Posts tagged ‘Padre Paulo Ricardo’

18 julho, 2013

Esclarecimento sobre o PLC 3/2013: “Com todo respeito aos nossos pastores, nós não podemos nos calar”.

10 julho, 2013

A agenda abortista avança no Brasil.

Matéria de extrema urgência. Assista, leia, manifeste-se, divulgue: faça a sua parte.

[Atualização – 10 de julho de 2013, às 8:42 | O Padre Paulo Ricardo debaterá o assunto hoje, às 14 horas, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Mais informações aqui.]

5 fevereiro, 2013

Nossa Senhora do Bom Sucesso, rogai por nós!

16 junho, 2012

Em rede nacional, “Vaticano II é pastoral”. Padre Paulo Ricardo, o Vaticano II e a Fraternidade São Pio X: “Eles são Padres e Bispos da Igreja Católica”.

Participação do Padre Paulo Ricardo de Azevedo Junior, da Arquidiocese de Cuiabá, no programa “Escola da Fé”, transmitido pela TV Canção Nova na quinta-feira, 14 de junho de 2012 (outras duas partes aqui e aqui).

Informação ainda não confirmada oficialmente: após o levante de alguns padres contra o Padre Paulo Ricardo no último mês de março, os Excelentíssimos, Reverendíssimos, Digníssimos Bispos do Regional Oeste II da CNBB — gente preocupadíssima, como bem sabemos, com a sã doutrina, com as almas, com a glória de Deus… — decidiram afastá-lo da docência na instituição que forma os sacerdotes das diocese do Mato Grosso.

* * *

Vaticano II e Reforma Litúrgica.

“O Concílio fez a Constituição sobre a liturgia Sacrosanctum Concilium, mas Paulo VI foi muito além da Sacrosanctum Concilium. Por exemplo, a Sacrosanctum Concilium diz para dar algum espaço ao português, à lingua vernácula dentro da Missa. Paulo VI liberou tudo! Paulo VI foi além daquilo que o Concílio tinha colocado”.

Fraternidade São Pio X.

“Eles são Padres e Bispos da Igreja Católica, mas que não têm uso de ordem canônico regular. […] Eles estão numa situação canônica irregular”.

“Eles têm uma série de questionamentos a respeito do ensinamento do Concílio. Então a grande dificuldade é a seguinte: o Papa irá ou não irá aceitar que haja dentro da Igreja um grupo de sacerdotes e de bispos que oficialmente, claramente e em público, colocam pontos de interrogação sobre alguns ensinamentos conciliares. Pergunto: ‘ah, mas isso é absurdo, como é que eles vão contestar um Concílio?’. Não, não é absurdo porque eles não estão contestando um Concílio dogmático, não é? Aliás, eu tenho certeza absoluta que se eu fosse ler alguns trechos do Concílio para algumas pessoas hoje em dia, tenho certeza absoluta que as pessoas não aceitariam o que está no Concílio. […] Está cheio de gente criticando o Concílio dentro da Igreja”.

“De uma forma geral, parece que sempre houve um pouco dois pesos e duas medidas. Ou seja, se você critica para ser mais avançado, mais progressista, mais à frente, então pode. Mas se você critica para pôr um freio-de-mão e dizer: ‘espera lá, vocês estao indo longe demais’, então não pode”.

“Me parece que o chefe da FSSPX, Dom Fellay, quer a união com Roma, ele vê que o Papa Bento XVI está sendo muito sincero e honesto com ele, e ele quer corresponder a esta mão estendida do Santo Padre. Acontece que existem pessoas que durante estes anos ficaram tão feridas com uma série de personagens e de atitudes com relação a eles, que os demonizava, que os tratava de forma inóspita, que as pessoas estão com medo, com medo de que isso seja uma espécie de armadilha”.

“Tradicionalistas”.

“Eu não vejo porque é que nós devamos agora tratar como criminosos pessoas que querem simplesmente fazer aquilo que a Igreja inteira fazia há 60 anos atrás, 70 anos atrás. Não é sério, não é, digamos, decente, é dar um tiro no pé, é cortar o galho no qual nós estamos sentados, nós agora criminalizarmos aquilo que todo mundo fazia há 100 anos”.

“Alguns pessoas infelizmente trataram, não somente os documentos do Concílio, mas certas coisas do Espírito do Concílio — muitas aspas do Espírito do Concílio, que ninguém sabe onde é que está, porque não está em documento nenhum… — trataram este Espírito do Concílio como se fosse um super-dogma, um dogma que teria anulado todos os dogmas anteriores, como se agora o Vaticano II fosse o único Concílio e os outros 20 não valessem mais. Nós temos aqui um grupo de pessoas que quer insistir: ‘olha, vamos lembrar dos outros 20 concílios, vamos lembrar daquilo que nos sempre fomos'”.

Liberdade Religiosa.

