Posts tagged ‘O Papa’

21 janeiro, 2019

Uma ficção chamada Francisco.

Por FratresInUnum.com, 21 de janeiro de 2019

Durou pouco. De fato, o atual pontificado goza de certa sobrevida apenas por inércia. É uma espécie de vida vegetativa que persiste apenas em não morrer. Mas o povo não se engana mais.

franciscoOs escândalos sexuais nos Estados Unidos, o desconforto dos europeus com a obsessão migratória do pontífice, a derrota das esquerdas nos países mais importantes do ocidente, tudo isso e mais um pouco são sinais mais que eloquentes de um pontificado autista, incapaz de interagir com a realidade, totalmente alienado.

Mesmo entre os bispos, cujo assanhamento bajulatório chega a níveis de excitação verbal indecentes, tudo não passa apenas de papagaiamento de oficialidades, enfim, discurso vazio de prática. Na verdade, a Igreja de Francisco é um projeto natimorto e os seus maiores propagandistas são aqueles mesmos que a abortam, relegando-a apenas ao cárcere das palavras, sem qualquer possibilidade de encarnação.

De outro lado, o povo segue o seu instinto de ovelha, dessas mesmas ovelhas cujo cheiro Papa Francisco alega carregar, mas das quais ele se afasta em suas obras, aliando-se a toda a elite financeira que se quer servir do catolicismo apenas como outdoor para as suas ideias libertárias. Obviamente, nada disso seria possível sem o rebaixamento da Igreja ao nível de uma mera sociedade humanística embrulhada de aparência religiosa.

Justiça social, paz mundial, ecologia integral, diplomacia multilateral e outros, são jargões do léxico bergogliano, um dialeto pastoral cujo acento se torna não apenas incompreensível ao católico das ruas, mas que são sobretudo palavras quiméricas, esvoaçantes, que auto-denunciam uma perda total do contato com o mundo concreto, com problemas reais. E as pessoas se vão… Na Europa, tornam-se agnósticas; nas Américas, protestantes, pois ninguém suporta mais a cacofonia psicológica de discursos nos quais as palavras são desconexas das coisas.

O problema do catolicismo hodierno é eminentemente cognitivo. Não se trata só de uma linha teológica ou de um estilo de governo Papal… Os eclesiásticos estão flutuando sobre nuvens cor-de-rosa, suas palavras são meros pastéis de vento, cheias de nada. Os progressistas percorreram o mesmo caminho dos frankfurtianos, especialmente Lúckacs, e trocaram o povo real por um “povo possível”, existente apenas em suas mentes intoxicadas de mundanismo. É com este povo imaginário que conversam, é para ele que escrevem, é a eles que pregam e, como estes não existem, o povo real assiste perplexo ao diálogo entre o padre e o fantasma teológico, percebe que o religioso está doido e, indo embora pela rua, encontra com o pastor pentecostal que toca em sua cabeça, escuta os seus problemas reais e o ajuda a ativar a sua fé: Um católico a menos na missa, um protestante a mais no culto.

Como foi possível chegarmos a este nível de ruptura entre os eclesiásticos e o homem normal?

Desde o início do século XX, a Igreja Católica passa por um sequestro, que se foi intensificando até o papado de Paulo VI e que chegou ao nível de completa hegemonia neste pontificado. Trata-se do total predomínio da diplomacia vaticana sobre a totalidade da Igreja Católica.

São os diplomatas que governam a Cúria Romana, são eles que administram as nunciaturas e trabalham dentro das mesmas, são eles que escolhem os bispos e o fazem sempre dentro do critério mais diplomático que existe: homens inócuos, privados de opinião, que deslizam pelos conflitos no clero com o rebolado de uma enguia, suficientemente ineptos para não terem nenhum tipo de ideia formada, politiqueiros que pensam apenas em adular os superiores, gente sem fé e que não apresenta nenhum tipo de convicção religiosa forte que pudesse ser interpretada como fanatismo ou fundamentalismo, enfim, sujeitos completamente neutros, sem força de personalidade, e que sabem administrar muito bem as finanças de uma diocese, pois, ao fim e ao cabo, é por aí que se lhes mede o sucesso pastoral.

