus pela coragem de Mons. Viganò e pedimos a intercessão da Santíssima Virgem e de Todos os Santos para que esta obra de restauração da fé católica prospere grandemente, para a maior glória de Deus. A nossa parte consiste em resistir firmemente, em fazer o que é correto, em lutar pelo trinfo do Reinado de Jesus Cristo e do Coração Imaculado de Maria, bem como pela glória da Civilização Cristã!

27 outubro, 2020

A pressa gay e a divisão da Igreja.

Por FratresInUnum.com, 27 de outubro – A divisão já está estabelecida. Não se trata de uma eventualidade futura, mas de um desastre consumado, cujas consequências precisam ser minoradas, pressupondo que isso seja de algum modo possível.

A divulgação do trecho censurado da entrevista de Francisco em que ele faz a desastrosa declaração de que se deve aprovar uma lei de união civil para duplas de homossexuais já produziu confusão entre os fiéis e causou uma ferida de difícil cicatrização: em outras palavras, contrariando o senso comum, a lei moral natural e a doutrina da Igreja, ele simplesmente sustenta que o reconhecimento (união, convivência, ou qualquer outro  nome que quisesse dar) das uniões gays é de direito natural.

Os fiéis responderam de modo enfático em sua rejeição a este ensino flagrantemente oposto a tudo aquilo que a razão e a fé sempre sustentaram em profunda harmonia. O ensino da Igreja é claro: o respeito aos homossexuais não deve jamais pressupor nem uma aprovação às suas condutas ilícitas nem tampouco danificar o bem comum da sociedade, fundada sobre a família natural.

A reação dos fiéis, porém, provocou uma nova reação ainda mais violenta por parte da hierarquia: a culpabilização das críticas feitas contra as declarações polêmicas do Papa Francisco. Mas…, se o que ele quis causar não foi polêmica, o que foi, então?

Ontem, na Rede Vida de Televisão, “O canal da família”, como eles usam se autointitular, o Padre Juarez de Castro, com aquela sua conversinha de comadre, permitiu que se fizesse uma aberta apologia das uniões civis para ajuntamentos homossexuais, chegando a entrevistar um senhor, gay declarado, com o qual o padre manteve um diálogo muito bem entabulado, e que se lamentava de que no Brasil a união civil de homossexuais ainda é só uma resolução judicial, não uma lei do Estado (embora ele mesmo tenha declarado que o número de “enlaces” celebrados por juízes-de-paz tenham chegado a 127 mil). E tudo com grandes elogios e anuências do Padre!

Eles não perdem tempo! Há uma pressa gay instalada e em aceleração. Enquanto o povo fica atônito, perdido, desorientado, sem entender como se pode chegar a tamanho absurdo.

Os papólatras atacam o povo, dizem que Francisco apenas declarou uma obviedade… Óbvio aqui é este fingimento cínico! Como é que um papa se permite dizer o oposto daquilo que sempre ensinou a sua Igreja, censurar a sua própria fala e, depois, divulgar a própria fala censurada num documentário laico? Óbvio aqui é que não é assim que se faz Magistério, óbvio aqui é que o papa não é um pároco rural que pode dizer qualquer coisa, óbvio aqui é que a sua fala tem consequências na vida de milhões de pessoas. O próprio fato de eles terem de dizer que isso “é óbvio” já desmente a alegada obviedade.

Mas também é óbvio que a defesa apaixonada de Bergoglio, este fervor papal que se nota em alguns eclesiásticos, não passa de entusiasmo por uma causa nada desinteressada: o fenômeno da homossexualidade no clero deixou de ser assunto de bastidores há muito tempo. Por isso, os fiéis agora vão ter que suportar mais essa: a defesa desta abominação nos púlpitos de suas Igrejas, dada a impetuosidade, a labareda, a excitação com que a causa gay reverbera no ânimo de alguns de seus pastores!