“Não é um problema dogmático, é um problema de como resolver a convivência pacífica entre os vários povos, as várias crenças… Nós podemos propor soluções que depois, daqui um ano, a gente está reunindo para resolver os problemas que nós criamos com a nossa solução. Nós compreendemos que, quando nós tratamos de coisas práticas, pastorais, de soluções, nós não temos as formulas mágicas”.

Hermenêutica da Continuidade.

“O Concílio é infalível? Não! Ele é criticável? Depende. Como é que nós devemos agir diante de documentos da importância do Vaticano II? A primeira coisa é a docilidade e a benevolência, de quem está diante de um documento eclesial […] diante de um Concílio Ecumênico. […] Qual é a abordagem de uma pessoa quando ela pega um documento do Concílio Vaticano II? Deve ser de benevolência, não com um olhar de ‘venha cá, agora vou pegar aqui o Concílio e vou caçar heresia, vou provar que tem heresia'”.

“Diante de um texto conciliar, se eu sou Católico e tenho amor à Igreja, eu preciso abordá-lo como algo que vem da minha mãe, a Mãe Igreja. E então, ler isso na sintonia da Fé Católica de dois mil anos. Então, se eu encontro aqui uma frase que para mim gera uma grave dificuldade de interpretação, e eu não consigo interpretar esta frase na sintonia dos dois mil anos, eu devo, em primeiro lugar, seriamente estudar para ver se não existe uma saída de ver uma continuidade entre as duas coisas. E aí depois que eu sinceramente procurei entender,  compreender e ver que isto que está sendo dito aqui não é diferente daquilo que foi dito durante dois mil anos, aí talvez eu possa criticar alguma expressão do Concílio e dizer: ‘eu acho que esta expressão foi inadequada, eu acho que esta expressão deu espaço à interpretações errôneas… que os Padres conciliares quiseram dizer uma coisa boa, mas eu acho que se eles tivessem sido mais duros, mais claros, mais incisivos seria melhor’. Tudo bem. Aí você está discutindo uma atitude pastoral. E dá para discutir uma atitude pastoral com respeito para com os bispos. Porque é evidente que nós não temos ainda na Igreja o dogma da imaculada conceição episcopal […]. É possível sim, mas uma coisa é você discutir uma coisa e falar como um rebelde, e quer que a Igreja caia, ou então como um rebelde que quer causar rupturas”.

“A bomba-relógio já estava armada. Os bispos assinaram os últimos decretos do Vaticano II em 1965. Em 1968, eclodiu no mundo inteiro uma revolução estudantil, marxista […]. Pergunto, foi o Concílio que causou isso? Como? Nem pensar! […] Agora, o que aconteceu, isso sim, infelizmente, homens de Igreja aproveitaram a onda e então colocaram dentro da Igreja erros, dizendo que era o Espírito do Concílio […] O que nós podemos talvez acusar os bispos do Vaticano II é de não terem sabido ler, como João XXIII diz, os sinais dos tempos de forma adequada, e não ver que os tempos estavam maduros não para uma primavera da Igreja, mas para um inverno tenebroso que se seguiu”.

11 março, 2012

Comunicado do Padre Paulo Ricardo.

Fonte: Pe. Paulo Ricardo

Queridos irmãos,
Após as recentes manifestações ao redor de minha pregação no dia 20 de fevereiro de 2012, durante o 26º Vinde e Vede, pedi ao senhor Arcebispo para me ausentar de Cuiabá durante esta semana e procurar conselho espiritual e assistência jurídica.

Agora que o senhor Arcebispo se manifestou super partes no sentido de paz e de reconciliação, sinto o dever de comunicar o seguinte:

1) Lamento que as minhas palavras tenham sido mal interpretadas;

2) Penso que seja esclarecedor que as pessoas levem em consideração as circunstâncias da pregação. Aquele dia do encontro era voltado para a espiritualidade do Movimento Sacerdotal Mariano, fundado em 1972 pelo Padre Stefano Gobbi. O áudio de toda a pregação foi postado na internet, link aqui, e nele se pode notar o contexto em que aquelas palavras foram pronunciadas. Note-se, por exemplo, que me incluo sempre entre os padres pecadores e que a finalidade daquelas palavras era levar as pessoas à oração pela santificação dos sacerdotes. É sabido que um dos principais carismas do Movimento Sacerdotal Mariano é a oração pela santificação dos sacerdotes;

3) Sem querer acrescentar uma ferida àquelas já abertas, mas também sem dissimular minha posição, devo atestar que não me reconheço na imagem que foi apresentada de minha pessoa, de meu pensamento e de meu ministério;

4) Reconheço que as pessoas têm o direito de questionar a prudência e a oportunidade de uma pregação como aquela. Não tenho pretensão de estar sempre certo em minhas decisões práticas. Mas continua sendo minha opinião, aberta ao questionamento e à revisão, que seja uma verdadeira caridade para com os fiéis adverti-los para o fato de que a Igreja luta atualmente contra uma crise do clero. Sou da posição que, neste caso, o escândalo do silêncio seria muito maior do que a sincera e honesta admissão do problema, por doloroso que isto seja;

