Posts tagged ‘O Papa’

20 janeiro, 2020

Em queda livre.

Uma queda irreversível na popularidade de Bergoglio entre os católicos.

Por FratresInUnum.com, 20 de janeiro de 2020 – A polêmica do livro de Ratzinger-Sarah, com a consequente explosão de vendas, teve um episódio pouco comentado: a entrevista de Papa Francisco ao seu velho amigo, o ateu Scalfari, comentando o ocorrido. De passagem, vale observar como Francisco insiste em dar entrevistas ao infeliz editor do La Repubblica, mesmo este último já tendo colocado diversas heresias na boca do bispo de Roma, nunca rechaçadas por ele, para embaraço do jornalismo chapa-branca.

Sempre segundo Scalfari, Francisco teria dito que “em uma organização que abraça centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, sempre há alguém contra”, tirando importância da intervenção do Cardeal Sarah.

Ora, equivoca-se grandemente Francisco ao pensar que a resistência ao seu pontificado seja um fenômeno controlado, isolado. Muito pelo contrário, não se vê nenhum entusiasmo em lugar algum entre os católicos e os temas que ele suscita não despertam apelo nenhum ao coração dos fiéis.

Mas, alguns poderiam objetar: Francisco é aclamado! Perguntamos: por quem? Pela imprensa anti-católica, pelos hereges infiltrados e ocupantes dos cargos mais importantes, pelos que estão nas igrejas, mas que há muito perderam a Fé? Sim, concedemos.

Porém, entre os Católicos reais, o desprezo pelo que diz o Pontífice é patente e clamoroso.

O vídeo em que ele estapeia a mão de uma mulher causou um choque ainda maior do que aquele em que retira sua própria mão para que os fiéis não beijem. Mas não basta isso! Francisco escandaliza os fiéis pelo seu esquerdismo declarado, pelo seu ecologismo psicótico, pelo seu progressismo fanático, pela secura do seu caráter. Aquela abordagem populista que teria causado o que então se chamava “efeito Francisco” chegou ao ponto terminal de saturação e já não engana mais ninguém.

O fato de que Bergoglio rebaixe o protesto de Sarah a uma mera discordância pouco representativa só mostra o quanto ele mesmo está alienado da realidade. Já nos tempos dos Sínodos da Família foram reunidas quase um milhão de assinaturas pela chamada “Súplica filial” e, agora, com toda a fúria popular contra o Sínodo da Pachamama, aqueles Católicos que ainda dormiam no sono da inconsciência começam a ser despertados pelos fatos.

É muito difícil, praticamente impossível, reverter uma queda acentuada de popularidade entre os fiéis como esta que enfrenta Francisco.

Alguém pode objetar que, no caso da monarquia papal, isso não significa quase nada, pois os seus eleitores não são o povo e tampouco ele pode ser removido do trono. Contudo, mesmo o poder soberano que ele exerce não se pode destacar demais do corpo dos fiéis, sob pena de ele ficar isolado na completa irrelevância.

De certo modo, o ambiente já é esse. Os católicos sentem-se desconfortáveis com o seu pontificado e, por diversos motivos, embora lhe devotem alguma reverência devida ao seu cargo, já começam a se preocupar com a revolução que está em curso, vendo que a desordem anda longe demais.

Como a prioridade de Deus é a salvação das almas e a Providência divina dirige todas as coisas para esta finalidade, este pontificado decadente está sendo conduzido para um final pouco honroso. Só uma renúncia poderia salvar Francisco, pois isso conferiria certa legitimidade retroativa e até alguma vitimização e margem de manobra para ele. Rezemos para que aos poucos o teatro vá acabando, até que ninguém mais referende a “revolução da ternura” bergogliana.

17 janeiro, 2020

Eis o homem.

Por FratresInUnum.com, 17 de janeiro de 2020 – Desde que Francisco subiu ao pontificado, a atitude dos cardeais e bispos é de uma adulação superlativa, como se a obediência ao Papa supusesse a subserviência a um suserano absoluto. Mas, não o é!

Cardeal Robert Sarah. Foto: Stefano Spaziani

Assim como a Igreja pós-conciliar tem apenas um dogma, “o Concílio” (como se não houvesse 20 outros antes dele), a Igreja bergogliana tem um só dogma, “Francisco”, como se nunca tivesse existido um único Papa fora ele. Ele é a premissa maior de todos os raciocínios e um argumento de autoridade que apele para ele se impõe ipso facto. Não é apenas o abandono da Fé, mas também da razão.

