Posts tagged ‘O Papa’

20 julho, 2017

Entrevista fundamental para compreender o Papa Francisco: Marcello Pera, político italiano e amigo próximo de Ratzinger.

Por Rorate Caeli, 20 de julho de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com: Marcello Pera é um influente intelectual na Itália. Foi presidente do Senado e é um bom amigo de Bento XVI, inclusive escreveu, conjuntamente com ele, um livro de discursos sobre a decadência do ocidente (Sin Raíces: Europa, Relativismo, Cristianismo, Islam)

Em uma entrevista concedida ao jornal de Nápoles, Il Mattino, publicada em 9 de julho de 2017, Marcello Pera apresentou o que poderia se chamar uma visão geral do Papa Francisco desde o grande espectro moderado de italianos e europeus de todas as classes.

* * *

 

“Para Bergoglio só interessa fazer política, não lhe interessa, absolutamente, o Evangelho”

Pera: “A entrada indiscriminada [de imigrantes] desperta tensões explosivas”. 

Il Mattino, Nápoles, 9 de julho de 2017
Entrevista por Corrado Ocone

Em uma nova e exclusiva entrevista concedida a Eugenio Scalfari, do jornal “Repubblica”, o Papa Francisco intervém sobre o debate político com opiniões fortes e explosivas que, ao mesmo tempo, poderiam ser consideradas “de esquerda”. Desta vez, o pontífice falou dos poderosos da terra reunidos em Hamburgo para o G20, opondo-se por questão de princípios à toda política que tente controlar e limitar a migração massiva desde nações pobres para a Europa. Para entender melhor as idéias e, sobretudo, as ações políticas e midiáticas do Papa em comparação com as de seu predecessor, fizemos algumas perguntas ao ex-presidente do Senado, Marcello Pera. Sabe-se que ele, um [típico] católico liberal, compartilhou muitas idéias com o Papa emérito Bento XVI (incusive escrevendo a quatro mãos um livro: Sin Raíces: Europa, Relativismo, Cristianismo, Islam, Mondadori, 2004).

img1024_700_dettaglio2_marcello_pera_benedetto_xvi_infophoto_800_800

Marcello Pera e Bento XVI.

Sr. Presidente, a que opinião chegou a respeito dos constantes chamados do Papa Bergoglio ao recebimento de imigrantes? Um recebimento indiscriminado, incondicional, total?

“Francamente, não entendo este Papa, tudo o que ele diz está muito além da compreensão racional. É evidente para todos que um recebimento indiscriminado não é possível: há um ponto crítico que não se pode alcançar. Se o Papa não faz referência a este ponto crítico, insiste-se em um recebimento massivo e total, pergunto-me a mim mesmo: por que o diz? Qual é o fim último de suas palavras? Por que lhe falta um mínimo de realismo, o mesmo que pede a qualquer um? A resposta que dou a mim mesmo é só uma: o Papa o faz porque odeia o ocidente, aspira destruí-lo, e faz todo o possível para chegar a esse fim. Ele aspira destruir a tradição cristã, o cristianismo tal como se desenvolveu históricamente”.

“Se tomamos em consideração o limite crítico sobre o qual as nossas sociedades já não podem receber a mais ninguém, nem assegurar a dignidade que corresponde a cada ser humano, veremos de imediato uma verdadeira invasão que nos submergirá a todos e que colocará em risco nossos costumes, nossa liberdade, e o próprio cristianismo. Haverá uma reação e uma gerra. Como o Papa não compreende isso? De que lado estará quando se desencadear essa guerra civil?”

Não crê que o Evangelho está relacionado com isso, a pregação de Cristo? A ética do Papa não seria talvez uma convicção absoluta, abstrata, que nã leva em consideração as consequências?” 

“Não, absolutamente. Assim como não há motivos racionais para isso, tampouco há motivos evangélicos para explicar o que o Papa diz. Ao fim, trata-se de um Papa que desde o dia de sua eleição só faz política. Ele busca o aplauso fácil, fazendo algumas vezes o papel de Secretário Geral da ONU, outras de Chefe de Governo, outras de líder sindical intervindo em acordos contratuais de uma corporação como Mediaset. E sua visão é a do Justicialismo peronista sul-americano, que não tem nada a ver com a tradição europeia de liberdade política de origem cristã. O cristianismo do Papa é de natureza diferente. E é um cristianismo político, inteiramente”.

No entanto, isso não parece provocar uma reação dos secularistas, que estavam permanente e efetivamente atentos durante os pontificados anteriores.

“Na Itália, o conformismo é total. Trata-se de um Papa apreciado pela opinião pública informada, responde a certas urgências básicas que eles têm, e estão prontos para aplaudi-lo, inclusive quando diz bobeiras”.