5) Que esta crise do clero não atinja todos os padres, com ou sem batina, me parecia uma coisa tão óbvia, que não achei necessário comentar. Mas prometo ser mais cauteloso no futuro. É evidente que eu não tinha pretensão de expor naquela breve palestra toda minha visão a repeito do atual estado do clero católico. Creio que os numerosos fiéis que me acompanharam nestes 20 anos de ministério viram em mim um padre que, reconhecendo os próprios pecados, procura amar a Igreja em geral e o sacerdócio em particular. Foi à formação de irmãos no sacerdócio que dediquei as melhores energias de minha vida;

6) É importante também ressaltar que de minha parte não pretendo divulgar os nomes dos 27 signatários da carta. Cumpre porém ressaltar o seguinte: não é verdade que o clero incardinado em Cuiabá se revoltou em massa contra minhas posições. Para uma mais exata avaliação da realidade divulgo apenas que são 5 padres diocesanos incardinados em Cuiabá, 5 em outras circunscrições e 17 religiosos;

7) Quanto à reconciliação e à restauração da justiça, serão dados passos pastorais e, se necessário, jurídicos. Mas não creio que a internet seja o lugar apropriado para este caminho de reparação. Sei que nos tempos do Big Brother, do Twitter e do Facebook minha visão pode parecer antiquada. Peço, no entanto, que compreendam minha opção de silêncio, ao menos até a solução final que, uma vez alcançada, comunicarei aos amigos;

8) Esta comunicação não seria completa sem que terminasse num agradecimento de coração pelos inúmeros e variados sinais de amizade, confiança e solidariedade que recebi. A todos um sincero e comovido “Deus lhes pague!”

Nestes dias, o nosso site recebeu um número imenso de mensagens oferecendo apoio de toda espécie: orações, jejuns, sacrifícios e provas sinceras de amor e estima. Meu celular não parava de tocar e de receber SMS. Foram literalmente milhares de fiéis, centenas de sacerdotes, alguns bispos e amigos de várias proveniências (um bispo anglicano, vários pastores evangélicos, cristãos em geral e até agnósticos!).

Uma palavra especial para os inúmeros blogs e páginas da internet que manifestaram o seu apoio. Com toda sinceridade não sei como expressar o peso da gratidão a não ser reconhecendo que lhes sou muito obrigado.

Agradeço ao meu Arcebispo pela paciência e o carinho paterno manifestado a ambas as partes envolvidas neste triste episódio.

Quanto a meus pais e minha família… não tenho palavras. No céu vocês verão o meu coração.

Espero poder corresponder, com a graça de Deus, a toda esta expectativa. Asseguro que todos estão muito presentes em minha Eucaristia diária. Continuemos unidos na gratidão a Deus, à Virgem Maria, aos anjos e aos santos de nossa devoção. Continuem a interceder por esta nossa luta e que Deus abençoe a todos.

Várzea Grande, 11 de março de 2012.
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

10 março, 2012

Comentário à nota de pesar de Dom Milton Santos, Arcebispo de Cuiabá.

Por Padre Cristóvão

O sr. bispo, querendo eximir-se de um posicionamento entre duas partes contraditórias, das quais uma é a beligerante e agressiva, resolveu fugir, reclamar paz e apelar para uma súplica de perdão mútuo.

1) “Paz é a tranqüilidade na ordem”. Querer tranqüilidade sem ordem é propor cinismo, não paz. Se ele quer paz, precisa promover a ordem que, neste caso, exige a justa reparação dos difamadores.

2) “Perdão” deve ser pedido pela parte ofensora à parte ofendida, e não vice-versa. O contrário disso não é sinônimo de perdão, antes, é agravar ainda mais a ofensa recebida, em favor dos injustos agressores.

3) A questão aqui não é apenas o conflito da paternidade diante de dois filhos igualmente culpáveis. Pai que é pai ama também quando corrije quem erra, quando sabe defender um filho injustamente atacado pelo outro, quando precisa disciplinar o filho rebelde e moderar aquele que quer obedecer. Esta atitude não é de “paternidade”, mas de “abandono à orfandade”. Paternidade não é neutralidade, mas posicionamento justo em amor.