Como mulheres submissas a um marido tirano, os hierarcas da Igreja Católica se comportam como coroinhas complacentes, como freiras apavoradas diante de sua Madre superiora. O Papa ditador se mostra como tal não apenas por seus atos, mas pela atitude geral que predomina na Igreja: como um tirano, todos têm medo de enfrentá-lo, pois a polícia que o assiste pode puni-los a qualquer momento. Coisa inédita! Todos os papas sempre foram criticados justamente pelos que hoje se mostram como zelosos papistas. Basta lembrar de toda a oposição que sofreu Paulo VI, João Paulo II e o próprio Bento XVI.

O livro recém-publicado pelo Cardeal Robert Sarah e por um outro sob censura está explodindo em vendas e já pode se tornar um best-seller. Há que se agradecer ao Vaticano por toda a propaganda! Mas não só…

A popularidade de Sarah subiu justamente porque ele teve a atitude que todos os católicos esperam de algum cardeal ou bispo: seja homem! Reaja! Mostre de algum modo o absurdo daquilo que Francisco está fazendo.

Sarah não apenas desmentiu Dom Gänswein, mas provou o que disse e continua mantendo-se firme e sereno em todos os desdobramentos que a publicação da obra trouxe para ele. Com a dignidade de alguém que não quer dividir a Igreja, não teve para com Francisco ou Bento XVI nenhum ato de rebeldia, mas, sim, de uma resistência eclesiástica que é, em todos os seus contornos, paradigmática.

Àqueles que pretendem de algum modo diminuir o gesto do cardeal, imponham-se os fatos. O livro de Sarah causou mais reboliço que todas as manifestações anteriores e, isto, por um motivo muito claro: ele fez o que todos deveriam fazer! Ele não recuou, mas agiu como um homem de Igreja e foi protagonista daquilo que poderíamos definir como enfrentamento humilde.

Quando Nosso Senhor desmascarou os fariseus que lhe queriam encurralar com uma pergunta capciosa, se era obrigatório ou não pagar o imposto a César, Ele não os xingou, não se rebelou, não criou uma confusão: apenas foi ao fatos e pediu uma moeda. De um jeito humilde, Cristo flagrou a malícia deles referindo-se aos fatos. E foi isto que fez o Cardeal Sarah!

Francisco sabe que não o pode atingir sem ser acusado de racismo, sem flagrar a sua vingança, o seu totalitarismo. Ao mesmo tempo, o livro de Sarah é irrespondível. Francisco está desmascarado.

Enquanto os progressistas estrebucham feito endemoninhados diante da Cruz, o Cardeal Sarah vende milhares de exemplares em poucas horas e os católicos do mundo dão, assim, a esses vândalos que querem destruir a sua Igreja, aquela resposta que estava entalada em suas gargantas.

Agora, resta saber se o único homem na ativa do colégio cardinalício continuará sendo o Cardeal Sarah (exceção feita aos cardeais dos dubia, que, ou já morreram, ou não possuem cargos) ou se outros cardeais se juntarão a ele!

15 janeiro, 2020

A Carta de Hummes sobre o Sínodo da Pachamamma e a novela do livro Ratzinger-Sarah.

Por FratresInUnum.com, 15 de janeiro de 2020 – Já está tudo pronto. Em cerca de um mês, entre fins de janeiro e começos de fevereiro, Francisco promulgará a Exortação apostólica sobre o Sínodo da Amazônia. Vazou a carta secreta de Dom Cláudio Hummes aos bispos participantes do Sínodo! Por esta, ele não esperava.

Sala Paulo VI, audiência geral de hoje: Papa Francisco e Dom Gaiswein.

Mas, afinal de contas, será que isto tem algo a ver com a novela do livro de Sarah-Ratzinger? A resposta parece ser bastante evidente, sobretudo se tivermos ciência das últimas informações relativas ao fato.

Antonio Socci, em seu perfil oficial, relatou uma versão vasada dos últimos acontecimentos. Segundo o jornalista, o livro teria explodido no Vaticano como uma bomba atômica. Papa Bergoglio, furioso, teria chamado pessoalmente o secretário de Bento XVI e Chefe da Casa Pontifícia, Dom Gänswein, com ordens de que o nome de Bento XVI fosse retirado do livro. O que pretendia, ao que parece, o papa argentino era uma desmentida total por parte de Ratzinger, a sua retirada completa da obra. Mas não foi o que aconteceu.

Ratzinger teve de enfrentar um dilema: faltar com a verdade (o que as provas apresentadas por Sarah impossibilitaram por completo), prejudicar o cardeal africano e obedecer a ordem do ditador para salvar o seu secretário, ou manter a versão íntegra dos fatos, com prejuízo de todos. Bento, então, adotou uma solução “salomônica”: doravante, o livro aparecerá “com a colaboração de Bento XVI”, ao invés de numa co-autoria — se as editoras aceitarem, pois a própria Ignatius Press, responsável pela tradução inglesa, teria se negado a alterar a capa, alegando ter recebido autorização (se tácita ou expressa, não sabemos) do próprio Gänswein! Que novela!

