Posts tagged ‘O Papa’

15 março, 2020

Foto da semana.

Praça de São Pedro, 15 de março 2020: Um domingo atípico na Cidade Eterna.

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13 março, 2020

Fechado para balanço.

7 anos de Francisco. O saldo de um pontificado falido.

Por FratresInUnum.com, 13 de março de 2020 — A Divina Providência fala não apenas através de palavras, mas também de fatos. E é preciso ter uma notável capacidade de penetração para sondar aquilo que Deus está nos querendo dizer mediante as circunstâncias e extrair, daí, as consequências.

Faz 7 anos desde a eleição de Jorge Mario Bergoglio para a Sé do Beatíssimo Apóstolo Pedro e, desde aquele 13 de março de 2013, o “misterioso processo de autodemolição da Igreja” citado por Paulo VI se acelerou sob o ritmo frenético da euforia progressista. Francisco é o papa dos sonhos de todos os inimigos da Igreja, enfim, aquele preconizado já no século XIX pela “alta vendita” maçônica.

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Praça de São Pedro fechada.

Munido de clichês que soam musicais aos ouvidos de todos os adversários da Cristandade, Francisco tentou construir uma religião sob medida para a Nova Ordem Mundial, recrutando-se ele mesmo como líder da esquerda internacional, aquele que referenda com gestos criminosos como Lula e usa vergonhosamente o púlpito pontifício para propagar as ideologias mais destoantes do sensus catholicus.

Porém, algo não tem dado certo. Todas as tentativas de emplacar uma mudança mais drástica de paradigma têm sido cuidadosamente impedidas pela mão da… Divina Providência. Deus Nosso Senhor é o protagonista da resistência. Como diz Davi: “Agitaram-se as nações, vacilaram os reinos; apenas ressoou sua voz, tremeu a terra. Reprimiu as guerras em toda a extensão da terra; partiu os arcos, quebrou as lanças, queimou os escudos. Parai, disse ele, e reconhecei que sou Deus; que domino sobre as nações e sobre toda a terra” (Ps. XLV,6.9-10).

Francisco completa o sétimo ano de sua eleição com igrejas fechadas, missas proibidas, mortos sem funerais, povo em completo pânico, tudo por causa do coronavírus, que já matou mais de mil pessoas na Itália. Os fieis estão desolados e desamparados!

Mas não é apenas isso. Todos os seus slogans estão completamente desmentidos. Os fatos trouxeram à tona a hipocrisia de sua eclesiologia mentirosa.

Onde está a “Igreja em saída”, a “Igreja hospital de campo”? Completamente encerrada em sua assepsia, apavorada com medo do contágio.

Onde está o brado de “não mais muros, mas pontes”, com o qual ele alfinetava o presidente Trump, dos EUA? Agora, Francisco está involuntariamente, pela força dos acontecimentos, entrincheirado nos muros do Vaticano, o qual está absolutamente impermeável a qualquer um e ele mesmo nem sequer sai à janela para rezar um Angelus.

Francisco disse, com o seu moralismo autoritário, que os padres deveriam ser “pastores com cheiro de ovelhas”… Onde estão estes “pastores” agora? Trancados em seus palácios episcopais, fechados em suas canônicas, completamente inacessíveis a qualquer um.

Medidas preventinas diante de uma epidemia? Sem dúvida, são compreensíveis e necessárias. Mas até o esmoler do Papa, cardeal Konrad Krajewski, reconheceu o absurdo da decisão da diocese de Roma (hoje, graças a Deus, revista) de fechar suas igrejas, mesmo que o próprio governo não lhe tenha pedido isso. O purpurado reabriu a igreja romana da qual é titular e declarou: “É um ato de desobediência, sim, eu mesmo expus o Santíssimo Sacramento e abri minha igreja. Isso não aconteceu sob o fascismo, não ocorreu sob o regime soviético na Polônia — as igrejas não foram fechadas. É um ato que deve levar coragem a outros padres. A casa deve sempre estar aberta a seus filhos”.

A Igreja de Francisco é uma mentira!

Não foi apenas o Sínodo da Amazônia que teve de retroceder diante dos protestos populares, foi também toda a agenda bergogliana: o coronavírus cancelou o pacto econômico em Assis, o pacto educacional em Roma e a visita que o Papa faria ao salesianos em Turim, após o norte da Itália ser arrasado pela epidemia. Ao invés de ir ao encontro de um mundo sem fronteiras e globalizado, Francisco sucumbiu diante de países que fecham as suas fronteiras e se protegem contra o colapso de seus próprios sistemas de saúde.

Em Roma, centro da cristandade, “la messa è finita”, não há mais sacramentos, e o Papa do fim do mundo terá de celebrar seu aniversário de eleição ao sólio pontifício sem os triunfalismos bajulatórios habituais, na solidão, no medo e no luto.

Deus fala por fatos, não apenas por palavras. Não será chegada a hora de tirarmos o saldo deste pontificado e refazermos o caminho de retorno?

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12 março, 2020

‘Querida Amazonia’ — Francisco dá seu aval a Leonardo Boff, mas joga Fritz Löbinger no Tibre.

Por Edward Pentin, National Catholic Register, 12 de fevereiro de 2020 | Tradução: FratresInUnum.comA Exortação Apostólica publicada recentemente confirma que, no pontificado do papa Francisco, a política tem prioridade sobre a religião. Ao mesmo tempo em que mantém o pé no acelerador da “ecologia integral”, ele pisou no freio da agenda religiosa do Sínodo. 