4) No fim, a fé católica é sacrificada sobre o altar do “eclesialmente correto”. O problema de fundo nessa questão não é a pessoa do Pe. Paulo Ricardo, mas o direito de um padre católico pensar diferentemente da teologia da libertação (TL). Eles querem a total hegemonia e, por isso, operam o assassinato eclesial de quem se lhes opor e, nesse caso, o crime é exemplar, é uma demonstração daquilo que eles estão dispostos a fazer contra quem quer que se lhes oponha. Ora, o católico, quer clérigo, quer leigo, tem o dever de defender a doutrina contra todo erro. O apostolado do Pe. Paulo, mesmo que não isento de pontos discutíveis, tem se proposto a questionar a TL a partir desses erros. Quem discorda, que argumente e, no final, que vença a verdade da fé! O sr. bispo, tanto quanto os TLunáticos, não quer debate, quer apenas “paz”; não quer confronto, quer apenas a rendição…

A gravidade da situação está, sobretudo, em que o sr. bispo sequer percebe o absurdo que está escrevendo… Quer apenas a paz!… Que paz!?!…

10 março, 2012

E o Arcebispo de Cuiabá se pronuncia…

Mensagem de Dom Milton Santos,sdb – Arcebispo Metropolitano de Cuiabá

NOTA DE PESAR SOBRE OS ACONTECIMENTOS NA ARQUIDIOCESE DE CUIABÁ.

O BISPO É PAI… Em Deus-Pai, também eu – Milton Santos – Arcebispo de Cuiabá,  por causa da graça de Deus e sua misericórdia fui recebendo paulatinamente “um coração de pai…”: tudo foi acontecendo como os passos inseguros de uma criança. Assim, foi pelo meu Batismo e Confirmação; senti-me mais fortalecido pelos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia. O “coração de pai…” sentia que realmente começava a gerar vida pela ordenação sacerdotal! Quando, um dia o Beato Papa João Paulo me nomeou Bispo de Corumbá, e, dois anos e oito meses depois me transferiu para a Arquidiocese de Cuiabá.

Preciso permitir ao Espírito Santo que no dia-a-dia a sua ação me faça sempre mais parecido com Deus-Abbá, principalmente, com os Sacerdotes, os filhos queridos do Coração Imaculado de Maria, a Mãe dos Sacerdotes. Jesus, Sumo Sacerdote, nos mostrou de maneira palpável o coração de Deus-Pai: “Pai-nosso, que estais nos céus…”

Somos também uma Família: a Arquidiocese de Cuiabá! É uma riqueza nesta Família os irmãos diferentes uns dos outros: a proveniência, a idade, a cultura, a espiritualidade, o temperamento… Mas,  o caminho é, às vezes, penoso, desgastante para viver o espírito de comunhão, o que “requer aprendizagem com regras precisas, tempos longos, etapas definidas; exige uma estratégia educativa, com seu ritmos e os seus espaços…” (Doc. do Sínodo Arquidiocesano – 2004 a 2008 – §24)

Com tudo isso, sabemos que “os desequilíbrios que sofre o mundo contemporâneo estão ligados a um desequilíbrio mais profundo, que enraíza no coração do homem…” (GS 10)

Principalmente,  momentos nos quais acontecem circunstâncias que não foram premeditadas uma pedrinha-acontecimento pode parecer fatal: deu início a uma avalanche, começou um tsunami na sociedade por causa da Internet: que pena!

“É urgente que o amor se revista de roupagens-de-perdão… E que as roupagens-de-perdão sejam nossas vestes: – vestir-se-de-perdão nos pensamentos! – Vestir-se-de-perdão nas palavras! – Vestir-se-de-perdão nas atitudes, nos atos!

Somente com estas “roupas” somos aceitos por Deus! O perdão veste o rosto de alegria.

As pessoas humanas precisam perceber que o perdão é uma “invenção” do AMOR, que o perdão restaura o AMOR, e que, sem AMOR NÃO SE VIVE: MORRE-SE!

SOMENTE UM “PERDÃO SEM LIMITES…” NOS FAZ FILHOS E FILHAS DE DEUS-ABBÁ! ESPECIAL BÊNÇÃO PARA QUEM RECEBER ESTA MENSAGEM: “+ PAI, FILHO, E ESPÍRITO SANTO! AMÉM!”

+Milton Santos – Arcebispo Metropolitano  de Cuiabá, MT
Cuiabá, 09 de março de 2012.

Fonte: Arquidiocese de Cuiabá

* * *

Há quem saiba ser mais objetivo, Excelência, e se posicionar quando necessário…

6 março, 2012

Errata: nota de esclarecimento sobre o SEDAC.

[Atualização – 6 de março de 2012, às 20:55] Embora não altere em nada os pontos expostos em nosso artigo original, visando evitar constrangimentos ao SEDAC, excluímos as referências à entidade e nos retratamos por divulgar um email que imaginamos ser da instituição.  Não quisemos apresentar, evidentemente, o SEDAC como um informante oficial, mas apenas relatar de onde provieram os dados que expusemos.

Encaminhamos também ao senhor diretor do SEDAC, Padre Edson Sestari, o questionamento sobre as medidas que a entidade tomará contra membros de seu corpo docente que causaram escândalo e perplexidade ao povo católico através de sua carta aberta caluniosa e infamante. Se não uma retratação por empregá-los, ao menos medidas contundentes a respeito. Infelizmente não obtivemos resposta.

6 março, 2012

Padres do Regional Oeste II da CNBB se levantam contra Padre Paulo Ricardo.

