Posts tagged ‘O Papa’

11 fevereiro, 2020

Viri improbati? Começou o delírio dos papólatras contra a o povo fiel.

Por FratresInUnum.com, 11 de fevereiro de 2020 — Gostaríamos de aguardar a publicação oficial, esperada para amanhã, mas, já há alguns dias, começaram as fugas de notícias sobre a iminente publicação de “Querida Amazônia”, a Exortação apostólica que daria encaminhamento às discussões daquele que ficou conhecido como Sínodo da Pachamama.

Segundo fontes indiscretas, o documento não conteria nenhuma menção explícita à ordenação dos chamados viri probati (homens casados de boa fama), nem tampouco à ordenação de mulheres e outros temas heterodoxos abordados durante o evento sinodal. O próprio Papa Francisco teria dito ontem a bispos americanos que “não haverá nenhuma mudança em relação aos padres casados”.

Mal saída a notícia, os cleaners já começaram com sua histeria coletiva, transferindo a Francisco todo o mérito desta medida supostamente não aberturista. Para os papólatras, não importa o que aconteça, a pessoa de Bergoglio (não o papado em si, note-se) sempre tem de sair fortalecida, quando erra e quando acerta, a despeito de toda confusão causada, da desorientação generalizada, do clima péssimo produzido, alimentado, insuflado pessoalmente por ele.

Não podemos cair no erro de retirar do sensus fidelium o protagonismo do momento. Ao contrário do que esses bajuladores carreiristas fizeram, passando diariamente o pano em cada absurdo dito por Francisco, o povo fiel se manifestou, mandou abaixo-assinados, protestou em praças e, sobretudo, rezou, rezou muito para que essa desgraça não sobreviesse à Igreja, com o auxílio de Deus e de Nossa Senhora.

Se Francisco não for adiante nessa matéria, não é porque não quis (como, aliás, sempre deu mostras de querer), mas porque não pôde. O livro de Bento-Sarah acerca do vínculo entre celibato e sacerdócio não foi senão um dos últimos sinais da vigorosa resistência católica acerca do tema, que conduziu a questão para termos irrespondíveis por parte de Francisco. Sua fúria decorrente do imbroglio da publicação do livro não permite outra interpretação.

Contudo, ao contrário do que a constelação dos papólatras alucinados poderá celebrar nas próximas horas, a confirmar-se a notícia, o tema do celibato foi reduzido a uma mera questão disciplinar sem importância pelo próprio Francisco. Reparem nestas palavras do discurso final do Sínodo:

“O perigo pode ser que talvez se entretenham — é um perigo, não estou a dizer que o fazem, mas a sociedade pede-o — por vezes, para ver o que decidiram nesta matéria disciplinar; o que decidiram noutra; que partido ganhou, qual perdeu? Em pequenas coisas disciplinares que têm a sua importância, mas que não fariam o bem que este Sínodo deve fazer. Que a sociedade se encarregue do diagnóstico que fizemos nas quatro dimensões. Eu pediria à imprensa para o fazer. Há sempre um grupo de cristãos de elite que gosta de se envolver, como se fosse universal, neste tipo de diagnóstico. Nas mais insignificantes, ou neste tipo de resoluções disciplinares mais intra-eclesiásticas, eu não digo intereclesial, intra-eclesiástica, e dizer que ganhou este setor ou aquele. Não, todos vencemos com os diagnósticos que fizemos e até onde fomos em questões pastorais e intra-eclesiásticas. Mas não nos fechemos nisto. Pensando hoje nessas “elites” católicas, e às vezes cristãs, mas especialmente católicas, que querem dedicar-se “ao pequeno” e esquecer o “grande”, lembrei-me de uma frase de Péguy, fui procurá-la. Tento traduzi-la bem, acho que nos pode ajudar, quando temos que descrever esses grupos que querem o “pequeno” e esquecem o “grande”. «Porque não têm coragem de estar com o mundo, pensam que estão com Deus. Porque não têm a coragem de se comprometer com as escolhas de vida do homem, eles acreditam que estão a lutar por Deus. Porque não amam ninguém, acreditam que amam a Deus». Fiquei muito feliz por não termos caído prisioneiros desses grupos seletivos que do Sínodo só quererem ver o que foi decidido sobre este ponto intra-eclesial ou sobre esse outro, e negarão o corpo do Sínodo que são os diagnósticos que fizemos nas quatro dimensões”.

A anestesia dos cleaners serve apenas para insensibilizar os leigos para o surgimento da nova igreja amazônica, para os pactos que se farão nas próximas semanas (o pacto econômico e educativo), para a reforma da Cúria Romana (que o próprio Francisco mencionou no discurso final do Sínodo), reforma que dará maior liberdade às conferências episcopais, para a instalação da Igreja Sinodal — tenha-se presente, sobretudo, o cismático sínodo da Alemanha que se está realizando.

Enfim, para aqueles que preferem a ilusão papólatra, a desinformação de que Francisco é uma espécie de novo confessor da fé parecerá verossímil, a despeito de tudo aquilo que ele mesmo fez. Para os católicos que não se iludem mais com esses enganos e cinismos, esta é apenas um conquista advinda da misericórdia de Deus e da própria resistência dos fiéis, conquista que nos confirma na certeza de que estamos no caminho certo e de que há que se resistir a Francisco com todas as forças, e até o fim.

7 fevereiro, 2020

Exclusivo: Boff com Lula em Roma?

Lula, e Boff?, em Roma no dia seguinte ao lançamento da Exortação apostólica pós-Sinodal “Querida Amazônia”.

Por FratresInUnum.com, 7 de fevereiro de 2020 — Fontes murmurantes revelaram-nos que, na próxima quarta-feira, Luiz Inácio Lula da Silva e, quem diria, Leonardo Boff serão recebidos pelo Papa Francisco em audiência, dia seguinte ao que acontecerá o lançamento da Exortação Apostólica “Querida Amazônia”.

Trata-se de informação não confirmada, e que, esperamos, não se concretize.

O próprio Boff afirmou que Francisco não pretendia recebê-lo enquanto Bento XVI estivesse vivo. Algo poderia ter mudado esse posicionamento de Francisco? Talvez o episódio do livro de Sarah-Sarah-Bento? Nesta semana, a imprensa italiana divulgou que Francisco teria afastado o chefe da Casa Pontifícia, dom Georg Gänswein, de suas funções, embora não o tenha destituído de cargo.

“Não quero mais vê-lo”, foi a dura frase atribuída a Bergoglio. O desaparecimento de Gänswein das audiências com Francisco ocorreu quase que simultaneamente ao episódio do livro. Ainda indiscrições vaticanas que nos chegam dão conta de que o cardeal Sarah, em audiência com Francisco, demonstrou documental e cabalmente que tinha tudo acertado com Bento XVI sobre a coautoria do livro. Seria, então, uma retaliação bergogliana a Ratzinger? Enfim, só podemos conjecturar a respeito.

O fato é que o esquerdismo deste pontificado, além de patológico, tornou-se indissimulável. Após ter recebido o recém-eleito presidente da Argentina e não ter mencionado com ele o absurdo do seu iminente projeto de lei acerca do aborto, Francisco acolheu a jato o seu pedido e receberá Lula. Resta -nos saber se o cortesão Boff irá na mala do condenado.

Lula teria audiência neste próprio dia mas, alegando a recepção do pontífice, conseguiu evadir-se.

O deslumbramento deste papa impede-o de enxergar a realidade. Tentando “passar o pano” na impopularidade de Lula, Francisco tenta de algum modo reerguer a decadente esquerda latino-america, sob a liderança do petista brasileiro. Contudo, a popularidade de Francisco está ela também em queda livre e a associação do condenado Lula à sua pessoa apenas acelerará ainda mais a sua completa desmoralização como pontífice da Igreja Católica.

Com esta medida politiqueira, Francisco sacrifica o último resíduo de credibilidade que o seu cargo lhe dava e, ademais, desacredita o documento que divulgará, o qual é de claríssima inspiração boffiana.

Para os alienados que sobrevivem dentro das muralhas do Vaticano, o povo aqui fora não conta. A ideologia cegou as suas mentes. São fanáticos bergoglistas e não recuarão um milímetro sequer.

A semana que vem promete!

1 fevereiro, 2020

Foto da semana.

El papa Francisco Alberto Fernández y su esposa, en el Palacio Apostólico

Por La Nacion, 31 de janeiro de 2020 | Tradução: FratresInUnum.com – O presidente Alberto Fernández se tornou hoje o terceiro chefe de Estado argentino a ser recebido pelo Papa Francisco, desde sua eleição como máxima autoridade da Igreja Católica, em março de 2013.

Fernández chegou ao Vaticano poucos dias antes de completar seus primeiros dois meses à frente do governo. Trata-se de seu terceiro encontro com Francisco, com quem já havia estado duas vezes em 2018, na residência papal de Santa Marta, muito antes de ser candidato.