Os diplomatas, porém, são apenas burocratas que precisam promover-se através da legitimação mútua. Eles vivem num teatro cujos espectadores são eles mesmos. A sua finalidade é apenas subir na hierarquia interna da diplomacia vaticana.

Estes senhores consagraram-se aos papéis e não desconfiam sequer que existe um mundo real por detrás deles. Interagem, portanto, apenas consigo mesmos e transitam por ideias puras, órfãs de substância. Não é de se admirar que tenham lançado a Igreja nas nuvens, como pipa empinada numa tarde de verão.

O próprio Papa Francisco, aliás, é em engodo mal percebido. A ideia mesma de que ele seja um “papa pastoral” é uma absurdidade. Para percebê-lo basta ler a sua biografia. Ele nunca foi pároco, sequer por um dia. Passou a vida inteira cuidado de afazeres internos da Companhia de Jesus ou de colégios da mesma Ordem. Foi estudar na Alemanha, mas não conseguiu as notas suficientes para prosseguir os estudos. Sempre em conflito com seus confrades jesuítas, denunciado por Padre Kolvenbach como ambicioso, conseguiu ser nomeado bispo auxiliar de Buenos Aires, depois arcebispo e, por fim, papa.

O papa argentino não tem uma base filosófico-teológica, nem tampouco suficiente conhecimento pastoral. Não lhe resta nada senão aquele romantismo idealista, cafona e irreal acerca de um povo que existe apenas nos papéis, nos livros sobre a “teología del pueblo”, nos discursos apaixonados e delirantes de quem nunca se confrontou seriamente com a realidade.

Cativo nas mãos de burocratas perdidos, entregue aos cuidados de bispos que se comportam como figuras formais, guiado por um papa que compagina autoconfiança onipotente com incompetência multidisciplinar, não é de se admirar que o povo siga na direção oposta à completa desorientação de seus dirigentes. Em outras palavras, não é exatamente o povo que está desorientado, são os pastores. O povo aprendeu simplesmente a ignorá-los.

E o povo os ignora porque entendeu quem eles são, ou melhor, quem eles não são.

Sob este aspecto, Bergoglio personifica bem o momento atual. Um papa pastoral que nunca foi pastor, o homem que quer mudar a história da Igreja mas é ignorante de teologia… Assim como o semi-analfabeto Lula se dignou assinar um decreto de reforma ortográfica, Francisco é tão somente o firmatário daquilo que os burocratas lhe dizem, enquanto eles mesmos vão lançando a Igreja num oceano de balões e de pipas voadoras. O caos eclesial em que este pontificado nos está lançando é fruto mais da incapacidade intelectual destes senhores que de outra coisa: eles acham que estão caminhando rumo à Igreja de Jesus, mesmo! Mas estão delirando entre bexigas coloridas.

Francisco é um nome vazio, o título de uma ficção, o apelido de um sistema fracassado; para os bons católicos, um pesadelo do qual anseiam acordar para que se lhes devolva a vida, a doutrina, a Igreja, para que retornem ao caminho de Deus, do Deus que sustenta a realidade, do Deus que alegra a nossa juventude.

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18 janeiro, 2019

O pontificado de Francisco agoniza.

A falência parece irremediável. Não bastasse o pífio número de fiéis, que minguam nas audiências em geral na Praça de São Pedro, na Jornada pela Vida, na Abertura do Jubileu, no Encontro Mundial das Famílias, nas viagens apostólicas (especialmente aquela ao Chile), agora é a Jornada Mundial da Juventude — cujo ápice de público no Rio, em 2013, marcou o início do pontificado de Francisco — que sucumbe ao desânimo e perplexidade do trágico reinado do pontífice argentino.

De acordo com o jornalista e correspondente americano no Vaticano, Francis Rocca, o porta voz da Santa Sé declarou que somente 150 mil jovens de inscreveram para a próxima JMJ, que ocorrerá no Panamá, de um total de 700 mil lugares disponíveis.

Zero autocrítica: a razão seria, veja lá, o fato de não ser período de férias de verão na Europa…

7 janeiro, 2019

Retrospectiva 2018 – Nº 6: Bombástico! Antigo núncio nos EUA: “Papa Francisco sabia de tudo. Ele deve renunciar”.

Continuamos publicando os 10 posts mais lidos de 2018. Na sexta posição, matéria de 26 de agosto de 2018.

Por Rorate Caeli, 26 de agosto de 2018 | Tradução: FratresInUnum.com

“Il papa si deve dimittere.” — O Papa deve se demitir.

São essas as palavras explosivas do antigo núncio apostólico (embaixador papal) nos Estados Unidos, de 2011 a 2016, o Arcebispo Carlo Maria Viganò.

Sua entrevista segue a publicação de seu explosivo testemunho escrito (leia íntegra aqui – tradução para o português sendo providenciada, se leitores puderem nos ajudar, enviem a tradução para fratresinunum@gmail.com) sobre como a máfia homossexual governa o Vaticano e ocupa os postos mais importantes nos EUA. Ela também trata de como Bento XVI tentou punir o ex-Cardeal McCarrick — e como o Papa Francisco, e o Cardeal Wuerl, embora cientes das sanções e razões, promoveram-no e honraram-no.

A passagem mais grave é a seguinte:

“Minha consciência exige que também revele fatos que experimentei pessoalmente, a respeito do Papa Francisco, que possuem dramático significado, que, como bispo, compartilhando a responsabilidade colegial por todos os bispos na Igreja universal, não me permitem ficar em silêncio, e eu declaro aqui, pronto a reafirmar tudo sob juramento, tomando a Deus como minha testemunha.

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23 dezembro, 2018

Foto da semana.

O Papa Francisco visitou, na última sexta-feira, o papa emérito Bento XVI para os votos de Feliz Natal. O que você, caro leitor, acredita que Francisco deu a Bento de presente?

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18 dezembro, 2018

Francisco e a pena de morte — mea culpa pelos erros dos Papas passados: “consequência de uma mentalidade da época, mais legalista que cristã, que sacralizou o valor de leis desprovidas de humanidade e misericórdia”.

Noticia Andrea Tornielli, a respeito do discurso do Papa Francisco, na última segunda-feira, à Comissão Internacional Contra a Pena de Morte:

Ele defendeu a mudança do Catecismo porque qualificou essa sanção como “contrária ao Evangelho”, uma vez que, explicou, é suprimir uma vida, “sempre sagrada aos olhos do Criador” e da qual “somente Deus é o verdadeiro juiz”. Recordou que nos séculos passados considerava-se a sentença de morte como justa, especialmente quando faltavam os atuais instrumentos para proteger a sociedade.

Reconheceu que mesmo no Estado Pontifício recorreu-se a esta “forma desumana de castigo”, porque se ignorou “a primazia da misericórdia sobre a justiça”. A este respeito, ele fez uma espécie de “mea culpa” pelas “responsabilidades sobre o passado” nesta matéria e reconheceu que a aceitação pela Igreja desta forma de castigo “foi consequência de uma mentalidade da época, mais legalista que cristã, que sacralizou o valor de leis desprovidas de humanidade e misericórdia”.

Sobre a mudança de perspectiva, enfatizou: “A Igreja não poderia permanecer em uma posição neutra diante das atuais exigências de reafirmação da dignidade pessoal. A reforma do texto do Catecismo no ponto dedicado à pena de morte não implica nenhuma contradição com o ensinamento do passado, pois a Igreja sempre defendeu a dignidade da vida humana”.

E observou: “No entanto, o desenvolvimento harmonioso da doutrina impõe a necessidade de refletir no Catecismo que, sem prejuízo da gravidade do crime cometido, a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é sempre inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa”.

Trata-se de reflexões de grande profundidade, pronunciadas perante juristas de diferentes nacionalidades. Desta forma, o Papa aceitou os erros do passado na matéria, explicou sua origem e justificou sua decisão de corrigi-los. Uma visão completamente contrária à apresentada por alguns teólogos e grupos críticos dentro da Igreja (originários principalmente dos Estados Unidos), que o acusaram de ter “mudado um dogma” com sua decisão de remover o aval à pena de morte do Catecismo.

Em seu discurso desta segunda-feira, Bergoglio também questionou a validade das penas perpétuas que, indicou, afastam a possibilidade de uma redenção moral e existencial dos condenados, além de qualificá-las como “uma forma de pena de morte disfarçada”. Considerou que, se Deus sempre perdoa, então a ninguém se pode tirar a esperança de sua redenção e reconciliação com a comunidade.

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16 dezembro, 2018

Foto da semana.

Vaticano, 11 de dezembro de 2018 – O Papa Francisco recebe Chico Buarque e outros esquerdistas. Segundo o jornal argentino Página 12, “juristas da Argentina e Brasil apresentaram ao Papa Francisco um informe que dá conta das perseguições políticas e judiciais contra dirigentes opositores aos governos de direita da América Latina, e a ex-presidentes sul-americanos como Luis Inácio Lula da Silva, Cristina Kirchner e o equatoriano Rafael Correa. ‘O Papa compartilha desta preocupação’, assegurou o advogado argentino Roberto Carlés, um dos participantes do encontro”.

A namorada de Chico Buarque, Carol Proner, já havia sido recebida pelo pontífice no último mês de agosto. Pelo jeito, ser de esquerda abre as portas, com muitíssima frequência, de Santa Marta.

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4 dezembro, 2018

Francisco homofóbico?

Por FratresInUnum.com, 4 de dezembro de 2018 – Não parece estranho que, de repente, o Papa Francisco dispare contra os padres e seminaristas gays? A declaração foi feita no livro entrevista que o pontífice concedeu ao padre espanhol Fernando Prado, “O poder da vocação”, em que aborda os desafios de ser padre e religioso nos dias atuais.

Quinta-feira Santa de 2015: Papa Francisco lava pés de transexual.

Segundo Francisco, homens com tendências homossexuais não deveriam ser admitidos ao sacerdócio e os padres que praticam a homossexualidade deveriam abandonar o sacerdócio e a vida consagrada, pois não há espaço para a homossexualidade na vida de sacerdotes e religiosos.

A afirmação é a mais enfática do papa argentino a respeito e não deixa de causar impressão, sobretudo diante do respaldo que ele mesmo dá a clérigos que defendem abertamente a homossexualidade, como o jesuíta Padre Martin, que, apesar de inúmeros protestos e pedidos de cancelamento por parte de Católicos, fez uma conferência a respeito no Encontro Mundial das Famílias na Irlanda, ou o Mons. Vicenzo Paglia, presidente da Pontifícia Academia para a Vida, que encomendou para a sua catedral blasfemos afrescos homoeróticos, nos quais ele mesmo aparece representando.

Quando perguntado sobre o escandaloso caso de homossexualidade de Mons. Ricca, Francisco não hesitou em dar aquela famosa e chocante resposta: “Se uma pessoa é gay e procura o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para a julgar?”. Não é estranha essa mudança repentina?

Não, não é estranha. E isso nós explicamos num editorial publicado há algumas semanas: “A dialética de Francisco”.

Em plena crise americana, Francisco aproveita a onde de protestos contra o clero homossexual para emplacar a onda de ataque ao celibato sacerdotal e favorecer o lobby pela ordenação dos homens casados, enquanto alivia a onda de críticas contra ele. Notem que, ontem mesmo, a presidência da CNBB esteve em reunião privada com Bergoglio, tendo como um dos temas de pauta o Sínodo da Amazônia, em que querem implantar a ordenação dos viri probati.

Seu stop a homossexuais no clero é tão verídico quanto são suas declarações de que o problema da crise de abusos sexuais é culpa do clericalismo, enquanto bons católicos apontam, justamente, a disseminação do homossexualismo como causa principal do problema. Sua tolerância zero para com criminosos sexuais não dura até um veto escandaloso de Roma à iniciativa da Assembleia dos Bispos Americanos, encerrada há poucas semanas, de implementar normas claras contra os pederastas. A Santa Sé interveio, dizendo que os bispos deveriam esperar o Sínodo que tratará do assunto no ano que vem. Quem Francisco coloca para encabeçar o Sínodo entre os americanos? O Cardeal Cupich, de Chicago, conhecidíssimo por sua postura pró-gay e rechaçado pelos bispos americanos em sua última eleição para a presidência da Conferência Episcopal.

A ideia de que a ordenação de homens casados é a melhor estratégia para combater a homossexualidade no clero é um dos refrões empregados pelo Cardeal Hummes desde há tempos, uma ideia fixa. Nas reuniões privativas das Assembleias dos Bispos dos últimos anos, Dom Cláudio nunca deixou de inculcar a importância da ordenação dos homens casados.

Não importa qual dos termos da contradição devem ser salientados. Ora à direita, ora à esquerda, tudo coopera apenas para o avanço da demolição do catolicismo tradicional. No caso presente, Francisco dá a impressão de ser moralmente correto, mas, na prática, “cria dificuldades para vender facilidades”, apresenta o problema com a resposta devidamente pré-fabricada.

Vale ressaltar que a Congregação para a Educação Católica deu orientações muito claras acerca dos critérios para a não admissão de homossexuais ao sacerdócio. A Instrução foi ostensivamente ignorada pelos bispos, os quais, sempre alegando que a sexualidade de cada pessoa é um mistério absolutamente insondável e abscôndito, ordenaram plêiades de homossexuais para o sacerdócio, tomando o clero católico de cima a baixo.

A mentalidade dialética adota a incoerência como forma mentis, o que significa que ninguém levará à sério a declaração “rigorista” de Francisco – e ele sabe disso –, aliás, como não levaram a sério a mencionada Instrução,  utilizar-se-ão dela apenas como recurso para avançar com a destruição do celibato e, por fim, não terão incoerência alguma em autorizar não apenas a ordenação de homossexuais, mas inclusive o matrimônio entre os mesmos.

Francisco não é homofóbico, é catolicofóbico!

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3 dezembro, 2018

“Francisco está errado”, afirma Mons. Nicola Bux.

Por Gloria.tv, 16 de novembro de 2018 – Papa Francisco está gerando “heresias, cismas e  controvérsias”, disse o prelado italiano Nicola Bux, amigo de Bento XVI e conselheiro da Congregação para as Causas dos Santos, ao jornalista italiano Aldo Maria Valli em 13 de outubro.

D. Nicola Bux.Bux mencionou as “declarações heréticas” de Francisco sobre o casamento, a vida moral e a recepção dos sacramentos, e que ele vê a Igreja como uma federação de comunidades eclesiais” – “um pouco como as comunidades protestantes”.

Segundo Bux, a origem da confusão doutrinária causada por Francisco é Amoris Laetitia(2016), mas desde então a situação tornou-se “consideravelmente pior” e “mais complicada”.

Bux refere-se à tentativa de Francisco de mudar a doutrina sobre a pena de morte. Se Francisco está certo sobre isso – ressalta Bux – então devemos concluir que a Igreja contradiz o Evangelho há dois mil anos ou tem que admitir que o Papa Bergoglio está se equivocando.

* * *

A matéria original a respeito das declarações de Mons. Nicola Bux ainda afirma::

Para abordar a atual crise, ele sugeriu que é necessário examinar a “validez jurídica” da renúncia do Papa Bento XVI para “superar problemas que hoje nos parecem insolúveis”. O teólogo, consultor da Congregação para a Causa dos Santos, implicou que o futuro estudo dessa situação poderia revelar que Francisco não foi eleito como um papa válido, mas seria, de fato, um anti-papa que poderia ser deposto do papado, anulando, assim, seus erros “insolúveis”.

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26 novembro, 2018

O ano que nunca existiu.

Por FratresInUnum.com, 26 de novembro de 2018 –  Era uma vez… o ano do laicato! Mais uma mentira, mais uma das ficções pastorais inventadas pela CNBB.

Assim como os marxistas se autoproclamaram representantes do povo, porém, de um povo que não existe na realidade, mas tão somente em suas mentes, a nossa conferência episcopal intencionou conclamar os leigos, mas os leigos honorários que eles mesmos clericalizaram com o seu dialeto, com os seus maneirismos, com os seus trejeitos, com os seus cacoetes, em suma, a sua meia-dúzia de moleques de recado, os bons moços cuja inteligência foi prostituída pela repetição histérica da linguagem eclesialmente correta, a velha macacagem que não convence mais ninguém. Mas o tiro saiu pela culatra…

Nunca como neste ano os leigos se levantaram, nunca tão eloquente e fortemente protestaram e nunca foram tão ostensivamente ignorados! Vídeos por todos os lados, denúncias, pedidos de explicações e, sobretudo, a manifestação das urnas, que tornou incontornável o completo descolamento dos bispos em relação ao laicato brasileiro.

Um pensador reconhecia não existir o povo que os marxistas queriam representar, apresentando, ato seguido, a necessidade de inventá-lo através do despertar de uma “consciência possível” (a unificação da consciência da massa dispersa contra a burguesia mediante o discurso de ódio), a teologia da libertação tentou inventar o que eles chamam de “Povo de Deus”: leigos de todas as proveniências possíveis que, fazendo uma leitura revolucionária da Bíblia nas comunidades eclesiais de base, acabariam por se tornar os militantes “conscientizados” para formar a oposição contra toda e qualquer elite, política e até mesmo eclesiástica.

Como levar adiante o intento de “conscientizar” o laicato em termos libertadores numa Igreja estruturalmente hierarquica? Leonardo Boff jogou a dialética para dentro da eclesiologia, contrapondo, na Igreja, “carisma” e “poder”. A contradição poderia até fazer sentido na Igreja atual, em que os místicos verdadeiros serão tudo, menos bispos, mas, obviamente, nunca faria sentido nos tempos de Atanásio, Agostinho, Gregório Magno ou Isidoro de Sevilha, em tempos nos quais o carisma era a verdadeira fonte do autêntico poder espiritual sobre as almas.

Acontece, porém, que os “libertadores” não ficaram na base. Aos poucos, eles se foram favorecendo mutuamente em seus jogos de influência, atingiram seus objetivos de dominação para a imposição de uma nova eclesiologia, de cima para baixo, alcançaram os mais altos postos de poder, deste mesmo poder ante o qual eles contrapuseram o seu “carisma” libertador. Em resumo, uniram o povo contra a elite que eles mesmos se tornaram!

Hoje, a crise não para de se agudizar. Os bispos censuram os seus leigos ultrapassando o limite do razoável. Em outras palavras, o leigo é bom, desde que não comungue de joelhos e na boca, desde que não use véu, desde que não goste da missa tridentina, desde que não use cadeias da consagração a Nossa Senhora, desde que não pregue a doutrina tradicional, desde que não seja contra o petismo, desde que não faça apostolado organizado e autônomo, desde que não se oponha às aberrações sacrílegas do clero, desde que fique quietinho e conivente diante de padres predadores homossexuais…

Enquanto isso, boa parte dos bispos desfilam e fazem pose, comportam-se como fazendeiros, como “os reis do gado”, e vão angariando contra si a raiva de um povo descontente, de um clero oprimido, de uma Igreja que eles não cansam de tratar como a esposa rejeitada.

Em certo sentido, a desgraça do clero progressista foi chegar ao poder, pois a sua cobiça incontrolável, a sua ganância voluptuosa, não pode mais ser disfarçada e está flagrantemente contraposta à fé e devoção da gente simples, tão distante deles quanto a luz das trevas.

Francisco, o peronista papa latino-americano, grande populista demagogo, não foge à regra. Quando estourou o caso dos abusos sexuais do Cardeal McCarrick, ele escreveu uma carta condenando o clericalismo, o qual, segundo ele, seria o grande culpado da desgraça estadunidense. Quando, logo em seguida, Mons. Viganò escreveu sua carta-bomba colocando o pontífice argentino no centro da responsabilidade pela ocultação destes casos, Bergoglio incorreu no mesmo clericalismo que denunciara e fingiu que não era com ele, fingiu não ouvir os protestos do povo americano que não param de crescer, fingiu até que as manifestações populares contra os escândalos era coisa do “Grande acusador”… Por fim, desconversou. Mais uma vez, as vítimas desprezadas, a verdade desprezada, os leigos desprezados.

Nem Ano do laicato, nem laicato nenhum. É a velha esquerda se valendo do mais vergonhoso clericalismo para proteger suas delinquências e silenciar o povo, que, desorientado e abatido, jaz abandonado e oprimido, como ovelha sem pastor.

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30 outubro, 2018

É golpe!

IMG-20181030-WA0020Donald Trump telefonou, congratulando-o; Evo Moralez e até Nicolas Maduro cumprimentaram o presidente eleito Jair Bolsonaro. Mas, até agora [terça-feira, 30 de outubro de 2018, às 14:31], o Vaticano e a CNBB não divulgaram nenhuma, nenhuma mísera nota ao novo Chefe de Estado do maior país católico do mundo. Antes de ser um grave lapso diplomático, é uma enorme falta de dignidade, de educação, de bons modos, frutos do ranço ideológico que caracteriza a política eclesiástica nos dias de hoje. De fato, sentiram o golpe!

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