No começo da tarde de ontem (5), recebemos um e-mail com uma carta direcionada a diversas entidades pertencentes à Igreja no Brasil sobre o Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, do clero da Arquidiocese de Cuiabá, MT, conhecido em todo o país por seu apostolado através dos meios de comunicação.

À noite, esta carta já estava difundida em diversos blogs e redes sociais; campanhas em favor do Padre Paulo Ricardo já haviam sido organizadas.

Após coletar mais informações sobre a autenticidade da carta e seus redatores, e tomando distância de qualquer reação intempestiva que poderia ser prejudicial a todos os envolvidos, podemos esclarecer que:

1) Recebemos a carta diretamente de uma pessoa ligada a uma entidade de ensino vinculada ao Regional Oeste II da CNBB, às 14:14 de ontem, com o pedido de divulgação;

2) Padre Paulo Ricardo é docente desta entidade desde sua fundação, e atualmente leciona Filosofia da Linguagem e Direito Canônico;

3) A carta foi distribuída amplamente por e-mail; sua versão impressa foi assinada por 27 padres de todo o Regional Oeste II, entregue ao Arcebispo de Cuiabá, Dom Milton Antônio dos Santos, SDB, e enviada a todos os bispos do Brasil;

4)      Apesar de termos os nomes de outros padres signatários, citaremos apenas um, a fim de garantir a credibilidade das informações retransmitidas a nossos leitores. Eis o primeiro e-mail que distribuiu a carta à nossa fonte do SEDAC:

From: diaspd@…
To: …
Subject: CARTA ABERTA
Date: Sun, 4 Mar 2012

Em anexo para conhecimento de todos!

(Endereço do destinatário e horário de envio omitidos para preservar a segurança de nossa fonte)

O endereço remetente pertence ao Reverendíssimo Padre Paulo da Rocha Dias, PIME – Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras, vigário da Paróquia Coração Imaculado de Maria, na Arquidiocese de Cuiabá. Este mesmo Padre também consta como autor do arquivo contendo a carta que recebemos.  Sendo um dos signatários da carta, cremos provavelmente ser o seu autor.

5) A página no Facebook que apoia o apostolado virtual do Padre Paulo Ricardo lançou uma nota confirmando a veracidade da carta. Desde já, colocamo-nos à disposição do Padre Paulo Ricardo para mais esclarecimentos e até mesmo a apresentação dos nomes dos 26 Padres restantes. É necessário que os católicos de boa vontade saibam quem é quem. Mais importante ainda é que os bons padres de todo o Mato Grosso não venham a ser injustamente relacionados entre os signatários.

6) E, por fim, uma observação aos leitores quanto ao uso da caixa de comentários: independente de possíveis divergências do Padre Paulo Ricardo com os meios tradicionais, o que está em jogo nesta carta é uma guerra movida por ultra-progressistas contra qualquer resquício de catolicismo no Brasil; contra qualquer um que, recordando a seu modo alguns pontos da Tradição Católica, ouse destoar do canto uníssono da matilha que ocupou a Igreja no Brasil. Portanto, enfatizamos o que já está em nossa “Nota do Editor”: os comentários devem ser respeitosos e relacionados estritamente ao assunto do post; toda polêmica desnecessária será prontamente banida”.

Eis a carta:

De: Teologia … <teologia…@…>
Data: 5 de março de 2012 14:14
Assunto: Noticias novas de Padre Paulo Ricardo
Para: fratresinunum@gmail.com

Senhores,

Foi divulgada esta carta sobre o padre Paulo Ricardo.

Para ciência e divulgação

Att

Cuiabá, Mato Grosso

27 de fevereiro de 2012

Excelentíssimos e Reverendíssimos Senhores

Bispos, Padres e Povo de Deus

CNBB, ANP, /CNP, CRB, Regional Oeste II

Estado de Mato Grosso

Excelências Reverendíssimas, sacerdotes e povo de Deus

Consternados dirigimo-nos aos senhores para levar a público nossos sentimentos de compaixão e constrangimento com relação ao nosso co-irmão no sacerdócio, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, do clero arquidiocesano de Cuiabá. O que nos move é nosso desejo de comunhão, unidade, amor à Igreja e ao sacerdócio e a busca de verdadeira justiça, reconciliação e perdão.

Diante de um homem amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado toma-nos, como cristãos e como sacerdotes, um profundo sentimento de compaixão e misericórdia. Diante de suas reiteradas investidas contra o Concílio vaticano II, contra a CNBB e, sobretudo, contra seus irmãos no sacerdócio invade-nos um profundo sentimento de constrangimento e dor pelas ofensas, calúnias, injúrias, difamação de caráter e conseqüentes danos morais que ele desfere publicamente e através dos diversos meios de comunicação contra nós, sacerdotes e bispos empenhados plenamente na construção do Reino de Deus.