Em um trecho da entrevista a Scalfari, depois de ter feito um chamado à Europa, o Papa diz temer “alianças muito perigosas” contra os imigrantes por parte dos “poderes que têm uma visão distorcida do mundo: Estados Unidos e Rússia, China e Coréia do Norte”. Não é ao menos estranho juntar a uma antiga democracia como a dos Estados Unidos países fortemente autoritários e inclusive diretamente totalitários? 

“Sim, mas não me surpreende, à luz do que disse antes. O Papa reflete todos os preconceitos da América do Sul em relação à América do Norte, aos mercados, à liberdade e ao capitalismo. Ele o teria feito inclusive se Obama continuasse sendo presidente americano, porém, não há dúvida de que essas idéias do Papa estão fortemente associadas, em uma combinação perigosa, com o sentimento anti-Trump estendido por toda a Europa”.

Sr. Presidente, insistirei um pouco sobre esse “fazer política” do Papa. É, de fato, uma novidade em relação ao passado? 

“Sem dúvida. Bergoglio está pouco ou nada interessado no cristianismo enquanto doutrina, no aspecto teológico. E isso é uma novidade, sem dúvida. Este Papa tomou as rédeas do cristianismo e o converteu em política. Suas afirmações parecem se basear nas escrituras, porém, na realidade, são fortemente secularistas. A Bergoglio não importa a salvação das almas, mas o bem-estar e a seguridade social. E isso é um fato preliminar. Se depois nos voltamos a ouvir as coisas que diz, não podemos deixar de ver com preocupação que suas afirmações podem desencadear uma crise política e uma crise religiosa incontroláveis. Do primeiro ponto de vista [político], ele sugere que nossos Estados se suicidem, convida a Europa a deixar de ser ela mesma. Do segundo ponto de vista [religioso], não posso deixar de observar que no mundo católico se está desenvolvendo, às ocultas, um cisma, que é buscado por Bergoglio com obstinação e determinação, e por seus aliados, inclusive até com maldade”.

Por que isso está acontecendo? Não é completamente irracional?

“Não, não é. Diria, inclusive, que o Concílio Vaticano II explodiu finalmente em toda a sua radicalidade revolucionária e subversiva. São idéias que conduzem ao suicídio da Igreja Católica, idéias que já estavam respaldadas e justificadas naquele momento e ocasião. Esquecemo-nos que o Concílio precedeu as revoluções estudantil, sexual, de costumes e modos de vida. Antecipou-se a eles e, de certa forma, provocou-as. Naquele momento, o aggiornamento do cristianismo secularizou fortemente a Igreja, deflagrou uma mudança tão profunda que, ameaçando um cisma, foi controlado e mantido sob controle nos anos seguintes. Paulo VI respaldou [o Concílio], mas, ao fim, acabou sendo sua vítima. Os grandes Papas que lhe sucederam [João Paulo II e Bento XVI] estavam plenamente conscientes das consequências que tinham sido deflagradas, porém, tentaram estabelecer uma ponte entre o novo e a tradição. Fizeram-no de maneira sublime. Tinham revertido o curso; mas, agora, as rédeas foram soltas: a sociedade, no lugar da salvação; a cidade terrena de Santo Agostinho, no lugar da divina; elas parecem ser o ponto de referência da hierarquia eclesiástica governante. Os direitos do homem, todos, sem exclusão, tornaram-se o ideal e a bússola da Igreja, enquanto quase não resta lugar para os direitos de Deus e a tradição. Ao menos, aparentemente. Bergoglio se sente e vive completamente emancipado disso”.

Por que “aparentemente”?

“Porque, por trás da tela e dos aplausos, nem tudo que reluz é ouro. O aplauso na Praça de São Pedro não é tudo. Eu, que vivo no campo, dou-me conta que uma parte do clero, especial e surpreendentemente os mais jovens, permanecem estupefatos e confusos diante de certas afirmações do Papa. Sem mencionar a tantas pessoas que hoje já vivem com problemas de segurança que geram os imigrantes nas cercanias e se irritam quando ouvem falar de recebimento incondicional. O clero de idade madura está mais ao lado de Bergoglio: seja por conformismo seja por oportunismo, ou por convicção (tendo crescido também no mesmo ambiente cultural dos anos setenta, que é a origem de certas escolhas). Precisamente, devido a isso, falo de cisma profundo e latente. O qual não parece preocupar o Papa”.

O que pensa, em linhas gerais, sobre o controle das ondas migratórias e a insensibilidade da Europa em relação à Itália?

“Nosso país está sozinho, dramaticamente sozinho. É perigoso. Preocupa-me. Estamos sós porque outros países buscam seus interesses nacionais acima de tudo. Por trás das belas palavras de fachada, não se preocupam muito conosco. E estamos sós porque a Igreja nos convida a abrir de par em par as portas, e parece inclusive desfrutar de nossa debilidade. Temo uma reação brutal. Temo que o protesto do povo azede e alcance um resultado não desejável. Neste caso, não é questão de direita ou esquerda. Ademais, penso que as contradições do Papa serão vistas logo à luz do dia: ele já não está em sintonia com os fiéis. É altamente provável uma aliança entre os católicos conservadores e as forças nacionais, por assim dizer”.