Os cardeais Burke, Müller e Sarah (e seu co-autor, Bento XVI), bem como os poucos prelados que defenderam fervorosamente o celibato sacerdotal, têm motivos para comemorar. Agora eles podem ignorar os promotores do sacerdócio a baixo custo, especialmente os bispos Fritz Löbinger, Erwin Kräutler e seus parceiros no “caminho sinodal” alemão. Schluss! Não há abertura para viri probati ou “diaconisas”. 

O Papa Francisco reconhece que devem ser feitos esforços para que as comunidades mais isoladas da Amazônia não fiquem privadas da Eucaristia e dos sacramentos da Reconciliação e Unção dos enfermos (números 86 e 89). Ele também admite que a vida e o ministério sacerdotal não são monolíticos (nº 87). No entanto, ele afirma que a solução se sustenta no sacramento das Ordens Sagradas que configura o sacerdote a Cristo (n° 87), que é o Esposo da comunidade que celebra a Eucaristia e é representado pelo celebrante (n° 101). Ao fazê-lo, ele encara os dois principais argumentos daqueles que se opõem ao sacerdócio de padres casados. 

O Papa propõe como solução rezar pelas vocações sacerdotais e dirigir as vocações missionárias para a Amazônia (n° 90). Ele ainda reclama do absurdo que é o fato de que mais padres dos países amazônicos estejam indo para os Estados Unidos e Europa do que para missões em seus próprios países! (nota 132). 

Como havia sido anunciado nos últimos dias, não há sequer uma menção indireta à possibilidade de ordenar homens casados ​​que sejam líderes comunitários. Em vez disso, Francisco insiste no fato de que não se trata apenas de facilitar uma maior presença de ministros ordenados que podem celebrar a Eucaristia, mas de promover um encontro com a Palavra de Deus e o crescimento em santidade por meio de vários tipos de serviços pastorais. Isso pode ser desenvolvido por leigos (n° 93), como o bispo Athanasius Schneider argumentou judiciosamente com base em sua própria experiência lidando com a falta de padres na Rússia soviética. 

Devido à mesma configuração do sacerdote a Cristo, Esposo da comunidade, e à ampla e generosa obra missionária já realizada por mulheres nas áreas de batismo, catequese e oração (n° 99), o Papa Francisco encerra a discussão sobre a ordenação de mulheres afirmando que seria uma forma de reducionismo “clericalizar” as mulheres, na crença de que elas obteriam um status mais alto na Igreja somente se admitidas nas Ordens Sagradas (nº 100). Pelo contrário, as mulheres contribuem na Igreja à sua maneira, tornando presente a terna força de Maria, a Mãe (n. 101). 

Se tem alguém que deve estar pelo menos em parte satisfeito, é o Cardeal Walter Brandmüller. Ele denunciou o Instrumentum Laboris do Sínodo da Amazônia, alegando que era um convite à apostasia, na medida em que entendia a “inculturação” como uma renúncia à pregação do Evangelho e a aceitação das religiões pagãs como um caminho alternativo de salvação. Seu recado pelo visto chegou a Santa Marta. 

“Querida Amazônia” se dissocia do conceito de “inculturação” promovido pela Teologia Indígena – liderada principalmente pelos Padres Paulo Suess e Eleazar López – e adota a versão light da constituição conciliar Gaudium et Spes. A última abordagem da inculturação consiste em uma mera adaptação do Evangelho à compreensão de todos, expressando a mensagem de Cristo em termos apropriados a cada cultura (nota 84).

Trata-se, portanto, de uma inculturação que, embora não rejeite nada de bom que existe na cultura amazônica, faz dela um objeto de redenção (n ° 67), leva à plenitude, à luz do Evangelho (n° 66), e quer enriquecê-lo pelo Espírito Santo através do poder transformador do Evangelho (n ° 68). 

Isso obriga a Igreja a adotar em relação às culturas uma atitude confiante, mas também atenta e crítica (nº 67). Acima de tudo, exige que ela não se envergonhe de Jesus Cristo (n. 62), nem se limite a transmitir aos pobres uma mensagem puramente social em vez da grande mensagem de salvação (n. 63), pois esses povos têm o direito de ouvir o Evangelho. Sem essa evangelização, a Igreja se tornaria uma mera ONG e abandonaria o mandato de pregar a todas as nações (nº 64). Em vez dos missionários da Consolata e outros que se gabam de não batizarem ninguém em 60 anos, o documento apresenta São Turíbio de Mogrovejo e São José de Anchieta como modelos de grandes evangelizadores da América Latina (n ° 65). 

Ao contrário do que foi dito acima, numa tentativa aberta, mas fracassada, de se justificar pelos cultos idólatras escandalosos à Pachamama nos Jardins do Vaticano e na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco declara que, no contexto de uma espiritualidade inculturada, é de alguma maneira possível que símbolos indígenas, mitos carregados de significado espiritual e festivais religiosos cobertos de significado sagrado, sejam usados sem necessariamente incorrer em idolatria (nº 79). 