Exporemos aqui estas duas questões com o máximo possível de objetividade na esperança que esta carta aberta seja acolhida com o mesmo espírito com que foi redigida e, mais ainda, na esperança de que encontraremos, com a intervenção segura e consciente de nosso querido Dom Milton Antônio dos Santos, arcebispo de Cuiabá, uma solução definitiva para esta questão e que seja sempre para a maior glória do Reino de Deus e para retomarmos o bom caminho.

Somos padres diocesanos e religiosos da Arquidiocese de Cuiabá e das demais dioceses do estado de Mato Grosso. Há décadas, dedicamo-nos, todos nós, com afinco, zelo e dedicação apostólica à instrução do povo nos caminhos do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, não merecemos as calúnias, injúrias e difamação de caráter que Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior desfere contra nós.

Vinde e Vede 2012

Há vinte e seis anos a Arquidiocese de Cuiabá organiza, patrocina e realiza, no período do carnaval, uma grande concentração religiosa, de massa, denominada “Vinde e Vede”. A este encontro acorrem milhares de pessoas do país inteiro, mas particularmente das paróquias da Arquidiocese de Cuiabá e dioceses vizinhas. Entre momentos festivos e momentos celebrativos, o encontro é também agraciado com oradores sacros dos mais diversos nortes do país. Entre estes oradores está também Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, homem de verbo fácil, de muitos artifícios oratórios e também de muitas falácias e sofismas. Suas pregações sempre derrapam para denúncias injuriosas e caluniosas contra os bispos, os padres e o povo de Deus em geral. Com o advento das novas tecnologias da comunicação adotadas com maestria pelos organizadores deste grande evento, as lástimas de Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior ressoam em todo o mundo.

Leiam com paciência. Transcreveremos aqui parte de sua palestra proferida na última edição do “Vinde e Vede”. Intitulada “Totus tuus, Maria!”

“O espírito mundano entrou dentro da Igreja. E entrou onde? Entrou o espírito mundano de que jeito dentro da Igreja? Pelos leigos? Entrou o espírito mundano de que jeito dentro da Igreja? Foi nos catequistas? Foi (sic) os ministros da comunhão? Foi através dos cenáculos do Movimento Sacerdotal Mariano que entrou o espírito mundano dentro da Igreja? NÃO! Nossa Senhora diz como foi que o espírito mundano entrou dentro da Igreja: ‘quantas são as vidas sacerdotais e religiosas que se tornaram áridas pelo secularismo que as possui completamente’. Deixa eu explicar o que Nossa Senhora está dizendo porque às vezes Nossa Senhora fala na linguagem que a gente não entende. Gente, ela tá falando de padres. Vidas sacerdotais aqui é PADRE! Quantos padres foram tomados COM-PLE-TA-MEN-TE pelo espírito do mundão. Tá entendendo? Caíram no mundão, no mundo. Ela fala espírito do secularismo. Quer dizer que estão no mundão, tão na festança, tão no pecado. Não querem mais ser padres. Querem ser boy. Querem tar na moda. Tá entendendo? Querem ser iguais a todo mundo. Padre que quer ser igual ao mundo! É isto que Nossa Senhora tá falando! O espírito… Vejam: Nossa Senhora está dizendo que a Igreja tá sofrendo um calvário. E por quê? Porque entrou dentro da Igreja o espírito do mundo. E entrou como? Entrou por causa de padre! Por causa de padre que não é padre! Por causa de padre que não honra a batina porque, aliás, nem usa a batina! (aplausos). ‘a fé se apagou em muitas delas.’ Deixa eu falar aqui claro pra vocês porque Nossa Senhora fala mas ocê num entende. A fé se apagou em muitas vidas sacerdotais, deixa eu dizer em português claro pra vocês. Tem padre que deixou de ter fé. É isso que Nossa Senhora tá dizendo. Está dizendo isto no dia em que o Papa João Paulo II estava aqui em Cuiabá. ‘A fé se apagou em muitos padres por causa dos erros que são sempre mais ensinados e seguidos. A vida da graça já está sepultada pelos pecados que se praticam, se justificam e não são mais confessados.’ O que que  Nossa Senhora ta dizendo? Vamos trocar em miúdos aqui! Nossa Senhora está dizendo que a vida da graça de muitos padres – o padre tem que viver uma vida da graça. A vida da graça de muitos padres está SE-PUL-TA-DA! Posso dizer mais claro? Morreu! A vida da graça de padres pode morrer também. Como? Nossa Senhora diz: ‘pelos pecados’. Os pecados que praticam, aí depois que eles praticam, justificam: Não… não é pecado. Antigamente é que era pecado, agora não é mais pecado. (com ar de deboche). Entendeu? Nós temos que ser, nós temos que mostrar pra o mundo que a Igreja tem um rosto aberto, que a igreja está aberta pro mundo. Aí lá vai o padre pular carnaval, no meio de mulher pelada. Aí lá vai o padre fazer festa na arruaça, beber, encher a cara até cair. Pra dizer o quê? Ahh, o mundo… eu tenho que pregar o evangelho pro povo, pros jovens… O jovem tem que acreditar na Igreja, então eu tenho que ir lá, eu tenho que ficar junto com o jovem. Eu tenho que viver a vida que todo mundo vive. Gente, eu não sou melhor do que ninguém e Deus sabe os meus pecados […]”.