…[*]

Como sair dessa crise? O que o senhor espera? 

“Espero que o Papa tome em suas mãos a cruz do ocidente, de seus valores. Que não sonhe com um ocidente empobrecido. E na Itália, espero uma classe política e uma opinião pública que volte a colocar no centro de seu discurso público os assuntos de identidade, sentimento nacional e tradição. No entanto, sempre sou mais pessimista. E tomo cada vez mais comprimidos para manter a calma”.

_________
* Pergunta não relacionada à Igreja, mas com o Primeiro Ministro Matteo Renzi.

Tags:
19 julho, 2017

O escândalo do silêncio.

Por Roberto de Mattei, Corrispondenza Romana, 20-06-2017 | Tradução: Hélio Dias Viana – FratresInUnum.com: Os quatro cardeais autores dos “dubia” sobre a Exortação Amoris laetitia tornaram público, através do blog do vaticanista Sandro Magister, um pedido de audiência apresentado pelo cardeal Carlo Caffarra ao Papa em 25 de abril passado, uma vez que os “dubia” não obtiveram resposta. O silêncio deliberado do Papa Francisco – que, no entanto, recebe personalidades muito menos relevantes em Santa Marta para discutir questões muito menos importantes para a vida da Igreja – é a razão da publicação do documento.

No pedido filial de audiência, os quatro cardeais (Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner) fazem saber que gostariam de explicar ao Pontífice as razões dos “dubia” e expor a situação de grave confusão e perplexidade em que se encontra a Igreja, especialmente no que diz respeito a pastores de almas, em particular os párocos.

Na verdade, no ano que transcorreu a partir da publicação da Amoris laetitia, “foram dadas em público interpretações de alguns passos objetivamente ambíguos da Exortação pós-sinodal, não divergentes do, mas contrárias ao permanente Magistério da Igreja. Conquanto o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tenha declarado mais de uma vez que a doutrina da Igreja não mudou, apareceram numerosas declarações de bispos, cardeais e até mesmo de conferências episcopais, que aprovam o que o Magistério da Igreja jamais aprovou. Não apenas o acesso à Santa Eucaristia daqueles que objetiva e publicamente vivem numa situação de pecado grave, e pretendem nela continuar, mas também uma concepção da consciência moral contrária à Tradição da Igreja. Sucede assim – oh, e quão doloroso é vê-lo! – que o que é pecado na Polônia é bom na Alemanha, o que é proibido na Arquidiocese de Filadélfia é lícito em Malta, e assim por diante. Vem-nos à mente a amarga constatação de B. Pascal: ‘Justiça do lado de cá dos Pirenéus, injustiça do lado de lá; justiça na margem esquerda do rio, injustiça na margem direita’ ”.

Não há escândalo nem transgressão no fato de os colaboradores do Papa pedirem uma audiência privada, e que no pedido descrevam, com parrhesia mas objetivamente, a divisão que a cada dia cresce na Igreja. O escândalo é a recusa do Sucessor de Pedro em ouvir aqueles que pedem para ser recebidos. Tanto mais quanto o Papa Francisco quis fazer do “acolhimento” a marca registrada de seu pontificado, afirmando em um de seus primeiros sermões em Santa Marta (25 de maio de 2013) que “os cristãos que pedem nunca devem encontrar portas fechadas”. Por que recusar audiência a quatro cardeais que não fazem senão cumprir o seu dever de conselheiros do Papa?

         As palavras dos cardeais são filiais e respeitosas. Pode-se supor que a intenção deles seja de procurar “discernir” melhor, em uma audiência privada, as intenções e os planos de Papa Francisco, e eventualmente de fazer ao Pontífice uma correção filial in camera caritatis. O silêncio do Papa Francisco em relação a eles é obstinado e descortês, mas expressa em sua teimosia a conduta daqueles que vão adiante em seu caminho com determinação. Dada a impossibilidade de uma correção privada, pela inexplicável recusa de uma audiência, também os cardeais deverão prosseguir com decisão em seu caminho, se quiserem evitar que na Igreja o silêncio seja mais forte que suas palavras.

2 julho, 2017

Foto da semana.

Francisco Bento Cardeais

Ao final do encontro, Bento XVI declarou, conforme as câmeras puderam gravar: “Sigamos com a Cruz, porém, ao fim, é o Senhor quem vence”.

De fato, conforme havíamos noticiado, Francisco novamente não se reuniu com o colégio cardinalício presente em Roma, como era costume antes de consistórios.

* * *

Papa Francisco e 5 novos cardeais visitam Bento XVI

Vaticano, 28 Jun. 17 / 02:30 pm (ACI).- O Papa Francisco e os cinco novos cardeais que criou hoje visitaram o Papa Emérito Bento XVI.