Enquanto isso, os homossexuais já lançaram aqui no Brasil o primeiro “quadrisal gay”, ou seja, um quarteto de homens que se amalgamam sexualmente. É isso: se dois homens podem se associar numa união análoga ao matrimônio, ainda que não idêntica, a instituição matrimonial em si está dessignificada, pois já não tem mais nenhum fundamento objetivo e natural, não está mais fundamentada na conjunção dos sexos e se esvaziou num mero arranjo, passível de toda e qualquer configuração. Daí é quadrisal, qüinqüísal, cinquentisal ou qualquer outra orgia que a mente humana inventar…

O argumento vale pra tudo! Qualquer união merece o respaldo da lei visto que o fundamento não é mais a realidade, mas aquilo que o próprio Francisco já denunciou como “bonismo”, ou seja, a ideologia do bem.

 

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6 outubro, 2020

Maçons: “‘Fratelli tutti’ demonstra quão distante a atual Igreja está de suas antigas posições”.

Por InfoVaticana, 5 de outubro de 2020 | Tradução: FratresInUnum.com – Apresentamos a declaração da Grande Loja da Espanha a respeito:

“Há 300 anos se deu o nascimento da Maçonaria moderna. O grande princípio desta escola iniciátiva não mudou em três séculos: a construção de uma fraternidade universal onde os seres humanos se chamem irmãos uns dos outros, para além de seus credos concretos, de suas ideologias, de sua cor de pele, sua classe social, língua, cultura ou nacionalidade. Este sonho fraterno se chocou com o integrismo religioso que, no caso da Igreja Católica, propiciou duríssimos textos de condenação à tolerância da Maçonaria no século XII. A última encíclica do Papa Francisco demonstra quão distante está a atual Igreja Católica de suas antigas posições. Em ‘Fratelli tutti’, o Papa abraça a Fraternidade Universal, o grande princípio da Maçonaria moderna.

” Desejo ardentemente que, neste tempo que nos cabe viver, reconhecendo a dignidade de cada pessoa humana, possamos fazer renascer, entre todos, um anseio mundial de fraternidade”, expressa, advogando por uma “fraternidade aberta, que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas independentemente da sua proximidade física, do ponto da terra onde cada uma nasceu ou habita”. Para a construção dessa Fraternidade Universal, o Papa pede que se busque o horizonte da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “não suficientemente universais”.

A carta aborda o papel desintegrador do mundo digital, cujo funcinoamento favorece a circuitos fechados de pessoas que pensam do mesmo modo e facilitam a difusão de notícias falsas que fomentam preconceitos e ódios. “Deve-se reconhecer que os fanatismos, que induzem a destruir os outros, são protagonizados também por pessoas religiosas, sem excluir os cristãos, que podem «fazer parte de redes de violência verbal através da internet e vários fóruns ou espaços de intercâmbio digital. Mesmo nos media católicos, é possível ultrapassar os limites, tolerando-se a difamação e a calúnia e parecendo excluir qualquer ética e respeito pela fama alheia»”, acrescenta.

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21 agosto, 2020

«A persona Papae está em cisma com o Papado» – Mons. Viganò a Weinandy.

Fonte: Dies Irae

Publica-se, a pedido do Arcebispo Carlo Maria Viganò, uma carta que Sua Excelência Reverendíssima enviou, ontem, ao P. Thomas Weinandy, franciscano capuchinho norte-americano, por ocasião do debate iniciado sobre o Concílio Vaticano II.

10 de Agosto de 2020
São Lourenço, mártir

Reverendo Padre Thomas,

Li com atenção o seu ensaio Vatican II and the Work of the Spirit, publicado, a 27 de Julho de 2020, em Inside the Vatican (aqui). Parece-me que o seu pensamento pode ser resumido nestas duas frases:

«Partilho muitas das preocupações expressas e reconheço a validade de algumas problemáticas teológicas e questões doutrinárias enumeradas. Sinto-me, todavia, incomodado em concluir que o Vaticano II seja, de alguma forma, a fonte e a causa directa do actual estado desanimador da Igreja».

Permita-me, Rev. Padre, usar como auctoritas ao responder-lhe a um seu interessante escrito, Pope Francis and Schism, publicado, no passado 8 de Outubro de 2019, em The Catholic Thing (aqui). As suas observações permitem-me evidenciar uma analogia que espero que possa ajudar a esclarecer o meu pensamento e a demonstrar aos nossos leitores que algumas aparentes divergências possam ser resolvidas graças a uma profícua disputatio que tenha como objectivo principal a glória de Deus, a honra da Igreja e a salvação das almas.

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