Consequentemente, aquilo que a corte Bergogliana tem apresentado é rigorosamente mentira: Bento XVI não retirou sua assinatura do livro. Ademais, Gänswein exagerou em seu “esclarecimento” e foi frontalmente contraposto pelo corajoso Cardeal Sarah, que não arredou o pé: poderia ter se suicidado publicamente em nome de uma suposta obediência — que seria subserviência aduladora, isso sim — ao Papa, mas foi digno.

A carta de Dom Claudio integralmente vazada mostra que a iminência da promulgação da próxima Exortação Apostólica pode ter sido o motivo principal da preocupação exasperada de Ratzinger-Sarah. A propósito, no Summit sobre a pedofilia no clero, Bento fez a mesma coisa: um texto dando o seu diagnóstico, à margem daquilo que foi dito na cúpula de representantes das Conferências Episcopais. Todavia, naquela ocasião, ele submetera sua versão à Secretaria de Estado e ao próprio Papa Francisco. Desta vez, porém, não submeteu… Por quê?

A carta de Dom Claudio mostra que a coisa é muito mais grave e que estão absolutamente conscientes do impacto que o documento causará contra eles mesmos: é toda uma preparação secreta, coletivas de imprensa a serem preparadas pelos bispos com a presença de índios, toda um mise-en-scène para causar a impressão de unidade e comunhão, um teatro calculado para paralisar a resistência católica diante de um atentado contra a sua religião.

O que está por vir na Exortação Apostólica que moveu Ratzinger-Sarah a uma cartada tão arriscada?

Precisamos nos preparar para a Exortação Apostólica e reavivar a nossa rejeição completa a tudo que significou este sínodo, o Sínodo da Pachamama.

Toda a operação midiática em torno do livro de Ratzinger-Sarah não passa de uma cortina de fumaça instrumentalizada em favor da secreta preparação para o engano do povo católico em relação ao Sínodo.

O que fazer? Precisamos alertar o maior número de pessoas sobre a iminente publicação de um documento que pretende ser o projeto piloto da invenção de um novo catolicismo: tribalista, ecologista, com um novo clero casado, com novos ministérios para as mulheres, com uma nova liturgia, enfim, uma nova religião fundada pelo papa argentino e sua corte. Não é possível ficar dormindo diante de tão absoluto perigo. É hora de reagir!

Converse com as pessoas que você puder, alerte sua família e seus amigos, a apostasia está adiantada demais. “Os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz”, eles trabalham no segredo e na escuridão. Precisamos gritar com toda a nossa voz. Não! Desta vez eles não conseguirão nos enganar!

14 janeiro, 2020

Confusão dos diabos.

Por FratresInUnum.com, 14 de janeiro de 2020 – Daqui a cem anos, os historiadores encherão volumes e volumes na tentativa descrever o esdrúxulo capítulo da história da Igreja que estamos vivendo. Os nossos bisnetos ficarão perplexos em como fomos tão enganados. De fato, a renúncia de Bento XVI e o pontificado sucessivo, com seus impasses e tensões, com suas maquinações estranhas, com seus fluxos e refluxos, são uma realidade que superou as ficções mais misteriosas, os suspenses mais intrincados…

Qual é o mistério que está por trás de tanta história mal contada?

Qual o trunfo capaz de coagir um Papa (emérito) a ir e vir,  a dizer e desdizer? Afinal, o que nos escondem?

O livro bombástico de Ratzinger-Sarah causou um estrondo sem precedentes no Vaticano e, como consequência, os progressistas estão estrebuchando até agora, em ataques de chilique a cada segundo mais histéricos. Enquanto Bergoglio faz silêncio, os bergoglianos gritam a valer. Vamos reconstruir os fatos:

À notícia da publicação do livro, o establishment Vaticano não apenas confirmou a veracidade do fato, mas corroborou a tese do livro, isentando Francisco de qualquer tentativa de flexibilização da disciplina do celibato e blindando-o completamente como um defensor intransigente de que os padres não venham a ganhar uma sogra.

Enquanto isso, progressistas do mundo inteiro lançavam a narrativa de que Bento XVI está praticamente caduco e que a movimentação era uma tentativa de contra-golpe do entourage ratzingeriano. Os ataques ao papa alemão começaram multiplicar-se de maneira alucinante.