O Pontífice e os novos cardeais se dirigiram ao Mosteiro Mater Ecclesiae nos Jardins Vaticanos, onde o Papa Emérito vive. Tiveram um breve encontro com ele.

Bento XVI abraçou o Papa Francisco e logo depois cumprimentou um a um os novos cardeais e transmitiu seus melhores desejos e orações.

Nas breves palavras que trocou em espanhol com o Arcebispo de Barcelona, Cardeal Juan José Omella, o Purpurado compartilhou com o Papa Emérito que a partir de 9 de julho, celebrará a Missa dominical na Basílica da Sagrada Família.

Bento XVI também expressou sua preocupação por El Salvador ao Cardeal Gregorio Rosa Chávez e falou em francês com o novo Cardeal de Laos.

O encontro foi concluído com a bênção do Papa Bento e do Papa Francisco aos cinco novos cardeais da Igreja Católica.

Os cinco novos purpurados são: Cardeal Jean Zerbo, Arcebispo de Bamako, Mali; Cardeal Juan José Omella Omella, Arcebispo de Barcelona, ??Espanha; Cardeal Anders Arborelius, Bispo de Estocolmo, Suécia; Cardeal Luis-Marie Ling Mangkhanekhoun, Vigário Apostólico de Paksé, Laos; Cardeal Gregório Rosa Chávez, Bispo auxiliar de San Salvador, El Salvador.

Tags:
22 junho, 2017

Procura-se Francisco.

Por FratresInUnum.com | Com informações de Edward Pentin, National Catholic Register, 21 de junho de 2017 – Pela segunda vez consecutiva, parece que o Papa Francisco não se reunirá com os cardeais antes do consistório da próxima quarta-feira para a criação de cinco novos cardeais.

esconderijo[…]

A sala de imprensa da Santa Sé não respondeu às perguntas sobre se o encontro aconteceria, porém, fontes afirmam que o Papa poderia encontrar alguns cardeais individualmente.

No último consistório, em novembro passado, acredita-se que o Papa preferiu evitar um confronto com os quatro cardeais do dubia, que supostamente planejavam reapresentar o dubia no encontro, ou ao menos abordar o assunto.

Ciente de que os cardeais escreveram novamente há alguns meses, pedindo por uma audiência, e não tendo respondido, o Papa pode ter decidido novamente evitar qualquer encontro, embora, assim como ocorreu com Bento XVI em 2012, possa ser devido ao pequeno número de novos cardeais.

* * *

FratresInUnum.com pôde confirmar que a carta datada de 25 de abril de 2017, escrita pelo Cardeal Carlo Caffarra em nome dos 4 cardeais signatários do dubia, foi entregue em mãos ao Papa Francisco no dia 6 de maio de 2017. Não havendo, mais uma vez, qualquer resposta, os cardeais se viram, novamente, obrigados a tornar público o completo desprezo de Francisco por seus questionamentos e pedidos.

Tags:
21 junho, 2017

Bonzinho ou durão? As duas faces do Papa Francisco.

IHU – Para a grande maioria, o Papa Francisco é o rosto da compaixão do catolicismo hoje.

Ele resgatou refugiados, abriu as portas do Vaticano aos sem-teto e disse aos católicos que não há pecado que Deus não perdoe.

Mas há algo mais que tem chamado a atenção para o pontífice argentino nos últimos dias: a disposição de mostrar a que veio e estabelecer as regras.

A reportagem é de Christopher Lamb, publicada por Religion News Service, 19-06-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Debaixo da face de compaixão do Papa, há um lado de aço, que ele lança mão principalmente em relação a sacerdotes, bispos ou cardeais que ele sente que estão prejudicando a missão da Igreja.

Isso ficou evidente no início deste mês, quando o Papa repreendeu duramente os sacerdotes da Diocese de Ahiara na Nigéria. Os sacerdotes se recusaram a aceitar a nomeação de 2012 de um bispo de outro clã.

Ao encontrar-se com o clero de Ahiara, ele ordenou que cada um dos sacerdotes se desculpasse por escrito, prometesse “total obediência” ao papado e aceitasse quem quer que fosse designado para a liderança a diocese.

Para completar, ele disse aos sacerdotes que se eles não enviarem a carta dentro de 30 dias, eles serão automaticamente suspensos. A disciplina papal não tem como ser muito mais rígida que isso.

O Papa ficou furioso porque as diferenças entre clãs estavam sendo colocadas antes da unidade e da missão da Igreja. Se há uma coisa que Francisco realmente não gosta, é que a Igreja seja usada para agendas políticas, sectárias ou tribais.

“Considerar Francisco ‘bonzinho’ é um ledo engano”, disse um dos seus assessores. O Papa, ele explicou, é uma pessoa “radical” que tem uma missão.

Um dia depois, em 9 de junho, Francisco foi duro novamente. O Vaticano anunciou que o Papa havia aceitado a saída do arcebispo Alfredo Zecca de Tucumán, na Argentina, por razões de saúde.

A carta afirmava que, aos 68 anos, ele não se aposentaria antes do previsto simplesmente, mas permaneceria como arcebispo “titular”, o que significa que, tecnicamente, ele ainda tem que servir.

Isso foi alguma punição? Zecca teria chateado o Papa por não ter defendido um de seus padres, Juan Viroche, uma voz forte contra traficantes locais.

Em outubro, Viroche foi encontrado enforcado, mas Zecca resistiu aos pedidos de que fosse colocada uma placa em sua homenagem na paróquia de Viroche. Pelo contrário, ele acreditou na versão oficial de que Viroche havia se suicidado. Muitos moradores locais suspeitam que o suicídio tenha sido encenado.

Em ambas as ocasiões percebe-se que Francisco tem uma verdadeira aversão à hipocrisia. O Papa já criticou os cristãos que levam uma “vida dupla” várias vezes, argumentando que é melhor ser ateu do que ser um “católico hipócrita”, que condena os outros, mas não pratica o que prega.

Ao contrário, o Papa quer uma Igreja inclusiva. Ele quer que os líderes católicos sejam pacifistas em suas sociedades e possam “atacar as feridas” da divisão. Ver um bispo fazendo o contrário ferveu seu sangue.

Há 18 meses, durante uma visita à África, Francisco fez um apelo no Quênia contra o “espírito do mal” que “nos leva à falta de unidade”. Em observações não escritas durante uma reunião com jovens em Nairobi, o Papa pediu que eles dessem as mãos como “sinal contra o mal do tribalismo”.

O Papa também demonstrou seu lado severo ao agir contra os Cavaleiros de Malta, uma antiga ordem cavalheirista católica, depois de seu então líder, Matthew Festing, ser acusado de despedir indevidamente um assistente idoso em um conflito sobre a distribuição de preservativos em projetos de saúde para os pobres.

Quando o Papa anunciou uma investigação sobre o assunto, a disputa fervilhou em um guerra fria entre Francisco e os que se opuseram à direção de seu papado, com o cardeal Raymond Burke – um dos críticos mais ferozes do Papa, que tinha sido considerado a ligação do Vaticano com a ordem -, com um papel fundamental na saga. O Papa venceu.

Em relação a repreensões, vale a pena lembrar que Francisco é um jesuíta, membro de uma ordem religiosa fundada pelo ex-soldado Santo Inácio de Loyola, que incorporou princípios militares em sua governança interna. Uma delas é a obediência.

Relativamente jovem, aos 36 anos, Jorge Bergoglio liderou os jesuítas na Argentina, período em que ele mais tarde confessou ter cometido erros devido a uma “maneira autoritária e rápida de tomar decisões”.

Embora muito tenha mudado desde então, parte dele ainda desempenha o papel de superior religioso.

Esta semana, vazou uma carta que revelava que o Papa quer que os cardeais que moram em Roma o informem quando saírem da cidade e para onde vão.

Escrita pelo cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio dos Cardeais, a carta pede que os prelados reavivem esta “nobre tradição” de informar o papado e o Vaticano sobre sua movimentação, principalmente por longos períodos.

Tal prática seria rotina para qualquer padre ou religioso morando em um mosteiro, convento ou seminário, mas mostra que o Papa quer responsabilidade de seus conselheiros mais próximos. Também é taticamente inteligente, pois garante que o Papa saiba se algum cardeal sair para alguma grande palestra ou fala que possa ser crítica para seu papado.

Durante todo o seu papado, Francisco procurou governar a Igreja colegialmente, criando um corpo consultivo de cardeais que se reuniu em Roma pela vigésima vez dessa semana.

Eles discutiram como delegar mais poder às igrejas locais, e o Vaticano também anunciou que queria ouvir a opinião dos jovens antes da grande reunião da Igreja para os jovens que acontecerá em 2018.

Seus defensores argumentam que o Papa precisa ser duro para implementar as reformas da Igreja, pois ele está enfrentando oposições internas.

A ironia, no entanto, é que para trazer o lado da Igreja mais misericordioso e centrado nas pessoas que ele tanto deseja, Francisco está tendo que exercer uma autoridade firme no processo.

Tags:
19 junho, 2017

Importante: Cardeais autores de “dubia” pedem audiência ao Papa.

“A nossa consciência força-nos”
Beatíssimo Padre,

é com uma certa trepidação que me dirijo a Vossa Santidade nestes dias do tempo pascal. Faço-o em nome dos Em.mos Senhores Cardeais Walter Brandmüller, Raymond L. Burke, Joachim Meisner, e em meu próprio nome.