 

Pobre em espírito e conteúdo, esta palestra escamoteia um texto não oficial, escrito pelo fundador e personalidade maior do Movimento Sacerdotal Mariano, Padre Stefano Gobbi. Lembremos apenas as palavras do Papa Bento XVI na exortação apostólica Verbum Domini: […] “a aprovação eclesiástica de uma revelação privada indica essencialmente que a respectiva mensagem não contém nada que contradiga a fé e os bons costumes; é lícito torná-la pública, e os fiéis são autorizados a prestar-lhe de forma prudente a sua adesão. […] É uma ajuda, que é oferecida, mas da qual não é obrigatório fazer uso.” (Verbum Domini, n. 14).

É desastrosa e danosa à reputação de milhares de sacerdotes à “tradução” e “interpretação” que padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior dá às supostas palavras de Nossa Senhora ao Padre Stefano Gobbi.

Ainda Bento XVI, por ocasião da Conferência de Aparecida nos advertia: “Não resistiria aos embates do tempo uma fé católica reduzida a uma bagagem, a um elenco de algumas normas e de proibições, a práticas de devoções fragmentadas, a adesões seletivas e parciais da verdade da fé, a uma participação ocasional em alguns sacramentos, à repetição de princípios doutrinais, a moralismos brandos ou crispados que não convertem a vida dos batizados. Nossa maior ameaça é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez” […].  (DAp. N. 12).

O moralismo crispado e falso de Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior reduz a rica tradição da Igreja a um pequeno número de normas e restrições, com uma verdadeira obsessão de traços patológicos pelo uso da batina, fato que provocou recentemente um grande desgaste ao clero e ao povo da Arquidiocese de Cuiabá e volta a provocar agora, na 26ª edição do “Vinde e Vede”.

Interpreta ele erroneamente o Cânon 284 do Código de Direito Canônico (do qual se diz mestre) – “os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pela Conferência dos Bispos e com os legítimos costumes locais.” – e também as normas estabelecidas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que observam: “nas determinações concretas, porém, devem levar-se em conta a diversidade das pessoas, dos lugares e dos tempos.”

Colocando-se talvez no lugar de Deus, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior julga e condena inúmeros irmãos no sacerdócio que levam vida ilibada e que são reconhecidamente compromissados com o Evangelho, com a Igreja e com o Reino de Deus. Ele espalha discórdia e divisões desnecessárias e prejudiciais ao crescimento espiritual do clero e do povo de Deus. De forma indireta, condena nosso arcebispo emérito Dom Bonifácio Piccinini e nosso atual arcebispo, Dom Milton Antônio dos Santos. Ambos, dedicados inteiramente, com generosidade e abnegação ao Reino de Deus e à Igreja, não usam batina, como observou em junho passado uma fiel leiga presente a uma dessas contendas levadas a cabo por Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior e seus sequazes.

Ademais, o uso que ele faz da batina é puramente ideológico. Não a usa como veste, pois não a usa sempre. Usa-a apenas como instrumento de ataque àqueles que elegeu como seus desafetos. Essencial seria ele perguntar-se a si mesmo: “o que quero esconder ou o que quero mostrar com o uso da batina?” Não somos contra o uso da batina. Entendemos que identidade sacerdotal, bem construída, se expressa no testemunho pessoal e nas obras apostólicas e não na batina. Somos contra o uso ideológico que se faz dela e a condenação daqueles que “levam em conta a diversidade das pessoas, dos lugares e dos tempos.”

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior: uma pessoa controversa

Muitos dos problemas enfrentados pela Arquidiocese de Cuiabá têm origem, continuação e fim na pessoa do Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, dono de uma personalidade no mínimo controversa.

Apesar de todos os esforços de nosso querido Dom Milton Antônio dos Santos em busca da unidade, pouco se tem alcançado. Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior continua exercendo sua influência nefasta e dividindo o clero e o povo de Deus na arquidiocese de Cuiabá e no Regional Oeste II. E, mais importante, no SEDAC e nos seminaristas de todos os seminários do estado de Mato Groso.

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior ultrapassa os limites do fanatismo quando se trata de questões teológicas, eclesiais e pastorais. Não é um teólogo e nunca foi um homem de pastoral. É apenas um polêmico, capaz de julgar e condenar a todos que não se submetem aos seus ditames e interesses de carreira.