Literalmente, os inimigos começaram a atirar pra todos os lados: disseram que Ratzinger censurou tantos teólogos por serem contra o Papa João Paulo II e agora estava ele contra o papa; que ele está inconsciente a maior parte do tempo e que isso só poderia, portanto, ser uma manipulação; que o próprio Ratzinger fora um dia defensor da ordenação dos viri probati

Hoje, o secretário pessoal de Bento XVI, o arcebispo Georg Gänswein, veio surpreendentemente a público dizer que o papa alemão não sabia da co-autoria do livro e que, portanto, solicitou a retirada de seu nome da capa, da introdução e da conclusão da obra. Porém, surpreendentemente, os editores acabam de vir à cena dizer que quem deu o Placet à publicação foi o próprio Gänswein!

Alem disso, hoje, porém, o Cardeal Sarah divulgou as cartas assinadas por Bento XVI que comprovam a sua ciência do fato, bem como publicou uma declaração em que conta detalhes e datas de suas conversas com ele.

Em suma, Sarah comprovou que Bento XVI era ciente do fato e deixou Gänswein numa situação praticamente insustentável, mas que é confortável para o único que tem autoridade para exigi-la e que se beneficiou disso: Jorge Mário Bergoglio.

Por que Bento XVI capitulou? Que elementos de chantagem poderiam ter sido usados contra ele a ponto de obrigá-lo a voltar atrás numa decisão pública? Seriam estes os mesmos motivos que o fizeram renunciar “ao exercício ativo do ministério petrino”? São conjecturas permitidas a qualquer pessoa inteligente, que conecta causa e efeito de maneira racional. O que nos escondem?

O livro de Ratzinger-Sarah não era uma obra de insurreição contra a autoridade de Francisco e nem sequer estava escrito em tônica indignada… Eram apenas conselhos ponderados de dois homens de Igreja. Mas…

A autoridade de Francisco está tão abalada que este ato modesto e eloquente foi suficiente para sacudir as bases do seu pontificado. Daí a revolta! Francisco não se sustenta mais, seu papado está chagado de morte e ele é muito consciente de sua autoridade moral e intelectual nula diante da gigante influência do seu predecessor. Isto é um fato!

Não deixa de ser intrigante, porém, que Gänswein trate como um mal-entendido aquilo que Sarah comprova como tendo sido muito bem entendido e, ademais, como a sua “única versão dos fatos”.

Desde a renúncia de Bento XVI e da eleição de Francisco, os fiéis são tratados como retardados e tudo sempre é explicado como um grande “mal entendido”. A tática retórica já passou dos limites e, mais uma vez, os fiéis católicos sabem que estão sozinhos na resistência contra a revolução bergogliana, embora tenhamos de confessar a admirável firmeza do Cardeal Sarah, que não desertou, apesar de todas as pressões.

O episódio entrará nas crônicas oficiais vaticanas só como um equívoco, um desacerto, uma imprecisão. Passarão os anos e talvez não estejamos mais aqui quando os verdadeiros bastidores deste imbroglio forem devidamente esclarecidos. Os historiadores do futuro ficarão com muita pena de nós, ou talvez pensem que sejamos apenas uns defuntos imbecis, e se admirarão de que tenhamos podido conviver com tamanha obscuridade, com esta insuportável confusão dos diabos.

14 janeiro, 2020

Sarah se pronuncia.

Comunicado do Cardeal Robert Sarah publicado há pouco em seu Twitter. Abaixo, tradução de FratresInUnum.com:

No último dia 5 de setembro, após uma visita ao mosteiro Mater Ecclesiae, onde vive Bento XVI, escrevi ao Papa emérito para lhe pedir se possível que escrevesse um texto sobre o sacerdócio católico, com uma atenção particular a respeito do celibato. Expliquei-lhe que eu mesmo havia começado uma reflexão, em oração. E adicionei: “Imagino que o senhor pensaria que as suas reflexões poderiam não ser oportunas por conta das polêmicas que elas provocariam, talvez nos jornais, mas estou convencido que toda a Igreja tem necessidade deste dom, que poderia ser publicado no Natal ou no início do ano de 2020”

Em 20 de setembro, o Papa emérito me agradeceu, ao me escrever que ele também, por sua vez, antes mesmos de ter recebido a minha carta, havia começado a escrever um texto a este respeito, mas que suas forças não lhe permitiriam mais redigir um texto teológico. Não obstante, minha carta o encorajava a retomar esse longo trabalho. Ele acrescentou que transmitiria o texto a mim assim que a tradução em língua italiana estivesse pronta.

Em 12 de outubro, durante o sínodo dos bispos sobre a Amazônia, o Papa emérito me enviou sob confidencialidade um longo texto, fruto de seu trabalho meses. Ao constatar a amplitude deste escrito, tanto sobre o conteúdo quanto à forma, eu imediatamente considerei que ele não seria de se propor a um jornal ou a uma revista, tanto por seu volume como por sua qualidade. Então, imediatamente propus ao Papa emérito a publicação de um livro que seria um imenso bem para a Igreja, integrando o seu próprio texto e o meu. APós diversos intercâmbios em vista da elaboração do livro, eu, finalmente, enviei, em 19 de novembro, um manuscrito completo ao Papa emérito contendo, como havíamos decidido em comum acordo, a capa, uma introdução e uma conclusão comuns, o texto de Bento XVI e o meu próprio texto. Em 25 de novembro, o Papa emérito exprimiu sua grande satisfação a respeito dos textos redigidos em comum e adicionou isto: “De minha parte, estou de acordo de que o texto seja publicado na forma que o senhor previu”.

Em 3 de dezembro, dirigi-me ao Mosteiro Mater Ecclesiae para agradecer mais uma vez o Papa emérito de me conceder tão grande confiança. Eu lhe expliquei que nosso livro seria impresso durante as férias de Natal, que seria lançado na quarta-feira, 15 de janeiro, e que, consequentemente, eu viria lhe trazer a obra no início de janeiro, após retornar de uma viagem ao meu país natal.

A polêmica que visa há várias horas me manchar, ao insinuar que Bento XVI não fora informado da publicação do livro “Do mais profundo de nossos corações”, é profundamente abjeta. Eu perdoo sinceramente a todos que me caluniam ou que querem me opor ao Papa Francisco. Minha ligação com Bento XVI permanece intacta e minha obediência filial ao Papa Francisco absoluta.

Comunicado Sarah

14 janeiro, 2020

Esmagado pela pressão da Misericórdia.

FratresInUnum.com, 14 de janeiro de 2020 – Depois de comprovar, por documentos, a co-autoria de Bento XVI do novo livro sobre o celibato sacerdotal, o Cardeal Robert Sarah foi misericordiosamente movido a retirar o nome de Ratzinger da publicação.

Ele tweetou há cerca de 30 minutos: “Considerando as polêmicas que provocaram o aparecimento da obra “Do mais profundo de nossos corações”, decidiu-se que o autor do livro será para as próximas publicações: Card. Sarah, com a contribuição de Bento XVI. No entanto, o texto completo permanece absolutamente sem mudanças. + RS“.

13 janeiro, 2020

Os dois papas. Da ficção à realidade.

Por FratresInUnum.com, 13 de janeiro de 2020 – Alguns dias antes do Natal, a Netflix lançou o filme “Os dois papas”, que apresenta o antagonismo entre Bento XVI e Francisco, tentando apresentar este último como um santo visionário e o primeiro como um carreirista indiferente ao povo. Não houve reação negativa do Vaticano, pelo contrário, um dos imóveis da Santa Sé estampavam um enorme outdoor do filme.

Ninguém imaginava, porém, que, apenas alguns dias depois do lançamento desta ficção, veríamos a realidade concretizada: Bento XVI uniu-se ao cardeal Robert Sarah e, antes da publicação da Exortação Apostólica resultante do Sínodo da Amazônia, ambos resolveram quebrar o silêncio e dar uma lufada de esperança na resistência católica. “Não podemos nos calar”! E publicaram um livro em apologia ao celibato apostólico.

Os progressistas não demoraram a estrebuchar. Insinuam rebelião ou mesmo que o entorno de Bento aproveita-se de sua senilidade. Jornais, sites, blogs, redes sociais atacam a Bento e tentam impor, com argumento de autoridade pontifícia, a continuidade da agenda pela ordenação de homens casados.

Os gritos são o sinal mais evidente de que eles, de fato, estão perdendo. E também confirmam estridentemente a autoridade moral de Bento XVI sobre a Igreja, autoridade que Francisco perdeu graças ao seu desastroso magistério e de que conserva apenas o rótulo nominal, a figura jurídica, o cargo.

De fato, é muito difícil conter a onda de desprestígio e até os bergoglianos mais fanáticos, os progressistas mais radicais, começam a reconhecer, mesmo que implicitamente, que este pontificado está em dias de declínio.