O cardeal Brandmüller todavia tem outro motivo para se indignar, além dessa defesa infrutífera do culto a Pachamama. Citando abundantemente sua encíclica Laudato Si, o Papa Francisco reafirma sua visão de mundo “Teilhardiana” e da Nova Era, de um universo no qual “tudo está conectado” (nº 41). Os louvores ao misticismo indígena que leva os aborígines não apenas a contemplar a natureza, mas a sentirem-se intimamente ligados a ela a ponto de considerá-la como mãe (n ° 55). De fato, a Mãe Terra é mencionada duas vezes na exortação (Nº 42). 

Uma referência passageira a Deus Pai como Criador de todos os seres do universo é insuficiente para dissipar o sabor “panteísta” de tais passagens, uma vez que segue uma citação de um verso da poetisa Sui Yun sobre “comunhão com a floresta” (diga-se de passagem que essa poetisa Peruana é conhecida pelo caráter desinibido e erótico de suas criações: “minha poesia é genital”, afirma ela) (n ° 56). 

No entanto, o aspecto mais defeituoso do documento é sua total adesão aos postulados e à agenda da Teologia da Libertação em sua versão ecológica reciclada por Leonardo Boff e assumida pelos documentos do Sínodo.

Numa clara manifestação de “clericalismo” (já que o Magistério da Igreja não tem autoridade em questões científicas ou econômicas) e, acima de tudo, indo contra o desejo de progresso da grande maioria da população Amazônica, a exortação pós-sinodal assume, sem o necessário discernimento, um diagnóstico catastrófico e mentiroso de ONGs ambientais e partidos de esquerda sobre a suposta devastação da Amazônia: a floresta está sendo destruída (nº 13); a construção de usinas hidrelétricas e hidrovias está prejudicando os rios (nº 11); a região enfrenta um desastre ecológico (nº 8); as populações estão sendo dizimadas lentamente pelos novos colonizadores (nota 13) ou forçadas a migrar para cidades onde encontrariam a pior forma de escravização (nº 10).

Segundo o Papa, é preciso se sentir ultrajado (nº 15) e possuir um saudável senso de indignação (nº 17). Nesse contexto, não é nada amenizante que o comunista chileno Pablo Neruda e Vinicius de Moraes, autor brasileiro de um famoso poema intitulado “Senhores barões da terra”, que advogam pela luta armada, estejam entre os poetas-profetas que denunciam os males do desenvolvimento econômico. [1]

Pior ainda, as soluções alternativas propostas pelo Papa Francisco correspondem aos sonhos coletivistas mais avançados dos antropólogos neo-marxistas, que vêem a vida tribal da selva como um modelo para o mundo futuro.

De acordo com o documento, o “bom viver” dos indígenas expressa a verdadeira qualidade de vida (nos 8, 26 e 71) e é o cumprimento da utopia da harmonia pessoal, familiar, comunitária e cósmica, expressa, por sua vez, pela abordagem comunitária da existência e estilo de vida austero e simples (n ° 71): “Tudo é compartilhado; os espaços privados – típicos da modernidade – são mínimos … Não há espaço para a noção de um indivíduo separado da comunidade ou da terra ”(nº 20).

Nesse quesito, o povo indígena tem muito a nos ensinar (n ° 71), e os cidadãos devem se permitir ser “reeducados” por eles, pois é através deles que Deus quer que abraçemos sua misteriosa sabedoria (n ° 72 )

Dadas essas fantasias eco-tribalistas e coletivistas do Papa Francisco, não é de admirar que ele seja o líder para quem as correntes esquerdas radicais de todo o mundo estão se voltando!

Em resumo, essa estranha exortação pós-sinodal – que se recusa a citar o Documento Final do Sínodo dos Bispos que o motivou – representa, ao mesmo tempo, uma aceleração sócio-econômica e um freio eclesiológico que deixará tanto Gregos como Troianos insatisfeitos.

Mas não há dúvida de que os mais insatisfeitos serão os prelados e especialistas no campo alemão que investiram longas horas de trabalho intelectual e centenas de milhares de Euros em uma assembléia sinodal que acabou dando à luz a um pássaro aleijado, incapaz de voar porque uma de suas asas foi amputada.

Caberá aos historiadores resolver o enigma das razões que levaram o Papa Francisco a interromper a tão divulgada abertura aos padres casados. Seria para “evitar um cisma, ou pior ainda, uma desestabilização [do pontificado] que teria sido fatal”, como sugere Franca Giansoldati, de Il Messagero? Ou é só um passo atrás agora, na esperança de pegar impulso para avançar dois passos adiante em breve? (A referência na nota 120 à proposta do Sínodo de desenvolver um “rito amazônico” nos obriga a permanecer vigilantes, principalmente quando o autor do documento é claramenre “ardiloso”).

Como dizem os Franceses: quem viverá verá.

Mas para aqueles entre nós, que nos esforçamos por um ano inteiro para bloquear a agenda revolucionária do Sínodo para a região da Amazônia (incluindo o site panamazonsynodwatch.info, que um analista americano chamou de “centro da resistência”), temos algumas razões para satisfação.

Mesmo que Francisco tenha dado seu aval à Leonardo Boff, pelo menos ele jogou os gerentes da Löbinger, Kräutler & Suess no Tibre.

7 março, 2020

Foto da semana.

Em fevereiro, papa Francisco limpa o nariz durante missa

Papa Francisco em missa de quarta-feira de cinzas, 26 de fevereiro de 2020.