O encontro com Fernández começou com uma brincadeira de Francisco. “Santo Padre, que alegria vê-lo!”, saudou o presidente. “Bem-vindo”, respondeu o pontífice no primeiro contato entre ambos, na sala del Tronetto, no segundo andar do Palácio Apostólico.

“Primeiro o senhor”, convidou Fernández, depois de um aperto de mãos afetuoso, enquanto eram tomados pelos flashes dos fotógrafos. “Não, primeiro o coroinha”, disse o Papa, pouco antes de entrarem na Biblioteca do Palácio, onde começou a reunião a sós, que durou 44 minutos. 

Desde sua chegada ao trono de São Pedro, em 2013, Francisco se encontrou com os dois mandatários que precederam a Fernandes: com Mauricio Macri, em duas oportunidades, ambas no Vaticano em 2016, e com Cristina Kirchner, em sete ocasiões, embora alguns desses encontros tenham se dado no Brasil, Paraguai e Cuba.

Francisco com Macri

O primeiro encontro com Macri durou 22 minutos — a metade do que durou a primeira audiência com Fernandes — e ficou marcado por especulações de jornalistas que se seguiram à publicação do semblante sério de Francisco nas fotos e vídeos dessa reunião.

El encuentro entre Francisco y Macri en 2016
                                          O encontro entre Francisco e Macri em 2016

Por sua vez, na segunda visita, Francisco permaneceu quase uma hora com Macri e os registros refletiram um encontro mais descontraído.

Em janeiro de 2018, o Papa visitou o Chile e o Peru, mas decidiu não passar pela Argentina e, quando o avião em que viajava sobrevoou o território argentino, enviou um telegrama protocolar com uma saudação a seus compatriotas. Escrito em inglês e dirigido a Macri, o Pontífice enviou seus “afetuosos augúrios” e benção ao seu país natal.

El encuentro con Macri en 2016
                                          O encontro com Macri em 2016

Por outro lado, vários ex-funcionários e legisladores de Cambiemos [partido de Macri] viajaram ao Vaticano nos últimos anos: Jorge Triaca, Carolina Stanley, Esteban Bullrich e María Eugenia Vidal, além do chefe de governo portenho [prefeito de Buenos Aires], Horacio Rodríguez Larreta, passaram pela capital do catolicismo.

Francisco com Cristina Kirchner

Cristina Kirchner, entretanto, encontrou-se sete vezes com Francisco, não só no Vaticano, mas também no Brasil, Paraguai e Cuba, encontros que deixaram para trás as primeiras versões sobre uma suposta relação distante entre a então presidente e o Sumo Pontífice.

Essa hipótese havia surgido no tempo de Jorge Bergoglio como arcebispo de Buenos Aires, desde que em 2006 o então presidente Néstor Kirchner decidiu levar o Te Deum [de fim de ano, em que participam os presidentes da Argentina] às províncias e contornar a tradição de realizá-lo na Catedral metropolitana.

En 2013 el Papa recibió a Cristina
                                         Em 2013, o Papa recebeu Cristina. Fonte: LA NACION

O primeiro encontro ocorreu pouco depois de que Bergoglio fora eleito Papa e um dia antes da cerimônia formal de consagração da Igreja. Após a audiência na residência Santa Marta, Cristina presenteou o Papa como um mate.

Meses depois, voltaram a se encontrar no Rio de Janeiro, Brasil, em 28 de julho de 2013, quando Francisco escolheu um presente especial para Cristina: um pequeno par de sapatos e meias brancas para seu neto, o filho de Máximo Kirchner.

O terceiro encontro foi em 17 de março de 2014, em um almoço de duas horas e meia no Vaticano, ao completar-se naquele mês o primeiro ano de papado de Francisco.

El Papa recibió a la ex presidenta en 2015
                                          O Papa recebeu a ex-presidente em 2015. Fonte: LA NACION

Posteriormente, outro almoço, com agenda aberta, em 19 de setembro do mesmo ano na casa Santa marte e já em 2015, em 7 de junho, Cristina e Francisco voltaram a se encontrar na sala de audiências da Sala Paulo VI, da Santa Sé.

Em julho de 2015, Cristina aproveitou a visita de Francisco ao Paraguai para assistir à missa celebrada por Francisco para uma multidão no parque Ñu Guasú e para saudá-lo. O mesmo fez a então presidente quando viajou a Cuba para a visita do Papa à ilha, em setembro de 2015, três meses antes de deixar a presidência.

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29 janeiro, 2020

Lula sobre Francisco: “É um Papa que pensa como nós”.

“Francisco é tudo o que nós queremos de um Papa”.

Em uma entrevista à Página 12, Lula recordou que o Santo Padre foi muito veemente contra o governo de Jair Bolsonaro durante os incêndios que devastaram a Amazônia, informa Mitre.

“Tenho um profundo respeito pelo Papa Francisco, creio que ele se destacou por sua coerência. Se destacou pela tentativa de fazer com que a Igreja Católica tenha maior compromisso com o pobres, ele tem um compromisso muito forte com os direitos humanos, deu sinais muitos positivos à humanidade”, disse Lula. “Espero que tenha sucesso nas reformas que tem a fazer na Igreja”, manifestou.

Lula da Silva expressou: “Eu estou feliz com que tenhamos um arcebispo latino-americano, argentino, pensando de uma forma tão progressista como pensa o Papa Francisco”. Ao mesmo tempo, o político brasileiro ressaltou: “Se analisamos o comportamento do Papa, se observamos quase todas as suas comunicações com os católicos de todo o mundo, vemos que é um Papa comprometido com o povo pobre, com o combate à fome, ao desemprego, à violência, aos crimes contra as mulheres e os negros. Ou seja, ele é tudo o que nós queremos de um Papa, é um Papa que pensa como nós”.

“Foi muito importante o Sínodo da Amazônia, sua preocupação com o meio ambiente”, assegurou Lula.

Em 12 de julho de 2017, Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva. Esteve na prisão de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, quando foi ordenada sua libertação.

Antes que deixasse a prisão, o Papa lhe enviou uma carta: “O bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira e a salvação vencerá a condenação”, dizia a missiva. No escrito, que foi divulgado pelo ex-presidente brasileiro, Farncisco pedia a Jesus e à Virgem Maria que “protejam” a Lula e lhe assegurava sua oração, enquanto pedia a Lula que rezasse por ele.

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20 janeiro, 2020

Em queda livre.

Uma queda irreversível na popularidade de Bergoglio entre os católicos.

Por FratresInUnum.com, 20 de janeiro de 2020 – A polêmica do livro de Ratzinger-Sarah, com a consequente explosão de vendas, teve um episódio pouco comentado: a entrevista de Papa Francisco ao seu velho amigo, o ateu Scalfari, comentando o ocorrido. De passagem, vale observar como Francisco insiste em dar entrevistas ao infeliz editor do La Repubblica, mesmo este último já tendo colocado diversas heresias na boca do bispo de Roma, nunca rechaçadas por ele, para embaraço do jornalismo chapa-branca.

Sempre segundo Scalfari, Francisco teria dito que “em uma organização que abraça centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, sempre há alguém contra”, tirando importância da intervenção do Cardeal Sarah.

Ora, equivoca-se grandemente Francisco ao pensar que a resistência ao seu pontificado seja um fenômeno controlado, isolado. Muito pelo contrário, não se vê nenhum entusiasmo em lugar algum entre os católicos e os temas que ele suscita não despertam apelo nenhum ao coração dos fiéis.

Mas, alguns poderiam objetar: Francisco é aclamado! Perguntamos: por quem? Pela imprensa anti-católica, pelos hereges infiltrados e ocupantes dos cargos mais importantes, pelos que estão nas igrejas, mas que há muito perderam a Fé? Sim, concedemos.

Porém, entre os Católicos reais, o desprezo pelo que diz o Pontífice é patente e clamoroso.

O vídeo em que ele estapeia a mão de uma mulher causou um choque ainda maior do que aquele em que retira sua própria mão para que os fiéis não beijem. Mas não basta isso! Francisco escandaliza os fiéis pelo seu esquerdismo declarado, pelo seu ecologismo psicótico, pelo seu progressismo fanático, pela secura do seu caráter. Aquela abordagem populista que teria causado o que então se chamava “efeito Francisco” chegou ao ponto terminal de saturação e já não engana mais ninguém.

O fato de que Bergoglio rebaixe o protesto de Sarah a uma mera discordância pouco representativa só mostra o quanto ele mesmo está alienado da realidade. Já nos tempos dos Sínodos da Família foram reunidas quase um milhão de assinaturas pela chamada “Súplica filial” e, agora, com toda a fúria popular contra o Sínodo da Pachamama, aqueles Católicos que ainda dormiam no sono da inconsciência começam a ser despertados pelos fatos.

É muito difícil, praticamente impossível, reverter uma queda acentuada de popularidade entre os fiéis como esta que enfrenta Francisco.

Alguém pode objetar que, no caso da monarquia papal, isso não significa quase nada, pois os seus eleitores não são o povo e tampouco ele pode ser removido do trono. Contudo, mesmo o poder soberano que ele exerce não se pode destacar demais do corpo dos fiéis, sob pena de ele ficar isolado na completa irrelevância.

De certo modo, o ambiente já é esse. Os católicos sentem-se desconfortáveis com o seu pontificado e, por diversos motivos, embora lhe devotem alguma reverência devida ao seu cargo, já começam a se preocupar com a revolução que está em curso, vendo que a desordem anda longe demais.

Como a prioridade de Deus é a salvação das almas e a Providência divina dirige todas as coisas para esta finalidade, este pontificado decadente está sendo conduzido para um final pouco honroso. Só uma renúncia poderia salvar Francisco, pois isso conferiria certa legitimidade retroativa e até alguma vitimização e margem de manobra para ele. Rezemos para que aos poucos o teatro vá acabando, até que ninguém mais referende a “revolução da ternura” bergogliana.

17 janeiro, 2020

Eis o homem.

Por FratresInUnum.com, 17 de janeiro de 2020 – Desde que Francisco subiu ao pontificado, a atitude dos cardeais e bispos é de uma adulação superlativa, como se a obediência ao Papa supusesse a subserviência a um suserano absoluto. Mas, não o é!

Cardeal Robert Sarah. Foto: Stefano Spaziani

Assim como a Igreja pós-conciliar tem apenas um dogma, “o Concílio” (como se não houvesse 20 outros antes dele), a Igreja bergogliana tem um só dogma, “Francisco”, como se nunca tivesse existido um único Papa fora ele. Ele é a premissa maior de todos os raciocínios e um argumento de autoridade que apele para ele se impõe ipso facto. Não é apenas o abandono da Fé, mas também da razão.

Como mulheres submissas a um marido tirano, os hierarcas da Igreja Católica se comportam como coroinhas complacentes, como freiras apavoradas diante de sua Madre superiora. O Papa ditador se mostra como tal não apenas por seus atos, mas pela atitude geral que predomina na Igreja: como um tirano, todos têm medo de enfrentá-lo, pois a polícia que o assiste pode puni-los a qualquer momento. Coisa inédita! Todos os papas sempre foram criticados justamente pelos que hoje se mostram como zelosos papistas. Basta lembrar de toda a oposição que sofreu Paulo VI, João Paulo II e o próprio Bento XVI.

O livro recém-publicado pelo Cardeal Robert Sarah e por um outro sob censura está explodindo em vendas e já pode se tornar um best-seller. Há que se agradecer ao Vaticano por toda a propaganda! Mas não só…

A popularidade de Sarah subiu justamente porque ele teve a atitude que todos os católicos esperam de algum cardeal ou bispo: seja homem! Reaja! Mostre de algum modo o absurdo daquilo que Francisco está fazendo.

Sarah não apenas desmentiu Dom Gänswein, mas provou o que disse e continua mantendo-se firme e sereno em todos os desdobramentos que a publicação da obra trouxe para ele. Com a dignidade de alguém que não quer dividir a Igreja, não teve para com Francisco ou Bento XVI nenhum ato de rebeldia, mas, sim, de uma resistência eclesiástica que é, em todos os seus contornos, paradigmática.

Àqueles que pretendem de algum modo diminuir o gesto do cardeal, imponham-se os fatos. O livro de Sarah causou mais reboliço que todas as manifestações anteriores e, isto, por um motivo muito claro: ele fez o que todos deveriam fazer! Ele não recuou, mas agiu como um homem de Igreja e foi protagonista daquilo que poderíamos definir como enfrentamento humilde.

Quando Nosso Senhor desmascarou os fariseus que lhe queriam encurralar com uma pergunta capciosa, se era obrigatório ou não pagar o imposto a César, Ele não os xingou, não se rebelou, não criou uma confusão: apenas foi ao fatos e pediu uma moeda. De um jeito humilde, Cristo flagrou a malícia deles referindo-se aos fatos. E foi isto que fez o Cardeal Sarah!

Francisco sabe que não o pode atingir sem ser acusado de racismo, sem flagrar a sua vingança, o seu totalitarismo. Ao mesmo tempo, o livro de Sarah é irrespondível. Francisco está desmascarado.

Enquanto os progressistas estrebucham feito endemoninhados diante da Cruz, o Cardeal Sarah vende milhares de exemplares em poucas horas e os católicos do mundo dão, assim, a esses vândalos que querem destruir a sua Igreja, aquela resposta que estava entalada em suas gargantas.

Agora, resta saber se o único homem na ativa do colégio cardinalício continuará sendo o Cardeal Sarah (exceção feita aos cardeais dos dubia, que, ou já morreram, ou não possuem cargos) ou se outros cardeais se juntarão a ele!

15 janeiro, 2020

A Carta de Hummes sobre o Sínodo da Pachamamma e a novela do livro Ratzinger-Sarah.

Por FratresInUnum.com, 15 de janeiro de 2020 – Já está tudo pronto. Em cerca de um mês, entre fins de janeiro e começos de fevereiro, Francisco promulgará a Exortação apostólica sobre o Sínodo da Amazônia. Vazou a carta secreta de Dom Cláudio Hummes aos bispos participantes do Sínodo! Por esta, ele não esperava.

Sala Paulo VI, audiência geral de hoje: Papa Francisco e Dom Gaiswein.

Mas, afinal de contas, será que isto tem algo a ver com a novela do livro de Sarah-Ratzinger? A resposta parece ser bastante evidente, sobretudo se tivermos ciência das últimas informações relativas ao fato.

Antonio Socci, em seu perfil oficial, relatou uma versão vasada dos últimos acontecimentos. Segundo o jornalista, o livro teria explodido no Vaticano como uma bomba atômica. Papa Bergoglio, furioso, teria chamado pessoalmente o secretário de Bento XVI e Chefe da Casa Pontifícia, Dom Gänswein, com ordens de que o nome de Bento XVI fosse retirado do livro. O que pretendia, ao que parece, o papa argentino era uma desmentida total por parte de Ratzinger, a sua retirada completa da obra. Mas não foi o que aconteceu.

Ratzinger teve de enfrentar um dilema: faltar com a verdade (o que as provas apresentadas por Sarah impossibilitaram por completo), prejudicar o cardeal africano e obedecer a ordem do ditador para salvar o seu secretário, ou manter a versão íntegra dos fatos, com prejuízo de todos. Bento, então, adotou uma solução “salomônica”: doravante, o livro aparecerá “com a colaboração de Bento XVI”, ao invés de numa co-autoria — se as editoras aceitarem, pois a própria Ignatius Press, responsável pela tradução inglesa, teria se negado a alterar a capa, alegando ter recebido autorização (se tácita ou expressa, não sabemos) do próprio Gänswein! Que novela!

Consequentemente, aquilo que a corte Bergogliana tem apresentado é rigorosamente mentira: Bento XVI não retirou sua assinatura do livro. Ademais, Gänswein exagerou em seu “esclarecimento” e foi frontalmente contraposto pelo corajoso Cardeal Sarah, que não arredou o pé: poderia ter se suicidado publicamente em nome de uma suposta obediência — que seria subserviência aduladora, isso sim — ao Papa, mas foi digno.

A carta de Dom Claudio integralmente vazada mostra que a iminência da promulgação da próxima Exortação Apostólica pode ter sido o motivo principal da preocupação exasperada de Ratzinger-Sarah. A propósito, no Summit sobre a pedofilia no clero, Bento fez a mesma coisa: um texto dando o seu diagnóstico, à margem daquilo que foi dito na cúpula de representantes das Conferências Episcopais. Todavia, naquela ocasião, ele submetera sua versão à Secretaria de Estado e ao próprio Papa Francisco. Desta vez, porém, não submeteu… Por quê?

A carta de Dom Claudio mostra que a coisa é muito mais grave e que estão absolutamente conscientes do impacto que o documento causará contra eles mesmos: é toda uma preparação secreta, coletivas de imprensa a serem preparadas pelos bispos com a presença de índios, toda um mise-en-scène para causar a impressão de unidade e comunhão, um teatro calculado para paralisar a resistência católica diante de um atentado contra a sua religião.

O que está por vir na Exortação Apostólica que moveu Ratzinger-Sarah a uma cartada tão arriscada?

Precisamos nos preparar para a Exortação Apostólica e reavivar a nossa rejeição completa a tudo que significou este sínodo, o Sínodo da Pachamama.

Toda a operação midiática em torno do livro de Ratzinger-Sarah não passa de uma cortina de fumaça instrumentalizada em favor da secreta preparação para o engano do povo católico em relação ao Sínodo.

O que fazer? Precisamos alertar o maior número de pessoas sobre a iminente publicação de um documento que pretende ser o projeto piloto da invenção de um novo catolicismo: tribalista, ecologista, com um novo clero casado, com novos ministérios para as mulheres, com uma nova liturgia, enfim, uma nova religião fundada pelo papa argentino e sua corte. Não é possível ficar dormindo diante de tão absoluto perigo. É hora de reagir!

Converse com as pessoas que você puder, alerte sua família e seus amigos, a apostasia está adiantada demais. “Os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz”, eles trabalham no segredo e na escuridão. Precisamos gritar com toda a nossa voz. Não! Desta vez eles não conseguirão nos enganar!

14 janeiro, 2020

Confusão dos diabos.

Por FratresInUnum.com, 14 de janeiro de 2020 – Daqui a cem anos, os historiadores encherão volumes e volumes na tentativa descrever o esdrúxulo capítulo da história da Igreja que estamos vivendo. Os nossos bisnetos ficarão perplexos em como fomos tão enganados. De fato, a renúncia de Bento XVI e o pontificado sucessivo, com seus impasses e tensões, com suas maquinações estranhas, com seus fluxos e refluxos, são uma realidade que superou as ficções mais misteriosas, os suspenses mais intrincados…

Qual é o mistério que está por trás de tanta história mal contada?

Qual o trunfo capaz de coagir um Papa (emérito) a ir e vir,  a dizer e desdizer? Afinal, o que nos escondem?

O livro bombástico de Ratzinger-Sarah causou um estrondo sem precedentes no Vaticano e, como consequência, os progressistas estão estrebuchando até agora, em ataques de chilique a cada segundo mais histéricos. Enquanto Bergoglio faz silêncio, os bergoglianos gritam a valer. Vamos reconstruir os fatos:

À notícia da publicação do livro, o establishment Vaticano não apenas confirmou a veracidade do fato, mas corroborou a tese do livro, isentando Francisco de qualquer tentativa de flexibilização da disciplina do celibato e blindando-o completamente como um defensor intransigente de que os padres não venham a ganhar uma sogra.

Enquanto isso, progressistas do mundo inteiro lançavam a narrativa de que Bento XVI está praticamente caduco e que a movimentação era uma tentativa de contra-golpe do entourage ratzingeriano. Os ataques ao papa alemão começaram multiplicar-se de maneira alucinante.

Literalmente, os inimigos começaram a atirar pra todos os lados: disseram que Ratzinger censurou tantos teólogos por serem contra o Papa João Paulo II e agora estava ele contra o papa; que ele está inconsciente a maior parte do tempo e que isso só poderia, portanto, ser uma manipulação; que o próprio Ratzinger fora um dia defensor da ordenação dos viri probati

Hoje, o secretário pessoal de Bento XVI, o arcebispo Georg Gänswein, veio surpreendentemente a público dizer que o papa alemão não sabia da co-autoria do livro e que, portanto, solicitou a retirada de seu nome da capa, da introdução e da conclusão da obra. Porém, surpreendentemente, os editores acabam de vir à cena dizer que quem deu o Placet à publicação foi o próprio Gänswein!

Alem disso, hoje, porém, o Cardeal Sarah divulgou as cartas assinadas por Bento XVI que comprovam a sua ciência do fato, bem como publicou uma declaração em que conta detalhes e datas de suas conversas com ele.

Em suma, Sarah comprovou que Bento XVI era ciente do fato e deixou Gänswein numa situação praticamente insustentável, mas que é confortável para o único que tem autoridade para exigi-la e que se beneficiou disso: Jorge Mário Bergoglio.

Por que Bento XVI capitulou? Que elementos de chantagem poderiam ter sido usados contra ele a ponto de obrigá-lo a voltar atrás numa decisão pública? Seriam estes os mesmos motivos que o fizeram renunciar “ao exercício ativo do ministério petrino”? São conjecturas permitidas a qualquer pessoa inteligente, que conecta causa e efeito de maneira racional. O que nos escondem?

O livro de Ratzinger-Sarah não era uma obra de insurreição contra a autoridade de Francisco e nem sequer estava escrito em tônica indignada… Eram apenas conselhos ponderados de dois homens de Igreja. Mas…

A autoridade de Francisco está tão abalada que este ato modesto e eloquente foi suficiente para sacudir as bases do seu pontificado. Daí a revolta! Francisco não se sustenta mais, seu papado está chagado de morte e ele é muito consciente de sua autoridade moral e intelectual nula diante da gigante influência do seu predecessor. Isto é um fato!

Não deixa de ser intrigante, porém, que Gänswein trate como um mal-entendido aquilo que Sarah comprova como tendo sido muito bem entendido e, ademais, como a sua “única versão dos fatos”.

Desde a renúncia de Bento XVI e da eleição de Francisco, os fiéis são tratados como retardados e tudo sempre é explicado como um grande “mal entendido”. A tática retórica já passou dos limites e, mais uma vez, os fiéis católicos sabem que estão sozinhos na resistência contra a revolução bergogliana, embora tenhamos de confessar a admirável firmeza do Cardeal Sarah, que não desertou, apesar de todas as pressões.

O episódio entrará nas crônicas oficiais vaticanas só como um equívoco, um desacerto, uma imprecisão. Passarão os anos e talvez não estejamos mais aqui quando os verdadeiros bastidores deste imbroglio forem devidamente esclarecidos. Os historiadores do futuro ficarão com muita pena de nós, ou talvez pensem que sejamos apenas uns defuntos imbecis, e se admirarão de que tenhamos podido conviver com tamanha obscuridade, com esta insuportável confusão dos diabos.

14 janeiro, 2020

Sarah se pronuncia.

Comunicado do Cardeal Robert Sarah publicado há pouco em seu Twitter. Abaixo, tradução de FratresInUnum.com:

No último dia 5 de setembro, após uma visita ao mosteiro Mater Ecclesiae, onde vive Bento XVI, escrevi ao Papa emérito para lhe pedir se possível que escrevesse um texto sobre o sacerdócio católico, com uma atenção particular a respeito do celibato. Expliquei-lhe que eu mesmo havia começado uma reflexão, em oração. E adicionei: “Imagino que o senhor pensaria que as suas reflexões poderiam não ser oportunas por conta das polêmicas que elas provocariam, talvez nos jornais, mas estou convencido que toda a Igreja tem necessidade deste dom, que poderia ser publicado no Natal ou no início do ano de 2020”

Em 20 de setembro, o Papa emérito me agradeceu, ao me escrever que ele também, por sua vez, antes mesmos de ter recebido a minha carta, havia começado a escrever um texto a este respeito, mas que suas forças não lhe permitiriam mais redigir um texto teológico. Não obstante, minha carta o encorajava a retomar esse longo trabalho. Ele acrescentou que transmitiria o texto a mim assim que a tradução em língua italiana estivesse pronta.

Em 12 de outubro, durante o sínodo dos bispos sobre a Amazônia, o Papa emérito me enviou sob confidencialidade um longo texto, fruto de seu trabalho meses. Ao constatar a amplitude deste escrito, tanto sobre o conteúdo quanto à forma, eu imediatamente considerei que ele não seria de se propor a um jornal ou a uma revista, tanto por seu volume como por sua qualidade. Então, imediatamente propus ao Papa emérito a publicação de um livro que seria um imenso bem para a Igreja, integrando o seu próprio texto e o meu. APós diversos intercâmbios em vista da elaboração do livro, eu, finalmente, enviei, em 19 de novembro, um manuscrito completo ao Papa emérito contendo, como havíamos decidido em comum acordo, a capa, uma introdução e uma conclusão comuns, o texto de Bento XVI e o meu próprio texto. Em 25 de novembro, o Papa emérito exprimiu sua grande satisfação a respeito dos textos redigidos em comum e adicionou isto: “De minha parte, estou de acordo de que o texto seja publicado na forma que o senhor previu”.

Em 3 de dezembro, dirigi-me ao Mosteiro Mater Ecclesiae para agradecer mais uma vez o Papa emérito de me conceder tão grande confiança. Eu lhe expliquei que nosso livro seria impresso durante as férias de Natal, que seria lançado na quarta-feira, 15 de janeiro, e que, consequentemente, eu viria lhe trazer a obra no início de janeiro, após retornar de uma viagem ao meu país natal.

A polêmica que visa há várias horas me manchar, ao insinuar que Bento XVI não fora informado da publicação do livro “Do mais profundo de nossos corações”, é profundamente abjeta. Eu perdoo sinceramente a todos que me caluniam ou que querem me opor ao Papa Francisco. Minha ligação com Bento XVI permanece intacta e minha obediência filial ao Papa Francisco absoluta.

Comunicado Sarah

14 janeiro, 2020

Esmagado pela pressão da Misericórdia.

FratresInUnum.com, 14 de janeiro de 2020 – Depois de comprovar, por documentos, a co-autoria de Bento XVI do novo livro sobre o celibato sacerdotal, o Cardeal Robert Sarah foi misericordiosamente movido a retirar o nome de Ratzinger da publicação.

Ele tweetou há cerca de 30 minutos: “Considerando as polêmicas que provocaram o aparecimento da obra “Do mais profundo de nossos corações”, decidiu-se que o autor do livro será para as próximas publicações: Card. Sarah, com a contribuição de Bento XVI. No entanto, o texto completo permanece absolutamente sem mudanças. + RS“.