Efetivamente, dizem que o clima de pré-conclave já está bastante forte em Roma. Os dois candidatos do establishment são Parolim, o Secretário de Estado que está entregando a Igreja da China na mão do governo comunista, e Tagle, recém nomeado para a Congregação para a Evangelização dos Povos, um progressista de tipo “simpático”, que até os poloneses ingenuamente chamam de o “Wojtyła do Oriente”. É inegável, também, que Bento XVI esteja apresentando Sarah como o seu candidato. Mas os sinais do declínio do pontificado de Francisco não param por aí…

Até Leonardo Boff fez um artigo elogioso a Ratzinger, puxando para si a honra de ter sido “amigo” dele, de ter a publicação da tese paga por ele e, por fim, de ter sido enquadrado por ele apenas porque o mesmo ocupava uma posição oficial e praticamente forçada, que o teria obrigado a agir de maneira pouco proveitosa para Boff. – Quem te viu, quem te vê!

O próprio Vatican News fez um recuo estratégico diante da notícia da publicação do livro de Ratzinger-Sarah, dizendo que Francisco sempre teve posição contrária à flexibilização da disciplina do celibato na Igreja ocidental.

Os órgãos da grande imprensa, porém, destacaram a oposição de Bento XVI a Francisco, oposição até então tácita, mas, agora, pública e incontestável, oposição que não é apenas dele.

Bento XVI está bastante ancião, mais perto da eternidade, e, como o maior intelectual vivo da Igreja Católica, está dando um aviso muito claro para a resistência dos fiéis: continuem, não cruzem os braços, perseverem na fé e não abandonem o combate pelo catolicismo, custe o que custar! É um testamento espiritual!

O livro de Bento XVI e Sarah, mais do que um ensaio sobre um tema teórico, tem uma importância simbólica ineludível. Eles estão dando voz a uma multidão de fiéis que não suportam mais a agressão diária da sua doutrina, do catolicismo de sempre; eles estão amplificando a indignação de populações inteiras contra um papa que resolveu ser um representante da esquerda internacional e não o pastor supremo da Igreja de Cristo.

Fernando Meirelles, de fato, percebeu que existe um antagonismo real entre “os dois papas”, mas, por causa de sua visão distorcida, esquerdista, enxergou em Ratzinger um burocrata e em Francisco o pastor amoroso. Esta inversão não demorou a ser desmentida pela própria realidade: o tapa de Francisco na mão de uma mulher, mostrou o seu verdadeiro rosto, o de um ditador agressivo; e, dias depois, a TV Bávara fez um documentário a respeito da vida de Bento XVI como emérito no mosteiro “Mater Ecclesiæ”, o qual revela o quanto simples e amoroso é o papa alemão, o quanto fala com o coração, o quanto é humilde (o link do documentário completo está aqui.

Meirelles não percebeu, por fim, uma tensão mais tensa que subjaz a este pontificado. Não são apenas “dois papas” que coexistem, mas “duas Igrejas”: a Igreja Católica e a outra; uma é Santa, a outra, depravada; uma é fiel, a outra, herética; uma é verdadeira, apesar de perseguida, a outra, falsa, apesar de oficial. Já não é mais possível ignorar esta coexistência contraditória, apesar do concordismo de muitos, que retoricamente querem fazer coincidir aquilo que é inconciliável.

Os exclusivistas tentarão subestimar a reação de Bento XVI como desapropriada, os entreguistas continuarão dizendo que não adianta lutar e que Bergoglio detém o poder. Todas atitudes que pretendem apenas desmotivar a luta dos fiéis católicos, o bom combate da resistência.

Não nos deixemos abater. A Igreja fiel continua firme e vigorosa, levantando sua voz contra todos os abomínios do presente pontificado. Não nos acovardemos! Mais do que nunca, agora é a hora de levantarmos o ânimo e resistir, pois “as portas do inferno não prevalecerão”! E esta é uma garantia de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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2 janeiro, 2020

Dois Papas: a ira de Bergoglio contra a mansidão de Ratzinger.

De onde vem a raiva de Francisco?

Por FratresInUnum.com, 2 de janeiro de 2020 – Agressão física. Este é o ponto ao qual chegamos! Já não bastasse a agressão moral aos fiéis católicos, o Papa Francisco parte para a pública agressão física.

Aconteceu na terça-feira, após a recitação do Te Deum na basílica Vaticana. Francisco quis visitar o presépio da Praça de São Pedro e, no trajeto, enquanto ele se aproximava saudando os fiéis, uma senhora asiática fez o sinal da cruz, agarrou-lhe bruscamente a mão e tentou dizer-lhe algumas palavras em seu desespero.

Do que pôde se escutar, segundo Miguel Aguilera Neira, que traduziu as palavras da senhora, ela teria dito ao papa: “Espere! Espere! Cuide do povo chinês, eles estão perdendo a fé”.