Vaticano confirma 1º caso de coronavírus; papa Francisco se recupera de resfriado

Folha de São Paulo, 6 de março de 2020 – Clínicas da cidade-Estado suspenderam atendimentos para higienização; Igreja planeja ações para não atrapalhar atividades do papa.

A chegada do covid-19 à cidade-estado aprofunda a situação da Itália, país mais afetado pelo surto da doença fora da China, com 140 mortes registradas.

O caso positivo de covid-19 foi descoberto na quinta (5), informou o portavoz Matteo Bruni.

Segundo Bruni, a Direção de Saúde e Higiene do Vaticano aplicou “todos os protocolos de saúde previstos”. O órgão de saúde do Vaticano também informou que suspendeu os serviços ambulatoriais em suas clínicas para higienização, mas manteve o Pronto Socorro em funcionamento.

A Igreja também suspendeu até o dia 15 de março catecismos dos sacramentos para a primeira comunhão, cursos de preparação para o casamento, retiros e exercícios espirituais, peregrinações e atividades paroquiais em geral, de acordo com o Vatican News.

A Santa Sé recomendou que “as celebrações sejam feitas ao ar livre” e que os fiéis, na medida do possível, “participem de missas nas igrejas maiores.” “Permanecem em vigor as indicações de dias atrás: receber a Eucaristia nas mãos, evitar o aperto de mão como gesto de paz e a retirada da água benta”. A Santa Sé disse ainda que vai estudar outras medidas preventivas contra a doença para não afetar as atividades do Papa Francisco.

O pontífice chegou a fazer o teste para a doença, mas o resultado deu negativo. Francisco se recupera de um resfriado. No final do mês de fevereiro, o papa cancelou sua participação num evento em uma basílica de Roma por indisposição e tosse.

Francisco não possui parte de um pulmão. Ele sofreu uma cirurgia quando tinha pouco mais de 20 anos, em Buenos Aires, depois de um episódio de tuberculose, de acordo com o biógrafo Austen Ivereigh.

 

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17 fevereiro, 2020

O papado a serviço do esquerdismo.

Por FratresInUnum.com, 17 de fevereiro de 2020 –  A visita de Lula ao Papa Francisco foi um escândalo impossível de ser contido. A reação do povo foi tão rápida quanto doída.

Afinal de contas, se, de um lado, Lula não é mais representante de nenhuma instância do Estado, de outro, é um criminoso repetidamente condenado, um blasfemador que chegou a dizer que não precisava confessar-se, alegando “não ter pecado”, capaz de dizer que não havia pessoa mais honesta que ele em lugar algum, “nem na Igreja Católica”.

Lula e papa Francisco

Recebendo-o, impondo as mãos sobre ele, dizendo-lhe que estava “feliz por vê-lo andando pelas ruas”, Papa Francisco lança-se de modo ainda mais veemente no descrédito em relação aos fiéis. Quem sai manchado deste acontecimento é Francisco!

Não bastasse termos de engolir tamanha rasgação-de-seda pontifício-esquerdista, rindo da justiça brasileira a valer, temos ainda de surportar os cathboys em sua infernética operação de amordaçamento dos críticos, lançando contra eles acusações morais deste tipo: “o católico não maldiz o papa, mas sim reza por ele”. São os bons-moços complacentes, os bajuladores de plantão, tentando blindar a opinião pública para que seja tão complacente contra eles diante desaa atitude insana de acolhida de Lula. Como se os fiéis, por amar o Papa, tivessem de permanecer silenciosos diante da instrumentalização do papado para fins políticos. Falsa dicotomia!

Argumenta-se: Francisco só recebeu um pecador, assim como Jesus o fez. Ora, mais do que isso, é importante ver quem Francisco não recebe: Dom Rogelio Livieres, heróico bispo de Ciudad del Este, morreu esperando uma audiência. Aliás, foi a Roma para tentar ver Francisco; não conseguiu e, pior, foi removido do cargo estando lá! Os cardeais dos dubia Caffarra e Meisner morreram aguardando uma palavra de Francisco. O Cardeal Zen, bravo combatente chinês, não consegue ser recebido de jeito nenhum! Já Lula obteve uma audiência com um simples pedido do presidente argentino e lá estava, em Roma, poucas semanas depois!

Mas, prossigamos.

A coisa se tornou ainda mais agressiva quando Lula publicou o vídeo da conversa, em que mostra um Francisco  obeso, escutando os seus discursos demagógicos com gosto e afirmando com a cabeça como que se demonstrasse sua concordância com cada frase. No final, o Papa o saúda dizendo: “estou muito contente de te ver novamente andando da rua”.

Bem, argumentam os cleaners: “O Papa não disse nada de errado, ele não afirmou que Lula é inocente, não defendeu o socialismo”.

Ora, há muitas formas de fazê-lo sem o dizer. Palavras não são necessárias. Os atos, omissões, e muitas vezes, a ausência de palavras falam, e falam muito!

Por exemplo, a insistência de Francisco em conceder entrevistas a Eugenio Scalfari, o editor do La Reppublica, é uma clamorosa demonstração de que ele está pouco se lixando para as heresias que o senil jornalista reiteradamente atribui a ele. Muito mais do que isso, repetir as entrevistas demonstra que ele quer exatamente que seja assim!