Desejamos antes de mais renovar a nossa absoluta dedicação e o nosso amor incondicionado à Cátedra de Pedro e à Vossa augusta pessoa, na qual reconhecemos o Sucessor de Pedro e o Vicário de Jesus: o “doce Cristo na terra”, como gostava de dizer Sta. Catarina de Sena. Não é a nossa em absoluto aquela posição de quantos consideram vacante a Sede de Pedro, nem a de quem pretende atribuir também a outros a responsabilidade indivisível do “munus” petrino. Move-nos tão-só a consciência da responsabilidade grave que provém do “munus” cardinalício: ser conselheiros do Sucessor de Pedro no seu ministério soberano; e do Sacramento do Episcopado, que “nos constituiu como bispos para apascentar a Igreja, por Ele adquirida com o seu próprio sangue” (Act 20, 28).

A 19 de Setembro de 2016, entregámos a Vossa Santidade e à Congregação para a Doutrina da Fé cinco “dubia”, rogando-Lhe que dirimisse incertezas e fizesse clareza sobre alguns pontos da Exortação Apostólica pós-sinodal “Amoris Laetitia”.

Não tendo recebido qualquer resposta da parte de Vossa Santidade, chegámos a decisão de, respeitosa e humildemente, pedir-Lhe Audiência, conjunta, se assim Lhe aprouver. Juntamos, como é praxe, uma Folha de Audiência em que expomos os dois pontos que desejaríamos poder tratar com Vossa Santidade.

Beatíssimo Padre,

passou já um ano desde a publicação de “Amoris Laetitia”. Neste período foram dadas em público interpretações de alguns passos objectivamente ambíguos da Exortação pós-sinodal, não divergentes do, mas contrárias ao permanente Magistério da Igreja. Conquanto o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tenha declarado mais de uma vez que a doutrina da Igreja não mudou, apareceram numerosas declarações de bispos, cardeais e até mesmo de conferências episcopais, que aprovam o que o Magistério da Igreja jamais aprovou. Não apenas o acesso à Santa Eucaristia daqueles que objectiva e publicamente vivem numa situação de pecado grave, e pretendem nela continuar, mas também uma concepção da consciência moral contrária à Tradição da Igreja. Sucede assim – oh, e quão doloroso é vê-lo! – que o que é pecado na Polónia é bom na Alemanha, o que é proibido na Arquidiocese de Filadélfia é lícito em Malta, e assim por diante. Vem-nos à mente a amarga constatação de B. Pascal: “Justiça do lado de cá dos Pirenéus, injustiça do lado de lá; justiça na margem esquerda do rio, injustiça na margem direita”.

Numerosos leigos competentes, que amam profundamente a Igreja e são solidamente leais à Sé Apostólica, dirigiram-se aos seus Pastores e a Vossa Santidade, para serem confirmados na Santa Doutrina no que respeita aos três sacramentos do Matrimónio, da Confissão e da Eucaristia. Aliás, nestes últimos dias, em Roma, seis leigos provenientes de todos os Continentes propuseram um Seminário de estudo que contou com grande assistência, e que deu pelo título significativo de: “Fazer clareza”.

Diante de tão grave situação, em que muitas comunidades cristãs se estão a dividir, sentimos o peso da nossa responsabilidade, e a nossa consciência força-nos a pedir humilde e respeitosamente Audiência.

Apraza a Vossa Santidade recordar-se de nós nas Vossas orações, como nós Vos asseguramos que o faremos nas nossas; e pedimos o dom da Vossa Bênção Apostólica.

Carlo Card. Caffarra

Roma, 25 de Abril de 2017
Festa de São Marcos Evangelista

*

FOLHA DE AUDIÊNCIA

1. Pedido de clarificação dos cinco pontos indicados nos “dubia”; razões para tal pedido.

2. Situação de confusão e desorientação, sobretudo entre os pastores de almas, “in primis” os párocos

Tags:
8 junho, 2017

Cardeal Müller: O Papa não é o messias, mas o vigário de Cristo.

VATICANO, 07 Jun. 17 / 05:30 pm (ACI).- O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Müller, recordou aos fiéis que o Santo Padre não é o messias, mas o vigário de Cristo; portanto exortou a não cair em certo papismo.

Durante a apresentação do seu livro “Indagine sulla Speranza”, o Cardeal alemão expressou que ficou “impressionado que alguns grandes inimigos de João Paulo II e de Bento XVI, que minaram o fundamento da teologia em outros períodos, atualmente se converteram em uma forma de papismo que me causa um pouco de temor”.

“Voltamos às discussões do Concílio Vaticano I, com a ideia de que quase todas as palavras do Papa são infalíveis”, advertiu. “Mas o Papa não é o Messias, é o Vigário de Jesus Cristo, o servo de Jesus Cristo”, assinalou.

Segundo informou ACI Stampa – agência em italiano do Grupo ACI –, o Purpurado advertiu que “os meios de comunicação veem o Papa como um personagem, mas o Papa Francisco recorda sempre o dever de confirmar na fé”.

“Nos primeiros dias do seu pontificado o Papa Francisco, enquanto era aplaudido na praça disse: aplaudam Jesus, não me aplaudam. E esta é a perspectiva do papado”, afirmou.

O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé disse que “não é bom que a gente, lendo qualquer coisa sobre o Papa Francisco, chegue até o bispo ou o pároco dizendo: ‘o Papa disse…’; porque o pastor da paróquia é o pároco e o bispo na diocese, em comunhão visível com o Papa”.

“Não se deve concentrar tudo sobre o Papa, porque o bispo, o pároco são os pastores do rebanho. Não se deve cair em certo papismo. Os verdadeiros amigos do Papa não são aduladores, mas aqueles que colaboram com ele e com os bispos para sustentar a fé. É verdade que os meios de comunicação mudaram muito as coisas, mas o importante é viver concretamente a Igreja particular em união com o Papa”, assinalou.

7 junho, 2017

Quem tiver ouvidos, ouça.

Francisco joelhos

João Paulo II nunca se sentou na presença da Eucaristia. Sempre se impôs ajoelhar-se. Ele precisava da ajuda de outras pessoas para dobrar os joelhos e, depois, para se levantar. Até os seus últimos dias, quis nos dar um grande testemunho de reverência ao Santíssimo Sacramento”.

Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, na abertura do Congresso Internacional Sacra Liturgia, que ocorre em Milão, de 6 a 9 de junho de 2017.

Imagem: à esquerda, papa Francisco como costumeiramente se porta diante do Santíssimo Sacramento; à direita, como frequentemente se porta em encontros carismáticos. 

Tags:
2 junho, 2017

Será que o Papa Francisco estabeleceu uma comissão secreta para “reexaminar” contracepção? Esperemos que não.

Por Pete Baklinski, LifeSiteNews, 30 de maio de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com –   Há rumores de que o Papa Francisco tenha estabelecido uma comissão secreta para “reavaliar” o ensino da Igreja sobre o mal da contracepção. Esperemos que eles sejam falsos.

Tal comissão sob a liderança de Francisco eventualmente prejudicaria e até corromperia o belo ensinamento da Igreja sobre o significado e propósito das relações conjugais.

Vimos exatamente esse tipo de subversão acontecendo durante os dois Sínodos da Família. O documento final do papa, o ambíguo Amoris Laetitia, vem sendo usado para minar a indissolubilidade do casamento, aprovar relações adúlteras, dar comunhão aos adúlteros e fornicadores e colocar a consciência individual acima das leis de Deus, conforme esta é refletida nos ensinamentos perenes da Igreja.

dsc_0221_810_500_55_s_c1

No começo deste mês, o veterano vaticanista italiano Marco Tosatti, postou em seu blog que “relatos não confirmados provenientes de boas fontes” revelam que Francisco “está prestes a nomear – ou até mesmo cogita-se que já tenha sido formada – uma comissão secreta para examinar e potencialmente estudar mudanças na posição da Igreja sobre o tópico da contracepção”.

“Até agora, não há confirmação oficial sobre a existência e composição desta entidade. Mas um pedido de confirmação ou de negação que foi apresentado às autoridades competentes até agora não foi respondido – o que poderia ser por si só um sinal – no sentido de que, se o que se cogita fosse completamente infundado, não custaria nada reponder “, escreveu Tosatti em 11 de maio.

Em suma, a alegação de Tosatti sobre a existência de uma comissão secreta, ainda não foi confirmada ou negada pelos oficiais do Vaticano.

Seis dias depois, em um artigo de 17 de maio, Maike Hickson, do blog OnePeterFive, informou que ele foi capaz de confirmar a afirmação de Tosatti sobre uma comissão secreta através de uma “fonte fidedigna em Roma” mas, que, no entanto, era incapaz de “dar os nomes específicos dos membros daquela comissão”.

O meu grande temor é que tal comissão com Francisco ao leme só poderá chegar à uma conclusão contrária à fé católica, ou seja, de que o “acompanhamento pastoral” das pessoas em “situações concretas” significa permitir-lhes “discernir” o uso de contraceptivos em “casos sérios” de acordo com uma “consciência bem formada”.

Espero que eu esteja completamente errado. Mas meu receio de que a tal comissão chegue a tal conclusão é baseado no que o próprio Papa Francisco já disse em várias ocasiões sobre a questão da contracepção. Aqui estão algumas amostras do que ele disse e que me deixam realmente preocupado:

1-Em uma entrevista ao Corriere della Sera em março de 2014, Francisco disse que a questão do controle de natalidade deve ser respondida não por uma “mudança na doutrina”, mas ao “fazer com que a pastoral (ministério) leve em consideração as situações que tornam possível às pessoas usá-la.”

2-Durante uma conferência de imprensa em seu vôo de regresso da África, em novembro de 2015, quando perguntado se era hora da Igreja permitir o uso de preservativos para prevenir o HIV, Francisco concordou que o uso de preservativos é “um dos métodos”, mas que isso provocaria um conflito com o quinto e sexto mandamentos.