Francisco ficou completamente furioso, como demonstra bem o seu rosto, e estapeou a mão da pobre mulher, que ficou visivelmente terrificada, em estado de choque. Ela esperava encontrar aquele que Santa Catarina de Sena chamava de “o doce Cristo na terra”, e encontrou a ira de um homem violento e furioso, uma agressão indigna daquele que leva a batina branca como sinal da pureza da fé e da paz.

Porém, esta cena não é um fato isolado. Meses atrás, em Loreto, os fiéis vinham cumprimentar e beijar as mãos de Francisco, enquanto ele violentamente as retirava. O escândalo dos católicos pelo mundo não foi suficiente para causar algum constrangimento no papa argentino.

Francisco também já tinha perdido a compostura gritando com fiéis no México, enquanto alguns puxaram-lhe a mão. “Não sejam egoístas”, gritou, com a cara de raiva.

Na Missa do dia seguinte, dia 1º, Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, Francisco afirmou sem hesitações que “as mulheres são fontes de vida; e, no entanto, são continuamente ofendidas, espancadas, violentadas, induzidas a prostituir-se e a suprimir a vida que trazem no seio. Toda a violência infligida à mulher é profanação de Deus, nascido de uma mulher” (Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus (1º de janeiro de 2020). Em seguida, porém, na oração de Angelus, disse que “o amor nos faz pacientes. Tantas vezes perdemos a paciência; também eu, e peço desculpa pelo mau exemplo de ontem” e completa o redator do texto publicado pelo Vaticano: “provavelmente ele se refere à reação para com uma pessoa que, na Praça, o tinha puxado” (Angelus, 1° gennaio 2020, Solennità di Maria SS.ma Madre di Dio).

Embora a mídia tenha antipatizado a figura do papa Bento XVI junto aos fiéis, é inegável a diferença entre a sua mansidão e a sua humildade com a arrogância autoritária e furiosa de Francisco. Ratzinger, sim, além de ser inteligente e refinado, era um homem doce e respeitador, incapaz de agredir qualquer pessoa, mesmo quando violentamente agredido, como ocorreu em 2009.

Aos poucos, a máscara vai caindo, e os fiéis começam a perceber a verdadeira face daquele que Henry Sire muito bem definiu como “o Papa ditador”, aquele que agride uma mulher e, no dia seguinte, faz uma sermão contra a agressão de mulheres, dizendo que isto é uma profanação a Deus. Ele se coloca acima da lei e, portanto, há muito pouco a se fazer em relação a ele.

Obviamente, os cleaners, mal começada a divulgação do fato, já se dão ao trabalho de criar a narrativa que inverte a posição entre agressor e vítima: a culpa é da mulher, que puxou o papa ancião bruscamente; ele é humano, assustou-se, sentiu dor, quase caiu. Enfim, os mesmos argumentos que todo canalha utiliza para justificar a violência e a covardia, imputando à vítima a culpa pela ação.

As palavras da mulher deixam muito claro o fato de que a violência de Bergoglio pode não estar relacionada somente ao gesto físico que ela realizou, mas também ao conteúdo das suas palavras: ficou ele irado quando ela falou sobre a defesa dos chineses que estão perdendo a fé? O Cardeal Zen tem acusado formalmente a política Vaticana de cumplicidade com a ditadura comunista na China como uma traição à Igreja perseguida, aos milhares de mártires e confessores da fé que não cederam à cumplicidade da seita chamada “Igreja Patriótica”.

Na verdade, Jorge Mario Bergoglio está profundamente irritado com os fiéis católicos que não estão nem um pouco entusiasmados com o seu pontificado. Para além da corte de bajuladores de que ele se cercou, não existe apoio. Ele está com raiva porque está perdendo! A cada dia fica mais clara a sua verdadeira posição. Não é mais possível disfarçar.

Um dos nossos erros pode ser subestimar fatos como esse. Contudo, assim como o final da Idade Média começou com um tapa — o atentado de Anagni, o final deste pontificado pode começar pelo tapa de Francisco nas mãos daquela mulher asiática. Ele não estapeou apenas as mãos dela. Naquele gesto, ele estapeou a devoção — exasperada pela dificuldade de ser católico hoje, que seja! — dos católicos pelo papado e mostrou que não está à altura dessa sublime posição.

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31 dezembro, 2019

Feliz año nuevo, hermana!

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23 dezembro, 2019

Receba o troco. Com juros e correção monetária.

Por FratresInUnum.com, 23 de dezembro de 2019: No último sábado, o papa Francisco fez o seu tradicional discurso de “Feliz Natal” para a Cúria Romana, com aqueles mesmos recados provocativos com que ele habitualmente brinda os seus colaboradores. Mas, desta vez, houve algo mais sério.

Com informações de Sandro Magister, sabemos que o Cardeal Angelo Sodano, até o último sábado decano do colégio cardinalício, quis ter para com o papa argentino um sinal de afeto e consideração: propôs-lhe celebrar uma missa em companhia dos cardeais residentes em Roma para comemorar o seu jubileu de ouro sacerdotal. Francisco não quis. Sodano insistiu. Resultado: houve a concelebração, mas o papa recusou-se fazer homilia e também não permitiu que fotografassem o momento. Agora, veio o troco: Francisco “aceitou” a renúncia “voluntariamente feita” por Sodano como decano do Colégio cardinalício. E mais: também modificou a lei eclesiástica com um “Motu proprio”, estabelecendo que a função de decano, até hoje vitalícia, é de duração quinquenal, renovável ou não.

Bem feito para Sodano, que sempre seguiu a linha isentista durante os últimos pontificados, deixando Bento XVI na mão, e que pensou poder comprar a simpatia de Bergoglio mediante a adulação. A sua diplomacia não lhe serviu de nada e, aos 92 anos de idade, tomou um belo chute, sem ter mais o tempo de poder recuperar a sua força. Mas os trocos não param por aí.

Na última sexta-feira, a Netflix lançou o filme “Os dois papas”, que apresenta Bento XVI como um autoritário intelectualista e incapaz, arrogante e pretensioso, apaixonado pelo fausto e dono de uma ambição desmedida. O antagonista seria o seu amigo e conselheiro (só este dado faz com que o filme não seja sequer uma obra de ficção: é uma falsificação completa da realidade) Jorge Mario Bergoglio, um homem humilde e de visão aberta, protetor de mendigos e adepto da pedagogia do oprimido, o sucessor ideal para o qual o fracassado papa teria voluntariamente “passado o bastão”. A série termina com a conversão completa de Ratzinger ao bergoglianismo e com os dois pontífices amigos assistindo a Dilma Rousseff entregando a taça da copa do mundo para a seleção alemã!

Eis o troco bergogliano a Bento XVI, que passará para a história como um incompetente acadêmico excêntrico, apaixonado por livros e indiferente às pessoas. E com direito a poster do filme em um prédio do próprio Vaticano! Pois, quem mandou ele fazer a linha “esposa de César”, sempre calado, complacente, colaborativo, dócil, ao invés de se unir aos católicos na resistência à destruição voluntária da Igreja promovida por seu sucessor? Ratzinger pensava que o seu inimigo se compareceria diante de sua passividade… Não se compadeceu! E tem mais troco ainda!

Em seu mencionado discurso, Francisco citou a sua iminente reforma da Cúria Romana, dizendo que a situação do mundo mudou, que a evangelização agora não está reservada apenas ao oriente e que a Igreja já está atrasada 200 anos, citando textualmente o seu mentor “intelectual”, o diabólico jesuíta Cardeal Martini.

Passando por alto o fato de que ele mesmo, Francisco, está mentalmente estacionado na década de 80 e que todas as múmias que lhe estão associadas são decrépitos zumbis gestados nas revoltas eclesiásticas de então, ele se apresenta como baluarte do arrojamento, enquanto não percebe que o seu magistério já não significa mais nada para praticamente ninguém. Parece que a Pachamama engoliu o seu pontificado! Entretanto, com um só golpe, ele chuta toda a Cúria Romana, reduzindo-a a um grupelho de secretários cuja importância real está abaixo de zero.

Bem feito para a Cúria Romana, que sempre fez a defesa incondicional de Francisco como se ele fosse uma instituição e não um radical que está apenas a serviço de sua própria ideologia e que demole o papado e todos os organismos que o articulam com a delicadeza de um javali furioso. Vão todos ficar exatamente como estão os católicos do mundo inteiro, à deriva, dando, no máximo, um adeus para o trem que segue a viagem.

Os bispos já tinham recebido o seu presente de Natal nos dias anteriores: uma mudança da lei eclesiástica que os torna inteiramente culpados diante da justiça civil. Bem feito para eles também!

Pois é, parece que o pontificado de Francisco avança rumo à total destruição com uma velocidade cada dia mais crescente. Não é de hoje que nós alertamos, mas sempre há os otimistas, os cleaners, os histéricos devotos, que defendem Francisco às custas da fé e até da razão. E ele nem se importa com eles. Este papa avança como um trem, é totalmente imparável, obstinado. Os cardeais demoraram muito para reagir. Agora, é tarde demais: ninguém ficará ileso. Os conservadores bom-mocistas não escaparão, ninguém escapará!

A consolação é que temos Nosso Senhor a nosso lado.

E, desde Santa Marta, um belo sorriso e um Feliz Natal a todos.

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