Com a audiência a jato concedida a Lula, a batina de Francisco se tornou uma camiseta do PT. Como chefe de estado do Vaticano, nada mais inconveniente que receber um condenado de outro país; como chefe da Igreja Católica, não se sensibiliza minimamente para o absurdo simbólico do seu ato, que massacra a esperança de milhares e milhares de católicos fiéis. A imagem do Papa é emprestada a uma causa nefanda, em uma chancela tácita às maracutaias do petista.

Legalistas de plantão, ouçam bem: para apoiar uma causa, Francisco não precisa escrever uma bula papal e mandar ao cartório para reconhecer firma de sua assinatura. Ele pode, simplesmente, colocar-se na posição que os inimigos da Igreja desejam e agir exatamente como eles esperam. Isso basta.

Justamente em um momento em que o número de protestantes continua subindo em velocidade constante e em que o número de católicos está despencando, não era a hora para fazer de uma audiência papal um palanque político, e justamente para o Lula!

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13 fevereiro, 2020

Foto da semana.

Casa Santa Marta, Roma, 13 de fevereiro de 2020 – O Papa Francisco recebeu em audiência privada o criminoso condenado Luis Inácio Lula da Silva. Segundo notícias, ambos trataram de estratégias para o combate à fome e em favor de um mundo melhor.

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12 fevereiro, 2020

O silêncio de Francisco, as lágrimas de Ratzinger e sua declaração nunca publicada.

Por Sandro Magister, 12 de fevereiro de 2020 | Tradução: FratresInUnum.com – O que mais chama a atenção na exortação apostólica pós-sinonal “Querida Amazonia”, publicada hoje, 12 de fevereiro de 2020, é seu silêncio total sobre a questão mais esperada e controversa: a ordenação de homens casados.

Nem sequer aparece a palavra “celibato”. O Papa Francisco espera que “a ministerialidade se configure de tal forma que esteja a serviço de uma maior frequência da celebração da Eucaristia, mesmo nas comunidades mais remotas e escondidas (n. 86). Mas, reafirma (no n. 88) que somente o sacerdote ordenado pode celebrar a Eucaristia, absolver os pecados e administrar a Unção dos enfermos (porque também está “intimamente ligada ao perdão dos pecados”, nota 129). E não diz nada sobre a extensão da ordenação aos “viri probati”.

Nenhuma novidade, nem sequer para os ministérios femininos. “Se lhes desse acesso à ordem sagrada”, escreve Francisco no n. 100, “esta visão nos orientaria a clerizalizar as mulheres” e a “reduzir nossa compreensão da Igreja à estruturas funcionais”.

A curiosidade que surge imediatamente da leitura de “Querida Amazonia” é, então, compreender em que medida o livro bomba escrito pelo Papa emérito Bento XVI e pelo Cardeal Robert Sarah, em defesa do celibato do clero, publicado em meados de janeiro, influenciou sobre a exortação e, em particular, seu silêncio acerca da ordenação de homens casados.

A esta questão, deve se acrescentar mais informações do que já se conhece sobre o que aconteceu nos dias quentes após a publicação do livro.

A sequência conhecida já conhecida dos fatos foi documentação oportunamente por Settimo Cieli em três “Post Scriptum”, que estão no final do artigo publicado em 13 de janeiro:

> Ancora sul libro bomba di Ratzinger e Sarah. Con il resoconto di un nuovo incontro tra i due

Mas Settimo Cielo teve notícias posteriores, de ao menos outras quatro fontes, independentes entre si, de relevante importância.

*

A primeira aconteceu na manhã de quarta-feira, 15 de janeiro.

Ao longo de toda a jornada de terça-feira, 14, o ataque realizado pelas correntes radicais contra Ratzinger e Sarah havia tido um crescimento devastador, alimentado de fato pelos reiterados desmentidos do Prefeito da Casa Pontifícia, o arcebispo Georg Gänswein, de uma corresponsabilidade do Papa emérito na redação e na publicação do livro, até chegar a pedir que se retirasse sua assinatura, inutilmente confrontada pela precisa e documentada reconstrução, tornada pública pelo cardeal Sarah, da gênese do próprio livro por ação combinada de seus dois co-autores.

Pois bem, na manhã de quinta-feira, 15 de janeiro, enquanto o Papa Francisco estava celebrando sua audiência semanal e Gänswein estava sentado, tal como estabelecido pelo protocolado, a seu lado na sala Paulo VI, longes, portanto, do mosteiro Mater Ecclesiae, que é a residência do Papa emérito, de quem ele é secretário, Bento XVI tomou pessoalmente o telefone e chamou Sarah, primeiramente em sua casa, onde não o encontrou, e depois em seu escritório, onde o cardeal atendeu.

Bento XVI expressou cordialmente a Sarah a sua solidariedade. Confiou-lhe que não compreendia as razões de uma agressão tão violenta e injusta. E chorou. Também chorou Sarah. A chamada telefônica concluiu com os dois em lágrimas.

*

O segundo fato, que se dá a conhecer aqui, pela primeira vez, aconteceu durante o encontro entre Sarah e Ratzinger, na casa deste, na tarde de sexta-feira, 17 de janeiro.

Nesta mesma tarde, o cardeal se referiu ao ocorrido em três tweets, nos quais confirmava o pleno acordo entre ele e o Papa emérito na publicação do livro.

Mas, não disse que durante este mesmo encontro — na realidade, ocorrido em dois momentos distintos, o primeiro às 17 horas e o segundo às 19 horas — Bento XVI havia escrito um comunicado conciso que pretendia publicar com a assinatura somente do Papa emérito, para testemunhar a consonância plena entre os dois co-autores do livro e pedir o fim de toda polêmica.