3- Durante seu vôo de volta do México em fevereiro de 2016, Francisco disse que a contracepção pode ser o “menor de dois males” para os pais que desejam evitar conceber uma criança em áreas afetadas pelo vírus Zika. O então Porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi confirmou as palavras do papa no dia seguinte, afirmando: “O contraceptivo ou preservativo, em casos particulares de emergência ou gravidade, poderia ser objeto de “discernimento” em um caso grave de consciência. É o que o Papa disse.”

4- Em novembro último, Francisco elogiou o teólogo moral alemão dos anos 60, Bernard Häring, um dos dissidentes mais proeminentes da encíclica de 1968 do Papa Paulo VI, Humanae Vitae, por sua nova moralidade, que segundo o papa, ajudou a “a teologia moral a florescer”. Francisco elogiou Häring enquanto respondia a uma pergunta sobre uma moralidade que muitas vezes ele defendeu com base no “discernimento”.

A Igreja Católica condena o uso da contracepção como um ato intrinsicamente mal, o que significa que está gravemente errado em todos os casos. O uso da contracepção contradiz o propósito procriativo do ato conjugal, que deve sempre estar aberto à vida, e viola o caráter unitivo dos cônjuges quando um dos cônjuges nega abertamente o dom da fertilidade ao outro.

A fertilidade no casamento é um dom precioso de Deus. O ato conjugal caminha lado-a-lado com o respeito à beleza e a responsabilidade que acompanham esse grande dom. A contracepção essencialmente destrói o dom da fertilidade dentro do casamento. O resultado é que envenena o amor verdadeiro, transformando o ato conjugal em busca de prazer egoísta.

Por esta razão, a Igreja “ensina que todos e cada um dos atos matrimoniais devem permanecer abertos à transmissão da vida”, como afirma a Humanae Vitae, encíclica de 1968 do Papa Paulo VI, que reiterou o ensino definitivo da Igreja sobre o mal moral da contracepção.

“Usar este dom divino destruindo, mesmo que apenas parcialmente, seu significado e seu propósito é contrariar a natureza do homem e da mulher e do seu relacionamento mais íntimo e, portanto, é contrariar também o plano de Deus e Sua vontade “, declara a encíclica.

A Igreja aconselha aos casais que procuram adiar a gravidez por motivos graves, evitar relações conjugais durante o período fértil da mulher. Os métodos científicos aprovados pela Igreja Católica para determinar quando uma mulher é fértil,  incluem o Método da Temperatura e o Método de Ovulação conhecido como Billings. Estudos têm demonstrado que os métodos de conscientização sobre a fertilidade, quando utilizados corretamente, são tão eficazes ou ainda mais efetivos para adiar a gravidez quando comparados aos métodos contraceptivos hormonais e de barreira.

Será que Francisco mudará o ensino católico contra o mal da contracepção se tais rumores se revelarem verdadeiros? Ele não pode, mas, infelizmente, podemos esperar que sua conclusão sobre “os achados” dessa comissão seja suficientemente ambígua para que qualquer um que deseje fazer uso de anticoncepcionais em “boa consciência” se sinta justificado ao fazê-lo. Imagino que isso seria uma reavaliação da infame “Declaração de Winnipeg” dos bispos canadenses que dissentiu abertamente da Humanae Vitae.

Poderiam os Católicos que optarem pela contracepção com base em um ensinamento ambíguo do Papa serem culpados por suas ações pecaminosas? A sua culpa seria diminuída, mas os efeitos temporais do pecado da contracepção causariam outros males em seus casamentos, resultando potencialmente em ruptura matrimonial, divórcio, miséria e, possivelmente, separação eterna de Deus.

Cristo alertou contra aqueles que levam os outros a pecarem. Ele disse que seria melhor que uma pedra de moinho fosse atada em seus pescoços e  que fossem atirados ao mar do que fazer com que outros pecassem. Se o Papa Francisco criou uma comissão para reexaminar “a pílula”, espero e rezo para que qualquer ensinamento que possa surgir daí reafirme o ensino católico anterior em sua plenitude, enfatizando o mal da contracepção e ao mesmo tempo advertindo aos casais católicos para ficarem o mais longe possível desse veneno espiritual.

Tags:
14 maio, 2017

Foto da semana.

Papa Francisco Fatima

Neste fim de semana, o Papa Francisco visitou Fátima, Portugal, por ocasião do 100º aniversário das Aparições da Santíssima Virgem, oportunidade em que canonizou os pastorinhos Jacinta e Francisco.

Chamou a atenção a referência feita a Francisco como “bispo vestido de branco”, na oração contida na página 9 no livreto oficial das celebrações litúrgicas:

Salve Mãe de Misericórdia,
Senhora da veste branca!
Neste lugar onde há cem anos
a todos mostraste
os desígnios da misericórdia do nosso Deus,
olho a tua veste de luz e,
como bispo vestido de branco,
lembro todos os que,
vestidos da alvura batismal,
querem viver em Deus
e rezam os mistérios de Cristo
para alcançar a paz.

Tags: