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4 dezembro, 2014

Celebração de batismo de bebês gerados por um “casal” gay no Santuário do Cristo Redentor: um retrato vivo da crise de Fé na Igreja pós-conciliar.

Por Maria Clara B. Gomes – Fratres in Unum.com:  Li com perplexidade a notícia publicada no dia 1º deste mês no site do jornal O Dia, cuja manchete dizia: “Igreja abençoa filhos biológicos de Casal Gay”. Devo dizer que como mulher católica a primeira coisa que me chamou a atenção na matéria foi a foto dos dois lindos bebezinhos deitados em um rico berço acolchoado. São crianças inocentes, pensei. Que culpa teriam do grau de confusão a que chegamos nas últimas décadas?

Aos pés do Cristo Redentor, o batizado foi acompanhado por parentes, amigos e turistas. Foto: Álbum de família – Jornal O Dia.

Como bem disse o popularesco padre que as batizou: “O batismo é para todos. A Igreja não nega o batismo a ninguém. Ao contrário, é mandato de Cristo que todos sejam batizados”.

Não, não foi o fato de duas crianças inocentes terem recebido a imensa graça do Batismo que me causou tamanha perplexidade, mas todo o contexto e aparato que cercaram o evento, especialmente, o reconhecimento implícito por parte de um sacerdote católico — com alto grau de prestígio na Arquidiocese do Rio de Janeiro – do chamado “casamento gay”, além da desorientação geral dos fiéis no tange os temas da moral católica.

“O IMPORTANTE É SER FELIZ”, A VIDA ETERNA NÃO TEM PRESSA

Logo no início da matéria aparece o relato de Roberto, um dos genitores biológicos dos bebês, que, aos 20 anos, quando se reconheceu homossexual, procurou um sacerdote para se confessar e ouviu o seguinte conselho: “Você tem que ser feliz.” Como assim? Existe acaso verdadeira felicidade no pecado mortal? Nossa felicidade não mais consiste em viver para agradar a Deus, buscando, com a Sua Graça e a Intercessão da Virgem Santíssima, a vida de santidade e a fuga de todo pecado? Teria o entrevistado omitido algum conselho adicional que nos permita supor que um sacerdote católico possa ocultar um ensinamento fundamental para a salvação da alma de um fiel penitente? Infelizmente, a julgar por nossas próprias experiências, temos que admitir que conselhos ambíguos ou heterodoxos não raro são dados nos confessionários do mundo inteiro e que a teologia da “Opção Fundamental” tem grassado na formação de muitos sacerdotes. Assim, não me surpreende que um fiel católico ao confessar seu drama pessoal realmente ouça conselho tão simplista quanto espiritualmente perigoso. 

O RITO DO BATISMO

Mas, comecemos pelo início. Afinal, o que se pede no Batismo e para que serve?

No belíssimo rito tradicional do Sacramento do Batismo, após indagar o nome da criança, o sacerdote pergunta ao padrinho: “O que vens pedir à Igreja de Deus?” A resposta é uma só: “a Fé”. Ato contínuo, o ministro prossegue: “E para que te serve a Fé?” Ao que o padrinho responde: “Para ganhar a vida eterna.” Às respostas claras e objetivas do padrinho, que fala em nome da criança, o conselho sacerdotal é mais claro ainda: “Então, se queres possuir a vida eterna, tens de cumprir os mandamentos: ‘Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento; e amarás ao teu próximo como a ti mesmo'”.

Esse diálogo impressionante nos recorda que a Fé é a porta de entrada para ganharmos a Vida Eterna, mas que esta Fé não existe desvinculada dos mandamentos de Deus. Cumprir os mandamentos e amar a Deus com todo o nosso coração, alma e entendimento, assim como amar o nosso próximo como a nós mesmos são reflexos e prova da Fé que professamos. Pelo Batismo nos tornamos Filhos de Deus e membros da Igreja. Saímos do paganismo para o cristianismo, abandonamos costumes mundanos e damos o primeiro passo em direção ao Céu. Isso significa que devemos buscar a vida conforme a Vontade de Deus, pois como batizados estamos no mundo, mas não somos do mundo.

Então, o que dizer de toda a avalanche de informações bizarras contidas na mesma matéria?

Após a revelação de Roberto sobre o conselho estapafúrdio no confessionário (ou, muito provavelmente, na “sala de reconciliação”), Marco, seu companheiro, conta que ao telefonar para a capela, a fim de marcar o batizado das crianças, uma senhorinha não estranhou em nada quando este lhe contou que os bebês eram filhos de dois pais. Sem especular o que pode ter passado pela cabeça da tal senhorinha (quem sabe até mesmo uma mudez emocional), a pergunta que não quer calar é: e o tal “curso preparatório para o Batismo, tão ferrenhamente exigido em nossas paróquias?” Existiriam locais na Arquidiocese do Rio onde se possa burlar essa fase de preparação? Se houve, será que o sacerdote ou catequista não lhes tentou alertar sobre os riscos espirituais da vivência ativa da sodomia e sua incompatibilidade na formação de crianças ou ainda o escândalo que uma celebração pública do batismo de crianças por um par gay poderia causar?

Em seguida, outra informação desvairada: os dois, “católicos praticantes”, seja lá o que isso signifique, recorreram à barriga de aluguel e à inseminação artificial. Trocando em miúdos, encomendaram óvulos de uma jovem branca de olhos azuis, que, após serem devidamente inseminados, foram transportados para a barriga de outra mulher, que gestou as crianças por 8 meses.

Antes de tudo, é preciso admitir que muitos casais heterossexuais católicos também estão recorrendo à prática da inseminação artificial, aparentemente, sem qualquer noção de que esse procedimento é intrinsecamente desordenado e contra a moral católica.

Sem entrar no mérito da compra ou venda de gametas alheios para satisfazer desejos pessoais, ainda que se trate de casais heterossexuais, a inseminação artificial desvincula o ato procriativo (aberto à possibilidade de geração de filhos) do unitivo (para o bem dos esposos), razão pela qual é incompatível com a moral católica, atentando, claramente, contra a natureza das coisas, conforme determinou o Criador em suas criaturas — e não é necessário nos delongarmos sobre a malícia de como o material genético é coletado. Em suma: atos imorais que implicariam em cometer vários pecados mortais (meio mau) para alcançar um objetivo desejado (ter um filho).

Por outro lado, existe também outro aspecto da inseminação artificial igualmente condenável. Como o processo todo é muito dispendioso, o comum é que se inseminem vários óvulos e depois se escolha os mais viáveis e perfeitos para a implantação no útero. Em geral, não mais de quatro óvulos são implantados por vez. Os embriões sobressalentes vão para o freezer por tempo indeterminado ou são simplesmente descartados. Em alguns casos são doados. Porém, por tudo o que se lê na literatura pertinente, conclui-se que o processo de inseminação artificial resulta no abandono ou assassinato de seres humanos em seu estágio inicial. Não há que amenizar essa realidade.

Mas, voltemos ao nosso tema principal. Sem dúvida, podemos nos indagar de que maneira essas crianças poderiam se beneficiar do augusto Sacramento do Batismo, visto que são inocentes e, como todas as crianças, destinatárias do Evangelho.

No entanto, a concessão do Batismo a crianças pressupõe o compromisso dos pais e padrinhos de as educarem na fé que eles devem exemplarmente professar e viver. A Igreja exige, por assim dizer, as condições mínimas para que a semente da Fé, plantada no batismo (a graça), encontre as condições para desabrochar e florescer (natureza). A graça pressupõe a natureza. Caso tais condições não existam, o Batismo deve ser postergado, evidentemente, sob pena de colocar a própria criança, em decorrência do meio que a envolve, em risco de não desfrutar da Visão Beatífica — assim entende, sabiamente, o Código de Direito Canônico, que reflete pura e simplesmente o bom senso católico.

E aí está o “x” da questão: os progressistas fazem questão de apagar essas pré-condições que são fundamentais para a própria razoabilidade do ato. Afinal, se os pais e padrinhos não vivem aquilo que vão pedir à Igreja para as suas crianças, em que consistiria a cerimônia, senão em um mero circo, uma palhaçada teatral de banal inserção de um indivíduo em uma comunidade ou círculo social?

É o completo esvaziamento do sentido sobrenatural do batismo para, ao fim, reinterpretá-lo como um rito de pacificação de consciências, atormentadas, ao fim e ao cabo, pelo peso do pecado. Pacificação que consiste em sentir-se aceito pela “comunidade”, deixando para trás aquela Igreja malévola de outrora com seu dedo em riste que acusava a malícia do pecado e exigia a mudança de vida do pecador.

O escândalo é inevitável. Doravante, muitos católicos incautos ou mal formados passarão a aceitar não apenas batizados públicos de crianças adotadas ou geradas por “casais” gays, mas, sobretudo, a ideia de que crianças podem tranquilamente ser adotadas ou criadas por duplas homossexuais e que estes têm todo o direito de se apresentar como tal nos sacramentos católicos ou até mesmo que existam “famílias diferentes”, em que a presença de um pai e uma mãe seja apenas uma dentre várias possibilidades. 

INDAGAÇÕES NECESSÁRIAS

Em vista de tamanha desorientação, cabe-nos indagar:

Quem dirá a esses rapazes que, para ganharmos a vida eterna, temos que seguir os Mandamentos, vendermos tudo [isto é, renegarmos a nós mesmos e a nossas aspirações] e seguirmos a Jesus (Mc 10, 17 -21)?

Quem lhes dirá para abandonar a prática homossexual e, com a Graça de Deus e ajuda da Virgem Maria, dos santos e anjos buscarem a castidade para almejar a vida eterna?

Quem lhes dirá que todos somos pecadores e que temos sempre que lutar contra a carne, o demônio e o mundo?

E, finalmente, quem dirá a esse pobre padre Omar Raposo, mergulhado em uma profunda crise de identidade, que se recorde do seu primeiro amor — aquele que, queremos crer, ele tinha nos tempos de seminarista – e abandone de vez as atitudes incompatíveis com a fé que diz professar, populistas e mundanas, e busque tão somente a glória de Deus e a salvação das almas?

Quem dirá aos nossos bispos que não emudeçam em face aos temas polêmicos da moral católica?

Por ora, aqui na Arquidiocese do Rio já ouvimos o suficiente sobre JMJ, paz, concórdia, unidade e fraternidade. Agora precisamos ouvir mais sobre a Fé Católica e sua bela doutrina, moral e liturgia. O momento é grave. O mundo quer nos devorar a cada dia e nos forçar a aceitar sua agenda globalista e anticatólica. Não podemos nos dar ao luxo de ignorá-lo e fugir desse embate.

Senhores bispos, os senhores são nossos pastores e mestres na Fé. Como sucessores dos Apóstolos, cabe aos senhores de maneira especialíssima a sublime tarefa de transmitir a Fé, de maneira clara, ortodoxa e constante. Cabe aos senhores falar sobre o que é necessário fazer para ganharmos a Vida Eterna e o que devemos evitar para não perdê-la.

Apresentar o ensinamento da moral católica sobre temas como sodomia, inseminação artificial, descarte de embriões, “casamento” gay, adoção de crianças por pares gays, união civil entre pessoas do mesmo sexo e aborto não é exatamente algo que atraia a simpatia do mundo. Porém, esses são temas que não podem ser omitidos em tempos de confusão.

Auxilium Christianorum, ora pro nobis!

25 março, 2014

Pe. Omar “esclarece” uso de estola excêntrica em batizado.

Divulgada na página do referido sacerdote no Facebook:

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21 março, 2014

Raposa no galinheiro.

O histórico do Pe. Omar Raposo, colocado como verdadeira raposa para cuidar do galinheiro por autoridade do eminentíssimo Cardeal Tempesta, é grande: da exaltação ao herege descarado Fábio de Melo às presepadas na JMJ, passando por uma “benção macumbística” no Sambódromo do Rio e outra benção irenista a um infeliz ateu defunto. Como dizíamos outrora sobre esse sacerdote pop, que também se arrisca na vida musical: “não fosse a projeção que o sacerdócio lhe dá, não cantaria nem nos piores dos botecos do Rio“.

Pois bem, desta vez, o reitor do Santuário do Cristo Redentor e Assessor de Comunicação Social da Arquidiocese do Rio de Janeiro aparece em matéria do “Ego” — local apropriadíssimo para o Pe. Raposo.

Sorridente, Regina Casé batiza o caçula ao lado do marido

Regina Casé divulgou, neste domingo, 16, fotos da festa que promoveu neste sábado, 15, para comemorar seu aniversário e fazer o batizado do caçula, Roque. Nas imagens, a apresentadora do “Esquenta” aparece sorridente com o menino no colo e ao lado do marido, Estevão Ciavatta. Os dois usaram roupas feitas especialmente para a ocasião.

A cerimônia ecumênica aconteceu ao som de cantigas e orações. O cortejo formado por centenas de amigos e parentes acompanhou as bênçãos católica, budista, judaica, evangélica e do candomblé destinadas ao pequeno. A celebração católica foi conduzida pelo padre Omar que usou as água do Rio Jordão para abençoar a criança.

Pe. Omar Raposo - zelo litúrgico nas alturas com estola com fotos da artista e de seu filho.

Pe. Omar Raposo – zelo litúrgico nas alturas com estola com fotos da artista e de seu filho.