Para publicação, Gänswein entregou a declaração — da qual Settimo Cielo está em posse e na qual o traço pessoal, inclusive autobiográfico, de Ratzinger transparece de forma evidente — ao substituto secretário de Estado, Edgar Peña Parra. E é razoável supor que ele informou a respeito dela tanto o seu superior direto, o Cardeal Pietro Parolin, como o próprio Papa Francisco.

*

É um fato — a terceira notícia até aqui inédita — que esta declaração do Papa emérito nunca veio à luz. Mas, é verossímil que estava na origem da decisão de Francisco de exonerar de ali em diante toda presença visível, a seu próprio lado, do prefeito da Casa Pontifícia, Georg Gänswein.

A última dessas aparições públicas se deu na manhã daquela mesma sexta-feira, 17 de janeiro, por ocasião da visita ao Vaticano do presidente da República Democrática do Congo. Depois dela, Gänswein não apareceu mais junto ao Papa, nem nas audiências gerais das quartas-feiras, nem nas visitas oficiais do vice-presidente norte-americano Mike Pence, do presidente iraquiano Barham Salih e do argentino Alberto Fernández.

Aos olhos do Papa Francisco, a declaração de Bento XVI havia efetivamente comprovado a não confiabilidade das repetidas negações feitas por Gänswein acerca da corresponsabilidade do Papa emérito na redação do livro.

Noutras palavras, a oposição do Papa emérito a que seu sucessor cedesse às correntes radicais a respeito do celibato do clero se estavaca plenamente neste ponto, sem mais nenhuma atenuação.

E tudo isso a poucos dias da publicação da exortação pós-sinodal, na qual muitos, em todo o mundo, esperava ver uma abertura de Francisco à ordenação de homens casados.

*

Como corolário de tudo isso, deu-se a conhecer também o papel que desempenhou Parolin nestes acontecimentos.

Quando efetivamente na quarta-feira, 22 de janeiro, a editora Cantagalli publicou um comunicado a respeito da iminente publicação do livro na Itália, com pouquíssimas e secundárias variações com relação ao original em francês, não se disse que esse comunicado havia sido anteriormente visto e analisado, linha a linha, pelo secretário de Estado, que havia, ao fim, encorajado vivamente a publicação.

Um comunicado no qual o livro de Ratzinger e Sarah é definido como “um volume de elevado valor teológico, bíblico, espiritual e humano, garantido pelo peso dos autores e por sua vontade de colocar à disposição de todos o fruto de suas respectivas reflexões, manifestando seu amor pela Igreja, por sua Santidade, o Papa Francisco, e por toda a humanidade”.

11 fevereiro, 2020

Viri improbati? Começou o delírio dos papólatras contra a o povo fiel.

Por FratresInUnum.com, 11 de fevereiro de 2020 — Gostaríamos de aguardar a publicação oficial, esperada para amanhã, mas, já há alguns dias, começaram as fugas de notícias sobre a iminente publicação de “Querida Amazônia”, a Exortação apostólica que daria encaminhamento às discussões daquele que ficou conhecido como Sínodo da Pachamama.

Segundo fontes indiscretas, o documento não conteria nenhuma menção explícita à ordenação dos chamados viri probati (homens casados de boa fama), nem tampouco à ordenação de mulheres e outros temas heterodoxos abordados durante o evento sinodal. O próprio Papa Francisco teria dito ontem a bispos americanos que “não haverá nenhuma mudança em relação aos padres casados”.

Mal saída a notícia, os cleaners já começaram com sua histeria coletiva, transferindo a Francisco todo o mérito desta medida supostamente não aberturista. Para os papólatras, não importa o que aconteça, a pessoa de Bergoglio (não o papado em si, note-se) sempre tem de sair fortalecida, quando erra e quando acerta, a despeito de toda confusão causada, da desorientação generalizada, do clima péssimo produzido, alimentado, insuflado pessoalmente por ele.

Não podemos cair no erro de retirar do sensus fidelium o protagonismo do momento. Ao contrário do que esses bajuladores carreiristas fizeram, passando diariamente o pano em cada absurdo dito por Francisco, o povo fiel se manifestou, mandou abaixo-assinados, protestou em praças e, sobretudo, rezou, rezou muito para que essa desgraça não sobreviesse à Igreja, com o auxílio de Deus e de Nossa Senhora.

Se Francisco não for adiante nessa matéria, não é porque não quis (como, aliás, sempre deu mostras de querer), mas porque não pôde. O livro de Bento-Sarah acerca do vínculo entre celibato e sacerdócio não foi senão um dos últimos sinais da vigorosa resistência católica acerca do tema, que conduziu a questão para termos irrespondíveis por parte de Francisco. Sua fúria decorrente do imbroglio da publicação do livro não permite outra interpretação.

Contudo, ao contrário do que a constelação dos papólatras alucinados poderá celebrar nas próximas horas, a confirmar-se a notícia, o tema do celibato foi reduzido a uma mera questão disciplinar sem importância pelo próprio Francisco. Reparem nestas palavras do discurso final do Sínodo:

“O perigo pode ser que talvez se entretenham — é um perigo, não estou a dizer que o fazem, mas a sociedade pede-o — por vezes, para ver o que decidiram nesta matéria disciplinar; o que decidiram noutra; que partido ganhou, qual perdeu? Em pequenas coisas disciplinares que têm a sua importância, mas que não fariam o bem que este Sínodo deve fazer. Que a sociedade se encarregue do diagnóstico que fizemos nas quatro dimensões. Eu pediria à imprensa para o fazer. Há sempre um grupo de cristãos de elite que gosta de se envolver, como se fosse universal, neste tipo de diagnóstico. Nas mais insignificantes, ou neste tipo de resoluções disciplinares mais intra-eclesiásticas, eu não digo intereclesial, intra-eclesiástica, e dizer que ganhou este setor ou aquele. Não, todos vencemos com os diagnósticos que fizemos e até onde fomos em questões pastorais e intra-eclesiásticas. Mas não nos fechemos nisto. Pensando hoje nessas “elites” católicas, e às vezes cristãs, mas especialmente católicas, que querem dedicar-se “ao pequeno” e esquecer o “grande”, lembrei-me de uma frase de Péguy, fui procurá-la. Tento traduzi-la bem, acho que nos pode ajudar, quando temos que descrever esses grupos que querem o “pequeno” e esquecem o “grande”. «Porque não têm coragem de estar com o mundo, pensam que estão com Deus. Porque não têm a coragem de se comprometer com as escolhas de vida do homem, eles acreditam que estão a lutar por Deus. Porque não amam ninguém, acreditam que amam a Deus». Fiquei muito feliz por não termos caído prisioneiros desses grupos seletivos que do Sínodo só quererem ver o que foi decidido sobre este ponto intra-eclesial ou sobre esse outro, e negarão o corpo do Sínodo que são os diagnósticos que fizemos nas quatro dimensões”.

A anestesia dos cleaners serve apenas para insensibilizar os leigos para o surgimento da nova igreja amazônica, para os pactos que se farão nas próximas semanas (o pacto econômico e educativo), para a reforma da Cúria Romana (que o próprio Francisco mencionou no discurso final do Sínodo), reforma que dará maior liberdade às conferências episcopais, para a instalação da Igreja Sinodal — tenha-se presente, sobretudo, o cismático sínodo da Alemanha que se está realizando.

Enfim, para aqueles que preferem a ilusão papólatra, a desinformação de que Francisco é uma espécie de novo confessor da fé parecerá verossímil, a despeito de tudo aquilo que ele mesmo fez. Para os católicos que não se iludem mais com esses enganos e cinismos, esta é apenas um conquista advinda da misericórdia de Deus e da própria resistência dos fiéis, conquista que nos confirma na certeza de que estamos no caminho certo e de que há que se resistir a Francisco com todas as forças, e até o fim.

7 fevereiro, 2020

Exclusivo: Boff com Lula em Roma?

Lula, e Boff?, em Roma no dia seguinte ao lançamento da Exortação apostólica pós-Sinodal “Querida Amazônia”.

Por FratresInUnum.com, 7 de fevereiro de 2020 — Fontes murmurantes revelaram-nos que, na próxima quarta-feira, Luiz Inácio Lula da Silva e, quem diria, Leonardo Boff serão recebidos pelo Papa Francisco em audiência, dia seguinte ao que acontecerá o lançamento da Exortação Apostólica “Querida Amazônia”.

Trata-se de informação não confirmada, e que, esperamos, não se concretize.

O próprio Boff afirmou que Francisco não pretendia recebê-lo enquanto Bento XVI estivesse vivo. Algo poderia ter mudado esse posicionamento de Francisco? Talvez o episódio do livro de Sarah-Sarah-Bento? Nesta semana, a imprensa italiana divulgou que Francisco teria afastado o chefe da Casa Pontifícia, dom Georg Gänswein, de suas funções, embora não o tenha destituído de cargo.

“Não quero mais vê-lo”, foi a dura frase atribuída a Bergoglio. O desaparecimento de Gänswein das audiências com Francisco ocorreu quase que simultaneamente ao episódio do livro. Ainda indiscrições vaticanas que nos chegam dão conta de que o cardeal Sarah, em audiência com Francisco, demonstrou documental e cabalmente que tinha tudo acertado com Bento XVI sobre a coautoria do livro. Seria, então, uma retaliação bergogliana a Ratzinger? Enfim, só podemos conjecturar a respeito.

O fato é que o esquerdismo deste pontificado, além de patológico, tornou-se indissimulável. Após ter recebido o recém-eleito presidente da Argentina e não ter mencionado com ele o absurdo do seu iminente projeto de lei acerca do aborto, Francisco acolheu a jato o seu pedido e receberá Lula. Resta -nos saber se o cortesão Boff irá na mala do condenado.

Lula teria audiência neste próprio dia mas, alegando a recepção do pontífice, conseguiu evadir-se.

O deslumbramento deste papa impede-o de enxergar a realidade. Tentando “passar o pano” na impopularidade de Lula, Francisco tenta de algum modo reerguer a decadente esquerda latino-america, sob a liderança do petista brasileiro. Contudo, a popularidade de Francisco está ela também em queda livre e a associação do condenado Lula à sua pessoa apenas acelerará ainda mais a sua completa desmoralização como pontífice da Igreja Católica.

Com esta medida politiqueira, Francisco sacrifica o último resíduo de credibilidade que o seu cargo lhe dava e, ademais, desacredita o documento que divulgará, o qual é de claríssima inspiração boffiana.

Para os alienados que sobrevivem dentro das muralhas do Vaticano, o povo aqui fora não conta. A ideologia cegou as suas mentes. São fanáticos bergoglistas e não recuarão um milímetro sequer.

A semana que vem promete!

1 fevereiro, 2020

Foto da semana.

El papa Francisco Alberto Fernández y su esposa, en el Palacio Apostólico

Por La Nacion, 31 de janeiro de 2020 | Tradução: FratresInUnum.com – O presidente Alberto Fernández se tornou hoje o terceiro chefe de Estado argentino a ser recebido pelo Papa Francisco, desde sua eleição como máxima autoridade da Igreja Católica, em março de 2013.

Fernández chegou ao Vaticano poucos dias antes de completar seus primeiros dois meses à frente do governo. Trata-se de seu terceiro encontro com Francisco, com quem já havia estado duas vezes em 2018, na residência papal de Santa Marta, muito antes de ser candidato.

O encontro com Fernández começou com uma brincadeira de Francisco. “Santo Padre, que alegria vê-lo!”, saudou o presidente. “Bem-vindo”, respondeu o pontífice no primeiro contato entre ambos, na sala del Tronetto, no segundo andar do Palácio Apostólico.

“Primeiro o senhor”, convidou Fernández, depois de um aperto de mãos afetuoso, enquanto eram tomados pelos flashes dos fotógrafos. “Não, primeiro o coroinha”, disse o Papa, pouco antes de entrarem na Biblioteca do Palácio, onde começou a reunião a sós, que durou 44 minutos. 

Desde sua chegada ao trono de São Pedro, em 2013, Francisco se encontrou com os dois mandatários que precederam a Fernandes: com Mauricio Macri, em duas oportunidades, ambas no Vaticano em 2016, e com Cristina Kirchner, em sete ocasiões, embora alguns desses encontros tenham se dado no Brasil, Paraguai e Cuba.

Francisco com Macri

O primeiro encontro com Macri durou 22 minutos — a metade do que durou a primeira audiência com Fernandes — e ficou marcado por especulações de jornalistas que se seguiram à publicação do semblante sério de Francisco nas fotos e vídeos dessa reunião.

El encuentro entre Francisco y Macri en 2016
                                          O encontro entre Francisco e Macri em 2016

Por sua vez, na segunda visita, Francisco permaneceu quase uma hora com Macri e os registros refletiram um encontro mais descontraído.

Em janeiro de 2018, o Papa visitou o Chile e o Peru, mas decidiu não passar pela Argentina e, quando o avião em que viajava sobrevoou o território argentino, enviou um telegrama protocolar com uma saudação a seus compatriotas. Escrito em inglês e dirigido a Macri, o Pontífice enviou seus “afetuosos augúrios” e benção ao seu país natal.

El encuentro con Macri en 2016
                                          O encontro com Macri em 2016

Por outro lado, vários ex-funcionários e legisladores de Cambiemos [partido de Macri] viajaram ao Vaticano nos últimos anos: Jorge Triaca, Carolina Stanley, Esteban Bullrich e María Eugenia Vidal, além do chefe de governo portenho [prefeito de Buenos Aires], Horacio Rodríguez Larreta, passaram pela capital do catolicismo.

Francisco com Cristina Kirchner

Cristina Kirchner, entretanto, encontrou-se sete vezes com Francisco, não só no Vaticano, mas também no Brasil, Paraguai e Cuba, encontros que deixaram para trás as primeiras versões sobre uma suposta relação distante entre a então presidente e o Sumo Pontífice.

Essa hipótese havia surgido no tempo de Jorge Bergoglio como arcebispo de Buenos Aires, desde que em 2006 o então presidente Néstor Kirchner decidiu levar o Te Deum [de fim de ano, em que participam os presidentes da Argentina] às províncias e contornar a tradição de realizá-lo na Catedral metropolitana.

En 2013 el Papa recibió a Cristina
                                         Em 2013, o Papa recebeu Cristina. Fonte: LA NACION

O primeiro encontro ocorreu pouco depois de que Bergoglio fora eleito Papa e um dia antes da cerimônia formal de consagração da Igreja. Após a audiência na residência Santa Marta, Cristina presenteou o Papa como um mate.

Meses depois, voltaram a se encontrar no Rio de Janeiro, Brasil, em 28 de julho de 2013, quando Francisco escolheu um presente especial para Cristina: um pequeno par de sapatos e meias brancas para seu neto, o filho de Máximo Kirchner.

O terceiro encontro foi em 17 de março de 2014, em um almoço de duas horas e meia no Vaticano, ao completar-se naquele mês o primeiro ano de papado de Francisco.

El Papa recibió a la ex presidenta en 2015
                                          O Papa recebeu a ex-presidente em 2015. Fonte: LA NACION

Posteriormente, outro almoço, com agenda aberta, em 19 de setembro do mesmo ano na casa Santa marte e já em 2015, em 7 de junho, Cristina e Francisco voltaram a se encontrar na sala de audiências da Sala Paulo VI, da Santa Sé.

Em julho de 2015, Cristina aproveitou a visita de Francisco ao Paraguai para assistir à missa celebrada por Francisco para uma multidão no parque Ñu Guasú e para saudá-lo. O mesmo fez a então presidente quando viajou a Cuba para a visita do Papa à ilha, em setembro de 2015, três meses antes de deixar a presidência.

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