Guardião de ortodoxias e censor de plantão, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior costuma ser pouco honesto. Honestidade intelectual é proceder com humildade, modéstia, cautela nas críticas, observou recentemente o Papa Bento XVI em homilia ao clero da Diocese de Roma. A impetuosidade e o açodamento característicos da personalidade do Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior terminam por levá-lo a pecar contra a objetividade. Condena antes de saber de que se trata. Tem mais faro que inteligência, mais instinto que razão, mais paixão que serenidade, mais zelo doentio que honestidade.

Por ocasião da campanha eleitoral para a presidência da república, enfurnou-se em um cordão de calúnias, ameaças e difamação contra candidatos, contra o povo e contra a própria CNBB. A coisa se agravou a tal ponto que o arcebispo de Cuiabá teve que publicar uma carta proibindo o uso da missa e do sermão para campanhas político-partidárias.

Na mesma ocasião, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior publicou na rede mundial de computadores uma carta difamatória contra os bispos, chamando-os de cachorros. “Cachorros que latem, mas não mordem.” A atitude de Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior deixou muitos bispos do Regional Oeste II profundamente consternados.

Ultimamente, tem difamado a CNBB, os bispos do Brasil e o Concílio Vaticano II na rede de TV Canção Nova. Este fato foi denunciado na última Assembléia Geral da CNBB.

Não obstante os já mencionados esforços de nosso arcebispo em busca da unidade, nossa Arquidiocese se aprofunda mais e mais em divisões, inúteis, desnecessárias e nocivas ao crescimento humano e espiritual da parcela do povo de Deus que nos foi confiada.

Solicitamos, portanto, de Vossas Excelências Reverendíssimas que Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior seja imediatamente afastado das atividades de magistério no Sedac e das demais atividades por ele desenvolvidas nas diversas instituições formativas sediadas na Arquidiocese e fora dela tais como direção espiritual de seminaristas, palestras, conferências e celebrações, pois não tem saúde mental para ser formador de futuros presbíteros. Pedimos também que seja afastado de todos os meios de comunicação social em todo e qualquer suporte, isto é, meios eletrônicos, meios impressos, mídias sociais e rede mundial de computadores.

Pedindo a bênção de Vossas Excelências Reverendíssimas, despedimo-nos com o coração cheio de esperança de que muito em breve será encontrada uma solução para esta constrangedora situação que tem se consolidado em nossa Arquidiocese.

Na obediência, na fé e na comunhão para nunca mais acabar,

Segue assinaturas

16 novembro, 2011

Comunicado do Padre Paulo Ricardo sobre a Canção Nova e sua relação com o Partido dos Trabalhadores.

Por Padre Paulo Ricardo

Inúmeras pessoas têm me cobrado uma posição a respeito da recente decisão da Rede Canção Nova de Comunicação de incluir em sua grade televisiva um programa sobre a Doutrina Social da Igreja, apresentado por um líder do Partido dos Trabalhadores.

1. Com relação às opções ideológicas do referido partido, penso que as minhas manifestações públicas em defesa do ensinamento do Magistério da Igreja, em geral, e do Santo Padre o Papa, em especial, são tão claras e tão amplamente divulgadas que não creio que sejam o objeto do pedido em questão. Luto e lutarei sempre contra a ideologia marxista e suas agressões culturais aos valores cristãos (nos movimentos gayzista, abortista, etc.) e sua maléfica infiltração na Igreja.

2. Com relação à Canção Nova, é meu dever esclarecer o seguinte:

a. Recordo que, embora não seja membro da Comunidade Canção Nova, sou, mesmo assim, convidado regular para as várias atividades evangelizadoras que a Canção Nova mantém, nos diversos meios de comunicação. Apostolado este que desempenho voluntariamente e consciente de estar em plena comunhão com a Igreja.

b. Considero, portanto, que seja meu dever, em primeiro lugar, manifestar minha opinião sobre a atuação de alguns líderes da Canção Nova através do caminho institucional e privado, e só em segunda instância passar às possíveis manifestações públicas. Queimar esta etapa seria, a meu ver, uma falta de lealdade e de ética.

c. Com isto não quero absolutamente censurar as manifestações do público em geral e dos sócios contribuintes da Canção Nova. Manifestar a opinião de forma caridosa e legítima é direito do cidadão e dever do cristão.

Atuo na Canção Nova porque tenho a firme convicção de que, sem ela, a Igreja estaria, em muitos lugares, numa situação desastrosa. Com isto não atribuo à Canção Nova, nem enquanto comunidade, nem enquanto liderança, o caráter de inerrância ou de indefectibilidade, que, aliás, nenhum de nós possui.

Estou convencido de que, na atual conjuntura do Brasil, a Canção Nova ainda seja um instrumento da Providência Divina. Por isto, não posso concordar com aqueles que torcem para que ela pereça ou diminua sua influência. O que eu faço, e tenho feito sempre, é prestar minha ajuda, seja na ação, seja na oração, para que em meio à guerra espiritual e cultural que nós enfrentamos, a Comunidade Canção Nova seja fiel à sua vocação divina.

Várzea Grande, 15 de novembro de 2011.

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior